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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS AGROALIMENTAR-CCTA

UNIDADE ACADEMICA DE CIENCIAS AGRARIAS - UAGRA

HIGÍNIO LUAN OLIVEIRA SILVA


IZABELA DE MORAES SANTOS
LUCIMERE MARIA DA SILVA XAVIER
RITA MAGALLY OLIVEIRA DA SILVA MARCELINO

Atividade III

POMBAL – PB
2018
HIGÍNIO LUAN OLIVEIRA SILVA

IZABELA DE MORAES SANTOS


LUCIMERE MARIA DA SILVA XAVIER
RITA MAGALLY OLIVEIRA DA SILVA MARCELINO

Atividade III

Revisão bibliográfica apresentada a disciplina


Agricultura Orgânica, ministrada pelo docente
Artur Franco Barreto, do curso de graduação
em Agronomia da Universidade Federal de
Campina Grande, com vistas a obtenção de
nota.

POMBAL-PB

2018
RECEITAS DE BIOFERTILIZANTES E SUAS UTILIZAÇÕES

De acordo com a Embrapa biofertilizante é todo aquele que é formulado com materiais
que são encontrados com facilidade e de preparo considerado rápido no qual suas aplicações
podem ser feitas via pulverizações nas folhas ou na agua de irrigação visto que ele fornece
nutrientes para a planta ao mesmo tempo em que a protege de pragas e doenças. Outra
característica importante é que proporciona uma resposta mais rápida que os fertilizantes de
solo. Utiliza-se na concentração de 2% para mudas e 5% para plantas no campo.
Dessa forma existem muitos tipos de biofertilizantes, no qual alguns feitos apenas com
esterco e água, já outros contêm material verde fermentado na água e há aqueles que além de
matéria orgânica, são enriquecidos com minerais. Basicamente o objetivo do biofertilizante é
nutrir as plantas ao mesmo tempo em que proporciona proteção a patógenos seguindo a ideia
de agroecológica sem agredir o meio ambiente.
Suas funções estão relacionadas a utilização de recursos locais (esterco animal, leite,
soro, cinzas, melado), tendo um investimento financeiro baixo (tambor, niple, mangueira,
baldes), eliminação de resíduos tóxicos nos alimentos bem como aumento da rentabilidade,
aumento da resistência contra pragas e doenças principalmente as de raízes, aumento da
diversidade de nutrientes ofertado às plantas, melhoramento da biodiversidade e atividade
biológica no solo bem como melhoria na estrutura e da profundidade do solo fértil, dentre
muitas outras funções de importância agroecológica.

Biofertilizante Vairo

No preparo do biofertilizante tipo Vairo, deve-se usar esterco de vacas o que


possibilita um efluente de melhor qualidade, pois os animais recebem dieta balanceada que
contém uma variedade de microrganismos, o que acelera a fermentação.
Para o respectivo preparo, o esterco fresco, complementado ou não com urina, deve
ser misturado em volume igual de água não clorada, sendo a mistura colocada em biodigestor
hermeticamente selado. Podem ser empregadas bombonas plásticas, tomando-se o cuidado de
manter o nível da mistura a um mínimo de 10 cm abaixo da tampa, onde se adapta um sistema
de válvula hidraúlica de pressão ou uma mangueira plástica fina, cuja extremidade é
mergulhada em recipiente com água, para permitir a saída do gás metano produzido na
fermentação, assim mantendo a condição de anaerobiose.
O final do processo, que dura de 30 a 40 dias, coincide com a cessação do
borbulhamento observado no recipiente d'água. Nessa ocasião, a solução deverá ter atingido
pH próximo a 7,0. Para separação da parte ainda sólida do produto, utiliza-se peneiramento e
coagem.

Biofertilizantes Extrato de Nim (Azadirachta indica)

O extrato de Nim tem preparo fácil desde que se disponha da matéria-prima,


constituída de sementes ou folhas.

Ingredientes:

 50 kg de sementes secas e moídas de Nim;


 5 litros de água;
 10 g de sabão em pó;

Colocar o pó de sementes em um saco de pano e amarrar, transferindo-o para uma vasilha


contendo água. Deixar por 12 horas, espremer e dissolver o sabão neste extrato. Misturar bem
e acrescentar água para obter 100 litros de extrato. Aplicar sobre as plantas por pulverização,
imediatamente após o preparo.

As folhas podem ser usadas, mas contém menor porcentagem de óleo de Nim. O extrato
de Nim perde seu efeito em 8 horas e mais rapidamente ainda se for exposto ao sol. Desse
modo, a pulverização com extrato de Nim deve ser feita ao entardecer, imediatamente após o
preparo.

Biofertilizante líquido orgânico

Utiliza-se cascas dos legumes como beterraba, batata, cenoura, abóbora, bem como
das frutas (exceto as cítricas), etc. Passe as cascas por um processador, em seguida coloque
num recipiente fundo com tampa.
Acrescenta-se folhas verdes de diferentes plantas e é coberto com bastante água, é
indicado que a água seja livre de cloro.
Feche o recipiente e deixe esta mistura em repouso, em local coberto e ao abrigo do
sol e da chuva, por 15 dias. Após os 15 dias coe esta mistura e encha uma garrafa ou quantas
garrafas render. O resíduo sólido poderá ser colocado no solo. Recomendado para auxiliar a
sanar eventuais carências de nutrientes, como usar. Deve usar uma proporção de 1:10 (1 de
solução e 10 de água) para regar o solo das plantas, evitando respingar sobre as folhas, no
início da manhã ou da noite. A frequência pode ser de 1 a 2 vezes por mês para plantas de
crescimento rápido e a cada 2 meses para as plantas de crescimento lento.
Após isto pode variar dependendo do cultivo. Não é recomendável colocar este adubo
em plantas recém-plantadas ou que foram transferidas de lugar e receberam terra fresca
porque este solo já tem todos os nutrientes necessários.

Biofertilizante Compostagem líquida contínua (CLC)

Os efeitos do biofertilizante no controle de pragas e doenças de plantas têm sido bem


evidenciados. Efeitos fungistático, bacteriostático e repelente sobre insetos já foram
constatados foi verificado uma propriedade coloidal do biofertilizante que provoca a
aderência do inseto sobre a superfície do tecido vegetal o biofertilizante a base de conteúdo de
rúmen bovino e composto orgânico Microgeo reduziram a fecundidade, período de oviposição
e longevidade de fêmeas do ácaro-da-leprose dos citros, Brevipalpus phoenicis, quando
pulverizado em diferentes concentrações O estudo comprovou que o biofertilizante agiu por
contato direto e residual e também funcionou de forma sistêmica na planta e os mesmo
biofertilizantes agiu sinergicamente com Bacillus thuringiensis e o fungo Beauveria
bassiana, reduzindo a viabilidade dos ovos e sobrevivência de larvas do bicho-furão-dos-
citros (Ecdytolopha aurantiana).
Dimensionamento da produção: tanques podem ser utilizados para volumes de até
1.000, caixas de fibrocimento ou plásticas. Para volumes maiores constrói-se diretamente no
solo, “piscinas” com as dimensões do volume pretendido, e com a profundidade máxima de 1
m, as quais são revestidas com lona plástica. A localização do tanque deve ser em área en
solarada, mantendo-o descoberto. Para o dimensionamento do volume do tanque, deverá ser
considerado um consumo diário máximo de 10% de biofertilizante, da sua capacidade. CLC
com usos de esterco e composto orgânico enriquecido: adiciona-se no tanque o esterco fresco
de gado (inoculante), um composto orgânico enriquecido com minerais (Ex.: Microgeo) e
água (não clorada).
No caso do Microgeo, o preparo é feito nas seguintes proporções: 1,0 kg do
composto/4,0 l de esterco/20,0 l de água (completando o volume). Agitar duas vezes ao dia
manualmente com um “rodo”, que também permitirá determinar a espessura da camada
orgânica (biomassa) depositada no fundo do tanque, com o objetivo de quantificar a reposição
do esterco de gado no processo CLC. Iniciar o uso do biofertilizante com aproximadamente
15 dias após a mistura inicial dos insumos. Na manutenção da CLC, devem-se contabilizar
diariamente os volumes de biofertilizante consumidos, repondo os insumos no tanque nas
seguintes proporções:

a) reposição do composto orgânico - para cada 30,0 a 40,0 l de biofertilizante usado,


repor 1,0 kg do composto/inoculante. O intervalo de reposição poderá ser semanal até mensal.

b) reposição do esterco de gado - adicionar um volume de esterco de gado (fresco)


suficiente para manter a mesma proporção biomassa/água do início do processo, sempre
quando se verificar com ajuda do “rodo” a diminuição da camada orgânica no fundo do
tanque.
c) reposição da água - em função do volume de biofertilizante consumido, da
evaporação e das chuvas.

O volume de água adicionado deverá ser o suficiente para a manutenção do nível do


tanque. Manter descobertos os tanques maiores de 1.000 l, retirando para uso posterior o
volume do biofertilizante que eventualmente poderá transbordar, armazenando-o em
tambores. Devido aos elevados efeitos hormonais e altos teores das substâncias sintetizadas,
os usos de biofertilizantes em pulverizações foliares normalmente são feitos com diluições em
água entre 0,1 e 5%. Concentrações maiores, entre 20 e 50%, Porém, em concentrações muito
elevadas, o biofertilizante pode causar estresse fisiológico na planta retardando seu
crescimento, floração ou frutificação. Isso se deve provavelmente ao desvio metabólico para
produção de substâncias de defesa. Para hortaliças, recomendam-se pulverizações semanais,
utilizando entre 0,1 e 3% de concentração do biofertilizante. Em fruteiras, pulverizações entre
1 e 5% do biofertilizante com Microgeo produziram resultados significativos na sanidade da
cultura. Este biofertilizante também vem sendo empregado sobre o solo em concentrações de
até 20%. Este, quando aplicado sobre o mato roçado, como “input” microbiano é capaz de
aumentar a compostagem laminar.
As aplicações de biofertilizantes deverão ser realizadas durante as fases de crescimento
e/ou produção, evitando-as no florescimento. Deve-se dar preferência pelos dias de chuva ou
irrigação e os horários vespertino ou noturno, evitando-se os períodos secos e horas mais
quentes do dia. Altas concentrações do biofertilizante podem provocar na planta, demanda de
água muito maior para o seu equilíbrio. Mesmo assim, pulverizações com o biofertilizante, na
diluição de 1%, nos períodos secos são possíveis. Apesar de estarem sob os efeitos do estresse
hídrico, as plantas estarão recebendo energia entrópica (não utilizável pelos insetos) e outros
fatores de proteção.
Biofertilizante Super Magro

O super magro possui esse nome devido ao seu desenvolvedor Delvino Magro junto
com a equipe do Centro de Agricutura Ecologica Ipê (CAE) – RS utilizando-se sais minerais
secundários (LANNA, et al., 2010). Uma característica que favorece o super magro é o seu
baixo custo podendo ser facilmente adotada por agricultores (VITERI et al., 2008).

Para a formulação da receita deve – se utilizar os seguintes ingredientes:

30 Kg de esterco fresco de gado; 0,1 Kg de Molibdato de Sódio;


2,0 Kg de Sulfato de Zinco; 1,5 Kg de Bórax;
2,0 Kg de Sulfato de Magnésio; 2,0 Kg de Cloreto de Cálcio;
0,3 Kg de Sulfato de Manganês; 2,6 Kg de Fosfato Natural;
0,3 Kg de Sulfato de Cobre; 1,3 Kg de cinza;
0,3 Kg de Sulfato de Ferro; 27 litros de leite (pode ser soro de leite);
0,05 Kg de Sulfato de Cobalto; 18 litros de melado de cana;

Misturar todos os minerais mais as cinzas, somando 12,350 Kg desta mistura, menos o
MOLIBDATO DE SÓDIO que será adicionado apenas no final das adições de minerais. No
1° dia, num recipiente de 200 litros, colocar 30 kg de esterco, 60 litros de água, 3 litros de
leite e 2 litros de melado de cana. Misturar bem e deixar fermentar, sem contato com sol ou
chuva.
Nos 4º, 7º, 10°, 13°, 16°, 19° e 22° dias, acrescentar 1 Kg da mistura de minerais junto
com 3 litros de leite e 4 litros de caldo de cana (ou 2 litros de melado), a cada vez.
Assim, sucessivamente, até o 25° dia quando se coloca o resto da mistura (1,95 Kg),
100 gramas do MOLIBDATO DE SÓDIO, mais o leite e o caldo de cana (ou melado).
Esperar cerca de 20 a 30 dias e o produto estará pronto para ser peneirado e
utilizado.Deve-se, durante o processo, observar se a fermentação está acontecendo. Se bem
feito, o produto tem um cheiro agradável de melado e é fácil de ser peneirado.
Depois diluir em agua, mexendo bem e coar a mistura e aplicar com pulverizador costal.
O biofertlizante Super Magro servirá tanto para nutrir a plantas, auxiliando em um melhor
desenvolvimento como também prevenção de ataques e pragas.
Biofertilizante Bokashi

A formulação abaixo é recomendada pela Fundação Mokiti Okada. Ingredientes:

 Farelo de arroz - 500 Kg;  Termofosfato - 40 Kg;


 Farelo de algodão - 200 Kg;  Carvão moído - 200 Kg;
 Farelo de soja - 100 Kg;  Melaço - 4 litros;
 Farelo de osso - 170 Kg;  EM/4 - 4 litros;
 Farinha de peixe - 30 Kg;  Água - 350 litros;

OBS: alguns produtores substituem o produto comercial EM/4 por microorganismos


coletados na propriedade. Observa-se também uma grande variação dos ingredientes
utilizados.
Os ingredientes secos devem ser misturados e a água adicionada aos poucos. A
umidade ideal é de cerca de 50%. A temperatura de fermentação não deve ultrapassar 50º C.
Cada vez que o composto atingir essa temperatura, deve ser revolvido. O Bokahi deve ser
amontoado e coberto com sacos de estopa ou lona de algodão, para acelerar a fermentação.
Dependendo das condições de temperatura e umidade, o Bokashi chega a 50º C em 20- 24
horas. Em condições ideais, estará pronto entre 7-10 dias.
O principal cuidado no preparo do Bokashi é o seu ponto de umidade. Umidade
excessiva pode resultar na putrefação da mistura. Um modo prático de se obter a umidade
correta é molhar aos poucos e misturar bem os ingredientes de modo a uniformizar a pilha. A
água não deve escorrer entre os dedos quando uma amostra for apertada e a mistura não deve
estar seca a ponto de não formar um torrão.
É importante planejar o uso do Bokashi, pois o produto só pode ser armazenado por
até 6 meses.

Biofertilizante líquido orgânico

Utiliza-se cascas dos legumes como beterraba, batata, cenoura, abóbora, bem como
das frutas (exceto as cítricas), etc. Passe as cascas por um processador, em seguida coloque
num recipiente fundo com tampa.

Acrescenta-se folhas verdes de diferentes plantas e é coberto com bastante água, é


indicado que a água seja livre de cloro.
Feche o recipiente e deixe esta mistura em repouso, em local coberto e ao abrigo do
sol e da chuva, por 15 dias.Após os 15 dias coe esta mistura e encha uma garrafa ou quantas
garrafas render. O resíduo sólido poderá ser colocado no solo.
Recomendado para auxiliar a sanar eventuais carências de nutrientes, como usar.Deve
usar uma proporção de 1:10 (1 de solução e 10 de água) para regar o solo das plantas,
evitando respingar sobre as folhas, no início da manhã ou da noite. A frequência pode ser de 1
a 2 vezes por mês para plantas de crescimento rápido e a cada 2 meses para as plantas de
crescimento lento.
Após isto pode variar dependendo do cultivo. Não é recomendável colocar este adubo
em plantas recém-plantadas ou que foram transferidas de lugar e receberam terra fresca
porque este solo já tem todos os nutrientes necessários.
REFERÊNCIAS

Agro Help. Disponível em:<lhttp://agrohelp2.blogspot.com.br/2011/08/receitas-de-


biofertilizantes.html>. Acesso em:24/05/2018.

Biofertilizantes e Defensivos Naturais Na Agricultura Orgânica: Receitas e


recomendações. Cartilha 2015. Disponivel em: < http://web.ademadan.org.br/wp-
content/uploads/2015/12/Cartilha-Biofertilizantes-e-defensivos-naturais-na-agricultura-
org%C3%A2nica_ADEMADAN_site.pdf>. Acesso em: 23/05/2018

Goirand, A. Como fazer fertilizante líquido. Disponível em:< https://lar-natural.com.br/como-


fazer-fertilizante-liquido/. Acesso em: 23/05/2018

Fabricação de biofertilizantes. Embrapa trigo. Disponível


em:<https://www.embrapa.br/trigo/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-
servico/804/fabricacao-de-biofertilizante>. Acesso em: 23/05/2018.

LANNA, R. F. et al. Controle biologico mediano por Baccillus subtillis. Revista tropica –
Ciências Agrárias e Biológicas, v.4, n.2, p. 12-20, 2010.

MEDEIROS, M. B. DE; LOPES, J. DA S. BIOFERTILIZANTES LÍQUIDOS E


SUSTENTABILIDADE AGRÍCOLA. Agência.cnptia.embrapa.br,v.7.n.3 nov.2006

VITERI, S.E et al. Potencial de los Caldos Rizósfera y Súper Cuatro como Biofertilizantes
para la Sostentabilidad del Cultivo De Cebolla de Bulbo (Allium cepa). Agron. Colomb.,
v.26, n.3, p.517-524, 2008