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LEI No 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000.

Regulamenta o art. 225, § 1o, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e
dá outras providências.

O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e
eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1o Esta Lei institui o Sistema Nacional de Unidades de XII - extrativismo: sistema de exploração baseado na coleta e
Conservação da Natureza – SNUC, estabelece critérios e normas extração, de modo sustentável, de recursos naturais renováveis;
para a criação, implantação e gestão das unidades de conservação.
XIII - recuperação: restituição de um ecossistema ou de uma
o
Art. 2 Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: população silvestre degradada a uma condição não degradada, que
pode ser diferente de sua condição original;
I - unidade de conservação: espaço territorial e seus recursos
ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características XIV - restauração: restituição de um ecossistema ou de uma
naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com população silvestre degradada o mais próximo possível da sua
objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de condição original;
administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção;
XV - (VETADO)
II - conservação da natureza: o manejo do uso humano da natureza,
compreendendo a preservação, a manutenção, a utilização XVI - zoneamento: definição de setores ou zonas em uma unidade
sustentável, a restauração e a recuperação do ambiente natural, para de conservação com objetivos de manejo e normas específicos, com
que possa produzir o maior benefício, em bases sustentáveis, às o propósito de proporcionar os meios e as condições para que todos
atuais gerações, mantendo seu potencial de satisfazer as os objetivos da unidade possam ser alcançados de forma harmônica
necessidades e aspirações das gerações futuras, e garantindo a e eficaz;
sobrevivência dos seres vivos em geral;
XVII - plano de manejo: documento técnico mediante o qual, com
III - diversidade biológica: a variabilidade de organismos vivos de fundamento nos objetivos gerais de uma unidade de conservação, se
todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso
terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação
ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade das estruturas físicas necessárias à gestão da unidade;
dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas;
XVIII - zona de amortecimento: o entorno de uma unidade de
IV - recurso ambiental: a atmosfera, as águas interiores, superficiais conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e
e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos
elementos da biosfera, a fauna e a flora; negativos sobre a unidade; e

V - preservação: conjunto de métodos, procedimentos e políticas que XIX - corredores ecológicos: porções de ecossistemas naturais ou
visem a proteção a longo prazo das espécies, habitats e seminaturais, ligando unidades de conservação, que possibilitam
ecossistemas, além da manutenção dos processos ecológicos, entre elas o fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a
prevenindo a simplificação dos sistemas naturais; dispersão de espécies e a recolonização de áreas degradadas, bem
como a manutenção de populações que demandam para sua
VI - proteção integral: manutenção dos ecossistemas livres de sobrevivência áreas com extensão maior do que aquela das unidades
individuais.
alterações causadas por interferência humana, admitido apenas o
uso indireto dos seus atributos naturais;

VII - conservação in situ: conservação de ecossistemas e habitats
naturais e a manutenção e recuperação de populações viáveis de
espécies em seus meios naturais e, no caso de espécies
domesticadas ou cultivadas, nos meios onde tenham desenvolvido
suas propriedades características;
VIII - manejo: todo e qualquer procedimento que vise assegurar a
conservação da diversidade biológica e dos ecossistemas;

IX - uso indireto: aquele que não envolve consumo, coleta, dano ou
destruição dos recursos naturais;

X - uso direto: aquele que envolve coleta e uso, comercial ou não,
dos recursos naturais;

XI - uso sustentável: exploração do ambiente de maneira a garantir
a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos
ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos
ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável;

promover a utilização dos princípios e práticas de possíveis e respeitadas as conveniências da administração. em caráter supletivo.favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental.incentivem as populações locais e as organizações privadas a estabelecerem e administrarem unidades de conservação dentro do sistema nacional.proteger as espécies ameaçadas de extinção no âmbito das unidades de conservação meios de subsistência alternativos ou a justa indenização pelos recursos perdidos. Meio Ambiente . próximas ou contíguas. salvaguardando o Parágrafo único. recursos naturais. respectivas atribuições: XII .valorizar econômica e socialmente a diversidade biológica. com as atribuições de acompanhar a XIII . autonomia administrativa e financeira.busquem proteger grandes áreas por meio de um conjunto VII .permitam o uso das unidades de conservação para a conservação in situ de populações das variantes genéticas selvagens dos animais e plantas domesticados e recursos genéticos silvestres. 4o O SNUC tem os seguintes objetivos: IX . habitats e ecossistemas do território nacional e das águas jurisdicionais. subsidiar as propostas de I . XIII .assegurem que no conjunto das unidades de conservação criação e administrar as unidades de conservação federais. CAPÍTULO II DO SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA – SNUC Art. integrando as diferentes paleontológica e cultural. práticas de educação ambiental. estaduais e municipais. espeleológica. de organizações privadas e pessoas físicas para o desenvolvimento de estudos.garantam uma alocação adequada dos recursos financeiros de ecossistemas naturais. a recreação em contato com a natureza e o turismo I – Órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do ecológico. uso sustentável dos VIII .assegurem. finalidade de coordenar o Sistema. arqueológica.proteger e recuperar recursos hídricos e edáficos. IV .proteger os recursos naturais necessários à subsistência implementação do Sistema.proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica. com a economicamente. X . XII . os órgãos estaduais e municipais. estas. atividades de preservação da natureza. as unidades de IV . possam ser satisfatoriamente atendidos por nenhuma categoria III . excepcionalmente e patrimônio biológico existente.Conama.busquem o apoio e a cooperação de organizações não- governamentais. e VI . de populações tradicionais. implantação e gestão das unidades de conservação. e suas respectivas zonas de geológica. uma vez criadas. III .SNUC é constituído pelo conjunto das unidades de unidades de conservação sejam feitos de forma integrada com as conservação federais. VI . Podem integrar o SNUC.busquem conferir às unidades de conservação. monitoramento. pesquisas científicas.órgãos executores: o Instituto Chico Mendes e o Ibama. em relação a criação. a critério do Conama. com as XI . recursos naturais e restauração e recuperação dos IX . viáveis das diferentes populações.contribuir para a preservação e a restauração da diversidade XI . recursos genéticos no território nacional e nas águas X . uma clara distinção. . ecossistemas. considerando as condições e necessidades sociais e econômicas disposto nesta Lei. locais. respeitando e valorizando seu conhecimento e sua cultura e promovendo-as social e II . unidades de conservação estaduais e II . a sustentabilidade econômica das unidades de conservação. nos casos possíveis.proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notável beleza cênica.promover o desenvolvimento sustentável a partir dos conservação possam ser geridas de forma eficaz e atender aos seus objetivos.contribuir para a manutenção da diversidade biológica e dos uso sustentável dos recursos naturais.assegurem a participação efetiva das populações locais na prevista nesta Lei e cujas características permitam.assegurem os mecanismos e procedimentos necessários ao municipais que. amortecimento e corredores ecológicos. geomorfológica. V . Art. dependa da utilização de recursos naturais existentes no interior II . nos casos V . concebidas para atender a peculiaridades envolvimento da sociedade no estabelecimento e na revisão da regionais ou locais. conservação da natureza no processo de desenvolvimento. 3o O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da VIII .Órgão central: o Ministério do Meio Ambiente. regional e nacional. 6o O SNUC será gerido pelos seguintes órgãos. 5o O SNUC será regido por diretrizes que: III . estejam representadas amostras significativas e ecologicamente estaduais e municipais. estudos e monitoramento ambiental. nas respectivas esferas de atuação. atividades de lazer e de turismo ecológico. manutenção e outras atividades de gestão das unidades de conservação. e Art. Art. com a função de implementar o SNUC.garantam às populações tradicionais cuja subsistência jurisdicionais.considerem as condições e necessidades das populações locais no desenvolvimento e adaptação de métodos e técnicas de I . necessários para que. de acordo com o políticas de administração das terras e águas circundantes.assegurem que o processo de criação e a gestão das Natureza . VII . possuam objetivos de manejo que não política nacional de unidades de conservação.recuperar ou restaurar ecossistemas degradados.proteger as características relevantes de natureza integrado de unidades de conservação de diferentes categorias.

O Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação se em dois grupos. AMBIENTES NATURAIS onde se asseguram condições para III . às normas preservar o equilíbrio natural.Reserva Biológica. 10. e da fauna residente ou migratória. 9o A Estação Ecológica tem como objetivo a preservação da cênica. serão denominadas. educacional. com exceção dos casos previstos nesta desapropriadas. singulares ou de grande beleza Art. de acordo com o que dispuser o Plano de Manejo atividades privadas ou não havendo aquiescência do proprietário da unidade ou regulamento específico. e ecológicos naturais.Monumento Natural. de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico. de acordo com o que dispõe a lei. Art. 11. 7o As unidades de conservação integrantes do SNUC dividem. § 1o O objetivo básico das Unidades de Proteção Integral é § 1o O Parque Nacional é de posse e domínio públicos. . IV . com características específicas: de ECOSSISTEMAS naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica. às normas dos ecossistemas no caso de: estabelecidas pelo órgão responsável por sua administração e I . desde que seja possível compatibilizar os objetivos pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas. O Monumento Natural tem como objetivo básico preservar SÍTIOS NATURAIS RAROS. de acordo com o que dispõe a lei. desde que seja possível compatibilizar os objetivos que as áreas particulares incluídas em seus limites serão da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do desapropriadas. local pelos proprietários. § 2o É proibida a visitação pública. a área deve ser às condições e restrições por este estabelecidas. exceto quando com objetivo § 2o Havendo incompatibilidade entre os objetivos da área e as educacional. ambiental. Lei. NATUREZA e a realização de pesquisas científicas. sendo admitido apenas o uso indireto dos que as áreas particulares incluídas em seus limites serão seus recursos naturais. CAPÍTULO III DAS CATEGORIAS DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Art. excetuando-se as medidas de recuperação de seus ecossistemas § 3o A visitação pública está sujeita às normas e restrições alterados e as ações de manejo necessárias para recuperar e estabelecidas no Plano de Manejo da unidade. § 3o A pesquisa científica depende de autorização prévia do órgão responsável pela administração da unidade e está sujeita às condições e restrições por este estabelecidas. bem como § 2o É proibida a visitação pública. V . de acordo com o que dispõe a lei. extensão total da unidade e até o limite de um mil e § 2o Havendo incompatibilidade entre os objetivos da área e as quinhentos hectares.Estação Ecológica. atividades privadas ou não havendo aquiescência do proprietário às condições propostas pelo órgão responsável pela Art. àquelas previstas em regulamento. Art. sem interferência humana direta ou modificações ambientais. exceto aquela com objetivo àquelas previstas em regulamento.Refúgio de Vida Silvestre.medidas que visem a restauração de ecossistemas àquelas previstas em regulamento. de acordo com regulamento específico. I . da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do em uma área correspondente a no máximo três por cento da local pelos proprietários. II . § 2o A visitação pública está sujeita às normas e restrições § 2o O objetivo básico das Unidades de Uso Sustentável é estabelecidas no Plano de Manejo da unidade. § 1o A Reserva Biológica é de posse e domínio públicos. quando criadas pelo Estado II . 8o O grupo das Unidades de Proteção Integral é composto órgão responsável pela administração da unidade e está sujeita pelas seguintes categorias de unidade de conservação: às condições e restrições por este estabelecidas. sendo § 4o A pesquisa científica depende de autorização prévia do que as áreas particulares incluídas em seus limites serão órgão responsável pela administração da unidade e está sujeita desapropriadas. bem como desapropriada. de acordo com o que dispõe a lei.pesquisas científicas cujo impacto sobre o ambiente seja § 1o O Refúgio de Vida Silvestre pode ser constituído por áreas maior do que aquele causado pela simples observação ou particulares. àquelas previstas em regulamento. bem como àquelas previstas em regulamento.manejo de espécies com o fim de preservar a diversidade Art. O Refúgio de Vida Silvestre tem como objetivo proteger biológica. a área deve ser limites. e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação II .Parque Nacional. sendo preservar a natureza. § 4o As unidades dessa categoria. IV . Parque III . possibilitando a realização de pesquisas científicas I .Unidades de Uso Sustentável. 13. § 3o A visitação pública está sujeita às condições e restrições § 4o Na Estação Ecológica só podem ser permitidas alterações estabelecidas no Plano de Manejo da unidade. ou Município.coleta de componentes dos ecossistemas com a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local finalidades científicas. § 1o O Monumento Natural pode ser constituído por áreas § 1o A Estação Ecológica é de posse e domínio públicos. sendo particulares. 12. de acordo com o que dispõe a lei. a diversidade biológica e os processos estabelecidas pelo órgão responsável por sua administração. Estadual e Parque Natural Municipal. às condições e restrições por este estabelecidas. àquelas previstas em regulamento. modificados. e de parcela dos seus recursos naturais. às condições propostas pelo órgão responsável pela § 3o A pesquisa científica depende de autorização prévia do administração da unidade para a coexistência do Monumento órgão responsável pela administração da unidade e está sujeita Natural com o uso da propriedade. respectivamente.Unidades de Proteção Integral. § 3o A pesquisa científica depende de autorização prévia do Art. bem como àquelas previstas em regulamento. A Reserva Biológica tem como objetivo a preservação administração da unidade para a coexistência do Refúgio de Vida integral da BIOTA e demais atributos naturais existentes em seus Silvestre com o uso da propriedade. desapropriada. às normas compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável estabelecidas pelo órgão responsável por sua administração.

bióticos. de modo a compatibilizá-lo com os Art. § 5o A Floresta Nacional disporá de um Conselho Consultivo. § 3o A visitação pública é permitida. § 2o Respeitados os limites constitucionais. às condições e restrições por este estabelecidas e § 5o A Área de Proteção Ambiental disporá de um Conselho às normas previstas em regulamento. e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas Art. será denominada. § 6o A unidade desta categoria. 19. adequadas para estudos técnico-científicos sobre o terras públicas ou privadas. cabe ao proprietário § 4o A pesquisa científica é permitida e incentivada. presidido pelo órgão responsável por sua § 2o Respeitados os limites constitucionais. presidido pelo órgão responsável por sua administração e § 5o O Plano de Manejo da unidade será aprovado pelo seu constituído por representantes dos órgãos públicos. A Reserva Extrativista é uma área utilizada por V . manejo econômico sustentável de recursos faunísticos. A Floresta Nacional é uma área com cobertura florestal de estabelecidas pelo órgão responsável por sua administração. desde que compatível com o manejo da unidade e de acordo com as normas Art. regulamento e no ato de criação da unidade.Área de Relevante Interesse Ecológico. residentes ou § 1o A Área de Relevante Interesse Ecológico é constituída por migratórias. 17. § 6o São proibidas a exploração de recursos minerais e a caça conforme se dispuser no regulamento desta Lei.Floresta Nacional. com ênfase em métodos para exploração sustentável de das pesquisas obedecerá ao disposto nas leis sobre fauna e florestas nativas. amadorística ou profissional. animais de espécies nativas. § 1o A Área de Proteção Ambiental é constituída por terras § 2o A Reserva Extrativista será gerida por um Conselho públicas ou privadas. uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa § 4o A comercialização dos produtos e subprodutos resultantes científica. respectivamente. disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem sustentabilidade do uso dos recursos naturais. de Conselho Deliberativo. e tem como objetivo manter os Manejo da unidade. em conformidade com o disposto em regulamento e no Plano de Manejo da unidade. ecossistemas naturais de importância regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas. 14. organizações da sociedade civil e da população residente. biológica. Deliberativo. às condições e restrições por este estabelecidas e àquelas previstas em regulamento. quando for o caso. Art. atributos abióticos. § 1o A Floresta Nacional é de posse e domínio públicos. Interesse Ecológico. e tem como objetivos básicos proteger a diversidade disposto no art. na agricultura de VII . desde que compatível com visitação pública nas áreas sob domínio público serão os interesses locais e de acordo com o disposto no Plano de estabelecidas pelo órgão gestor da unidade. presidido pelo órgão responsável por sua administração e constituído por representantes de órgãos públicos.Reserva de Fauna. sendo estabelecidas normas e restrições para a utilização de uma que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser propriedade privada localizada em uma Área de Relevante desapropriadas de acordo com o que dispõe a lei. de acordo com o que dispõe a lei. IV . de . 15. dotada de unidade. 16. podem ser administração e constituído por representantes de órgãos estabelecidas normas e restrições para a utilização de uma públicos. Manejo da área. espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o § 3o É proibido o exercício da caça amadorística ou profissional. III . Constituem o Grupo das Unidades de Uso Sustentável as organizações da sociedade civil e.Área de Proteção Ambiental. complementarmente. 23 desta Lei e em regulamentação específica. § 2o A visitação pública pode ser permitida. sujeitando- estabelecer as condições para pesquisa e visitação pelo público. § 4o Nas áreas sob propriedade privada. 18. condicionada às normas estabelecidas para o manejo da unidade pelo órgão responsável por sua administração. com características naturais extraordinárias ou que abriga Extrativista. § 2o Nas Florestas Nacionais é admitida a permanência de populações tradicionais que a habitam quando de sua criação. conforme se dispuser em Ambiental. conforme o disposto em regulamento e no Plano de exemplares raros da biota regional. e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da extensa.Reserva Particular do Patrimônio Natural. regulamentos. A Área de Proteção Ambiental é uma área em geral populações. A Área de Relevante Interesse Ecológico é uma área em admitida em bases sustentáveis e em situações especiais e geral de pequena extensão. Floresta Estadual II . sujeitando-se à prévia autorização do órgão responsável pela administração da unidade. e Floresta Municipal. cuja subsistência baseia-se VI – Reserva de Desenvolvimento Sustentável. Município.(Regulamento) ser desapropriadas. § 3o As condições para a realização de pesquisa científica e § 3o A visitação pública é permitida. das seguintes categorias de unidade de conservação: populações tradicionais residentes. populações extrativistas tradicionais. terrestres ou aquáticas. subsistência e na criação de animais de pequeno porte. § 7o A exploração comercial de recursos madeireiros só será Art. com uso importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações concedido às populações extrativistas tradicionais conforme o humanas. com um certo grau de ocupação humana. sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser desapropriadas de acordo com o que dispõe a lei. se à prévia autorização do órgão responsável pela administração observadas as exigências e restrições legais. de organizações da sociedade civil e das populações propriedade privada localizada em uma Área de Proteção tradicionais residentes na área. podem ser § 1o A Reserva de Fauna é de posse e domínio públicos. e no extrativismo e. quando criada pelo Estado ou I . da unidade. A Reserva de Fauna é uma área natural com populações objetivos de conservação da natureza. estéticos ou culturais especialmente § 1o A Reserva Extrativista é de domínio público. com pouca ou nenhuma ocupação complementares às demais atividades desenvolvidas na Reserva humana. § 4o A pesquisa é permitida e incentivada.Reserva Extrativista.Art.

assegurar as condições e os meios necessários para a reprodução e a melhoria dos modos e da qualidade de vida e exploração dos recursos naturais das populações tradicionais.(VETADO) § 3o Os órgãos integrantes do SNUC. recreativos e educacionais. com o objetivo de conservar a diversidade biológica. na Reserva Particular do Patrimônio Natural. quando necessário. e será averbado à margem da inscrição no Registro Público de Imóveis. A Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma área privada.a visitação com objetivos turísticos. à melhor relação das populações residentes com seu meio e à educação ambiental. III . que verificará a existência de interesse público. conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de manejo do ambiente. de acordo com o que dispõe a lei. desde que compatível com os interesses locais e de acordo com o disposto no Plano de Manejo da área. 20. desenvolvido por estas populações.é permitida e incentivada a pesquisa científica voltada à conservação da natureza. sempre que possível e oportuno.Art. 23 desta Lei e em regulamentação específica. às limitações legais e ao Plano de Manejo da área. cuja existência baseia- se em sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais. § 3o O uso das áreas ocupadas pelas populações tradicionais será regulado de acordo com o disposto no art. § 2o A Reserva de Desenvolvimento Sustentável é de domínio público. presidido pelo órgão responsável por sua administração e constituído por representantes de órgãos públicos.é admitida a exploração de componentes dos ecossistemas naturais em regime de manejo sustentável e a substituição da cobertura vegetal por espécies cultiváveis. às condições e restrições por este estabelecidas e às normas previstas em regulamento. sujeitando- se à prévia autorização do órgão responsável pela administração da unidade. § 4o A Reserva de Desenvolvimento Sustentável será gerida por um Conselho Deliberativo. Art. § 1o O gravame de que trata este artigo constará de termo de compromisso assinado perante o órgão ambiental. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável é uma área natural que abriga populações tradicionais. II . conforme se dispuser em regulamento: I . conforme se dispuser em regulamento e no ato de criação da unidade. II .a pesquisa científica. sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser. § 6o O Plano de Manejo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável definirá as zonas de proteção integral. . de uso sustentável e de amortecimento e corredores ecológicos. e IV . desenvolvidos ao longo de gerações e adaptados às condições ecológicas locais e que desempenham um papel fundamental na proteção da natureza e na manutenção da diversidade biológica. 21. desapropriadas. ao mesmo tempo. desde que sujeitas ao zoneamento. III . gravada com perpetuidade. § 5o As atividades desenvolvidas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável obedecerão às seguintes condições: I . e será aprovado pelo Conselho Deliberativo da unidade. bem como valorizar. § 2o Só poderá ser permitida. prestarão orientação técnica e científica ao proprietário de Reserva Particular do Patrimônio Natural para a elaboração de um Plano de Manejo ou de Proteção e de Gestão da unidade.deve ser sempre considerado o equilíbrio dinâmico entre o tamanho da população e a conservação. § 1o A Reserva de Desenvolvimento Sustentável tem como objetivo básico preservar a natureza e. de organizações da sociedade civil e das populações tradicionais residentes na área.é permitida e incentivada a visitação pública.

conservação. assegurando-se às populações tradicionais conservação. Manejo da unidade de conservação e no contrato de Parágrafo único. As unidades de conservação. recuperação. Até que seja elaborado o Plano de Manejo. sociais e culturais. atividades ou modalidades de utilização em desacordo III . naturais ali existentes. concessão de direito real de uso.o isolamento reprodutivo do organismo geneticamente unidade de conservação. defesa e manutenção da III . § 3o O Plano de Manejo de uma unidade de conservação deve § 1o Sem prejuízo da restrição e observada a ressalva constante ser elaborado no prazo de cinco anos a partir da data de sua do caput. porventura residentes na área as condições e os meios necessários para a satisfação de suas necessidades materiais. 28. exceto pelo no contexto regional.o registro de ocorrência de ancestrais diretos e parentes Desenvolvimento Sustentável serão regulados por contrato. incluindo medidas com o fim de promover sua agropecuárias e outras atividades econômicas em andamento e integração à vida econômica e social das comunidades vizinhas. 22. podem ser transformadas total ou parcialmente em unidades do e outras áreas protegidas públicas ou privadas. observadas as informações contidas na decisão técnica da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - Art. 26. corredores § 2o A criação de uma unidade de conservação deve ser ecológicos. quaisquer regeneração natural dos ecossistemas. justapostas ou sobrepostas. II . participar da preservação. ressalvadas as atividades ecológicos. de forma a compatibilizar a presença da biodiversidade.proibição de práticas ou atividades que impeçam a Art. Art. ecológicos de uma unidade de conservação. O regulamento desta Lei disporá sobre a forma mesmo nível hierárquico do que criou a unidade. das Áreas de Proteção Ambiental degradação ambiental. das Florestas Nacionais e das Áreas de criação de Unidade de Conservação. devem possuir § 1o (VETADO) uma zona de amortecimento e. e este artigo obedecerá às seguintes normas: IV . será assegurada a ampla ambiental competente. conservação. quando couber. II . próximas. das Reservas de empreendimentos efetiva ou potencialmente causadores de Desenvolvimento Sustentável. As unidades de conservação são criadas por ato do Poder Art. O Poder Público poderá. Ambiental e Reserva Particular do Patrimônio Natural. silvestres. serão permitidas atividades que importem em exploração a corte § 4o O Plano de Manejo poderá dispor sobre as atividades de raso da floresta e demais formas de vegetação nativa. dispersão e § 1o As populações de que trata este artigo obrigam-se a sobrevivência do organismo geneticamente modificado. quando conveniente. São proibidas.situações de risco do organismo geneticamente I . 24. conservação só pode ser feita mediante lei específica. para a realização de estudos com vistas na e. a gestão do conjunto deverá ser feita de forma integrada e nível hierárquico do que criou a unidade. 22-A. 27. não criação.proibição do uso de espécies localmente ameaçadas de modificado à biodiversidade. na área submetida a limitações administrativas. integram os limites das unidades de objetiva proteger. pode ser feita por instrumento normativo do Parágrafo único. acréscimo proposto. sua zona de amortecimento e os corredores Art. na forma da lei. por instrumento normativo do mesmo mosaico. § 6o A ampliação dos limites de uma unidade de conservação. conforme se dispuser no regulamento desta Lei. no Plano de com os seus objetivos. O subsolo e o espaço aéreo. conforme se dispuser em o uso dos recursos da zona de amortecimento e dos corredores regulamento. o seu Plano de Manejo e seus regulamentos. findo o amortecimento das demais categorias de unidade de qual fica extinta a limitação administrativa. sempre que influírem na destinadas a garantir a integridade dos recursos que a unidade estabilidade do ecossistema. a valorização da sociodiversidade e o desenvolvimento sustentável sem modificação dos seus limites originais.demais normas estabelecidas na legislação. quando. decretar limitações § 2o Na elaboração. Quando existir um conjunto de unidades de conservação de § 5o As unidades de conservação do grupo de Uso Sustentável categorias diferentes ou não. . IMPLANTAÇÃO E GESTÃO DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Art. a dimensão e os limites mais estabelecerá normas específicas regulamentando a ocupação e adequados para a unidade. nas unidades de conservação. obras públicas licenciadas. precedida de estudos técnicos e de consulta pública que § 1o O órgão responsável pela administração da unidade permitam identificar a localização. extinção ou de práticas que danifiquem os seus habitats. considerando-se os seus distintos objetivos de os procedimentos de consulta estabelecidos no § 2o deste artigo. As unidades de conservação devem dispor de um Plano de § 7o A desafetação ou redução dos limites de uma unidade de Manejo.as características de reprodução. improrrogáveis. alterações. exceto Área de Proteção Público. houver risco de dano grave aos recursos participação da população residente. A posse e o uso das áreas ocupadas pelas populações CTNBio sobre: tradicionais nas Reservas Extrativistas e Reservas de I . constituindo um grupo de Proteção Integral. ser definidas no ato de criação da unidade ou posteriormente. § 1o O Plano de Manejo deve abranger a área da unidade de conservação. o Poder Público § 2o Os limites da zona de amortecimento e dos corredores é obrigado a fornecer informações adequadas e inteligíveis à ecológicos e as respectivas normas de que trata o § 1o poderão população local e a outras partes interessadas. todas as atividades e obras desenvolvidas nas unidades de conservação de proteção integral devem se limitar àquelas Art. § 4o Na criação de Estação Ecológica ou Reserva Biológica não é obrigatória a consulta de que trata o § 2o deste artigo. desde que de gestão integrada do conjunto das unidades. atualização e implementação do Plano de administrativas provisórias ao exercício de atividades e Manejo das Reservas Extrativistas. 23. § 3o No processo de consulta de que trata o § 2o. liberação planejada e cultivo de organismos geneticamente § 2o A destinação final da área submetida ao disposto neste artigo modificados nas Áreas de Proteção Ambiental e nas zonas de será definida no prazo de 7 (sete) meses. desde que obedecidos participativa. CAPÍTULO IV DA CRIAÇÃO. 25. modificado em relação aos seus ancestrais diretos e parentes § 2o O uso dos recursos naturais pelas populações de que trata silvestres. a critério do órgão Relevante Interesse Ecológico. Art. obedecidos os procedimentos de consulta estabelecidos no § 2o deste artigo.

conservação e sobre formas de uso sustentável dos recursos § 3o Quando o empreendimento afetar unidade de conservação naturais. conforme se unidade. Nos casos de licenciamento ambiental de espécies não autóctones. com ou sem encargos. por própria unidade serão aplicados de acordo com os seguintes critérios: proprietários de terras localizadas em Refúgio de Vida Silvestre ou I .Art. em está sujeita à fiscalização do órgão responsável por sua virtude do interesse público.até cinqüenta por cento. Particular do Patrimônio Natural. valorizando-se o conhecimento das populações tradicionais. a atribuição de aprovar a realização de pesquisas científicas e de credenciar pesquisadores para trabalharem nas unidades de conservação. provenientes de organizações privadas ou públicas ou de pessoas físicas que desejarem colaborar com a sua conservação. Os órgãos executores articular-se-ão com a comunidade propostas apresentadas no EIA/RIMA e ouvido o empreendedor. o Reservas de Desenvolvimento Sustentável. e não menos que vinte e cinco por Monumento Natural. depende de aprovação prévia e § 4º A obrigação de que trata o caput deste artigo poderá. o licenciamento a que § 1o As pesquisas científicas nas unidades de conservação não se refere o caput deste artigo só poderá ser concedido mediante podem colocar em risco a sobrevivência das espécies integrantes autorização do órgão responsável por sua administração. 32. Art. Cada unidade de conservação do grupo de Proteção Integral Art. 33. Silvestre e Monumentos Naturais podem ser criados animais sendo o percentual fixado pelo órgão ambiental licenciador. Art. Parágrafo único. especialmente as localizadas na Amazônia Legal. e. com fundamento em Ambiental. II . com o que se dispuser em regulamento e no Plano de Manejo da § 1o O montante de recursos a ser destinado pelo empreendedor unidade. das populações tradicionais residentes. assim § 1o Excetuam-se do disposto neste artigo as Áreas de Proteção considerado pelo órgão ambiental competente. as Florestas Nacionais. 35. afins aos da unidade. É proibida a introdução nas unidades de conservação de Art. serviços e atividades da de órgãos públicos. 34. exceto Área de Proteção Ambiental e Reserva compensação definida neste artigo. cênicos ou culturais ou da exploração da imagem de unidade de conservação. A administração dos recursos obtidos cabe ao órgão gestor da unidade. deverá ser uma das beneficiárias da conservação. Art.EIA/RIMA. conservação de posse e domínio públicos do grupo de Uso § 3o Os órgãos competentes podem transferir para as instituições Sustentável. de pesquisa nacionais. biológicos. § 2o Ao órgão ambiental licenciador compete definir as unidades de conservação a serem beneficiadas. de organizações da sociedade civil. mediante instrumento a ser firmado com o na implementação. e não menos que quinze por cento. para esta finalidade não pode ser inferior a meio por cento dos § 2o Nas áreas particulares localizadas em Refúgios de Vida custos totais previstos para a implantação do empreendimento.até cinqüenta por cento. Os recursos obtidos pelas unidades de conservação do disporá de um Conselho Consultivo. manutenção e gestão da própria 2o do art. mediante acordo. 29. 36. considerando as Art. nacionais ou internacionais. manutenção e gestão de outras unidades de órgão responsável por sua gestão. 30. organizações da sociedade civil de interesse público com objetivos III . Plano de Manejo. a flora e a ecologia das unidades de de conservação. e estes serão utilizados exclusivamente na sua implantação. . mesmo que não pertencente ao Grupo de § 2o A realização de pesquisas científicas nas unidades de Proteção Integral. as Reservas Extrativistas e as estudo de impacto ambiental e respectivo relatório . Os órgãos responsáveis pela administração das unidades de conservação podem receber recursos ou doações de qualquer natureza. na regularização fundiária das unidades de conservação Art. de acordo das demais categorias de unidades de conservação. exceto Área de Proteção Ambiental e Reserva Particular do Patrimônio Natural. na hipótese prevista no § cento. e a dos ecossistemas protegidos. As unidades de conservação podem ser geridas por do Grupo. 42. conservação do Grupo de Proteção Integral. presidido pelo órgão Grupo de Proteção Integral mediante a cobrança de taxa de visitação responsável por sua administração e constituído por representantes e outras rendas decorrentes de arrecadação. empreendimentos de significativo impacto ambiental. quando for o caso. de acordo com o disposto neste artigo e no regulamento desta Lei. ser cumprida em unidades de administração. 31. dependerá de prévia autorização e sujeitará o explorador a pagamento. conforme disposto em regulamento.até cinqüenta por cento. de acordo com o que dispuser o seu empreendimento. na implementação. unidade afetada. subprodutos ou serviços obtidos ou desenvolvidos a partir dos recursos naturais. de domésticos e cultivadas plantas considerados compatíveis com acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo as finalidades da unidade. gestão e manutenção. específica ou sua zona de amortecimento. e não menos que vinte e cinco por cento. dispuser em regulamento e no ato de criação da unidade. científica com o propósito de incentivar o desenvolvimento de podendo inclusive ser contemplada a criação de novas unidades pesquisas sobre a fauna. A exploração comercial de produtos. bem como os empreendedor é obrigado a apoiar a implantação e manutenção de animais e plantas necessários à administração e às atividades unidade de conservação do Grupo de Proteção Integral.

de 1998.... as Reservas de Desenvolvimento Sustentável e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural. (VETADO) "§ 1o Entende-se por Unidades de Conservação de Uso Sustentável as Áreas de Proteção Ambiental." Art.... ISENÇÕES E PENALIDADES Art.." (NR) "§ 3o ...." (AC) . a pena será reduzida à metade.. sujeitam os infratores às sanções previstas em lei.. 39. CAPÍTULO V DOS INCENTIVOS... as Reservas Extrativistas..605.... Art. Dê-se ao art....605. 40 da Lei no 9........ o seguinte art.. as Reservas de Fauna...... as Florestas Nacionais.......... 37.." (NR) "§ 2o A ocorrência de dano afetando espécies ameaçadas de extinção no interior das Unidades de Conservação de Proteção Integral será considerada circunstância agravante para a fixação da pena. 40.. de 12 de fevereiro de 1998... as Reservas Biológicas. à fauna e aos demais atributos naturais das unidades de conservação... 40-A: "Art." (AC) "§ 2o A ocorrência de dano afetando espécies ameaçadas de extinção no interior das Unidades de Conservação de Uso Sustentável será considerada circunstância agravante para a fixação da pena. os Parques Nacionais..." (AC) "§ 3o Se o crime for culposo... 40... 38. as Áreas de Relevante Interesse Ecológico.. a seguinte redação: "Art.. os Monumentos Naturais e os Refúgios de Vida Silvestre. Acrescente-se à Lei no 9.. bem como às suas instalações e às zonas de amortecimento e corredores ecológicos. 40-A... (VETADO) "§ 1o Entende-se por Unidades de Conservação de Proteção Integral as Estações Ecológicas. A ação ou omissão das pessoas físicas ou jurídicas que importem inobservância aos preceitos desta Lei e a seus regulamentos ou resultem em dano à flora..... (VETADO) Art....

o monitoramento ambiental. II . de organizações da sociedade civil e da população residente. CAPÍTULO VI DAS RESERVAS DA BIOSFERA Art. formado por representantes de instituições públicas. § 2o A Reserva da Biosfera é constituída por áreas de domínio público ou privado. § 5o A Reserva da Biosfera é reconhecida pelo Programa Intergovernamental "O Homem e a Biosfera – MAB". organização da qual o Brasil é membro. o desenvolvimento de atividades de pesquisa. com os objetivos básicos de preservação da diversidade biológica. § 1o A Reserva da Biosfera é constituída por: I . respeitadas as normas legais que disciplinam o manejo de cada categoria específica. § 4o A Reserva da Biosfera é gerida por um Conselho Deliberativo. destinadas à proteção integral da natureza. onde só são admitidas atividades que não resultem em dano para as áreas-núcleo. o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida das populações. A Reserva da Biosfera é um modelo. participativa e sustentável dos recursos naturais. 41.uma ou várias zonas de amortecimento.uma ou várias zonas de transição. conforme se dispuser em regulamento e no ato de constituição da unidade. adotado internacionalmente. a educação ambiental. . de gestão integrada. estabelecido pela Unesco.uma ou várias áreas-núcleo. onde o processo de ocupação e o manejo dos recursos naturais são planejados e conduzidos de modo participativo e em bases sustentáveis. sem limites rígidos. e III . § 3o A Reserva da Biosfera pode ser integrada por unidades de conservação já criadas pelo Poder Público.

priorizará o Art.(VETADO) e unidades de conservação. com o Art. 44. 57. de 15 de setembro de Art. Parágrafo único. de 31 de agosto de 1981. serão estabelecidas normas e ações específicas destinadas a Parágrafo único. legislações anteriores e que não pertençam às categorias previstas nesta Lei serão reavaliadas. no todo ou em parte. 45. 43. 18 da Lei abastecimento de água ou que faça uso de recursos hídricos. em unidades de conservação onde estes de Proteção Ambiental e Reservas de Particulares do Patrimônio equipamentos são admitidos depende de prévia aprovação do órgão Nacional. O disposto no caput deste artigo não se aplica às Áreas infra-estrutura urbana em geral. V . 52. Art. 56. público ou privado. responsável pelo 1965. público ou privado. As ilhas oceânicas e costeiras destinam-se prioritariamente à proteção objetivo de definir sua destinação com base na categoria e função para as quais da natureza e sua destinação para fins diversos deve ser precedida de foram criadas. 46. Art. O órgão ou empresa. a cada dois anos. Art. O Poder Executivo estabelecerá os limites para o plantio de VI . § 2o O Ministério do Meio Ambiente divulgará e colocará à disposição do público interessado os dados constantes do Cadastro. ainda não indenizadas. de acordo com o disposto em regulamentação específica. 5o da Lei no 5. § 1o O Cadastro a que se refere este artigo conterá os dados principais de cada unidade de conservação. de 3 de janeiro de 1967. dentre outras características relevantes. 55. sem prejuízo da necessidade de elaboração de estudos de impacto ambiental e outras exigências legais. O Poder Público fará o levantamento nacional das terras devolutas. uma vez definida formalmente. para os efeitos legais. com o objetivo de definir áreas destinadas à conservação da natureza. Art. subsistência e dos locais de moradia destas populações. informações sobre espécies ameaçadas de extinção.o resultado de cálculo efetuado mediante a operação de juros compostos. proteção proporcionada por uma unidade de conservação. e o art. Art. solos e aspectos socioculturais e antropológicos. propor as diretrizes a serem adotadas unidades de conservação. das fontes de respectivas áreas de jurisdição. . energia e Parágrafo único. 5o e 6o da Lei no 4. conforme o disposto no regulamento desta Lei. 42. O Ibama. 51. O órgão ou empresa. Parágrafo único. beneficiário da no 6. Os mapas e cartas oficiais devem indicar as áreas que compõem o compensadas pelas benfeitorias existentes e devidamente realocadas pelo SNUC. Art. não pode ser transformada em zona urbana. Esta mesma condição se aplica à zona de aplicação. pode permitir a captura de exemplares de § 3o Na hipótese prevista no § 2o.expectativas de ganhos e lucro cessante. amortecimento das unidades do Grupo de Proteção Integral. Art. no prazo de cento e Art. assegurando-se a sua participação na elaboração das referidas normas e ações.as áreas que não tenham prova de domínio inequívoco e anterior à organismos geneticamente modificados nas áreas que circundam as unidades criação da unidade. no prazo de até dois anos. Poder Público. deve contribuir financeiramente para a proteção e implementação da unidade. no prazo Art. de acordo com o disposto nesta Lei e em regulamentação específica. Excluem-se das indenizações referentes à regularização fundiária das oitenta dias a partir da vigência desta Lei. O Ibama incentivará os competentes órgãos estaduais compatibilizar a presença das populações tradicionais residentes com os e municipais a elaborarem relações equivalentes abrangendo suas objetivos da unidade. bem como a estratégia de ação e a abrangência dos IV . 60. (VETADO) órgãos que se utilizam das citadas ilhas por força de dispositivos legais ou quando decorrente de compromissos legais assumidos. os participantes.as espécies arbóreas declaradas imunes de corte pelo Poder Público. esgoto. deve contribuir financeiramente para a proteção e implementação da unidade. As populações tradicionais residentes em unidades de conservação nas quais sua permanência não seja permitida serão indenizadas ou Art.771. trabalhos. sem prejuízo dos modos de vida. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. incluindo. Art. O Ministério do Meio Ambiente organizará e manterá um Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. 50. A instalação de redes de abastecimento de água. beneficiário da proteção oferecida por uma unidade de conservação. derivadas ou não de desapropriação: com vistas à regularização das eventuais superposições entre áreas indígenas I . A zona de amortecimento das unidades de conservação de que trata este artigo. com a colaboração do Ibama e dos órgãos estaduais e municipais competentes. No ato de criação dos grupos de trabalho serão fixados III . por meio do órgão competente. excepcionalmente. 57-A. situação fundiária. no prazo de cento e oitenta dias a partir da data de sua publicação. O Poder Executivo regulamentará esta Lei. Art. recursos hídricos.(VETADO) Parágrafo único. 47. Os órgãos federais responsáveis pela execução das políticas ambiental e indigenista deverão instituir grupos de trabalho para. II . o art. artigo. Estão dispensados da autorização citada no caput os Art. clima. CAPÍTULO VII DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. em local e condições acordados entre as partes. § 1o O Poder Público. autorização do órgão ambiental competente. 53. 59. de conservação até que seja fixada sua zona de amortecimento e aprovado o seu respectivo Plano de Manejo. Art. 54. O Poder Executivo Federal submeterá à apreciação do Congresso Nacional. bem como às áreas de propriedade privada inseridas nos limites dessas unidades e Art. responsável por sua administração. garantida a participação das comunidades envolvidas. As unidades de conservação e áreas protegidas criadas com base nas de cinco anos após a publicação desta Lei. Revogam-se os arts. atualizada das espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção no território § 2o Até que seja possível efetuar o reassentamento de que trata este brasileiro. 48. 49. O Ibama elaborará e divulgará periodicamente uma relação revista e reassentamento das populações tradicionais a serem realocadas. um relatório de avaliação global da situação das unidades de conservação federais do País. responsável pela geração e distribuição de energia elétrica. cativeiro ou formação de coleções científicas. no que for necessário à sua Parágrafo único.197.938. A área de uma unidade de conservação do Grupo de Proteção Integral é considerada zona rural. as normas regulando o prazo de espécies ameaçadas de extinção destinadas a programas de criação em permanência e suas condições serão estabelecidas em regulamento. Art. de acordo com o disposto em regulamentação específica. 58.