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Abertura da Jerusalém Celeste

Por K.G.Gomes

Preparação do Templo: altar a posto, em direção ao Oriente, sobre o qual


deverão estar todos os instrumentos adequados a consecução da operação.

Do ponto mais Ocidental, o magi bate três vezes palmas ou o sino e clama:
“Níiso, Níiso, Babalonê! Fora daqui o profano!”

De frente para o Oriente, o magi executa o Ritual Menor do Pentagrama de


Banimento, circuambulando em sentido horário com incenso, do qual, ao final, deverá
se dirigir ao Austral e recitar: ​“E após o desvanecer dos espíritos caídos, ruge o
Fogo Santo e sem forma, que cintila e relampeia até os confins do
Universo. Ouví, então, a Voz do Fogo!”

Circulando em sentido horário até o Oriente, o magi novamente executa o


Ritual Menor do Pentagrama de Invocação para, em seguida, circuambular em sentido
horário até o Ocidente, aspergindo água e recitar: ​“Como Sacerdote do Altíssimo
que realiza as obras do Fogo, asperjo as Águas Lustrais do Mar
Ressonante e Poderoso. Tornai este solo Sagrado e Santo para a
realização de Obra Celeste, nos tornando puros e mais brancos que a
neve”

Circulando em sentido horário até o Oriente, o magi recita a ​Obediência


Fundamental​, e perfaz a análise da Palavra Sagrada L.V.X., perfazendo em seguida o
Ritual Menor do Hexagrama de Invocação.

A Obediência Fundamental

“Ó Poderoso e Onipotente ​MAD​, Senhor e Criador do Universo, eu,


________, verdadeiro servo do Altíssimo, da forma mais sincera te chamo e invoco
teu divino Poder, Sabedoria e Bondade.
Eu busco fiel e humildemente por seu favor e assistência a mim por meio de
todos os atos, palavras, pensamentos, e assim procurar unir-me a Ti em Honra,
Louvor e Glória.
Através de teus Santos Nomes: ​ORO, IBAH, AOZPI, MPH, ARSL, GAIOL,
OIP TEAA, PDOCE, MOR, DIAL, HCTGA, eu chamo e louvo tua divina e
onipotente Majestade, e por todos os teus Espíritos Angélicos em todas as partes do
universo pelo poder e autoridade de teus Santos Nomes.
Peço humildemente que eles venham a mim, e apareçam de forma visível,
amigável e pacífica, e assim permaneçam conforme vossa Vontade, bem como possam
ir e vir conforme eu requisitar. Peço humildemente que eles possam me atender ante a
obediência e retidão aos teus 12 Santos Nomes.
Sob tua autoridade e poder, peço para que eles recebam e realizem a tudo o
que for pedido em minhas petições, senão por meio da bondade, virtude e perfeição, de
forma excelente e completa, de acordo com cada uma de suas virtudes e poderes,
unidos em teu único propósito, Senhor. Amém.”

De frente para o Oriente, com as mãos abertas em prece, o magi recita:

“Que som é este que parte de Gion? São as trombetas que soam do
Oriente, ao nascer da Aurora! E de lá levantam os estandartes das tribos
Manassés, Rubeão e Asher, sob os quais avança o Poderoso Arcanjo
Raphael! Vinde Luz do Oriente, e teus servos, pelo Santo Nome de ORO
IBAH AOZPI!”

O magi traça os pentagramas Ativo do Espírito e de Invocação do Ar.

Seguindo para o Meridião, com as mãos abertas em prece, o magi recita:

“Que som é este que parte do Tigre? São as trombetas que soam do
Meridiano, ao zênite do meio-dia! E de lá levantam os estandartes das
tribos Gad, Judá e Benjamin, sob os quais avança o Poderoso Arcanjo
Michael! Vinde Leão de Deus, e teus servos, pelo Santo nome de OIP TEAA
PDOCE!”

O magi traça os pentagramas Ativo do Espírito e de Invocação do Fogo.

Seguindo para o Ocidente, com as mãos abertas em prece, o magi recita:

“Que som é este que parte do Eufrates? São as trombetas que soam
do Ocidente, aos raios do sol poente! E de lá levantam os estandartes das
tribos Issachar, Dan e Simeão, sob os quais avança o Poderoso Arcanjo
Gabriel! Vinde Águia do Mar, e teus servos, pelo Santo nome de MPH ARSL
GAIOL!”
O magi traça os pentagramas Passivo do Espírito e de Invocação da Água.

Seguindo para o Setentrião, com as mãos abertas em prece, o magi recita:

“Que som é este que parte de Pison? São as trombetas que soam do
Setentrião, sob a luz na escuridão boreal! E de lá levantam os estandartes
das tribos Efraim, Naftali e Zebulon, sob os quais avança o Poderoso
Arcanjo Uriel! Vinde Touro da Terra, e teus servos, pelo Santo nome de
MOR DIAL HCTGA!”

O magi traça os pentagramas Passivo do Espírito e de Invocação da Terra.

Novamente diante do Oriente, com as mãos abertas em prece e olhando para o


ponto mais alto, o magi recita: ​“EXARP, BITOM, NANTA, HCOMA. Pelos Santos
Nomes da Tábua da União vos invoco, forças divinas do Espírito da Vida”​.

Levantando as mãos ao mais alto e abaixando conforme desce a força de luz


sobre si, o magi faz o sinal de abertura do véu, sob o qual recita: ​“Sob este Santo dos
Santos, do qual repousa o Trono, vos chamo a todos, anjos das esferas
celestes, cujas moradas estão no invisível. A vós, guardiões santos deste
solo sagrado e desta mística esfera, que não deixam o mal adentrar os
limites do Santo, nem perpetuar o desequilíbrio e iniquidade, suplico
humildemente por vossa assistência. Sou tão servo como vós, e pela
autoridade do mais Alto a mim confiada, peço a IAIDA que me fortaleça e
me preserve sem mácula neste recinto e assim adentrar ao conhecimento
das coisas sagradas, e dos mistérios dos deuses eternos, fazendo-me
partícipe dos arcanos da Luz Divina. Amén.”

Ao máximo do Oriente, o magi recita: ​“Sob o Poder de IAIDA, estão


abertos os portais da Jerusalém Celeste para todas as direções do
Universo. Amém.”

Ritual de Encerramento

Ao final da cerimônia, proceder com o Ritual Menor do Hexagrama de


Banimento, a análise da palavra santa L.V.X., o Ritual Menor do Pentagrama de
Banimento.
Circuambula em sentido horário ao templo para o final, no Oriente, recitar a
prece de Graças:

“Nos lembremos de que não existem quaisquer circunstâncias nos rituais


que não tenham significado e aplicação especiais e não escondam uma poderosa
força mística, pois esta singela cerimônia nos coloca em contato com certas
forças que agora precisamos aprender a despertar em nós mesmos, cujo
aprendizado tem de ser cultivado e vivido pelo estudo e prática diligente e
virtuosa em nosso âmago, e assim possamos gradativamente alcançar o conhecimento
das coisas sagradas.

Pois dentro do extremo material desta vida, quando purificada, a


Semente do espírito é finalmente encontrada. A Grande Obra não se encerra em
atos isolados de palavras e passes, mas na comunhão com a vida cotidiana.

Que nossos corações falem ao Altíssimo em ação de graças por este momento,
nos lembrando de que, mesmo em silêncio, os seres e forças agora operam, nos
protegendo contra todos os males físicos, mentais e espirituais, externos ou
internos, visíveis ou invisíveis, resguardando nossos corpos, mentes e espíritos debaixo
vossas Asas com seu manto de Vida, Saúde e Prosperidade, para que continuemos a
andar na busca pelo Sagrado. Amém.”

“Pelo que foi dito e feito, a cerimônia está encerrada.”

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