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Pré-Vestibular Social

Caderno de
orientação aCadêmiCa
ORGANIZADORA
MARIA D. F. BASTOS
Governo do Estado do Rio de Janeiro

Governador
Luiz Fernando de Souza Pezão

Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação


Gustavo Tutuca

Fundação Cecierj

Presidente
Carlos Eduardo Bielschowsky

Vice-Presidente de Educação Superior a Distância


Masako Oya Masuda

Vice-Presidente Científica
Mônica Damouche

Pré-Vestibular Social

Rua da Ajuda 5 - 15º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ - 20040-000


Site: www.pvs.cederj.edu.br

Diretora
Celina M. S. Costa

Material Didático

Elaboração de Conteúdo
Anita Lucchesi Copyright © 2013, Fundação Cecierj
Aparecida B. M. Pedro Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida
Beatriz F. N. Miguel e gravada, por qualquer meio eletrônico, mecânico, por fotocópia e
Bruno A. França outros, sem a prévia autorização, por escrito, da Fundação.
Daniel C. A. Lima
Edson D. M. Menezes
Eufrasia B. Reis P922
Guilherme B. Sedlacek Pré-vestibular social: caderno de orientação acadêmica /
Juan J. Page Maria D. F. Bastos, organizadora. – Rio de Janeiro: Fundação
Karla K. S. Costa CECIERJ, 2013.
Laio C. Cardozo 176 p.; 20,5 x 27,5 cm.
Lenise L. Fernandes
Luis A. A. Villela ISBN: 978-85-7648-909-2
Marcos A. M. Siqueira
Maria D. F. Bastos 1. Pré-vestibular social. 2. Cursos e Universidades. 3.
Maria F. C. M. Gomes Orientação-seleção. I. Bastos, Maria D. F. II. Cardozo, Laio C.
Renata V. Cunha III. Costa, K. S. Karla. IV. Cunha, Renata V. V. Fernandes, Lenise
L. VI. França, Bruno A. VII. Gomes, Maria F. C. M. VIII. Lima,
Revisão Daniel C. A. IX. Lucchesi, Anita. X. Menezes, Edson D. M. XI.
Patrícia Sotello Miguel, Beatriz F. N. XII. Page, Juan J. XIII. Pedro, Aparecida
B. M. XIV. Reis, Eufrasia B. XV. Sedlacek, Guilherme B. XVI.
Capa e Projeto Gráfico Siqueira, Marcos A. M. XVII. Villela, Luis A. A. XVIII. Título.
Renata V. Cunha
CDD: 370
Ilustrações
Clara Gomes

Manipulação de Imagens e Editoração Eletrônica


Renata V. Cunha
Beatriz F. N. Miguel

Fotos de Capa
Sanja Gjenero (SXC)
Omar Uran (Wikipedia)
wikimapa (Wikipedia)
Andrevruas (Wikipedia)
Felipe Gaspar (Wikipedia)
André Ribeiro (Wikipedia)
Sumário

Introdução 5
Conheça melhor o que preparamos para você

Capítulo 1 9
Orientação acadêmica no PVS

Capítulo 2 27
Universidade: formas de seleção, programas para
ampliação do acesso e assistência ao estudante

Capítulo 3 43
Sobre as inscrições e os prazos

Capítulo 4 63
Orientação para os exames

Capítulo 5 73
Cursos e universidades

Capítulo 6 89
Sobre o conteúdo dos cursos

Anexos 169
Apresentação
O Pré-Vestibular Social publicou o seu primeiro Edital de Seleção de Alunos em junho de
2003 como reconhecimento por parte do poder público de uma demanda legítima dos
segmentos menos favorecidos da população. Diversas alterações foram promovidas em seu
formato original, com a inclusão de mais disciplinas, novos procedimentos e um número
maior de polos e de alunos.

Este Caderno de Orientação Acadêmica é, assim, fruto de um trabalho coletivo que vem
sendo estruturado ao longo desses anos, fortalecido com a introdução, em 2009, da figura
do tutor orientador.

As dificuldades frequentemente encontradas pelos alunos do Pré-Vestibular Social para do-


minar as informações sobre os diversos caminhos de ingresso no ensino superior, os cursos e
as universidades, bem como a ausência de uma figura central de referência universitária no
seu cotidiano, haja vista as peculiaridades de sua inserção na sociedade, foram as motiva-
ções fundamentais para reservar um espaço especial no PVS para discussões e orientações
dessa natureza.

Muitos tutores contribuíram com a estruturação da função do orientador junto aos alunos. Ini-
cialmente, esta ação se dava nos intervalos das aulas nos polos e por meio das redes sociais
com temáticas definidas por iniciativa de cada tutor. Em 2012, face aos resultados obtidos na
redução da evasão escolar, num melhor aproveitamento nos exames de ingresso no ensino
superior, bem como na qualidade das escolhas das carreiras, a Orientação Acadêmica pas-
sou a compor a grade horária do Pré-Vestibular Social. Para tanto, foi criado o Grupo SOA
- Grupo de Suporte à Orientação Acadêmica - integrado por um tutor de cada disciplina e
por membros da Direção. O Grupo SOA se reuniu sistematicamente durante o ano de 2012,
emitindo diretrizes, propondo atividades, produzindo textos e sugestões para as sessões de
Orientação Acadêmica e brinda tutores e alunos de 2013 com este volume, especialmente
preparado para servir como um roteiro a ser explorado e aprofundado com outras fontes.

Desejamos um bom trabalho no ano que se inicia e contamos que os orientadores se trans-
formem nos principais aliados na luta para tornar realidade o projeto acadêmico acalenta-
do por cada um de nossos alunos.
Maria D.F.Bastos
(Diretora do PVS de 2003 a 2013)
Introdução
Conheça melhor o que
preparamos para você
6 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Seja bem-vindo à equipe do PVS!


Você que está lendo este material certamente já conhece alguns dos
motivos que têm feito o Pré-Vestibular Social (PVS) ser um sucesso cres-
cente entre as pessoas que buscam chegar à Universidade.
Por isso, você nos elegeu seus assessores na cons-
trução deste sonho, certo? De agora em diante,
então, precisamos definir um caminho que torne
possível transformar o sonho em realidade.
Mas, como chegaremos lá?
Se você observar com cuidado, irá perce-
ber que a conquista deste objetivo depende do
desenvolvimento de práticas muito comuns aos
treinamentos que precedem os torneios esporti-
vos. Então, bem-vindo à nossa equipe!
A essa altura, você já notou que nossa pro-
posta vai muito além de colocar você em con-
tato com conteúdos básicos de disciplinas e
assuntos que aparecem em provas de acesso
às universidades. E é isso mesmo! A partir de
agora, prepare-se para encarar seus estudos através de uma perspectiva diferenciada das outras que você,
provavelmente, conhecia até aqui.
Essa foi uma das razões para que o Governo do Estado, através da Secretaria de Ciência e Tecnologia,
criasse, em 2003, o Pré-Vestibular Social na Fundação Cecierj, ou seja, ajudar aos jovens de espírito e de
idade a conquistar o seu sonho.
Juntos, podemos tornar essa caminhada mais estimulante.
Seu Caderno de Orientação Acadêmica pode ser seu “mapa da mina”!
Quem já tentou o Vestibular antes sabe: a aprovação nos exames pede mais do que assistir a aulas,
estudar em casa e fazer simulados. As seleções e os mecanismos de inscrição em cursos superiores impõem
aos candidatos situações que precisam ser entendidas e atentamente planejadas. Por isso, para você que
está no PVS, elaboramos este Caderno de Orientação Acadêmica! Porém, se você não souber utilizá-lo, ele
não terá qualquer serventia.

Estamos aqui para, junto com você, definirmos uma estratégia, avaliarmos os obstáculos e desa-
fios do percurso, elaborarmos as melhores táticas, trabalharmos a participação, a cooperação,
a organização, a autoconfiança e a concentração, entre outras coisas. Prepare-se para uma
verdadeira transformação!

Você pode percorrer livremente as informações aqui contidas, mas este conteúdo deverá ser explorado
e enriquecido através de um trabalho conjunto, fundado no compromisso e na dedicação consciente dos
sujeitos diretamente envolvidos no processo de aprendizado e orientação que o PVS oferece: os tutores e
o alunado.
Introdução :: 7

Para construir um grande sonho é preciso empenho e dedicação

No PVS trabalhamos para estimular


o seu hábito e o seu prazer de estudar,
mas também para fazer com que você
possa descobrir o enorme potencial
que está adormecido em você.
Sabemos que uma boa orientação
é essencial para auxiliar você neste tra-
jeto. Por isso, no PVS, oferecemos um
treinamento específico e integral para
que você se desenvolva ainda mais
como sujeito da sua própria vida e
possa chegar à Universidade estando
mais bem preparado! Mas, fique tran-
quilo: nas páginas a seguir explicare-
mos como isto irá funcionar.
Nestas primeiras linhas, nosso obje-
tivo é fazer com que você perceba o grande trunfo que já está em suas mãos.

Reunimos aqui dicas que valem ouro!


Nas próximas páginas você encontrará informações que lhe darão suporte na escolha do curso
e da universidade de seu interesse, sobre plano de estudos, os diversos vestibulares, o Enem
(Exame Nacional do Ensino Médio) e o ProUni (Programa Universidade para Todos), assistên-
cia estudantil e outras que serão discutidas em diversos momentos na dinâmica do PVS.

Isso mesmo! A partir de agora, seu Caderno de Orientação Acadêmica é instrumento essencial para
nosso trabalho conjunto, pois ele auxiliará você a definir o seu “plano de jogo”. Para que você obtenha
os melhores resultados, será fundamental compreender a importância do conteúdo e do real significado
das informações que você receberá durante o curso. Agrupamos aqui algumas delas e demos prioridade
àquelas que são fundamentais, mas que podem parecer codificadas, quase incompreensíveis. Por isso nos
referimos a este Caderno como um “mapa da mina”! Considere este Caderno como item de sobrevivência,
indispensável na bagagem deste verdadeiro campeonato em que você entra agora, e esteja com ele sempre
às mãos, seja no Polo ou fora dele!
ATÉ A VITÓRIA! E não se esqueça de nos avisar da sua aprovação!

Sendo bem explorado, este Caderno pode se tornar um instrumento fundamental para que você
desvende e supere grande parte das dificuldades que se interpõem entre você e a universidade
dos seus sonhos! Por isso este Caderno é tão especial!
Regras de frequência e de conduta no PVS
(I) Ao ingressar no Pré-Vestibular Social o aluno receberá um número de identifica-
ção único e exclusivo a ser utilizado em diferentes procedimentos durante o curso.

(II) Até o final da segunda semana de aulas o aluno entregará uma foto 3x4 recen-
te ao Tutor Representante para a confecção do seu crachá a ser utilizado para
acesso ao polo/escola ou quando solicitado.

(III) Os alunos do Pré-Vestibular Social deverão ter frequência mínima de 75% às


aulas em cada disciplina e às sessões de Orientação Acadêmica, comparecer às
avaliações, realizar os simulados presenciais e on-line e entregar feitos todos os
exercícios propostos.

(IV) O acompanhamento informatizado da frequência dos alunos, da participação


nos simulados e da entrega das listas de exercícios será de responsabilidade do
PVS, a partir das informações registradas pelos professores em sala de aula.

(V) É proibido ao aluno do Pré-Vestibular Social apresentar atitudes e comportamen-


tos incompatíveis, assim como usar roupas não apropriadas ao ambiente escolar.

(VI) O aluno do Pré-Vestibular Social deverá observar os horários de entrada e saída


em sala de aula previstos na grade horária do polo, as regras de bom comporta-
mento e respeito aos professores, funcionários e colegas.

(VII) No âmbito do PVS não é permitido o comércio de mercadorias, rifas etc.

(VIII) Qualquer tipo de divulgação junto aos alunos e tutores somente será permitido
com a autorização expressa da Direção do PVS.

(IX) O aluno do Pré-Vestibular Social ao longo do ano receberá gratuitamente um


único exemplar de cada livro que compõe o material didático do curso, tornando-
-se responsável pelo seu zelo e bom uso.

(X) Verificada a impossibilidade de frequentar ou continuar frequentando o curso Pré-


-Vestibular Social, o aluno deverá informar a sua desistência ao seu Orientador.
Capítulo 1
Orientação acadêmica no PVS
10 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Entenda por que você é


tão importante aqui no PVS!
O PVS foi pensado para atender a uma enorme demanda
social: muitas pessoas querem continuar seus estudos numa
universidade, mas encontram verdadeiras barreiras para che-
garem até lá. Entre alguns dos obstáculos mais assustadores
estão os processos de seleção.
Até 2003, aqueles que não podiam pagar por um curso
preparatório privado em geral recorriam a Pré-Vestibulares
Comunitários. Afinal, a atenção a este enfoque específico,
cada vez mais necessário à passagem do Ensino Médio ao
Ensino Superior, não figurava entre as responsabilidades go-
vernamentais para com o direito à educação.
Você, que agora também faz parte da equipe PVS, sabe
muito bem do que estamos falando aqui. É verdade que cursar
uma universidade não é o sonho de todo mundo... Por outro
lado, grande parte da população brasileira que deseja seguir
uma carreira para a qual é exigida a formação universitária
acaba abandonando este projeto ao longo do caminho.
Alguns são forçados a adiar esse sonho porque, desde
cedo, precisam trabalhar ou assumir outras responsabilidades
familiares, sobrando pouco tempo aos estudos.
Há os que desistem dessa ideia porque o tal VESTIBULAR
parece intransponível.

E há ainda os que mantêm esse sonho, mas


dependem da existência de condições que tor-
nem o estudo viável, para que seja possível
chegar ao ambiente universitário.
im
Regar o Jard Você se reconheceu em alguma dessas si-
tuações? Então, saiba que elas têm marcado
ar o verde!
im, para anim
“Regar o jard
a vida de muitos outros alunos aqui no PVS!
nt as!
plant as se de
Dar água às
Por acreditarmos que podemos contribuir
o bast ante.
Dê mais que para que muitos escrevam histórias de su-
os, t ambém
o e sq ue ça os arbust cesso é que formulamos este Programa. E,
E nã avaros!
fr ut os , os exaustos e para que esta proposta faça diferença na
Os sem re s,
entre as flo
o ne glig e ncie as ervas sua vida, definimos para o PVS um formato
E nã têm se de.
Que t ambém muito especial em que a essência é VOCÊ!
a fre sca ou
o m ol he ap enas a relv

re ssacada;
somente a
lo nu.”
ambém o so
Re fre sque t
cht
Ber tolt Bre
CaPítulo 1 :: 11

Construindo uma rica simbiose entre Ensino e Orientação Acadêmica

Para desenvolvermos um trabalho de qualidade e que, ao mesmo tempo, considere as necessidades


comuns ao perfil de boa parte dos nossos alunos, montamos uma ampla estrutura no PVS. Você será apre-
sentado a ela aos poucos, ao longo deste Caderno. Mas adiantamos que cada um de nós, desde a Direção
juntamente com os coordenadores das disciplinas até o tutor mais próximo a você, tem planejado com cui-
dado como dinamizar e tornar mais atraente o seu percurso até a Universidade! Como mantemos o PVS em
constante avaliação, estimulamos e estamos atentos às experiências inovadoras e às contribuições trazidas
por todos os participantes desta engrenagem. Isso torna nossa atuação cada vez melhor.
No polo1, local onde ocorrerão as aulas, no qual há Regras de Frequência e de Conduta a serem obser-
vadas, descritas anteriormente na página 8, você irá conviver com diversos tutores, alunos e funcionários.
Os tutores são os professores responsáveis pelas disciplinas da sua grade de horário. No entanto, além des-
ta função, todos irão cumprir outro importante papel no PVS: o de orientadores acadêmicos. Entre os tutores,
um será o tutor representante do polo. O tutor representante é a referência entre a direção do PVS e os alunos,
sendo responsável por soluções às eventualidades em um dia de aulas e também por relatar as ocorrências
no polo. Você poderá contar também com os tutores a distância, não somente de línguas
estrangeiras (Espanhol e Inglês), mas de todas as disciplinas. Através desta equipe
você será orientado para usufruir o melhor deste momento da sua vida!
Os tutores das disciplinas nos polos devem usar todo o empenho possível
para atrair você no que se refere ao conteúdo transmitido em cada aula. É isso
mesmo! Munido do material fornecido pelo PVS, talento, imaginação e muita
disposição, nossos professores se dedicam a tornar o aprendizado interessante
e estimulante. Porém, é fundamental que você também esteja disposto a encarar
esta fase como uma nova oportunidade para aprender. Afinal, não dá mais
para “torcer o nariz” para aquela matéria que você achava chata, não é? Para
reforçar o trabalho iniciado nos polos, você conta com o apoio dos tutores
a distância. LIGUE para o número de telefone 0800 282 0636 e tire
logo suas dúvidas a respeito das disciplinas e de seus exercícios.
FUNCIONA MESMO!
Ao início das aulas, cada tutor – chamado de orien -
tador acadêmico – será designado para acompanhar,
de perto, o desenvolvimento de um grupo de alunos na
rotina do PVS. O grupo em que você ficará e o orien -
tador que irá acompanhá-los serão definidos prévia e
aleatoriamente. Os encontros ocorrerão em horário que
integra a grade horária do curso, estabelecido pela di-
reção do PVS.
Seu Orientador não será necessariamente um pro-
fessor de Matemática ou Física apenas porque você
pretende seguir uma carreira na área de Exatas!
Consideramos que esta simetria não é relevante, já
que o papel do Orientador Acadêmico não será o
de aprofundar o conteúdo de disciplinas específicas
junto ao seu grupo de alunos.

1. Em 2014, o PVS conta com 56 polos. Veja o Mapa dos Polos nos Anexos.
12 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica
Capítulo 1 :: 13

Entenda melhor a função do


Orientador Acadêmico e
atue com ele

Este pode não ser o seu caso,


mas, sobretudo para aqueles que
estão mais afastados dos grandes
centros urbanos, é na relação com
o Orientador Acadêmico que
muitos alunos do PVS estabele-
cem um primeiro contato com
alguém que já vivenciou a ex-
periência universitária. De qual-
quer modo, através de diversas
dinâmicas, você, seu orientador
acadêmico e os demais alunos do seu grupo de orientação terão a oportunidade de estreitar laços e esta-
belecer, entre si, várias formas de cooperação.
Juntos, você, seus colegas e seu Orientador Acadêmico poderão transformar seu grupo de orientação
em uma importante referência de apoio, tanto coletivo como individual. Afinal, é sempre mais fácil “recar-
regarmos nossas baterias” quando não nos sentimos sozinhos e quando contamos com a colaboração de
outros para enfrentarmos nossos desafios. Seja atuante! Compartilhe e saia mais forte e melhor preparado
após cada dinâmica de orientação!
Mas, lembre-se: seu grupo de orientação não pode ser encarado como um simples grupo de “autoajuda”,
ao qual você comparece “quando” e “se” precisar de algum socorro. Frequentá-lo assiduamente e de forma
responsável é parte do seu compromisso como aluno PVS.
Não sinta constrangimento ao utilizar as diversas formas de orientação que estarão ao seu alcance no
PVS.
Ocupe seu espaço, cresça e troque experiências com seus colegas!
Grande parte dessas conversas, informações e dicas serão trabalhadas coletivamente e isso costuma ser
muito positivo.
Você já reparou que, muitas vezes, quando expomos nossas incertezas e compartilhamos conhecimentos,
descobrimos novas formas de olhar a realidade e de dimensionar problemas e soluções?

Seu Orientador Acadêmico será aquele com quem você poderá conversar sobre dúvidas relati-
vas às opções de carreira, cursos e universidades. Ele também poderá auxiliar você a encontrar
o melhor caminho para ultrapassar alguma dificuldade que você possa vir a encontrar para
seguir seus planos de estudo no PVS.
14 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Hora de confirmar nossas metas no Contrato de Orientação


Acadêmica

Lembra que, no início deste caderno, falávamos em definir táticas como parte do treinamento para a
conquista do seu objetivo? Pois então! Entendemos que, ao decidir buscar o suporte do PVS nesta etapa da
sua vida, você está assumindo um compromisso com a construção do sonho de chegar à Universidade e nos
elegeu como parceiros neste projeto. Para darmos a essa parceria o cuidado que ela merece, consideramos
que é importante registrar os termos deste pacto. Afinal, teremos muito a fazer e não queremos nos perder
no caminho, não é mesmo?

cia
re ferên
s e r virá como
o m
trato A
cadêmic que cere Cada caminho, neste caso, é
e u Co n do r n ã o se e s
S Orienta o longo único. Portanto, planeje o seu!
a ra v o cê e se u o s e r dados a
p ã
pre cisar eis, de
sos que s possív
dos pas om m e t a de
p e rcurso “(...) c iç õ e s de horário
de ste e cond
co m o objetivo rélio, Bio
).
acordo u m ” (M arcos Au
de cada
e studo

Por isso, logo nos primeiros encontros do ano letivo, seu Orientador Acadêmico deverá estabelecer com
você um Contrato de Orientação Acadêmica a partir do roteiro fornecido pela Direção do PVS. No contra-
to serão descritos os compromissos, metas e objetivos definidos e acordados entre você e seu Orientador.
Cabe às partes acompanhar o cumprimento dos termos do contrato e atualizá-los quando necessário. Este
documento, que será assinado por vocês dois, deve conter ainda, além dos seus dados básicos, algumas
informações referentes a alguém que lhe seja próximo, tal como irmã(o), pai, mãe, primo, colega.

Vá pensando sobre as informações


que você deseja registrar no Contra-
to! Assim, quando você estiver com
seu Orientador, poderá aproveitar
melhor a oportunidade para tirar dú-
vidas sobre o que deve constar nele!

Veja na página seguinte um exemplar


do Contrato de Orientação Acadêmica.
PRÉ-VESTIBULAR SOCIAL
CONTRATO DE ORIENTAÇÃO ACADÊMICA - POLO __________________

1. Dados do Orientando
1.1. Nome 1.2. Turma
1.3. Idade 1.4. Data de nascimento
1.5. Telefones
1.6. E-mail 1.7. Facebook

2. Dados do Orientador
2.1. Nome 2.2. Disciplina
2.4. E-mail

3. Planos de Estudo
3.1. Qual a sua escolaridade?
3.2. Você trabalha e/ou estuda? Em que horários?
3.3. Quais os horários que pretende dedicar aos estudos?
3.4. Em que horários terá disponibilidade para ligar para o 0800?
3.5. Quais os horários que pretende dedicar ao lazer?
3.6. Você deverá optar, até o final do mês de março, por uma língua estrangeira (inglês ou espanhol) para estudar.
Qual das duas você escolhe?
3.7. Em que área e qual o curso que você pretende fazer?
3.8. Qual a Universidade que tem em vista?
3.9. Como pretende se manter (financeiramente) durante o curso universitário?
3.10. Onde pretende residir quando estiver na faculdade?

5. Compromissos do Aluno
5.1. Ter frequência mínima de 75% às aulas e às sessões de orientação acadêmica;
5.2. Procurar sistematicamente o atendimento do tutor de língua estrangeira através do 0800, assim como das demais disciplinas;
5.3. Realizar todos os Simulados on-line e presenciais do PVS;
5.4. Inscrever-se nos processos de pedidos de isenção das taxas de inscrição nos vestibulares entregando, a seu orientador, a
documentação exigida, quando for o caso;
5.5. Inscrever-se e comparecer às provas do Enem e vestibulares;
5.6. Informar ao orientador e pelo “FALE COM O PVS” quando ocorrerem aprovações em vestibulares, Sisu e Prouni;
5.7. Manter seus dados (telefone, e-mail etc.) atualizados junto ao Orientador.
 
6. Compromissos do Orientador
6.1. Manter seus orientandos informados sobre os vestibulares, Enem, Sisu, Prouni e assistência estudantil universitária;
6.3. Pesquisar sobre os fluxogramas dos cursos de interesse dos alunos e ajudá-los a procurarem informações sobre suas disciplinas;
6.4. Manter seus orientandos informados sobre os períodos de inscrições para isenção de taxas e para os vestibulares e Enem;
6.6. Manter seus orientandos informados sobre quando e onde verificar os resultados de cada etapa.
 
7. Este documento deverá ser entregue em 2 vias, completamente preenchido, na sessão de orientação no dia ____/____/____, quando
Orientando e Orientador se comprometerão em viabilizar o Projeto Acadêmico de acesso ao Ensino Superior manifestado pelo aluno.
8. O Orientador de posse de uma das vias acompanhará o desenvolvimento dos alunos e estimulará o grupo de orientandos a se
envolverem nos projetos dos colegas. No final do ano essa documentação será recolhida pelo TR e encaminhada à Direção do PVS.
9. Orientandos de tutores desligados do PVS estarão automaticamente vinculados aos tutores que os substituírem. Nesse caso, os
contratos de orientação deverão ser entregues ao novo Tutor.
10. Os orientadores acadêmicos devem repassar no horário previsto para OA, os AVISOS AOS ALUNOS da Direção do PVS.

_____________________________________ _____________________________________
Orientador Orientando

, de de .
16 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Diversos depoimentos fornecidos por quem já passou pela experiência do PVS confirmam que este traba-
lho de Orientação aproxima tutor e aluno, criando para ambos um vínculo de referência e estímulo. Afinal,
este processo contribui para estabelecer um ambiente de confiança com tratamento personalizado.

Dayana Gimenes da Silva Ribeiro


Polo PVS: São Gonçalo – Paraíso (SGO)
Ano de aprovação: 2012.1
Instituições: UFF, UFRJ e Cederj
Cursos: Engenharia Química(UFF), Engenharia Química(UFRJ), Química(UFRJ/Cederj – São
Gonçalo).
Depoimento: Eu achava que seria impossível passar no vestibular cursando o último ano de
Ensino Médio. Mas no PVS aprendi que nada é impossível para quem se esforça. Neste ano,
sempre no período de provas escolares, tive que fazer também provas de vestibular. Aos sába-
dos eu estava lá no PVS disposta a aprender, às vezes cansada, às vezes com sono, mas com
a ajuda principalmente da minha orientadora me mantive lá. Eu via meus amigos irem para
praias, cinemas e até me desanimava. Mas hoje não me arrependo pois meus esforços deram
frutos e agora vou realizar meu maior sonho. Vou para a FACULDADE!!!!!!! OBRIGADA, PVS,
professores e minha orientadora por ter me ajudado a tornar o meu sonho real...
Incluído em: 01/02/12 13:20

Para nós, VOCÊ NÃO É APENAS MAIS UM!

Nossas constantes avaliações revelam, ainda, que a Orientação Acadêmica tem repercutido positivamen-
te também na redução dos índices de desistência do curso. Como já comentamos antes, muitas são as situa-
ções que podem levar uma pessoa, mesmo que ainda se encontre em fase regular de estudos, a abandonar
os bancos das salas de aula. No entanto, é mais comum que isso ocorra quando a pessoa, diante de um
problema, se vê sem apoio ou orientação para buscar outra opção.
Capítulo 1 :: 17

Professor, estou com


dificuldades para Por isso, se diante de alguma condição adversa você
continuar no curso!
chegar a pensar em desistir, converse com o seu Orienta-
dor sobre isso! Ele vai auxiliá-lo a refletir sobre os motivos
que você apresenta e que o levam a considerar esta de-
Vamos conversar? Quais são as
sistência. Lembre que seu Orientador poderá ter acesso
suas dificuldades? Vamos analisar a informações que você talvez desconheça e que talvez
a situação e procurarmos uma
saída. Está bem assim?
sejam importantes para auxiliar você diante de um obstá-
culo aparentemente incontornável. Quem sabe, juntos, vo-
cês poderão encontrar alternativas para que o abandono
do seu sonho seja evitado, não é?
A Orientação Acadêmica, da forma como se realiza
aqui no PVS, tem se mostrado muito importante ainda em
outro aspecto.
Como o Orientador estará trabalhando regularmen-
te com você para construir esse passo a passo do seu
treinamento, ele poderá contribuir para desvendar, junto
com você, preferências e habilidades que andavam es-
condidas, camufladas, soterradas sob aquela pilha de
coisas do tipo “tenho que fazer”.

Lembre: este é o SEU momento!


Agora é a hora de focar no seu sonho, naquilo que você deseja es-
“A orientação
tudar, naquilo com o que você deverá sentir prazer ao trabalhar como acadêmica
é uma mola
profissional, daqui a alguns anos. E é exatamente quando começamos propulsora
a pensar sobre isso que, muitas vezes, tomamos consciência de carac- de re conhe ci
mento de
terísticas, gostos e aptidões que já possuíamos e nem havíamos perce- habilidade s
para o aluna
uma vez qu do,
bido. e muitos se
ntem
Assim como ocorre com atletas de alto nível, que dão atenção tanto dificuldade s
em identific
ao treinamento físico quanto ao psicológico, neste momento especial as próprias ar
po tencialida
de seus estudos você deve procurar se conhecer melhor para lidar de de s.”
forma mais tranquila com os
Edson Dougl
desafios que eventualmente as
precisar enfrentar. Embora Re dação
acadêmica
“A orientação
o PVS não disponha de pro-
mento capaz fissionais especializados no
é um instru
nt ir campo da Psicologia para
aluno se se
de fazer o oferecer a você um suporte mais aprofundado neste as-
do
te, a partir
mais confian sunto, em geral nossos tutores são bastante sensíveis, disponíveis
o qu e e le acre dita
moment e aptos para prestar este tipo de apoio mais imediato aos alunos.
is t e m pr ofissionais
que ex á-
Seu Orientador e até mesmo seus colegas mais próximos no
os a ajud
spost
que e st ão di
PVS podem vir a se tornar muito importantes nesta caminhada. E
sm o que a s
me não é assim que uma equipe deve trabalhar?
-lo a evoluir, s. ”
sejam grande
dificuldade s

Laio, F is
18 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Você já experimentou fazer um teste vocacional?


Respondendo com atenção às perguntas que ele propõe a você, o teste pode contribuir bastante para
iluminar algumas das tendências e potencialidades que você já possui, mas que talvez ainda não
tenha percebido. Reconhecer esses aspectos pode ser a chave para uma boa escolha da carreira a
seguir! Na internet você encontra diversos sites com testes vocacionais disponíveis.
Fale com seu orientador.

Use a internet para facilitar e ampliar


o seu vínculo com o PVS
Quando escolheu o PVS buscando uma assessoria à sua
preparação para ingressar na Universidade, você já sabia
“Não bas
que nossa proposta pressupõe o uso da internet, entendida tam hora
e de dica s de au
por nós como importante ferramenta de trabalho, certo? ção dos la
tutore s, alunos
Temos optado pela adoção dessa metodologia em nossa se o ace s e
so ao ens
proposta porque sabemos que esse recurso é hoje acessí- superior ino
não é d
como, o iscutido.
vel à grande maioria dos nossos alunos. Mesmo que você
porquê, o O
não disponha do equipamento necessário em sua casa, o onde para que
têm que ,
recomendamos que semanalmente reserve ao menos al- e sclare cid e star be
os.” m
gum tempo para utilizar a internet em uma lan house
próxima ao lugar onde você mora, na sua escola ou no Daniel Ca
rvalho, M
at
seu local de trabalho.

Veja algumas das nossas dicas


Certamente você irá gostar!
• Vá à página oficial do PVS no Facebook: www.facebook.com/pvscecierj
• No site www.pvs.cederj.edu.br você encontrará informações sobre os vestibulares e os simu-
lados.
• Quer conhecer museus de todo o mundo? Percorra várias coleções do programa Google Art
Project, no site www.googleartproject.com/pt-br/
• Que tal um passeio pelo estado do Rio de Janeiro?
Visite o projeto “Pensa Rio”, em www.pensario.uff.br
Capítulo 1 :: 19

É provável que já seja comum você fazer uso desse recurso no seu dia
a dia. Porém, pense bem: com que frequência você utiliza a internet para
outros fins, além de manter um contato informal com os seus amigos? Claro
que isto é muito importante, mas o que nos interessa aqui é sugerir e esti-
mular que você faça outros usos possíveis e desejáveis dos espaços
virtuais. Afinal, não esqueça: você está se preparando para
ser um universitário e precisa se manter muito bem informa-
do sobre diversos assuntos que vão muito além da sua vida
privada!
Para fortalecer em você este novo hábito, propomos um
uso guiado da internet. Através dela, podemos adensar as
orientações que você recebe no seu polo, explorando os
diferentes recursos oferecidos pelo meio virtual.
Com regularidade, é estabelecida a troca de e-mails entre
você, seu Orientador Acadêmico e os colegas. Mas a adoção
de outros mecanismos também tem se revelado muito útil no
complemento de informações relevantes aos conteúdos
abordados, contribuindo para ampliar o universo de
conhecimento de nossos alunos. Assim, utilizamos desde o
apoio de sites indicados por tutores e por alunos, até o meio
das redes sociais, como no caso do Facebook. Experimente!
Você verá como faz diferença!

Foto: Piotr Bizior. http://www.sxc.hu/photo/734943

No PVS queremos também que você amplie seus horizontes!

É certo que você precisará de conhecimentos específicos para rea­lizar os exames de seleção das uni-
versidades de seu interesse. No entanto, para além de se dedicar aos conteúdos das disciplinas tratadas
em sala de aula, é fundamental que você viva outras experiências que contribuirão para aguçar em você
a criatividade, a curiosidade e a capacidade de envolvimento com projetos futuros. Esses elementos são
fundamentais na sua bagagem para a Universidade.
Para dinamizar essas capacidades, em nossa equipe estimulamos ao máximo o uso da imaginação e a
capacidade de realização dos que têm trabalhado conosco. Foi assim que, em 2012, propusemos, entre ou-
tras atividades, a realização de um evento interdisciplinar na manhã anterior à simulação da prova do Enem,
em todos os polos com aulas aos sábados. Nosso intuito foi realizar uma atividade pedagógica diferente,
que ultrapassasse os moldes de uma aula padrão de 55 minutos e que se constituísse em um novo espaço
para troca de experiências e saberes no PVS, envolvendo tutores e alunos.
A Direção do PVS sugeriu a promoção de uma atividade, com duração de aproximadamente 2 horas,
que abordasse conteúdos disciplinares geralmente cobrados no Enem, mas em outros formatos. Dessa forma,
foi realizada a “Manhã Científico-Cultural” que, a partir de alguns grandes eixos temáticos, envolveu tutores
e alunos. Fizemos o estudo, que é coisa séria, ser trabalhado e adquirido com enorme prazer!
Veja, a seguir, algumas das atividades já realizadas.
20 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

O Oriente Médio foi tema da Manhã Cultural em S. M. Madalena.

Uma manhã em 1922: a Semana de Arte Moderna e o seu legado foi o tema em Magé/
Piabetá.

A História Interdisciplinar do Cinema foi tratada em São Fidélis.

Na Penha, Um Encontro marcado com a Paz onde a tônica da atividade foi dada pela análise
das obras Guerra e Paz, de Portinari.

Após as atividades desta Manhã Científico -Cultural os alunos almoçaram em seus respectivos polos e foram
encaminhados para as salas de prova, onde os tutores aplicadores deram início ao processo de identificação
dos “candidatos” e entrega do cartão-resposta para a realização do simulado do Enem, já previsto.
É possível que, no seu Polo, venha a ocorrer algo diferente neste ano. Mas, tenha certeza: conhecimento
de qualidade, temperado por boas doses de diversão e de alegria, não haverá de faltar. E, veja: é uma
ótima oportunidade para você conhecer melhor a realidade em que vive, de forma crítica.
Aguarde a sua vez e não perca a oportunidade de participar desse evento!

Conheça também a engrenagem que funciona nos bastidores do PVS

Queremos apresentar a você as outras modalidades que integram a proposta de Orientação desenvol-
vida pelo PVS e que ultrapassam a figura do Orientador Acadêmico. Como você irá gradualmente compre-
ender, nosso trabalho é construído a várias mãos! Mas, de que outra maneira nós poderíamos construir as
condições necessárias para viabilizar um grande sonho, não é mesmo?

Você sabe o que é o Sistema de Orientação Acadêmica (SOA)?

Avaliações realizadas nos últimos anos apontam a relevância da Orientação Acadêmica como compo-
nente diferenciado no processo ensino-aprendizagem no âmbito do PVS, sobretudo considerando as especi-
ficidades socioeconômicas das pessoas que atendemos.

A experiência acumulada pelo PVS confirma que a dinâmica de Orientação Acadêmica que
oferecemos tem sido fator fundamental para o sucesso de nossos alunos.
Acesse www.pvs.cederj.edu.br e clique em HALL DOS APROVADOS!

O reconhecimento da importância da atividade de Orientação Acadêmica levou a Direção do PVS a


organizar, no início de 2012, um Seminário para os melhores tutores avaliados pelos alunos na função de
Orientadores. Os cerca de 30 tutores presentes debateram, junto com a Coordenação do PVS, diversos as-
pectos relacionados à rotina desse trabalho. As contribuições e sugestões resultantes deste encontro levaram
a Direção do PVS a estruturar um Grupo de Suporte às atividades da Orientação Acadêmica, bem como a
reformulação do SisSOA.
Capítulo 1 :: 21

Grupo de Suporte ao SOA

O Grupo de Suporte ao SOA é composto por tutores que se destacaram na função de Orientadores e por
membros da Direção do PVS. Nas reuniões que realiza regularmente, este grupo “sua a camisa” para manter
em constante avaliação e prever com cuidado cada passo proposto a você! Como as reuniões de trabalho
desse Grupo são realizadas fora dos polos, é possível que a maioria dos alunos sequer perceba a existência
deste serviço, que é tão importante. Afinal, o Grupo SOA funciona como uma verdadeira “Comissão Técni -
ca” no PVS para que você e cada um dos componentes da nossa equipe tenham seu valor reconhecido e
possam caprichar na realização das suas responsabilidades. A este Grupo cabe, portanto, propor eventos
e atividades acadêmicas que ultrapassam o uso das salas de aula, tais como visitas a Museus e Centros
Culturais, entre outros locais que você deve conhecer para ampliar o seu campo cultural. O Grupo SOA deve
ainda levantar informações e produzir material pedagógico de apoio aos tutores para o trabalho deles nos
polos. Com esse respaldo, fica mais fácil para os orientadores desempenhar, junto a alunos como você, as
atividades e responsabilidades que lhes cabem. E elas são muitas!
Veja só algumas das principais:

“É fato que, no
papel de orient
tutor deve ser ador, o
um agente do
poder
público, da cole
tividade, que te
m
por objetivo cola
borar na constr
ução
da cidadania e
no aprimoramen
to da
convivência em
socie dade, nort
eando
jovens e adulto
s para o acesso
Universidade em à
busca da qualif
profissional e icação
humanística co
m vistas
à inde pendência
econômica e ao
exercício de su
a liberdade.”

Maria Bastos, Di
retora do PV S
(de 2003 a 2013
)
22 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Cabe ao seu Orientador


• Identificar e orientar alunos em termos acadêmicos e pessoais, visando expandir seu horizonte
intelectual, cultural e social, de forma a identificar e estimular o desenvolvimento de suas poten-
cialidades.
• Estimular e contribuir para que o aluno possa superar os entraves encontrados durante o curso,
dando continuidade ao seu projeto acadêmico.
• Acompanhar sistematicamente o desenvolvimento das atividades do aluno, verificando a frequên-
cia com que ele comparece ao Polo para detectar possíveis sinais de tendência à evasão, favore-
cendo a reversão desse processo.
• Incentivar o aluno a extrair o máximo possível do PVS, valorizando este serviço que é oferecido
com qualidade e gratuitamente pelo poder público.

're spirar' o
or pre cisa
“O profe ss star
lar. É ne ce ssário e
ve stibu açõe s
as inform
em dia com rovas,
p o rt an t e s sobre p
mais im tc. Cabe
carreiras e
inscriçõe s, r e ssa s
or re passa
ao profe ss
luno, se
e s e, ao a
informaçõ
quando
perguntar
de dicar e .”
uer dúvida
tiver qualq
Laio, Física

O SisSOA

O SisSOA é um outro mecanismo fundamental da proposta de Orientação Acadêmica no PVS. Ele é um


banco de dados desenvolvido com o objetivo de ser, ao mesmo tempo, um instrumento de registro e suporte
ao Orientador, que permite à Direção do Programa acompanhar, controlar e avaliar o processo de Orien-
tação Acadêmica.
No SisSOA são registradas as atividades realizadas pelos tutores com os orientandos individualmente,
em grupo e possíveis orientações extras dadas a outros alunos do Polo.
O Orientador Acadêmico deve também registrar no SisSOA os contatos com os orientandos, os comentá-
rios pertinentes e as ocorrências de faltas às sessões de orientação. Nesse sistema são ainda registradas as
dificuldades apresentadas pelos alunos e as suas faltas. Para nós esses registros são fundamentais porque,
através deles, podemos analisar o andamento do Programa e detectar possíveis obstáculos ao funcionamen-
to de qualidade que almejamos no PVS. Através desse instrumento, a ausência de um aluno nas aulas pode
sugerir que ele tenha desistido do curso. Quando isso é identificado prontamente, o Tutor Orientador tem
melhores chances de, buscando reestabelecer o contato com este aluno, ajudá-lo a reverter esta situação.
Da mesma forma, quando é o caso, as razões para o abandono do PVS também devem ser registradas.
Capítulo 1 :: 23

Esperamos dos nossos tutores na dinâmica da Orientação Acadêmica e Social:


• Envolvimento com a proposta do PVS, considerando a especificidade social deste projeto.
• Demonstração de interesse pelo aluno, atentando para seu histórico escolar, familiar e social.
• Disponibilidade para atendimento das demandas do aluno.
• Domínio de conteúdos e informações, acompanhando junto aos alunos as diferentes etapas liga-
das ao vestibular e transmitindo as informações necessárias no processo para a consecução do
seu projeto acadêmico.
• Atitude proativa, antecipando situações que possam se tornar obstáculos ao processo de Orien-
tação, valendo-se da criatividade para pensar alternativas de encaminhamento de questões pos-
tas pelos alunos, tanto em contatos individuais quanto coletivos.
• Busca do próprio aperfeiçoamento e atualização constantes.

Agora que você já nos conhece melhor, anote algumas dicas adicionais

Nossos ex-alunos, isto é, aqueles que já conquistaram o objetivo de ingressar em uma universidade, re-
comendam fortemente que o aluno do PVS resista!

Resista à tentação de:


• ficar mais um tempinho na cama no sábado;
• faltar para passear ou estar com os amigos nos dias de aula (para isso tem o domingo);
• aos pensamentos de “no ano que vem eu volto”!

O ano do Vestibular é diferente dos outros.


Exige um pouco mais de sacrifício.

Tanto você quanto nós sabemos: embora seja um processo longo e que exige sacrifícios,
A EDUCAÇÃO É O CAMINHO MAIS SEGURO PARA O SUCESSO PROFISSIONAL!

Essa é a sua hora.


Tente.
Aproveite essa oportunidade.
Acredite!

Veja a seguir as dicas sugeridas pela Tutora de Português do Polo de Nilópolis, em 2012, Elisiene Barbo-
sa. Como ela mesma dizia, sabemos da sua condição, dos problemas que você enfrenta diariamente, mas
viver, para qualquer um, “é matar um leão por dia”.
Então, não tenha pena de você.
Vença seus desafios e alcance seu principal objetivo!
24 :: PVS • Caderno de orientação aCadêmiCa

1 – Vestibular é prioridade, ache seu horário de estudos.


Você pode trabalhar, ajudar sua mãe em casa, na banca de do-
ces... Enfim, faça o que fizer, camarada, “está na chuva é para se
“Que m
molhar”. Então, entre nesta tempestade sem guarda-chuva e inunde sabe
faz a
não e hora,
sua vida de conhecimento. spera
acont
e cer!”
Estude na hora do almoço do seu trabalho (ou da sua escola), Gerald
o Van
dré
acorde uma hora mais cedo antes de sair de casa, durma uma
hora mais tarde, ou seja, ache um horário para você. Isso é o
principal.

2 – Busque um espaço propício para o estudo.


Em casa: telefone, comadre, compadre, o pedido de uma “xícara
de açúcar”, os eternos “furúnculos da tia Dijalmira”...
Pelo amor de Deus! Vestibular é prioridade.
dar um a
A grande dica é Definiu o seu horário de estudos como parte da sua rotina? Ótimo!
horários
geral nos se us Agora você precisa de fato estudar nesse tempo. Nada de atender
da dia,
e de scobrir, a ca telefone, atender a campainha, trocar receitas, jogar conversa fora.
se en caixa um Vá para um lugar onde ninguém incomode você. Acha que isso não
onde
estuda r. existe? Use a imaginação e pense bem. Que tal o salão de festas da
te mpinho para
igreja perto da sua casa ou mesmo a padaria calma perto do seu
trabalho? Se é um opção viável para você, um cantinho onde você
poderá estudar em paz, já está valendo!

3 – Grite: “Estou estudando, gente!”


As pessoas precisam saber que você está estudan-
do e que, “NÃO dá para ir à festinha do Huguinho
sexta à noite!”. Realmente, parece que quando a gente Procure um ambiente
começa a estudar todo mundo faz aniversário, a família
tranquilo e o material necessário para
passa mal, as pessoas entram num estado supremo de
as horas dedicadas ao estudo. O espaço
carência de quem? De você ! Não é preciso se isolar,
de estudo é fundamental. Muitas vezes,
mas é fundamental que você considere o seu horário de
estudos sagradíssimo! Se você não respeitar isso, quem este pode ser encontrado nas bibliote cas

irá respeitar, não é mesmo? e salas de leitura públicas.


Agora, é com você! Bons estudos!

r um a
Que tal faze
tipo
plaquinha do
BE!
“NÃO PERT UR
?
o em retiro!”
Ve stibuland
Capítulo 1 :: 25

É muito importante que você organize semanalmente um plano de estudos. Faça isso e o discuta com o
seu Orientador. Veja o modelo que preparamos para você, na página seguinte.
Para que você anote as principais datas dos vestibulares, do Enem, assim como outros eventos planejados
no PVS, tais como simulados presenciais e on-line, oferecemos, ao final deste Caderno, um calendário.
Aproveite a primeira semana de aulas para registrar a grade horária de seu polo. Veja o modelo nos
Anexos e informe-se com o Tutor Representante. A seguir veremos um exemplo de grade preenchida.

TURMA TURMA TURMA TURMA TURMA TURMA TUTORES EM


8 às 17 HORÁRIO
1 2 3 4 5 6 JANELA

1º TEMPO
MAT QUI GEO HIS FIS BIO RED PORT
8h às 8h55
2º TEMPO
8h55 às PORT RED MAT QUI GEO HIS BIO FIS
9h50
9h50 às 10h I N T E R V A L O TODOS
MANHÃ

10h às
O R I E N T A Ç Ã O A C A D Ê M I CA NENHUM
10h15
3º TEMPO
10h20 às FIS BIO PORT RED MAT QUI HIS GEO
11h15
4º TEMPO
11h15 às GEO HIS FIS BIO PORT RED QUI MAT
12h10
A L M O Ç O
5º TEMPO
13h10 às BIO FIS RED PORT QUI GEO MAT HIS
14h05
6º TEMPO
14h05 às RED PORT QUI FIS HIS MAT GEO BIO
15h
TARDE

15h às 15h10 I N T E R V A L O TODOS


7º TEMPO
15h10 às QUI MAT HIS GEO BIO PORT FIS RED
16h05
8º TEMPO
16h05 às HIS GEO BIO MAT RED FIS PORT QUI
17h

E mais um lembrete: simulados são importantes! Não perca!


Participe dos simulados propostos, presenciais ou on-line. Não tenha medo de errar ou de ser avaliado.
Você está no PVS para aprender!
Capítulo 2
Universidade: formas de
seleção, programas para
ampliação do acesso e
assistência ao estudante
28 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

VOCÊ NA UNIVERSIDADE: um sonho realizável


Ao se candidatar para o PVS, você se juntou aos 30% dos cidadãos brasileiros que concluíram o Ensino
Médio e almejam acessar o Ensino Superior1. Ou seja, você agora faz parte do seleto e corajoso grupo que
tem por objetivo atingir os mais altos níveis de educação no país.
Esta é em si uma grande meta, posto que é por meio da educação que podemos nos tornar mais humanos
justamente por termos contato com outras correntes de pensamento, sociedades e culturas. Ao compreender-
mos o valor do diferente, exercitamos a tolerância que é a base de toda a convivência democrática.
Porém, além do crescimento intelectual e da aquisição de valores humanitários, a educação superior no
Brasil ainda é fator importante no acesso e participação do mercado de trabalho e, em consequência, na
melhoria do padrão de vida.
Você é um aluno do PVS. Sabemos que a pressão para a sua sobrevivência e a de sua família o impulsio-
na para o mercado de trabalho de forma exclusiva ou parcial. Você vive diariamente o dilema de nutrir ou
abandonar o seu sonho de se aperfeiçoar e ingressar no Ensino Superior. Estamos cientes de que as grandes
desigualdades de renda e de oportunidades no Brasil estreitam, enormemente, o acesso a uma educação de
qualidade para as camadas mais pobres da população.
Mas está claro que você não se conforma com essa realidade social imposta.

Você teve a iniciativa de procurar o PVS e abrir mão dos seus sábados!
Foi você quem decidiu.
Foi você quem quis.
Um grande passo, temos que considerar.

1 Corbucci, P.R. Desafios da educação superior e desenvolvimento no Brasil. Brasília: Ipea, 2007, p. 12.
Capítulo 2 :: 29

Isso significa que você quer lutar contra as adversidades para estudar, crescer e vencer. Significa também
que você não está acomodado e aceita desafios.
Por esse motivo, você está de parabéns! Queremos contribuir e ajudá-lo na realização do seu projeto
acadêmico.
Porém, é importante que você conheça os caminhos que deve trilhar para ingressar no ensino superior e
a rede de apoio disponível uma vez atingido o seu objetivo.

O acesso à Universidade

Hoje, no Brasil, o acesso à Universidade ocorre, quase em sua totalidade2, por meio de duas formas de
seleção:

Vestibular ou Enem

O Vestibular pode ser editado por uma ou várias instituições de ensino superior, sejam universidades, fa-
culdades, centros tecnológicos universitários etc., e o nível de dificuldade para o acesso varia em função da
quantidade de alunos que competem pelas vagas e o peso atribuído a cada disciplina e área de competência.
Por exemplo, o Vestibular Estadual do Rio de Janeiro com edição anual, incluindo dois exames de quali-
ficação e um discursivo, engloba a Uerj – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Uezo – Universidade
da Zona Oeste e a Academia de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.
O Cederj – Consórcio das universidades públicas do estado do Rio de Janeiro (Cefet-RJ, Uenf, Uerj, UFF,
UFRJ, UFRRJ, Unirio), vinculado à Fundação Cecierj, da qual o PVS faz parte – cujos cursos de graduação
seguem a modalidade semipresencial, também oferece dois vestibulares anuais, com questões objetivas e
redação.3
Por outro lado, cada vez mais as universidades públicas4 estão adotando o Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem), que até 2013 realizou edições anuais com 2 dias de prova, como o critério de admissão de
alunos. Embora tenha surgido apenas como um exame destinado a oferecer um diagnóstico da formação
de alunos de Ensino Médio, em 2009, o Ministério da Educação apresentou uma proposta de sua reformu-
lação e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas
federais. A partir de então, não parou de crescer o número de instituições públicas de ensino superior que
aderiram ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), incluindo universidades estaduais.
O Enem se tornou, dessa forma, o principal meio para o estudante brasileiro conseguir uma vaga numa
faculdade pública, por meio do Sisu, ou uma bolsa de estudos numa faculdade privada, por meio do Prouni
(Programa Universidade para Todos), que aloca bolsas de estudos em universidades particulares. 

Enem

Universidade pública Universidade privada


através do Sisu através do Prouni

2 Outras formas de seleção são: avaliação seriada durante o Ensino Médio, entrevista com prova, análise do histórico escolar etc.
3 Um percentual das vagas do Cederj pode ser disputado com a utilização da pontuação no Enem.
4 Em 2012 foram cerca de 85 universidades públicas.
30 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

O que é Sisu?

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação,
por meio do qual as instituições públicas de educação superior participantes selecionam novos estudantes
exclusivamente pela nota obtida no Enem. Atualmente, UFF, UFRJ, Unirio, UFRRJ e Uenf são exemplos de uni-
versidades públicas no estado do Rio de Janeiro que usam o Enem como fase única do seu processo seletivo.
Ao final da etapa de inscrição, o Sisu seleciona automaticamente os candidatos mais bem classificados
em cada curso, de acordo com suas notas no Enem e eventuais ponderações (pesos atribuídos às notas ou
bônus). Caso a nota do candidato possibilite sua classificação em suas duas opções de vaga, ele será sele-
cionado exclusivamente em sua primeira opção.
São feitas duas chamadas sucessivas dos candidatos selecionados. A cada chamada, os classificados
para as vagas a que concorreram têm um prazo para efetuar a matrícula na instituição, confirmando dessa
forma a ocupação da vaga.  

Algumas universidades que integram o Sisu

Como funciona?
Na disputa de vagas pelo Sisu, é fundamental que o candidato acompanhe a evolução das notas de
corte dos cursos pretendidos diariamente através do site www.sisu.mec.gov.br. Todos os dias, a nota mínima
para obter a vaga em determinado curso é recalculada e a situação do candidato pode mudar.
Para conseguir a vaga, o candidato precisa que sua pontuação no Enem seja superior à nota de corte do
curso desejado ao final do período de inscrições. Por conta disso, recomendamos aos nossos alunos que aces-
sem o site do Sisu todos os dias durante o período de inscrições. Somente deste modo, o candidato poderá se
informar se a sua nota é ou não suficiente para conseguir a vaga, dia após dia. Caso haja uma mudança no
Capítulo 2 :: 31

decorrer deste período e o candidato obser-


ve que sua nota se tornou inferior à nota de
corte das suas opções, ele poderá mudar a
opção de curso pretendido, acompanhando
diariamente.

Candidato selecionado em 1ª opção:


O candidato selecionado em sua pri-
meira opção não participará da chamada
subsequente, independentemente de efetu-
ar ou não sua matrícula na instituição de
ensino para a qual foi selecionado. Por
isso, o candidato deve ficar atento aos pra-
zos: se for selecionado em primeira opção,
só terá esta oportunidade de fazer sua ma-
trícula, pois não será convocado na cha- Foto: Michal Zacharzewski (adaptada).
http://www.sxc.hu/photo/893839
mada seguinte.  

Candidato selecionado em 2ª opção:


O candidato selecionado em sua segunda opção, tendo ou não efetuado a respectiva matrícula na
instituição, continuará concorrendo, na chamada subsequente, à vaga que escolheu como primeira opção.
Assim, se na chamada subsequente o candidato já matriculado na sua segunda opção for selecionado
em sua primeira opção (por desistência de candidatos selecionados, por exemplo), a realização da matrícu-
la na vaga da primeira opção implicará no cancelamento automático da matrícula efetuada anteriormente
na segunda opção.  

Lista de Espera
Após as chamadas regulares do processo seletivo, o Sisu disponibilizará às instituições participantes uma
Lista de Espera a ser utilizada prioritariamente para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas.
Para participar da Lista de Espera do Sisu, o candidato deve manifestar o interesse no prazo especificado
no cronograma.

O que é Prouni5

O Prouni é um programa do Ministério da Educação, criado pelo Governo Federal em 2004, que oferece
bolsas de estudos em instituições de educação superior privadas, em cursos de graduação e sequenciais de
formação específica, a estudantes brasileiros, sem diploma de nível superior.
Os estudantes que se inscreveram no Sisu também podem se inscrever no Programa Universidade
para Todos – Prouni, desde que se enquadrem nas regras específicas do Programa. O Sisu e o Prouni
utilizam o Enem como critério para a seleção dos candidatos. Porém, se for selecionado pelo Prouni,
deverá optar pela vaga do Sisu ou pela bolsa do Prouni, pois é vedado ao bolsista utilizar uma bolsa
do programa e estar, simultaneamente, matriculado em instituição de ensino superior pública e gratuita.
Lembramos que a pré-seleção em qualquer das chamadas do Prouni assegura ao candidato apenas a

5 Fonte: http://siteprouni.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=category&id=23&Itemid=134 (Acessado em


09/05/2012).
32 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

expectativa de direito à bolsa respectiva, condicionando-se seu efetivo usufruto à regular participação
e aprovação nas fases posteriores do processo seletivo, bem como à formação de turma no período
letivo inicial do curso. Assim, o estudante pré-selecionado no Prouni somente deverá solicitar o cancela-
mento da matrícula em instituição de ensino superior pública e gratuita após a assinatura do Termo de
Concessão de Bolsa do Prouni.

Como funciona?
Os resultados do Enem do ano anterior são utilizados.
Duas modalidades de bolsas são oferecidas pelo Prouni:
• Bolsa integral: para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e
meio.
• Bolsa parcial de 50%: para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até três salários
mínimos.

A lista das instituições participantes do Processo Seletivo poderá ser consultada no portal de inscrições
do Prouni no período das inscrições.
Qual é a relação entre o Prouni e o Enem? Só pode se candidatar ao Prouni, referente ao segundo
semestre, o estudante que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano anterior
e alcançado no mínimo 400 pontos na média das cinco notas (Ciências da Natureza e suas Tecnolo-
gias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas
Tecnologias e Redação). O candidato deve ainda ter obtido nota superior a zero na redação. Não são
consideradas as notas obtidas nos exames anteriores. Os resultados do Enem são usados como critério
para a distribuição das bolsas de estudos, isto é, as bolsas são distribuídas conforme as notas obtidas
pelos estudantes no Enem.
O candidato à bolsa do Prouni não precisa fazer Vestibular nem estar matriculado na instituição em que
pretende se inscrever. Entretanto, é facultado às instituições participantes do Programa submeterem os can-
didatos pré-selecionados a um processo seletivo específico e isento de cobrança de taxa. Essa informação
estará disponível ao candidato, no momento da inscrição.
Não basta fazer o Enem para se candidatar a uma bolsa do Prouni. É preciso que o estudante tenha
renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos e satisfaça uma das condições abaixo:

• ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública; ou


• ter cursado o ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista integral
da respectiva instituição; ou
• ter cursado todo o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em
instituição privada, na condição de bolsista integral na instituição privada; ou
• ser pessoa com deficiência; ou
• ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação bá-
sica e integrando o quadro de pessoal permanente de instituição pública e concorrer a bolsas
exclusivamente nos cursos de licenciatura, Normal Superior ou Pedagogia. Nesses casos não é
exigida a comprovação de renda.
Capítulo 2 :: 33

A renda familiar por pessoa é calculada somando-se a renda bruta dos componentes do grupo familiar
e dividindo-se pelo número de pessoas que formam este grupo familiar. Se o resultado for até um salário
mínimo e meio, o estudante poderá concorrer a uma bolsa integral. Se o resultado for maior que um salário
mínimo e meio e menor ou igual a três salários mínimos, o estudante poderá concorrer a uma bolsa parcial
de 50%.
Entende-se como grupo familiar, além do próprio candidato, o conjunto de pessoas residindo na mesma
moradia do candidato que, cumulativamente, usufruam da renda bruta mensal familiar, e sejam relacionadas
ao candidato pelos seguintes graus de parentesco: pai, padrasto, mãe, madrasta, cônjuge, companheiro(a),
filho(a) e mediante decisão judicial, menores sob guarda, tutela ou curatela, enteado(a), irmão(ã), avô(ó).
Caso você não possua computador não precisa se preocupar. Todas as instituições participantes do
Prouni devem oferecer acesso gratuito à internet para os candidatos que desejarem se inscrever. Além disso,
o Prouni conta com uma rede de parceiros composta pela FUNAI em suas Administrações Executivas Regio-
nais, pelos Centros de Integração Empresa-Escola (CIEE) e pelos pontos de presença do Governo Eletrônico
Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC).
É possível escolher qualquer curso em qualquer instituição, participante do Prouni. Ao fazer sua inscrição,
o candidato escolhe as opções de curso, turno e instituição de ensino superior, dentre as disponíveis confor-
me seu perfil socioeconômico.

Atenção: há cursos que exigem requisitos específicos para matrícula. Em Ciências Aeronáuti-
cas, por exemplo, o estudante deve ter, dentre outras exigências, licença de piloto privado e um
número específico de horas de voo para poder se matricular. Assim, é necessária muita atenção
ao efetuar as opções de curso no momento da inscrição no Prouni, pois caso a matrícula não
seja possível em função de requisitos desta natureza, o candidato perderá o direito à bolsa.

O Prouni reserva bolsas às pessoas com deficiência e aos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos.
O percentual de bolsas destinadas aos cotistas é igual àquele de cidadãos pretos, pardos e indígenas, em
cada Estado, segundo o último censo do IBGE. Vale lembrar que o candidato cotista também deve se enqua-
drar nos demais critérios de seleção do Prouni.
Os resultados do processo seletivo do Prouni são disponibilizados na internet, por meio do Portal do
MEC, pelo telefone 0800 616161 e também pelas instituições participantes do Programa.

Lembre-se: é de inteira responsabilidade dos candidatos pré-selecionados observarem o cum-


primento dos prazos estabelecidos, bem como o acompanhamento de eventuais alterações.

Cabe lembrar que o bolsista parcial de 50% poderá utilizar o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES)
para custear os outros 50% da mensalidade, sem a necessidade de apresentação de fiador na contratação
do financiamento.
Para isso, é necessário que a instituição para a qual o candidato foi selecionado tenha firmado Termo de
Adesão ao Fies e ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC).
34 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

O que é o FIES 6

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do Ministério da Educação destinado a finan-


ciar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições não gratuitas.
Podem solicitar o financiamento pelo FIES os estudantes regularmente matriculados em cursos de gradua­
ção não gratuitos que tenham obtido avaliação positiva com conceito maior ou igual a 3 no Sistema Nacio-
nal de Avaliação da Educação Superior (SINAES) e que seja oferecido por instituição de Ensino Superior
participante do Programa.
O estudante somente poderá solicitar o financiamento para um único curso de graduação.
Não pode se candidatar ao FIES o estudante:
• cuja matrícula acadêmica esteja em situação de trancamento geral de disciplinas no momento da inscrição;
• que já tenha sido beneficiado com financiamento do FIES;
• inadimplente com o Programa de Crédito Educativo (PCE/CREDUC);
• cujo percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita seja inferior a 20%
(vinte por cento).

É exigido o Enem para o FIES?


A partir de 29 de julho de 2011, os estudantes que concluíram o Ensino Médio a partir do ano letivo de
2010 e queiram solicitar o Fies deverão ter realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 ou
ano posterior. Ficarão isentos da exigência do Enem os professores da rede pública de ensino, que estejam em
efetivo exercício do magistério da educação básica e que sejam integrantes do quadro de pessoal permanente
de instituição pública, regularmente matriculados em cursos de licenciatura, Normal Superior ou Pedagogia.
Também não será exigido o Enem dos estudantes que tenham concluído o Ensino Médio antes de 2010.
Para saber mais sobre o Fies, consulte o site: http://sisfiesportal.mec.gov.br/ ou ligue 0800 616161.
Agora que você já conhece as formas de seleção para acesso às universidades, assim como os sistemas
de acesso às universidades públicas e privadas, vamos tratar das políticas de apoio ao estudante universitá-
rio que você pode utilizar no decorrer do curso.

Políticas de assistência ao estudante nas instituições universitárias

Você provavelmente está se indagando “como vou me manter” uma vez aprovado para um curso superior
e está ansioso por informações mais precisas sobre a estrutura da sua futura universidade. Afinal, além do
curso de graduação, é preciso se preocupar com as políticas de assistência ao estudante, isto é, com os
recursos materiais e financeiros que a instituição tem a oferecer a estudantes de baixa renda e/ou impedidos
de retornar diariamente para casa pela dificuldade de custeio da passagem ou mesmo pela distância.
Cabe ressaltar que benefícios como as bolsas de auxílio moradia (permanência), a disponibilização de
vagas em alojamentos, os restaurantes universitários com refeições mais baratas (bandejão), serviços e/ou
subsídios para o transporte do estudante resultam, não apenas das ações afirmativas das universidades que
visam proporcionar o bem-estar e garantir a permanência do estudante de baixa renda nas várias faculda-
des, mas também de um forte movimento de reivindicação dos próprios estudantes (geralmente organizados
em centros acadêmicos que se dividem por departamento) por boas políticas de Assistência ao Estudante.
Embora os sites de algumas universidades não disponham de informações claras sobre seus projetos rela-
cionados à Assistência ao Estudante, com os exemplos abaixo você certamente estará preparado para buscar
junto à universidade de seu interesse outras informações sobre os tipos de serviços oferecidos pela instituição.

6 Fonte: http://sisfiesportal.mec.gov.br/faq.html (Acessado em 09/05/2012).


Capítulo 2 :: 35

O importante é que você saiba, desde já, que nas universidades públicas, apesar de seus muitos percalços, ainda
se busca oferecer uma educação gratuita e de qualidade, em todos os seus aspectos. É por isso que universidades
como Uerj, UFF, UFRJ e Unirio são conhecidas como centros de excelência em Ensino Superior em nosso estado.
Aproveitamos para lembrar que uma boa oportunidade para conhecer mais sobre a Assistência ao Estu-
dante das universidades é visitando as instituições, como no caso do evento “Conhecendo a UFRJ” previsto
para acontecer anualmente, no qual são realizadas várias palestras sobre os cursos oferecidos pela univer-
sidade, bem como uma exposição de abertura em que são expostas, entre outras coisas, as informações
referentes à Assistência ao Estudante.
Listamos a seguir as orientações básicas de auxílio ao estudante de acordo com as informações disponi-
bilizadas pelas instituições.

Nota: Recomendamos que você confirme as informações a seguir nos sites das respectivas uni-
versidades pois podem ocorrer mudanças na forma de ingresso ao longo do ano.

IMPORTANTE
Assim que for aprovado para uma universidade e fizer a sua matrícula, procure o setor de Assis-
tência ao Estudante para obter informações sobre os tipos de auxílio, os períodos de inscrição
e a documentação necessária.

1) Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

A Uerj concede bolsas nas seguintes modalidades:

• Iniciação Científica
O aluno da graduação, sob a orientação de um professor do seu curso pode elaborar uma pesquisa e
ganhar uma quantia em dinheiro para desenvolvê-la. Na verdade, os orientadores elaboram o projeto e o
encaminham para uma comissão responsável pela avaliação. Aqueles que conseguem a aprovação selecio-
nam e/ou indicam os alunos para fazer jus à bolsa. Vale lembrar que todos os projetos são submetidos a
uma avaliação e prestação de contas após um período estabelecido no edital.

• Estágio Interno
Essa modalidade de bolsa divide-se em duas partes: monitoria (quando o aluno da graduação assessora
o professor de alguma disciplina obrigatória, seja na preparação do material ou mesmo ministrando tópicos
da matéria para os alunos) e a iniciação à docência (voltada para os alunos dos cursos de licenciatura, a
bolsa prepara futuros professores em projetos desenvolvidos em torno de metodologias aplicáveis em sala
de aula; a prática, dessa forma, costuma ser realizada no Colégio de Aplicação da Universidade, sob a
supervisão de um professor orientador).

• Permanência
Os alunos oriundos do sistema de cotas têm direito a receber, ao longo de toda a graduação, um auxílio
vinculado à sua situação socioeconômica.
36 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Algumas faculdades mantêm parcerias com órgãos públicos e privados que requisitam a participação
de alunos da graduação no desenvolvimento de pesquisas e atividades. A Faculdade de Direito, por exem-
plo, tem parceria com a Agência Nacional do Petróleo, que, mediante processo seletivo, concede bolsas
a estudantes pesquisadores na área petrolífera. Ao longo da atividade, o bolsista passa por avaliações e
compromete-se a escrever monografia sobre o tema da sua pesquisa no final da faculdade.

• Alojamento – A Universidade não mantém alojamento estudantil. Os alunos de outras regiões costu-
mam morar em repúblicas, dividir as despesas da casa com outras pessoas ou até morar com famílias
que os aceitam receber mediante pagamento de uma quantia mensal.

• Alimentação – Recentemente, a Uerj inaugurou o seu Restaurante Universitário, localizado no cam-


pus Maracanã, no qual é possível almoçar e jantar pagando um valor reduzido (cotistas pagam ainda
menos). A Universidade possui cantinas e restaurantes espalhados pelos doze andares; os preços são
variados e as opções, também.

• Transporte – Não há serviço de transporte entre os campi (ou unidades) da Uerj, cabendo ao aluno
o custeio da passagem para fazer o deslocamento. Os alunos cotistas, desde 2011, têm direito à meia
passagem através de um cartão parecido com o Bilhete Único e que deve ser recarregado regularmente.

2) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ ou Rural)


Além da Bolsa de Iniciação Científica, oferecida praticamente nos mesmos moldes da Uerj e das outras
universidades, a UFRRJ ainda concede os benefícios abaixo.

• Bolsa Permanência
A intenção é proporcionar ao aluno da graduação a oportunidade de permanecer no ambiente acadêmi-
co ao longo da duração do seu curso. É oferecido apoio para transporte, alimentação, moradia e assuntos
acadêmicos. Segundo informações do site da Rural, é possível acumular essa bolsa com outras, desde que
haja autorização pelos órgãos de fomento, ou seja, aquelas entidades que oferecem bolsas de pesquisa,
como a Faperj e o CNPq. Uma vez concedida a bolsa, o aluno passará a receber o valor mensal com a
condição de apresentar o seu histórico escolar comprovando a não reprovação por falta no período da
vigência do benefício. Logo, é preciso ser aluno assíduo e com bom rendimento para não perder a bolsa.
Veja, abaixo, as modalidades apresentadas:

• Bolsa Apoio à Moradia – os alunos que não conseguirem vaga nos alojamentos estudantis podem
requerer esse auxílio a ser pago em oito parcelas (equivalentes aos meses de março a junho e de agosto
a dezembro). Há limite de vagas para o pagamento da bolsa. É necessária a apresentação de uma
série de documentos no ato da solicitação da bolsa, que podem ser conferidos no site da Universidade.

• Bolsa Apoio ao Transporte – o valor e a vigência da bolsa são os mesmos do Auxílio Moradia e
destina-se ao custeio da passagem de alunos que não têm condições de arcar com o deslocamento da
sua casa até o campus onde estuda. Cada campus tem a sua cota de beneficiados. A comprovação
documental é essencial para o recebimento do auxílio.

• Bolsa Apoio à Alimentação – nos campi de Três Rios e Nova Iguaçu, onde não há bandejão, os
alunos comprovadamente carentes podem pleitear esse auxílio, pago no mesmo período das bolsas
Capítulo 2 :: 37

citadas. Em Seropédica, campus servido pelo restaurante universitário, há concessão da Bolsa Alimen-
tação por carência e de tíquetes subsidiados pela Universidade.

• Bolsa Apoio Didático-Pedagógico – é paga em parcela única para estudantes carentes que neces-
sitam adquirir material de apoio às aulas, como livros, apostilas etc.

As bolsas e suas modalidades têm prazo de inscrição no início do ano. Portanto, caso você passe para
a Rural, fique muito atento à documentação, local e data do pedido! Para mais informações, acesse http://
r1.ufrrj.br/sba/index.html.

• Alojamento
A Rural oferece, todo ano, no campus Seropédica, cerca de 130 vagas divididas em sexo masculino e
sexo feminino para que estudantes comprovadamente carentes possam ficar no alojamento. É preciso fazer
a inscrição no site da Universidade, preencher uma ficha de inscrição, anexar toda a documentação compro-
batória da situação financeira dos familiares que moram com o aluno e enviar o material, via Sedex, para
a Secretaria dos Alojamentos.
É muito importante lembrar que os alunos menores de idade NÃO podem participar desse processo se-
letivo, salvo se forem emancipados no momento da posse da vaga no alojamento e comprovarem documen-
talmente tal condição. Recomendamos a leitura do edital e de todas as condições de inscrição e da situação
socioeconômica exigida para a seleção.

3) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)


A UFRJ oferece várias possibilidades de assistência ao estudante, conforme a seguir:

• Bolsa de Acesso e Permanência (BAP)


É uma bolsa concedida para os alunos ingressantes por ação afirmativa com renda de até 1 salário mí-
nimo per capita e que tenham cursado o Ensino Médio integralmente em escola pública. Compreende uma
Bolsa e um auxílio financeiro para gastos com transportes. A BAP tem validade apenas no ano de ingresso
e não requer processo seletivo.

• Bolsa Auxílio
A Bolsa Auxílio é destinada aos estudantes da UFRJ de primeira graduação que comprovem dificulda-
des socioeconômicas para garantir a permanência na Universidade. A seleção é realizada em processo
anual divulgado em Edital publicado no site da instituição.

• Benefício Moradia
O Benefício atual corresponde a uma vaga na Residência Universitária e Auxílio Manutenção. Os alunos
concorrem através de um edital publicado na página www.superest.ufrj.br no início do ano. O período de
inscrições para concorrer à Bolsa Auxílio ou à vaga na Residência Estudantil (Benefício Moradia) ocorre
apenas uma vez ao ano, tanto para veteranos quanto para calouros. Mesmo os calouros classificados para
o segundo semestre devem se inscrever no início do primeiro período letivo.

• Restaurante Universitário (sob coordenação do Instituto de Nutrição)


Existem três restaurantes em funcionamento no Campus da Cidade Universitária: um nas dependências
da Faculdade de Letras, um no Centro de Tecnologia (CT) e outro ao lado da Escola de Educação Física e
38 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Desporto. Estes restaurantes oferecem refeições nos horários entre 11h e 14h e de 17:30h às 20h (apenas no
restaurante da Faculdade de Letras). O preço da refeição é reduzido para estudantes, desde que apresente
CRID ou Carteira de estudante com foto.7

• Auxílio Transporte
Auxílio financeiro para transporte destinado aos alunos contemplados com Bolsa Acesso e Permanência,
e Bolsa Auxílio, no ano de ingresso na UFRJ, com valor a ser definido de acordo com a disponibilidade
orçamentária da UFRJ.8 

A UFRJ oferece também outras bolsas de caráter acadêmico, conforme a seguir:

• Bolsa de Iniciação Científica


Coordenada pela Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa, a Bolsa de Iniciação Científica visa despertar a
vocação científica, incentivando novos talentos potenciais entre estudantes de graduação e contribuindo para
a formação futura de jovens pesquisadores mediante sua participação em projetos de pesquisa.

• Bolsa de Monitoria
Se você é bom em determinada disciplina pode se candidatar para ser um “monitor” e ser remunerado
por isto. Administrada pela Pró-reitoria de Graduação, a Bolsa de Monitoria visa despertar, nos alunos de
Graduação da UFRJ, o interesse pela carreira docente. Também visa a assegurar a cooperação discente
com o corpo docente nas atividades de ensino, auxiliando os professores nas atividades didáticas.

• Bolsa do Programa Institucional de Iniciação Artística e Cultural


É parecida com a bolsa de Iniciação Científica, mas é voltada para o campo artístico. Administrada
pela Pró-reitoria de Graduação, a Bolsa do Programa Institucional de Iniciação Artística e Cultural objetiva
despertar e incentivar o desenvolvimento das vocações criativas e investigativas de alunos de graduação da
UFRJ nas diferentes áreas artístico-culturais, mediante sua participação em projetos desta natureza, inclusive
os de caráter interdisciplinar e interdepartamental.

• Programa de Atividades Extracurriculares de Apoio aos Laboratórios de Informática de


Graduação, mais conhecido como “Bolsa LIG” (Laboratório de Informática da Graduação)
É uma bolsa para você “cuidar” dos laboratórios de informática dos cursos de graduação da universida-
de. Exige conhecimentos básicos sobre informática, rede e no processo de seleção, geralmente ocorre uma
prova específica sobre o assunto.

• Bolsa de Extensão
É um tipo de bolsa voltada para dar suporte à participação de estudantes de graduação no desenvol-
vimento de projetos de extensão universitária. Atualmente esta bolsa é paga durante os 12 meses do ano.

7 Fonte: http://www.superest.ufrj.br/images/folder%20DAE.pdf (Acessado em 03/11/2012).


8 Fonte: http://www.superest.ufrj.br/index.php/programa-de-bolsas (Acessado em 03/11/2012).
Capítulo 2 :: 39

4) Universidade Federal Fluminense (UFF)


No site da Universidade Federal Fluminense é possível encontrar informações da Divisão de Programas
Sociais que está vinculada tanto ao PROAES – Pró-reitoria de Assuntos Estudantis quanto à Coordenação
de Apoio Social (CAS). O principal objetivo da Divisão de Programas Sociais é gerenciar os Programas de
Bolsas e Auxílios voltados para os estudantes que apresentam situação de vulnerabilidade socioeconômica.

• Programa Bolsa de Apoio aos Estudantes com Deficiência


Concede apoio financeiro mensal aos estudantes que apresentam algum tipo de deficiência motora,
sensorial ou múltipla que estão matriculados em algum curso de graduação presencial. O grande objetivo
da bolsa é possibilitar ao estudante com deficiência arcar com as despesas: deslocamento, aquisição de
instrumentos pessoais indispensáveis e de apoio aos estudos.

• Bolsa de Desenvolvimento Acadêmico


A bolsa de Desenvolvimento Acadêmico (antiga bolsa Treinamento) destina-se aos estudantes, em situa-
ção de vulnerabilidade socioeconômica, interessados em desenvolver um trabalho de pesquisa juntamente
com um professor/orientador. Promover uma orientação acadêmica dos estudantes contemplados e garantir
a realização de estudos orientados que aprofundem seus conhecimentos e os introduzam à pesquisa são os
objetivos gerais da bolsa.

• Bolsa de Monitoria
O programa, que fica sob responsabilidade da Posgrad/Divisão de Monitoria, tem como finalidade levar
aos alunos de graduação a iniciação à docência de nível superior. Os monitores têm como principal tarefa
oferecer suporte aos alunos por meio de um conjunto de atividades de monitoria e os outros trabalhos.

• Bolsa de Iniciação Científica


Com o objetivo maior de engajar alunos dedicados na área de pesquisa, a bolsa de iniciação científica
pretende despertar no aluno de graduação uma vocação científica, ampliando seu campo de visão de mun-
do, influenciando inclusive sua forma de atuação no futuro mercado de trabalho.

• Bolsa Atleta
Se você gosta de atividades esportivas, a bolsa atleta é uma ótima oportunidade! Com o foco de incen-
tivar a participação de estudantes de graduação, a bolsa visa contribuir para a melhoria do desempenho
acadêmico, como também o avanço em competições esportivas, oferecendo aos estudantes recursos que
possam cobrir parte dos custos para a aquisição de material esportivo, inscrições em competições, transpor-
te, hospedagem e alimentação durante os eventos. A bolsa tem duas categorias, SENIOR e JUNIOR, e não
pode ser acumulada com nenhuma outra bolsa oferecida pela Universidade.

• Bolsa de Apoio Transporte


Concede apoio financeiro mensal para auxiliar os estudantes matriculados nos cursos de graduação pre-
sencial, nas despesas diárias no deslocamento em transporte coletivo entre sua residência e a Universidade.
Para se inscrever no programa o aluno deverá ficar atento ao Edital publicado, sempre no início de cada
semestre letivo.

• Bolsa Auxílio Moradia


Caso você não more em Niterói essa bolsa pode ser de grande valia! Consiste em um apoio financeiro
mensal para atender estudantes matriculados nos cursos de graduação presencial residentes em outras cida-
40 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

des do interior do estado do Rio de Janeiro, ou de outros estados, no auxílio das despesas com república,
vaga, pensionato e outros. O estudante deverá comprovar por meio de uma documentação específica sua
situação de moradia para inscrever-se no programa e ficar atento ao edital que abre no início de cada
semestre.

• Bolsa de Apoio Emergencial


Com o objetivo de apoiar os alunos que, por algum problema recente, não conseguem suprir suas despe-
sas para estudar na Universidade, a bolsa de Apoio Emergencial pretende atender aos alunos regularmente
matriculados e inscritos em, no mínimo, 20 horas semanais de disciplinas de seu curso.

• Bolsa Auxílio Creche


Se você tem um filho em idade de Educação Infantil, entre zero e seis anos incompletos, a UFF concede
um apoio financeiro mensal, para auxiliar os estudantes matriculados em cursos de graduação presencial,
nas despesas provenientes de gastos com creche e prestação de serviço similar.

• Programa Auxílio Alimentação para os Estudantes das Unidades Acadêmicas fora da Sede
A UFF por contar com unidades em outras cidades do interior do estado do Rio, oferece apoio financeiro
mensal aos estudantes matriculados em cursos de graduação presencial em municípios fora da sede (Niterói),
para auxiliar nas despesas com alimentação. A abertura do edital acontece no início de cada semestre letivo.

• Bolsa Alimentação
Alunos de graduação que se encontram em dificuldades econômicas e/ou sociais, podem requerer a
bolsa alimentação. A bolsa é concedida para alunos que estudam na sede (Niterói) e é viabilizada na
modalidade de tíquetes que destina-se aos Restaurantes Universitários (RU – Bandejão). Mas fique atento, a
solicitação para a Bolsa Alimentação deverá ser feita na ocasião da inscrição em outro Programa de Assis-
tência Estudantil (Bolsa/Auxílio) disponível pela PROAES. Ao ser avaliado o aluno receberá uma redução no
valor (de 50%) ou a isenção (refeições gratuitas).

• Bolsa Pró-Aluno
Sendo uma parceira entre várias pró-reitorias (PROAES/PROPPI/PROEX) a bolsa visa incentivar a partici-
pação dos alunos de graduação e pós-graduação em eventos acadêmico-científicos curriculares e culturais.
O objetivo maior é apoiar a concessão de transporte terrestre e a confecção de pôsteres e incentivar a parti-
cipação institucional de alunos em eventos de ensino/pesquisa em território nacional. A bolsa não é mensal,
e sim um auxílio para as despesas embutidas na participação destes eventos.9

5) Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF)


Na UENF, os estudantes podem contar já na graduação com um cardápio de opções de bolsas e auxílios
que por vezes são decisivos para levar o curso até o fim. Entre os 3,5 mil alunos de graduação da Universi-
dade, 1,5 mil (ou 43%) recebem algum tipo de bolsa ou auxílio, segundo o site da Universidade.
Há duas vertentes de oportunidades: uma baseada em critérios de carência socioeconômica, outra base-
ada em mérito acadêmico. Os alunos carentes têm duas possibilidades de auxílio: o auxílio a cotistas ou as
bolsas de apoio acadêmico. Já as bolsas baseadas em desempenho acadêmico são de várias modalidades:
Iniciação Científica, Iniciação Tecnológica, Iniciação à Docência, Extensão e Monitoria.

9 Fonte: http://www.proaes.uff.br/ (Acessado em julho 2012).


Capítulo 2 :: 41

Em atendimento à Lei de Cotas das Universidades Estaduais do Rio de Janeiro (Lei 5.346/2008), quem
ingressa por este meio tem direito a um auxílio durante toda a vigência do curso – pago com recursos do
Fundo de Combate à Pobreza. Este auxílio se destina a permitir a manutenção do aluno enquanto estuda e
não o impede de concorrer a bolsas focadas no desempenho.
Mas há alunos carentes que não ingressam pelas cotas, e também eles têm direito a oportunidades. Para
solicitar uma ‘bolsa de apoio acadêmico’, o estudante deve passar por uma triagem no Serviço Social da
UENF. Nesta modalidade, o aluno se compromete a prestar apoio a atividades da Universidade em horários
vagos de sua formação, num total de 12 horas semanais.
Nas bolsas de Iniciação Científica o aluno se insere em um projeto de pesquisa da instituição, coordenado
por um professor. Nas bolsas de Extensão ocorre o mesmo, sendo que o projeto envolve interação com a comu-
nidade. Na Monitoria, o bolsista auxilia o professor em determinada disciplina, tirando dúvidas dos colegas.

6) Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)


O site da Unirio (www.unirio.br) carece de informações mais precisas sobre assistência ao estudante. Por
outro lado, pelo fato de ser uma Universidade referência em pesquisa, ensino e extensão em diversas áreas,
sabemos que normalmente há concessão de bolsas de Iniciação Científica custeadas pelo CNPq ou Faperj
para as quais se exige a elaboração de atividade acadêmica sob a supervisão de um professor orientador
e bolsa de Monitoria. Ademais, a Universidade também oferece bolsas de monitoria, praticamente nas mes-
mas regras seguidas pela Uerj, Rural (UFRRJ), UFRJ e UFF.

7) Programa Ciência Sem Fronteiras


Recomendamos ainda que os alunos do PVS que forem ingressar em cursos da área de Ciência e Tecno-
logia, que se mantenham sempre informados sobre o calendário de inscrições e oportunidades oferecidas
pelo programa “Ciência Sem Fronteiras”. As informações podem ser encontradas no endereço: http://www.
cienciasemfronteiras.gov.br/
Segundo a página oficial do programa seu objetivo é “promover a consolidação, expansão e internacio-
nalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da
mobilidade internacional”. Entre outras oportunidades, o que pode interessar aos alunos do Pré-Vestibular So-
cial são as bolsas para estudo no exterior que o programa oferece para graduandos e tecnólogos envolvidos
em projetos de pesquisas nas áreas prioritárias para o programa. As áreas de priorizadas pelo programa são:

• Engenharias e demais áreas tecnológicas;


• Ciências Exatas e da Terra;
• Energias Renováveis;
• Tecnologia Mineral;
• Formação de Tecnólogos;
• Biotecnologia;
• Petróleo, Gás e Carvão Mineral;
• Nanotecnologia e Novos Materiais;
• Produção Agrícola Sustentável;
• Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais;
• Fármacos;
• Biodiversidade e Bioprospecção;
42 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

• Tecnologia Aeroespacial;
• Ciências do Mar;
• Computação e Tecnologias da Informação;
• Indústria Criativa (voltada a produtos e processos para desenvolvimento tecnológico e inovação);
• Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva;
• Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde.

Entre as modalidades de bolsa que podem interessar a você, aluno do PVS, que têm como objetivo ex-
pandir seu conhecimento fora do Brasil também estão as bolsas de Graduação e Tecnólogo. Para concorrer
a ambas as bolsas, o candidato precisa possuir um bom desempenho acadêmico e ter sido classificado no
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com no mínimo 600 pontos.
Entre os benefícios previstos estão bolsa mensal (por um período de até 12 meses, podendo se estender
por mais 3 meses quando incluir curso de idioma), auxílio-instalação, passagens aéreas e seguro saúde para
a viagem. Como a experiência acadêmica será no exterior, é desejável, no mínimo, ter bons conhecimentos
da língua do país para o qual você pretende ir.

Para mais informações acesse os vídeos:


Alunos participam do Ciências Sem Fronteiras
http://www.youtube.com/watch?v=AW2epoVlmuU&feature=related
Ciência sem Fonteiras – Entrevista Online com bolsista André Togawa
http://www.youtube.com/watch?v=BnIfK3GZt74&feature=related
Ciência Sem Fronteiras promove inovação e competitividade por meio de bolsas no exterior
http://www.youtube.com/watch?v=lFOXHM9MWOE&feature=related
Capítulo 3
Sobre as inscrições e os prazos
44 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Não basta ter a disposição para sonhar.


Então, vamos às regras do jogo!
Nos próximos meses de sua vida você irá perceber que a “estação Vestibular”, em que você entra agora, se des-
tacará no seu cotidiano de um modo tal que o fará submeter seu calendário tradicional (marcado por feriados, reces-
sos escolares, eventos sociais e outras atividades de lazer) a uma outra periodicidade. Seu novo calendário passará
a ser definido em função do seu sonho de continuar seus estudos numa universidade. Por isso, ele será estruturado
a partir dos PRAZOS estabelecidos pelos processos de seleção aos quais você irá se submeter ao longo do ano.

Fique atento! O calendário abaixo indica o período esperado de realização das inscrições.
Vale ficar ligado no lançamento dos editais, nos avisos dos tutores em sala de aula, nas informa-
ções passadas pelos orientadores e divulgadas no Quadro de Avisos de Alunos, no site do PVS.
Capítulo 3 :: 45

Entendendo a função dos EDITAIS para as seleções universitárias

Você já ouviu falar em EDITAL? Bem... Para simplificarmos a compreensão da importância deste tipo de
documento, podemos dizer que um Edital, de qualquer espécie que seja, representa um documento oficial e
público onde se estabelecem as regras que orientam processos seletivos diversos. Portanto, nos Editais relati-
vos às seleções para os ingressos no mundo universitário você irá encontrar as REGRAS do "jogo" chamado
VESTIBULAR!
Se você ainda não entendeu bem, podemos ser mais claros: quem não conhece as regras de um determina-
do jogo dificilmente poderá sair vitorioso dele, ainda que todo o resto do seu treinamento tenha sido perfeito
e exemplar. Como ocorre em uma partida de futebol, por exemplo, se você comete faltas graves por não
conhecer as regras, será penalizado por isso, e não adianta reclamar com o juiz: as regras são para todos!

É de extrema importância deixar a preguiça de lado e ler os editais com muita calma. Fique de
olho nos prazos e nas regras do jogo! Um único detalhe não observado no edital pode atrapa-
lhar o seu sonho rumo à Universidade! Não cumpriu, TÁ FORA! E você não vai querer perder
esse jogo por W.O., não é?

De acordo com o nosso interesse, é importante saber que os editais de vestibular estabelecem, como regras,
processos distintos para a realização de inscrições, critérios para os pedidos de isenção de taxas, dispositivos
para comprovação de informações e apresentação de documentos dos candidatos e prazos definidos. Toda
esta dinâmica está apoiada em processos jurídicos, mas apenas o candidato que cumpre adequadamente as
determinações de um Edital pode, caso necessite, recorrer formalmente sobre uma situação em que se consi-
dere prejudicado.
Lembre-se de que você deverá seguir LITERALMENTE cada uma das exigências determinadas por todos os
Editais de seu interesse. Neste sentido, a atenção dispensada à qualidade e à rigorosidade da documentação
a ser apresentada é fundamental. Portanto, observe detalhadamente os modelos sugeridos e as especificidades
das informações solicitadas.
Nenhum documento será pedido apenas para lhe dar o trabalho de apresentá-lo. Tudo o que é solicitado
cumpre uma função para o credenciamento no processo seletivo do qual participará. Entre os documentos
exigidos, alguns deverão ser providenciados com maior antecedência, já que não estarão imediatamente
disponíveis para você.
Quem passou por isso, já sabe! O documento de escolaridade costuma ser o que exige sua providência
com maior antecedência junto às instituições escolares (declaração de escolaridade e/ou do seu histórico
escolar), pois estas possuem as suas próprias rotinas administrativas. Portanto, não adianta pedir em um dia
e pensar que no dia seguinte esta documentação estará disponível para você. Providencie este documento o
quanto antes!
Outro aspecto importante se refere à comprovação de renda. Observe atentamente o que é pedido no
Edital específico. Embora exista uma proximidade entre os diversos tipos de comprovantes, cada documento
(carteira de trabalho, contracheques, comprovantes de benefícios, aposentadoria e/ou pensão alimentícia) é
distinto de outro. Algo diferente do solicitado pode não ser aceito pelo Edital ao qual você atende.

Atenção para documentos essenciais! A apresentação ou não de cada um deles já funciona


como uma espécie de “peneira”!
46 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Atenção aos processos para pedido de Isenção de Taxa


Após ter plena noção do que o Vestibular oferece e de todas as regras, você deverá fazer a sua inscrição.
Aí esbarramos num problema sério: as taxas de inscrição dos vestibulares são, em geral, muito caras.
Por exemplo, em 2012, a Uerj cobrou o valor de R$ 45,00 para cada Exame de Qualificação e R$ 85,00
para o Exame Discursivo.
Muitos candidatos pensam em desistir de realizar os exames do Vestibular, pois acham que não terão
como arcar com os altos custos destes processos seletivos. Você não precisa desanimar! É para resolver este
problema que existe o processo de isenção da taxa de inscrição!
Para pedir isenção de taxa do Vestibular, você deverá comprovar que se encontra em condição de carên-
cia socioeconômica, ou seja, deverá comprovar, apresentando a documentação solicitada pelo processo,
que você não tem condições financeiras de pagar a taxa.
Cada universidade adota um processo diferente. Vamos falar aqui da Uerj, do Cederj e do Enem.

• Uerj
Para tentar a isenção de taxa do Vestibular da Uerj, você deve primeiro ler o Edital e verificar se pode
tentar.
Após, você deve fazer o cadastro no site www.vestibular.uerj.br no período estipulado pela Uerj e in-
formar seus dados. O aluno PVS receberá um código a ser informado pelo Orientador. No momento da
inscrição, o aluno deverá registrar o código fornecido no formulário de solicitação do pedido de isenção.
O aluno deverá providenciar as cópias dos documentos e guardá-las em um envelope junto com o formu-
lário de solicitação de isenção preenchido e impresso e entregar este envelope ao Tutor Representante em
data a ser marcada por ele no polo. A entrega dos envelopes dos alunos do Polo na Uerj será de responsa-
bilidade de um Tutor especialmente designado para este fim. Após esse processo, o aluno deverá ficar atento
ao calendário para não perder o resultado da isenção.
A Uerj tem dois períodos de isenção. O primeiro processo geralmente ocorre antes do início das aulas
do PVS e muitos não têm acesso a essa informação.
Mas não se preocupe! O aluno PVS será constantemente informado sobre o segundo período de isenção
e não deve faltar às aulas, pois poderá perder informações importantes.
A isenção da Uerj é cumulativa, isto é, se o aluno conseguiu a isenção da taxa de inscrição no 1º Exame
de Qualificação, antes de ser aluno PVS, esse benefício também valerá para o 2º Exame de Qualificação
e para o Exame Discursivo.
Caso não tenha tentado ou não tenha conseguido a isenção para o 1º Exame de Qualificação, o aluno
PVS deverá ainda tentar a isenção de taxa para o 2º Exame de Qualificação. Caso consiga, estará isento
das taxas do 2º Exame de Qualificação e do Exame Discursivo. Caso não consiga, terá que pagar os dois,
pois a Uerj não disponibiliza pedidos de isenção só para o Exame Discursivo.

• Cederj
O processo de isenção de taxa do Vestibular do Cederj tem suas peculiaridades.
Você, aluno do PVS, poderá conseguir isenção da taxa do Vestibular Cederj se frequentar mais de 75%
das aulas até um período considerado pela Direção, ou seja, se tivermos 10 sábados sendo considerados,
você deverá frequentar pelo menos 8 desses sábados. Não falte às aulas!
O Cederj possui dois Vestibulares anuais. A primeira seleção ocorre sempre no meio do ano e os alunos
que ainda estão concluindo o Ensino Médio não podem entrar na Universidade. Portanto, mesmo tendo mais
de 75% de presença, estes não receberão a isenção. No Vestibular do fim do ano, todos os alunos do PVS
poderão ser contemplados com a isenção por frequência.
Capítulo 3 :: 47

Os alunos que faltarem às aulas, por diversos motivos, não terão suas faltas abonadas no PVS. Neste
caso, o aluno deverá solicitar a isenção das taxas dos exames que desejar prestar diretamente junto à co-
missão do Vestibular, acessando o site www.cederj.edu.br/vestibular. Após, deve imprimir o Requerimento,
recolher os documentos solicitados no Edital e enviar tudo em um envelope pelos correios ou ir a um polo
Cederj. O aluno não pode esquecer de escrever seu nome completo e número de inscrição no envelope.
Não esqueça de acompanhar o resultado!

• Enem
Pedir isenção da taxa de inscrição do Enem é o procedimento mais fácil que temos. O aluno que estiver
concluindo o Ensino Médio em escola pública estará automaticamente isento. Caso você não se encaixe nesse
pré-requisito, terá que DECLARAR CARÊNCIA. É com base neste critério que o INEP/MEC aprecia um pedido
de isenção da taxa de inscrição. Para declarar carência, basta o interessado marcar esta opção com um cli-
que no ato da inscrição e esperar o resultado. O INEP/MEC analisará, através da consulta do seu CPF, a sua
situação e a de sua família. É de extrema importância que o aluno verifique no site http://sistemasenem2.inep.
gov.br o resultado do pedido da carência. Observe que na hora da sua inscrição neste processo será pedido
que você informe o número de um telefone celular e um e-mail. Não se esqueça de fazer isso para que você
possa acessar o resultado também de outras maneiras.

Ações afirmativas: como fazer a sua inscrição


Como se sabe, as ações afirmativas são realidade em várias universidades do país. O benefício é concedido
a pessoas que pertençam a um grupo social histórica e economicamente desfavorecido e, sobretudo, que
estejam interessadas em ingressar no Ensino Superior. A expressão “cota” é, na verdade, uma concretização
da política de ação afirmativa, a partir da qual a instituição pública reserva um percentual das vagas
disponíveis dos cursos de graduação aos candidatos que atendem aos critérios estipulados. É importante
lembrar que o candidato às vagas destinadas ao sistema de cotas precisa prestar muita atenção nos pré-
requisitos necessários para a sua inclusão nesse processo. Portanto, assim como no momento do pedido
de isenção de taxa de inscrição, a leitura do Edital específico para esta outra solicitação é fundamental,
até porque a universidade exigirá uma série de documentos que comprovem as informações prestadas no
pedido de inscrição. Se você quer provar que estudou todo o Ensino Médio na rede pública, por exemplo,
é preciso fornecer o histórico escolar e o diploma de conclusão.
No país, o pioneirismo na adoção das cotas como forma de acesso à Universidade é da Uerj, em 2003.
Hoje, outras instituições seguem, à sua maneira, este procedimento, podendo acrescentar algum detalhe ou
propor novas formas em sua adoção. Após longos debates nos mais diversos setores da sociedade civil, foi
aprovada, em 2012, a Lei Federal nº 12.711/12, conhecida como Lei de Cotas, que reserva 50% das vagas
nas universidades federais, de maneira progressiva, ao longo de quatro anos. A proposta é reservar metade
das vagas para estudantes que tenham estudado todo o Ensino Médio em escola pública. Dentro desse
percentual de 50%, uma parcela será destinada a estudantes da rede pública com renda mensal familiar
bruta igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita, e outra para pretos, pardos e indígenas. Em outras
palavras, pelo menos 25% das vagas serão preenchidas pelo critério socioeconômico e 25% pelo requisito
racial, que será variável em cada estado, de acordo com a quantidade de pessoas pertencentes a estes
segmentos da população. A referência, neste caso, será o resultado do último censo do IBGE.
48 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Como a adoção das cotas é gradual, a Lei determina que as instituições federais reservem as
vagas a partir da seguinte proporção:
2013 – 12,5% do total de vagas
2014 – 25% do total de vagas
2015 - 37,5% do total de vagas
2016 – 50% do total de vagas
Para ficar claro: uma universidade do Rio de Janeiro com 1.500 vagas, por exemplo, deve re-
servar, em 2014, no mínimo 25% das vagas, sendo que 12,5% desse total serão destinados a
estudantes de escola pública com renda per capita familiar bruta de até 1,5 salário-mínimo e
12,5% para estudantes da rede pública autodeclarados pretos, pardos e indígenas, respeitando
a proporção apurada no estado, com base no resultado do último censo realizado pelo IBGE.

Agora que você conhece o sentido das ações afirmativas, vamos ver como é o processo de inscrição no
sistema de cotas nas instituições.

A) Uerj
Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o interessado em conseguir o benefício precisa obter,
no mínimo, o conceito D em um dos dois Exames de Qualificação. No momento da inscrição do Exame
Discursivo, o estudante precisa manifestar, no formulário de inscrição, a sua opção em concorrer às vagas
disponíveis pelo sistema de cotas. A Uerj reserva 45% das vagas da seguinte forma:
• 20% para alunos que estudaram todo o Ensino Fundamental e Médio na rede pública;
• 20% para negros e indígenas;
• 5% para deficientes físicos e filhos de policiais civis e militares, de bombeiros militares e de inspetores
de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.
Se você se enquadra em um dos critérios acima, deve prestar atenção também na sua renda familiar per
capita, ou seja, o resultado da soma bruta dos ganhos dos seus familiares, dividido pelo número de pessoas
que moram na mesma casa, deve ser igual ou inferior a 1,5 salários mínimos. Como é possível perceber,
não basta fazer parte de algum dos três grupos de beneficiários, é preciso ainda comprovar carência
socioeconômica.
Quando o assunto é comprovação todo cuidado é pouco porque a falta de algum documento solicitado
pode colocar tudo a perder. Por isso, leia com cuidado toda a documentação exigida, respeite o prazo de
solicitação, tire as cópias certas, escreva declarações de próprio punho (se for o caso), enfim, seja o mais
claro e fiel possível ao Edital. Tudo o que você conseguir juntar deverá ser encaminhado pelo correio à
universidade.
O resultado do pedido costuma ser divulgado no site do Vestibular da Uerj e contempla duas situações
de candidatos:
• DEFERIDO – sua documentação foi aceita e você passará a concorrer pelas vagas reservadas;
• INDEFERIDO – sua documentação não foi aceita e você passará a concorrer às vagas não destinadas
às cotas, mas há possibilidade de recurso.
Capítulo 3 :: 49

O candidato isento da taxa de inscrição dos Exames de Qualificação e Discursivo NÃO concorre
automaticamente às vagas oferecidas pelo sistema de cotas. Mesmo que você tenha enviado
toda a documentação para não pagar a taxa de inscrição, se estiver interessado em concorrer às
vagas reservadas, deverá enviar os documentos pedidos especialmente para este benefício. Os
processos de isenção de taxa de inscrição e cotas são independentes.

B) Cederj
O mesmo cuidado deve ser tomado na organização dos documentos para o Vestibular Cederj. Nas duas
seleções realizadas anualmente, a instituição reserva diferentes percentuais de vagas, sempre de acordo
com a universidade que oferece o curso de graduação. No Vestibular 2013.1, as regras foram as seguintes:
• Uerj – 45% (20% para alunos da rede pública, 20% para negros e indígenas e 5% para deficientes
físicos e filhos de policiais civis e militares, de bombeiros militares e de inspetores de segurança e adminis-
tração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço);
• Uenf – dentro do percentual de cotas (45%), 20% tem destinação para professores da rede pública e
30% para os candidatos que fizeram o Enem 2011 (a prova foi aplicada em dezembro/2012);
• UFRJ – 30% para os candidatos que fizeram o Enem do ano anterior (desse percentual, metade das
vagas são reservadas para quem possui renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo) e 10% para
professores da rede pública.
• UFF, Unirio, UFRRJ e Cefet – 12,5% % para os candidatos que fizeram o Enem do ano anterior (desse
percentual, metade das vagas são reservadas para quem possui renda familiar per capita de até 1,5 salário
mínimo) e 20% para os professores da rede pública inscritos nos cursos de licenciatura da UFF e Unirio.

No Cederj, para todos os cursos oferecidos pelas instituições federais há, ainda, os 30% de vaga
para os candidatos que fizeram o Enem do ano anterior, mas que irão concorrer na modalidade
de ampla concorrência. Os candidatos que fizeram o Enem devem manifestar o interesse de usar
a nota conseguida no exame no momento da inscrição.

Como foi visto anteriormente, o aluno do PVS com 75% de frequência às aulas tem direito à isenção
automática no Vestibular do Cederj, porém, caso queira concorrer pelo sistema de cotas, deverá ler o edital
e providenciar os documentos adequados ao tipo de cota escolhido. Por isso, é muito importante saber
qual a porcentagem disponível e qual a instituição que oferece a graduação desejada, já que as regras
variam. Além disso, observe atentamente as datas do pedido da pré-inscrição para cotas e do envio da
documentação, pois esse procedimento costuma ficar “espremido” no cronograma previsto.

C) Sisu
A Lei Federal nº 12.711/2012 (a Lei de Cotas) determina que todas as instituições federais de Ensino
Superior reservem parte do quantitativo de vagas para alunos da rede pública comprovadamente carentes
ou autodeclarados negros, pardos e indígenas na proporção explicada anteriormente. Isso significa que, a
partir de 2013, todos os cursos disponíveis aceitarão estudantes que desejem ingressar na Universidade por
50 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

essa via. Vale lembrar que, se você optar pelas cotas, deverá entregar, além da documentação exigida para
a matrícula (obrigatória para todos os classificados), os documentos e as declarações que atestem o seu
enquadramento no tipo de cota escolhido.

Fique ligado! Quem determina a documentação comprobatória da situação socioeconômica é


a universidade. Por isso, antes de fazer a inscrição no Sisu, verifique as regras estabelecidas nos
editais das instituições.

No prazo de inscrição para o Sisu, aparecerá a oportunidade de você manifestar interesse nas vagas
reservadas. Ao marcar a opção, saiba que a sua nota do Enem será usada na concorrência junto com a de
outras pessoas que também decidiram disputar o mesmo percentual de vagas. Além disso, é possível tentar
ingressar pelas ações afirmativas nas duas opções de curso/instituição.
A Lei de Cotas não exclui os programas de ações afirmativas das próprias universidades, logo é
interessante pesquisar se a instituição de seu interesse possui tal iniciativa e avaliar qual a melhor opção de
cota para o seu caso. Dessa forma, a decisão é sua: concorrer pela reserva de vagas determinada em lei
ou pelo sistema da instituição, se esta já adotava as cotas antes do Sisu.

Atenção para a Inscrição dos Vestibulares

Após todo o processo de isenção da taxa, chega a hora de fazer a inscrição para o Vestibular. Infelizmente,
alguns alunos não conseguem a isenção da taxa de inscrição e desistem de tentar os vestibulares. Não
desanime! Pense que temos vários vestibulares por vir e, mesmo que não possa tentar um determinado
vestibular, você poderá tentar outros. Vamos falar sobre os processos de inscrição do Vestibular Estadual
(Uerj/UEZO/Bombeiros), Vestibular Cederj e Enem.

• 1º Exame de Qualificação
Para se inscrever no 1º Exame de Qualificação do Vestibular Estadual, você precisa, inicialmente, se
cadastrar no site www.vestibular.uerj.br e preencher a ficha de inscrição. Após, deverá imprimir o boleto
bancário e pagar em um banco destinado pela organizadora do Vestibular. Caso você tenha tentado
a isenção, você não precisará preencher seus dados pessoais novamente. Os candidatos isentos estão
automaticamente inscritos. Os candidatos não isentos terão que imprimir o boleto bancário e pagar a
inscrição. Realizados estes procedimentos, basta aguardar a confirmação de inscrição e a indicação do
local de prova.
No 1º Exame de Qualificação, assim como no 2º Exame de Qualificação, não será feita a escolha do
curso que você quer. Então ainda não é a hora de se preocupar com a RELAÇÃO CANDIDATO/VAGA!

• 2º Exame de Qualificação
O processo de inscrição no 2º Exame de Qualificação do Vestibular Estadual é o mesmo do 1º Exame
de Qualificação: você se cadastra no site www.vestibular.uerj.br, preenche a ficha de inscrição, imprime o
boleto bancário e paga em um banco destinado pela organizadora do Vestibular. Caso você tenha tentado
a isenção, você não precisará preencher seus dados pessoais novamente. Os candidatos isentos estão auto-
maticamente inscritos. Os candidatos não isentos terão que imprimir o boleto bancário e pagar a inscrição.
Depois, é só aguardar a confirmação de inscrição e o local de prova.
Capítulo 3 :: 51

Muita atenção! Se o candidato conseguiu isenção do 1º Exame de Qualificação e faltou no dia


da prova, ele PERDE a isenção da taxa para o 2º Exame de Qualificação. Fique ligado!

Atenção para a Relação Candidato/Vaga

Como foi citado anteriormente, nos Exames de Qualificação da Uerj não há escolha da carreira e,
portanto, não há necessidade de análise da Relação Candidato/Vaga. Mas nos vestibulares do Cederj e no
Exame Discursivo da Uerj é de extrema importância analisar esta situação.
Preste muita atenção às próximas dicas para que você entenda como escolher o curso da forma mais
coerente possível, não deixando de lado o seu sonho.

Relação Candidato/Vaga – Vestibular Cederj – Orientações

Antes de se inscrever no próximo Vestibular Cederj e nos demais vestibulares que virão, você deve
analisar e entender o que chamamos de RELAÇÃO CANDIDATO/VAGA. Isto é muito importante para que
você possa obter um maior êxito na busca do seu sonho de acesso ao ensino superior.
Vamos inicialmente analisar a Relação Candidato/Vaga do Vestibular Cederj 2012/1. Através desse
exemplo você poderá aprender a calcular a relação que irá enfrentar e, assim, poderá fazer escolhas
conscientes sem perder tempo!
Além do curso, do polo e da universidade de origem, ela traz a quantidade de vagas e a quantidade de
inscrições confirmadas. Dividindo a quantidade de inscrições pela quantidade de vagas, temos a Relação
Candidato/Vaga.
Nº de Inscritos
Relação Cand/Vaga =
Nº de vagas

Vamos analisar como primeiro exemplo o curso de Administração oferecido pela UFRRJ, conhecida como
Rural.

Vagas Inscrições Candidato/


Curso Polo Instituição
(total) Confirmadas Vaga
Administração Angra dos Reis UFRRJ 50 272 5,44
Administração Barra do Piraí UFRRJ 50 158 3,16
Administração Cantagalo UFRRJ 50 291 5,82
Administração Itaperuna UFRRJ 50 190 3,80
Administração Macaé UFRRJ 50 278 5,56
Administração Magé UFRRJ 50 425 8,50
Administração Piraí UFRRJ 50 185 3,70
Administração Resende UFRRJ 50 266 5,30
Administração Rio das Flores UFRRJ 15 48 3,20
Administração São Fidélis UFRRJ 50 132 2,64
Administração São Gonçalo UFRRJ 50 845 16,90
Administração Saquarema UFRRJ 50 324 6,48
52 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Fica claro que há polos com muitos candidatos buscando uma vaga – São Gonçalo e Magé – e cursos
com poucos candidatos buscando vaga – São Fidélis, Barra do Piraí e Rio das Flores.
Em situações como esta, oferecemos a você uma dica sobre a qual você deverá refletir: lembre que a
prova é a mesma para todos os candidatos de todos os polos. Ao escolher um polo que no ano anterior
tenha apresentado menor relação candidato/vaga, mesmo que ele não seja tão próximo da sua residência,
você poderá alcançar o seu sonho da mesma maneira.
Leve em consideração que não precisará ir ao polo diariamente. Não seria mais fácil um candidato se
inscrever, por exemplo, em Saquarema, ao invés de tentar vaga em São Gonçalo? A matemática comprova:
você tem maior probabilidade de sucesso ao disputar com 324 candidatos do que com 845!
Vamos a outro exemplo: o curso de História oferecido pela Unirio.

Vagas Inscrições
Curso Polo Instituição Candidato/ Vaga
(total) Confirmadas
História Cantagalo Unirio 50 160 3,20
História Duque de Caxias Unirio 50 864 17,28
História Miguel Pereira Unirio 50 142 2,84
História Piraí Unirio 50 168 3,36
História Resende Unirio 50 156 3,12

Podemos observar a grande procura pelo Polo de Duque de Caxias, em relação aos outros polos.
Mais uma vez, pensando que o Polo de Duque de Caxias está a apenas uma hora de distância do polo
de Miguel Pereira, não seria mais viável um aluno se inscrever nesse polo? Fica claro que disputar vaga
com aproximadamente 3 candidatos é mais fácil do que disputar com aproximadamente 17 candidatos. A
diferença é muito grande!
Pense que poderia ter um gasto com transporte um pouco maior, mas a chance de passar no Vestibular
seria bem maior também!
Vamos ao próximo exemplo: o curso de Letras oferecido pela UFF.

Curso Polo Instituição Vagas Candidatos Candidato/Vaga


Letras Itaperuna UFF 50 89 1,78
Letras Nova Iguaçu UFF 50 636 12,72
Letras Paracambi UFF 50 142 2,84
Letras Piraí UFF 50 10 2,12
Letras São Francisco UFF 50 83 1,66
de Itabapoana

Mais uma vez observamos que o Polo de Nova Iguaçu tem uma relação candidato/vaga muito maior
que a dos outros polos.
O Polo de Paracambi fica a 45 minutos de Nova Iguaçu e a disputa é muito menor! É muito mais
vantagem se inscrever para Paracambi por ter uma chance maior da tão sonhada aprovação.
A seguir apontamos os polos menos disputados em cada curso no Vestibular Cederj 2012.1:

Administração – Polo São Fidélis


Administração Pública – Polo Bom Jesus do Itabapoana
Ciências Biológicas – Polo Piraí
Computação – Polo Itaocara
Capítulo 3 :: 53

Física – Polos de Angra dos Reis e Itaperuna


História – Polo Miguel Pereira
Letras – Polo São Francisco do Itabapoana
Matemática – Polo de Saquarema
Pedagogia – Polos de Natividade e Santa Maria Madalena
Química – Polos de Angra dos Reis e São Fidelis
Tecnologia em Gestão de Turismo – Polo Miguel Pereira
Turismo – Polo Resende

Caso você não esteja seguro para disputar o curso pretendido, busque dentre os cursos o que mais
se aproxima do seu sonho. Considere a qualidade desses cursos que estão sob a responsabilidade das
universidades públicas.
Agora que ponderamos junto a você sobre as vantagens de buscar uma cidade mais distante para sediar
o seu curso, destacamos outro aspecto que, sendo menos positivo, deve ser também considerado. Ele diz
respeito ao local de realização da prova que, obrigatoriamente, será na cidade do polo de graduação. Mas
quando buscamos um sonho, não podemos pensar no que vai nos atrapalhar e sim no que vamos conseguir!
Acreditamos que, se seguir seu plano de estudos até a data da prova, você terá muitas chances de ser
aprovado!

Vestibular Estadual 2013 – Relação Candidato/Vaga, Conceito


Mínimo por Curso e Pontuação Mínima para a Aprovação
Para começar, vamos lembrar que, para quem realizou o 1º e o 2º Exame de Qualificação do Vestibular
Estadual, o melhor conceito sempre será aproveitado. Ou seja, se você tirou D no primeiro exame e B no
segundo, por exemplo, sua nota acumulada é B.
Antes de se inscrever no Exame Discursivo do Vestibular Uerj 2013, você deve analisar e entender o que
chamamos de RELAÇÃO CANDIDATO/VAGA para um maior êxito na busca do seu sonho. Além disso, é
fundamental verificar os pontos mínimos que você precisa obter para ser aprovado em cada carreira e se o
conceito tirado no Exame de Qualificação é suficiente para a carreira que você almeja.
Vamos inicialmente analisar a Relação Candidato/Vaga do Vestibular Estadual da Uerj 2012 para
podermos fazer escolhas conscientes e não perdermos tempo!
Acesse a Relação Candidato/Vaga da Uerj, UEZO, CBMERJ e PMERJ no site.
Além do curso, do campus e da universidade de origem, cada relação informa a quantidade de vagas
e a quantidade de inscrições confirmadas. Dividindo a quantidade de inscrições pela quantidade de vagas,
calculamos a relação candidato/vaga.
Vamos analisar como primeiro exemplo o curso de Medicina oferecido pela Uerj no campus Maracanã.

Curso Unidade Total Não Reserva Rede Pública Negros / Indígenas Pessoas com deficiência,
Acadêmica filhos de Policiais...
Relação Cand/Vaga

Relação Cand/Vaga

Relação Cand/Vaga

Relação Cand/Vaga

Relação Cand/Vaga
Nº Vagas

Nº Vagas

Nº Vagas

Nº Vagas

Nº Vagas
Inscritos

Inscritos

Inscritos

Inscritos

Inscritos

Medicina (RIO) Faculdade de 94 5.506 58,57 51 5.299 103,90 19 112 5,89 19 89 4,68 5 6 1,20
Ciências Médicas
54 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Fica claro que a disputa é muito grande! São 103 candidatos por vaga para os concorrentes não
cotistas! Para os cotistas, a relação candidato/vaga nem é alta, mas os candidatos para Medicina são em
geral bem preparados.
Veja agora o conceito dos aprovados para esse mesmo curso.

Curso Unidade Inscritos Classificados (1ª Classificação)


Acadêmica
Medicina Faculdade Conceito Total Conceito Total
(Rio) de Ciências
Médicas A B C D A B C D

2.415 1.757 830 504 5.506 84 9 1 0 94

Fica bem claro que nenhum candidato com conceito D e somente um com C foi classificado para Medicina.
Isso indica que, se você tirou D ou C e quer fazer Medicina, é a hora de repensar sobre sua opção e
buscar segundas e terceiras opções para não jogar fora o seu esforço no Exame de Qualificação, não acha?
Sabemos que nenhum curso substitui outro, mas se seu sonho não está ao seu alcance agora, tente um
curso que se aproxime mais do seu objetivo como Enfermagem e Nutrição no campus Maracanã, Ciências
Biológicas no campus São Gonçalo ou Farmácia na UEZO em Campo Grande. Esses cursos tiveram vários
candidatos classificados com conceitos C e D.
Não se esqueça de que você ainda pode cursar Medicina pela nota do Enem, usando-a no Sisu ou no
Prouni. Você não está abandonando seu sonho, apenas buscando outros caminhos para chegar a ele.
Só recomendamos tentar Medicina o candidato que tirou A, pois os candidatos que passam com B são,
em geral, aqueles beneficiados pela Lei de Cotas (oriundos de escola pública, negros ou portadores de
necessidades especiais) e, mesmo assim, as notas deles no Exame Discursivo são muito altas.
Agora observe a nota mínima dos candidatos que entraram para Medicina.

Curso Unidade Tipo de Vaga


Acadêmica
Não reservadas Rede Pública Negros/ Pessoas com
Indígenas deficiências
/ Filhos de
Policiais...

Mín Máx Mín Máx Mín Máx Mín Máx

Medicina Faculdade 87,25 93,75 68,00 88,50 73,75 83,50 38,25 79,00
(Rio) de Ciências
Médicas

Observando a nota final mínima, fica claro que é necessário se sair muito bem no Exame Discursivo para
ser aprovado, até mesmo por cotas, bem como ter obtido conceito A em um dos Exames de Qualificação.
Faça essa análise para o curso que é o seu sonho!
Procure seu Orientador para ver se, com o conceito obtido nos Exames de Qualificação, você atende ao
requisito mínimo para o curso pretendido.
Deixaremos aqui, como auxílio, os polos menos disputados em cada curso. Primeiro vamos falar dos
cursos em que sobraram vagas ou em que os candidatos tiveram nota muito baixa, tanto os não cotistas
quanto os cotistas: Educação Física – Campus Maracanã; Matemática – Campus Duque de Caxias e Campus
São Gonçalo; Pedagogia – Campus Duque de Caxias, Campus São Gonçalo e Campus Maracanã.
Com exceção dos cursos de Desenho Industrial, Direito, Engenharia Civil, Engenharia de Produção,
Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Jornalismo, Medicina, Psicologia e Relações Públicas, em todos
os outros sobram vagas ou a pontuação é baixa para os cotistas.
Então, se você é cotista e quer tentar algum desses cursos, tenha em mente que deve estar bem
preparado para enfrentar o Exame Discursivo. Caso contrário, procure um curso que mais se aproxime do
seu sonho.
Capítulo 3 :: 55

E mais uma vez, lembre-se de que ainda temos o Enem e você poderá usar essa nota para tentar um curso
pelo Sisu ou pelo Prouni.
Nunca desista dos seus sonhos! Busque-o de acordo com suas possibilidades!

A inscrição para o Exame Discursivo da Uerj

Assim como nos Exames de Qualificação, para fazer a inscrição para o Exame Discursivo, você deve
acessar o site www.vestibular.uerj.br, entrar no seu cadastro e solicitar a inscrição. Para os isentos, a inscrição
para o Exame Discursivo não é mais automática. O aluno tem que entrar no site e solicitar a inscrição, pois
terá que escolher a carreira. Os não isentos, além de solicitar a inscrição, escolhendo a carreira, terão que
imprimir o boleto bancário e pagar a taxa de inscrição.
O candidato terá direito a escolher uma única carreira e quantas SUBOPÇÕES (semestres e turnos) desejar.
Por exemplo, o curso de Artes Visuais da Uerj tem 4 subopções. Você pode escolher uma única subopção ou
escolher as 4 na ordem que quiser. Você também pode escolher só as duas opções cujas aulas são à noite.

Vagas Vagas

1º semestre 2º semestre
Código das
Subopções Reservadas Reservadas
Grupo Curso Turno Total
Não Não
reserva- Negros/ Rede reserva- Negros/
Rede
das Indígenas Pública D/F* das Indíge- D/F*
Pública
nas

K3 manhã 11 4 4 1 – – – –
Licenciatura
Artes K4 noite 11 4 4 1 – – – –
VI Visuais 70
(RIO) K5 manhã 8 3 3 1 – – – –
Bacharelado
K6 noite 8 3 3 1 – – – –

Fonte: http://www.vestibular.uerj.br/portal_vestibular_uerj/arquivos/arquivos2013/ed_2013/edital/2013_manual_2fase_web_
anexo2.pdf

Atenção! Se você não for aprovado em pelo menos um Exame de Qualificação, não poderá se
inscrever no Exame Discursivo. Então, se você não for aprovado em qualquer dos dois Exames
de Qualificação, esqueça a Uerj e concentre seu estudo em outro Vestibular. Não perca o foco!

Não se esqueça de acompanhar o resultado da inscrição e de verificar seu local de prova.

Inscrição para o Vestibular Cederj – 1° e 2° Semestre


A inscrição no Vestibular Cederj tem uma série de detalhes que devem ser muito bem analisados. Você
deve entrar no site www.vestibular.cederj.edu.br, preencher seus dados pessoais e fazer a escolha de um
único curso em um único polo. Caso o seu curso seja oferecido em algum outro polo da mesma região,
você poderá escolher outras duas opções adicionais de curso para disputar as vagas remanescentes. Estas
alternativas poderão ser utilizadas caso você não consiga ser aprovado no seu polo preferencial, mas
obtenha nota para um polo onde tenha sobrado vaga. Os candidatos isentos têm um período de inscrição
diferente dos demais candidatos. Fique atento!
56 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

REGIÃO – POLOS
I. Bom Jesus do Itabapoana, Itaocara, Itaperuna, Natividade, São Fidélis e São Francisco de Itabapoana.
II. Cantagalo, Itaocara e Santa Maria Madalena.
III. Angra dos Reis, Barra do Piraí, Itaguaí, Miguel Pereira, Paracambi, Piraí, Resende e Volta Redonda.
IV. Macaé, Magé, Rio Bonito, Saquarema e São Pedro da Aldeia.
V. Petrópolis, Rio das Flores e Três Rios.
VI. Campo Grande, Duque de Caxias, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi e São Gonçalo.

O aluno poderá ou não usar a nota do Enem do ano anterior para disputar as vagas do Vestibular
Cederj. O percentual de vagas destinado ao Enem e às Cotas é definido pelas universidades.
Após o preenchimento da ficha de inscrição, o candidato deverá imprimir o boleto bancário referente a
esta taxa e pagá-la.

É importantíssimo que o candidato imprima seu Comprovante de Inscrição para poder recorrer,
caso o sistema avise posteriormente que sua inscrição não foi realizada.

Inscrição para o Enem


A inscrição para o Enem é um processo muito simples e basta entrar no site e preencher seus dados
pessoais. Não se esqueça que é importantíssimo anotar o seu número de inscrição e sua senha. Deixe estas
informações em algum lugar visível. Quando for se inscrever para o Sisu, Prouni e Fies, precisará desses
dados. Informar, sempre que solicitado, um número de telefone celular e um e-mail também é de extrema
importância. Muitos alunos deixam de receber informações relevantes porque mudam o número do celular
ou não acessam o e-mail pessoal com regularidade.
Aos que tiverem sua Declaração de Carência deferida, bastará confirmar a inscrição. Os indeferidos ou
que não declararam carência terão que imprimir o boleto bancário e pagá-lo no prazo estipulado.

Conferindo o seu resultado


Você é selecionado para estudar no PVS, assiste às aulas, faz exercícios e redações, tira dúvidas no
0800, participa dos simulados e das orientações acadêmicas, estabelece contato constante com o seu
orientador, inscreve-se nas provas, intensifica os estudos quando o “dia fatal” se aproxima, tenta relaxar na
véspera, faz a prova com o coração na boca e a expectativa na cabeça, confere o gabarito, fica apreensivo,
sonda a nota dos colegas para ter uma ideia se o próprio desempenho foi bom, não dorme na véspera
da data prevista para a divulgação do resultado... e finalmente ele sai! O que fazer depois de viver tão
intensamente? Veja a seguir.

Lista de notas

Várias instituições, como a Uerj, costumam divulgar a lista de notas antes de publicar a lista de aprovados.
É necessária muita atenção, pois a partir dessas informações você terá condições de saber se ficará ou não
na listagem final dos classificados e também se será preciso pedir revisão de nota.
Capítulo 3 :: 57

Cálculo da nota final

Não existe uma regra universal para o cálculo da nota final ou total, uma vez que cada instituição
estabelece as regras nos seus editais e manuais do candidato. Na Uerj, por exemplo, a sua nota seria a
soma do maior bônus do conceito conseguido no Exame de Qualificação, da nota da prova de Português
Instrumental e Redação (peso 1), da nota da disciplina específica 1 (peso 2) e da nota da disciplina
específica 2 (peso 1). O máximo que se pode conseguir no vestibular estadual é 100 pontos. Vamos, então,
simular a pontuação final de um candidato ao curso de Direito:

1º Exame de Qualificação: C (10 pontos)


2º Exame de Qualificação: B (15 pontos) – vale este conceito
+
Português Instrumental e Redação: 17 x 1 = 17 pontos
+
Específica 1 (Língua Portuguesa e Lit. Brasileira): 18 x 2 = 36 pontos
+
Específica 2 (História): 15 x 1 = 15 pontos

NOTA FINAL: 83 PONTOS

Não existe mistério! Você só vai conseguir calcular corretamente a sua nota se ler atentamente as regras
do Edital. Essa dica vale para a Uerj, o Cederj, o Sisu e qualquer outra seleção de que você participar.
Muitos candidatos têm dúvidas sobre a nota que o Sisu utiliza para classificá-los nos cursos oferecidos pelas
instituições participantes. Na verdade, é preciso saber que a nota do Enem é utilizada pelas universidades
de forma autônoma, ou seja, cada uma estabelece os critérios sobre como irá utilizá-la em edital próprio.
Para passar na UFRJ, por exemplo, qualquer candidato, independentemente do curso escolhido,
deve fazer, no mínimo, 300 pontos na Redação e 0,01 ponto em cada uma nas áreas de conhecimento
estabelecidas no Enem, quais sejam: Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens.
Porém, a peneira não acaba aqui! De acordo com o Edital publicado por esta Universidade em 2012, cada
curso de graduação vai privilegiar uma ou outra área do conhecimento, conforme a sua compatibilidade
com a carreira. Isto significa, por exemplo, que os cursos ligados à área de Exatas tendem a atribuir peso
maior às notas obtidas em Matemática e Ciências da Natureza.
Esclarecemos que cada curso da UFRJ atribui pesos distintos às notas das disciplinas do Enem. Logo, você
precisa consultar o edital de Acesso Sisu para calcular com precisão a sua nota final; com ela você saberá
se está ou não na disputa de vagas do sistema do MEC.

Revisão de prova
O instrumento do recurso deve ser utilizado por candidatos que discordam da nota atribuída em uma
ou mais disciplinas. Geralmente, as universidades cobram uma taxa de revisão de prova discursiva; por
isso, antes de tomar qualquer decisão, tenha certeza de que você realmente se sente injustiçado com o erro
cometido pela banca. O Cederj, por exemplo, cobrou R$ 20,00 por disciplina no Vestibular 2013.1. Além
disso, fique atento ao curtíssimo prazo estabelecido no edital para que você possa solicitar esta revisão,
pois ele não dura mais de três dias. Depois do reexame das provas, a instituição publica a lista de notas
corrigidas ou não, já que não existe garantia do aumento da sua pontuação total.
58 :: PVS • Caderno de orientação aCadêmiCa

Recomendamos, portanto, que você confira com atenção as suas respostas a fim de evitar um gasto
desnecessário no pagamento da revisão. Converse com o seu Orientador e com o Tutor da disciplina
referente à questão sobre a qual se pretende fazer o recurso.
Uma polêmica recente recaiu sobre a possibilidade ou não de recurso da nota da Redação do Enem.
Como o MEC não concede ao candidato o direito de rever sua redação corrigida e, consequentemente,
de pedir a revisão antes da primeira convocação dos aprovados no Sisu, várias ações judiciais tramitaram
contra essa determinação do Ministério da Educação. Alguns estudantes tiveram seu pedido atendido e até
conseguiram aumentar significativamente a sua nota. Logo é importante conferir se o Enem que você irá
prestar dará ou não as condições de revisão da nota atribuída à Redação.

Resultado final

Quando você chegar a essa altura do campeonato, já terá visto e calculado a sua nota, pedido a revisão
(se tiver sido este o seu caso). Será, então, o momento de finalmente conferir se o seu nome está na tão
esperada lista de classificados! Os editais das instituições preveem o dia da divulgação da relação nominal
dos aprovados, e alguns até publicam a nota final junto à posição do candidato. Normalmente, os nomes
são listados de acordo com o curso, semestre e turno disponíveis.
O Sisu, por exemplo, elabora a lista dos melhores colocados do curso de graduação e a divulga
logo após o período de inscrições. Se você estiver nesta listagem, fique ligado: o período de matrícula é
curtíssimo e precisa ser feito na universidade. A documentação exigida é definida no edital específico de
cada instituição, portanto não descuide desse aspecto. As vagas ociosas (ou seja, não preenchidas pelas
pessoas aprovadas e convocadas) ficarão disponíveis na Segunda Chamada, a qual irá respeitar a ordem
de classificação.
Esse sistema realiza necessariamente duas chamadas, mas isso não significa que as suas chances
acabaram. As universidades organizam e divulgam as listas de reclassificação, isto é, a listagem dos
candidatos chamados a ocupar as vagas não preenchidas na 2ª Chamada do Sisu. O interessante é que
serão feitas várias reclassificações até que todas as vagas no curso sejam preenchidas.

Após a 2ª Chamada do Sisu, confira se o edital da instituição prevê algum procedimento especí-
fico para registro de interesse do candidato em concorrer às vagas das reclassificações.

Reclassificação não é um elemento exclusivo das instituições participantes do Sisu! A Uerj e o Cederj, por
exemplo, fazem várias listas de convocação dos candidatos não chamados nas primeiras vezes. Por isso,
reforçamos: muita atenção ao edital! Infelizmente, vários alunos do PVS perdem vaga na universidade por
falta de atenção a esse detalhe.

Inscrição para o Sisu

Como já explicamos antes a você, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o processo seletivo que usa a
nota do Enem para selecionar alunos para a grande maioria das universidades públicas do Brasil. No estado
do Rio de Janeiro, a única universidade pública que não usa o Enem é a Uerj. Algumas usam esta nota para
preencher parte das vagas. Mas como você irá se inscrever nesse processo seletivo?! Vamos ver agora!
Capítulo 3 :: 59

Primeiro você deverá


estar atento ao prazo de
inscrição, que geralmente
dura uma semana. Após,
você deverá entrar no site,
cadastrar um e-mail e, em
seguida, preencher seu
número de inscrição no
Enem e sua senha. Agora
que você está dentro do
sistema, vamos à escolha
dos cursos. Você poderá
escolher até duas opções
de curso, sejam eles de
quaisquer universidades/
institutos, em qualquer turno, lugar e área. Você pode se inscrever para Administração na UFF em Niterói e
para Administração na UFF em Macaé, por exemplo, assim como pode se inscrever para Engenharia Am-
biental na UFRJ e para Letras na Unirio. Você pode, ainda, se inscrever para Direito na UFF noturno e para
Direito na UFF diurno, todos em Niterói.
Você deverá acompanhar durante todos os dias de inscrição a sua CLASSIFICAÇÃO PARCIAL. O fato de
você estar em 5° lugar em um curso com 10 vagas no penúltimo dia de inscrição, pode ainda não significar
que você esteja definitivamente aprovado. Só após a divulgação do resultado final é que você poderá real-
mente saber se a sua aprovação foi concretizada ou não.
Durante o processo de inscrição você poderá alterar/trocar de cursos quantas vezes quiser. Se na classifi-
cação parcial do segundo dia, você não estiver dentro do número de vagas, você poderá alterar sua escolha
para um curso com nota
mais baixa. Você também
pode preferir manter sua
escolha, e isso não quer
dizer que não será selecio-
nado, pois haverá muitas
reclassificações.
Outro ponto importante
a ser observado é o tipo
de vaga em que você se
inscreverá. Se estudou em
escola privada, sua única
opção será a de vagas do
tipo AMPLA CONCOR-
RÊNCIA. Qualquer um
poderá se inscrever nesse
tipo de vaga. Caso você
tenha sido aluno de escola
pública durante TODO o
Ensino Médio, deverá ob-
servar as opções para os
seguintes tipos de vagas:
60 :: PVS • Caderno de orientação aCadêmiCa

• Autodeclarados negros, pardos ou indígenas, com renda per capita inferior a 1,5 salários mínimos;
• Autodeclarados negros, pardos ou indígenas, com renda per capita igual ou superior a 1,5 salários
mínimos;
• Com renda per capita inferior a 1,5 salários mínimos, independentemente da raça/cor;
• Com renda per capita igual ou superior a 1,5 salários mínimos, independentemente da raça/cor;
• Com qualquer renda;
• Com qualquer renda, excluindo os colégios federais, militares, de aplicação e universitários.

Veja em qual/quais opções você se encaixa e faça sua escolha.

O grupo SOA preparou um vídeo para explicar cada procedimento da


inscrição do Sisu.

Acesse:
http://www.youtube.com/watch?v=5_P3HQNjY0U&feature=youtu.be

Inscrição para o Prouni

O Programa Universidade para Todos (Prouni), é o processo seletivo criado pelo governo federal que
permite selecionar alunos para a grande maioria das universidades particulares. Cada instituição tem as
suas regras de seleção e algumas vagas são oferecidas com base na nota do Enem, do mesmo modo como
opera o Sisu. Cabe às universidades a escolha de participar ou não do programa, de modo que podem sair
a qualquer momento do cadastro. Por isso é preciso verificar se a sua instituição de preferência está inclusa
no processo.
A seleção é bem parecida com a do Sisu. Primeiro você deve se atentar ao prazo de inscrição, que
geralmente dura uma semana, entrar no site, cadastrar um e-mail e, depois, preencher seu número de
inscrição no Enem e sua senha. Estando dentro do sistema, você poderá escolher até duas opções de curso,
de quaisquer universidades/institutos, em qualquer turno, lugar e área. Isso quer dizer que é permitida a
inscrição para Pedagogia em uma instituição de São Gonçalo, e Letras em uma outra instituição, em Nova
Friburgo, por exemplo. Outra situação é a inscrição para Direito na mesma instituição, no Rio de Janeiro,
nos períodos noturno e diurno.
O Prouni separa as vagas em dois tipos: Ampla e Cota. As vagas para Ampla Concorrência são destinadas
a qualquer candidato que estudou em escolas públicas durante todo o Ensino Médio e/ou em escolas
privadas com bolsa integral. As vagas para Cota são destinadas a negros, pardos, indígenas e deficientes.
O primeiro pressuposto para disputar qualquer uma delas é ter conseguido nota igual ou superior a 450
na Redação. Além disso, é necessário ter renda per capita menor que três salários mínimos para disputar
uma bolsa parcial (50% do valor) e menor que 1,5 salários mínimos para disputar uma bolsa integral.
Os professores da rede pública de ensino, por sua vez, poderão disputar vaga em qualquer licenciatura,
independentemente da renda que tenham.

Não deixe de acompanhar DIARIAMENTE a sua CLASSIFICAÇÃO PARCIAL! Lembre-se que, a


exemplo do que ocorre no Sisu, a nota de corte sobe todos os dias!
CaPítulo 3 :: 61

Pré-matrícula na universidade e inscrição em disciplinas

Você percebeu que tanto o Sisu quanto o Prouni são sistemas de seleção de candidatos que utilizam a
nota conseguida no Enem para o acesso aos cursos de graduação disponibilizados pelas universidades
participantes. Se após percorrer todo este processo você obtiver o resultado desejado ou outro que satisfaça
a você, na época em que você estiver comemorando sua aprovação será preciso ainda observar regras
importantes para assegurar definitivamente a sua vaga na universidade.
Na verdade, o procedimento é simples, basta você ter o cuidado de ler o edital e seguir as instruções
contidas neste documento. Enfatizamos isso porque cabe às universidades gerenciar o processo de matrícula
dos recém-aprovados dentro do prazo estabelecido pelo MEC. Para você ter uma ideia, a UFRJ disponibiliza
um sistema de cadastro de informações no qual os estudantes classificados podem saber os dias e locais
para a entrega da documentação exigida com vistas à confirmação da matrícula.
No caso desta Universidade Federal, o aluno já se inscreve nas disciplinas no momento em que confirma
o interesse em ocupar a vaga. Esse procedimento administrativo já garante à Universidade a formação da
turma do 1º período dos turnos dos cursos de graduação. Em todo caso, recomendamos muita atenção às
regras da Instituição para a qual você for aprovado.
No Prouni a situação é a mesma: depois que o MEC divulga a chamada dos classificados, as universi-
dades publicam editais com as instruções sobre matrícula e inscrição em disciplinas. Cada unidade tem as
suas orientações, por isso todo cuidado é pouco nesse processo.

Fique de olho e evite dor de cabeça!


Capítulo 4
Orientação para os exames
64 :: PVS • Caderno de orientação aCadêmiCa

Após o conhecimento sobre as formas mais utilizadas para exames de seleção e ingresso nas instituições
de ensino superior e sobre as inscrições e prazos, neste capítulo do Caderno você vai encontrar informações
importantes para a realização dos exames. Fique atento! Elas serão essenciais para você definir com maior
precisão as suas estratégias!
Existem diversas etapas e momentos específicos durante esse processo. Apontaremos, aqui, alguns cuida-
dos importantíssimos e necessários para a concretização do seu objetivo:
a) a preocupação com a documentação necessária para a realização dos exames;
b) os cuidados e orientações que você deve ter antes e no dia das provas.
Listaremos, ainda, alguns conselhos úteis para o seu sucesso.

Atenção! Você deve estar ligado nas diferenças entre os vários exames de ingresso em cada
instituição. Não se esqueça! Leia o Edital e converse com seu Orientador Acadêmico.

Momento de preparação e realização das provas: cuidados e orientações

Definitivamente, não adianta apenas “fundir a cabeça” de tanto estudar se preparando para as provas dos
vestibulares e para o Enem. É preciso tomar vários cuidados com questões que podem afetar o seu desempenho
no dia da prova, e que dependem de algumas atitudes a serem tomadas antes e durante esse dia.
Você sabia que questões aparentemente simples, como as relacionadas à alimentação, ao descanso,
ao planejamento para a realização da prova, aos cuidados com a marcação das respostas e à redação,
podem contribuir ou mesmo serem decisivas para o seu sucesso?
Por isso, vale a pena ficar antenado em todos os detalhes!

O Cartão de Confirmação é indispensável para que você garanta a sua inscrição. Veja os pra-
zos de recebimento, confira a sua situação pela internet, e, se necessário (em caso de extravio
ou de não recebimento), procure solicitar ou imprimir a 2ª via do cartão.
CaPítulo 4 :: 65

Cuidados e orientações que devem anteceder uma prova

Documentação
Na reta final, não marque bobeira! No dia anterior à prova, confira e
separe a documentação exigida pelo Edital: Carteira de Identidade ou outro
documento oficial que tenha sua foto e o Cartão de Confirmação de Inscrição.

http://portal.mj.gov.br/ric
(Acessado em 23/01/2013). Saúde e bem-estar
Na véspera da prova, vale tomar alguns cuidados com a sua saúde. O seu
bem-estar depende disso e pode contar positivamente no resultado final de
suas provas.
Alimente-se bem, com comidas leves e que já fazem parte dos seus hábi-
tos. Nada de experimentar pratos novos, evitando, assim, possíveis proble-
mas. Tenha cuidado redobrado ao se alimentar fora de casa, para não correr
o risco de uma intoxicação antes ou no dia da prova. Evite pratos com frutos
do mar (camarão, mexilhões, ostras, siris, caranguejos etc.), pratos gorduro-
sos, muito condimentados (pimenta, por exemplo) e com maionese (salada de
Foto: Vaughan Willis.
http://www.sxc.hu/photo/1384705 batata e/ou legumes etc.).
A melhor pedida é uma refeição leve, que combine carboidratos (arroz,
massas em geral, batata, pães etc.) e proteínas (carne de boi, aves etc.)
Boas apostas são os tradicionais arroz, feijão e bife magro ou macarrão com
algum tipo de carne.

Descanse de forma adequada!


Durma bem, você precisa estar com as baterias carregadas para realizar
uma boa prova. Evite praticar atividades físicas muito intensas na véspera.
Foto: Ignacio Leonardi.
http://www.sxc.hu/photho/1109779 Para a realização de uma prova longa, você não deve estar cansado.

Local de prova e meio de transporte


Localize-se e programe-se para evitar atrasos de última hora ou até mes-
mo um imprevisto que lhe impeça de chegar a tempo no local da prova.
Engarrafamentos, itinerário errado ou eventos inesperados na cidade como
batidas, blitz policiais, enchentes em caso de chuva, por exemplo, podem
atrasar a sua chegada. Leve em conta tudo isso para não perder a hora!
Verifique antecipadamente em seu Cartão de Confirmação de Inscrição
Foto: Marcelo Terraza. o local e o endereço correto de onde será realizada a sua prova. Você
http://www.sxc.hu/photo/531174 precisa saber chegar até o local e conhecer todos os meios de transportes
que podem ser tomados nesse percurso. Caso não conheça o local, bus-
que informações sobre como chegar até lá, pontos de referência etc., com
amigos, parentes ou utilizando recursos da internet (por exemplo, o Google
Maps – http://maps.google.com.br/). Se possível, experimente fazer o tra-
jeto de sua escolha antes do dia da prova.
Com a rota e os meios de transporte definidos, você deve se planejar
para chegar ao local indicado com, pelo menos, 1h (uma hora) de ante-
cedência para o início do exame. Isto certamente lhe ajudará a ter mais
tranquilidade para a realização da prova.
66 :: PVS • Caderno de orientação aCadêmiCa

Cuidados e orientações para o dia da prova

No dia da prova, antes de sair de casa, verifique se está levando: Carteira de Identidade ou outro do-
cumento oficial que tenha foto, Cartão de Confirmação de Inscrição e canetas pretas de corpo transparente
(pelo menos duas). O material permitido, assim como a cor da caneta recomendada pode variar de acordo
com o edital do concurso. É importante conferi-lo com antecedência!

O que não pode?


Lápis, borracha, celular, relógio digital, livros, cadernos,
óculos escuros, calculadoras e aparelhos eletrônicos.

Fotos: Mihow (celular) em http://www.sxc.hu/photo/1225932, Henrique Lopes (óculos) em http://www.sxc.hu/


photo/748162, Fernando Mengoni (relógio digital) em http://www.sxc.hu/photo/560826, Daniel Diaz (mp3 player)
em http://www.sxc.hu/photo/512141, Jonathan Werner (borracha) em http://www.sxc.hu/photo/726055, Stoonn
(livros) em http://www.sxc.hu/photo/1360030, Ivaylo Georgiev (lápis) em http://www.sxc.hu/photo/ 800240

O que pode?
Caneta preta transparente*, água mineral, lanche, documento de identidade*
e cartão de confirmação de inscrição no exame*. (* obrigatório)

*
*
*

Fotos: Beatriz Fazolo (caneta e identidade), Mateusz Atroszko (biscoito) em http://www.sxc.hu/photo/742339,


Nathan Bauer (água) em http://www.sxc.hu/photo/733906, Fábio Cortez/DN/D.A Press (CCI) em http://blogs.
diariodepernambuco.com.br/vestibular2013/?p=269
CaPítulo 4 :: 67

Para a realização da prova é proibido o uso de: boné, relógio digital,


calculadora, agenda, computador, rádio, telefone, receptores, livros e ano-
tações manuscritas ou impressas. É proibido também portar armas de fogo,
fazer uso de documentos falsos ou outros meios ilícitos, bem como desres-
peitar qualquer membro da equipe de aplicação da prova, autoridade ou
candidato presente, em qualquer etapa do processo seletivo.
É permitido levar alimentos para consumir durante a prova, então você
deve combinar o consumo de água, carboidratos e proteínas durante o Foto: Nick Colomb.
período em que estiver fazendo o exame. Isso pode fazer a diferença no http://www.sxc.hu/photo/66634
seu rendimento!

Veja algumas sugestões de alimentos para levar no dia do exame:


• Fontes de carboidratos: torradas e biscoitos salgados, pão integral, barra de cereais (não muito
doce), frutas secas (se você for acostumado a consumi-las), cereal matinal, frutas frescas.
• Fontes de proteínas: queijo processado tipo Polenguinho, iogurte, achocolatados em caixinhas,
bebidas de soja.
• Água: Levar água é essencial. Uma garrafa de 500 ml para ir tomando aos poucos durante as quatro
horas de prova é uma boa medida.

Cuidados e orientações para a realização da prova

Controle do tempo
Em muitas áreas do esporte, a administração consciente do tempo pelo atleta pode ser decisiva para que
ele garanta a sua vitória em uma disputa. Embora, no nosso caso, esta questão deva ser tratada de forma
um pouco diferente, aqui o uso ponderado do TEMPO DE DURAÇÃO DO EXAME também se torna parte
importante do seu treinamento. Afinal, de que adiantaria você dedicar meses estudando para a prova e, na
hora “H”, se atrapalhar por não saber controlar o tempo disponível? Ter um planejamento é fundamental
para um bom resultado.

• É importante saber o tempo total de prova e a quantidade de questões (incluindo a redação).


Mas você deve descontar, do tempo total, pelo menos 30 minutos para efetuar CUIDADOSA-
MENTE a marcação do seu Cartão-Resposta. A partir daí, então, você pode se programar para
distribuir o tempo restante entre o trabalho com as questões da prova e a redação.
• Procure se manter calmo durante a resoluçã o das questõ es e confi e na sua capacidade e na
sua preparação. A calma é uma grande aliada! Comece pelas matérias em que você se sente
mais seguro e siga a ordem das questões.
Comece pelas matérias em que você se sente mais seguro. Dê uma lida geral e rápida nas
questões desta matéria antes de começar a respondê-las para avaliar o seu grau de domínio
diante delas. Isso pode ajudá-lo no controle ainda mais preciso do tempo. Além disso, o próprio
conteúdo de uma questão pode “refrescar” sua memória sobre alguns aspectos da matéria e
acabar ajudando você na hora de responder a alguma outra pergunta. Feita a leitura geral,
comece a responder as questões de acordo com a ordem que elas aparecem na prova. Entre-
tanto, caso se depare com alguma que lhe pareça muito difícil, faça um destaque indicando
que deverá voltar a ela depois e siga adiante, respondendo as demais. Ao final, retome as
68 :: PVS • Caderno de orientação aCadêmiCa

questões pendentes e as resolva observando o tempo máximo que você destinou a essa matéria
específica. Não esqueça: você tem que cuidar de outras matérias ainda nesta prova!
• É importante que você controle o seu tempo de prova e, para tanto, é geralmente permitido o
uso de relógio com ponteiros sem qualquer recurso digital. Caso necessário, você poderá soli-
citar que os fiscais de sala registrem no quadro um marcador de tempo de 30 em 30 minutos.

Marcação do Cartão-Resposta

O Enem e a maioria dos vestibulares utilizam equipamentos de leitura óptica para a correção dos
cartões-resposta dos candidatos. No Enem, por sua dimensão nacional, as redações também são digitali-
zadas e corrigidas on-line pelos avaliadores. Isto permite maior agilidade no processo de correção e evita
o extravio de provas.
Dessa forma, é muito importante que você siga rigorosamente as instruções para a marcação dos cartões-
-resposta. As respostas marcadas com um “x”, um “ ” ou um pequeno ponto podem não ser lidas pelos
equipamentos menos precisos utilizados na leitura óptica. É importante que você preencha completamente os
espaços reservados às respostas corretas – um círculo ou um quadrinho –, para não correr o risco de falha
na leitura. Pelo mesmo motivo, você deve tomar cuidado para não escrever a Redação com muita “leveza”
(letra muito clara ou pouco legível) ou com a caneta falhando, para que o processo de digitalização possa
captar as palavras escritas sem problemas.
Tenha muita atenção para não cometer erros ao marcar o Cartão-Resposta. Ele é o seu comprovante de
desempenho nas provas, além de ser intransferível e insubstituível. De nada adianta você fazer a prova com
calma e responder às questões corretamente se, na hora de marcá-lo, cometer erros simples como trocar as
alternativas ou rasurar o documento. Qualquer erro ou rasura no Cartão-Resposta pode levar à anulação
de questões. Portanto, ao terminar a prova, quando for marcar as alternativas no cartão, redobre a atenção
para não sair prejudicado e colocar tudo a perder.

Dicas para marcar o Cartão-Resposta


– Verifique se seus dados estão corretos no Cartão-Resposta.
– Reserve, pelo menos, de 20 a 30 minutos para preencher o cartão e mantenha a calma.
– Não rasure, suje ou amasse o cartão, pois ele NÃO é substituído.
– Marque o Cartão-Resposta de uma única vez, ao final da prova, para evitar confusão e não
perder tempo. Sugere-se como estratégia fazer, primeiro, as questões objetivas, preencher o
cartão e só então começar a redação. Contudo, você deve se organizar para realizar a prova
da forma que se sentir mais confortável.
– Deixe as respostas no Caderno de Provas bem visíveis para evitar erros.
– Use um objeto reto, como uma régua ou a própria caneta, para não marcar os espaços errados.
– Fique atento à cor da caneta para preenchimento do cartão. A dica é: sempre ler o Edital!
– Tenha cuidado para não “pular” uma questão e perder o resto da prova.
– Fique atento ao horário, pois as bancas não oferecem tempo adicional para o preenchimento
do Cartão-Resposta.
– Tenha cuidado ao revisar as questões ao final da prova. Por conta do cansaço, as possibili-
dades de erros aumentam.
70 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Para elaborar sua Redação

Que tipo de letra usar?


Não existe nenhuma indicação por parte das bancas do Enem, da Uerj e do Cederj sobre o tipo de letra
usado nas redações. Em geral, esse não é um quesito pontuado ou que figure em grades de correção, e o
corretor não está autorizado a avaliar (pontuar ou penalizar) qualquer aspecto gráfico ou estético do texto.
Então, a Redação pode ser feita com qualquer tipo de letra. Se você for usar letra de forma, certifique-se
de que as maiúsculas fiquem bem identificadas.
Entretanto, o que pode acontecer, especialmente no Enem, é que a letra “feia” pode prejudicar a
visualização da redação, que é escaneada (digitalizada) para o corretor. Uma letra pouco legível, é claro,
pode dificultar a correção de sua redação. Caso a letra se torne um obstáculo à compreensão do que você
escreveu, ela pode acabar pesando negativamente na avaliação desta etapa tão importante do seu exame.
Recomendamos maior atenção à letra usada já que esse detalhe, apesar de não ser necessariamente pon-
tuado, pode contar a seu favor.
Portanto, você deve produzir uma redação limpa, com letra legível e de tamanho razoável, apenas para
evitar problemas. A redação também não pode ser assinada nem conter desenhos ou elementos que iden-
tifiquem o autor.
Veja o que chega às mãos do corretor:

• Letra cursiva “fraca”

• Letra cursiva de difícil entendimento

• Letra cursiva legível


CaPítulo 4 :: 71

Escrever a lápis ou à caneta?

A Redação deve ser escrita à caneta, já que é um documento. Para que você não cor-
ra riscos, leia o Edital para saber os detalhes sobre as características da caneta exigida
(cor, transparência etc.).
Foto: Emin Ozkan.
www.sxc.hu/photo/764999

Outras recomendações
– Não escreva palavras com dúvida de grafia.
– Se não tiver certeza sobre o significado da palavra, prefira usar o respectivo sinônimo. O
ideal é manter a clareza da ideia.
– Não acelere o ritmo para acabar logo nem demore demais para não perder tempo.
– Quanto à pontuação, evite o uso das reticências e empregue corretamente a vírgula, o ponto-
-e-vírgula e os dois pontos.
– Não ultrapasse as margens do papel tanto nas laterais quanto no topo e no fim da pauta.
Para isto existem as faixas de limite do papel.
– Não utilize parênteses. Parênteses são adendos, são informações extras, que não cabem em
um texto conciso como o dissertativo geralmente pedido nos vestibulares.
– Se houver necessidade de rasura, faça uma rasura limpa. Não faça rabiscos grandes sobre
as palavras que precisar rasurar, faça apenas um traço, riscando a palavra apenas uma vez.
– Pense no tema da redação antes de escrever o texto. Faça um planejamento e utilize o rascu-
nho para evitar rasuras desnecessárias na folha de redação.
– Não esqueça o título da sua redação. Algumas vezes os candidatos deixam para dar o título
ao texto no final e, na pressa, acabam se esquecendo de fazê-lo. Fique atento!
– Em relação ao tempo, procure produzir o texto em 1 hora ou 1 hora e 15 minutos, no máximo.
Lembre-se de que as questões das demais disciplinas precisam ser resolvidas com igual atenção.

O mais importante: escreva com firmeza e segurança, com letra bem nítida, de tamanho médio,
com ritmo tranquilo, para facilitar a leitura e a compreensão da estrutura de seus pensamentos
(argumentos).

Dicas úteis para a sua aprovação

– Atente para a reta final


Não se e
O período que antecede as provas é o momento de aumentar o sque ça
o ato de de que
ritmo dos estudos. Afinal, a hora está chegando e você precisa se e screver
um plan exige
sentir preparado. É melhor sair da prova com a sensação de “fiz o o ar ticu
lado e
que pude” ou “dei o melhor de mim”, do que “nossa, eu podia ter e squema
tizado d
É im por t a e s tr u
estudado mais”. Então, a dica é estude mais e melhor. tura.
ante ch
e car o it
3 (Pergu em
ntas Fre
– O seu maior desafio: você mesmo no cap. que nte s)
2 do mó
Vencer as suas dificuldades será seu maior desafio nesse proces- dulo 1 d
Re dação e
so. A responsabilidade pelo seu sucesso ou frustração é sua. Então, .
72 :: PVS • Caderno de orientação aCadêmiCa

saiba que você tem limites, mas acredite que os seus sonhos são maiores. Insista: leve o tempo necessário
para o grito final: “Consegui!” Você vai perceber que, então, cada hora de estudos que parecia não ter fim
vai ter valido a pena e, assim, virão os frutos do seu esforço e novos desafios. Acredite em você!

– Como o PVS pode me ajudar?


Desde a sua entrada no PVS, tudo foi feito e aprimorado para contribuir para o seu sucesso.
No entanto, temos observado que muitos não tiram proveito do que levamos anos para inserir na estru-
tura do curso. Observem:
• O 0800: o diferencial. Qual curso no Rio de Janeiro possui uma “central de dúvidas”? Faça a apostila
e tire suas dúvidas com o 0800.
• Os tutores: aproveite a experiência e disponibilidade de seus tutores. O Tutor vai estar sempre dis-
posto para tirar suas dúvidas.
• As apostilas: conteúdos selecionados por quem tem experiência com Vestibular. Estude por elas!
• Línguas estrangeiras: fora as apostilas bem feitas e o 0800, o PVS coloca à sua disposição o que
há de mais moderno em educação a distância: vídeos de Inglês e de Espanhol. Veja!
• A Orientação Acadêmica: informações valiosas para você (alojamentos, bolsas, endereços de
universidades, dentre outras). Participe!
• Simulados: muita gente sabe o conteúdo, mas fica nervoso na hora da prova. Os simulados irão lhe
ajudar nisso, porque nada como a prática em fazer prova. Aprenda isso!

Checklist

Na véspera da prova
[  ] Não estude ou, se estudar, não exagere!
[  ] Comer só em lugares conhecidos e alimentos com os quais já esteja acostumado.
[  ] Evite esforços físicos.
[  ] Relaxe! Faça algum programa leve, nada muito tarde.
[  ] Separe os documentos e materiais para a prova.
[  ] Defina seu deslocamento. Trajeto, ônibus, ponto de referência etc.
[  ] Separe roupas. Dê preferência a roupas confortáveis e leve um agasalho: o tempo pode
esfriar ou o ar-condicionado da sala pode estar muito frio.
[  ] Despertador, pelo menos dois sistemas (um sem depender de energia elétrica). Acorde
mais cedo, com boa antecedência!

No dia da prova
[  ] Identidade;
[  ] Cartão de Inscrição;
[  ] Relógio de pulso;
[  ] Dinheiro para o deslocamento;
[  ] Material: canetas pretas (duas ou três) e, se permitido pelo Edital, lápis e borracha;
[  ] Lanche: algo para beber, preferencialmente água, biscoito salgado e doce, chocolate,
barras de cereal etc.;
[  ] Remédios (dor de cabeça, diarreia, pessoais etc.).
Capítulo 5
Cursos e universidades
74 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

No Estado do Rio de Janeiro encontramos um conjunto de universidades públicas de grande porte


consideradas de excelência em avaliações nacionais e internacionais. De modo geral, possuem a
infraestrutura necessária para uma boa formação profissional, porém a avaliação de cada curso apresenta
variações. Então, fique atento para a instituição da sua escolha. Leve em consideração a reputação do curso
do seu interesse, a infraestrutura oferecida, os programas de assistência ao estudante e outros recursos e
facilidades, conforme você pode verificar a seguir na descrição das principais universidades fluminenses.

Nota: Recomendamos que você confirme as informações a seguir nos sites das respectivas uni-
versidades pois podem ocorrer mudanças na forma de ingresso ao longo do ano.

Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ


Criada em 1920, a maior e mais antiga universidade federal do país foi eleita
em 2012 a melhor federal do Brasil pelo QS World University Rankings, um dos
rankings mais respeitados do mundo, e figura, ainda, na lista das dez melhores
universidades da América Latina, junto com as brasileiras USP, Unicamp, e mais
sete instituições de ensino do Chile, México e Colômbia.
A antiga Universidade do Brasil tem um corpo discente composto por 42.009 estu-
dantes de graduação com matrículas ativas em cursos presenciais e 2.843 em cursos
a distância, tendo 4.748 graduados/ano; já na pós-graduação são 11.035 alunos. A
UFRJ conta com um corpo docente de 3.853 professores (Anuário Estatístico UFRJ, 2011).
Os principais campi são o da Praia Vermelha e o da Cidade Universitária (também conhecido como
“Fundão”). A UFRJ disponibiliza uma linha de ônibus que liga estes campi em diferentes horários. Mas há
outras importantes unidades acadêmicas na capital fluminense: a Escola de Música, a Faculdade de Direito, o
Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e o Instituto de História no Centro; o Museu Nacional e o Museu de As-
tronomia e Observatório do Valongo em São Cristóvão; além do Colégio de Aplicação (CAP-UFRJ) na Lagoa.
No município de Macaé, foi concebido um centro de pesquisa e ensino voltado para os potenciais ambientais
e petrolíferos do norte fluminense. Já em Duque de Caxias, foi implantado o Polo Avançado de Xerém em par-
ceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) com o objetivo
de potencializar pesquisas nas áreas de biotecnologia e nanotecnologia.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro conta com 139 cursos/habilitações de graduação, oferecidos
nas suas diversas unidades. Estes cursos são distribuídos entre os períodos integral, matutino, vespertino e
noturno, alguns com mais de uma opção de turno. Cada um deles está vinculado a uma unidade acadêmica
específica, mas há casos de cursos multiunidades, como, por exemplo, o curso de Nanotecnologia, oferecido
em conjunto pela Escola Politécnica, pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, pelo Instituto de Física e
pelo Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano.
Os alunos da UFRJ também têm a oportunidade de participar de projetos de ensino, intercâmbio, pesquisa
e extensão, através de atividades de natureza científica, artística e cultural, sob a orientação de professores,
podendo receber uma bolsa de estudo: Bolsas de Monitoria, Programa Institucional de Bolsas de Iniciação
Científica (PIBIC), Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Docente (PIBID) e Programa Institucional de
Bolsas de Iniciação Artística e Cultural (PIBIAC). A Universidade oferece ainda diversas formas de auxílio.
Os estudantes da UFRJ também podem fazer estágios supervisionados, trabalhos de campo e cursos
extracurriculares. Muitos graduandos fazem pesquisa e participam da Jornada de Iniciação Científica e da
Jornada de Iniciação Artística e Cultural, apresentando seus trabalhos. A Instituição ainda mantém relações
de cooperação com mais de 170 instituições internacionais em todo o mundo.
Capítulo 5 :: 75

Para saber mais sobre a UFRJ acesse o site www.ufrj.br.

Antes de se inscrever para um curso na UFRJ, procure saber onde será sua unidade acadêmica,
pois isso será importante para planejar como vai se manter durante a graduação (em relação
a transporte, alimentação e moradia).

Conhecendo a UFRJ
Desde 2004, a UFRJ vem realizando o Conhecendo a UFRJ, um evento aberto ao público externo, princi-
palmente alunos, professores e coordenadores pedagógicos de escolas públicas e privadas de Ensino Médio
ou de cursos pré-vestibulares. O objetivo principal é mostrar como é a vida universitária, permitindo um maior
contato com o lado de dentro da universidade e a partilha de experiências com estudantes de graduação,
professores(as) e técnicos(as). Conheça mais sobre o evento em http://www.pr5.ufrj.br/conhecendo/

Forma de ingresso
Para o acesso aos cursos de graduação a partir de 2012, a UFRJ optou por utilizar as notas do Enem
como o principal critério seletivo.
A única exceção foi o Teste de Verificação de Habilidade Específica (THE), que é aplicado para os cursos
da Escola de Belas Artes e da Escola de Música, além dos cursos de Artes Cênicas, Arquitetura e Dança. Vale
frisar que os candidatos não aprovados no THE ainda têm a possibilidade de optar por outro curso para con-
correr pelo Sisu.
É preciso estar atento! Se você pretende se preparar para o ingresso em algum curso universitário da
UFRJ, você não pode esperar passar a prova do Enem para começar a se preocupar com isso. É importante
ter em mente a nota mínima e os pesos das provas estabelecidos para o curso pretendido.
Além disso, é bom saber que você pode pleitear uma das vagas reservadas para a ação afirmativa.
Juntamente com a adoção do Enem para o Acesso à Graduação em 2010, a Universidade adotou o sistema
de reserva de 30% das vagas de seus cursos para ação afirmativa.

Confira as determinações relativas à reserva de vagas para o processo seletivo 2014:


Art. 9º. Poderá se candidatar às vagas de Ação Afirmativa o candidato que atender aos seguintes re-
quisitos: I. ter cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, em cursos regulares ou no
âmbito da modalidade de Educação de Jovens e Adultos; ou
II. ter obtido certificado de conclusão com base no resultado do Exame Nacional doEnsino Médio-
-ENEM, do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos-ENCCEJA ou
de exames de certificação de competência ou de avaliação de jovens e adultos realizados pelos
sistemas estaduais de ensino.
§1º. Para aplicação do disposto neste artigo considera-se escola pública a instituição de ensino criada
ou incorporada, mantida e administrada pelo Poder Público, nos termos do inciso I, do art. 19, da Lei
nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
§2o. Não poderão concorrer às vagas na modalidade de que trata este artigo os estudantes que
tenham cursado em escolas particulares integralmente ou parte do ensino médio mesmo que com
bolsa de estudo integral.
76 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Cursos (campus/polo)

Rio de Janeiro
Administração Educação Artística (Licenciatura)
Ênfases: Administração Internacional, Estratégia Em- Ênfases: Artes Plásticas, Desenho, Música
presarial, Finanças e Controle, Logística, Marketing, Educação Física (Graduação e Licenciatura)
Recursos Humanos Enfermagem e Obstetrícia
Arquitetura e Urbanismo Licenciatura em Enfermagem
Artes Cênicas Engenharia (Ciclo Básico)
Ênfases: Cenografia, Direção Teatral, Indumentária, Engenharia Ambiental
Escultura Engenharia de Alimentos
Astronomia Engenharia de Bioprocessos
Ênfases: Astrofísica, Computacional, Instrumental, Ma- Engenharia de Computação e Informação
temática, Difusão da Astronomia Engenharia Civil
Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Ênfases: Estruturas, Obras Hidráulicas e Saneamento,
Informação Construção Civil, Mecânica dos Solos, Métodos Nu-
Ciência da Computação (Bacharelado) méricos
Ciências Atuariais Engenharia de Controle e Automação
Ênfase: Estatística (Básico) Engenharia Elétrica
Ciências Biológicas Ênfase: Eletrônica
Ênfases: Licenciatura em Ciências Biológicas, Biologia Engenharia Eletrônica e de Computação
Marinha, Biologia Vegetal, Ecologia, Genética, Zoo- Engenharia de Materiais
logia Engenharia Mecânica
Ciências Biológicas - Modalidade Médica Engenharia Metalúrgica
Ênfases: Análises Clínicas, Biociência Legal, Ciência Engenharia Naval
e Tecnologia Engenharia Naval e Oceânica
Ciências Biológicas: Biofísica Engenharia Nuclear
Ênfases: Bioinformática, Biologia de Sistemas, Biologia Engenharia de Petróleo
Estrutural, Biotecnologia, Toxicologia Ambiental Engenharia de Produção
Ciências Contábeis Áreas: Engenharia Econômica e Gerência de Produção
Ênfases: Contabilidade Financeira, Contabilidade Engenharia Química
para Gestão de Negócios Escultura
Ciências Econômicas Estatística
Ciências Matemáticas e da Terra (Bacharelado) Farmácia
Ciências Sociais (Licenciatura) Habilitações: Farmacêutico, Farmacêutico Industrial
Comunicação Social (Básico) Farmacêutico Bioquímico
Habilitações: Jornalismo, Produção Editorial, Publici- Ênfases: Análise de Alimentos, Análises Clínicas
dade e Propaganda, Radialismo Filosofia (Licenciatura)
Composição de Interior Física
Composição Paisagística Habilitação: Física Médica
Comunicação Visual - Design Fisioterapia
Conservação e Restauração Fonoaudiologia
Dança Gastronomia
(Bacharelado, Licenciatura e Graduação em Teoria da Geografia (Licenciatura e Bacharelado)
Dança) Geologia
Defesa e Gestão Estratégica Internacional Gestão Pública para o Desenvolvimento Econô-
Ênfases: Defesa e Assuntos Estratégicos, Estratégias mico e Social
Nacionais e Regionais de Segurança pelo Desenvol- Ênfases: Gestão do Setor Público, Gestão do Terceiro
vimento, Saúde Internacional e Questões Ambientais Setor
Globais Gravura
Desenho Industrial História (Licenciatura e Bacharelado)
Ênfases: Programação Visual, Projeto do Produto História da Arte
Direito
Capítulo 5 :: 77

Letras Pedagogia (Básico)


Libras (Bacharelado e Licenciatura) Habilitações: Magistério das Séries Iniciais do Ensino
Português-Alemão (Bacharelado/Licenciatura) Fundamental, Educação Infantil e Magistério das Disci-
Português-Árabe (Bacharelado/Licenciatura) plinas Pedagógicas do Curso Normal.
Português-Espanhol (Bacharelado/Licenciatura) Pintura
Português-Francês (Bacharelado/Licenciatura) Psicologia (Bacharelado/Licenciatura)
Português-Grego (Bacharelado/Licenciatura Química
Português-Hebraico (Bacharelado/Licenciatura) Habilitações: Bacharelado/Licenciatura em Química,
Português-Inglês (Bacharelado/Licenciatura) Química Industrial
Português-Italiano (Bacharelado/Licenciatura) Nutrição
Português-Japonês (Bacharelado/Licenciatura) Relações Internacionais
Português-Latim (Bacharelado/Licenciatura) Saúde Coletiva
Português-Literatura de Língua Portuguesa. (Bacharela- Servico Social
do/Licenciatura) Teoria da Dança
Português-Russo (Bacharelado/Licenciatura) Terapia Ocupacional
Matemática
Ênfases: Matemática Computacional, Matemática Es- Macaé
tatística Ciências Biológicas
Matemática Aplicada (Licenciatura e Bacharelado)
Ênfases: Computação Científica, Ciências Biológicas, Enfermagem e Obstetrícia
Matemática de Negócios Farmácia
Medicina Medicina
Meteorologia Nutrição
Música (Bacharelado) Química (Bacharelado e Licenciatura)
Habilitações: Bandolim, Canto, Cavaquinho, Clarine-
ta, Composição, Contrabaixo, Cravo, Fagote, Flauta,
Harpa, Oboé, Órgão, Percussão, Piano, Regência,
Duque de Caxias - Xerém
Ciências Biológicas: Biofísica
Regência Coral, Regência de Banda, Regência Or-
Ênfases: Bioinformática, Biologia de Sistemas, Biologia
questral, Saxofone, Trombone, Trompa, Viola, Violão,
Estrutural, Biotecnologia, Toxicologia Ambiental
Violino, Violoncelo, Trompete, Tuba
Ciências Biológicas: Biotecnologia
Nanotecnologia
Ênfases: Microbiologia e Imunologia
Ênfases: Bionanotecnologia, Física, Materiais
Nanotecnologia
Odontologia
Ênfases: Bionanotecnologia, Física

Foto: Halley Pacheco de Oliveira. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Cidade_Universit%C3%A1ria_da_UFRJ_


vista_a_partir_da_Igreja_da_Penha.jpg
78 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Universidade Federal Fluminense – UFF


A Universidade Federal Fluminense foi criada em 1960 com a junção de 5
faculdades federais que já existiam em Niterói. Inicialmente se chamava UFERJ –
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Em 1964, o Hospital Universitário Antônio Pedro foi
incorporado à Universidade, e só em 1965 ela passou a ter o nome atual.
Inicialmente com 10 cursos, a UFF, nesses 52 anos, criou muitos outros, mantendo uma tradição de estar
sempre em expansão. Em 2012, por exemplo, criou os cursos de Segurança Pública e de Ciências Políticas.
Atualmente oferece um total de 147 cursos presenciais de graduação espalhados por todo o estado do
Rio de Janeiro e 3 cursos de graduação a distância. A maior concentração deles está em Niterói: Campus
do Gragoatá, Campus da Praia Vermelha, Campus do Valonguinho, Escola de Enfermagem, Faculdade de
Direito, Faculdade de Economia, Faculdade de Farmácia, Faculdade de Veterinária, Instituto de Arte e Co-
municação Social.
Estão presentes ainda em Niterói a Reitoria e o Hospital Universitário Antônio Pedro, onde funcionam a
Faculdade de Medicina e o Instituto de Saúde da Comunidade.
Cursos também são oferecidos em Itaperuna, Macaé, Volta Redonda, Nova Friburgo, Rio das Ostras,
Miracema, Campos dos Goytacazes, Santo Antônio de Pádua e Angra dos Reis.
Além disso, a instituição tem outros campi com atividades voltadas para o meio acadêmico como: Núcleo
Experimental de Iguaba em Araruama, Colégio Agrícola Nilo Peçanha em Barra do Piraí, Fazenda Escola
em Cachoeiras de Macacu e o Campus Avançado José Veríssimo, em Oriximiná no estado do Pará.
A UFF possui um corpo discente de 33.771 alunos, com uma média de 3.746 formandos por ano. O
quadro docente totaliza 2.960 professores.
Com um ensino de extrema qualidade, a UFF se destaca por oferecer cursos indisponíveis em outras uni-
versidades ou disponíveis em pouquíssimas delas, como: Antropologia (Niterói), Ciências Políticas (Angra
dos Reis), Engenharia de Agronegócios (Volta Redonda), Engenharia de Recursos Hídricos e Meio Ambiente
(Niterói), Engenharia Agrícola e Ambiental (Niterói), Estudos de Mídia (Niterói), Física Computacional (Volta
Redonda), Geofísica (Niterói), Matemática Pura (Santo Antônio de Pádua), Produção Cultural (Rio das Os-
tras e Niterói), Segurança Pública (Niterói), Sociologia (Niterói), Ciência Ambiental (Niterói).
Por serem pouco conhecidos, quase todos têm pouca procura, facilitando o acesso às suas vagas. Pesquise
sobre eles! Pode ser uma boa opção para quem ainda está indeciso! Se quiser saber mais sobre a UFF, acesse
o site www.uff.br

Forma de ingresso
Desde 2013, 100% das vagas da UFF são
preenchidas pelo Sisu, que tem como pré-requisi-
to inscrição e realização do Enem.

Foto: Andrevruas. Disponível em: http://pt.wikipedia.


org/wiki/Ficheiro:Bibliotecauff.jpg
Capítulo 5 :: 79

Cursos (campus/polo)

Angra dos Reis


Ciências Políticas Engenharia Civil (Bacharelado)
Pedagogia Engenharia de Petróleo (Bacharelado)
Engenharia de Produção (Bacharelado)
Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Am-
Bom Jesus do Itabapoana
biente (Bacharelado)
Serviço Social
Engenharia de Telecomunicações (Bacharelado)
Engenharia Elétrica (Bacharelado)
Campos dos Goytacazes Engenharia Mecânica (Bacharelado)
Ciências Econômicas (Bacharelado) Engenharia Química (Bacharelado)
Ciências Sociais (Bacharelado/Licenciatura) Estatística (Bacharelado)
Geografia (Bacharelado/Licenciatura) Estudos de Mídia (Bacharelado)
História (Bacharelado/Licenciatura) Farmácia (Bacharelado)
Psicologia (Bacharelado) Filosofia (Bacharelado/Licenciatura)
Serviço Social (Bacharelado) Física (Bacharelado/Licenciatura)
Geofísica (Bacharelado)
Itaperuna Geografia (Bacharelado/Licenciatura)
Administração História (Bacharelado/Licenciatura)
Hotelaria (Tecnológico)
Letras
Macaé
Alemão (Bacharelado/Licenciatura)
Administração
Espanhol Bacharelado/Licenciatura
Ciências Contábeis
Francês (Bacharelado/Licenciatura)
Direito
Grego (Bacharelado/Licenciatura)
Inglês (Bacharelado/Licenciatura)
Miracema Italiano (Bacharelado/Licenciatura)
Ciências Contábeis Latim (Bacharelado/Licenciatura)
Português (Bacharelado/Licenciatura)
Niterói Matemática (Bacharelado/Licenciatura)
Administração (Bacharelado) Medicina (Bacharelado)
Antropologia (Bacharelado) Medicina Veterinária (Bacharelado)
Arquitetura e Urbanismo (Bacharelado) Nutrição (Bacharelado)
Arquivologia (Bacharelado) Odontologia (Bacharelado)
Artes (Licenciatura) Pedagogia (Licenciatura)
Biblioteconomia e Documentação (Bacharelado) Produção Cultural
Biomedicina (Bacharelado) Psicologia (Bacharelado/Licenciatura)
Ciência Ambiental (Bacharelado) Química (Bacharelado/Licenciatura)
Ciência da Computação (Bacharelado) Química Industrial (Bacharelado)
Ciências Atuariais (Bacharelado) Relações Internacionais (Bacharelado)
Ciências Biológicas (Bacharelado/Licenciatura) Segurança Pública (Bacharelado)
Ciências Contábeis (Bacharelado) Serviço Social
Ciências Econômicas (Bacharelado) Sistemas de Informação (Bacharelado)
Ciências Sociais (Bacharelado/Licenciatura) Sociologia (Bacharelado)
Cinema e Audiovisual (Bacharelado/Licenciatura) Turismo (Bacharelado)
Comunicação Social Jornalismo (Bacharelado)
Comunicação Social Publicidade e Propaganda Nova Friburgo
(Bacharelado) Biomedicina
Desenho Industrial (Bacharelado) Fonoaudiologia
Direito (Bacharelado) Odontologia
Educação Física (Licenciatura)
Enfermagem (Bacharelado)
Engenharia Agrícola e Ambiental (Bacharelado)
80 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Rio das Ostras Modalidade a Distância


Ciência da Computação Administração Pública (Bacharelado)
Enfermagem Matemática (Licenciatura)
Engenharia de Produção Sistemas de Computação (Tecnológico)
Produção Cultural
Psicologia
Serviço Social

Santo Antônio de Pádua


Matemática (Licenciatura)
Pedagogia

Volta Redonda
Administração
Administração Pública
Direito
Física
Ênfase:Física Computacional
Matemática
Ênfase: Matemática Computacional
Química
Ênfase: Química Computacional
Engenharia de Agronegócios
Engenharia Mecânica
Engenharia Metalúrgica
Engenharia de Produção
Psicologia
Capítulo 5 :: 81

Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro – Unirio
A mais nova das universidades públicas fluminenses foi criada oficialmente em 1979, originária da
Federação das Escolas Isoladas do Estado da Guanabara (FEFIEG). Conhecida como um polo estimulador
das artes e da cultura no meio acadêmico, a Unirio é, ao mesmo tempo, reconhecida como uma instituição
que prioriza a ciência e a tecnologia nas áreas de Exatas e de Biomédicas. Sua comunidade acadêmica é
constituída por cerca de 13.507 alunos e 792 professores. Em 2011, 929 alunos se formaram em cursos de
graduação da Unirio. Estes cursos estão distribuídos entre os quatro campi localizados na cidade do Rio de
Janeiro: Praia Vermelha (Urca), Botafogo, Centro e Tijuca.
Desde 2009, a Universidade disponibiliza ônibus intercampi, ou seja, transporte gratuito que leva alunos
e servidores de uma unidade para outra.
Acreditando que a pesquisa científica é a melhor forma de aprofundamento crítico em qualquer área do
conhecimento, o Departamento de Pesquisa (DPq) da Unirio estimula essa interação do aluno com a prática
nos vários centros e institutos da Universidade. Vale lembrar que muitos projetos de pesquisa contam com o
apoio financeiro de entidades de fomento, como a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa
do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq), que patrocina o trabalho por meio de bolsa que o aluno pesquisador recebe mensalmente. Através
da atividade de pesquisa, você, futuro aluno da graduação, poderá não só estreitar laços com o mundo
acadêmico como também terá a base necessária para direcionar o seu interesse na vida profissional.
Outros benefícios são oferecidos pela Universidade, como a Bolsa Permanência e o Auxílio Alimentação.
Portanto, se você optou pela Unirio, não deixe de procurar a Direção de Assuntos Comunitários e Estudantis
(DACE) para se informar melhor sobre os benefícios.

Forma de ingresso
A Unirio foi a primeira instituição fluminense a utilizar a prova do Enem como forma de ingresso aos seus
cursos de graduação, quando, em 2008, destinou 50% das vagas aos candidatos que decidissem utilizar
a nota desse exame no Vestibular. Atualmente, a Universidade utiliza o Enem como etapa única da sua
seleção, por isso você precisa ficar atento às datas de inscrição, classificação e reclassificações do Sistema
de Seleção Unificada (Sisu).
Para os cursos de Música e Artes Cênicas é necessário fazer ainda o Processo Seletivo Discente por meio
do Teste de Habilidades Específicas (THE). Esse teste adicional exige pagamento de taxa de inscrição pró-
pria e a execução de tarefas inerentes à aptidão que se deseja comprovar para uma banca de professores.
Para o curso de Artes Cênicas, por exemplo, o aluno
precisa fazer uma prova de desenho (Cenografia) ou
apresentação de cena teatral (Interpretação Teatral).
Da mesma forma, o curso de Música requer prova de
canto, execução musical prática e teórica, a depender
da modalidade desejada pelo candidato.
Como você pode ver, a instituição é uma boa opção
pelo reconhecimento dos seus cursos e pela ênfase na
pesquisa e extensão.
E então? Ficou interessado na Unirio? Não deixe
de conversar com o seu Orientador e acesse o site
www.unirio.br para obter mais informações.
Foto: Felipe Gaspar. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/
wiki/Ficheiro:Centro_ci%C3%AAncias_humanas.JPG
82 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Cursos (campus/polo)

Rio de Janeiro Modalidade a Distância


Administração Pública (Bacharelado) História (Licenciatura)
Aquivologia (Bacharelado) Pedagogia (Licenciatura)
Artes Cênicas (Bacharelado) Matemática (Licenciatura)
Habilitações: Cenografia, Direção, Interpretação, Turismo (Licenciatura)
Teoria do Teatro
Biblioteconomia (Bacharelado/Licenciatura)
Biologia (Licenciatura)
Biomedicina (Bacharelado)
Ciência Política (Bacharelado)
Ciências Ambientais (Bacharelado)
Ciências Biológicas (Bacharelado/Licenciatura)
Ciências da Natureza (Licenciatura)
Direito (Bacharelado)
Enfermagem (Bacharelado)
Engenharia de Produção (Bacharelado)
Filosofia (Bacharelado/Licenciatura)
História (Bacharelado/Licenciatura)
Letras (Bacharelado/Licenciatura)
Música (Bacharelado/Licenciatura)
Habilitações: Clarineta, Contrabaixo, Fagote, Flauta
Transversa, Oboé, Percurssão, Piano, Saxofone, Trom-
bone, Trompa, Trompete, Viola, Violão, Violino, Vio-
loncelo.
Matemática (Licenciatura)
Medicina (Bacharelado)
Museologia (Bacharelado)
Nutrição (Bacharelado)
Pedagogia (Licenciatura)
Serviço Social (Bacharelado)
Sistema da Informação (Bacharelado)
Teatro (Licenciatura)
Turismo (Bacharelado)
Capítulo 5 :: 83

Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Uerj


Até aqui você leu os textos e participou das respectivas discussões com o seu Orienta-
dor sobre a UFRJ, a UFF e a Unirio – três grandes instituições federais importantes. Agora
é a vez de saber um pouco mais a respeito da maior universidade estadual fluminense, a
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), cuja história confunde-se com o desen-
volvimento do Ensino Superior no Rio de Janeiro. Criada a partir da fusão de faculdades
particulares, a então Universidade do Distrito Federal (UDF) iniciou suas atividades em
1950, foi rebatizada de Universidade do Rio de Janeiro (URJ) em 1958, e depois de Universidade do Estado
da Guanabara (UEG), após a transferência da capital federal para Brasília.
O nome atual entrou em vigor em 1975, no momento da fusão do antigo Estado do Rio com o da Gua-
nabara, um ano antes da inauguração do maior campus da Universidade, o Francisco Negrão de Lima, no
bairro do Maracanã, zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Neste local, encontra-se a maior parte dos
33 cursos de graduação oferecidos pela tradicional instituição. Sua comunidade acadêmica é formada por
20.467 alunos de graduação e 1.835 professores.
Na cidade do Rio de Janeiro há, ainda, outros campi espalha-
dos:
• Vila Isabel – Encontram-se a Faculdade de Ciências Médicas
e o Instituto de Biologia, no Pavilhão Américo Piquet Carneiro, o
Hospital Universitário Pedro Ernesto, além das Faculdades de Enfer-
magem e de Odontologia.
• Lapa – Onde funciona a graduação em Desenho Industrial,
referência no país.
• São Cristóvão – uma extensão da Faculdade de Engenha-
Foto: WikiMapa. Disponível em: http://www.
ria está no Centro de Ciência e Tecnologia, um local com diversos
flickr.com/photos/wikimapa/3608381732/
laboratórios e núcleos de pesquisa.
• São Francisco Xavier – a Policlínica Piquet Carneiro atende o público externo e já foi considerada
o maior posto ambulatorial da América Latina.
No estado, a Uerj possui campi nos seguintes municípios:
• São Gonçalo – No bairro Patronato, está sediada a Faculdade de Formação de Professores (FFP).
• Duque de Caxias – A Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF) está localizada no
bairro Vila São Luís. A criação do campus atende a uma necessidade de formação de profissionais capacita-
dos para pesquisar, entender e interagir com a dinâmica socioeconômica da população de periferia. Todos
os cursos são voltados para o magistério.
• Nova Friburgo – O Instituto Politécnico do Rio de Janeiro está localizado na Vila Amélia, próximo
ao centro da cidade.
• Resende – A Faculdade de Tecnologia (FAT) tem a proposta de responder uma demanda por profis-
sionais sintonizados com a industrialização da região sul fluminense.
• Teresópolis – O curso de bacharelado em Turismo é o único oferecido no campus localizado na Várzea.
A Uerj conta, ainda, com o Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (CEADS), na
Ilha Grande, município de Angra dos Reis. Nesse local, pesquisas e grupos de estudos são realizados por
alunos e professores de vários cursos e áreas, como Ciências Biológicas, Engenharia, Antropologia, Geolo-
gia e Sociologia. Desenvolve trabalho social com moradores da comunidade de Vila Dois Rios, que os insere
na pauta de conscientização do desenvolvimento sustentável.
A Uerj ocupa uma posição de destaque no cenário acadêmico e científico no Rio de Janeiro e no país.
Além do mais, o diploma da Uerj é muito bem visto pelo mercado, independentemente do curso que você
escolher, portanto sugerimos uma pesquisa nos sites das faculdades e institutos e, se possível, uma conversa
com alunos da Universidade para que uma visão mais realista seja formada. Pelo menos um Tutor do seu
polo estuda ou já estudou na Uerj, troque ideias com ele!
84 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Forma de ingresso

Considerando que a Uerj não aderiu ao Enem, o processo seletivo é composto pelos dois Exames de
Qualificação e pelo Exame Discursivo, e permite o ingresso nos cursos de graduação dos diversos campi
da Universidade, além do Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO) e no curso de formação
de oficiais da Academia de Bombeiro Militar D. Pedro II, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio
de Janeiro (ABM D. Pedro II/ CBMERJ).

1a FASE = Provas Objetivas 1o Exame de Qualificação


Vestibular Estadual 2o Exame de Qualificação
2a FASE = Exame Discursivo

No site www.vestibular.uerj.br você encontra informações detalhadas sobre o processo seletivo da Uerj,
bem como todas as estatísticas das provas anteriores, a relação candidato/vaga, editais, anexos, instruções,
notícias e a Revista Eletrônica, ótima ferramenta de estudo e atualização sobre cursos e carreiras da Univer-
sidade (http://www.revista.vestibular.uerj.br/). É importante ser um estrategista bem informado para evitar
arrependimentos!

Uerj sem muros

É um evento muito interessante, parecido com o “Conhecendo a UFRJ”. Nele, alunos da graduação
apresentam projetos e pesquisas desenvolvidos não só para a comunidade acadêmica como também para
o público externo.
Participe! Mobilize os tutores do seu polo e seus colegas, afinal é muito importante entrar em contato com
estudantes e professores da universidade no momento de escolha da carreira. Aproveite o dia para conhecer
o campus do Maracanã.

Não deixe de conversar com seu Orientador sobre as possibilidades de acesso, permanência
na graduação, pesquisas e tantos outros aspectos que podem ser explorados na Uerj. Mante-
nha o foco, continue estudando e faça o melhor possível.

Sistema de cotas

Pioneira na adoção das ações afirmativas no país, a Uerj implantou o sistema de reserva de vagas no ano
de 2003, por meio da Lei no 4151/03, destinando o percentual mínimo de 45% distribuído da seguinte forma:
• 20% para estudantes da rede pública de ensino;
• 20% para negros;
• 5% para pessoas com deficiência física, minorias étnicas e, a partir da vigência da Lei no 5074/2007,
os filhos de policiais civis, militares, bombeiros militares e de inspetores de segurança e administração
penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.
Em 2008, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou a Lei 5346, que instituiu por dez
anos o sistema de cotas em todas as universidades estaduais na seleção de alunos carentes (a renda per
capita deve ser menor ou igual a R$ 960,00 mensais) aprovados no respectivo vestibular.
Capítulo 5 :: 85

Hoje, os alunos cotistas, que entram na UERJ pelo vestibular estadual, contam com uma política de
permanência que consiste no pagamento de bolsa mensal durante todo o curso (podendo ser acumulada
com outros tipos de bolsa interna e externa), desconto no Restaurante Universitário do campus Maracanã e
recebimento de parte do material didático a ser definido pelas faculdades e institutos. Além disso, são ofere-
cidas atividades culturais e instrumentais pelo Programa de Iniciação Acadêmica (Proiniciar).

Cursos (campus / polo)

Rio de Janeiro
Administração (Bacharelado) Química (Licenciatura)
Artes Visuais (Bacharelado/Licenciatura) Relações Públicas (Bacharelado)
Ciência da Computação (Bacharelado) Serviço Social (Bacharelado)
Ciências Atuariais (Bacharelado)
Ciências Biológicas (Bacharelado/Licenciatura) Baixada Fluminense
Ciências Contábeis (Bacharelado) Matemática (Licenciatura)
Ciências Econômicas (Bacharelado) Geografia (Licenciatura)
Ciênciais Sociais (Bacharelado) Ênfase: Meio Ambiente
Desenho Industrial (Bacharelado) Pedagogia (Licenciatura)
Direito (Bacharelado)
Educação Física (Bacharelado/Licenciatura)
Enfermagem (Bacharelado)
Nova Friburgo
Engenharia de Computação (Bacharelado)
Engenharia Cartográfica (Bacharelado)
Engenharia Mecânica (Bacharelado)
Engenharia Civil (Bacharelado)
Ênfases: Energia Nuclear, Materiais, Petróleo e Gás,
Ênfases: Engenharia Sanitária, Construção Civil, Trans-
Termofluidodinâmica
portes, Estruturas
Engenharia Elétrica (Bacharelado)
Ênfases: Sistema e Computação, Elétrica Industrial, Resende
Sistema de Potência, Sistemas Eletrônicos, Telecomu- Engenharia de Produção (Bacharelado)
nicação Ênfases: Mecânica, Qualidade Química
Engenharia Mecânica (Bacharelado)
Engenharia de Produção (Bacharelado) São Gonçalo
Engenharia Química (Bacharelado) Ciências Biológicas (Licenciatura)
Estatística (Bacharelado) Geografia (Licenciatura)
Filosofia (Bacharelado/Licenciatura) História (Licenciatura)
Física (Bacharelado/Licenciatura) Letras
Geografia (Bacharelado/Licenciatura) Habilitações: Português/Inglês, Português/Literaturas
Geologia (Bacharelado) Matemática (Licenciatura)
História (Bacharelado/Licenciatura) Pedagogia (Licenciatura)
História da Arte (Bacharelado)
Jornalismo (Bacharelado)
Letras
Habilitações: Inglês/Literaturas, Português/Literaturas, Por-
tuguês/Alemão, Português/Espanhol, Português/Francês, Não deix
e de con
do Labora ferir o c
Português/Grego, Português/Italiano, Português/Japonês,
tório de anal
Português/Latim
Informação Te cnologia
Matemática (Bacharelado/Licenciatura) e Comun ,
da Sub-R icação
Medicina (Bacharelado) eitoria d
(Latic/SR e Gradua
Nutrição (Bacharelado) -1) no Yo ção
possível uTube. Lá
Oceanografia (Bacharelado) encontra , é
de vídeo r dezena
Odontologia (Bacharelado)
s com de s
de profe poimento
Pedagogia (Bacharelado/Licenciatura)
ssore s d s
Psicologia (Bacharelado/Licenciatura) graduaçã os cursos
o da Univ de
ersidade.
86 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Universidades Públicas a Distância –


Consórcio CEDERJ
Estabelecido há 12 anos, o Consórcio Cederj, que reúne 6 universidades públicas (Uenf, Uerj, UFF, UFRJ,
UFRRJ, Unirio) e o Cefet, através da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Es-
tado do Rio de Janeiro (Cecierj), da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, tem se constituído como
uma das maiores referências em Ensino a Distância no Brasil, responsável pelo pioneirismo do estado do Rio
de Janeiro neste assunto. Atualmente, a entidade conta com cerca de 30 mil alunos matriculados. É mais uma
oportunidade gratuita e de qualidade para quem deseja ingressar no Ensino Superior.

Metodologia
Ao implementar a metodologia de Educação a Distância, o Consórcio Cederj permite o acesso ao ensino
daqueles que vêm sendo excluídos do processo educacional superior público por morarem longe das universi-
dades ou por indisponibilidade de tempo nos horários tradicionais de aula. Os cursos de graduação a distân-
cia possibilitam que o aluno estude no local e horário de sua preferência, seguindo um cronograma próprio.
Para isso, ele conta com material didático especialmente elaborado, além do apoio de tutoria presencial,
nos próprios polos, e a distância, por telefone (0800) ou pela internet. Não há aulas presenciais diárias,
mas algumas disciplinas exigem um número mínimo de presença no polo para a execução das aulas práticas
de laboratório, trabalho de campo, trabalhos em grupo, além dos estágios curriculares obrigatórios.

Forma de ingresso
O Consórcio Cederj oferece dois vestibulares anuais, totalizando mais de 6 mil vagas para cursos de
graduação a distância das principais instituições públicas de ensino superior do estado do Rio de Janeiro.
As inscrições para o Vestibular são realizadas pela página do Cederj na internet (http://www.vestibular.
cederj.edu.br/) e é necessário o pagamento da taxa de inscrição. Além do Vestibular, a pontuação do Enem
pode ser utilizada para o ingresso nos cursos oferecidos. Os alunos do Pré-Vestibular Social com no mínimo
75% de frequência e que já concluíram o Ensino Médio têm o direito à isenção do pagamento da taxa de
inscrição no Vestibular Cederj.
Atenção: a isenção da taxa não implica a inscrição automática. É preciso que o aluno do PVS se inscreva
no Vestibular Cederj, escolhendo o curso e o polo de graduação onde deseja estudar.

Cursos e polos
São oferecidas vagas em Administração; Administração Pública;
Tecnologia em Sistemas de Computação; Tecnologia em Gestão de
Turismo e as várias licenciaturas em: Ciências Biológicas; Física; His-
tória; Geografia, Letras; Matemática; Pedagogia; Química e Turismo.
Os cursos são oferecidos em todas as regiões do estado, com o apoio
dos 33 Polos Cederj.
O quadro com o número de vagas por curso em cada polo e a
indicação das universidades que coordenam e diplomam estes cursos,
assim como o Manual do Candidato podem ser encontrados na pági-
na oficial do Cederj. Polo Paracambi / Cederj
Recomendamos que os alunos do PVS consultem seu Orientador
Acadêmico.
Capítulo 5 :: 87

Cursos/polos/universidade responsável

Administração Computação
Angra dos Reis – UFRRJ Angra dos Reis – UFF
Barra do Piraí – UFRRJ Barra do Piraí – UFF
Cantagalo – UFRRJ Belford Roxo – UFF
Itaperuna – UFRRJ Cantagalo – UFF
Macaé – UFRRJ Duque de Caxias – UFF
Magé – UFRRJ Itaguaí – UFF
Piraí – UFRRJ Itaocara – UFF
Resende – UFRRJ Itaperuna – UFF
Rio das Flores – UFRRJ Niterói – UFF
Rocinha – UFRRJ Nova Iguaçu – UFF
São Fidélis – UFRRJ Piraí – UFF
São Gonçalo – UFRRJ Rio Bonito – UFF
Saquarema – UFRRJ Rio das Flores – UFF
Rocinha – UFF
Administração Pública São Fidélis – UFF
Belford Roxo – UFF São Gonçalo – UFF
Bom Jesus do Itabapoana – UFF Saquarema – UFF
Campo Grande – UFF Três Rios – UFF
Itaocara – UFF Volta Redonda – UFF
Nova Iguaçu – UFF
Paracambi – UFF Física
Três Rios – UFF Angra dos Reis – UFRJ
Volta Redonda – UFF Campo Grande – UFRJ
Duque de Caxias – UFRJ
Ciências Biológicas Itaperuna – UFRJ
Angra dos Reis – UFRJ Macaé – UFRJ
Bom Jesus do Itabapoana – UENF Nova Iguaçu – UFRJ
Campo Grande – UFRJ Paracambi – UFRJ
Duque de Caxias – UFRJ São Gonçalo – UFRJ
Itaocara – UENF Três Rios – UFRJ
Itaperuna – UENF Volta Redonda – UFRJ
Macaé – UENF
Magé – UERJ Geografia
Nova Friburgo – UERJ Barra do Piraí – UERJ
Nova Iguaçu – UFRJ Campo Grande – UERJ
Paracambi – UERJ Natividade – UERJ
Petrópolis – UENF Niterói – UERJ
Piraí – UFRJ Nova Friburgo – UERJ
Resende – UERJ Três Rios – UERJ
São Fidélis – UENF
São Francisco de Itabapoana – UENF História
São Gonçalo – UENF Cantagalo – UNIRIO
Três Rios – UFRJ Duque de Caxias – UNIRIO
Volta Redonda – UFRJ Miguel Pereira – UNIRIO
Piraí – UNIRIO
Resende – UNIRIO
88 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Letras Piraí – UNIRIO


Itaperuna – UFF Resende – UERJ
Nova Friburgo – UFF Rio Bonito – UNIRIO
Nova Iguaçu – UFF Rio das Flores – UNIRIO
Paracambi – UFF Rocinha – UERJ
Piraí – UFF Santa Maria Madalena – UNIRIO
São Francisco de Itabapoana – UFF São Fidélis – UNIRIO
São Francisco de Itabapoana – UNIRIO
Matemática São Pedro da Aldeia – UERJ
Angra dos Reis – UFF Saquarema – UNIRIO
Bom Jesus do Itabapoana – UFF Três Rios – UNIRIO
Campo Grande – UFF Volta Redonda – UNIRIO
Cantagalo – UFF
Itaocara – UFF Química
Itaperuna – UFF Angra dos Reis – UFRJ
Macaé – UFF Paracambi – UENF
Magé – UNIRIO Piraí – UENF
Miguel Pereira – UNIRIO São Fidélis – UENF
Nova Iguaçu – UFF São Francisco de Itabapoana – UENF
Paracambi – UFF São Gonçalo – UFRJ
Petrópolis – UNIRIO
Piraí – UFF Tecnologia em Gestão de Turismo
Resende – UFF Duque de Caxias – CEFET
Rio Bonito – UFF Miguel Pereira – CEFET
São Fidélis – UFF Niterói – CEFET
São Francisco de Itabapoana – UFF Nova Iguaçu – CEFET
São Gonçalo – UNIRIO Rocinha – CEFET
São Pedro da Aldeia – UFF
Saquarema – UFF Turismo
Três Rios – UNIRIO Angra dos Reis – UFRRJ
Volta Redonda – UFF Campo Grande – UNIRIO
Macaé – UNIRIO
Pedagogia Resende – UFRRJ
Angra dos Reis – UERJ São Gonçalo – UFRRJ
Barra do Piraí – UNIRIO Saquarema – UFRRJ
Belford Roxo – UERJ
Bom Jesus do Itabapoana – UNIRIO
Cantagalo – UNIRIO
Itaguaí – UERJ
Itaocara – UNIRIO
Itaperuna – UNIRIO
Macaé – UNIRIO
Magé – UERJ
Miguel Pereira – UNIRIO
Natividade – UNIRIO
Niterói – UNIRIO
Nova Friburgo – UERJ
Nova Iguaçu – UERJ
Paracambi – UERJ
Petrópolis – UERJ
Capítulo 6
Sobre o conteúdo
dos cursos
90 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Introdução
A escolha da carreira é hoje um dos maiores desafios para aqueles que desejam ingressar no Ensino
Superior. Um número significativo de candidatos aprovados no Vestibular não consegue chegar ao final do
curso, e isso pode acontecer devido à vários fatores: dificuldades econômicas, dificuldades acadêmicas,
falta de aptidão profissional etc. Verifica-se ainda que muitos candidatos, ao ingressar no Ensino Superior
não estão seguros em relação à escolha feita. Assim, muitas vezes, ao final dos primeiros períodos na
universidade mudam de curso, adiando sua formação universitária.
Depois de tanto esforço durante os preparativos para os exames de entrada nas instituições de nível
superior, não morra na praia! Seria lamentável passar em uma seleção para um curso de Engenharia e,
durante esse curso, pela dificuldade ou falta de afinidade em algumas disciplinas, sentir-se impossibilitado
de permanecer como aluno. Ou chegar ao final do curso de Medicina, por exemplo, e não se sentir bem
ao entrar em um hospital. Mais ainda: chegar ao final de qualquer curso, com o diploma na mão, e não ter
ideia de todas as ocupações que você poderia pleitear no mercado de trabalho.
Não há dúvida que, diante de tantas opções de cursos superiores, a escolha de uma carreira tem se
tornado cada vez mais difícil!

Antes de escolher o curso é fundamental informar-se sobre: o conteúdo dos cursos (disciplinas
que integram o fluxograma), a instituição que oferece uma melhor formação e oportunidades
no mercado de trabalho.

A pesquisa sobre o mercado de trabalho não é simples. Não basta saber, por exemplo, se o mercado
demanda ou não, em um determinado momento, este ou aquele profissional de nível superior. Por outro lado,
as profissões que exigem uma graduação abrem maiores oportunidades e possibilidades de ocupação no
mercado de trabalho!
Pensar em tudo isso não é fácil. Assim, nas próximas páginas procuramos oferecer elementos para
ajudar na escolha da sua carreira, como dados sobre os cursos mais procurados, dicas para aprofundar a
pesquisar sobre esses cursos, bem como informações sobre diversas ocupações que alguns cursos oferecem
no mercado de trabalho. Um diploma de bacharel em Direito apresenta, por exemplo, oportunidades para
além dessa área específica, pois constitui-se em base para outras ocupações a serem conquistadas por meio
de concursos públicos para a carreira diplomática, disputadas postos no Banco Central, Receita Federal etc.

Não se precipite e nem escolha um curso qualquer! Decidir sua carreira profissional é decidir
seu futuro, sua vida!

Se você tem dúvidas sobre qual carreira seguir ou sente-se ainda inseguro para uma escolha mais tran-
quila sugerimos que procure:
1) Realizar um teste vocacional: esse teste possibilita que você se conheça melhor, perceba suas afinida-
des, potencialidades e habilidades.
2) Visitar a universidade e o curso de seu interesse, conversar com alunos que estão no curso e profis-
sionais já inseridos no mercado de trabalho, assim como pesquisar sobre o curso e a profissão em sites
especializados.
Capítulo 6 :: 91

Medicina, Engenharia e Direito lideram, respectivamente, a procura dos cursos nas áreas Biomédica,
Tecnológica e de Humanas, pois historicamente são consideradas profissões de prestígio e acredita-se que
esses profissionais recebam os melhores salários e que, com a base/formação que oferecem, abrem pos-
sibilidade para novas carreiras. No curso de Medicina, por exemplo, após seis anos, o aluno forma-se em
clínico geral e, depois, é possível escolher 53 especializações que esse curso oferece. Muitas delas ainda
pouco conhecidas como: administração em saúde, em perícia médica, em psiquiatria forense, medicina do
sono, medicina de tráfego, medicina paliativa etc.
A Engenharia, por sua vez, tem apresentado novas oportunidades através das especializações em ro-
bótica, energias alternativas, reciclagem de materiais etc. No Direito, o bacharel pode especializar-se em
causas ambientais, cibernética, entretenimento, petróleo e gás etc. Essas especializações são mais ou menos
procuradas dependendo da conjuntura do país e das demandas da dinâmica econômica. Por exemplo:
com o pré-sal no Rio de Janeiro, há uma demanda por profissionais na área ambiental, do direito relativo à
exploração de petróleo etc.
Alguns especialistas advertem que o mais importante, mesmo em se tratando de rendimento profissional,
é o gosto e empenho pelo trabalho que você desenvolverá no futuro. Se você faz sua graduação em Pedago-
gia, ainda que essa profissão não pague tão bem, você pode, a partir da sua aptidão, do seu envolvimento
com o trabalho, chegar a ter um salário de um médico. O pedagogo pode ser não só professor, mas profes-
sor de nível superior, pesquisador etc. Assim, a ocupação que o curso permite pode lhe garantir também um
maior prestígio e um maior rendimento.

A profissão que pode lhe proporcionar um melhor rendimento é aquela cujo trabalho você tem
prazer em realizar!

Hoje, há um número extenso de cursos de Nível Superior. Para ajudar você a pensar sobre o seu futuro
profissional escolhemos, como exemplo, alguns dos cursos mais procurados nas áreas de Humanas, Biomédi-
ca e Tecnológica. A partir desses cursos, você vai saber quais são as principais informações para pesquisar
outros cursos. Vale lembrar que a internet é um mundo de possibilidades, e lá você pode obter mais infor-
mações nos sites das universidades.

Lembre-se de que para o acesso aos cursos de Ensino Superior privados você pode buscar o
Prouni e/ou o FIES.
É possível obter bolsa de até 100% pelo ProUni ou pelos vestibulares nas instituições privadas.
Informe-se no site de cada instituição.

Agora, vamos ver algumas informações sobre os cursos que mais despertam interesse dos vestibulandos
e que podem apresentar um amplo mercado de trabalho. Começaremos pela área de Humanas, com desta-
que para os cursos de Administração, Comunicação Social, Desenho Industrial/Design, Direito, Geografia,
História, Letras, Pedagogia e Serviço Social. A seguir, na área Tecnológica, falaremos dos cursos de Enge-
nharia Civil, Engenharia de Petróleo, Engenharia de Produção, Informática e Matemática. E, por fim, na área
Biomédica, abordaremos os cursos de Ciências Biológicas e Biomedicina, Enfermagem, Medicina, Nutrição
e Odontologia.
Humanas
94 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Administração

Você sabe o que faz um administrador? Bem, talvez você tenha uma ideia pelo que o próprio nome
sugere. Ele organiza pessoas, tarefas, recursos financeiros e gerencia o dia a dia de um empreendimento.
Atua no planejamento, controle, coordenação e execução de todas as tarefas que dão ordem a um negócio
ou área de trabalho.

1. Definição
Administração consiste na gestão sistemá-
tica de uma organização de micro a grandes
empresas e instituições várias, fazendo uso
de técnicas especializadas para alcançar
os objetivos da atividade de maneira mais
eficaz, com ética e responsabilidade socio-
ambiental.

2. Disciplinas
Em geral, os dois primeiros anos são ocu-
pados com disciplinas básicas, como mate-
mática, estatística, direito, sociologia, conta-
bilidade e informática. No terceiro começam
as matérias específicas, como logística, finan-
ças, marketing e recursos humanos. Foto: Ivan Soares Ferrer. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/215592

Atenção
Este é um curso que requer do candidato tanto habilidades relacionadas à área de Exatas,
como “Matemática Aplicada a Negócios” ou “Estatística Aplicada a Negócios”, como disci-
plinas menos objetivas, que se aproximariam mais da área de Humanas, como “Legislação
Social”, “Gestão de Recursos Humanos” ou mesmo “Gestão de Marketing”.

Ao final da descrição do curso, segue o fluxograma do bacharelado em Administração oferecido pela


Uerj, nele você poderá ter uma noção de como serão os seus quatro anos de estudos.

3. Áreas de Atuação Profissional


De acordo com o Conselho Federal de Administração (CFA), as principais áreas são finanças, marketing,
mercadologia, recursos humanos, orçamento, relações industriais, administração de material e de produção
e organização e métodos e programas de trabalho. No Guia do Estudante da Ed. Abril, temos outras áreas
com mais detalhes:
• Administração de empresas: cuidar de todas as operações de uma empresa, desde a organização de
seus recursos humanos, mercadológicos, materiais e financeiros até o desenvolvimento de estratégias
de mercado.
• Administração Financeira: organizar e coordenar as atividades financeiras de um estabelecimento,
lidando com patrimônio, capital de giro, análise de orçamentos e fluxo de caixa.
Capítulo 6 :: 95

• Administração hoteleira: gerenciar hotéis, flats, pousadas e parques temáticos. Supervisionar o funcio-
namento do estabelecimento, seus serviços, sua manutenção, as reservas e a limpeza.
• Administração hospitalar: gerenciar hospitais, prontos socorros e empresas de convênio médico ou
seguro saúde.
• Administração de produção: supervisionar o processo produtivo em indústrias, da análise, aquisição
e estocagem da matéria-prima à qualidade e distribuição do produto final.
• Administração pública: planejar, promover e gerenciar instituições públicas.
• Administração de recursos humanos: cuidar das relações entre funcionários e empresa, coordenando
a seleção e a admissão, os planos de carreira e de salários, os programas de incentivo, de treinamen-
to e de capacitação da mão de obra.
• Administração rural: dirigir empresas rurais e agroindustriais, controlando o processo de produção,
a distribuição e a comercialização de produtos.
• Administração do terceiro setor: planejar e coordenar as operações de ONGs, gerindo a captação de
recursos e sua aplicação em projetos ambientais, educacionais, profissionalizantes ou comunitários.
• Auditoria: acompanhar a análise e os exames de documentos dos diversos setores de uma empresa
ou organização.
• Comércio exterior: administrar e planejar negociações de compra e venda com empresas do exterior.
• Controladoria: planejar e gerenciar o orçamento de uma empresa, fazendo o controle dos custos e
a auditoria interna.
• Empreendedorismo: definir as estratégias de criação e direção de um negócio, avaliando as oportuni-
dades, a concorrência e a gestão de recursos humanos.
• Gestão ambiental: planejar, desenvolver e executar projetos para a preservação do meio ambiente.
• Gestão de qualidade: otimizar os processos industriais e de venda ou compra de serviços ou mercado-
rias e coordenar programas que melhorem a qualidade de vida de funcionários e clientes.
• Logística: implantar e administrar o fluxo produtivo de uma empresa, da compra e estocagem da
matéria-prima à distribuição da mercadoria nos pontos de venda.
• M arketing: definir as estratégias de atuação de uma empresa, estudar as necessidades dos clientes,
desenvolver produtos e serviços para atendê-los e planejar as vendas.
• Peritagem: elaborar exames periciais em assuntos relacionados ao dia a dia de uma empresa, como
na administração financeira ou de recursos humanos.
• Sistemas de informação: gerenciar os sistemas de tecnologia de informação em uma empresa, atuali-
zando seus equipamentos e programas necessários ao negócio.

O curso de Administração, pelas possibilidades que oferece no mercado de trabalho, é um dos mais
procurados do Brasil.

4. Instituições
• Públicas
No Rio de Janeiro, destacam-se Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade do Esta-
do do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal Fluminense (UFF) (Campus: Niterói, Volta Redonda,
Campos dos Goytacazes, Macaé), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Centro
Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET), Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro (UFRRJ). Vale ressaltar que no Rio de Janeiro, para a área de Administração Pública, há
o Bacharelado em Administração Pública na modalidade a distância, oferecido pelo consórcio Cederj
da Fundação Cecierj. Entre os melhores cursos de Administração do Brasil, estão os das seguintes
instituições públicas: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Juiz de
Fora (UFJF), Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, e Universidade de São Paulo
(USP).
96 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

• Privadas
No Rio de Janeiro, temos instituições conceituadíssimas na área: Escola Superior de Propaganda e
Marketing (ESPM), Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-RJ) e Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Destacam-se ainda Unigranrio, Universidade Veiga de Almeida
(UVA), Universidade Gama Filho (UGF) e Universidade Estácio de Sá.

Referências
Administradores.com – O portal da Administração:
Curiosidades da Profissão: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/curiosidades-da-
-profissao/24516/
Administrador – Habilidades e Características: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/
administrador-habilidades-e-caracteristicas/13089/
Guia da Carreira
A profissão de Administrador: http://www.guiadacarreira.com.br/artigos/profissao/administracao-de-
-empresas/
Guia do Estudante Ed. Abril (versão on-line):
Administração: http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/administracao-negocios/administra-
cao-600798.shtml
G1 – Vestibular e Educação:
O curso e a carreira de administração: http://g1.globo.com/Noticias/0,,IIF1241-5604,00.html

A seguir, o fluxograma do curso de Administração da Uerj, disponível em:


http://www.dep.uerj.br/arqs/fluxogamas_cursos/administracao.pdf
98 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Comunicação Social

Se você pretende atuar na área de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Radialismo e TV, Produção
Editorial ou Relações Públicas, será necessário prestar vestibular para Comunicação Social.
Já assistiu a obra “Todos os Homens do Presidente”? Pretende ser um profissional de comunicação? Então
assista. Sairá convencido de que a mídia pode derrubar até o homem mais poderoso, como o presidente dos
EUA. A reflexão que o filme traz é fundamental para quem pensa fazer Comunicação Social.

1. Definição
A Comunicação Social refere-se ao es-
tudo da comunicação humana e o meio de
interação entre pessoas de uma sociedade.
O profissional desta área estuda as causas
e consequências dessa interação e os meios
de comunicação em massa (jornal, televisão,
rádio, cinema e internet). Didaticamente po-
deríamos simplificar as atribuições desses
profissionais da seguinte forma: os jornalis-
tas atuam com as notícias, os publicitários
ou propagandistas atuam com os anúncios
e os relações públicas com a relação entre
a sua organização e a sociedade, mas a
Foto: Karin Muller. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/403482
interdisciplinaridade e a convergência têm
se ampliado progressivamente nessa área.
Vale destacar que com o processo de globalização, mais velozes são os fluxos de informação, exigindo
um preparo cada vez maior do profissional, cada vez mais requisitado para atuar em diversas frentes da
Comunicação Social.

2. Disciplinas
Normalmente, no primeiro ano da graduação, são oferecidas as matérias comuns a todos os estudantes
de Comunicação. A partir do terceiro período (segundo ano) você começará a estudar as disciplinas refe-
rentes à modalidade que decidir cursar. Em algumas universidades, essa opção você terá que fazer já no
ato da inscrição no Vestibular. Leia com atenção as características de cada modalidade do curso, descritas
no próximo item. Além disso, é importante lembrar também que as universidades podem oferecer todas, ou
somente algumas dessas habilitações. Então, por exemplo, se você quer se formar em Relações Públicas, terá
que cursar Comunicação Social na Uerj ou UFRJ, pois a UFF não oferece essa modalidade.
O curso é carregado de matérias que exigem muita leitura. Tomando como exemplo o fluxograma do
curso de Jornalismo da Uerj (colocado ao final da descrição do curso), nos dois primeiros períodos, as
disciplinas são comuns a todos os estudantes de Comunicação Social, e se concentram nas áreas de Língua
Portuguesa, Estatística, Sociologia, Teoria da Comunicação, Filosofia, Estudos da Cultura etc. e além da
teoria, você terá também uma carga horária puxada em laboratórios de design, fotografia ou de edição.

3. Área de atuação
Há uma grande diversidade de áreas de atuação para o profissional de Comunicação Social, e depen-
dendo da modalidade que escolher cursar, poderá trabalhar na produção para mídias como rádio, TV, veí-
culos de comunicação impressos e virtuais (internet), organizações empresariais, governamentais, agências
Capítulo 6 :: 99

de publicidade, assessorias de comunicação, produtoras de vídeo, estúdios fotográficos, gráficas, institutos


de pesquisas e promoção de eventos. Com um leque de atuação tão grande, vale a pena entender um pouco
como funciona cada subdivisão do curso. A seguir, algumas áreas de atuação:
• Jornalismo: esta é uma das áreas de atuação mais procuradas pelos estudantes de Comunicação e se
você gosta de lidar com público e possui uma visão crítica do mundo, talvez seja esta a sua área. O
jornalista é responsável por preparar a apuração objetiva do fato, a construção de pauta, a redação
da informação e a sua formatação final (edição) para veiculação nas mais diversas mídias. Mostram-
-se decisivas a eficácia textual, bem como uma ágil captação do momento da notícia, levando em
consideração o meio de que se dispõe para levar a informação ao receptor que a procura e a rele-
vância do que se veicula;
• Publicidade / Propaganda: aqui, criatividade é fundamental, pois você será responsável por criar cam-
panhas publicitárias para as empresas. O objetivo dessas campanhas é exatamente fazer com que o
consumidor apreenda a ideia passada pela campanha sobre o produto e, nesse sentido, o publicitário
atua na elaboração de estratégias e inovações na área de Comunicação. Para isso, pesquisa o perfil
do público-alvo, levantando dados como idade, condição socioeconômica, escolaridade, costumes
e hábitos de consumo. Você poderá trabalhar com a arte da peça publicitária, na pesquisa com o
consumidor, na criação de textos, campanhas e em marketing;
• Relações Públicas: muito mais que na área de Jornalismo, gostar de lidar com o público é fundamen-
tal se você pretende cursar Relações Públicas. Este profissional costuma ser o porta-voz, executando
estratégias de comunicação de uma empresa, instituição ou órgão público. Para isso, transmite infor-
mações e orientações sobre seus valores, objetivos, ações, produtos e serviços para os funcionários,
clientes, consumidores, fornecedores, o governo e a comunidade. Planeja e desenvolve programas
e instrumentos para a comunicação organizacional interna e externa. É ele quem elabora e divulga
boletins internos e externos, cria programas de integração com a comunidade e organiza atividades
promocionais;
• Produção Editorial: este profissional coordena a edição de livros, revistas, catálogos, folhetos, websi-
tes, CDs-ROM e produtos interativos. Com visão ampla do negócio, é ele quem seleciona os títulos a
ser publicados e define com o autor o conteúdo e a forma da obra. É ainda de responsabilidade do
produtor editorial a decisão sobre o tipo e o tamanho das letras, o papel e as cores, a paginação e
as fotos ou ilustrações, estabelecendo, inclusive a tiragem, a periodicidade, a época de lançamento e
a distribuição da publicação;
• Rádio e TV: nesta área você será responsável pela elaboração e veiculação de programas jorna-
lísticos, esportivos ou de variedades, exceto nas atividades reservadas a jornalistas e atores, como
reportagem e dublagem. Atua montando a programação da emissora, redigindo roteiros, produzindo
e editando programas. Chefia equipes de gravação e de produção e orienta a construção de cenários
e a contratação de mão de obra.

4. Instituições
Agora que já vimos algumas características do curso e das áreas de atuação, é importante falarmos das
universidades que oferecem os cursos e as suas respectivas modalidades:
• Públicas
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), campus Maracanã, oferece os cursos de Jornalis-
mo e de Relações Públicas. Na Universidade Federal Fluminense (UFF), encontramos as modalidades
de Publicidade/Propaganda e Jornalismo. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) traz uma
gama maior de modalidades: Jornalismo, Publicidade/Propaganda, Radialismo e Produção Editorial.
Na Uerj e UFF você deverá optar pela modalidade ainda no processo seletivo, que na primeira é pelo
Vestibular e na UFF através do Enem. Na UFRJ, somente no fim do terceiro período (segundo ano) é
que você fará sua escolha.
100 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

• Privadas
Destacam-se Universidade Veiga de Almeida (UVA), PUC-Rio, Escola Superior de Propaganda e Mar-
keting (ESPM), Universidade da Cidade (UniverCidade), Universidade Cândido Mendes (UCAM),
Universidade Gama Filho (UGF), Estácio de Sá, Universidade Salgado de Oliveira (Universo), Univer-
sidade do Grande Rio (UNIGRANRIO), Faculdade Ibmec, entre outras.

Referências
http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/pordentrodasprofissoes/conheca-as-18-carreiras-da-area-de-
comunicacao-e-informacao/
http://www.ort.org.br/comunicacao-social/o-que-c
http://www.eco.ufrj.br/portal/academic/producao/producao.html

A seguir o fluxograma do curso de Jornalismo e o de Relações Públicas, ambos da Uerj, disponíveis em:
Jornalismo: http://www.sr1.uerj.br/fluxogramas/cmsjor1.pdf
Relações Públicas: http://www.sr1.uerj.br/fluxogramas/cmsrp3.pdf
Capítulo 6 :: 103

Design ou Desenho Industrial

Muitas pessoas imaginam algo sofisticado ao ouvir o termo estrangeiro "Design". Há também quem
chame de Desenho Industrial, pois é a denominação desse curso na Uerj. A discussão sobre o nome ainda
existe e é por isso que podemos encontrar pelo Brasil o curso para a mesma profissão com nomes diversos:
Design, Desenho Industrial ou mesmo Comunicação Visual. O certo é que, depois de formado, o profissional
é chamado mesmo de designer.

1. Definição
Design ou Desenho Industrial é a idealiza-
ção, criação, desenvolvimento, configuração,
concepção, elaboração e especificação de
algo direcionado para o uso. Essa é uma ati-
vidade estratégica, técnica e criativa, normal-
mente orientada por uma intenção ou objetivo,
ou para a solução de um problema. (http://
pt.wikipedia.org/wiki/Design). Há muita con-
fusão, sobretudo no Brasil, sobre o que faz um
designer. O computador é só uma ferramenta
atual, pois a profissão é mais antiga do que as
atuais modernidades tecnológicas. Ser desig-
ner envolve conhecimentos teóricos variados
fundamentais e tem como um dos objetivos co-
municar visualmente uma mensagem de modo Foto: Gokhan Okur. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/355382
eficiente. O designer existe para solucionar
um problema, criar e desenvolver algo que tenha qualidade estética e funcionalidade para ser produzido
em escala industrial. Ele cria um produto para o mercado, seja um impresso de divulgação, seja um site,
seja um objeto.

2. Disciplinas
A formação de um designer é bastante complexa e envolve uma série de conhecimentos como História
da Arte, Ergonomia, Psicodinâmica das cores, Tipografia, Composição, Gestalt, Fotografia, Desenho, Mar-
keting, e se estende para além, conforme a área em que o profissional se especializar. Há diversas espe-
cializações que um designer pode escolher, até mesmo porque os tipos de trabalho podem ser realmente
muito diferentes no conhecimento necessário, ferramentas e práticas do dia a dia. Os cursos universitários
de graduação normalmente fazem duas grandes divisões: Programação visual e Projeto de produto (embora
Webdesign esteja mostrando uma tendência de se tornar uma terceira habilitação, já que alguns lugares já
oferecem separadamente formação técnica). Dentre essas divisões curriculares, há especializações ao longo
da carreira profissional.

Em Programação visual:
Design gráfico: “Forma de se comunicar visualmente um conceito, (...) meio de estruturar e dar forma
à comunicação impressa, em que, no geral, se trabalha o relacionamento entre ‘imagem’ e texto.” (Fonte:
Wikipedia). Como o designer gráfico trabalha com impressos, ele também precisa saber sobre produção
gráfica, materiais usados e tipos de impressão.
104 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

• Tipografia: criação de letras manualmente ou fontes digitalmente.


• Design editorial: uma das áreas definidoras e mais antigas do design gráfico. Estrutura publica-
ções impressas: livros, revistas, jornais, englobando ilustrações, infográficos, capa, paginação
e muitas vezes pode se estender também à embalagem e brindes em pontos de venda relacio-
nados ao produto em questão, desde sua criação à sua execução. Requer conhecimentos de
tipografia e talvez possa se dizer que é uma das áreas mais completas do design de impressos.
Os designers editoriais se especializam através da experiência profissional direta nesse ramo,
embora existam também cursos de extensão e pós-graduação voltados ao mercado editorial.
Está relacionado também com Comunicação Social, nas habilitações de Jornalismo e Produção
Editorial. São, em geral, os designers mais ligados à cultura e às artes.
• Design corporativo: o designer corporativo atua junto ao departamento de marketing das
organizações. Ele é responsável pela criação das peças institucionais desenvolvidas e plane-
jadas pela área de Comunicação das empresas. Essas peças institucionais podem ser para
uso interno (endomarketing) ou para uso externo (como divulgação da empresa no mercado).
São os designers corporativos que criam os logos de uma empresa e folhetos de divulgação,
por exemplo, e, com isso, pode-se dizer que tais como os designers estratégicos, são os mais
voltados para o mercado, as necessidades da empresa e as tendências do público.  
• Design de embalagem: “Vertente do design de produto e do design gráfico. Na maioria das
vezes o designer de produto é responsável pela forma da própria embalagem, considerando
problemas de ergonomia e estética tridimensional, enquanto o designer gráfico trata do rótulo
da embalagem, onde o produto é apresentado graficamente” (Fonte: Wikipedia).

Em Projeto de produto:
Design de produto: “Trabalha com a criação e produção de objetos e produtos tridimensionais com foco
para usufruto humano, mas também pode ser para uso animal. Um designer de produto lidará essencialmen-
te com o projeto e produção de bens de consumo (como mobiliário doméstico e urbano, eletrodomésticos,
automóveis etc.) assim com a produção de bens de capital, como máquinas, motores e peças em geral”
(Fonte: Wikipedia).
Dada a variedade de produtos que podem ser projetados e a diferença de conhecimentos que cada um
requer, normalmente o profissional se especializa em um tipo de produto específico, sempre levando em
consideração as necessidades do usuário, o conhecimento de materiais e a relação custo/benefício. Por
exemplo:
• Design automobilístico: especializado em projeto de produto que não só visa à aparência comercial
como também se preocupa com conceitos de construção em geral de automóveis, como encaixes de
peças em pequenas dimensões mantendo padrões estéticos, aerodinâmica, praticidade e segurança.
Além disso, ele aprende sobre uso de materiais ecológicos, conforto e apelo visual. Quem se interes-
sar por esta área do design precisa saber desenhar bastante!
• Design de joias: desenha joias e define os materiais a serem utilizados, mas também pode trabalhar
na confecção delas.

Outras especializações, por cursos adicionais ao de Desenho Industrial:


• Design digital: “Desenvolve interfaces digitais interativas, atrativas e eficazes. O profissional dessa
área concilia os conhecimentos da programação visual – criatividade, senso estético, embasamento
visual cultural e estudo da forma voltados aos variados tipos de suporte da mídia digital – com a téc-
nica destinada ao uso das ferramentas adequadas do meio de produção digital para criar soluções
para mídia digital e interativa” (Fonte: Wikipédia).
• Web design: foca-se na criação de sites e documentos no ambiente da internet.
Capítulo 6 :: 105

• Motion design: o motion designer é o responsável pelo design de movimentos, como vídeos de ani-
mação, vinhetas para TV e internet, logos animados etc.
• Design de jogos: um designer de jogos é responsável pela projeção de jogos para computador, video
games e ainda jogos convencionais como os jogos de tabuleiros, cartas e RPGs.
• Design de interação: também chamado de Design de interfaces. Seu diferencial é não tratar da
solução de problemas, mas sim da intermediação entre pessoas. Sua preocupação está focada no
usuário através da Interação Humano-Computador (IHC) e a Ergonomia. Ou seja, tornar um ambiente
virtual mais agradável a quem o utiliza. O profissional de Webdesign também pode ser um designer
de interação.
• Design estratégico: o designer estratégico ou designer thinker trabalha com a aplicação de metodolo-
gias do design na gestão de negócios e no planejamento estratégico das empresas, a fim de melhorar
os processos, propor ideias inovadoras e competitivas dessa organização. Com aprendizados da
área de marketing, é um tipo de especialização obtida com um curso de pós-graduação. Ele pode
atuar também como designer de serviços, observando o funcionamento das organizações e serviços
de maneira geral e propondo uma estruturação baseada no melhor funcionamento desses serviços.

Outras graduações relacionadas:


• Design de moda: confecção de desenhos para roupas, acessórios, estamparia de tecidos, decoração
etc. O profissional pode trabalhar com consultoria, estilismo, fotografia, modelagem, negócios e produ-
ção de tudo isso voltado ao ramo da moda (Fonte: http://www.brasilprofissoes.com.br/ – adaptado)
Na maioria das vezes, o designer de moda precisará de formação específica para essa área. No
estado do RJ, há curso de graduação em Design de Moda na PUC-Rio, na Universidade Veiga de
Almeida e no Senai/Cetiqt, todas particulares. Com formação apenas em Desenho Industrial – Progra-
mação Visual ou Comunicação Visual Design, o profissional poderá trabalhar com design de estam-
paria de tecidos e/ou catálogos de moda, havendo neste último colaboração com o design editorial.
• Design de ambientes: desenvolvimento de projetos para espaços externos ou internos. Demanda forma-
ção específica, estando mais relacionado ao curso de Arquitetura.
• Design de interiores: o profissional "planeja e organiza espaços, escolhendo e/ou combinando os
diversos elementos de um ambiente, estabelecendo relações estéticas e funcionais, em relação ao que
se pretende produzir, adaptando o projeto às necessidades, ao gosto e à disponibilidade financeira
do cliente. Administra o projeto de decoração, estabelece cronogramas, fixa prazos, define orçamen-
tos e coordena o trabalho de marceneiros, pintores e eletricistas. Esse profissional costuma trabalhar
como autônomo, mas pode atuar também como funcionário de empresas especializadas em decora-
ção e design de interiores ou, ainda, como consultor em lojas de móveis” (Fonte: Wikipedia).
• Design de iluminação: projeção da iluminação de eventos e construções.
• Design de sinalização: o profissional "elabora a indicação rápida e eficiente dos caminhos, das di-
reções, da localização de elementos espaciais que estão dispersos em um ambiente amplo. (...) No
design de sinalização, são necessários os conhecimentos do design gráfico, da arquitetura, do design
de interiores (iluminação, texturas, cores), além da contribuição de outras áreas como engenharia,
psicologia e sociologia, dependendo do projeto” (Fonte: Wikipedia).

É preciso estar atento também para que, considerando essas diferenças, as universidades po-
dem adotar um enfoque de Exatas ou de Humanas em seu curso.
106 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Ao final da descrição desse curso, veja o fluxograma da Uerj. Vale ressaltar que para essa Instituição as
específicas são de Exatas e a formação é conjunta de Programação Visual e Projeto de Produto.

3. Atuação profissional
O designer pode trabalhar em agências de design ou de propaganda, editoras, revistas, jornais, gráficas
ou mesmo instituições públicas já que recentemente o cargo vem sendo oferecido em concursos. Algumas
empresas de ramos variados também estão oferecendo cargos a designers, já que o mundo atual precisa de
comunicação seja impressa ou virtual. Além disso, o profissional pode abrir seu próprio negócio ou trabalhar
como freelancer, jargão dado ao profissional autônomo que pega trabalhos esporádicos diretamente com
clientes. Há atualmente um mercado em expansão para a profissão, com o crescimento da economia e a
vinda de multinacionais que já habitualmente trabalham com designers em outros países e o reconhecimento
crescente da necessidade desse trabalho no mundo atual. Como um mercado de trabalho em amadure-
cimento, os serviços são conseguidos em boa parte por indicação. É preciso ter uma boa qualidade de
trabalho e uma boa relação com os clientes, pois diferentemente de outros empregos, a avaliação não é
feita exclusivamente por currículo e entrevista, mas sim por avaliação de portfólio, o conjunto dos trabalhos
do profissional. Para um recém-formado, o portfólio pode ser feito com os trabalhos desenvolvidos ao longo
da faculdade.

4. Instituições
• Públicas: Artes e Design (UFJF), Comunicação Visual Design (UFRJ), Desenho Industrial (Uerj, UFF,
UFES), Desenho Industrial – Projeto de Produto (UFRJ, Design (UFMG), Design de Moda (UFMG), Ci-
nema de Animação e Artes Digitais (UFMG), Composição de Interior (UFRJ), Composição Paisagística
(UFRJ), Tecnologia em Design Gráfico (IFF).
• Privadas: Desenho Industrial – Programação Visual (Estácio de Sá), Design (Estácio de Sá), Tecnológi-
ca em Design Gráfico (Estácio de Sá), Tecnológica em Design de Moda (Estácio de Sá), Tecnológica
em Design de Interiores (Estácio de Sá), Design: Comunicação Visual; Mídia Digital; Moda; Projeto
de Produto (PUC-RJ), Tecnológica em Design de Interiores (Universidade Veiga de Almeida), Design
de Moda (Universidade Veiga de Almeida), Tecnológica em Design Gráfico – Ilustração e Animação
Digital (Universidade Veiga de Almeida), Desenho Industrial: Programação Visual; Projeto de Produto
(Univercidade), Design (ESPM-RJ), Design de Moda (Istituto Europeo di Design – RJ), Produção Joa-
lheira (Istituto Europeo di Design - RJ), Design de Interiores (Istituto Europeo di Design – RJ), Design
de Produto (Istituto Europeo di Design – RJ), Design Gráfico (Infnet), Tecnológica em Design Gráfico
(Senac Rio), Design – Ênfase em Design de Superfície (SENAI/CETIQT), Design – Habilitação Moda
(SENAI/CETIQT).

Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/Design
http://www.brasilprofissoes.com.br/
http://www.cetiqt.senai.br/
http://www.uva.br/
http://www.ufjf.br/portal/
http://www.pr1.ufrj.br/index.php?option=com_content&task=view&id=117&Itemid=212
http://www.eba.ufrj.br/index.php/graduacao/departamentos
https://www.ufmg.br/
http://www.eba.ufmg.br/designdemoda/
https://www.ufmg.br/diversa/15/index.php?option=com_content&view=article&id=83:cinema-de-
animacao-e-artes-digitais&catid=20:linguisticas-letras-e-artes&Itemid=35
Capítulo 6 :: 107

http://www.pr1.ufrj.br/index.php?option=com_content&task=view&id=113&Itemid=211
http://www.pr1.ufrj.br/index.php?option=com_content&task=view&id=114&Itemid=211
http://portal.iff.edu.br/campus/campos-centro/cursos/ensino-superior/cursos-de-tecnologia/eixo-
tecnologico-producao-cultural-e-design-1/eixo-tecnologico-producao-cultural-e-design
http://portal.estacio.br/unidades/Universidade-estacio-de-sa/cursos/graduacao/bacharelado-e-
licenciatura/desenho-industrial.aspx
http://portal.estacio.br/unidades/Universidade-estacio-de-sa/cursos/graduacao/tecnologica/design-
grafico.aspx
http://portal.estacio.br/unidades/faculdade-estacio-de-sa-de-belo-horizonte/cursos/graduacao/
tecnologica/design-de-moda.aspx
http://portal.estacio.br/unidades/Universidade-estacio-de-sa/cursos/graduacao/tecnologica/design-
de-interiores.aspx
http://www.puc-rio.br/ensinopesq/ccg/design.html
http://www.uva.br/cursos/graduacao-tecnologica/design-de-interiores
http://www.uva.br/cursos/graduacao/design-de-moda
http://www.uva.br/cursos/graduacao-tecnologica/design-grafico-ilustracao-e-animacao-digital
http://www.univercidade.br/cursos/graduacao/desenho_pv/index_desenhopv.asp
http://www.univercidade.br/cursos/graduacao/desenho_pp/index_desenhopp.asp
http://www.espm.br/ConhecaAESPM/Cursos/Pages/DetalheCurso.
aspx?codCurso=206&CodUnidade=2
http://www.ied.edu.br/rio_de_janeiro/
http://www.infnet.edu.br/Home/EscolaSuperiordeDesignDigital/graduacao.aspx
http://www.rj.senac.br/index.php/todos?f=6
http://www.esdi.uerj.br/

A seguir, o fluxograma de Desenho Industrial da Uerj, disponível em: http://www.esdi.uerj.br/


Capítulo 6 :: 109

Direito

Os profissionais do Direito têm um importante papel no sentido de fazer prevalecer a justiça, especial-
mente em uma sociedade como a brasileira marcada pelas desigualdades econômicas e sociais. A partir
de leis, estabelecidas desde a formação do Estado brasileiro e modificadas a partir de cada conjuntura,
esses administradores da justiça podem trabalhar garantindo um estatuto de igualdade para os cidadãos
do nosso país.

1. Definição
O Direito é a ciência que estuda a criação,
aplicação e relação das normas jurídicas vi-
gentes no meio social. Nesse curso, você vai
estudar como as leis regem e organizam a
interação entre indivíduos e com o Estado. O
profissional encontra muitos desafios para se
inserir no mundo profissional, necessitando
de uma base teórica sólida. Para advogar,
por exemplo, o recém-formado precisa fazer
o exame da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), habilitando-se para o exercício pro-
fissional nesse campo específico do Direito.
Na área pública, a aprovação em concurso
Foto: linusb4. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/883985
público é fundamental.

2. Disciplinas
Ao longo dos dez períodos (ou cinco anos) do curso, prepare-se para ler muito. A formação acadêmica
exige, além das disciplinas específicas, outras como História, Filosofia, Sociologia, Política e Economia.
Criatividade, boa expressão oral e escrita para a defesa de argumentos que devem ser articulados de forma
lógica e coerente com as leis vigentes no país, bem como a capacidade de resolver conflitos, são elementos
muito valorizados.
As principais disciplinas específicas são Direito Constitucional, Civil, Penal, Administrativo, Internacional
Público e Privado, Tributário, do Trabalho, Processual, Introdução ao Estudo do Direito, Filosofia do Direito e
Sociologia Jurídica. Ao final da descrição desse curso, você pode ver o fluxograma (quadro de disciplinas)
do curso de Direito da Uerj e ter uma ideia do conjunto de disciplinas que compõem essa graduação.

3. Atuação profissional
Apesar da tão falada saturação do mercado de trabalho, o bacharel em Direito encontra vários campos
de atuação. Destacam-se três áreas principais para o exercício da profissão:
• Área privada: se você quer advogar ou prestar consultoria jurídica, é aqui o seu lugar. O recém-forma-
do e aprovado na OAB pode trabalhar em empresas, ONG’s, instituições ou defender os interesses
de indivíduos em escritório de advocacia. É importante não ignorar a competição do mercado! Um
curso de especialização, domínio de pelo menos uma língua estrangeira e atualização constante sem-
pre são bem-vindos. É possível advogar nas áreas cível, trabalhista, previdenciária, ambiental, pro-
priedade intelectual, empresarial, criminal, tributária, desportiva, petrolífera (a crescente exploração
de gás e petróleo no país e no Rio de Janeiro, conforme mencionamos anteriormente, tem recrutado
profissionais especializados nessa área), direito do consumidor, entretenimento etc.
110 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

• Área pública: Se você pretende trabalhar em instituições públicas, é possível atuar em órgãos de um
município, estado ou da União. Nessa área, as opções também são variadas e o estudante deve esco-
lher a carreira com a qual mais se identifica. Advocacia pública – O defensor público, por exemplo,
atende pessoas que não têm condições de pagar os custos de um processo judicial. Já o procurador
representa os interesses do Poder Executivo municipal, estadual ou federal. Magistratura – é a carreira
seguida pelos juízes. O que eles fazem? Além de julgar processos, o profissional elabora mandados
de busca e apreensão, autoriza escutas telefônicas feitas pela polícia, manda prender um acusado
por um crime etc. O juiz federal julga causas que envolvem a União e seus órgãos. O juiz estadual
decide em processos de pessoas físicas e jurídicas em geral em questões familiares, contratuais, em-
presariais, tributárias etc. e também naqueles em que o poder público estadual e municipal está en-
volvido. A chamada “justiça especializada” abriga o juiz do trabalho (que julga causas trabalhistas),
o juiz eleitoral (atuante em questões relativas às eleições) e o juiz militar (que julga a conduta dos mi-
litares). Os desembargadores estaduais e federais são, na sua maioria, juízes promovidos. Delegacia
de polícia – o delegado estadual (Polícia Civil) e o federal (Polícia Federal) comandam investigações,
elaboram inquéritos, colaboram diretamente na manutenção da segurança pública etc. Ministério
Público – o promotor de justiça (âmbito estadual), o procurador de justiça (nos tribunais estaduais)
e o procurador da república (âmbito federal) trabalham em uma instituição que zela pelo interesse
da sociedade, atuando como fiscais da lei, nas áreas criminal, de direitos humanos, previdenciária,
ambiental, de defesa dos animais, da infância e juventude, do patrimônio histórico e artístico etc.
• Área acadêmica: este é o espaço daqueles que gostam de pesquisar, analisar e estudar profundamente
o Direito dando aulas em universidades ou publicando livros e artigos científicos. Para ser professor é ne-
cessário ter mestrado e/ou doutorado num ramo específico da ciência jurídica. Portanto, após os cinco
anos de graduação, é possível fazer uma pós-graduação sem, contudo, deixar de advogar ou exercer
função pública. Muitos professores também são juízes, promotores, defensores, advogados etc.

4. Instituições
No Rio de Janeiro e estados mais próximos, destacam-se as seguintes instituições:
• Públicas
A Uerj tem obtido os maiores índices de aprovação na OAB e seu corpo docente é considerado o
melhor do Estado. Esses e outros atributos garantem à instituição excelente avaliação do Ministério
da Educação e a liderança entre os cursos de direito no Rio de Janeiro. No entanto, vale a pena ser
aprovado na UFRJ, UFF, Rural ou Unirio! É uma vitória digna de comemoração. Cada instituição tem
os seus pontos positivos e negativos, assim recomendamos uma pesquisa nos respectivos sites para
que você tire suas conclusões. Na região sudeste, recomendamos ainda a USP (uma das melhores do
Brasil), Unesp, UFMG, Ufop (Ouro Preto/MG), UFV (Viçosa/MG) e UFJF (Juiz de Fora/MG).
• Privadas
Entre as particulares, destaca-se a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ, consi-
derada uma instituição de ensino superior de excelente qualidade, prestígio e tradição. No curso de
Direito, os profissionais nela formados, têm boa aceitação no mercado de trabalho. Outras opções são
a Cândido Mendes, especialmente a unidade do Centro do Rio, Ibmec (destaque na área empresarial),
Fundação Getúlio Vargas, Mackenzie, Universidade Veiga de Almeida, Estácio de Sá, Unigranrio (Du-
que de Caxias), Unifoa (Volta Redonda), Unifeso (Teresópolis), Universidade Católica de Petrópolis,
Faculdade de Direito de Campos (Uniflu), Faculdade de Direito de Vitória/ES, PUC-SP e PUC-MG.

Referência
Guia do Estudante da Editora Abril, 2011.

A seguir, o fluxograma do curso de Direito da Uerj.


112 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Geografia

“Chega de Geografia sem drama!”, dis-


se certa vez o geógrafo Jean Dresch (1905-
1994). Sua revolta dirigia-se contra uma
disciplina chata, descritiva, que em nada
lembrava a realidade. Hoje podemos afirmar
que a Geografia mudou na sala de aula e
fora dela, priorizando o saber pensar, o sa-
ber agir e o saber escolher, contribuindo as-
sim para a formação dos cidadãos que todos
nós precisamos ser.

1. Definição
A Geografia é a ciência que estuda o es-
paço, que é aqui entendido como resultado
da relação entre os homens e destes com a
natureza. Essa interação produz espaços geo­
gráficos diferenciados, objetos de análise do
geógrafo. Apesar de ser uma ciência com-
plexa e abrangente, até a algumas décadas
atrás, a Geografia era meramente descritiva.
Descreviam-se as paisagens naturais e modifi-
cadas, desigualdades sociais e a distribuição
populacional no globo terrestre, sem, no en- Foto: sanja gjenero. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/1195993
tanto compreendê-las. Atualmente a ciência
geográfica busca não só descrever, mas, acima de tudo, decifrar o que há por trás do que observamos no
mundo que nos cerca, correlacionando os diferentes aspectos naturais, econômicos, sociais, culturais e po-
líticos. Compreendendo o espaço em que se vive, o geógrafo pode criar instrumentos de planejamento, de
conscientização e transformação para uma sociedade mais justa e participativa.

2. Disciplinas
Em primeiro lugar, você pode optar no Vestibular pela licenciatura ou pelo bacharelado. Na licenciatura,
quando chegar ao fim da faculdade, estará habilitado para dar aulas no Ensino Fundamental e Médio. O
bacharel em Geografia poderá atuar como pesquisador ou profissional liberal, com campo de ação que
envolve, entre outras atividades, as de reconhecimento, levantamento e mapeamento socioambiental, tendo
em vista estudos e pesquisas para fins de caracterização do espaço geográfico e planejamento territorial.
A graduação dura em média quatro anos e se deseja sair da faculdade com os dois diplomas, basta cursar
mais um ano.
Ao chegar à universidade, você encontrará um currículo extremamente diverso, o que reflete a própria
natureza da Geografia, que é marcada pela necessidade de inter-relacionar os diferentes aspectos sociais
e naturais para compreender a realidade. Veja ao final da descrição dessa graduação, o fluxograma do
curso na Uerj, em que se pode observar essa diversidade, refletida em disciplinas como Economia, Sociolo-
gia, Antropologia, Geologia, Cartografia, Ecologia, Pedologia, Hidrologia e Estatística. Vale destacar que
algumas disciplinas exigem trabalhos de campo como parte prática.
Capítulo 6 :: 113

3. Atuação profissional
O mercado de trabalho do profissional de Geografia tem sido bastante promissor visto que sua formação
interdisciplinar permite a atuação em diferentes campos, possibilitando uma visão geral dos fenômenos. Os
principais ramos de atuação do geógrafo são:
• Meio A mbiente e Estudos A mbientais: se você se identifica com a área de meio ambiente, essa é uma
área em crescimento, dada a preocupação crescente com as questões ambientais e a deterioração do
planeta. Desde a década de 1990, todo empreendimento que pode provocar algum dano ambiental,
precisa de um Relatório de Impacto Ambiental ou Estudo de Impacto Ambiental. É necessária a apre-
sentação destes ao poder público, que julgará o empreendimento viável ou não do ponto de vista so-
cioambiental. O geógrafo, pela sua formação interdisciplinar, normalmente lidera equipes formadas
por profissionais especialistas, como geólogos e engenheiros, por exemplo. Além disso, o profissional
é capacitado para a elaboração de projetos de recuperação de áreas degradadas e gerenciamento
ambiental. Nesse domínio, você pode trabalhar em organismos de gestão ambiental estaduais, como
o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), organismos de meteorologia e climatologia como o Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Unidades de Conservação como parques, Áreas de Proteção
Ambiental (APAs), Reservas Biológicas, Estações Ecológicas etc., secretarias e órgãos ambientais de
prefeituras municipais, e agências de regulação (como a Agência Nacional de Águas – ANA). Além
disso, é possível trabalhar com consultoria em empresas privadas na elaboração de Relatórios de
Impactos Ambientais (RIMA);
• Planejamento urbano e populacional: se você tem mais afinidade com as ciências sociais, pode se
identificar com essa área, que trabalha com a elaboração de planos diretores para cidades, zonas
rurais, organização territorial, gerenciamento na implantação de redes de transportes que oferecem
condições de fluxo de pessoas, mercadorias e serviços. Além de estudos diversos acerca das popula-
ções e suas relações econômicas, sociais, culturais, políticas etc. Aqui, você pode trabalhar em orga-
nismos federais, estaduais e municipais de planejamento urbano, assim como em organismos federais
de geração de dados e informações, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);
• Geotecnologias: se você gosta da área de computação, este campo de trabalho é o ideal, visto que
o profissional é responsável por instituir e administrar sistemas de informação geográfica através de
programas de computador direcionados à cartografia. É possível trabalhar com a realização de ma-
peamento direcionado a inúmeros temas de abordagem como construção e elaboração de mapas e
cartas que delimitam territórios municipais, estaduais, nacionais e internacionais, elaboração e análise
de cartas de declividade ou topográfica, estudo do relevo, além de interpretação de foto aérea, ima-
gem de radar, imagem de satélite e sensoriamento remoto. Essa área é extremamente ampla, sendo
possível trabalhar em todas as áreas citadas anteriormente, visto que os mapeamentos são, na maioria
das vezes, pontos iniciais para as outras análises geográficas;
• M agistério: esta será sua área de atuação se cursar licenciatura. Poderá trabalhar com Ensino Fun-
damental e Médio em instituições públicas e privadas. É importante lembrar que o magistério não é
dissociado da prática de pesquisa. As universidades normalmente têm um currículo voltado para for-
mação de professores-pesquisadores, estimulando o aluno e futuro professor a estar constantemente
refletindo sobre sua prática docente, o que acaba por evitar uma possível neutralidade com relação
aos conteúdos trabalhados em sala de aula. Em suma, para cursar a Licenciatura em Geografia é
fundamental que você tenha sensibilidade com relação aos problemas sociais e ambientais.
114 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

4. Instituições
• Públicas
O curso de Geografia pode ser encontrado na maioria das instituições públicas do Estado, e apresen-
ta algumas diferenças com relação à questão do bacharelado e licenciatura, além de alguns cursos
que possibilitam uma formação mais voltada para o meio ambiente, como veremos a seguir.
Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o curso é oferecido no campus do Maracanã,
na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBEF) e Faculdade de Formação de Professores
(FFP). No Maracanã são oferecidas a licenciatura e o bacharelado juntos, ou seja, o ingresso único
pelo Vestibular lhe possibilitará cursar as duas modalidades em um período de cinco anos. Na FEBEF
e FFP somente a licenciatura é oferecida, e na primeira o curso possui ênfase em meio ambiente. Se
você ingressar em uma destas faculdades de educação, é possível pedir manutenção de vínculo para
cursar o bacharelado na Uerj Maracanã, ou seja, não será necessário prestar novo Vestibular para
obter mais este título. Já na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), encontramos esse
curso no campus de Seropédica e de Nova Iguaçu. No primeiro são oferecidas as duas modalidades
com ênfase em meio ambiente, e na segunda somente a licenciatura. Na Universidade Federal Flumi-
nense (UFF) e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é possível ingressar em uma das duas
modalidades, e se você escolher o bacharelado da UFRJ fará o curso em uma universidade que se
destaca pela sua excelência, que se reflete pelo seu alto volume de pesquisas. Para visualizar melhor
o conjunto de disciplinas desse curso, veja o fluxograma da Uerj ao final.

• Privadas
Entre as universidades privadas que oferecem o curso, estão a Universidade Castelo Branco (Licencia-
tura), Faculdades Integradas Simonsen (Licenciatura), Estácio de Sá (Licenciatura) e PUC-Rio (Bacha-
relado ou Licenciatura). Todas elas participam do Programa Universidade para Todos (Prouni), sendo
possível utilizar a nota do Enem para obter uma bolsa de até 100%.

Referências
http://www.guiadacarreira.com.br/
http://guiadoestudante.abril.com.br/

A seguir, o fluxograma do curso de Geografia da Uerj.


116 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

História

Você já pensou em mudar o mundo? Trans-


formar o mundo? Muitos estudantes de His-
tória entram na faculdade com este objetivo:
estudar o passado dos homens para tentar
compreender o nosso presente, entender o
que nos faz ser assim como somos, e, quem
sabe, transformar algo.
Mas o que de fato é comum a todos os as-
pirantes a historiadores e àqueles já formados
é uma abundante dose de curiosidade. Sim,
curiosidade para descobrir mais do mundo,
das pessoas e das coisas. Curiosidade para Foto: Roger Kirby. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/1207518
responder às perguntas que são colocadas
mesmo que para isso sejam necessários anos e anos de árduo estudo, muita leitura (releitura) e compromis-
so. Se você se interessa pela história dos homens e também foi mordido pelo bicho da curiosidade, talvez o
curso de História seja mesmo o seu lugar.

1. Definição
O historiador é alguém que lê o mundo e constrói compreensões deste mundo junto aos seus pares (co-
legas historiadores) e alunos, estudando a experiência humana no tempo. É importante perceber que este
elemento, o tempo, é fundamental para o trabalho de um profissional da História. Os estudiosos da História
buscam através das fontes históricas (textos, objetos, fotografias, mapas, filmes, relatos orais, documentos
eletrônicos etc.) interpretar os vestígios das ações humanas no passado (ou no presente passado recente,
para aqueles que se dedicarem à História do Tempo Presente) atentando para as peculiaridades dessas
experiências no tempo e no espaço. É dessa forma, que os historiadores contribuem para a reflexão da
sociedade, conscientização e formação de cidadãos ativos.
A graduação em História prepara os concluintes como bacharéis (habilitação: bacharelado), visando à
carreira acadêmica nas universidades ou em instituições de pesquisa, e/ou como licenciados (habilitação:
licenciatura), visando ao exercício do magistério no Ensino Médio e no Ensino Fundamental.

2. Disciplinas
Geralmente as disciplinas a cursar das graduações em História se dividem áreas de conhecimento: His-
tória da América, História Antiga, História do Brasil, História Medieval, História Moderna, História Contem-
porânea, História da África e Teoria e Metodologia da História.
No início do curso são feitas as disciplinas de introdução a estudos históricos (Teoria e Metodologia
da História), onde se estudam as várias produções historiográficas, etapas do procedimento de pesquisa e
investigação histórica, desde a manipulação das fontes (seleção e descarte, técnicas de leitura e interpre-
tação, formas de classificação etc.) até a escrita em si, momento em que se apresentam os resultados da
pesquisa na forma de uma narrativa histórica. Junto com os estudos de teoria e método, vem também um
ciclo básico e obrigatório de disciplinas das demais áreas do conhecimento histórico, em que se abordam
não apenas os aspectos factuais de maneira muito mais profunda do que os fatos são abordados durante a
vida escolar, mas também se analisam os próprios discursos acerca das reflexões já realizadas sobre even-
tos e processos históricos já superados. Em quase todos os cursos, após esta formação básica, o estudante
fica livre para escolher as chamadas disciplinas optativas, as quais poderão ser da área do conhecimento
histórico – eixo cronológico e temático – de sua preferência.
Capítulo 6 :: 117

Para a licenciatura, além de todas estas disciplinas, o estudante precisa, ainda, cursar uma série de cursos
voltados para a área da Educação, estudos ligados ao ensino e à didática, práticas pedagógicas, Filosofia
da Educação, Sociologia, História da Educação no Brasil, além de realizar um estágio docente supervisio-
nado em instituições predeterminadas pela sua universidade.
A maior parte dos cursos de História requer que o estudante, para concluir o curso, escreva uma mono-
grafia, isto é, realize um estudo sobre um tema específico. Ao final deste texto, você poderá ver fluxograma
do curso de História da Uerj.

3. Atuação profissional
O graduado em História, além de docência no Ensino Fundamental e Médio da educação básica,
poderá atuar como professor no Ensino Superior, participar de atividades de pesquisas históricas e arque-
ológicas; atuar em projetos de outras áreas no mundo das artes e/ou marketing e propaganda prestando
consultoria ou elaborando roteiros temáticos para teatro, cinema, TV e até mesmo escolas de samba. Outra
área em expansão é a de preservação do patrimônio histórico e artístico do Brasil, em que historiadores po-
dem se envolver em projetos específicos de vários museus ou de órgãos públicos como o Instituto Histórico e
Artístico Nacional (IPHAN). O profissional de História pode, ainda, prestar assessorias a entidades públicas
e setores culturais, artísticos e turísticos, assim como em projetos das demais ciências afins, como Sociologia,
Antropologia, Economia, que exijam conhecimento histórico.
Há, ainda, no campo da comunicação, a demanda por cronistas historiadores, que elaborem artigos mais
extensos e textos mais curtos para revistas impressas e eletrônicas. Também é possível prestar concursos públi-
cos para algumas instituições fora do magistério. Órgãos como o Arquivo Nacional, a Biblioteca Nacional e
os vários arquivos estaduais, bibliotecas municipais e as Forças Armadas fazem concurso para pesquisador.
Nestes órgãos, os profissionais de história são contratados como técnicos, já que ainda se encontra em discus-
são a regulamentação da carreira de historiador. No que diz respeito a arquivos e bibliotecas, vale dizer, que
também é possível a participação do historiador neste tipo de organização nas iniciativas privadas.

4. Instituições
• Públicas
No estado do Rio de Janeiro, se destaca a Universidade Federal Fluminense (conhecida por ser a
melhor em História da América Latina), bem como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
(UFRRJ). Destacamos ainda a Licenciatura em História oferecida na modalidade a distância (EaD)
pelo consórcio Cederj da Fundação Cecierj, que pode ser uma excelente escolha para aqueles alunos
que se encontram distantes dos centros universitários ou, por diversas razões, neste momento de sua
vida, não dispõem de tempo livre nos horários de curso oferecidos pelas instituições mais próximas
no regime presencial.
• Privadas
Destacam-se a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio); a Estácio de Sá (Licenciatura); a Castelo
Branco (Licenciatura), a Unigranrio (Licenciatura), as Faculdades Integradas Simonsen (Licenciatura),
entre outras.

Referências
Definição do curso: Guia do Estudante – Editora Abril (versão on-line) – História: http://guiadoestudante.
abril.com.br/Universidades/historia/uff-Universidade-federal-fluminense-niteroi-rj-bacharelado.shtml
Áreas de Atuação: O Globo – Educação (versão on-line) – Os formandos de história têm áreas de
atuação muito além da sala de aula: http://oglobo.globo.com/educacao/os-formandos-do-curso-de-historia-
tem-areas-de-atuacao-que-vao-muito-alem-da-sala-de-aula-3157321#ixzz1zcGslM3K

A seguir, o fluxograma do curso de História da Uerj.


Capítulo 6 :: 119

Letras

Conforme indicamos anteriormente,


para se dar bem em um curso, o estudante
primeiramente tem que gostar do que está
fazendo! Não adianta nada escolher uma
carreira porque tem um grande mercado de
trabalho ou a remuneração é excelente. Se
a pessoa não gostar daquilo que a área de
estudo proporciona, sua vida será muito frus-
trante. Para ser um estudante de Letras, por
exemplo, é necessário gostar muito de ler.
Também é preciso gostar de ensinar, pois é
esse o dom que um estudante de Letras deve
ter. Saber se comunicar devidamente, expres-
sar seus pensamentos e opiniões, ser crítico
o suficiente para analisar uma obra e saber
passar aos outros o conhecimento adquirido Foto: Zsuzsanna Kilian. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/1219898
são requisitos para o profissional.

1. Definição
O curso de Letras é o estudo da língua portuguesa e de idiomas estrangeiros e de suas respectivas litera-
turas. O bacharel em Letras pesquisa o português e idiomas estrangeiros, a literatura brasileira e a de outros
povos. Em geral, o profissional se especializa em uma língua moderna, como inglês, espanhol, francês e
alemão. Mas também pode dedicar-se a línguas clássicas, como latim e grego. Essa é uma área em que é
preciso estudar sempre, a fim de manter o domínio dos idiomas e estar atualizado com as novas expressões
idiomáticas.

2. Disciplinas
Análise literária, produção de textos, tradução e pesquisa sobre a evolução e o uso dos idiomas ocupam
boa parte da carga horária dos quatro anos (ou oito períodos) de duração do curso de Letras. Entre as maté-
rias teóricas estão teoria literária, semântica e fonologia, além de língua portuguesa e literaturas portuguesa
e brasileira. Em algumas universidades, o aluno opta logo no Vestibular por um ou mais idiomas estrangeiros;
em outras, ele escolhe após o ciclo básico. Há escolas que oferecem as duas formações, a de bacharel e a
de licenciado, para essa última, o estágio é obrigatório. É preciso fazer licenciatura para dar aulas.
Ao final da descrição desse curso, apresentaremos, como exemplo, o fluxograma da Licenciatura em
Português/Literaturas do Cederj.

3. Atuação profissional
Há inúmeras ocupações que podem ser preenchidas depois de formado no curso de Letras.
• Editoração: trabalhar na preparação de textos, da seleção dos originais à tradução, padronização
e revisão. O campo é bom nas editoras de revistas e livros. Essas empresas precisam dos serviços de
revisores de textos.
• Ensino: lecionar em classes de Ensino Fundamental, Médio e Superior ou em escolas de idiomas. Es-
colas das redes pública e particular contratam professores de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira
120 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

e Língua Estrangeira. Os formados que obtêm o título de mestre ou doutor podem lecionar em univer-
sidades e desenvolver projetos de pesquisa acadêmica. Em todo o Brasil, há também boas oportuni-
dades de trabalho para o profissional formado em Letras em cursinhos preparatórios para concursos
e vestibulares, como o Pré-Vestibular Social.
• Treinar funcionários de empresas na fluência de idiomas estrangeiros. Quem opta pela licenciatura
tem boas perspectivas em todo o país.
• Tradução: traduzir textos do português para línguas estrangeiras, ou vice-versa, em editoras, agências
de publicidade, empresas estrangeiras e em laboratórios de dublagem e legendagem de filmes e ví-
deos. É possível atuar como intérprete em eventos ou para grupos estrangeiros em visita ao Brasil. Um
segmento em ascensão é o de “localização” – tradução dos comandos e dos manuais dos programas
de computador importados.

4. Instituições
• Públicas
No Rio de Janeiro destacam-se a UFRJ, Unirio, UFRRJ, Uerj e Uenf. O Cederj, que oferece Licenciatura
em Letras a distância (modalidade semipresencial), o que atrai os estudantes com pouco tempo para
frequentar aulas durante a semana. A forma de ingresso nos cursos a distância das universidades
consorciadas se dá por meio do Vestibular Cederj, que acontece duas vezes por ano. É possível apro-
veitar a nota do Enem, desde que o candidato indique no ato da inscrição que deseja aproveitar a
nota do Exame Nacional do Ensino Médio.
• Privadas
O curso de Letras da PUC-Rio de Janeiro é um dos mais renomados do país. No Rio esse curso tam-
bém é oferecido por outras universidades privadas como Unigranrio, Veiga de Almeida, Estácio, entre
outras.

Referências
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL195800-5604,00-PROFISSIONAL+DE+LETRAS+TRABA
LHA+COM+OS+USOS+DO+IDIOMA.html
http://www.guiadacarreira.com.br/artigos/profissao/letras/
http://www.guiadicasgratis.com/quais-as-caracteristicas-de-um-estudante-de-letras/
http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-humanas-sociais/letras-601968.shtml
http://www.institutodeletras.uerj.br/quem_o_curso.php
http://www.suapesquisa.com/cursos/curso_letras.htm
Capítulo 6 :: 123

Pedagogia

O nível educacional de um país é muito


importante para o seu desenvolvimento e a
educação faz muita diferença na vida das pes-
soas. Por isso é tão importante investir em edu-
cação. Estudar deixou de ser uma escolha para
se tornar uma exigência no mundo moderno.
Com o mercado de trabalho se ampliando no
Brasil, boas oportunidades de emprego estão
surgindo para os pedagogos.
Foto: Oliver Gruener. Disponível em:
http://www.sxc.hu/photo/516694
1. Definição
A Pedagogia é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, classificação, a sistematização e a aná-
lise do processo educativo. O pedagogo deve manter-se atualizado sobre as novas tecnologias de ensino e
desenvolver práticas pedagógicas competentes. A preocupação da Pedagogia é encontrar formas de levar
o indivíduo ao conhecimento.

2. Disciplinas
O estudante de Pedagogia deve gostar e ter boa capacidade de leitura, já que receberá muitos textos
para estudar. Nos primeiros anos do curso, o foco será o estudo da estrutura e funcionamento da educação,
princípios básicos de administração escolar, psicologia e metodologia geral de ensino. Posteriormente, o
aluno poderá escolher várias disciplinas optativas (complementares) para cursar, entre as quais Filosofia,
História da Arte e Pedagogia para Crianças Portadoras de Necessidades Especiais, por exemplo. Ao final
da descrição desse curso, segue o fluxograma do curso de Licenciatura em Pedagogia do Cederj para que
você tenha uma ideia das disciplinas que vai estudar.

3. Atuação profissional
Além das ocupações tradicionais dando aulas, dirigindo escolas (públicas e particulares) e em órgãos
estatais (relacionados à educação, tais como o MEC), boas oportunidades de trabalho têm surgido: o pro-
fissional de pedagogia também pode trabalhar em empresas de Recursos Humanos (RH), editoras, ONGs
e, veja só, até em hospitais! Nestes, o pedagogo pode participar da instalação e desenvolvimento de ativi-
dades em bibliotecas e brinquedotecas.
Nas editoras, o pedagogo pode trabalhar revisando livros de conteúdo histórico e educativo. E tem
mais! Dependendo do perfil do profissional, ele pode optar ainda pelas seguintes especializações dentro
da Pedagogia:
• Gerenciamento Escolar: administrando instituições de ensino, gerenciando instalações, recursos hu-
manos e financeiros;
• Licenciatura: lecionando nas primeiras séries do Ensino Fundamental;
• Pedagogia para Educação Especial: desenvolvendo práticas e conteúdos escolares específicos para
crianças, jovens e adultos portadores de necessidades especiais;
• Orientação Vocacional: ajudando e orientando os estudantes quanto à escolha profissional, aplican-
do e escrevendo modelos de teste vocacional;
• Pedagogia Social: desenvolvendo atividades e conteúdos específicos para ONGs que trabalham com
população de baixa renda;
124 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

• Supervisão e Treinamento Pedagógico: treinando e orientando professores para que eles realizem um
melhor trabalho com seus alunos.

4. Instituições
• Públicas
São referências na área a UFF, UFRJ, UFRRJ, Uerj e Uenf. Vale ainda destacar o Cederj que oferece
Licenciatura em Pedagogia a distância (modalidade semipresencial), atraindo estudantes com pouco
tempo para frequentar aulas durante a semana. A forma de ingresso nos cursos a distância das univer-
sidades consorciadas se dá por meio do Vestibular Cederj, realizado duas vezes por ano. É possível
aproveitar a nota do Enem, desde que o candidato indique no ato da inscrição que deseja aproveitar
a nota do Exame Nacional do Ensino Médio.
• Privadas
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio oferece também o curso de Pedagogia
com boa reputação no mercado de trabalho. Outras opções são a Universidade Veiga de Almeida,
Estácio de Sá, Unigranrio (Duque de Caxias), Unifoa (Volta Redonda), Unifeso (Teresópolis), Univer-
sidade Católica de Petrópolis, PUC-SP e PUC-MG. Atenção: o Prouni é aplicado nessas instituições.

Referências
http://www.cederj.edu.br/cederj
http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/professor-pedagogo-condutor-de-criancas-a-empre-
en.htm
http://www.guiadacarreira.com.br/artigos/profissao/pedagogia/

A seguir, o fluxograma do curso de Licenciatura em Pedagogia do Cederj.


Capítulo 6 :: 127

Serviço social
O inconformismo perante as desigual-
dades sociais e as injustiças que delas
decorrem destacam-se como aspecto
comum, frequentemente observado en-
tre aqueles que elegem o Serviço Social
como profissão. Não é raro que o senso
comum tome o Serviço Social (profissão)
como sinônimo de assistência social (fi-
lantropia). No entanto, esta imagem, não
corresponde à realidade do trabalho rea-
lizado por esses profissionais. De toda for-
ma, a lógica que prevaleceu no período
inicial da profissão foi a da benevolência.
Foto: Bartlomiej Stroinski. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/140579
A dimensão política que atravessava, des-
de o início, o fazer profissional foi reconhecida mais tarde, prevalecendo na forma como hoje os assistentes
sociais buscam se colocar na sociedade em que atuam.

1. Definição
O Serviço Social é uma profissão liberal, regulamentada por lei federal, orientada por princípios e
valores contidos em um Código de Ética, supervisionado pelos Conselhos dessa categoria profissional. O
assistente social trabalha com as sequelas da “questão social”, no enfrentamento dos chamados “problemas
sociais”. Esse profissional atua em áreas como as da saúde, da educação, da habitação, do trabalho, da
infância e juventude, entre outras. Ocupando a posição de mediador entre a instituição a que está vinculado
e a população por ele atendida, o assistente social, além de executar a prestação de serviços sociais atra-
vés das instituições em que trabalha, hoje recebe uma formação profissional que o qualifica para realizar
pesquisas e estudos necessários a um maior conhecimento da realidade social, à intervenção, assim como
para a elaboração, implementação, assessoria, coordenação, execução e avaliação de políticas, planos,
programas e projetos na área em que ele atua.

2. Disciplinas
O curso de Serviço Social é composto por uma carga horária mínima de 3.000 horas, que deverão ser
cumpridas no prazo mínimo de 4 anos. Fazem parte da formação estágios e atividades complementares. O
curso exige de seus estudantes dedicação considerável às leituras, assim como os estimula ao diálogo com o
conhecimento produzido por outras áreas do conhecimento para o conhecimento mais amplo da realidade
social. Além das disciplinas específicas do Serviço Social, o curso de graduação é composto por outras que
atravessam os campos da História, Filosofia, Sociologia, Ciência Política, Economia, Direito e Psicologia. Em
função da própria natureza da profissão, torna-se importante que o estudante de Serviço Social aprimore,
ao longo de sua formação, seu senso criativo e propositivo, bem como o domínio fluente e claro tanto da
expressão oral quanto da escrita. Ao final da descrição desse curso, você pode ver o fluxograma do curso
de Serviço Social da UFRJ no turno diurno (8 semestres).

3. Atuação profissional
O assistente social presta serviços sociais em instituições relacionadas aos campos das políticas sociais
públicas, privadas ou filantrópicas. O trabalho do assistente social é realizado, sobretudo, em instituições,
em âmbito federal, estadual e municipal, podendo atuar ainda em empresas, organizações populares e
ONGs, bem como na posição de docentes em unidades de ensino.
128 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

• Área privada: o trabalho do assistente social no setor privado frequentemente é vinculado ao campo
empresarial. Neste sentido, este profissional poderá atuar tanto na mediação entre a empresa e a
população que, enquanto consumidora, solicita os produtos (sobretudo serviços, tais como de saúde,
escolares etc.), quanto junto aos trabalhadores e seus familiares (relacionados, sobretudo, à saúde
do trabalhador, condições coletivas de trabalho, direitos trabalhistas e previdenciários, programas de
auxílio e de assistência complementares etc.).
• Área Privada com fins Públicos ( o chamado Terceiro Setor): esta área é composta por organizações
sem fins lucrativos, caracterizadas como organizações de âmbito não governamental, ainda que
frequentemente atuem em parceria com o poder público na implementação de ações no campo das
políticas públicas com recursos públicos ou provenientes de doações de pessoas físicas, aplicados em
projetos sem fins lucrativos. O trabalho do assistente social vinculado às ONGs irá variar de acordo
com o projeto que desenvolve.
• Área Pública: o trabalho do assistente social no setor público varia ao longo de diferentes conjunturas,
conforme a relação que o Estado estabelece com a sociedade. De toda forma, destacam-se áreas de
diferentes esferas de poder (municipal, estadual e federal), tais como a área da Assistência Social,
da Saúde, da Previdência, do Sistema Sociojurídico (Conselhos Tutelares, Tribunais de Justiça, Sistema
Carcerário), da Habitação, entre outras.
• Área Acadêmica: essa área oferece possibilidades àqueles que gostam de pesquisar e estudar diver-
sos aspectos relativos à ação e à produção teórica do Serviço Social. Além de ministrar aulas em
universidades, faz parte da rotina do professor a produção de material didático, a publicação de
livros e artigos científicos, a apresentação de trabalhos em seminários e congressos, enfim, a constante
reatualização do conhecimento.

4. Instituições
• Públicas
No Rio de Janeiro, há diversas instituições de ensino superior de qualidade. Há um conjunto de aspec-
tos que devem ser considerados na escolha, tais como facilidade de acesso, tempo de integralização
previsto para o curso, turno em que os cursos são oferecidos. UFRJ, Uerj e UFF oferecem ao alunado
possibilidades de articular experiências de pesquisa e de extensão universitária durante sua formação.
Na região, outras universidades públicas destacam-se: os cursos da Universidade Federal de Juiz de
Fora (UFJF), Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
• Privadas
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) se destaca pela tradição de pesquisa
na área. Há ainda outras universidades na região com o curso de Serviço Social como Universidade
Veiga de Almeida, Estácio de Sá, Unigranrio (Duque de Caxias), Unifoa (Volta Redonda), Unifeso
(Teresópolis), Universidade Católica de Petrópolis, PUC-SP e PUC-MG.

O curso de Serviço Social exige de você muita garra, pois é difícil enfrentar as injustiças e as
contradições da nossa sociedade.

Referências
http://152.92.1.71/dep/conteudo.php?&referencia=dep&codificacao=029:003:001:010
Site da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (http://www.abepss.org.br).

A seguir, o fluxograma do curso de Serviço Social da UFRJ.


Tecnológicas
132 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Engenharia Civil

Você mora em casa ou apartamento?


Sabe quem construiu? Já fez uma obra na
sua residência ou já pensou em construir a
casa dos seus sonhos? Saiba que por trás
de cada construção erguida de forma con-
fiável estão os engenheiros civis. Vamos co-
nhecer, a seguir, um pouco dessa profissão
tão presente na nossa vida.
Foto: Margarit Ralev. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/767620

1. Definição
A Engenharia Civil tem basicamente dois focos: planejamento e construção de casas, prédios, pontes,
ruas e tudo que envolva estruturas. Nesse curso, você vai aprender como podemos construir, gerenciar e
planejar uma construção desde uma casa simples até os altíssimos edifícios que nem imaginamos como
foram construídos.
Para concluir o curso, com duração de cinco anos, e obter o diploma de bacharel em Engenharia exige-
-se um Projeto Final. E, para o exercício da profissão é necessário ser credenciado pelo Conselho Regional
de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA). Inscrito no CREA, você poderá assinar uma construção,
trabalhar na área pública etc.

2. Disciplinas
Muitos têm o sonho de ser engenheiro civil, mas não possuem a noção do conteúdo do curso. Essa é
uma profissão que exige muitos cálculos e concentração, pois uma distração pode fazer uma obra ser con-
denada ou levar a erros fatais. Gostar muito de matemática e física é essencial! No fluxograma do curso há
disciplinas específicas e outras necessárias ao exercício da profissão: Cálculo, Física, Química, Informática,
Desenho e Técnicas de Construções Residenciais, Prediais, Hidráulicas, de Transporte e de Estradas, bem
como Economia, Administração e Normas de Qualidade. Ao final da descrição desse curso, você pode en-
contrar o fluxograma completo do curso de Engenharia da Uerj para ter uma ideia do conjunto de disciplinas
do curso.

3. Atuação profissional
Quando se fala em engenheiro civil, pensamos que ele só vive para construir. Na verdade, seu campo de
trabalho é vasto! Como você verá a seguir, são várias as possibilidades de atividades:
• Construções em geral: projeção, construção e reforma de todo tipo de construção caracterizam essa
área, com as especializações abaixo;
• Fundações e Estruturas: cuida da observação e da preparação do terreno para a construção;
• Administração Predial: regulamenta e permite a construção de uma obra em determinado local, desde
que a sua estrutura não seja afetada;
• Construções e Planejamento hidráulico: elabora o planejamento e realiza a construção de reservató-
rios e barragens, a correta estruturação da drenagem e da irrigação de plantações etc.;
• Planejamento em transportes: compreende o planejamento e construção de ruas, estradas, metrôs,
ferrovias e grandes construções relacionadas ao transporte em geral;
• Saneamento Básico: abrange o planejamento e construção de redes e estações de tratamento de
esgoto e de água;
Capítulo 6 :: 133

• Geotecnia: envolve o estudo da composição e propriedades do solo de uma construção, como rochas
e tipos de solo.

4. Instituições
Como o curso de Engenharia Civil é muito requisitado, ele é oferecido por muitas universidades Brasil
afora. Vamos citar aqui os principais cursos no estado do Rio de Janeiro e próximos à região.
• Públicas
O curso da UFRJ é reconhecido como o melhor. Sua reputação deve-se aos seus laboratórios bem
equipados e à alta capacitação de seus professores. Outros também passam por uma rigorosa ava-
liação do MEC, como Uerj, Uenf, UFF, Rural, Unirio e CEFET. Assim, ser aprovado nesses últimos, é
também uma conquista muito valorosa. Se você quer tentar a carreira militar, o Instituto Militar de
Engenharia (IME) no Rio de Janeiro e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) em São José dos
Campos/ SP oferecem um ensino de excelência e são considerados as melhores instituições do Brasil
na área.
• Privadas
A excelência tem sido da PUC-Rio que oferece um curso tão valorizado quanto o das instituições pú-
blicas. Para entrar na PUC você precisa fazer o Vestibular realizado pela própria instituição ou usar a
nota do Enem no Prouni. Outras instituições importantes são: UCP (Petrópolis), UGF (Rio de Janeiro),
UNESA (Rio, Friburgo, Niterói e vários outros municípios), UVA (Rio de Janeiro) e muitas outras espa-
lhadas pelo estado e na região.

Referências
www.guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/conheca-57-melhores-cursos-engenharia-civil-
brasil-577929.shtml

A seguir, o fluxograma do curso de Engenharia Civil da Uerj.


Capítulo 6 :: 135

Engenharia de Petróleo

Imagine trabalhar numa empresa, públi-


ca ou privada, pesquisando e analisando o
maior objeto de desejo dos países em maté-
ria de energia. Estamos falando do petróleo,
uma espécie de “ouro negro” que vem aque-
cendo muito a economia do Brasil, gerando,
direta e indiretamente, milhares de postos de
trabalho. A partir de agora, você vai saber
um pouco mais sobre esse curso.

1. Definição
A Engenharia de Petróleo aplica conhe-
cimentos das ciências básicas (como mate-
mática, física e química), ciências geológicas
(geologia e geofísica) e ciências de enge-
nharia para descobrir, desenvolver, produzir
e transportar petróleo e gás natural. O curso,
com duração de cinco anos, visa formar en-
genheiros com conhecimentos e habilidades
para atuar nas diversas etapas da cadeia
produtiva de petróleo e gás natural, levan-
do em conta aspectos econômicos, sociais e
Foto: Leonardo Barbosa. Disponível em:
ambientais.
http://www.sxc.hu/photo/1376971

2. Disciplinas
Na Engenharia de Petróleo, o cálculo e o raciocínio lógico são fundamentais, pois além do cálculo inte-
gral com suas integrais duplas, triplas, você terá que conviver com a física, a termodinâmica, a resistência de
materiais, os programas de computação, a geofísica, a estruturação, a química envolvendo o meio ambien-
te, estruturação de modelos em 3D e outras matérias afins. No entanto, nada é um bicho de sete cabeças
quando se gosta de desafios e a busca de soluções é uma grande aventura no campo do conhecimento.
A fluência na língua inglesa é fundamental nessa área. Para que você tenha uma ideia do conjunto das
disciplinas do curso, segue o fluxograma do curso da UFF, oferecido em Niterói, ao final dessa descrição.

3. Atuação profissional
O engenheiro de petróleo projeta o poço, o elo de ligação entre a superfície e o reservatório, e define os
métodos de perfuração e produção. É também parte de suas atividades o desenvolvimento e aprimoramen-
to de tecnologias para maximizar a produção do reservatório e otimizar o transporte da produção até as
plataformas de petróleo. O bacharel em engenharia de petróleo ou engenheiro de petróleo pode trabalhar
em refinarias, plataformas marítimas e petroquímicas. Esse profissional pode atuar também em consultorias
ambientais e no setor de importação e exportação, fazendo pesquisa de preços de matérias primas ou
captando compradores. Exige-se desse profissional o conhecimento da legislação internacional que regula
atividades ligadas ao petróleo e seus derivados.
Na pesquisa “Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2015” realiza-
da pelo Sistema Firjan, em parceria com o Sebrae e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o engenheiro de
136 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

petróleo ocupa o primeiro lugar entre as 10 profissões com maiores índices de perspectivas profissionais.
Outro fator positivo é que a carreira já é regulamentada pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura
e Agronomia (CONFEA).
A exploração de campos e poços de petróleo, potencializadas pela descoberta da camada pré-sal está
alavancando a demanda de profissionais da área. Logo, é importante aproveitar a “era de ouro” do petró-
leo brasileiro para conseguir uma boa colocação no mercado. A Petrobrás é o destino desejado de vários
alunos da graduação. Trabalhar em multinacionais como a Shell, Statoil etc. é também uma boa pedida. Em-
presas desse porte também investem em pesquisa e requisitam um profissional competitivo e com formação
consistente. No setor público, destaca-se a Agência Nacional de Petróleo, encarregada pela fiscalização
das atividades na área em nosso país.

4. Instituições
No Rio de Janeiro, o destaque entre as públicas fica com a UFRJ, excelência na área de Exatas, mas
outras opções muito procuradas são a UFF e a Uenf (Campos).
A PUC-Rio, entre as particulares, é igualmente importante no mercado e é possível conseguir bolsa pelo
vestibular próprio ou pelo Prouni.

Referência
Guia do Estudante da Editora Abril, 2011.

A seguir, o fluxograma do curso de Engenharia de Petróleo da UFF/Niterói.


138 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Engenharia de Produção
A profissão de engenheiro é para aqueles que desejam criar, ino-
var, modificar a natureza em função do bem-estar da humanidade.
O engenheiro necessita de uma sólida formação científica e técnica,
multidisciplinar, de acordo com as diversas áreas de atuação. A sua
função é estudar o problema, buscar a solução e os meios para resol-
ver e coordenar o trabalho.
Foto: lockstockb. Disponível em:
http://www.sxc.hu/photo/1097236
1. Definição
A Engenharia de Produção é o ramo da engenharia que trabalha com os recursos humanos e financei-
ros de uma empresa a fim de gerenciá-los para que a sua produtividade possa ser a melhor possível. O
engenheiro de produção tem, então, a capacidade de articular engenharia, administração e economia,
otimizando mão de obra, equipamentos e matéria-prima. Assim como todos os outros profissionais da área
da Engenharia, o engenheiro de produção precisa ter o seu registro no Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia (CREA) regularizado para desempenhar regularmente a sua atividade.

2. Disciplinas
Você precisa ter uma relação muito íntima com a matemática para cursar a graduação, porém só isso
não basta. Estão no ciclo básico, disciplinas como Química, Eletricidade, Física, Álgebra e Desenho Técnico.
Na parte mais específica, prepare-se para receber os conteúdos de Empreendedorismo, Gestão Financeira,
Marketing, Organização Industrial etc. No fluxograma da Uerj, ao final dessa descrição, você pode ter uma
noção do conjunto de disciplinas do curso.

3. Atuação profissional
A atuação do engenheiro de produção no mercado é variada e não se concentra num determinado setor:
• análise e estruturação da empresa de acordo com o mercado;
• gerenciamento da vida financeira de uma empresa;
• administração da mão de obra para a produção de bens ou prestação de serviços;
• implantar processos de produção;
• atuação nos vários setores da agroindústria, seja na produção agrícola, no processamento industrial,
na comercialização e distribuição de produtos.
Vale destacar que o mercado de trabalho necessita de engenheiros e os de produção têm vantagem em
diversas áreas. Nas regiões sudeste (São Paulo) e sul encontram-se a maioria das vagas. No Nordeste, com
a abertura de indústrias na Paraíba e Ceará, também há um processo de ampliação do mercado para esse
tipo de engenheiro.

4. Instituições
O nosso estado tem ótimas opções de universidades que oferecem o curso.
• Públicas
UFRJ (referência na área), Uerj (na modalidade de produção mecânica e de produção química nos
campus Maracanã e Resende), UFF (campus Rio das Ostras) e Cefet.
• Privadas
Destacam-se a PUC-Rio, Estácio de Sá e Cândido Mendes.

Referências
Guia do estudante – Vestibular 2012. Profissões. p. 249.
http://www.guiadacarreira.com.br/artigos/guia-das-profissoes/engenharia/

A seguir, o fluxograma do curso de Engenharia de Produção da Uerj.


140 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Informática

1. Definição
Existem várias definições para a Informá-
tica: ciência da computação, ciência que
estuda a informação e por aí vai. Podemos
dizer que informática é a forma com a qual
os seres humanos buscam trabalhar melhor
várias informações de maneira rápida usan-
do máquinas para processá-las: os computa-
dores. Na área da Informática, destacam-se,
com variação de nominação, nas diferentes
universidades os cursos: Ciência da Compu-
tação, Engenharia da Computação e Siste-
mas de Informação.
Foto: nh313066. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/1387982

2. Disciplinas
• Ciência da Computação: aprofunda os conceitos e teorias da computação, com sólida formação em
áreas como Estruturas de Dados, Algoritmos, Linguagens de Programação, Desenvolvimento e Análise
de Sistemas, entre outras. Os profissionais são preparados para resolver problemas reais, aplicando
soluções em qualquer ambiente (comercial, industrial ou científico) e também para desenvolvê-los.
• Engenharia da Computação: o foco é o projeto, desenvolvimento e implementação de equipamentos e
dispositivos. Os profissionais são capazes de projetar e implementar tecnologias de hardware e softwa-
re em equipamentos, em aplicações industriais, em redes de comunicação, nos sistemas embarcados
(que é como se chamam os celulares e dispositivos móveis dentro de carros, aviões etc.), entre outros.
• Sistemas de Informação: prioriza o planejamento e desenvolvimento de sistemas de informação e
automação. São aplicados conhecimentos diversos, como os de administração, negócios ou relações
humanas. Podemos encontrar disciplinas dessas áreas nos cursos mencionados anteriormente, depen-
dendo da instituição onde você vai estudar. Geralmente, esse profissional trabalha na solução dos
problemas, especialmente nas atividades corporativas.

Veja, ao final dessa descrição, o fluxograma do curso de Ciência da Computação da Uerj.

3. Atuação profissional
Um profissional de Informática deve estar em permanente atualização profissional, tendo em vista que
novas tecnologias aparecem constantemente. Deve possuir bons conhecimentos matemáticos, pois álgebra,
análise combinatória, estudo de probabilidade e raciocínio lógico são fundamentais para esses profissio-
nais. Deve ainda ter domínio do inglês, já que as linguagens e manuais são escritos nesta língua.
Algumas das áreas que mais se desenvolvem hoje na Informática são:
• Desenvolvimento de games ( jogos ): as maiores oportunidades estão fora do Brasil, mas há boa
formação no país, e, se tiver domínio do idioma inglês, o profissional pode disputar uma vaga em
qualquer país.
• Programador de internet: área que exige alta qualificação, em que apenas profissionais com muitas
habilidades e boa formação são competitivos. Eles desenvolvem sites e são muito procurados pelas
empresas, pois cada vez mais a internet é utilizada para negócios e divulgação de serviços e produtos.
Capítulo 6 :: 141

É uma carreira em constante mudança, demandando do profissional atenção à novas tecnologias e


programas.
• Analista de redes: este profissional desenvolve, conserta e presta serviços de manutenção de redes de
computadores. Cada vez mais, os computadores estão conectados com o mundo lá fora e interna-
mente entre eles. Existem algumas empresas que dominam essa área e são diferentes entre si. Além
de entender de linguagens e de hardware, o profissional com especializações nas áreas em que
dominam é cada vez mais valorizado no mercado.
• Gerenciador de banco de dados: com o uso crescente da informática, criou-se uma demanda para o
que se chama de bancos de dados. Podem ser simples como cadastro de clientes, com nome, endere-
ço e telefone, ou complexas, como o monitoramento de operações financeiras para bancos ou o mo-
nitoramento de clientes em hospitais, com entrada e saída, tipo de medicamentos que estão utilizando
e muito mais. Hoje em dia, quase todas as áreas utilizam bancos de dados em algum momento.
• Analista de segurança: é uma área em constante crescimento na Informática. Com a acelerada di-
fusão de redes, websites (as chamadas páginas da internet) etc., há que se garantir a segurança na
transmissão de dados das empresas, tentando evitar que estes sejam roubados, adulterados ou até
removidos sem permissão. As informações e dados precisam ser permanentemente protegidos e moni-
torados, pois o “crime on-line” tem crescido a cada ano. Hoje existem cursos específicos de segurança
em informática, mas é sempre melhor estudar Ciências da Computação ou Sistemas da Informação
com especialização em segurança.
Além das áreas descritas acima, existem aquelas tradicionais no mercado, como programador, analista
de sistemas, professor de informática. Também é comum a procura por profissionais de Tecnologia de Infor-
mação (TI), nos anúncios de empregos. O Consultor de TI, profissional com conhecimentos variados tanto em
hardware quanto em software, são requisitados pelas instituições para saber que equipamentos e softwares
serão mais adequados para facilitar os resultados pretendidos e onde consegui-los.

4. Instituições
Algumas instituições de ensino do estado do Rio de Janeiro oferecem cursos variados nessa área. As
principais estão listadas abaixo:
• Públicas
A UFRJ oferece cursos de Bacharelado em Ciência da Computação e Engenharia de Computação e
Informação. No Cederj, há o curso de Tecnologia em Sistemas de Computação. Na Uerj encontramos
os cursos de Ciência da Computação e Engenharia de Computação. A UFRRJ – Campus Nova Iguaçu,
tem o curso de Ciências da Computação. Na Unirio encontramos o curso de Sistema da Informação e
na UFF os de Ciência da Computação, Física com ênfase em Física Computacional, Informática, Mate-
mática com ênfase em Matemática Computacional, Sistemas de Informação e Tecnologia em Sistemas
de Computação. A Uezo oferece os cursos de Ciência da Computação e Tecnologia em Sistemas de
Informação e a Uenf o curso de Ciência da Computação e Informática.
• Privadas
A PUC-Rio oferece os cursos de Ciência da Computação e Engenharia de Computação e Sistemas de
Informação, um dos mais reputados na área. Para entrar na PUC você precisa fazer o Vestibular rea-
lizado pela própria instituição ou usar a nota do Enem no Prouni. Na Universidade Cândido Mendes
encontra-se o curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e na Universidade Gama Filho o curso
de Ciência da Computação. A Universidade Estácio de Sá possui os cursos de Análise e Desenvolvi-
mento de Sistemas, tanto no módulo presencial quanto a distância e Sistemas de Informação com a
mesma estrutura: presencial e a distância.

A seguir, o fluxograma do curso de Ciência da Computação da Uerj.


Capítulo 6 :: 143

Matemática

Alguns de vocês já devem ter ouvido coi-


sas do tipo: “Você só pode ser maluco por
gostar de Matemática!” ou “Você é louco ao
querer fazer faculdade de Matemática!". Es-
sas exclamações são decorrentes de uma vi-
são negativa e equivocada dessa disciplina.
Por enquanto, podemos dizer que Matemáti-
ca é muito mais do que números e fazer con-
tas. O texto abaixo pode lhe oferecer uma
visão mais positiva e até mesmo fascinante
da Matemática. Foto: Miguel Ugalde. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/475768

1. Definição
A Matemática é a ciência do raciocínio. Mais do que fazê-lo aprender sobre medidas, quantidades,
espaços, estruturas e variações, a Matemática tem como missão aumentar a sua capacidade intelectual
como um todo. Quando ela é apresentada de forma correta, faz com que a pessoa realmente aumente sua
capacidade de entender o mundo à sua volta e a melhorar a sua capacidade de organização, poder de
sintetizar coisas e muito mais. Ou seja, a Matemática é usada como ferramenta para simplificar problemas e
não para complicar, como muitos pensam. Assim, não é necessário ser um gênio em Matemática para fazer
essa faculdade. Basta gostar um pouco para poder iniciar a faculdade e se aplicar aos estudos.
Ao final do curso, em algumas universidades, o aluno tem que fazer um projeto final. Em outras institui-
ções é necessário somente um estágio na área em que se especializou.

2. Disciplinas
Em geral, todos acham que na faculdade de Matemática só aprimoramos nossos conhecimentos em cal-
cular. No entanto, muito mais que aprimorar o cálculo, você aprende como entender o mundo à nossa volta
para poder aplicar o conhecimento em Matemática. É necessário muita concentração e dedicação no curso.
As disciplinas geralmente vêm acompanhadas de muitos exercícios e fazer Matemática sem praticar não é
possível. Além da parte teórica, o estudante de Matemática precisa entender como o ser humano entende
matemática para poder ajudá-lo a corrigir seus erros. Por isso, há disciplinas como Filosofia da Educação,
Sociologia da Educação, Psicologia da Educação, Prática Pedagógica, Processamento de Dados e História
da Matemática. As principais disciplinas do curso são: Cálculo, Física, Geometrias, Informática, Desenho
Geométrico, Álgebra e Metodologia do Ensino de Matemática. No fluxograma do Cederj, apresentado ao
final da descrição desse curso, você terá uma noção mais completa das disciplinas.

3. Atuação profissional
Pensamos que quando alguém faz faculdade de Matemática, terá que ser professor. Porém, o campo de
trabalho vai além das salas de aula. Veja cada um deles:
• Tecnologia: procurar solucionar problemas concretos usando seus conhecimentos em matemática na
área de Tecnologia, Administração, Economia e nos demais campos;
• Administração: auxiliar o administrador a elaborar métodos mais eficazes para gestão e organiza-
ção nas empresas;
• M agistério: ensinar Matemática na educação básica;
• Matemática Computacional: buscar métodos para otimizar a resolução de problemas computacionais.
144 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

4. Instituições
O curso de Matemática oferece muitas vagas em muitas universidades pela necessidade de formar pro-
fessores, principalmente. Veja os principais cursos no estado do Rio de Janeiro e no Brasil.
• Públicas
O curso da UFRJ é reconhecido como o melhor, posto que é bem avaliado por ter a maioria dos
professores com doutorado. Mas os cursos de todas as universidades públicas são muito requisitados.
Passar para a Uerj, Uenf, UFF, Rural, Unirio, IFRJ, IFF ou para o Cederj é uma conquista digna de
muita comemoração! Alguns cursos têm nomenclaturas diferentes como o de Matemática Pura da UFF,
em Santo Antônio de Pádua, o de Matemática Aplicada na UFRJ, o de Matemática Computacional
na UFPB (Paraíba), o de Matemática Aplicada a Negócios na USP(São Paulo) e o de Matemática
Industrial na UFPR (Paraná).
• Privadas
A melhor é a PUC-Rio que é até mais conceituada que as públicas, sendo considerada a melhor do
Brasil pelo Guia do Estudante. Para entrar na PUC você precisa fazer o Vestibular próprio ou usar
a nota do Enem no Prouni. As outras instituições são: Universo (Niterói e São Gonçalo), Unigranrio
(Duque de Caxias), Unesa (Rio), UVA (Rio de Janeiro) e muitas outras espalhadas no estado e no país.
Sugerimos a pesquisa nos sites das universidades para maiores informações.

Referências
Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Matem%C3%A1tica
Guia da Carreira – O profissional da área de Matemática: http://www.guiadacarreira.com.br/artigos/
profissao/matematica/
Guia do Estudante Ed. Abril (versão on-line): http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-
exatas-informatica/matematica-602528.shtml
G1 – Vestibular e Educação – O curso e a carreira de Matemático: http://g1.globo.com/vestibular-e-
educacao/guia-de-carreiras/noticia/2011/09/guia-de-carreiras-matematica.html
Portal São Francisco: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/matematica/matematica.php

A seguir veja o fluxograma do curso de Licenciatura em Matemática do Cederj, disponível em:


http://www.cederj.edu.br/cederj/grade/Cederj_Matematica_2010-2.pdf
Biomédicas
148 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Ciências Biológicas e Biomedicina

1. Definição
As Ciências Biológicas se ocupam do estudo da vida e das
variadas formas e interações que a compõem. Se você está pen-
sando em ser graduado na área, é importante saber que o curso
é oferecido em duas modalidades principais:
• Bacharelado: o graduado terá uma formação voltada
principalmente para a área de pesquisa em campos de
trabalho ou em laboratórios das mais diferentes áreas que
abrangem o curso;
• Licenciatura: o graduado terá uma formação voltada para
lecionar as disciplinas de Ciências (no Ensino Fundamen-
tal) ou Biologia (no Ensino Médio).

O curso também era oferecido na modalidade Médica, em


que o graduado tem uma formação voltada para as Ciências da
Saúde, Diagnóstico Laboratorial e Pesquisas na área Médica.
Essa modalidade se transformou hoje no curso conhecido como
Biomedicina, que também vamos conhecer melhor e poder indi-
car as semelhanças e diferenças entre eles. Na UFRJ, temos algo Foto: 123dan321. Disponível em:
peculiar, algumas disciplinas do curso de Biologia viraram cursos http://www.sxc.hu/photo/1266835
de graduação, como os de Bacharelado em Microbiologia e Imu-
nologia, Biotecnologia e Biofísica.

2. Disciplinas
Na UFRJ, os dois primeiros anos do curso são chamados de ciclo básico, e para prosseguir, o aluno
deve escolher uma modalidade entre zoologia (estudo dos animais), genética e suas variações (estudo da
hereditariedade) ou biologia marinha. No curso de Biomedicina da Unirio e da UFF a duração é de 4 anos
e meio e 4 anos, respectivamente, com realização de estágio e de defesa de monografia. Nos fluxogramas
ao final da descrição, você poderá ver as disciplinas da graduação em Ciências Biológicas (bacharelado
com habilitação biológica e licenciatura) da Uerj.
Na UFF, Unirio e Uerj, o aluno faz as disciplinas específicas do curso e, no último ano, precisa fazer um
estágio que vai gerar uma monografia, relatando sobre as atividades realizadas. Essa monografia, prati-
camente encerra o curso e deve ser apresentada a uma banca de professores. A experiência assusta, mas
é muito interessante e garante ao aluno experiência na produção de trabalhos científicos e segurança nas
futuras exposições.

3. Mercado de trabalho
A vida profissional do graduado em Biologia é mais variada do que se imagina! A seguir, algumas ocu-
pações mais destacadas:
• Gestão ambiental: participação em projetos que visam a utilização de práticas que garantam a pre-
servação e conservação da biodiversidade e a reciclagem de matérias-primas, reduzindo o impacto
ambiental;
• Ecoturismo: turismo ecológico;
Capítulo 6 :: 149

• Paisagismo e jardinagem: controle e licenciamento ambiental, recuperação e reflorestamento de am-


bientes degradados;
• Bioinformática: fazer relação entre dados biológicos com auxílio de métodos computacionais;
• Engenharia genética: aqui o campo é amplo e o aluno pode encontrar possibilidades, por exemplo,
no Projeto Genoma Humano, no melhoramento genético de plantas e animais, na reprodução humana
assistida e na biologia forense;
• Banco de Sangue: o biólogo pode trabalhar em bancos de sangue, realizando exames hematoló-
gicos, sorológicos para doenças importantes como HIV, hepatites e ainda atestar a qualidade do
sangue e seus derivados para futuros transplantes;
• Vigilância Sanitária: nesse caso, o Biólogo pode participar de uma equipe constituída de outros pro-
fissionais de saúde que vão aos estabelecimentos, conferir se estão dentro das normas exigidas de
higiene e saúde pública.

O licenciado em Ciências Biológicas, além das atribuições acima, pode lecionar no Ensino Fundamen-
tal, Médio e em cursos preparatórios. O professor de Biologia e Ciências, de forma geral, tem um papel
extremamente importante na vida dos seus alunos. Um bom professor pode transformar a ideia que muitos
têm da Biologia como monótona, cheia de nomes estranhos em uma disciplina mais próxima de todos nós.
A vida do Biomédico também oferece muitas oportunidades no mercado de trabalho, em setores como:
• Análises Clínicas: o biomédico pode realizar os exames de análises clínicas, firmar os laudos e assu-
mir chefias técnicas e direção dessas atividades. Poderá também assumir e executar o processamento
do sangue, suas sorologias e exames pré-transfusionais nas seguintes frentes:
1) Análises Ambientais, realizando análises físico-químicas e microbiológicas para o saneamento
do meio ambiente;
2) Indústrias, atuando em indústrias químicas e biológicas na elaboração de soros, vacinas e rea-
gentes.
• Genética: a atuação do biomédico nesse caso é ampla, podendo:
1) participar de pesquisas em todas as áreas da Genética, como coordenador ou membro da
equipe;
2) realizar exames de Citogenética Humana e Genética Humana Molecular (DNA), realizando as
culturas, preparações citológicas e análises;
3) assumir a responsabilidade técnica, elaborando e firmando os respectivos laudos e transmitindo
os resultados dos exames laboratoriais a outros profissionais, como consultor, ou diretamente
aos pacientes, como aconselhador genético;
• Reprodução humana: o biomédico pode atuar na identificação e classificação ovocitária (células
germinativas femininas), no processamento seminal, na realização de espermograma, na criopreser-
vação seminal e na classificação e criopreservação embrionária;
• Citologia Oncótica: faz análise das lâminas colhidas em exames preventivos, de raspagens de lesões
e cavidades do corpo;
• Imagenologia: atuação em exames de tomografia computadorizada, ressonância magnética, medicina
nuclear, radioterapia, ultrassonografia e radiologia médica (mas não faz a interpretação de laudos).

Vale lembrar que, embora tenham formações um pouco diferente, biólogos e biomédicos têm sua pri-
meira experiência nos laboratórios onde realizam seu estágio e desenvolvem monografia. Geralmente, uma
bolsa de auxílio é oferecida a esses alunos que se destacam na dedicação e conhecimento e boa parte deles
acaba realizando concurso ou são contratados para o trabalho nesses locais. Os laboratórios públicos e
privados de exames clínicos e ambientais, também empregam esses profissionais e alguns exigem especia-
lização em determinada área.
150 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Muitos graduados partem para cursos de Mestrado e Doutorado e ganham bolsas nas universidades pú-
blicas com realização de provas ou entrevistas, para se especializarem e se colocarem numa linha de pesqui-
sa. Esses mestres e doutores vão trabalhar no Ensino Superior e na pesquisa dentro da própria universidade.

4. Instituições
Nas universidades públicas, encontramos os cursos de Ciências Biológicas na UFRJ, Uerj, Unirio, UFRRJ,
UFF, Uenf e no consórcio Cederj. Já o curso de Biomedicina é oferecido na UFF e Unirio.
O curso de Ciências Biológicas nas suas diferentes modalidades é oferecido em muitas faculdades e
universidades privadas no Rio de Janeiro (UGF, UNIPLI/Anhanguera, Souza Marques, Castelo Branco,
Universo).

Referências
www.crbio01.gov.br
www.crbm1.gov.br

A seguir, o fluxograma de Ciências Biológicas da Uerj (bacharelado com habilitação em Biologia e


licenciatura).
Capítulo 6 :: 153

Enfermagem

1. Definição
O enfermeiro é responsável pela promoção, manutenção e res-
tabelecimento da saúde das pessoas. É preciso que o profissional
tenha a “essência” de um cuidador, pois vai lidar diretamente com
pacientes e familiares, muitas vezes em situações complicadas. É
um profissional indispensável em todos os setores nos hospitais (am-
bulatórios, CTI, trauma, curativos, aplicação de medicações), já
que tem um papel importantíssimo na promoção, proteção, recupe-
ração da saúde e na reabilitação das pessoas. Trabalha em equi-
pes com médicos, psicólogos e outros profissionais e também pode
trabalhar em pesquisas e trabalhos científicos. O curso dura 5 anos
e o graduando terá de passar por estágio para concluir o curso.

Foto: Kurhan. Disponível em: http://


www.sxc.hu/photo/1314902

2. Disciplinas
A formação na graduação em Enfermagem tem um caráter mais generalista, voltado para as necessida-
des do ser humano. O início do curso é marcado por disciplinas básicas da área das Ciências Biológicas,
como Anatomia, Microbiologia, Citologia, Histologia e Parasitologia. Também há matérias de Administração
e Fundamentos de Psicologia e de Sociologia. Gradativamente, o aluno conhece os procedimentos técnicos
e, no segundo ano, começa a atender pacientes e a cuidar de enfermarias. O estágio é obrigatório, sempre
supervisionado por enfermeiros e professores. No fim do curso é exigido um trabalho de conclusão. Ao final
dessa descrição, você pode ver no fluxograma da graduação em Enfermagem (UFF) as disciplinas necessá-
rias para a conclusão do curso.

3. Atuação Profissional
O mercado de trabalho está, cada vez mais, exigindo profissionais capacitados. Os recém-formados têm
amplo mercado de trabalho em clínicas e hospitais privados e públicos. As chances também têm aumentado
nos programas de atenção básica (primária à saúde), como nos Programa de Saúde da Família (PSF), nos
postos de vacinação e em institutos especializados (clínicas de hemodiálise, casas de repouso, bancos de
sangue). O enfermeiro também atua como profissional de ensino em cursos técnicos profissionalizantes e no
Ensino Superior. Existem, ainda, outras áreas de atuação para o profissional:
• Assessoria e consultoria: na auditoria dos procedimentos hospitalares de enfermagem e auxiliar na
montagem de unidades de saúde;
• Atendimento domiciliar: cuida de pacientes em sua residência, dando continuidade ao tratamento
hospitalar (home care). Auxilia o paciente em exercícios terapêuticos e a cuidar de sua higiene e de
seu bem-estar;
• Enfermagem obstétrica: dá assistência integral a gestantes, parturientes e lactantes, com acompanha-
mento de pré-natal, realização de exames e auxílio ao médico no parto e no pós-parto. Orienta sobre
planejamento familiar;
• Enfermagem pediátrica: acompanha e avalia o crescimento e o desenvolvimento da criança. In-
centiva o aleitamento materno e orienta os pais quanto às técnicas e aos cuidados com os recém-
-nascidos;
• Enfermagem psiquiátrica: ajuda no tratamento de pacientes com distúrbios psicológicos;
154 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

• Enfermagem de resgate: participa de equipes de salvamento de vítimas de acidentes ou de calamida-


des públicas;
• Enfermagem de saúde pública: orienta a população sobre a prevenção de doenças e promove a saúde
da coletividade. Atende pacientes em hospitais, centros de saúde, creches e escolas. Forma, capacita
e supervisiona os agentes de saúde;
• Enfermagem do trabalho: dá atendimento ambulatorial em empresas e acompanha programas de
prevenção e manutenção da saúde dos funcionários;
• G estão de projetos: administra e controla as atividades destinadas a projetos multidisciplinares,
como abertura de uma ala hospitalar ou implementação de um novo protocolo em clínicas ou
hospitais;
• Pesquisa clínica: planeja, implementa e coordena projetos de pesquisas clínicas, como o desenvolvi-
mento de drogas e estudos epidemiológicos, em hospitais, institutos de pesquisa e universidades.

Além da afinidade e dedicação aos estudos é necessário, também, a constante capacitação, que pode
driblar muitas dificuldades que aparecem aos formados, na hora de se inserirem no mercado de trabalho.

4. Instituições
No Rio de Janeiro, encontramos o curso de Enfermagem na UFRJ, Unirio, Uerj e UFF.

Referência
www.guiadoestudante.com.br

A seguir, o fluxograma do curso de Enfermagem da Uerj.


156 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Medicina

Ser médico continua sendo o desejo


de muitos que buscam uma carreira de ní-
vel superior. Para isso, o aluno deve estar
bem preparado em todas as disciplinas e
ter uma dedicação especial às matérias
específicas.

1. Definição
A Medicina trabalha na identificação,
cura e prevenção de doenças. O médico
é responsável pela investigação e busca
da solução dos problemas relacionados à
saúde e bem-estar da população.

2. Disciplinas
O curso é em horário integral, as aulas
ocorrem pela manhã e à tarde. À noite, os
estudos continuam em casa. É preciso gos-
tar de estudar e ter disponibilidade para
dedicação exclusiva ao curso! Nos dois Foto: Fernando AUDIBERT. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/845205
primeiros anos, o aluno aprende matérias básicas, como Anatomia e Patologia, Fisiopatologia dos Sinais e
Sintomas das Doenças, entre outras. Lidar com pacientes, só a partir do terceiro ano, nas disciplinas profis-
sionalizantes e no treinamento em atendimento, muitas vezes em hospitais universitários. Veja o fluxograma
ao final da descrição do curso.

3. Atuação profissional
O mercado de trabalho do médico recém-formado é amplo. Geralmente, ele passa por serviços de emer-
gência e clínicas particulares, ou segue para a Residência Médica, que funciona como uma especialização.
Um aluno que deseja ser cirurgião geral, por exemplo, faz os seis anos de Medicina, e, em seguida, deve
fazer Residência em Cirurgia Geral.
Após concluir a graduação, o médico pode se especializar e atuar em diversas áreas:
• Na Intervenção direta, com as seguintes especialidades, por exemplo:
1) Medicina de Família: considera o paciente como um ser biopsicosocial, avaliando-o para além
do conjunto de sinais e sintomas. Leva em consideração o paciente e suas relações na família,
no mercado de trabalho e na sua comunidade, com posição privilegiada para fazer promoção
de saúde, prevenção de doenças, diagnóstico precoce e o tratamento de doenças.
2) Medicina do Trabalho: área em que o médico ganha extrema importância na proteção da saú-
de do trabalhador, atuando em empresas privadas ou públicas, avaliando os trabalhadores,
planejando ações para diminuir danos causados ao trabalhador pelas atividades laborais.
3) Pediatria: o médico terá uma formação clínica e vai se especializar na assistência à criança e
ao adolescente. Da mesma forma, vai atuar nos aspectos preventivos, curativos e na pesquisa.
Hoje o pediatra cuida do bebê mesmo até antes do nascimento, através da assistência pré-
-natal, orientando e participando de aconselhamento genético.
Capítulo 6 :: 157

4) Geriatria: especialidade na qual o médico trata do paciente em processo de envelhecimento.


A medicina vem avançando e acompanhando o desenvolvimento de novas tecnologias, melho-
rando e aumentando a expectativa de vida no Brasil e no mundo.
• Na Pesquisa em laboratórios, trabalhando para desenvolver novos métodos de diagnóstico e novas
terapias. Um exemplo muito atual é a pesquisa com células-tronco que têm a capacidade de se trans-
formar em diversos tipos de tecidos que formam o corpo humano, sendo empregados no combate a
doenças como Alzheimer, leucemia, Parkinson, diabetes, doenças do coração etc. Outro exemplo é
a pesquisa em nanotecnologia que tem se mostrado promissora na terapia para diferentes doenças.
O princípio dessa nova ciência é que os materiais na escala nanométrica podem apresentar pro-
priedades químicas, físico-químicas e comportamentais diferentes daquelas apresentadas em escalas
maiores.
• No Ensino, ministrando aulas em universidades, produzindo material didático, publicando livros e ar-
tigos científicos, apresentando trabalhos em seminários e congressos, enfim, a constante reatualização
do conhecimento.
• Na Administração em saúde, os profissionais médicos podem atuar no planejamento e gestão da saú-
de em esfera municipal, estadual e federal.

4. Instituições
• Públicas
No estado do Rio de Janeiro há sempre muita concorrência para o curso de Medicina nas institui-
ções públicas. As quatro que oferecem o curso são UFRJ, Uerj, Unirio e UFF. Nestas universidades,
destacam-se os hospitais universitários: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Hospital do Fun-
dão) – UFRJ, Hospital Universitário Pedro Ernesto – Uerj, Hospital Universitário Antônio Pedro – UFF,
Hospital Universitário Gafrée e Guinle – Unirio.
• Particulares
Oferecem cursos de qualidade, mas menos disputados, por conta dos custos muito elevados, desta-
cando-se: Universidade Gama Filho, Estácio de Sá, Souza Marques, Unigranrio.

A seguir, o fluxograma do curso de Medicina da Uerj.


160 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Nutrição

1. Definição
O nutricionista é o profissional
com formação voltada para a rela-
ção homem-alimento, capacitado
para promover a saúde utilizando
a segurança alimentar e a dietética.
Quando pensamos no nutricionis-
ta, lembramos logo das dietas para
perdas de peso, para atender princi-
palmente os aspectos estéticos, mas
o papel desse profissional está muito
além disso.
O nutricionista pode planejar e
acompanhar a melhoria da quali-
dade de vida de inúmeros pacien-
tes com diferentes patologias (leves Foto: Roger Kirby. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/732075
e graves) e que vão precisar de um
atendimento diferenciado desse profissional, que vai criar cardápios para cada paciente. O nutricionista
também terá um papel extremamente importante em empresas, restaurantes e indústrias.

2. Disciplinas
O curso de Nutrição pode durar 4 ou 5 anos, a critério da universidade e as disciplinas envolvem conhe-
cimento biomédico da estrutura e funcionamento do corpo, assim como as específicas do curso. É necessário
um estágio para a conclusão do curso. No fluxograma ao fim da descrição do curso, você pode conferir o
quadro completo de disciplinas de Nutrição da Uerj.

3. Mercado de trabalho
O profissional vai encontrar possibilidades em restaurantes (dos mais simples aos de alta gastronomia),
no setor público, nas campanhas de nutrição infantil nos governos municipal (merenda escolar), estadual e
federal (como no Programa de Saúde da Família), nos hospitais privados e públicos, atendendo às necessi-
dades diferenciadas de cada paciente e também dos outros profissionais.
A indústria de alimentos e os consultórios particulares, onde o nutricionista pode acompanhar a alimen-
tação de atletas ou de pessoas que necessitam perder peso, também é uma prática comum nos recém-
-formados.
Outras áreas importantes de inserção profissional são:
• Administração: supervisiona e gerencia a produção de alimentos em indústrias alimentícias. Supervi-
siona e gerencia a produção de refeições em cozinhas industriais, hospitais, restaurantes de empresas
comerciais, creches, escolas, asilos, spas, hotéis, empresas de serviço de bufês e congelados;
• Catering: elabora cardápios para empresas diversas, como companhias aéreas e produtoras de cine-
ma e TV ou de espetáculos teatrais;
• Controle nutricional: cria cardápios balanceados para todos os tipos de cliente;
• Desenvolvimento de produto: pesquisa e desenvolve produtos para a indústria alimentícia, fazendo
testes culinários e degustação dos pratos. Presta consultoria a empresas do setor de alimentos;
Capítulo 6 :: 161

• Gastronomia: controla a qualidade da cozinha e as condições de higiene de restaurantes. Elabora


cardápios;
• M arketing: coordena pesquisas de produtos, testes de receitas e serviços de atendimento ao consumi-
dor, tanto em indústrias alimentícias quanto em cozinhas experimentais;
• Nutrição clínica: prescreve dietas a pacientes de hospitais, clínicas, instituições de longa permanên-
cia, ambulatórios e consultórios, além de adaptar a alimentação aos tratamentos clínicos. Formula die-
tas de emagrecimento e para qualquer tipo de patologia. Promove a reeducação alimentar. Gerencia
bancos de leite humano e lactários;
• Nutrição esportiva: elabora e coordena o acompanhamento alimentar de atletas e praticantes de
atividade física, criando dietas adequadas;
• Docência e pesquisa: atua em atividades de ensino, extensão e pesquisa relacionadas à alimentação
e à nutrição.

4. Instiuições
• Públicas
No Rio de Janeiro, o curso é oferecido pela Unirio, UFF, UFRJ e Uerj.
• Privadas
UVA, UGF, Castelo Branco, Unigranrio, Unipli/Anhanguera, Celso Lisboa, Estácio.

A seguir, o fluxograma do curso de Nutrição da Uerj.


Capítulo 6 :: 163

Odontologia

1. Definição
O bacharel em Odontologia vai cuidar
da saúde e estética de nossos dentes e da
boca. O cirurgião-dentista pode restaurar,
extrair e limpar os dentes, assim como plane-
jar e instalar próteses e ainda realizar cirur-
gias. Na profissão, existem especialidades
como a periodontia (tratamento da gengiva)
e ortodontia (planejamento, instalação e ma-
nutenção de aparelhos ortodônticos para
correção anatômica e funcional dos dentes),
entre outras.
Foto: Therese Branton. Disponível em: http://www.sxc.hu/photo/698043

2. Disciplinas
O curso dura 5 anos e o aluno tem aulas teóricas e práticas, geralmente em laboratórios das próprias
universidades. As disciplinas do curso se dividem entre as da área biomédica e as específicas do curso.
É necessário um estágio para a conclusão do curso. Para ter uma ideia do conjunto de disciplinas, veja o
fluxograma do curso da Uerj, ao final dessa descrição.

3. Atuação profissional
São muitas as áreas de atuação e atribuições de um odontólogo:
• Clínica Geral: na restauração e extração de dentes e ainda implantando próteses;
• Dentística restauradora: restabelecendo a forma e a função dos dentes, clareando e corrigindo sua
estética;
• Endodontia: tratando alterações na polpa e na raiz dos dentes;
• Estomatologia: diagnosticando e tratando doenças da boca;
• Implantodontia: realizando cirurgias e próteses isoladas, parciais ou completas (dentaduras) nos ma-
xilares, utilizando implantes;
• Odontologia Legal: com exame e perícia judicial, elaboração de atestados e laudos técnicos e iden-
tificação de cadáveres pela arcada dentária;
• Odontologia em saúde coletiva: que atua em planos de saúde e cooperativas e na montagem de
programas de assistência social;
• Odontologia do trabalho: atendendo pacientes cuja atividade profissional traz risco à saúde bucal;
• Odontopediatria: que tratar problemas bucais e dentes de crianças;
• Ortodontia: alterando a mordedura e a posição dos dentes com aparelhos;
• Periodontia: no cuidado das gengivas e dos ossos que dão sustentação aos dentes, fazendo cirurgias,
raspagens e outros procedimentos no entorno dos dentes;
• Prótese dentária: projeta e confecciona próteses de dentes danificados ou substitui os destruídos, res-
tabelecendo funções na mordedura e na mastigação;
• Traumatologia e cirurgia bucomaxilofacial: no diagnóstico de traumatismos, lesões e anomalias na
boca, na face e nos órgãos que envolvem o sistema de mastigação, como maxilar, mandíbula e gen-
giva e realizando cirurgias, implantes, transplantes e enxertos para recuperá-lo.
164 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

O profissional recém-formado normalmente divide o espaço de trabalho com colegas em consultórios,


clínicas e entram em cursos de especialização. Deve ser considerada também, a realização de concursos
públicos para atuarem em hospitais das redes municipal, estadual e federal.

4. Instituições
No Rio de Janeiro, o curso é oferecido pela UFF (Niterói e Nova Friburgo), UFRJ e Uerj e em diversas
faculdades privadas (Universo, UGF, Associação Pestalozzi, Unigranrio, Unig, Faculdade de Odontologia de
Valença, Faculdade de Odontologia de Campos, Estácio).

A seguir, o fluxograma do curso de Odontologia da Uerj.


166 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

Você já escolheu o que


quer para o seu futuro?
A seguir, você pode consultar os cursos disponíveis nas universidades públicas
dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

• Administração (Cederj, • Biblioteconomia e • Ciências da (UFRJ);Relações Públicas


Uerj, UFF, UFRJ, UFRRJ, UFJF, Gestão de Unidades de Computação (UEZO, UFRJ, (UFMG); Audiovisual (UFES)
UFMG, CEFET-MG, IFMG, Informação (UFRJ) Uerj, UFRRJ, UFES, UFF, UFJF, • Comunicação Visual
UFES) • Biologia (UENF, Unirio) UFMG) Design (UFRJ)
• Administração • Biomedicina (UFF, Unirio, • Ciências da Natureza • Conservação e
Industrial (CEFET-RJ) UFMG) (Unirio): Biologia (IFF), Restauração (UFRJ)
• Administração Pública • CFO – Polícia militar Física (UFF) e Química • Conservação e
(Unirio, Cederj, UFRRJ, UFF) (UFES) (IFF) Restauração de Bens
• Agronomia (UENF, • Ciência da • Ciências do Estado Culturais Móveis (UFMG)
UFRRJ, UFES, UFMG, IFMG) Computação e (UFMG) • Controladoria e
• Antropologia (UFMG, Informática (UENF) • Ciências Econômicas Finanças (UFMG)
UFF) • Ciência e Tecnologia (Uerj, UFF, UFRJ, UFRRJ, UFES, • Dança (UFRJ, UFMG)
• Aquacultura (UFMG) de Alimentos (IFF) UFMG, UFJF) • Defesa e Gestão
• Arquitetura e • Ciência Política (Unirio) • Ciências Exatas (UFJF) Estratégica Internacional
Urbanismo (UFF, UFRJ, • Ciências Agrícolas • Ciências Matemáticas (UFRJ)
UFRRJ, UFES, UFJF, IFF, UFMG) (UFRRJ) e da Terra (UFRJ) • Desenho Industrial
• Arquivologia (UFF, • Ciência Ambiental • Ciências Naturais (UFF) (Uerj, UFF, UFES): Projeto
Unirio, UFMG, UFES) (UFF) • Ciências Sociais (UENF, de Produto (UFRJ)
• Artes (UFF) • Ciências Ambientais Uerj, UFF, UFRJ, UFRRJ, UFJF, • Design (UFMG)
• Artes Cênicas: (Unirio) UFES, UFMG) • Design de Moda
Cenografia (UFRJ, • Ciências Atuariais • Ciências (UFMG)
Unirio), Indumentária (Uerj, UFRJ, UFF, UFMG) Socioambientais (UFMG) • Direito (Uerj, UFF, UFRJ,
(UFRJ), Direção (Unirio), • Ciências Biológicas • Cinema de Animação UFRRJ, Unirio, UFES, UFJF,
Direção Teatral (UFRJ), (Cederj, IFMG, UENF, Uerj, e Artes Digitais (UFMG) UFMG)
Teoria do teatro (Unirio), UFF, UFRJ, UFRRJ, Unirio, UFJF, • Cinema e Audiovisual • Economia Doméstica
Interpretação (Unirio) UFES, UFMG): Biofísica (UFF) (UFRRJ)
• Artes e Design (UFJF) (UFRJ), Biotecnologia • Composição de • Educação Artística:
• Artes Plásticas (UFES) (UFRJ, IFRJ), Médica Interior (UFRJ) Artes Plásticas (UFRJ),
• Artes Visuais (Uerj, (UFRJ), Microbiologia • Composição Desenho (UFRJ)
UFMG, UFES): Escultura e Imunologia (UFRJ), Paisagística (UFRJ) • Educação do Campo
(UFRJ) Químico-Biológico • Comunicação Social (UFMG)
• Astronomia (UFRJ) (UEZO) (UFJF): Jornalismo (UFF, • Educação Física (Uerj,
• Belas Artes (UFRRJ) • Ciências Contábeis UFRRJ, UFRJ, UFMG, UFES); UFF, UFRJ, UFRRJ, UFES, UFJF,
• Biblioteconomia (Unirio, (Uerj, UFF, UFRJ, UFRRJ, UFES, Produção Editorial UFMG)
UFES, UFMG) UFJF, UFMG) (UFRJ); Publicidade e • Enfermagem (Uerj, UFF,
• Biblioteconomia e • Ciências Humanas Propaganda (UFF, UFRJ, Unirio, UFRJ, UFMG, UFJF,
Documentação (UFF) (UFJF) UFMG, UFES); Radialismo UFES)
Capítulo 6 :: 167

• Engenharia: Meio Ambiente (UFF); • Física (Cederj, CEFET-RJ, (Uerj, UFF, UFRJ); Língua
Aeroespacial (ITA, de Sistemas (UFMG); de UENF, Uerj, UFF, UFRJ, UFRRJ, e Literatura Alemã
UFMG); Aeronáutica Telecomunicações (UFF); UFES, UFMG, IFRJ, IFMG, (UFF); Português/Árabe
(ITA); Agrícola e Elétrica (Uerj, UFF, UFRJ, UFJF) (UFRJ); Português/
Ambiental (UFF, UFRRJ, UFES, CEFET-MG, UFMG, • Física Computacional Espanhol (Uerj, UFF,
UFMG); Ambiental (UFRJ, IFMG, IME, UFJF); Elétrica- (UFF) UFRJ, UFRRJ, UFES);
UFES, UFMG, CEFET-MG); Eletrônica (CEFET-RJ); • Física Médica (UFRJ) Português/Espanhol
Cartográfica (Uerj, IME); Elétrica-Eletrotécnica • Fisioterapia (IFRJ, UFRJ, /Literaturas (UFRRJ);
Ciclo Básico (UFRJ); Civil (CEFET-RJ); Elétrica- UFES, UFMG, UFJF) Português/Francês
(CEFET-RJ, UENF, Uerj, UFF, Energia (UFJF); Elétrica- • Fonoaudiologia (UFRJ, (Uerj, UFF, UFRJ); Língua
UFRJ, UFMG, UFJF, UFES, Robótica e Automação UFF, UFMG, UFES) e Literatura Francesa
IME); Civil-Aeronáutica Industrial (UFJF); Elétrica- • Gastronomia (UFRJ) (UFF); Português/Grego
(ITA); Computacional Sistemas de potência • Gemologia (UFES) (Uerj, UFF, UFRJ); Língua e
(UFJF); de Agrimensura (UFJF); Elétrica-Sistemas • Geofísica (UFF) Literatura Grega (UFF);
e Cartográfica ( UFRRJ); eletrônicos (UFJF); Elétrica- • Geografia (Uerj, UFF, Português/Hebraico
de Agronegócios (UFF); Telecomunicações UFRJ, UFRRJ, IFMG, UFJF, (UFRJ); Português/Inglês
de Alimentos (UFRJ, (CEFET-RJ, UFJF); Eletrônica UFES, UFMG, IFF) (Uerj, UFF, UFRJ, UFES);
UFRRJ, UFES, UFMG); de (ITA, IME); Eletrônica e • Geologia (Uerj, UFRJ, Português/Inglês/
Armamento (IME); de de Computação (UFRJ); UFRRJ, UFMG, UFES) Literaturas (UFRRJ);
Bioprocessos (UFRJ); Florestal (UFRRJ, UFMG, • Gestão Ambiental Português/Italiano (Uerj,
de Computação (ITA, UFES); Ind. de Controle (UFRRJ) UFF, UFRJ); Língua e
Uerj, CEFET-MG, UFES, e Automação (CEFET- • Gestão de Serviços de Literatura Italiana (UFF);
IME); de Computação RJ); Mecânica (CEFET-RJ, Saúde (UFMG) Português/Japonês
e Informação (UFRJ); Uerj, UFF, UFRJ, UFMG, • Gestão Pública (UFMG) (Uerj, UFRJ); Português/
de Comunicações CEFET-MG, UFJF, UFES, IME); • Gestão Pública para Latim (Uerj, UFF, UFRJ);
(IME); de Controle de Mecânica-Aeronáutica o Desenvolvimento Português/Literaturas
Automação Industrial (ITA);Mecânica e de Econômico e Social (Uerj, UFF, UFRJ, UFRRJ);
(CEFET-RJ, CEFET-MG, IFF); de Automóveis (IME); (UFRJ) Português/Russo (UFRJ)
Controle e Automação Mecatrônica (CEFET-MG); • Gravura (UFRJ) • Matemática (Cederj,
(UFRJ, UFMG, IFF, CEFET- Metalúrgica (UFF, UFRJ, • História (Cederj, Uerj, IFRJ, UENF, Uerj, UFF, UFRJ,
MG); de Exploração e UFMG); Metalúrgica e de UFF, UFRJ, UFRRJ, Unirio, UFJF, UFRRJ, Unirio, UFES, UFJF,
Produção de Petróleo Materiais (UENF); Naval e UFMG, UFES) IFMG, IFF, UFMG, IFRJ)
(UENF); de Fortificação Oceânica (UFRJ); Nuclear • História da Arte (Uerj, • Matemática Aplicada
e Construção (IME); (UFRJ); Química (Uerj, UFRJ) (UFRJ)
Industrial Madeireira UFF, UFRJ, UFRRJ, UFMG, • Hotelaria (UFF, UFRRJ) • Matemática
(UFES); de Materiais UFES, IME); Sanitária e • Indústria (FAETEC) Computacional (UFMG)
(UFRJ, UFRRJ, CEFET-MG, Ambiental (UFJF) • Informática (FAETEC, • Matemática Pura (UFF)
IME); de Minas (UFMG, • Estatística (Uerj, UFF, Uerj, UFF) • Medicina (Uerj, UFF, UFRJ,
CEFET-MG); de Petróleo UFRJ, Unirio, UFMG, UFES, • Intercultural para Unirio, UFJF, UFMG, UFES)
(UFF, UFRJ, UFES); de UFJF) Educadores Indígenas • Medicina Veterinária
Produção (UENF, CEFET- • Estudos de Mídia (UFF) (UFMG) (UENF, UFF, UFRRJ, UFMG,
RJ, Uerj, UEZO, UFF, UFRJ, • Farmácia (IFRJ, UEZO, • Jornalismo (Uerj) UFES)
UFJF, UFES, UFMG, IFMG); UFF, UFRJ, UFRRJ, UFJF, UFES, • Letras (Unirio, UFMG, • Meteorologia (UFRJ)
de Produção e Cultura UFMG) UFES, CEFET-MG, UFJF, • Museologia (Unirio,
(Unirio); de Produção • Filosofia (Uerj, UFF, UFRJ, Cederj): Inglês/ UFMG)
Civil (CEFET-MG); de UFRRJ, Unirio, UFJF, UFMG, Literaturas (Uerj); • Música (UFRJ, Unirio,
Recursos Hídricos e do UFES) Português/Alemão UFES, UFMG, UFJF)
168 :: PVS • Caderno de Orientação Acadêmica

• Nanotecnologia (UFRJ) • Relações Públicas (Uerj) • Tecnologia em Design • Tecnologia em


• Nutrição (Uerj, UFF, UFRJ, • Saúde Coletiva (UFRJ) Gráfico (IFF) Produção de Fármacos
Unirio, UFJF, UFES, UFMG) • Serviço Social (Uerj, • Tecnologia em Gestão (UEZO)
• Oceanografia (Uerj, UFF, UFRJ, Unirio, UFES, UFJF) Ambiental (FAETEC, IFRJ, • Tecnologia em
UFES) • Silvicultura (IFMG) CEFET-RJ, IFMG) Química de Produtos
• Odontologia (Uerj, UFF, • Sistemas de • Tecnologia em Gestão Naturais (IFRJ)
UFRJ, UFES, UFMG, UFJF) Informação (UFF, UFRRJ, da Produção Industrial • Tecnologia em
• Oficial (CBMERJ, PMERJ) Unirio, UFJF, IFF, IFMG, (IFRJ) Radiologia (UFMG)
• Pedagogia (Cederj, UFMG, UFES) • Tecnologia em • Tecnologia
FAETEC, UENF, Uerj, UFF, • Sociologia (UFF) Gestão da Qualidade em Sistemas de
UFRJ, UFRRJ, Unirio, UFES, • Teatro (Unirio, UFMG, IFF) (IFMG) Computação (Cederj)
UFMG, UFJF) • Tecnologia da • Tecnologia em Gestão • Tecnologia em
• Pedagogia para os Informação e Financeira (IFMG) Sistemas Elétricos (IFF)
anos iniciais do Ensino Comunicação (FAETEC) Tecnologia em Gestão • Tecnologia em
Fundamental (Unirio) • Tecnologia de de Turismo (CEFET-RJ) Sistemas de Informação
• Programa Especial de Alimentos (IFMG) • Tecnologia em (FAETEC)
Formação Pedagógica • Tecnologia de Gestão Manutenção Industrial • Tecnologia
de Docentes (CEFET-MG) em Turismo (CEFET-RJ) (UFES, IFF) em Sistemas de
• Pintura (UFRJ) • Tecnologia em • Tecnologia Mecânica Telecomunicações (IFF)
• Produção Cultural (UFF) Análise de Sistemas (UFES) • Tecnologia em
• Psicologia (Uerj, UFF, Informatizados (FAETEC) • Tecnologia em Petróleo Sistemas para Internet
UFRJ, UFRRJ, UFES, UFMG, • Tecnologia em Análise e Gás (IFF) (CEFET-RJ)
UFJF) e Desenvolvimento de • Tecnologia em • Teoria da Dança (UFRJ)
• Química (Cederj, IFRJ, Sistemas (UEZO, IFMG, IFF) Polimeros (UEZO) • Terapia Ocupacional
UENF, Uerj, UFF, UFRJ, UFRRJ, • Tecnologia em • Tecnologia em (IFRJ, UFRJ, UFMG, UFES)
UFJF, UFMG, IFRJ, UFES) Biotecnologia (UEZO) Processos Gerenciais • Turismo (Cederj, UFF,
• Química Industrial (UFF, • Tecnologia em (FAETEC, IFMG) UFRRJ, Unirio, UFMG, UFJF)
UFRJ) Conservação e Restauro • Tecnologia em • Zootecnia (UENF, UFRRJ,
• Química Tecnológica (IFMG) Processos Metalúrgicos UFES, UFMG, IFMG)
(UFRJ, UFF, UFMG, CEFET-MG) • Tecnologia em (UEZO)
• Relações Econômicas Construção Naval (UEZO) • Tecnologia em
Internacionais (UFMG) • Tecnologia em Processos Químicos (IFRJ)
• Relações Internacionais Controle Ambiental • Tecnologia em
(UFF, UFRJ,UFRRJ) (CEFET-RJ) Produção Cultural (IFRJ)
Anexos
Datas importantes - Ano

Março
1 2 3 4 5 6 7

8 9 10 11 12 13 14

15 16 17 18 19 20 21

22 23 24 25 26 27 28

29 30 31

Abril
1 2 3 4

5 6 7 8 9 10 11

12 13 14 15 16 17 18

19 20 21 22 23 24 25

26 27 28 29 30

Maio
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Junho
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Junho
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Agosto
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Setembro
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Outubro
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Novembro
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Dezembro
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Janeiro
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Fevereiro
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POLOS SIGLAS LOCAIS DE AULAS
Angra dos Reis ARE C. E. Nazira Salomão
Bangu BGU C. E. Bangu
Barra do Piraí BPI E. E. Joaquim de Macedo
Barra Mansa BMA C.E. Comendador Pereira Ignácio
Belford Roxo - Vila Medeiros BRO C. E. Presidente Kennedy
Bom Jesus do Itabapoana BJE C. E. Padre Mello
Campo Grande - terça e quinta CGR Polo CEDERJ
Campo Grande - sábado KUB I. E. Sarah Kubitscheck
Campo Grande - Jeannette Mannarino MAN C. E. Professora Jeannette de Souza Coelho Mannarino
Campos dos Goytacazes LHU Liceu de Humanidades
Cantagalo CAN CIEP 277 - João Nicolao Filho
Centro do Rio - Escola do Legislativo ELE Escola do Legislativo do Estado do Rio de Janeiro
Complexo do Alemão CAL CAIC Théophilo de Souza Pinto
Duque de Caxias - Pilar CCO CIEP 032 - Cora Coralina
Duque de Caxias - Jardim Primavera CSM CIEP 369 - Jornalista Sandro Moreira
Duque de Caxias - Xerém XER C. E. Círculo Operário
Duque de Caxias - Jardim 25 de agosto - quarta e sexta PDC Polo CEDERJ
Itaboraí ITB C. E. Visconde de Itaboraí
Itaguaí ITG C. E. Clodomiro Vasconcelos
Itaocara ITO C. E. Frei Tomás
Itaperuna ITA C. E. Dez de Maio
Jacarepaguá JAC C. E. Stella Matutina
Macaé MAC C. E. Irene Meirelles
Madureira MAD I. E. Carmela Dutra
Magé MGE C. E. Prof. Alfredo Balthazar da Silveira
Mesquita MES CIEP 364 - Nelson Ramos
Miguel Pereira MIP C. E. Álvaro Alvim
Natividade NTV C. E. Flávio Ribeiro de Rezende
Nilópolis NPO C. E. Antonio Figueira de Almeida
Niterói NOI C. E. Aurelino Leal
Nova Friburgo NFI C. E. Canadá
Nova Iguaçu - Vila Nova NIC C.E. Presidente Costa e Silva
Nova Iguaçu - Miguel Couto NIV C.E. Vicentina Goulart
Nova Iguaçu - Antigo Forum - terça e quinta PNI Polo CEDERJ
Paracambi PAR E. E. Presidente Rodrigues Alves
Penha PEN C. E. Gomes Freire de Andrade
Petrópolis PET C. E. Dom Pedro II
Pirai PIR C. E. Affonsina Mazzillo Teixeira Campos
Queimados QMD E. M. Prof. Leopoldo Machado
Resende RDE C. E. Olavo Bilac
Rio Bonito RIB C. M. Dr. Astério Alves de Mendonça
Rio das Flores RFL E. M. Santa Teresa
Rocinha - sábado ROC CIEP 303 - Ayrton Senna
Santa Cruz STC C. E. Barão do Rio Branco
Santa Maria Madalena SMA C.E. Barão de Santa Maria Madalena
São Fidélis SFI C. E. São Fidélis
São Francisco de Itabapoana SFR C. E. São Francisco de Paula
São Gonçalo - Paraíso SGO C. E. Walter Orlandine
São Gonçalo - Zé Garoto SGN C.E. Nilo Peçanha
São João de Meriti SJM CIEP 135 - Afonso Henrique Lima Barreto
São Pedro D'Aldeia SPE C. E. Dr. Feliciano Sodré
Saquarema SAQ C. E. Oscar de Macedo Soares
Tijuca TJU C.E. Paulo de Frontin
Teresópolis TRE C.E. Edmundo Bittencourt
Três Rios TRI E. M. Walter Franklin
Volta Redonda VRE C. E. Barão de Mauá
PVS 2014 - Polos
Natividade
Bom Jesus do Itabapoana

Itaperuna

co
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de

São Fidélis

DUQUE DE CAXIAS
NOVA IGUAÇU • Ciep 032 - Pilar Ita ocara
• (Antigo Fórum) Polo CEDERJ • Ciep 369 - Jardim Primavera
• Miguel Couto - C.E. Vicentina Goulart • Xerém
• Vila Nova - C.E. Pres. Costa e Silva • Polo CEDERJ - 25 de Agosto
Cantagalo Campos
dos Goytacazes

Santa Maria
Madalena

Três Rios
Rio das Flores

Macaé
Teresópolis Nova Friburgo
Resende
Barra
Volta do Piraí Petrópolis
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Nilopólis São Gonçalo Saquarema
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RIO DE JANEIRO
• Bangu
BELFORD ROXO • Campo Grande (Jeannette Mannarino)
• Vila Medeiros • Campo Grande (Sarah Kubitscheck) - sábado
• Campo Grande (Sarah Kubitscheck) - terça e quinta
• Centro - Escola do Legislativo
• Complexo do Alemão
• Jacarepaguá
• Madureira
• Penha
• Rocinha
• Santa Cruz
• Tijuca
Aluno: Nº de Inscrição:

Polo: Sigla do Polo: Turma:

Tutor Representante:

Orientador:

Preencha abaixo os horários de aula de sua turma,


indicando os nomes das disciplinas e os tutores responsáveis

HORÁRIO TURMA TURMA TURMA TURMA TURMA TURMA TURMA TUTORES


1 2 3 4 5 6 7 EM JANELA

1º TEMPO

2º TEMPO
MANHÃ

I N T E R V A L O TODOS

ORIENTAÇÃO A C A D Ê M I CA NENHUM

3º TEMPO

4º TEMPO

A L M O Ç O

5º TEMPO

6º TEMPO
TARDE

I N T E R V A L O TODOS

7º TEMPO

8º TEMPO