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Sustentabilidade no Design de Interiores: uma abordagem a partir do Upcycling

Dezembro/2017

Sustentabilidade no Design de Interiores: uma abordagem a partir


do Upcycling

Natiele Vanessa Vitorino - natielevitorino@gmail.com


Design de Interiores: Ambientação e Produção do Espaço
Instituto de Pós-Graduação - IPOG
Maceió - Alagoas - 24 de Janeiro de 2017

Resumo
Nos dias de hoje, uma das principais causas da deterioração do meio ambiente é o rápido crescimento
do consumo, estritamente associado à geração de resíduos e desperdícios, tendo como consequência a
degradação do ambiente, não só nos lugares onde são depositados, mas também ao longo dos
diversos ciclos naturais da biosfera. Diante dessa preocupação com o futuro do planeta, surgiu o
processo de reinserção de materiais no mercado cujo destino seria o descarte, conhecido como
Upcycling. O artigo tem como objetivo atrair os profissionais da área e a sociedade pelo viés do
consumo consciente, mostrando um novo olhar sobre os objetos cotidianos. Para a elaboração do
artigo foi realizado um levantamento bibliográfico sobre o tema e um registro fotográfico da Updecor
- Mostra Upcycling de Interiores.

Palavras-chave: Sustentabilidade; Upcycling; Design de Interiores.

1. Introdução
O conceito de sustentabilidade surgiu na década de 1970, num cenário de contestação sobre as
relações entre crescimento econômico e meio ambiente. Desde então, a idéia de desenvolvimento
sustentável vem sendo utilizada como portadora de um novo projeto para a sociedade. Apesar disso, a
sustentabilidade no país ainda caminha de forma lenta, e a quantidade de resíduos e desperdícios
ainda é elevada.
No Brasil, são produzidos 76 milhões de toneladas de lixo por ano. Segundo a Associação de
Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, só 3% dos resíduos sólidos produzidos nas
cidades brasileiras são reciclados. Na última década a quantidade de lixo cresceu 21%, mas o
tratamento adequado dado a esses resíduos não aumentou (PAIVA,2015).
No final do ano de 2010 foi lançado um Plano Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, como forma de
incentivar a reciclagem de todo tipo de lixo. O de casa, das ruas, da indústria e do comércio, mas oito
em cada dez municípios brasileiros ainda não tem programa de coleta seletiva e os que não têm,
poderiam reciclar muito mais do que fazem hoje (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2010).
Apesar da reciclagem ser um processo para minimizar a quantidade de resíduos depositados no meio
ambiente, ainda é um processo considerado não tão ecológico, pois os materiais passam por
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transformações químicas e físicas.


Diante dessa preocupação com o futuro do planeta, surgiu o processo de reinserção de materiais no
mercado cujo destino seria o descarte, conhecido como Upcycling. Essa tendência busca reaproveitar
os materiais sem perder a forma original, como não necessita de agentes físicos e químicos é
considerado uma opção mais ecológica.
Assim, o artigo faz uma breve abordagem sobre sustentabilidade e sua inserção no design, destacando
a utilização do Upcycling como forma viável para um design de interiores mais sustentável.

2. A relação entre Sustentabilidade e o Design de Interiores


Uma das principais causas da deterioração do meio ambiente a nível global é o rápido crescimento do
consumo, estritamente associado à geração de resíduos e desperdícios de produção industrial, tendo
como consequência a degradação do ambiente, não só nos lugares onde são depositados, mas também
ao longo dos diversos ciclos naturais da biosfera.
Os padrões atuais de consumo têm como origem a primeira Revolução Industrial, iniciada no século
XVIII, a qual compreendeu uma série de evoluções tecnológicas do modelo produtivo e modificando
profundamente modelos econômicos e sociais a partir de então. As primeiras elaborações textuais que
tratam da questão ambiental foram feitas nesta época (COSTA, 2003).
Alguns anos depois, com a explosão do consumo e a produção de armas de destruição em massa,
surgem às primeiras ações políticas de proteção ao meio ambiente, com o surgimento de movimentos
ambientalistas e organizações não governamentais - ONGs pela paz e preservação da natureza
(FILHO; SAMPAIO, 2004).
Assim, no ano de 1945, foi fundada a Organização das Nações Unidas - ONU, criada para promover a
paz, desenvolver relações amistosas entre as nações e conseguir a cooperação internacional para
resolver os problemas sócio-econômicos, culturais e humanitários. Após sua criação, a ONU passou a
realizar projetos voltados à proteção do meio ambiente motivada por uma série de catástrofes
decorrentes da ação humana (ONU, 2008).
Em 1948 é fundada a primeira organização mundial de proteção a natureza, International Union for
Conservation of Nature - IUCN, com a missão de influenciar, encorajar todo o mundo para a
conservação da natureza, e assegurar que todo e qualquer uso dos recursos naturais seja equitativo e
ecologicamente sustentável (IUCN, 2008).
No ano de 1972, foi realizada a Conferência de Estocolmo com o objetivo de conscientizar a sociedade
a melhorar a relação com o meio ambiente, o foco principal foram as questões ambientais climáticas
relacionadas com o desenvolvimento industrial, aumento do consumo, poluição e resíduos de países
desenvolvidos. Neste mesmo período o designer Victor Papanek, lançou o livro Design for a Real
World, no qual propôs que o design assumisse uma postura mais responsável em relação ao produto
industrial, ao meio ambiente e sociedade (LEPRE; SANTOS, 2008).
A crise do petróleo de 1973, evento histórico de grande relevância, deixou como legado a consciência
da necessidade de se diversificar as fontes energéticas mundiais. Foi durante esse período que surgiu o
primeiro esboço intelectual do que seria posteriormente denominado “desenvolvimento sustentável”.
O desenvolvimento sustentável, segundo Bruntland (1987) tem como objetivo principal a busca por
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soluções que permitam que as gerações futuras tenham acesso aos recursos naturais em níveis
semelhantes ao que temos no presente. Para ser efetivamente sustentável, o desenvolvimento depende
do equilíbrio entre as dimensões econômica, social e ambiental (AGENDA 21, 2002), conforme ilustra
a figura a seguir.

Figura 1 – Dimensões da Sustentabilidade


Fonte: Google Imagem

No Brasil, foram realizadas duas conferências para discutir as melhores estratégias, metas e ações para
o desenvolvimento sustentável, a RIO-92 e a RIO+20. A seguir, uma breve síntese sobre os principais
acontecimentos e decisões tomadas em cada um desses eventos.
Realizada no Rio de Janeiro em 1992, a RIO-92 foi considerada um dos principais marcos da questão
ambiental em termos de políticas internacionais ao longo da história, o encontro teve como resultado a
assinatura de cinco importantes acordos ambientais: a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento; Agenda 21; os Princípios para a Administração Sustentável das Florestas; a
Convenção da Biodiversidade; e a Convenção do Clima (ONU, 2017).
Na RIO+20, realizada em 2012 na cidade do Rio de Janeiro, teve como missão definir os rumos do
desenvolvimento sustentável nas próximas décadas em temas como segurança alimentar, economia
verde, acesso à água, uso de energia, além de dar continuidade à agenda iniciada na RIO-92. Uma das
proposta do evento foi discutir novos paradigmas para a Arquitetura e o Design (COUTINHO,2013).
O Design é fruto da Revolução Industrial, como foi citado anteriormente uma época de grande
consumo, devido ao salto nas tecnologias. Para atender as necessidades práticas da nova produção
industrial foi criada a Bauhaus em 1919, a primeira escola de design do mundo. Através da fusão entre
design, artes plásticas, arquitetura e desenho industrial, a escola promoveu as adaptações necessárias às
características do produto para a produção industrial (LEPRE; SANTOS, 2008).
O conceito de design, estabelecido pela Bauhaus, presume como resultado (...) um produto industrial
passível de produção em série (...) para a (...) satisfação de determinadas necessidades de um indivíduo
ou grupo (LÖBACH, 2001 p.16-17), satisfação essa relacionada exclusivamente ao produto, cuja as
formas e linhas simplificadas deveriam sempre seguir a função (Figura 2).

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Figura 2 – Cadeira Wassily de Marcel Breuer


Fonte: Google Imagem

A partir do momento que a questão da sustentabilidade foi apresentada à sociedade e a indústria, este
conceito começou a sofrer transformações. A satisfação não está apenas no produto, mas sim no
processo, exigindo uma nova maneira de conceber que considera todos as etapas do ciclo de vida de
um produto ou serviço.
Nesse sentido, compreende-se que a capacidade do designer de intervir em todo e qualquer etapa de
um processo de consumo consiste na possibilidade de criação de novos meios produtivos, mas que
também reside no potencial de transformar os meios já estabelecidos. Diante disso, vamos abordar a
prática do Upcycling no design de interiores, uma tendência que vem ganhando espaço no mercado e
chamando a atenção de indústrias e marcas mais fortes.

3. O pensamento sustentável como influência na prática do Upcycling

Diante da demanda do século XXI por sustentabilidade, o discurso do pesquisador francês Lavoisier,
considerado o pai da química moderna, “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”,
não poderia ser mais atual. Exemplo vem do upcycling, termo moderno, ainda sem tradução para o
português, que pode ser entendido como uma nova proposta ecológica que busca aproveitar algo que
seria descartado e transformá-lo em algo diferente.
O ambientalista alemão Reine Pilz foi um dos primeiros a utilizar o termo Upcycling, em 1994. Mas só
em 2002 o conceito alcançou os olhos do público, através do livro “Cradle to Cradle: Rethinking the
way we make things”, dos autores William McDonough e Michael Braungart. Para ambos, praticar
upcycling é evitar o desperdício de materiais potencialmente úteis.
É importante entender que upcycling é um conceito bem diferente de reciclagem. Enquanto reciclagem
é um processo que transforma os materiais descartados em novos objetos, upcycling está relacionado
ao processo de recuperação de materiais, onde são transformados e reaproveitados de maneira que,
sem perder a forma original, ainda assim, se tornem produtos de qualidade e valor agregado. Como
não precisa dos processos químicos e físicos, como é o caso da reciclagem, é considerado uma
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proposta ainda mais ecológica (MCDONOUGH; BRAUNGART,2002).


No Brasil, o conceito ainda é pouco difundido. No entanto, encontramos empresas que atuam no país
reutilizando materiais. Como é o caso da TerraCycle e a Cavalera, a primeira empresa atua em 20
países reaproveitando embalagens de salgadinho para a confecção de mochilas e materiais escolares
(Figura 3). Já a empresa Cavalera, adotou o conceito em alguma criações em 2009, a grife utilizou
sacos de cimento em uma linha inteira de bolsas e carteiras (Figura 4).

Figura 3 – Bolsa TerraCycle


Fonte: Google Imagem

Figura 4 – Bolsa Cavalera


Fonte: Google Imagem

Assim, iniciativas que adotam a responsabilidade socioambiental vêm demonstrando que os impactos
são positivos e promovem uma nova postura de consumo, pois os produtos produzidos são singulares e
trazem em sua essência o baixo impacto ambiental. Como é o caso da Updecor - Mostra Upcycling de
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Interiores, que expôs o reaproveitamento de materiais de forma criativa, trazendo para os ambientes
personalidade. Demonstrando que é possível agregar valor ao projeto através de materiais que seriam
descartados no meio ambiente.

4. Updecor - Mostra Upcycling de Interiores, uma iniciativa na Região de Arapiraca -AL

Apesar da difusão do conceito de sustentabilidade, ainda há muitas barreiras a serem ultrapassadas.


Diante dessa situação surgiu em 2016 a Updecor - Mostra Upcycling de Interiores, idealizada pela
Designer de Interiores Fernanda Quentino e pela Arquiteta Natiele Vitorino.
O evento buscou atrair o público pelo viés do consumo consciente, mostrando um novo olhar sobre os
objetos cotidianos que podem trazer aos ambientes charme e personalidade. Além disso, foi uma fonte
de ideias e informações onde o visitante pôde realmente interagir com os espaços, mostrando que é
possível ter um lar aconchegante e sofisticado através de simples objetos que geralmente são
descartados.
Muitas vezes, a concepção de um objeto por meio de matérias que já chegaram ao fim de sua vida útil
prevista, é desafiador, pois é preciso que o designer saiba selecionar os resíduos com que trabalhará e o
tipo de acabamento, para que se torne um artefato exclusivo e com valor percebido para despertar o
interesse dos consumidores.
Os materiais utilizados são os mais diversos e inusitados, tendo em comum o fato de que seriam
descartados, sejam em lixões, incineradores, ferro-velhos ou até mesmo em locais específicos para
descarte, excluindo a possibilidade de serem reutilizados com a intenção de torná-los um novo produto
com características inovadoras.
O evento ocorreu no período de 08 de novembro a 23 de dezembro de 2016, no município de
Arapiraca - Alagoas e reuniu 7 profissionais da área de Arquitetura e Design. Foi possível constatar
que a maior preocupação dos profissionais era propagar o conceito de upcycling e conscientizar o
público para a prática sustentável. A seguir algumas imagens da Updecor - Mostra Upcycling de
Interiores.

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A imagem não pode ser exibida. Talv ez o computador não tenha memória suficiente para abrir a imagem ou talv ez ela esteja corrompida. Reinicie o computador e abra o arquiv o nov amente. Se ainda assim aparecer o x v ermelho, poderá ser necessário excluir a imagem e inseri-la nov amente.

Figura 5 – Home Office (Arquitetos Renato Vieira e Hebert Bomfim)


Fonte: Fotógrafo Patrik França

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Figura 6 – Arandela feita com aro de bicicleta


Fonte: Fotógrafo Patrik França

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Figura 7 – Mesa feita com portão


Fonte: Fotógrafo Patrik França

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Figura 8 – Varanda Gourmet - Puff com paletes (Arquiteta Williane Hora)


Fonte: Fotógrafo Patrik França

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Figura 9 – Banco em bloco de concreto (Arquiteta Williane Hora)


Fonte: Fotógrafo Patrik França

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Figura 10 – Cozinha Gourmet - Bancada em palete e revestimento com tampa de garrafa PET (Arquiteta Natiele Vitorino)
Fonte: Fotógrafo Patrik França

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Figura 10 – Fruteira de cesta de bicicleta (Arquiteta Natiele Vitorino)


Fonte: Fotógrafo Patrik França

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Figura 11 – Banheiro Social - Bancada feita com cômoda antiga (Arquiteta Ana Karla)
Fonte: Fotógrafo Patrik França

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Figura 12 – Quarto Casal - Luminária de peneira (Designer Fernanda Quentino e Tecnólogo Peterson Brito)
Fonte: Fotógrafo Patrik França

5. Conclusão

Notamos que a questão da sustentabilidade é fundamental para nós e para as gerações futuras. É
evidente que o design, assim como a construção civil tem uma grande contribuição aos danos causados
ao meio ambiente, por este motivo o presente artigo espera mostrar através da prática do Upcycling
que aliando a criatividade do profissional com sustentabilidade, é possível tornar os ambientes
agradáveis, confortáveis e sofisticados.
Conclui-se que o design de interiores produz em cada um de nós sensações diferentes, mas aliada ao
desenvolvimento sustentável torna essa experiência ainda mais interessante, com o propósito de
encorajar as pessoas a pensar em novas formas de usar as coisas, ao invés de simplesmente descartá-
las, mostrando um novo olhar sobre os objetos cotidianos. As alternativas mostradas neste artigo são
apenas uma pequena contribuição para minimizar os impactos ambientais, mas que servem como
reflexão para ações sustentáveis dentro e fora dos nossos lares.

Referências
AGENDA 21. Plano de Implementação da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável.
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