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UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA


CURSO DE HISTÓRIA

DESAFIO PROFISSIONAL

Disciplinas norteadoras: Didática da História no Ensino Médio, História do


Brasil Republicano I, Teoria e Filosofia da História, Avaliação e Currículo,
História Moderna e História da África.

NOME: Juliano dos Santos Ferreira

RA: 8501489159

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Leme /maio/2018

UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

CURSO DE HISTÓRIA

DESAFIO PROFISSIONAL

Disciplinas norteadoras: Didática da História no Ensino Médio, História do


Brasil Republicano I, Teoria e Filosofia da História, Avaliação e Currículo,
História Moderna e História da África.

Desafio Profissional das disciplinas: Didática da


História no Ensino Médio, História do Brasil
Republicano I, Teoria e Filosofia da História,
Avaliação e Currículo, História Moderna e História da
África.. Universidade Anhanguera – UNIDERP,
apresentado como requisito à obtenção do grau de
Licenciado em História, sob a orientação do Professor
Tutor a Distância: Ailton Salgado

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Leme /maio/2018

SUMÁRIO:

INTRODUÇÃO.......................................................................................................................................4

TEXTO 1..................................................................................................................................................4

TEXTO 2..................................................................................................................................................6

TEXTO 3..................................................................................................................................................7

PLANO DE AULA 1................................................................................................................................8

PLANO DE AULA 2.................................................................................................................................12

PLANO DE AULA 3.................................................................................................................................15

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................................16

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Introdução:

Em nossa formação pedagógica é fundamental perceber a importância da análise e do


estudo de conceitos, pois eles nos permitem ter uma dimensão da historicidade e teoricidade de
acontecimentos importante da história humana. Assim, o conceito “progresso” é fundamental para
a compreensão de acontecimentos históricos a partir da chamada Idade Moderna, tendo em vista
que o conceito foi utilizado como base de ação ou discurso pelos iluministas como categoria
impulsionadora da civilização. A ideia de progresso também fez parte do discurso dos
republicanos positivistas que derrubaram a monarquia no Brasil. Além disso, esse conceito foi
usado como justificativa para o avanço imperialista de países europeus no continente africano.

Texto 1: Progresso e movimento iluminista durante a Modernidade

O Iluminismo foi um movimento cultural e intelectual do século XVIII que procurou mobilizar
o poder da razão, a fim de reformar a sociedade e o conhecimento herdado da tradição medieval:
“seu programa é a difusão do uso da razão para dirigir o progresso da vida em todos os aspectos”
(BOBBIO; MATTEUCCI; PASQUINO, 1998, p. 605). Essa revolução intelectual que se efetivou na
Europa, em países como a França, Alemanha, Inglaterra, também ficou conhecida como Século
das Luzes e como Ilustração. Contudo, é preciso considerar, como o fazem Pazzinato e Senise
que “o Iluminismo representou o ápice das transformações culturais iniciadas no século XIV pelo
movimento renascentista” (1992, p. 98).

O Iluminismo não foi um movimento homogêneo, quer dizer, não se trata de um conjunto
de ideias sistemáticas ou de uma escola. Trata-se de uma postura e uma mentalidade em comum
que envolve filósofos, matemáticos, físicos, de intelectuais de uma determinada época que
procuravam, acima de tudo, se deixar guiar pelas “luzes da razão” para dar sua contribuição ao
progresso intelectual, social e moral.

“Este modo de pensar e de sentir é difundido, no século XVIII, em muitos países da


Europa. Suas primeiras manifestações se encontram na Inglaterra e na Holanda” (BOBBIO;
MATTEUCCI; PASQUINO, 1998, p. 606), mas a França é considerada por muitos o país que

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liderou intelectualmente o iluminismo europeu. “Existe porém, com diferenças por vezes
importantes, um Iluminismo alemão, italiano, espanhol, austríaco, e um Iluminismo dos países da
Europa oriental” (BOBBIO; MATTEUCCI; PASQUINO, 1998, p. 606).

Durante o século XVIII, os intelectuais franceses foram pioneiros em promover os valores


iluministas, conhecidos como Philosophes (filósofos) e culminou com a publicação da grande
Encyclopédie ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers (1751-1772) editada
por Denis Diderot e Jean Le Rond d'Alembert e contou com a contribuição de mais de 130
pensadores tais como Voltaire, Montesquieu, Rousseau, Condillac. Entre os textos escritos por
seus colaboradores podemos destacar: Montesquieu e Voltaire (literatura), Condillac e Condorcet
(filosofia), Rousseau (música), Buffon (ciências naturais), Quesnay e Turgot (economia), Holbach
(química), Diderot (história da filosofia), D’Alembert (matemática).

Entre os textos escritos por seus colaboradores podemos destacar: Montesquieu e Voltaire
(literatura), Condillac e Condorcet (filosofia), Rousseau (música), Buffon (ciências naturais),
Quesnay e Turgot (economia), Holbach (química), Diderot (história da filosofia), D’Alembert
(matemática).

A Enciclopédia é de inspiração racionalista e materialista, propõe a imediata separação da


Igreja do Estado e combate as superstições e as diversas manifestações do pensamento
“mágico”, entre elas as instituições religiosas. Por isso sua publicação sofreu violenta campanha
contrária da Igreja e de grupos políticos afinados com o clero. Sofreu intervenção da censura e
condenação papal, mas acabou por exercer grande influência no mundo intelectual, inspirando os
líderes da Revolução Francesa. Sobre a Enciclopédia assim se expressa Salinas Fortes:

O que podemos dizer é que aí encontramos, sem dúvida, como exposta em uma vitrina, as ideias
principais da burguesia do século XVIII. Se o catolicismo teve sua Suma Teológica com São
Tomás de Aquino, a burguesia também teve na Enciclopédia a sua Suma Filosófica (1985, p. 50).

Pouco a pouco a Enciclopédia ajudou a difundir nos salões parisienses os ideais


iluministas e a razão humana passou então a ser a luz (daí o nome do movimento) capaz de
esclarecer qualquer fenômeno.

Ainda no contexto do iluminismo cabe ressaltar duas perguntas: a primeira do filósofo


alemão Immanuel Kant e a segunda de Salinas Fortes em decorrência da primeira. Vamos
começar pela segunda: “Se agora perguntam-nos: ‘Vivemos atualmente em um século
esclarecido’ (aufklarer)?, eis a resposta: “Não, mas sim a um século em marcha para as Luzes.”
(FORTES, 1985, p. 83). Eis a pergunta de Kant e o que ele escreveu à respeito: “O que é o
iluminismo?”

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O iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se
impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria
razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta

resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se
fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem
para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do iluminismo

Partindo desta ideia, podemos pensar no iluminismo/esclarecimento como forma de


emancipação do ser humano, e como elemento para libertação da condição de menoridade
(através do uso em conjunto da razão e da liberdade e desta como instrumento do homem para a
busca do esclarecimento).

Para Kant (1985, p.100) a menoridade é a “incapacidade de servir do entendimento sem a


orientação de outrem”, é a ausência do entender sem o auxilio de outro. No pensamento de Kant

o único responsável pela menoridade do individuo é ele próprio, e somente ele, com liberdade,
pode livrar-se dessa condição e para a emancipação da menoridade é importante que o indivíduo
exerça plenamente sua liberdade – de falar, escrever, pensar. Para sair da menoridade é preciso
buscar o esclarecimento, pensar por si próprio, sair da caverna da própria ignorância e ver o
mundo com outros olhos.

A razão desempenha um papel importante, pois esta conduz ao conhecimento, ao


esclarecimento. E a liberdade também é importante, pois é ela quem vai permitir que o cidadão
consiga usufruir do uso público da razão, sendo este o caminho para que o homem saia de sua
menoridade. Vemos assim o esclarecimento como um processo de racionalidade e uso pleno da
liberdade. O esclarecimento, como uma forma de sair da menoridade, é, portanto, um processo
de transformação do homem de sua menoridade em homem esclarecido.

Kant (1985) ainda assevera que o homem não pode renunciar ao esclarecimento, pois é
um direito sagrado da humanidade, não podendo nem mesmo um governante decidir sobre o
esclarecimento de seu povo. Ressaltando ainda que o governante deve ser fonte para a busca do
esclarecimento.

Texto 2: Progresso no positivismo do Movimento Republicano Brasileiro no final do


século XIX

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Na segunda metade do século XIX, ganhou destaque entre o público letrado o positivismo.
O racionalismo e anticlericalismo, peculiares ao pensamento positivista, iam ao encontro dos
anseios republicanos e abolicionistas de militares e membros da classe média urbana. Esses
setores da sociedade desejavam amplas mudanças na velha ordem oligárquica.

Pregavam reformas sociais, como a obrigatoriedade do ensino primário, e viam nas ciências, na
técnica e na indústria a solução para os problemas do país.

No Brasil essa doutrina foi disseminada rapidamente em instituições de ensino como a


Escola Militar e a Escola Politécnica na então Capital Federal: O Rio de Janeiro. Intelectuais e
personagens com forte participação no meio político e militar contribuíram para a divulgação
desse pensamento.

Foi no Rio de Janeiro, entre o final do Império e a República que o Positivismo foi mais
notável no Brasil, desempenhando um papel central tanto no processo de Abolição da
Escravatura quanto no de Proclamação da República no Brasil, destacando-se o coronel
Benjamim Constant (que, depois, foi homenageado como o epíteto de “Fundador da República
Brasileira”)

O positivismo influenciou especialmente a alta oficialidade do exército e algumas camadas


da burguesia brasileira, que se empenharam no movimento republicano no final do século XIX.
Em determinado momento. Toda a alta oficialidade havia virado as costas ao imperador D Pedro
II, acreditando que eles eram os únicos preparados para governar o país de forma eficiente.
Apesar de unidos pela mesma causa os militares, a burguesia e os intelectuais brasileiros se
desentendem após a proclamação da república, já que os militares tinham essa visão (positivista)
de que eram os mais preparados para governar.

A conformação atual da bandeira do Brasil é um reflexo dessa influência na política


nacional. Na bandeira lê-se a máxima política positivista Ordem e Progresso, surgida a partir da
divisa comteana “O Amor por princípio e a ordem por base; o progresso por meta” representando
as aspirações a uma sociedade justa, fraterna e progressista.

Texto 3: Progresso como justificativa do Imperialismo na África.

A África foi colonizada e explorada pelos europeus , o imperialismo na África teve início na
segunda metade do século XIX, ele dividiu o continente africano em dois, pois a Europa passava
pelo processo de Revolução Industrial e precisavam de matérias-primas, então resolveram atacar
regiões como a Ásia e a África.

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Os países europeus obrigaram os povos africanos a seguirem suas culturas, usando como
justificativa o progresso para o continente. Para evitar conflitos e revoltas a superioridade militar
europeia foi usada. Os europeus exploraram todo tipo de recursos naturais, mas principalmente o
mineiro.

O continente africano foi invadido primeiramente por Portugal e Espanha, depois a França
(que implantou o imperialismo), em seguida a Inglaterra e a Alemanha e por fim a Itália. Os povos
africanos enfrentaram os europeus, mas a derrota era inevitável. A exploração do continente era
tão grande que gerava conflitos entre os países europeus, a tensão foi crescendo, sendo assim
intensificaram o processo de dominação. O desenvolvimento da ação imperialista levou as
grandes nações capitalistas a promoverem a Conferência de Berlim. O ambiente se tornou tão
instável que a corrida pela conquista do continente africano foi um dos motivos para o começo da
Primeira Guerra Mundial.

O imperialismo na África prejudicou muito o continente e deixou feridas que estão até hoje,
os recursos foram muito explorados e provocou muitos conflitos na África sobre etnias e culturas.

Plano de Aula 1: O Iluminismo e a ideia de progresso na Modernidade.

Conteúdos

O Iluminismo e a ideia de progresso na Modernidade.

Características do Movimento das Luzes

Objetivos

Identificar os principais filósofos iluministas e compreender os elementos que formavam a


base de suas ideias;

Compreender a forma de difusão dos ideais iluministas no mundo;

Analisar a influência do iluminismo nas transformações políticas do século XVIII;

Identificar manifestações de influência iluminista na América portuguesa

1ª Etapa: Introdução ao Tema

Professor, você pode pode introduzir o tema partindo do significado da palavra


“Iluminismo”, que se origina em Luzes para designar metaforicamente o movimento intelectual
que caracteriza o século XVIII Europeu e suas influências: illuminismo em italiano, ilustracion em

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espanhol, Aufklarung em alemão. O significado evoca a passagem da noite para o dia, do
obscurantismo ao conhecimento racional, que marca uma época decida a questionar as tradições
que pesavam sobre os povos.

2ª Etapa: Investigação sobre o Tema

Sugira aos alunos que explorem a atividade interativa “Iluminismo” disponivel no NET
Educação (material de apoio), em grupos de três pessoas, para que deem prosseguimento com o
mesmo grupo.

Peça para que anotem quais foram as principais reflexões dos iluministas, e de como
influenciaram para expressar os valores da burguesia que crescia – mérito, trabalho, livre-
comércio e, principalmente, razão, tolerância e humanidade.

Foi em nome da humanidade que os enciclopedistas conjugaram seus esforços para


produzir e compilar um conhecimento que fosse acessível a todos.

Na atividade que se segue, exploraremos dois textos onde é possível observar como os
filósofos eram animados pela sua consideração pelo gênero humano e por sua crença no
progresso.

3ª Etapa: Interpretação de texto

Para dar prosseguimento à atividade, divida a sala em pequenos grupos e apresente o


texto abaixo. Durante a leitura, proponha que os grupos respondam as seguintes perguntas:

• Como este texto manifesta as três características do Iluminismo, quais sejam, o amor ao
gênero humano, a confiança nos seus progressos graças ao saber e o exercício crítico da razão?

• Identifique e liste quais os principais aspectos das ideias apresentadas no texto.

• Revele a passagem onde é possível entrever uma crítica à organização social imposta
pela monarquia absolutista. Justifique o porquê da escolha.

• Como Diderot pensa a expansão e veiculação do conhecimento?

Texto: “É necessário um século filosófico”

Nascido em 1748 do projeto de Diderot de traduzir a Encyclopedia do inglês Ephraim


Chambers (1728) para o editor francês Le Breton, a Enciclopédia ou Dicionário Fundamentado
das Ciências, das Artes e dos Ofícios tinha a ambições de fazer um inventário das aquisições do

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espírito humano e favorecer a difusão da filosofia das Luzes. A obra é certamente um dicionário,
mas oferece, sobretudo, uma crítica fundamentada dos saberes, nos quais cada artigo, pelo
sistema de referências, sublinha a unidade entre as Ciências e acrescenta, pela primeira vez, as
artes mecânicas. A Enciclopédia pode ser compreendida como um dos melhores testemunhos
sobre o espírito das Luzes onde se conjugam o desejo pelo saber, a liberdade de pensamento e a
de duvidar.

Artigo “Enciclopédia” (Encyclopédie, 1751). Da autoria de Denis DIDEROT (1713-1784)

(Encarregado com d’Alembert da edição da Enciclopédia, Diderot dedica ao projeto uma


energia considerável, que resulta em oposições, censuras e prisões. Ele deu às obras seu caráter
original e soube definir seu objetivo, às vezes, didático ou humanista: difundir o saber para
produzir liberdade e felicidade).

Enciclopédia. Esta palavra significa o encadeamento de conhecimentos; ela é composta da


preposição grega en, e dos substantivos kuklos, ciclo e paideia, conhecimento.

De fato, o objetivo da Encilopédia é agrupar os conhecimentos esparsos na Terra; de expor


o sistema geral aos homens com quem nós vivemos, e de os transmitir aos homens que virão
depois de nós, para que os trabalhos dos séculos passados não tenham sido trabalhos inúteis
para os séculos que sucederão; que nossos sobrinhos, vindos a ser mais instruídos, tornem-se ao
mesmo tempo mais virtuosos e mais felizes, e que nós não morramos sem termos sido
merecedores do gênero humano (…).

É à execução deste projeto extenso, não somente aos diferentes temas de nossas
academias, mas a todos os ramos do conhecimento humano, que uma Enciclopédia deve se
lançar; obra que não se executará por uma sociedade de gentes letradas e de artistas,
separados, ocupados cada um de sua parte, e ligados somente pelo interesse geral no gênero
humano, e por um sentimento de benevolência recíproco (…).

Eu digo que a tentativa de uma Enciclopédia pertence a um século filosófico; e eu o digo


porque esta obra demanda mais ousadia de espírito, do que houve comumente nos séculos
covardes. É necessário tudo examinar, tudo revolver sem exceção e sem preocupação; ousar ver
(…) que aqueles que vieram após os primeiros inventores não eram, a maior parte das vezes,
mais do que seus escravos; que as produções que devíamos ter como o primeiro degrau,
tomadas cegamente como último estágio, ao invés de avançar a arte à sua perfeição, não serve
que para a atrasar, reduzindo os outros homens à condição servil de imitadores. (…) É preciso

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pisar sobre todas essas velhas infantilidades; derrubar as barreiras que a razão não teria erguido;
dar às ciências e às artes uma liberdade que lhes é tão preciosa. (…).

Eu sei que este sentimento não é partilhado por todo mundo; há cabeças estreitas, almas
mal nascidas, indiferentes à sorte do gênero humano, e tão concentrados em sua pequena
sociedade que não vêem nada para além de seu interesse (…). A quem divulgar os
conhecimentos da nação, suas transações secretas, suas invenções, sua indústria, seus
recursos, seus mistérios, sua luz, suas artes e toda a sua sabedoria! Não são estas as coisas às
quais ela deve uma parte de sua superioridade em relação às nações rivais e circunvizinhas? Isto

é o que eles dizem; e aqui está com o que eles poderiam contribuir. Não seria desejável que ao
invés de clarear o exterior, nós pudéssemos mantê-los nas trevas, e mergulhar na barbárie o
resto da Terra, para os dominar mais seguramente? Eles não prestam atenção que eles não
ocupam mais do que um ponto no globo, e que eles não durarão mais do que um instante; que é

neste ponto e neste instante que eles sacrificam a felicidade dos séculos vinduros e de todo o
espaço”.

4ª Etapa: Fechamento

Para concluir a atividade, o professor pode pedir que os grupos apresentem suas
respostas às questões, e anotar os aspectos principais abordados por cada um nas respostas
dadas. Em seguida, pode ser proposto aos alunos que avaliem quais foram os pontos onde houve
concordâncias nas respostas e quais aqueles em que discordaram. A partir das discordâncias,
procede-se ao debate e ao esclarecimento de eventuais dúvidas.

Materiais Relacionados

Para tomar contato com o tema, ou mesmo utilizar como recurso em sala de aula,
sugerimos os conteúdos disponíveis nos seguintes links:

Referências

http://mundoeducacao.uol.com.br/iluminismo/

Pensadores Iluministas:
http://www.infoescola.com/historia/iluminismo/

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Influências do Iluminismo:
http://www.brasilescola.com/literatura/iluminismo-literatura.htm

Plano de Aula 2: A ideia de progresso no positivismo do Movimento Republicano

Brasileiro.

ConteúdosA ideia de progresso no positivismo do Movimento Republicano

Brasileiro.

Objetivos

• Compreender a proclamação da República como um golpe desencadeado por forças


militares sem grande resistência monarquista graças à crise desse sistema de governo.

• Avaliar a pequena participação da população no evento.

1ª Etapa: Desenvolvimento.

Comece a conversa perguntando aos alunos o que eles entendem por participação política,
registrando no quadro as ideias principais. Com base nesse primeiro apanhado, direcione o olhar
da classe ao período que deseja estudar, a Proclamação da República. Lance a seguinte
questão: em termos de participação popular, o novo regime acena com mais ou menos
oportunidades em relação à Monarquia? Apresente a proposta de investigar se a promessa de
maior participação popular, de fato, se concretizou.

2ª Etapa: A Proclamação.

Distribua para cada aluno uma cópia do seguinte texto:

"A Proclamação da República não resultou de uma revolução, mas de um golpe militar.
Isso não quer dizer que não tenha havido um conteúdo ideológico no golpe. Este, no entanto, foi
produto da ação de homens pertencentes às classes média e alta, pequenos comerciantes,
advogados, jornalistas, professores, médicos, alguns fazendeiros progressistas e oficiais do
Exército que adotaram idéias republicanas, filiaram-se ao partido republicano e empenharam-se
desde sua fundação, nos anos 70, em fazer críticas à Monarquia e propor em seu lugar um

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regime republicano. Apesar dos seus esforços, no entanto, a República resultou não de um
movimento popular, mas de uma conspiração entre uma minoria de republicanos civis e militares.

Para se entender as razões que moveram esse punhado de homens a derrubar a


Monarquia não basta referirmos a suas idéias republicanas. É preciso explicar por que essas
idéias, presentes no Brasil antes mesmo da Independência, só então se concretizaram. Por que a
Monarquia foi derrubada sem que ninguém pegasse em armas para defendê-la? As respostas a
essas questões encontram-se na falta de flexibilidade e adaptabilidade do sistema político
existente em face das mudanças profundas que ocorreram no país no decorrer do século XIX e o
desgaste da Monarquia.

A Monarquia sempre fora uma anomalia na América. Todos os demais países adotaram o
regime republicano por ocasião da Independência. Circunstâncias históricas excepcionais: a
invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas e a transferência da Corte portuguesa para o
Brasil em 18O8, a Revolução Constitucionalista do Porto, anos mais tarde, forçando a volta de D.
João VI a Portugal, ficando em seu lugar o Príncipe D. Pedro fizeram com que o Brasil seguisse
um caminho diverso dos demais países da América. Embora houvesse republicanos no Brasil,
como demonstravam os movimentos em prol da Independência tais como a Inconfidência Mineira,
a Revolução de 1817, e as sublevações que ocorreram mais tarde durante o período regencial, os
monarquistas levaram a melhor e, com a ajuda do príncipe regente, instituíram o regime
monárquico, que duraria até 1889.

Quando Pedro I renunciou à coroa e deixou o filho de cinco anos como seu sucessor, os
políticos de então tiveram a oportunidade de estabelecer uma república, mas preferiram manter a
Monarquia e governar em nome do jovem imperador. Quando este chegou aos 14 anos, no
entanto, apressaram-se em conceder-lhe prematuramente maioridade, na expectativa de que sua
presença na chefia do estado viesse a pôr fim à instabilidade política que existia no país. A partir
de então, Pedro II tornou-se Imperador, embora o clima de insatisfação e faccionalismo
continuassem. Somente a partir de 1848, com a derrota dos praieiros, a Monarquia se consolidou
no país.

Criou-se um regime altamente centralizado, elitista, e oligárquico, um sistema bicameral,


com um senado vitalício e uma câmara renovável periodicamente. O regime era pouco
representativo. Apenas uma minoria possuía o direito de voto. Ficaram excluídos os escravos, as
mulheres e a maioria dos trabalhadores e todos os que não possuíam renda mínima estabelecida
por lei. As eleições eram indiretas, isto é, os votantes qualificados como tal escolhiam os eleitores
e estes votavam nos candidatos. O resultado é que durante todo o Império o corpo eleitoral
correspondia a uma porcentagem mínima da população. Além disso, a fraude eleitoral era

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generalizada. Pela carta constitucional outorgada por Pedro I após a dissolução da Assembléia
Constituinte, o Imperador possuía o Poder Executivo e o Poder Moderador que além de outras
atribuições permitia a ele interferir no Poder Legislativo, dissolvendo a câmara e convocando
novas eleições. Dois partidos: o conservador e o liberal alternavam-se no poder, dependendo dos
resultados eleitorais. Entretanto, quando o Imperador usava do Poder Moderador convocando

novas eleições e estas resultavam na queda do partido que estava no poder e na vitória da
oposição, os primeiros queixavam-se da interferência do Imperador. Através desse processo o
Imperador atraiu muitos inimigos e a Monarquia desmoralizou-se.

A existência de um Conselho de Estado também vitalício e nomeado pelo imperador, com o


objetivo de assessorá-lo em questões vitais para a nação, também criou resistências. Dessa
forma, a organização política vigente no Império levava a um desgaste inevitável do imperador e
da Monarquia. Já nos fins da década de 70 começaram os ataques ao regime e o partido
republicano foi criado.

A Guerra com o Paraguai contribuiu ainda mais para desgastar o governo e irritar as forças
armadas, que sofreram sérias perdas, sentiram o seu despreparo e se ressentiram da
interferência dos políticos civis. O positivismo e o republicanismo cresceram entre os militares. Ao
mesmo tempo, a interferência do governo na vida eclesiástica e religiosa, em virtude do direito
que lhe fora conferido pela constituição, fez multiplicar os conflitos com a Igreja, base natural da
Monarquia. Ao mesmo tempo, levas de imigrantes protestantes que chegavam ao país
constituíam um desafio aos privilégios da Igreja Católica que até então monopolizava a educação,
presidia os casamentos e controlava os cemitérios. Crescia o número daqueles que desejavam a
separação entre Igreja e Estado. O número de descontentes aumentava.

O desenvolvimento econômico do país criava novas oportunidades de investimento na


construção de estradas de ferro, nas indústrias, no comércio interno, no sistema bancário, nas
companhias de seguros. No entanto, apesar das reformas eleitorais, a fraude eleitoral e a falta de
representatividade continuavam. Estas somadas à vitaliciedade do Senado e ao Conselho de
Estado garantiam a sobrevivência das oligarquias tradicionais dificultando a renovação dos
grupos dominantes mantendo marginalizada a maioria das classes subalternas. O desequilíbrio
entre o poder econômico e político e os conflitos de interesse entre as províncias alimentava o
número dos que condenavam a excessiva centralização e almejavam a federação.

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Foi dentro desse clima de descontentamento crescente que o movimento abolicionista e as
idéias republicanas ganharam expressão política. Conquistada a abolição só restava dar o golpe
final à Monarquia, que se revelou incapaz de realizar as reformas almejadas.

Proclamada à República aboliu-se a vitaliciedade do senado, eliminou-se o Conselho de


Estado, decretou-se a separação da Igreja e do Estado, adotou-se o regime federativo e instituiu-
se o sufrágio universal, excluindo, no entanto, as mulheres do direito de voto. Aboliram-se os
títulos de nobreza. A família real foi exilada.

A fraude eleitoral e o domínio das oligarquias persistiram. Para muitos a República foi um
desapontamento. "Essa não era a república de meus sonhos", expressão atribuída a um
republicano, simboliza a situação em que se acharam todos aqueles que almejavam uma
República mais inclusiva e democrática."

(Emília Viotti da Costa)

3ª Etapa: Avaliação.

Faça os alunos refletirem sobre o texto acima pensando nas seguintes questões.

Troca simples de poder, ou movimento ideológico? Será que o Brasil estava preparado
para ser República? Afinal, que fatos levaram à queda da Monarquia?

Peça que os estudantes escrevam uma dissertação sobre a participação popular na


proclamação da República, tendo como base as leituras realizadas. Avalie se eles compreendem
que, apesar dos acenos a certa democratização do poder, o episódio foi um processo de que o
povo pouco participou, sendo na maior parte das vezes apenas citado nos discursos da nova
oligarquia que chegava ao poder.

O professor pode utilizar a aula web, como forma de avaliação do que foi estudado,
analisado e pesquisado pelos alunos, no decorrer da aula. Realizando os exercícios nela
propostos, o professor, tem dados para avaliar a evolução e desenvolvimento de seus alunos,
assim como dificuldades apresentadas por eles.

Referencias

AULA WEB – Brasil república: provisório e espada.

Plano de Aula 3: A ideia de progresso como justificativa do Imperialismo na África

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Conteúdo

A ideia de progresso como justificativa do Imperialismo na África

EIXO PROBLEMATIZADOR

Apontar os sujeitos participantes do processo de transformção econônica, social e


cultural que ocorreram em meados do século XIX e antingiram diversas aréas da África, Ásia e
América. Entende-lo como um processo de “transculturação” e não apenas a partir do viés
dominante dos países europeus.

JUSTIFICATIVA

Em meados do século XIX em meio aos avanços econômicos ocorridos e os frutos


prodigiosos da segunda Revolução Industrial, os países europeus em busca de mão-de-obra,
matéria-prima e mercado consumidor, iniciaram forte investimento em regiões africanas e
asiáticas. Resultando em um processo de imposição e ao mesmo tempo troca de culturas que se
refletem ate hoje.

Objetivos Específicos

● Analisar como se deu o processo do imperialismo, através das relações de poder


existentes entre ambos os sujeitos participantes;

● Refletir acerca dos esteriótipos criador em cima da figura e da construção do “bom


selvagem” e das teorias cientificas racistas da época;

● Observar a falta de alteridade e a dificuldade de reconhecimento do outro como


sujeito ativo pelos europeus.

● Atentar para o processo de troca de culturas ocorrido entre os países envolvidos do


processo.

METODOLOGIA E RECURSOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Trabalhar com o uso de slides apoiado nos textos expositivos relacioanados ao


tema e os conteúdos expostos em sala de aula.

AVALIAÇÃO

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Avaliação será feita através da produção dos alunos por meio das atividades e
apresentações sobre os conteúdos.

Referências Bibliográficas:

www.historiadobrasil.net/herois-educacao/

www.sohistoria.com.br/resumos/conceitos-herois-educacionais.php

https://www.portalconscienciapolitica.com.br/filosofia-politica/filosofia-moderna/iluminismo/

http://www.infoescola.com/historia/pedagogias-disciplinares/

http://www.infoescola.com/historia/nocao-heroi-educacaobrasil/

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