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ANALOGIA ENTRE AS METODOLOGIAS DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS

ATUAIS, INCLUINDO A PROPOSTA DE UMA METODOLOGIA COM ENFASE NO
ECODESIGN
ANALOGY AMONG THE METHODOLOGIES OF DEVELOPMENT OF CURRENT PRODUCTS,
INCLUDING THE PROPOSAL OF A METHODOLOGY EMPHASIZING ECODESIGN

KINDLEIN JÚNIOR, Wilson
Doutor em Engenharia Prof. do Departamento de Materiais – Escola de Engenharia - NdSM
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
PLATCHECK, Elizabeth Regina
Mestranda em Engenharia Ambiental e Tecnologias Limpas – Ecodesign – PPGEM – UFRGS (Designer)
Professora do Centro Universitário FEEVALE
CÂNDIDO, Luiz Henrique Alves
Bolsista DTI – NdSM/UFRGS (Designer)

Palavras-chave: design industrial, metodologia, desenvolvimento de produtos

Resumo: As metodologias são fundamentais no processo de design, traçando diretrizes para o desenvolvimento de
produtos e caracterizando-se por estudos de princípios e procedimentos fortemente orientados. Neste sentido o
presente trabalho “ Analogia entre as Metodologias de Desenvolvimento de Produtos Atuais, Incluindo a Proposta de
uma Metodologia com Enfase no EcoDesign”, propõe a aplicação de uma metodologia com ênfase no
desenvolvimento sustentável.

Key-words: industrial design, methodology, product development

Abstract: The methodologies are fundamental in the design process, tracing guidelines for the development of
products and being characterized strongly by studies of rules and procedures guided. In this direction the present
work “Analogy among the Methodologies of Development of Current Products, Including the Proposal of a
Methodology with Emphasis in EcoDesign”, consider the application of a methodology with emphasis in the
sustainable development.

Introdução

O Designer vem ao longo do tempo garantindo um papel fundamental no processo de criação de
produtos. Existem técnicas que auxiliam no direcionamento do caminho a seguir e, as metodologias de
desenvolvimento de produto são ferramentas essenciais diante de um mercado tão concorrido e restrito.
Metodologias essas que são fundamentais no processo de design no momento em que traçam diretrizes
para o desenvolvimento de produtos e caracterizam-se por estudos de princípios e procedimentos
fortemente orientados.

A velocidade e a dinâmica imposta pelo mercado, que pode vir de clientes, concorrentes ou a industria,
exige uma flexibilidade muito grande e salienta a necessidade de dominar as várias formas de buscar e
atingir o sucesso de um produto em um espaço de tempo o mais curto possível. A tecnologia minimizou o
tempo de desenvolvimento de um produto, mas a pesquisa e a metodologia necessárias para conhecer o
desejo do cliente e do empresariado ainda é compilada, na sua grande parte, pela intuição do designer
que usa dados levantados, tendências e procedimentos técnicos assegurando assim o caminho escolhido
para o projeto e minimizando riscos dos investimentos aplicados.

A análise das metodologias tem como escolha a aplicabilidade e a sedimentação que cada autor
transmite, principalmente no meio acadêmico. Os autores são reconhecidos pelas suas técnicas de
pesquisa e da iniciativa de gerar não só uma metodologia, mas várias alternativas que, no final do
trabalho, afunilam em um mesmo sentido: a de ter solucionado um problema que atenda ou vá além da

identificando que o reprojeto de um produto pode ser aplicado na solução de uma necessidade de mercado e que pode surgir em qualquer fase do ciclo de vida deste produto. Geração de Alternativas. podendo ser aplicada em melhorias técnicas. e descreve as seguintes etapas de sua metodologia: Definição do problema. apresentando cinco pontos principais que determinam o desenvolvimento deste projeto. onde “o planejamento incluindo identificação de uma oportunidade.necessidade do cliente.. a Empresa. BOMFIM (1995) afirma que uma metodologia “é necessária devido à complexidade crescente das variáveis envolvidas em um projeto” e sugere um modelo. foram estudados os autores com maior destaque principalmente no meio acadêmico. Seleção do melhor sistema e Planejamento da ação. requisitos e restrições do projeto. ROOSEMBURG (et al. Valores do sistema. análise dos produtos concorrentes. proposta do novo produto. Avaliação das Alternativas e Realização da Solução do Problema. BITTENCOURT (2001) enfatiza que "o projeto de produto começa com o estabelecimento de um problema. tais como. 1996) afirma que “o processo de Design é a concepção de uma forma específica de solução de problemas”. para a revisão proposta nesse artigo. LÖBACH (2000) afirma que todo o processo de Design é tanto um processo criativo como um processo de solução de problemas concretizado em um projeto industrial e incorporando as características que possam satisfazer as necessidades humanas de forma duradoura. Assim sendo. ABRAMOVITZ (et al. o Consumidor. 2002) salienta a necessidade de se especificar metas. e a montagem de um cronograma de execução dessas etapas. de segurança ou efeitos legais. BAXTER (1998) prioriza as questões mercadológicas quando diz que “a inovação é um ingrediente vital para o sucesso dos negócios”. Embora nunca sejam separáveis no caso real. cuja expressão mais comum é um conjunto de necessidades das pessoas que se relacionam com o apresentado". propondo redução de custos e criação de uma identidade ou estilo no produto. e a divide em quatro fases distintas: Análise do Problema. e torna a aplicação da metodologia como um instrumento guia.. tende a gerar os aspectos mais importantes dentro dos objetivos propostos desse artigo. podendo se desenvolver de forma extremamente complexa dependendo da magnitude do problema. e define o resultado dessa aplicação como o caminho mais seguro no desenvolvimento de um produto. a análise de cada proposta de metodologia. demanda de mercado. o Designer. elas se entrelaçam umas às outras com avanços e retrocessos durante o processo de projeto. mas. determina os seguintes pontos principais: . a Sociedade como Instituição determinando as políticas econômicas e o Produto em si que representa a necessidade do mercado produtor e do mercado consumidor e. Aqui Sistema é entendido como a proposta de produto onde o Designer deve elaborar metas a serem atingidas em cada etapa de desenvolvimento. elaboração das especificações da oportunidade e a especificação do projeto” são quesitos fundamentais para fazer frente à concorrência industrial como estratégia empresarial inovadora. BACK (1983) afirma que “as fases de um projeto de produto industrial podem ser estabelecidas de diferentes formas com maior ou menor detalhamento” e. Parte deste estudo envolve o estabelecimento de metodologias de projeto de produto”. Revisão das Metodologias Atuais Muitos autores propuseram métodos para o desenvolvimento de produtos. pesquisa de marketing. Síntese do sistema. Análise do sistema. BITTENCOURT (2001) afirma ainda que “o objetivo dos estudos sobre o processo de projeto de produto é formalizar uma base de conhecimento que auxilie o projetista na execução de suas atividades. ainda salienta que “métodos são ferramentas utilizadas no desenvolvimento de um produto e dependem sempre da capacidade técnica e criativa de quem os utiliza”.

é só uma ajuda no processo projetual. Nova Proposta de Metodologia na Ótica do EcoDesign Propõem-se aqui como a variável ambiental pode ser inserida na metodologia para o desenvolvimento de produtos industriais a fim de satisfazer as questões que envolvem a gestão ambiental e o desenvolvimento sustentável. Revisão e testes. Já no levantamento do estado da arte. geração de resíduos durante a vida útil. é na análise de similares que o método é reestruturado. Projeto detalhado. facilitando a reciclagem e/ou reduzindo conseqüências na disposição final do produto elaborado. além de todos os aspectos estruturais. “a metodologia não tem finalidade em si mesma. BACK (1983) tem uma visão global do processo que envolve a metodologia e quais pontos tem maior ou menor impacto no desenvolvimento do produto e ressalta que o custo de se desenvolver. Ainda nesta etapa do projeto. dando uma orientação no procedimento do processo e oferecendo técnicas e métodos que podem ser usados em certas etapas”. Nota-se na Figura 1.P rop osta Id e ntifica ção d o C lie n te D efin iç ão d o P ro b lem a Variá v eis am b ien tais n a d efin içã o d o p ro b le m a R eco n h ec en d o a N e cessid ad e Tax io n o m ia d o s P ro b le m as d e D esig n C ara cteriza ção d o siste m a U S U Á R IO . Projeto preliminar. embalagem e transporte. produzir e vender é um determinante no ciclo de vida de um produto. dessa forma ele diz que o Designer deve ter o controle e a decisão de qual a melhor alternativa a ser investida. Nas metas a serem atingidas e nas restrições impostas. produção. propõem-se as inclusões dos aspectos ecológicos tais como: a análise do ciclo de vida. que a variável ambiental já é inserida na definição do problema. funcionais. integrando os aspectos relacionados ao meio ambiente através das rotinas de desenvolvimento. como também o consumo de água e energia. tornando-se fundamental sua introdução no desenvolvimento de novos produtos. transformação. deve-se considerar não só os processos de fabricação. linha de montagem.Estudo da viabilidade do Projeto. Quando se analisa um similar. 1984) conclui que. Planejamento da produção. nas diversas etapas de elaboração do produto. BONSIEPE (et al. Nos processos produtivos dos atuais produtos similares. u tilizaç ão o u d esca rte d o p ro d u to R estriçõ es D esc arte d e p ro d u to s/re síd u o s d e m atéria p rim a n o m e io am b ien te P ro g ram a d e Tra b alh o C ro n o g ram a C u sto s Figura 1 – Inserção das variáveis ambientais na fase de proposta. reciclagem após o descarte. deve-se levar em conta o fator ambiental. ergonômicos. tanto na redução do impacto causado pela extração e transformação de matéria prima virgem não renovável. utilização e disposição final de cada produto desenvolvido. aspectos administrativos e técnicos da manufatura. o designer de produto deve procurar soluções capazes de minimizar a geração de resíduos de qualquer ordem. mercadológicos. aspectos de montagem e desmontagem. os tipos de resíduos gerados e o destino destes.A M B IE N T E : O b jetiv o s R ed u çã o d o im p acto c au sad o p ela ex traç ão e tra nsform a çã o d e R eq u isito s m a té ria p rim a. Planejamento para o consumo e manutenção e o Planejamento da obsolescência.. como no processo produtivo e na utilização e descarte de produtos no meio ambiente. aplicam-se às questões ambientais em todas as sub-etapas. processos de . F ase 1 . Deste modo. n a p ro d u çã o . Planejamento do mercado.F ER R A M E N TA - T R A BA L H O . as origens da matéria prima.

.rec ic lag e m d e su a s pa rte s/co m p o n e n tes o u d o p ro d u to to d o a p ó s o d e sca rte A n á lise d e U s o d o s S im ila res .im p ac to am b ie n tal d o s sistem as m ec ân ico s/eletrô n ico s A n á lise d o s D a d o s L e v an tad o s Figura 2 – Inserção das variáveis ambientais na fase de desenvolvimento.asp ec to s ad m in istrativ o s e té cn ic o s . .b io m ec â n ica.m a rk etin g . . .co n su m o d e en erg ia e d e m ais c o n su m ív e is (á g u a. .an tro p o m e tria.q u an tid a d e e d iv e rsid ad e d e c o m p o n en tes sim ilares (D fA ).seg u ran ç a . A Figura 2 descreve essas etapas.p ro ce ss o s de fab ric a ção e tra n sfo rm aç ã o . A n á lise M o rfo ló g ic a . .fabricação.p ro p ag a n d a .ativ id a d e s d a tare fa .m é tod o s d e e n caix e p a ra d e sm o n tag e m .m e can ism o .m o n tag e m e d esm o n tag e m d u ran te o .im p ac to am b ie n tal d o s p ro cesso s d e tran sfo rm a ção e fab rica çã o . . .em b alag em d o p ro d u to fin al. A n á lise d e M e rc ad o .sistem a s d e u n ião . .estética .aca b am e n to .tran sp o rte .resistên c ia .m a teria is . .fo rm a. . . F ase 2 D esen volvim ento (o E stad o d a A rte) E x p lic ita ção d o s P ro cesso s P ro d u tiv o s . sab ã o etc .p ro ce sso p ro d u tiv o (D fA e D fD ). A n á lise T é cn ica . .lin h a d e m o n tag e m . energia gerada/gasta.c ic lo d e vid a d o p ro d u to e su as p arte s A n á lise F u n cio n al d o s S im ila re s .g era ção d e resíd u o s d u ran te a v id a ú til A n á lise E rg o n ô m ic a .p raticid a d e.v ersatilid a d e .sistem a s m e câ n ico s / e le trô n ico s . .estru tu ra .n ú m e ro d e co m p o n en tes. . . . tanto na fabricação como no uso do produto. . .co g n içã o . . .m a n u te n ç ão e rep aro .im p ac to am b ie n tal d o s m ate riais.p ro ce ss o s de tra n sfo rm açã o e fab ric aç ã o .m a téria s prim a s e su a s fo n te s A n á lise H istó rica d o s S im ilare s A n á lise E stru tu ra l d o s S im ila res .).in fo rm aç õ e s so b re g asto d e c o n su m ív e is d u ra n te a v id a ú til.im p a cto a m b ien ta l ca u sa do a p ó s o d e sca rte d a e m b ala g em . matéria-prima utilizada e suas fontes.

em b alag e m . 2001) são fundamentais para um desenvolvimento sustentável. á g u a e m a teria is R estriç õ es au x ilia res cic lo d e v id a d o p ro d u to .seleçã o d e m a teriais c o m m e n o r im p acto S ín tese am b ien tal. do Design Orientado a Desmontagem (DfD) e do Design Orientado a Manutenção (DfM) que visa facilitar a reutilização de peças e componentes. D ete rm in aç ão do s P a râm etro s P ro jetu a is . Nas recomendações ergonômicas. D e se n h o s. a otimização no manuseio. As diretrizes e regras do Design Orientado a Montagem (DfA).red u ç ão d e cu sto s. . . deve-se pensar não somente no usuário final. onde se pode reduzir o consumo de energia. reaproveitar os subprodutos e conseqüentemente minimizar o resíduo gerado. ao consumo de energia. E sp ec ific açõ e s .reu tiliz açã o .P rojetação e D etalh am en to . No detalhamento técnico das partes e peças. E sc o lha d a m e lh o r a lte rn ativa d e so luç ão .red u ç ão d e erro s d e p ro je to . . rep ro c essam en to e G eraç ã o d e A lte rn a tiv as P re lim in a re s re cicla g em d o to d o o u p arte s d ele.re d u z ir o co n su m o d e en erg ia . Ao se determinar os parâmetros projetuais. as Sete Ondas do EcoDesign (NdSM. também devem ser consideradas. D ese n h o T é c n ic o D esig n O rie n ta d o a M o n ta g em (D fA ) D eta lh a m e nto d as P e ça s.fa c ilitar o e n ca ix e d a s pe ça s e p artes.rep o sição d e co m po n e n te s e sistem a s . a redução de processos.m in im izar o lix o g erad o .re d u z ir q u a n tid ad e e d iv e rsid ad e d e P e rsp e c tiv a E x p lo d id a p ara M o n ta g em co m p o n en tes. mas também no usuário de "chão de fábrica" que atua no processo de produção. deve-se observar às variáveis de otimização da produção. ao ciclo de vida do produto.au m en to d a v id a ú til E n g en h aria S im u ltân ea .co n su m o d e e n erg ia .p ro ce sso p ro d u tiv o D esig n O rie n ta d o a D esm o n ta g em (D fD ) R eco m en d aç õ es E rg o n ô m ica s . o reprocessamento e a reciclagem de todo o produto ou parte dele. A s 7 O n d as d o E co D esig n : F ase 3 .A Figura 3 mostra que é na fase de projetação que são aplicadas as principais etapas do EcoDesign para o desenvolvimento de produtos.re a p ro v eitar o s su b p ro d u to s. a reutilização. ao sistema de transporte e à embalagem.o tim iza r o m a n u se io. no que tange a seleção de materiais que resultem em menor impacto ambiental. R ev isã o d o s O b je tiv o s . D esig n O rie n ta d o a M o n ta g em (D fA ) . e principalmente facilitar a montagem das peças e partes. pois procuram reduzir a quantidade.M a triz d e Av alia ção . utilizando-se dos preceitos do Design Orientado a Montagem (DfA). M o d elo s R ev isão d o s P arâm etro s P ro jetu ais G eraç ã o d e A lte rn a tiv as Variá v e is d e o tim iza ç ão d a p ro d u çã o : D e sen h o s.rec ic lag em o u reu tiliz a ç ão d e pe ça s e co m p on e n te s D esig n O rie n ta d o a M an u te n çã o (D fM ) . água e materiais auxiliares tanto na produção como no uso do produto final. C o n ju n to s e C o rtes . .re d u z ir su p erfícies d e p ro c esso . R eq u isito s . Figura 3 – Inserção das variáveis ambientais na fase de detalhamento. C o nfec ç ão d o M o d e lo F u n c io n a l Te ste s e Va lid a ç ã o d o P ro je to p ara F a b ric aç ão Visã o h o lístic a p ro p o sta p e lo E c o D esign p ara u m d e se n v olv im e n to su ste n tá v el D esig n O rie n ta d o a o M eio A m b ie n te (D fE ). a diversidade de componentes. . M o d e lo s .d im in u iç ão d o tem po d e d e sen v o lv im e n to d o pro d u to .sistem a d e tra n spo rte .

Assim. reduzir custos de produção e possibilitar as empresas um diferencial competitivo dentro de um mercado que a cada dia dá maior ênfase ao desenvolvimento sustentável. também conhecida como Engenharia Concorrente. escolha dos materiais. que consiste na execução temporal nas diversas etapas de atividade em paralelo. Sabe-se que o investimento em pesquisa tem um custo elevado para as empresas que as desenvolvem. manutenção do meio ambiente e responsabilidade social garantam o mesmo peso quando se tratar de desenvolvimento sustentável. então. evitando-se a perda de tempo inerente a opções por alternativas que terminariam por revelarem-se inadequadas e implicando também na redução de custo de desenvolvimento. Com isso. o que leva por fim a um Design Orientado ao Meio Ambiente (DfE). mas os autores não analisam uma forma de se projetar tendo como foco o EcoDesign. pois ao paralelismo temporal das atividades soma-se o fato da efetiva antecipação da detecção de problemas de projeto que somente ocorreriam muito tardiamente com o emprego da engenharia seqüencial. principalmente em empresas de ponta que são pioneiras em seus lançamentos e tem de minimizar o risco de investir em um produto que poderá ter um retorno abaixo do esperado. reuso. pois não é necessário iniciar a motivação da empresa e. a utilização de técnicas de desenvolvimento de produtos deve conter em sua base ítens que possibilitem a geração de produtos com vistas ao EcoDesign garantindo. Como característica básica de sua aplicação. deve compor três aspectos: economicamente viável. esta visão holística proposta pelo EcoDesign. Devido a influência do Design no nascimento e desenvolvimento do produto. por oposição ao modo convencional (seqüencial). A empresa pode dar ênfase ao EcoDesign e. uso. chega-se a conclusão que tais procedimentos são importantíssimos para o desenvolvimento de novos produtos. Conclusão Apropriar-se neste momento de mobilidade das empresas pelo intuito de realizar a nova manufatura de uma maneira ecologicamente consciente é uma estratégia inteligente. reciclagem e disposição final do produto. associando o sistema de gestão ambiental aos materiais e processos de fabricação. Portanto.Durante todo o processo de projetação até a validação do protótipo. Porém. o EcoDesign tende a minimizar o impacto ambiental. o mínimo de impacto ambiental. assumindo assim um papel fundamental no contexto mundial visto que a capacidade de se extrair matérias primas da natureza vem se esgotando em um ritmo acelerado. Essa base da materialização do conceito de desenvolvimento sustentável está na passagem gradual e a longo prazo das atuais estruturas lineares de projetação e produção mais cíclicas e que assentam às estratégias de EcoDesign e produção mais limpa. sim. deve-se utilizar a Engenharia Simultânea. no que for tecnicamente possível e ecologicamente necessário. a Engenharia Simultânea conduz à diminuição do tempo de desenvolvimento do produto. . passamos a influir na concepção. faz-se necessário que esta atividade tenha responsabilidade social e ambiental com o surgimento de novos produtos e o desenvolvimento sustentável. BACK (1983) e BITTENCOURT (2001) sugerem que seja analisado o ciclo de vida de um produto com vistas ao conceito de manutenção ou re-projeto. fabricação. para tanto. Segundo KINDLEIN JUNIOR (2002). deve empregar uma metodologia que avalie esse conceito desde a criação até o reuso e/ou descarte final do produto ou de suas partes. Deve-se ter em mente qual o objetivo ou a meta a ser alcançada e uma previsão de investimento que será aplicado. pois no momento em que conhecemos os problemas ambientais e suas causas. aproveitar o momento em que a técnica do EcoDesign propõe uma nova estratégia para o desenvolvimento de produtos. a escolha da metodologia ideal para cada situação deve ser definida antes do estudo de viabilidade do projeto. Considerações Ao analisar cada metodologia. o conceito de EcoDesign é muito mais que uma simples variável de projeto.

BONSIEPE. P. mais cedo ou mais tarde. L. Edgar Blücher. Essa mudança dos paradigmas deve ocorrer tanto nos processos de produção como nos produtos finais. deverão preparar-se desde logo. – Metodologia para o Desenvolvimento de Projetos – João Pessoa. 1995. consequentemente. A.Guia Prático para o Desenvolvimento de Novos Produtos - São Paulo. É dentro desse contexto. KAMINSKI. 7. N. – Metodologia do Projeto – Rio de Janeiro.ufrgs. – Product Design: Fundamentals and Methods – West Sussex. N. Dissertação submetida à Universidade Federal de Santa Catarina para a obtenção do grau de Mestre em Engenharia Mecânica. H. Editora Universitária/UFPB. mas. Editora Edgar Blücher.br PLATCHECK. Referências Bibliográficas 1. Autores: KINDLEIN JÚNIOR. (coordenador) – Metodologia Experimental: Desenho Industrial – Brasília. Luiz Henrique Alves . 5. 1996. G. Wilson – Design e Seleção de Materiais – PPGEM/UFRGS.. Ed. para o qual. 8. G. Livros Técnicos e Científicos Ed. 3.elizabeth@feevale. UniverCidade / NPD. 2000.2003 11.com.Projeto de Produto . 2002. – Metodologia de Projetos de Produtos Industriais – Rio de Janeiro. N. do crescimento da produção de produtos ecologicamente eficientes através da aplicação do EcoDesign. M. 2002. apostilas de aula. 1984. 10. 2001. ABRAMOVITZ. não se restringindo apenas ao cumprimento das leis. . REBELLO. Criatividade e qualidade – Rio de Janeiro. EEKELS.ndsm@vortex. BOMFIM. terão de assumir e. . KINDLEIN JUNIOR. Wiley. A. BAXTER.br CÂNDIDO. ROOSEMBURG. Elizabeth Regina .Desenho Industrial . 1998 4. C. LÖBACH. Wilson – ndsm@vortex. 9. que o EcoDesign deve ser assumido como um desafio que as empresas.São Paulo. NdSM – Núcleo de Design e Seleção de Materiais – www. 6. C. Guanabara Dois. apostila de aula. – Desenvolvendo Produtos: Planejamento. 1983.Os profissionais de Design assim como os empresários devem ser os principais condutores da mudança em curso e da quebra de paradigma de extração de recursos naturais para outro mais evoluído e sustentável. CNPq / Coordenação Editorial. B. J. aproveitando os benefícios e oportunidades que a proteção ambiental pode proporcionar através da colaboração de empresas e. o que certamente trará benefícios e oportunidades às empresas.br/ndsm .ufrgs. 2. 2000.br .base para configuração dos produtos industriais . BACK.ufrgs. P.. B. BITTENCOURT. UK. – Desenvolvimento de uma Metodologia de Reprojeto de Produto para o Meio Ambiente – Florianópolis..br / elizabeth@oficioergonomia.