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Ruído

R uído é, provavelmente, o único tópico em eletrônica e telecomunicações


com o qual todos devem estar familiarizados, não importando qual seja
sua especialização. Ele está presente e limita na prática a performance de
todos os sistemas. Também em medições ele é muito contencioso – quase todo mun-
do possui um método diferente de quantificar o ruído e seus efeitos.
Apesar disso, após estudar este capítulo você deverá estar familiarizado com os ti-
pos e fontes de ruído. Serão estudados os métodos de calcular o ruído produzido
por várias fontes, e também os modos de se somar tais ruídos. Serão estudadas de-
talhadamente importantes quantidades de ruído – relação sinal ruído (SNR), fator
de ruído (noise figure), temperatura de ruído (noise temperature) – assim como os
métodos de medição de ruídos.

Ruído pode ser definido, no sentido elétrico, como qualquer forma indesejada de energia
tendendo a perturbar a própria recepção e reprodução de sinais desejados. Muitos distúr-
bios de uma natureza elétrica produzem ruído em receptores, modificando o sinal de
uma maneira indesejada. Em receptores de rádio, por exemplo, o ruído pode produzir
assobios na saída do alto-falante, enquanto que em receptores de televisão “neve” ou
“confete” (neve colorida / chuvisco) podem sobrepor-se à imagem. Em sistemas de co-
municação de pulso, o ruído pode produzir pulsos indesejados ou talvez cancelar os de-
sejados; deste modo, ele pode causar sérios erros. O ruído é também visto como uma li-
mitação do alcance dos sistemas para uma dada potência transmitida. Ele afeta a sensi-
bilidade dos receptores, pela imposição de um limite da intensidade mínima do sinal que
pode ser amplificada. Ele pode ainda, algumas vezes, forçar a redução na largura de fai-
xa de um sistema, como será visto em radar.
Existem inúmeras maneiras de classificar ruído. Elas podem ser subdivididas de
acordo com o tipo, fonte, efeito ou relação com o receptor, dependendo das circunstân-
cias. É mais conveniente aqui dividir os ruídos em dois amplos grupos: ruídos cujas fon-
tes são externas ao receptor, e ruídos criados dentro do próprio receptor. Por um lado,
ruídos externos são difíceis de tratar quantitativamente, e além disso freqüentemente há
pouco a se fazer quanto a isso, resumindo-se a mover o sistema para outro lugar. Repare
como os radiotelescópios estão sempre localizados distantes de indústrias, cujos proces-
sos criam muito ruído elétrico. Por outro lado, ruídos internos são mais quantificáveis e
capazes de serem reduzidos por um projeto de receptor apropriado.
Pelo fato de o ruído possuir tal efeito limitante, e também porque freqüentemente
é possível reduzir seus efeitos através do uso e projeto de circuitos inteligentes, é impor-
tante para todos aqueles ligados às comunicações estarem informados sobre ruídos.

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Ruído externo

As várias formas de ruídos criados fora do receptor são denominadas ruído externo e in-
cluem os ruídos atmosférico, extraterrestre e industrial.

Ruído atmosférico
Talvez o melhor modo de se tornar entendedor de ruídos atmosféricos é ouvindo as on-
das curtas em um receptor que não seja bem equipado para recebê-las. Uma surpreen-
dente variedade de sons estranhos será ouvida, todas tendendo a interferir com o progra-
ma. A maioria destes sons são resultado de ondas de rádio espúrias as quais induzem
tensões na antena. A maioria destas ondas de rádio são provenientes de fontes naturais
de distúrbios; elas representam o ruído atmosférico, geralmente denominado estático.
A estática é causada por descargas de raios em temporais com trovoadas e outros
distúrbios elétricos naturais que ocorrem na atmosfera. Devido à sua origem ela está na
forma de impulsos, e porque tal processo é aleatório na natureza, está espalhada por
todo o espectro de rádio normalmente usado para transmissão de rádio. O ruído atmos-
férico dessa forma, consiste de sinais espúrios de rádio com componentes distribuídas
em uma larga faixa de freqüências. É propagado sobre a terra da mesma forma que on-
das de rádio ordinárias de mesma freqüência, de forma que em qualquer ponto no chão,
estática será recebida de todas as tempestades de trovões, locais e distantes. A estática
do primeiro é provavelmente mais forte mas, obviamente, menos freqüente. A força do
campo é aproximadamente inversamente proporcional à freqüência, tanto que este ruído
irá interferir mais com a recepção de rádio do que com a de televisão. Tais ruídos con-
sistem em impulsos e (como mostrado no cap. 1) essas ondas não senoidais possuem
harmônicos cuja amplitude cai com o crescimento da ordem do harmônico. Estática de
fontes distantes irão variar em intensidade de acordo com as variações das condições de
propagação. Portanto temos o acréscimo usual em seu nível à noite, em ambas as fre-
qüências de transmissão de radiodifusão e ondas curtas.
Ruídos atmosféricos tornam-se menos prejudiciais em freqüências superiores a
aproximadamente 30 MHz devido a dois fatores isolados. Primeiro, as altas freqüências
são limitadas à linha de alcance de propagação (como será visto no cap. 8), i.e., abaixo
de 80 quilômetros ou menos. Segundo, a natureza do mecanismo de geração desse ruído
é tal que muito pouco do mesmo é criado na faixa de VHF e acima dela.

Ruído extraterrestre
É apenas um pequeno exagero dizer que há quase tantos tipos de ruídos espaciais quanto
há fontes. Por conveniência, entretanto, uma divisão em dois subgrupos será satisfatória.

Ruído solar O sol lança tantas coisas em nosso caminho que nós não devemos ficar sur-
presos em observar que o ruído é considerável dentre tais coisas; novamente temos dois
tipos. Sob condições “quietas” normais, há um ruído constante de radiação do sol, sim-
plesmente porque é um corpo grande a uma temperatura muito alta (acima de 6000 ºC na
superfície). Ele então radia por uma larga faixa de espectro de freqüência a qual inclui
as freqüências que nós usamos para comunicações. Entretanto, o sol é uma estrela variá-
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vel e passa por ciclos no pico dos quais distúrbios elétricos saem por erupção, tais como
chamas radiantes e manchas solares. Mesmo pensando que o ruído adicional assim pro-
duzido é proveniente de porções limitadas do disco solar, ele ainda pode ser ordens de
magnitude maior do que o recebido durante os períodos de sol “quieto”.
O ciclo solar repete estes períodos de grande distúrbios elétricos aproximadamen-
te a cada 11 anos. Em adição, se uma linha é desenhada para ligar esses picos de 11
anos, é observado que um superciclo está em operação, com picos alcançando um inten-
sidade ainda maior a cada 100 anos ou menos. Finalmente, esses picos de 100 anos pa-
recem estar aumentando em intensidade. Uma vez que há uma correlação entre picos no
distúrbio solar e crescimento de anéis em árvores, tem sido possível traçá-los de volta
ao início do século 18. Evidências mostram que o ano de 1957 não foi apenas um pico
mas o maior de tais picos nos registros.

Ruído cósmico Visto que estrelas distantes são também sóis e têm alta temperatura, elas
irradiam ruído da mesma maneira que nosso sol, e o que elas perdem em distância recu-
peram em quantidade. O ruído então recebido é chamado ruído térmico (ou de corpo ne-
gro) e é distribuído bem uniformemente por todo o céu. Nós também recebemos ruídos
do centro de nossa própria galáxia (a Via Láctea), de outras galáxias, e de outros pontos
de fontes virtuais tais como “quasares” e “pulsares”. Esse ruído galático é muito inten-
so, mas provém de fontes que são apenas pontos no céu. Duas das mais fortes fontes, as
quais foram apenas duas das primeiras descobertas, são Cassiopeia A e Cygnus A. Ob-
serve que é desaconselhável referir-se às citadas anteriormente como fontes de ruído
quando conversar com rádio-astrônomos!

Resumo Ruído espacial é observável em freqüências na faixa de aproximadamente 8


MHz até algo em torno de 1,43 GHz, sendo que a última freqüência corresponde à “li-
nha” de 21-cm do hidrogênio. Separadamente do ruído criado pelo homem é o compo-
nente mais forte na faixa de aproximadamente 20 a 120 MHz. Não muito dele penetra
na ionosfera abaixo de 20 MHz, enquanto que seu eventual desaparecimento em fre-
qüências acima de 1,5 GHz é provavelmente governada pelos mecanismos que o geram
e sua absorção pelo hidrogênio no espaço inter-estrelar.

Ruído Industrial
Entre as freqüências de aproximadamente 1 a 600 MHz, nas áreas urbanas, suburbanas e
industriais, a intensidade do ruído feito por humanos facilmente ultrapassa a intensidade
dos ruídos criados por qualquer outra fonte, interna ou externa ao receptor. Sob esse tí-
tulo, fontes tais como ignição de aeronaves ou automóveis, motores elétricos e sistemas
chaveados, fugas de linhas de alta tensão e uma multidão de outras máquinas elétricas
pesadas estão todos incluídos. Luzes fluorescentes são outra fonte poderosa de tais ruí-
dos e então não devem ser usadas onde estão sendo conduzidos recepções ou testes em
receptores sensíveis. O ruído é produzido pelos arcos de descargas presentes em todas
essas operações, e sob essas circunstâncias não é surpresa que esse ruído deva ser mais
intenso nas áreas industriais e densamente povoadas. (Dado certo encorajamento, o ruí-
do industrial devido às descargas de centelhas podem até transpor oceanos, como de-
monstrado por Marconi em 1901 em St. John’s, Newfoundland.)

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A natureza do ruído industrial é tão variável que é difícil analizá-lo em qualquer
outra base que não a estatística. Entretanto ele obedece o princípio de que o ruído rece-
bido aumenta na medida que a largura de faixa do receptor é aumentada. (Sec. 2-2.1).

Ruído interno
Sob o título de ruído interno, discutimos os ruídos criados por qualquer dispositivo ativo
ou passivo encontrado em receptores. Tais ruídos são geralmente aleatórios, isto é, im-
possíveis de tratar em uma base de tensão individual, mas fáceis de descrever estatisti-
camente. Porque o ruído é aleatoriamente distribuído sobre todo o espectro de rádio há,
em média, tanto dele em uma freqüência como em qualquer outra. Assim a potência do
ruído aleatório é proporcional à largura de faixa sobre a qual ele é medido.

Ruído de agitação térmia


O ruído gerado em uma resistência ou componente resistivo de qualquer impedância é
aleatório e é referido de várias formas tais como ruído térmico, agitação, branco ou
Johnson. Ele é devido ao movimento rápido e aleatório das moléculas, átomos e elétrons
dos quais qualquer resistor é feito.
Em termodinâmica, a teoria cinética mostra que a temperatura de uma partícula é
uma maneira de expressar sua energia cinética interna. Assim a “temperatura” de um
corpo é o valor estatístico da raiz quadrada média (rms) do valor da velocidade de movi-
mento das partículas no corpo. Como afirma a teoria, a energia cinética dessas partícu-
las tende praticamente a zero (i.e., seu movimento cessa) na temperatura de zero absolu-
to, que é 0 K (kelvins, formalmente chamada graus Kelvin) que eqüivale a aproximada-
mente –273ºC. Dessa forma é aparente que a potência do ruído gerado por um resistor é
proporcional à sua temperatura absoluta, em adição a ser proporcional à largura de faixa
sobre a qual o ruído está para ser medido. Assim,
Pn  Tf  kTf (2-1)
Onde k = constante de Boltzmann = 1.38 x 10-23 J(joules)/K constante de proporcionali-
dade apropriada neste caso
T = temperatura absoluta, K = 273 + ºC
f = largura de faixa de interesse
Pn = máxima potência do ruído de saída de um resistor
Se um resistor comum à temperatura padrão de 17ºC (290K) não está conectado a
nenhuma fonte de tensão, pode-se inicialmente pensar que não há tensão a ser medida
através do mesmo. Isso é correto se o instrumento de medição é um voltímetro dc (cor-
rente direta), mas é incorreto se um voltímetro eletrônico muito sensível é usado. O re-
sistor é um gerador de ruído, e talvez exista uma tensão até bem alta através dele; entre-
tanto, visto que isso é aleatório e então tem um valor rms definido mas nenhuma com-
ponente dc, apenas o medidor de corrente alternada (ac) irá registrar uma leitura. Essa
tensão de ruído é causada pelo movimento aleatório dos elétrons dentro do resistor, o
que constitui uma corrente. É verdade que tanto os elétrons chegam a um terminal do re-
sistor como no outro em qualquer período longo de tempo. Entretanto, em qualquer ins-
tante de tempo, existem limites para haver mais elétrons chegando em um terminal par-
ticular do que no outro porque seus movimentos são aleatórios. Deste modo, a taxa de

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chegada de elétrons e cada terminal do resistor varia aleatoriamente, e assim também
varia a diferença de potencial entre os dois terminais. Definitivamente existe uma tensão
aleatória através do resistor e pode ser tanto medida quanto calculada.
Deve ser entendido que todas as fórmulas referentes a ruído aleatório são aplicá-
veis apenas ao valor rms de tal ruído e não a valores instantâneos, os quais são total-
mente imprevisíveis. Até agora à medida que as tensões de pico do ruído são preocupan-
tes, tudo que pode ser afirmado é que é indesejável que sua tensão de pico exceda 10 ve-
zes o valor rms.
Usando a eq. (2-1), o circuito equivalente de um resistor como um gerador de ruí-
do pode ser desenhado como mostrado na figura 2-1, e desta forma a tensão de ruído
equivalente do resistor Vn pode ser calculada. Assumindo que RL não produz ruído e está
recebendo a potência máxima do ruído gerado por R; sob essas condições de máxima
transferência de potência, RL deve ser igual a R. Então
V 2 V 2 (Vn / 2) 2 Vn2
Pn    
RL R R 4R

Vn2  4 RPn  4 RkTf

e
Vn  4kTfR (2-2)

FIGURA 2-1 Resistor gerador de ruído


É visto da eq. (2-2) que a raiz quadrada dos valores rms da tensão de ruído associ-
adas a um resistor é proporcional à temperatura do resistor, o valor de sua resistência e a
largura de faixa sobre a qual o ruído é medido. Observe especialmente que a tensão de
ruído gerada é totalmente independente da freqüência na qual é medida; isto deriva do
fato de que tal tensão é aleatória e então eventualmente distribuída sobre o espectro de
freqüências.
Exemplo 2-1 Um amplificador que opera na faixa de freqüência de 18 a 20 MHz tem
uma resistência de entrada de 10 kilohm. Qual é a tensão rms de ruído na entrada desse
amplificador se a temperatura ambiente é 27ºC?
Vn  4kTfR

Vn  4 x1,38 x10 23 x ( 27  273) x ( 20  18) x10 610 4  1,82 x10 5

= 18,2 V
Como pode ser visto nesse exemplo, será inútil esperar esse amplificador manipular si-
nais a menos que ele seja consideravelmente maior que 18,2 V; uma baixa tensão de
entrada nesse amplificador será mascarada por ruído ou perdida.

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Ruído de tiro
A agitação térmica não é de forma alguma a única fonte ruído em receptores. A mais im-
portante de todas as outras fontes é o efeito de tiro, o qual conduz a ruído de tiros em to-
dos os dispositivos amplificadores e na prática a todos os dispositivos ativos. É causado
por variações aleatórias na chegada de elétrons (ou lacunas) na saída do eletrodo de um
dispositivo amplificador e assim aparece como uma corrente de ruído de variação alea-
tória superposta com a saída. Quando amplificada, soa aparentemente como se uma chu-
va de tiros direcionados estivesse caindo em um placa de metal; por isso o nome ruído
de tiro.
Embora a corrente média na saída de um dispositivo seja governada pelas várias
tensões induzidas, a qualquer instante de tempo haverá um número maior ou menor de
elétrons chegando à saída do eletrodo. Em transistores bipolares, por exemplo, isso é
principalmente resultado do movimento aleatório dos portadores de corrente através das
junções. Os caminhos tomados são aleatórios e portanto desiguais, de forma que ainda
que a corrente média de coletor seja constante, variações instantâneas podem ocorrer. O
ruído de tiro comporta-se da mesma maneira que o ruído de agitação térmica, exceto
pelo fato de que o mesmo tem uma fonte diferente.
Muitas variáveis estão envolvidas na geração deste ruído nos vários dispositivos
amplificadores, e assim é comum o uso de equações para aproximá-los. Em adição, o
ruído de tiro de corrente é um pouco difícil de ser somado ao ruído térmico de tensão
em cálculos, de forma que para todos os dispositivos com exceção do diodo, as fórmulas
de ruído de tiro usadas são geralmente simplificadas. Para um diodo, a fórmula é exata-
mente
in  2ei p f (2-3)
onde: in = corrente rms de ruído de tiro
e = carga do elétron = 1,6 10-19C
ip = corrente direta do diodo
f = largura de faixa do sistema

Em todas as outras instâncias não apenas a fórmula é simplificada mas até mesmo
nenhuma fórmula é usada para corrente de ruído de tiro. O método mais conveniente de
se tratar com ruído de tiro é encontrar o valor ou fórmula para um resistor equivalente
de ruído de entrada. Este precede o dispositivo, o qual agora presume-se ser sem ruído,
e tem um valor tal que a mesma quantidade de ruído está presente na saída do sistema
equivalente como em um amplificador usual. Assim, a corrente de ruído foi substituída
por uma resistência de forma que agora é fácil somar o ruído de tiro com o ruído térmi-
co. Além disso, ela também foi referida à entrada do amplificador, o qual é um lugar
muito mais conveniente, como será visto.
O valor da resistência de tiro equivalente Req de um dispositivo é geralmente cita-
do nas especificações do fabricante. Estão também disponíveis fórmulas para resistên-
cias de tiro equivalentes; todas mostram que tal ruído é inversamente proporcional à
transcondutância e também diretamente proporcionais à corrente de saída. Até aqui à
medida que o uso de Req é significativo o ponto importante a ser percebido é que a mes-
ma é uma resistência totalmente fictícia. Conseqüentemente, apenas para ruído, esta re-
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sistência é tratada como se fosse um resistor gerador de ruído ordinário, na mesma tem-
peratura de todos os outros resistores, e localizada em série com o eletrodo de entrada
do dispositivo.

Ruído de tempo de trânsito


Se o tempo gasto por um elétron para atravessar do emissor para o coletor de um tran-
sistor se torna comparável ao período do sinal a ser amplificado, i.e., em freqüências na
faixa VHF e acima, o assim chamado efeito de tempo de trânsito ocorre, e a adimitância
de entrada de ruídos do transistor aumenta. Isso é tratado totalmente na Sec. 12-1.1. As
correntes induzidas instantâneas na entrada do dispositivo por flutuações aleatórias na
corrente de saída se tornam de grande importância em tais freqüências e criam ruídos
aleatórios.
Uma vez que este ruído de alta freqüência torna sua presença perceptível, o mes-
mo vai crescendo com a freqüência em uma taxa que rapidamente aproxima-se de 6 de-
cibéis (dB) por oitava, e então este ruído aleatório logo se torna predominante sobre as
outras formas. O resultado de tudo isso é que é preferível medir o ruído em tais freqüên-
cias, ao invés de tentar calcular uma resistência de ruído de entrada equivalente para o
mesmo. De modo geral, de qualquer modo, transistores de rádio freqüência (RF) são
consideravelmente de baixo ruído. Obter uma figura de ruído tão baixa quanto 1 dB
(ver Sec. 2-4) é possível com amplificadores a transistor bem na faixa de UHF.

Ruídos diversos
Flicker (Piscante) Em baixas freqüências de áudio, uma forma de ruído pouco entendi-
da é chamado de ruído Flicker ou de modulação é encontrada em transistores. Ele é
proporcional à corrente de emissor e à temperatura da junção, mas desde que é inversa-
mente proporcional à freqüência, a mesma pode ser completamente ignorada acima de
aproximadamente 500 Hz, pois não é mais significativo.

Resistência Ruído térmico, algumas vezes chamado de ruído de resistência, está tam-
bém presente em transistores. É devido às resistências internas de base, coletor e emis-
sor, e na maioria das vezes a resistência de base é a mais significativa.
De aproximadamente 500 Hz até aproximadamente fb/5, o ruído do transistor per-
manece relativamente constante, tanto que uma resistência de entrada equivalente para
ruídos de tiro ou térmico pode ser livremente usada.

Ruído em mixers Mixers são muito mais ruidosos do que amplificadores usando os
mesmos dispositivos, exceto na freqüência de microondas, onde a situação é particular-
mente mais complexa. Este alto valor de ruído em mixers é causado por dois efeitos se-
parados. Primeiro, a conversão de transcondutância de mixers é muito inferior à trans-
condutância de amplificadores. Segundo, se a rejeição de freqüência imagem é inade-
quada, como ocorre freqüentemente em freqüências de ondas curtas, o ruído associado à
freqüência imagem também será aceito.

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