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ENGENHARIA ELÉTRICA - UACSA/UFRPE

COMPONENTES DE SISTEMAS ELÉTRICOS

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS ELÉTRICOS

PROF. MARCEL AYRES DE ARAÚJO


CONTEÚDO

1.Circuitos CA e Regime permanente senoidal

2.Representação fasorial

3.Análise de Potência em CA

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1. CIRCUITOS CA E REGIME PERMANENTE SENOIDAL

 Uma corrente que inverte-se em intervalos de tempo regulares e


possui, alternadamente, valores positivos e negativos é dita
Corrente Alternada (CA) e geralmente possui função senoidal.

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1. CIRCUITOS CA E REGIME PERMANENTE SENOIDAL

 Representação senoidal:

Se Φ ≠ 0 então v1 e
v2 estão fora de fase.
Se Φ = 0, então v1 e
v2 estão em fase.
Pode-se comparar v1
e v2 dessa maneira,
pois operam na
mesma frequência; e
não precisam ter a
mesma amplitude.
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1. CIRCUITOS CA E REGIME PERMANENTE SENOIDAL

 Senoides

 Uma senoide pode ser expressa em termos de seno ou de


cosseno. Isso pode ser conseguido usando-se as seguintes
identidades trigonométricas:

 Com essas identidades, pode-se demonstrar que:

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1. CIRCUITOS CA E REGIME PERMANENTE SENOIDAL

 Grande parte dos sistemas de geração, transmissão e distribuição


de energia elétrica operam em regime senoidal, pelo menos de
maneira aproximada.

 Uma função de alimentação senoidal produz tanto uma resposta


transiente como uma resposta em regime estacionário.

 A resposta transiente se extingue com o tempo de modo a


permanecer apenas a parcela correspondente à resposta em
regime estacionário.

 Quando todas as correntes e tensões desse circuito puderem ser


descritas somente por funções senoidais (cossenoidais), na mesma
frequência da excitação, diz-se que o circuito atingiu o Regime
Permanente Senoidal (RPS).

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1. CIRCUITOS CA E REGIME PERMANENTE SENOIDAL

 Resposta Transitória e de Regime Permanente

 Exemplo (RL - fonte senoidal)


R

+
di
 Ri  Vp cost 
V1
L L
- dt

Vp  V cos q    Lt L
it   cost  q    p  iL 0 e R q 
  R
R 2  L   
2 2
 R 2
 L 

Reposta Transitória
Resposta Permanente
ou Natural
A Amplitude da corrente depende da
amplitude da fonte, de R, de L e da
frequência  da fonte
A corrente está defasada em atraso q
radianos em relação a cossenóide da fonte
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1. CIRCUITOS CA E REGIME PERMANENTE SENOIDAL

 Resposta Transitória e de Regime Permanente

 Exemplo (RL - fonte senoidal)

Regime Transitório Regime Permanente

V1(t) 5

i(t) 4
Forma de
3
onda da
2 Fonte V1(t)
1
0
-1
Forma de
-2 onda da
-3
q Corrente
-4 i(t)
-5
0 50 100 150 200 250 300

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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 Fasor é um número complexo que representa a amplitude e a


fase de uma senoide.

Em que r é a magnitude
de z e Φ é a fase de z.

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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 Dados x e y, pode-se obter r e


Φ como segue:

 Por outro lado, conhecendo r e


Φ, pode-se obter x e y como:

 Portanto, z poderia ser escrito


como indicado a seguir:

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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 A adição e a subtração de números complexos são mais bem


realizadas na forma retangular; a multiplicação e a divisão são
mais bem efetuadas na forma polar.

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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 A adição e a subtração de números complexos são mais bem


realizadas na forma retangular; a multiplicação e a divisão são
mais bem efetuadas na forma polar.

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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 A ideia da representação de fasor se baseia na identidade de Euler

 Em cos Φ e sen Φ são as partes real e imaginária de ejΦ

 Exemplo: dada a senoide v(t) = Vm cos(ωt + Φ)

Fasor

 É CORRETO somar as respostas no domínio da frequência ou


fasores? Por quê?
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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 Relações entre fasores para elementos de circuitos

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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 Impedância e admitância

 A impedância Z de um circuito é a razão entre a tensão fasorial V e


a corrente fasorial I, medida em ohms (Ω).

 A impedância representa a oposição que um circuito oferece ao


fluxo de corrente senoidal.

 Embora seja a razão entre dois fasores, ela não é um fasor, pois
não corresponde a uma quantidade que varia como uma senoide

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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 Impedância e admitância

 Sendo um valor complexo, a impedância pode ser expressa na


forma retangular como segue

 Em que R = Re(Z) é a resistência e X = Im(Z) é a reatância.

 Diz-se que a impedância Z = R + jX é indutiva ou atrasada,


porque a corrente está atrasada em relação à tensão.

 Diz-se que a impedância Z = R – jX é capacitiva ou avançada,


porque a corrente está adiantada em relação à tensão.
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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 Impedância e admitância

 A impedância também pode ser expressa na forma polar

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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 Impedância e admitância

 Transformação estrela-triângulo

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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 Impedância e admitância

 Transformação triângulo-estrela

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2. REPRESENTAÇÃO FASORIAL

 Impedância e admitância

 A admitância Y é o inverso da impedância, medida em siemens (S).

 onde G = Re(Y) é chamada condutância e B = Im(Y) é


denominada susceptância.

 Admitância, condutância e susceptância são todas expressas na


unidade siemens (ou mhos).
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EXERCÍCIOS

(1) Em um transformador com bobinamento de 10 H a tensão do


secundário é dado por v(t) = 220 cos(60t + 45°). Determine a
corrente em regime estacionário através do mesmo.

(2) Um conjunto de capacitores de 367 mF tem corrente i(t) = 10


cos(100t + 30°). Determine a tensão em regime estacionário
através do mesmo.

22
EXERCÍCIOS

(3) Determine a corrente de entrada I no circuito da figura abaixo.

23
EXERCÍCIOS

(4) Determine a corrente Io no circuito da figura abaixo.

24
EXERCÍCIOS

(5) Se is = 5 cos(10t + 40°) A no circuito da figura, determine io.

25
EXERCÍCIOS

(6) Para o circuito da figura calcule ZT e Vab.

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3. ANÁLISE DE POTÊNCIA EM CA

 Potência instantânea

 Potência instantânea (em watts) é a taxa na qual um elemento


absorve/fornece energia.

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3. ANÁLISE DE POTÊNCIA EM CA

 Potência instantânea

 Isso demonstra que a potência instantânea é formada por duas


partes:

 A primeira é constante ou independente do tempo e seu valor


depende da diferença de fase entre a tensão e a corrente

 A segunda é uma função senoidal cuja frequência é 2ω, que é o


dobro da frequência angular da tensão ou da corrente.

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3. ANÁLISE DE POTÊNCIA EM CA

 Potência instantânea

 Quando p(t) é positiva, a potência é absorvida pelo circuito.

 Quando p(t) é negativa, a potência é fornecida pelo circuito; isto


é, a potência é transferida do circuito para a fonte. Isso é possível
em razão dos elementos de armazenamento (capacitores e
indutores).

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3. ANÁLISE DE POTÊNCIA EM CA

 Potência média

 A potência instantânea varia com o tempo, sendo, portanto, difícil de


ser medida.

 Já a potência média é mais conveniente de ser medida. De fato, o


wattímetro, o instrumento usado para medir potência, indica média.

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3. ANÁLISE DE POTÊNCIA EM CA

 Valor RMS ou eficaz

 O conceito de valor eficaz vem da necessidade de medir a eficácia


de uma fonte de tensão ou corrente na liberação de potência para
uma carga resistiva.

 Valor eficaz de uma corrente periódica é a corrente CC que libera a


mesma potência média para um resistor que a corrente periódica.

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3. ANÁLISE DE POTÊNCIA EM CA

 Valor RMS ou eficaz

 Para qualquer função periódica x(t) geral, o valor eficaz é dado por:

 Isso indica que o valor eficaz é a raiz (quadrada) da média do


quadrado do sinal periódico.

 Portanto, o valor eficaz é conhecido como raiz do valor médio


quadrático (root-mean-square), ou simplesmente valor RMS

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3. ANÁLISE DE POTÊNCIA EM CA

 Valor RMS ou eficaz

 A indústria do setor de energia elétrica especifica as magnitudes em


termos de seus valores RMS e não em termos de seus valores de
pico.

 Por exemplo, os 110 V* disponíveis em nossas casas é o valor RMS


da tensão da concessionária de energia elétrica

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3. ANÁLISE DE POTÊNCIA EM CA

 Potência aparente e fator de potência

 A potência média é o produto de VRMSxIRMS chamado potência


aparente S e de cos(θv – θi) chamado fator de potência (FP).

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3. ANÁLISE DE POTÊNCIA EM CA

 Potência complexa

 Potência complexa (em VA) é o produto do fasor de tensão RMS e o


conjugado complexo do fasor de corrente RMS.

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3. ANÁLISE DE POTÊNCIA EM CA

 Potência complexa

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3. ANÁLISE DE POTÊNCIA EM CA

 Correção do fator de potência

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EXERCÍCIOS

(7) A tensão em uma carga é v(t) = 60 cos(ωt – 10°) V e a


corrente através do elemento no sentido da queda de
tensão é i(t) = 1,5 cos(ωt + 50°) A. Determine:
(a) as potências complexa e aparente
(b) as potências real e reativa
(c) o fator de potência e a impedância da carga.

(8) Quando conectada a uma rede elétrica de 120 V (RMS), 60 Hz,


uma carga absorve 4 kW com um fator de potência atrasado
de 0,8. Determine o valor da capacitância necessária para
elevar o FP para 0,95.

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EXERCÍCIOS

(9) Determine a potência média gerada por fonte e a potência


média absorvida por elemento passivo no circuito.

(10) Uma carga ligada em série drena uma corrente


i(t)=4cos(100πt + 10°) A quando a tensão aplicada é
v(t)=120cos(100πt – 20°) V.
Determine a potência aparente e o fator de potência da
carga. Estabeleça os valores dos elementos que formam a
carga conectada em série.

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EXERCÍCIOS

(11) A figura mostra uma carga sendo alimentada por uma fonte
de tensão através de uma linha de transmissão. A
impedância da linha é representada pela impedância
(4 + j2) Ω e um caminho de retorno.
Determine as potências real e reativa absorvidas:
(a) pela fonte
(b) pela linha
(c) pela carga

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CONTATOS

Prof. Marcel Ayres de Araújo

Sala 604

E-mail: marcel.araujo@ufrpe.br

(81) 3512-5800

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