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UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO

GRANDE DO SUL

PROJETO DE UM REDUTOR DE VELOCIDADE DE


ENGRENAGENS CILÍNDRICAS DE DENTES RETOS DE DUPLA
REDUÇÃO PARA ACIONAMENTO DE MOTOR DE 20CV

Everaldo de Souza Brizolla


Jéssica Camila Kruger
Maiquel Müller
Ricardo Böhm
Roberto Guerreiro
Tobias Bechert

Componente Curricular: Elementos de Máquina II

Panambi, Junho de 2014.


p

DCEENG – Departamento de Ciências Exatas e Engenharias


SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS............................................................................................................... 3
LISTA DE TABELAS .............................................................................................................. 4
RESUMO..................................................................................... Error! Bookmark not defined.
1. OBJETIVOS ...................................................................................................................... 5
2. METODOLOGIA ............................................................................................................. 5
3. INTRODUÇÃO ................................................................... Error! Bookmark not defined.
3.1 Princípio de Funcionamento ........................................................................................ 7
3.2 Lubrificação ................................................................................................................. 7
3.3 Quantidade de Óleo ................................................... Error! Bookmark not defined.
3.4 Escolha do Óleo ......................................................... Error! Bookmark not defined.
4.1 Vedadores .................................................................................................................... 8
5. DIMENSIONAMENTO .................................................................................................. 9
5.1 Introdução .................................................................. Error! Bookmark not defined.
5.1.1 Objetivos Dimensionais ......................................... Error! Bookmark not defined.
5.1.2 Cálculos .................................................................................................................. 11
7.1 Retentores .................................................................. Error! Bookmark not defined.
Materiais Elastoméricos ....................................................................................................... 31
8. CHAVETAS..................................................................................................................... 34
8.1 Introdução .................................................................................................................. 34
8.1.1 Cálculos .................................................................................................................. 34
8.2 Acoplamentos ............................................................ Error! Bookmark not defined.
Acoplamentos Elásticos ................................................................ Error! Bookmark not defined.
Aplicações Convencionais ............................................................ Error! Bookmark not defined.
Desalinhamento ............................................................................ Error! Bookmark not defined.
Cubos em Aço ............................................................................... Error! Bookmark not defined.
Norma DIN e AGMA .................................................................... Error! Bookmark not defined.
9. CONCLUSÃO ................................................................................................................. 38
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 41
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Modelo Redutor ........................................................................................................ 6


Figura 2 – Tipo de Lubrificação de Redutores ......................... Error! Bookmark not defined.
Figura 3 – Lubrificação com Salpico ....................................... Error! Bookmark not defined.
Figura 4 – Lubrificação com Salpico ....................................... Error! Bookmark not defined.
Figura 5 – Lubrificação por Circulação .................................... Error! Bookmark not defined.
Figura 6 – Nomenclatura das Engrenagens .............................................................................. 10
Figura 7 – Perfil retentor Selecionado ...................................................................................... 32
Figura 8 – Acoplamento Elástico ............................................. Error! Bookmark not defined.
Figura 9 – Dimensionamento de Acoplamento 1765RPM....... Error! Bookmark not defined.
Figura 10 – Dimensionamento de Acoplamento 100RPM....... Error! Bookmark not defined.
Figura 11 – Figura Cubo Normal ............................................. Error! Bookmark not defined.
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Tabela de Seleção de Óleos Lubrificantes .............. Error! Bookmark not defined.
Tabela 2 – Tabela de Seleção Óleos Lubrigificantes ............... Error! Bookmark not defined.
Tabela 3 – Número de Dentes mínimos Recomendados .......................................................... 11
Tabela 4 – Tipo de Retentor Selecionado ................................................................................. 32
Tabela 5 – Seleção retentor eixo 25mm ................................................................................... 32
Tabela 6 – Seleção retentor eixo 40mm ................................................................................... 33
Tabela 7 – Tabela para Furação Eixos...................................... Error! Bookmark not defined.
Tabela 8 – Torques Suportados pelos Acoplamentos ............... Error! Bookmark not defined.
Tabela 9 – Dimensões Cubo Normal ........................................ Error! Bookmark not defined.
1. INTRODUÇÃO e OBJETIVOS

O trabalho a seguir ira apresentar o projeto de um redutor de velocidade colocando em


prática todo o conteúdo aprendido ao decorrer do componente curricular, e tem como
principais objetivos dimensionar os componentes de um redutor de engrenagens cilíndricas de
dentes retos, como diâmetro dos eixos de entrada intermediário e saída, torque e rotação dos
eixos, esforços das engrenagens, nos eixos, seleção dos rolamentos e lubrificantes.
Este trabalho visa apresentar detalhadamente o dimensionamento de um redutor de
dupla redução, com dentes de engrenagens de perfis retos, com ângulo de pressão no plano
normal de 20º, tendo um ângulo da hélice de 20º, utilizando material de fabricação de
engrenagens um aço SAE 5140, onde a máquina que devera ser acionada requer uma potência
de 20cv, e rotação de saída de 180 rpm.
O redutor foi dimensionado levando em conta uma serie de análises e cálculos
relevantes que buscam satisfazer o melhor resultado de funcionamento do equipamento, além
de levar em conta vários outros fatores.

2. METODOLOGIA

O seguinte trabalho será desenvolvido através de pesquisas bibliográficas, buscando o


maior número de informações possíveis, possibilitando a criação de um bando de dados das
informações coletadas. Após a finalização da pesquisa, será classificado o material coletado
para estudo e desenvolvimento do trabalho.
3. DESCRIÇÃO DO REDUTOR

Os redutores em geral, são conjuntos de engrenagens que tem por objetivo transmitir
potência, diminuindo a rotação obtida do equipamento acionador, acionadores estes que
podem ser como motores elétricos, motores de combustão, turbinas a vapor, motores
hidráulicos.
Os redutores são constituídos basicamente por eixos de entrada e saída, rolamentos e
carcaça além das engrenagens que são os principais componentes. Relacionados à lei da
física, quando há redução da rotação, aumenta-se o torque disponível. Quando existe intenção
de reduzir a vibração e ruído utiliza-se, nos redutores, engrenagens de dentes helicoidais, com
a isto a transmissão de potencia ocorre de forma mais homogênea.
Existem vários tipos de redutores, sendo os mais comuns os redutores por engrenagens,
sendo elas, cilíndricas, cônicas ou helicoidais, ou um sistema de coroa e sem fim. Na figura 1
pode ser visto os componentes de um redutor de velocidades.

Figura 1 – Modelo Redutor

O redutor que este projeto apresenta terá um acionamento a partir de um motor elétrico
de IV polos da marca WEG, que lhe proporciona 20CV de potência e 1760RPM na entrada,
que será reduzido a 180rpm de saída. O sistema será constituído por dois pares de
engrenagens cilíndricas de dentes retos, que transmitiram a potencia entre as engrenagens
paralelas.
De acordo com os dados coletados da rotação do acionador, e a rotação final de saída,
podemos calcular os passos sequentes para que o dimensionamento do redutor de velocidades
tenha o melhor desempenho.

3.1 Princípio de Funcionamento

O redutor de velocidades deste projeto trabalha de forma simples, onde possui dois
estagio de redução de velocidade, onde o dispositivo que tem seus trens de engrenagens
dispostos de forma que a alta velocidade recebida do equipamento acionador, através do eixo
e na engrenagem de entrada, seja transformada em menor rotação. Essa redução é dada pelo
fator de redução, ou relação de transmissão (i), além disto, à medida que a rotação diminui,
aumenta-se o torque.
As engrenagens cilíndricas transmitem potência entre árvores paralelas, com uma
relação de transmissão constante. A relação de transmissão é a mesma que seria obtida por
dois cilindros imaginários comprimidos um contra o outro e girando sem deslizamento em sua
linha de contato.

3.2 Lubrificação

O principal objetivo da lubrificação é reduzir o atrito, o desgaste e o aquecimento das


peças que se movem uma em relação à outra. O lubrificante pode ser qualquer substância que
quando introduzida entre as superfícies em movimento atendem ao proposito de lubrificação.

Em situações onde tivermos elevadíssimas pressões de contato juntamente com um


severo deslizamento relativo nas superfícies de trabalho dos dentes, e a diminuição da
precisão de fabricação e montagem, acarretaram um grande problema da manutenção de
engrenagens.
O lubrificante normalmente tem a função de resolver os problemas citados. Para
fazer isso, o lubrificante deve possuir as seguintes propriedades:
- Menor viscosidade possível, mas estar de acordo com as características operacionais;
- Que a película de lubrificante tenha máxima resistência frente às cargas atuantes nos
dentes;
- Ação inibidora de oxidação e grande estabilidade química;
- Capacidade de aderir e proteger toda a superfície de contato;
- Possuir aditivos de extrema pressão ou polares, dependendo dos materiais, cargas e
velocidades atuantes.
O tipo de lubrificante e os aditivos bem como o método de aplicação do mesmo
dependerão do tipo, tamanho e rotação das engrenagens, das cargas transmitidas e dos
materiais e acabamento superficial dos dentes.
A escolha de um lubrificante para engrenagens que trabalham em carcaças fechadas
dependerá principalmente de três fatores:
- Velocidade tangencial das engrenagens;
- Força transmitida pelos dentes;
- Método de aplicação do lubrificante.
Mas existe ainda uma série de outros fatores a serem considerados na seleção do
lubrificante, que são a temperatura operacional, a disposição das engrenagens na caixa, os
materiais dos dentes, etc.
Na lubrificação por banho uma maneira prática para determinar a quantidade de óleo no
cárter de um redutor, é apenas cobrir completamente com óleo o dente inferior da engrenagem
mais baixa. O excesso de óleo só contribui para elevar a temperatura e formar espuma.

3.3 Vedação

Para que não haja entrada de sujeira e de algum material estranho e para reter o
lubrificante dentro da carcaça, deve-se incluir uma vedação. A função adequada dos mesmo
deve proporcionar mínima fricção e desgaste mesmo em aplicações criticas ou sob condições
de funcionamento desfavoráveis.
Existem três métodos de vedação mais comuns que são através de feltro, vedador
comercial (retentor) e o vedador de labirinto. Os vedadores de feltro podem ser usados com
lubrificação por graxa, em velocidades mais baixas e as superfícies onde ocorre o
deslizamento precisam ser bem polidas.
O vedador comercial (retentor) é um conjunto que consiste do elemento deslizante e
geralmente, uma mola de retenção, inseridos num invólucro de metal. Estes vedadores são
geralmente montados sob pressão na capa do rolamento. Como a ação vedadora é obtida pelo
atrito, não devem ser usados para altas velocidades.
O vedador de labirinto é mais eficiente em instalações de alta velocidade e pode ser
usado tanto com óleo ou graxa.

4. DIMENSIONAMENTO

Os redutores são conjuntos de engrenagens que objetivam transmitir potência e mudar


velocidades de rotação, e operam em pares, onde os dentes de uma engrenagem são
encaixados uns nos outros.
O redutor de velocidades deste projeto é constituído de engrenagens cilíndricas de
dentes retos de dupla redução, acionados por um motor elétrico de 20cv de IV polos, e deve
ter rotação de saída de 180rpm, com ângulo de pressão no plano normal (Φn) de 20º, e
ângulo de hélice de (β) 20º fabricadas em aço SAE 5140.

4.1 Engrenagens

4.1.1 Introdução

Os sistemas de transmissão por engrenagens são encontrados em diversas máquinas do


meio industrial, desde sistemas simples até os mais complexos, onde podemos destaca-los
pelo fornecimento de redução na transmissão de equipamentos motorizados.
As engrenagens devem ser cuidadosamente moldadas, de acordo com o perfil
especifico. Se a roda menor do par esta no eixo do motor, o trem de engrenagens atua de
forma a reduzir a velocidade e aumentar o torque, se a roda maior esta no eixo motor tem a
função de aumentar a velocidade e diminuir o torque.
Na figura 2 podemos verificar as principais nomenclaturas de uma engrenagem.
Figura 2 – Nomenclatura das Engrenagens
4.1.2 Cálculos

Inicialmente partimos da análise do motor elétrico já especificado, que será um


motor de IV polos de 20CV da marca WEG, e o valor de rotação efetiva de 1760RPM,
partimos para a relação de transmissão mais adequada para tal aplicação.
Juntamente da rotação de entrada fornecida do acionador, que é o motor da WEG de
1765 rpm e rotação de saída de 180 rpm, podemos calcular a relação de transmissão do
sistema que fara um perfeito funcionamento do sistema.

𝐼 ℎ
𝑡= ℎ𝑒
𝑠

𝐼 1760
𝑡=
180

𝐼𝑡=9,77

Como o moto redutor possuirá dois pares de engrenagens, a redução será caracterizada
como sendo IT = I1 * I2, e adota-se I1 = I2 = √IT = 2,961 (1:2,961), com isto usaremos dois
pares de engrenagens iguais.
Na tabela 01 é possível verificar que são sugeridos alguns números de dentes mínimos
de pinhão e coroa, a fim de evitar interferência nos dentes das engrenagens e possíveis
problemas no seu funcionamento.

Tabela 1 – Ângulos de pressão x Número de dentes.

Pela tabela 1, podemos verificar que para uma relação de transmissão igual a 2,96,
onde adotamos 1:3, relacionados a um ângulo de pressão de 20º, deveremos usar um pinhão
com 15 dentes para um melhor funcionamento sem interferência. Com este dado inicial
podemos determinar o número de dentes da coroa do primeiro dos pares de engrenagens.
Onde: Z1=15 dentes, se It= Z2/Z1, temos:

2,96 𝑍2
=
15
Z2=15*2,96 = 44.4, toma-se 44 dentes.
E ainda com a determinação dos dentes podemos dimensionar as rotações das
engrenagens do sistema, onde:

It=N1/N2 N2=N1/It N2=1760/2.96 = 594.6 rpm


It=N3/N2 N3=N2/It N3=594.6/2.96 = 200.8 rpm

A partir dos dados acima calculados, já temos definidos os números de dentes dos
pares de engrenagens que serão usados no redutor de velocidade. Como utilizamos pares de
engrenagens iguais, temos Z1=Z3 e Z2=Z4, nestas condições obtivemos:

- Z1/Z3= 15 dentes
- Z2/Z4= 44 dentes

Conforme solicitado, o aço utilizado para fabricação das engrenagens foi o aço
SAE5140, que tem as propriedades conforme tabela 2 e fornecidas abaixo.

Tabela 2 – Propriedades mecânicas dos aços.


- Aço 5140, onde
- r =10500 Kgf/cm2
- Dureza Brinell – 310HB
- Temperatura = 538 ºC
- Espessura endurecida = 1 a 1,6mm

Força que pode ser transmitida por um dente:

σ0 . 𝑦 , onde:

1
σ0 = σr
3
𝑦 = Fator de forma (tabelado)
1 kgf
σ0 = 10500 = 3500 2
3 cm

Determina-se a engrenagem mais fraca conforme tabela 3 pela definição do Y.

Tabela 3 – Definição do Y.
Consideramos o pinhão com 15 dentes com pressão normal de 20º, onde y=0.092:
σ0 . 𝑦
3500 ∗ 0,092 = 322 𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚²

E a coroa com 44 dentes com pressão normal de 20º, onde y=0.126:


σ0 . 𝑦
3500 ∗ 0,126 = 441 𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚²

Onde constatamos que o pinhão é mais fraco Após isto podemos fazer os cálculos dos
diâmetros primitivos dos pares de engrenagens, onde adotamos um modulo dos pares de
engrenagens de 4 mm conforme tabela 4, de módulos padronizados.

Tabela 4 – Módulos Padronizados – NORMA DIN 780.

𝐷𝑝 = 𝑍. 𝑚
𝐷𝑝1 = 𝑍1 ∗ 𝑚1 = 15 ∗ 4 = 60 𝑚𝑚
𝐷𝑃2 = 𝑍2 ∗ 𝑚2 = 44 ∗ 4 = 176 𝑚𝑚
𝐷𝑃3 = 𝑍3 ∗ 𝑚3 = 15 ∗ 4 = 90 𝑚𝑚
𝐷𝑃4 = 𝑍4 ∗ 𝑚4 = 44 ∗ 4 = 176 𝑚𝑚

Nos cálculos a seguir, descrevemos o processo para os cálculos de largura das


engrenagens, considerando o tipo de processo de fabricação das engrenagens e o modulo
utilizado, conforme tabela 5.
Tabela 5 – Valores de K.

O fator K em condições normais de serviço não pode ultrapassar quatro vezes o passo
circular. Com isto calculamos a largura do primeiro par de engrenagens, considerando modulo
0.9cm e dentes fabricados por processo de retificação temos:

B=k * PI * m -> B= 4 * PI * 4 -> B=50,26mm

Apos o dimensionamento da largura, dos números de dentes e diâmetros primitivos das


engrenagens, podemos calcular o momentos torçores nos eixos.

Para os momentos torçores, utilizamos os dados de potência do motor, as rotações das


engrenagens onde:
- Potência = 20cv
- N1=1760 rpm
- N2= 594,6 rpm
- N3= 200,8 rpm

20(cv).71620
𝑀𝑡1 = = 813,86 kgf.cm
1760

20(cv).71620
𝑀𝑡2 = = 2409,01 kgf.cm
594,6

20(cv).71620
𝑀𝑡3 = = 7133,46 kgf.cm
200,8
Para executarmos os cálculos da tensão admissível nos dentes, devemos utilizar o calculo
de velocidade tangencial, para saber qual das formulas devem ser utilizadas conforme tabela
6.

Tabela 6 – Tensões admissíveis para engrenagens cilíndricas de dentes retos.

𝑉𝑡 = 2𝜋 ∗ 𝑟 ∗ 𝑁

𝑉𝑡 = 2𝜋 ∗ 0,03 ∗ 1760 =331,75m/min


Então velocidade igual a 331,75m/min -> V<600, utilizamos a fórmula:

183 183 𝑘𝑔𝑓


𝜎𝑎 = 𝜎𝑜 ( ) = 3500 ∗ ( ) = 1244,29
183 + 𝑉 183 + 331,75 𝑐𝑚²

2𝑀𝑡1 2 ∗ 813,86
𝜎𝑑1 = = 2 = 466,83 𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚²
𝜋2 3
∗ 𝑘 ∗ 𝑚 ∗ 𝑦 ∗ 𝑧1 𝜋 ∗ 4 ∗ (0,4)3 ∗ 0,092 ∗ 15

Verificamos que 𝜎𝑎 > 𝜎𝑑1


Como os dois eixos possuem as mesmas engrenagens não é necessário calcular 𝜎𝑑1
novamente. 𝑉1 (velocidade) e 𝜎𝑎 (tensão admissível) serão iguais.
Verificamos que 1244,29>466,83kgf/cm²
Após os cálculos de analise de resistência, que se mostram satisfatório, iremos verificar se
o critério das forças também é satisfatório.
Para calcular as forças tangenciais atuantes no 1º par de engrenagens, consideramos o
momento torçor 1, Mt=813,86kgf.cm, o modulo adota de 6mm, e o número de dentes da
primeira engrenagem que é Z1=15 dentes.
2 ∗ 𝑀𝑡
𝐹𝑡 =
𝑚 ∗ 𝑍1

2 ∗ 813,86
𝐹𝑡 = = 271,28 𝑘𝑔𝑓
0,4 ∗ 15
Para cálculo da carga dinâmica nos dentes, deve ser encontrado na figura 3, através da
verificação o valor do erro permissível em função da velocidade tangencial da engrenagem, e
depois de encontrado este valor, fazer uma verificação na figura 4 em função do modulo da
engrenagem.
Então com o valor encontrado na figura 4, deve ser levada a figura 6 para o valor de C ser
encontrado. Deve se considerar que o valor encontrado na figura 4 não pode ser maior que o
encontrado na figura 3.

Figura 3 – Erro permissível em função da velocidade.

Figura 4 – Erro esperado em função do modulo.


A velocidade encontrada neste projeto foi de 331,75 m/min, e o erro permissível
encontrado foi de 0,005 mm, e com o modulo adotado de 4 mm, o erro esperado de 0,0050
mm, através destes valores o valor encontrado na figura 5 para C= 3254.

Figura 5 – Valores para C.

De acordo com os dados de erro de dente, e os valores relacionado para C, foi optado por
engrenagens acabadas, pois a produção é teórica de uma única unidade. Agora é preciso
satisfazer as condições de cargas dinâmicas (Fd) e o desgaste (F0 = Carga admissível de
resistência à fadiga e Fw = carga de desgaste superficial admissível):
F0 ≥ Fd
Fw ≥ Fd

Com isto, calculamos a carga admissível resistente à fadiga do 1º par de engrenagens:


𝐹0 = 𝜎0 ∗ 𝑏 ∗ 𝑚 ∗ 𝜋 ∗ 𝑦
𝐹0 = 3500 ∗ 5,026 ∗ 0,4 ∗ 𝜋 ∗ 0,092 = 2073,99 𝑘𝑔𝑓

Calculo de desgaste nos dentes de um dos pares de engrenagens, onde a primeira


engrenagem tem Z1=15 dentes e Z2=44 dentes.

2 ∗ 𝑍2
𝑄= =
𝑍1 + 𝑍2

2 ∗ 44
𝑄= = 1,49 𝑘𝑔𝑓
15 + 44
Pela analise da tabela 7, considerando o ângulo de pressão normal de 20º, encontra-se o
valor de k, que pela tabela, encontramos k=366kgf/cm², relacionado à tensão de ruptura do
aço utilizado de 10500kgf/cm².

Tabela 7 – Valores de K para desgaste de dente.

Seguindo:
Dpp= 6 cm
b= 5,02 cm
ka= 366 kgf/cm²
Q= 1,49 kgf

𝐹𝑤 = 0,070 ∗ 𝑑𝑝𝑝 ∗ 𝑏 ∗ 𝑘𝑎 ∗ 𝑄

𝐹𝑤 = 0,070 ∗ 6 ∗ 5,026 ∗ 366 ∗ 1,49 = 1152,34 𝑘𝑔𝑓


Seguindo as analises de satisfação de tensões:

𝑏𝑐
𝑉( + 𝐹𝑡 )
5,61
𝐹𝑑 = + 𝐹𝑡
𝑏𝑐
𝑉 + 9,04√ + 𝐹𝑡
5,61

5,02 ∗ 366
331,75( + 271,28)
5,61
𝐹𝑑 = + 271,28 = 530,39 𝑘𝑔𝑓
5,02 ∗ 366
331,75 + 9,04√ + 271,28
5,61

Com os valores das forças atuantes, podemos definir agora, se nossas engrenagens (1°
par), terão resistência para a sua aplicação.

F0 ≥ Fd 1152,34 kgf > 530,39 kgf


Fw ≥ Fd 3924,79 kgf > 530,39 kgf

Os critérios de força e critérios de resistência foram satisfeitos, desta forma podemos


considerar o dimensionamento abaixo:

Número de dentes da engrenagem menor (1º par) = 15 dentes


Número de dentes da engrenagem maior (1º par) = 44 dentes
Diâmetro da engrenagem menor = 60 mm
Diâmetro da engrenagem maior = 176 mm
Largura das engrenagens = 50,26 mm

Dimensionamento do 2°
O segundo par de engrenagens é idem ao 1° par calculado anteriormente.
5. ARVORES DE TRANSMISSAO
5.1 INTRODUCAO

 Eixo: peça fixa ou móvel em torno do qual gira outra, trabalhando apenas flexão;
 Árvore: peça geralmente oblongada, que transmite potência ou torção;
Portanto, o que diferencia um eixo de uma árvore é o carregamento do elemento.
Observa-se porém, que na prática, costuma-se empregar o termo “eixo” em substituição ao
termo “árvore”, semi-eixo dos automóveis, eixo virabrequim, eixo manivela, eixo de
transmissão, etc.
As árvores e eixos, na maioria das vezes, apresentam seções variáveis, quer por questões
de resistência, quer por detalhes construtivos e de montagem. As mudanças de seção, como se
sabe, são causas de concentrações de tensões e, consequentemente, devem ser projetadas
corretamente, para atenuar este defeito.
Também, o carregamento nem sempre é perfeitamente determinado, pois os mecanismos
estão sujeitos a choques e vibrações, cujas influências não podem ser estimadas com precisão.
Na maioria dos casos são esforços de torção os predominantes, mas a flexão, o cisalhamento e
as cargas axiais poderão estar presentes e, muitas vezes, tem influência acentuada no
dimensionamento, cabendo ao projetista a análise do caso concreto.
Sempre que possível, os elementos de transmissão de potência, como engrenagens e
polias, deverão ser localizadas próximas aos mancais, a fim de reduzir os momentos fletores
e, consequentemente, as deflexões e tensões.

5.2 DIMENSIONAMENTO

Seguindo a tabela anexo 07, verificamos os valores das tensões e propriedades do


material que utilizaremos para a fabricação dos eixos de transmissão do nosso redutor.

E = 21000 kg/mm²
τe = 0,6 * σe
Material será aço SAE 1045
σ r = 67 kgf/mm²
σ e = 41 kgf/mm²
G= 8050 kg/mm²
Dureza do material 215 HB (Brinell) laminado;

τadm ≤ 0,3* σe ≤0,5* σadm


τadm ≤ 0,3*41 = 12,3 kg/mm²
σadm ≤ 0,18* σr ≤0,5* σadm
σadm ≤ 0,18* 67 = 12,06 kg/mm²

Considerando que os eixos terão rasgos de chavetas, temos que:

σadm = 0,75* σadm


σadm = 0,75*12,06
σadm = 9,045 kg/mm²

Com estes dados, podemos agora calcular o diâmetro dos eixos do nosso redutor.
Estaremos considerando que não haverá esforço axial dos eixos e mancais, portanto Fa =
0.
A relação di/d define o valor de K; como o diâmetro interno do eixo será zero
(maciço), então K=0. Então, segundo a ASME, temos:

2
16 1+𝑘 2
𝑑³ = 𝜋×𝜏𝑎𝑑𝑚 × (1−𝑘 2 ) 𝑋 √[(𝐾𝑓 × 𝑀𝑓) + ((𝑑 × 𝐹𝑎 × 𝑑 × ) ) + (𝐾𝑡 + 𝑀𝑡)2 ]
8

Dimensionamento do EIXO 1

Sendo a largura adotada das engrenagens 5,026cm , considerando uma distancia entre
engrenagens de 1cm , como distancia da engrenagem em relação às paredes de 1cm e mais 3cm
para apoio dos rolamentos, temos como comprimento total do eixos.

3cm + 1cm + 5,026cm + 1cm + 5,026cm + 1cm + 3cm = 19,052cm


Fr1= (5,026cm/2) + 3 cm + 1 cm = 6,513 cm
Frad = F1 * tg 20°
Frad = 271,28 * tg 20°
Frad = 98,73Kgf

Fr1 = √𝐹𝑟𝑎𝑑2 + 𝐹1²


Fr1 = √98,73² + 271.28²
Fr1 = 288.68 Kgf
∑Fx = 0
∑Fy = 0
RA+RB-Fr1 = 0
RA = Fr1-RB

∑Ma = 0
Fr1 = 0.06513 – RB*0.19502
RB = 288,68 * 0.06513 ÷ 0,19502
RB = 96,40 Kgf

Logo:
RA = Fr1 – RB
RA = 288,68 – 96,40
RA =192,27 Kgf
Para valores Kf e Kt ver tabela 8. Para este projeto a natureza da carga é subitamente aplicada
com pequenos choques;

Tabela 8 Tabela 08 - Valores de Kf e Kt.

Logo temos: Kf = 2 Kt=1,5 então:

2
3
16 1 + 𝑘2
𝑑 = 𝑋 √[(𝐾𝑓 ∗ 𝑀𝑓) + ((𝑑 × 𝐹𝑎 × 𝑑 × ) ) + (𝐾𝑡 ∗ 𝑀𝑡)2 ]
𝜋 ∗ 𝜏𝑎𝑑𝑚 ∗ (1 − 𝑘 2 ) 8

16
𝑑3 = 𝑋 √[(1,5 × 12390,5) + 0) + (2 ∗ 8130,86)2 ]
𝜋 × 9,045 × (1 − 0²)

𝑑 = 20mm

Figura 6 – Cálculos Momentos Eixo 1.


Dimensionamento do EIXO 2

Ft1=Ft2 = 271,28 Kgf

Fr1 = F1 * tg 20°
Fr1 = 271,28 * tg 20°
Fr1 = 98,73Kgf

Fr1=Fr2

FR1 = √𝐹𝑡1² + 𝐹𝑟1²


FR1 = √271,28² + 98,73²
FR1 = 288.68 Kgf
2
3
16 1 + 𝑘2
𝑑 = 𝑋 √[(𝐾𝑓 ∗ 𝑀𝑓) + ((𝑑 × 𝐹𝑎 × 𝑑 × ) ) + (𝐾𝑡 ∗ 𝑀𝑡)2 ]
𝜋 ∗ 𝜏𝑎𝑑𝑚 ∗ (1 − 𝑘 2 ) 8

16
𝑑3 = 𝑋 √[(1,5 × 2027,56) + 0) + (2 ∗ 24090,1)2 ]
𝜋 × 9,045 × (1 − 0²)

𝑑 = 30mm

Figura 7 – Cálculos Momentos Eixo 2.


Dimensionamento do EIXO 3

Ft1=Ft2 = 271,28 Kgf

Fr1 = F1 * tg 20°
Fr1 = 271,28 * tg 20°
Fr1 = 98,73Kgf

Fr1=Fr2

FR1 = √𝐹𝑡1² + 𝐹𝑟1²


FR1 = √271,28² + 98,73²
FR1 = 288.68 Kgf

2
16 1 + 𝑘2
𝑑3 = 𝑋 √[(𝐾𝑓 ∗ 𝑀𝑓) + ((𝑑 × 𝐹𝑎 × 𝑑 × ) ) + (𝐾𝑡 ∗ 𝑀𝑡)2 ]
𝜋 ∗ 𝜏𝑎𝑑𝑚 ∗ (1 − 𝑘 2 ) 8

16
𝑑3 = 𝑋 √[(1,5 × 4237,06) + 0) + (2 ∗ 71334,3)2 ]
𝜋 × 9,045 × (1 − 0²)

𝑑 = 43,06mm

Figura 8 – Cálculos Momentos Eixo 3.


6. DIMENSIONAMENTO ROLAMENTOS

Um rolamento é um dispositivo que permite o movimento relativo controlado entre duas ou


mais partes. Serve para substituir a fricção de deslizamento entre as superfícies. Compreende os
chamados corpos rolantes, como esferas, rodízios, etc., os anéis que constituem os trilhos de
rolagem e a caixa inserida entre os anéis. Todos estes elementos são de aço combinado com
cromo e as suas dimensões estão submetidas a um sistema de normalização.
Cada tipo de rolamento tem propriedades características que o tornam particularmente
apropriado para certas aplicações Na maioria dos casos pelo menos uma das dimensões
principais do rolamento, geralmente o diâmetro do furo, é determinado pelas características de
projeto da própria máquina.
Quando o espaço radial é limitado, deverão ser selecionados rolamentos de pequena seção,
por exemplo, gaiolas de agulhas, rolamentos de agulhas com ou sem anel interno, certas séries
de rolamentos rígidos de esferas e de rolamentos autocompensadores de rolos.
O tamanho de um rolamento para uma determinada aplicação é escolhido levando-se em
conta as características das cargas que serão aplicadas e as exigências de duração e
confiabilidade. Nos cálculos usa-se um valor numérico, denominado capacidade de carga, o qual
permite avaliar as cargas que o rolamento poderá suportar.
Nas tabelas de rolamentos são indicados os valores das capacidades de carga dinâmica C e
estática Co.

P = X. Fr + Y. Fa

Onde temos:
P = carga dinâmica equivalente (N)
Fr = carga radial real (N)
Fa = carga axial real (N)
X = Fator de carga radial
Y = Fator de carga axial
Calculo do Eixo 1
Apoio em A
RA = Fr = 192,27 Kgf
P = Fr * 9,81
Pa = 1886,16 N

2000 = 1*10^6 / 60 * 1765 * (C³/P³)


CA = 2000*60*1765*1886,16^3 / 1*10^6
CA= 11243,12N

Apoio em B

RB = 96,4 Kgf
PB = 96,4*9,81
PB = 945,68N

C³ = 2000*60*1765*945,68 / 1*10^6
CB = 1342,62 N

Levando em conta a maior capacidade de carga dinâmica “ C” escolhemos para o eixo 01 o


rolamento rígido de esferas Rolamento = SKF 6204
classe 6204

Diam. Int. 20 mm

Diam. Ext. 47 mm

Altura 14 mm

Capacidade de carga Dinâmica - C=12700 N

Capacidade de carga Estática - Co=6500 N


Calculo do Eixo 2
Apoio em C

PC = RC*9,81
PC = 31,05*9,81
PC = 304,60 N

CC = 2000*60*1765*304,60 / 1*10^6
CC = 761,98 N

Apoio em D

PD = RD*9,81
PD = 31,05*9,81
PD =304,60 N

CD = 2000*60*1765*304,60 / 1*10^6
CD = 761,98 N

Levando em conta a maior capacidade de carga dinâmica “ C” escolhemos para o eixo 02 o


rolamento rígido de esferas Rolamento = SKF 61806

classe 61806

Diam. Int. 30 mm

Diam. Ext. 42 mm

Altura 7 mm

Capacidade de carga Dinâmica - C=4490 N

Capacidade de carga Estática - Co=2900 N


Calculo do Eixo 3

Apoio em E

PE = RE*9,81
PE = 33,83*9,81
PE = 331,87 N

CE = 2000*60*1765*331,87 / 1*10^6
CE = 759,36 N

Apoio F

PF = RF*9,81
PF = 64,89*9,81
PF = 635,57 N

CF = 2000*60*1765*635,57 / 1*10^6
CF = 1100,69N

Levando em conta a maior capacidade de carga dinâmica “ C” escolhemos para o eixo 03 o


rolamento rígido de esferas considerando tabela SKF diâmetro 45mm
Rolamento = SKF 61809
classe 61809

Diam. Int. 45 mm

Diam. Ext. 58 mm

Altura 7 mm

Capacidade de carga Dinâmica - C=6050 N

Capacidade de carga Estática - Co=4300 N


7. DIMENSIONAMENTO DOS RETENTORES

O retentor, como é usualmente conhecido, é composto essencialmente de uma


membrana elastomérica em forma de “lábio” e uma parte estrutural metálica, que permite a
fixação do lábio na posição correta de trabalho na aplicação.
O retentor tem por função primordial reter óleos, graxas ou outros fluidos que devam
ser contidos no interior de uma máquina ou um agregado mecânico. O retentor é sempre
aplicado entre duas peças que tenham um movimento relativo, por exemplo: entre um eixo
que transmite um movimento e a carcaça de sustentação do mancal deste eixo.
Ele cumpre esta função de vedação tanto na condição estática, de máquina parada,
como na condição dinâmica, em movimento, e também na variedade de condições de
temperatura e meio externo para as quais a máquina está projetada.
A vedação se dá pelo contato permanente que ocorre entre a aresta do lábio de
vedação e o eixo da máquina. Para completar a estanqueidade com o meio externo, é preciso
que haja também a vedação entre a parte externa estrutural do vedador e a carcaça.

Materiais Elastoméricos

Como já citado anteriormente, a vedação se dá por meio da interferência do lábio


elastomérico sobre o eixo. Esta condição de trabalho provoca o aparecimento de uma força de
atrito na área do lábio com a direção do movimento do eixo e sentido contrário ao mesmo.
A força de atrito e a velocidade periférica do eixo tornam-se responsáveis por uma
geração de calor localizada na área de contato do lábio, que tende a promover a degeneração
do material e o desgaste do lábio de vedação.
A contenção destes efeitos é conseguida primordialmente pela escolha correta do
material elastomérico. É de suma importância que esta escolha seja definida em conjunto com
o fabricante do vedador, pois há uma série de fatores de projeto que devem ser igualmente
considerados para conferir uma vida prolongada ao vedador.
7.1.1 Seleção

Abaixo o tipo de retentor selecionado segundo nossa aplicação usa para o determinado
fluído e limite de temperatura de trabalho.

Tabela 8 – Tipo de Retentor Selecionado

Selecionamos o tipo de borracha NITRICA, conforme a especificação acima descrita.

Figura 9 – Perfil retentor Selecionado

Com o eixos dimensionados utilizamos a tabela da Norma ISO 1629 e DIN 3761 para
especificar os retentores.

Tabela 9 – Seleção retentor eixo 20mm


Tabela 6 – Seleção retentor eixo 30mm

Tabela 10 – Seleção retentor eixo 43mm


8. CHAVETAS
8.1 Introdução

As chavetas são elementos de máquinas utilizados para evitar o movimento relativo


entre árvores e os elementos a elas conectados, através dos quais se transmite potência. O
projeto das chavetas quadradas e retangulares pode ser baseado no cisalhamento e na
compressão, induzidos em virtude do momento de torção a ser transmitido.

Com o momento torçor já calculado em cada eixo, calculamos as chavetas:

𝐸𝑖𝑥𝑜1 → ∅20 𝑀𝑡1 = 811,56 𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚


𝐸𝑖𝑥𝑜2 → ∅30 𝑀𝑡2 = 2409,01 𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚
𝐸𝑖𝑥𝑜3 → ∅43 𝑀𝑡3 = 7133,46 𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚

Utilizaremos aço SAE 1030 com Tensão de Escoamento 𝜎𝑒 = 36 𝑘𝑔𝑓/𝑚𝑚²

Iniciamos o dimensionamento encontrando as seções WXH ou BHX da chaveta a


partir do diâmetro do eixo. Em seguida calamos o comprimento da chaveta, utilizando um
fator de segurança, tendo em vista que a chaveta pode falhar por esmagamento ou
cisalhamento.

8.1.1 Cálculos

Da tabela 7-6 Shigley, anexo _____

Fator de segurança: Torque uniforme ← 1,5 ≤ 𝐹𝑠 ≤ 2,5 → Torque variável

Assim:

𝜎𝑒
= 𝜎𝑎𝑑𝑚
𝐹𝑠
36
σadm = = 24 kgf/mm²
1,5

Utilizando a teoria da energia de distorção:


𝜏 = 0,577 ∗ 𝜎𝑎𝑑𝑚
𝑘𝑔𝑓
𝜏 = 0,577 ∗ 24 = 13,368
𝑚𝑚2

Da resistência dos materiais:


𝐹
𝜎 = → 𝐸𝑠𝑚𝑎𝑔𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝜎𝑎𝑑𝑚 = 24𝑘𝑔𝑓/𝑚𝑚²
𝐴
𝐹
𝜏 = → 𝐶𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝜏𝑎𝑑𝑚 = 13,368 𝑘𝑔𝑓/𝑚𝑚²
𝐴

Partimos então para o cálculo das forças:

𝑀 =𝐹∗𝑑
𝑀
𝐹=
𝑑
Como 𝑑 = 𝑟
𝑀
𝐹=
𝑟

8115,61
𝐹1 = = 649,248 𝑘𝑔𝑓
12,5
34085,2
𝐹2 = = 1704,27 𝑘𝑔𝑓
20
143158,8
𝐹3 = = 7157,94 𝑘𝑔𝑓
20

𝐹 𝐹 𝐅
𝜏= = →𝑤∗𝑙∗𝜏 =𝐹 →𝐥=
𝐴 𝑤∗𝑙 𝛕∗𝐰
𝐹 𝐹 𝐅
𝜎= = →𝑎∗𝑙∗𝜎 = 𝐹 →𝐥=
𝐴 𝑎∗𝑙 𝛔∗𝐚

Cisalhamento:
694,248
𝐸𝑖𝑥𝑜1 → 𝑙1 = = 8,65𝑚𝑚
13,368 ∗ 6
1704,27
𝐸𝑖𝑥𝑜2 → 𝑙2 = = 12,75𝑚𝑚
13,368 ∗ 10
7157,94
𝐸𝑖𝑥𝑜3 → 𝑙3 = = 8,65𝑚𝑚
13,368 ∗ 10

Esmagamento:
694,248
𝐸𝑖𝑥𝑜1 → 𝑙1 = = 14,46𝑚𝑚
24 ∗ 2
1704,27
𝐸𝑖𝑥𝑜2 → 𝑙2 = = 14,2𝑚𝑚
24 ∗ 5
7157,94
𝐸𝑖𝑥𝑜3 → 𝑙3 = = 59,65𝑚𝑚
24 ∗ 5

Como regra geral adota-se:


∅𝐶𝑢𝑏𝑜 = 1,8 ∗ ∅𝐸𝑖𝑥𝑜
𝐿𝑎𝑟𝑔.𝐶𝑢𝑏𝑜 > 1 ∗ ∅𝐸𝑖𝑥𝑜
𝑈𝑠𝑢𝑎𝑙 = 1,5 ∗ ∅𝐸𝑖𝑥𝑜

Assim:

∅𝐸𝑖𝑥𝑜 ∗ 1,8 ∅𝐸𝑖𝑥𝑜 ∗ 1,5


𝐸𝑖𝑥𝑜1 → ∅25𝑚𝑚 ∅𝐶𝑢𝑏𝑜 : 45𝑚𝑚 𝐿𝑎𝑟𝑔.𝐶𝑢𝑏𝑜 : 37,5𝑚𝑚
𝐸𝑖𝑥𝑜2 → ∅40𝑚𝑚 ∅𝐶𝑢𝑏𝑜 : 72𝑚𝑚 𝐿𝑎𝑟𝑔.𝐶𝑢𝑏𝑜 : 60𝑚𝑚
𝐸𝑖𝑥𝑜3 → ∅40𝑚𝑚 ∅𝐶𝑢𝑏𝑜 : 72𝑚𝑚 𝐿𝑎𝑟𝑔.𝐶𝑢𝑏𝑜 : 60𝑚𝑚

Segundo Protec 4.43, anexo _____ os comprimentos padronizados de chaveta são:


14,16,18,20,22,25,28....56,63
9. LISTA DE COMPONENTES

01 Eixo diâmetro 20 mm
01 Eixo diâmetro 30 mm
01 Eixo diâmetro 43 mm
02 Engrenagem modulo 4 mm com 15 dentes de diâmetro 60 mm
02 Engrenagem modulo 4 mm com 44 dentes de diâmetro 176 mm
02 Rolamentos rígido de esfera ref. SKF 6204
02 Rolamentos rígido de esfera ref. SKF 61806
02 Rolamentos rígido de esfera ref. SKF 61809
10. CONCLUSÃO

Atualmente
Catalago SKF - Rolamentos Rígidos de Esferas de uma Carreira D 15-30 mm.

Catalago SKF - Rolamentos Rígidos de Esferas de uma Carreira D 35-55 mm.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] ERIKSSON, M. Friction and Contact Phenomena of Disc Brakes Related to


Squeal. Acta Universatis Upsaliensis, Uppsala, 2000.

[2] ERIKSSON, M.; BERGMAN, F.; JACOBSON, S. On the Nature of Tribological


Contact in Automotive Brakes. Wear, Uppsala, n.252, p.26-36, 2002.

[3] BRECHT, J. Properties of Friction Materials. XXIII International μ Symposium –


Brake Conference, 2003, p.76-98, Alemanha.

[4] CARRO E CIA. Site especializado em comércio de veículos. Disponível em:


<http://www.carroecia.com.br/carros/dica_manutencao.asp?cod=22>. Acesso em 21 de
fevereiro de 2012.

[5] CUEVA, E.G. Estudo do Desgaste em Materiais Utilizados em Discos de Freio de


Ferro Fundido com Grafita Lamelar e Vermicular. 2002. 192 p. Tese (Doutorado) –
Escola Politécnica, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2002.

[6] HOHMANN, C.; SHIFFNER, K.; OERTER, K.; REESE, H. Contact Analysis for
Drum Breaks and Disk Using ADINA. Computers & Structures, Siegen, p.185- 198, 1999.

[7] JACOBSSON, H. Aspects of Disk Brake Judder. Automobile Engineering,


Göteborg, n.217, p.419-430, 2003.