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ALTA IDADE MÉDIA – BAIXA IDADE MÉDIA

EXERCÍCIOS DE HISTÓRIA

1. (Upe 2015) A Idade Média, quando se trata de dinheiro, representa, na longa duração da história, uma fase de regressão. Nela, o
dinheiro, é menos importante, está menos presente que no Império Romano, e, muito menos importante do que viria a ser a partir
do século XVI, e especialmente do XVIII.
(LE GOFF, Jacques. A Idade Média e o dinheiro: Ensaio de Antropologia Histórica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. p. 10. Adaptado)

Sobre a temática e o período destacado no texto, assinale a alternativa CORRETA.

a) A economia medieval, em especial no período posterior ao século XIII, foi marcada por um caráter natural, com atividades
baseadas em trocas de produtos.

b) A Europa medieval, em decorrência do feudalismo, assistiu a um processo de desmonetarização completa da sua economia.

c) Do século X mais ou menos até o fim do século XIV, quando o dinheiro recua, a circulação de moeda na Europa conhece um
recesso para depois começar um lento retorno.

d) A retração no fluxo de moedas no medievo não teve ligação direta com as crises financeiras do Império Romano tardio.

e) O grande comércio com o Oriente manterá no Ocidente uma certa circulação em ouro, sob a forma de moeda bizantina e
muçulmana.

2. (Fuvest 2015) A cidade é [desde o ano 1000] o principal lugar das trocas econômicas que recorrem sempre mais a um meio de
troca essencial: a moeda. [...] Centro econômico, a cidade é também um centro de poder. Ao lado do e, às vezes, contra o poder
tradicional do bispo e do senhor, frequentemente confundidos numa única pessoa, um grupo de homens novos, os cidadãos ou
burgueses, conquista “liberdades”, privilégios cada vez mais amplos.
GOFF Jacques Le. São Francisco de Assis. Rio de Janeiro: Record, 2010. Adaptado.

O texto trata de um período em que

a) os fundamentos do sistema feudal coexistiam com novas formas de organização política e econômica, que produziam alterações
na hierarquia social e nas relações de poder.

b) o excesso de metais nobres na Europa provocava abundância de moedas, que circulavam apenas pelas mãos dos grandes
banqueiros e dos comerciantes internacionais.

c) o anseio popular por liberdade e igualdade social mobilizava e unificava os trabalhadores urbanos e rurais e envolvia ativa
participação de membros do baixo clero.

d) a Igreja romana, que se opunha ao acúmulo de bens materiais, enfrentava forte oposição da burguesia ascendente e dos
grandes proprietários de terras.

e) as principais características do feudalismo, sobretudo a valorização da terra, haviam sido completamente superadas e
substituídas pela busca incessante do lucro e pela valorização do livre comércio.

3. (Fgv 2014) [A crise] do feudalismo deriva não propriamente do renascimento do comércio em si mesmo, mas da maneira pela
qual a estrutura feudal reage ao impacto da economia de mercado. O revivescimento do comércio (isto é, a instauração de um setor
mercantil na economia e o desenvolvimento de um setor urbano na sociedade) pode promover, de um lado, a lenta dissolução dos
laços servis, e de outro lado, o enrijecimento da servidão. (...) Nos dois setores, abre-se pois a crise social.
Fernando A. Novais, Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial. p. 63-4

Segundo o autor,

a) a crise foi provocada pelo impacto do desenvolvimento comercial e urbano na sociedade, pois, na medida em que reforça a
servidão, origina as insurreições camponesas e, quando fragiliza os vínculos servis, provoca as insurreições urbanas.

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EXERCÍCIOS DE HISTÓRIA

b) a crise do feudalismo nada mais é do que o marasmo econômico provocado pela queda da produção, uma vez que há um
número menor de camponeses livres, o que leva à crise social do campo, prejudicando também a nobreza.

c) a crise foi motivada por fatores externos ao feudalismo, isto é, o alargamento do mercado pressiona o aumento da produção no
campo e na cidade, o que leva à queda dos preços e às insurreições camponesas e urbanas.

d) o desenvolvimento comercial e urbano em si não leva à crise, pois o que deve ser levado em consideração é a crise social
provocada pelo enfraquecimento dos laços servis, tanto no campo como na cidade.

e) as insurreições camponesas e urbanas são as respostas para a crise feudal, pois a servidão foi reforçada tanto no campo como na
cidade, garantindo a sobrevivência da nobreza por meio do pagamento de impostos.

4. (Pucsp 2013) “O modo de produção feudal, tal como apareceu na Europa ocidental, deixava em geral aos camponeses apenas o
espaço mínimo para aumentarem o produto de que dispunham dentro das duras limitações do sistema senhorial.”
Perry Anderson. Passagens da antiguidade ao feudalismo. Porto: Afrontamento, 1980, p. 208. Adaptado.

O texto caracteriza o modo de produção feudal, destacando que

a) havia classes distintas e opostas no feudalismo, embora a luta social fosse atenuada pelas amplas oportunidades de lucro que os
senhores ofereciam aos camponeses.

b) as relações de suserania e vassalagem e o caráter rural do feudalismo eliminaram as cidades e provocaram o declínio do
comércio e das atividades de serviço.

c) a possibilidade de melhoria da condição econômica dos camponeses era bastante restrita, devido ao conjunto de obrigações que
estes deviam prestar aos senhores.

d) as longas jornadas de trabalho nas lavouras e a ampla gama de impostos impediam os camponeses de ascenderem socialmente
e provocavam a ruína dos senhores de terras.

e) havia oportunidades de transformação social no feudalismo, embora os camponeses raramente as aproveitassem, pois
preferiam se dedicar prioritariamente ao trabalho.

5. (Ufrn 2012) Leia com atenção a definição abaixo:

Capitalismo: sistema econômico e social predominante na maioria dos países industrializados ou em industrialização. Neles, a
economia baseia-se na separação entre trabalhadores juridicamente livres, que dispõem apenas da força de trabalho e a vendem
em troca de salário, e capitalistas, os quais são proprietários dos meios de produção e contratam os trabalhadores para produzir
mercadorias (bens dirigidos para o mercado) visando à obtenção de lucro.
SANDRONI, Paulo (Org. e sup.). Dicionário de economia. São Paulo: Círculo do Livro, 1992. p. 40.

Considerando as características apresentadas acima, o modelo socioeconômico do feudalismo europeu na Idade Média se
diferencia do modelo capitalista, pois, entre outros elementos,

a) as demandas do comércio internacional por produtos agrícolas possibilitaram aos camponeses grandes lucros com a venda de
excedentes da produção.

b) as revoltas camponesas do século XV aboliram as taxações feudais e favoreceram a adoção do sistema de colonato no regime
feudal.

c) a maioria da mão de obra era empregada no campo, dedicando-se a uma produção de subsistência e ligando-se por laços servis
à classe aristocrática.

d) a burguesia urbana enriquecida comprava títulos de nobreza e agravava a exploração da classe camponesa, submetida à
servidão.

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GABARITO

1. C

A ausência quase total de comércio e dinheiro, marca fundamental do período Medieval, entra, no século XIV, numa fase
de mudança, de ressurgimento das cidades e da volta de circulação monetária, principalmente a partir da atuação de uma
nova classe social chamada de burguesia

2. A

No final da Idade Medieval, quando o sistema feudal já vivenciava sua crise, as bases do Feudalismo passaram a coexistir
com o renascimento das cidades e o surgimento de uma nova classe social: a burguesia. Nesse contexto, quando o
Feudalismo sucumbiu, no século XV, a burguesia assumiu papel central nas transformações que marcariam o início da
Idade Moderna.

3. A

O texto deixa claro que o renascimento do comércio promoveu uma série de profundas mudanças na Baixa Idade Média,
dentre as quais o enfraquecimento das relações servis nos locais próximos aos novos mercados e o enrijecimento das
mesmas relações nos locais afastados dos novos mercados. Esses fenômenos – que provocaram uma série de revoltas,
servis ou urbanas – contribuíram para a crise do sistema servil.

4. C

Devido à carga de impostos que os servos tinham que pagar no sistema feudal, a possibilidade de melhora na qualidade de
vida desse grupo social era muito difícil, porque dependia, fundamentalmente, do aumento do nível de produção.
5. C

As principais características do sistema feudal eram uma economia agrária de subsistência, baseada na exploração da mão
de obra servil. Com ausência de uma economia mercantil e urbana. No campo político predominava a fragmentação, com
ausência do Estado sendo as relações militares baseados em laços de suserania e vassalagem. Culturalmente, era marcado
por uma forte religiosidade, exercendo a igreja cristã medieval o monopólio da realidade social e o controle da arte,
cultura e ciência.

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