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PSICOMOTRICIDADE

Aluna: Eliza Ramos Maltez Portella


O que é psicomotricidade?
PSICO: Intelectual, cognitivo emocional e neurológico
MOTRICIDADE: Movimento, ato, ação, gesto
“[...] é a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do
seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e
externo, bem como suas possibilidades de perceber, atuar, agir com
o outro, com os objetos e consigo mesmo. Está relacionada ao
processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições
cognitivas, afetivas e orgânicas”. (SBP, 1999).
Em outras palavras....
A psicomotricidade é uma prática
pedagógica que visa contribuir para o
desenvolvimento
integral da criança no processo de ensino-
aprendizagem, favorecendo os aspectos
físico, mental, afetivo-emocional e sócio-
cultural, buscando sempre estar condizente
com a realidade do educando.
É sustentada por três conhecimentos básicos:

Movimento Afeto
(motor) (afetivo)

Conhecimento
(cognitivo)
De onde vem?
Teve início na França, com o
professor de Educação Física Jean Le
Boulch, na segunda metade da década
de 60, já visando o desenvolvimento
global do indivíduo por meio dos
movimentos e, mais especificamente,
evitar distúrbios de aprendizagem.
De acordo com Goretti
Você sabia?
Estes objetivos podem ser
alcançados através de
brincadeiras como correr,
brincar com bolas, bonecas e
jogos, por exemplo.
Através da brincadeira é possível
corrigir alterações a nível mental,
emocional ou físico, de acordo
com a necessidade de cada um.
Elementos Psicomotores
Os princípios básicos da Psicomotricidade estão relacionados aos
elementos psicomotores. De acordo com Goretti (2012), os mais utilizados
no Brasil são:

1. Esquema corporal:
é o saber pré-consciente a
respeito do seu próprio corpo e
de suas partes, permitindo que
o sujeito se relacione com
espaços, objetos e pessoas ao
seu entorno.
2. Imagem corporal: 3. Tônus:
é a representação mental inconsciente que é a tensão fisiológica dos músculos que garante
fazemos do nosso próprio corpo. equilíbrio estático e dinâmico, coordenação e
A imagem vem antes do esquema, e sem postura em qualquer posição adotada pelo corpo,
imagem, não há esquema corporal. esteja ele parado ou em movimento.
4. Coordenação global ou motricidade
ampla:
é a ação simultânea de diferentes grupos
musculares na execução de movimentos
voluntários, amplos e relativamente
complexos.

5. Motricidade fina:

é a capacidade de realizar
movimentos coordenados,
utilizando pequenos grupos
musculares das
extremidades.
6. Organização espaço-temporal:
é a capacidade de orientar-se
adequadamente no espaço e no tempo.
Para isso, é preciso ter a noção de perto,
longe, em cima, embaixo, dentro, fora, ao
lado de, antes, depois.

7. Ritmo:
é a ordenação constante e periódica de
um ato motor. Para ter ritmo é preciso ter
organização espacial.
8. Lateralidade:
é a capacidade de vivenciar os
movimentos utilizando-se, para isso,
os dois lados do corpo.

9. Equilíbrio:
é a capacidade de manter-se sobre uma
base reduzida de sustentação do corpo,
utilizando uma combinação adequada de
ações musculares, parado ou em
movimento.
Alguns exemplos de atividades
psicomotoras que podem
ser usadas para alcançar
estes objetivos:
Jogo da amarelinha: é Pular corda: é ótimo para
bom para treinar o trabalhar a orientação no tempo e
equilíbrio num pé só e a no espaço, além de equilíbrio,
coordenação motora e identificação corporal
Jogo corrida do
saco: trabalha
orientação
espacial,
esquema

Andar sobre uma linha reta: trabalha o Bolinha de gude: trabalha a


equilíbrio, coordenação motora e lateralidade, coordenação
motora fina e global
identificação corporal e identificação corporal
Jogo - cabeça, ombro, Jogo - escravos de Jó: trabalha
joelhos e pés: é bom para a orientação no tempo e no
trabalhar a identificação espaço
corporal, atenção e foco
Empilhar copos: é bom para Jogo da estátua: é muito
melhorar a coordenação bom para orientação
motora fina e global, e espacial, esquema corporal
identificação corporal e equilíbrio
Estas brincadeiras são excelentes para ajudar no
desenvolvimento infantil e podem ser realizadas em
casa, na escola e parques infantis.
Normalmente cada atividade deve estar relacionada
com a idade da criança, podendo ser realizadas com
apenas uma criança ou em grupo, e as atividades em
grupo são boas para ajudar na interação social que
também é importante para o desenvolvimento motor
e cognitivo na infância.
Brincar X Lúdico
• Desde os tempos das cavernas, o homem já • O lúdico é uma atividade inerente ao ser
manifesta sua humanização através do brincar. humano, é através dele que se constrói uma
Tal ato pode ser visto em suas pinturas aprendizagem significativa, pois a criança se
rupestres, suas danças, suas manifestações de interessa pelas atividades propostas. Os
alegria. Na civilização atual, percebe-se a educadores estão tentando articular novas
presença marcante da brincadeira na vida do práticas para trabalhar os conteúdos
homem: as piadas; a “paixão nacional” programáticos com o auxílio da ludicidade
(futebol); os esportes em geral – o bilhar, o desenvolvida nos jogos, trazendo saberes,
xadrez, a dança, o carnaval, entre outros. incentivando a o conhecimento.
• O brincar é prazeroso e não precisa ser • Forma relaxada de interagir com o
aprendido. conhecimento.
• Não tem intuito de aprendizado.
• Possui um intuito de aprendizagem.
Você sabia?
Existem duas principais correntes da intervenção
psicomotora:
A Psicomotricidade Funcional utiliza como premissa principal o jogo dirigido,
ao criar uma relação entre o indivíduo e a ação que permite melhorar a sua
autoestima e a ultrapassar os seus bloqueios e resistências, contudo, apesar do
objetivo deste tipo de intervenção psicomotora ser o desenvolvimento global
do indivíduo, há uma maior ênfase em aspetos motores e cognitivos.
(Martins, 2001)
Esta prática psicomotora tem como estratégia pedagógica a repetição de
exercícios com a finalidade de aprimoramento dos diferentes fatores
psicomotores (esquema corporal, tonicidade, equilíbrio etc.).
As atividades são pré-programadas e aplicadas pelo psicomotricista, que neste
método se caracteriza por aplicar uma postura de comando.
A Psicomotricidade Relacional é definida como uma motricidade em relação, isto é,
ocupa-se do corpo de um sujeito valorizando a relação, a afetividade e os aspetos
emocionais. (Vieira, Batista, & Lapierre, 2005)
Encontra-se centrada em métodos não diretivos em que a sua principal ação se
desenvolve no jogo, proporcionando a capacidade de representação, de imaginação
e criatividade. Considera-se o indivíduo na sua totalidade num espaço lúdico onde
se permite que a criança exteriorize as suas emoções, interaja com o ambiente, com
os objetos e com as outras pessoas. (Le Boulch, 1988; Negrine, 1995)
O psicomotricista promove a interação, reforça algumas condutas motoras e
participa nos jogos das crianças, demonstrando a sua disponibilidade em relação ao
grupo.
Quadro

Relação entre
Psicomotricidade
Relacional e
Psicomotricidade
Funcional
(adaptado de
Negrine, 1995).
ATENÇÃO
CUIDADO!
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 20 de
dezembro de 1996 (Lei nº. 9394/1996) em seu
artigo 29 define que “a educação infantil,
primeira etapa da educação básica, tem como
finalidade o desenvolvimento integral da criança
até 6 anos de idade, em seus aspectos físico,
psicológico, intelectual e social, complementando
a ação da família e da comunidade”.
Bibliografia:
Associação Brasileira de Psicomotricidade (ABP). Disponível: https://psicomotricidade.com.br/. Acesso
em 15 jun. 2018.

GORETTI, Amanda Cabral. A Psicomotricidade. Centro de Estudo, Pesquisa e Atendimento Global da


Infância e Adolescência.
Disponível em:
http://scholar.googleusercontent.com/scholar?q=cache:Xi0oaridfAQJ:scholar.google.com/+%22A+Psicomo
tricidade%22+Goretti&hl=pt-BR&as_sdt=1,5&as_vis=1.
Acesso em: 15 jun. 2018.

SANTOS, Andreia Catarina Amaral. Psicomotricidade método dirigido


e método espontâneo na Educação Pré-escolar. Dissertação de mestrado. Coimbra: Departamento
Superior de Educação de Coimbra, 2015. Disponível em:
https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/13394/4/ANDREIA_SANTOS.pdf. Acesso em: 15 jun 2018.

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Disponível em: http://www.sbp.com.br/. Acesso em: 15 jun. 2018.