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Segundo o modelo neoclássico de Solow, o nível de capital no estado estacionário é obtido pela

intersecção da curva de investimento bruto com a linha reta que representa a depreciação efetiva para
o capital. No modelo de crescimento de Solow, a economia alcança o denominado estado estacionário
(steady state) quando a depreciação do estoque de capital por trabalhador iguala o investimento por
trabalhador.

Os modelos de crescimento econômico com capital humano podem orientar a atuação política em duas
frentes: a formação de capital físico e a acumulação de capital humano. Com o intuito de atingir um
crescimento sustentado, a coordenação dessas ações deve assegurar que a taxa de crescimento da força
de trabalho acrescida da melhoria da produtividade oriunda do treinamento da população seja superior
à taxa de crescimento do estoque de capital.

Resposta: Questão maldosa que versa sobre Teoria do Crescimento Endógeno (assunto de Mestrado em
Economia).
O senhor Daniel Klug errou a mão ao formular esta questão.
Prolegômenos: O modelo do Crescimento de Solow é o mais conhecido de nós concurseiros. Ele equaciona
o produto da poupança e do nível de renda e a taxa de depreciação com a quantidade de capital em uma
Economia.
Pois bem. O modelo de Solow não considera o nível de conhecimento de capital humano na Economia.
Para o ganhador do Prêmio Nobel de 1987, este é uma variável exógena.
Posteriormente, Paul Romer (1986, 1989) e Mankiw et Alli (1990) adicionaram Capital Humano ao
modelo. Não irei entrar em divagações, pois isto é um assunto muito avançado até pra quem é Economista.
Tenham em mente que deve ser uma equação (igualdade, não desigualdade como aponta a questão).

A recessão vivida pelo Brasil nos últimos anos tem provocado aumentos na taxa de desemprego,
especialmente entre os jovens. Uma das consequências é a afetação na qualidade das ocupações, pois
o imperativo de renda ou mesmo de participação social pode induzir o trabalhador a aceitar postos
de trabalho de baixa qualidade, isto é, à margem da legislação ou de baixa produtividade.

Os desequilíbrios regionais são efeitos do crescimento e da distribuição de renda desiguais. Enquanto


a economia brasileira estava voltada basicamente às exportações, a distribuição regional da renda era
determinada pelo tipo de produto primário exportado. Com a produção internalizada, as taxas de
crescimento e distribuição regional desiguais tenderam a diminuir, em razão principalmente da
descentralização de investimentos em infraestrutura realizados pelos diversos governos durante a
industrialização e urbanização do país.

A agricultura brasileira é constituída pelo setor do agronegócio, caracterizado pelas grandes


propriedades e principalmente produtoras de commodities de exportação, e a agricultura familiar,
responsável, em maior escala, pela oferta de bens agrícolas para o consumo interno. Em 2017, a taxa
de inflação brasileira ficou abaixo do piso da meta, principalmente em razão da boa safra agrícola, que
foi beneficiada pela sensível redução nos preços das commodities nos mercados internacionais.

O Brasil tinha indústrias tradicionais no começo do século XX, as quais, dado seu baixo nível de
produtividade, eram insuficientes para dar à atividade interna um dinamismo próprio, motivando o
modelo de desenvolvimento então vigente como “voltado para fora”.

Pela teoria dos transbordamentos e dos choques adversos, a indústria resulta de comportamentos de defesa
ao café e restrições que lentamente alteram o eixo dinâmico. Logo, o desenvolvimento industrial é que é
puxado pela dinâmica exportadora. E isso independe se são industrias no começo do século XX ou mais
próximas aos anos 40. Mas, grande parte das indústrias existentes no período estavam, sim, ligadas à
estrutura exportadora. Forneciam, em grande parte, os insumos para que a venda lá fora existisse. Isso
significa que foram fatores que “motivaram” a manutenção da postura agrário exportadora.
O Arranjo Contingente de Reservas (CRA) e o Novo Banco de Desenvolvimento constituem passos
importantes na criação de uma arquitetura financeira conjunta do BRICS. Com função similar à do
Fundo Monetário Internacional, o CRA pretende complementar a rede global de proteção financeira,
ajudando a prevenir pressões de curto prazo, reais ou potenciais, sobre o balanço de pagamentos dos
países do grupo. Para isso, cada país contribuirá, inicialmente, com um quinto do total de recursos
(US$ 100 bilhões) comprometidos. A participação não é a mesma no CRA para todos os países dos
BRICS. Não faria sentido, se estamos trabalhando com economias que não possuem as mesmas
capacidades.

DECRETO 8.702/2016 : Promulga o Tratado para o Estabelecimento do Arranjo Contingente de Reservas dos
BRICS, de 15 de julho de 2014.
Artigo 2 - Montante e Compromissos Individuais
a. O total de recursos comprometidos inicialmente ao ACR será de cem bilhões de dólares dos Estados Unidos
da América (US$ 100 bilhões), com os seguintes compromissos individuais:
i.China – US$ 41 bilhões
ii.Brasil – US$ 18 bilhões
iii.Rússia – US$ 18 bilhões
iv.Índia – US$ 18 bilhões
v.África do Sul – US$ 5 bilhões
A criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e do Banco Asiático de Investimento em
Infraestrutura (AIIB) liderado pela China circunscreve-se a contexto no qual o papel dos bancos
de desenvolvimento voltou ao debate, seja por sua atuação anticíclica em momentos de crise,
seja pela função que exercem como canalizadores de recursos (públicos e privados) para
financiamento de projetos de longo prazo. Nessa direção, os mandatos do NDB e do AIIB vão
ao encontro dos compromissos assumidos pelo G20 em 2016 com a Agenda 2030 do
Desenvolvimento Sustentável.

Para Robert Solow, no longo prazo, apenas a tecnologia é capaz de aumentar a taxa de
crescimento. A poupança é, por sua vez, eficiente apenas no curto prazo, já que, devido aos
rendimentos marginais decrescentes, tal aumento vai sendo "consumido" pelo crescimento
populacional, até o ponto em que ele se torna nulo.

Uma das consequências do modelo de Solow é a sua rejeição de convergência de níveis de renda para
todos os países. Tal conclusão é uma implicação da hipótese de retornos marginais DEcrescentes do
modelo. A convergência entre os níveis de renda torna-se possível exatamente por causa dos
retornos marginais descrescentes do modelo, e não RETORNOS CRESCENTES. Ou seja, caso
injete-se capital em ambos os países, um com elevado estoque e outro, com baixo estoque,
tal capital tende a aumentar o produto de forma mais substancial naquele com menos
estoque de capital. Assim sendo, a hipótese de convergência pode ser atendida.

Pelo modelo de Solow a poupança é igual ao investimento e apenas pode ser utilizada como
fator de crescimento até o ponto estacionário. No ponto estacionário (ponto de equilíbrio
geral para esse modelo) o que explica o crescimento são flutuações tecnológicas,
educacionais e populacionais. E não mais o investimento. Logo, ter alta taxa de poupança
não significa expandir a renda a partir de certo ponto. A poupança tem efeito sim no
crescimento de longo prazo, porém, não de forma permanente. O modelo de Solow apenas
se refere ao longo prazo, portanto, veja que a poupança explica o crescimento de longo
prazo até o ponto estacionário. Isso é fundamental. Não se pode desprezar a importância da
formação de poupança para o crescimento de longo prazo do país.

A redução da participação do setor industrial na economia brasileira nos últimos anos pode estar
relacionada com a situação conhecida como doença holandesa, em que a abundância de recursos
naturais ou o bom desempenho de commodities leva a uma valorização cambial, prejudicando a
competitividade industrial.

Com as exportações de commodities, mais dólares entram no Brasil e, teoricamente pelo


menos, isso valoriza a moeda nacional. Com a moeda valorizada, os importados ficam mais
baratos, o que prejudica a indústria nacional. É essa a relação descrita no modelo da doença
holandesa (dutch disease) e que alguns especialistas apontam estar ocorrendo no Brasil
(atente-se ao "pode estar" no enunciado da questão). A “doença holandesa” é um
movimento de mudança de eixo dinâmico que altera a estrutura de investimentos de um
país de produção de valor mais elevado para outras mais básicas ou primárias. Isso ocorre,
quando o cenário fica mais convidativo para que produções primárias (ligadas à exportação,
na maior parte das vezes) sejam levadas a termo. Sem dúvida, valorização cambial e preço
internacional são fatores importantes para essa mudança de eixo.

A política de desonerações tributárias, como estratégia de estímulo à economia em


resposta aos efeitos da crise financeira internacional de 2008, marcou o primeiro
mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff, tendo impactado negativamente os resultados
primários, principalmente com o arrefecimento do crescimento econômico.

O controle do processo inflacionário, a redução dos desequilíbrios das contas internas e


externas, as políticas sociais de diminuição da desigualdade e da pobreza e o
aprofundamento das reformas previdenciária e tributária foram medidas adotadas nos
governos do período de 1995 a 2006.