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Lições da pedra: ensinando a ensinar literatura, vivências em sala de aula

Sonyellen Fonseca Ferreira1

Uma educação pela pedra: por lições;
para aprender da pedra, frequentá-la;
captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
(João Cabral de Mello Neto)

Introdução

Em Gramática da Fantasia (1973), livro escrito por Gianni Rodari para aqueles
que acreditam na poder da imaginação e da criatividade enquanto instrumental valioso no
processo educacional propõe um instigante exercício de imaginação:

Uma pedra lançada em um pântano provoca ondas na superfície da água,
envolvendo em seu movimento, com distâncias e efeitos diversos, os golfões,
as taboas [(planta aquática]) e o barquinho de papel. Objetos que estavam ali
por conta própria, na sua paz ou no seu sono, são como que chamados para a
vida, obrigados a reagir, a se relacionar. Outros movimentos invisíveis
propagam-se na profundidade, em todas as direções, enquanto a pedra se
precipita agitando algas. Assustando peixes, causando sempre novas alterações
moleculares. Quando toca o fundo, revolve a areia, encontra objetos ali
esquecidos, desenterrado uns e encobrindo outros. Em um tempo brevíssimo,
inúmeros eventos sucedem-se, sem que possamos registrá-los. (1973, p.14)

A partir de então, Rodari nos convida a jogar a pedra da palavra no pântano de
nosso pensamento acostumado às relações mais usuais estabelecidas pela linguagem
cotidiana. Nos convida a sacudir os sentidos das palavras e nos desperta para o mundo
das possibilidades da palavra e da linguagem, nada mais nada menos que o mundo da
literatura. Tomando de empréstimo o exercício do italiano, em minhas aulas lanço as
perguntas: O que sai da pedra? O que podemos fazer com a pedra? A que se seguem
respostas tais como: serve para fazer argamassa, afiar facas, fazer fogo, até chegar ao
limite de se responder que serve para atirar. As respostas que obtenho, geralmente,
refletem muito do que se concebe enquanto ensino de literatura: de caráter muito
concreto, ligado aos aspectos mais práticos da vida, dando pouco ou nenhum espaço à
imaginação e à fruição. Entretanto, aqui e acolá, ainda entre os alunos, surgem repostas
em forma dos famosos versos de Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho

1
Professora substituta na UFRR formada em Letras com habilitação em Inglês e mestre pelo PPGL da
mesma instituição. Sony.ferseck@gmail.com

“tirar leite da pedra”. longe de ter diminuído seu espaço social. uma palavra que seja relacionada à ideia do que seja ou do que possa ser a literatura e o ensino de literatura. com adaptações. disponho a palavra pedra no quadro de vidro e então faz-se a luz. ou dos tão famosos ditos populares “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. quem dirá provérbio. mas pode e deve ser acessível a todos.] fenômeno mais geral. p. 2014a. que se relaciona ao declínio ou reposicionamento do livro no universo cultural. poema.tinha uma pedra. escrita e interpretação de textos. enquanto vivências do processo de letramento na formação de professores. que ingressaram no mundo da leitura através das divertidas narrativas de Turma da Mônica ou mesmo da Turma do Menino maluquinho. 15) Assim. Peço a cada um que diga uma palavra iniciando com cada uma das letras que compõem a palavra pedra. Dessa forma. Não raro ouvimos entre alunos. ganharam entre o público brasileiro de diversas idades grande destaque. (COSSON. Partindo da definição de letramento literário enquanto processo que se faz via textos literários (COSSON. a literatura estaria em nossos dias experimentando uma nova forma de alargamento ao ser difundida em diferentes formatos e veículos. sob a perspectiva de a literatura passa por um processo em que seus formatos tradicionalmente difusores se estão diversificando. incorrendo em um [. p.2 e 2016. ou como ficaram conhecidas HQ’s. Também tornaram-se grandes aliadas do processo de ensino- aprendizagem da leitura. que a literatura não é artigo de luxo. Surge então palavras que indicam que assim. usualmente em composição com outra manifestação artística. produzidas pelos nomes mais conhecidos no gênero dirigido ao público infantil: Maurício de Sousa e Ziraldo. nos deteremos no espaço de tempo desse texto nos procedimentos adotados em sala de aula e. principalmente. nem artigo dispensável.. Em seguida. levando a cabo o exercício de imaginação de Rodari.1. como Rodari. Produzindo HQ’s As histórias em quadrinhos. ou melhor a pedra.Ensino Fundamental e Estágio Supervisionado em Literatura Infantil e Juvenil. 2014b. o que nos faz acreditar que da pedra podemos tirar até flor. semestres 2015. 12). Tinha uma pedra no meio do caminho”. ministrada na UFRR.. escolhemos três momentos no decorrer das aulas das disciplinas Estágio Supervisionado em Ensino de Literatura. mobilizando por parte do leitor . respectivamente. já que reúnem em sua configuração tanto a linguagem verbal como a não-verbal.

Cativado o público infantil. além do recurso que permite que se possa transferir para as bandas de desenho.não apenas conhecimentos linguísticos. O software editor de quadrinhos Hagaquê foi desenvolvido pelo NIED (Núcleo de Informática aplicada à Educação) da Unicamp com o intuito de “facilitar o processo de criação de uma história em quadrinhos por uma criança ainda inexperiente no uso do computador. para que a leitura produza sentido. mas com recursos suficientes para não limitar sua imaginação” (NIED). como de mundo. foi ministrada no dia 05 de fevereiro de 2016. imagens e fotografias armazenadas em dispositivos do editor. mas também permitiu que hoje encontremos títulos de grandes obras literárias vertidas para a linguagem dos quadrinhos. Imagem disponibilizada pelo Google . Observando essas possibilidades. criou-se uma comunidade de leitores de HQ’s que continuaram encantados com o gênero e ambos cresceram juntos. cujo objetivo era proporcionar aos alunos o domínio sobre a ferramenta de produção digital HagaQuê. com participação da professora Catarina Janira Padilha a oficina intitulada “Produção de quadrinhos”. O software disponibiliza um banco de imagens para a construção de personagens. não só através da intertextualidade. cenários. além de balões de fala e recursos para edição das imagens. Tanto que o percurso aberto por Maurício de Sousa e Ziraldo não só permitiu que contos de fadas chegassem ao público infantil. Figura 1. como pela publicação das narrativas com a ilustração dos quadrinhistas.

Desde a releitura de contos tradicionais. ao dar expressão à vida. no caso da linguagem. De lá para cá vários temas e formatos surgiram baseados em desenhados animados. ao lado do da natureza. Assim. assim como o fez Johan Huizinga. eleitas: os game cards e os jogos de percurso. Os game cards surgiram na década de 50 nos Estados Unidos. filmes e mesmo obras literárias como Moby Dick. passando pela criação de histórias em quadrinhos baseadas em mitos e lendas locais ou da ilustração de obras literárias. o homem cria um outro mundo. Não à toa. Por detrás de toda expressão abstrata se oculta uma metáfora. inteiramente marcadas pelo jogo. baseados nos times e campeonatos de baseball que foram evoluindo até configurarem o primeiro game card de combate: o Magic The gathering. esse primeiro e supremo instrumento que o homem forjou a fim de poder comunicar. Discutiu-se também a possibilidade de desenvolver propostas de atividades voltadas para o ensino dos elementos da narrativa. em seu Homo Ludens (2000. envolvendo o ensino de literatura. nesse segundo momento. defini-las e constatá-las. a partir do desenvolvimento das histórias em quadrinhos. Produzindo Game cards e jogos de percurso baseados em mitos indígenas locais Prazer e divertimento são características fundamentais dos jogos. histórica ou presentificadora. p 07 ). em resumo. e toda metáfora é jogo de palavras. Os game cards consistem em um jogo de cartas colecionáveis . brincando com essa maravilhosa faculdade de designar. O trabalho com o software proporcionou a discussão sobre várias possibilidades de desenvolvimento de atividades em sala de aula. assim como propostas voltadas para contextualização temática. Na criação da fala e da linguagem. Como por exemplo. ensinar e comandar. pessoas de todas idades entregam-se de bom grado às atividades lúdicas. até a criação autoral de histórias em quadrinhos. desde início. um mundo poético. como chega a afirmar a certa altura da obra As grandes atividades arquetípicas da sociedade humana são. duas modalidades foram. Buscando explorar as possibilidades de jogos e literatura enquanto atividades a serem desenvolvidos em sala de aula. de Hermann Melville. designá-las e com essa designação elevá-las ao domínio do espírito. É a linguagem que lhe permite distinguir as coisas. HQ’s. E de forma lúdica depreendemos os jogos enquanto elementos da cultura. partilhando da concepção de Huizinga de linguagem enquanto jogo estabelecido pela humanidade e da perspectiva de que é da linguagem que também se nutre a literatura. é como se o espírito estivesse constantemente saltando entre a matéria e as coisas pensadas.

As regras jogo para jogo. Ou seja. Durante a oficina um dos grupos optou pela confecção de um jogo de cartas baseado no elemento memória e cálculo. caso destrutivas incorriam em pontuação negativa.ou não. só vertidas para o português em 2002 na obra organizada por Sérgio Medeiros Makunaima e Jurupari: cosmogonias ameríndias. o ganhador seria aquele que além de mais pares feitos. composto de 32 cartas. que podem ser jogados em duplas ou grupos. A escolha da atribuição da pontuação foi baseada no papel desenvolvido pelos personagens nas narrativas míticas indígenas do povo Macuxi. vide a obra de Theodor Koch-Grünberg Zum Roraima Vum Orinoco (1907). Jogo da memória criado pelos alunos da disciplina Estágio supervisionado de Ensino de Literatura Infantil e Juvenil . em específico o segundo volume que trata das narrativas coletadas pelo alemão junto aos indígenas Taurepang e Arecuna. Ao final. Figura 2. seriam atribuídos pontos negativos ou positivos. A oficina de produção de game cards consistiu na divisão dos alunos em grupos encarregados de utilizar elementos naturais e míticos da cultura indígena Macuxi enquanto personagens na produção das cartas. além da elaboração das regras que direcionariam o jogo. também obtivesse uma pontuação maior. de quantidade variável. memória. Caso as ações do personagem fossem construtivas sua pontuação seria positiva. mas consistem na derrota do oponente utilizando de estratégia. cálculo e mesmo sorte. de acordo com os pares formados e do personagem. se deu pelo fato de que obras que tratem do tema ainda são pouco difundidas e quando o são tratadas em língua portuguesa. A escolha pelos elementos de narrativas míticas indígenas.

No momento da revelação das pontuações. outra seria escolhida. enquanto as complementares apenas contribuíam com pontuações negativas ou positivas às características escolhidas pelos jogadores no momento da competição. Contudo. Por último. A cada uma dessas características foram atribuídas pontuações de dois a nove. ou facilitadores que o farão avançar casas. O jogo terminaria quando um dos jogadores não possuísse mais cartas. ao logo do caminho. O primeiro jogador poderia escolher a característica com maior pontuação. com 24 cartas. Jogos de percurso ou trilha têm por objetivo chegar ao fim de um caminho. Em cada rodada as cartas eram embaralhadas e separadas em montes diferentes. Assim como os jogos de cartas. Caso sua carta não tivesse pontuação suficiente. o jogador poderia adquirir uma carta do monte das complementares. através do sorteio do número resultante do jogo de um dado que indica quantas casas serão percorridas. As cartas-personagens eram as que efetivamente combatiam. Figura 3. a elaboração dos jogos de percurso. de acordo com suas categorias. Game card elaborado pelos alunos da disciplina Estágio Supervisionado em ensino de Literatura Infantil e Juvenil. Sobre alguns elementos foram realizadas explanações e discussões de suas funções nas sociedades ameríndias. As cartas- personagens possuíam as seguintes características: inteligência. . espírito aventureiro. em seguida distribuídas aos jogadores. As cartas dividiam-se entre as categorias de cartas-personagens e cartas complementares. agilidade e magia. força. foram sugeridos elementos e personagens das narrativas míticas indígenas macuxi. Já o segundo grupo optou pela elaboração de um game card de combate. Caso os jogadores possuíssem a mesma pontuação em uma característica. e até mesmo ficar algumas rodadas sem jogar. o jogador poderá encontrar obstáculos que o farão recuar algumas casas. o jogador que possuísse a maior pontuação ficava com a carta do adversário.

Nomes como Georges Braques e Pablo Picasso também desenvolveram trabalhos a partir da técnica da colagem. Suas obras alcançaram a Europa e difundiram-se pela América do Norte. a primazia que o livro dispunha há cerca de três séculos enquanto suporte para a veiculação da literatura começou a ser posta em discussão através de movimentos como o Dadaísmo e o Futurismo. 1963). Rompendo com as formas tradicionais de arte. os dadaístas encabeçados por Richard Huelsenbeck iniciaram na Alemanha um movimento que trouxe à luz formas como o livro-objeto. Já nas décadas de 50-60 a concepção do livro-objeto ganhou definição através de Dieter Rosch que criou expressivo acervo de obras cujos livros continham buracos para que os leitores pudessem ler várias páginas ao mesmo tempo e histórias em quadrinhos. no palmilhado dos dadaístas. de Marx Ernst e mesmo a capa da obra de Marcel Duchamp. Le Surréalime. Figuras 4 e 5. Os surrealistas. Jogos de percurso elaborados pelos alunos da disciplina Estágio Supervisionado em Literatura infantil e Juvenil. em pedaços de papel com poesias. . notícias de jornal reutilizadas. também desenvolveram trabalhos semelhantes em obras como Une Semaine de Bonté. trechos de partituras e notícias de jornal eram inseridas em quadros. Poemas-objeto Em princípios do século XX. onde foi publicado seu primeiro livro Twenty Six Gasoline Stations (Vinte seis postos de gasolina. sendo o mais famoso deles The Face of the Dominant Class (1921).

que envolvessem a materialização da poesia em uma forma móvel. os poetas concretos eliminam a sintaxe e organizam o sentido do poema pela disposição e relação das palavras entre si e no espaço da página. Ainda segundo Mendonça. os alunos dispusessem versos nas facetas e vissem os sentidos que iam ganhando a cada rotação do hexa-hexaflexágono. dobradura móvel com nove facetas. para além da linguagem estritamente verbal encontra campo fértil entre os artistas Concretistas e Neoconcretistas.. com as quais os leitores podem interagir. [. transformando-os. em poemas-objetos.. Não (2003) e Outro (2005). A forma escolhida foi a do hexa- hexaflexágono. da visualidade e do sentido das palavras. cujo movimento rotacional produz um efeito similar ao do caleidoscópio. De acordo com Júlio Mendonça (2016. Haroldo de Campos e Décio Pignatari. música dos quais poderiam escolher a mais apropriada a compor o poema-objeto que confeccionaríamos. além de Poemóbiles (1974) e Caixa Preta (1975). assim foi desenvolvida a aula de dobradura. Despoesia (1994). . feitas em papel. com o propósito de ampliar a ideia do que é poesia ao potencializar e integrar os aspectos físicos ou concretos do som. assim. Com o objetivo de proporcionar aos alunos a oportunidade de vivenciar a literatura de formas outras. dando à leitura mais possibilidades de interpretação.] Neles. A proposta era a de que após a dobradura. a tendência de explorar o aspecto visual dos textos. Augusto foi o mais comprometido dos poetas com as propostas do movimento concreto cuja produção está reunida em Viva vaia (1979). Foi pedido aos alunos que levassem livros de poesia ou trechos de poesia. S/N) A poesia concreta foi idealizada no Brasil pelos poetas Augusto de Campos. permitindo-lhes que modifiquem os sentidos. Aportando em Terra brasilis. Essas duas últimas obras de Augusto de Campos trazem as formas dos poema- objetos que materializam-se em forma de esculturas móveis.

A leitura dos poemas-objetos resultantes na aula mobilizaram além das diversas possibilidades de sentidos produzidos pela rotações. Na obra Manoel de Barros em seus versos se diz falante do manoelês archaico e afirma que não gosta de palavra acostumada porque “Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria”. dando visualidade. Considerações finais Novas concepções informam novas práticas. as invenções tecnológicas dão novas possibilidades de fazerem a literatura circular entre o público.Figura 6. resultado de escolhas estéticas como as de Manoel de Barros que desenvolve uma sintaxe própria. a leitura e interpretação de textos literários também expandem-se para além da decifração e tornam-se um processo que envolve técnicas das diversas artes. amorosos ou acontecimentos cotidianos. . Contudo. Poemas-objetos utilizados como modelos durante a aula. Embora a literatura tenha tido início com a voz em poesias e melodias que compartilhavam feitos heroicos. mobiliza conhecimentos de mundo e até de disciplinas diversas. perceptível em obras como Livro sobre o nada (1996). possibilidades de discussão da ordem sintática das palavras e mesmo das funções desenvolvidas pelas palavras nos versos. sonoridade e outras formas de interação entre texto e leitor. Assim. democratizando o acesso a obras e tendências literárias e ampliando as possibilidades para além do aspecto verbal. principalmente quando essas práticas envolvem a literatura e seu ensino. a partir de sua concepção de “palavra brinquedo”. por vezes. com a invenção da imprensa a literatura passou a ser associada primordialmente ao formato tipográfico.

1996. Direitos humanos e literatura In A. São Paulo: Editora Contexto.. Disponível em <www. A partir da literatura podemos ter acesso às mais variada circunstancias sob as quais a humanidade pode existir ou faltar. 2014a. CJP/ Editora Brasiliense. São Paulo: Editora Perspectiva. Referências bibliográficas BARROS. aproximando-nos e lembrando-nos do que de melhor e pior temos dentro daquilo que circunscrevemos enquanto humanidade. toda prática que permita o acesso e a fruição da literatura deve ser considerado enquanto ferramenta valiosa a ser utilizada a favor do conhecimento do que seja a humanidade. como é um direito. Rildo.br/aulas/medio/a-poseia-concreta-de-augusto-de-campos/> Acesso em 24/06/2016 . Johan.). proporcionando ao aluno a possibilidade de reconhecer a si enquanto sujeito pertencente ao fenômeno literário. nem às margens nem acima dele. O livro sobre nada. Rio de Janeiro/ São Paulo: Editora Record..R Fester (org. Direitos humanos e. 2000. CANDIDO. Manoel de. mas caminhando lado a lado. São Paulo: Editora Contexto. Essa perspectiva aliada à participação ativa dos alunos na construção de seu próprio conhecimento agrega à experiência do processo de ensino-aprendizagem de literatura significados diferentes. A poesia concreta de Augusto de Campos. como duas forças de poderes equivalentes que se encontram e se somam produzindo e mantendo viva a literatura. Círculos de leitura e letramento literário. acreditamos que a literatura não só é possível a todos. Assim como Rodari. Dessa forma.cartaeducacao. COSSON. pois ela continua sendo um dos mais belos e eficientes modos de (re)humanização do humano. MENDONÇA. ______. Júlio. 2014b.C. Antonio. HUIZINGA.com. tal qual defende o mestre Antonio Candido em Direitos humanos e Literatura (1989). Letramento teoria e prática. Homo ludens. 1989.

br/?q=content/hag%C3%A1qu%C3%AA> . Portal do Núcleo de Informática Aplicada à Educação.unicamp. Acesso em 24/06/2016. Disponível em <http://www. .nied.