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MANUAL TÉCNICO

ESTOCAGEM, MANUSEIO E
INSTALAÇÃO DE GEOTÊXTIL

Mexichem Brasil – Unidade São José dos Campos


Rua Pedro Rachid, 846 – Santana – CEP: 12211-180
São José dos Campos – SP – Brasil
Tel.: (+55 12) 3946-4600
Versão 2013
www.bidim.com.br
OBJETIVO

Os Geossintéticos têm sido utilizados no Brasil em várias obras de engenharia civil, com excelente
custo/benefício em relação à tecnologia tradicional, tornando-se, em alguns casos, indispensáveis.

Este manual foi elaborado pelo Departamento Técnico Comercial da Mexichem Brasil Ltda com o
objetivo de orientar os profissionais envolvidos em obras utilizando geossintéticos, apresentando os
procedimentos de estocagem, manuseio e instalação.

Todos os itens deste trabalho são fundamentais para o bom desempenho do projeto, estando este
associado a adequadas especificações.

A correta estocagem e o bom manuseio garantem a qualidade de nossos produtos.

Os Autores.
Emy Tominaga

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ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 5
1.1. GEOTÊXTIL NÃOTECIDO .................................................................................................. 5
1.2. IDENTIFICAÇÃO DAS BOBINAS......................................................................................... 7
1.3. CONSIDERAÇÕES GERAIS ................................................................................................ 8
2. ESTOCAGEM DO GEOTÊXTIL ............................................................................................... 9
2.1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 9
2.2. ESTOCAGEM DE CURTA DURAÇÃO .................................................................................... 9
2.3. ESTOCAGEM DE LONGA DURAÇÃO .................................................................................... 9
2.4. EMPILHAMENTO DAS BOBINAS ....................................................................................... 10
2.5. RECOMENDAÇÕES GERAIS............................................................................................. 11
3. MANUSEIO DO GEOTÊXTIL ............................................................................................... 12
3.1. TRANSPORTE ............................................................................................................... 12
3.2. CORTE ......................................................................................................................... 12
3.3. REPAROS ..................................................................................................................... 13
3.4. UNIÃO ......................................................................................................................... 13
3.4.1. UNIÃO POR SOBREPOSIÇÃO 15
3.4.2. UNIÃO POR COSTURA 16
3.4.3. OUTROS MÉTODOS DE UNIÃO 18
3.4.4. ALGUMAS SUGESTÕES PARA UNIÕES DE MANTAS SEGUNDO A APLICAÇÃO 19
4. INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL............................................................................................. 21
4.1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 21
4.2. PLANO DE INSTALAÇÃO ................................................................................................. 21
4.3. CONTROLE DA OBRA ..................................................................................................... 21
4.3.1. ANTES DA INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL 21
4.3.2. DURANTE A INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL 21
4.3.3. DURANTE O LANÇAMENTO DO MATERIAL DE ATERRO 22
4.4. PREPARO DO TERRENO ................................................................................................. 22
4.5. DETALHES DA INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL ..................................................................... 23
4.5.1. AÇÃO DO VENTO 23
4.5.2. AÇÃO DA ÁGUA 23
4.5.3. AÇÃO DOS CANTOS VIVOS 24
4.5.4. EXPOSIÇÃO DO GEOTÊXTIL 25
4.5.5. GEOTÊXTIL EM SUPERFÍCIES INCLINADAS 26
4.6. LANÇAMENTO DE ATERRO OU MATERIAL DE ENCHIMENTO ................................................ 27
4.7. CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS ................................................................. 30

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4.8. CONSUMO DE MÃO DE OBRA ......................................................................................... 31
5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ............................................................................................ 32

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1. INTRODUÇÃO

De acordo com a ABNT NBR 12553, os geotêxteis são definidos como um produto têxtil bidimensio-
nal permeável, composto de fibras cortadas, filamentos contínuos, monofilamentos, laminetes ou
fios, formando estruturas tecidas, nãotecidas ou tricotadas, cujas propriedades mecânicas e hidráu-
licas permitem que desempenhe várias funções numa obra geotécnica.

1.1. GEOTÊXTIL NÃOTECIDO

É um tipo de geotêxtil, composto por fibras cortadas ou filamentos contínuos, conforme a Figura
1.1, distribuídos aleatoriamente, os quais são interligados por processos mecânicos, térmicos, quí-
micos ou pela combinação destes processos.

 Geotêxtil nãotecido de filamentos contínuos: O geotêxtil é confeccionado por filamentos de


comprimento de grande extensão.

 Geotêxtil nãotecido de fibras curtas: O geotêxtil é confeccionado por fibras de comprimento


de 50 a 100mm.

Geotêxtil de filamentos contínuos. Geotêxtil de fibras curtas.


Figura 1.1 – Tipos de geotêxtil nãotecido.

Uma das vantagens do geotêxtil nãotecido de filamentos contínuos é a sua elevada resistência me-
cânica em comparação com geotêxtil nãotecido de fibras curtas de mesma gramatura, devido à di-
mensão dos filamentos compostos.

A confecção destes geotêxteis nãotecidos pode ser por:

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 Processo mecânico: O geotêxtil nãotecido é composto por fibras interligadas mecanicamente
por processo de agulhagem.

 Processo térmico: O geotêxtil nãotecido é composto por fibras interligadas por fusão parcial
obtida por aquecimento.

 Processo químico: O geotêxtil nãotecido é composto por fibras interligadas por meio de pro-
dutos químicos, como por exemplo, resina.

No caso dos geotêxteis nãotecidos da Bidim®, existem dois tipos:

 Geotêxtil nãotecido de filamentos contínuos 100% poliéster.

 Geotêxtil nãotecido de fibras curtas 100% poliéster ou 100% polipropileno.

A Bidim® é a única fábrica da América Latina de geotêxteis nãotecidos de filamentos contínuos. Pa-
ra facilitar a diferenciação dos geotêxteis de fibras de diferentes comprimentos, todos de filamentos
contínuos possuem o logo da empresa carimbado em sua superfície, na cor vermelha, conforme a
Figura 1.2.

E também, para diferenciar os nossos geotêxteis de outros fabricantes, as bobinas são revestidas
com plástico amarelo com logo da Bidim®, conforme a Figura 1.3.

Figura 1.2 – Carimbo do logo no geotêxtil.

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Figura 1.3 – Bobinas de geotêxtil da Bidim®.

1.2. IDENTIFICAÇÃO DAS BOBINAS

Para evitar a perda de identificação dos geotêxteis ao abrir a embalagem plástica, todas as bobinas
de geotêxtil da Bidim® têm as etiquetas coladas no interior dos tubetes, conforme a Figura 1.4.
Com isso, é possível que o engenheiro/encarregado da obra identifique facilmente os geotêxteis,
mesmo após o seu uso parcial, conforme a norma ABNT NBR 12592 (2003).

Figura 1.4 – Etiqueta de identificação no interior do tubete.

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1.3. CONSIDERAÇÕES GERAIS

O uso de geotêxteis nãotecidos em diferentes campos de aplicação pode ser definido mediante as
funções que irão desempenhar. Na maioria das aplicações o geotêxtil pode cumprir simultaneamente
várias funções, sendo que sempre existirá uma principal que determina a especificação do tipo de
geotêxtil que se deve utilizar. Esta especificação será apresentada em outros manuais técnicos da
Bidim®.

Porém, para que o geotêxtil cumpra as suas funções, é necessário assegurar as suas propriedades
antes, durante e após a execução da obra. Esta garantia é cumprida a partir de dois cuidados:

 Estocagem do geotêxtil

 Manuseio do geotêxtil

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2. ESTOCAGEM DO GEOTÊXTIL

2.1. INTRODUÇÃO

O geotêxtil é apresentado em bobinas (rolos) devidamente embaladas em plástico protetor, sendo


que estas bobinas são formadas por enrolamento do geotêxtil sobre um suporte de papelão de
0,15m de diâmetro, chamado de tubete, que confere a resistência necessária para as operações de
empilhamento, manuseio, transporte e instalação na obra.

Para a estocagem das bobinas de geotêxtil é preciso distinguir se esta será uma estocagem de curta
ou longa duração. De uma maneira geral, entende-se por estocagem de curta duração aquela de um
período aproximado de um mês e, por estocagem de longa duração aquela de vários meses.

2.2. ESTOCAGEM DE CURTA DURAÇÃO

Para estocagem de curta duração não são necessárias precauções particulares, bastando, na maioria
dos casos, manter as condições de embalagem. Entretanto, é muito interessante fazer uma cobertu-
ra com material opaco e impermeável (plástico preto, por exemplo).

2.3. ESTOCAGEM DE LONGA DURAÇÃO

Todos os polímeros sintéticos, quando expostos aos raios ultravioletas por longa duração, apresen-
tam variações de suas propriedades mecânicas e físicas, independente de sua resistência e existên-
cia de aditivos. Desta forma, a bobina de geotêxtil deve ser estocada em local coberto, protegida de
a luz solar (raio ultravioleta), conforme a Figura 2.1.

Figura 2.1 – Estocagem de longa duração.

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2.4. EMPILHAMENTO DAS BOBINAS

Para a estocagem das bobinas de geotêxtil, é comum empilha-las para reduzir o espaço ocupado no
canteiro de obra ou no depósito do distribuidor.

Porém, para evitar a compressão excessiva do geotêxtil, existe o limite de dez bobinas que podem
ser empilhadas. Este limite é identificado em todas as etiquetas das bobinas, conforme as Figuras
2.2 e 2.3. O empilhamento máximo de seis bobinas indicado na Fig. 2.3 corresponde a outros não-
tecidos de uso industrial, não sendo para o caso de geotêxteis.

Figura 2.2 – Exemplo de etiqueta da bobina.

Figura 2.3 – Detalha do limite de empilhamento de bobinas.

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Além do limite de empilhamento de bobinas, existem outros tipos de materiais que requerem cuida-
dos de conservação especiais. Estes cuidados também estão indicados nas etiquetas das respectivas
bobinas.

2.5. RECOMENDAÇÕES GERAIS

Seguem algumas recomendações gerais em relação à estocagem de geotêxtil:

 No canteiro de obras é importante manter o geotêxtil estocado dentro da sua embalagem


original.

 Caso no canteiro de obras não se disponha de local coberto apropriado para o perfeito abrigo
à luz (raio ultravioleta) e intemperismo em geral, os rolos deverão receber a proteção de um
material plástico opaco.

 Com a retirada do material plástico protetor deve-se estocar o geotêxtil em local protegido
de modo a evitar que a chuva provoque o seu encharcamento. Esta umidade poderá dificultar
seu manuseio e instalação, pois o peso do geotêxtil pode aumentar de 5 a 8 vezes.

 Outro problema ligado ao umedecimento do geotêxtil refere-se às dificuldades de instalação


em caso de congelamento da água nele retida. Tal situação pode ser rara em nosso clima,
mas em algumas regiões pode ocorrer.

 O geotêxtil não deve ser estocado em locais sujeitos ao excesso de poeira e de sujeiras em
geral, como por exemplo, lama, graxa, óleo, etc. Conforme a aplicação a que se destine, o
desempenho de suas funções pode ser prejudicado, especialmente quando a este for desti-
nada a função de filtro.

 No caso de uma estocagem defeituosa é indispensável a eliminação, no mínimo, das primei-


ras “voltas” do rolo antes da instalação do geotêxtil.

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3. MANUSEIO DO GEOTÊXTIL

Segundo as dimensões e peso das bobinas de geotêxtil, elas podem ser manuseadas e desenroladas
manualmente ou necessitar de equipamento para seu levantamento e transporte. O geotêxtil possui
um tubete de papelão vazado que possibilita o manuseio com a ajuda de eixo ou cabo, podendo pa-
ra tal se utilizar dos equipamentos da própria obra (carregadeiras, guindastes, escavadeiras hidráu-
licas, etc.).

3.1. TRANSPORTE

Não existem recomendações especiais para o transporte do geotêxtil. Entretanto, é necessário evitar
que durante o carregamento, transporte e descarregamento da bobina sejam provocados danos à
embalagem plástica protetora e especialmente às primeiras voltas do rolo (furos, rasgos, etc.).

3.2. CORTE

A largura das bobinas de geotêxtil pode não se adaptar exatamente às necessidades da obra, exi-
gindo que este seja cortado:

 Para as obras de dimensões reduzidas.

 Para o recobrimento de certa superfície que não se consegue fazê-lo com números inteiros de
bobinas de largura padrão.

 Para a execução de um pequeno reparo.

 Para a passagem pelo geotêxtil segundo as necessidades da obra.

O corte de um geotêxtil nãotecido pode ser feito de acordo com as necessidades da obra, através de
tesouras, facas, lâminas afiadas, etc., pois em virtude de seu processo de fabricação, as suas pro-
priedades e características se mantêm inalteradas.

Na bobina, o geotêxtil pode também ser facilmente cortado com filamentos aquecidos por eletricida-
de.

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3.3. REPAROS

Durante a instalação ou manuseio do geotêxtil, caso surjam ocasionalmente rasgos ou furos, pode-
se corrigi-lo recobrindo a porção danificada com um pedaço de geotêxtil (conhecido como manchão)
com dimensões de 30cm maiores que as do dano (Figura 3.1). Este reparo só pode ser aplicado em
geotêxteis que não atuarão como reforço, em que há solicitações mecânicas extremas.

Para garantir o posicionamento do manchão, suas bordas devem ser aderidas ao geotêxtil danificado
por colagem ou costura manual.

Figura 3.1 – Detalhe do reparo no geotêxtil.

Quando o geotêxtil atuar como reforço, ou as solicitações mecânicas forem elevadas no local, é ne-
cessária a colocação de outra manta unida por costura mecânica ou com comprimento adequado à
transmissão dos esforços.

3.4. UNIÃO

Quando as áreas a serem cobertas com o geotêxtil possuem dimensões tais que apenas uma manta
padrão é insuficiente para recobrir toda a superfície, torna-se então necessário uma união entre
elas. Através desta, haverá uma continuidade na transmissão de eventuais esforços entre uma e
outra, bem como uma garantia da perfeita separação entre os materiais envolvidos.

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A união entre as mantas pode ser feita de diferentes maneiras. A escolha do método de união e a
disposição das juntas são, na realidade, derivadas da natureza da obra e da função que o geotêxtil
vai desempenhar. Portanto, o método básico escolhido deve garantir as características mecânicas e
hidráulicas necessárias ao projeto.

A união pode ser feita basicamente da seguinte maneira (Figura 3.2):

 Por sobreposição (A)

 Por costura (B)

 Entre outros métodos

Figura 3.2 – União de mantas.

Via de regra, quando houver a necessidade de transmissão de esforços entre as mantas ou de insta-
lações sobre solos de baixa capacidade de suporte, a união por costura é preferível. De uma manei-
ra geral a união por sobreposição não convém para obras onde o geotêxtil exercerá a função refor-
ço.

Um caso específico de aplicação onde o geotêxtil desempenha a função reforço e sua instalação de-
ve ser feita preferencialmente sem costura é o das obras de contenção e taludes em solo reforçado,
pois o sentido de solicitação é conhecido e unidirecional. Basta cortar as mantas no comprimento
estabelecido no projeto e fazer a instalação conforme a Figura 3.3 com sobreposições nas laterais
das mantas.

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Figura 3.3 – Sobreposição em solo reforçado.

3.4.1. UNIÃO POR SOBREPOSIÇÃO

Geralmente a união por sobreposição, que é simples recobrimento de uma borda da manta sobre a
outra, se situa ente 0,30m e 1,00m, segundo as características do solo de suporte, seu nivelamento,
seu perfil, etc.

Para um solo de suporte com resistência média (CBR ≥ 5), as bordas de 0,30m são suficientes. Mas
um terreno irregular e/ou com capacidade de suporte muito fraca, serão necessárias bordas superio-
res ou iguais a 1,00m. Para sobreposições muito grandes, a costura é quase sempre mais econômi-
ca.

Em algumas situações, como obras de pequena importância ou onde as condições de suporte sejam
perfeitamente garantidas, pode-se admitir uma sobreposição de 0,15 a 0,20m, porém as condições
de fiscalização e execução da obra deverão ser mais rigorosas.

Na tabela abaixo (Tabela 3.1) são apresentados os valores mínimos de comprimento da sobreposi-
ção em função da resistência do solo de fundação (Rhodia S.A. 1996 apud John 1986).

Para assegurar a continuidade das mantas, o sentido de sobreposição em geral deve levar em con-
ta:

 O sentido de espalhamento do material de aterro/enchimento.

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 A inclinação do terreno/suporte.

 O sentido de escoamento da água.

 O risco de lixiviação/lavagem do solo.

 A direção do vento no momento da instalação do geotêxtil.

Tabela 3.1 – Valores mínimos de comprimento de sobreposição (Rhodia S.A. 1996 apud John 1986).
Su (kPa) CBR (%) Comprimento mínimo de recobrimento (m)
< 28 <1 1,50
28 - 55 1-2 1,25
55 - 90 2-3 1,00
> 90 >3 0,75

3.4.2. UNIÃO POR COSTURA

A costura deve ser feita com máquina, através de fio multifilamento de nylon plastificado de alta
tenacidade com resistência à tração maior que 166N (16,9Kgf).

Os pontos da máquina de costura devem estar muito bem regulados, ou seja, para cada 5cm de
costura devem haver sete pontos (distância entre pontos de 7,2mm). Se o espaçamento entre pon-
tos for muito pequeno ocorrem quebras de muitos filamentos do geotêxtil, enfraquecendo o conjun-
to manta-ligação. O ponto da costura deve ser tal que não se desfaça em caso de ruptura do fio.

A costura das mantas provoca uma perda de cerca de 5 a 10cm nas extremidades (costura borda à
borda).

A máquina normalmente utilizada é de fácil operação, leve (aproximadamente 4kg) e faz uma costu-
ra simples com velocidade média de 5m/min. O consumo de linha para a costura simples é de apro-
ximadamente 3,9m/m à 5,2m/m, conforme o tipo de geotêxtil. A execução da costura necessita de
três a quatro operários: um operando a máquina e os demais segurando e posicionando a manta.
A Figura 3.4 ilustra os dois tipos clássicos de união de mantas por costura, sendo a mais usual a do
tipo “borda a borda” para os geotêxteis nãotecidos e a do tipo “com auréola” para os geotêxteis te-
cidos.

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Figura 3.4 – União de mantas por costura.

A costura simples é geralmente suficiente para a transmissão dos esforços, mas em casos particula-
res de solicitações elevadas é aconselhável uma costura dupla/reforçada.

A Figura 3.5 apresenta outros tipos possíveis de costura de união de mantas.

Quando a costura for realizada no próprio local de instalação (pode ser realizada no canteiro da
obra), procede-se à união por costura das diversas mantas segundo a seguinte sequência:
 Desenrolamento da primeira manta.

 Desenrolamento da segunda manta sobre a primeira.

 União das mantas por costura.

 Desdobramento das duas mantas.

 Desenrolamento das duas mantas.

 Desenrolamento da terceira manta e união por costura.

 Desdobramento da terceira manta.

 Procedimento sucessivo para outros números de mantas a unir.

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(a) costura em “Prayer”

(b) costura em “J”

(c) costura em “Borboleta”


Figura 3.5 – Outros tipos de costura de união de mantas.

Quando os geotêxteis são unidos por costura, aconselha-se que as mantas sejam instaladas parale-
las à direção de maiores esforços solicitantes visto que dadas as condições de execução das costuras
no campo podem ocorrer zonas de resistências inferiores.

3.4.3. OUTROS MÉTODOS DE UNIÃO

Um método alternativo/auxiliar é aquele utilizando grampos metálicos (Figura 3.6) para a fixação e
união das mantas. Porém, a sua utilização fica condicionada a não existência de fluxo de água atra-
vés da manta, pois a oxidação dos grampos poderia provocar furos no geotêxtil com a passagem de
partículas de solo e aparecimento de “piping”. Este inconveniente pode ser eliminado com a instala-
ção de manchões de geotêxtil sobre estes grampos. Entretanto, o uso de grampos de maneira geral
fica condicionado a materiais resistentes à oxidação e às peculiaridades da obra.

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Figura 3.6 – União por grampos metálicos.

A união das mantas por colagem ou soldagem (fusão) é em princípio possível, desde que garantidas
perfeitas condições para o desempenho do geotêxtil.

A união por costura manual fica restrita a aplicações específicas onde não existam solicitações me-
cânicas e as condições de desempenho do geotêxtil sejam garantidas. Esse tipo de costura geral-
mente é utilizado como “auxiliar” para o processo de instalação do geotêxtil, como por exemplo,
para evitar o levantamento do mesmo quando em lançamento do material de aterro ou por ação de
vento.

3.4.4. ALGUMAS SUGESTÕES PARA UNIÕES DE MANTAS SEGUNDO A APLICAÇÃO

Segue um resumo sobre a união de geotêxteis para diferentes aplicações (Tabela 3.2).

Tabela 3.2 – União de geotêxteis para diferentes aplicações.


APLICAÇÃO SOBREPOSIÇÃO COSTURA
Trincheiras drenantes 0,30m Sobreposição
Colchão drenante 0,30m Sobreposição
Praias artificiais 0,30 a 0,50m Costura
Aterros sobre solos moles Ver Tabela 3.2 Costura
Contenção de aterros 0,30 a 0,40m (para taludes regularizados) Costura
Estradas de acesso Ver Tabela 3.2 Costura
Drenos de barragem 0,30 a 0,50m Costura
Enrocamento 0,30 a 0,50m Costura
Canais e muros de gabiões 0,30 a 0,50m Sobreposição

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As indicações acima apresentadas são apenas recomendações, não devendo ser tomadas como re-
gra geral, pois as condições da obra e o projeto é que determinarão as reais necessidades em ter-
mos de sobreposição e costura.

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4. INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL

4.1. INTRODUÇÃO

Via de regra, a instalação do geotêxtil nas obras é bastante simples, porém, para garantir o desem-
penho a que este se propõe, são necessários alguns conhecimentos básicos e regras práticas.

4.2. PLANO DE INSTALAÇÃO

Antes do início da execução de obra, deve-se estabelecer um plano de instalação de geotêxtil con-
tendo os seguintes elementos:

 Disposição dos geotêxteis com a indicação do seu modo de união.

 Características da união, tais como comprimento de sobreposição, tipo de costura, etc.

 Ordem de instalação dos geotêxteis.

 Sentido de sobreposição dos geotêxteis para a orientação do lançamento e espalhamento do


material de aterro, inclinações, escoamento de água, etc.

4.3. CONTROLE DA OBRA

Para garantir o bom desempenho do geotêxtil, atendendo as prescrições e especificações do projeto,


é importante e necessário um controle de execução nas seguintes etapas:

4.3.1. ANTES DA INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL

 Verificar se as condições de preparo do aterro correspondem às especificações do projeto e


àquelas que conduziram à escolha do geotêxtil.

4.3.2. DURANTE A INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL

 A orientação e disposição dos geotêxteis.

 A boa execução das uniões.

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 O cuidado quanto ao levantamento dos geotêxteis pela ação do vento.

 A restrição à circulação de veículos e equipamentos sobre o geotêxtil.

 O comprimento de ancoragens.

 Os danos no geotêxtil.

4.3.3. DURANTE O LANÇAMENTO DO MATERIAL DE ATERRO

 Verificar as características do material de aterro quanto às especificações de projeto.

4.4. PREPARO DO TERRENO

Para o preparo do terreno onde será instalado o geotêxtil, em geral não são necessários cuidados
especiais. Entretanto, todos os objetos perfurantes e contundentes, tais como galhos, raízes, pe-
dras, arames, etc., devem ser previamente eliminados para assegurar a continuidade do geotêxtil.
Raízes, vegetação nativa, galhos, etc., que não se mostrem prejudiciais podem permanecer na su-
perfície do solo de fundação, atuando como uma estiva natural, conferindo uma certa distribuição de
esforços.

Deve-se evitar também qualquer tipo de poluição, como pó, lodo, óleo, solventes, etc., sob o risco
de perda de eficiência do geotêxtil, principalmente em relação às propriedades hidráulicas.

Além disso, a superfície que receberá o geotêxtil deverá ser regularizada de modo a evitar uma ten-
são no geotêxtil, que poderá causar danos no momento do lançamento de materiais ou instalação de
revestimento (Figura 4.1).

Figura 4.1 – Dano causado no geotêxtil pela ausência de regularização do terreno.

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4.5. DETALHES DA INSTALAÇÃO DO GEOTÊXTIL

Durante a instalação do geotêxtil, devem-se considerar alguns fatores que podem dificultar a execu-
ção e até mesmo comprometer a obra.

4.5.1. AÇÃO DO VENTO

Qualquer que seja o tipo de união entre as mantas, especialmente quando for por sobreposição,
devem-se tomar cuidados com relação ao vento no momento de instalação do geotêxtil, pois este
pode deslocar a manta sem que se perceba, incidindo em problemas futuros, além das dificuldades
inerentes à instalação em si (Figura 4.2).

Figura 4.2 – Sentido da sobreposição na presença de vento.

Se as condições da obra permitirem, deve-se desenrolar o mínimo de geotêxtil possível, com o lan-
çamento imediato de aterro. Em obras onde o material de aterro não possa ser aplicado rapidamen-
te, a manta deverá ser fixada por blocos de pedra, blocos de concreto, grampos, etc.

Nos casos onde o geotêxtil deva ficar exposto por certo tempo, deve-se promover uma ancoragem
na periferia da manta, de preferência dentro de trincheiras.

4.5.2. AÇÃO DA ÁGUA

Em épocas de chuva, quando as enxurradas contêm partículas de solo em suspensão, deve-se evitar
o contato com o geotêxtil, pois estes materiais acumulados poderão formar filmes impermeáveis
prejudiciais às propriedades hidráulicas dos geotêxteis.

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Além disso, analogamente à ação do vento, é necessário também tomar cuidado no sentido da so-
breposição dos geotêxteis. A sobreposição deve seguir o fluxo de água, de forma a evitar o deslo-
camento do geotêxtil (Figura 4.3).

Figura 4.3 – Sentido da sobreposição na presença de fluxo de água.

Durante a instalação do geotêxtil sobre o solo com presença de água, deve-se fazer um planejamen-
to desta instalação, pois a saturação deste pode promover um aumento do seu peso de 5 a 8 vezes,
dificultando o manuseio.

4.5.3. AÇÃO DOS CANTOS VIVOS

Em obras onde o geotêxtil deva ser instalado sobre estruturas com cantos vivos, como por exemplo,
muro de arrimo de gabião, para evitar danos ao geotêxtil por ocasião das movimentações da estru-
tura, é prudente criar uma descontinuidade mecânica no ponto crítico por sobreposição, conforme a
Figura 4.4.

Figura 4.4 – Detalhe do geotêxtil em cantos vivos.

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A instalação do geotêxtil neste tipo de situação deve ser realizada com equipamento manual em
uma faixa de aproximadamente 1,0m, evitando-se o uso de rolos compactadores pesados não cau-
sar danos no geotêxtil durante a compactação do material de aterro.

4.5.4. EXPOSIÇÃO DO GEOTÊXTIL

Todas as obras permanentes, e mesmo algumas temporárias, em que o geotêxtil possa ficar expos-
to, a sua superfície deverá ser obrigatoriamente protegida contra os raios ultravioletas, marés, res-
sacas, ondas, correntezas, fogo, vandalismo, entre outros.

Conforme cada caso, essas proteções poderão ser constituídas por camadas de aterro, muros de
alvenaria, placas de argamassa armada, asfalto, vegetação, etc., conforme a Figura 4.5.

Figura 4.5 – Proteções do geotêxtil em diferentes casos.

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4.5.5. GEOTÊXTIL EM SUPERFÍCIES INCLINADAS

Em situação em que o geotêxtil é instalado em superfícies inclinadas, tais como talude de canal,
proteção de margem, proteção contra erosão, barragem e obras semelhantes, as bobinas devem ser
desenroladas preferencialmente no sentido da inclinação do talude (Figura 4.6). A união transversal
do geotêxtil pode ser realizada por sobreposição ou por costura.

Figura 4.6 – Sentido de desenrolamento das bobinas sobre talude.

Porém, no caso em que a instalação do geotêxtil deva ser no sentido paralelo à crista do talude (Fi-
gura 4.7), a união deve ser realizada por costura, ou por sobreposição em taludes com pouca incli-
nação, de no máximo de 1V:3H, na qual não haja perigo de deslocamento do geotêxtil na região da
união.

Figura 4.7 – União dos geotêxteis no sentido paralelo à crista do talude.

Além do revestimento sobre o talude, é necessário que o geotêxtil seja ancorado na parte superior
do talude, conforme a Figura 4.8, com o objetivo de reforçar a estabilidade da estrutura. O compri-
mento de ancoragem deve ser fornecido pelo projeto, mediante dimensionamento.

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Figura 4.8 – Ancoragem do geotêxtil em talude.

No caso de proteção de talude do tipo rip-rap, especialmente sobre talude de solo argiloso como de
barragens, é necessário aumentar o atrito e a aderência entre o geotêxtil e o solo em contato. Uma
das soluções para esta situação é o lançamento de uma camada fina de areia ou de pedras menores
que as do enrocamento antes da instalação do geotêxtil, uniformizando e redistribuindo as tensões e
melhorando a aderência no solo.

4.6. LANÇAMENTO DE ATERRO OU MATERIAL DE ENCHIMENTO

Em alguns casos, o lançamento e espalhamento do material de enchimento, como por exemplo, o


material drenante em trincheiras drenantes, pode submeter o geotêxtil a danos localizados. Por este
motivo, deve-se adequar o processo de lançamento e espalhamento às propriedades do geotêxtil,
evitando danos.

No caso de lançamento de grandes blocos de pedras e/ou rochas, deve-se assegurar que tal proce-
dimento não venha a provocar perfurações e rasgos no geotêxtil. A perfuração em geral é resultado
de lançamento com tensão localizada sobre solo de baixa capacidade de suporte. Por outro lado, o
rasgo ocorre quando o geotêxtil é preso entre a aresta do bloco de suporte muito resistente. Para
reduzir estes tipos de danos, recomenda-se o lançamento de uma camada de material amortecedor,
com espessura mínima de 5cm, conforme apresentado na Figura 4.9.

Em obras de grande responsabilidade, tais como barragens, ou em casos de dúvidas, recomenda-se


realizar ensaios de laboratório ou testes de verdadeira grandeza na obra simulando as condições de
lançamento e procedendo-se a uma rigorosa inspeção visual do geotêxtil.

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Figura 4.9 – Camada de amortecimento sobre o geotêxtil.

Durante o aterramento sobre o geotêxtil, deve-se levar em consideração o sentido da sobreposição,


para evitar o levantamento do geotêxtil e a penetração de material de aterro (Figura 4.10). No caso
de instalação de vários geotêxteis, as juntas e as sobreposições devem preferencialmente ser de-
sencontradas (Figura 4.11).

Figura 4.10 – Aterramento sobre o geotêxtil.

Figura 4.11 – Instalação de vários geotêxteis.

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Nos trechos em curvas, o geotêxtil pode ser instalado segundo uma das formas apresentadas na
Figura 4.12.

Figura 4.12 – Tipos de instalações de geotêxteis em curvas.

As camadas de aterro devem ser lançadas em cunha, com a parte central avançada em relação às
bordas para facilitar um esticamento do geotêxtil, evitando a formação de bolsões de solo mole con-
finado e expulsando lateralmente camadas mais moles do solo de fundação (Figura 4.13).

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Figura 4.13 – Lançamento de aterro.

4.7. CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS

Deve-se evitar o contato direto do geotêxtil com as máquinas e equipamentos de construção, princi-
palmente quando o solo de suporte for muito pouco resistente. Via de regra, o tráfego de operários,
não produz danos ao geotêxtil, e toda a circulação de veículos e equipamentos sobre o geotêxtil é
proibida.

Porém, em alguns casos especiais pode surgir a necessidade de circulação de veículos e equipamen-
tos sobre o geotêxtil na obra. Nestes casos deve-se efetuar sua devida proteção com aterro de
amortecimento, conforme a Figura 4.14. Além disso, recomenda-se efetuar testes na obra para veri-
ficar o comportamento do geotêxtil.

O aterro para amortecimento deve ser colocado diretamente sobre o geotêxtil em camadas mais
espessas para permitir o acesso de veículos de transporte, sendo em seguida regularizado e com-
pactado.

O que determina a espessura mínima do aterro é a capacidade de suporte do solo. Por exemplo, em
aterros sobre solos de baixa capacidade de suporte, a camada mínima de proteção para equipamen-
tos leves recomendada é de 30cm.

Equipamentos pesados e agressivos, tais como tratores de esteiras, rolos compactadores tipo “pé de
carneiro” e outros, devem ser totalmente proibidos de circularem sobre o geotêxtil.

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Figura 4.14 – Aterro de amortecimento para passagem de equipamentos.

4.8. CONSUMO DE MÃO DE OBRA

Para orientação de estimativa de custos de obra, montagem de equipe e prazos de execução, se-
guem na Tabela 4.1 alguns valores médios.

Tabela 4.1 – Valores médios recomendados de consumo de mão de obra para instalação de geotêxtil.
Tipo de obra Consumo de mão de obra (homem.hora/m2)
Trincheira drenante 0,03
Colchão drenante 0,01
Aterro sobre solo mole 0,02
Estrada de acesso 0,02
Enrocamento 0,03
Dreno vertical em barragem 0,03
Dreno horizontal em pé de talude 0,02
Canais 0,03
Muro de gabião 0,03

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5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

- ABNT NBR 12592. Geossintéticos – Identificação para fornecimento. 2003.

- RHODIA S.A. Recomendações para Estocagem, Manuseio e Instalação. p. 45, 1996.

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