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JOGOS COOPERATIVOS X JOGOS COMPETITIVOS: UM DESAFIO ENTRE O IDEAL E O REAL
COOPERATIVE GAMES X COMPETITIVE GAMES: A CHALLENGE BETWEEN THE IDEAL AND WHAT IS REAL
Raquel Ferreira Maia Jusselma Ferreira Maia Maria Teresa da Silva Pinto Marques
Resumo A prática do jogo nas aulas de Educação Física, muitas vezes, caracteriza-se sob a forma de competição, e professores com uma visão reduzida, não desenvolvem os Jogos Cooperativos (JC), nos quais o contrário de competir, o objetivo é cooperar. O objetivo deste estudo foi analisar as contribuições dos JC no processo educacional, avaliando o envolvimento e grau de aceitação dos alunos por meio de Jogos Competitivos X Cooperativos. Com isso, oferecer aos professores, subsídios para ampliar sua visão quanto à utilização destes jogos, mostrando que uma pequena mudança na regra do mesmo jogo pode trazer grandes benefícios no processo dos relacionamentos. Participaram desta pesquisa 95 alunos da 2o a 4o série, com idade de 7 a 10. As aulas foram realizadas em 2 semanas, 2 x por semana com duração de 50 minutos cada. A conclusão foi que os jogos cooperativos devem ser mais explorados, pelo fato da boa aceitação dos alunos. Por outro lado, a competição no jogo também faz parte do aprendizado, pois precisam aprender a vencer e a perder. Portanto, é preciso cultivar equilíbrio na utilização dos jogos, pois um grande desafio na educação física escolar é aproximar o ideal (Jogos Cooperativos) do real (Jogos competitivos). Palavras Chaves: Cooperativos, Jogos Competitivos, Educação Física Escolar

Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). raquelf07@gmail.com (Brasil)
Abstract The games in Physical Education, many times, are characterized by competition, and teachers, who don’t have a correct view, fail to develop Cooperative Games, in which the objective is to cooperate rather than compete. Therefore, the purpose of this study was to analyze the contributions of Cooperative Games in the educational process, investigating the involvement and degree of acceptance of the students by using both cooperative x competitive games. The goal was to offer Physical Education Teachers subsidies to widen their vision in using these games, and show that a small change in the rules of the same game can bring great benefits to the learning process. 95 students took part in this study, between the 2ª and 4ª grades. The activities took place during two weeks, twice a week, and were 50 long. The conclusion was that the cooperative games should be explored more, for the fact of the student’s good acceptance. On the other hand, the competition part of the game is also an important part of learning, since they need to learn how to win and how to lose. However, it’s necessary to cultivate a balance in using both kinds of games since this is a great challenge for Physical Education Teachers.

Keywords: Cooperative Games, Competitive Games, Physical Education.

Recebido em: 09/06/2007

Revisão aceita em: 20/10/2007

Revista Brasileira de Educação Física, Esporte, Lazer e Dança, v. 2, n. 4, p. 125-139, dez. 2007.

com o crescimento da violência. com a quantidade de atos desumanos em diversos setores da nossa sociedade. utilizando atividades que valorizam as experiências e desejos dos alunos e jogos que criam oportunidades para seu desenvolvimento físico. jogar é uma oportunidade criativa para encontrar conosco. Com isso. Segundo Cortez (1999). p. dessa forma. e a partir daí. Lazer e Dança. é necessário mudar a prática pedagógica. com a tecnologia da guerra. é o jogo.126 INTRODUÇÃO Sabe-se que a sociedade moderna é baseada no consumo e orientada para a produtividade. Muitas pessoas dizem que competir faz parte da natureza do homem. e principalmente. p. muitas vezes o único caminho que surge é o da competição. 125-139. crianças são ensinadas pela mídia a festejar a vitória e chorar na derrota. união e cooperação são valores menosprezados. Um dos locais em que tem sido presenciada essa maneira de viver é a escola. Em nossos dias. Incomodado com o excesso de incentivo à competição. o importante para sobreviver é procurar seus interesses. Com isso entende-se que o jogo é um excelente meio de desenvolver a criança e excelente fim para ser desenvolvido. . Portanto dentro deste contexto. 2. Um dos precursores dos jogos cooperativos. tem o compromisso de difundir valores positivos para que seus alunos entendam que a verdadeira vitória. para que todos tenham importantes papéis na realização das tarefas conjuntas (FILHO e SCHWARTZ. um tema que têm sido muito estudado. O Jogo e a Educação Física Revista Brasileira de Educação Física. vivendo cada dia mais no individualismo. 2007. para transformar essa realidade e tornar a escola um ambiente alegre. Essa valorização pode ser observada nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´s). 1989. n. De acordo com Brotto (1995). 4. solidária e democrática. ações e relações. o professor de educação física. O principal objetivo seria criar oportunidades para o aprendizado cooperativo e prazeroso (ORLICK. não necessariamente depende da derrota dos outros. dez. enquanto que amor. Por isso. moral e intelectual garantindo. com os outros e com todos. e que o importante é que se desenvolva por meio da compreensão das habilidades e potenciais de cada um. . v. Esporte. 123). em que a busca pela vitória torna-se extremamente importante para o seu ego. colocar o foco no resultado (ganhar ou perder) e não no processo e na qualidade. na qual sem perceber tem reforçado valores como: ser o melhor. agradável de estar e aprender. Pela sua função educativa. a pensar que alegria e triunfo de poucos é possível com o fracasso de muitos e que nesta sociedade. Terry Orlick encontra nos jogos cooperativos uma base e um caminho para começar mudanças positiva em prol de uma ética cooperativa. com o reflexo desse contexto na educação. reforça atitudes e posturas competitivas. crítica. afirma que: A diferença principal entre jogos competitivos e cooperativos é que nos jogos cooperativos todo mundo coopera e todos ganham e estes jogos eliminam o medo e o sentimento de fracasso. 2006). o jogo passa a ser uma conseqüência das visões. a formação de um indivíduo com consciência social. no qual este está presente como conteúdo proposto em todos os níveis da educação básica. principalmente na área de Educação Física Escolar.

jogo dramático que se diferencia dos outros jogos porque envolve representação dramática. e educa-se sem o saber. xadrez. pois jogar significa alegria. a iniciativa individual. 2007. por meios de exercícios que recreiam. seus conhecimentos e seu posicionamento com o mundo. deve ser um meio. Estimula o crescimento e o desenvolvimento.127 Profissionais da área educacional. o sorteio para ver quem começa com a bola. Conforme Kishmoto (2001). envolvem personagens e sentimentos. os professores desta disciplina devem atentar para os diferentes tipos que existem. a estruturação do espaço físico. pois o jogo educativo é aquele em que a criança age. jogos intelectuais (damas. o acordo das regras. O valor lúdico: avaliar se os objetos possuem as qualidades que estimulam a ação lúdica. Além das funções. O valor da estruturação: construção da personalidade infantil. para os educadores. A escolha das equipes. ou seja. Por essa razão. n. o jogo. Freire (1992) afirma que se o contexto for significativo para o aluno. confiança. É somente sendo criativo que a criança descobre seu próprio eu.se de reconciliar a criança e a educação. gols e vencer a partida. a Educação Física escolar é privilegiada em trabalhar com jogos. dez. utilizando suas potencialidades de maneira integral. p. 125-139. Brougere (1999) afirma que o jogo é um fim em si mesmo para a criança. ao contrário. a elaboração de estratégias de ataque e defesa. são tarefas grupais que necessitam Revista Brasileira de Educação Física. etc. Estimula a observar e conhecer as pessoas e as coisas do ambiente em que se vive (TEZANI. as faculdades intelectuais. 2. 4. comprometidos com a qualidade da sua prática pedagógica. são tarefas que exigem co-operação. jogos competitivos e jogos de cooperação. Aprender a jogar bem é também aprender a cooperar bem. de maneira que o jogo cumpra seu papel educativo. tem conseqüências importantes em seu desenvolvimento. aprendizagens e desenvolvimentos. o jogo permite à criança adquirir: Valor experimental: exploração e manipulação. . favorecendo o advento e o progresso da palavra.). Portanto. entusiasmo. o indivíduo pode brincar naturalmente. emocional e intelectual dos alunos. a operar junto para vencer as diversas situações – problemas que o jogo apresenta. Por meio do jogo. a coordenação muscular. com objetos e com o ambiente em geral. trata . O valor da relação: a criança em contato com seus pares e adultos. preparando o esforço do trabalho propriamente dito. divertimento. porém. O jogo não é simplesmente um “passatempo” para distrair os alunos. 2004). entre eles jogos motores (correr. a distribuição do material. Nas aulas de Educação Física. aprende. o jogo possui duas funções gerais essenciais: Função lúdica: o jogo propicia a diversão. testar hipóteses. aprender a jogar bem não é simplesmente fazer pontos. como qualquer outro recurso pedagógico. o prazer e até o desprazer. Função educativa: O jogo ensina qualquer coisa que complete o indivíduo em seu saber. saltar). explorar toda a sua espontaneidade criativa. Lazer e Dança. v. Esporte. O jogar é essencial para que a criança manifeste sua criatividade. reconhecem a importância do jogo como um veículo para o desenvolvimento social. corresponde a uma profunda exigência do organismo e ocupa lugar de extraordinária importância na educação escolar.

Jogo de inversão: Esses quebram o padrão de times fixos. técnicas. as crianças aprendiam com os adultos esses princípios e buscavam praticar os diferentes jogos com alegria e companheirismo. dez. A maneira como a criança joga. Jogos Cooperativos e Jogos Competitivos Quando se fala sobre Jogos Cooperativos. por um objetivo ou resultado comum a todos. mas viver uma experiência rica. para saber aplicá-los no momento certo. Desde cedo. os valores de cooperação. Terry Orlick torna-se a principal referência em estudos e trabalhos sobre esse tema. nem tampouco uma invenção moderna. Por outro lado. 4. individual ou coletivo. e oferece as mesmas oportunidades de jogar para todas as pessoas do time. em que dependendo do jogo. 2002). Jogos cooperativos de resultado coletivo: São formadas duas ou mais equipes. Desta maneira. Por meio dos jogos. resultando. e os índios buscavam a alegria e o amor pela vida e pela natureza. em que estes não buscam apenas o resultado. na formação integral do aluno. Esporte. mesmo um com menor habilidade. 2. lidando com a vitória e derrota (GONÇALVES. se ocorrer à valorização excessiva da experiência competitiva. 2007. irá refletir na maneira de encarar a vida. mudanças podem ser feitas nos jogos tradicionais com o objetivo de introduzir. 1999). Terry Orlick (1989) categorizou os jogos cooperativos da seguinte forma: Jogo cooperativo sem perdedores: São os jogos plenamente cooperativos. mas o objetivo do jogo só é alcançado com todos jogando juntos. dificultando reconhecer vencedores e perdedores. portanto. Revista Brasileira de Educação Física. a educação física pode ensinar muito mais do que gestos. deve promover e aperfeiçoar as "habilidades humanas essenciais" (BROTTO. caracteriza-se sob a forma de competição. .128 ser aprendidas e realizadas cada vez mais com habilidade e competência (D´ANGELO. os jogadores trocam de times a todo instante. pois a ênfase passa ser o envolvimento ativo no jogo e a diversão. n. os Jogos Cooperativos (JC) não são manifestações culturais recentes. A celebração era extremamente valorizada. Para esse importante pesquisador. Todavia. mas a importância do resultado é diminuída. nas aulas de educação física pode-se também trabalhar e desenvolver os jogos cooperativos. pois existem regras para facilitar a participação desses. dessa maneira. pois todos jogam juntos para superar um desafio comum e não há perdedores. Os times continuam jogando um contra o outro. Dessa maneira. A essência dos JC começou quando membros das comunidades tribais se uniam para celebrar a vida. É evidente que não se pode confundir essa idéia de competição com a que a mídia oferece nos esportes de alto rendimento O aspecto competitivo é fundamental à medida que possibilite prazer durante a ação e reflita um momento agradável aos jogadores. Baseado nisto. pode-se distorcer o propósito do jogo. 125-139. v. Lazer e Dança. Porém. táticas e outras habilidades específicas. Jogos semicooperativos: Esses jogos favorecem o aumento da cooperação do grupo. p. a prática do jogo. Em nossos dias. pouco a pouco. para o profissional de Educação Física. regida por regras. é essencial compreender muito bem a diferença entre os jogos competitivos e os jogos cooperativos. 2001). um jogo cooperativo pode proporcionar muito mais do que imaginamos na vida de alguém. Eram jogos baseados em atividades com mais oportunidades de diversão e que procuravam evitar as violações físicas e psicológicas.

2007. CONTRA Tensão/Stress Ilusão de vitória individual Acabar logo o jogo Medo Raiva/solidão Obstáculo Os jogos competitivos são defendidos por alguns profissionais como um elemento importante na educação das crianças. os jogos cooperativos permitem uma ampliação da visão sobre a realidade da vida. inimigo Dependência/ Rivalidade Jogar. tendo como fundamento de que assim ficariam melhores preparadas para viverem num mundo competitivo como o nosso. numa aula de Educação Física é comum que a comunicação verbal se restrinja a simples indicações e orientações técnicas por parte do professor.. em que as habilidades técnicas são os pontos centrais do conteúdo desenvolvido. Se o professor atual não fizer uma leitura crítica do conteúdo e da metodologia que irá trabalhar junto aos alunos. reduzindo a expressão das capacidades pessoais e o desenvolvimento da criança. 2006). amigo Interdependência/ Parceria Jogar. a competição – quando trabalhada em excesso – diminui a auto – estima e aumenta o medo de falhar. 125-139. refletida no jogo. COM Ativação/atenção Sucesso compartilhado Vontade de continuar jogando Amor Alegria/comunhão Ponte Parece possível só para um Ganhar. dez. temos 3 formas de ver as situações da vida e agir. mas poucos procuram uma alternativa com os jogos cooperativos. além do mais. podendo desencadear comportamentos agressivos (FERNANDES.. Porém. Revista Brasileira de Educação Física. grande parte dos programas de educação física e de jogos praticados nas escolas pouco ou quase nada ofereceu como alternativa aos jogos competitivos (CORREIA... A maioria dos professores de educação física tem experiências variadas com os jogos competitivos. 2006). 4. Um ambiente competitivo aumenta a tensão e a frustração. 2004). Ela favorece a comparação entre as pessoas e a exclusão baseada em poucos critérios. 2. que estão apresentadas no QUADRO 1. Até hoje. do outro Adversário.. é possível escolher com consciência o estilo adequado para cada momento. Percebendo diferentes estilos do jogo . n. poderá ministrar a mesma aula tecnicista que recebeu. Quadro 1 – Três "Padrões de Percepção – ação" diante de um jogo para alcançar uma meta comum ou solucionar um problema OMISSÃO COMPETIÇÃO COOPERAÇÃO Padrões de Percepção ação Visão do jogo Objetivo O outro Relação Ação Clima do jogo Resultado Conseqüência Motivação Sentimentos Símbolo É impossível "Tanto faz" "Quem?" Indiferença Ser jogado Chato Continuísmo Alienação Fuga Opressão/Controle Muralha Possível para todos Ganhar.. p. . v.vida. reproduzindo movimentos técnicos e acentuando o rendimento em detrimento da participação (ABRAHÃO.. Lazer e Dança. Segundo o autor.. Esporte. juntos Parceiro.129 De acordo com Brotto (1995). A ênfase é dada ao ensino de jogos esportivos.

tendo como propósito mudar as características de exclusão. v. a importância dos Jogos Cooperativos porque libertam da competição. mostrando aos alunos que todos têm sua função dentro do jogo e que a falta de um deles fará a diferença (FERNANDES. os Jogos Cooperativos ganham uma visão e um papel transformador.130 Essa visão (compartilhada por muitos professores) demonstra o quanto ainda se encontra polêmico o ideal de uma Educação Física escolar que supere a predominância das concepções competitivista e esportivista. evitar a eliminação dos mais fracos. dez. mas intervir de maneira coerente. menos habilidosos etc. Por isso. o profissional não pode negligenciar a competição inerente desses tipos de jogos. 2006). as principais características dos jogos cooperativos são a confiança e a comunicação. libertam da agressão física. eliminando a pressão de ganhar ou perder produzida pela competição. pois criar significa construir. permitindo a flexibilização das regras e mudando a rigidez das mesmas facilita-se a participação e a criação. em seu trabalho. exigindo colaboração. esportes e brincadeiras. no envolvimento e na diversão. "uma de nossas tarefas é educar para não aceitar passivamente a injustiça [. Os professores podem utilizá-los ensinando aos alunos que o importante é jogar "com" e não "contra". implícita ou explícita . discutindo sobre a competição e cooperação e mostrar como e quando ocorre cada uma dela nos jogos. Esporte. p. Com essa perspectiva. no qual somente dez alunos são bons no basquete e o restante tem que ficar olhando. as aulas são orientadas pela adaptação do esporte de rendimento às condições estruturais da escola. pois o interesse se volta para a participação. Para ele. um grande desafio para o professor é modificar sua prática de ensino e cumprir seu papel de mediador. Lazer e Dança. a desunião. n.. libertam da eliminação. numa perspectiva política. mais lentos. libertam para criar. pois buscam evitar condutas de agressão. Por isso.] e como educadores temos de transmitir outros valores. 2006). Destaca – se. moral e social de cada um dos alunos da turma deve ser almejada e discutida por todos. como sendo essencialmente baseado na cooperação. . agressividade e exacerbação da competitividade dos jogos ocidentais. Correia (2007) dá respaldo afirmando que utilizar os Jogos Cooperativos não é incoerente ou incompatível com a realidade e o cotidiano da escola. a participação de todos e a não – exclusão. numa situação inversa. ainda. 2007. Mito que acaba perpetuando uma concepção equivocada de que o aluno precisa aprender a competir para sobreviver às adversidades sociais. Revista Brasileira de Educação Física. Podemos oferecer a alternativa da solidariedade e do senso crítico diante do egoísmo e da resignação" (p. gerar atitudes inadequadas ou prejudiciais ao próprio sujeito e ao seu contexto de vivência. Para ele.. seletividade. . 2. pois procura incluir e integrar todos. bem como. 125-139. que possua espírito de equipe. encontra uma forte relação do jogo cooperativo ou competitivo com as questões políticas das classes socialmente desfavorecidas. aproximando-se das abordagens crítico-emancipadoras da Educação Física escolar. na aceitação. Segundo Abrahão (2004). Brown (1995). a atividade esportiva pode desencadear comportamentos e desenvolver aprendizagens que contribuam com o crescimento pessoal e social do indivíduo. 4. criando o processo de esportivização das atividades e reforçando o "mito da competição” (CORREIA.. visando à formação de um ser social. mostrando aos alunos que aquele é um espaço de aprendizagem. A integridade física. formação de grupos fechados. políticas e econômicas da vida lutando contra seus pares (CORREIA. Sob essa perspectiva. Diante disso surgem os Jogos Cooperativos. Não cabe mais aos profissionais de Educação Física ensinar a competitividade. Também vale ressaltar que o esporte (as diversas modalidades esportivas) faz parte da vida da escola. 31). 2007).

terceira e quarta série do Colégio SAA. dando um total de 25 alunas. Os jogos devem ser criados ou reestruturados de forma que terminem sem perdedores. Zona Norte – São Paulo. no qual todas as participantes puderam Revista Brasileira de Educação Física. 2. dando um total de 4 jogos. Este grupo apresentou um procedimento diferenciado. Esporte. Podem começar essas mudanças modificando a estrutura vitória – derrota dos jogos tradicionais pela vitória – vitória. (3o série. dez. contendo 5 perguntas fechadas que envolveram objetivos dos jogos. A atividade – Dança dos bambolês – também foi realizada com um grupo só de meninas de 2o e 3o séries. desde a 2o até a 4o série. oferecer aos professores de Educação Física. as crianças responderam um questionário sobre os jogos. O estudo foi realizado no Colégio SAA. sentimentos envolvidos e opção para se ter mais nas aulas. O experimento foi realizado em uma aula normal de educação física. Com isso. sendo dois competitivos e os mesmos transformados em cooperativos. estudantes da segunda. duas vezes por semana e tiveram a duração de 50 minutos cada. . n. investigando o envolvimento e o grau de aceitação dos alunos de diferentes níveis. bolas de borracha. transformado de maneira competitiva. instrumentos de filmagem (filmadora modelo JVC – GRAX84). que todos possam ser reconhecidos como vitoriosos. roda de discussão e anotações feitas durante as realizações das atividades. ou seja. sendo as atividades abordadas de maneira cooperativa e a mesma transformada em competitiva. PROCEDIMENTOS E MÉTODOS O estudo contou com a participação de 95 escolares. utilizando uma quadra poliesportiva coberta. pois não respondeu o questionário. e mostrar que uma pequena mudança na regra do mesmo jogo pode trazer grandes benefícios no processo de aprimoramento do relacionamento interpessoal. houve uma roda de discussão. Portanto. v. e o mesmo. quebrando pré – conceitos formados em relação à competição. 4. diante desta reflexão. no final da aula. foram filmados para melhor análise do comportamento em jogo. os alunos vivenciaram o jogo de maneira cooperativa. 2007. sendo 39 meninos e 31 meninas. por meio da vivência de jogos Competitivos X Cooperativos. questionário. com idade de 7 a 10 anos. Todas as crianças que participaram do estudo foram informadas previamente da realização deste e autorizadas pelos pais. Zona Norte em São Paulo. introduzindo paulatinamente os valores e princípios dos jogos cooperativos. As aulas foram realizadas ao longo de 2 semanas (8 sessões). e 25 escolares do sexo feminino que participaram de dois (um competitivo e o mesmo transformado em cooperativo) da 2o e 3o série. 125-139. Como instrumento de observação e coleta de dados utilizou-se filmagens. Ao final da aula. fitas de vídeo de 30 VHS. participaram de 2 atividades. sendo que em cada uma. porém.15 meninas e 2º série –10 meninas).131 Os profissionais podem utilizar estratégias para iniciar um processo de reestruturação com base nos esportes e jogos tradicionais. Lazer e Dança. Os alunos foram previamente avisados sobre a realização desta pesquisa e ao longo das atividades. o objetivo deste estudo foi verificar as contribuições dos Jogos Cooperativos no processo educacional. Setenta crianças. dando um total de 4 jogos por turma. e questionário aplicado aos alunos. p. A pesquisa abrangeu 2 atividades. subsídios necessários para ampliar sua visão quanto à utilização destes jogos. bambolês.

de maneira a obter um caráter competitivo. O objetivo era queimar o adversário. sem ultrapassar seu território. dever ser trabalhada de maneira a não cultivar essa competitividade. tanto para as 2 atividades propostas (FIGURA 1 e 2). porém com a regra modificada. sendo que as crianças foram divididas em 4 grupos. chegando a 1 ou 2 arcos. ou seja.COMPETITIVO: Utilização semelhante do jogo 1. A atividade foi realizada inicialmente com 2 bolas. pode-se perceber a importância da intervenção do professor. O objetivo era ver quantas pessoas caberiam no menor número de bambolês. em que mesmo com esta preferência apontada pelos alunos maiores. no qual o grupo com maior número de participantes e com maiores espaços conquistados foi o vencedor. O desafio lançado foi que cada aluno deveria procurar não ser queimado.COMPETITIVO: O processo fora semelhante ao jogo 1. 2. união e respeito. A vitória foi de toda a classe. de qualquer um dos grupos. caso todos fossem queimados. dez. este passaria a pertencer àquele país. mas estimular a integração dos alunos. Brotto (2001) afirma que há um condicionamento competitivo que já está arraigado nas crianças mais velhas. as crianças deveriam correr pela linha da quadra de voleibol. Revista Brasileira de Educação Física. utilizando os jogos cooperativos como ferramenta para difundir valores positivos e condutas morais. pois todos terminaram em um grande grupo em virtude da conquista dos espaços. mas caso isso acontecesse. sendo que os bambolês estavam espalhados pelo meio. Os dados foram analisados e registrados pela professora. 4. sendo necessário um recondicionamento desde cedo. os alunos das 2o série preferiram os jogos cooperativos. v. não houve vencedores. e posteriormente foi acrescentada mais uma. O desafio foi que ao cessar a música. p. as opiniões dos alunos sobre os objetivos dos jogos e os sentimentos envolvidos na prática destes. . na família ou no tempo livre. porém a 3o e 4o séries opinaram com grande diferença para os jogos competitivos. De acordo com Filho e Schwartz (2006). Com relação à pergunta: Se pudesse escolher. procurando ajudá-lo. quando estes valores forem ensinados e praticados seja na escola. JOGO (2) . Por isso. abordando as 2 atividades propostas. aumentando o grau de dificuldade e atenção dos alunos. Lazer e Dança. e tentar conquistar o espaço do país vizinho. porém as regras modificadas. RESULTADOS E DISCUSSÃO A seguir. ATIVIDADE 2 – Dança dos bambolês JOGO (1) .COOPERATIVO: Ao som de uma música. No término do jogo. n. tais como: cooperação. e cada um ocupando um espaço. podendo ficar mais de um dentro. de maneira a conquistar mais jogadores para o seu time. JOGO (2) . 125-139. ATIVIDADE 1: Conquistando territórios JOGO (1) – COOPERATIVO: A quadra foi dividida em 4 partes. 2007. mostrando a preferência de jogo competitivo x cooperativas. os alunos correriam para os bambolês.132 expressar sua opinião sobre qual jogo mais gostaram e o motivo pelo qual escolheram. os alunos que foram queimados saíam do jogo e não podiam voltar mais até o término deste. sobre alternativas cooperativas. qual jogo você gostaria que tivesse mais nas aulas de Educação Física? Pode-se observar que. até ficar um vencedor. Esporte. saíam da atividade. a sociedade se tornará mais justa e mais humana. Sobre este aspecto. Dessa maneira os que não conseguiam entrar no arco. serão apresentados os resultados e discussões referentes às principais questões obtidas pelo questionário aplicado no final da aula.

medo e exclusão apresentaram um índice maior no jogo 2 (competitivo) do que no jogo 1 (cooperativo) (FIGURA 3 e 4). em todos os níveis. n. Esporte. dez. . Pôde-se aferir que. sentimentos como raiva. Lazer e Dança. 16 14 Número de sujeitos 12 10 8 6 4 2 0 JOGO 1 JOGO 2 JOGO 1. Revista Brasileira de Educação Física. para as duas atividades.2 tipo de jogo 2 série 3 série 4 série Figura 2 – Preferência dos alunos para se ter mais nas aulas de Educação Física (JOGO 1 – jogo cooperativo x JOGO 2 – jogo competitivo) na atividade 2 "Dança dos bambolês". p. principalmente na 2o série. 2007. 125-139.jogo competitivo) na atividade 1 "Conquistando o território". v. 4.O que você sentiu no jogo 1 e no jogo 2. 2.133 Preferência de jogo 20 18 16 14 Número12 de 10 sujeitos 8 6 4 2 0 JOGO 1 JOGO 2 JOGO 1.2 Tipo de jogo 2 série 3 série 4 série Figura 1 – Preferência dos alunos para se ter mais nas aulas de Educação Física (JOGO 1 – jogo cooperativo x JOGO 2 . Na segunda pergunta .

2007. v. .134 Sentimentos nos jogos 14 12 10 Número 8 de sujeitos 6 4 2 0 4 série raiva medo excluído 3 série raiva JOGO 1 medo excluído JOGO 2 2 série raiva medo excluído sentimentos Figura 3 – Sentimentos negativos envolvidos no JOGO 1 – jogo cooperativo e no JOGO 2 – jogo competitivo na atividade 1 "Conquistando territórios. Lazer e Dança. 2. n.”. 125-139.”. Esporte. dez. Revista Brasileira de Educação Física. Sentimentos nos jogos 12 10 8 Número de sujeitos 6 4 2 0 4 série raiva medo excluído 3 série raiva JOGO 1 medo excluído 2 sérieraiva JOGO 2 medo excluído Sentimentos Figura 4 – Sentimentos negativos envolvidos no JOGO 1 – jogo cooperativo x JOGO 2 – jogo competitivo na atividade 2 "Dança dos bambolês. p. 4.

enquanto que no jogo competitivo foi eliminar os que não conseguiram cumprir a tarefa com êxito. etc. integração. 125-139. esses sentimentos negativos. o objetivo do jogo cooperativo predominantemente foi superar desafios. existindo o medo de arriscar e de fracassar.). bem como o individualismo. em que todas as séries. o educador deve ter bem claro estes objetivos. é preciso saber qual objetivo a ser alcançado em determinado jogo (lazer. os sentimentos negativos são mais fortes. clima de amizade. a terceira pergunta abordava a compreensão dos alunos acerca dos objetivos dos jogos. participação de todos sem ninguém ficar de fora. 4. discriminação. p. Ao contrário dos jogos cooperativos. 2005). para que no processo de aprendizagem os alunos compreendam os propósitos a serem alcançados na atividade. sabendo compartilhar. confiança nos amigos e tempo todo ativo no jogo. as respostas poderiam ser: alcançar a vitória. predominando sentimentos positivos como alegria. dez. n. Outro aspecto importante que envolve ambos os jogos. demonstrar conceitos. é em menor grau. se ocorrem. 3o e 4o série (JOGO 1 – jogo cooperativo x JOGO 2 . Lazer e Dança. sendo que tanto para o jogo 1 – jogo cooperativo quanto para o jogo 2 – competitivo. 2007. egoísmo e competição excessiva. estabelecer confiança. entusiasmo. podem ser observados nas figuras abaixo (FIGURA 5 e 6).jogo competitivo). Objetivos dos jogos 18 16 14 12 Número de sujeitos 10 8 6 4 2 0 jogo 1 jogo 2 2 série jogo 1 jogo 2 3 série jogo 1 4 série jogo 2 Tipos de jogos e série vitória participação eliminação desafios Figura 5 – Objetivo da atividade 1 "Conquistando o território". eliminar os que não conseguem atingir os objetivos. repressão de sentimentos e emoções. eliminar os que não conseguiram o objetivo do jogo e tentar superar os desafios. superar desafios. o ser solidário e criativo e principalmente vontade de estar junto. Revista Brasileira de Educação Física. Diante disso.135 Isso confirma que nos jogos competitivos. Os resultados referentes a essa questão. E ao aplicá-lo. 2. Esporte. v. aumentando a exclusão muitas vezes dos menos habilidosos e como conseqüência a raiva em virtude da violência. obter vitória. apontado pelos alunos da 2o. participação com dedicação. pois neste existe a coragem para assumir riscos. respeitar e integrar as diferenças (LOPES. .

Para as 25 meninas que participaram da atividade 2. . o profissional de Educação Física deve elaborar com cuidado as propostas de suas aulas. 2007. os quais. pelo jogo competitivo. por meio de uma adequada seleção dos objetivos e conteúdos pedagógicos. no final da aula.jogo competitivo). Não tiveram que responder ao questionário. e resgatar valores humanos que ajudem no processo de convivência e construção de uma verdadeira autonomia de cada ser. vêem o jogo como um trabalho de equipe. de integração. apontado pelos alunos da 2o. 3o e 4o série (JOGO 1 – jogo cooperativo x JOGO 2 . parece como elemento decisivo. o procedimento foi diferente dos demais. disseram qual tipo de jogo mais gostaram (FIGURA 7). Por isso. Esporte. continuaram torcendo pelos colegas da mesma equipe. os que foram eliminados. disseram na roda da discussão. pois seus objetivos podem ser tanto de cooperação quanto de competição desenfreada. Objetivos dos jogos 20 18 16 14 Número de sujeitos 12 10 8 6 4 2 0 jogo 1 jogo 2 2 série jogo 1 jogo 2 3 série jogo 1 jogo 2 4 série Tipo de jogo e série vitória participação eliminação desafios Figura 6 . sabendo lidar melhor com este fator. Assim. n. mostra a importância do professor. 125-139. v. em que este deve gerar mudanças nas formas atuais. Revista Brasileira de Educação Física. no processo de socialização do indivíduo. Lazer e Dança. dentro destes aspectos. 4. 2. a educação é um dos caminhos para se obter melhores resultados. cooperação. em que este processo seja permeado de troca de convivências e reconhecendo que a cooperação é a melhor qualidade de vida. Quando eram explicados aos alunos no início da aula os objetivos do jogo. p. tem o compromisso de difundir valores positivos para seus alunos. que o perder fazia parte do processo. mesmo sendo um jogo competitivo. podem sugerir atividades de conscientização.Objetivo da atividade 2 "Dança dos Bambolês". Segundo Filho (2006).136 Um aspecto interessante na atividade 2 foi que o objetivo predominante na 4o série no jogo competitivo foi obter vitória. tendo uma predominância das menores para o jogo 1 – jogo cooperativo e a maioria da 3o série. dez. Lopes (2005). neste âmbito. as fundamentações das atividades profissionais do professor. com relação aos objetivos das aulas. Portanto. Mesmo fora do jogo. os alunos maiores (baseado na sua própria concepção). e pela sua função educativa. que sejam efetivas e preventivas no combate atitudes inadequadas. porém.

Alguns comentários com relação ao jogo 1 – cooperativo foram: "gostei do jogo 1 porque ninguém perde". Sobre o jogo 2 – competitivo disseram: "gostei do jogo 2 porque acho importante saber ganhar e perder".137 Preferência de jogo 12 10 8 Números de sujeitos 6 4 2 0 JOGO 1 JOGO 2 Cooperativo X Competitivo 2 série 3 série Figura 7 – Preferência de jogo na atividade 2 "Dança dos Bambolês"... Revista Brasileira de Educação Física. existe um grande envolvimento e grau de aceitação por parte dos alunos de diferentes faixas etárias dos jogos chamados "Cooperativos". 4. "porque é gostoso vencer seus limites. p. n. v. propiciando um ambiente menos tenso e mais tranqüilo... Lazer e Dança. os resultados encontrados corroboram com a visão de que .." é um trabalho de equipe".". colaboração com a integração entre estes e menor nível de competição.... maior alegria.. dez. 125-139. Esporte. 2007.. . CONCLUSÕES Finalizando. "é divertido". 2.. satisfação... Na roda de discussão final..jogo competitivo). e que estes contribuem para um melhor relacionamento entre os alunos. apontado pelas alunas da 2o e 3o (JOGO 1 – jogo cooperativo x JOGO 2 . a professora registrou alguns comentários dos alunos sobre o jogo 1 – cooperativo e a razão pela escolha deste.

mas valores humanos de convivência para que no desenvolvimento integral do educando. capazes de homologar seu compromisso e seu papel social.N. F. 27. 2a ed. 2001. . Campinas. Ed. n. Universidade Federal do Paraná. Curitiba. 1995. Jogos cooperativos: teoria e prática. ____________-. 2006. Destarte. Jogo e educação. 1999. Revista Brasileira de Educação Física. M. Jogos Cooperativos – O jogo e o esporte como um exercício de convivência. possibilidades e desafios na educação física escolar. Lazer e Dança. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. Jogos Cooperativos: Se o importante é competir. . Fortaleza. 2007 CORTEZ.. M. R. mas ter uma nova visão da dimensão de ações pedagógicas e educativas. 107. BRASIL. 70p. Jogos cooperativos: perspectivas. 1995. Rio Claro: . Cooperação e autonomia: jogando em grupo é que se aprende. . p. O autor. BROTTO. UNESP. São Leopoldo: Sinodal. n. D´ANGELO. sejamos capazes de transmitir mais do que somente conhecimento técnico. UNICAMP. Setor de Educação. 3. propõe-se que novas condutas sejam tomadas. 1999. v. 1999. 2004. C. para que os futuros professores possam transcender a mera função de transmitir conhecimento. 2007. esse estudo teve como pretensão desafiar profissionais da área. Educación Física y Deportes. A. Campinas. FERNANDES. R. Dissertação (Mestrado em Educação) . Sonhando com a magia dos jogos cooperativos na escola.M. P. e que como educadores. Esporte. ao invés de um contra os outros. 149-164. Mudança de comportamento das crianças através da prática de jogos cooperativos. a que façam um caminho. A relevância dos jogos cooperativos na formação dos professores de educação física: uma possibilidade de mudança paradigmática. S. o fundamental é cooperar. 2. Porto Alegre: Artmed. partindo da vontade de experimentar e acreditar nesta nova aprendizagem por meio dos Jogos Cooperativos.M. v. n. SP: Projeto Cooperação. o Fundamental é cooperar. CORREIA. SP: Papirus.138 Portanto. BROUGERE. Campinas: Universidade de Campinas. 2.C. O. G. Santos. 2006. São Paulo. F. Santos: Projeto Cooperação. Jogos Cooperativos: Se o importante é competir. p. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. Monografia (Especialização) – Universidade de Brasília. Jogos cooperativos e Educação Física Escolar: possibilidades e desafios. CORREIA. M.Brasília: MEC/ SEF. Secretaria de Educação Fundamental. ren. Dissertação (Mestrado em educação física). aprenda a jogar um com os outros. Universidade de Rio Claro. 125-139. BROWN. 2004.. Dissertação (Mestrado em educação física). CORREIA. O professor tem o compromisso de difundir valores positivos para que seus alunos entendam que a verdadeira vitória não depende necessariamente da derrota dos outros e que o fundamental é a oportunidade de se desenvolverem. para que todos tenham importantes papéis na realização das tarefas conjuntas.12. Referências Bibliográficas ABRAHÃO. 2001. L. dez. v. Trabalhando com jogos cooperativos: em busca de novos paradigmas na Educação Física.. por meio do mútuo conhecimento e da compreensão das habilidades e potenciais de cada um. M. Centro de Ensino a distância. 2006b.Curso de pós-graduação em Educação. 4. Lecturas. 1997. _____________. G. Instituto de Biociências. 134 f.

Pós – Graduação em Educação Física Escolar pela Faculdade Metropolitana Unida – FMU (em andamento). 2. Integrante do Laboratório do Comportamento Motor (LACOM) na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo..M. 4.. São Paulo: Cortez. n. p. 2007. Endereço: Raquel Ferreira Maia Email: raquelf07@gmail. T. Educação de corpo inteiro. G.1. TEZANI.R. FREIRE. H. Jusselma Ferreira Maia Bacharelado e Licenciatura em Educação Física pela Faculdade Integral de Guarulhos (FIG). BRUNA. In: Psicopedagogia Online. Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental do Colégio Anglo. J. KISHIMOTO. SCHWARTZ. Jogos cooperativos no processo de interação social: visão de professores. ORLICK.C. n. v. São Paulo: Scipione. 125-139. G. SCHWARTZ. Jogo. brincadeira e a educação. Educación Física y Deportes. Lecturas.139 FILHO. GONÇALVES. Educação para convivência e a cooperação. Maria Teresa da Silva Pinto Marques Bacharelado e Licenciatura em Educação Física pela Universidade Nove de Julho. Pós – Graduação em Educação Física Escolar pela Faculdade Metropolitana Unida – FMU (em andamento). 2002. 2002. 1989. LOPES. São Paulo: Círculo do Livro. 2006. dez. n. Universidade de São Paulo.C. Jogos cooperativos e condutas violentas: visão do Professor de Educação Física.com Revista Brasileira de Educação Física.. O jogo na educação física escolar: conteúdo ou estratégia. T. Brinquedo. Integrante do Laboratório do Comportamento Motor (LACOM) na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo.B.96. Esporte. .M. v. LUBA. G.M. T. Pós – Graduação em Natação pela Faculdade Metropolitana Unida – FMU (em andamento). Currículo Raquel Ferreira Maia Bacharelado e Licenciatura em Educação Física pela Universidade Nove de Julho.11. Monografia (Bacharelado em Educação Física) – Escola de Educação Física e Esporte. v. 2005.M. 22p.C. Lazer e Dança. Conexões. 2004. Vencendo a Competição. J. Relatório Científico ao núcleo de Ensino: FUNDUNESP.C. . EEFUSP. Ensino Fundamental e Ensino Médio do Colégio SAA (São Paulo). Professora de Educação Infantil.3. 2001. Educação e Saúde Mental. C. São Paulo. O jogo e os processos de aprendizagem e desenvolvimento: Aspectos cognitivos e afetivos. 1992. S.