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BOLETIM

INFORMATIVO

B OLETIM I NFORMATIVO “ALIMENTAÇÃO,AGRICULTURA E TRANSGÉNICOS” 2ª E DIÇÃO Setembro e Outubro Cadaval,

“ALIMENTAÇÃO,AGRICULTURA E TRANSGÉNICOS” 2ª EDIÇÃO

E TRANSGÉNICOS” 2ª E DIÇÃO Setembro e Outubro Cadaval, Lourinhã e Torres Vedras Dia

Setembro e Outubro Cadaval, Lourinhã e Torres Vedras

Dia 26 de Setembro (domingo), Auditório do Centro Cultural Municipal da Lourinhã 15:30 – Documentário: “O Futuro dos Alimentos” (The Future of Food) - 1:29 min. Dia 10 de Outubro (domingo), Auditório do Centro Cultural Municipal da Lourinhã 15:30 – Documentário: “Quem Alimenta o Mundo” (We Feed the World) -1:33 min. Dia 17 de Outubro (sábado), Recinto da Festa das Adiafas do Cadaval 15:00 – Documentário: “TranXgénia: a história do verme e o milho” (TranXgènia – La història del cuc i el panís) - 37 min. 16:00 – Conferência e Debate “Produtos regionais, produção biológica e gastronomia tradicional: actualidade e perspectivas futuras” Moderadora: Alexandra Azevedo (MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente)

- A certificação da produção biológica - Eng.º Fernando Serrador (Certiplanet)

- O Projecto 270: um testemunho – Daniela Geraldes (Projecto 270)

Slow Food – degustar com tempo os sabores tradicionais - Eng.º Víctor Lamberto (Convivium Alentejo do Movimento Slow Food). Dia 19 de Outubro (3ª-feira), Centro de Educação Ambiental de Torres Vedras 14:30 – Documentário: “Uma Verdade Mais que Inconveniente” (Meat The Truth) - 1:12 min. Seguido de debate com a presença de Alexandra Azevedo (MPI) Dia 22 de Outubro (6ª-feira), Auditório do Centro Cultural Municipal da Lourinhã 21:30 – Documentário: “Uma Verdade Mais que Inconveniente” (Meat The Truth) - 1:12 min. Dia 23 de Outubro (sábado), Auditório do Centro Cultural Municipal da Lourinhã 14:30 – Documentário: “TranXgénia: a história do verme e o milho” - 37 min. 15:30 – Documentário: “Transgénicos – A manipulação dos campos” (Aliens in the field) - 23 min.

-

dos campos” (Aliens in the field) - 23 min. - Promotores: MPI e CREIAS-OESTE Apoios: Câmara
dos campos” (Aliens in the field) - 23 min. - Promotores: MPI e CREIAS-OESTE Apoios: Câmara
dos campos” (Aliens in the field) - 23 min. - Promotores: MPI e CREIAS-OESTE Apoios: Câmara
dos campos” (Aliens in the field) - 23 min. - Promotores: MPI e CREIAS-OESTE Apoios: Câmara
dos campos” (Aliens in the field) - 23 min. - Promotores: MPI e CREIAS-OESTE Apoios: Câmara
dos campos” (Aliens in the field) - 23 min. - Promotores: MPI e CREIAS-OESTE Apoios: Câmara

Promotores: MPI e CREIAS-OESTE Apoios: Câmara Municipal do Cadaval, Câmara Municipal da Lourinhã,

Municipal do Cadaval, Câmara Municipal da Lourinhã, Editorial É com satisfação que se anuncia nesta edição

Editorial

É com satisfação que se anuncia nesta edição do nosso boletim as próximas activida- des e o balanço da Oficina dos Sabores: A Cozinha Sustentável, pois representam a vitali- dade da associação e também a capacidade de conjugar esforços com outras associações e entidades, sem o qual não seria possível a sua concretização. Chamo a atenção para a 2ª edição do ciclo de cinema “Alimentação, Agricultura e Transgénicos” , para que não percam mais uma oportunidade de ver documentários de grande qualidade e actualidade que não podem deixar ninguém indiferente, que por sua vez está integrado no Iº Fórum do Oeste pela Educação e Desenvolvimento Sustentável, cujo programa se divulga na última página.

A Presidente da Direcção

Mª Alexandra Azevedo

Nesta edição:

Oficina dos Sabores

2

Incêndios Florestais

3

Transgénicos

4

Arroz Transgénico

5

Protege Áreas Naturais

6

Breves

7

Espaço Jovem Atento

8

Ano 6, N.º 21

Setembro de 2010

www.mpica.info

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n.º 21 - Setembro de 2010

OFICINA DOS SABORES:“A COZINHA SUSTENTÁVEL

UMA REFLEXÃO PARA UMA ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE

” UMA REFLEXÃO PARA UMA ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE Depois das oficinas de “Fabrico Tradicional de Pão”

Depois das oficinas de “Fabrico Tradicional de Pão” agora o MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania

e Ambiente organizou a oficina “A Cozinha Sustentável” no pas-

sado domingo dia 27 de Junho, a qual contou com o caloroso apoio da direcção da Associação Cultural, Desportiva, Recreativa e Melhoramentos do Pereiro (Vilar – Cadaval) e das suas simpáticas gentes, e em que se pretendeu fazer uma abordagem mais abrangente sobra a nossa alimentação. A curiosidade dos participantes era grande e é com satisfação que ouvimos os elogios pela forma como a Oficina decorreu, os assuntos abordados e as propostas gastronómicas, e também as sugestões para futuras iniciativas semelhantes. A introdução teórica começou com a projecção de excertos do filme “Uma Verdade Mais que Inconveniente” (Meat the Truth) tendo de seguida Alexandra Azevedo (MPI) aprofundado alguns assuntos focados no filme e complementado com outras informações como os alimentos transgénicos, os maus hábi- tos alimentares dos portugueses e dicas para uma

alimentação sustentável: redução do consumo de carne (e peixe), alimentos sem transgénicos, locais, frescos, de varieda- des tradicionais, biológicos, silvestres, e ainda poupar

e proteger a água, poupar energia e reduzir a produção de resíduos: comprar avulso e fazer a compostagem

ou a vermicompostagem.

Depois Isaura Silva, antropóloga e terapeuta, de nacionalidade peruana, com base nos ensinamentos que recebeu dos seus mestres, Tomio Kikuchi e Bernadete Kikuchi, em São Paulo (Brasil), alargou ainda mais

a reflexão começando por dizer que “Comer não é só comida”, o primeiro alimento é mental (o nosso

pensamento), é ainda importante a respiração e a actividade física. É preciso combater o medo, o medo de ficar doen- te, a saúde é um processo dinâmico, para uma alimentação saudável é preciso alimentos vivos (com

o mínimo de tempo entre a colheita e o consumo), integrais (não refinados), folhas verdes e germinados (por exemplo

de grão, feijão, fava). Tudo começa pela boca, temos de ter uma alimentação consciente e não apenas por hábitos

adquiridos. Comer com calma e gratidão, no mínimo para com o agricultor que cultivou

ou a cozinheira que confeccionou os alimentos. Antes de se começar a parte prática na cozinha foi servida uma merenda surpresa que constou de pão de gengibre,

pão de lêveda natural e queijo fresco de leite de cabra, que fizeram as delícias dos participantes. Foi então o momento

vestir os aventais e com a grande motivação dos participantes instalou-se um “caos organizado” com a formação de 4 grupos que confeccionaram várias receitas diferentes. Finalmente chegou o momento mais ansiado, a degustação! Do cardápio destaca-se a saborosa tarte de bre- dos e beldroegas (ambas ervas silvestres apelidadas de “daninhas”), o pão de bolota, o bolo integral de maçã, o alho francês à Brás e as pataniscas de lentilhas. Foi muito o que se partilhou e aprendeu, mas ficou o sentimento do quanto temos ainda a aprender, por isso haverá certamente mais opor- tunidades para voltar ao tema tão complexo e profundo como trivial que é o da alimentação.

de

certamente mais opor- tunidades para voltar ao tema tão complexo e profundo como trivial que é
certamente mais opor- tunidades para voltar ao tema tão complexo e profundo como trivial que é

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INCÊNDIOS FLORESTAIS

Nesta edição abordamos a problemática dos incêndios florestais que todos os Verões, infelizmente, assolam o nosso país, transcrevendo excertos de um comunicado da CNA – Confederação Nacional de Agricultura, que nos interpela para as transformações que têm ocorrido no mundo rural, nomeadamente a destruição da agri- cultura familiar, como um factor decisivo para a extensão e intensidade dos incêndios florestais, aspecto que não tem sido abordado, pelo menos na maioria das vezes, quando se fala de incêndios em Portugal.

O flagelo põe outra vez a nu a falta de uma política nacional de prevenção e correcto ordenamento florestais.

Apesar do incremento verificado nos últimos anos na actual situação escasseiam os meios de combate quer no solo quer pelo ar, e são visíveis sinais de descoordenação entre as entidades oficiais com capacidade e responsabili- dades de intervenção na catástrofe.

Depois de 5 anos de “tréguas”, com discursos a aludir/iludir que os incêndios de 2003 e 2005 eram águas passadas e que, com as medidas tomadas, diminuiu a área ardida, uma vaga de calor, por um período mais alargado, colocou a nu que persistem os problemas estruturais da Floresta Nacional e que não estamos melhor do que há 5 anos atrás. Aliás, os preços da madeira, na Produção, mantêm-se em acentuada baixa o que, desde logo, deita por terra a oficialmente propagandeada “gestão activa da Floresta”.”

Algumas medidas ficaram-se pelas palavras como são exemplo:

“--

– dos Produtores Florestais, para um sentimento de marasmo e desânimo;

-- Continua a marcar passo o Cadastro Florestal, instrumento fundamental de orientação e execução da política florestal.

-- As Ajudas Comunitárias e a promessa de um investimento sem igual no sector neste Quadro Comunitário que

se iniciou em 2007, resultou no maior período de ausência de investimento público que o sector até agora teve (é notícia recente que, e cita-se:- “a quase totalidade dos apoios comunitários destinados a financiar o Sector Florestal Português ainda estão por atribuir”).

-- As Pragas e Doenças dizimam várias espécies arbóreas por "todo o País, sem que o Governo demonstre ter uma estratégia para inverter a situação.

Ruína da agricultura familiar é factor decisivo para a extensão e intensidade dos incêndios florestais

No entender da CNA, a grande extensão e violência dos Incêndios Florestais, devem-se, em primeiro lugar, à ruí- na da Agricultura Familiar e ao consequente abandono do “uso múltiplo” da Floresta. Em segundo lugar, devem-se à proliferação da monocultura de espécies de crescimento rápido que têm destruído a natureza e a função social, ambiental e paisagística da nossa Floresta. Só depois, e em terceiro lugar, se devem às alterações climáticas.”

A CNA considera que deve ser privilegiada a prevenção e para isso é necessário “… adoptar uma Estratégia

Nacional para as Florestas de forma a, e designadamente:

-- Promover as espécies florestais que constituam uma mais valia na preservação dos recursos estratégicos como: água, solo e biodiversidade - e não o contrário;

-- Promover uma floresta, planificada onde se saiba a quem pertence o quê e que constitua um aliado natural no combate ao aumento exponencial dos riscos de incêndios, objectivos só possíveis com a materialização do Cadastro Florestal;

-- Repor a médio/longo prazos, o equilíbrio entre espécies de crescimento rápido e espécies de crescimento lento, promovendo as espécies autóctones em detrimento das importadas como o eucalipto e o pinheiro bravo, fazendo com que as espécies folhosas sejam encaradas verdadeiramente como uma alternativa com valia económica para os proprietários florestais;

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de

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por

-- Sujeitar todo e qualquer apoio público ao sector florestal a fórmulas e critérios de distribuição – desburocratiza- dos - que privilegiem objectivos sociais, ambientais e paisagísticos, nomeadamente, que privilegie os pequenos e médios produtores, a reocupação humana dos territórios rurais, os Baldios, as áreas ardidas e/ou em pro- cesso de erosão, o plantio de árvores resistentes ao fogo.

-- Criação de condições para a valorização geral da Floresta de uso múltiplo, de forma a rapidamente

se alcançar melhores preços da Madeira na Produção.” (adaptado do comunicado da CNA de 13/8/2010)

a rapidamente se alcançar melhores preços da Madeira na Produção.” (adaptado do comunicado da CNA de

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ATERRO SANITÁRIO DO OESTE

DEPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS LIMITADA A 170.000 TONELADAS

Na sequência do processo de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), ao qual o MPI emitiu parecer negativo conforme noticiado no boletim n.º 16 (Julho 2009), a Agência Portuguesa de Ambiente emitiu Declaração de Impac- to Ambiental favorável condicionada, em 7 de Setembro de 2009. Ou seja, a Agência aceita que se exceda a deposi- ção de 140.000 toneladas, mas em apenas mais 30.000 toneladas, ficando assim a deposição limitada a 170.000 ton. Outras das condições é haver mais monitorização da qualidade da água, nomeadamente a construção de mais dois furos para monitorização do aquífero. Contestámos o processo de AIA apresentando queixa à Comissão Europeia e ao Provedor de Justiça que foram arquivadas por considerarem terem sido contempladas muitas das preocupações dos queixosos na DIA. Embora, este não fosse o resultado que desejaríamos, contudo constata-se que, mesmo não nos querendo dar razão, algumas das nossas exigências vão sendo atendidas, como é o caso da monitorização do aquífero. A limitação da deposição às 170.000 toneladas já é alguma salvaguarda em relação ao que poderia ser o futuro com deposição de grandes quantidades de resíduos provenientes da Valorsul tendo em conta a fusão Valorsul – Resioeste. Podemos pelo menos dizer que tivemos uma meia vitória! Posteriormente, a Resioeste solicitou a actualização da Autorização Prévia (ou Licença Ambiental) tendo a deposição acima das 140.000 toneladas começado apenas este ano (2010). Quanto ao futuro, a nossa preocupação recai na eventual 2ª fase (construção de mais células de deposição de resíduos) que a EGF, accionista maioritário, vai afirmando que não será construída, mas a nossa pressão em relação a este assunto não pode de modo nenhum abrandar.

relação a este assunto não pode de modo nenhum abrandar. TRANSGÉNICOS S U P R E

TRANSGÉNICOS

SUPREMO TRIBUNAL AMERICANO TOMA DECISÃO HISTÓRICA

No primeiro caso de transgénicos a chegar ao Supremo Tribunal americano, a decisão final em Monsanto vs. Geerston Seed Farms estabelece jurisprudência fundamental para o futuro da engenharia genética naquele país. A história começou em 2005, com a decisão do Departamento de Agricultura do governo federal de autorizar (desregulamentar, para ser exacto) alfafa transgénica da Monsanto tolerante ao herbicida Roundup (também da Mon- santo). Acontece que a legislação ambiental em vigor nos EUA impõe a obrigatoriedade de realização de um estudo de impacto ambiental (EIA) detalhado antes da decisão de desregulamentar, estudo esse que não foi feito. Um grupo de agricultores e associações foram para tribunal dizer isso mesmo e ganharam em 2007 na primeira instância e depois no recurso. Não só o governo foi considerado culpado de não ter cumprido a lei, como foi proibida a venda da alfafa transgénica e ainda qualquer desregulamentação parcial enquanto não fosse realizado o EIA que pode demorar vários anos. Mas, talvez mais importante que tudo, o Supremo determinou que a consideração de impacto ambiental abarca impactos económicos, tal como a redução de produtividade agrícola ou a perda de mercados devido à contaminação por polinização cruzada. Estes fenómenos constituem, à luz do acórdão de hoje, um impacto negativo e ilegal. Esta nova interpretação da lei vai afectar claramente outros casos que estão nos tribunais, e traz novas responsabilidades às empresas da engenharia genética. Notícias excelentes, portanto.

o

(Fonte: StopOGM - http://bit.ly/drk12r, 2010/06/21)

PARLAMENTO EUROPEU REJEITOU ROTULAGEM OBRIGATÓRIA DE PRODUTOS PROVE- NIENTES DE ANIMAIS ALIMENTADOS COM TRANSGÉNICOS

No dia 7 de Julho os eurodeputados votaram contra a rotulagem obrigatória de produtos provenientes de animais

alimentados com rações OGM! (Fonte: LADepeche - http://bit.ly/aimHpR)

CAMPANHA CONTRA O ARROZ TRANSGÉNICO DÁ FRUTOS

Como sabem a Plataforma Transgénicos Fora, à qual o MPI pertence e tem colaborado activamente, desenvolveu

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uma campanha contra o arroz transgénico, o arroz LL62, que a empresa alemã Bayer pediuara que seja permitida a comercialização no espaço europeu. Felizmente, começam a surgir notícias animadoras que provam que campanhas estruturadas, com continuidade, criatividade e boa condução, articulando várias formas de intervenção (acções de rua, petições, lobbying) dão os seus frutos e permitem alcançar bons resultados! A Plataforma contactou grandes produtores de diversas marcas comercializadas em Portugal, que se manifestaram contra o arroz transgénico. Contactou ainda e algumas grandes superfícies comerciais, que também disseram que não usarão este arroz nos seus produtos de marca branca. Reuniu com a comissão parlamentar da Agricultura, Desenvol- vimento Rural e Pescas, onde alertou os deputados para os possíveis problemas causados pela introdução deste arroz transgénico. Este arroz transgénico tem sido posto em causa em termos científicos e não tem merecido o apoio de outros países do espaço europeu, alguns dos quais já anunciaram a intenção de votar contra. Atualmente não há país nenhum no mundo com arroz transgénico para consumo humano em circulação, mas, a partir do momento em que a UE o aprovar, há países como o Vietname e a Coreia que estão à espera de poder produ- zir este arroz em grande quantidade.

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA REJEITA ARROZ TRANSGÉNICO

O Bloco de Esquerda viu aprovado o Projecto de Resolução 166/XI na Assembleia da República, defendendo a rejeição da comercialização de arroz transgénico LLRice62. Esta iniciativa do Bloco de Esquerda, e que foi votada por unanimidade, recomenda que o Governo Português se manifeste junto das instituições europeias a sua posição de rejeição da comercialização do arroz transgénico LLRi- ce62 da Bayer, não permita a importação e comercialização deste arroz transgénico em território nacional, caso a União Europeia tome a decisão de a autorizar no espaço europeu, e apoie a produção de arroz convencional.

PORTUGAL VOTARÁ CONTRA INTRODUÇÃO DE ARROZ TRANSGÉNICO NA EU

A União Europeia (UE) está a analisar o pedido da Bayer para que seja autorizada a comercialização no espaço europeu do arroz transgénico LL62. «Portugal irá votar contra, ao nível técnico e ao nível político, a entrada desse OGM [Organismo Geneticamente Modificado] em Portugal», disse à Lusa António Serrano, ministro da agricultura. Segundo o ministro, «trata-se de um arroz que em muitas análises mostrou algumas fragilidades. É um produto de entrada directa no consumo humano, com muitas reservas científicas, na nossa opinião, para além de concorrer directamente com variedades portuguesas que queremos prote- ger, nomeadamente o arroz carolino», salientou.

prote- ger, nomeadamente o arroz carolino», salientou. D Ê UMA VIDA NOVA OS SEUS EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS
prote- ger, nomeadamente o arroz carolino», salientou. D Ê UMA VIDA NOVA OS SEUS EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS

DÊ UMA VIDA NOVA OS SEUS EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS E ELECTRÓNICOS

USADOS, PROTEJA O AMBIENTE E AJUDE PESSOAS NECESSITADAS

Sabe que pode dar uma vida nova aos equipamentos informáticos, telemóveis e electrodomésticos usados? Basta enca- minhá-los para o Banco de Equipamentos da ENTRAJUDA que os recupera e encaminha para reutilização no sector social ou, quando isso não seja possível, os recicla correctamente. Reduza os impactos ambientais, contribua para a luta contra a exclusão social e obtenha ainda benefícios fiscais. Mais informações em www.bancodeequipamentos.pt ou 213 600 500.

a exclusão social e obtenha ainda benefícios fiscais. Mais informações em www.bancodeequipamentos.pt ou 213 600 500.

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AMBIENTE E CIDADANIA - RESPEITAR ÁREAS NATURAIS

Há uma crescente ocupação do espaço natural pela actividade humana (agricultura, floresta, estradas, urbaniza- ções, etc.), sendo já relativamente escassos os locais que ainda conservam parte ou grande parte dos valores paisagís- ticos e ecológicos como, serras, matas, rios, praias, etc., alguns dos quais com estatuto de protecção legal (áreas de paisagem protegida, parques naturais, etc.).

O impacto negativo da actividade humana nestes locais é, muitas vezes, elevado, desde o desrespeito das mais

elementares regras de civismo à pressão urbanística, por exemplo. Um dos impactes importantes que estas áreas sofrem é a deposição indiscriminada de todo o tipo de lixos, como, infelizmente, demasiadas vezes todos nós teste- munhamos. De modo a termos uma ideia quantificada deste problema podemos tomar como exemplo as estatísticas das campanhas “Costa Viva” organizadas pelo Espeleoclube de Torres Vedras e a Associação de Defesa do Patri- mónio de Torres Vedras, integradas nas comemorações do Dia Mundial do Ambiente, que se celebra a 5 de Junho, com a participação das escolas do concelho, o patrocínio da Câmara Municipal de Torres Vedras e o apoio do Institu- to Português da Juventude. Assim, desde o início destas campanhas anuais, 1995, até 2005 participaram cerca de 3200 alunos e foram reco- lhidas cerca de 48 toneladas de lixo, como por exemplo pneus, embalagens, resíduos de estufas, restos de electrodo-

mésticos, papel e cartão, restos de bicicletas e motos, colchões, lixo doméstico, etc., etc. Só no primeiro ano, com a participação de apenas 80 alunos foram recolhidas 10 toneladas de lixo, nos anos subsequentes a média situou-se nos 300 alunos participantes e recolha de 4 toneladas de lixo, em 2005 “apenas” foram recolhidas 1,5 toneladas, ainda assim demasiado lixo para apenas 1 dia de recolha! Os incêndios são outro flagelo, tendo, por exemplo, em 2005, 26,8% da sua origem sido devida ao uso negligente do fogo (fogueiras, churrascos, queimadas).

A destruição das dunas é também visível na extensa área de costa do nosso país, devido à extracção de areias e

veículos todo-o-terreno. No entanto, a protecção do cordão dunar é essencial para que o mar não avance e a praia não desapareça.

A crescente procura destes locais em actividades de ar livre, como escalada, percursos pedestres, BTT, passeios equestres, canoagem, circuitos todo-o-terreno, desportos nautícos, etc., exige de quem os desfruta uma atitude cívica de modo a diminuir os impactes que causamos. Para nosso deleite e das gerações vindouras, é fundamental respeitar as áreas naturais, começando por respeitar regras cívicas básicas, a saber:

1-

Não colher plantas, ramos e flores, nem fazer inscrições nas árvores.

2-

Usar os trilhos assinalados. Evitar pisar ou destruir a vegetação do solo, nas margens dos rios, dunas,

etc.

3-

Não destruir ninhos ou capturar animais.

4-

Não perturbar os animais nem insistir em fotografá-los quando, por exemplo, isso implicar que uma fêmea

abandone as crias.

5-

Não fazer lume, excepto nos locais autorizados.

6-

Não acampar, excepto nos locais autorizados.

7-

Não fazer ruído excessivo. Se quiser ouvir rádio, coloque auscultadores nos ouvidos.

8-

Passear a pé ou optar por visitas guiadas.

9-

Não deitar lixo para o chão, se não houver caixotes do lixo nas proximidades guarde-o, até os encontrar!

10- Respeitar as épocas de realização de determinadas actividades (por exemplo, escalada, “rappel” de modo

a não perturbar a nidificação de certas espécies de aves). 11- Não usar embarcações a motor em águas utilizadas para abastecimento público.

a motor em águas utilizadas para abastecimento público. Bibliografia: “Os 10 mandamentos do banhista”, ABC

Bibliografia:

“Os 10 mandamentos do banhista”, ABC Ambiente, Agosto 2002, p.17. “50 Coisas simples que pode fazer para salvar o planeta, ”, The Earth Work Group, Círculo de Leitores, 1993, p.92. “A importância da consciencialização do cidadão para a protecção da floresta”, Quercus Ambiente, Junho 2006, p.17 Convite “Costa Viva 2006”, Espeleoclube de Torres Vedras e Associação de Defesa do Património de Torres Vedras

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BREVES

MPI convidado a participar num programa de rádio

Primeiro foi o programa “Portugal em Directo” da Antena 1, emitido no dia 8 de Abril, que constou de um debate a partir da sede da Resioeste com a participação da presidente do MPI, Alexandra Azevedo, do presidente da Câmara Municipal do Cadaval, Aristides Sécio, e do presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste (ex- Associação de Municípios do Oeste), Carlos Lourenço. Em 22 de Abril foi para o ar o Programa "Perguntas Proibidas", uma parceria entre a rádio Europa e o Institu- to da Democracia Portuguesa, dedicado à cidadania e qualidade de vida, em que para além de Alexandra Aze- vedo participou também o investigador Manuel Gomes, presidente do CIDAADS - Centro de Informação, Divul- gação e Acção para o Ambiente e Desenvolvimento Sus- tentável. Quem quiser pode aceder ao programa através do nosso site:

http://mpica.info ou http://bit.ly/cZaK6k

do nosso site: http://mpica.info ou http://bit.ly/cZaK6k Preocupação dos portugueses com altera- ções climáticas

Preocupação dos portugueses com altera- ções climáticas baixou nos últimos dois anos

Os portugueses estão hoje menos preocupados com as alterações climáticas do que em 2007. Mas não são os únicos. Segundo um inquérito da Universidade de Oxford e da Nielsen, empresa de estudos de mercado, esta é uma tendência mundial. Apesar disso, Portugal continua ligeiramente acima da média europeia mas distante do país europeu mais preocupado, a Grécia. “As preocupações de carácter económico tiraram temporariamente a questão climática do topo da agen- da,…” disse Jonathan Banks, Director Europeu de Business Insights, The Nielsen Company, em comuni- cado. A poluição do ar e da água seguida pelas alterações climáticas são as três principais preocupações da popu- lação mundial.

(Fonte: Público: http://bit.ly/5BGIaa)

lação mundial. (Fonte: Público: http://bit.ly/5BGIaa ) espaço Jovem Atento Neste espaço dedicado aos mais novos
espaço Jovem Atento
espaço
Jovem Atento

Neste espaço dedicado aos mais novos continuamos com um trabalho de Laura Azevedo Varges, desta vez é uma poesia que foi escrita quando tinha 11 anos de idade! Continuamos também à espera dos teus trabalhos, textos, poesias ou desenhos para publicarmos. Faz ouvir a tua voz, afinal o futuro a ti pertence!

As plantas

Se não fossem as plantas Que seria de nós…

Se não fossem as plantas Muitos nutrientes nos faltariam, Olhem que são coisas santas Sem elas as pessoas morreriam

Se não fossem as plantas Que seria de nós…

Tanta beleza natural Que as plantas nos dão, E nós com tanto mal Sujamos-lhes o coração.

Se não fossem as plantas Que seria de nós…

Que as plantas nos dão, E nós com tanto mal Sujamos-lhes o coração. Se não fossem