You are on page 1of 39

SERVIÇO NACIONAL APRENDIZAGEM INDUSTRIAL

FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAI ÍTALO BOLOGNA
DEPARTAMENTO DE PÓS-GRADUAÇÃO
GESTÃO DA MANUTENÇÃO

LEANDRO GARCIA BIAZON

TÉCNICAS DE MANUTENÇÃO EM EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS

GOIÂNIA – GO
2017

LEANDRO GARCIA BIAZON

TÉCNICAS DE MANUTENÇÃO EM EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS

Trabalho da disciplina Sistemas Mecânicos Industriais,
proposto como forma para avaliação no curso de Pós-
Graduação em Gestão da Manutenção da Faculdade de
Tecnologia SENAI Ítalo Bologna.

Orientador: Me. Márcio Debner

GOIÂNIA – GO
2017

LEANDRO GARCIA BIAZON

TÉCNICAS DE MANUTENÇÃO EM EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS

Trabalho da disciplina Sistemas Mecânicos Industriais,
proposto como forma para avaliação no curso de Pós-
Graduação em Gestão da Manutenção da Faculdade de
Tecnologia SENAI Ítalo Bologna.

Orientador: Me. Márcio Debner

Goiânia, 28 de janeiro de 2017.

_____________________________________
Prof. Me. Márcio Debner
Prof. de Sistemas Mecânicos Industriais, FATECIB

GOIÂNIA – GO
2017

criticidade. RESUMO Este trabalho busca aprimorar os conhecimentos do gestor de manutenção para definição das estratégias de manutenção a serem adotadas para as diferentes criticidades de equipamentos presentes no parque fabril. confiabilidade. Palavras chave: estratégias. não adianta terem os melhores planos se forem mal executados. Para isso é necessário conhecer a importância de cada equipamento para a cadeia produtiva e entender o quanto é necessário investir em técnicas de manutenção voltadas à confiabilidade e em busca da quebra zero. manutenção. procedimentos. Capacitar a equipe técnica também é fundamental. . equipamentos. gaps de conhecimento devem ser eliminados e atividades periódicas devem ser padronizadas através de procedimentos de manutenção.

maintenance. ABSTRACT This work seeks to improve the knowledge of the maintenance manager to define the maintenance strategies to be adopted for the different criticalities of equipment present in the manufacturing plant. reliability. For this. criticality. Empowering the technical team is also fundamental. . Keywords: strategies. it is no use having the best plans if they are poorly executed. knowledge gaps should be eliminated and periodic activities should be standardized through maintenance procedures. equipment. it is necessary to know the importance of each equipment for the production chain and to understand how much it is necessary to invest in maintenance techniques oriented to the reliability and in search of the zero breaks. procedures.

............................1....................................................................................................5....................................1 Manutenção corretiva não planejada ..3 Método do caminho crítico – CPM ............................................... 05 2..... 07 2.... 09 2...............7............................................................5 SELECIONANDO A MELHOR ESTRATÉGIA ........................7.........................3 MANUTENÇÃO PREDITIVA ........................... 17 2........................................................ 07 2.......................................................................................................................... 10 2..........7......................... 35 4 REFERÊNCIAS ... 04 2 DESENVOLVIMENTO ............. 20 2............................. 17 2.......................... 36 ... 09 2..........................1................................................ SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................ 06 2............. 05 2..............................1 Matriz de Criticidade ...............................................7 PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES ..............................................2 Diagrama de Gantt ....... 15 2..........6 ELABORAÇÃO DE PLANO PREVENTIVO ...................................... 05 2.....................................8 PADRONIZAÇÃO ........4 ENGENHARIA DE CONFIABILIDADE ........... MANUTENÇÃO CORRETIVA .1 Diagrama espinha de peixe ........... 19 2.......................... 22 3 CONCLUSÃO ..........2 Manutenção corretiva planejada ............1............................................................................................................................................2 MANUTENÇÃO PREVENTIVA ......................................................

preventiva ou preditiva. Ter bons procedimentos com embasamento técnico pode ser um caminho para tal feito. . Selecionar as estratégias a serem empregadas. 4 1 INTRODUÇÃO Conhecer dos processos produtivos e saber selecionar as estratégias de manutenção a serem adotadas para os diferentes tipos de equipamentos presentes em uma indústria moderna é fundamental. onde o retrabalho deve ser eliminado. pode depender de vários fatores. seja elas: corretiva. O custo de reparo e a confiabilidade de manutenção são requisitos para qualquer equipe de manutenção que deseje contribuir para o crescimento da empresa.

já que. eliminando as fontes de falhas que possam existir. Mesmo em grandes empresas ainda é presente e a busca por eliminá-la está por trás de metas como a quebra zero. vindo do conceito de manutenção: manter. no momento da quebra de um item a manutenção já falhou. Não precisamos trocar a lâmpada antes de sua queima. baseia-se no princípio da necessidade de se repor o item em funcionamento após um colapso impeditivo para seu funcionamento.1. uma quebra em um redutor ou. que posso também chamar de estratégias de manutenção. em segundo caso. 2.1 Manutenção corretiva não planejada É uma manutenção muito comum. já que para ocorrer a corretiva não planejada o processo produtivo necessariamente foi interrompido. um exemplo é a troca de lâmpadas em salas de trabalho comuns. como por exemplo. 2. 5 2 DESENVOLVIMENTO Inicio um breve estudo das principais técnicas de manutenção. E o incômodo gerado por alguns minutos até acionar a equipe de reparo é suportável. seria desperdício de recursos. Porém há aplicações racionais para a manutenção corretiva não planejada. devido ao relato de uma anomalia identificada que mobilizará um reparo a tempo oportuno. . já que é incerto afirmar o tempo preciso de duração da mesma. A manutenção corretiva se apresentar em duas situações distintas: devido a uma quebra inesperada e não planejada que tenha ocorrido. Costumo dizer que a corretiva não planejada não se trata de manutenção.1 MANUTENÇÃO CORRETIVA A manutenção corretiva pode ser definida como sendo qualquer manutenção realizada com o objetivo de repor um item em suas condições iniciais e ideais de operação. que são aplicadas atualmente na indústria.

As inspeções de rota podem ser executadas com o equipamento em funcionamento. nada quebra sem avisar. Planejadas pela equipe de planejamento em uma oportunidade na programação de produção. Como produtos destas avaliações têm-se a manutenção corretiva programada. apenas ocorre que às vezes não conseguimos ler os sinais. que pode ter diferentes prioridades. 6 2. é sanada repondo o item à sua condição inicial. Como costumo dizer.1. a anomalia. onde é possível perceber ruídos e elevação de temperatura. São muito utilizados check lists ou inspeções de rota.2 Manutenção corretiva planejada Também conhecida como manutenção baseada na condição. consiste em avaliar aspectos pertinentes ao item a ser mantido a fim de identificar a anomalia em fase inicial. que nada mais são que planos periódicos de monitoramento de aspectos pertinentes à integridade do item. ou com o equipamento parado. onde se pode verificar possíveis folgas ou desgaste de componentes. Figura 01: Fluxo da manutenção baseada em rotas Fonte: CITISYSTEMS .

Conhecida também como manutenção periódica. A manutenção preventiva se posiciona como sendo a segunda manutenção com maior custo na indústria. 2. termômetros digitais. Pode sim. alicate amperímetro. que neste tipo de manutenção já não cabe mais analisar a condição do item. mas sim trocá-lo buscando confiabilidade. a manutenção preventiva busca evitar a falha ou queda no desempenho. mas sim do tempo de uso do componente. Assim começou a ser levada em . a manutenção preventiva aumenta os custos com a substituição de componentes das máquinas e com a utilização de mão-de-obra.3 MANUTENÇÃO PREDITIVA Sua finalidade é predizer falhas e detectar mudanças no estado físico que exijam serviços de manutenção. perdendo apenas para a corretiva não planejada. Não se deve confundir com as rotas realizadas pela manutenção preditivas. ser reavaliada a periodicidade do plano que pode estar demasiada ou insuficiente para o item na aplicação estudada. justamente por ter periodicidade definida. 2. com a antecedência necessária para evitar quebras ou estragos maiores. obedecendo a um plano previamente elaborado com periodicidade definida. Essa foi a solução encontrada para reduzir o problema de substituição de componentes sem aproveitar ao máximo a sua vida útil. A intervenção no item não depende mais da condição. Geralmente define-se esta periodicidade pela indicação do fabricante ou pela base histórica do item em determinada aplicação. 7 Geralmente as inspeções de rota utilizam os sentidos humanos para a percepção de anomalias. cujo acompanhamento obedece a uma sistemática e geralmente são coletados através de equipamentos e analisados através de softwares.2 MANUTENÇÃO PREVENTIVA Aqui a palavra chave é tempo. que veremos mais a frente. que utilizam parâmetros de condição ou desempenho. Vale lembrar aqui. podendo utilizar também de estetoscópios.

utiliza-se menos mão de obra e os componentes das máquinas são utilizados ao máximo.  Eliminar desmontagens e remontagens para inspeção. 8 consideração a análise do estado dos componentes (através da análise e medição de vibrações.  Determinar.  Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção. etc. Com a manutenção preditiva.  Impedir propagação dos danos. reduzindo as paradas programadas das máquinas e aumentando a confiabilidade.  Maximizar a vida útil total dos componentes de um equipamento. termografia. a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento.) e dos dados coletados no monitoramento em chão de fábrica. As paradas deixam de ser programadas e começam a ser planejadas. análise de óleo.  Determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção Figura 02: Análise termográfica em painel elétrico Fonte: TESTO BRASIL . antecipadamente. Os principais objetivos da manutenção preditiva são:  Reduzir os impactos dos procedimentos preventivos no resultado da operação.

a indústria está utilizando do conceito aplicado na engenharia de confiabilidade para calcular a análise de risco.4 ENGENHARIA DE CONFIABILIDADE A engenharia de confiabilidade estuda o funcionamento dos sistemas e subsistemas de uma forma geral ao longo de um determinado tempo. 9 2. O engenheiro de confiabilidade analisa a probabilidade de um sistema completar sua função ou mesmo manter seu funcionamento durante determinada rotina. Para tanto. Dentre estes fatores podemos citar fortemente: custo. disponibilidade de mão de obra e importância para o processo. o uso de estratégias além do necessário. Todavia. mineradoras. 2. O exemplo pode ser a manutenção em equipamentos com grande repetitividade em uma fábrica. O que tende a ocorrer é a escassez de estratégias. O gestor de manutenção deve saber onde aplicar suas estratégias a fim de obter os melhores resultados . Muitos fatores vão determinar a escolha da estratégia ou das estratégias a serem utilizadas em um equipamento industrial. empregando desnecessariamente recursos financeiros e humanos que sempre são limitados. eventos probabilísticos e consequentemente o impacto da produtividade em todo sistema e subsistemas e assim poder produzir com maior eficiência. O cenário global irá determinar a criticidade destes equipamentos. ou. é preciso ter uma visão geral dos campos da engenharia envolvendo várias disciplinas e ferramentas de análise. Já imaginou ter que fazer uma revisão anual em 50 redutores de grande porte? Certamente faltariam recursos. fábricas de aviões e nas indústrias onde o risco é intolerável. levando a quebras.5 SELECIONANDO A MELHOR ESTRATÉGIA Ao contrário do que pode-se pensar não há uma estratégia de manutenção que se prevaleça sobre as demais em todos os casos. Esta técnica ganhou força em usinas nucleares.

é claro que vale a expertise do gestor que tem total liberdade de reforçar uma estratégia de acordo com as possibilidades de seus recursos. mais conhecida pelo nome fantasia Ypê. baseada em impactos gerados em aspectos do processo no caso de uma quebra/falha inesperada do equipamento. e para cada equipamento é preenchido o número de quebras no último ano. B ou C. fabricante de produtos de higiene e limpeza. Abaixo temos o exemplo de uma matriz de criticidade de equipamentos utilizada na Química Amparo.1 Matriz de criticidade A matriz de criticidade é uma ferramenta de classificação de equipamentos em criticidades A. Após isso deve fazer a seguinte pergunta pensando em cada um dos equipamentos individualmente: e se esse equipamento quebrar? Qual o efeito sobre: .5. Figura 03: Modelo de matriz de criticidade Fonte: Do autor Entrarei no detalhe de como é selecionada a estratégia: primeiramente devem ser listado todos os equipamentos da empresa. 10 2. e o MTTR (tempo médio de reparo). Encontrada a criticidade de cada equipamento são aplicadas as estratégias pertinentes àquela criticidade.

Reflete a avaliação dos efeitos da falha em termos de riscos a operadores.  Falha . seguindo os seguintes critérios: Figura 04: Base de classificação da matriz de criticidade Fonte: Do autor .Reflete a frequência de utilização do equipamento. 2 ou 1.Requer a avaliação da frequência de falhas. 11  Segurança e meio ambiente . Esta informação deve ser obtida do histórico do equipamento.  Qualidade .Considera o impacto da falha do equipamento no processo da planta.  Efeito no processo .  Utilização . em relação ao tempo total disponível.Requer a avaliação do tempo médio para correção da falha e retorno do equipamento a produção. Para cada aspecto acima citado deve ser dada a nota 3.  Tempo .Reflete o efeito na qualidade do produto no caso de ocorrência de uma falha durante o tempo de utilização. danos ao equipamento e meio ambiente.

12 Após preenchidos todos os dados a matriz gera a criticidade do equipamento seguindo a seguinte lógica para a tomada da decisão: Figura 05: Fluxograma de classificação resultante Fonte: Do autor .

Figura 06: Estratégias de manutenção por criticidade Fonte: Do autor Para equipamentos criticidade C temos: lubrificação. e inspeções de rota (manutenção corretiva planejada – baseada na condição). 13 Note que se um equipamento for classificado como 3 em segurança ou qualidade. irá corresponder a um pacote de estratégias a serem adotadas. A. se pertinente (pode ser considerada uma manutenção preventiva simples – baseada em tempo). Cada criticidade. B ou C. . automaticamente ele será classificado como criticidade A. Para equipamentos criticidade B temos além das estratégias da criticidade C: manutenção preditiva e grandes intervenções (conhecidas também como reformas ou módulos). Observe que as estratégias vão se intensificando conforme aumenta a criticidade. isso reflete os valores da empresa que tem segurança como um valor e a qualidade como a sua maior marca.

14 Para equipamentos criticidade A temos além das estratégias da criticidade B e C: manutenção preventiva (baseada em tempo). .C Fonte: Do autor A matriz de criticidade deve ser sempre revisada. Em um ideal teórico de distribuição das criticidades têm-se:  Criticidade A: 15%  Criticidade B: 35%  Criticidade C: 50% Figura 07: Criticidade teórica por classificação A. podendo rever a classificação e mudar as estratégias.B. anualmente ou quando os níveis de quebras diminuírem consideravelmente.

já que é baseado no tempo de operação. criados planos de lubrificação (no que for pertinente). Figura 08: Matriz de criticidade Fonte: Do autor A prensa hidráulica teve classificação A na matriz de criticidade. efeito na qualidade do produto e utilização. que é constituída de vários subconjuntos. A embaladora também foi classificada como A por sua grande quantidade de quebras/falhas. 15 2. gera um grande potencial de risco para o operador em caso de quebra. Foram selecionados dos equipamentos para desenvolvimento: uma prensa hidráulica e uma embaladora. e como um diferencial deve haver um plano de manutenção preventivo ou também chamado plano periódico. Já para a embaladora. pois apesar de ser uma máquina-ferramenta de uso auxiliar em manutenções e bastante robusta sem histórico de quebras. Na prensa hidráulica devido à pequena complexidade de seu funcionamento iremos criar um plano único no equipamento como um todo. vamos exemplificar apenas o plano preventivo para um de seus redutores de velocidade de acionamento da esteira de entrada de produto. Obviamente este pensamento em subconjuntos deve ser aplicado até contemplar o equipamento todo. Para ambos os equipamentos devem ser criadas inspeções de rotas periódicas. .6 ELABORAÇÃO DE PLANO PREVENTIVO A seguir iremos praticar o desenvolvimento das estratégias anteriormente estudadas.

16 Figura 09: Plano preventivo prensa hidráulica e redutor Fonte: Do autor .

serão utilizadas as seguintes ferramentas: diagrama espinha de peixe. .7. mas em bancada enquanto a linha já estará produzindo. por exemplo: no caso do redutor. para os planos periódicos anteriormente criados para a prensa hidráulica e para o redutor de velocidade. Sendo assim uma revisão em um redutor que levaria várias horas pode ser feita em apenas 1 hora aproveitando uma oportunidade de horário de refeição da linha. Vale também optar por um conjunto reserva. Devido à quantidade de planos e outras manutenções é praticamente inviável outro tipo de controle. 2. 17 As informações imputadas nos planos como especialidade. Para melhor exemplificar será considerado o período em que haja a maior interseção de atividades de diferentes frequências.1 Diagrama espinha de peixe O diagrama espinha de peixe pode ser usado para o sequenciamento lógico simples das atividades a serem executadas numa mesma intervenção. de preferência através de um software. Atividades muito específicas ou que demandem muito tempo podem ser destinadas à terceiros aliviando a mão de obra interna. diagrama de Gantt e método do caminho crítico – CPM. 2. Percebemos que cabe a experiência do planejador em executar as atividades correlatas numa mesma oportunidade.7 PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES A seguir irei demonstrar algumas ferramentas que auxiliam o planejamento das atividades de um plano periódico. no momento da parada do equipamento se ganha tempo substituindo-o por completo por outro revisado. Os planos preventivos devem ser geridos pelo setor de planejamento. quantidades de recursos e tempo de execução servem de base para as atividades de recurso humano e programações de atividades feitas pelos planejadores. Obviamente o redutor removido da linha deverá ser revisado o que de fato levará o tempo real de uma revisão.

já que a troca do óleo no mesmo período elimina a necessidade de completá-lo. 18 Figura 10: Diagrama espinha de peixe aplicado ao plano preventivo da prensa hidráulica Fonte: Do autor Figura 11: Diagrama espinha de peixe aplicado ao plano preventivo do redutor Fonte: Do autor Para o redutor não foi considerada a atividade de completar o nível de óleo. .

7.2 Diagrama de Gantt Elaborado a partir das listas de atividades ou tarefas dentro da atividade o diagrama de Gantt permite observar o tempo de cada atividade e a dependência entre elas. 19 2. Figura 12: Diagrama de Gantt aplicado ao plano preventivo da prensa hidráulica e do redutor Fonte: Do autor .

Qualquer atraso em uma dessas atividades gera atraso para a manutenção. quais podem ser feitas ao mesmo tempo. não tem problema. C . o projeto inteiro atrasará também. com duração de 60 minutos. Se alguma atividade do caminho crítico atrasar. 20 2. podendo haver atrasos de até 240 minutos na sua execução. Mas se uma atividade de um caminho não crítico atrasar. com duração de 60 minutos.Revisão do sistema hidráulico.CPM Embora muito útil o diagrama de Gantt não indica quais atividades são críticas para a realização do trabalho. Figura 13: CPM aplicado ao plano preventivo da prensa hidráulica Fonte: Do autor Para as atividades A. B . Observa-se através do CPM que a atividade A pertence ao caminho não crítico. definir em quais atividades há folga de tempo de execução e qual o caminho crítico. sendo C dependente de B.7. com duração de 240 minutos. aquele cujas durações das atividades somadas chegam ao prazo total do projeto. para tanto utilizamos o CPM que permite além de saber quais atividades devem ser feitas primeiro. constituem o caminho crítico com 300 minutos de duração. . O caminho crítico é o caminho mais longo de um projeto. B e C têm-se: A . ou seja.3 Método do caminho crítico .Troca do óleo do sistema hidráulico. Já as atividades B e C. pois entre elas existe uma folga.Troca do cabo de aço de ajuste da mesa.

Troca do óleo. B . com duração de 40 minutos. com duração de 50 minutos. entre os momentos 2 e 4. D . Qualquer atraso em uma dessas atividades gera atraso para a manutenção. As atividades A e C tem uma folga de 40 e 10 minutos respectivamente. As atividades B. C. e 3 e 4 está a atividade fantasma para ajuste do tempo. Observa-se através do CPM que a atividade D depende da conclusão das atividades A. D e E têm-se: A . com duração de 10 minutos. com duração de 20 minutos.Troca dos retentores.Troca dos rolamentos eixo de saída. .Troca dos rolamentos do eixo de entrada. 21 Figura 14: CPM aplicado ao plano preventivo do redutor Fonte: Do autor Para as atividades A. com duração de 30 minutos. C . esperando a atividade B ser concluída.Avaliação dos eixos e engrenamentos. B. E . B e C. D e E constituem o caminho crítico com 100 minutos de duração.

Uma das maneiras de manter a qualidade das entregas de equipe de manutenção é estabelecendo padrões de execução para atividades rotineiras como operações de máquina-ferramenta e execução de planos preventivos. . A seguir vamos exemplificar através do POP.8 PADRONIZAÇÃO A cargo dos supervisores ou encarregados de manutenção está o controle da execução das estratégias de manutenção. a operação da prensa hidráulica citada anteriormente e também da execução do plano periódico do redutor de esteira de entrada da embaladora. procedimento operacional padrão. 22 2.

5. 5. 5. Química Amparo.3 Feche a válvula através do manipulo fechador girando-o no sentido horário. Definições: Utilizar a prensa hidráulica para montagens e desmontagens mecânicas de forma padronizada e segura. Objetivo: Determinar os passos para a padronização do uso da prensa hidráulica de 15 toneladas na oficina mecânica.5 Ajuste o fuso regulador manualmente até encostar no ponto de apoio da peça a ser prensada. Procedimento ou Instrução: 5.1 Respeite o curso do fuso regulador que é de 85 mm. 23 1. Responsáveis: Manutenção mecânica / eletromecânica. 3. 4.5.4 Posicione a peça apoiada paralelamente à mesa. 2. 5. Campo de Aplicação: UP10. . 5.2 Posicione a mesa na altura desejada através da manivela de ajuste da altura e a trave com todos os pinos obrigatoriamente nos furos da mesa.1 Destrave a manivela de ajuste da altura da mesa. 5.

6.5.6 Inicie o bombeamento através da alavanca. óculos.2 Caso necessite de calços para alguma peça de diâmetro específico assegure- se que o calço seja paralelo às faces do fuso e da peça a ser prensada. Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e Ferramentas.Sapato de proteção.8 Para retornar o pistão no fim da prensagem gire o manipulo prensador lentamente no sentido anti-horário. 6.6. 5.1 Observe o curso máximo do pistão que é de 125 mm. observe a pressão indicada pelo manômetro. Equipamentos de Proteção Individual e Ferramentas Lista dos EPIs: . protetor auricular. 5. 5. Não utilizar mais de um calço. caso necessário deve ser interrompido o processo e reposicionada a mesa novamente.7 Aconselha-se sustentar a peça por baixo para evitar sua queda ao fim de uma remoção. . 24 5. 5.Não aplicável.10 Guarde os possíveis calços utilizados no local apropriado.9 Retorne o fuso regulador para a posição recuada.2 A prensa possui válvula de segurança que não permite que seja usada uma pressão superior à capacidade nominal (15 toneladas). não mais que duas voltas completas. 5. 5. Lista de ferramentas: . ou mesmo forrar o piso com uma placa em tecnil ou saco de estopa. 5.

Elaborado por: Nome: Leandro Garcia Biazon Função: Supervisor de Manutenção Mecânica 11. 25 7. . RECICLÁVEL /ou usados METAL Líquido . Anexos: Não aplicável 10. Revisado por: Nome:______________________________Função:___________________ . . Resíduos Gerados/ Destinação: Ação Tipo de Resíduo Resíduo Destinação Controle Emergencial Coletor NÃO Componentes Sólido . - 8. - Gasoso . Data: 05/05/2016 Número da Revisão: rev00 Descrição: Criação da orientação para manutenção. 9. de forma sucinta. Histórico / Revisões: Campo para direcionamento do preenchimento dos Históricos e Revisões.

. 26 12. Aprovado por: Nome:______________________________Função:___________________ A aprovação dever ser feita obrigatoriamente pelo Gestor da área.

. 5. 2.1 Garantir bloqueio do equipamento. 5.3 Desemendar as correntes do redutor.6 Realizar a limpeza da base do equipamento onde será colocado o redutor reserva. 5. Objetivo: Determinar os passos para a padronização da realização da revisão mecânica do redutor da esteira de entrada das embaladoras OttoHaensel.7 Colocar redutor reserva no local. Procedimento ou Instrução: 5.1.8 Colocar parafuso de fixação e realizar alinhamento.1. Química Amparo. 5.1. 4. 5. 04 e 09 (entrada) de derivados de aço.1. Responsáveis: Mecânicos.1 Para substituição: 5. Definições: Realizar a manutenção periódica dos redutores visando garantir a disponibilidade do equipamento.1. 3. Campo de Aplicação: Linhas 01.4 Retirar os parafusos de fixação do redutor.2 Sinalizar área com a indicação de entrada restrita à manutentores e equipamento em manutenção e atentar-se ao uso dos EPI’s necessários e análise dos riscos das tarefas. 27 1. 5.5 Retirar o redutor do equipamento.1.1. 5.1. Limpar e organizar o local de trabalho. 5. UP10.

. 5.8 litros).2.5 Realizar inspeção visual da coroa e sem-fim.4 Realizar a limpeza dos componentes e carcaça.10 Montar as tampas laterais.2.9 Colocar e tensionar as correntes. 5.2. 5.13 Preencher a Ordem de Manutenção Periódica.11 Destinar corretamente todo resíduo removido dos equipamentos. 5.1.6 Realizar a remoção dos rolamentos do eixo da coroa e do sem-fim com o auxílio do saca polia ou prensa hidráulica. 5.2.2.1.2.7 Realizar a montagem dos rolamentos novos (utilizar kit SKF para montagem).3 Remover as tampas laterais e remover a coroa e o sem-fim.2. 5.2. 5.2. 5.12 Identificar.1 Retirar óleo removendo o dreno. embalar e guardar na área de peças reservas.9 Montar o conjunto dentro da carcaça.12 Retirar todo método de sinalização de equipamento em manutenção e segurança.1.2 Para revisão: 5.8 Realizar a troca dos retentores das tampas (utilizar kit SKF para montagem).2 Verificar folgas entre eixo de entrada e saída.10 Realizar regulagem do ponto de solda com a embaladora em movimento. 5.11 Colocar óleo 320 novo até o nível (1. 5. 28 5. 5. 5.2. 5.1.2.2. 5.1. 5. 5.

29 .

30 .

31 .

Resíduos Gerados/ Destinação: Ação Tipo de Resíduo Resíduo Destinação Controle Emergencial Coletores de NÃO RECICLÁVEL Sujidades - na oficina de manutenção Rolamentos Coletores de METAL na oficina de Sólido - usados manutenção Retentores Coletores de NÃO RECICLÁVEL - usados na oficina de manutenção Contenção com Tambor de ÓLEO USADO na área Líquido Óleo usado Kit de areia de de óleo solúvel emergência Gasoso . Lista de ferramentas: . Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e Ferramentas. protetor auricular.Saca-polias pequeno .Prensa hidráulica 7. - . 32 6.Sapato de proteção. .Caixa de ferramentas padrão (mecânico) . óculos. luvas. Equipamentos de Proteção Individual e Ferramentas Lista dos EPIs: . .

de forma sucinta. . Anexos: Não aplicável 10. Elaborado por: Nome: Leandro Garcia Biazon Função: Supervisor de Manutenção Mecânica 11. 33 8. Histórico / Revisões: (Preenchimento Obrigatório) Campo para direcionamento do preenchimento dos Históricos e Revisões. Revisado por: Nome:______________________________Função:___________________ 12. 9. Data: 27/11/2013 Número da Revisão: rev00 Descrição: Criação da orientação para manutenção. Aprovado por: Nome:______________________________Função:___________________ A aprovação dever ser feita obrigatoriamente pelo Gestor da área.

34 Após treinado no POP o técnico de manutenção estará apto a executar a atividade garantindo qualidade esperada. . Frequentemente o supervisor deve realizar check em campo do cumprimento destes padrões e realizar as correções necessárias nos comportamentos ou até mesmo nos procedimentos que podem estar desatualizados ou não refletir a real possibilidade de execução desejada.

. o uso racional das estratégias disponíveis certamente pode levar uma organização ao diferencial competitivo esperado pelo mercado. 35 3 CONCLUSÃO A viabilidade de uma empresa consiste em obter lucro. Desde o planejamento à execução a busca pela excelência em todas as frentes de trabalho deve ser uma meta constante do gestor de manutenção. Escolher boas técnicas de manutenção para cada equipamento em uma fábrica deixou de ser opção. a área de manutenção tem que se reinventar a cada ano para fazer mais com menos. e no atual cenário econômico.

br/blog/manutencao- preditiva-acompanhando-condicoes-dos-equipamentos/.O que é Manutenção preditiva. Disponível em: http://www.br/portal/verbetes/exibir/595-manutencao-preditiva.elirodrigues. Definição . Acesso em: 20 de janeiro de 2017.cimm.com.com. Blog. Citisystems. Disponível em: < https://www. 36 4 REFERÊNCIAS Centro de Informação Metal Mecânica. Caminho crítico: Conceito e exercício respondido. Acesso em: 20 de janeiro de 2017.com.citisystems. Acesso em: 20 de janeiro de 2017. Acesso em: 20 de janeiro de 2017.br/blog-3/>. Eli Rodrigues. Blog.com/2015/09/12/caminho-critico-conceito-e-exercicio-respondido/. . Testo do Brasil Ltda. Disponível em: http://testobrasil. Disponível em: http://www..