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Exercı́cios de Análise III C

Equações diferenciais de segunda ordem


2a folha de exercı́cios

1. Resolva as seguintes equações:

(a) y 00 − y = x2 , com y(0) = 1, y 0 (0) = 0;


(b) y 00 − 2y 0 − 3y = x2 − 2x + 1;
(c) 2x00 + x0 − x = t2 ;
(d) y 00 − 4y 0 + 4y = 12 e2x .
(e) y 00 − 2y 0 + y = ex , com y(0) = y 0 (0) = 0;
(f) y 00 − 2y 0 + y = tet .
(g) x00 − 2x0 + 5x = 4et + 5e2t , com x(0) = x0 (0) = 0;
(h) x00 + x = cos t;
(i) x00 − 2x0 + x = 1;
(j) x00 + 3x0 − 5x = 5, x(0) = −1, x0 (0) = 0;
(k) x00 − x = 0, com x(0) = 1, limt→∞ x(t) = 0;

2. Resolva as equações diferenciais para x ≥ 1 (use os métodos que achar mais


adequados):

(a) y 00 − x4 y 0 + 6
x2
y = 0, com y(1) = y 0 (1) = 1;
(b) x2 y 00 + 4xy + 2y = 0, com x > 0, y(1) = 1, y 0 (1) = 1;
0

(c) 2x2 y 00 − xy 0 + y = 0, x > 1;


3
(d) x2 y 00 − 3xy 0 + 3y = x 2 + x2 ;
7 0 3 1
(e) y 00 + 2x
y + 2x2
y = 3 .
2x 2

3. Mostre que uma combinação linear de senos e co-senos, a cos x + b sen x, pode ser
escrita na forma A cos(x + φ). Obtenha a amplitude A e a fase φ ∈ [0, 2π) em
função de a e b. Re-escreva as soluções dos itens (1g) e (1h) desta forma.

4. Seja fb (t) a solução da equação

y 00 + by 0 + y = 0 , y(0) = 0 , y 0 (0) = 1 .

(a) Obtenha fb para todo b ∈ R.

1
(b) Encontre todos os valores de b tal que limt→∞ fb (t) = 0.
(c) Encontre todos os valores de b tal que exista t∗ > 0 com fb (t∗ ) = 0.

5. Obtenha todos os valores possı́veis de ω tal que a equação y 00 + ω 2 y = 0 tenha


solução não trivial com y(0) = y(1) = 0.

6. Mostre que para k 6= 0, a função


Z x
1
yp (x) = R(t) sen k(x − t)dt ,
k 0

é solução particular de y 00 + k 2 y = R(x).

7. Seja uma equação diferencial de 2a ordem, homogénea, a coeficientes constantes


y 00 + by 0 + cy = 0, b, c > 0.

(a) Sua solução pode ser escrita como y(t) = e−bt/2 u(t) onde u satisfaz uma
equação similar a acima, mas com o coeficiente do termo de primeira ordem
igual a 0. Obtenha esta equação.
(b) Agora suponha que −ω 2 = b2 − 4c < 0. Escreva a solução geral da equação
para y(t) e descreva o comportamento das soluções quando t → ∞.

8. Obtenha a solução geral da equação y 00 + 6y 0 + 10y = f (x), onde f : R → R é


uma função contı́nua. (Sugestão: use os dois itens anteriores.)

9. Considere u uma solução não trivial de y 00 + P (x)y 0 + Q(x)y = 0. Mostre que a


substituição y = uv transforma a equação y 00 + P (x)y 0 + Q(x)y = R(x) em uma
equação de primeira ordem em v 0 .

10. Use o método da variação de constantes para resolver as seguintes equações:

(a) y 00 + y = tgx, x ∈ (0, π/2),


(b) y 00 − 3y 0 + 2y = ex , x ∈ (−∞, ∞),
(c) y 00 + 3y 0 + 2y = sen (ex ) .

11. Considere a equação


µ ¶
00 3
y + t− y 0 − 2y = 0 , t > 0 ,
t
t2
e duas soluções y1 (t) = e− 2 , e y2 (t) = t2 − 2.

(a) Prove que y1 e y2 são independentes.


(b) Encontre uma solução particular de
µ ¶
00 3
y + t− y 0 − 2y = t4 .
t

2
12. As funções y1 (x) = e2x e y2 (x) = 2x2 + 2x + 1 são soluções particulares de uma
certa equação diferencial linear homogénea de segunda ordem, escrita L(y) = 0,
definida para x > 0 e cujo coeficiente do termo de maior ordem é 1.

(a) Prove que y1 e y2 são linearmente independentes;


(b) Encontre uma solução particular da equação L(y) = x2 e2x .

13. Um pêndulo obedece à equação θ00 +k 2 sen θ = 0, com condições iniciais θ0 (0) = ω0
e θ(0) = 0 (o que significa que no instante inicial está na vertical com uma
certa velocidade). O valor de θ(t) nunca sai do intervalo (− π2 , π2 ). Mostre que
1 0
2
θ (t)2 − k 2 cos θ(t) é constante e use esta informação para obter o maior valor
possı́vel para o ângulo θ.

14. A Segunda Lei de Newton diz que um objecto de massa constante m e submetido
a uma força F tem seu movimento determinado por uma equação diferencial de
segunda ordem: mx00 = F , onde x = x(t) é sua posição.

(a) Mostre que se a força for derivável de um potencial, ou seja, se F = − dV


dx
,
onde V = V (x) é uma função diferenciável de x, então a energia E(t) =
1
2
m(x0 (t))2 + V (x(t)) é constante ao longo do movimento.
(b) Mostre que se a equação de movimento for dada por mx00 = − dV
dx
− x0 , então
a energia definida acima é decrescente.

A 15. Considere a equação y 00 + P1 (x)y 0 + P2 (x)y = 0 onde P1 (x) e P2 (x) são funções
contı́nuas em certo intervalo I ⊂ R. Seja u1 (x) uma solução desta equação no
mesmo intervalo.

(a) Prove que Z x


Q(t)
u2 (x) = u1 (x) dt ,
x0 u1 (t)2
¡ R ¢
onde Q(x) = exp − P1 (x)dx e x0 ∈ I, é solução da mesma equação.
(b) Prove que u1 e u2 são independentes no intervalo I.

A 16. Um oscilador harmónico amortecido é submetido a uma força externa senoidal:


x00 + kx0 + ω02 x = sen (ωt), com k, ω0 , ω > 0.

(a) Mostre que a solução geral pode ser decomposta em x(t) = x1 (t) + x2 (t),
onde limt→∞ x1 (t) = 0 e x2 (t) não depende das condições iniciais.
(b) Para tempos muito grandes e quaisquer condições iniciais a solução do pro-
blema pode ser aproximada pela mesma função x2 (t). Esta é dada por
uma função senoidal, que no entanto está atrasada (ou, equivalentemente,
adiantada) de uma certa fase φ da oscilação da força externa. Obtenha esta
fase e também obtenha a amplitude desta oscilação. (Veja o exercı́cio 3 para
lembrar estes conceitos.)

3
(c) Existe um valor da freqüência externa ω tal que a amplitude da oscilação
resultante é máxima. A este fenômeno chamamos ressonância. Obtenha tal
valor.

A 17. Uma porta que abre para ambos os lados e que tem atrito na dobradiça obedece
a equação y 00 + ky 0 + y = 0, onde k > 0.

(a) Mostre que existe um número k0 , tal que quando k < k0 a solução apresenta
oscilações. Neste caso dizemos que a porta é sub-amortecida. Determine k0 .
(b) Mostre que quando k < k0 decresce o intervalo entre duas raı́zes sucessivas
de y(t) = 0 cresce. (A este intevalo chama-se perı́odo da oscilação: mas —
cuidado! — a função y(t) não é periódica.)
(c) Mostre que caso k > k0 (caso super-amortecido), a porta volta ao repouso
sem oscilações.
(d) Mostre que caso k > k0 , o tempo para voltar ao repouso aumenta quando k
aumenta. (Assim a maneira mais rápida de voltar ao repouso sem oscilações
é quando k = k0 . Este caso é conhecido como caso criticamente amortecido.)

A 18. Uma partı́cula de massa m > 0 é lançada para cima com velocidade em módulo
v0 > 0 (e portanto é atraı́da para baixo com uma força igual, em módulo, a mg,
onde g > 0 é aceleração da gravidade, suposta constante). O atrito do ar atua
contra o movimento com módulo diretamente proporcional a velocidade (vamos
chamar a constante de proporcionalidade de p > 0). Desta forma sua posição
x(t) é descrita pela equação mx00 + px0 = −mg, com condições iniciais x(0) = 0,
x0 (0) = v0 .

(a) Resolva a equação acima.


(b) Mostre que o tempo necessário para a partı́cula atingir o ponto mais alto
do movimento é µ ¶
m mg + pv0
t∗ = log ,
p mg
onde v0 é a velocidade inicial.
(c) Descubra se x(2t∗ ) é positivo, igual a zero, ou negativo. O que se pode
concluir: a partı́cula demora mais tempo a subir ou a cair?