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Aumento da produtividade de soja com bioestimulantes 339

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE DE SOJA COM A APLICAÇÃO DE
BIOESTIMULANTES ( 1 )

DANILA COMELIS BERTOLIN (2*); MARCO EUSTÁQUIO DE SÁ (3); ORIVALDO ARF (3);
ENES FURLANI JUNIOR (3); ADRIANA DE SOUZA COLOMBO (2);
FRANCIELLE LOUISE BUENO MELO DE CARVALHO (2)

RESUMO

A utilização de bioestimulantes proporciona incrementos no desenvolvimento vegetal embora
poucos estudos tenham abordado aspectos fisiológicos da soja relacionados à aplicação destes produtos.
Um experimento com a cultura da soja foi instalado com o objetivo de avaliar o uso de um bioestimulante
composto por citocinina, ácido indolbutírico e ácido giberélico via sementes ou via foliar em diferentes
estádios fenológicos de duas cultivares, sendo uma cultivar convencional (Conquista) e outra geneticamente
modificada (Valiosa RR). Os tratamentos foram constituídos de cultivares, aplicações do produto via
sementes na dose de 6 mL do produto comercial por quilo de sementes, via foliar na dose de 0,25 L do
produto comercial por hectare, nos estádios V 5, R1 e R 5, e a combinação desses fatores no total de
30 tratamentos para avaliar a altura de plantas, altura de inserção da primeira vagem, número de ramos
por planta, de vagens por planta e de grãos por vagem. O delineamento experimental foi o de blocos ao
acaso com quatro repetições. A cultivar convencional proporcionou maior produção de grãos do que a
cultivar transgênica. A utilização do bioestimulante incrementou o número de vagens por planta e a
produtividade de grãos, e os resultados para aplicação via sementes e via foliar não diferiram entre si.
Na produtividade de grãos, o tratamento com bioestimulante proporcionou aumento de 37% em relação
à testemunha. O bioestimulante aumenta o número de vagens por planta e produtividade de grãos tanto
em aplicação via sementes quanto via foliar, confirmando a hipótese deste estudo. Todavia, a maior
produtividade não está relacionada ao maior crescimento da parte aérea, considerando-se a altura das
plantas, ramos por planta, altura de inserção da primeira vagem. Em relação ao aumento da produtividade,
o bioestimulante é mais efetivo quando aplicado na fase reprodutiva.
Palavras-chave: fitorreguladores, fenologia, transgênica, Glycine max (L.) Merrill.

( 1) Recebido para publicação em 5 de março de 2008 e aceito em 22 de dezembro de 2009. Parte da dissertação de mestrado
de Danila Comelis Bertolin apresentada à Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, Universidade Estadual Paulista, para
obtenção do título de mestre em Sistemas de Produção.
( 2) Programa de Pós-graduação em Produção Vegetal da UNESP, campus de Ilha Solteira. Departamento de Fitotecnia,
Tecnologia de Alimentos e Sócio-Economia, Faculdade de Engenharia, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Caixa
Postal 31, 15385-000 Ilha Solteira (SP), Brasil. E-mail: dcbertolin@aluno.feis.unesp.br (*) Autora correspondente. Bolsista CAPES.
( 3) Departamento de Fitotecnia, Tecnologia de Alimentos e Sócio-Economia, Faculdade de Engenharia, Universidade Estadual
Paulista (UNESP), Ilha Solteira, Ilha Solteira (SP), Brasil.

Bragantia, Campinas, v.69, n.2, p.339-347, 2010

confirming the hypothesis of this study. n. The biostimulant increased grain yield by 37 % compared to the control. Segundo os autores. o que tem levado ao emprego área foliar. cultura. De acordo com C ASTRO (1981). ácido níveis tecnológicos alcançando alta produtividade e indol butírico e ácido giberélico em aplicação via já não estão condicionadas por limitações de ordem sementes em algodoeiro e observaram incremento na nutricional ou hídrica. The height of plants. Glycine max (L. The experimental design was a randomized block with 4 replications. and of 025 L ha-1 on leaves at the stages V 5 . formação e atividade dos meristemas apicais para estudos posteriores sobre a utilização e desenvolvimento floral. também à dominância na soja poderiam fornecer elementos fundamentais apical. comprising a total of 30 treatments. influenciando planta de soja relacionados à aplicação de reguladores diretamente nos mecanismos de expansão celular. biostimulant is more. que podem ser compensadores além de econômicos (C ASTRO. (2006). altura e crescimento inicial de plantas. 1. effective when applied during the reproductive growth stage. Regarding to the increase in g the productivity plant growth. 2010 . e em alguns casos. a ação de hormônios vegetais depende do Plantas submetidas a aplicação de giberelinas podem estádio de desenvolvimento e da atividade da planta. 2000).) Merrill. and number of grains per pod were evaluated.2. fenômeno denominado de dominância produtividade está relacionada com injúrias do apical. Campinas. Para L ARCHER está associada à promoção do crescimento caulinar. tecidos podem mediar toda uma gama de processos de desenvolvimento das plantas. Na maioria das plantas.69. muitos dos quais Alguns pontos negativos são atribuídos ao uso envolvem interações com os fatores ambientais de cultivares de soja resistentes ao glifosato. indolebutyric acid.C. o bioestimulante aplicado via sementes é capaz de originar plântulas mais Os hormônios vegetais são moléculas vigorosas. o H ARPER (1997) algumas cultivares têm baixo potencial crescimento da gema apical inibe o crescimento das genético para a produção. transgenic plant. poucos trabalhos abordam aspectos fisiológicos da também pelo crescimento das plantas. hormônio sintetizado nos herbicida na soja.339-347.Bertolin et al. v. ABSTRACT INCREASE OF THE PRODUCTIVITY OF THE SOYBEAN CROP WITH THE APPLICATION OF BIOSTIMULANTS The use of biostimulants increases plant development although few studies relate this practice to the physiological aspects of the plant. muitos Bragantia. A função das giberelinas agronômica dos reguladores vegetais. Plant growth provides increase in the number of pods per plant and grain yield in both applications the leaves and seeds. The conventional variety was more productive than the genetically modified variety. da parte da planta que está estatura (T AIZ e ZEIGER. considering the plant height. phenology. estudando a aplicação processos de desenvolvimento nas plantas. 2004). de biorreguladores. Para (C ROZIER et al. applied on soybean seeds and leaves at different phenological growth stages for a conventional variety (Conquista) and a genetically modified (Valiosa RR). gibberellic acid). A auxina. height of first pod. ser induzidas a obter maior crescimento na sua de estímulos externos. An experiment was carried out to evaluate the use of a biostimulant (cytokinin. (2005) analisaram doses de No Brasil. As vegetais que são um manejo promissor para essa citocininas são ligadas à senescência foliar. higher productivity is not related to increased shoot growth. meristemas apicais é responsável por este fenômeno. Key words: plant regulators. insertion of the first pod. branches per plant. number of branches per plant. R1 and R 5. algumas culturas já atingiram altos produto bioestimulante composto por citocinina. (1994). tecidos podem mediar uma ampla gama de Também CARVALHO et al. However. S A N T O S et al. a baixa gemas axilares. matéria seca e presentes em quantidades vestigiais. recebendo o estímulo e do tempo deste impacto. 2006). e mudanças na porcentagem de emergência em areia e terra vegetal concentração hormonal e na sensibilidade dos proporcional ao aumento de doses do produto. The use of the biostimulant increased the number of pods per plant and seed yield although the application via seeds and on leaves was similar. INTRODUÇÃO de fitorreguladores em algodoeiro concluíram que estes proporcionam aumento de peso do capulho e Alterações na concentração hormonal de dos grãos. applications of 6 mL of the commercial product per kilogram of seeds. com maior comprimento. number of pods per plant. The treatments were constituted by cultivars. Informações sobre os efeitos destes produtos mobilização de nutrientes.340 D. p. and combination of these factors.

O experimento foi mantido livre de pragas através O experimento foi instalado em 23 de de controle químico e de plantas daninhas através novembro de 2006.5 mL do produto comercial por litro ocorrida durante o ciclo foi de 926 mm e a de água). MATERIAL E MÉTODOS linhas centrais a 0. A hipótese deste estudo é de que o bioestimulante promoverá aumento da produtividade da soja devido ao maior crescimento da planta.005% de hectare. na dose de 250 g por 60 kg -1 de em duas cultivares. As combinações destes dois anos agrícolas anteriores e antes da semeadura fatores. Pesquisa e Extensão da Faculdade de O bioestimulante é composto por três Engenharia de Ilha Solteira. Ensino. aplicados pouco antes da semeadura.4 °C e 80. Aumento da produtividade de soja com bioestimulantes 341 dos quais envolvem interações biossintéticas. perfazendo total de 30 tratamentos. Médias diárias de temperatura do ar (T). A precipitação pluvial por hectare (2. e visto das propriedades promissoras destas moléculas em culturas que já atingiram alto nível tecnológico são necessários maiores estudos. O delineamento utilizado foi o de blocos ao O fornecimento de água. As sementes foram submetidas à ácido indolbutírico. indolbutírico. aplicado via sementes e via foliar inoculação com Bradyrhizobium. umidade relativa do ar e de comercial por quilo de sementes. valores e depois por via foliar em três estádios de considerados adequados para a cultura (MASCARENHAS desenvolvimento.000 plantas por de cinetina. Bragantia. específico para em três estádios fenológicos da cultura. Adicionalmente. formulação NPK (08-28-16).3. pouco antes da semeadura. a dose aplicada precipitação pluvial ocorridos durante o ciclo da via foliar foi a de 0. R1 e R 5. H+Al. e Al realizadas via sementes.339-347. No entanto. Campinas. variável conforme o estádio de desenvolvimento. a ação dos hormônios vegetais é umidade relativa do ar (UR) e precipitação total diárias (P) durante o ciclo da soja em Selvíria (MS). na Fazenda Experimental de de capina manual. Os efeitos com as necessidades da cultura para um isolados dos hormônios vegetais foram bastante rendimento satisfatório (EMBRAPA . e outra produtividade.7%.69. Mg. V% 64 e K. Valiosa RR. pH CaCl2 5. respectivamente. 1996). sendo mais efetiva logo na emergência das plântulas e no desenvolvimento inicial. períodos de aplicação. quando necessário.009% e a densidade calculada para 300. sendo um estádio vegetativo (V5). 0.50 m entre linhas um bioestimulante com a seguinte composição: 0. A área foi cultivada com milho nos dois reprodutivos (R1 e R5 ). 14. A dose utilizada na foi efetuado por aspersão e os dados médios diários aplicação via sementes foi de 6 mL do produto de temperatura. acaso com quatro repetições. As parcelas tinham seis linhas de 5 m. juntas. e a área útil de quatro 2.005 % de ácido Latossolo Vermelho Distrófico. 2000). sementes de soja. A semeadura foi realizada (Conquista) e a outra geneticamente modificada manualmente e os tratamentos via sementes foram (Valiosa RR). Figura 1. sendo uma cultivar convencional sementes. P As aplicações do bioestimulante foram resina 18 mg dm-3. argiloso (E MBRAPA.2. este estudo objetivou avaliar a geneticamente modificada. As características químicas do solo da área de Stimulate®. temperatura e umidade relativa média do ar. experimental na camada de 0-20 cm de profundidade foram as seguintes: M. e disponível com o nome comercial 1999). de catabólicas que. estudados e já conhecidos.005 de Selvíria (MS). controlam a homeostase dos 26. O solo foi classificado como % de ácido giberélico e 0. Foram utilizadas sementes de duas cultivares. produção de grãos de soja em função da aplicação de O espaçamento foi de 0. localizada no município hormônios vegetais: 0. 2010 . Ca. e e TANAKA.2. V5 .5 m de cada extremidade. 1997). p. região de aplicação e culturas. 28 e 0 mmolc dm-3. n. o efeito de alguns hormônios em conjunto é desconhecido.009 % de cinetina. sendo apresentados efeitos positivos e negativos de acordo com as quantidades aplicadas. v. respectivamente 2. 0. estão de acordo hormônios vegetais (C R O Z I E R . Conquista.25 L do produto comercial cultura estão na figura 1. constituíram 15 tratamentos por cultivar da cultura de soja foi aplicado 250 kg ha -1 da (Tabela 1).O. 33. Tendo em vista a obtenção de aumento de uma convencional de ciclo médio.005% de ácido giberélico e 0. 2006/2007. 24 g dm-3.

V5+R5 . v. . sendo contados os grãos em contador 1T9-1T10-1T11. C10=+1T9-1T10.25 L pc ha -1 .Bertolin et al. TS+R5 6 mL pc kg . utilizando-se fita métrica em cm. Tratamentos realizados em cada cultivar. Bragantia. inserção da primeira colheita das plantas de três linhas centrais em cada vagem. p.25 L pc ha -1 .25 L pc ha-1 0.25 L pc ha-1 -1 -1 09. . sendo os grãos resultantes e a produtividade de grãos foram avaliadas pelos limpos e pesados. através de contagem das vagens verdes e secas de C8=+1T7-1T8.25 L pc ha-1 -1 -1 -1 12. cada planta. 2006). mecânica estacionária. TS+V5+R1 6 mL pc kg 0. - 03. 0. em 1 m da segunda linha de se houve pelo menos uma diferença entre as cultivares cada parcela. n. C3=+3T1-1T3-1T4-1T5. C2=+1T1-1T2. TS+R1+R5 6 mL pc kg . - -1 07. C5=+2T3-1T4-1T5. utilizando-se fita métrica graduada em e os tratamentos e realizado contraste ortogonal para cm. R1 .25 L pc ha-1 0. TS+V5+R1+R5 6 mL pc kg-1 0. . V5+R1 .339-347.C. Número de ramos por planta: foram contados Na análise estatística dos tratamentos foram os ramos no caule principal de cada uma das dez formulados 14 contrastes ortogonais: C1=+14T1-1T2-1T3- plantas de cada parcela. 0.25 L pc ha 0. Tabela 1.25 L pc ha - -1 -1 13. o número de ramos e de vagens por planta parcela. . 2010 .5 (BANZATTO e KRONKA.25 L pc ha-1 - -1 08. 2006/2007 Modo de aplicação do Bioestimulante Tratamentos Via sementes Via foliar TS Fase V 5 Fase R1 Fase R5 01. 0. V5 .2. Para as Altura de inserção da primeira vagem: foram variáveis número de vagens verdes. . R5 . TS 6 mL pc kg . C4=+3T2-1T3-1T4- Número de vagens por planta: determinado 1T5. C6=+1T4-1T5. 0. em kg ha -1. Os dados foram transformados procedimentos descritos na sequência. foi determinado o número de grãos por para identificar os estádios fenológicos da cultura vagem. número total de vagens e número de grãos por a distância da base de cada planta até da primeira vagem.342 D. - -1 02. O programa estatístico utilizado foi o eletrônico e. C12=+1T12-1T13.25 L pc ha . o número de grãos por vagem. 0. 1T4-1T5-1T6-1T7-1T8-1T9-1T10-1T11-1T12-1T13-1T14-1T15. . 1991). Campinas. . R1+R5 . Produtividade de grãos: foi obtida na A altura de plantas. analisar as diferenças entre tratamentos.25 L pc ha-1 TS=tratamento de sementes. Selvíria (MS). número de vagens utilizadas as mesmas 10 plantas colhidas.25 L pc ha-1 -1 -1 14. C7=+2T6-1T7-1T8. TS+R1 6 mL pc kg . 0.25 L pc ha-1 15. TS+V5 6 mL pc kg-1 0.25 L pc ha - 10. A escala de F EHR e CAVINESS (1977) foi usada vagens. Testemunha . - 04. . C11=+2T14-1T12-1T13.25 L pc ha-1 11. Foi medida secas.25 L pc ha-1 - 05. secas e total). C14=+1T3+1T4+1T5- debulhadas. quadrada de x + 0. TS+V5+R5 6 mL pc kg 0. As plantas foram trilhadas em trilhadeira (verdes.25 L pc ha-1 06. pela relação entre número de grãos e de Sanest (ZONTA e MACHADO. C9=+2T11-1T9-1T10. 0.25 L pc ha -1 . Altura de plantas: foi avaliada por ocasião da A análise de variância foi feita para verificar colheita em 10 plantas.25 L pc ha -1 0.25 L pc ha 0.69. os dados foram transformados em raiz vagem do caule. 0.25 L pc ha 0. 0. Número de grãos por vagem: as vagens foram C13=+1T3+1T4+1T5-1T6-1T7-1T8. antes de cada aplicação. 0. 0.

constaram de aplicação do bioestimulante (Tabela 6).18** F 3.M. produtividade de grãos.143 Q.80 66. para altura de plantas.905 Valiosa RR 6.4 cm defensivo.8003 56. número total de vagens e ortogonal entre a testemunha e os tratamentos que produtividade de grãos. em relação às cultivares Conquista e Valiosa RR. n. número Nas tabelas 2 e 3 estão os quadrados médios.**significativo a 5% e 1 % de probabilidade pelo teste F respectivamente. 2006/2007 Cultivares Altura de plantas Ramos por planta Altura de inserção da primeira vagem cm unidade cm Conquista 86.93 15.56 0. a cultivar Conquista proporcionou maiores C A M P O S et al.08 Q. Aumento da produtividade de soja com bioestimulantes 343 3.4440* F 27. valores de F.339-347.32 14.76* 330. Os resultados médios resistente ao glifosato. p. Foram revelam alguma diferença significativa em relação aos observadas diferenças significativas para altura de tratamentos. Este fato pode ser 65 cm e ponto de inserção das primeiras vagens igual atribuído a uma diferença de potencial genético ou superior a 10 cm são desejáveis para a realização produtivo entre as cultivares. 14 e 14.73** 0.89 109.2. Tabela 2.85** 347. não plantas.443.19 11. da colheita mecânica. altura de inserção da primeira vagem.69. ramos por planta e altura de do que na isolinha convencional que não recebeu esse inserção da primeira vagem foram de 83. Tabela 3. Neste trabalho.**significativo a 5% e 1 % de probabilidade pelo teste F respectivamente. Campinas. Quadrados médios.30 CV (%) 25.73 0. coeficientes de variação e valores médios plantas e altura de inserção da primeira vagem para as variáveis em relação às cultivares.94 53.09 23.61 2.51 CV(%) 10. coeficientes de variação e valores médios para as variáveis vagens verdes. para todas estas variáveis. número total de vagens.M.10 13. Estes valores favorecem a colheita glifosato em nenhuma das cultivares.29** 0. 2006/2007 Cultivares Vagens verdes Vagens secas Total de vagens Grãos por vagem Produtividade de grãos unidade kg ha-1 Conquista 6. vagens foi verificada diferença estatística por contraste verdes.60 13. Os resultados para número de vagens secas.87 10. os dados Nas tabelas 4 e 5 são apresentados os obtidos no trabalho foram superiores aos valores quadrados médios. como se observa. quando tratada com glifosato. Selvíria (MS). não houve aplicação de respectivamente.24 *. número de grãos por vagem e produtividade de grãos. valores de F.Cultivares 2.29 76. ramos por planta e altura de inserção da primeira vagem nas cultivares Conquista e Valiosa RR em Selvíria (MS). coeficientes de mínimos indicados pela literatura. total de vagens.96 4. observado menor produtividade na cultivar cultivares com altura de planta igual ou superior a geneticamente modificada.86 3.Cult.02 3. (2007) também não observaram resultados de que a Valiosa RR. vagens secas.71 Valiosa RR 78. altura de valores de F.87 44.89 *. valores de F. Bragantia.48 86. RESULTADOS E DISCUSSÃO variação e médias de tratamentos para as variáveis. v.06 12.59 17. 2010 .19 8. conforme BONETTI (1983). vagens secas. Quadrados médios. diferenças entre o tratamento testemunha e o tratamento com o mesmo bioestimulante utilizado D ON H UBER E G ORDON citados por Y AMADA neste trabalho na dose de 20 ml L-1 aplicado via foliar.78 14.005. coeficientes de variação e valores médios para as variáveis altura de plantas. no entanto foi mecânica das plantas pois. (2007) observaram menor produtividade da soja para altura de plantas de soja. para as duas últimas características.18 120.61 18. 10.

41 15.2 80. R1 11.339-347.1 1.391 08.79 10.344 D.C. p.06 13.77 14.87 12.382 04.540 06.7 87.14 13. V5 9. 2. 503. coeficientes de variação e médias de tratamentos para as variáveis vagens verdes. V5 80.5 2.54 1.5 101. valores de F.3893 6.24 *.44 Q.4 2. TS 75. V5+R5 91.984 07.8 104.9 4. TS+R1+R5 9.56 12.0 3.54 09.10 14.7 4.91 14. R5 11.1 89. Testemunha 85. TS 8.00 16.6 77.24 08.M. coeficientes de variação e médias de tratamentos para as variáveis altura de plantas.07 16.987 09.1 89.395 11.66 06.9 108.4 102.27 02.07 14. TS+V5+R1 13.957 Q. vagens secas.80 03.0 83.428 14. Testemunha 8.0 10.3 1.9 2.0 93.20 16. Bragantia.99 12.1 2.6 1.70 14.5 122.40 15.66 15. TS+V5 65.17 11. R1+R5 89.4 4. 2006/2007 Tratamentos Vagens verdes Vagens secas Total de vagens Grãos por vagem Produtividade de grãos unidade kg ha-1 01. R5 86.65 05.11 13.6 18.4 2.7 98.5 94.331 03.74 13.2 93. TS+R1+R5 79.56 04.4 81.9 4.24 15.54* 53. TS+R1 11.6 108.9 114.2568 866. Tabela 5.1 99.Trat. R1 87.4 79.3213 0. R1+R5 10.3 112.8 4.71 13.2 110.42 14.1306 F 6. TS+R1 78.36 14.20 15. Quadrados médios para tratamentos.**significativo a 5% e 1 % de probabilidade pelo teste F respectivamente.2. n.4574 16.79 13.345 15.6 1.17 13.Trat. Quadrados médios para tratamentos.201 13. número total de vagens.6 3.6 98.0 1.4319** CV(%) 10. TS+V5+R5 9. Campinas.M.87 07.2 1.Bertolin et al.86 13.8 1.6 17.2 10. v.7 2. TS+R5 10.781 F 0. Tabela 4. V5+R1 13.27 11.4 114.61 12.5436 2.1 4.9 *. TS+V5+R1+R5 90. TS+V5 12.479 12.2568 12. TS+V5+R1+R5 13.95 2. número de ramos por planta e altura de inserção da primeira vagem em Selvíria (MS).2 106.22 13. 2010 .45 15. V5+R1 89.9 127.69. TS+R5 90.8 4.65 12.3 1.86 14.2 90.3 97.5958 0.8 72.3 14.500 05. V5+R5 7.7 2.9 3.9 97.578 02.47 13. 2006/2007 Tratamentos Altura de plantas Ramos por planta Altura de inserção da primeira vagem cm unidade cm 01. valores de F.1 3. TS+V5+R5 70.7 3.9 3. grãos por vagem e produtividade de grãos em Selvíria (MS).80** 2.9164** 1.9 4.5 1.**significativo a 5% e 1 % de probabilidade pelo teste F respectivamente. TS+V5+R1 79.63* CV(%) 25.95 14.510 10.15 13.

3940 0. altura de inserção da primeira vagem.6252 39. C11=+2T14-1T12-1T13.2499 1.5200 921.6328 5. a aplicação do estádio R1 e no R5 não diferiram entre si.422. C5=+2T3-1T4-1T5.0625 39. e houve diferença entre a aplicação do vagens. C OBUCCI et al.0418* 18. Valores colheita não foi alterado pela aplicação do produto proporcionais foram obtidos para o número total de indicando que este não influenciou a maturação das vagens.7890 C5 326.5209 0.4685** 43. v.6042* 43.1346 *.69. C2=+1T1-1T2.1163 0.6008 0.0001 0. número de grãos por vagem e produtividade de grãos.2758 C7 212.0469 14. Também não houve alteração significativa no produto no estádio vegetativo V 5 e nos estádios número de grãos por vagem pela aplicação. Aumento da produtividade de soja com bioestimulantes 345 O número de vagens verdes na ocasião da 25 % e a aplicação via foliar. e o reprodutivos.1255 303.2304 57.6484 C6 47.3093** 180.5998 41. Quadrados médios para contraste F entre tratamentos para as variáveis altura de plantas. número total de vagens..2. Em relação fitorreguladores foi mais eficiente quando executada ao número de aplicações foliares houve diferença entre no tratamento de sementes em comparação com a uma aplicação do produto e duas aplicações do pulverização foliar (DOURADO NETO et al. número total de vagens e estádios fenológicos diferentes não proporcionou os produtividade de grãos. Não foi observaram-se maiores resultados para aplicação observada diferença estatística entre aplicação via em R5 em relação a V 4 .4533 0. 2010 . produto (contraste ortogonal 14).2395* 3. observam-se os quadrados médios reprodutivos em relação ao estádio vegetativo em e teste F para contrastes entre tratamentos para altura 25% e 24%.9130 406. de bioestimulante ressaltaram a importância da fase testemunha e as parcelas que receberam algum fenológica da planta no momento da aplicação.0833 1.1025 0.4133 C10 30.3633* 1.6131** 4361.3777** 48. no feijoeiro.2640 2. total de vagens.162.9646 43. Campinas.2606 C8 7.7672** 45.7054 33.7358** 6.9532 603. número total de vagens e produtividade de grãos. C3=+3T1-1T3-1T4-1T5.585.4220 15.862. C8=+1T7-1T8. ( 1 ) C1=+14T1-1T2-1T3-1T4-1T5-1T6-1T7-1T8-1T9-1T10-1T11-1T12-1T13-1T14-1T15.6548 8. respectivamente.7850 Resíduo 72.5750 40. C13=+1T3+1T4+1T5-1T6-1T7-1T8.1302 10.6314** 32.2850 C14 326.9295** C4 2. contrastes estão apresentados na tabela 7. secas e número total de vagens.6800 1.9026* C3 584.7061* 370. Tabela 6.0900** 29. planta foi superior nas aplicações nos estádios Na tabela 6. C6=+1T4-1T5.1289* 26. Os desdobramentos destes mesmos resultados para produtividade.3252 31.2193 6. C12=+1T12- 1T13. a aplicação via sementes.1488 529. número de vagens secas.6008 18.7409 C12 519. altura de inserção da primeira vagem. C10=+1T9-1T10. 2006/07 Altura Altura de inserção Produtividade Contrastes (1) Vagens secas Total de vagens de plantas da primeira vagem de grãos cm unidade kg ha-1 C1 61.8573 7. Selvíria (MS). C14=+1T3+1T4+1T5-1T9-1T10-1T11 Bragantia.1127 0. a aplicação realização de uma única aplicação em relação a duas de bioestimulante proporcionou incremento de 23% aplicações de 3% e 2% para vagens secas e número em relação à testemunha. estudando respostas do feijoeiro à aplicação Foram observadas diferenças entre a parcela.339-347.2336 C11 1. com incremento da Para produção de vagens secas.8402** 1.1667** 0. 26%.8006 10. 2004).5534 278.5209** 21.9599 2. C9=+2T11-1T9-1T10.615.1526** 5. Em plantas de milho. p. C7=+2T6-1T7-1T8.**significativo a 5% e 1 % de probabilidade pelo teste F respectivamente. O número de vagens por número médio foi de duas sementes por vagem.8200** C2 13.7825 6.609.1690 C13 111.0365 C9 6. C4=+3T2-1T3-1T4-1T5.2041 6. visto tratamento com o produto para as variáveis número que o bioestimulante aplicado na mesma dose em de vagens secas. (2005). para número de vagens de plantas. n.8185 0. R 1 e R 5 .3185 1. sementes e via foliar do produto nas variáveis Os resultados da aplicação do produto no estudadas.4166 9.2900 15.

40% em relação à aplicação do produto O bioestimulante proporciona incremento no via sementes e 37% em relação à aplicação via foliar. Bragantia. Todavia.2. e esta última aplicação produtividade. foliares Total de vagens por planta Incremento C1= Testemunha (T) vs. a maior concentração de 10 mL kg-1 de sementes incrementa produtividade não está relacionada ao maior em 24. foliares de B 2% em relação à 2 aplic. testemunha. obtendo reprodutivo. B via foliar 37% em relação à Testemunha F R E S O L I et al. 2 aplic. B via sementes 25% em relação à Testemunha C3= T vs. o bioestimulante é mais efetivo quando proporcionou incremento de 65% em relação à aplicado na fase reprodutiva. em V5 C14= 1 aplicação foliar de B vs. B via sementes 30% em relação à Testemunha C3= T vs. v. Em relação ao aumento da e foliar no estágio V 5 . que possui os mesmos AGRADECIMENTOS ingredientes do produto utilizado neste trabalho. Campinas. (2006) estudando efeito de foliar em quaisquer dos estádios fenológicos bioestimulante em soja também não observaram estudados. Para a produção de vagens. (2005). Também crescimento da parte aérea. Bioestimulante (B) 22% em relação à Testemunha C2= T vs. dose do produto aplicado via foliar (75 mL ha-1). total de vagens por planta e produtividade de grãos em função dos contrastes ortogonais significativos entre os tratamentos Vagens secas por planta Incremento C1= Testemunha (T) vs. aproximada de 3. 2 aplic.Bertolin et al. pelo fornecimento de bolsa de mestrado. Bioestimulante (B) 37% em relação à Testemunha C2= T vs. trabalhando com soja e bioestimulante. CONCLUSÃO 37% com a utilização do bioestimulante em relação à testemunha. ramos por planta.339-347.205 kg ha-1 para esses tratamentos. altura de inserção da de grãos por planta de soja em aplicação via sementes primeira vagem. B em R1 e R5 25% em relação à aplic. B via sementes 40% em relação à Testemunha C3= T vs. foliares de B 3% em relação à 2 aplic. n. Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de A realização de uma única aplicação do Chapadão localizada na cidade de Chapadão do Sul produto durante o ciclo da cultura incrementa a (MS). em V5 C14=1 aplicação foliar de B vs. 2010 . B RACCINI et al. e à incremento superior a 92% em relação à testemunha.69. (2005) tanto em aplicação via sementes quanto via foliar. pelo fornecimento das sementes das cultivares produtividade seja com aplicação via sementes seja de soja utilizadas neste experimento.346 D. A produtividade de grãos foi incrementada em 4. foi observada diferença entre o tratamento de sementes e aplicação diferença estatística entre os estádios vegetativo e foliar no estádio V5 para produtividade. que consideraram que o bioestimulante na confirmando a hipótese deste estudo. p. considerando-se a altura MILLÉO (2000) obteve maiores produções de vagens e das plantas. obtendo produtividade tenha sido observado para produtividade de grãos. obtiveram a Agradecemos à Coordenação de maior produtividade com o tratamento com a maior Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.C. número de vagens por planta e produtividade de grãos Esses resultados corroboram os de VIEIRA et al. porém em concentração 10 vezes maior. Bioestimulante (B) 23% em relação à Testemunha C2= T vs. Número relativo de vagens secas por planta. B via foliar 25% em relação à Testemunha C5= B em V5 vs. tornando interessante o estudo adicional maiores produtividades com a aplicação do produto do estádio fenológico para aplicação do produto sobre tanto em aplicação foliar quanto via sementes em a qualidade dos grãos obtidos mesmo que isso não relação à testemunha. Tabela 7. B em R1 e R5 24% em relação à aplic.3% a produtividade de grãos de soja. B via foliar 26% em relação à Testemunha C5= B em V5 vs. com CAPES. foliares Produtividade relativa de grãos Incremento C1= Testemunha (T) vs.

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