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Livro: A Carta aos Hebreus Bem Explicadinha

Lição: 2 – Deus Falou (Hebreus 1.1-4)


Data: 18/02/2018

Introdução:
- Como essa tão útil e maravilhosa carta se inicia? O apóstolo vai direto ao assunto. Ele começa
mostrando 4 coisas, 4 verdades, e com isso, ele prepara nossa mente para aquilo que virá daqui
para frente.
- Que verdades são estas?

1. O Fato de uma Revelação Divina: Deus Falou (1.1-2)


- Existe um Deus. E sabemos, pelo autor desta carta, que Ele falou! A verdade é que nem homem
nem mulher o descobriram, mas Ele se revelou. Deus se deu a conhecer.
- Diante do que sabemos da situação em que a carta foi escrita e das razões pelas quais o autor
enviou essa carta a esses irmãos judeus, certamente, vemos que o início das suas palavras não
podiam ser outras, pois ele mostrou aos seus leitores e, portanto, mostra a nós também que não
havia razão tão forte que pudesse fazê-los voltar do cristianismo para novamente estarem sob o
jugo do judaísmo, sob o jugo da lei, pois Deus tem se revelado a nós progressivamente.
- Sendo assim, nossa maior obrigação é de não indagar, especular, filosofar ou adivinhar, mas,
sim, ouvir o que Deus revela a respeito de Si mesmo – e obedecer. A pergunta que sempre
devemos fazer é “O que exatamente Deus disse?”.

2. A Realidade do Antigo Testamento como Revelação Divina (v.1)


- O Antigo Testamento é verdadeira revelação divina, como vemos no v.1. Contudo, temos de
observar que Ele não falou apenas uma vez, e não disse tudo que tinha a dizer numa só tacada.
- O v.1 nos diz que Ele falou “muitas vezes e de várias maneiras”, ou seja, as Escrituras, e isso
inclui o Antigo Testamento, é uma revelação progressiva. Deus revelou alguma coisa, mais tarde
disse mais alguma coisa, e assim foi ao longo dos séculos.
- O v.1 mostra que Deus se revelou primeiramente aos pais, ou seja, aos patriarcas (Abraão,
Isaque, Jacó, José), que foram os ícones da nação israelita, que tiveram o privilégio de ouvir a
Deus auditivamente. Assim como Deus já havia se revelado a Adão e Eva, Abel, Caim,
condenando-o pelo seu mau coração, Enoque, Noé.
- Depois do cativeiro no Egito e a libertação do povo, Deus revelou-se claramente, através de
Moisés, usando leis e mandamentos, as instruções levíticas, para que soubessem como ter seus
pecados perdoados e cultuá-lO corretamente.
- Mas o v.1 ainda nos diz que Ele se revelou através dos profetas que proclamaram pelo menos
um milênio a Sua Palavra, Sua vontade e Seus mandamentos.
- Cada um deles sabia que não receberam a palavra final de Deus, porque o Messias prometido
ainda não havia chegado.
- Ninguém deve desprezar ou desvalorizar o Antigo Testamento. Mas também não se deve
supervalorizá-lo, desprezando a revelação posterior. É autêntica revelação divina, mas
incompleta!
- Então, ao iniciar sua carta, é importante o escritor mencionar tudo isso, já que seus leitores
estão pensando em desistir do cristianismo e voltar ao judaísmo. Precisam saber, desde o
começo, que se fizerem isso, estarão voltando para uma revelação incompleta.

3. A Superioridade de Cristo como Revelação Divina (1.2ª)


- Depois de todas essas etapas, veio a última etapa da revelação (“nestes últimos dias falou-nos”
– v.2). Conforme o autor destacou, a revelação se deu através de Seu Filho, o nosso Senhor
Jesus Cristo.
- Através de Jesus Cristo, temos a revelação completa e indiscutível, totalmente clara e
absolutamente consistente, dando oportunidade a todos os homens conhecerem a Deus para
saberem como devem se relacionar com Ele.
- Essa revelação não está fragmentada, é completa. Não é temporária, é permanente. Não é
preparatória, é final. Não veio por diversos modos, mas está encerrada nAquele que é supremo.
- A revelação de Deus em Jesus Cristo é de caráter superior porque é completa. É superior no
tempo porque nenhuma revelação virá depois dela. É superior em seu destino porque foi feita a
nós. É superior em seu agente porque, diferente do Antigo Testamento, veio por meio do próprio
Filho de Deus.
- Somente Deus em Seu amor para conosco revela-Se a nós através de Jesus Cristo.
- Observe que existe uma continuidade, mas há, também, um contraste entre o Antigo e o Novo
Testamento. Jesus não é um instrumento de Deus – Ele é o próprio Deus. A palavra final que
Deus falou ao mundo veio por intermédio de Seu Filho.
- A palavra “Filho” é central para toda a carta aos Hebreus. Ocorre sete vezes, sempre em
lugares cruciais na argumentação do escritor.

4. As Provas da Superioridade de Cristo (1.2-4)


- O escritor poderia ter dito diretamente o que Deus falou por meio do Seu Filho; em vez disso,
Ele irrompe numa descrição das glórias de Cristo. Faz isso para mostrar que a revelação de Deus
através do Filho realmente é superior a tudo quanto antes fora experimentado ou conhecido.
- Ele faz isso para mostrar aos seus leitores que não poderiam voltar de novo ao judaísmo, pois
senão estariam desprezando a realidade do evangelho.
- O evangelho não pode ser desprezado, pois nele, através da pessoa de Jesus Cristo, a
revelação final e perfeita de Deus Pai estaria sendo negligenciada.
- Neste texto, encontramos sete maneiras pelas quais Jesus Cristo, o Filho, nos revela Deus:

1º Cristo, o Herdeiro (v.2)


- O fato de Jesus ser apontado como herdeiro de todas as coisas significa que Ele não é um ser
criado, mas é eterno e que mantém o Seu poder sobre todas as coisas.
- Jesus Cristo como herdeiro destaca o Seu papel como Senhor. Ele é Senhor, Ele é dono, Ele é
o possuidor de todas as coisas. Esta figura do herdeiro é utilizada para ajudar-nos a entender que
tudo que pertence a Deus, por direito, pertence a Cristo.
- Em especial, Cristo é a coroa, o clímax e a consumação da historia. Todo o futuro pertence a
Ele. Cristo é o herdeiro de todas as coisas porque Ele é o Filho unigênito de Deus.

2º Cristo, o Criador (v.2)


- Cristo é o fim de todas as coisas, mas é também o seu começo! Temos que ter em mente não
apenas a criação do nosso mundo, do nosso planeta. Jesus foi o agente criador de todo o
universo.
- Jesus é, portanto, o meio pelo qual Deus criou todas as coisas. E, sabendo que Deus é um só e
ao mesmo tempo é trino, podemos entender que Deus se revela a nós com o Seu poder criador
demonstrado em Jesus Cristo. É o que Paulo afirma em Cl 1.16.
- E este é Aquele de quem Deus falou naqueles últimos dias!

3º Cristo, o Revelador (v.3)


- Agora nos é dito que Cristo é eternamente. O que Ele é em Si mesmo, antes de existir qualquer
outra coisa. Ele é o “resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser”.
- Assim como o Sol resplandece, assim Deus se deixou mostrar na pessoa de Jesus Cristo. Deus
brilhou e continua brilhando nas trevas da ignorância dos homens perdidos através da luz
inconfundível de Jesus Cristo.
- Em Sua essência, a divindade, o Ser de Deus, é invisível. Ele só pode ser conhecido por alguém
que é eternamente gerado do Pai. Ninguém pode ver, jamais viu, ou jamais verá o Pai.
- Então, nós o enxergamos quando olhamos a gloriosa segunda pessoa da Trindade, Cristo.

4º Cristo, o Sustentador (v.3)


- Agora nos é dita qual a relação de Cristo com o universo. Jesus sustenta todas as coisas pela
palavra do Seu poder.
- Momento após momento, ano após ano, século após século, o universo continua existindo. Qual
a explicação? A palavra de Cristo trouxe o universo à existência, e é essa palavra que mantém
tudo coeso. Não podemos esquecer o que Paulo disse sobre isso em At 17.28 e Cl 1.17.
- É Jesus Cristo que faz com que todas as coisas sigam o seu curso determinado; é Ele quem faz
a historia se desenrolar conforme os planos divinos.

5º Cristo, o Redentor (v.3)


- Esta pessoa gloriosa a quem o escritor descreve é o redentor dos crentes! Ele, sozinho, foi
crucificado, sangrou e morreu ali e por esse ato fez a nossa “purificação dos pecados”, ou seja,
Ele retirou o pecado de cada crente de todos os tempos.
- Por Seu sacrifício, Jesus pode nos purificar dos nossos pecados. Não mais por meio dos
sacrifícios de animais, que nunca tiraram o pecado (Hb 10.4), mas pelo Seu precioso sacrifício
temos os nossos pecados perdoados.
- Nossos pecados foram tratados por uma pessoa – a Pessoa por meio de quem Deus falou
nestes últimos dias! Olhe o que diz Cl 1.23. Jesus revela-nos assim, no Seu sacrifício o grande
amor de Deus por nós.

6º Cristo, o Dominador (v.3)


- Ele foi crucificado, mas onde está Cristo agora? Ele não está morto, mas ressurreto. Não
apenas ressurreto, mas elevado. Não apenas elevado, mas glorificado.
- O eterno Filho de Deus, que se tornou homem, está assentado como o Deus-Homem no lugar
de Sua glória anterior, “à direita da Majestade nas alturas”.
- Ele está assentado à direita do Pai, isto é, Ele está em posição de autoridade, pois completou a
obra que veio realizar.
- Não há ninguém superior a Ele, e por isso a revelação que Ele nos dá de Deus é especial!

7º Cristo, o Mais Elevado (v.4)


- A consequência de Jesus ser o revelador especial de Deus para nós implica também na
demonstração da Sua superioridade sobre todas as criaturas, inclusive os anjos.
- Cristo é mais elevado do que o mais elevado dos anjos. Ao contrário deles, não é um servo, é o
Filho eterno. O lugar onde está assentado é o mais elevado em todo o universo e é Seu por
direito. É Sua herança.

Conclusão:
- Como vai a sua relação com Deus? É só através de Jesus Cristo que podemos chegar até
Deus. E afastar-se de Cristo é afastar-se de algo imenso para algo menor – muito menor.
- É afastar-se do ser mais glorioso que há em direção a algo comum. É dar as costas ao
esplendor da glória de Deus para andar nas trevas exteriores.
Grupo de Comunhão – Recurso para a Reunião do Dia 22/02/2018

Texto: Hebreus 1.1-4


1. Como se deu a revelação do Antigo Testamento?
R: O v.1 indica que essa revelação se deu muitas vezes e de muitas maneiras aos antepassados
por meio dos profetas.

2. Essa revelação dada no v.1 é uma revelação completa?


R: Não, pois, como o texto diz, se deu de muitas maneiras e muitas vezes, ou seja, é uma
revelação progressiva, onde Deus foi se revelando mais ao longo dos séculos.

3. Então, como se deu a revelação final?


R: O v.2 indica que Deus se revelou de forma final e definitiva por meio de Cristo, o Filho de
Deus.

4. Segundo o v.2, que características encontramos a respeito do Filho, mostrando a superioridade


da revelação de Deus em Cristo?
R: O v.2 nos diz que Ele, o Filho, é herdeiro de todas as coisas, e foi por meio dEle que foi feito o
universo.

5. Como sabemos no texto que Jesus é a revelação de Deus?


R: O v.3 nos diz que Ele é “o esplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser”. Nós
enxergamos Deus quando olhamos a gloriosa segunda pessoa da Trindade, Jesus, o próprio
Deus.

6. Qual é a relação de Cristo com o universo? Será que o universo está solto, vivendo por si
mesmo?
R: Não, pois Cristo relaciona-se com o universo “sustentando todas as coisas por sua palavra
poderosa” (v.3).

7. Como sabemos que Jesus é o nosso redentor?


R: No v.3 é dito que ele foi realizou a purificação dos pecados, ou seja, somente por meio dEle
nossos pecados são tratados e perdoados, é Ele quem destrói o que nos impede de desfrutar da
comunhão com Deus.

8. Onde está Jesus agora?


R: Está “assentado à direita da Majestade nas alturas”, como o Deus-Homem no lugar da glória
anterior.