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CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL

Professor Evaldo Rodrigues

INQUÉRITO POLICIAL

- CONCEITO: O inquérito é “o conjunto de diligências realizadas pela Polícia Judiciária para a apuração de uma
infração penal e sua autoria, a fim de que o titular da ação penal possa ingressar em juízo” (Tourinho Filho).

- A PERSECUÇÃO CRIMINAL: Tem como finalidade a apuração das infrações penais e sua respectiva autoria. Se divide
em duas fases:

- Fase Inquisitiva: É o inquérito policial (atividade preparatória da ação penal - preliminar e informativo).

- Fase Processual: É a fase processual, submissa ao contraditório e à ampla defesa.

- INSTRUMENTALIDADE DO INQUÉRITO POLICIAL: O inquérito policial serve como um instrumento:

- Preservador: Embora seja peça prescindível (a ação penal pode ser movida com base em peças de informação),
sua instauração é apta à precaução contra ações penais temerárias, sem justa causa ou infundadas, com vantagens à
economia processual;

- Preparatório: Reúne elementos de informação, protegendo a prova contra a ação do tempo e conferindo robustez
à justa causa para a ação penal.

- NATUREZA JURÍDICA DO INQUÉRITO POLICIAL: É um procedimento de índole eminentemente administrativa,
de caráter informativo, preparatório da ação penal. Rege-se pelas regras do ato administrativo em geral.

- DESTINATÁRIOS DO INQUÉRITO POLICIAL: Tem como destinatários imediatos o Ministério Público, e o ofendido
(seus sucessores processuais), bem como destinatário mediato tem o juiz (indireto).

- CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL:

- Discricionariedade: O delegado conduz as investigações discricionariamente. A autoridade policial pode atender
ou não aos requerimentos patrocinados pelo indiciado ou pela própria vitima (art. 14, CPP), só não poderá
indeferir a realização do exame de corpo de delito, quando a infração praticada deixar vestígios (a
discricionariedade do inquérito não é absoluta).

- Escrito: Todas as peças do inquérito policial serão escritas ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pela
autoridade. Os atos produzidos oralmente serão reduzidos a termo.

- Sigiloso: Ao contrário do que ocorre no processo, o inquérito não comporta publicidade, sendo procedimento
sigiloso. Pode consultar os autos o magistrado, membro do Ministério Público e o advogado.

- Oficialidade: Presidido por servidor público – Delegado de Polícia.

- Oficiosidade: Havendo crime de ação penal pública incondicionada, a autoridade policial deve atuar de ofício,
instaurando o inquérito e apurando prontamente os fatos, dispensando qualquer autorização para agir. Já nos crimes
de ação penal pública condicionada e ação penal privada, a autoridade policial está condicionar à autorização da
vítima (depende de permissão para poder atuar).

- Indisponibilidade: Iniciado o inquérito, não pode o delegado de polícia dele dispor. Se diante de uma
circunstância fática, o delegado percebe que não houve crime, nem em tese, não deve iniciar o inquérito policial
(não está, a princípio, obrigado a instaurar o inquérito policial). Contudo, uma vez iniciado o procedimento
investigativo, deve levá-lo até o final, não podendo arquivá-lo.

- Inquisitivo: As atividades persecutórias ficam concentradas nas mãos de uma única autoridade e não há o
contraditório ou da ampla defesa (não existem partes, apenas uma autoridade investigando - permite agilidade nas
investigações). Contudo, em razão da “ausência de defesa”, não pode o magistrado, na fase processual, valer-se
apenas do inquérito para proferir sentença condenatória.
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- Dispensabilidade: O inquérito não é imprescindível para a propositura da ação penal. Nesse sentido a
denúncia/queixa podem ter por base inquéritos não policiais, dispensando-se a atuação da polícia judiciária.

- Dica: Características do INQUÉRITO POLICIAL: "SEI DOIDO": Sigiloso, Escrito, Inquisitório, Dispensável, Oficioso,
Indisponível, Discricionário e Oficial.

Direito Processual Penal – PM/PB| 2018

a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. .Critério Material: Tem-se a atuação da policia em relação a delegacias especializadas na investigação e no combate a determinado tipo de infração (ex.VALOR PROBATÓRIO: Relativo. . CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues .: competência da delegacia de “homicídios” ou “Roubos e Furtos”). não tem o condão de. comunicá-la à autoridade policial. é preciso que seja realizado sob o crivo do contraditório e ampla defesa. c) a nomeação das testemunhas. nos crimes em que a ação pública depender de representação. se o agente está solto (pode ser prorrogável. todavia. portarias. da CF (“é vedada a incomunicabilidade do preso”). requisições. . a requerimento da autoridade policial. do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil”. estando o indiciado preso (improrrogável . .OBS: O inquérito. .INÍCIO DO INQUÉRITO POLICIAL: Será iniciado: . pois carece de confirmação por outros elementos colhidos durante a instrução processual. § 3°. Para ter valor probatório. 21.INCOMUNICABILIDADE: O art. este fato não leva à nulidade do futuro processo contra o suposto autor do fato. do CPP. . Turista ou do Idoso).cidades”). em qualquer hipótese. .: competência da delegacia da Mulher. . . verbalmente ou por escrito. com indicação de sua profissão e residência.OBS: Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia. a requerimento do delegado e mediante autorização do juiz). não poderá sem ela ser iniciado. ou os motivos de impossibilidade de o fazer. . b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração. Ocorre que.Mediante requisição da autoridade judiciária . . Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . contempla a possibilidade de decretação da incomunicabilidade do preso durante o inquérito policial. mandará instaurar inquérito. requerimentos. verificada a procedência das informações. . será decretada por despacho fundamentado do Juiz.Critério em Razão da Pessoa: Leva-se em consideração a figura da vitima (ex. este dispositivo.Nos Crimes de Ação Pública: Nos crimes de ação privada.Critério Territorial: Leva-se em consideração a circunscrição em que se consumou a infração (competência das delegacias dos “bairros .OBS: Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba ação pública poderá.PEÇAS INAUGURAIS DO INQUÉRITO POLICIAL: Auto de prisão em flagrante. uma vez viciado. que não excederá de três dias. contaminar a ação penal. inciso IV. não foi recepcionado pela Carta Magna. com todas as circunstâncias. os males ocorridos no inquérito não têm a força de macular a fase judicial. . Ex. CPP: “A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho nos autos e somente será 2 permitida quando o interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o exigir”.Nos Crimes de Ação Pública: . Em outras palavras. Parágrafo único.A requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. e esta. Art.PRAZO PARA A CONCLUSÃO DO INQUÉRITO: Em regra geral é de 10 dias. . “A incomunicabilidade. em face do disposto no art.Mediante requisição do Ministério Público.: Havendo prisão em flagrante ilegal durante o inquérito. inciso III. respeitado. o disposto no artigo 89.contado o prazo a partir do dia da prisão) e 30 dias.COMPETÊNCIA (ATRIBUIÇÃO): .De ofício.VÍCIOS: Sendo o inquérito dispensável.OBS: O requerimento conterá sempre que possível: a) a narração do fato. 21. . o quanto for necessário. ou do órgão do Ministério Público. ela deve ser relaxada. 136.

X . CPP: “A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito”. no qual.OBS: No relatório poderá a autoridade indicar testemunhas que não tiverem sido inquiridas.Crimes de Ação Penal Pública: Deve o magistrado abrir vistas do inquérito ao titular da ação penal (Ministério Público).determinar. sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele. VIII . Em regra ocorre quando do relatório de encerramento do procedimento.Princípio da Indisponibilidade: Após sua instauração o inquérito policial não pode ser arquivado pela autoridade policial. V .colher informações sobre a existência de filhos. mencionando o lugar onde possam ser encontradas. e o indiciado estiver solto. após o transcurso das investigações.ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico. . . com observância. . a autoridade poderá requerer ao juiz a devolução dos autos. serão remetidos ao Judiciário. .OBS: Havendo divergência do magistrado quanto ao pedido de arquivamento. até a chegada dos peritos criminais. para que a deliberação final seja dada por órgão superior do próprio Ministério Público. VI . 7º.proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações.ouvir o ofendido. Art. . sua condição econômica. que serão realizadas no prazo marcado pelo juiz. . O indiciamento deve descrever os elementos de informação coligidos na investigação preliminar (inquérito policial) que representem indícios suficientes de autoria relativamente à perpetração de infração penal pela pessoa investigada. integrados com o relatório. IX . indicado pela pessoa presa. deve o magistrado (art. após liberados pelos peritos criminais. e quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu temperamento e caráter. para que sejam acessados pelo titular da ação penal. a autoridade policial deverá”: I . de 2016) Art. 6º. no que for aplicável. que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias. CPP: “Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária. do CPP: “Para verificar a possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado modo. CPP: “Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal. requisitar novas diligências ou promover o arquivamento do inquérito policial. III . a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas. . familiar e social.PROVIDÊNCIAS: Art. VII . O magistrado não pode indeferir as diligências requisitadas pelo MP por entender que as mesmas são protelatórias. CPP) remeter os autos ao Procurador Geral de Justiça. deste Livro. (Incluído pela Lei nº 13. se de outras provas tiver notícia”. devendo o respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que lhe tenham ouvido a leitura. e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes.257. 28. se for caso.OBS: Quando o fato for de difícil elucidação.apreender os objetos que tiverem relação com o fato. . para ulteriores diligências. 17. 18. se possível. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues . II .OBS: É possível o trancamento do Inquérito Policial realizado mediante Habeas Corpus dirigido para o Tribunal de Justiça ou para o Magistrado competente. IV . Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . que poderá: oferecer denúncia. sob o ponto de vista individual.ouvir o indiciado. Art. por falta de base para a denúncia.INDICIAMENTO: Trata-se de ato privativo da autoridade policial.OBS: A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao juiz competente. do disposto no Capítulo III do Título VII. desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública”. providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas.averiguar a vida pregressa do indiciado. respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos. a autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos. decidirá de a pessoa indiciada está ou não vinculada ao fato.dirigir-se ao local. 3 . mas semente pelo juiz.ENCERRAMENTO: Os autos do inquérito. dependendo da autoridade coatora.colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias.

A legitimidade para presidência do TCO é da autoridade policial. e o indiciado poderão requerer qualquer diligência. mencionando o juízo a que tiverem sido distribuídos.representar acerca da prisão preventiva. 14. rubricadas pela autoridade.realizar as diligências requisitadas pelo juiz ou pelo Ministério Público. Incumbirá ainda à autoridade policial: I . senão para novas diligências. e os dados relativos à infração penal e à pessoa do indiciado. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues . 9º: Todas as peças do inquérito policial serão. Art. através do seu advogado. 4º A polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. a juízo da autoridade. Art.Termo Circunstanciado: Próprio para os crimes de menor potencial ofensivo é uma peça despida de rigor formal. 20. 11º: Os instrumentos do crime. II . em regra. Art. Nos atestados de antecedentes que lhe forem solicitados. . neste caso. contendo breve e sucinta narrativa que descreve os fatos e indica os envolvidos e eventuais testemunhas. independentemente de precatórias ou requisições. acompanharão os autos do inquérito. Art. 4 Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . noutra circunscrição. bem como os objetos que interessarem à prova. sobre qualquer fato que ocorra em sua presença.OUTRAS DISPOSIÇÕES DO CPP: Art. devendo ser remetido aos Juizados Especiais Criminais. 13. Se o indiciado for menor. Art. a autoridade policial não poderá mencionar quaisquer anotações referentes a instauração de inquérito contra os requerentes. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. IV . até que compareça a autoridade competente. Art. Art. reduzidas a escrito ou datilografadas e. para que acesse os autos da investigação que estão disponíveis em cartório. 15. Parágrafo Único. num só processado.Crimes de Ação Penal Privada: Deve-se aguardar a iniciativa da vítima. ou seu representante legal. no prazo de 06 meses. imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. No Distrito Federal e nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial. . Ao fazer a remessa dos autos do inquérito ao juiz competente. ordenar diligências em circunscrição de outra. III . ser-lhe-á nomeado curador pela autoridade policial. ou não. a autoridade policial oficiará ao Instituto de Identificação e Estatística. 22. Art. . que será realizada. no intuito do oferecimento da queixa crime. ou repartição congênere. a autoridade com exercício em uma delas poderá. 23. nos inquéritos a que esteja procedendo.cumprir os mandados de prisão expedidos pelas autoridades judiciárias. O ofendido.OBS: O Ministério Público não poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial. e bem assim providenciará.fornecer às autoridades judiciárias as informações necessárias à instrução e julgamento dos processos.

OBS: Apesar de não poder desistir da ação.Indivisibilidade: a ação penal deve estender-se a todos aqueles que praticaram a infração criminal. . devemos esclarecer que o oferecimento da denúncia contra um acusado ou mais.OBS: O Ministério Público não poderá desistir da ação penal. Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . desistir do recurso interposto. o Parquet tem o dever de ofertar a denúncia em face de todos os envolvidos. c) Legitimação Para Agir: Ação Pública .Obrigatoriedade (legalidade processual): Estando presentes os requisitos legais. do art. Contudo. a declara privativa do ofendido”. impetrar habeas corpus em favor deste.Titularidade: O inciso I. o Ministério Público está obrigado a oferecer a denúncia para que o processo seja iniciado.Ministério Público / Ação Privada . do Código Penal: “A ação penal é pública. da CF. Assim. se o fizer. Perceba que o MP não é obrigado a recorrer. . possibilita. em sede de alegações finais.. qual seja.CONDIÇÕES DA AÇÃO PENAL: a) Possibilidade Jurídica do Pedido: Previsibilidade na lei penal e possível. caput.Oficialidade: A persecução penal em juízo está a cargo de um órgão oficial. uma vez proposta a ação penal. . .OBS: Art. . sendo impensável o exercício da ação por iniciativa do delegado ou do magistrado.CLASSIFICAÇÃO DA AÇÃO PENAL: . Não pode o órgão ministerial. e até recorrer para beneficiá-lo.AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA: É aquela de titularidade do Ministério Público (órgão acusador oficial do Estado) e não necessita de manifestação de vontade da vítima ou de terceiros para ser exercida (atuação de ofício). Não cabe ao MP juízo de conveniência ou oportunidade (art. Será a ação cabível quando do silêncio da lei acerca da ação penal cabível. 129. o MP pode. 5 . (ação públicas condicionadas). quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União. . . o Ministério Público. o Ministério Público não pode dela dispor. e) Condições Especificas: São exemplos: a representação da vítima ou a requisição do Ministro da Justiça. . confere a titularidade da ação penal pública ao Ministério Público.OBS: Seja qual for o crime. . ainda. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues Aula 02 DA AÇÃO PENAL . devendo o Ministério Público atuar ex officio. esta será promovida por denúncia do Ministério Público”). Estado e Município. expressamente. salvo quando a lei.Oficiosidade: a ação penal pública incondicionada não carece de qualquer autorização para instaurar-se.Princípios/Características: .Indisponibilidade ou Indesistibilidade: Em decorrência do princípio da obrigatoriedade. sequer. 100. contudo. b) Interesse de Agir: Necessidade e utilidade do uso das vias jurisdicionais. 24 do CPP: “Nos crimes de ação pública.Particular d) Justa Causa: Deve haver o mínimo probatório de indícios da autoria e materialidade delitiva. a posterior acusação de outros. a ação penal será pública. pleitear a absolvição do réu. . não poderá desistir do recurso manejado.

é contado na forma do art. caso a vítima seja maior de 18 anos. . caput). parágrafo único). . só esta pode representar. inclui-se o dia do início e exclui-se o do vencimento. quando vítimas de infração. no prazo de 06 meses do conhecimento da autoria da infração penal. o direito de representação deve ser exercido pelo representante legal. ofertada pela vítima. 129. diante da representação. enquadrar a conduta delituosa em tipificação diversa da apontada pela vítima. ofertar denúncia contra os demais coautores ou partícipes. podendo ser apresentada oralmente ou por escrito.AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA: Nesta modalidade a titularidade continua sendo do Ministério Público. . § 6). não se suspende nem se prorroga. art. 39. que. pela mesma pessoa que representou. . . . como regra. . Contudo pode. afinal. O falecimento do autor do fato não impede que os herdeiros. crime contra a honra de funcionário público. é a ocorrência da prescrição. dentro das forças da herança.Eficácia Objetiva: se a vítima indica na representação apenas parte dos envolvidos. pois depende da prévia manifestação de vontade do ofendido (representação) ou do Ministro da Justiça (requisição). poderá representar? Não (a capacidade plena que detém é só para os atos da vida civil). tanto na delegacia. pessoalmente ou por procurador com poderes especiais. em razão de suas funções (art. podem representar por intermédio de seus representantes. .OBS: Para a doutrina majoritária. ascendente. 147. O direito de representação poderá ser exercido. estejam obrigados a indenizar a vítima pelos danos causados.Retratação: A representação é irretratável após o oferecimento da denúncia. de pronto. . inclusive. a vítima pode retratar-se e reapresentar a representação quantas vezes entender conveniente. para só então oferecer denúncia. Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . não haverá prorrogação para o primeiro dia útil subsequente. 6 Art. escrita ou oral. ao órgão do Ministério Público.OBS: No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial. art. sem a necessidade de nova manifestação de vontade do ofendido (princípio da indivisibilidade da ação penal).OBS: Por ser prazo de natureza decadencial. promover o arquivamento. .Representação do Ofendido: Crime de lesão corporal leve (CP. . contudo.Ausência de Rigor Formal: Segundo o STF. ameaça (art. pode ser destinada à autoridade policial. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues .OBS: E se o menor de 18 for emancipado.O Menor Representado: Se a vítima for menor de 18 anos. ou à autoridade policial. quanto perante o magistrado ou o membro do Ministério Público. o Ministério Público pode.Destinatários: A representação. mediante declaração.Ausência de Vinculação do Ministério Público: O Parquet. entretanto. II).Intranscendência ou Pessoalidade: A ação só pode ser proposta contra quem praticou o delito. O risco. de quando a vítima toma ciência de quem foi o responsável pelo delito. ou até mesmo. A demanda não pode prejudicar terceiros que não tenham concorrido de alguma forma para o cometimento da infração. 129.OBS: As Pessoas Jurídicas. A retratação só pode ser feita até o oferecimento da denúncia. Este prazo também não se interrompe. por seus diretores ou sócios-administradores. a representação é não tem rigor formal. respeitando apenas o marco do oferecimento da denúncia e o prazo decadencial dos 06 meses. por seu representante ou por procurador com poderes especiais não precisa ser advogado. em sua peça acusatória. a vítima deverá representar à autoridade que esteja de plantão. 141. 10 do CP. o direito de representação passará ao cônjuge/companheiro. não pode agir de ofício. . O importante é que a vítima revele o interesse claro e inequívoco de ver o autor do fato processado. no silêncio destes. ao Ministério Público ou ao próprio juiz. ou seja.Prazo da Representação: Deve ser ofertada. . Caso se encerre em final de semana ou feriado. crime de lesão corporal culposa (CP. feita ao juiz. . Ressalta-se que o prazo decadencial só passa a contar a partir do advento da maioridade. analisa se estão presentes os requisitos legais. descendente ou irmão. isto é. Por outro lado.

nesta ordem preferencial (art. 30. de seu representante legal ou procurador. autorizando a persecução criminal nas infrações que a exijam.Ausência de Vinculação do MP: Ofertada a requisição. c/c parágrafo único do art. . art. em conjunto com seu advogado. no qual o ofendido age em nome próprio. art. se assim o desejar. 145). As irregularidades que porventura ocorrerem na procuração considerar-se-á sanadas se o querelante também assinar a queixa. presente o órgão do Ministério Público. . . fara do Brasil (CP. . pois esta revelaria fragilidade do Estado brasileiro (é ato administrativo irrevogável). .Retratação: Não cabe retratação da requisição. não sendo. 44. quando a este houver sido dirigida. na figura do Procurador Geral. poderá o Ministério Público. remetê-lo-á à autoridade que o for.Princípios: São norteadores da ação penal privada os princípios: 7 . . a cargo do Ministro da Justiça.Destinatário: A requisição ministerial será endereçada ao Ministério Público. .OBS: (Art.O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito. pode ficar inerte e deixar transcorrer o prazo decadencial de 06 meses para ofertar a queixa ou.Eficácia Objetiva: Assim como a representação. se não forem contemplados todos os criminosos.Prazo Para Oferecimento: Pode ser ofertada a qualquer tempo. . Se divide em decadência e renúncia.AÇÃO PENAL DE INICIATIVA PRIVADA: O titular do direito de ação é o ofendido ou seu representante legal. renunciar a este direito de forma expressa ou tácita. denunciar os que não foram enquadrados. CPP). 7. CPP). . o rol das testemunhas. enquanto a infração não estiver prescrita. . ascendentes. oferecerá a denúncia no prazo de 15 dias. perante o juiz ou autoridade policial. ou a punibilidade não estiver extinta por qualquer outra causa. e. com todas as suas circunstâncias.Oferecida ou reduzida a termo a representação. A assinatura do querelante na queixa. b).OBS: Na Ação Privada o autor denomina-se querelante e o réu. CPP). a autoridade policial procederá a inquérito. assim como imprimir definição jurídica diversa daquela que foi apresentada. I. de pronto.Oportunidade ou Conveniência: É facultado à vítima decidir entre ofertar ou não a ação. . § 3º.A representação. sem a necessidade de aditamento pelo Ministro da Justiça. se com a representação forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal. Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . pode o órgão ministerial propor o arquivamento do feito. art. quando feita ao juiz ou perante este reduzida a termo. será remetida à autoridade policial para que esta proceda a inquérito. . o direito de ação transfere-se ao cônjuge (incluída a companheira). isentará o procurador de responsabilidade por eventual imputação abusiva. o nome do querelado e a menção ao fato criminoso. será reduzida a termo.Requisição do Ministro da Justiça: É um ato de conveniência política. Exemplo: Crime cometido por estrangeiro contra brasileiro. caso entenda que não existe justa causa para o início da demanda. a classificação do crime e. querelado. c/c art. descendentes e irmãos. nessa hipótese. ou. pois ela é a titular do direito. parágrafo único). neste caso. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. . crimes contra a honra cometidos contra chef e de governo estrangeiro (CP. não sendo competente.Titularidade: O exercício do direito de ação cabe ao ofendido ou ao seu representante legal (art. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues . crimes contra a honra praticados contra o presidente da República (CP.A representação feita oralmente ou por escrito. necessária procuração (art. . 145. . trata- se de caso de substituição processual. No caso de morte ou declaração de ausência da vítima.A representação conterá todas as informações que possam servir à apuração do fato e da autoria. I. . 31. Não querendo exercê-lo. sem assinatura devidamente autenticada do ofendido.OBS: A procuração deverá constar expressamente os poderes especiais do procurador. a requisição ministerial. 141. quando necessário. 141. 41) A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso.

. falecendo o querelante. senão não operará efeitos (ato bilateral). do CP. .mera cordialidade e atos de boa educação não implicam renúncia).Disponibilidade: Uma vez exercida a ação penal.Perempção: Ocorre depois de exercido o direito de ação.OBS: Se a renúncia for ofertada em benefício de parcela dos infratores. III . Já a renúncia é ato bilateral. iniciada esta. sendo ocasionada pela inércia na condução da ação privada.OBS: No aspecto temporal. sendo o querelante pessoa jurídica. Uma vez oferecido o perdão mediante declaração nos autos.Decadência: Ocorre pela omissão da vítima em propor a ação privada no prazo de 06 meses. incluindo-se o primeiro dia e excluindo-se o do vencimento) e ocasiona a extinção da punibilidade. . ou através de declaração expressa da vítima neste sentido. unilateral.quando. seja perdoando o acusado. não pode aditar a queixa crime. . se estenderá a todos.Intranscendência ou Pessoalidade: Estabelece que a ação só pode ser proposta contra a pessoa a quem se imputa a prática do delito. .quando. ressalvado o disposto no art. não se suspende nem se interrompe. poderá o particular desistir desta. processual e depende de aceitação. . precisa ser aceito pelo imputado. contados como regra do conhecimento da autoria da infração (tal prazo não se prorroga. seja pelo advento da perempção. II . Renunciando a vítima em proveito de um ou alguns. .quando.Perdão da Vítima: Ocorre quando a vítima perdoa o réu por qualquer motivo (extinção da punibilidade). convidando-o. 36. 10. dentro de 03 dias. lançando novos réus ao processo.Renúncia: Opera-se pela prática de ato incompatível com a vontade de ver processado o infrator (passar a manter laços de amizade com o infrator. contando-se na forma do art. esta se extinguir sem deixar sucessor. pré-processual e independe de aceitação. para batizar um filho . não comparecer em juízo. por exemplo. O Ministério Público. dentro do prazo de 60 (sessenta) dias.. o silêncio implica acatamento (aceitação tácita). como fiscal. o processo continuará contra aqueles que o recusaram.quando o querelante deixar de comparecer. ou processa todos. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues . IV . ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais (a ausência deve ser injustificada). todos lucram. São hipóteses: I . A renúncia é ato voluntário. pré-processual e irretratável. para prosseguir no processo. qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo. Se divide em perdão da vítima e perempção. . sem motivo justificado. . . o perdão oferecido a apenas um aproveitará aos demais. a qualquer ato do processo a que deva estar presente. ou não processa ninguém.Espécies de ação penal privada: 8 Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 .Perdão x Renúncia: O Perdão é ato uniliteral. o demandado será intimado para dizer se concorda. Contudo.OBS: Havendo corréus. o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos. já que tem por consequência a extinção da punibilidade. Caso um ou alguns não o aceitem.Indivisibilidade: É dizer. ocasionando a extinção da punibilidade. ou sobrevindo sua incapacidade. . o perdão pode ser ofertado até o trânsito em julgado da sentença final. Se nada disser.

contado da data em que o Ministério Público receber os autos do inquérito policial. declarará extinta a punibilidade.A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que. deverá declará-lo de ofício. . Parágrafo único .Personalíssima: Somente o ofendido pode oferecer a queixa. contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos do 9 inquérito policial.Prazo para Oferecimento da Denúncia: .Em qualquer fase do processo. terá de recobrar a sanidade. ascendente. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues . e a omissão leva à perempção. Ex. no caso de negligência do querelante.OUTROS DISPOSITIVOS: . não promovendo a denúncia ou. e depois de ouvido o Ministério Público. fornecer elementos de prova. prosseguindo-se nos demais termos do processo . associações ou sociedades legalmente constituídas poderão exercer a ação penal. Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . induzindo em erro essencial o outro contraente. segue a preferência acima).: Calúnia. b) Por seu representante legal. se reconhecer extinta a punibilidade. contudo. no silêncio destes.detenção. . Se doente mental. No caso de morte ou ausência do querelante no curso do processo. não se manifestando pelo arquivamento dos autos do inquérito policial. deixa de atuar. Difamação e Injúria (ATENÇÃO trata-se de rol como taxativo e preferencial . . cabendo ao Ministério Público aditar a queixa. mediante a oferta da queixa-crime. intervir em todos os termos do processo. 29. 37). (se o ofendido for menor de 18 anos). CPP: “Será admitida ação privada nos crimes de ação pública.: prescrição. anule o casamento. iniciados. retomar a ação como parte principal”.O prazo para o aditamento da queixa será de 03 dias. pelo seu cônjuge (incluída a companheira). por motivo de erro ou impedimento. Enquanto isto. estes terão o prazo de 60 dias para prosseguir com a ação. . . Se a vítima for menor de 18 anos.Exclusiva ou Propriamente Dita: É aquela exercida de iniciativa privada. de seis meses a dois anos. se este não se pronunciar dentro do tríduo. que. .No caso de morte do acusado. inexistindo. . . sucessão por morte ou ausência.Réu Preso: 05 dias. c) No caso de morte do ofendido ou declaração de ausência. ou ainda. o juiz.Réu Solto ou Afiançado: 15 dias. em sendo o caso.Único Ex.Inquérito Policial Dispensado pelo MP: O prazo será contado da data em que tiver recebido as peças de informações ou a representação. repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva.Art. Se houver devolução do inquérito à autoridade policial contar-se-á o prazo da data em que o MP receber novamente os autos.: Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento  Art.Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa. gozando como regra do prazo de 06 meses. sendo o seu exercício vedado até mesmo ao representante legal. nos prazos legais. pelos seus diretores ou sócios-gerentes (Art. não requisitando novas diligências. cabendo ao particular optar entre manejar ou não a ação. 236: Contrair casamento. descendente ou irmão.Ação Penal Privada Subsidiária da Pública: Tem cabimento diante da inércia do MP. a todo tempo. evitando eventuais arbítrios pela desídia do Parquet. devendo ser representadas por quem os respectivos contratos ou estatutos designarem ou. se esta não for intentada no prazo legal. . Ex. contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos. do encerramento do prazo que o MP.OBS: As fundações. o juiz somente à vista da certidão de óbito.Titularidade: Pode ser proposta pelo: a) Ofendido (se maior de 18 anos e capaz). É uma mera faculdade. entender-se-á que não tem o que aditar. e. . . É uma forma de fiscalização da atividade ministerial. ainda. ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena . o prazo decadencial não estará correndo. terá de aguardar completar a maioridade para exercer a ação. interpor recurso e.

e este oferecerá a denúncia. no caso de considerar improcedentes as razões invocadas. fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral. ao invés de apresentar a denúncia. requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação. ao qual só então estará o juiz obrigado a atender”.Pedido de Arquivamento do Inquérito pelo MP: Art. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues . CPP: “Se o órgão do Ministério Público. 28. ou insistirá no pedido de arquivamento. 10 Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la. o juiz.

bem como voltar a decretá-la.ELEMENTOS ESSENCIAIS DAS MEDIDAS CAUTELARES: Necessariedade e Adequabilidade Necessariedade: a) assegurar a aplicação da lei penal. . 11 . . o sujeito só poderá ser preso em três situações: flagrante delito. . DAS MEDIDAS CAUTELARES E DA LIBERDADE PROVISÓRIA .OBS: Cabe a decretação de medidas cautelares isoladas ou cumulativas. salvo a indispensável no caso de perigo. nos termos da lei de execução penal. só poderá permanecer nessa condição em duas delas: prisão temporária e preventiva. .A prisão preventiva será determinada quando não for cabível a sua substituição por outra medida cautelar. . Adequabilidade: a) gravidade do crime. . conforme previsão legal.OBS: Antes do transito em julgado da condenação.MANDADO: Ninguém será recolhido à prisão.OBS: O juiz não pode decretá-las de ofício. . respeitadas as restrições relativas à inviolabilidade do domicílio.As pessoas presas provisoriamente ficarão separadas das que já estiverem definitivamente condenadas. . c) assistente de acusação (ação pública). b) circunstâncias do fato. sem que seja exibido o mandado ao respectivo diretor ou carcereiro. a decretação da preventiva. No entanto. .OBS: Pode o juiz decretá-las de ofício. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues Aula 03 DA PRISÃO.OBS: Os requisitos são cumulativos: devem ser analisados os três em conjunto.OBS: A prisão poderá ser efetuada em qualquer dia e a qualquer hora. Durante o processo: a) Ministério Público.O descumprimento da medida cautelar pode gerar a sua substituição por outra medida. c) condições pessoais do indiciado ou acusado.Não será permitido o emprego de força. resistência ou de tentativa de fuga do preso. c) evitar a prática de infrações penais. . b) querelante (ação privada).PODEM PLEITEAR AS MEDIDAS CAUTELARES: Durante a investigação criminal: a) Ministério Público. a cumulação com outra restrição ou. prisão preventiva e prisão temporária. b) autoridade policial (por representação). . .O juiz poderá revogar a medida cautelar ou substituí-la quando verificar a falta de motivo para que subsista. Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . b) conveniência da investigação ou instrução criminal. . a quem será entregue cópia assinada pelo executor ou apresentada a guia expedida pela autoridade competente. se sobrevierem razões que a justifiquem. em último caso.OBS: Os requisitos são alternativos: é suficiente a presença de apenas um dos três.

DA PRISÃO EM FLAGRANTE 12 .Se o executor do mandado verificar que o réu entrou ou se encontra em alguma casa. o auto de flagrante.Quando as autoridades locais tiverem fundadas razões para duvidar da legitimidade da pessoa do executor ou da legalidade do mandado que apresentar. os vereadores e os chefes de Polícia.Sendo noite. II . IX . do Distrito Federal e dos Territórios. entrará à força na casa. seus respectivos secretários.os ministros do Tribunal de Contas. arrombará as portas e efetuará a prisão. estes serão recolhidos em estabelecimento militar adequado. b) sabendo. VIII . arrombando as portas. . desde que for ao seu encalço. XI . à disposição da autoridade competente. Contudo. apresentando-o imediatamente à autoridade local. fará guardar todas as saídas. . atendidos os requisitos de salubridade do ambiente.Mandado e violação do domicílio: .PRISÃO EM PERSEGUIÇÃO: Se o réu. o executor convocará duas testemunhas e.os membros do Parlamento Nacional. salvo quando excluídos da lista por motivo de incapacidade para o exercício daquela função. se não for atendido. o executor poderá efetuar-lhe a prisão no lugar onde o alcançar. X . embora depois o tenha perdido de vista. até que fique esclarecida a dúvida. pela concorrência dos fatores de aeração. passar ao território de outro município ou comarca. . este será recolhido em cela distinta do mesmo estabelecimento.os magistrados.Se não for obedecido imediatamente. do Conselho de Economia Nacional e das Assembléias Legislativas dos Estados.OBS: Independentemente da patente ou nível hierárquico do militar. .os ministros de Estado. V – os oficiais das Forças Armadas e os militares dos Estados. poderão pôr em custódia o réu. 291. providenciará para a remoção do preso. depois da intimação ao morador. . logo que amanheça. em determinada direção ou local.OBS: A prisão especial consiste exclusivamente no recolhimento em local distinto da prisão comum. depois de lavrado. sendo dia.Entender-se por perseguição: a) Se avistado.OBS: A cela especial poderá consistir em alojamento coletivo.PRISÃO ESPECIAL: Serão recolhidos a quartéis ou a prisão especial. à vista da ordem de prisão. .os cidadãos inscritos no "Livro de Mérito". fazendo-se conhecer do réu.os delegados de polícia e os guardas-civis dos Estados e Territórios.os cidadãos que já tiverem exercido efetivamente a função de jurado. . for perseguido sem interrupção. o executor. . Não havendo estabelecimento específico para o preso especial. lhe apresente o mandado e o intime a acompanhá-lo. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues Art. . quando sujeitos a prisão antes de condenação definitiva: I . . se preciso.OBS: O preso especial não será transportado juntamente com o preso comum. IV . tornando a casa incomunicável. A prisão em virtude de mandado entender-se-á feita desde que o executor. há pouco tempo. insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana. o prefeito do Distrito Federal. e.os ministros de confissão religiosa. VI . III . se for o caso. sendo perseguido. . os prefeitos municipais. o morador será intimado a entregá-lo.TIPOS DE FLAGRANTE: a) Próprio. que. ativos e inativos.os governadores ou interventores de Estados ou Territórios. com o objetivo de preservar a sua integridade física e moral. VII .os diplomados por qualquer das faculdades superiores da República. por indícios ou informações. Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . que o réu tenha passado. quando o sujeito está cometendo a infração penal ou acaba de cometê-la.

. 304.O preso deve receber nota de culpa em 24 horas.Da lavratura do auto de prisão em flagrante deverá constar a informação sobre a existência de filhos. deve o juiz conceder liberdade provisória. além do nome da autoridade. além do nome da autoridade. quando há perseguição ao agente.APRESENTAÇÃO DO PRESO: À autoridade competente. . .COMUNICAÇÃO DA PRISÃO: . 305.Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. . caput. Se não indicar advogado. sem fiança. com ou sem fiança. pela vítima ou qualquer pessoa. . Isso porque o art. depois de prestado o compromisso legal. logo depois. indicado pela pessoa presa. .A falta de testemunhas da infração não impedirá o auto de prisão em flagrante. DA PRISÃO PREVENTIVA .. objetos ou papéis. à família do preso ou a quem ele indicar. qualquer pessoa designada pela autoridade lavrará o auto. Se o réu se livrar solto.2) conceder liberdade provisória. por considerá-lo ilegal. (Incluído pela Lei nº 13. CP). O preso deve receber nota de culpa em 24 horas. 312 do CPP e não cabível nenhuma outra medida cautelar alternativa. à família do preso ou a quem ele indicar. conforme requerimento do 13 Ministério Público. por reputá-lo legal. sua assinatura. Art.1) converter a prisão em flagrante em preventiva. deverá ser posto em liberdade. 23. . conforme o caso. do querelante. A autoridade policial não poderá prender em flagrante a pessoa que se apresentar espontaneamente. que façam presumir ser ele autor da infração. Comunica-se a prisão ao juiz competente. ouvirá o condutor e colherá.OBS: Não se decreta a prisão preventiva.Prisão em flagrante por apresentação espontânea: Não existe. procederá à oitiva das testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do acusado (há o direito ao silêncio). o juiz pode: a) relaxá-lo. b.Se não indicar advogado. Na falta ou no impedimento do escrivão. . Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . b) mantê-lo. respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos. do condutor e das testemunhas. entende-se o agente em flagrante delito enquanto não cessar a permanência.Nas infrações permanentes. com o condutor. pela autoridade. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues b) Impróprio.OBS: Sempre que for constatada a possibilidade de ocorrência da alguma excludente de ilicitude (art. ao Ministério Público. quando o agente é encontrado. armas. entregando a este cópia do termo e recibo de entrega do preso. desde logo. Em seguida. se presentes os requisitos do art. . ela pode ser decretada de ofício pelo magistrado. em situação que faça presumir ser autor do delito. logo após. . nesse caso. mas. Em juízo. de 2016). determinando a soltura do indiciado.".Recebido o auto de prisão em flagrante. quando houver suspeita de prática do fato sob o manto de qualquer excludente de ilicitude. com instrumentos. cópia do auto será enviada à Defensoria Pública. . deverão assiná-lo pelo menos duas pessoas que hajam testemunhado a apresentação do preso à autoridade. do CPP dispõe que "apresentado o preso a autoridade competente. . contendo o resumo da acusação. do assistente de acusação ou por representação da autoridade policial. 309. Art. contendo o resumo da acusação.A prisão preventiva pode ser decretada em qualquer fase da investigação ou do processo. optando por: b.Comunica-se a prisão ao juiz competente (em até 24h). c) Presumido. do condutor e das testemunhas. ao Ministério Público. cópia do auto será enviada à Defensoria Pública. depois de lavrado o auto de prisão em flagrante (Relaxamento da prisão em flagrante pela própria autoridade policial)..257.

. e. O juiz poderá revogar a prisão preventiva se. no correr do processo. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues . b) garantia da ordem econômica. Art. de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . criança. repercussão social. idoso. se for perturbada pelo acusado. na colheita das provas. maneira destacada de execução. em face do disposto no art.OBS: A temporária não pode ser decretada de ofício pelo juiz. de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal. CPP). pressupondo provocação. descabe a preventiva. para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. se sobrevierem razões que a justifiquem. condições pessoais negativas do autor e envolvimento com associação ou organização criminosa.OBS: A prisão cautelar deve submeter-se aos critérios da razoabilidade e da proporcionalidade.PRISÃO PREVENTIVA UTILITÁRIA: A finalidade é permitir a apuração da identidade civil do indiciado ou réu. 316. desde que lastreada em fatos e não meras presunções. na potencialidade de fuga do indiciado ou réu. emerge a necessidade da cautelar. solta-se o preso.848. bem como de novo decretá-la. devendo o preso ser colocado imediatamente em liberdade após a identificação. .quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la. salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida. 2° da Lei n° 7. Conveniência da Instrução Criminal: é restrita.Código Penal. Garantia da Ordem Econômica: Trata-se da segurança econômica. c) conveniência da instrução criminal. como regra.se tiver sido condenado por outro crime doloso. III . de 7 de dezembro de 1940 .se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. CPP): a) garantia da ordem pública. . Garantia da Ordem Pública: Se calca em alguns pontos básicos: gravidade concreta do crime.960/1989.SERÁ ADMITIDA A DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA: I . em sentença transitada em julgado. Aplicação da Lei Penal: Calca-se.Cabimento: a) Quando imprescindível para as investigações do inquérito policial. baseada. somente pode ser decretada pela autoridade judiciária. PRISÃO TEMPORÁRIA A prisão temporária está adstrita à cláusula de reserva jurisdicional.REQUISITOS DA PRISÃO PREVENTIVA: Materialidade + Indício de Autoria + Elemento Alternativo (art.nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos. II . Basta a comprovação de dois desses cinco elementos para justificar a preventiva. mediante representação da autoridade policial ou requerimento do Ministério Público. adolescente. 14 b) Quando o Indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos ao esclarecimento de sua identidade. Se esta se der de maneira livre e escorreita. d) assegurar a aplicação da lei penal. IV . . 64 do Decreto-Lei no 2. 312. Assim que tal objetivo for atingido. . verificar a falta de motivo para que subsista. e) Acrescenta-se a possibilidade de sua decretação para o descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares (art. fundamentalmente. gerando patente constrangimento ilegal. c) Quando houver fundadas razões. enfermo ou pessoa com deficiência. sob pena de se estender em demasia. 319. pela continuidade da atividade criminosa pelo agente do colarinho branco.

de 2016) DAS OUTRAS MEDIDAS CAUTELARES 15 Art. i) epidemia com resultado de morte. São medidas cautelares diversas da prisão: I . a requerimento do MP ou defensor. o) crimes contra o sistema financeiro. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues a) homicídio doloso. nos pedidos originários da polícia. o mandado será expedido em duas vias. n) tráfico de drogas.Crimes Hediondos ou Assemelhados: O prazo da prisão temporária é de 30 dias. 319. quais sejam. Art. l) quadrilha ou bando. f) Decorrido o prazo legal o preso deve ser posto imediatamente em liberdade. c) Decretada a prisão. pode o juiz. mediante representação.imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 06 anos de idade ou com deficiência. salvo se for decretada a preventiva.OBS: A prorrogação pressupõe requerimento fundamentado. a autoridade policial informará o preso dos direitos assegurados na CF. (Incluído pela Lei nº 13. e) Durante o prazo da temporária. (Incluído pela Lei nº 13.comparecimento periódico em juízo. mesmo os não contemplados no rol do art. caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 anos de idade incompletos. h) rapto violento. 2°). no prazo e nas condições fixadas pelo juiz. b) sequestro ou cárcere privado. DA PRISÃO DOMICILIAR Art.257. f) estupro. . ou por requerimento Ministério Público. de 2016) V . b) O juiz. só podendo dela ausentar-se com autorização judicial. g) atentado violento ao pudor.homem. de 2016) VI . em qualquer de suas formas típicas. por força do § 4° do art. tortura e terrorismo.072!1990 (lei de Crimes Hediondos). 317. art. 1° da lei no 7. .257.960/1989. . m) genocídio.Prazos: . tráfico. Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for: I . tem 24 horas para.Procedimento: a) O juiz é provocado pela autoridade policial. 2° da lei no 8. p) os crimes hediondos e assemelhados. decidir sobre a prisão. (Redação dada pela Lei nº 13. IV . de ofício. solicitar informações e esclarecimentos da autoridade policial e submetê-lo a exame de corpo de delito"(§ 3°. j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte. II . d) extorsão. ouvindo para tanto o MP. Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . "determinar que o preso lhe seja apresentado. que será entregue ao preso. d) Efetuada a prisão. deve o magistrado ouvir o MP quando o pedido for realizado pela autoridade policial.extremamente debilitado por motivo de doença grave. c) roubo. em caso de comprovada e extrema necessidade. prorrogáveis por mais 05 dias em caso de comprovada e extrema necessidade. em despacho fundamentado. prorrogáveis por mais 30 dias. A prisão domiciliar consiste no recolhimento do indiciado ou acusado em sua residência. para informar e justificar atividades. cabendo ao magistrado deliberar quanto a sua admissibilidade. apreciando o pleito. são suscetíveis de prisão temporária. .257.Regra geral: Prazo de 05 dias.mulher com filho de até 12 anos de idade incompletos. sendo que uma delas. III . Não cabe prorrogação de ofício. serve como nota de culpa.gestante.maior de 80 (oitenta) anos. 318. Na prorrogação. e) extorsão mediante sequestro.

aumentada em até 1. tiverem quebrado fiança anteriormente concedida. deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante. IV .OBS: Para determinar o valor da fiança. A proibição de ausentar-se do País será comunicada pelo juiz às autoridades encarregadas de fiscalizar as saídas do território nacional. . terrorismo e nos definidos como crimes hediondos. para assegurar o comparecimento a atos do processo. 320. COM OU SEM FIANÇA Art. as condições pessoais de fortuna e vida pregressa do acusado. . caso da proibição de frequentar lugares. . 321. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. VIII . II . evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. . 16 .proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando.monitoração eletrônica. até final julgamento. no grau máximo.Não será concedida fiança: I . impondo. o juiz deverá conceder liberdade provisória.FIANÇA: A fixação da fiança pode ser feita pela autoridade policial para os casos de infrações cuja pena máxima não ultrapasse quatro anos.Valor da Fiança: Será fixado pela autoridade que a conceder nos seguintes limites: I .proibição de manter contato com pessoa determinada quando.nos crimes de tortura. deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações. na forma do art. nas infrações que a admitem. CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues II . VI .proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução. Ausentes os requisitos que autorizam a decretação da prisão preventiva.em caso de prisão civil ou militar. Há. por circunstâncias relacionadas ao fato. não for superior a 04 anos. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração. as medidas cautelares previstas no art. as circunstâncias indicativas de sua periculosidade. a autoridade terá em consideração a natureza da infração.OBS: Se assim recomendar a situação econômica do preso.suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais. quando o máximo da pena privativa de liberdade cominada for superior a 04 anos. quando se tratar de infração cuja pena.nos crimes cometidos por grupos armados.recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos. por circunstâncias relacionadas ao fato. intimando-se o indiciado ou acusado para entregar o passaporte.quando presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva (art.internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave ameaça. civis ou militares. IX .dispensada. II . II . a fiança poderá ser: I . cabe ao juiz que decidirá em 48 horas.aos que. . Não será. quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art.nos crimes de racismo.fiança. igualmente. III .000 (mil) vezes. ou III . medida cautelar utilizada como pena alternativa. bem como a importância provável das custas do processo. inclusive.de 10 a 200 salários mínimos. III . V . VII . no mesmo processo. livramento condicional ou regime aberto. se for o caso. 312).reduzida até o máximo de 2/3 (dois terços).de 01 a 100 salários mínimos. 319 deste Código. II . 350 deste Código (liberdade provisória sem fiança). Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . No mais. concedida fiança: I . DA LIBERDADE PROVISÓRIA. Art. IV .OBS: Várias delas já são conhecidas como condições para o gozo de sursis.

pedras. fiança insuficiente. Art. III . se for o caso. V .resistir injustificadamente a ordem judicial.OBS: A fiança poderá ser prestada enquanto não transitar em julgado a sentença condenatória. verificando a situação econômica do preso. ou ausentar-se por mais de 8 (oito) dias de sua residência. salvo o disposto no parágrafo único do art. II . ou depreciação dos metais ou pedras preciosas. consistirá em depósito de dinheiro.OBS: Recusando ou retardando a autoridade policial a concessão da fiança. federal. por engano. .quando houver depreciação material ou perecimento dos bens hipotecados ou caucionados. IV . sob pena de quebramento da fiança. será recolhido ao fundo penitenciário. sujeitando-o às obrigações constantes dos arts. 327 e 328 deste Código e a outras medidas cautelares.OBS: O réu afiançado não poderá. . a decretação da prisão preventiva. .deliberadamente praticar ato de obstrução ao andamento do processo. 336 deste Código. deixar de comparecer. o juiz. na conformidade deste artigo. estadual ou municipal. III . na forma da lei. mediante simples petição. ou alguém por ele.descumprir medida cautelar imposta cumulativamente com a fiança. . que decidirá em 48 horas. será restituído sem desconto.OBS: Será também cassada a fiança quando reconhecida a existência de delito inafiançável. ou em hipoteca inscrita em primeiro lugar. a fiança será havida como quebrada. . 350. objetos ou metais preciosos. da indenização do dano. se o réu for condenado. no caso de inovação na classificação do delito. No caso de perda da fiança.OBS: A fiança ficará sem efeito e o réu será recolhido à prisão. cabendo ao juiz decidir sobre a imposição de outras medidas cautelares ou. o seu valor. II . quando. Quando o réu não comparecer.OBS: Se a fiança for declarada sem efeito ou passar em julgado sentença que houver absolvido o acusado ou declarada extinta a ação penal.OBS: A fiança. 17 Direito Processual Penal – PM/PB| 2018 . Julgar-se-á quebrada a fiança quando o acusado: I . CURSO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Evaldo Rodrigues . . . o valor que a constituir. sem motivo justo. títulos da dívida pública.OBS: A fiança tomada por termo obrigará o afiançado a comparecer perante a autoridade. não for reforçada. todas as vezes que for intimado para atos do inquérito e da instrução criminal e para o julgamento. o preso. sem prévia permissão da autoridade processante. Nos casos em que couber fiança. sem comunicar àquela autoridade o lugar onde será encontrado.praticar nova infração penal dolosa.OBS:O dinheiro ou objetos dados como fiança servirão ao pagamento das custas.Reforço da Fiança: Será exigido: I . que será sempre definitiva. poderá prestá-la. mudar de residência.regularmente intimado para ato do processo. se for o caso.quando a autoridade tomar. . poderá conceder-lhe liberdade provisória. . perante o juiz competente. . atualizado.OBS: O quebramento injustificado da fiança importará na perda de metade do seu valor.quando for inovada a classificação do delito. da prestação pecuniária e da multa.