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ISOSTÁTICA
UIA 3 | ESFORÇOS SOLICITANTES EM TRELIÇAS ISOSTÁTICAS PLANAS

ISOSTÁTICA| UIA 3 | 2

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............................................................ 11   Aula 12 | Arcos Isostáticos .......... Todos os direitos reservados..................................................................................................................................... 5   Estaticidade e Estabilidade ...................... ............................... 14   Copyright © 2017 Centro Universitário IESB...............................................................................................................................................................................................................8   Diagrama de Corpo Livre Representando Esforços de Tração e Compressão .................................................................................................. 7   Aula 10 | Método dos Nós ............................ ISOSTÁTICA| UIA 3 | 3 SUMÁRIO Aula 9 | Treliças Isostáticas ............................................. 9   Aula 11 | Método das Seções ...................................................................................................................................4   Tipos de Treliças .........................................................

em vez de viga. entretanto. 123). Em uma estrutura de vão longo. sejam rígidas normalmente o projetista supõe que as barras estão conectadas nas ligações por pinos sem atrito (Leet. 124) As diagonais de uma treliça normalmente se inclinam para cima em um ângulo que varia de 45° a 60°. é selecionado para produzir um membro de apoio leve e eficiente. (LEET. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 4 Aula 9 |  TRELIÇAS ISOSTÁTICAS n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n Acesse o material de estudo. n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n Treliça é um elemento estrutural composto de um arranjo estável de barras delgadas interligadas O padrão das barras. a direção na qual as diagonais se inclinam determinará se elas transmitem forças de tração ou compressão. o projetista pode modificar a profundidade da treliça para reduzir seu peso. pag.. o peso pode representar a maior parte (na ordem de 75% a 85%) da carga de projeto a ser suportada. . pag. Embora as ligações. Como as barras da treliça atuam em tensão direta. a um custo reduzido. que frequentemente subdivide a treliça em áreas triangulares. 123) Geralmente. o engenheiro muitas vezes pode projetar uma estrutura mais leve e mais resistente. eles transmitem carga eficientemente e em geral têm seções transversais relativamente pequenas. Conclui-se desta forma que as barras da treliça transmitem somente força axial.tração ou compressão. Se uma treliça suporta cargas iguais ou praticamente iguais em todos os nós. disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). KENNETH M. Kenneth M. Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. pag. Fig1 – Detalhes de uma treliça (Leet. a treliça exigirá menos material. e assista à videoaula sobre treliças isostáticas. Kenneth M. o custo por quilograma da fabricação de uma treliça é maior do que o custo para laminar uma viga de aço. Além de variar a área das barras da treliça. digamos 60 metros ou mais. Todos os direitos reservados. pois ele é utilizado mais eficientemente. tipicamente formadas pela soldagem ou pelo aparafusamento das barras da treliça em placas de ligação.. Usando treliça...

HA. volume1. Figura: Esforços as treliças (Sussekind. . a treliça resultante é denominada treliça composta. pag. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 5 Figura: T representa tração e C representa compressão (Leet. Por fim. estendendo barras a partir dos nós do primeiro elemento triangular.Treliça composta . como por exemplo da figura abaixo. pag. Kenneth M. Todos os direitos reservados. Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. 125) Considerando que as treliças a carregamentos apenas nos nós com extremidades rotuladas não teremos atuação de esforços de momento e cortantes.. 124). Kenneth M. 185) TIPOS DE TRELIÇAS Um método para estabelecer uma treliça estável é construir uma unidade triangular básica e então fixar nós adicionais. apenas existindo esforços normais. pag. Se duas ou mais treliças simples são conectadas por um pino ou por um pino e um tirante. As treliças formadas dessa maneira são chamadas treliças simples.. as reações de apoio. uma treliça — normalmente com formato incomum — que não é simples nem composta é denominada treliça complexa Treliça simples . Sendo assim as grandezas a determinar para sua resolução. VA e VB.Treliça Complexa Figura: Tipo de treliças (Leet.

volume1): Figura: Exemplos das treliças (Sussekind.   Os membros são conectados nos nós por pinos sem atrito.   As cargas são aplicadas somente nos nós. As forças das barras podem ser analisadas considerando-se o equilíbrio de um nó — o método dos nós — ou o equilíbrio de uma seção da treliça — o método das seções. as forças axiais nas suas extremidades atuam para fora e tendem a alongar a barra. 188 e 189) As forças iguais e opostas nas extremidades da barra representam a ação dos nós na barra. Uma barra em compressão faz pressão contra o nó (isto é. Isto é. Todos os direitos reservados. as forças das barras são dirigidas ao longo do eixo longitudinal dos membros da treliça). Essa suposição também implica que desprezamos o peso próprio da barra. Como a barra aplica forças iguais e opostas nos nós. Alternativamente.   As barras são retas e só transmitem carga axial (isto é. 3. . podemos estipular o caráter de uma força adicionando um T após seu valor numérico para indicar força de tração ou um C para indicar força de compressão. aplica uma força dirigida para dentro. 2. em direção ao centro do nó). Se a barra está em compressão. Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. nenhum momento pode ser transferido entre a extremidade de uma barra e o nó no qual ela se conecta. a partir do centro do nó. pag. volume1. Transmissão de cargas para treliças e mostrado abaixo ( Sussekind. as forças axiais nas suas extremidades atuam para dentro e comprimem a barra. Se a barra está em tração. Estabelecemos uma força de tração como positiva e uma força de compressão como negativa. uma barra em tração aplicará uma força que atua para fora. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 6 A análise utilizada para avaliar as forças das barras é baseada nas três suposições a seguir: 1.

.   Número de incógnitas: igual ao número de equações de equilíbrio da estática.(Incógnitas Internas) •   Número de equações de equilíbrio é o resultado do: •   Número de nós (n) x 2 (o valor é multiplicado devido a existência de uma equação no eixo x e outra no y). Todos os direitos reservados. O número de incógnitas é dados por: •   número de reações (r) + número de barras (b). Desta forma. (Incógnitas Externas) . 2. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 7 ESTATICIDADE E ESTABILIDADE Condições para obtenção de uma treliça isostática: 1. nós indeslocáveis. podemos classificá-las da seguinte maneira: 1ª Condição 2ª Condição Classificação Indeslocável e r+b=2n Isostática Indeslocável e r+b>2n Hiperestática Deslocável ou r+b<2n Hipostática Abaixo apresentamos alguns exemplos de treliças aplicado a outros Sistemas estruturais: •   Pórtico de treliça Biarticulado   •   Pórtico de treliça triarticulado com balanços   •   Treliça apoiadas nas duas extremidades   Copyright © 2017 Centro Universitário IESB.   Equilíbrio Estável : Restringida.

elas constituem um sistema de forças concorrentes. Todos os direitos reservados. e assista à videoaula continuando seus estudos sobre treliças. pode determinar as forças de barra em um nó que contém somente uma barra inclinada. disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). estão disponíveis somente duas equações da estática (ou seja. n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n Acesse o acervo da disciplina e leia a apostila do “Curso de Análise Estrutural”. À medida que ganha experiência e se familiariza com o método. Para o estudante que ainda não analisou muitas treliças. ΣFx = 0 e ΣFy = 0) para avaliar forças de barra desconhecidas. Por exemplo. para determinaras forças das barras nos membros AB e BC. Como as barras transmitem força axial. Esta material ira de ajudar a se inteirar mais sobre o conteúdo! Não deixe de conferir! Aula 10 |  MÉTODO DOS NÓS Para determinar as forças das barras pelo método dos nós. O diagrama de corpo livre é estabelecido supondo-se que seccionamos as barras por uma seção imaginária exatamente antes do nó. analisamos os diagramas de corpo livre dos nós.com/mmrx58r n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n Acesse o material de estudo. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 8 •   Treliça com apoio duplo no centro Fonte: http://tinyurl. mostrado na Figura. observando a magnitude e a direção das componentes das Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. sem escrever formalmente as equações de equilíbrio. O analista pode seguir diversos procedimentos no método dos nós. talvez seja melhor escrever inicialmente as equações de equilíbrio relativas às componentes das forças de barra. a linha de ação de cada força de barra é dirigida ao longo do eixo longitudinal da barra. Como somente duas equações de equilíbrio estão disponíveis. Como todas as forças que atuam em um nó passam pelo pino. Para esse tipo de sistema de forças. . só podemos analisar nós que contêm no máximo duas forças de barra desconhecidas. usamos o corpo livre do nó B.

até que todas as forças de barra sejam avaliadas (Leet. pag. pag.   Figura: Diagramas de corpo livre de barras Leet. as inclinações da barra e da força da barra são idênticas). mas a direção suposta inicialmente estava incorreta e deve ser invertida no esboço do diagrama de corpo livre. Após uma componente ser calculada. pag. Por outro lado. Kenneth M. Se somente uma força desconhecida atua em uma direção específica... 129).. os cálculos são efetuados mais rapidamente somando-se as forças nessa direção. se o valor da força é negativo. Kenneth M. sua magnitude está correta. o engenheiro passa para os nós adjacentes e repete o cálculo anterior. a direção suposta inicialmente para a força estava correta. Se a solução de uma equação de equilíbrio produz um valor de força positivo. Kenneth M. . Todos os direitos reservados. 129) DIAGRAMA DE CORPO LIVRE REPRESENTANDO ESFORÇOS DE TRAÇÃO E COMPRESSÃO Isolando os nós (B) para calcular as forças:   Figura: Diagramas de esforços nas barras (Leet. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 9 forças de barra necessárias para produzir equilíbrio em uma direção específica. 128) Abaixo faça uma análise da treliça considerando as reações conhecidas: Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. a outra componente pode ser encontrada pela definição de uma proporção entre as componentes da força e a inclinação da barra (obviamente. Após as forças de barra serem estabelecidas em um nó.

Calcule XAB e FAB pela proporção. Todos os direitos reservados. calculamos YAB. . devemos começar em um nó com no máximo duas barras. Sobre um corpo livre do nó A (ver Figura b). supomos arbitrariamente que as forças de barra FAB e FAD são forças de tração e as mostramos atuando para fora no nó. Kenneth M. substituímos FAB por suas componentes retangulares XAB e YAB. e a direção suposta no esboço estava correta. = 24  𝐾𝑖𝑝𝑠     Como YAB é positiva. Em seguida. Escrevendo a equação de equilíbrio na direção y. 130) Para iniciar a análise.com/mmrx58r 𝐹2 = 0   → 3 − 𝑅+2 = 0     →   𝑅+2 = 3  𝑡𝑓   𝑀+ = 0   → 3  𝑅. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 10 (a) (b)   Figura (a) e (b): Exemplo de treliça Leet. trata-se de uma força de tração. Como os cálculos são mais simples em um nó com uma única barra inclinada. Os nós A ou C são aceitáveis." − 6  𝑥  1. considerando a inclinação da barra Considerando a treliça abaixo calculamos as reações e esforços pelo equilíbrio dos nós:   Fonte: Imagem http://tinyurl. 𝐹" = 0   0 =   −24 +   𝑌+.5 − 3  𝑥  2 = 0     →   𝑅..   →     𝑌+." = 5  𝑡𝑓   Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. pag. começamos em A.

http://tinyurl. pois estão disponíveis três equações de equilíbrio estático para analisar um corpo livre. passando um plano de corte imaginário pela estrutura. Embora não haja nenhuma restrição para o número de barras que podem ser cortadas. Em cada ponto onde uma barra é cortada. se quisermos determinar as forças de barra nas cordas e na Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. .25𝑇𝐹  𝑡𝑓   NÓ B:   𝐹" = 0   → 5 + 𝑁. Todos os direitos reservados.com/k2wpe7b Aula 11 |  MÉTODO DAS SEÇÕES Para analisar uma treliça estável pelo método das seções.13 =  0     →   𝑁+> = −1. a força interna da barra é aplicada na face do corte como uma carga externa. evidentemente. frequentemente utilizamos seções que cortam três barras. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 11 𝐹" = 0   → 𝑅+" + 5 − 6 = 0     →   𝑅+" = 1  𝑡𝑓   NÓ A:   𝐹" = 0   → 1 + 𝑁+> 𝑋  𝑆𝐸𝑁  53. O plano de corte deve. Por exemplo.25𝑇𝐹  𝑡𝑓   Assista ao vídeo sobre Treliça: método dos nós.13 =  0     →   𝑁+> = −6. consideramos que a treliça é dividida em dois corpos livres. e amplie seu conhecimento.> 𝑋  𝑆𝐸𝑁  53. passar pela barra cuja força deve ser determinada.

Se uma força for presumida na direção correta. Como vimos no método dos nós. Todos os direitos reservados. a solução da equação de equilíbrio produzirá um valor de força positivo.5  𝐾𝑖𝑝𝑠   𝐹2 = 0   → 30 − 𝐹CG + 𝑋C> +   𝐹. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 12 diagonal de um painel interno da treliça da Figura a. Se a força em uma barra diagonal de uma treliça com cordas paralelas precisar ser calculada. Vamos analisar a treliça usando o método das seções e calcular as forças nas barras HC. A direção da força axial em cada barra é pressuposta arbitrariamente. Para simplificar os cálculos. portando determinar esforços axiais partindo a estrutura em partes. considerando um dos lados e colocando esforços internos que surgem nas barras para estabelecer o equilíbrio. as direções das forças mostradas na Figura b estão corretas.> − 30 = 0     →   𝐹CG = 75  𝐾𝑖𝑝𝑠   Como a solução das equações de equilíbrio acima produziu valores de força positivos. podemos passar uma seção vertical pela treliça. a força FHC é decomposta nas componentes vertical e horizontal. Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. produzindo o diagrama de corpo livre mostrado na Figura b. Uma equação de equilíbrio baseada na soma das forças na direção y permitirá determinar a componente vertical da força na barra diagonal. 135). pag. . Passando a seção 1-1 pela treliça. e BC da treliça. HG. A ideia do método das seções seria. cortamos um corpo livre passando uma seção vertical pela barra diagonal a ser analisada.5. um valor de força negativo indica que a direção da força foi suposta incorretamente. Some os momentos sobre um eixo através de H na intersecção das forças FHG e FHC: 𝑀C = 0   → 30   20 + 50   15 −   𝐹.> (20) = 0     →   𝐹. o engenheiro está livre para pressupor a direção da força na barra. Calculando YHC.. Alternativamente.   Figura: Exemplo método das seções (Leet. Kenneth M. 𝐾𝑖𝑝𝑠   4 Calcule FBC.> = 67. 𝐹" = 0   → 50 − 40 − 𝑌C> = 0     →   𝑌C> = 10  𝐾𝑖𝑝𝑠   Da relação da inclinação: 𝑋C> 𝑌C> =     3 4 3 𝑋C> =   𝑌C> = 7. cortando o corpo livre mostrado na Figura b.

volume1. com o passar dos anos essas suposições simplificadas geralmente têm produzido projetos satisfatórios. . rebites ou parafusos de alta resistência. podemos analisar treliças Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. N6 e N10 representam a ação da parte da direita da treliça sobre a parte da esquerda. Representam a ação da parte esquerda sobre a parte da direita. As seções apresentadas anteriormente nesta UIA abordaram a análise de treliças baseada nas suposições de que (1) as barras são conectadas aos nós por meio de pinos sem atrito e (2) as cargas são aplicadas apenas nos nós. 𝑀H = 0  𝑜𝑏𝑡𝑒𝑚 − 𝑠𝑒  𝑁3   𝑀M = 0  𝑜𝑏𝑡𝑒𝑚 − 𝑠𝑒  𝑁6   𝐹" = 0  𝑜𝑏𝑡𝑒𝑚 − 𝑠𝑒  𝑁10   Se os esforços forem positivos terão o sentido indicado (tração) senão terão sentido inverso (compressão). 195)   Figura: Seções divididas em treliças (Sussekind. Analisar uma treliça com nós rígidos (uma estrutura altamente indeterminada) seria um cálculo extenso com os métodos de análise clássicos. permitindo aos projetistas pressupor nós ligados por pinos. Os esforços indicados N3. Como os nós na maioria das treliças são construídos pela conexão das barras nas placas de ligação por meio de soldas. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 13   Figura: Método das seções em treliças (Sussekind. Todos os direitos reservados. pag. N6 e N10 são iguais em módulo e direção. mas têm os sentidos opostos dos que aparecem na parte esquerda. normalmente são rígidos. É por isso que. 19) As forças N3. Para obter os esforços N3. no passado. Nos casos em que as cargas de projeto são escolhidas de forma conservadora e as deflexões não são excessivas. a análise de treliças era simplificada. pag. volume1. devendo ser escolhidas e usadas numa ordem tal que permita determinar cada incógnita diretamente. N6 e N10 utilizam-se as equações da estática. Agora que existem programas de computador.

por exemplo. Se uma forma funicular basear-se na distribuição do peso próprio. aproximadamente) ou em edificações que exigem grandes áreas livres de colunas. as tensões de flexão produzidas pelos momentos da sobrecarga são tão pequenas comparadas às compressões axiais.com/mmrx58r Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. http://tinyurl. 241) Se considerarmos um cabo AB submetido a cargas concentradas disposto da seguinte forma:   Figura: Modelo de Arcos e seus esforços Fonte: http://tinyurl. . Mas. sendo que a limitação de que as cargas precisam ser aplicadas nos nós não é mais uma restrição. ginásios esportivos ou salas de conferências. e amplie seu conhecimento. as barras devem ser dimensionadas inicialmente. hangares de avião. cuja distribuição difere daquela do peso próprio. normalmente. Como os programas de computador exigem valores de propriedades da seção transversal das barras — área e momento de inércia —. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 14 determinadas e indeterminadas como uma estrutura de nós rígidos para propiciar uma análise mais precisa.com/mje78gp Aula 12 |  ARCOS ISOSTÁTICOS O arco utiliza material de modo eficiente. Neste capítulo. o projetista pode estabelecer um formato de arco — a forma funicular — no qual todas as seções estão em compressão direta (os momentos são zero). para um conjunto de cargas em particular. Normalmente. na maioria dos arcos. Assista ao vídeo sobre Análise Estrutural: Treliça – Método das Seções. Todos os direitos reservados. de 120 m a 550 m. KENNETH M. mostraremos que. Como os arcos usam material com eficiência. pag. os projetistas frequentemente os empregam como os principais elementos estruturais em pontes de vão longo (digamos. o peso próprio constitui a principal carga suportada pelo arco. que existem tensões de compressão líquidas em todas as seções.. pois as cargas aplicadas criam principalmente compressão axial sobre todas as seções transversais. (LEET. serão criados momentos nas seções transversais pelas sobrecargas.

ISOSTÁTICA| UIA 3 | 15 Se rebatermos o cabo AB e mantendo sua forma funicular “congelada” de maneira que o cabo possua rigidez suficiente para resistir a esforços de compressão. para cada tipo e intensidade de carregamento existirá uma forma funicular para a qual os momentos serão nulos para todas as seções transversais.com/jxaugft Porém. se o carregamento no arco se altera. o arco mantém sua geometria. devido a sua maior rigidez ao compará-lo ao cabo. Esta forma funicular é chamada “linha de pressão” de um carregamento sempre que a geometria de um arco coincidir com a linha de pressão do carregamento aplicado sobre o arco os únicos esforços atuantes serão de compressão. Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. o comportamento dos arcos difere do comportamento dos cabos em um aspecto básico: se o carregamento no cabo se modifica. e não possui mais uma forma funicular para a nova condição de carregamento. Nos arcos. Todos os direitos reservados. o cabo se transforma num arco poligonal funicular. o cabo muda de forma e assume uma nova geometria funicular. Abaixo apresentamos algumas formas funiculares para alguns tipos de carregamentos:   Imagem: Fonte: http://tinyurl. . Por outro lado. para cada tipo e intensidade de carregamento a forma funicular seria diferente de forma que todas seções transversais estivessem submetidas a momentos nulos. onde todas seções transversais estão submetidas exclusivamente à esforços de compressão. Nos cabos.

Todos os direitos reservados. que possui uma flecha bastante pronunciada. mobiliário. Lembrando-se do elenco de cabos. Esse tipo de carregamento surge quando há efeitos de vento envolvendo uma cobertura com estrutura em arco. Os arcos romanos possuem a forma de um semicírculo. Na maioria dos casos. para qualquer alteração no carregamento variável ocorrerão efeitos de flexão e cisalhamento. Ao projetar-se a forma de um arco. É o predomínio da forma sobre a função estrutural. surgem esforços de flexão e cisalhamento no arco (Ms. Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. o que ocasiona surgimento de efeitos de flexão nos arcos romanos.   Imagem: Fonte: http://tinyurl. quanto maior a flecha. por exemplo. sabe-se que as estruturas estão submetidas a carregamentos permanentes (peso próprio) e a carregamentos variáveis (pessoas. . Quando a geometria do arco não coincide com a linha de pressão para o carregamento. ventos). O carregamento que possui o semicírculo como a linha de pressão é a ação de cargas radiais.com/jxaugft A geometria triangular não coincide com a linha de pressão para 2 cargas concentradas. menos a reação horizontal (empuxo) nos apoios. Para qual combinação de carregamentos definiremos a geometria do arco? Se definirmos somente em função do carregamento permanente haverá efeitos de flexão quando aplicado o carregamento variável. Nos arcos vale a mesma reação. permitindo vencer grandes vãos sem a preocupação de surgirem altos empuxos. No entanto. além dos esforços de compressão (Ns). Os arcos góticos possuem a vantagem de minimizarem as reações horizontais.com/jxaugft Outro tipo de arco bastante utilizado no passado é o arco gótico. sob o ponto de vista estrutural. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 16   Imagem: Fonte: http://tinyurl.Vs). Os romanos notabilizaram-se pela utilização de arcos para vencer grandes vãos. o carregamento será do tipo uniformemente distribuído. Se a geometria do arco for definida com o conjunto de carga permanente + variável. deve ser escolhida a forma funicular para o carregamento aplicado.

Quanto à vinculação. Além da escolha da geometria do arco. conforme a posição relativa do tabuleiro da ponte esteja acima ou abaixo do arco. Todos os direitos reservados. surgindo assim esforços solicitantes mais elevados que nos pórticos rotulados. Por serem mais rígidos.com/jxaugft Os arcos com apoios rotulados permitem a rotação nas extremidades quando o carregamento atuar. . os sistemas em arco podem apresentar duas configurações diferentes. Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. O equilíbrio dos empuxos horizontais pode ser garantido pelo uso de tirantes que estejam embutidos no tabuleiro. Os arcos com vínculos engastados são mais rígidos que os de extremidade rotulada. permitindo vencer grandes vãos sem a preocupação de surgirem altos empuxos. No caso de pontes. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 17 Imagem: Fonte: http://tinyurl. adaptam-se menos às variações de carregamento ao longo da vida da estrutura. •   Se o tabuleiro está abaixo do arco. apresentando menores deslocamentos quando sob a ação do carregamento. as cargas do tabuleiro são transmitidas por montantes até ao arco e o empuxo horizontal é transmitido às fundações.com/jxaugft Os arcos góticos possuem a vantagem de minimizarem as reações horizontais. as cargas estão “penduradas” no arco por pendurais. é necessário que também seja garantido que o empuxo horizontal nos apoios seja absorvido pela fundação. os arcos podem apresentar extremidades rotuladas ou engastadas:   Imagem: Fonte: http://tinyurl. •   Se o tabuleiro está acima do arco.

ISOSTÁTICA| UIA 3 | 18 Exemplos de arcos aplicados na engenharia:   Imagem: Fonte: http://tinyurl.com/jxaugft 𝑃   sin 𝜃 𝑄O =   𝑉+  sin 𝜃 =       2 𝑃   cos 𝜃 𝑁O =   −𝑉+  cos 𝜃 = −       2 𝑃  𝑅  (1 − cos 𝜃) 𝑀O =   𝑉+ (  𝑅 − 𝑅   cos 𝜃 =       2 Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. .com/jxaugft Exemplo: Calcular as reações do arco abaixo: Fonte: http://tinyurl. Todos os direitos reservados.

. Quando se sentir preparado. Você terminou o estudo desta unidade. essas questões valem nota! Você terá uma única tentativa antes de receber o feedback das suas respostas. Ficou com alguma dúvida? Retome a leitura. acesse a Verificação de Aprendizagem da unidade no menu lateral das aulas ou na sala de aula da disciplina. com comentários das questões que você acertou e errou. Chegou o momento de verificar sua aprendizagem. Vamos lá?! Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 19   Fonte: http://tinyurl. Todos os direitos reservados. não deixe de ler.com/jxaugft Acesse o acervo da disciplina para ler sobre a Estática da construções. Fique atento.

Todos os direitos reservados. as equações da estática resultam insuficientes para determinar todas as forças internas ou as reações. HIBBELER R.C. de uma estrutura. sem movimento. New Jersey. Prentice-Hall. atar uma coisa a outra. Resistência dos Materiais. para tornar mais sólido o conjunto.L. Estável: Firme. unir. SÜSSEKIND J.C. Vínculos: O que tem capacidade de ligar. uma estrutura estável. LEET. limitou. Livros Técnicos e Científicos Editora. Resistência dos Materiais: Terceira Edição. São Paulo. KENETH M. 1996. Englewood Cliffs. Editora da Universidade de São Paulo. montantes etc. ISOSTÁTICA| UIA 3 | 20 REFERÊNCIAS BEER & JOHNSTON 1996 F. composto de cordas. 2003. parado. HIBBELER. . Contraventamento: Barra oblíqua de madeira. fixada entre dois prumos. 2010. R. cujos limites foram estabelecidos. 1: Estruturas Isostáticas. É. SORIANO.C. Terceira Edição. 2000. 4ª Edição. GILBERT. Curso de Análise Estrutural: Vol. Triarticulado: Que tem três articulações ou é articulado em três pontos. ANNE M. delimitados. 1977. Copyright © 2017 Centro Universitário IESB. Fundamentos da análise estrutural. ou cruz de madeira com os braços dispostos obliquamente. Hiperestática: Situação de equilíbrio na qual. AMGH. MAKRON Books. seguro. Structural Analysis. Inércia: resistência que a matéria oferece à aceleração. filamentoso. funiforme. Isostática: Número de restrições (reações) é rigorosamente igual ao número de equações da estática. Método de Elementos Finitos em Análise de Estruturas. Rio de Janeiro. de que ou de quem está imóvel. R. Johnston Jr. 3ª Ed: Porto Alegre. Porto Alegre. São Paulo. Estaticidade: Característica ou qualidade do que é estático. Deflexão: Alteração ou desvio da posição natural. Funicular: Semelhante a ou que tem forma de corda ou cordão.P. Editora Globo. H. 1998. CHIA-MING UANG. Restringidos: Que se restringiu. GLOSSÁRIO Biarticulado: Que tem duas articulações ou é articulado em dois pontos. BEER e E. firmados. portanto.