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Lista de Exercícios de Tratamentos Térmicos - Processos de Transformação II

● Lucas Szmgel Moda RA 11061713


● Natalia Cristina Borges RA 11103913
● Thayza G R dos Santos RA 11034213

1) Qual é a concentração de carbono de uma liga de ferro-carbono para a qual a


fração de cementita total é de 0,10?
Considerando que a cementita é Fe​3​C e conhecendo a massa do Fe e do C tem-se
que:
3 Fe = 3* 56 e C = 12 → Fe​3​C = 180g
A porcentagem do carbono em massa é: 12/180 = 6,7%
Utilizando um diagrama de fases Fe-C abaixo e utilizando a regra da alavanca,
tem-se:

Figura 1​: Diagrama Fe-C

CC − 0,02
Fração Fe​3​C = 0,10 =​ 6,7 − 0,02 → ​Concentração de carbono = 0,69 wt% C

2) Considere 3,5 kg de austenite contendo 0,95% em peso de C, resfriado abaixo de


727°C.
(a) Qual é a fase pró-eutetóide?
Como a concentração de carbono encontra-se acima da concentração eutetóide
(0,77 % em peso de carbono) sendo um aço hipereutetóide, a frase pró-eutetóide é a
Cementita pró-eutetóide.

(b) Quantos quilogramas se formam de ferrita total e de cementita?


Pela regra da alavanca, temos que:
6,7 − 0,95
%Ferrita total = 6,7 − 0,02 = 86 % de ferrita → 3,5*0,86 = 3,01 kg de ferrita
0,95 − 0,02
% Cementita = 6,7 − 0,02 = 14% de cementita → 3,5*0,14 = 0,49 kg de cementita

(c) Quantos quilogramas se formam de perlita e a fase pró-eutetóide?


A quantidade de perlita é calculada sobre a quantidade de austenita que sofreu a
transformação eutetóide. Assumindo que a composição eutetóide tem 0,77% wt de carbono,
temos que:
6,7 − 0,95
%perlita = 6,7 − 0,77 = 96,9% de perlita → 0,969*3,5 = 3,39 kg de perlita.
% fase pró-eutetóide (cementita) = 3,1% → 0,031*3,5 = 0,11 kg de cementita pró-eutetóide.

(d) Esboçar e rotular esquematicamente a microestrutura resultante.


Por se tratar de um aço hipereutetóide, a microestrutura resultante será composta
por cementita pró-eutetóide e perlita (microconstituinte composto por ferrita e cementita
eutetóide). De modo que ela se apresentaria da seguinte forma:

Figura 2​: Microestrutura de um aço hipereutetóide

3) Considerar 6,0 kg de austenita contendo 0,45% em peso de C, resfriando abaixo de


727 °C.
(a) Qual é a fase proeutetóide?
Como a concentração de carbono encontra-se abaixo da concentração eutetóide
(0,77 % em peso de carbono) sendo um aço hipoeutetóide, a frase pró-eutetóide é a Ferrita
pró-eutetóide.

(b) Quantos quilogramas se formam de ferrita total e de cementita?


Pela regra da alavanca, temos que:

6,7 − 0,45
%Ferrita total = 6,7 − 0,02 = 93,5 % de ferrita → 6,0*0,935 = 5,61 kg de ferrita
0,45 − 0,02
% Cementita = 6,7 − 0,02 = 6,5% de cementita → 6,0*0,065 = 0,39 kg de cementita

(c) Quantos quilogramas se formam de perlita e da fase proeutetóide?


A quantidade de perlita é calculada sobre a quantidade de austenita que sofreu a
transformação eutetóide. Assumindo que a composição eutetóide tem 0,77% wt de carbono,
temos que:
0,45 − 0,02
%perlita = 0,77 − 0,02 = 57,3% de perlita → 0,573*6,0 = 3,44 kg de perlita.
% fase pró-eutetóide (ferrita) = 42,7% → 0,427*6,0 = 2,56 kg de ferrita pró-eutetóide.

(d) Esboçar e rotular esquematicamente a microestrutura resultante.


Por se tratar de um aço hipoeutetóide, a microestrutura resultante será composta por
ferrita pró-eutetóide e perlita (microconstituinte composto por ferrita e ferrita eutetóide). De
modo que ela se apresentaria da seguinte forma:

Figura 3​: Microestrutura de um aço hipereutetóide

4) Calcular as frações de massa de ferrita pró-eutetóide e de perlita que se formam em


uma liga de ferro-carbono contendo 0.35% em peso de carbono.
A quantidade de perlita é calculada sobre a quantidade de austenita que sofreu a
transformação eutetóide. Assumindo que a composição eutetóide tem 0,77% wt de carbono,
temos que:
0,35 − 0,02
%perlita = 0,77 − 0,02 = 44% de perlita
% fase pró-eutetóide (ferrita) = 56%.

5) A microestrutura de uma liga de ferro-carbono consiste de ferrita pró-eutetóide e


perlita; as frações de massa desses dois microconstituintes são 0,174 e 0,826,
respectivamente. Determine a concentração de carbono nesta liga.
Conhecendo a fração de perlita e utilizando a regra da alavanca, temos que:

CC − 0,02
%perlita = 0,826 = 0,77 − 0,02 → Concentração de carbono = 0,6395% em massa

6) Considerar 1,5 kg de uma liga de 99,7%w de Fe e 0,3%w de C, que é resfriado a uma


temperatura justo abaixo da temperatura eutetóide. Calcular a fração em massa de
ferrita pró-eutetóide e ferrita eutetóide.

6,7 − 0,3
%Ferrita total = 6,7 − 0,02 = 95,8 % de ferrita total → 1,5 * 0,958 = 1,437 kg de ferrita total

0,3 − 0,02
%perlita = 0,77 − 0,02 → 37,3%
→ 62,7% de ferrita pró-eutetóide → 0,627 * 1,437 = 0,90 kg de ferrita pró-eutetóide
→ 37,3 de ferrita eutetóide → 0,373 * 1,437 = 0,537 kg de ferrita eutetóide

7) Uma liga-aço contendo 95,7%w de Fe, 4,0%p W, e 0,3%p C;


a) qual é a temperatura eutetóide desta liga?
Utilizando o gráfico abaixo, podemos estimar que a temperatura eutetóide é
aproximadamente igual a 890 °C com a adição de 4%p W. Este aumento da temperatura
eutetóide, de 727 °C para 890 °C se mostra coerente, uma vez que o tungstênio é um
estabilizador da ferrita, diminuindo o campo austenítico.

b) qual é a composição eutetóide?


Utilizando o gráfico abaixo, pode-se estimar que a composição eutetóide seja de
aproximadamente 0,2 % p de carbono.
c) qual é a fase eutetóide? (assuma que não existe mudanças na posição de outros
contornos de fase com a adição de W).
Considerando que a composição eutetóide encontra-se no ponto de 0,2% peso de
carbono, a fase eutetóide é formada por ferrita proeutetóide e perlita (ferrita eutetóide e
cementita).

8) Cite resumidamente as diferenças que existem entre a perlita, a bainita, a cementita


globulizada e a martensita em relação às suas microestruturas e propriedades
mecânicas.
Bainita: ​a microestrutura da bainita é formada por agregados de placas de ferrita
separadas por filmes finos de cementita. Mais especificamente, a bainita superior é formada
por placas ou ripas de ferrita nucleadas no CG da austenita e crescem dentro da austenita
com precipitados de cementita entre as ferritas. Já a bainita inferior é formada por placas de
ferrita contendo carbonetos finamente dispersos → Fe​3​C ou metaestável (ε).
Martensita (dura e frágil) : ​a martensita consiste basicamente de estruturas do tipo
ripas ou do tipo acicular dentro dos grãos. Os cristais de martensita nucleiam e crescem
através de todo o grão e possuem alto teor de carbono, uma vez que ela se forma devido a
um resfriamento rápido e não há tempo de difundir o carbono. Dessa forma, apresenta
elevada dureza e fragilidade.
Cementita globulizada: essa fase é formada quando um aço com microestrutura
perlítica ou bainítica é aquecido abaixo da temperatura eutetóide e mantida por um tempo
nesta temperatura. A cementita aparece na forma de partículas esféricas contidas em uma
matriz contínua de ferrita. A força motriz para essa transformação vem da redução da área
de contornos de grão entre as fases de ferrita e cementita, visto que é um defeito.

9) Usando o diagrama de transformação isotérmica para uma liga ferro-carbono


(figura abaixo) com composição eutetóide, especifique a natureza da microestrutura
final (em termos dos microconstituintes presentes e das percentagens aproximadas
de cada) para uma pequena amostra que foi submetida aos seguintes tratamentos
tempo-temperatura. Para cada caso, suponha que a amostra se encontra inicialmente
a uma temperatura de 760ºC e que ela tenha sido mantida a essa temperatura por
tempo suficiente para que atingisse uma completa e homogênea estrutura
austenítica.

a) resfriamento rápido até 700ºC, manutenção dessa temperatura por 10​4 s, e então
resfriamento rápido até a temperatura ambiente.
Aproximadamente​ ​50% de perlita grosseira e 50% de martensita.

b) reaquecimento da amostra na parte (a) até 700ºC e manutenção dessa temperatura


por 20h.
A microestrutura seria formada de 100% de cementita globulizada.

c) resfriamento rápido da austenita até 600ºC manutenção dessa temperatura por 4s,
resfriamento rápido até 450ºC, manutenção dessa temperatura por 10s, e então
resfriamento rápido até a temperatura ambiente.
50% perlita fina, 25% bainita superior e 25% martensita.

d) resfriamento rápido até 400ºC, manutenção dessa temperatura por 2s, e então
têmpera até a temperatura ambiente.
100% martensita.

e) resfriamento rápido até 400ºC, manutenção dessa temperatura por 20s, e então
têmpera até a temperatura ambiente.
40% de bainita superior e 60% de martensita.

f) resfriamento rápido até 400ºC, manutenção dessa temperatura por 200s, e então
têmpera até a temperatura ambiente.
100% de bainita superior.

g) resfriamento rápido até 575ºC, manutenção dessa temperatura por 20s,


resfriamento rápido até 350ºC, manutenção dessa temperatura por 100s e então
têmpera até a temperatura ambiente.
100% de perlita fina.

h) resfriamento rápido até 250ºC, manutenção dessa temperatura por 100s, e então
têmpera em água até a temperatura ambiente. Reaquecimento até 315ºC e
manutenção dessa temperatura por 1h, seguido pelo resfriamento lento até a
temperatura ambiente.
100% de martensita temperada
10) No diagrama de cima esboce e identifique as trajetórias utilizadas para produzir as
seguintes microestruturas.
a) 100% perlita grosseira
b) 100% martensita revenida
c) 50% perlita grosseira, 25% bainita e 25%martensita.
11) Dê as faixas de temperaturas ao longo das quais é desejável austenitizar cada
uma das seguintes ligas Ferro-Carbono durante um tratamento térmico por
normalização:
Utilizando a imagem abaixo, retirada de uma das transparências de aula de
processamento e conformação de metais, consegue-se estimar as faixas de temperatura
para austenitizar os aços citados pelo processo de normalização.

a) 0,20%pC,
Para um aço de 0,20% em peso de carbono, o processo de normalização pode ser
realizado entre as temperaturas de, aproximadamente, 890 °C​ ​até 920 °C.

b)0,76%pC,
Para um aço de 0,76% em peso de carbono, o processo de normalização pode ser
realizado entre as temperaturas de, aproximadamente, 780 °C a 810 °C.

c) 0,95%C,
Para um aço de 0,95% em peso de carbono, o processo de normalização pode ser
realizado entre as temperaturas de, aproximadamente 840 °C a 860 °C.

12) Dê as faixas de temperaturas ao longo das quais é desejável austenitizar cada


uma das seguintes ligas Ferro-Carbono durante um tratamento térmico de
recozimento pleno:
Utilizando a imagem abaixo, retirada de uma das transparências de aula de
processamento e conformação de metais, consegue-se estimar as faixas de temperatura
para austenitizar os aços citados pelo processo de recozimento pleno.
a) 0,25%pC,
Para um aço de 0,25% em peso de carbono, o processo de recozimento pleno (total)
pode ser realizado entre as temperaturas de, aproximadamente 840 °C a 870 °C.

b)0,45%pC,
Para um aço de 0,45% em peso de carbono, o processo de recozimento pleno (total)
pode ser realizado entre as temperaturas de, aproximadamente 790 °C a 810 °C.

c)0,85%pC
Para um aço de 0,85% em peso de carbono, o processo de recozimento pleno (total)
pode ser realizado entre as temperaturas de, aproximadamente 750 °C a 770 °C.

d) 1,1%C,
Para um aço de 1,1% em peso de carbono, o processo de recozimento pleno (total)
pode ser realizado entre as temperaturas de, aproximadamente 750 °C a 770 °C.

13) Qual a principal diferença entre os processos de envelhecimento natural e


artificial.
Geralmente, antes do processo de envelhecimento, realiza-se o processo de
solubilização, onde a liga é aquecida até temperaturas altas, a fim de solubilizar alguns
elementos presentes nesta liga.
Já para o processo de envelhecimento, a peça é aquecida a uma temperatura
relativamente baixa, sendo mantida nessa temperatura por um certo tempo, possibilitando
que se acelere um processo que demoraria um tempo muito maior. No final do tratamento,
obtém-se uma liga com maior dureza.
O aumento da dureza da peça se dá pelo fato de que alguns elementos da liga
constituinte da peça que estão dissolvidos devido ao processo de solubilização, precipitam,
o que resulta no aumento de dureza.
No processo de envelhecimento natural, essa precipitação ocorre em temperatura
ambiente. Enquanto o envelhecimento artificial é realizado em temperaturas mais altas e
menores tempos.

14) uma peça cilíndrica de aço 4140 deve ser austenitizada e temperada em óleo sob
agitação moderada. Se a microestrutura deve consistir em pelo menos 50% de
martensita ao longo de toda a peça. Qual o diâmetro máximo permissível para a
peça? Justifique sua resposta usando as figuras A e B.

Utilizando a figura A, traçou-se uma reta na posição de 50% de estrutura


martensítica até que houvesse interseção com a curva referente ao aço 4140. Dessa forma,
descobriu-se o valor de aproximadamente 27 mm. Utilizando esse valor na figura B,
traçou-se uma reta até que a curva do centro fosse cruzada. Com isso, conseguiu-se
concluir que o diâmetro máximo da barra para que ela possua ao menos 50% de martensita
nestas condições é de aproximadamente 75mm.

15) Uma chapa de ferro é exposta a uma atmosfera de cementação (rica em C) sobre
um lado, e, o outro lado é exposta a uma atmosfera de descarbonetação (pobre em
carbono) em 700 °C. Se uma condição de estado estacionário for alcançada, calcule o
fluxo de difusão de carbono através da placa se as concentrações de carbono nas
posições de 5 e 10 mm (abaixo da superfície de cementação) são; 1,2 e 0,8 kg/m3 ,
respectivamente. Assuma um coeficiente de difusão a esta temperatura. Rpta: J =
2,4x10-9 kg/m2 -s.

Assumindo que o coeficiente de difusão em 700 °C é igual a 3.10​-11 m​2​/s e a equação


abaixo, temos que:

CA − CB 1,2 − 0,8
J = −D -11​ -9​ 2​
XA − XB = -(3.10​ ) 5.10−3 − 10.10−3 = 2,4.10​ kg/m​ -s
16) Considere uma liga que inicialmente tem uma concentração de carbono uniforme
de 0,25% em peso e deve ser tratada termicamente a 950o C. Se a concentração de
carbono na superfície é repentinamente levada e mantida em 1,20% em peso, quanto
tempo levará para atingir um teor de carbono de 0,80% em peso em uma posição 0,5
mm abaixo da superfície?. O coeficiente de difusão do carbono em ferro a esta
temperatura é de 1,6x10-11 m 2 /s; Assuma que a peça de aço é semi-infinita. Rpta.;
7,1 h.
Utilizando a equação abaixo, onde Cx é a concentração final, Co é a concentração inicial,
Cs é a concentração da superfície, x é a espessura de difusão e D coeficiente de difusão,
temos que:

Cx − Co x 0,80 − 0,25 x
Cs − Co = 1 − erf 2√D t
→ 1,20 − 0,25 = 1 − erf 2√D t
= 0, 579

x = 0, 421
→ erf 2√D t
Utilizando a tabela de função de erro de Gauss e pelo método de interpolação,
pode-se encontrar o z referente a erf (0,421):

z − 0,35 0,421 − 0,3794


0,40 − 0,35
= 0,4284 − 0,3794 → z = 0, 3925

x = 0, 3925 0,5.10−3
→ = 0, 3925
2√D t

2 1,6.10−11 t

t = 25355, 99 s = 7, 1 h

17) Determine o tempo necessário de cementação para alcançar uma concentração de


carbono de 0,30% em peso numa posição de 4 mm dentro de uma liga de
ferro-carbono que inicialmente tinha 0,10% em peso. A concentração na superfície
deve ser mantida em 0,90% em peso de C, e o tratamento deve ser conduzido em 1100
o C. Sabendo que o coeficiente de difusão de C em austenita (-Fe) em 1100 o C é de
5,3x10-11 m 2 /s. Rpta.; 31,3 h.
Utilizando a equação abaixo, onde Cx é a concentração final, Co é a concentração
inicial, Cs é a concentração da superfície, x é a espessura de difusão e D coeficiente de
difusão, temos que:

Cx − Co x 0,30 − 0,10 x
Cs − Co = 1 − erf 2√D t
→ 0,90 − 0,10 = 1 − erf 2√D t
= 0, 25
x = 0, 75
→ erf 2√D t
Utilizando a tabela de função de erro de Gauss e pelo método de interpolação,
pode-se encontrar o z referente a erf (0,75):

z − 0,80 0,75 − 0,7421


0,85 − 0,80
= 0,7707 − 0,7421 → z = 0, 814

x
2√D t
−3
= 0, 814 → 2.10 = 0, 814

2 5,3.10−11 t

t = 113953, 5 s = 31, 3h

18) Faça uma análise do seguinte procedimento adotado por uma empresa
• Peça: eixo (10x100)mm
• Aço: SAE 1045
• Condições de trabalho: solicitação à abrasão pura
• Tratamento solicitado: beneficiamento para dureza de 55HRC
• Condição para têmpera: peça totalmente acabada

Considerando o procedimento e analisando sob o viés do ensaio de Jominy, o qual


estima a endurecibilidade de uma peça através de uma medida qualitativa da taxa segundo
a qual a dureza cai em função da distância ao se penetrar no interior de uma amostra,
tem-se que para uma dureza de 55HRC, a profundidade da endurecibilidade
(temperabilidade) fica em torno de 2 mm, o que configura uma dureza maior a nível
superficial.
Além disso, o processo de têmpera, o qual pode ser feito em óleo ou água, a
depender do grau de tratamento que se deseja, também aumenta a dureza superficial.
Dessa forma, obtém-se uma peça com alta dureza superficial através desse
procedimento, o que é condizente para que seja solicitada em abrasão.

19) Qual o tratamento térmico que você acha mais apropriado e justifique, para um
dado eixo flangeado para reconstituir a homogeneidade microestrutural com a
finalidade de posteriormente ser efetuada a tempera?. Informações: A região
flangeada apresenta-se com granulação fina e homogênea, resultante do trabalho à
quente; já o restante do eixo, que não sofre conformação, apresenta-se com
microestrutura grosseira e heterogênea, devido ao aquecimento para forjamento.
O tratamento térmico mais apropriado visando alcançar a homogeneidade
microestrutural da peça, é o processo conhecido como normalização. Este tratamento
térmico consiste no aquecimento do material a uma temperatura de aproximadamente 55 a
85 °C acima da temperatura crítica superior, onde permanece por um tempo suficiente para
que ocorra transformação para microestrutura de austenita, conhecida por austenitização.
Após este tempo, a peça pode passar por um processo de têmpera em ar. A normalização é
o procedimento mais adequado porque visa a obtenção de grãos mais finos e melhor
distribuição de tamanho. Além de promover a homogeneização da microestrutura pela
austenitização. Dessa forma, é possível uniformizar de modo mais efetivo a porção do eixo
que apresenta microestrutura grosseira e heterogênea com o restante do eixo.

20) Projete um ciclo de tratamento térmico para o aço carbono, incluindo a


temperatura e tempos de exposição, com a finalidade de produzir:
Utilizando como apoio um diagrama TTT como o mostrado abaixo, é possível definir
possíveis ciclos de tratamento térmico para se obter as microestruturas desejadas.

a) aços de perlita-martensita: ​um ciclo térmico possível para produzir um aço com essa
microestrutura seria por resfriamento rápido até 700ºC, manutenção dessa temperatura por
10​4​ s, e então resfriamento rápido até a temperatura ambiente.

b) aços de bainita-martensita: ​um ciclo térmico possível para produzir um aço com essa
microestrutura seria por resfriamento rápido até 400ºC, manutenção dessa temperatura por
20s, e então têmpera até a temperatura ambiente.

21) Um aço típico para tuberias é o AISI 1040 e outro para cordas musicais é de 1085.
levando em conta a suas aplicações, a razão da diferença no conteúdo de carbono.
Projete ciclos de tratamento térmico, para cada aço.

O aço AISI 1040 tem boa resistência mecânica, boa usinabilidade e baixa soldabilidade.
Para isso seria adequado um tratamento de revenimento que é um tratamento térmico
realizado logo após a têmpera. Esse causa alívio de tensões na peça temperada,
que tem por conseqüência uma diminuição de resistência de mecânica e também
um aumento na ductilidade e na tenacidade. As temperaturas nas quais são
realizados os tratamentos térmicos de revenimento estão sempre abaixo da
temperatura crítica (temperatura onde se inicia a formação de austenita).

Já para o aço 1085, para cordas de violão é interessante que o aço seja mais maleável, o
que possibilitará o manuseio desse no violão, para produzir som, para isso um tretamento
térmico de recozimento seria interessante por obter a diminuição do encruamento e
causar uma diminuição de dureza do material metálico. Ou seja, fazendo um
resfriamento lento a partir de uma temperatura alta onde exista 100% de austenita e
formando assim ferrita e perlita.

22) Um eixo rotativo que fornece energia a partir de um motor elétrico é feito de um
Aço 1050. Sua resistência ao escoamento deve ser no mínimo de 145000 lib/pol2 ,
mas deve deverá ter no mínimo 15% de alongamento para fornecer tenacidade.
Projete um tratamento térmico para produzir o eixo rotativo. Sugestão usar o gráfico
do lado.

Para produção do eixo rotativo através de um ciclo de tratamentos térmicos, deve-se


considerar sua aplicação, a qual exige alta resistência mecânica para evitar fraturas e
aguentar esforços prolongados, o que poderia resultar em processo de fadiga. Para tanto,
pode-se pensar em um ciclo que envolva um aquecimento acima da temperatura eutetóide
para que ocorra o processo de austenitização (770 °C + 55 °C, por exemplo 825 °C).
Resfriamento rápido até a temperatura ambiente, para formação da estrutura de martensita,
que possui elevada dureza. Reaquecimento até 440 °C (temperatura que se encontra
dentro da faixa de temperatura ideal para se obter as especificações desejadas de
resistência ao escoamento e alongamento) por um período de aproximadamente 1h e
resfriamento até a temperatura ambiente.