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Dono da Obra: Conselho Municipal

MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA DE ARQUITECTURA

| Projectistas: António Frengues Machava & Sheilla Maida Nhamússua


Dono da Obra: Conselho Municipal

ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................................3
2. MEMÓRIA JUSTIFICATIVA................................................................................................3
3. MEMÓRIA DESCRITIVA....................................................................................................3
4. MEMÓRIA CONSTRUTIVA – EXECUÇÃO DE TRABALHOS.......................................6
5. MEMÓRIA CONSTRUTIVA – ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS.......................................7
6. BETÃO DE LIMPEZA, BETÃO SIMPLES E BETÃO ARMADO.....................................8
7. AÇOS EM ARMADURAS..................................................................................................13
8. ALVENARIAS DE BLOCOS DE CIMENTO E AREIA....................................................14
9. TECTO FALSO EM PLACAS DE GESSO........................................................................14
10. TELA IMPERMEABILIZANTE.......................................................................................15
11. APLICAÇÃO DE ARGAMASSAS EM REBOCOS........................................................15
12. REPARAÇÃO DE FENDAS EM REBOCOS...................................................................18
13. REDE DE ESGOTOS INTERIORES................................................................................18
14. LOUÇAS SANITÁRIAS...................................................................................................19
15. AZULEJOS - RECEPÇÃO E ASSENTAMENTO............................................................20
16. COBERTURA....................................................................................................................22
17. INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS - ABASTECIMENTO DE ÁGUA.............................22
18. ELEMENTOS DE CARPINTARIA e aluminio.................................................................22
19. MADEIRA - CARACTERÍSTICAS DE QUALIDADE...................................................23
20. CAIXILHARIA DE MADEIRA........................................................................................23
21. PORTAS DE MADEIRA...................................................................................................24
22. PINTURA COM TINTA PLÁSTICA................................................................................25
23. PINTURA DE FERRO COM ESMALTE SINTÉTICO....................................................26
24. FECHADURAS.................................................................................................................26
25. ACESSÓRIOS DE SANITÁRIO.......................................................................................27
26. INSTALAÇÃO ELÉCTRICA............................................................................................27
27. REVESTIMENTOS DOS PAVIMENTOS INTERNOS e exterior...................................28
28. IMPERMEABILIZAÇÕES................................................................................................28
29. REDE MOSQUITEIRA.....................................................................................................28
30. FERRAGENS.....................................................................................................................28
31. ARRANJOS EXTERIORES E PAISAGÍSTICOS............................................................28
32. LIMPEZA...........................................................................................................................29

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33. CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................................29


PROJECTO EXECUTIVO DE CONSTRUÇÃO DE UM EDIFICIO RESIDENCIAL
MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA DE ARQUITECTURA

INTRODUÇÃO

A presente memória descritiva e justificativa, refere-se ao Anti - projecto de


construção de uma Moradia Unifamiliar que o Sr. Marcelino J. Rodrigues,
pretende construir no Talhao 629 e 630, Casa nº ..... da parcela Nº 3379, na zona da
Mozal-Beluluane, Municipio da Matola, Provincia de Maputo.
O projecto foi elaborado a partir de uma proposta de construção de edifício tipo 2 a um preço
de 12.000USD.
O projecto constitui-se de um edifício de um piso tipo 2. A constituição do projecto deve ser
verificada nas peças desenhadas.

MEMÓRIA JUSTIFICATIVA

O estudo apresentado interpreta os conceitos de sustentabilidade, então determinado e propõe


um edificio que se enquadre dentro dos parametros estabelecidos pelo plano de reordenamento
organizada pela comisão de moradores do bairro.

MEMÓRIA DESCRITIVA

3.1. LOCALIZAÇÃO
A moradia localiza-se no na Mozal-Beluluane, Município da Matola na Província de Maputo.

3.2. LIMITES
A área de implatação do edificio no terreno será de 54m2:
O Terreno é de 30m de comprimento por 15m de largura.

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3.3. CONDICIONANTES
Para a concepção do edifício habitacional teve-se como condicionantes principais:
 O contexto urbano em que este está inserido, evitando-se deste modo prejudicar quer do
ponto de vista estético como ambiental o ambiente actualmente existente naquela área;
 As normas para edifícios desta natureza;
 A natureza do terreno ;
 Uma possível réplica do edifício no terreno adjacente;

1.6. PROGRAMA DO PROJECTO


Do ponto de vista funcional o novo edificio estrutura-se em e composto onze (11) pisos acima
da cota da soleira, sendo cada andar constituído por duas (2) flats o correspondente a 22 flats,
que funcionarão nos seguintes módulos:

 Uma (1) Sala Comum


 Um (1) Hall de entreda
 Uma (1) WC geral
 Dois (2) Quartos
 Uma (1) Cozinha
 Uma (1) Varanda na faixada norte da sala comum e da cozinha

4. MEMÓRIA CONSTRUTIVA – EXECUÇÃO DE TRABALHOS

4.1. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS – NORMAS E ESPECIFICAÇÕES

Todos os materiais e equipamentos a serem incorporados nos trabalhos e na sua fabricação


deverão estar de acordo com as últimas Normas e Especificações aplicáveis estabelecidas e
aprovadas no país da manufactura dos materiais ou equipamentos.

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4.2. MOBILIZAÇÃO DESMOBILIZAÇÃO

4.2.1. Generalidades
O Empreiteiro deverá fornecer e manter as instalações necessárias para executar os trabalhos de
acordo com as normas aplicáveis e boa prática de engenharia.

Admite-se que o Empreiteiro, para formular a sua Proposta, se tenha inteirado completamente
das condições locais em tudo que possa ser considerado como condicionamento de produção,
pelo que não serão aceites quaisquer reclamações sobre eventuais dificuldades que possam
surgir na execução dos trabalhos por alegado desconhecimento e/ou insuficiência de
informação.

Da mesma forma, deverá o Empreiteiro, para a elaboração da sua Proposta, procurar inteirar-se,
junto do Dono da Obra, da melhor localização para o estaleiro da obra.

4.3. TRABALHOS PRELIMINARES OU ACESSÓRIOS

4.3.1 SINALIZAÇÃO DA ÁREA DOS TRABALHOS


O Empreiteiro procederá a sinalização de toda a área afectada pelos trabalhos, limitando o
acesso a pessoas estranhas pela introdução de uma vedação. A solução deverá ser aprovada pela
Fiscalização.

4.3.2. PLACA DE OBRA


O Empreiteiro procederá a montagem de uma placa de obra metálica em local a acordar com a
Fiscalização. Esta placa deverá conter em forma visível a informação respeitante ao Dono da
Obra, Fiscalização, Empreiteiro, Projectista, Financiador, Valor da Obra e será aprovada pela
Fiscalização.

5. MEMÓRIA CONSTRUTIVA – ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

5.1. DEMOLIÇÕES

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5.1.1. LIMPEZA DO TERRENO


Dever-se-á remover do local da obra todos os materiais que a ela não digam respeito,
incluindo todo material orgânico. O abate de árvores será feito apenas nos casos em que estas
se situem no local de implantação da obra.

5.1.2. IMPLANTAÇÃO
O edifício será implantado de acordo com a planta de implantação. Os afastamentos são os
definidos na mesma planta.

5.2. ESCAVAÇÕES PARA FUNDAÇÕES

5.2.1. ESCAVAÇÕES
O modo de escavação é de livre escolha do Empreiteiro. O equipamento e os meios humanos
utilizados deverão permitir sempre o bom andamento dos trabalhos.
A escavação não deve ser levada abaixo das cotas indicadas nos desenhos, salvo por
indicação da Fiscalização, face à presença de solos que não correspondem à resistência
exigida em projecto para as fundações e que devem por isso ser removidos. Os materiais
removidos abaixo das cotas de projecto, deverão ser substituídos por solos devidamente
compactados.
Dever-se-á atender a conveniência de reduzir ao mínimo possível, o tempo entre a abertura
dos caboucos ou valas e o seu enchimento, de modo a evitar o desmoronamento ou
desagregação das paredes das trincheiras e o alagamento demorado destas. Os fundos das
escavações serão regularizados, nivelados e bem compactados.
O material escavado não aplicado em aterros será transportado a vazadouro.

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10.1. DEMOLIÇÕES

10.1.1. TRANSPORTES A VAZADOURO


O transporte dos produtos sobrantes da escavação a vazadouro, será encargo do Empreiteiro e
ter-se-á sempre em consideração que a acumulação dos produtos escavados no local, não
deverá prejudicar o bom andamento dos trabalhos.

10.2. FUNDAÇÕES.

10.2.1. CABOUCOS
Deverão ser abertos de acordo com os desenhos de estrutura devendo-se atingir sempre a
camada firme da terra obedecendo todas as medidas indicadas na planta de fundações. Devem
ser devidamente regados, nivelados e batidos a maço em camdas de 200mm depois da
colocação de solo limpo.

10.2.2. ENROCAMENTO
Deverá ser feito com pedra mediana, dura, limpa de terras, areia ou lodo, não margosa, não
geladiça, não fendida.

a) O enrocamento do leito das fundações e da caixa de pavimentos deverá respeitar as


dimensões indicadas no pormenor de fundações.

10.2.3. SAPATAS CONTÍNUAS


As sapatas contínuas que constituirão as fundações das paredes serão de blocos de cimento e
areia, de 200x200x400 mm, enchidos e assentes com argamassa de cimento e areia.

10.2.4. ENCHIMENTO
Os leitos das caixas de fundações e de pavimentos, deverão ser convenientemente regados e
batidos a maço até atingirem boa compactação. O enchimento da caixa de pavimentos será
feito com saibro, e deverá respeitar as dimensões previstas nas peças desenhadas; geralmente
será a diferença entre a altura total da caixa e a soma das espessuras do enrocamento e do
betão.

10.2.5. SAPATAS ISOLADAS

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Na betonagem das fundações, incluem-se as seguintes operações: preparação, transporte,


colocação e compactação de betão simples. As sapatas isoladas deverão respeitar as medidas
e armaduras indicadas nos desenhos de estrutura. Para melhores resultados o betão deverá ser
bem vibrado no acto de sua colocação. Todos trabalhos de betão armado serão executados
com betão e aço.

BETÃO DE LIMPEZA, BETÃO SIMPLES E BETÃO ARMADO

6.1. BETÃO DE LIMPEZA


6.1.1. MATERIAIS DE EXECUÇÃO
Utilizar-se-á um betão com a dosagem mínima em peso de 150 kg de cimento por metro cúbico
ou em volume ao traço 1:4:7. A espessura mínima da camada de betão será de 5cm se outra não
estiver indicada nos desenhos de execução.

6.2. BETÃO SIMPLES OU ARMADO


6.2.1. NORMAS DE EXECUÇÃO
Os materiais a utilizar e as regras de execução devem obedecer ao expresso na especificação e
às normas e regulamentos oficiais em vigor, nomeadamente:

- “REGULAMENTO DE ESTRUTURAS DE BETÃO ARMADO” - Decreto Nº 47 723 de 20


de Maio de 1967, rectificado pelo Decreto Nº 47 842 de 11 de Agosto de 1967;
- “REGULAMENTO DE BETÕES DE LIGANTES HIDRÁULICOS” - Decreto Nº 404/71 de
23 de Setembro de 1971;
- CIMENTO “PORTLAND” NORMAL - Caderno de Encargos para o seu Fornecimento e
Recepção - Decreto Nº 41 127 de Maio de 1957; Portaria Nº 18 189 de 5 de Janeiro de 1961.

6.3. MATERIAIS
6.3.1. Cimento
Salvo determinação expressa em projecto, o ligante a empregar deverá ser de presa normal.
Só será admitida a utilização de cimento que se encontre em boas condições de aplicação.

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Não é autorizado o uso de ligante com elevadas temperaturas resultantes do fabrico, com
grânulos endurecidos que possam desfazer com pressão de dedos; ou, qualquer outra
característica que ponha em perigo o tipo, classe e qualidade do betão pretendido.

6.3.2. Recepção e Armazenamento


O cimento poderá ser recebido no estaleiro a granel, em sacos de linhagem ou de papel
impermeabilizado.
Quando a recepção for feita a granel deverá ser armazenada em silos apropriados à sua
conveniente conservação.
No caso de a recepção ser feita em sacos, estes devem ser armazenados em lotes,
correspondentes a cada fornecimento, para permitir o seu emprego por ordem cronológica e
para facilitar a sua identificação face a eventuais ensaios de recepção.

Os sacos serão conservados até à sua utilização em armazém, ou contentor exclusivamente


destinado a esse fim, devidamente fechado, coberto e pavimentado com um estrado
ligeiramente sobrelevado do chão, contendo todas as disposições necessárias para evitar a
acção da humidade.

6.3.2.3. Dosagens Mínimas


A dosagem mínima de cimento a empregar na fabricação de betão, deve ser estabelecida por
estudos prévios, tendo em vista a resistência - classe do betão - e outras características -
durabilidade, agressividade do meio, impermeabilidade, trabalhabilidade, etc., do betão que se
pretende obter.
Quando não forem realizados estudos prévios de composição do betão, para que este possa ser
considerado da classe B 180, terá de ser fabricado com a dosagem mínima de 300kg de
cimento Portland Normal por metro cúbico de betão.

6.3.2.4. Água
A água a empregar nas amassaduras ou na lavagem de inertes, deverá ser doce e limpa, isenta
de substâncias orgânicas, de cloretos, sulfatos e outros sais em percentagens prejudiciais bem
como óleos e outras impurezas.
As águas captadas na zona das obras poderão ser utilizadas, desde que obedeçam aos
documentos normativos sobre o seu uso e após aprovação da Fiscalização.

6.3.2.5. Areia

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Considera-se areia, o inerte resultante da desagregação de rochas, natural ou provocada,


composto por partículas de dimensões compreendidas entre 0,06 e 5mm de diâmetro.
A areia a empregar no fabrico de betão, deverá, de preferência, ser natural, de grãos siliciosos e
arredondados, sem conter elementos alongados ou achatados.
Deverá ser isenta de quaisquer substâncias que prejudiquem a boa ligação com os outros
materiais tais como: argilas (especialmente as aderentes ao grão ou em nódulos), mica, carvão,
conchas, detritos, partículas vegetais ou outras matérias orgânicas, cloretos, sulfatos, ou outros
sais em percentagem prejudicial.
A Fiscalização pode impedir a entrada em estaleiro dos materiais que não estejam em
condições ou promover a remoção imediata do material rejeitado por encargo do Empreiteiro.

6.3.2.6. Pedra
A pedra para o fabrico de betão, poderá ser obtida por britagem ou pela simples extracção de
depósitos naturais. Sempre que possível, deverá ser dada preferência à pedra britada. Britas
provenientes de rochas ígneas, poderão ser aceites, quando satisfaçam o exigido nos
documentos normativos.
Pedra proveniente de depósitos naturais, deverá tanto quanto possível, ser de natureza siliciosa,
e as superfícies não devem apresentar-se excessivamente polidas.
A pedra a utilizar deverá ser isenta de quaisquer substâncias que prejudiquem a boa ligação
com os outros materiais, tais como: argilas, (especialmente as aderentes à pedra ou em
módulo), mica solta, carvão, detritos, partículas vegetais ou outros materiais orgânicos,
cloretos, sulfatos ou outros sais em percentagens prejudiciais.
Deverá ser rija, apresentar aspecto homogéneo, não ser margosa nem geladiça, porosa ou
quebradiça, alongada ou achatada.
A pedra deverá ser separada ou ensilada por granulometrias, de forma a não se misturarem no
decorrer dos trabalhos.

A Fiscalização pode impedir a entrada em estaleiro dos materiais que não estejam em
condições ou promover a remoção imediata do material rejeitado, por encargo do Empreiteiro.
A Fiscalização poderá permitir a lavagem da pedra, quando se verificar que da lavagem resulta
a sua recuperação. No caso de a pedra ser lavada para eliminar impurezas, somente deverá ser
usada água doce, potável.

6.3.2.7. Armazenamento de Inertes

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Os inertes das diversas categorias devem ser armazenados separadamente por lotes, tomando-
se os cuidados necessários para que não haja mistura de inertes entre si ou com substâncias
estranhas.

Cada lote não deverá conter mais de 10% em peso, de partículas fora das suas dimensões
limites, nem mais de 10%, também em peso, de elementos lamelares.

6.3.2.8. Humidade de Inertes


A humidade dos inertes, na ocasião do fabrico do betão, deve ser tão uniforme quanto possível.
Esta humidade, medida pelo teor em água total, deve ser devidamente tida em conta no
estabelecimento da quantidade de água a utilizar na amassadura em face da dosagem fixada na
composição do betão.

6.3.2.9. Equipamento de Ensaios


Sempre que nada em contrário seja expresso, o Empreiteiro é obrigado a dispôr no estaleiro, de
moldes cúbicos em número suficiente para a confecção de provetes de ensaios à compressão,
com as dimensões 15 x 15 x 15 (cm).
Os resultados dos ensaios serão devidamente anotados em boletins de registo, os quais serão
prontamente fornecidos à Fiscalização.

6.3.3. CARACTERÍSTICAS DOS BETÕES


6.3.3.1. Composições do Betão
As composições do betão devem ser estabelecidas de modo que satisfaçam as características
que a sua utilização impõe - tipo, classe e qualidade - tendo em atenção os componentes
disponíveis, as condições particulares de fabrico, transporte, colocação e cura.

As composições do betão devem ser expressas através dos seguintes elementos:


o Tipo, classe e qualidade
o Natureza e dosagem do ligante
o Identificação, características, granulometria, máxima dimensão dos inertes e
quantidades a empregar cada categoria de inerte.
o Razão água-ligante, referida aos inertes secos
o Natureza e dosagem dos aditivos quando utilizados

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Qualquer que seja a composição do betão a utilizar, ela carece da aprovação da Fiscalização,
que poderá exigir a apresentação dos estudos que conduziram às dosagens propostas para cada
um dos componentes.

6.3.3.4. FABRICO DO BETÃO


6.3.3.4.1. Medição dos Componentes
A medição dos ligantes deve ser sempre efectuada por pesagem ou por número de sacos de
embalagem de origem. De igual modo, a medição dos inertes deve ser feita em peso, podendo,
em casos a aprovar pela Fiscalização, ser feita em volume. A precisão da medição dos
componentes a utilizar em cada amassadura, deve ter em conta, a qualidade do betão que se
pretende.

6.3.3.4.2. Amassadura
O Empreiteiro é obrigado a equipar-se com os meios necessários à satisfação das quantidades
de betão a colocar. Todos os betões, qualquer que seja o seu tipo ou a sua aplicação, serão
fabricados mecanicamente.
Deve utilizar-se equipamento que promova a mistura homogénea dos componentes e que não
dê lugar a segregação, assentamento ou fractura dos inertes.
O volume de cada amassadura, não deve ser superior à capacidade nominal da betoneira,
indicada pelo fabricante.
A saída das amassaduras das betoneiras, deve ser feita com esta em rotação e de modo a não
provocar a desagregação total ou parcial dos materiais.

6.3.3.5. BETONAGEM
6.3.3.5.1. Plano de Betonagem
Antes do início das betonagens, o Empreiteiro deverá apresentar à Fiscalização o plano das
betonagens a executar, onde se indique, claramente, a localização das juntas de trabalho.
Quando sejam de recear efeitos de retracção, a Fiscalização poderá mandar deixar em aberto as
juntas de betonagem com largura suficiente para que possam ser betonadas posteriormente.

6.3.3.5.2. Transporte
Os processos a utilizar para o transporte ou transbordo do betão, desde a descarga da betoneira
até ao local de aplicação, deverão ser submetidos à aprovação da Fiscalização.
O intervalo de tempo entre a amassadura e a colocação do betão deve ser o menor possível.

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Não será permitido qualquer processo de transporte ou transbordo que possa causar segregação,
assentamento ou fractura dos inertes, excessiva secura, exagerada exposição à chuva e ao sol,
ou quaisquer outros inconvenientes que prejudiquem a sua qualidade.

6.3.3.5.3. Colocação
Os meios a utilizar para colocar o betão “in situ”, deverão estar em correspondência com as
restantes instalações, com os volumes exigidos, o tipo, classe e quantidade de betão, bem
como, o local da sua aplicação. Só se deverá colocar o betão no espaço que o irá conter, depois
de se verificar que este está em condições de o receber.
A colocação deve ser efectuada de modo a evitar a segregação e desagregação do betão e em
condições de temperatura e humidade, que permitam que a presa e o endurecimento do betão,
se realizem normalmente.
O enchimento deve processar-se tanto quanto possível de modo contínuo. No caso da
interrupção, a escolha da localização desta e a preparação da superfície de betão para o
recomeço da colocação, devem ser objecto de cuidados especiais.
O enchimento deve fazer-se por camadas de espessura proporcionada aos meios de
compactação.
Em caso algum a espessura das camadas deve exceder 50cm.
O espalhamento do betão para formar estas camadas, poderá ser efectuado por meios manuais
ou mecânicos, mas nunca por vibração.
Todas as operações de transporte, depósito e colocação propriamente ditas, deverão realizar-se
antes de se iniciar a presa do betão. Durante a colocação e a posterior compactação do betão,
não será permitido transitar directamente sobre as armaduras, se as houver, ou, por qualquer
outra forma, modificar a sua posição em relação aos elementos estruturais.

6.3.3.5.4. Compactação
Salvo determinação em contrário, todo o betão será compactado com vibração mecânica à
massa ou, no caso de peças pouco espessas, com vibração especial por meio de águas ou
chapas vibradoras, ou ainda, nos casos justificáveis e devidamente autorizadas pela
Fiscalização, por qualquer sistema de vibração à cofragem. A vibração deverá ser caracterizada
por alta frequência e pequena amplitude.
O número, a massa e a potência dos vibradores deverão estar de acordo com o volume de betão
a vibrar.
Cada camada deve ser vibrada até que, depois de obtido o refluimento da água e das partículas
mais finas, cesse a libertação de bolhas de ar.

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A compactação do betão deve ser feita de modo que o betão venha a constituir, dentro dos
moldes, uma massa homogénea.
Após a desmoldagem ou descibramento, as superfícies do betão deverão ficar sem perdas à
vista, ninhos de pedras, poros, concavidades ou convexidades.

6.3.3.5.5. Interrupção de Betonagem


Não serão permitidas as interrupções da betonagem por períodos superiores a 1 hora. Períodos
de tempo superior ao indicado, poderão ser encerrados como juntas de trabalho ou de
betonagem.

6.3.3.5.6. Juntas de Trabalho ou de Betonagem


Quando houver necessidade de criar juntas de betonagem, estas devem ser localizadas, tanto
quanto possível, nas secções menos esforçadas das peças e ter orientação sensivelmente
perpendicular à direcção das tensões principais de compressão.
O Empreiteiro deverá submeter à aprovação da Fiscalização, o plano de localização das juntas,
caso estas não se possam evitar.

6.3.3.6. CURA DO BETÃO


A cura deve processar-se em condições que favoreçam a presa e o endurecimento do betão.
Para tal, tomar-se-ão logo após a betonagem, as medidas convenientes face à temperatura do
ambiente ou outros factores que possam provocar a perda de água do betão ou que impeçam a
sua reacção com o ligante.
Os cuidados a ter com a cura do betão deverão ser objecto de aprovação da Fiscalização. Em
qualquer circunstância e nada sendo determinado em contrário, deverão ser observadas as
normas seguintes:
A perda de água do betão por evaporação deve ser evitada, usando-se os seguintes meios:
o Manter as superfícies do betão protegidas pelos moldes, não os retirando
prematuramente.
o Quando os moldes forem permeáveis, conservá-los humedecidos;
o Revestir as superfícies pelas quais se dá a evaporação, com materiais impermeáveis ou
com materiais humedecidos.
o Manter continuamente molhadas as superfícies expostas.
As medidas de protecção contra a perda de água por evaporação devem ser mantidas, durante
os seguintes períodos, a partir da betonagem:
o Betões de cimento “portland” de ferro ------ 7 dias

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o Betões que utilizem outro ligantes ---------- 14 dias

NOTA:
Lajes de pavimento
As lajes de piso serão executadas em betão ligeiramente armado com uma espessura de
200mm, lançado sobre uma camada de enrocamento muito bem regado e compactado e
deverão cobrir completamente a face exterior das paredes de fundações.

Pilares e vigas
Serão executados enchimentos em betão armado, nos pilares e vigas com armaduras e
dimensões identificadas nas peças desenhadas. Todo o processo de betonagem deverá
respeitar o preceituado no regulamento respectivo no concernente a cofragem, preparação,
colocação de betão, vibração, tempo de pega, descofragem entre outros elementos.

AÇOS EM ARMADURAS

7.2. GENERALIDADES
As classes e características dos aços, deverão obedecer às condições estipuladas no
“REGULAMENTO DE ESTRUTURAS DE BETÃO ARMADO”, Decreto nº 47842, de 11 de
Agosto de 1967.
As classes e diâmetros a utilizar, serão os que constam dos desenhos de execução do projecto.
As armaduras devem ser executadas dentro das tolerâncias dimensionais admissíveis.
Durante o período de betonagem, dever-se-á evitar o mais possível a deslocação e deformação
das armaduras.
Será por isso obrigatória a utilização de arames recozidos a fim de atar os varões das
armaduras, de forma a manter entre os varões o posicionamento e o afastamento indicados em
projecto, como também, para que o conjunto de armaduras apresente a rigidez suficiente para
não sofrer deformações, além das tolerâncias admissíveis, quer durante a betonagem e a
respectiva vibração e compactação, quer durante as operações complementares da betonagem.
Recorrer-se-á a ferros complementares, mesmo quando não indicados em projecto, sempre que
necessários à manutenção da indeformabilidade necessária às armaduras.
De igual modo, recorrer-se-á a calços, os quais serão intercalados entre as armaduras e a face
interior dos moldes, que assegurem o recobrimento regulamentar das armaduras ou o indicado
em projecto, quando este for superior à dimensão de recobrimento regulamentar. De

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preferência, estes calços serão pré-fabricados com material que possa ficar incorporado na peça
a betonar - desde que não interfiram na sua estabilidade - de espessura constante e contendo já
o arame de atar.
Os varões colocados em obra devem estar convenientemente limpos de ferrugem solta, de
qualquer material destacável, de matérias orgânicas, óleos ou outros materiais que possam
afectar a aderência dos varões ao betão ou a sua durabilidade.

ALVENARIAS DE BLOCOS DE CIMENTO E AREIA

8.2. CARACTERÍSTICAS
8.2.1. Generalidades
As espessuras das paredes a construir corresponderão às indicadas no projecto.
O material a utilizar será o bloco de cimento e areia para alvenaria, de acordo com a
Especificação E160 do LNEC que classifica os formatos entendendo-se por:
o Bloco maciço: Bloco cujo volume de cimento não é inferior a 85% do seu volume total
aparente.
o Bloco furado: Blocos com furos ou canais paralelos às suas menores arestas e tais que a
sua área não é inferior a 30% da face correspondente nem superior a 75% da mesma
área.
o Bloco Vazado: Bloco com furo único não possuindo leito.

8.2.2. Tolerância
As Tolerâncias das deformações das faces dos blocos em relação às arestas que as definem não
devem ser superiores a 5mm.

8.2.3. Recepção
8.2.3.1. Inspecção de Carácter Geral
Esta inspecção deve ser realizada pelo comprador ou pela Fiscalização, compreendendo
verificações de dimensões e de deformação, além da satisfação às exigências de identificação,
aparência e toque.

8.2.4. Colheita de Amostras

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Para o efeito, os fornecimentos de blocos da mesma marca, tipo, dimensões e forma, deverão
considerar-se repartidos por lotes. De cada lote será escolhida uma amostra contendo 30 blocos
inteiros, tomados, quanto possível, casualmente.

8.3. REALIZAÇÃO DO TRABALHO


Na execução das alvenarias, ter-se-á cuidado de não utilizar tijolo sem estar completamente
molhado, não se devendo assentar nenhuma fiada sem se ter assegurado a ligação da
precedente.
Estender-se-á argamassa em camadas mais espessas do que o necessário, a fim de que,
comprimidos os tijolos contra as juntas e leitos, a argamassa resuma por todos os lados. A
espessura das juntas horizontais não deve exceder 0.01m e as verticais 0.005m.
As vergas dos vãos das portas, que existem nestas paredes, serão executadas em betão armado,
arco de tijolo ou tijolo armado.
A argamassa a aplicar, as matérias e os processos a utilizar serão regidos pelas especificações
correspondentes.

TECTO FALSO EM PLACAS DE GESSO

9.1. CARACTERÍSTICAS
Apenas o segundo piso do bloco administrativo terá um tecto falso sob a estrutura de cobertura.
As placas de gesso a utilizar em tecto falso deverão ser do tipo liso com revestimento plástico,
homogéneas, com espessura nominal de 4 mm. Deverão vir acompanhadas, aquando da entrega
em obra, de um certificado do fabricante, atestando a origem e qualidade de placas.
As placas não apresentarão fendas, deformações ou qualquer defeito. Devem ser de secção
constante, tipo liso conforme especificado. Deverão ser perfeitamente rectilíneas em todas as
suas arestas de forma a obterem-se encaixes perfeitos.
As placas deverão satisfazer com margem suficiente a resistência aos esforços de flexão
previstos para os vãos a vencer sem que daí resultem flexões que provoquem aberturas visíveis
de juntas.

9.2. TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO


O transporte e armazenamento das placas em obra deverá revestir-se dos cuidados e protecções
necessárias de forma a não riscar, deformar ou de alguma forma danificar as placas.
As placas deverão ser armazenadas sobrepostas em local coberto e protegido sem humidade,
sobre uma superfície plana, apoiadas em pranchas de madeira e nunca em pilhas de altura

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superior a 2 metros. É totalmente vedada a colocação de quaisquer objectos sobre elas ou


serem pisadas pela passagem de pessoas. Devem-se no entanto tomar as devidas precauções
para evitar a deformação das placas superiores.
O Empreiteiro obriga-se a substituir todas as placas que, que a critério da Fiscalização, sejam
rejeitáveis pelo incumprimento do aqui especificado.

9.3. EXECUÇÃO E MONTAGEM


A superfície formada pelas placas depois de assentes será completamente lisa e nivelada não se
notando nela quaisquer ressaltos.
A estrutura suporte dos placas será em chapa lacada tipo perfil semi-oculto de secção 40 x 40
(mm) fixos nos elementos rígidos da construção.
A fixação das placas à estrutura de suporte executar-se-á através de elementos de fixação
adequados. As chapas serão barradas e pintadas para disfarçar os elementos de fixação e as
juntas.

Durante a montagem ou inspecção recomenda-se que as pessoas se desloquem sobre os


alinhamentos das madres ou recorrendo a dispositivos que evitem o escorregamento do pessoal
sobre as chapas ou se originem deformações que podem resultar em acidentes e desastres.

TELA IMPERMEABILIZANTE

10.2. APLICAÇÃO
As telas de impermeabilização serão em PVC, conforme especificado em Mapa de Medições,
devendo ser aplicadas segundo as instruções do fabricante.

APLICAÇÃO DE ARGAMASSAS EM REBOCOS

11.2. APLICAÇÕES
A presente especificação é aplicável a rebocos destinados a receber outros acabamentos e
àqueles em que o acabamento será dado directamente à superfície do próprio reboco.

As dosagens das argamassas a aplicar serão, usualmente:


- Em rebocos interiores - cimento e areia ao traço 1:4 ou 1:6
- Em rebocos exteriores - cimento e areia ao traço 1:5

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11.3. PREPARAÇÃO DA PAREDE BASE


11.3.1. Generalidades
Deverá ser removido o reboco das paredes exteriores e os rebocos das paredes interiores que
estejam mal executados, até se atingir a parede base, seja ela de betão ou de alvenaria.
A parede base existente e a construir deverão estar devidamente preparados para receber o
reboco. A superfície a cobrir deverá estar devidamente desembaraçada de partículas mal
aderentes ou de quaisquer outros corpos que possam efectuar a argamassa do reboco, bem
como isentas de pó, gorduras ou fuligem de fogo.
A superfície a cobrir deverá apresentar a rigidez necessária e estar perfeitamente desempenada
para que se não tenha de empregar espessura de reboco superior a 2,5cm.
Imediatamente antes da aplicação do reboco, a parede deverá ser abundantemente molhada de
modo a encontrar-se totalmente húmida na altura da aplicação da argamassa, sem, contudo,
apresentar qualquer cavidade com água retida.

11.3.2. Parede Base de Alvenaria


Quando não tenha sido possível evitar irregularidades no desempeno da parede da base,
superiores às tolerâncias, deverão todas as depressões ser cheias previamente, com argamassas
idênticas à do reboco, como base ao reboco a colocar posteriormente. A espessura de cada
camada não deverá exceder 2cm. Deverá verificar-se um intervalo de depressões da parede
base e a aplicação do reboco.

11.3.3. Parede Base de Betão


Quando não tenha sido possível evitar irregularidades no desempeno da parede base, superiores
ás tolerâncias, deverão todas as saliências ser devidamente desbastadas até que se verifiquem
os valores de tolerâncias que forem fixados.

11.3.4. Tolerância no Desempeno da Parede Base


Quando nada em contrário for determinado pela Fiscalização, a tolerância admitida, ou seja a
diferença entre os pontos da superfície mais salientes e os mais reentrantes, não deverá ser
superior a 2,5mm.

11.3.5. Aplicação de Salpico


11.3.5.1. Parede de Alvenaria
Sempre que a Fiscalização não tenha dispensado a aplicação do salpico, este deverá ser feito
imediatamente após a conclusão da parede, depois de esta ter sido bem molhada. A argamassa a

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utilizar deverá ter o traço de 1:1 a 1:3, conforme os casos, que será projectada com força contra
a parede, formando uma camada rugosa e aderente de espessura compreendida entre 1 e 3mm.

11.3.5.2. Parede de Betão


As superfícies das peças de betão existentes, e nas quais não for possível executar o salpico,
deverão ser picadas de modo a permitir a aderência da argamassa de reboco.

11.4. APLICAÇÃO DE REBOCOS


11.4.1. Generalidades
A argamassa deverá ser utilizada imediatamente após o seu fabrico, devendo ser totalmente
aplicada antes de iniciar a presa. Durante o período em que aguarde a aplicação, deverá estar
protegida do sol, chuva ou vento. Será interdito o aproveitamento de argamassa já endurecida,
mesmo com adição de água. A argamassa endurecida deverá ser retirada do local de trabalho.
Considera-se que a argamassa está endurecida quando apresentar quebra de trabalhidade ou
tiver sido amassada há mais de uma hora, na estação quente, e 2 horas na outra.
A relação destes períodos será sujeita à aprovação da Fiscalização.

11.4.2. Condições Atmosféricas


A aplicação de rebocos exteriores é interdita sempre que se verifique vento forte ou chuva.
11.4.3. Métodos de Aplicação Tradicionais
11.4.3.1. Espessura de Reboco
Salvo determinação em contrário da Fiscalização, sempre que a espessura total do reboco
exceda 1,5cm, deverá ser aplicado em duas camadas intervalados no mínimo de 24 horas. A
primeira camada deverá ter 1 a 1,5cm de espessura, e a segunda a diferença para a espessura
total. No caso de não ser previamente fixada pela Fiscalização, a espessura total não deverá
exceder 2,5cm.

11.4.3.2. Impermeabilização
O reboco aplicado em paredes exteriores, deverá conter sempre um produto hidrófugo
previamente aprovado pela Fiscalização.
Quando o reboco for aplicado em mais de uma camada, o produto impermeabilizante só será
aplicado na argamassa que constituirá a primeira camada de reboco.
Deverá ser dada preferência a produtos hidrófugos, que se misturem previamente com água de
amassadura, líquidos ou diluir antes da amassadura.

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Sem aprovação da Fiscalização, não será permitida a utilização de produtos em pó que


obtenham o efeito hidrofugo à custa do grau de finura.
Estão consideradas neste caso as diatomites ou outros pós muito finos.

11.4.3.3. Execução do Trabalho


Quando se trata de duas camadas, a primeira será projectada e bem apertada com a colher e só
depois será serrafada. A segunda, de igual modo, será projectada, apertada e, consoante o
acabamento pretendido, sarrafada, talochada, passada à esponja, espátula ou queimada à colher.
A segunda camada poderá ser feita com o mesmo tipo de areia que a primeira, ou com areia
mais fina, de acabamento, conforme for estipulado.
Caso nada em contrário esteja expresso, a areia da camada superficial não deverá conter grãos
de dimensões superiores a 1,5mm e o seu acabamento será, após desempeno, à talocha de
modo a obter uma superfície fechada, não riscada e de aspecto homogéneo.

11.4.3.4. Remendos ou Reparações em Rebocos


Todos os remendos ou reparações deverão ser feitos de modo que se obtenham acabamentos
iguais aos circundantes e com linhas ou remates que não representem descontinuidades nas
superfícies vistas.
Caso nada em contrário seja indicado pela Fiscalização, a extensão do remendo ou reparação,
deverá ser tal que as linhas de remate coincidam com as arestas, cantos, alhetas ou outras linhas
singulares de construção.

11.4.4. Aplicação Mecânica de Rebocos


Com autorização da Fiscalização, os rebocos poderão ser aplicados mecanicamente, seguindo-
se as instruções correspondentes ao tipo de máquina utilizada para o efeito. No entanto, sem
prejuízo das instruções a seguir em cada caso, poderão ser adoptadas as regras seguintes:
- A boca da pistola deverá manter-se numa posição perpendicular ao paramento a revestir.
- A velocidade do material à saída da pistola, poderá ser condicionado pelo diâmetro da boca.
- A pressão da água deverá ser maior do que a do ar, para garantir uma molhagem mais
completa dos materiais e facilitar uma regulação mais rápida e mais eficaz.
- O desempeno segue-se imediatamente à projecção, antes do início da presa do aglutinante.

11.5. CURA DOS REBOCOS

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Quando se verifiquem temperaturas elevadas, sol forte ou vento, deverão os rebocos recém-
colocados manter-se permanentemente húmidos, durante o mínimo de três dias, o que poderá
ser feito por meio de rega, de aspersão ou qualquer outro sistema adequado.
Só a Fiscalização poderá dispensar o cumprimento desta determinação.

REPARAÇÃO DE FENDAS EM REBOCOS

12.2. PROCEDIMENTOS
Nos casos em que a superfície da parede rebocada apresentar fendas, será necessário proceder à
verificação da extensão dos danos, isto é, é necessário verificar se a zona em que se vai intervir
se limita efectivamente à fenda.
Caso a área de intervenção se limite à zona da fenda, será necessário:
o Abrir a fenda de ambos os lados até à extensão em que se encontrar reboco são;
o Humedecer a parede e criar condições para uma boa aderência entre o novo reboco, a
parede e o reboco existente;
o Aplicar a argamassa de betão.
O acabamento deverá ser executado de forma que a parede apresente uma superfície lisa e
uniforme. A aplicação do novo reboco será feita após a aprovação da Fiscalização.

REDE DE ESGOTOS INTERIORES

13.1. CARACTERÍSTICAS GERAIS


Será usado um sistema de esgotos convencional, onde os dejectos provenientes das sanitas
(águas negras), deverão ser escoados para uma fossa séptica, enquanto as águas brancas,
serão para o dreno, conforme indicação das peças desenhadas. Todo o sistema de esgotos
deverá ser devidamente ventilado. Em todos os pontos críticos será criado um mecanismo de
inspecção de águas. As caixas de inspecção serão sempre em blocos de cimento e areia e
tampas de betão. Para as águas das cozinhas serão construídas caixas de retenção de gorduras
conforme indicado nos desenhos. As águas pluviais após escoadas da cobertura serão
recolhidas e encaminhadas para o colector geral de águas pluviais.

13.2. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS ESPECIAIS

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13.2.2. TERMINOLOGIA
Ramal de ligação - Troço de canalização que recebe os esgotos dos diferentes tubos de queda e
os conduz para o exterior do edifício.
Tubo de queda - Canalização em prumada que recebe os esgotos dos diferentes ramais de
descarga e os conduz ao ramal de ligação.
Ramal de descarga - Canalização que recebe os esgotos dos aparelhos sanitários e os conduz ao
tubo de queda.
Ramal de ventilação - Tubo destinado a assegurar a ventilação das canalizações de esgoto e o
bom funcionamento dos sifões.

13.2.3. MATERIAL A UTILIZAR


Para a execução das tubagens das redes de esgotos deverá ser utilizado o material P.V.C. rígido
de 4kg/cm² aplicado em ramais de descarga, tubos de queda e de ventilação.

13.2.4. QUALIDADE DOS MATERIAIS


Os tubos de PVC rígido e respectivos acessórios deverão satisfazer inteiramente ao que
determina a especificação “Tubos de materiais plásticos - condições de recepção.

LOUÇAS SANITÁRIAS

14.2. CARACTERÍSTICAS
14.2.1. Generalidades
Serão considerados os seguintes tipos de aparelhos sanitários: bacias de retrete turcas e
normais, lavatórios e urinol.

14.2.2. Características de Forma


Nas características de forma será respeitado para qualquer dos tipos de aparelhos sanitários os
seguintes princípios:
- Uniformidade
- Limpeza fácil
- Ausência de formação de bolsa de água
- Formato robusto

14.2.3. Características do Material Base

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Todos os aparelhos sanitários deverão ser fabricados de materiais não absorventes tais como
grés cerâmico vidrado e aço inox no caso do urinol corrido.
De uma maneira geral, os aparelhos sanitários deverão ser de primeira escolha, ter superfícies
lisas, ser isentos de fendas, falhas ou outros defeitos de fabrico e ser inatacáveis pelos ácidos e
outros produtos corrosivos.

14.2.4. Características de funcionamento e Ligações


Nenhum aparelho sanitário poderá permitir a intercomunicação das águas de alimentação e as
águas usadas. Além disso, devem ser observadas todas as prescrições do Regulamento Geral de
Abastecimento de Águas e do Regulamento Geral de Canalizações de Esgotos Portugueses que
se relacionam com as louças sanitárias, nomeadamente o que se encontra prescrito no capítulo
V deste último Regulamento nos artigos 81, 82, 84, e 85.

14.2.5. Classificação quanto a Defeitos


Para efeitos de recepção dos aparelhos sanitários serão os mesmos classificados em ECO
(económico) e NOR (normal). Na verificarão da continuidade do vidrado e resistência às
manchas será aplicável a norma NP 310.
Alguns defeitos de fabrico dão lugar a defeitos relativos a funcionamento dos quais o principal
é a má vazão ou retenção de águas o que implica na imediata rejeição do aparelho para
qualquer das categorias de escolha.
Relativamente ao assentamento designa-se por empeno a diferença de medidas segundo a
maior dimensão da peça relativamente a um plano horizontal de assentamento, o qual não
deverá exceder 3mm (três milímetros).

14.3. ASSENTAMENTO
Os aparelhos sanitários serão sempre instalados de nível servindo de referência as arestas das
abas laterais das superfícies curvas.
Os aparelhos sanitários serão fixados quer às paredes quer aos pavimentos onde se localizarem.
A fixação às paredes será obtida por intermédio de consolas metálicas que permitam a
mobilização do aparelho e o seu apoio. A fixação também poderá ser obtida por meio de tacos
embebidos na parede e parafusos inoxidáveis, os quais deverão dispor de anilhas de chumbo ou
de borracha para permitir o aperto sem danificar o material cerâmico.
Nas fixações aos pavimentos serão utilizados parafusos inoxidáveis a anilhas, como descrito
anteriormente. Quando se trata de uma sanita - e os aparelhos sanitários actuais deste tipo
dispõem eles próprios de sifão incorporado - é indispensável que o tubo de esgoto desemboque

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francamento o sifão do aparelho. Não será permitido cortar o tubo de esgoto, que emergir do
pavimento.
Ao assentamento precederá uma colocação de ensaio da peça a instalar, aproveitando-se essa
operação para marcar as furações a executar na parede ou pavimento considerando desde logo
as concordâncias da ligação à rede de águas de esgotos.
O aparelho sanitário deverá ficar perfeitamente à face da superfície onde encosta, com
interposição de uma massa vedante ou junta.

14.4. PARTICULARIDADES
As qualidades e tipos dos aparelhos sanitários a utilizar deverão corresponder ao que se
encontra referenciado no Mapa de Medições de Trabalhos. As cores dos mesmos deverão ser
acordados com o Dono da Obra e a Fiscalização.

AZULEJOS - RECEPÇÃO E ASSENTAMENTO

15.2. CARACTERÍSTICAS GERAIS


15.2.1. Recepção
Os azulejos deverão satisfazer às características gerais indicadas pela norma NP-52.
Todas as peças serão bem cozidas e devem apresentar textura homogénea e uniforme. As
arestas serão bem definidas e o vidrado deverá ser regularmente distribuído e apresentar
constâncias de tom.

15.2.2. Características
As características a ensaiar são:
a) Dimensão das arestas (NP-305)
b) Deformação (NP-306)
c) Estabilidade do vidrado (NP-307)

15.2.3. Despesas com Ensaios


As despesas relativas à inspecção e ensaios serão suportadas pelo adjudicatário quando a
apresentação de certificado de qualidade não tiver lugar. Se tal apresentação tiver lugar, o
Proprietário poderá ordenar a realização dos ensaios tomando à sua conta os encargos
correspondentes, se os resultados satisfizerem as normas fixadas. Em caso contrário as
despesas serão imputadas ao adjudicatário.

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15.2.4. Aceitação e Rejeição


As decisões de aceitação e rejeição, serão tomadas de acordo com as determinações da norma
NP-52 e da presente especificação, prevalecendo esta última em todos os casos de possível
divergência.

15.3. ASSENTAMENTO
15.3.1. Generalidades
O assentamento do azulejos não deve ser iniciado sem estarem instaladas todas as tubagens e
terminados quaisquer trabalhos que possam interferir com esse assentamento.
15.3.2. Argamassa a utilizar
As dosagens de cimento a utilizar, serão:
- Camadas de regularização - 400 kg/m³
- Camadas de assentamento - 300 kg/m³
A água de amassadura deverá ser a mínima para obtenção de uma argamassa trabalhável.

15.3.3. Juntas
É muito corrente a utilização de cimento branco no refechamento das juntas mesmo com
azulejos de cor, aproveitando-se o contraste para embelezamento da superfície. Como
alternativa incorporam-se anilinas de colocação na massa de refechamento de juntas, da mesma
tonalidade do azulejo a assentar. Este pormenor deverá ser sujeito à apreciação do Proprietário
e, se necessário, executado um painel de ensaio, para escolha do tipo de junta a adoptar.

15.3.4. Camada de Regularização


A camada de regularização destina-se a eliminar irregularidades sensíveis existentes na base,
com a aplicação de um reboco numa única camada. Se o estado da base exigir, serão aplicadas
duas camadas, um emboço e um reboco.
Após a aplicação de cada camada que deve ser fortemente projectada e apertada à colher, deve
aguardar-se que ela endureça suficientemente, conservando-se húmida.
O emboço grosseiramente desempenado, devendo abrir-se sulcos na sua superfície enquanto se
encontra no estado plástico, para aumentar a aderência do reboco.
Antes da aplicação do reboco deve proceder-se à colocação de mestras, as quais devem ficar
com a superfície de alinhamento desejada e dispostas de tal maneira que permitam um bom
sarrafamento. O reboco deve ser sarrafado de modo a obter-se uma superfície bem
desempenada, mas sem aplicar colher nem desempenadoura.

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15.3.5. Preparação dos Azulejos


O tardoz dos azulejos deve ser convenientemente limpo de poeiras, gorduras ou quaisquer
substâncias prejudiciais. Os azulejos deverão ser imersos em água limpa durante o maior
espaço de tempo que for possível, e deixados a escorrer alguns momentos antes de aplicados
quando o seu assentamento se efectuar com argamassa de cimento. Para melhorar a aderência
do revestimento à base, esta deve ser picada, limpa, de preferência à escova e ligeiramente
humedecida.

15.3.6. Assentamento dos Azulejos com Argamassa


O assentamento dos azulejos far-se-á por intermédio de uma argamassa com as características
indicadas em 3.2. Os azulejos devem ser bem batidos para evitar a retenção de bolsas de ar
entre o tardoz e a argamassa. O excesso de argamassa que aflua pelas juntas deverá ser retirado
imediatamente com um pano húmido, de modo a evitar-se o aparecimento de manchas nos
azulejos.
O refechamento das juntas deverá ser executado tão tarde quanto possível.

COBERTURA

16.1. Estrutura
O edifício levará estrutura de cobertura em vigas e vigotas no bloco, sera e lajes.

16.2. Revestimento
A estrutura da cobertura foi dimensionada de forma a aplicar-se sobre os elementos de pilares e
vigas. Em todos ambientes interiores e exteriores, fechados e abertos.

INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS - ABASTECIMENTO DE ÁGUA

17.2. GENERALIDAES
Toda a instalação tanto de abastecimento de água (tal como a de esgotos) deverá ser feita de
acordo com as peças desenhadas.

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17.3. CARACTERÍSTICAS
Toda a tubagem será de embutir e será em Hidronil de ¾”. O sistema deverá ter todos os
acessórios necessários para o seu correcto funcionamento e mecanismos de segurança.

A fonte de água é a rede pública de abastecimento de água da Águas de Moçambique que será
captada e bombeada para um depósito elevado a uma altura mínima de 6.000mm do nível
térreo com uma capacidade mínima de 5.000 litros. Haverá também armazenamento de água
da rede de 10.000 litros e um tanque de decantação que precisará de um reservatório 50.000
litros. Os tanques estão localizados no jardim. Para escoar a água usada no processamento da
pedra haverá caleiras de pavimento pela fábrica com 30cm de largura que direccionam a água
para o tanque de decantação conforme indicado nas peças desenhadas.

Deste depósito a água será distribuída por meio de gravidade para o consumo.
Toda a instalação inclusive os pontos de saída de água deverá estar devidamente equipada
com os respectivos acessórios, torneiras de passagem, torneiras de esquadria, válvulas de
segurança e outros.

Todos os componentes que não forem fornecidos com a loiça sanitária deverão basear-se nos
catálogos da INDUSA ou COBRA.

De referir ainda que são usados painéis solares para o aquecimento da água usada nos
sanitários e balneários como forma de aproveitamento da energia solar

ELEMENTOS DE CARPINTARIA E ALUMINIO

18.2. CARACTERÍSTICAS
As características das madeiras e aluminio a utilizar, deverão satisfazer a especificação
“MADEIRA - CARACTERÍSTICAS DE QUALIDADE BEM COMO O ALUMINIO “ e a
natureza dos diversos elementos corresponder ao indicado nos vários elementos do Projecto.

18.3. ASSENTAMENTO
Os elementos a assentar na obra, devem estar bem secos para que não sejam susceptíveis de
deformações futuras. Quer em execução, quer em assentamento, deverão ser observados
cuidados esmerados com ligações, sambladuras, moldados, etc...

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As partes móveis deverão trabalhar levemente, sem prisões, e deverão apresentar uma folga
sempre igual e nunca superior a 1,5mm em relação às partes fixas onde se inserem. Todos os
trabalhos deverão garantir uma perfeita rigidez de travamentos e fixações.
Todos os parafusos de fixação de ferragem, que fiquem ou não a vista, serão de latão.

MADEIRA - CARACTERÍSTICAS DE QUALIDADE

19.2. CARACTERÍSTICAS
A madeira a utilizar será de fibras direitas e unidas, sem nós podres, fundidos ou lascados, sem
fendas ou podridões, resultantes ou não de ataques de fungos. Não deverão apresentar sinais de
infestamento duração, resistência ou efeito estético. A madeira de falso borne será também
rejeitada.
Dever-se-á seguir, para determinação da qualidade das madeiras e de acordo com o fim a que
se destinam, as Normas Portuguesas:
- NP 180 - ANOMALIAS E DEFEITOS DA MADEIRA
- NP 987 - MADEIRAS SERRADAS - MEDIÇÃO DE DEFEITOS
Deste modo, a madeira apresentar-se-á seca no ar, isto é com um humidade média de
aproximadamente 15%, perfeitamente desempenada, sem descimentos ou falhas de laboração,
observando nas suas características mecânicas, os valores para o efeito fixados pelas Normas
Portuguesas em vigor.

19.3. PARTICULARIDADES
Serão protegidas com produtos com solvente orgânico, tendo como produto preservador ou
substância activa Naftalenos Clorados, especialmente indicados para tratamentos preventivos e
curativos contra Fungos da Podridão e Insectos Xilófagos: carunchos e térmites.
Quando no Projecto estiverem previstos tratamentos de pré-imunização em autoclave ou outros
processos especificamente ali indicados, dispensar-se-á o tratamento acima indicado.
O acabamento final sobre as superfícies à vista é objecto de especificação própria.

CAIXILHARIA DE MADEIRA

20.2. CARACTERÍSTICAS
As caixilharias a aplicar deverão corresponder às características gerais requeridas pelos Ensaios
de Qualificação de Edifícios do Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Portugal

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(L.N.E.C), devendo as ferragens obedecer ás normas específicas do mesmo Laboratório, ou


outras de igual teor propostas pelo Empreiteiro e aprovadas pela Fiscalização.
A madeira a aplicar terá dimensões e secções indicadas nos desenhos e pormenores de projecto
e será da qualidade aí indicada. Obedecerá ainda às especificações MADEIRA -
CARACTERÍSTICAS DE QUALIDADE e CARPINTARIAS.

20.3. EXECUÇÃO
Todos os caixilhos deverão ser executados de forma a garantir a rigidez e indeformabilidade do
conjunto, o perfeito funcionamento dos elementos móveis e a estanquidade pretendida.
As estruturas assim obtidas serão preenchidas por vidro ou outros materiais de acordo com o
tipo de caixilho, os desenhos e pormenores de projecto.
Aros, bites massas ou bites e massas, fixarão os vidros ou outros materiais de preenchimento.
Os aros e guarnições dos caixilhos serão constituídos também por peças, sem emendas, de
madeira da mesma qualidade dos caixilhos ou por madeira diferente, se tal for indicado nos
desenhos e pormenores de projecto.
Os aros e guarnições ligar-se-ão aos elementos rígidos da construção por intermédio de
parafusos fixados a tacos de madeira previamente colocados, por parafusos e buchas
expansíveis não oxidáveis; ou, quando tal não for aconselhado, por grampos de ferro
galvanizado em número e com o comprimento adequado a uma boa fixação.
Os elementos móveis devem apresentar uma resistência conveniente aos esforços que resultam
de manobras normais de utentes e da utilização a que se destinam.
Para garantir a vedação entre os aros e as alvenarias ou betões aplicar-se-ão vedantes de acordo
com os desenhos e pormenores de projecto. Na sua omissão aqueles que forem considerados
convenientes e adequados, a uma boa vedação.

20.4. ASSENTAMENTO
Os assentamentos deverão ser efectuados de forma que as partes móveis trabalhem suavemente
sem prisões, apresentando uma folga sempre igual e nunca superior a 1,5mm em relação aos
elementos onde se inserem.
A fixação de caixilho à estrutura deve oferecer segurança suficiente em função das dimensões
do vão e dos mecanismos ou ferragens as aplicar.
Toda a ferragem a utilizar será de 1ª qualidade, de acordo com o Mapa de Medições, devendo
merecer a aprovação da Fiscalização, pelo que o Empreiteiro deverá apresentar amostras em
tempo oportuno.

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20.5. ACABAMENTO
Serão de acordo com o indicado nos elementos de projecto e com a especificação respectiva.

PORTAS DE MADEIRA

21.2. CARACTERÍSTICAS
21.2.1. Generalidades
As portas a utilizar deverão corresponder ás características gerais requeridas pelos Ensaios de
Qualificação de Componentes de Edifícios do Laboratório Nacional de Engenharia Civil de
Portugal (L.N.E.C.) ou especificação equivalente proposta pelo Empreiteiro e aceite pela
Fiscalização, devendo a ferragem obedecer ás normas específicas do mesmo Laboratório.
Quanto ao modo de abrir, serão portas com movimento de rotação em torno do eixo vertical
constituído pelos fiéis das dobradiças.
As características das madeiras a utilizar deverão satisfazer às especificações “MADEIRA-
CARACTERÍSTICAS DE QUALIDADE” e “CARPINTARIAS”.

21.2.2. Constituição
Os aros, aduelas e guarnições das portas poderão ser da mesma qualidade de madeira, folheado
ou contraplacado aplicado na folha ou folhas da porta de acordo com o indicado nos desenhos e
pormenores de projecto. Os aros fixar-se-ão aos elementos rígidos da construção, por
intermédio de tacos de madeira previamente colocados e parafusos de material não oxidável.
Quando tal não for aconselhado, usar-se-ão grampos de ferro galvanizado em número e com o
cumprimento adequado a uma boa fixação.
As portas devem apresentar uma resistência aos esforços que resultam das manobras normais
dos utentes e da utilização a que se destinam.

21.3. ASSENTAMENTO
Os assentamentos deverão ser efectuados de forma que as partes móveis trabalhem
suavemente, apresentando uma folga sempre igual e nunca superior a 1,5mm, em relação ás
partes fixas onde se inserem.
A fixação da porta à estrutura deve oferecer segurança suficiente em função das dimensões do
vão e dos mecanismos ou ferragens, aplicando-se um mínimo de 3 dobradiças por folha.
Toda a ferragem a utilizar será de 1ª qualidade, de acordo com o Mapa de Medições, devendo
merecer a aprovação da Fiscalização, pelo que o Empreiteiro deverá apresentar amostras em
tempo oportuno.

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21.4. ACABAMENTOS
Serão de acordo com o indicado nos elementos do projecto e com a especificação respectiva.

PINTURA COM TINTA PLÁSTICA

23.2. CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS


A todas paredes interiores e exteriores e tectos falsos pintar-se-á a quantro demãos de tinta
plástica com cores a escolha do dono da obra. Em elementos de madeira serão aplicadas duas
demãos de verniz sintético sobre primário apropriado. Em elementos metálicos serão aplicadas
duas demãos de tinta de esmalte sobre anti-corrosivo. Todas as especificações de tintas serão
baseadas no catálogo da CIN-Nováqua e da CIN-Vinilsylk.

A tinta deverá ser formulada à base de copolímeros acrílicos.


Os pigmentos incorporados na tinta, deverão ter grande resistência aos agentes atmosféricos,
principalmente quando a mesma for destinada a revestimentos exteriores.
Não deverá conter elementos saponificáveis que possam ser atacados pelas soluções alcalinas
contidas no cimento.

23.3. CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO


Todas as superfícies a pintar devem estar isentas de areias mal ligadas, gorduras ou sujidades,
pelo que será necessária uma limpeza prévia se estas situações se verificarem.
Depois de as superfícies se encontrarem preparadas, aplicar:
o Duas demãos de tinta à viscosidade normal de fornecimento sobre uma demão de
isolante sempre que esse for aplicável.
Se por informação do Fabricante, houver lugar à diluição da tinta, deverá a mesma ser
efectuada com o diluente que será fornecido sempre pelo Fabricante da tinta.
Em caso de cores fortes poderá ser necessário aplicar uma terceira demão, a fim de ser
conseguido um acabamento uniforme.

PINTURA DE FERRO COM ESMALTE SINTÉTICO


superfícies metálicas, com um sistema de pintura alquídico.

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24.2. CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO


24.2.1. Preparação da Superfície
a) Remover completamente todas as matérias estranhas (oxidações, cascão de laminagem,
sujidades, etc.), por meio de decapagem com jacto de abrasivo. A superfície, depois de
decapada e até a aplicação de 1ª demão, deverá corresponder ao grau SP6-63 das Normas
SSPC ou SA2 das Normas SIS 055900-67 (Commercial Blast Cleaning);
b) Antes de começar a pintura, terá que se proceder cuidadosamente a uma limpeza, de modo a
remover partículas da superfície e abrasivo, produzidos na operação de decapagem;
c) A superfície deverá estar completamente seca quando da aplicação de tinta, pelo que se
houver humidade, terá que se proceder a uma secagem forçada a maçarico, jacto de ar quente,
etc...

24.2.2. Aplicação de Tinta


Imediatamente após a decapagem e limpeza da superfície, aplicar:
o 2 Demãos de primário sintético de zarcão, com uma espessura de 40 microns de
película de tinta seca por demão.
o 2 Demãos de esmalte sintético, com 25 microns de espessura de película de tinta seca
por demão.

24.3. PARTICULARIDADES
A cor da tinta de acabamento (esmalte sintético) será definida na obra. As segundas demãos de
primário e de esmalte deverão ser de cor contrastante com a demão inicial.
Sempre que uma pintura, antes de completamente seca, venha a ficar exposta a acção da chuva
ou humidade, deverá ser definida imediatamente qual a zona que ficou afectada pela
ocorrência.
Após secagem das superfícies atingidas, as pinturas danificadas terão que ser totalmente
refeitas, procedendo-se para isso à remoção da tinta já aplicada nessas zonas e repetindo-se
todo o esquema de pintura até à fase em que se tenha verificado a ocorrência assinalada.
Serão igualmente refeitas, todas as pinturas que tenham ficado danificadas por operações de
transporte ou montagem.

FECHADURAS

Em todas as portas de acesso a partir do exterior serão aplicadas fechaduras de segurança. Para
as interiores serão aplicadas fechaduras recomendadas para o efeito. Todas as fechaduras serão

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colocadas de forma que o seu manípuilo esteja a cota de 1.000mm do pavimento a limpo.
Todas as fechaduras serão baseadas em catálogos da YALE ou UNION, de acordo com
referências especificadas no Mapa de Vãos e deverão ser fornecidas com 3 cópias de chaves,
devidamente seladas e com todos acessórios de montagem e funcionamento.

ACESSÓRIOS DE SANITÁRIO

As torneiras, chuveiros, toalheiros, porta-rolos de papel higiénico, saboneteiras, entre outros


acessórios a ser montados nos sanitários, terão referência de acordo com o especificado no
Mapa de Medições.

INSTALAÇÃO ELÉCTRICA

27.1.GENERALIDADES
A instalação eléctrica será objecto de projecto próprio por técnicos especializados que será
submetido a aprovação das entidades competentes.
Contudo a fonte de energia eléctrica será a rede pública da Empresa Electricidade de
Moçambique de acordo com as normas regulamentares em vigor na República de
Moçambique.
O layout de iluminação deverá prever de entre outros elementos:
 Iluminação interior
 Iluminação exterior
 Iluminação de emergência

De referir ainda que estas intalações devem estar à vista de modo que se possa manuseá-las com
maior facilidade sempre que necessário.

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27.2. ILUMINAÇÃO E EFEITO ESTROBOSCÓPICO


O efeito estroboscópico é um efeito bastante perigoso, que pode originar acidentes de trabalho
com alguma gravidade e verifica-se em diversos meios e processos industriais. A origem deste
fenómeno de ilusão óptica reside na coincidência entre a frequência de cintilação das lâmpadas
(geralmente fluorescentes) e a frequência de rotação das máquinas.
Sabe-se que as lâmpadas que melhor reproduzem a luz do sol são as lâmpadas incandescentes
embora sejam menos económicas em relação às lâmpadas fluorescentes. No projecto desta
fábrica há uma união dos dois tipos de lâmpada. Sendo a secção de corte a mais vulnerável ao
efeito estroboscópico, apenas nesta secção faz-se o uso de lâmpadas incandescentes. Ainda
assim para os lugares onde forem usadas lâmpadas fluoresecentes foram adoptadas algumas
medidas como forma de prevenção:

 Sinalização devida do local de trabalho e das máquinas;

 Protecção mecânica das máquinas;

 As lâmpadas fluorescentes devem estar desfasadas, de forma a minorar o efeito


estroboscópico: alimentação em corrente eléctrica trifásica, com distirbuição alternada
das lâmpadas pelas três fases. Desta forma, a cintilação das lâmpadas passa a ocorrer
desfasada, e o efeito estroboscópico anula-se;

 Recorrer a outras fontes de iluminação: iluminação natural.

Ainda no que diz respeito à iluminação, importa refrir que no projecto desta fábrica prevê-se o
uso de iluminação natural, artificial e de emergência (através de um gerador para o caso de
cortes de energia). A complementaridade destas três formas de iluminação trará à fábrica um
melhor conforto visual, permitindo uma iluminação adequada no ambiente de trabalho.
Opta-se por uma Iluminação Semi-Indirecta: A luz incide sobre o receptor de forma directa (luz
artificial) e indirecta (luz natural), sendo a percentagem de luz indirecta superior à percentagem
de luz directa graças ao aproveitamento da luz natural (quer natural, quer zenital).
Outra medida tomada em relação à iluminação foi a utilização de cores claras nas paredes,
tectos ou outras superfícies, para reduzir a absorção da luz e evitou-se também a presença de
superfícies reflectoras.

REVESTIMENTOS DOS PAVIMENTOS INTERNOS e exterior


Ver Mapa de acabamento

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O piso da área de circulação exterior deverá ser em gravilha fixa conforme indicado nos desenhos.

IMPERMEABILIZAÇÕES

O edifício foi concebido de tal forma que seja impermeável às águas, que caiam tanto
directamente da chuva como as que corram ao nível do solo e sub-solo. Contudo, sempre que
necessário será aplicada uma membrana de PVC nos pontos que se identificarem críticos.

REDE MOSQUITEIRA

A rede mosquiteira será plástica de cor cinza, com aros em caixilhos de alumínio
especificados nos catálogos do fabricante.

FERRAGENS

Todo o mecanismo de funcionamento de portas e janelas será com recurso a dobradiças,


reguladores, tranquetas, fechos de colatra, puxadores, e outros, sempre em latão maciço
cromado nas dimensões recomendadas de acordo com a finalidade de cada elemento.
Os parafusos, porcas e pregos serão em latão maciço cromada sendo que estes deverão ter as
dimensões corectas para a aplicação a que forem sujeitas. Ver mapa de vao

ARRANJOS EXTERIORES E PAISAGÍSTICOS

33.1. JARDIM
Será executado um jardim, compreendendo a limpeza, desinfecção e enriquecimento dos solos,
preparação adequada com terra vegetal, compostos orgânicos e fertilizantes para a plantação de
arbustos, plantas decorativas e relva conforme indicado no projecto.

LIMPEZA

Depois de realizados todos os trabalhos referentes a presente obra serão feitas limpezas de todo
o interior e exterior. Todos os elementos restantes da obra, desperdícios, entulhos e outros

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deverão ser removidos para vazadouro. A loiça sanitária e todos os elementos laváveis tais
como tijoleiras, vidraças e outros deverão ser devidamente limpos com produtos apropriados
para o efeito. Toda a tubagem e sistema de abastecimento de água deverão ser devidamente
desinfectados antes da sua utilização.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Todos os trabalhos constantes na presente Memória Descritiva e Justificativa, deverão ser


executados de acordo com as normas e legislação em vigor na República de Moçambique, não
devendo constituir razão à má execução pelo empreiteiro, de qualquer omissão aqui constante,
cujo esclarecimento deverá ser obtido junto do arquitecto ou dono da obra.

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