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HISTÓRIA

Desde os primórdios da acupuntura já se trata o pavilhão auricular com muita


importância. Para a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) a orelha é a abertura dos Rins.
Os Meridianos Yang se reúnem no Ponto VB 2, e abastencem a orelha de Qi (energia)
e Xue (Sangue).

Tratamentos como massagens e estimulações na orelha e ao redor já eram realizada


antes do conhecimento especifico de pontos da orelha.

Década de 50 a 60:

Em dezembro de 1958 uma revista é publicada em Shangai sobre o estudo do médico


francês P.Nogier, sobre a relação de órgãos internos e o pavilhão auricular.

Nogier foi quem desenhou pela primeira vez o feto invertido no pavilhão auricular.
Esse foi o grande impulso da auriculoterapia na China e França, tornado-se base para estudos
e experiências.

Em 1960 em Pequim um trabalho cientifico, com 255 pacientes, resumia, novos 15


pontos com formidáveis resultado.

Décadas de 60 a 70:

Em 1970 foi editada uma série completa de mapas de acupuntura onde se encontrava
mapas auriculares contendo 107 pontos.

1971 - O Instituto Cientifico de Investigações biológicas da China, editou o livro Er


Zhen Liao Fa (o tratamento da auriculoterapia), no qual são descritos 112 pontos.

1972 – 131 pontos descritos no livro Er Zhen do Dr. Wang Zhong Tang.
1974 – 154 pontos descritos no livro Zhen Jiu Xue do Instituto de Medicina
Tradicional de Shangai.

1979 – 199 pontos, o medico Hão Qin Kai escreveu o livro Pontos fora dos
meridianos.

Década de 80 até atualidade:

Hoje são temos mais de 255 pontos conhecidos com efeitos comprovados.
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FISIOLOGIA ENERGÉTICA ORIENTAL

Yin e Yang:

O yin e o yang são formar de Energia que estão presentes em todas as matérias.
O yin é considerado a parte mais material da energia
O yang é a parte mais energética.

O equilíbrio dessas duas energias é a saúde

Existem 4 formas de desequilíbrio: Consumo de Yin , Excesso de Yin, Consumo de


Yang, Excesso de yang.

Consumo de Yin: Sintomas de calor moderados, secura de pele cabelos e boca.


Proveniente do excesso de Yang.
Ex.: gastrite medicamentosa.

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Excesso de Yin: Excesso de frio, que não melhora com cobertas, Edemas frios e duros,
de membros. Evolui para o consumo do Yang.

Consumo Yang: Pouca energia, cansaço excessivo, membros frios e resfriados. Evolui
do excesso do Yin.

Excesso de Yang: Muito calor, inflamação clássica (dor, calor, vermelhidão e edema).
Evolui para o consumo do Yin.

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5 Elementos:

Os 5 elementos são: Água, Madeira, Fogo, Terra e Metal.

Água: Rim e Bexiga.


Madeira: Fígado e Vesícula Biliar.
Fogo: Coração e Intestino Delgado.
Terra: Baço-Pancreas e Estômago.
Metal: Pulmão e Intestino Grosso.

Algumas da principais correspondências dos cinco elementos:


MADEIRA FOGO TERRA METAL AGUA
Estações Primavera Verão Nenhuma Outono Inverno
Direções Leste Sul Centro Oeste Norte
Cores Verde Vermelho Amarelo Branco Preto
Sabores Azedo Amargo Doce Picante Salgado
Climas Vento Calor Umidade Secura Frio
Números 8 7 5 9 6
Animais Peixe Pássaros Homem Mamíferos Seres com
conchas
Grãos Trigo Feijão Arroz Cânhamo Milho
Órgão (yin) Fígado Coração Baço- Pulmão Rins
Pancreas
Vísceras Vesícula Intest. Estômago Intest. Bexiga
(Yang) Biliar Delgado Grosso
Órgão dos Olhos Língua Boca Nariz Ouvido
sentidos

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Tecidos Tendões Vasos Músculos Pele Ossos


Emoções Fúria Alegria Preocupação Tristeza Medo
Sons Grito Risos Cantoria Choro Gemido

Zang Fu (órgãos e vísceras):

Cinco Órgãos (zang):


CORAÇÃO (C):Localização: Tórax
Funções fisiológicas: controlar o fluxo do sangue e os vasos sanguíneos
Funções Energéticas: controlar as atividades mentais e alegria
Ponto de reflexo: face
Abertura: língua

FÍGADO (F): Localização: hipocôndrio direito


Funções fisiológicas: armazenar o sangue, sua dispersão e drenagem
Funções energéticas: controlar os tendões e ligamentos
Ponto de reflexo: unhas
Abertura: olhos (visão)

BAÇO (B/P): Localização: aquecedor médio


Funções fisiológicas: transportar e transformação de nutrientes
Funções energéticas: controlar os tendões, ligamentos e músculos, os
membros e o sangue (forma)
Ponto de reflexo: Lábios
Abertura: Boca

PULMÃO (P): Localização: caixa torácica


Funções fisiológicas: aparelho respiratório e pele
Funções energéticas: controlar a entrada, purificação, difusão e descida do Qi, comunicar e
regular as vias das águas
Ponto de reflexo: pele e pêlos do corpo
Abertura: nariz

RINS (R): Localização: aquecedor inferior


Funções fisiológicas: filtrar as impurezas
Funções energéticas: controlar os líquidos, ossos, gerar a medula, nutrir o cérebro; receber o
Qi dos pulmões; é a morada da essência.Ponto de reflexo: cabelos
Abertura: orelhas, ânus e órgãos urogenirais

PERICÁRDIO/CIRCULAÇÃO-SEXO (PC/CS): Localização: tórax


Funções fisiológicas: envolver o coração.
Funções energéticas: controlar o psiquismo (emoções), proteger o

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coração, produção de hormônios


Ponto de reflexo: face

Seis Vísceras (FU)


ESTÔMAGO (E): Localização: aquecedor médio
Funções fisiológicas: digestão recebe os alimentos e líquidos
Funções energéticas: absorve o Qi dos nutrientes, mantém a vida
após o nascimento, junto com o BP (difusão do Qi)

VESÍCULA BILIAR (VB): Localização: ligado ao fígado


Funções fisiológicas: armazenar bile e auxilia na digestão dos Alimentos
Funções energéticas: controlar todas atividades emocionais e cartilagens

INTESTINO DELGADO (ID): Localização: liga-se ao estômago em sua porção superior e


ao intestino grosso em sua porção inferior
Funções fisiológicas: dirigir e absorver os nutrientes
Funções energéticas: produzir o sangue (xue), separar o puro do
impuro

INTESTINO GROSSO (IG): Localização: liga-se em sua porção superior ao intestino


delgado e em suas extremidades ao ânus
Funções fisiológicas: transmitir os alimentos digeridos e excretá-los, absorver os líquidos
Funções energéticas: transporte do Qi e eliminação do impuro

BEXIGA (B): Localização: situada no aquecedor inferior


Funções fisiológicas: acumular urina e eliminá-la
Funções energéticas: transformação da urina e eliminação (regulação térmica)

TRIPLO AQUECEDOR (TA): Localização: é a composição de três aquecedores: aquecedor


superior, na região torácica formada pelos pulmões e coração, aquecedor médio, na região
epigástrica, formada pelo baço/pâncreas, estômago, fígado e o aquecedor inferior formado
pelos rins, bexiga, intestino grosso e delgado
Funções fisiológicas: equilibrar o metabolismo.
Funções energéticas: controlar o transporte do Qi, líquidos e substâncias essenciais por todo o
organismo

ESTUDO CIENTÍFICO

Hospital Central de Shangai: Realizou-se estudo com 300 casos com o objetivo de
correlacionar pontos dolorosos à pressão e o trajeto das radiações reflexas. Observou-se: As
irradiações eram mais freqüentes em pacientar com pontos mais sensíveis; Em alguns
pacientes com ciatalgia foram puncionados no ponto do nervo ciático o que gerou dor na
região temporal, região do Meridiano da Vesícula Biliar, o mesmo que passa pelo trajeto do
nervo ciático

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Em 1973 no Hospital de Medicina Tradicional de Bao Ting, realizou-se uma


exploração em pessoas de alta sensibilidade usando os seguinte pontos: Fígado, Vesícula
Biliar, Coração, Estomago, Bexiga e Pulmão do pavilhão auricular. Pode-se observar que ao
estimular estes pontos, irradiava-se em cada caso para seu determinado meridiano.

No mesmo Hospital acima realizou-se uma pesquisa com 113 pacientes de


troboangina e observou-se em todos um aumento da condutibilidade elétrica nos pontos:
cardiovascular do subcórtex, endócrino, rim e coração.

Na Universidade de Pequim e no Hospital Número 3 de Pequim foi realizado um


trabalho investigativo sobre alteração morfológicas, de coloração e de resistência elétrica dos
pontos auriculares durante o infarto agudo do miocárdio. Observou-se uma que da resistência
elétrica nos pontos: coração, Shen Men, simpático, intestino delgado, e subcórtex e um
aumento paulatinamente de acordo com a melhora do paciente.

Não a dúvida da rica inervação existente no pavilhão auricular, entre eles está presente
os nervos espinhais do plexo cervical como o auricular maior e o occipital menor e por nevos
cerebrais como o auriculotemporal, fácil, glossofaríngeo, ramos do simpático e vago.

 Auriculotemporal, parte do ramo inferior do trigêmeo: têm relação com os


movimentos dos músculos de deglutição e sensibilidade da face e da cabeça,
como também se relaciona com a medula espinhal.
 Facial: controla o movimento dos músculos superficiais da face e da região das
adenóides.
 Do bulbo raquidiano partem o vago e o glossofaríngeo, que controlam o centro
respiratório, o centro cardíaco, e o centro vasomotor e das secreções salivares
(vômito e tosse).
 O auricular maior e o occipital menor comandam a atividade do tronco e dos
quatro membros, os movimento musculoesqueléticos e os movimentos
musculoesqueléticos e músculos das vísceras e órgãos.

Com isso o Grupo de Investigação de Auriculoterapia da cidade de Tian Jing, fez um estudo
com pacientes em coma ou induzidos ao coma por anestesia, e constatou-se uma queda na
atividade elétrica no ponto referente a atividade do córtex. Quanto mais leve era a anestesia
maior era o impulso elétrico.

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Inervação do pavilhão auricular

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Descrição dos nervos cranianos envolvidos:

V3 - TRIGÊMIO -- NERVO MANDIBULAR

Ramos, Cursos, e Forames:

Dá fossa cranial medial, ele entra no forame oval para penetrar na fossa infratemporal,
onde divide-se:

 nervo para pterigoide medial, que desprende:


o nervo para tensor do tímpano
o nervo para tensor do veo palatino
 ramo meningeo, que passa através do forame espinal
 divisão anterior:
o nervo para pterigoide lateral
o nervo temporal profundo anterior
o nervo temporal profundo posterior
o nervo masseter
o nervo bucal
 divisão posterior:
o nervo lingual
o nervo alveolar inferior, que desprende o nervo milohioideo, depois passa
através do forame mandibular e forame mental, terminando como nervo
mental.
o nervo auriculotemporal, que envolve a artéria meníngea média

Inervação Muscular:

 Músculos da mastigação:

1. pterigoide medial
2. pterioide lateral
3. temporal
4. masseter

 Outros músculos:

1. tensor do timpano
2. tensor veo palatino
3. milohioide
4. ventre anterior do digástrico

Inervação Sensorial:

 Pele e mucosa do bochecha (via nervo bucal)


 2/3 anteirores da língua e assoalho da boca (via nervo lingual)
 Queixo e lábio inferior (via nervo mental)
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 Capsula parotídea, articulação temporomandibular, e pele da orelha (via nervo


auriculotemporal)

VII: FACIAL

Ramos, Cursos e Forames:

Da fossa craniana posterior, entra no meato acústico interno para entrar no canal facial. Dobra
no gânglio geniculado e emite:

 nervo petrosal maior (levando fibras parasimpáticas) que perfura o canal facial para
percorrer ao longo do chão do fossa craniana mediana então entra no canal pterigoide
para alcançar o gânglio pterigopalatino.
 nervo para o músculo estapédio
 nervo corda timpanico (levando fibras parasimpaticas) que perfura a parede posterior
mediana da orelha e saí pela fissura petrotimpanica. Une o nervo lingual depois.

Encerra o crânio pelo forame estilomastoide, e dá ramos musculares para::

 estilohiodeo
 ventre posterior do digastrico

Entra na glândula parotida e divide-se em 5 ramos:

1. temporal
2. zigomatico
3. bucal
4. mandibular marginal
5. cervical

Inervação Muscular:

Músculos do segundo arco branquial:

 Músculos da mímica facial


 Outros músculos:

1. estapédio
2. estilohiodeo
3. ventre posterior do digástrico
4. músculos do escalpo posterior e lateral

Inervação Secretomotora Parasimpatica:

 Glândula Lacrimal (via nervo petroso maior que depois de realizar a sinapse no
gânglio pterigopalatino une o nervo zigomatico)

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 Glândulas mucosa de cavidade nasal e palato (pelo nervo petroso maior que depois de
realizar sinapse no gânglio de pterigopalatini une o nervo nasopalatini maior e menor
e nervos palatinos)
 Glândula Submandibular (pelo nervo corda timpanico que segue o nervo lingual e
realiza sinapse no gânglio submandibular, então termina na glândula)
 Glândula Sublingual (pelo nervo corda timpanico que segue o nervo lingual e realiza
sinapse no gânglio submandibular, então termina na glândula)

Inervação Sensorial:

 Lóbulo externo da orelha (contribuição secundária)


 Palato mole (contribuição secundária)

Inervação Sensorial Especial:

Paladar para o 2/3 anterior língua (via nervo corda timpanico)

IX: GLOSSOFARINGEO

Ramos, Cursos e Forames:

Da fossa craniano posterior, atravessa o forame jugular e emite:

 dois ganglios sensórios (superior e inferior)


 nervo timpanico que então atravessa o canaliculo do timpano. Depois de atravessar a
orelha mediana, suas fibras parasimpaticas continuam então com o nervo petroso
menor que cruza o chão da fossa craniana mediana penetra no gânglio óptico. Suas
fibras pós-ganglionares unem o nervo auriculotemporal então.
 nervo para músculo estilofaringeo
 ramos do seio carotídeo
 plexo faringeo

Inervação Muscular:

Músculo do 3º arco de branquial - Estilofaringeo

Inervação Secretomotora:

 Glândula Parotida (via fibras do nervo petroso menor que passam no nervo
uriculotemporal)
 Glândulas mucosa da laringe abaixo das cordas vocais

Inervação Sensorial:

 Lado mediano de membrana do timpano, mucosa da orelha mediana, e mucosa do


tubo audítiva (via nervo timpanico)
 Orelha externa e meato acústico externo
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 Corpo e seio carotídeo e seio


 1/3 Posterior da língua, mucosa do palator mole, e tonsilas palatinas (inclusive reflexo
da mordaça)
 2/3 Superior da faringe

Inervação Sensorial Especial:

Paladar para 1/3 posterior da língua

X: VAGO

Ramos, Cursos e Forames:

Da fossa craniana posterior, sai pelo forame jugular.

Inervação Muscular:

Músculos do quarto, quinto, e sextos arcos branquiais:

1. músculo liso do esôfago e traquéia (viao nervo laringeo reincidente)


2. cricotiroide (via ramo externo do nervo laringeo superior)
3. todos os músculos intrínsecos da laringe (via nervo laringeo inferior)
4. todos os músculos de faringe, menos estilofaringeo (vias ramos faríngeos)
5. todos os músculos do palato, menos o músculo tensor do vel palatino (via ramos
faringeos)

Inervação Secretomotora:

Glândulas mucosa do vestíbulo e ventriculo (via ramo interno do nervo laringeo superior)

Inervação Sensorial:

 Orelha externa e tímpano lateral


 Corpo e seio carotídeo
 Região da Epiglote lingual (via ramo interno do nervo de laringeo superior)
 Mucosa superior de laringe (via ramo interno do nervo de laringeo superior)
 Mucosa inferior da laringe (via nervo de laringeo inferior)
 Mucosa da laringofaringe e cordas vocais (via ramo interno do nervo de laringeo
superior)
 Mucosa da traquéia e esôfago

Inervação Sensorial Especial:

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Prove a região de epiglottic lingual (via ramo interno do nervo de laringeo superior)

Descrição dos nervos do plexo cervical:

 Nervo Occipital Menor – geralmente é um ramo direto de C2. É o mais superior dos
nervos cutâneos do plexo cervical e corre, com trajeto ascendente, em direção ao
processo mastóide para distribuir-se à pele e couro cabeludo posteriores ao pavilhão
do ouvido externo. Estabelece comunicações com os nervos occipital maior (ramo
dorsal de C2), acessório (XI par craniano), auricular posterior (ramo do n. facial) e
grande auricular (ramo do plexo cervical).

 Nervo Auricular Magno (ou maior) – parte dos troncos de C2 e C3 unem-se para
formar estes dois nervos cutâneos. O nervo auricular magno emerge junto à borda
posterior do m. esternocleidomastóideo. Inferiormente ao nervo occipital menor, mas
como este, tem trajeto ascendente, quase sempre acompanhado pela veia jugular
externa, em direção à pele da face, inferior e anteriormente à orelha.

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Em um experimento com animais em laboratório no Instituto de Medicina Tradicional


de Mei Yuan, onde se realizou um intercambio de sangue em coelhos, colocando uma ponte
entre a artéria carótida de um e conectado a uma veia auricular posterior do outro. O primeiro
coelho foi submetido a estímulos elétricos com um eletrodo no coração, durante 4h, depois
que o estimulo se deteve e começou a realizar a troca sanguínea entre os animais. Encontrou-
se o seguinte resultado: A condutibilidade elétrica estava aumentada no ponto do coração em
ambos os animais. E posterior mente foi realizado um eletrocardiograma e foi constatado
apena no primeiro coelho alterações.

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ANATOMIA AURICULAR

O pavilhão auricular é composto principalmente por um tecido de cartilagem elástica,


alguns tecidos adiposos e linfáticos e é recoberto externamente pela pele. Na região da
hipoderme há uma rede rica de nervos, vasos sanguíneos e linfáticos.
A orelha consta de três partes: a orelha externa, a orelha média e a orelha interna. A
orelha recebe ondas sonoras e a transmite através do meato acústico externo para a membrana
timpânica.
A orelha externa possui reentrâncias e saliências cartilaginosas. As partes
cartilaginosas mais profundas possuem pontos que estão relacionados aos órgãos internos e as
partes cartilaginosas protuberantes possuem pontos que estão relacionados principalmente à
estrutura óssea do corpo humano.

1- As partes da orelha externa são:

- Lóbulo - Concha Cimba (parte superior)


- Hélice - Concha Cava (parte inferior)
- Ramo da hélice - Trago
- Anti-hélice - Antítrago
- Ramo superior da Anti-Hélice - Incisura supratrágica
- Ramo inferior da Anti-Hélice - Incisura intertrágica
- Fossa Escafóide - Incisura do Antítrago
- Fossa Triangular - Dorso

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Mecanismo de Ação da Auriculoterapia

O estímulo auricular leva a uma ação de uma série de reflexos condicionados. Os


pontos auriculares integram um circuito com capacidade racional, formando uma teia de
ligações dentro do córtex cerebral. Isto explica os reflexos longos hipodiencefálicos e
corticoencefálicos que terminam por agir sobre a formação reticulada do sistema nervoso
central. Com isso ocorre uma melhora sensível do tônus de sistema nervoso e da reatividade
do sistema neurovegetativo.
Um estímulo auricular, mesmo sendo débil, acelera uma série de reflexos que
provocam reações imediatas ou demoradas, temporárias ou permanentes, passageiras ou
definitivas, todas elas de natureza terapêuticas.
O estímulo leva o cérebro a agir sobre todos os órgãos, membros e suas funções,
equilibrando e harmonizando o organismo, provocando assim a eliminação dos males que
acometem o indivíduo. O diagnóstico é uma indicação, em qualquer tipo de medicina, para
tratamento de qualquer parte do corpo através dos sintomas que o paciente apresenta. A
medicina chinesa procura ver o indivíduo como um todo. Procura-se na medicina chinesa,
chegar à origem de um determinado sintoma e tratá-la para que o paciente fique livre não
apenas do sintoma, mas, o mais importante à causa.
A Auriculoterapia usa tanto os diagnósticos clínicos como os alternativos para seus programas
de tratamento, faz uso, também de uma técnica denominada “aurículo diagnóstico”.
Aurículo diagnóstico: Quando um órgão ou suas funções apresenta algum distúrbio, a
área auricular correspondente sofre uma alteração pigmentar, apresentando manchas,
tubérculos, vascularizações, secura ou maior secreção sebácea. São sinais característicos da
existência de desequilíbrio. Os pontos auriculares correspondentes se tornam extremamente
sensíveis ao toque ou à aplicação de agulhas.

Exame da Superfície Auricular

O exame da superfície da orelha é o mais importante dentro da Auriculoterapia. As


duas orelhas deverão ser examinadas e o dedo polegar e indicador deverão ser usados na
manipulação das mesmas. De modo sucinto, podemos dizer que a orelha presta-se ao
diagnóstico através das marcas, da sensibilidade, da profundidade das marcas, da
sensibilidade, da profundidade da marca ao pressionar-se o apalpador e da exploração elétrica.

Existem pelo menos dois métodos de se examinar a orelha:

A – Através da inspeção, para se observar

A posição e as alterações de cores, os pontos de escamação, as manchas, as dilatações


de vasos e oleosidade.

B – Através da pressão

Localizamos pontos de dor e observamos alterações de cor

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A orelha não deve ser lavada ou manipulada antes do exame, mas ser limpa só após o
mesmo, quando as áreas com alterações já tiverem sido marcadas pela pressão. Deve-se
distinguir a coloração que é provocada por afecção daquela que apresenta diferença na
pigmentação da pele. Através da pressão sobre as colorações diferentes, sabe-se que quando a
“mancha” não indicativa de lesão ou de determinado órgão ou víscera, pois a cor não se
altera. Caso a cor se altere, o ponto deve ser considerado para tratamento.

As Variações de Cor

A - Cor vermelha
Tom claro: indicativo que a doença está no início ou que a doença já foi curada, mas
está retornando
Tom médio: sintoma de doença crônica e/ou de dor
Tom escuro: sintoma de doença mais grave

B - Cor branca ou brilho esbranquiçado


Formato irregular, com elevação: doença crônica, tais como gastrite, doença
reumática.
Mancha branca circundada por borda vermelha sem nitidez: geralmente indicativo de
doença cardíaca, reumática.
Mancha branca com ponto vermelho no centro: indicativo de doença aguda, tal como
gastrite.

C - Cor cinza

Indicativo de tumor (quando aparece e desaparece sob pressão, geralmente na região


de tumor).
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D - Cor vermelho escuro (provocada por estagnação da energia e do sangue):

Doença crônica em andamento ou doença crônica, como tumor das glândulas


mamárias, que já foi curada, pois a cor vermelho escuro leva tempo a desaparecer da
superfície da orelha.

3- As alterações morfológicas mais freqüentes

A – Ressecamento da pele indica enfermidade de natureza crônica, exigindo um


estímulo de tonificação.
B – Exsudação sebácea indica enfermidade de natureza sub-aguda: usa-se estímulos de
sedação.
C – Sudorese indica tendências à doença degenerativa: tonificam-se os pontos onde
houver esse sinal.
D – Quistos e tubérculos, são sinais indicativos de patologias aguda que está
ocorrendo ou irá ocorrer em órgãos a que esses pontos se referem. No caso da existência da
enfermidade deve-se neste caso fazer sedação nesses pontos. Não havendo sintomas,
tonificam-se os pontos.
E – Pêlos e escamações, que indicam o primeiro caso, degeneração senil e o segundo,
enfermidade crônica. A conduta é a tonificação dos pontos existentes na área.

4- As modificações de sensibilidade são as seguintes

A – Hiperestesia: indicativa de enfermidade agudas ou sub agudas. Conduta


recomendada neste caso é sedação.
B – Hipoestesia: que indica enfermidade crônica. Neste caso a conduta é a
tonificação.

A sondagem é feita com um aparelho parecido com uma lapiseira, com uma pinça ou
com aparelho detectores elétricos. Se o Terapeuta não possuir tais instrumentos, poderá usar a
ponta de uma pinça ou de uma agulha bem grossa (do lado que tem o orifício). A pressão,
controlada pelo Terapeuta, deverá ser firme, suave e uniforme ao percorrer os pontos da
orelha. Se não houver marcas ou pontos muito sensíveis, o Terapeuta deverá colocar as
agulhas de acupuntura ou sementes nos pontos da orelha que estão associados às doenças
vinculadas aos sintomas descritos pelo paciente.

5- Interpretações dos sinais mais comuns encontrados no pavilhão auricular

A – Pontos vermelhos: inflamação ou excesso de energia Yang nas regiões


correspondentes, torções, tendinites.
B – Pontos brancos: artrite crônica ou insuficiência nos órgãos correspondentes.
C – Manchas acinzentadas ou acastanhadas que não mudam sob pressão: metástase de
tumor.
D – Manchas senis: envelhecimento ou grande desequilíbrio do elemento metal
(pulmão).
E – Rosto pálido e macilento e orelhas vermelhas: desequilíbrio energético
envolvendo o sistema nervoso central.
F – Rosto vermelho e orelhas esbranquiçadas: excesso de energia Yang no coração e

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desequilíbrio.
G – Rosto e orelhas vermelhos: excesso de energia Yang.

H – Orelhas translúcidas ou extremamente flexíveis: falta de energia Qi, doença


crônico ou estado de convalescença de doença grave.

I – Orelha pálida que não mudam de cor ao serem manipuladas: falta de energia.
J – Orelhas com escamação de pele: envelhecimento, pele ressequida, decadência
física.
K – Orelha com pele ressequida e enrugada: doença de pele.
L – Orelhas púrpuras: estase de fogo no coração.
M – Orelha com abscesso com borda definida, móvel, indolor à pressão: tumor
benigno.
N – Orelha com protuberância cartilaginosa com borda definida, imóvel: tumor
maligno.

O – Fossa triangular: região de constipação de cor escura e congestionada: constipação


crônica.

P – Anti-hélice: capilares sanguíneos de shenmen à região de alergia: alergia agravada


pelo sistema nervoso.
Capilares sanguíneos na anti-hélice: desconforto na coluna, esforço que compromete a
coluna, vida sedentária.
Capilares sanguíneos no ramo superior da anti-hélice: desconforto nas pernas, varizes,
excesso de exercícios (nos jovens).
Capilares sanguíneos no ramo inferior da anti-hélice: inflamação no nervo ciático.
veia cortando o ramo inferior da anti-hélice, passando pelo ponto da pelve na fossa
triangular e continuando na anti-hélice em direção a escafóide: desconforto ou dor no quadril.

Q – Escafóide
Cor vermelha: excesso de movimento com os braços
Região da alergia de cor vermelha: alergia

R – Concha Cimba, parte superior:


Oleosidade excessivo ou gotículas de suor em vários pontos: órgãos correspondentes
em sofrimento.
Elevado esbranquiçado ou escamação na região do intestino: flatulência abdominal,
mau funcionamento intestinal.
Excesso de gordura no ponto do intestino: inflamação no trato intestinal.
Cor esbranquiçada no ponto dos rins: insuficiência renal.
Má formação cartilaginosa no ponto dos rins: indício de alteração genética.
Cor esbranquiçada na região do pâncreas: insuficiência pancreática.
Vermelho intenso na região do fígado e vesícula biliar: congestionamento.
Ponto do fígado com marcas brancas, pequenas, brilhantes com contorno
avermelhado: hepatite aguda.
Ponto do fígado com protuberâncias esbranquiçadas: hepatomegalia

S – Concha Cava, parte inferior:


Ponto do coração vermelho: excesso de calor no coração, ansiedade.
Ponto do coração em depressão e com oleosidade: stress.
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Ponto do coração com descamação branca: insônia, sonhos excessivos, arritmia
cardíaca.
Ponto do coração branco circundado por auréola vermelha difusa: insuficiência
cardíaca.
Ponto do coração branco circundado por auréola vermelha delineada: insuficiência
cardíaca grave.
Ponto do pulmão com conjunto de marcas avermelhadas ou com contorno
avermelhado: congestão pulmonar.
Pontos do pulmão com erupções vermelhas ou marcas brancas, brilhantes, com
contorno avermelhado: pneumonia

T – Raiz da Hélice
Pontos esbranquiçados ou acinzentados com borda vermelha na região do duodeno ou
estômago: úlcera.
Ponto do estômago vermelho brilhante ou com descamação: gastrite aguda.
Ponto do estômago com pele grossa e descamação branca: gastrite crônica.

U – Trago
Sensibilidade: pontos correspondentes
Marcas vermelhas: disfunção nos pontos correspondentes

V – Antítrago
Pontos do cérebro, frontal, temporal, sub-córtex com marcas de vermelho intenso ou
branco brilhante com contorno avermelhado: cefaléia.

X – Lóbulos
Linha partindo do ponto da orelha interna: problema auditivo.
Marcas vermelhas: disfunção dos pontos correspondentes.

Auriculoterapia e suas Possíveis Reações

Ao iniciar o tratamento manipulando o pavilhão auricular, o paciente pode vir a sentir


reações tanto na orelha como no corpo, podendo ser consideradas como reações normais e
esperadas ou sensações anormais e imprevisíveis.

Reações normais e esperadas:

1- Calor: em pelo menos 80% dos casos (bom sintoma);


2- Adormecimento: ocorre em percentagem menor (é um sinal de êxito no tratamento);
3- Dor: ocorre em quase 100% dos pacientes, caracteriza-se como uma dor forte, profunda, de
dentro para fora, às vezes lancinante e em forma de pontada ou fisgada;
4- Dor na orelha oposta ao tratamento;
5- Contraturas: indicativo de afecções do sistema nervoso;
6- Movimentos peristálticos: geralmente quando é usado pontos da área gastrointestinal;
7- Sensação de algo passando sobre a pele;
8- Sangria espontânea: em pontos com excesso ou acumulo de Qi quando estimulados pela
agulha; a sensação é geralmente de alívio imediato para o paciente.
20
Reações anormais ou inesperadas:
Uma minoria de pacientes apresenta essas sensações ou efeitos colaterais à
Acupuntura auricular. Os efeitos mais comuns são.
1- Tontura;
2- palidez;
3- hipotensão;
4- Sudorese.
Quando tais sintomas ocorrerem, deve-se encostar o paciente, retirar-lhe as agulhas,
ofertar-lhe um pouco de água e conversar para acalmá-lo. Caso os efeitos colaterais sejam
mais pronunciados, o Terapeuta deverá retirar as agulhas imediatamente, colocar o paciente
em posição horizontal, com a cabeça mais baixa do que o corpo, e aplicar-lhe agulhas nos
pontos, occipital, adrenal, coração e sub córtex.
A utilização dos pontos rins e adrenal pode também causar efeitos colaterais, tais
como tontura, náuseas, dificuldade em abrir a boca e resfriamento dos membros devido à
secreção glandular profunda.
A Auriculoterapia é contra indicada para mulheres grávidas (até 3 meses). Deve-se
evitar também a inserção das agulhas na concha cava, parte inferior, quando se mostrar muito
vermelha. Quando o paciente está com um problema pulmonar, usar esferas ou sementes na
concha, parte inferior, para evitar possíveis inflamações. Se a orelha estiver inflamada,
esperar-se que a inflamação cesse para que se inicie o tratamento. Em pacientes que
apresentam anemia, aconselha-se que os mesmos sejam tratados deitados, evitando que
poderão provocar reação muito forte.

Materiais e Técnicas Utilizadas

1- Materiais:

- Palpado e pinça;
- Algodão;
- Álcool 70%;
- Micro-poro ou esparadrapo normal;
- Tesoura ou estilete;
- Agulha Sistêmica;
- Agulha semipermanente;
- Esferas de ouro, prata, aço e cristal;
- Sementes de mostarda (tonificar) e colza (sedar);
- Aparelho de eletro-estímulo e localizador de pontos.

2- Técnicas:

Devemos considerar três elementos fundamentais na Auriculoterapia antes de iniciar o


tratamento, um bom diagnóstico, localização dos pontos e a assepsia da orelha a ser tratada.
Sabe-se que cada pessoa tem um formato de orelha diferente, sendo assim o terapeuta deve
localizar os pontos através das marcas, sensibilidade ou até mesmo utilizar aparelhos
elétricos. Feito isso dar início com assepsia do pavilhão auricular com algodão embebido em
álcool de preferência 70%, pois caso seja usado às agulhas semipermanentes, será mais fácil
mantê-las por mais tempo fixo no pavilhão auricular e também para evitar infecções. Após a
21
assepsia o Terapeuta deverá escolher entre os diversos materiais citados acima para o
tratamento. As agulhas são usadas para pacientes com mais de doze anos. Esferas e sementes,
usadas para crianças, mas nada impede da associação das agulhas sistêmicas e esferas e
sementes de mostarda e colza em pacientes acima de doze anos.
De acordo com Professor Marcelo Pereira de Sousa, ao usar-se agulha de Acupuntura
sistêmica, a profundidade da inserção sedará ou tonificará o ponto. Se o Terapeuta desejar
tonificar o ponto, deverá inserir apenas 0,5mm da agulha. Se desejar sedar o ponto deverá
inserir a agulha mais profundamente. É importante também se considerar o ângulo de inserção
da agulha. Segundo Professor Marcelo, ao tratar dores na coluna, insere a agulha
horizontalmente seguindo o contorno da anti-hélice. Se houver dor articular e esta não
desaparecer após a inserção das agulhas, deve-se mudar o ângulo de inserção da mesma.
Segundo o Dr. Eu Won Lee, a experiência prática permite que se conclua o seguinte
em relação ao ângulo de inserção da agulha. Na região da concha, parte inferior, e da raiz da
hélice, onde estão localizados os pontos do coração, pulmão, baço, fígado, estômago, rim,
bexiga, intestino grosso, duodeno, esôfago, o resultado desejado é conseguido ao inserirem-se
as agulhas em ângulo de 90o. Já os pontos que correspondem ao braço, antebraço, articulação
do punho, ciática, constipação devem ser trabalhados em ângulos de 45o a 60o. A aplicação da
agulha no ponto sub-córtex a 45o produz um efeito tranqüilizante, se, no entanto for inserida
verticalmente ao ponto, o paciente ficará eufórico. Nota-se por tanto que o ângulo de inserção
da agulha pode mudar completamente a resposta do paciente.
Em relação ao tempo de permanência, as agulhas não devem permanecer mais de 20
ou 30 minutos em casos de doenças agudas, mas podem permanecer até 3 horas em casos de
doenças crônicas, dependendo da tolerância do paciente e do limiar de dor suportado pelo
mesmo. Às vezes torna-se necessário retirar-se uma ou duas agulhas antes de retirar todas elas
para que o paciente possa ter sua dor aliviada.
A aplicação correta das agulhas proporcionará ao paciente uma sensação de calor,
ardor e pressão. Ou pode ocorrer a sensação de frio local. Seja qual for a reação, sabe-se que o
tratamento está se processando. Se o paciente não apresentar qualquer resposta ao estímulo da
agulha, significa que ele está com uma deficiência muito grande de Qi e que dificilmente o
tratamento dará sucesso. Ao obter-se uma resposta positiva do pavilhão auricular, o Terapeuta
deverá girar as agulhas em ângulos de 120 a 180 graus e o órgão afetado deverá reagir,
mostrando novamente que o tratamento terá o resultado esperado.
As agulhas semipermanentes, hoje são mais usadas na Auriculoterapia do que as
agulhas sistêmicas. As agulhas semipermanentes são descartáveis e oferecem uma vantagem,
elas poderão ficar com as agulhas no local até sete dias, usufruindo o tratamento durante todo
esse tempo. De acordo com o Prof. Marcelo, quando se fala em agulhas semipermanente, que
têm cerca de 2mm, é o tempo de permanência das mesmas que trará o resultado desejado, não
a profundidade ou o ângulo de inserção. Faz-se necessário avisar ao paciente após colocar o
micro poro, que ele deverá pressionar as agulhas pelo menos quatro vezes ao dia para
estimular os pontos. Ele deverá saber que o calor dos dedos e ou a energia dos mesmos,
poderá ser passada para o ponto que está sendo trabalhado, através do contacto, estimulando o
fluxo de energia para a parte do corpo que possa deficiência de Qi.
Na Auriculoterapia pode ser utilizado como forma de tratamento o eletro estímulo,
tanto para tratamento quanto para diagnóstico em adultos ou crianças. O lazer também uma
das formas de tratamento e geralmente mais usados em crianças, assim como as esferas e
sementes de mostarda evitando possíveis dores e até mesmo se machucar.

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Localização dos Pontos
Lóbulo

Função dos pontos no lóbulo da orelha

- Dente: odontologia, analgesia.


- Palato superior e inferior: analgesia dentária, inchaço das gengivas, rigidez na articulação
temporomandibular, úlcera na boca, inchaço das glândulas linfáticas; analgesia para extração
de dentes.
- Língua: glossite, afazia nervosa.
- Maxilar e mandíbula: igual ao anterior.
- Olho: distúrbio dos olhos.
- Orelha interna: vertigem, tinidos e surdez.
- Amígdala: amigdalite, faringite.
- Região da face: paralisia facial, espasmos músculos faciais, neuralgia do trigêmeo,
parotidite.
- Hipotensão: regula a pressão arterial, desmaio, choque.
- Olho 1: glaucoma, hipotrofia do nervo óptico, distúrbios abaixo dos olhos.
- Olho 2: astigmatismo e outras desordens oftalmológicas.

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Hélice e Fossa Ecafóide

Funções dos pontos na hélice


- Reto: disenteria, enterite, prolápso do ânus, fissura anal, hemorróidas, constipação.
- Uretra: infecção urinária.
- Genitália externa: disfunção sexual, inflamação escrotal, inflamação peniana, lombalgia e
ciatalgia.
- Ânus: fissura anal, prolápso anal e prurido anal.
- Hemorróidas: hemorróidas e fissura Anal.
- Ápice da hélice: ponto de sangria para casos febris, hipertensão, coma hepático, inflamação,
analgesia e sedativo.
- Yang 1 e 2 do Fígado: hepatite crônica.
- Hélice de 1-6: amigdalite, faringite, energia.
- Região de tumor: efeito analgésico para dor decorrente ao tumor.

Funções dos pontos na escafóide


- Dedo: dor ou limitação dos movimentos dos dedos.
- Punho: dor ou limitação de movimentos dos punhos.
- Cotovelo: dor na articulação do cotovelo.
- Ombro: dor ou limitação de movimentos no ombro.
- Articulação do ombro: dor ou limitação de movimentos do ombro.
- Clavícula: ponto correspondente.

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- Tireóide: regula a função da tiróide, estado de choque (eleva a pressão arterial).
- Região de alergia: distúrbios alérgicos.

Funções dos pontos no ramo da hélice


- Orelha média: parte correspondente
- Diafragma: espasmos do diafragma, hemorróidas, prurido, distúrbios hematológicos e
desordens hemorrágicas, soluços.

Trago

Funções dos pontos no trago

- Ápice do trago: inflamação, febre, hipertensão arterial, dor em geral (sangrar o ponto).
- Supra-renal ou Adrenal: estimula as funções da adrenalina e da adrenocorticol; usado nos
casos de inflamação, choque, alergia, reumatismo e sintomas sérios de intoxicação resultantes
de infecção bacteriana; afeta a dilatação e constrição de vasos sanguíneos, hipertensão ou
hipotensão arterial, hemorragia capilar, regula a excitação ou inibição da função respiratória,
usado nos quadros de febre e doenças crônicas.
- Nariz externo: rinorréia, alergias.
- Nariz interno: rinite, epistaxe, alergias.
- Ponto da fome: alivia a fome, diabetes, compulsão por comida.
- Ponto da sede: alivia a sede, diabetes, poliúria.

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- Ponto do coração: taquicardia, arritmia e outras desordens do coração.
- Faringite e garganta: faringite e amigdalite.
- Orelha externa: ponto correspondente aos problemas da orelha externa.

Cruz Superior e Inferiro

Funções dos pontos da Cruz Superior e Inferior

- Quadril: dor ou limitação de movimentos na área correspondente, iniciativa.


- Joelhos: dor ou limitação de movimentos na área correspondente.
- Fossa poplítea: dor ou limitação de movimentos nas áreas correspondente.
- Gastrocnêmio: dor ou limitação de movimentos na área correspondente.
- Tornozelo: dor ou limitação de movimentos na área correspondente.
- Calcanhar: dor ou limitação de movimentos na área correspondente.
- Dedos dos pés: dor ou limitação de movimento na área correspondente.
- Quadril: dor no quadril e nas articulações sacroílicas, hipotrofia dos músculos glúteos.
- Nervo ciático: ciatalgia.
- SNV ou Simpático: para diversos distúrbios relacionados a alterações e disfunções do
sistema nervoso autónomo (tanto simpático e parassimpático) é um ponto importante para
analgesia, transpiração excessiva, ponto relaxante principalmente nos órgão internos,
inflamação, dilata vasos sanguíneos (regulariza funções), atua no alívio da dor associadas às
úlceras, calculo biliar e uretral.

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Concha Cava e Cimba

Funções dos pontos da Concha Cava e Cinba

-Endócrino: regula distúrbios da função endócrina, ajuda na função metabólica de absorção e


excreção; função anti alérgica e anti reumática; distúrbios ginecológicos e urogenitais,
para disfunção do sistema digestivo, distúrbios do sangue e pele.
- Ovário: menstruação irregular, infertilidade, dismenorréia, desordens ginecológicas
evolutivas.
- Bexiga: micção freqüente e urgente, retenção urinária, enurese, cistite, lombalgia.
- Uretra: cálculos renais.
- Próstata: prostatite, micção dolorosa, infecção do trato urinário, hematúria, ejaculação
precoce e espermatorréia.
- Rim: ponto benéfico ao cérebro, rins, sistema hematopoiético, amnésia, neurastenia,
vertigens, Cefaléia, lassitude, surdez progressiva, queda de cabelo, distúrbios do sistema
urogenital e ginecológico, perda óssea e afrouxamento do dentes, anemia aplástica,
leucemia, edema, faringite crônica, desequilíbrio eletrolítico.
- Pâncreas: indigestão, pancreatite, diabetes, colecistite, dor torácica no dorso
- Vesícula biliar: indigestão, cálculos biliares, nemalteminto no canal biliar, flanco
estufado, dor de cabeça temporal

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- Fígado: hepatite aguda e crônica, distúrbios nos olhos, anemia ferropriva e outras
alterações no sangue, neuralgia, cefaléia, dor decorrente artrite, vertigem, gases, e
gastralgia, hemiplegia, convulsões, espasmos musculares, cãibras.
- Pulmão: vários distúrbios e alterações no sistema respiratório e da pele, rinite, mutismo,
suor noturno, suor espontâneo.
- Brônquios: bronquite aguda e crônica, asma.
- Traquéia: distúrbios e alterações na traquéia.
- Coração: regula a pressão sanguínea, tonifica o coração, distúrbios do coração, trata
estado de choque, usados nos distúrbios mentais, glossite, anemia.
- Triplo aquecedor: função diurética, hepatite, desordens da traquéia, distúrbios afetando o
mesentério ou o peritônio.
- Baço: indigestão, distúrbios sanguíneos, hipotrofia muscular, fraqueza muscular,
prolápso anal, hemorragia uterina disfunciona.l
- Boca: úlcera na boca, rigidez na articulação temporomandibular, casos de compulsão
alimentar.
- Estômago: distúrbios no estômago, úlcera, distensão abdominal, gastrite aguda e
crônica, eructação, indigestão, insônia.
- Esôfago: eructação, espasmo funcional da laringe, dificuldade de deglutir devido a
nervosismo
- Duodeno: úlcera duodenal, espasmo pilórico, baixa acidez estomacal
- Apêndice: apendicite aguda e crônica.
- Intestino delgado: indigestão, enterite, distensão do intestino por gases, distúrbios do
coração.
- Intestino grosso: disenteria, diarréia, constipação, enterite, hemorróidas, distúrbios do
sistema respiratório.
- Cárdia: ponto correspondente.

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Anti-hélice

Funções dos pontos na anti-hélice

- Vértebras lombares, torácicas, cervicais, sacro e cóccix: corresponde à dor ou disfunção da


região da coluna vertebral correspondente a cada segmento citado.
- Tórax: opressão torácica ou irritabilidade e intercostalgia
- Pescoço: dor ou limitação de movimento do pescoço
- Abdômen: dor no meio ou baixo ventre
- Ponto do calor: disfunções genitais
- Glândulas mamárias: mastite aguda
- Tiróide: disfunção da tiróide
- Lombalgia: lombalgia crônica ou torção aguda da região lombar

29
Anti-trago

Funções dos pontos no Antítrago

- Asma: ponto correspondente ao problema.


- Parótida: obstrução dos ductos da parótida; eficaz no alívio dos sistemas do prurido de
vários distúrbios da pele.
- Frontal: Cefaléia da região frontal, rinite.
- Temporal: Cefaléia temporal, Cefaléia vasculogênica, vertigem, lassitude.
- Occipital: para desordens neuropsiquiátricas e sintomas devidos à irritação da meninge,
convulsões, trismo, rigidez da nuca, psicose, prevenção de enjôo marítimo, para distúrbios de
pele e dos olhos, dor, coma.
- Ponto do cérebro: regula a excitação ou inibição do córtex cerebral, distúrbios do sistema
nervoso, digestivo, endócrino e urogenital e hemorragias.
- Sub-córtex: regula a excitação e a inibição do córtex cerebral, para insônia, lassitude e outras
desordens neuropsíquicas, inflamação, transpiração excessiva e dor.
- Ponto do ânimo ou neurastenia: narcolepsia, depressão, timidez
-Testículos: disfunção sexual, eczema de escroto.- Tronco do cérebro: desordens dos vasos
sanguíneos cerebrais e das meninges, seqüelas de coma, desenvolvimento incompleto do
cérebro.

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Fossa Triangular

Funções dos pontos na fossa triangular

- Shenmen: regula a excitação e a inibição do córtex cerebral, efeitos sedativos, analgésico,


antialérgico, desordens neuropsiquiátricas, dor, ponto importante para analgesia, hipertensão,
todo sistema digestivo e circulatório, antiinflamatório, irritabilidade, nervosismo e ansiedade.
- Hipertensão: Cefaléia hiper tensiva, hipertensão arterial.
- Útero: distúrbios ginecológicos e obstétricos, disfunção sexual feminino.
- Pélvis: dismenorréia, inflamação da cavidade pélvica.
- Hepatite: hepatite aguda e crônica.
- Articulação do quadril: para dor nas articulações dos membros inferiores ou dor nos glúteos.
- Região de constipação: constipação, hemorragia decorrente a hemorróidas

31
Funções dos pontos do Dorso

- Pontos dos Órgãos: referente as suas funções fisiológicas e energéticas


- Sulco hipotensor: hipertensão arterial (fazer sangria), dores de cabeça.
- Raiz Superior: dor nas costas, lumbago, enfermidades da pele.
- Raiz Central: dor nas costas, enfermidades na pele, tosse, pigarro, falta de ar.
- Raiz inferior: dor intercostal, enfermidades da pele, falta de ar.
- Raiz do nervo vago auricular: dificuldade de engolir, dores de cabeça, hérnia de hiato.

Triângulo Cibernético ou Auriculocibernética

Triângulo cibernético é uma expressão criada pelo Prof. Marcelo Pereira de Sousa
como resultados de seus estudos dos antigos mestres da Acupuntura. Segundo Prof. Marcelo
os pontos shenmen, rim e simpático, usados em conjunto nesta mesma ordem e como pontos
iniciais de um tratamento, dinamizam qualquer tratamento, quer na Acupuntura auricular,
quer na Acupuntura sistêmica. No ponto shenmen a aplicação é profunda indo do ponto em
direção a caixa craniana, passando pelo centro da fossa triangular, os pontos rim e simpático
têm aplicação superficial. Em um tratamento é importante respeitar a seqüência de shenmen,
rim e simpático, segundo conselhos de Prof. Marcelo.

A- Funções do ponto Shenmen;

- Amplia a sensibilidade do tronco cerebral e o córtex a receber estímulos da Acupuntura,


condicionar e descodificar os reflexos auriculares
- provoca uma abertura de todos os canais de ligação exterior (como pontos de Acupuntura
sistêmica), aumentando a recepção ou a dispersão da energia na Acupuntura sistêmica
- ativa as glândulas localizadas no cérebro, produzindo encefalina, endorfina e outros
hormônios
- atua como analgésico em dores agudas, cefaleias, cólicas, labirintite, cólicas
- trata hipertensão, irritabilidade, ansiedade, alergias, asma, actuando também em todos os
sistemas (digestivos, circulatório, nervoso, etc.)

B- Funções do ponto Rim;

- Estimula as funções do aparelho respiratório e aumenta o metabolismo do oxigénio pelo


sangue
- estimula as funções das glândulas endócrinas, activando a produção de hormônios
- estimula a filtragem do sangue pelos rins
- estimula as funções do aparelho excretor
- trata distúrbios no sistema ginecológico e urogenital
- trata distúrbios nos ossos, faringite crónica, dentes frouxos, anemia, leucemia, distúrbios nos
olhos
- ponto benéfico ao cérebro, usado em caso de desenvolvimento incompleto do cérebro,
amnésia, neurastenia, Cefaléia, surdez, lassitude, queda de cabelo

C- Funções do ponto Simpático (SNV);

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- Regula as actividades do sistema neurovegetativo, equilibrando o simpático e o
parassimpático
- estimula as funções da medula óssea, o metabolismo do cálcio, age sobre o tecido ósseo e o
periósteo
- tem acção anti inflamatória sobre os músculos
- produz acção relaxante ou tonificante no sistema tendinomuscular
- regula os vasos sanguíneos
- controla a secreção das glândulas internas (hipertireoidismo)
- trata distúrbios no sistema neurovegetativo.

Quadro de síntese de função dos pontos:

Características Pontos auriculares de ação Pontos auriculares de ação


secundária primária
Analgésico Shenmen, subcórtex, Genitais esternos
occiptal, SNV, ponto
correspondente, ápice da
orelha
Antiácido SNV, secreção glandular, Shenmen, subcórtex
fígado.
Antialérgico Shenmen, secreção Asma t, pulmão, intestino
glandular, supra-renal, grosso
subcortex
Antiasmático Shenmen, supra-renal, Rim, occipital
pulmãos, asma t
Antiduto Estômago, intestino grosso,
intestino delgado,
suprerenal, secreção
glandular, frontal,
abdômen.
Antidiarréico Shenmen, inestino Baço, pulmão
delgado, SNV, rim
Antiémetico SNV, shenmen, estômago Vertigem, occipital
Antiespasmódico SNV, shenmen ponto de Asma t, supra-renal
correspondência
Antifebril Subcórtex, intestino Ápice da orelha (sagria),
grosso, superior, supra- shenmen
renal, fígado
Antigripal Nasal interno, laringe, Coração, SNV
brônquios, frontal
Anti-hemorrágico Baço, diafragma, supra- Coração, SNV
renal
Arritmia (regular), Coração, occipital, Shenmen, pulmão, secreção
antitussígeno intestino delgado, glandular.
shenmen, pulmão, supra-
renal, laringe
Antivertigem, cefaléia Vertigem, rim, shenmen, Fígado
occipital, frontal, subcórtex
Dermatite Secreção glandular,
pulmão, ponto
33
correspondente,
Digestivo Estômago, estômago, baço Rim
intestino delgado
Diurético Secreção glandular, rim, Shenmen, subcórtex
SNV
Dismenorréia Ovário, secreção glandular, Fígado, baço
útero
Dor menstrual Útero, secreção glandular,
SNV, shenmen, subcórtex
Dor anginosa Pulmão, coração subcórtex,
SNV
Epilepsia Baço, estômago, shenmen, Fígado, frontal, subcórtex
occipital, coração
Espasmo do diafragma Diafragma, figado, Occiptal, subcórtex
shenmen
Equilibrador de SNC SNV, subcórtex, occipital, Rim, genitais externos
testículo, ovários
Euforizantes Coração, subcórtex, supra- Fígado
renal
Fortificantes Coração, baço, estômago Rim
Hipertensor Coração subcórtex, Fígado, baço
pulmão, supra-renal
Hipotensor Hipotensor, shenmen,
coração, subcórtex,
shenmen, ápice da orelha
Hipoglicemia SNV, rim, supra-renal Subcórtex
Mudez Coração subcórtex, Shenmen, língua, rim
occipital
Parto Útero, abdômem,
subcórtex, coluna lombar
Sedativo, insônia Shenmen, rim, occipital, Coração, subcórtex
frontal
Sudorese Coração, shenmen, SNV, subcórtex
secreção glandular
Tremor, ansiedade Fígado shenmen, V. biliar, baço, angústia,
subcórtex, coração rim, occipital

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Índice terapêutico:

 Abscesso: endócrinas, occipital, supra-renal, fígado, local de correspondência.


 Acne: pulmão, secreção glandular, testículo.
 Afonia: laringe, coração pulmão, shenmen.
 Afonia, histérica: hipófise, coração, shenmen, rim, subcórtex, occipital.
 Aftas: boca, estômago, baço, shenmen, endócrinas, língua.
 Alcoolismo:
o Occipital, frontal, subcórtex, alcoólatra, shenmen.
o Shenmen, alcoólatra, estômago, pulmão, occipital, alergia.
 Amenorréia: Útero, secreção glandular, rim, ovário.
 Anemia: fígado, baço, secreção glandular, diafragma, estômago, intestino delgado.
 Angina no peito: coração, SNV, tórax, pulmão, asma.
 Ansiedade: rim, shenmen, occipital, coração, estômago.
 Anúria: rim, shenmen, SNV, genitais externos.
 Apendicite: apêndice, intestino grosso, SNV, pulmão.
 Artrite: shenmen, supra-renal, local de correspondência.
 Artrite reumatóide: supra-renal, shenmen, alergia, baço, fígado, rim, local de
correspondência, endócrinas.
 Asma: asma t, SNV, shenmen, supra-renal, pulmão.
 Astigmatismo: rim, fígado, supra-renal, pulmão.
 Broncopneumonia: brônquios, SNV, asma, supra-renal, occipital.
 Bronquite: brônquios, shenmen, asma, supra-renal.
 Bursites: occipital, SNV, local de correspondência.
 Cardite: coração, SNV, shenmen, intestino delgado baço.
 Cárie dental: maxilar sup e inf, shenmen, pontos odontológicos.
 Catarata crônica: rim, fígado, olho, olho 1 e 2.
 Cefaléia: occipital, frontal, cérebro, shenmen, SNV.
 Cegueira noturna: fígado, olho, olho 1 e 2, occipital,
 Ciatalgia: ciático, rim, shenmen, supra-renal, v. biliar, SNV.
 Cistite: bexiga, ureter, subcórtex, baço, fígado.
 Colecistite crônica: v. biliar, fígado, SNV, pulmão, secreção glandular, intestino
grosso.
 Cólica menstrual: útero, SNV, shenmen, endócrinas.
 Colite: intestino grosso e delgado, SNV, pulmão.
 Conjuntivite: olho, fígado, occipital, endócrinas.
 Constipação: intestino grosso, constipação, cérebro, reto.
 Convulsão: shenmen, occipital, troco cerebral, cérebro.
 Demências: rim, shenmen, occipital, coração, estômago.
 Dermatite alérgica: pulmão, endócrinas, shenmen, occipital, p. correspondência.
 Desmaios: occipital, coração, supra-renal, cérebro.
 Diabetes: pâncreas, v. biliar, baço, endócrinas, cérebro, shenmen, sede, fome.
 Diarréia: Intestino grosso, delgado, SNV, baço.
 Diplopia: rim, fígado, olho, olho 1 e 2.
 Dismenorréia: útero, secreção glandular, cérebro, rim, SNV, shenmen.
 Dispnéia: shenmen, coração, pulmão, tórax.
 Disritmia cardíaca: coração, SNV, intestino delgado, cérebro.
 Doença coronária: coração SNV, supra-renal, endócrinas.
35
 Dor do câncer: secreção glandular, cérebro, supra-renal, p. correspondência área do
tumor.
 Dor de dente: maxilar inf e sup, shenmen, dor de dente, faringe dente.
 Edema idiopático: rim, bexiga, coração, fígado, SNV.
 Ejaculação precoce: útero, genitais externos, testículos, secreção glandular, shenmen.
 Endometriose: útero, ovário, secreção glandular, pulmão, genitais externos.
 Enfisema pulmonar: brônquios, SNV, shenmen, asma, pulmão.
 Entorses: p. correspondência, shenmen, cérebro.
 Enxaqueca: triplo aquecedor, shenmen, v. biliar.
 Epilepsia: shenmen, occipital, coração, estômago, cérebro, tronco cerebral.
 Epistaxe: nariz interno, supra-renal, frontal.
 Escaras: pulmão, endócrina, intestinos:
 Esclerose lateral amiotrófica: rim, endócrina, cérebro, occipital, triplo aquecedor.
 Espasmo gástrico: estômago, SNV.
 Esquizofrenia: rim, shenmen, occipital, estomago, coração, cérebro.
 Estomatite: boca, secreção glandular, shenmen, pulmão, estômago, fígado.
 Faringite: faringe, endócrina, supra-renal, laringe.
 Febre: sangrar o ápice da orelha e do trago, hélice 1 a 6.
 Fissura anal: reto, shenmen, intestino grosso.
 Fraturas: p. correspondência, shenmen, rim, cérebro, supra-renal, SNV.
 Gastrite: estômago, baço, SNV, shenmen.
 Ginecomastia: endócrina, hipófise, seios.
 Glaucoma: rim, estomago, rim olho, olho 1 e 2.
 Gripe: nariz interno, supra-renal, frontal, laringe, pulmão, brônquios.
 Hemorróidas: reto, intestino grosso, occipital, hemorróidas, supra-renal, pulmão, baço.
 Hepatite: fígado, SNV, baço, p. da hepatite, fígado yang 1 e 2.
 Hipertensão: hipotensor, hipertensão, coração, shenmen, SNV.
 Hipotensão: SNV, coração supra-renal, cérebro.
 Hipotireoidismo: tireóide, endócrina, fígado.
 Histeria: coração, rim, shenmen, occipital, estômago, cérebro.
 Impotência: útero, genitais externos, testículos, secreção glandular, rins.
 Incontinência urinária: bexiga, rim, shenmen, uretra, occipital.
 Indigestão: estômago, intestino delgado, baço.
 Insônia: shenmen, rim, occipital, coração, frontal.
 Intoxicação: occipital, frontal, cérebro.
 Laringite: laringe, secreção glandular, pulmão, supra-renal.
 Mastite: seios, secreção glandular, occipital, supra-renal, rins, pulmão, baço.
 Miopia: rins, fígado, olho, olho 1 e 2, occipital.
 Náuseas e vômitos: estômago, shenmen, SNV, esôfago.
 Nefrite: rim, bexiga, SNV, fígado, secreção glandular.
 Nefrose: rim, bexiga, shenmen.
 Neuralgia do trigêmeo: bochecha, maxilar inf e sup, shenmen.
 Neurastenia: shenmen, neurastenia, frontal, subcórtex.
 Obesidade: shenmen, pulmão, estômago, fome, SNV.
 Osteopatias metabólicas: p. correspondência, supra-renal, subcórtex, endócrinas, rim,
shenmen.
 Otite: rim, ouvido interno, orelha externa, secreção glandular, occipital.

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 Pancreatite: secreção glandular, shenmen, pâncreas.
 Paralisia facial: bochecha, occipital, olho, boca, subcórtex.
 Paralisia histérica: subcórtex, shenmen, coração.
 Pneumonia: pulmão, tórax, secreção glandular, supra-renal.
 Polifagia: fome, shenmen, estômago, pulmão.
 Poliomielite: p. de correspondência, shenmen, supra-renal, secreção glandular,
occipital.
 Prolapso retal: reto, intestino grosso, cérebro, baço.
 Prolapso uterino: útero, subcórtex, SNV, genitais externos.
 Prostatite: próstata, bexiga, rins, supra-renal.
 Prurido: p. de correspondência, pulmão, endócrinas, occipital, supra-renal.
 Retenção urinária: bexiga, rins, shenmen.
 Rinite: nariz interno, supra-renal, frontal.
 Seborréia: pulmão, secreção glandular, baço, occipital, supra-renal.
 Seqüela de meningite: subcórtex, occipital, rim.
 Sinusite: pulmão, nariz interno, supra-renal, frontal.
 Sudorese excessiva: SNV, shenmen, secreção glandular, occipital, supra-renal.
 Tabagismo: shenmen, asma, diafragma, pulmão.
 Taquicardia: coração, SNV, shenmen, intestino delgado, subcórtex.
 Tiques faciais: bochecha, shenmen, fígado, cérebro.
 Tosse: asma, supra-renal, laringe, occipital, pulmão.
 Trismo: maxilar sup e inf, boca, faringe, rim.
 Tuberculose: pulmão, tórax, supra-renal, endócrinas
 Úlcera de pele: p. de correspondência, shenmen, occipital, supra-renal.
 Urticária: alergia, shenmen, occipital, secreção glandular, pulmão.
 Vertigem: vertigem, occipital, estômago, orelha externa, ouvido interno, shenmen,
vértice.
 Vitiligo: pulmão, secreção glandular, occipital, supra-renal, sangria nos p. de
correspondência.
 Zumbidos: orelha externa, rim, occipital, ouvido interno, supra-renal.

Magnetoterapia:

Magnetoterapia é uma terapia praticada pela medicina alternativa baseada na


influência dos campos magnéticos estáticos sobre o corpo humano.

Alguns físicos propõem que existe um gigantesco magneto permanente no centro da


Terra ou uma corrente elétrica que é responsável pelo campo magnético da Terra,
transformando-a num imenso imã, energia esta chamada de geomagnetismo, que atua sobre
todos os seres vivos trazendo grandes benefícios para saúde.

Nascido na Índia, aperfeiçoado na china e exaustivamente pesquisado no Japão nos


últimos 30 anos, o magnetismo tem a função ímpar de equilibrar as energias que se alteram
com o desgaste da vida moderna.

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Estudos da Universidade de Osaka afirmam que a energia geomagnética se reduziu em
50% nos últimos quinhentos anos. Com o aparecimento do concreto, do asfalto, dos calçados
de borracha e de plástico, dos automóveis etc. perdemos o contato com a mãe Terra.

Pesquisas realizadas no Japão e no Brasil confirmam que a aplicação constante do


magnetismo no organismo, principalmente na região do pâncreas, provoca um aumento da
produção de insulina, sendo, portanto um importante elemento de ajuda no tratamento de
diabetes (não-insulino dependentes).

Outras pesquisas apontam que tecidos ósseos fraturados apresentam melhora de 20%
a 40% quando submetidos a tratamentos de magnetos, reduzindo o tempo de consolidação.

O tratamento baseia-se no reequilíbrio energético. Onde cada pólo tem sua função:
Positivo (+) Negativo (-)
Libera oxigênio Libera Hidrogênio
Reação ácida (HCL) Reação Alcalina (OH Na)
Coagulação Liquefação
Vasoconstritor Vasodilatador
Sedativo Irritante
Desidratante Hidratante
Repele íons + Repele íons -
Endurece tecido Amolece tecido
Analgesia Antiinflamatório

O magneto deve ser aplicado após cobri-lo, pois em contato direto com a pele, suor,
ele oxida, causando oxidação da pele e ferimentos. Pode ser aplicado sobre agulhas sistêmicas
ou sobre as semi-permanentes e ainda conjugá-las com a eletroterapia, gerando assim um
campo eletromagnético.

Quando realizar um campo eletromagnético deve-se fechar o circuito com um pólo


positivo e outro negativo.

Moxabustão:

A moxaterapia é uma técnica que consiste em aquecer os pontos de acupuntura ou


auriculares.

A aplicação de moxabustão tem a finalidade de aquecer a Energia e o Sangue.


Promovendo uma melhor circulação energética e tonificando a área tratada.

È principalmente usada para a Tonificação energética, porem pode ser usada na


Dispersão do Frio ou da Umidade, pelo fato de ser quente.

Técnicas:

 Direta: posicionar o bastão sobre o local desejado e ficar imóvel. A


temperatura deve ser relatada com agradável pelo paciente (ton).

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 Circular: igual acima porem fazendo círculos horários (ton) ou anti-horários
(disp)
 Trajeto: técnica dispersiva para grandes áreas afetadas por Frio e Umidade.
(coluna)
 Picada: encostar o bastão no local, gerando uma leve queimadura. (muito
pouco usado no ocidente)
 Vaivém: movimentar o bastão em para cima e para baixo. Se o calor se
mantiver sem alterar, tonifica, se variar, dispersa.

Eletroterapia:

A eletro-auriculoterapia ativa o sistema supressor da dor. A estimulação repetida das


terminações nervosas nos planos superficiais e profundos do corpo, que integram as vias
dolorosas segmentares e supra-segmentares, aliviam a dor.

Em resumo, atualmente, admite-se que estímulos com intensidades e freqüências


diferentes são capazes de promover analgesia com características diferentes. Foi observado
que a estimulação de alta intensidade e baixa freqüência, similar àquela proporcionada pela
acupuntura, é capaz de promover analgesia de longa duração, com efeitos cumulativos e
reversíveis através da administração da naloxona, antagonista morfínico. Através deste tipo de
estímulo, o eixo hipotálamohipofisário atuaria na liberação de beta-endorfina.

Bases Neuro-Químicas da Analgesia Por eletro-auriculoterapia

Os efeitos da auriculoterapia e eletro- auriculoterapia são mediados através de uma


variedade de mecanismos neurais e neuroquímicos. As pesquisas realizadas no inicio da
década de 70 inicialmente elas chegaram aos mecanismos para o efeito da anestesia por
acupuntura. Estudos experimentais demonstram que este efeito pode ser transferido de um
coelho para outro através da transfusão do líquido céfalo-raquidiano (LCR).

Outras investigações exploram o papel dos neuro-transmissores centrais clássicos na


mediação da analgesia por auriculoterapia, incluíndo as catecolaminas e a serotonina. A
disponibilidade de modelos animais, utilizando a latência da retirada do rabo do rato, por
exemplo, com uma avaliação biológica, permite novos experimentos para explicar a base
desses efeitos. Evidencia-se a liberação diferenciada de peptídeos opiáceos do sistema
nervoso central (SNC) pela eletro-auriculoterapia de acordo com o tipo de estímulo elétrico.
A eletro-auriculoterapia de 2Hz libera encefalinas e beta-endorfinas, enquanto que a
estimulação de 100Hz seletivamente aumenta a liberação de dinorfina na medula espinal. A
combinação de ambas a freqüências permite uma interação sinérgica entre três peptídeos
opiáceos endógenos e um efeito analgésico mais potente. Além disso, o tratamento seqüencial
em espaçamento de tempo adequado deve resultar em um efeito cumulativo de eletro-
auriculoterapia. A distribuição bimodal do efeito analgésico pode ser notado em um grande
grupo de ratos que recebem eletro-auriculoterapia (“maus respondedores” e “bons
respondedores” ). O mecanismo da baixa resposta pode ser explicado de duas maneiras: uma
menor taxa de liberação de peptídeos opiáceos no SNC, e uma taxa alta de liberação de CCK-
8, que exerce efeitos anti-opiáceos potentes. Uma descoberta recente de peptídeos anti-
opiáceo é a orfanina (SQ) que está relacionada com um controle de retro alimentação negativa
da estimulação pôr eletro-auriculoterapia.
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Intensidade do estímulo

O efeito anti-nociceptivo induzido pela eletro-auriculoterapia demonstrou, tanto em


ratos como em coelhos, uma relação intensidade-resposta. Os parâmetros da estimulação
elétrica ( freqüência entre 2Hz e 100Hz, comprimento de pulso de 0,3ms e intensidade 1-
3mA) conectada a uma agulha de aço inoxidável inserida no ponto de auriculoterapia são
capazes de induzir a excitação de fibras Aa e b, parcialmente das fibras
A assim como uma pequena proporção de fibras C. O acréscimo adicional na
intensidade da estimulação pela eletro-auriculoterapia que envolve mais fibras C, como no
caso do controle inibitório nociceptivo difuso poderia aumentar a potência analgésica, porém
a dor e o estresse gerados desse estímulo nociceptivo poderia prevenir o seu uso clínico. Foi
relatado que o uso da capsaicina no bloqueio da transmissão pela fibra C no nervo ciático do
rato não afeta a analgesia pôr eletro-auriculoterapia de modo significante (FAN et al., 1986),
sugerindo que os aferentes primários de fibra C podem não ser essencial para a produção de
analgesia convencional por eletro-auriculoterapia. Portanto, as fibras Ab e Ad podem ser os
componentes mais importantes das fibras aferentes que mediam os sinais de acupuntura para
o sistema nervoso central no intuito de produzir um efeito anti-noceptivo.

Analgesia profunda por acupuntura no ato cirúrgico

A extensão da analgesia pela acupuntura ou pela eletro-auriculoterapia observada em


animais de experimentação ou em humanos é importante porém parcial. Em ensaios
experimentais com ratos, a estimulação por eletro-auriculoterapia com intensidade menor de
3mA promove um aumento na latência de retirada do rabo do rato de modo equivalente a 4
mg/kg ( metade de uma dose máxima) de morfina. Em operações, o uso de eletro-
auriculoterapia em combinação com a anestesia geral ou epidural reduz em 50% o consumo
de anestésicos (WANG et al., 1994; QU et al., 1996). Os resultados sugerem que a acupuntura
ou a eletro-auriculoterapia são capazes de produzir um efeito analgésico substancial, porém
não forte o suficiente para abolir completamente a dor aguda provocada pelo ato operatório.

Estudo de transfusão do líquido céfaloraquidiano

O estudo da transmissão do líquido céfalo-raquidiano foi realizado em 1972 e


publicado em 1974 (GRUPO DE PESQUISA DE ANESTESIA POR ACUPUNTURA,
1974). Este estudo demonstrou que o efeito da analgesia por eletro-auriculoterapia obtido em
um coelho poderia ser transferido para outro coelho através da transfusão do líquido céfalo-
raquidiano (LCR). Esta foi a primeira evidência cientifica que sugeria o mecanismo neuro-
químico como mediador da anestesia por eletro-auriculoterapia. Esse achado desencadeou
uma série de estudos para explorar o papel dos neuro-transmissores centrais na mediação da
analgesia por eletro-auriculoterapia, entre eles a serotonina (HAN et al.,1979;XU et al.,
1994b) e as catecolaminas ( HAN et al., 1979b). De fato, os agentes químicos que aumentam
a disponibilidade de serotonina na fenda sináptica, como por exemplo, a clorimipramina,
potencializa de modo significante a analgesia por eletro-auriculoterapia em procedimentos
peratórios com extração dentária.

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Liberação diferencial de peptídeos opiáceos no
SNC pela eletro-auriculoterapia de freqüências diferentes

Um dos mecanismos mais importantes da analgesia mediada pela eletro-


auriculoterapia é a aceleração na liberação de peptídeos opiáceos no sistema nervoso central
que interagem com receptores opiáceos na indução de um efeito antinociceptivo.

O principal achado foi o de que a eletro-auriculoterapia de 2Hz deflagra a liberação de


encefalinas e de beta-endorfina do cérebro e na medula espinhal, que interagem nos
receptores opiáceos As e d no sistema nervoso central, enquanto que a estimulação de 100Hz
seletivamente aumenta a liberação de dinorfina na medula espinhal para interagir com os
receptores opiáceos k no corono posterior da medula espinhal (HAN; WANG;1992). Este
fenômeno originalmente demonstrado em ratos e coelhos também foi evidenciado em
humanos (HAN et al., 1991). Novos estudos revelam que quando baixas (2Hz) e altas
(100Hz) freqüências são utilizadas consecutivamente com duração de 3 segundos, então todos
os três tipos de peptídeos opiáceos (encefalinas, endorfinas e dinorfinas) podem ser liberadas
simultaneamente.

A interação sinergística entre esses três peptídeos opiáceos endógenos produz um


efeito analgésico mais potente (CHEN; HAN, 1992 e CHEN et al., 1994). Estudos recentes
revelam que a estimulação de 2 e 100 Hz utilizam diferentes vias nervosas para mediação do
seu efeito analgésico (GUO et al., 1996 a; 1996 b; HAN; WANG 1992).

Tolerância à eletro-auriculoterapia durante estimulação prolongada

A duração ótima da estimulação por eletro-auriculoterapia é de 30 minutos, período de


indução necessário para o desenvolvimento pleno da analgesia por eletro-auriculoterapia em
humanos. Por outro lado, a estimulação por mais de uma a duas horas pode resultar em uma
redução gradual do efeito analgésico. Isto pode ser comparável com o desenvolvimento da
tolerância à morfina quando múltiplas injeções são administradas em curtos intervalos de
tempo, daí o termo tolerância à eletro-auriculoterapia (HAN et al., 19981).

Um achado interessante é o de que ratos que se tornaram tolerantes à eletro-


auriculoterapia de 2Hz ainda reagem à de 100 Hz, e vice e versa. Isto é compreensível porque
a analgesia por 2Hz e 100 Hz são mediados por tipos diferentes e receptores opiáceos. Os do
tipo m e s são ocupados pelas encefalinas e pelas endorfinas nos estímulos de baixa
freqüência, e receptores Kapa pela dinorfina na eletro-auriculoterapia de alta freqüência
(CHEN.; HAN, 1992). Os mecanismos para o desenvolvimento da tolerância por eletro-
auriculoterapia são vários:
1. Nas seções repetidas de eletro-auriculoterapia aceleram a
liberação de peptídeos opiáceos que deflagam a auto regulação da expressão gênica dos seus
receptores em áreas cerebrais identificadas (WAN et al.).
2. A liberação de uma grande quantidade de peptídeos opiáceos no SNC induz à liberação de
um outro neuro-peptídeo, o octapeptídeo colecistoquinina (CCK-8), que antagoniza o efeito
dos primeiros (ZHOU et al., 1993 a, 1993
b).

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Tratamento múltiplo de eletro-auriculoterapia com o espaçamento apropriado pode
resultar no seu efeito cumulativo

Alguns autores apontam que o efeito terapêutico produzido por tratamentos múltiplos
de acupuntura realizados uma vez por semana é melhor do que uma vez por dia. Em ratos
normais, comparou-se o efeito analgésico obtido pela eletro-auriculoterapia realizada uma vez
ao dia, uma vez a cada quatro dias, e uma vez a cada sete dias, apresentava a tendência de
obtenção de resultados cada vez melhores.

Sangria

Muito indicado para padrões de Excesso e Calor: hipertensão, febre alta, cefaléia
tonturas (do tipo que tudo roda)

Evitar em: anemias, doenças debilitantes, alterações paquetárias ou de coagulação,


hepatite e durante a menstruação.

Cuidado especial com a esterilização. Material, paciente e terapeuta.

Quando houver veias sobre áreas afetadas, essas devem ser puncionadas. Sempre no
extremo mais distal desta.

 Ápice: antipirético, antiinflamatório, sedante, hipotensor, antialérgico, acalma


a mente, clareia a visão, cefaléia lancinante, odontalgias e problemas
dermatológicos.
 P. Yang do Fígado: subida do yang do fígado, tontura, visão turva, tinido,
cefaléia no vértice
 Ápice do trago: antipirético, antiinflamatório, sedante, analgésico, resfriado
comum e febre.
 Sulco Hipotensor: hipertensão, cefaléia e tontura.
 Dorso da orelha: geralmente no 3º ramos das veias posteriores para dermatites,
inflamações na garganta, conjuntivite aguda e bronquite.

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BIBLIOGRAFIA:

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