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1.

Definição de grupo motor gerador
Grupo Motor Gerador (GMG) é um equipamento que possui um motores (Diesel, Gasolina ou
Gás) de reconhecida performance, acoplado a um gerador de moderna tecnologia e montado
sobre base metálica, com acionamento manual ou automático. Esse equipamento pode ser usado
de forma singela ou em paralelo com outros grupos geradores, formando usinas de até 30MVA.
O GMG (Figura 1) conta com proteção opcional contra intempéries, possuindo ou não,
carenagem silenciada, sendo este, disponível tanto em unidades móveis como estacionárias.
Um GMG a diesel, por exemplo, é composto de:

- motor diesel;
- base horizontal;
- radiador;
- alternador de energia (gerador solteiro);
- bateria;
- painel manual de partida com frequencímetro;
- voltímetro;
- disjuntor;
- horímetro;
- medidor de temperatura;
- tanque combustível;
- purificador de ar;
- cabine sonorizada com espuma anti-chamas.

Figura 1 - Grupo Motor Gerador

Apostilas Ideal

A característica principal de um GMG é transformar energia mecânica em energia elétrica,
com voltagem estável independente da variação de carga e velocidade. A energia elétrica
produzida pelo GMG é controlada por instrumentos de medições e diversas proteções, tais como
fusíveis, disjuntores, contatores, chaves e o quadro de comando (HEIMER).

1.1. Acionamento de um grupo motor gerador.

Um gerador pode ser acionado por um motor, por uma turbina hidráulica (hidrogeradores),
por uma turbina a gás ou a vapor (turbogerador) ou por força eólica, entre outros, produzindo
uma corrente alternada (AC) ou corrente contínua (CC). O Grupo Motor Gerador, em particular,
é acionado por um motor de combustão movido a diesel, gasolina ou gás.

1.2. Classificação segundo sua aplicação.

Segundo sua aplicação os GMGs podem ser:
- Emergência: para suprir a falha da rede elétrica local;
- Economia: substituir a rede elétrica local em horários sazonais;

1.3. Razões para o uso de grupo motor gerador (emergência e demanda).

- Para suprir energia em caso de falha no fornecimento da concessionária;
- Utilização em teatros, hospitais, shoppings, refinarias, sistemas de telecomunicações;
- Confiabilidade;
- Tempo de entrada em operação;
- Acionamento manual e automático;
- Substituir a concessionária em horários de ponta;
Comodidade, segurança e confiabilidade são algumas das garantias que um GMG pode
oferecer quando uma empresa mais precisarem de energia. Essa necessidade pode durar horas,
dias ou mesmo semanas, até que o fornecimento de eletricidade seja estabilizado. Imagine o
prejuízo que a falta de energia elétrica causaria em situações como as descritas abaixo:
Um parente sendo operado;
O sistema de segurança de uma empresa;

Apostilas Ideal

Um show musical em pleno auge;
Ou um telejornal em rede nacional;

2. Princípio de funcionamento dos geradores e dos motores

Motores de geradores funcionam queimando combustível do mesmo jeito que o motor de um
carro ou caminhão faz. Esse motor acoplado a um alternador converte energia mecânica em
energia elétrica. Assim, nesse curso faremos alguns comentários e explanações sobre motores e
geradores de uma forma individual e em grupo.

2.1. Definições de potência elétrica, consumo e rendimento
A potência de um equipamento representa a sua capacidade de realizar trabalho. Quanto
maior essa potência, mais trabalho pode efetuar em um determinado tempo. Ou seja, potência é

definida como a taxa de variação de energia. Ou seja, . Em eletricidade, considerando-se uma

carga resistiva submetida a uma tensão elétrica instantânea e percorrida por uma corrente
elétrica . A potência instantânea , absorvida pela carga, é dada pela expressão.

Equação 1

A potência elétrica em uma carga monofásica é dividida em duas parcelas conforme a
Equação 2.

Equação 2

A primeira parcela pulsa em torno do valor médio, sendo sempre positiva (corresponde a
potência instantânea que é sempre fornecida a carga e seu valor médio é a potência ativa) e a
segunda apresenta valor médio nulo ( corresponde a potência instantânea que é trocada entre
carga e fonte e seu valor máximo é a potência reativa). Assim a potência em corrente alternada é
expressa pela Equação 3.

Equação 3

Em que:

Apostilas Ideal

indica a quantidade de trabalho que ele é capaz de realizar por unidade de tempo. é a potência ativa dada em W. As normas brasileiras que tratam dos motores são: NBR 06396 e NBR 05477. ISSO 3046. ou as de origem americanas. AS 2789 e SAE BS 5514. Essas normas definem parâmetros como. a potência de um motor. é a potência reativa dada em Var. como também indica como as potências e os consumos de combustíveis devem ser Apostilas Ideal . ISSO 8528. define o fator de potência do circuito que e pode ser expresso por: Equação 4 Para o sistema trifásico a potência transmitida a carga é igual a soma das potências instantâneas de cada fase e se as cargas forem equilibradas teremos: Equação 5 Para as cargas ligadas em triângulo ou estrela a potência em função dos valores de linha é: Equação 6 A potência de um motor tem sua capacidade definida em HP (Horsepower) ou CV (Cavalo Vapor). As normas que definem o desempenho e as potências dos motores são as de origem europeia DIN 6270 e DIN 6271. é a potência aparente dada em VA. Em consonância coma a definição de potência elétrica. O ângulo . Podemos entender melhor o significado de potência mecânica através da equação abaixo: Equação 7 Onde: : é a potência mecânica dada em Watts : número de rotação dos motores em rotações por segundo : conjugado (torque) no eixo em newtons-metro. a maior potência efetiva continua limitada (não permite sobrecarga) e não limitada (permite sobrecarga de 10 por cento durante uma hora a cada doze horas).

O rendimento pode ser calculado pela equação abaixo: Equação 8 Qualquer equipamento elétrico transforma energia elétrica em outras formas de energia com já visto. Os principais dispositivos que utilizam este princípio são as máquinas rotativas. Consumo elétrico é a quantidade de potência multiplicado pelo tempo.m.campo magnético girante atravessando um enrolamento.convertidos para condições atmosféricas particulares. . Com base nisso. .variação da relutância do circuito magnético devido a rotação de uma das partes do circuito.rotação mecânica dos enrolamentos num campo magnético. 2. na hora de especificar um GMG o usuário deve ter bem claro a sua necessidade e o regime de operação do GMG a ser adquirido. Assim.e. contrariando as normas técnicas. Rendimento é o quanto da energia consumida por um equipamento elétrico foi realmente transformada em trabalho. Assim. geralmente medido em KWh. Apostilas Ideal . de um eletroímã que se movimenta dentro de uma espira. Vale ressaltar que todos os montadores de GMG especificam seus produtos pela potência efetiva continua limitada (intermitente ou de emergência). podemos definir geradores como máquinas que convertem energia mecânica em energia elétrica utilizando o princípio de conversão eletromecânica explicado acima. A base física dessa conversão eletromecânica de energia é a variação de fluxo magnético.2. basicamente. Este gerador consistia. melhor o aproveitamento de energia pelo equipamento. Voltaremos a falar mais de potência elétrica no momento apropriado. quanto maior o rendimento. nas quais as tensões podem ser geradas em enrolamentos ou grupos de bobinas através de três formas básicas: . provocando o aparecimento de uma f. Geradores O gerador elementar foi inventado na Inglaterra em 1831 por Michael Faraday. Essa movimentação é uma das formas de variação necessária ao surgimento de tensão elétrica.

. Em qualquer destas formas. a composição dos geradores depende do tipo de máquina. o fluxo concatenado com uma bobina específica varia ciclicamente gerando-se uma tensão. isto é. ela consiste de uma demão de esmalte sintético aplicado com pistola. a velocidade destas máquinas é proporcional à frequência da rede (giram à velocidade síncrona).Máquinas de indução. Para o nosso estudo.Pintura: pintura de fundo. onde no induzido ou armadura (normalmente o estator) circulam correntes alternadas equilibradas. nos deteremos mais aos geradores elétricos. acabamento. correntes defasadas no tempo percorrem bobinas defasadas espacialmente. aplicada por imersão e pintura final.Estator – A carcaça é de aço calandrado e o pacote chapas com sue respectivo enrolamento encontram-se sobre suas nervuras. formando um eletroímã.Placa de identificação – Contem os dados com as características nominais do gerador.Excitatriz auxiliar e bobina auxiliar. formando um campo girante. Três tipos de máquinas rotativas aparecem como mais importantes: . Não há torque de partida. . De um modo geral.Rotor – Acomoda o enrolamento de campo. Desta forma. cujos polos são formados por pacotes de chapas. .Estator e rotor da Excitatriz principal e diodos retificadores girantes . em especial os geradores síncronos. pois os geradores síncronos são responsáveis por praticamente toda energia elétrica utilizada no mundo. realizada após a montagem completa da máquina. . Apostilas Ideal . O indutor ou campo (normalmente o rotor) é excitado por corrente contínua. podemos destacar algumas características para entendimento: a máquina síncrona é um equipamento elétrico de dupla excitação.Máquinas síncronas. geradores Weg da linha GTA possuem: . por exemplo. conforme Equação 9. . Sendo elas motores ou geradores elétricos. Em relação aos geradores síncronos. . Os dois campos devem girar na mesma velocidade para que seja obtido um conjugado médio não nulo.Máquinas de corrente contínua.

Gerador síncrono elementar A seção transversal dos dois lados da bobina é indicada pelas letras e – . O enrolamento que produz o campo magnético no rotor é alimentado por corrente contínua que é conduzida até ele por meio de escovas de carvão que deslizam sobre anéis coletores. Equação 9 As máquinas síncronas de rotor cilíndrico de alta rotação geralmente são utilizadas em turbo- geradores de 2 e 4 polos. o fluxo magnético através da bobina vai variar e serão induzidas tensões no enrolamento da armadura. Os geradores síncronos Uma forma simplificada de um gerador síncrono monofásico de CA é mostrada na Figura 2. O enrolamento da armadura é constituído de uma única bobina de espiras que estão concentradas em duas únicas ranhuras diametralmente opostas na periferia interna do estator.2. apesar de poder ser construída. não mostradas na figura. O rotor gira a uma velocidade constante. acionado por um órgão primário. de modo a produzir um campo aproximadamente senoidal de 2 (ou 4) polos. Ela serve apenas para fins didáticos e é chamado gerador elementar. não existe na prática. 2. O entreferro é uniforme. Este tipo de máquina. O enrolamento de campo é distribuído ao longo de ranhuras. Os condutores que formam estes dois lados da bobina são paralelos ao eixo da máquina e são ligados em série por conexões nas extremidades. Quando o rotor girar. Figura 2 .1. Apostilas Ideal .

acionado por um órgão primário (uma turbina hidráulica ou a vapor nas centrais hidrelétricas ou térmicas) acoplado mecanicamente ao eixo do rotor. Muitas máquinas síncronas têm mais de dois polos. Como exemplo. A frequência em ciclos por segundo (hertz) é igual à velocidade do rotor em rotações por se- gundo (RPS). Figura 3 . Apostilas Ideal . a Figura 4 mostra um ge- rador elementar de 4 polos. donde o seu nome de máquina síncrona. em uma máquina síncrona de dois polos o rotor precisa girar a 3600 rotações por minuto (RPM) para produzir tensões e correntes na frequência de 60 Hz. As bobinas que criam o campo magnético são ligadas de modo a criar polos alternados NSNS. também monofásico. A forma de onda da indução magnética das máquinas reais pode se aproximar de uma onda senoidal pela conformação adequada da forma das sapatas polares. Os caminhos do fluxo magnético estão indicados por linhas tracejadas. A frequência elétrica está sincronizada com a velocidade mecânica do rotor. A distribuição espacial da indução magnética no entreferro é mostrada na Figura 3 em função do ângulo θ ao longo da periferia interna do estator.Distribuição espacial da indução magnética (a) forma de onda gerada (b) A medida que o rotor gira o fluxo magnético associado à onda de indução magnética enlaça a bobina de espiras do estator induzindo nela uma tensão em função do tempo e com a mesma forma de onda da distribuição espacial. Portanto. A tensão induzida passa por um ciclo completo de valores para cada rotação da máquina de 2 polos da Figura 2.

distância medida em graus entre os dois lados da bobina. Logo. Figura 5 . A tensão induzida passa por dois ciclos completos para cada rotação do rotor. necessariamente. deve estar sob o polo S e a conexão entre os lados deve ser feita de forma a poder somar as tensões induzidas em cada lado.Gerador elementar de 4 polos Há dois ciclos completos na distribuição espacial da indução magnética ao longo do entre- ferro como mostra Figura 5.Distribuição espacial da indução magnética numa máquina de 4 polos O passo da bobina. O enrolamento da armadura agora é constituído de duas bobinas ( )e( ) ligadas em série por conexões feitas nas suas extremidades. o outro. Quando um lado da bobina está sob um polo N. a frequência é o dobro da frequência da máquina de dois polos girando à mesma velocidade. é igual à metade do comprimento da onda de indução magnética. Apostilas Ideal . Figura 4 .

Como há. a distância entre os eixos magnéticos de um polo e um polo é igual a 180º elétricos ou π radianos elétricos. vezes em cada rotação. magnéticas e mecânicas estão presentes em todos os outros pares de polos. comprimentos de onda de indução magnética completos ou ciclos em uma rotação completa. isto é. A frequência da onda de tensão induzida será então: Equação 11 Sendo: . podemos escrever: Equação 10 Sendo ângulo elétrico e ângulo geométrico ou mecânico. independente do número de polos da máquina. Por esta razão é conveniente expressar ângulos em graus elétricos ou radianos elétricos em lugar de falarmos em graus geométricos ou mecânicos. Quando uma máquina possui mais de dois polos. A relação entre ωm em radianos por segundo e n em RPM é dada por: Apostilas Ideal . A frequência angular ω ou pulsação da onda de tensão induzida é igual a: Equação 12 Sendo ωm a velocidade mecânica em radianos por segundo. A tensão induzida na bobina de uma máquina de P polos passa por um ciclo completo toda vez que um par de polos passa por ela. para entender os fenômenos que ocorrem. Assim. a rotação da máquina em RPM e a freqüência. A distribuição da indução magnética numa máquina de polos correspondente a um par de polos é igual a 360º elétricos ou radianos elétricos. a pulsação é igual a 377 radianos por segundo. basta concentrar a atenção sobre um único par de polos e reconhecer que as mesmas condições elétricas. Para a frequência de 60 Hz. o número de pares de pólos.

Apostilas Ideal . Tais geradores são facilmente identificados por terem diâmetros do estator relativamente pequenos comparados com o seu comprimento. Numa máquina de polos lisos o entreferro é de espessura constante ao longo de toda a circunferência interna.Ligação série-paralela. e Figura 5 têm olos salientes e enrolamentos concentrados.Um rotor de 2 polos não salientes ou polos liso A grande maioria dos geradores é fornecida com terminais dos enrolamentos religáveis de modo a poderem pelo menos fornecer duas tensões diferentes. Figura 6 . A Figura 6 mostra. pois as turbinas a vapor que os acionam giram a altas velocidades (3600 e 1800 RPM). O campo magnético é criado por um enrolamento distribuído em ranhuras dispostas de modo a produzir no entreferro uma distribuição espacial da onda de indução magnética a mais próxima possível de uma senoidal. esquematicamente.Ligação estrela-triângulo. um rotor de 2 polos não salientes ou polos lisos. Este tipo de rotor é típico dos geradores síncronos das usinas térmicas. As altas velocidades os rotores de polos lisos têm um comportamento dinâmico mais estável do que os de polos salientes. diferente da máquina de polos salientes. cujo entreferro é estreito na frente das faces polares e mais largo entre os polos. São chamados de turbo-geradores. Os principais tipos de religação de terminais de geradores ou motores assíncronos para o funcionamento em mais de uma tensão são: . . Equação 13 Os rotores mostrados nas na Erro! Fonte de referência não encontrada.

Os geradores que trabalham sujeitos a temperaturas inferiores a -20°C apresentam os seguintes problemas: excessiva condensação e formação de gelo nos mancais.Ambientes agressivos como estaleiro. Possui também circuitos de proteção para assegurar um controle confiável do gerador. levando-a através de um transistor de potência ao enrolamento de campo da excitatriz principal. Ele tem por objetivo manter a tensão constante. geralmente. O Regulador de tensão é eletrônico e automático. instalações portuárias. independente. o que provoca o endurecimento das graxas comuns. Retifica a tensão trifásica proveniente da bobina auxiliar. o que reduz a sua manutenção e não introduz interferência eletromagnética. aeroportos e outras cargas críticas. são acionadas. somente em baixa tensão. O grau de proteção dos equipamentos elétricos são dados por meio das letras características IP seguidas por dois algarismos.Geradores para uso naval são projetados e fabricados para atender parâmetros e características técnicas de acordo com as normas afins. que culmina na redução da potência. . Apostilas Ideal . . do estator ou do TAP’s da armadura da máquina principal. repetidoras. pois o enrolamento pode atingir temperaturas prejudiciais a sua isolação.Geradores tipo telecomunicações segue as especificações da norma TELEBRÁS.O meio refrigerante. Características do ambiente: . . Grau de proteção: Os invólucros dos equipamentos devem oferecer um determinado grau de proteção. das variações da carga. não deve ser superior a 40 graus. Estes geradores não utilizam escovas. sistemas de rádio.A altitude não deve ser superior a 1000m sobre o nível do mar. indústria química e petroquímica. na maioria dos casos o ar ambiente. Como exemplo prático alguns geradores da WEG da linha GTA de máquinas normais para utilização em telecomunicações e aplicações navais. por motores Diesel. necessitam de características especiais de acordo com as exigências estabelecidas pelas normas do setor. e são utilizados em grupos diesel para centrais telefônicas. o gerador apresenta problemas de aquecimento causado pela rarefação do ar e consequentemente a diminuição do seu poder de arrefecimento. . acima dessa altitude.

2 – pingos de água até a inclinação de 15º com a vertical.O primeiro algarismo indica o grau de proteção contra a penetração de corpos sólidos estranhos e contato acidental.O segundo algarismo indica o grau de proteção contra a penetração de água no interior do gerador. . .4 – respingos de todas as direções.4 – corpos estranhos com dimensão acima de 1mm. é bem definida através de ensaios padronizados e não sujeita a duplas interpretações. . . . .5 – jatos de todas as direções. .1 – pingos de água na vertical. Os geradores normalmente são balanceados no grau N. A qualificação do gerador em cada grau.0 – sem proteção.3 – pingos de água até a inclinação de 60º com a vertical.2 – corpos estranhos com dimensão acima de 12mm. P 54 e IP55. . especial e reduzido. Os geradores também devem atender uma norma em relação a vibração das carcaças.1 – corpos estranhos com dimensão acima de 50mm. .0 – sem proteção.6 – água de vagalhões.5 – Proteção contra o acúmulo de poeiras. . . IP 23. O sistema de ventilação dos geradores pode ser: . Neste sistema o gerador apresenta uma proteção IP21 ou Apostilas Ideal . no que se refere a cada um dos algarismos. . dentro de três tipos de balanceamento.Aberto: quando o ar circula no interior do gerador e contato direto com as partes aquecidas que devem ser resfriadas. Alguns tipos de proteção mais empregados em casos normais são: IP21. norma. . .

Equação 15 Apostilas Ideal . Este conceito está intimamente ligado à elevação de temperatura do enrolamento. bem como o fator de potência geral. O gerador pode acionar cargas de potência bem acima de sua potência nominal. queimar rapidamente.0 (indutivos). . o aquecimento normal será ultrapassado e o tempo de vida do gerador será reduzido. este por sua vez. ou até mesmo. Se o gerador for conectado a carga com fatores de potência distintos. deve-se determinar a potência aparente total. porém se essa sobrecarga for excessiva. Podendo ser refrigerado através de trocador de calor ar-ar ou ar-água. é a potência para qual o gerador foi projetado para operação normal.Fechado: quando não há troca de meio refrigerante com o interior e o exterior da carcaça. dentro das características nominais. aspira o ar ambiente e ao passar pelas partes aquecidas é devolvido quente ao meio ambiente. . Características de desempenho: Potência nominal: é a potência que o gerador pode fornecer. termistores e/ou termostatos (proteção térmica).de acordo com a potência da fonte consumidora e conforme já visto anteriormente: Equação 14 Lembrando que: é a potência aparente são: tensão e corrente de linha Nos catálogos a potência aparente é dada em kVA.IP23 e possui um ventilador interno acoplado ao eixo. A potência do gerador é fixada em relação a potência das fontes consumidoras. Em outras palavras. sendo válida para os fatores de potência entre 0. ou de acordo com a potência do motor de acionamento. em regime contínuo. Equação 15. A transferência de calor é toda feita na superfície externa do gerador.8 e 1. Os geradores possuem acessórios como resistência de aquecimento (conta a umidade).

736 para obter em Devemos levar em consideração o rendimento dos geradores indicado nos catálogos para fatores de potência entre 0. diminuímos as perdas do gerador. Da potência útil do motor de acionamento.8 e 1. é adotado 0.8 como fator de potência. Neste caso a potência do gerador é determinada a partir da potência de acionamentos e. Onde: é o componente da potência ativa da fonte consumidora (VA) é a componente da potência reativa da fonte consumidora (VAr) Para cálculo do fator de potência geral usamos: Equação 16 . Equação 17 Onde: é a potência do gerador dada em é a potência do motor acionante dada em é o rendimento do motor dada em Se a potência do motor for dada em cavalo vapor ( ). não é possível conhecer a potência exata da fonte consumidora.de acordo com a potência do motor de acionamento: Muitas vezes. Equação 18 Apostilas Ideal .0. para obter a potência ativa que fica nos terminas do gerador. multiplicamos por 0.

cada qual definida pelo respectivo limite de temperatura. porém o mais importante é. essa queda depende da reatância do gerador. são agrupados em classe de isolamento. Para fins de normalização. os materiais isolantes e os sistemas de isolamento. as quais aquecem o enrolamento e deve ser dissipada para fora do gerador.Classe F (155°C) . se a sua temperatura for mantida abaixo de um certo limite. como umidade. Apostilas Ideal . isto é. contribuindo para perda do seu poder isolante. As classes de isolamento utilizadas em máquinas elétricas estão dispostas conforme NBR 7095 e são as seguintes: . o rendimento do gerador é sempre inferior a 100%. O material isolante é afetado por vários fatores. aumenta o envelhecimento gradual e ressecamento desse material. um excesso nessa temperatura. A potência útil fornecida pelo gerador é menor que a potência acionante. A diferença entre as duas potências representa as perdas. Queda de tensão: Ao se aplicar a carga no gerador teremos subitamente uma queda de tensão em seus terminais.Classe A (105°C) . Os maiores problemas com queda de tensão acontecem na partida de motores de indução.Classe H (180°C) Em geradores as mais comuns são F e H. ambientes corrosivos e outros.Classe B (130°C) .Classe E (120°C) . do fator de potência da carga e do tipo de regulação. sem dúvida. vibração. Esse limite depende do tipo de material empregado. da corrente. A experiência mostra que a isolação tem uma duração ilimitada. a temperatura de trabalho desse material. A isolação deve ter uma temperatura de trabalho bem abaixo da temperatura de queima do material que a compõe. Um aumento de 8 a 10°C na temperatura de isolação reduz a sua vida útil pela metade. que são transformadas em calor.

.Geradores com regulagem de tensão independente da frequência.3. Apostilas Ideal . se a tensão da rede cair para 50% da nominal. Quando o gerador está sendo pouco exigido. Operação em paralelo de geradores Durante um ciclo de operação de um gerador. Por esse motivo. acionados com rotações abaixo de 90% de sua rotação nominal.Se o gerador estiver alimentando uma rede. 2. e ocorrer um curto-circuito na mesma. esse tempo aumenta para 2 minutos.As frequências dos sistemas devem ser praticamente iguais.1 vezes a corrente nominal durante 1 hora. devem ser desligado. entre outros. deve-se manter a tensão muito próxima da nominal. o seu rendimento e o da máquina acionante caem. .A ordem da sequência de fases nos pontos a ligar deve ser a mesma. .A tensão do gerador seja igual a tensão da rede.O ângulo de fase da tensão gerada pelo gerador deve corresponder a da rede. Sobrecarga Segundo as normas VDE 530 os geradores síncronos devem fornecer 1.5 vezes a corrente nominal durante 15 segundos. eles podem ser elétricos ou a combustão. por exemplo. ele pode ser exigido. Motores Motores são máquinas rotativas destinadas a prover energia mecânica. o gerador deve ser imediatamente desacoplado da rede. No caso da linha Telebrás a sobrecarga admissível é de 1. Operando em paralelo os geradores devem dividir a carga esta divisão é determinada pelas características do regulador de velocidade da máquina primária. . podemos optar pela operação em paralelo dos geradores. ora em sua potência nominal e ora em valores menores que o nominal. e após o curto. Neste caso. através de sua regulagem. durante um período prolongado. Para essa operação devemos observar: . Para utilização a bordo. Proteção do gerador .

Quanto a disposição dos cilindros: motores a pistão com cilindros em linha. No primeiro caso elas recebem o nome de motores elétricos e.4. .Quanto ao ciclo de trabalho: motores 2 e 4 tempos. e o combustível é injetado na massa de ar comprimida através de um circuito independente ocasionando assim a inflamação espontânea. ou vice- versa. entre as quais podemos citar: . no segundo.Injeção. comprimido. o motor a combustão é uma máquina térmica.Escape. Nos motores otto.Admissão. em estrela e com cilindros opostos. nos motores diesel o ar é admitido no cilindro.Compressão. Apostilas Ideal . . Assim o ciclo de trabalho do motor a diesel quatro tempos é: . Dos motores a combustão. Os motores. mais utilizados em GMGs são os motores diesel. As máquinas elétricas rotativas convertem energia mecânica em energia elétrica. . Os motores a combustão podem ser classificados de várias maneiras. combustão e expansão. . H. . . V. daremos destaques aos motores Diesel. como já visto. então. Seu objetivo é a obtenção de trabalho através da liberação da energia química da combustão. por entender que ele é o acionador mais frequente nos GMG. a pistão de combustão interna. Já os motores a combustão transforma explosão (energia química) em energia mecânica.Quanto a sua propriedade do gás na fase de compressão: motores otto e diesel.Quanto ao número de cilindros.Quanto ao movimento do pistão: motores a pistão rotativos ou alternativos. transforma energia térmica em energia mecânica através da combustão e explosão. Esses motores são chamados de máquinas térmicas a pistão ou motores de combustão interna. 2. L. como já afirmado na seção anterior. Motor a Diesel.W. . geradores elétricos. a mistura combustível e comburente é preparada fora do motor pelo carburador e injetada no cilindro. ou seja.

Os sistemas que compões os motores Diesel são: .Cárter – É o reservatório do óleo lubrificante utilizado pelo sistema de lubrificação. podendo ser individuais ou múltiplos. Os GMGs a diesel é mito utilizado para potências de até 40MW.Sistema de admissão de ar. compostos pelos pistões com anéis de segmento. . Apostilas Ideal . O ciclo de funcionamento do motor diesel é a quatro tempos onde a combustão ocorre com pequena variação de pressão a volume constante sendo sua maior parte desenvolvida a pressão constante.Sistema de exaustão. . . independente da variação da carga. apesar de sua limitação de potência. como.Sistema de lubrificação. . Tal fato é uma característica única dos motores a diesel. com seus mancais e buchas. tal como é feita nos motores a diesel convencionais. Eles são compactos. ruído e vibração. um gerador de tensão alternada (alternador).Bloco de cilindros – Onde encontramos os blocos de cilindros. Lembrando. camisas. que a regulação da velocidade é fundamental para manter a frequência do grupo gerador constante. bicos injetores e canais de circulação do líquido de arrefecimento. .Sistema de combustível. bielas. O motor. árvore de manivelas e comando de válvulas. Nos motores diesel.Sistema de partida. entram em carga em um tempo muito pequeno. . . é composto de um mecanismo capaz de transformar os movimentos alternativos dos pistões em movimento rotativo da árvore de manivelas. Os motores Diesel são compostos de: . são de fácil operação e apresentam um plano de manutenção de fácil execução. através da qual se transmite energia mecânica aos equipamentos acionados. a regulação de velocidade é feita a partir da injeção de combustível no motor.Sistema de arrefecimento.Cabeçotes – Funcionam como tampões para os cilindros e acomodam os mecanismos das válvulas de admissão e escape. propriamente dito.

A combustão da mistura é provocada por centelha produzida numa vela de ignição. . receberem o combustível sob pressão. onde se alojam as engrenagens de distribuição dos movimentos para os acessórios externos. Quando ocorre o contato do ar com o combustível acontece a combustão por Apostilas Ideal . para só depois. Combustão no motor a diesel Os motores de combustão interna são classificados em motores do ciclo Otto e do ciclo Diesel.Seção dianteira – É a parte dianteira do bloco. Figura 7 .5. . Os motores do ciclo Diesel são aqueles que aspiram o ar e os comprimem no interior dos cilindros. tais como bomba d’água. Os motores do ciclo Otto são aqueles que aspiram ar-combustível preparada antes de ser comprimida no interior dos cilindros.Seção traseira – Onde encontramos o volante para montagem do equipamento acionado. ventilador e alternador de carga das baterias.Exemplo de motor Diesel 2.

Cárter de óleo.6. para essa alto ignição e queima perfeita. etc. Ela é medida pelo viscosímetro.6. O óleo Diesel é uma mistura de hidrocarbonetos com ponto de ebulição entre 200 e 360°C. . A característica mais importante do óleo lubrificante é a sua viscosidade. nos períodos especificados pelo fabricante do motor. de combustíveis de alto ponto de ignição. e de acordo com a sua viscosidade.Sistema de lubrificação 2. na maioria dos casos. Lubrificação do motor Diesel O sistema de lubrificação do motor Diesel é dimensionado para operar com um volume de óleo lubrificante de 2 a 3 litros por litro de cilindrada do motor e vazão entre 10 a 40 litros por cavalo-hora. conforme projeto do fabricante. 2. os óleos são classificados em SAE e API. obtido por destilação do petróleo. filtros e trocadores de calor O óleo lubrificante é o responsável pela triplicação da vida do motor atualmente.Sensores de pressão. Apostilas Ideal .1. . Os motores Diesel precisam. são do tipo cartucho de papel descartável e devem ser substituídos a cada troca do óleo lubrificante. manômetros. o seu poder calorífico médio (Calor de combustão) é de 11000 kcal/Kg.Bomba de circulação forçada.Filtros de fluxo. Figura 8 . Os filtros. .Regulador de pressão. Óleos. autoignição. geralmente do tipo engrenagem. . Os componentes básicos do sistema de lubrificação dos motores Diesel são: . acionada pela árvore de manivelas do motor.

5. Refrigeração (Arrefecimento) O meio refrigerante geralmente é água com aditivo para rebaixar o ponto de congelamento (regiões mais frias) e para proteger contra corrosão. para o meio refrigerante (ar ou água).7. cuja temperatura não pode ser superior a 130°C. A água potável pode ser usada no motor. Figura 10 .Filtros Trocador de calor (ou radiador de óleo) tem a finalidade de transferir o calor do óleo lubrificante. 2.Para poder chegar mais rapidamente à temperatura de serviço. porém a longo prazo pode resulta em danos irreparáveis. O Apostilas Ideal . A água deve ser mantida levemente alcalina. Água muito ácida pode provocar corrosão eletrolítica entre materiais diferentes. Figura 9 . com PH entre de 8 e 9.Sistema de refrigeração ou arrefecimento A água do sistema de refrigeração do motor deve ser limpa e livre de agentes químicos corrosivos tais como cloretos. e ácidos. eventual reserva é feita no radiador e tanque de expansão. A qualidade da água não interfere no funcionamento do motor. Águas com formações sólidas podem obstruir a passagem dificultando as trocas de calor. A quantidade do meio refrigerante é pequena ( 3 a 6 litros).

controlada por um termostato. que dependendo do fabricante e do tipo do motor. Componentes elétricos Alguns motores Diesel. sistema de arrefecimento frequentemente deve ser lavado com produtos químicos indicados pelos fabricantes do motor. utilizaremos então a Erro! Fonte de referência ão encontrada. especialmente os aplicados em grupos Diesel-geradores. na maioria dos grupos geradores. Quando não se dispões desse recurso a carga das baterias é feita pelo gerador de cargas. Há também motores equipados com ventilador acionado por embreagem eletromagnética. que serão vistos adiante.9. em geral. está interligado a outros componentes de proteção. Potência do motor A expressão que define a potência do motor pode ser vista na Equação 19. O produto é conhecido como torque. são alimentados somente no momento de parar o motor Diesel. é dado em libras e em pés. que nos motores atuais. que. Equação 19 Em que: é dado em rpm. Este dispositivo. 2.8. Em relação a carga das baterias. 2. em alguns casos.. ligam quando a temperatura da água aumenta. Equação 20 Apostilas Ideal . são dotados de um dispositivo elétrico de parada. Se empregarmos em Kg e em metros. um solenoide. são os alternadores (gerador de corrente trifásica dotada de uma ponte retificadora. um carregador/flutuador automático alimentado pela rede elétrica local mantém as baterias carregadas durante o tempo em que o motor permanece parado. trabalha com alimentação constante ou.

resulta da pressão exercida sobre a superfície da cabeça do pistão (Pereira. Lembrando que . 2009). a força é o produto da pressão pela área. onde é possível visualizar o ciclo de trabalho do motor diesel. ao longo da linha bc e o cedido. a volume constante. até a. A potência medida acima é resultado da expansão dos gases de combustão no interior dos cilindros do motor. Apostilas Ideal .Ciclo Diesel Partindo do ponto a. com limites abcd. ar é comprimido adiabaticamente (sem troca de calor) até o ponto b. expandido adiabaticamente até d e novamente resfriado. que aqui é considerada a pressão média efetiva. A relação será o numero de vezes por minuto que ocorre um curso de potência ou tempo motor em cada cilindro. O diagrama pressão X volume do ciclo do diesel é mostrado na Figura 11. O trabalho obtido é a área hachurada. Portanto. Matematicamente reescrevemos a análise acima como: Sabendo que: número de rotações por cilindro entre dois cursos de expansão (para motores de quatro tempo. aquecido à pressão constante até c. O calor absorvido é fornecido a pressão constante. que impulsiona o pistão fazendo girar a árvore de manivelas contra a resistência oposta pelo freio. o que se remove durante da. ). Não há troca de calor nas transformações adiabáticas ab e cd. Figura 11 . pressão essa. assim como. Sabemos que potência é a razão do trabalho pelo tempo e que o trabalho é o produto da força pelo deslocamento.

não se presta muito a comparar motores porque depende das dimensões dos motores. Assim. por isso. também depende da velocidade de rotação. em rpm e em . num projeto de construção de um motor devemos buscar uma pressão média efetiva elevada. muito usada para fins de comparação entre motores. pois. Equação 21 Como: Equação 22 Podemos reescrever a expressão da potência como: Por fim: Equação 23 Onde: A pressão média efetiva é uma variável muito expressiva no julgamento da eficácia com que um motor tira proveito do seu tamanho (cilindrada). além das dimensões do motor. por exemplo. O torque. quando conhecida a pressão em BHP. A potência. não é um bom parâmetro de comparação. Para se obter para motores de 4 tempos. Apostilas Ideal . podemos usar as Equação 24 e a Equação 25. também. sendo.

O consumo horário é dado por: Equação 26 Com o consumo horário medido. é o volume do combustível consumido. Apostilas Ideal . Equação 24 Equação 25 A medição do consumo de combustível é fundamental no cálculo da eficiência do motor na transformação de energia química em trabalho útil. Conforme visto na equação abaixo. potência medida e tempo. Equação 27 Em que: é a densidade do combustível. é a potência do motor em HP é o tempo O emprego desse parâmetro tem grande aceitação. Para isso é preciso conhecer os valores de massa de combustível consumido. pode-se determinar o consumo específico e consequentemente a massa que será calculado pelo produto do volume pela sua densidade. sob regime conhecido de carga. pois todas as variáveis envolvidas são medidas em unidade padrão de combustível em relação aos gerados.

2. O rendimento térmico é a relação entre a potência produzida e a potência calorífica entregue. Os alternadores modernos são dotados Apostilas Ideal . Combinando-se o poder calorífico de e o consumo específico de combustível . Equação 29 3. Equação 28 Por definição: A potência calorífica do combustível é dada sempre me quantidade de calor em relação à massa. 3. Princípio de funcionamento do grupo motor gerador. Noções de operação dos grupos motores geradores. Para calcular esse valor. que e encaixam na segunda metade. é a eficiência de transformação de calor em trabalho. na medida em que não introduza vibrações e desgastes prematuros dos rolamentos do alternador e dos mancais do motor diesel. 3. ou seja. Para os grupos motores geradores é sempre importante saber o consumo específico de combustível em relação ao gerados. bem como as vibrações provenientes das variações de carga e do desbalanceamento admitido das massas girantes. tem-se: O calor recebido bQ. basta considerar o consumo específico em do motor e dividir pelo rendimento do alternador. Ela geralmente é feita por meio de uma acoplamento elástico capaz de absorver pequenos desalinhamentos radiais e axiais. É a ligação entre os eixos do alternador e do motor. O tipo de acoplamento mais comum é o Elco (menor custo e montagem simples). Ele é constituído de 6.1.8 ou 12 mangas de borracha sobre pinos de aço instalados numa das metades do acoplamento. Acoplamento e alinhamento. E o rendimento térmico resultante pode ser visto em. O alinhamento do centro dos eixos é essencial para o bom funcionamento do equipamento. para um ciclo.

de carcaça padrão SAE. Componentes de supervisão e controle.Acoplamento Elco Figura 13 .Acoplamento elástico 3. que permite montagem monobloco. Apostilas Ideal . Figura 12 . assegurando assim que não haverá desalinhamento. garantindo a manutenção do alinhamento entre os eixos das máquinas após a montagem. para isso usa-se um microcomparador. Entretanto a primeira montagem exige a conferência da concentricidade dos eixos em relação às suas respectivas carcaças.3.

geralmente 20%. que indicará a necessidade de completar o nível do sistema de refrigeração. o motor pode sofre sérias avarias. Assim. por meios seguros. Nas instalações e serviços em eletricidade.Pressostato de óleo lubrificante: comanda a parada do motor quando a pressão do óleo cair abaixo de um valor predeterminado. . quadro de comandos e sensores de tensão da rede e do grupo.Termostato para água de refrigeração: comanda a parada do motor quando a temperatura do meio refrigerante ultrapassa um valor predeterminado. para prevenir essas falhas os grupos geradores sã dotados de sistemas de proteção e controle. . devem ser observadas no projeto. Os componentes de supervisão e controle são responsáveis por mante o GMG funcionando automaticamente sem a intervenção humana. manutenção. devem ser observados os seguintes: 4. evitando a elevação da água.1. as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e. Instalação do grupo motor gerador. 4.Outros: painel de instrumentos. os perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes. . .Sensor de ruptura de correia: comanda a parda do motor em caso de ruptura da correia. como podemos ver abaixo: . também para a instalação de um GMG. as normas internacionais vigentes.As partes de instalações elétricas a serem operadas. Proteção contra o risco de contato . por isso.Sensor de nível do líquido de refrigeração: Utilizado para acionar um dispositivo de alarme. Apostilas Ideal . ajustadas ou examinadas. reforma e ampliação. . . Caso haja alguma deficiência de funcionamento do sistema. devem ser dispostas de modo a permitir um espaço suficiente para trabalho seguro.Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e executadas de modo que seja possível prevenir.Sensor de sobrevelocidade: comanda a parada do motor quando a velocidade ultrapassar.Sensor de frequência: usado para controlar a frequência do gerador e da rede. . este comanda as comutações. Nos GMG equipados com partida automática. operação. do valor nominal. na falta destas. execução.

não cobertas por material isolante.As instalações elétricas que estejam em contato direto ou indiretas com a água e que possam permitir fuga de corrente devem ser projetadas e executadas.No desenvolvimento de serviços em instalações elétricas. sob risco de trazer danos ao motor e também reduzir sua vida útil. cintos de segurança. no desenvolvimento dos serviços. as normas internacionais vigentes.2. de forma segura. resistência a esforços mecânicos usuais. as normas internacionais vigentes. Proteção do trabalhador no serviço de instalação . as normas internacionais vigentes. capacetes e luvas.2. na impossibilidade de se conservarem distâncias que evitem contatos casuais. mas que. eventualmente.Toda instalação ou peça condutora que não faça parte dos circuitos elétricos.As partes das instalações elétricas. 4. os sistemas de proteção coletiva forem insuficientes para o controle de todos os riscos de acidentes pessoais. ocasião em que seus sistemas internos atingem Apostilas Ideal . merecendo especiais cuidados as ferramentas e outros equipamentos destinados a serviços em instalações elétricas energizadas.Quando. escadas.O aterramento das instalações elétricas deve ser executado obedecendo às normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e.EPI. estanqueidade. isolamento e aterramento. . deve ser aterrada. possa ficar sob tensão.EPC e Equipamentos de Proteção Individual . através de isolamento físico de áreas. sinalização. . . devem ser isoladas por obstáculos que ofereçam. na falta destas. em especial quanto à blindagem. detectores de tensão. . devem ser previstos Sistemas de Proteção Coletiva . Os motores diesel são projetados e seus componentes internos normalmente dimensionados para condições de carga próximas da nominal. .SPC.As ferramentas manuais utilizadas nos serviços em instalações elétricas devem ser eletricamente isoladas.1. obedecendo às normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e. na falta destas. devem ser utilizados equipamentos de Proteção Coletiva . nos trechos onde os serviços estão sendo desenvolvidos. Procedimentos Os grupos geradores não devem operar com carga muito abaixo da sua capacidade nominal. . 4. observadas as prescrições previstas nas normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e. na falta destas. desde que esteja em local acessível a contatos. aterramento provisório e outros similares. tais como varas de manobra.

estes deverão ser planejados e programados.maior consumo específico de óleo lubrificante . outras cargas reduzidas. só podem ser realizados quando as mesmas estiverem liberadas. determinando-se todas as operações que envolvam riscos de acidente.Durante a construção ou reparo de instalações elétricas ou obras de construção civil.temperaturas cujas dilatações térmicas permitem vedações mais eficientes. Com cargas reduzidas.desgaste prematuro de anéis e espelhamento de camisas Os riscos de problemas e intensidade dos desgastes no motor. .Toda ocorrência. igualmente podem implicar nos seguintes problemas: . para que possam ser estabelecidas as medidas preventivas necessárias.surgimento de óleo na tubulação de gases de descarga . caracterizando uma anomalia às condições do equipamento. não programada. a operação com baixa carga também pode provocar acúmulo de óleos não queimados pelo motor no interior do silencioso da tubulação de gases de descarga. devem ser tomados cuidados especiais quanto ao risco de contatos eventuais e de indução elétrica. trabalham em temperaturas mais baixas. Esta situação pode trazer risco de explosão ao silencioso.Entende-se por instalação elétrica liberada para estes serviços. como é o caso dos anéis de vedação dos cilindros do motor. em instalações elétricas sob tensão deve ser comunicada ao responsável por essas instalações. próximas de instalações sob tensão. além de danos ao motor.Os serviços de manutenção ou reparo em partes de instalações elétricas que não estejam sob tensão. aquela cuja ausência de tensão pode ser constatada com dispositivos específicos para esta finalidade. Em particular. Muito embora dar-se ênfase de que cargas inferiores a 30% são proibitivas. caso o motor passe a operar com cargas elevadas e consequentes altas temperaturas no interior desse acessório. . . • Quando forem necessários serviços de manutenção em instalações elétricas sob tensão. . óleo lubrificante e outros. os sistemas de água de arrefecimento. Apostilas Ideal . para que sejam tomadas as medidas cabíveis. mesmo que superiores a indicada. estarão diretamente associados ao tempo de operação que o grupo gerador ficar submetido a estas condições de baixa carga. • É proibido acesso e permanência de pessoas não autorizadas em ambientes próximos a partes das instalações elétricas que ofereçam riscos de danos às pessoas e às próprias instalações.maior consumo específico de óleo combustível .

. sujeitas a risco de contato durante os trabalhos de reparação. durante todo o tempo necessário para o desenvolvimento destes serviços.Os serviços de manutenção e/ou reparos em partes de instalações elétricas. automaticamente ocorrerá seu desligamento. Em caso de funcionamento irregular do equipamento. -Para garantir a ausência de tensão no circuito elétrico. bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem a atenção quanto ao risco das instalações elétricas sob tensão.1. Segurança 4. por pessoal responsável em casos de emergência.Devem ser colocadas placas de aviso. devidamente treinados. na falta destas. 4.3.3. que deverão ser prontamente acionados por pessoal responsável em casos de emergência. os dispositivos de comando devem estar sinalizados e bloqueados. . reforma e ampliação. em cursos especializados. sob tensão.É proibido guardar objetos estranhos próximos às partes condutoras da instalação. as normas internacionais vigentes. operação. designados pelo responsável pelas instalações elétricas nas fases de execução. manutenção. .Devem ser utilizados cordões elétricos alimentados por transformador de segurança ou por tensão elétrica não superior a 24 volts quando da realização de serviços em locais úmidos ou encharcados. Apostilas Ideal . não devem ser utilizados como passagem. Observar os requisitos tecnológicos e as prescrições previstas nas normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e. .As instalações elétricas devem ser inspecionadas por profissionais qualificados. com emprego de ferramentas e equipamentos especiais. bem como o circuito elétrico aterrado. . . Situações de emergência .Os equipamentos automáticos também são providos de controladores lógicos programáveis que monitoram a performance do equipamento. inscrições de advertência. só podem ser executados por profissionais qualificados. Os localizados próximos as partes elétricas expostas.Os equipamentos manuais são providos de Botões de Parada ou Chave.Os equipamentos automáticos são providos de Botoeira/Botão de Emergência e deverão ser prontamente acionados. bem como quando o piso oferecer condições propícias para condução de corrente elétrica. ou sempre que for julgado necessário. .

de forma a manter uma boa condição de funcionamento. 4. Manutenção de grupo motores geradores 5. Na tabela abaixo apresentamos um exemplo de plano de manutenção preventiva: Apostilas Ideal . Uma sugestão em forma de tabela pode ser FIGUARA TAL Figura 14 . 5. arrefecimento e condições de correção das influências externas. Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Devem ser utilizados quando da instalação.3.2.4. manutenção ou movimentação do(s) grupo(s) gerador(es).FIGURA TAL FONTE MANUAL STEMAC 4. entrega técnica. limpeza. seguindo recomendações do fabricante. Consiste na verificação periódica das condições do equipamento. seja por parte do cliente ou de funcionário da instaladora os equipamentos de proteção aplicáveis a cada situação. Vibração e ruído. Manutenção preventiva.1.

Figura 15 . os perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes. Proteção do gerador e procedimentos de segurança.2.Plano de manutenção preventiva 5. Apostilas Ideal .2.1. por meios seguros. Instalações Proteção contra o risco de contato Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e executadas de modo que seja possível prevenir. 5.

EPC e Equipamentos de Proteção Individual - EPI. resistência a esforços mecânicos usuais. na impossibilidade de se conservarem distâncias que evitem com tatos casuais. cintos de segurança. não cobertas por material isolante. devem ser dispostas de modo a permitir um espaço suficiente para trabalho seguro. As partes das instalações elétricas. mas que. na falta destas. as normas internacionais vigentes. desde que esteja em local acessível a contatos.SPC. as normas internacionais vigentes. capacetes e luvas. eventualmente. devem ser isoladas por obstáculos que ofereçam. escadas. ajustadas ou examinadas. possa ficar sob tensão. tais como varas de manobra. Toda instalação ou peça condutora que não faça parte dos circuitos elétricos. devem ser utilizados Equipamentos de Proteção Coletiva . detectores de tensão. Proteção do trabalhador No desenvolvimento de serviços em instalações elétricas. de forma segura. deve ser aterrada. devem ser previstos Sistemas de Proteção Coletiva .2. Apostilas Ideal . nos trechos onde os serviços estão sendo desenvolvidos. os sistemas de proteção coletiva forem insuficientes para o controle de todos os riscos de acidentes pessoais. observadas as prescrições previstas nas normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e. através de isola mento físico de áreas. na falta destas. O aterramento das instalações elétricas devem ser executado obedecendo às normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e. no desenvolvimento dos serviços. aterramento provisório e outros similares.2. sinalização. obedecendo às normas técnicas oficiais estabelecidas pelos 5. As partes de instalações elétricas a serem operadas. Quando. As instalações elétricas que estejam em contato direto ou indiretas com a água e que possam permitir fuga de corrente devem ser projetadas e executadas.

Situações de emergência Os equipamentos automáticos são providos de Botoeira/Botão de Emergência e deverão ser prontamente acionados. A carcaça do gerador deverá ser interligada à malha de aterramento disponível. Os equipamentos automáticos também são providos de controladores lógicos programáveis que monitoram a performance do equipamento. por pessoal responsável em casos de emergência. Em instalações com transformadores elevadores estrela/triângulo o neutro dos geradores deveram ser aterrados e não interligados aos primeiros. Assim.2. É comum. Aterramento. merecendo especiais cuidados as ferramentas e outros equipamentos destinados a serviços em instalações elétricas sob tensão.4. Em caso de funcionamento irregular do equipamento. Os equipamentos manuais são providos de Botões de Parada ou Chave. automaticamente ocorrerá seu desligamento. em instalações elétricas. abalando dessa forma. b. 5. deve- se ter o cuidado para que ele não venha atender. por eles causarem uma sobre excitação no gerador. a regulagem da tensão. quando o grupo gerador assumir a carga. 5. Capacitores na rede. a existência de banco de capacitores nos circuitos de carga para correção de fator de potência. que deverão ser prontamente acionados por pessoal respon sável em casos de emergência. A barra de terra da USCA deverá ser interligada à malha de aterramento disponível.3. num primeiro instante apenas ao banco de capacitores. sob risco de trazer danos ao motor e também reduzir sua vida útil. Apostilas Ideal .2. 6. Considerações na Rede: a. As ferramentas manuais utilizadas nos serviços em instalações elétricas devem ser eletricamente isoladas. A base metálica dos GMG’S são interligadas a barra de terra da USCA/QTA. Procedimentos Os grupos geradores não devem operar com carga muito abaixo da sua capacidade nominal.

na entrada da rede da chave de transferência. montada geralmente no bloco do moto. Por fim. onde podemos encontrar o tipo do moto. Apostilas Ideal . podem estar instalados na bazeta de proteção do alternador. Identificação do motores A identificação fica em uma placa. o número do motor. 7. eletrocalhas.6 é o número de cilindros EC = combustão econômica. o manual do fabricante deve ser consultado para maiores detalhes e procedimentos de substituição. Fusíveis Quando existirem.4. é recomendável a instalação de para-raios de baixa tensão e supressores de surto (varistores). cabos blindados e eletrodutos metálicos devem ser aterrados em suas duas extremidades (quadro/equipamentos). os neutros dos geradores deverão ser interligados entre eles e aterrados e não interligados aos primeiros. Estas ligações devem ser efetuadas utilizando-se cabos de cobre nu na bitola especificada em tabela fornecida pelo fabricante. leitos. Em instalações de grupos em paralelo com transformadores elevadores. d. Exemplos motores MWN usados em grupos da STEMAC D 229/3 D 229/6 TD 229 – EC/6 D = diesel T = tubo comprimido 229 é o número da série 3. Para-raios Usado em regiões muito propensas a distúrbios atmosféricos. e são do tipo anti-vibração. c. ponto de bomba e a folga de válvulas à frio.

Alguns GMGs utilização software de configuração para PC (Configuration Suite) permite a configuração das sequências de operação. Esses módulos.8. temporizadores e alarmes. Apostilas Ideal . podem possuir. Em caso de falha. O módulo irá informar a real causa da falha através no display LCD. Todas as conexões são realizadas por meio de plugues e soquetes. geralmente. Além disso. editor de configuração integrado ao módulo permite o ajuste destas informações. a partir da disponibilidade da fonte principal (normalmente a rede da concessionária de energia). são acomodados em um gabinete plástico resistente projetado para a montagem na parte frontal do painel. Em modo automático os módulos eles irão comandar a partida e parada do grupo gerador. indicando todas as condições operacionais. será emitido um alarme sonoro e o motor será desligado automaticamente. se necessário. O operador tem também a facilidade de visualizar todos os parâmetros operacionais do sistema através do display LCD. transferir a carga para o gerador de forma manual ou automática. Alguns desses módulos monitoram o motor. Telecomando Os GMGs possuem módulos que foram projetados para possibilitar ao operador partir e parar o gerador e.

.NBR 7095 – Norma que relaciona as classes de isolamento dos materiais utilizados em máquinas elétricas.IEC 39. .9.8-001 especificam limites máximos de nível de ruído.NBR 5117 – Máquinas Síncronas (Especificações). . Normas brasileiras relativas aos grupos motores geradores.9 e NBR -3:02. .DIN 45665 – Norma em relação a vibração dos equipamentos.NBR 5052 – Máquinas síncronas (Método de ensino). .. . .IEC e NBR 6146 – Define os graus de proteção dos equipamentos elétricos.VDE 0530 – Máquinas elétricas girantes (Especificações e características de ensaio). em decibéis. Apostilas Ideal .