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Faculdade de Engenharia Civil

Mecânica dos Solos I FaCET

1. GRANULOMETRIA

Unidade II
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Mecânica dos Solos I FaCET

O estudo da distribuição granulométrica dos solos objetiva a análise do solo


quanto à dimensão de suas partículas sólidas. A granulometria caracteriza o
solo com relação à distribuição percentual dos diferentes tamanhos de grãos
que o compõem, obtida em ensaio de laboratório realizado em uma amostra
representativa.

Os solos finos apresentam comportamento plástico, enquanto os materiais


mais grossos apresentam comportamento granular. A partir da granulometria
do solo pode-se, portanto, classificar o solo quanto ao comportamento
(plástico ou granular).

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Para caracterizar a granulometria de um solo deve-


se submetê-lo ao ensaio granulométrico que
se compõe de 3 etapas:

1. Peneiramento Grosso
2. Peneiramento Fino
3. Sedimentação

O ensaio consiste em se fazer passar uma amostra do


solo através de uma série de peneiras superpostas,
cujas aberturas de malha são conhecidas.

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O procedimento permite que se determine que percentuais do peso total da
amostra são compostos por grãos maiores ou menores que a malha de cada
peneira utilizada. A parcela muito fina do material, não podendo ser estudada
por peneiramento, é analisada através do ensaio de sedimentação

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Determinação da Curva Granulométrica

A análise granulométrica deve ser compatível com o solo ensaiado.

Solos que tenham uma predominância marcante de partículas


grossas poderão ser estudados apenas por Peneiramento.

Solos exclusivamente finos podem ser avaliados apenas por


sedimentação.

Materiais compostos por mistura equilibrada de partículas finas e


grossas deverão ser caracterizados por ensaio completo.
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PENEIRAMENTO

Consiste em se fazer com que a amostra a 2mm Peneiram.


ensaiar passe através de uma série de grosso
peneiras com aberturas de malha conhecidas.
A dimensão da partícula é definida em função
das malhas das peneiras entre as quais a
mesma fica retida. Entende-se por malha de
peneira, a dimensão do lado do quadrado que
a compõe. O Peneiramento é, por sua vez,
realizado em duas etapas. A primeira etapa é o
PENEIRAMENTO GROSSO, onde são
analisadas partículas com diâmetro superior a
2mm, e a segunda etapa é o PENEIRAMENTO 0,075mm
FINO, onde são estudadas as partículas com
diâmetro compreendido entre 2 mm e 0,075
mm.

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PENEIRAMENTO

Para a execução do ensaio, a amostra deve,


portanto, ser previamente repartida através 2mm Peneiram.
de Peneiramento na peneira n• 10 (2 mm). A grosso
parcela que ficar retida na peneira n• 10
deverá ser lavada dentro da mesma e virá a
constituir a amostra para Peneiramento
grosso. Da parcela que passar na peneira n•
10 retira-se uma sub-amostra que, após
lavagem na peneira n• 200 (0,075 mm), irá
constituir a amostra para Peneiramento fino.
As operações de lavagem nas peneiras 10 e 0,075mm
200 são necessárias para que se eliminem
os grãos muito finos do material que,
aderentes aos grãos mais grossos,
introduziriam erro nas pesagens do material
retido em cada peneira utilizada no ensaio.

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SEDIMENTAÇÃO

Consiste em se fazer com que as partículas de solo sedimentem numa massa fluido de
viscosidade conhecida. A dimensão das partículas é definida com base na lei de
“STOKES”, que equaciona a velocidade de queda de uma esfera em meio líquido.
Segundo tal lei, a velocidade de queda da esfera será constante em função do seu
diâmetro.

No ensaio, sabe-se que quando a última partícula com uma dada dimensão atravessa um
ponto da suspensão há uma variação na densidade da mesma nesse ponto. Pode-se,
portanto, medindo-se a densidade da suspensão em um ponto escolhido, saber quanto
ainda há de material mais fino que a partícula que está por ali passando naquele momento
e, pela lei de STOKES, qual o diâmetro dessa partícula.

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SEDIMENTAÇÃO

No ensaio de sedimentação, medem-se as densidades da suspensão em um


ponto onde o densímetro está mergulhado, em intervalos de tempo
preestabelecidos. Considerando-se a lei de STOKES, conhecida a velocidade da
partícula que passa pelo ponto escolhido em cada instante de tempo, pode-se
saber o diâmetro dessa partícula. Considerada a densidade da mistura a cada
instante, obtém-se o percentual de material sólido ainda em suspensão, que
representa o percentual de material mais fino que a referida partícula, cujo
diâmetro é conhecido.

Equação de STOKES

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SEDIMENTAÇÃO

O ensaio de sedimentação tem por


objetivo avaliar os diâmetros de
partículas da parcela muito fina do
material estudado, que, por serem
muito diminutos, não podem ser
quantificados por peneiramento,
dada a impossibilidade de se
fabricarem peneiras com malhas de
tal dimensão.

A amostra utilizada no ensaio de


sedimentação é a mesma que se usa
no Peneiramento fino, antes que se
proceda a lavagem na peneira n• 200.

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Dados Obtidos da Curva Granulométrica
Coeficiente de Não Uniformidade (CNU): É a relação entre o diâmetro
correspondente a 60% de material passando na curva granulométrica de um solo e
seu diâmetro efetivo. Dá idéia da uniformidade do solo.

D60
CNU 
D10

Quanto maior o coeficiente de não uniformidade CNU, mais bem graduada é a


areia.

CNU < 2,0: areias uniformes

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Coeficiente de Curvatura (CC): Enquanto CNU indica a amplitude dos tamanhos
dos grãos, CC detecta melhor o formato da curva granulométrica e permite
identificar eventuais descontinuidades ou concentração muito elevada de grãos
mais grossos no conjunto.
(D30 ) 2
CC 
D10 .D60

Solos bem graduados possuem CC entre 1,0 e 3,0.

CC < 1,0: curva tende a ser descontínua – há falta de grãos com determinado diâmetro

CC > 3,0: curva tende a ser muito uniforme na parte central

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Os solos podem ser classificados com relação ao tamanho dos seus grãos,
conforme a tabela, que mostra três dos principais sistemas de classificação.

ISSMFE: Sistema Internacional de Classificação dos Solos


ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas
USCS: Sistema Unificado de Classificação dos Solos
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2. PARTE EXPERIMENTAL

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