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CONSIDERAÇÕES SOBRE O GÊNERO DISCURSIVO CANÇÃO NA

ESFERA ESCOLAR DO ENSINO FUNDAMENTAL II

Orlando Ucella
1 APRESENTAÇÃO
Estudar literatura na escola para quê? Para aumentar a cultura dos
alunos? Qual cultura? Para formar leitores? Para contribuir com uma construção
de identidade nacional plural? Para humanizar, como propõe Todorov (2009) 1?
A escolarização da leitura literária é uma questão ainda bastante rizomática2. No
que diz respeito à finalidade do texto literário em sala de aula, são diversos os
caminhos a serem seguidos.
Neste primeiro momento, não tenho a pretensão de discutir essas
questões, mas sim de apresentar o que impulsiona o exórdio desta pesquisa,
que será ampliada e transformada em artigo. Farei, neste breve ensaio, algumas
considerações acerca do gênero discursivo canção. Para isso, é crucial destacar
que a canção é compreendida aqui como parte da esfera discursiva literária,
assim como sugere Ítalo Moriconi (2002) na abertura do livro “A poesia brasileira
do século XX”3.
Antes de prosseguir com as considerações que me proponho realizar,
acredito ser necessário fazer uma breve apresentação do sujeito que escreve e
as veredas que este ensaio percorrerá: do mestrado até aqui, houve um
deslocamento de objeto de estudo. Em 2014, conclui o mestrado em Literatura
Comparada (UFRN), no qual analisei de três canções de Chico Science & Nação
Zumbi (1996). Ainda neste ano, como já sinalizava ao final da dissertação, parti
para o estudo da relação literatura e ensino. De 2016 até o presente momento
esta pesquisa foi se delineando para a área de Linguística Aplicada,
especialmente para o Estudo de Práticas Discursivas.

1 Outros autores também trazem essa perspectiva humanizadora e até certo ponto questionável,
a exemplo de Antonio Candido em “Direito à literatura” (1995).
2 Expressão emprestada de Deleuze e Guattari (1995) que indica, no contexto empregado, algo

com várias possibilidades de ramificação, de conexão que podem se complementar e gerar
outras conexões. Essa é uma característica própria da linguagem (seja ela literária ou não) e que
o Círculo de Bakhtin irá se debruçar décadas antes.
3 Esse autor afirma que a canção popular está tão presente, ou talvez mais, na cultura brasileira

do que o poema escrito. Para ele: “Todo letrista é poeta. Mas nem todo poeta é ou que ser
letrista” (2002, p. 15). Considero como crucial destacar essa compreensão, uma vez que há
estudos que digam o contrário, como é o caso do pesquisador Lauro Meller (2015).

dado que esta será a situação de comunicação em que desenvolveremos o futuro artigo. consideraremos a conjugação das linguagens verbal e musical. Joaquim Aguiar (1998). 2009). que. Assim. . deixarei de fazer as observações por meio da primeira pessoa do singular e seguirei na primeira pessoa do plural. especialmente Maingueneau (1993. oferecida pelo Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem da UFRN (2017. segundo Nelson Barros da Costa (2002)5. uma vez que busca estudar a canção apenas por meio da melodia. 1996 e 2005). por achar que nessa ordem estaria sendo mais coerente com cada seção. 2 A CANÇÃO COMO GÊNERO DISCURSIVO E A SALA DE AULA4 A canção é um gênero híbrido. propõe uma análise por meio das teorias semióticas. a verbal e a musical. 7 Outros autores igualmente importantes e que reforçam essa compreensão são: João Batista de Morais Neto (2009). ao tratar especificamente da canção popular. tratarei. acerca do gênero discursivo canção. Esse autor considera. 6 Esse autor. decidi cursar como aluno especial a disciplina Teorias contemporâneas do discurso. essas considerações que me proponho a fazer emergem desse percurso e tem como objetivo cumprir também com esse componente curricular. sua análise da canção popular brasileira segue pelo viés da análise francesa do discurso. que a melodia é a identidade da canção. afirma que a identidade da canção está na melodia. 4 A partir daqui. 5 Apesar de Nelson Costa (2003) ainda apresenta em um de seus artigos um interesse pelo estudo da canção no contexto escolar. Tendo em vista as pesquisas e diversas outras. talvez o mais difundido no meio acadêmico. sobretudo do Ensino Fundamental II. mas sim no recorte que ele propõe. José Ramos Tinhorão (1998. como já foi apontado. Esse problema se equipara a da delimitação por meio do estudo isolada da face sonora do signo linguístico criticado por Bakhtin em “Marxismo e filosofia da linguagem” (2017). sobretudo a nomeada de “popular”7. O problema da abordagem desse autor não está na teoria. de trazer alguns apontamentos sobre da canção popular e sua relação com a escolarização da leitura literária.1). traço basilar desse gênero. José Miguel Wisnik (1982 e 1989). 2001. Por conseguinte. 2004 e 2012). Luiz Tatit (1986)6. um dos pesquisadores mais expressivos dos estudos da canção. conjuga dois tipos de linguagens. sob a ótica dos estudos do Círculo de Bakhtin. Santuza (2010 e 2015). Vasco Mariz (2002) etc. Luiz Tatit (1986. Com o objetivo de incorporar os aspectos teórico-metodológicos dessa linha de pesquisa. a esfera social de onde vamos partir é a escolar. desconsiderando assim o ritmo e outros elementos da voz. Corroborando com isso. Assim.

portanto não cabe aprofundarmos nesse ponto da discussão. nas palavras do autor. quando necessário. traremos outros teóricos para acrescentar aspectos mais pontuais a respeito da canção. uma vez que esta será nosso eixo central. Para esclarecer melhor o que é o enunciado concreto. Assim. encontramos nestas noções significativas para o presente estudo. que mesmo se cruzando em alguns momentos e revelando particularidades da canção popular brasileira. o enunciado concreto não se restringe apenas aos enunciados verbais. tipos de eu lírico.). O segundo ponto: é que mesmo possuindo divergências esses autores são importantes para recuperarmos determinados aspectos da canção popular brasileira que possa agregar à noção de gênero do discurso na perspectiva bakhtiniana. Ao afirmarmos isso. Bakhtin (2016). a saber: enunciado concreto. não cabendo estuda-la como algo fixo e repetível. rimas etc. Ademais. proferidos por integrantes desse ou daquele campo da atividade humana” (p. compreendemos que o estudo da canção em sala de aula deve considerar a canção como um enunciado concreto. estamos propondo aqui um breve estudo. não estão consoantes com o que esperamos estudar neste breve ensaio sobre a transposição didática da canção popular. em outras palavras. é crucial ressaltar dois pontos: o primeiro é que esses dois autores compreendem a canção a partir de pontos de vistas teóricos distintos. Assim. estamos considerando que o estudo da canção em sala de aula não pode se prender ao estudo da letra da canção isolada de seu material sonoro e nem que deve prender-se apenas às análises estruturais dessa letra (métrica. 12). ao contrário dos dois teóricos supracitados. uma vez que. Segundo Bakhtin (2016). Ademais. a seguir elucidaremos uma das noções que consideramos cruciais para estudar a transposição didática do gênero discursivo canção popular. Ele pode ser qualquer enunciado (verbal ou verbo-visual-musical) que se encontra em uma situação real de comunicação. “efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos. cada canção é um gênero discursivo particular e único. para sermos mais exatos. recorre a distinção entre enunciado concreto e oração . presença de narrador. Todavia. Ele afirma também que a língua. Recorremos às teorias do Círculo de Bakhtin. o enunciado concreto é único e reflete as condições específicas e as finalidades de determinado campo da atividade humana. Por conseguinte. em “Os gêneros do discurso”. como já foi dito.

com o discurso. Essa unidade da língua “não é delimitada de ambos os aspectos pela alternância dos sujeitos do discurso” (p. possa tornar-se um fato da língua- discurso (linguagem). temos a oração. entendida como abstração. entre outros elementos que demonstram convergir com a noção de enunciado concreto. como algo deslocado de um contexto (situação extraverbal). se foi uma compreensão minha ou uma citação direta. Esse é o caso da 3ª e última versão da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) divulgada em abril do corrente ano. concretamente situado e emergido de uma atitude responsiva e valorativa 8. Por fim. Volóchinov. 33). porém não anotei e. e fora dessa forma não pode existir” (p. . Ele diferencia e problematiza a “oração como unidade da língua naquilo que a diferencia do enunciado como unidade da comunicação discursiva” (grifos do autor. a BNCC sinaliza que o estudante deve compreender um aspecto das vozes sociais presentes no texto ou fora dele (fator extraverbal). dado que os documentos oficiais corroboram com essa concepção. isso significa dizer que na oração há não responsividade. é um ato singular. Nela. p. De outro lado. esse período eu retirei de uma das minhas anotações da sua aula. (p. também reforça essa compreensão em “Marxismo e filosofia da linguagem” (2017): a unicidade do meio social e a do acontecimento da comunicação social mais próximo são duas condições totalmente necessárias para que o complexo físico- psicofisiológico apontado por nós possa ter uma relação com a língua. Dois organismos biológicos nas condições de um meio puramente natural não gerarão nenhuma fato discursivo. 28). por sua vez. De um lado. podemos dizer que essa distinção entre enunciado concreto e oração gramatical deve estar clara nas práticas docentes e no material utilizado em sala.gramatical. não lembro se estava em seus slides. 8 Professora. “o discurso sempre está fundido em forma de enunciado pertencente a um determinado sujeito do discurso. o seguinte objetivo do eixo leitura: “Reconstrução das condições de produção e recepção de textos”. um dos teóricos do Círculo de Bakhtin. Com isso. há. o enunciado concreto.145 e 146). Logo. por sua vez. 31). além de não possuir também relação imediata com enunciados alheios.

exigem-se níveis de leitura e de escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até há bem pouco tempo” (idem). completando em seguida que “atualmente. de maneira mais clara. frases – que. tipos de narrador etc. palavras. afirma-se que “a importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente segundo as demandas sociais de cada momento” (p. o atual processo de escolarização do texto literário. Isso pode ser apresentado ao educando. como algo deslocado de uma realidade específica e. assim. é como se estivéssemos considerando a língua como ausente de ideologia. Neste. Logo. passamos a considerar o texto do ponto de vista abstrato. portanto. Consoante mais uma vez o que trouxemos a respeito do pensamento de Bakhtin (2016) sobre enunciado concreto esse documento ainda traz que: as unidades básicas do processo de ensino não devem basear-se em uma “análise de estratos – letras/fonemas. quase como um consenso entre pesquisadores. espera-se. Não cabe. nessa etapa do ensino. cristalizou-se um modelo de tratamento do objeto literário sob um viés descritivo-historicista (especialmente no Ensino Médio) ou como pretexto para analisar apenas elementos estruturais (como métrica. É preciso estudar também seu conteúdo e sua carga ideológica. que o livro didático do Ensino Fundamental II traga a canção considerando-a como um enunciado concretamente situado e emergido de uma atitude responsiva e valorativa. pois. Essas questões também surgem. Isso se justifica pois.23). por exemplo. é muito precário. rima. situando-o das condições de produção e recepção. descontextualizados. no entanto isso só é possível fazer ao analisar o gênero como um todo. Espera-se também que esse material de apoio também estimule o aluno transpareça seu ponto de vista. e/ou estimulando-o a reconhecer esses elementos. atuando no sujeito sua responsividade acerca de determinado enunciado. Quando abordamos apenas esses no estudo do texto (não só o literário). em outro documento: o PCN (1998).) ou gramaticais. são normalmente tomados como exemplos de estudo gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva” (idem). sílabas. sintagmas. . Na contramão disso. um estudo imanentista ou historicista do enunciado.

166). a letra da canção. dado que “O significado construtivo de cada elemento somente pode ser compreendido na relação com o gênero” (p. em seguida o autor afirma que “A ruptura entre a língua e seu conteúdo ideológico é um dos erros mais graves do objetivismo abstrato” (grifos do autor. Sobre a ideologia presente na palavra Volóchinov (2017) diz o seguinte: “A palavra está sempre repleta de conteúdo e de significação ideológica ou cotidiana” (p. 11). buscar abordagens que compreendam sua totalidade (temática. Sabendo isso. uma vez que “eles refletem as condições específicas e finalidade de cada referido campo” (p. um dos estudiosos da canção Simon Frith (1996) define da seguinte forma: são as “palavras em performance” (p. por conseguinte. 182). Se estamos considerando o enunciado concreto. 3 CONCLUSÃO Tendo em vista o que foi discutido anteriormente. devemos. bem como a produção do som de um tambor ou uma guitarra também estão necessariamente carregadas de ideologia. ignorasse toda a linguagem musical da canção. podemos dizer que a transposição didática da canção. ou seja. Por isso. 193). é realidade de forma inadequada. estilo e elementos composicionais). O reflexo disso está em propostas ou práticas pedagógicas que exploram parcialmente o gênero canção. uma vez que as abordagens didático-pedagógicas cristalizadas desconhecem ou ignoram a natureza híbrida do gênero canção. sobretudo. Não só palavras estão intrinsecamente ligadas à ideologia. a intersemiose letra e música. o gênero discursivo canção popular. sobretudo. . Por esse móvito. elemento fundamental para construção de sentido desse gênero discursivo. a palavra na canção não pode ser vista a partir apenas da modalidade escrita. Bakhtin (2016) não isola nenhuma das características do gênero para dizer que estudando apenas uma é suficiente para compreensão da obra. p. outro autor do Círculo de Bakhtin. como já foi mencionado. por vezes. Ao fazer isso. Corroborando com isso. Medviédev (2012) aponta que “a poética deve partir precisamente do gênero”. o educador devem estar preparados para abordar esses elementos em sala de aula quando forem estudar a canção. especificamente. 181). a escola e.

propõe tópicos de discussão ou de abordagem em sala de aula do conteúdo trabalhado. Portanto. Há outros entraves proporcionado pelo estudo imanente da letra. Talvez agora surja a pergunta: o professor terá que se formar em música para fazer uma transposição didática adequada? Claro que não. 2012). é preciso desenvolver uma escala de valores própria dessa manifestação. buscando. explora os aspectos estruturais da letra da canção. ele também deve fazer o mesmo com a canção. “Chico Buarque na sala de aula: leitura. não se trata de um estudo imanente do enunciado verbal em sala de aula. Rildo Cosson (2014) considera que o seguinte: "para fazer uma leitura pertinente da canção popular como literatura. interpretação e produção de textos” (2009. com base no que foi abordado. a autora. sua esfera de circulação. Corroborando com isso. estilo (por mais que nesses gêneros eles sejam mais condensados) etc. abarcado (sic) a multiplicidade de seus gêneros. como pudemos observar neste ensaio. 2005). estilo. o contexto de produção. todavia servem para elucidar essa questão: se estudamos o gênero decreto de lei. 16). tratando-o como um poema. a quem ou a que costuma se destinar um texto como esse. estilos e temáticas" (p. como sua esfera de circulação. Aliado a isso. por exemplo. Um exemplo de proposta pedagógica que considera o ritmo dos versos. as categorias narrativas. seus elementos estruturais. os temas e ao final. a questão central que é “como realizar a transposição didática desse gênero discursivo?”.. Nesses volumes. Para finalizar. elementos basilares que o compõem. de modo geral. a prática docente ainda reforça esse tipo de proposta quando não ouve a canção em sala. trarei um exemplo simples e um pouco fora do contexto do Ensino Fundamental II. mas somente lê. perfil do coenunciador etc. nem tampouco da análise apenas dos elementos estruturais. mas não trabalha a linguagem musical presente nas canções é a coleção de dois volumes de Tereza Telles. Assim como um educador antes de realizar uma transposição didática deve estudar o gênero que se pretende estudar. É preciso buscar uma abordagem que contemple o signo verbal e musical. estrutura composicional. no entanto. devemos então busca os elementos para compreendê-lo. Outro exemplo que persiste nesse problema é: “Como usar a música na sala de aula” (FERREIRA. . O principal problema da transposição didática desse gênero está justamente nesse ponto. temas recorrentes.

tratando-o como poema. São Paulo: Martins Fontes. . há muitas propostas de estudo da canção em sala de aula. CÂNDIDO. ______. Nesse campo de atuação. COSTA. In: Vários escritos. Freda Indursky. São Paulo: Contexto.): Harvard University Press. 1 ed. Cambridge (Mass. 1996. Canção popular e o ensino de língua materna: o gênero canção nos parâmetros curriculares de Língua Portuguesa. 1995. Trad. 4. 1995. 1. assim. Brasília: MEC. BRASIL. Tese (doutorado em Linguística). DELEUZE. Campinas: Pontes. O direito à Literatura. Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. Maria Augusta de Matos. REFERÊNCIAS BAKHTIN. Félix. 9-36. Nelson Barros da. poucas. Gilles. Não basta também expor apenas o áudio da canção com os elementos musicais. Deixaremos. 2003. p. O contexto da obra literária. 1996. Trad. Mil platôs – capitalismo e esquizofrenia. 1998. outras. Base Nacional Curricular Comum: educação é a base – Educação Infantil e Ensino Fundamental.ed. ______. portanto. 1993. 2017. Novas tendências em Análise do Discurso. o percurso dessas veredas para outro artigo ou para uma possível tese. São Paulo: Editora 34. 1995. Performing Rites: on the value of popular music. v. corroboram para uma prática educativa que contemple melhor o gênero discursivo em questão. A produção do discurso literomusical brasileiro. PUC de SP: 2001. São Paulo: Martins Fontes. Marina Appenzeller. FERREIRA. ______. Antônio. MAINGUENEAU. Como usar a música na sala de aula. Simon. revela uma série de questionamentos acerca da sua transposição didática. 2002. São Paulo: Duas Cidades. D. nº 1. Os gêneros do discurso. A canção popular brasileira na sala de aula. 2016. Mikhail. Trad. GUATTARI. ______. Martins. 34. algumas reforçam os problemas apontados até aqui. Rio de janeiro: Ed. 2. FRITH. Revista Linguagem em (Dis)curso: Unisul. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos – Língua Portuguesa. Brasília: MEC. Tradução: Paulo Bezerra. Elementos de Linguística para o texto literário. vol. visto que não basta apenas apresentar a letra da canção.

Luiz. Chico Buarque na sala de aula: leitura. MORICONI. 2005. 2017. Marxismo e filosofia da linguagem.1 São Paulao: Editora Vozes. Curitiba: Criar edições. A literatura em perigo. Pável Nikoláievitch. São Paulo: Editora 34. 2012. Gênese dos discursos. interpretação e produção de textos. TODOROV. São Paulo: Contexto. 2015. 2012. São Paulo: Atual.2 São Paulo: Editora Vozes. Tzvetan. 2009. O método formal nos estudos literários: introdução crítica a uma poética sociológica. Valentin.______. eficácia e encanto. Trad. v. TELLES. A canção. A poesia brasileira do século XX. Sírio Possenti. TATIT. 2002. Rio de Janeiro: Objetiva. Poetas ou cancionaistas? Uma discussão sobre a música popular e a poesia literária. Chico Buarque na sala de aula: leitura. 2009. 1986. Rio de Janeiro: DIFEL. . Tereza. Ítalo. MEDVIÉDEV. VOLÓCHINOV. MELLER. ______. v. Curitiba: Editora Appris. Tradutoras: Sheila Camargo Grillo e Ekaterina Vólkova Américo. interpretação e produção de textos. Lauro. Tradução: Sheila Grilo e Ekaterina Vólkova Américo.