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Manual de

Biossegurança
Laboratório de Análises Clínicas Gonzaga

Elaborado por:Dr. José Reinaldo Oliveira da Conceição
Aprovado por: Dr. Celso Alberto Pessoa da Silva

07/2018

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ÍNDICE

Objetivos do documento
Responsabilidades
2.1 Descrição das responsabilidades
Vestimenta e equipamentos
3.1 Vestimenta obrigatória para os funcionários da área técnica
3.2 Equipamentos de proteção individual
3.3 Equipamentos de proteção coletiva
3.4 Recipientes para descarte de material não contaminado, contaminado ou
esterilização de material
3.5 Apoio à biossegurança
3.6 Mapa de risco (segundo a NR5)
Armazenamento de substâncias
5. Disponibilidade, montagem e uso dos Equipamentos de proteção
5.1 Placas indicativas
5.2 Jalecos
5.3 Luvas
5.4 Máscaras e óculos de proteção
5.5 Lava-olhos
5.6 Escudo de proteção contra respingos
5.7 Kit de primeiros socorros
5.8 Kit de desinfeção
5.9 Ducha de segurança
5.10 Capelas de exaustão e câmaras de fluxo laminar
6 POP de biossegurança: Instruções de trabalho
6.1 Controle ambiental
6.1.1 Descontaminação de áreas após derramamento de material biológico
ou culturas de microrganismos
6.1.2 Descontaminação de pequenas áreas
6.2 Esterilização e descontaminação
6.2.1 Procedimentos gerais de descontaminação
6.3 Autoclavação
6.3.1 Controle do processo
6.3.2 Critérios de aceitabilidade
6.3.3 Registro
6.4 Forno Pasteur
6.5 Desinfetantes
6.5.1 Desinfetantes líquidos
6.6 Segurança biológica de centrífugas

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descrevendo as rotinas de trabalho com um mínimo de risco. Responsabilidades Os chefes dos setores.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 16– Documentos anexos e legenda dos símbolos 1. Isto envolve os setores burocráticos uma vez que as visitas aos setores técnicos constitui uma atividade de rotina. Distribuir a todos os setores do laboratório que estejam envolvidos direta ou indiretamente com rotina que envolva o contato com material clínico.0 Manejo do lixo 7. Investigar os acidentes e suas causas buscando soluções que minimizem a repetição do mesmo .1-Descrição das responsabilidades em biossegurança: A. juntamente com a comissão de biossegurança são os responsáveis pela segurança biológica do laboratório. uma vez que segurança é uma responsabilidade de cada indivíduo. Verificar e relata à comissão de biossegurança os riscos decorrentes das atividades do seu setor. 2. 3 . 4. dentro das legislação vigente e suas revisões quando necessário. bem como o correto uso dos Equipamentos de proteção individual (EPIs).1 Procedimentos em caso de acidentes com soluções 13 Incêndios 13.7. Coordenar a coleta e descarte de rejeitos.1 Equipamentos para controle de incêndios 14 Telefones úteis 15. Garantir a realização do programa de biossegurança e o registro de todas as atividades ligadas à biossegurança.1 Tipos de lixo 8 Rotulagem de resíduos do laboratório 8. Chefe de setor: 1. Garantir o treinamento em biossegurança dos funcionários 6.1 Principais resíduos químicos do laboratório 9 Recolhimento e desativação de resíduos do laboratório 10 Manipulação de produtos químicos 11 Armazenamento e transporte de produtos químicos 12 Preparo de soluções 12. além de medidas que evitem os acidentes mais comuns no laboratório clínico. esclarecendo os princípios básicos de biossegurança. 2. B. 2. Objetivos deste documento Este documento objetiva garantir a segurança dos trabalhadores. Preparar o manual de biossegurança. 5. Comissão de Biossegurança: 1. cabendo a cada funcionários executar as rotinas de acordo com as normas descritas neste manual. 3.

Criação e manutenção da CIPA (COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE (ACIDENTES) composta por funcionários de todos os níveis. podem ser utilizadas durante o trabalho técnico. Implantação e manutenção do SESMT .  As bijuterias como brincos. pulseiras e relógio devem ser evitados. porém de forma discreta (ex. Coordenador de segurança do setor: 1. Cooperar com o chefe do setor na garantia das atividades de biossegurança .2-Equipamentos de proteção individual (EPIs):  Jaleco branco. Implantação e manutenção do PPRA .  calçado fechado (sapato ou tênis)  blusa com manga curta ou comprida . 3. uma vez que podem interferir com o resultado de alguns exames (ex. em tamanho e número discretos. não são admitidas. Sob responsabilidade de um médico do trabalho. incluindo treinamento.(Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). Vestimenta e equipamentos 3.3-Equipamentos de proteção coletiva (EPCs)  Lava olhos  Chuveiro  Kit de primeiros socorros 4 . Assegurar a realização das atividades de biossegurança 3.(Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) Sob responsabilidade direta da Comissão de biossegurança. Implantação e manutenção do PCMSO . entretanto os anéis. F. que deve atender às exigências legais vigentes.  Homens com barba deverão seguir as mesmas precauções que indicadas para cabelos compridos.(Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho). Treinar o pessoal do seu setor em biossegurança C. 3. E.1-Vestimenta obrigatória para funcionários da área técnica:  Calça comprida confeccionada em tecido resistente. e outras em forma de pó)  Cabelos compridos devem estar presos ao manusear equipamentos rotativos ou manipulação e coleta de material biológico. bases. 2. batom). Calças até os tornozelos. de manga comprida e com a logomarca da empresa  Luvas de látex  Luvas plásticas para manipulação de equipamentos não contaminados durante a rotina  Luvas em tecidos resistentes para trabalhos em altas temperatura  Óculos de proteção  Máscara de proteção  Protetor de ouvidos  Toca para os cabelos  Escudo de proteção contra respingos 3. Sob responsabilidade de um médico do trabalho F.  Maquiagem pode ser utilizada. ou acima. D.

 Extintores de incêndio  Capelas de exaustão  Câmara de fluxo laminar 3.  A superfície das bancadas e piso deve ser de material impermeável à água. 3. segundo as normas da ABNT. Químico. As áreas deverão ser indicadas com círculos de diferentes cores para um entendimento mais fácil.6-Mapa de risco (segundo a NR5) Um mapa constando das diferentes áreas do laboratório onde deverão estar sinalizados e potencializados os riscos. tais como: Físico.  Adesivos associados à Biossegurança. Biológico. Mecânico e Ergonômico. além de solução germicida e sabão líquido. ácidos.5-Apoio à biossegurança  Os setores que apresentarem alguma particularidade nos procedimentos de limpeza devem apresentar um programa de treinamento aos funcionários da limpeza. solventes orgânicos e no mínimo moderadamente termoresistente. contaminado ou esterilização de material  Recipiente de lixo plástico  Pá plástica  Lata de lixo de metal com acionamento por pedal  Carrinho para transporte de sacos de lixo  Frascos contendo solução germicida (germekil ou hipoclorito 2%)  Saco plástico autoclavável  Saco plástico branco para material contaminado  Lâmpadas ultravioleta  Autoclaves  Forno Pasteur  Reservatórios para produtos químicos  Frascos para pipetas e ponteiras contaminadas 3.  Todos os setores devem apresentar um conjunto de toalhas descartáveis. conforme indicado abaixo: VERDE: Físico VERMELHO: Químico MARROM: Biológico AZUL: Mecânico 5 . bases.4-Material para descarte de material não contaminado.

Agentes Químicos: por agentes químicos em Higiene do Trabalho. radiações não-ionizantes. Estes fatores podem produzir alterações no organismo e no estado emocional dos trabalhadores. úlceras digestivas. Agentes Físicos: são representados no ambiente de trabalho através de ruídos.  Principais fatores: trabalho físico pesado. vírus. d. medo. desconforto. iluminação e umidade. segurança e produtividade. Agentes Ergonômicos: são aqueles relacionados com fatores fisiológicos e psicológicos inerentes à execução das atividades profissionais. que se obtém através da modernização e higienização dos ambientes de trabalho. jornadas prolongadas. problemas de coluna. tensão. 4. monotonia. responsabilidade. fungos. Para evitar que estes agentes afetem as atividades do trabalhador. comprometendo a sua saúde. temperaturas anormais. Agentes Mecânicos: o agente mecânico é toda situação de risco que pode gerar acidentes imediatos. ansiedade. trabalho de turnos. além de alteração no sono. c. AMARELO: Ergonômico a. ritmo excessivo. taquicardia. helmintos. e. ocasionando danos à saúde que podem se manifestar por: hipertensão arterial. do projeto de máquinas e de ferramentas perfeitamente adaptadas e da adoção de ritmos e posições adequadas ao trabalho e racionalização de trabalho. Como por exemplo: bactérias. faz-se necessário o ajustamento mútuo do homem ao trabalho. etc. causando alterações em sua estrutura e/ou funcionamento. doenças nervosas. radiações ionizantes. vibrações. b. da modificação de processos. entendem-se aqueles que quando penetram no organismo podem afetar vários órgãos. gentes Biológicos: são microorganismos causadores de doenças com os quais pode o trabalhador entrar em contato no exercício de diversas atividades profissionais. etc. posição incômoda. Armazenamento de substâncias 6 . postura incorreta de trabalho e de levantamento de peso. protozoários. ansiedade.

o que representa um risco de difusão de patógenos à comunidade.2-substâncias químicas Todas as substâncias consideradas nocivas deverão ser armazenadas em ambiente devidamente sinalizado com a simbologia que represente risco. inclusive corredores de acesso a estas áreas. A área de armazenagem deve conter adesivos informando a presença de substâncias combustíveis. naturalmente ventilado e devidamente protegido.1-combustíveis Os cilindros de gás devem ser armazenados em local externo. 5. Os reagentes inflamáveis e combustíveis deverão ser armazenados em local arejado e ao abrigo da luz.4. montagem e uso dos Equipamentos de proteção: O laboratórios deve se responsabilizar pelo fornecimento de EPIs para os funcionários. bem como o de funcionários sem jaleco nos corredores e setores técnicos. Este deve ser retirado apenas nas áreas de transição entre os setores técnicos e de apoio. bem como garantir a limpeza e/ ou descarte dos mesmos. coberto. 5. evitando que não sejam levados para a casa dos funcionários ou descartados em locais impróprios. 4. É proibida a circulação de funcionários com EPIs nos setores não técnicos. 7 .2-Jaleco: Deve ser de uso individual e utilizado em todas as áreas do laboratório que desenvolvam atividades técnicas. Disponibilidade.1-Placas indicativas: Representam a principal ferramenta de educação dos funcionários e devem estar em todas as partes do laboratório onde uma informação sobre biossegurança tiver que ser passada. amplo. 5. Estas devem estar em ambientes ventilados e mantidas preferencialmente próximas ao solo para evitar acidentes de queda sobre o manipulador ao tentar apanhá-la.

5.  Quando utilizadas com material biológico ou químico devem ser descartadas em container para descarte de lixo biológico.5. Lavá-las sempre que retirar as luvas. centrifugação. 5. como atender o telefone ou utilizar o terminal de computador.  Ser descontaminada após cada uso e estocada em uma área limpa no caso das luvas não descartáveis. TODO MATERIAL BIOLÓGICO. As mãos deverão ser lavadas freqüentemente durante o dia.). 5. Deve ser verificado semanalmente para o correto funcionamento.Lava-olhos: Devem estar localizados dentro do laboratório e os funcionários treinados para o uso. ou contato acidental com material biológico. 8 . come ou fumar. etc. execução de raspados epidérmicos. antes de sair do laboratório.4-Máscara e óculos de proteção: Devem ser utilizados em todas as atividades que envolvam a formação de aerossol ou suspensão de partículas ( ex. temperaturas extremas e injúria traumática. Isto se aplica mesmo aqueles em recipientes APARENTEMENTE LIMPOS E SECOS. As mãos devem ser lavadas após a remoção das luvas. O laboratório deve garantir a disponibilidade de jalecos para os visitantes e funcionários de setores não técnicos que necessitem entrar nos setores técnicos.  Devem ser retiradas ou uma Segunda luva de proteção deve ser colocada para trabalho com material não contaminado. antes e após o contato com pacientes . agentes químicos específicos. deve ser manipulado com o uso de luvas de borracha. semeadura de material clínico.3-Luvas:  As diferentes luvas disponíveis para os funcionários devem conferir proteção contra risco biológico.: pipetagem.

O acionamento deve ser fácil para que funcionários mesmo com os olhos fechados possam acioná-la. corrosivas 9 .6-Escudo de proteção contra respingos : Devem ser fornecidos para qualquer funcionário que esteja envolvido em atividades geradoras de aerossol como a abertura de tubos de sangue.7-Kit de primeiros socorros: Deve estar disponível em todos os setores e constar de material necessário para tratamentos.8-Kit de desinfeção: Deve estar disponível em todos os setores para contenção e descontaminação em caso de acidentes com material biológico no laboratório. Devem ser checadas mensalmente para seu correto funcionamento. 6. Os funcionários devem ser treinados para seu uso. NÍVEL DE RISCO GRAU DE Baixo: Baixo a moderado: Moderado a alto: Alto risco: RISCO  Serviços  Transporte de  Coleta de  Preparo de soluções burocráticos material para espécimes clínicos.Quando ocorrer acidente com derrame de material nos olhos. 5. Quadro de níveis de riscos biológicos Labs Patologia . como pequenos ferimentos na pele ocorridos na área de trabalho. 5. 5. estes devem ser lavados por no mínimo 15 minutos.Distinção dos níveis de risco biológico associado à rotina de trabalho Nível do Risco NRB-1 NRB-2 NRB-3 NRB-4 Biológico (NRB) A. Os funcionários devem ser treinados para o uso. 5.10-Capelas de exaustão e câmaras de fluxo laminar: Devem ser utilizadas para proteção contra material volátil ou proteção microbiológica respectivamente.9-Ducha de segurança: Deve estar montada dentro da área do laboratório em local de fácil acesso por todos os setores. As câmaras de fluxo laminar podem ser utilizadas na proteção do operador ou do material no seu interior dependendo da rotina efetuada. 5.

técnicos e proibido alimentos . uso de EPIs. aerossol. etc. (proibido fumar.) EPIs. etc. proibido alimentos.) alimentação  Extintores  Lista e interpretação dos sinais encontrados nas instalações do laboratório 3. HIV ou HBV resultados microrganismos  Semeadura de  Extração e  Atendimento material clínico manipulação de para cultura material genético  Manipulação de (RNA ou DNA) microrganismos ou culturas potencialmente contaminadas B.  Manipulação de  Preparo de culturas de  Cadastro de análise em lâminas para Mycobacterium exames bandejas colorações ou tuberculosis e  Preparo de  Autoclavação microscopia direta. Acesso de pessoal permitido Não recomendado proibido Proibido não Técnico 2. uso de EPIs. utilizar lavar as mão. parasitologia. Patol. etc). proibido uso de EPIs na área não técnica. origem Cruzada: mãos e Frascos e equipamentos Frascos. biológico. emergência material contaminado. biológico. ou  Material material entre  Calibração de outros líquidos sabidamente os postos equipamentos sem biológicos. material contaminado. (proibido fumar. proibido alimentos .  Processamento de espécimes para exames (urinálise. Acesso de pessoal permitido Permitido restrito Proibido de outros setores Alertas de atividades de risco para o setor (proibido fumar. Queimaduras 10 . proibido alimentos.) Alertas de risco para o Alertas de risco para o Alertas de risco para o Placas indicativas: executante (risco executante (risco executante (risco  Saída de biológico.) EPIs. contaminado com  Liberação de cultura de  preparo de lâminas.  Chuveiro e etc) etc) etc) 3. demais espécies de reagentes não  Técnicas de etc) Mycobacterias tóxicos coloração  Centrifugação de patogênicas  Transporte de  Microscopia sangue. utilizar  Área de EPIs. material contaminado. etc. etc. uso de EPIs.. anat. PRÁTICAS DE SEGURANÇA 1. lava olhos Alerta de atividades de Alerta de atividades de Alerta de atividades de Sinalização  Delimitação risco para o setor risco para o setor risco para o setor entre setores (proibido fumar. urina. burocráticos lavar as mão. utilizar lavar as mão.

Câmara de fluxo Câmara de fluxo Minimização Não necessária Não necessária laminar laminar de aerossóis exaustão exaustão C. luvas Jaleco. choque Queimaduras. corte choque elétrico. Processamento de 11 . Sacos plásticos para autoclavação dentro de autoclavação dentro de Transporte autoclavação dentro de baldes com indicação baldes com indicação de lixo Não realizada baldes com indicação de de material de material biológico material contaminado contaminado contaminado Jaleco. equipamentos contaminados por perfurações com pessoal dos setores contaminados com material biológico ou técnicos ou visita a patógenos de espécimes Contaminação equipamentos do risco estes setores clínicos Acidentes em geral: contaminados Acidentes em Acidentes em geral: Queimaduras. luvas Jaleco. corte elétrico. EPIs NECESSÁRIOS PARA AS ATIVIDADES 1. elétrico. JALECO OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO  Termoresistentes para autoclavação 2. corte Todo o material utilizado deve ser esterilizado por As bandejas devem ser Todo o material flambagem ou descontaminadas com utilizado deve ser autoclavação ou solução de hipoclorito esterilizado por descartado em solução de sódio flambagem ou germicida Lâminas usadas devem autoclavação ou 4. câmara de fluxo laminar Preparo de lâminas para ou capela de exaustão coloração pelo Ziehl Nielsen. Alimentaçã o ou proibida Proibida proibida proibida aplicação de cosméticos Bico de bunsen 8. corte Queimaduras. choque elétrico. MÁSCARA Não necessário Não necessário Somente em atividades Não necessário com formação de Obs: o trabalho será aerossol :semeadura de realizado apenas em espécimes para cultura. pipitarem Não realizada equipamento equipamento equipamento 7. Riscos Os perfuro-cortantes nenhum ser descartadas em descartado em solução dos rejeitos devem ser descartados solução germicida germicida na caixa rígida para As toalhas de papel ou Os perfuro-cortantes material conataminado qualquer lixo resultante devem ser descartados Os resíduos químicos desta atividade devem na caixa rígida para devem ser estocados em ser autoclavados material conataminado recipientes fechados e coletados por uma empresa especializada Sacos plásticos para Sacos plásticos para 5. luvas Auxiliada por Auxiliada por Auxiliada por 6. LUVAS Não necessário  látex para outras De látex De látex atividades 3. choque Acidentes em geral: geral: Queimaduras.

etc. Necessário. Com novo funcionário. podendo 1. OBRIGATÓRIO NÃO OBRIGATÓRIO laminar USO obrigatório AO 3. Necessário quando Necessário quando Necessário quando Necessário quando vigilância apropriado apropriado apropriado apropriado médica 3. Somente em atividades com formação de aerossol :semeadura de espécimes para cultura. Protetor Não necessário Não necessário onde a Não necessário de ouvidos centrifugação é empregada D. acidentes Comunicar Comunicar Comunicar Comunicar 12 . USO obrigatório AO FINAL DO trabalho - LÂMPADAS Não necessário Não necessário FINAL DO DIA . câmara de fluxo Não necessário Não necessário Pode ser utilizado.30 30 minutos (somente ULTRAVIOLE TA minutos para material contaminado)  Descontaminação  Descontaminação de superfícies após  Descontaminação após qualquer qualquer contato após qualquer contato com 5. etc. realizado apenas em Processamento de câmara de fluxo laminar material para exames ou capela de exaustão Manipulação de culturas Centrifugação. Com atividades registro das atividades registro das atividades registro das atividades 2. vacinação obrigatória obrigatória obrigatória obrigatória (hepatite) 4. Preparo de lâminas para Não necessário coloração pelo Ziehl Obs: o trabalho será 4. Bico de ser substituído pela Não necessário Não necessário Não necessário bunsen câmara de fluxo laminar 2. com espécimes contato com espécime clínico DESCONTAM Limpeza diária de clínicos ou culturas espécime clínico (equipamentos e INAÇÃO rotina com hipoclorito 2% (equipamentos e superfícies) QUÍMICA DA  Limpeza diária superfícies) ÁREA  Limpeza diária com hipoclorito 2%  Limpeza diária com com hipoclorito 2% nas bancadas e hipoclorito 2% nas nas bancadas e pisos bancadas e pisos pisos E. com após a entrada de um após a entrada de um após a entrada de um TREINAMEN registro das TO novo funcionário. Com novo funcionário. material para exames Manipulação de culturas Centrifugação. EQUIPAMENTOS DE CONTENÇÃO DE CONTAMINAÇÃO Obrigatório. ÓCULOS Não necessário Não necessário Nielsen. Somente no preparo de espécimes 5. OUTRAS NECESSIDADES Programa semestral ou Programa semestral ou Programa semestral ou 1.

álcool 70%.1-Descontaminação de área após derramamento de material biológico ou cultura de microrganismos 1. Colocar o material absorvente nos sacos para descarte e os perfuro cortantes nas caixas rígidas. No setor de microbiologia a área deve ser irradiada por 30 minutos com ultravioleta. momento.1.) evitando a formação de novos aerossóis. Notifique imediatamente aos demais funcionários do setor. hipoclorito. Registrar o acidente. Se houver algum risco biológico associado com a liberação do aerossol todos os funcionários devem deixar imediatamente o setor. no momento. Caso tenha ocorrido. glutaraldeído. Preparar os sacos para descarte de material contaminado 7. etc.2-Descontaminação de pequenas áreas (INSTRUÇÃO PARA DESCONTAMINAÇÃO) 4.Controle ambiental 6. 6.1. Remover as luvas cuidadosamente e descarta-las juntamente com o material contaminado. Os indivíduos envolvidos no acidente devem verificar suas vestimentas quanto a contaminação com o material.1. 11. 12. Colocar os EPIs necessários. 13 . Mover-se lenta e cuidadosamente durante o tratamento da área com o descontaminante próprio (álcool iodado. Lavar as mãos com água e sabão e solução anti-séptica. 2. Realizar registro do Realizar registro do Realizar registro do Realizar registro acidente e medida acidente e medida acidente e medida do acidente e tomada tomada tomada medida tomada 6. 5. 6. imediatamente ao diretor do imediatamente ao imediatamente ao imediatamente ao laboratório ou diretor do laboratório diretor do laboratório diretor do laboratório ou médico ou médico responsável ou médico responsável médico responsável no responsável no no momento. momento. 3. Identificar a área que necessita de descontaminação. Cobrir a área inteira com uma toalha absorvente e deixar o germicida agir por 30 minutos antes de recolher com os fragmentos grosseiros. 8. germekil. as medidas de descontaminação da roupa devem ser tomadas. 13. 9.

2.2 . 4.Esterilização e descontaminação 6. assegurando a completa destruição de microrganismos. com indicação de MATERIAL CONTAMINADO PARA SER AUTOCLAVADO.1-Procedimentos gerais de descontaminação Estes procedimentos devem ser seguidos para o descarte de rejeitos: 1. 6. O material a ser autoclavado deve ser estocado em sacos brancos fechados. O material para ser lavado após a autoclavação deve ser estocado em baldes com tampa com a indicação MATERIAL NÃO INFECCIOSO (PARA SER LAVADO). agente biológico com capacidade de reprodução ou potencial infeccioso.Kit de limpeza  Instrução para descontaminação por escrito e em local de fácil visualização  EPIs  Pá plástica  Desinfetantes apropriados (dentro da validade)  Toalha de papel absorvente  Saco plástico para descarte de material contaminado e caixas rígidas para perfuro cortantes  Documentação 6. dentro de baldes fechados caso não sejam autoclavados no mesmo dia. 3. A combinação destes compostos pode produzir uma explosão. Este processo geralmente envolve aquecimento da água em uma câmara sob pressão gerando vapor sob uma 14 . A esterilização é o melhor método de eliminação do risco biológico. Todo material infeccioso ou equipamento utilizados na rotina do laboratório devem ser desinfetados antes da lavagem ou de ser jogados no lixo. A autoclavação deve ser o método de escolha . O uso da autoclave é o método mais utilizado nas instituições de saúde e pesquisa. Material oxidante como hipoclorito ou outro oxidante forte não deve ser autoclavado com material orgânico como papel ou óleo.2. exceto para todo e qualquer material reaproveitável termolábil ou produtos oxidantes ou que liberem subprodutos tóxicos quando aquecidos.3-AUTOCLAVAÇÃO O termo esterilização refere-se à completa eliminação de patógenos.

Esta cultura pode ser adquirida comercialmente sendo a apresentação em ampolas com meio de cultivo e indicador de pH. Um dos processos deve ser utilizado FITA INDICADORA ou INDICADOR BIOLÓGICO. O tempo é medido após a temperatura do material envolvido atingir 121° C. Incubadora para a cultura 121o C Teste atividade Sobrevive por Morre em B. o que ocorre em temperatura de cerca de 121° C por no mínimo 15 minutos. indicando que houve uma autoclavação eficiente. stearothermophilus autoclavação 5 min. Caso ocorra interrupção no processo de aquecimento durante a marcação do tempo. Após a esterilização as ampolas são incubadas na temperatura adequada e verificadas para a viragem do indicador. que são incluídos com o material a ser esterilizado dentro do autoclave. Ampolas contendo esporos de Bacillus stearothermophilus 2. bem como controle do processo com uso de um indicador químico ou biológico.1-Controle do processo O melhor controle para esterilização é o uso de esporos de Bacillus stearothermophilus.3. o que indica que houve crescimento microbiano e falha no processo de autoclavação. Em uma perfeita esterilização não haverá crescimento microbiano ou viragem do pH. o que pode impedir que a temperatura no interior do aparelho atinja os 121 o C . 6.Para este ultimo ainda são necessários os seguintes complementos: 1. Neste caso o indicador na fita branca muda para uma cor negra ou cinza. A fita de autoclave é um exemplo deste indicador. para isto deve haver um monitoramento da temperatura com um termômetro-manômentro. Os indicadores químicos também podem ser empregados no controle de esterilização por autoclavação. 13 min. Material necessário para a validação do processo.pressão de 15 psi. TODO O PROCESSO deve ser repetido. Fita indicadora autoclavação Não muda de cor Torna-se escura Em relação Em relação tempo/ temperatura tempo/ temperatura ineficientes eficientes 15 . O fator crítico nesta fase é a garantia que não fique ar preso no interior do autoclave.

além da data de preparo e validade. 6.Desinfetantes líquidos Estes devem ser estocados nos frascos originais em um ambiente de uso exclusivo do pessoal de limpeza.2-Critérios de aceitabilidade  A fita indicadora deve mudar de cor  Os esporos não devem crescer após incubação da ampola 6. As soluções diluídas de acordo com as especificações para uso devem ser estocadas por um pequeno período. bem como o arranjo do material no forno.5. Neste processo o ponto crítico é a composição química de material que está sendo esterilizado. tornando este objeto incapaz de transmitir doenças. 121o C /15 minutos 6. 16 .4-Forno Pasteur O uso de esterilização seca (Forno Pasteur) é menos eficiente que a esterilização pelo vapor do autoclave.1. bem como o grau de toxicidade que este apresenta. A esterilização pelo calor seco é eficiente quando realizada à 160°- 180° C por períodos de 2 à 4 horas.3. no máximo 48 horas para evitar perda de atividade do produto. Material termolábil não deve ser utilizado no processo. Estes frascos devem conter as especificações do produto.3. Fatores que determinam a efetividade de um desinfetante a) concentração do princípio ativo b) quantidade de material orgânico no material a ser descontaminado c) tempo necessário para a ação d) temperatura e pH e) nível de contaminação f) tipo de contaminação envolvida g) características físicas do material a ser descontaminado 6. 6.3-Registro  Registrar o resultado em uma planilha de controle de esterilização. Apenas pequenas quantidades devem ser estocadas no ambiente nos setores para uso rotineiro.5-Descontaminação (Desinfecção) Pode ser definida como a redução da maioria ou eliminação dos microrganismos patogênicos em uma superfície ou objeto.

Eficiente desnaturante de lipídios de vírus envelopados e células vegetativas de bactérias. Uso: descontaminação de superfícies (exceto acrílico). Atividades de descontaminação sob refrigeração utilizando formaldeído devem ser evitadas. Não utilizar em região de mucosas.1) Álcool etílico 80% Eficiente desnaturante de lipídios de vírus envelopados e células vegetativas de bactérias. Não é corrosivo. 2) Álcool etílico iodado (álcool etílico 80% + 2% de iodo cristal dissolvido) Mais eficiente que o álcool etílico puro devido ao efeito halogêneo do iodo. esporos bacterianos e fungos 17 . 4) Componentes fenólicos Com odor desagradável e altamente corrosivo. Principalmente em equipamentos metálicos por ser menos corrosivo. 3) Formaldeido e glutaraldeído O uso do Formaldeído na descontaminação é ideal a 5% de concentração do gás na água. Uso: Descontaminação de pequenos equipamentos. durante a coleta de material para análise. Uma desvantagem do seu uso é o odor irritante liberado. Evapora rapidamente e é bastante inflamável. Apresentam em grande espectro de ação. Uso: latas de lixo (creolina) 5) Quaternários de amônio Excelentes desinfetantes. bem como liberação de odores. pois este ultimo em baixas temperaturas perde atividade. com baixa toxicidade e resíduos corados. Uso: descontaminação de superfícies (exceto acrílico) ou na antisepsia da pele. EPIs especiais principalmente com proteção para os olhos e aparelho respiratório devem ser utilizados. Seu uso deve ser evitado na anti- sepsia durante a coleta devido à alergia ao iodo apresentada por alguns pacientes. inclusive contra os bacilos da tuberculose. podendo causar hipersensibilidade. deve ser evitado no laboratório. Evapora rapidamente e é bastante inflamável. Não é corrosivo. O glutaraldeído é preferível por ser menos irritante. ou superfícies com alto grau de contaminação.

que deve ser evacuado durante o processo. bem como superfícies. Uso: Superfícies e chão para a limpeza de rotina. 4.6 . As centrífugas devem ser instaladas em um compartimento isolado. bem ventilado. principalmente a quebra de tubos com espécimes clínicos e conseqüente formação de aerossol que pode expor vários funcionários à agentes infeciosos. Ex. Caso ocorra um acidente.SEGURANÇA BIOLÓGICA DAS CENTRÍFUGAS Devido ao alto índice de acidentes neste aparelho. as centrífugas merecem uma atenção especial em relação à segurança biológica. apresentam um grande espectro de ação. 3. é a mais utilizada entre as preparações comerciais. Altamente oxidante e extremamente corrosivo em metais.Descontamine o suporte da centrífuga com glutaraldeído ou hipoclorito (água sanitária). 25 hipoclorito de sódio. pipetas e ponteiras. lâminas. álcool. Deve ser utilizada proteção especiais para os olhos e aparelho respiratório durante a aplicação.Descontaminação de tubos. luvas. 18 . os frascos devem ser escuros e as soluções trocadas a cada 24 horas.Retire os demais tubos da centrífuga e descontamine a parte interna do equipamento com uma gaze embebida em uma das soluções germicidas descritas acima. 7) Compostos iodados Utilizados geralmente associados com outros compostos (detergentes. Deixe o aerossol baixar durante 30 minutos. As soluções diluídas perdem atividade rápido principalmente quando expostas à luz. O que fazer em caso de ACIDENTES NA CENTRÍFUGA: 1. GERMEKIL 6) Componentes clorados Amplamente utilizados . etc). álcool iodado ou lizoforme por no mínimo 15minutos. quebra de tubos. Pouco ativo em presença de grandes quantidades de material orgânico. Coloque seus EPIs . 2. Deve haver um cuidado especial com os indivíduos alérgicos. A água sanitária. o equipamento deve ser descontaminado com glutaraldeído ou mesmo hipoclorito de sódio. Uso: Equipamentos e superfícies contaminadas ou na anti-sepsia da pele em pacientes não alérgicos. iodine 6. máscara e óculos de proteção. Desta forma. Ex.

Pérfuro-cortantes (contaminados ou não) – Qualquer material capaz de causar perfurações ou cortes na pele. 4. aspirados . 3. fezes e outros fluidos corporais que NÃO devem ser descartados diretamente no sistema de esgoto.1 -Tipos de Lixo: 1.Descarte os fragmentos do tubo na caixa amarela para perfuro-cortantes.Comunique o incidente ao responsável pelo setor para que seja providenciada uma nova amostra. alças. 19 . Processo em anexo). Estes devem ser colocados em sacos plásticos branco com a indicação de lixo biológico com o símbolo de RISCO BIOLÓGICO e autoclavados antes do descarte. autópsias e de procedimentos laboratoriais. 5. O principal tratamento é a AUTOCLAVAÇÃO 121 oC/ 35 min. agulhas. Todo o lixo contaminado gerado pelo laboratório deve ser esterilizado antes do descarte. Este tipo de lixo deve ser incinerado ou autoclavado e enviado para uma área de descarte de lixo hospitalar regulamentada. 7. Entre estes incluem-se agulhas de seringas. Lixo Biológico – Sangue e produtos sangüíneos. etc. secreções. A coleta deverá ser efetuada por uma empresa especializada em lixo hospitalar que possua contrato de serviço com o laboratório (Koleta –Serviços Técnicos LTDA. 6. contaminado e lixo químico. equipamentos utilizados para manipulação de culturas (ponteiras. Estes deverão ser descartados em uma caixa rígida AMARELA que devera ser autoclavada antes do descarte. Culturas e estoque de agentes infecciosos – Culturas microbianas. 7.0 – Manejo do lixo O lixo do laboratório é dividido em: Não contaminado. (em caso de material contaminado). exsudatos.Estes devem ser mantidos em um reservatório fechado e recolhido por uma empresa especializada.Estes só poderão deixar o laboratório após sofrerem uma rígida descontaminação a fim de minimizar os riscos de contaminação do pessoal de transporte e manutenção. Lixo patológico. 5.). Este tipo de lixo DEVE ser tratado de forma que se transforme em um lixo que não ofereça risco ambiental.Tecidos humanos ou partes do corpo removidas durante cirurgias incluindo material de obstetrícia. Equipamentos e aparelhos utilizados nos exames. 2. Resíduos líquidos combustíveis contaminados. pipetase tubos quebrados. 6.

2. 20 . Esta deve ser autoclavada e enviada para descarte por uma empresa especializada.devem conter a descrição da natureza de solutos e solventes e concentrações. Resíduos reativos Soluções aquosas de materiais instáveis que sofram mudanças químicas violentas sem detonação. Líquidos . papéis. INDICAÇÃO DE RESÍDUOS LÍQUIDOS: todos devem ser devidamente indicados com sinais de acordo com as normas da ABNT. em sacos plásticos brancos com O SÍMBOLO DE RISCO BIOLÓGICO. Resíduo COM POTENCIAL fonte de ignição Um líquido que tenha o ponto de fulgor de menos que 140ºC. 5. 4.Coletar em sacos plásticos de cor preta e depositar em latas de lixo. Resíduo tóxico Resíduo que contém um dos seus componentes em concentrações iguais ou maiores que os valores das tabelas de concentração máxima de resíduos tóxicos. Um sólido capaz de causar fogo por fricção ou absorção de umidade ou que sofre mudanças químicas espontâneas que resultem em queima vigorosa e persistente. processo ou procedimento. não atende as especificações originais do fabricante.Devem ser coletados. entre eles: os resíduos sólidos. Também descrever a quantidade de água presente. 1.8.: pequenos frascos de reagentes antigos nunca utilizados ou com a validade vencida.: produtos diluídos. Resíduos corrosivos Soluções aquosas de pH menor ou igual a 2 ou maior ou igual a 12. Material pérfuro-cortante contaminado .ROTULAGEM DE RESÍDUOS DO LABORATÓRIO: Material contaminado. estes devem ser depositados em baldes de lixo que apresentem a indicação de lixo contaminado não autoclavado. luvas contaminadas.5 3. Em caso de necessidade de estocagem antes da autoclavação. com a indicação de LIXO COMUM.0. Observações importantes Um produto comercial (nunca processado) deve ser descartado no frasco original. misturas reacionais. Material não contaminado. etc. possam reagir violentamente com água formando misturas potencialmente explosivas ou que possam gerar gases perigosos ou possivelmente letais. Procure ser o mais exato possível nas descrições. Ex. Resíduos de processos Utilizado para aqueles resíduos que em virtude de algum uso. Ex. que indica material contaminado.Coletar os resíduos utilizando os EPIs necessários e depositar caixas rígidas (cor amarela) própria para este tipo de material.

pedaços de pano ou outro material orgânico. Soluções de peróxidos 21 . Não dilua soluções propositadamente para atingir este valor. agitando continuamente a mistura. Qualquer respingo deve ser imediatamente limpo. 3. Materiais corrosivos O piso dos locais de manipulação de produtos corrosivos deve ser conservado o mais seco possível. Manter ácidos. Líquidos que sejam fontes de ignição e solventes orgânicos Manter separados solventes halogenados de solvente não-halogenados se possível. 5. Deve-se neutralizar com cal ou absorvê- lo com granulado absorvente. Mantenha os solventes acidificados separados de outros solventes e resíduos ácidos. Quando diluir ácidos com água. de madeira ou cerâmica. 2. estopas.1-Principais resíduos químicos no laboratório 1. Evite misturar ácidos e bases concentradas num mesmo recipiente. Ácidos. a água nunca deverá ser adicionada ao ácido.8. bases e soluções aquosas contendo metais pesados separados de outros resíduos. e sim. este deverá ser adicionado à água. Peróxidos O uso de peróxidos deve ser limitado à quantidade mínima necessária. Evitar fontes de calor. A concentração máxima para a execução destes procedimentos é de 5 ppm. O derrame ou escape de líquidos corrosivos não deve ser absorvido por meio de serragem. 7. O formaldeído é um agente suspeito de provocar câncer com baixos índices de exposição permitida e poucos sintomas de advertência. Espátulas de metal não devem ser usadas para manusear peróxidos. Separe os solventes orgânicos de soluções aquosas quando possível. bases e soluções aquosas Não misturar ácidos inorgânicos fortes ou oxidantes com compostos orgânicos. Estas soluções são mutagênicas em altas concentrações. Soluções contendo mercúrio Mantenha estes resíduos separados de todos os outros 6. Em caso de contato físico. 4. Soluções de brometo de etídio Soluções muito diluídas podem ser descartadas nas linha de esgoto especiais. lentamente. Soluções de formol ou formaldeído: Soluções diluídas devem ser estocadas em recipentes fechados para posterior coleta para uma empresa especializada. deve-se lavar abundantemente com água corrente e procurar imediatamente socorro médico.

devem conter um rótulo com as seguintes informações: Nome do produto Quem preparou Concentração Cuidados Data do preparo Data da validade Condições de estocagem OBSERVAÇÕES IMPORTANTES A) Ao reutilizar um frasco vazio certifique-se de que a etiqueta original foi complemente retirada antes de colocar a nova etiqueta. Bases inorgânicas: São diluídas como ácidos e neutralizadas com ácido sulfúrico.0-RECOLHIMENTO E DESATIVAÇÃO DE RESÍDUOS DO LABORATÓRIO A finalidade destas indicações é transformar produtos químicos ativados em derivados inócuos para permitir o recolhimento e eliminação segura.. Esta inativação deve ser feita em escala reduzida. de acordo com a sua solubilidade e ponto de congelamento. 22 . B) Quando encontrar uma embalagem sem rótulo de identificação. Evitar qualquer tipo de impacto tais como. Para minimizar a decomposição. etc.0-MANIPULAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS Rotulagem Todos os frascos. descarte o produto. moagem.devem ser armazenadas em frascos de polietileno com tampa esmerilhadas. Métodos de eliminação e desativação Soluções aquosas de ácidos orgânicos: São neutralizadas cuidadosamente com bicarbonato de sódio ou hidróxido de sódio Ácidos inorgânicos: São diluídos em processo normal ou em alguns casos sob agitação em capela adicionando-se água. fricção. os peróxidos devem ser estocados em temperaturas baixas. 9. jamais frascos de vidro. 10. Todos os trabalhos devem ser executados por pessoal habilitado com o uso EPIs adequados para cada finalidade. originais do produto ou não. A seguir neutraliza-se com solução de hidróxido de sódio.

substâncias orgânicas ou combustíveis Amônio Nitrato finamente divididos Anilina Ácido nítrico. principalmente nos almoxarifados. halogêneos Permanganato de Glicerina. peróxidos. ácido perclórico. álcoois. ácido sulfúrico Potássio 11. etilenoglicol. metais em pó. amoníaco Metais Alcalinos Água. Ácido Nítrico Ácido acético.1 . ácido nítrico. cloro. bromo. líquidos e gases combustíveis. mercúrio Óxido de cromo IV. hipoclorito de cálcio. Ácido Acético permanganato. enxofre Cobre Acetileno. Ácido Perclórico perclorato de potássio Amoníaco Mercúrio. anilina. Produtos Químicos Incompatíveis Substâncias Estocagem Incompatível com: Acetileno Cloro. papel. substâncias combustíveis Nitrato de amônio. ácido acético. clorato de potássio. álcoois. peróxido de sódio Hidrogênio Peróxido Cobre. peróxido Líquidos inflamáveis de sódio. glicerina. tetracloreto de carbono. halogêneos Mercúrio Acetileno. Hidrocarbonetos Flúor. naftaleno. cobre. acetonas.Armazenamento Ao armazenar substâncias químicas. Disponibilidade de EPIS e EPCs.11. anilina. metais em pó. iodo. oxidantes Cianetos Ácidos Cloratos Sais de amônio. prata. sais de mercúrio Anidrido acético. peróxido de hidrogênio Carvão Ativo Hipoclorito de cálcio. líquido e gases combustíveis Ácido Oxálico Prata. peróxido de hidrogênio. Sinalização correta. madeira.TRANSPORTE DE SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS 23 . Sistema de ventilação. bromo Ácidos. líquidos combustíveis. Área administrativa separada da área técnica e da armazenagem. ácidos. ferro. bromo. considerar: Incompatibilidades entre os materiais armazenados. flúor. ácido nítrico. cromo. peróxido de hidrogênio Cromo IV Óxido Ácido acético.

tóxicos. para evitar trincar o vidro. favor contactar o setor de Qualidade. É proibido o transporte de material de risco (inflamáveis.  Nunca pipetar substâncias químicas com a boca  Usar peras de borracha ou pipetadores automáticos.  Utilizar sempre.  A vidraria utilizada no preparo de soluções deve ser de boa qualidade.Biossegurança da Patologia (ramal 2121 . irritantes e corrosivos). teflon ou plástico.Marco Miguel. O transporte destes produtos deverá ser efetuada apenas em carros de carroceiria fechada estando o produto devidamente acondicionado e claramente identificado quanto ao risco que representa (vide informação no rótulo do produto). EPI específico. em motocicletas. Nilson.  Não usar vidraria que esteja trincada. 12-Preparo de Soluções  Fazer uma leitura prévia das características da substância que está manuseando.1-Procedimentos em caso de acidente com soluções: 24 .  Usar sempre. acético. sulfúrico. 2. Márcio. Alguns produtos incluídos nesta categoria e freqüentemente transportados por nossos funcionários: Álcool (etanol. Valéria Lessa ou Pedro Ventura). etc.) Formaldeído Gás combustível (comercial) Hipoclorito Xilol Solventes orgânicos Frascos para coleta de urina de 24 horas com conservante Nos casos em que o risco da substância não for identificado . de preferência de vidro boro-silicato. lascada ou corroída. metanol) Ácidos (clorídrico. explosivos. bastão com proteção de borracha.

bujões de gás devem ser armazenados em local bem ventilado na área externa do prédio. anutenção do bom estado da parte elétrica do prédio. Manutenção de funcionários que garantam a segurança do prédio. vigias. Em Ambientes que utilizam muito equipamento elétrico deve-se ter maior número de extintores para eletricidade enquanto aqueles em que o número de produtos químicos for muito grande devem conter extintores PQS em número suficiente. Atenção com substâncias potencialmente inflamáveis na hora de utilizar o fogo. Deve existir no laboratório uma dio treinada por órgão oficial. Também é recomendável dentro de laboratórios que contenham muitos solventes ou eqos elétricos. Os dois podem ser utilizado em ambos os casos mas com meno do extintor devem ser guardados em local livre e não distantes mais do que a 1 metro do piso e devidamente sinalizados. eletricidade (extintores a gás CO2) e para papéis (extintores de água comprimida) devem estar disponíveis. a metodologia de primeiros socorros e descontaminação da área deverão ser realizadas de acordo com a substância envolvida e as instruções do fabricante contidas no rótulo.Como as substâncias apresentam diferentes propriedades. 13-INCÊNDIOS Como evitá-los: uso adequado das tomadas conforme recomendações especificadas na "normas básicas para uso de equipamento elétrico". Estocar substâncias potencialmente inflamáveis longe de fontes de calor ou tomadas. Recomenda-se em locais com maior periculosidade que haja uma extintor a cada 10m. 25 . Os extintores devem estar com a carga válida e devem estar a disposição em local acessível a todos. durante os fins de semana e feriados.1-EQUIPAMENTO PARA CONTROLAR INCÊNDIO  Extintores de incêndio para produtos químicos (extintores PQS de pó). 13.

Desligar imediatamente a capela e fechar as saídas de gás. PQS . Telefones úteis Bombeiros 193 Polícia 190 Defesa Civil 199 Luz e Força 196 26 .Seguir corretamente as instruções de uso do extintor que devem ser alocados em local livre e não distantes mais do que a 1 metro do piso e devidamente sinalizados.Fazer a evacuação com calma. notificar o serviço de segurança para recarregamento. Incêndio de pequeno porte . 14. .  Fechar janelas e portas.material inflamável (pode ser utilizado c/menor eficiência p/eletricidade). Precauções em caso de incêndio de grande porte . quando possível.Após o uso do extintor. ande o mais rente possível do piso. .  OUTRAS ATIVIDADES QUE DEVEM SER REALIZADAS: Fechar e remover o bujão de gás. Em caso de fumaça. . quando possível.Utilizesempre o extintor de incêndio adequado: Pressão de água  papel CO2 - eletricidade ( pode ser utilizado c/ menor eficiência para material químico). Remover todos os produtos inflamáveis. quando possível.Manter a calma e dar o alarme. .

WHO-Laboratory Biosafety Manual.Biosafety in Microbiological and Biomedical Laboratories 3. Biossegurança no laboratório clínica.15. de Souza. M. Eventos 2.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 5.CDC/NIH.M. Geneve. Quality management in the Clinical Laboratory 16 – Documentos anexos e legenda dos símbolos 27 . 1998.Manuais de Legislação Atlas. Ed. 39a edição. 4.International Organization for Standartization ISO/TC 212/WG 1. 1994. Volume 16: Segurança e Medicina do Trabalho. 1998.