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Publicado em nosso site em 18/05/2015

Medida cautelar fiscal - Roteiro de Procedimentos
DOC\2011\134
Roteiro - Federal - 2015/4265

Sumário
Introdução

I Hipóteses de requerimento

II Formalidades do requerimento

III Procedimentos da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional

IV Alcance da medida

V Efeitos da decretação

VI Eficácia da cautelar fiscal

VII Vigência da cautelar fiscal

Introdução

A Medida Cautelar Fiscal, instituída pela Lei nº 8.397/1992(LGL\1992\12), com as alterações do
artigo 65 da Lei nº 9.532/1997, disciplinada no âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil -
RFB pela Instrução Normativa RFB nº 1.565/2015 (LGL\2015\3367) , é um instrumento de garantia
da execução, que tem por finalidade tornar indisponíveis os bens do contribuinte.

Nota:

1. O arrolamento de bens e direitos do sujeito passivo, quando da lavratura de Auto de Infração ou
quando da interposição de recurso ao Conselho de Contribuintes, visa o acompanhamento do
patrimônio passível de ser indicado como garantia do crédito tributário em eventual medida cautelar
fiscal.

2. Por meio da Medida Provisória nº 449/2008(LGL\2008\3150), convertida na Lei nº
11.941/2009(LGL\2009\2056), foi alterada a estrutura do Conselho de Contribuintes, que passou a
denominar-se Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF.

O procedimento cautelar fiscal poderá ser instaurado após a constituição do crédito, inclusive no
curso da execução judicial da Dívida Ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios
e respectivas autarquias.

A decretação da medida cautelar fiscal produzirá, de imediato, a indisponibilidade dos bens do
requerido, até o limite da satisfação da obrigação, e independe de caução pelo fisco ( arts. 4º,
"caput", e 7º, "caput", da Lei nº 8.397/1992).

Nota:

Para maiores detalhes sobre o procedimento de arrolamento de bens e direitos do sujeito passivo
para acompanhamento do patrimônio suscetível de ser indicado como garantia de crédito tributário e
a representação para a propositura de medida cautelar fiscal, sugerimos a leitura do Roteiro -

a medida cautelar fiscal independe da prévia constituição do crédito tributário. a qualquer título.1) deixar de pagá-lo no prazo legal. ou e.1) intentar ausentar-se. Considera-se patrimônio conhecido o informado na última declaração de rendimentos e. o total do ativo constante do último balanço patrimonial registrado na contabilidade ou o informado na Declaração de Informações Econômico-Fiscais (DIPJ). inscritos ou não em DAU. seus bens e direitos para terceiros. Nota: Nesta hipótese. ou a. f) possuir débitos. Nota: 1. da pessoa jurídica. . c) cair em insolvência e alienar ou tentar alienar bens.2) intentar alienar bens que possui. e) tiver sido notificado para que proceda ao recolhimento do crédito tributário e: e. e a medida cautelar fiscal independe da prévia constituição do crédito tributário. b) tiver domicílio certo e ausentar-se ou tentar ausentar-se.Federal . Nota: Na hipótese da letra "g". visando a elidir o adimplemento da obrigação. 2. a solicitação de propositura da medida cautelar fiscal somente ocorrerá quando presentes circunstâncias que justifiquem tal medida. ou em outro documento que venha a substituí-la. salvo se suspensa a sua exigibilidade. que.2) transferir ou tentar transferir. a. Nesta hipótese. somados. solicitação de propositura da medida cautelar fiscal somente ocorrerá quando presentes circunstâncias que justifiquem tal medida.3) deixar de pagar a obrigação no prazo fixado. I Hipóteses de requerimento O titular da unidade da Receita Federal do Brasil do domicílio fiscal do sujeito passivo encaminhará representação para a propositura de medida cautelar fiscal à correspondente unidade da Prcouradoria-Geral da Fazenda Nacional. g) alienar bens ou direitos sem proceder à devida comunicação ao órgão da Fazenda Pública.2011/4868 (DOC 2011\268) . ultrapassem 30% (trinta por cento) do seu patrimônio conhecido. d) contrair ou tentar contrair dívidas que comprometam a liquidez do seu patrimônio. quando o sujeito passivo: a) não tiver domicílio certo e: a.

1º. serão relacionados os bens e direitos com comprovação da titularidade do devedor principal. o titular da unidade que tiver recebido a referida comunicação providenciará. . a notificação de lançamento ou qualquer ato inequívoco. ao receber proposta de medida cautelar fiscal encaminhada pela Secretaria da Receita Federal . O servidor que verificar a ocorrência de qualquer das hipóteses descritas neste tópico comunicará o fato imediatamente ao titular da unidade da RFB.565/2015. Fundamentação: art. a unidade da PGFN. III Procedimentos da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional Nos termos da Portaria Conjunta PGFN / SRF nº 2/2004 (LGL 2004\6133) . dos responsáveis solidários e subsidiários. c) quaisquer outras provas produzidas na identificação das situações descritas no tópico I (DOC 2011\134) .397/1992. i) praticar outros atos que dificultem ou impeçam a satisfação do crédito tributário.565/2015 (LGL\2015\3367).565/2015 . ainda que extrajudicial. a qualquer título. Nota: Nesta hipótese. da Lei nº 8. a solicitação de propositura da medida cautelar fiscal somente ocorrerá quando presentes circunstâncias que justifiquem tal medida. seu encaminhamento com as peças que a instruem ao titular da unidade da RFB competente para a adoção das providências previstas na Instrução Normativa RFB nº 1. Nota: Nesta hipótese. 15 da Instrução Normativa RFB nº 1. Fundamentação: art. b) prova documental de alguma das situaçõs descritas no tópico I (DOC 2011\134) . no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. que importe em confissão ou reconhecimento do débito pelo devedor. ou aliena bens ou direitos sem proceder à devida comunicação ao órgão da Fazenda Pública. seus bens e direitos para terceiros. parágrafo único. 15 da Instrução Normativa RFB nº 1.h) tiver sua inscrição no cadastro de contribuintes declarada inapta pelo órgão fazendário. art. a solicitação de propositura da medida cautelar fiscal somente ocorrerá quando presentes circunstâncias que justifiquem tal medida. II Formalidades do requerimento A representação para propositura de medida cautelar fiscal será instruída com: a) prova literal da constituição do crédito tributário. Nota: Considera-se prova literal da constituição do crédito triutário o auto de infração. Se o domicílio tributário do sujeito passivo estiver na jurisdição de outra unidade da RFB. exceto na hipótese em que o sujeito passivo transfere ou tenta transferir.SRF deverá promover o ajuizamento da ação no prazo de 60 dias. Para tal finalidade.

condicionado à ciência do Procurador-Chefe ou Procurador-Seccional.830. mas pode. b) se não for executada dentro de 30 (trinta) dias. A medida cautelar fiscal decretada poderá ser substituída.397/1992. § 3º. c) se for julgada extinta a execução judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública. A indisponibilidade patrimonial poderá ser estendida em relação aos bens adquiridos a qualquer título do requerido ou daqueles que estejam ou tenham estado na função de administrador. ser revogada ou modificada. a indisponibilidade recairá somente sobre os bens do ativo permanente. se não houver fundamento jurídico suficiente para a propositura da ação. façam cumprir a constrição judicial. nos demais casos. desde que seja capaz de frustrar a pretensão da Fazenda Pública. deverá a Fazenda Pública propor a execução judicial da Dívida Ativa no prazo de 60 (sessenta) dias.397/1992. 4º. 155 do Código de Processo Civil (LGL 1973\159) ). b) arquivamento. a fim de que. §§ 1º e 2º. na forma do artigo 9º da Lei nº 6. será comunicada imediatamente ao registro público de imóveis.No prazo de 30 dias. o Procurador da Fazenda Nacional poderá. . ainda. a qualquer tempo. 4º. Quando a medida cautelar fiscal for concedida em procedimento preparatório. contados da data em que a exigência se tornar irrecorrível na esfera administrativa. pela prestação de garantia correspondente ao valor da pretensão da Fazenda Pública. VI Eficácia da cautelar fiscal A medida cautelar fiscal conserva a sua eficácia na pendência do processo de execução judicial da Dívida Ativa. Fundamentação: art. A petição inicial será acompanhada de cópia da proposta de medida cautelar fiscal e de outros documentos que o Procurador da Fazenda Nacional julgar pertinentes. da Lei nº 8. Fundamentação: Portaria Conjunta PGFN / SRF nº 2/2004 (LGL 2004\6133) . à Comissão de Valores Mobiliários e às demais repartições que processem registros de transferência de bens. podendo. de 22 de setembro de 1980. IV Alcance da medida Na hipótese de pessoa jurídica. mediante despacho fundamentado. V Efeitos da decretação Decretada a medida cautelar fiscal. Cessa a eficácia da medida cautelar fiscal: a) se a Fazenda Pública não propuser a execução judicial da Dívida Ativa no prazo. ser estendida aos bens do acionista controlador e aos dos que em razão do contrato social ou estatuto tenham poderes para fazer a empresa cumprir suas obrigações fiscais. nos casos de lançamento de ofício. ao tempo: a) do fato gerador. requerendo-se a tramitação em segredo de justiça sempre que presentes informações submetidas a sigilo ( art. no âmbito de suas atribuições. devolver o processo à autoridade proponente para: a) solicitar documentos ou informação essencial que julgar necessários à propositura da ação. Fundamentação: arts. b) do inadimplemento da obrigação fiscal. 10 e 11 da Lei nº 8. ao Banco Central do Brasil. a qualquer tempo.

É importante verificar que a sentença proferida na medida cautelar fiscal não faz coisa julgada. e o indeferimento da medida cautelar fiscal não obsta a que a Fazenda Pública intente a execução judicial da Dívida Ativa. ser revogada ou modificada. de remissão. de compensação. nem influi no julgamento desta. Nota: Se. por qualquer motivo. Nota: Salvo decisão em contrário. mas pode. de prescrição ou decadência. relativamente à execução judicial. Fundamentação: arts. salvo se o juiz. 12 e 13 da Lei nº 8. VII Vigência da cautelar fiscal A medida cautelar fiscal conserva a sua eficácia no prazo do tópico anterior e na pendência do processo de execução judicial da Dívida Ativa. . 15 e 16 da Lei nº 8. Fundamentação: arts. 12. a medida cautelar fiscal conservará sua eficácia durante o período de suspensão do crédito tributário ou não tributário. acolher alegação de pagamento. a qualquer tempo. cessar a eficácia da medida. é defeso à Fazenda Pública repetir o pedido pelo mesmo fundamento. de conversão do depósito em renda.d) se o requerido promover a quitação do débito que está sendo executado. no procedimento cautelar fiscal.397/1992. ou qualquer outra modalidade de extinção da pretensão deduzida.397/1992. de transação.