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LEGISLAÇÃO SOBRE CONTROLE E VIGILÂNCIA DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA
CONSUMO HUMANO. A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA COMPARADA À PANAMERICANA

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Rafael Bastos Léo Heller
Universidade Federal de Viçosa (UFV) Fundação Oswaldo Cruz
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LEGISLAÇÃO SOBRE CONTROLE E VIGILÂNCIA DA QUALIDADE DA ÁGUA
PARA CONSUMO HUMANO. A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA COMPARADA À
PANAMERICANA

Rafael K. X. Bastos (*)
Engenheiro Civil (UFJF), Especialização em Engenharia de Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ), Ph.D. em Engenharia
Sanitária (University of Leeds), Professor Adjunto -Departamento de Engenharia Civil, Universidade Federal de Viçosa
(UFV), Chefe da Divisão de Água e Esgotos da UFV. Coordenador do Grupo de Trabalho responsável pela revisão da
legislação brasileira sobre potabilidade da água.
Leo Heller
Universidade Federal de Minas Gerais
Paula D. Bevilacqua
Universidade Federal de Viçosa
Valter L. Pádua
Universidade Federal de Minas Gerais
Cristina C. S. Brandão
Universidade de Brasília

(*) Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Engenharia Civil, 36571-000, Viçosa - MG. Fone/Fax: (0XX31)
3899-2356. e-mail: rkxb@ufv.br

RESUM0

A Portaria do Ministério da Saúde N0 1469 de dezembro de 2000 estabelece o padrão de potabilidade e os
procedimentos relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano em todo o território
brasileiro, atualizando e ampliando o escopo da legislação anteriormente vigente, desde 1990. Apresentam-se neste
artigo, ainda que de forma sintética, as bases conceituais e os princípios que nortearam a revisão da legislação brasileira,
contextualizando-a em um cenário panamericano. O padrão de potabilidade brasileiro é analisado em conjunto com o de
outros 17 países da América, além dos Guias da Organização Mundial da Saúde. Desta avaliação, sobressaem grandes
disparidades dentre as normas vigentes nos diversos países, principalmente em termos de padrão de substâncias
químicas. Divergências menores são observadas entre os padrões microbiológicos de potabilidade, embora existam.
Poucas são as normas analisadas que incorporam as reconhecidas limitações dos organismos indicadores (bactérias do
grupo coliforme) na verificação da potablidade da água, a preocupação explícita com organismos patogênicos e critérios
implícitos ou explícitos de controle desses organismos, tais como recomendações de controle dos processos de
tratamento. Discorre-se ainda sobre a aparente fragilidade, institucional e legal, de procedimentos de controle e
vigilância da qualidade da água para consumo humano.

Palavras Chave: Qualidade da água, consumo humano, controle, vigilância, legislação brasileira e panamericana.

INTRODUÇÃO

Em 2000, o Ministério da Saúde, em parceria com a Representação no Brasil da OPAS/OMS, coordenou o processo de
revisão e atualização da legislação brasileira sobre potabilidade da água, resultando na publicação da Portaria MS nº
1469/2000, que estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da
água para consumo humano e seu padrão de potabilidade (BRASIL, 2001).Parece consensual, nos meios técnico e
científico brasileiros, que a Portaria MS nº 1.469/2000 representa um avanço significativo, por: (i) procurar incorporar o
que há de mais recente no conhecimento científico, em termos de tratamento e avaliação da qualidade da água para
consumo; (ii) assumir um caráter efetivo e simultâneo de controle e vigilância da qualidade da água para consumo

(iv) incorporar critérios e procedimentos de promoção de boas práticas e de avaliação de riscos à saúde em todo o sistema de produção/abastecimento de água. desinfetada. monitoramento de patógenos) adotados nas diversas unidades dos sistemas de tratamento/distribuição de água: água filtrada. controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano vigentes em diversos países. orgânicas. com ênfase na América do Sul METODOLOGIA / ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Para a apresentação deste artigo foram desenvolvidas as seguintes atividades: (i) levantamento de legislações sobre padrão de potabilidade. desenvolveu. cujo objetivo de trabalho inclui. Com fonte secundária foram utilizadas informações sistematizadas pelo CEPIS/ OPS (Centro Panamericano de Ingeniería Sanitaria y Ciencias del Ambiente) e acessadas na página desta instituição. portanto. acessados em páginas na Internet de órgãos governamentais e. (ii) padrão de turbidez para a água pós-filtração ou pré-desinfecção. parte desta equipe veio reunir-se no Grupo Multi-Institucional para Estudo da Qualidade da Água para Consumo Humano na América do Sul. vigência. em consonância com a nova estrutura de vigilância ambiental em saúde em implantação no país. além dos Guias da OMS. visualizando a dinâmica da água desde o manancial até o consumo. O conteúdo deste trabalho congrega partes dessas duas experiências e constitui uma primeira contribuição da representação brasileira no referido Grupo Multi-Institucional.  a agregação das informações sobre o padrão de potabilidade dos diversos países em: (i) padrão microbiológico. (vi) incorporar um enfoque epidemiológico na vigilância da qualidade da água (BASTOS et al. agrotóxicos. tomando como referência os Guias da OMS e as normas dos EUA e Canadá.. Como fonte de informações primárias foram utilizados originais das legislações. análise crítico-comparativa entre normas e legislações vigentes em diversos países. Compara-se o padrão de potabilidade brasileiro com o de diversos outros países americanos e estes com algumas referências tomadas como centrais: os Guias da OMS. as seguintes atividades: pesquisa bibliográfica sobre o Estado da Arte dos diversos aspectos inerentes à qualidade da água para consumo humano – controle e vigilância. turbidez. (iii) padrão para substâncias químicas que representam riscos à saúde (inorgânicas. a qual. o padrão de potabilidade dos EUA e do Canadá. dentre outras. O processo de atualização da legislação brasileira envolveu a constituição de uma equipe multidisciplinar. procedimentos e. (ii) sistematização comparativa das informações levantadas e destas com os Guias da OMS. (iv) padrão de radioatividade (v) padrão de aceitação para consumo humano. 2001). de acordo com a categorização acima. dentre outros. Apresentam-se neste artigo as bases conceituais e os princípios que nortearam a atualização da legislação brasileira. ou obtidos diretamente junto a órgãos governamentais ou instituições de ensino e pesquisa de diversos países. com ênfase na América do Sul. Mais recentemente.: coliformes. o padrão dos EUA e o Canadense. além das principais alterações e inovações introduzidas na Portaria 1469. A sistematização das informações sobre os padrões de potabilidade incluiu:  a identificação das bases em que se fundamentam os Guias da OMS. no desenvolvimento de um projeto apoiado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvido Científico). . cloro residual.  a comparação do padrão de potabilidade dos diversos países. incluindo:  a comparação do padrão microbiológico.humano. com ênfase nos indicadores de qualidade da água e os respectivos limites (ex. das legislações dos diversos países.  as datas. o de sistematizar de forma comparativa legislações nacionais e práticas de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano na América do Sul. programas de controle e vigilância da qualidade da água em diferentes países da América. para a proposição de minuta de legislação. ou. normas dos EUA e Canadá. saída das ETA/ sistema de distribuição. (iii) incorporar um enfoque sistêmico de controle e vigilância da qualidade da água. normativos. desinfetantes e produtos secundários da desinfecção). ou. Procura-se ainda aferir a existência e grau de implementação de normas.  o número de parâmetros que compõem o padrão físico-químico e a comparação entre os valores máximos permitidos (VMP).

Em virtude de limitações de acesso aos originais de várias das legislações. 3 Fatores de incerteza aplicados na estimativa dos VG. não são fixados VG que correspondam a concentrações inferiores aos limites detectáveis nas condições habituais de laboratório. Assume-se que os VG devem ser. Em relação às características estéticas e organolépticas. No estabelecimento do VG para substâncias químicas. México. DAS NORMAS DOS EUA E CANADÁ E DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA Guias da OMS (OMS. os valores-limite estipulados para os diversos contaminantes na água assumem um caráter de recomendações.000 pessoas que consomem água contendo uma substância em concentração equivalente ao VG. ao mesmo tempo. RESULTADOS E DISCUSSÃO PADRÃO DE POTABILIDADE . o VG é estabelecido com base na estimativa da Ingestão Diária Tolerável (IDT)1. são levados em consideração os seguintes aspectos: (i) substâncias potencialmente perigosas para a saúde humana. 2 Um caso adicional de câncer por cada 100. assim definidos: concentração de um constituinte que não represente um risco significativo para a saúde do consumidor durante toda sua vida. com base nas referidas informações secundárias do CEPIS. (iii) substâncias detectadas na água para consumo humano em concentrações relativamente elevadas.bactérias do grupo coliforme. Para aqueles considerados potencialmente perigosos à saúde são recomendados Valores-Guia (VG).0003. para a proteção de populações mais sensíveis ou suscetíveis. acompanhada de análises mais detalhadas entre as normas sobre as quais foram obtidos os originais: Argentina. Brasil. ao longo de toda a vida. No caso de escassez de informações sobre os efeitos à saúde de um determinado componente. São ainda recomendados VGP para substâncias cujo valor calculado seja: (i) inferior ao nível quantificável na prática ou (ii) inferior a concentração que pode ser obtida mediante processos consolidados de tratamento da água.FUNDAMENTOS DOS GUIAS DA OMS. Os VG microbiológicos restringem-se aos indicadores bacteriológicos de contaminação fecal . (ii) substâncias detectadas com relativa freqüência na água para consumo humano. porém suficientes para o indício de riscos potenciais. são recomendados Valores Guia Provisórios (VGP). além de proporcionar a proteção da saúde pública. com base no qual estima-se o risco adicional de câncer de 10-5 2. Para as substâncias potencialmente tóxicas e substâncias carcinogênicas não-genotóxicas. além disso. sem risco considerável à saúde. Aplicam-se ainda fatores de incerteza que levem em consideração a natureza ou a gravidade do efeito à saúde ou quando da insuficiência de informações. ou quando no cálculo da IDT tenha sido aplicado um fator de incerteza superior a 1. Para as substâncias ou compostos carcinogênicos genotóxicos. para a definição de um nível de exposição segura para os seres humanos. práticos e aplicáveis. 1 Estimativa da quantidade de uma substância presente na água potável que se pode ingerir diariamente. as concentrações limite são recomendadas em termos de “concentrações que provavelmente provoquem queixas dos consumidores”. . o VG é determinado utilizando um modelo matemático. optou-se por uma análise comparativa mais geral. só são recomendados VG quando se tem acesso a técnicas de controle (tratamento da água) que permitam eliminar o contaminante ou reduzir sua concentração ao nível desejado. genericamente. Desta forma. Chile. considera-se a variação inter espécies a partir de estudos com animais e a variação intra-espécie. durante 70 anos.1995) Dada a natureza da Organização.

com base no estado-da-arte do conhecimento sobre os efeitos à saúde. correspondente ao qual e com certa margem de segurança. (ii) pesquisa de riscos e efeitos na saúde.EUA Nos EUA. sendo dividido em duas categorias (USEPA. que leva em consideração os seguintes aspectos (USEPA.: efeitos na pele ou dentários). O VMD é também estabelecido de acordo com a natureza dos contaminantes (USEPA 2000):  Substâncias químicas não-carcinogênicas: o VMD é estabelecido com base na estimativa da dose diária abaixo da qual as pessoas podem estar expostas sem que ocorram danos à sua saúde . (iii) reconhecidamente ocorram ou potencialmente possam ocorrer em sistemas de abastecimento de água. c) Estabelecimento de padrões Para os contaminantes selecionados para regulamentação. inicialmente é estabelecido um padrão-meta de potabilidade (Maximum Contaminat Level Goal . 2003):  ocorrência no ambiente  fatores de exposição e de riscos à saúde da população em geral e de grupos vulneráveis  disponibilidade de métodos analíticos de detecção  factibilidade técnica de atendimento  impactos econômicos e de saúde pública da regulamentação Observadas estas premissas. O estabelecimento de um padrão para um determinado contaminante obedece a um processo. b) Seleção de prioridades: dentre os contaminantes listados. tais como. o processo deve seguir as seguintes etapas: a) Identificação de problemas potenciais: com base em análises de riscos à saúde e na probabilidade de ocorrência. reconhecida ou potencialmente. nenhum efeito adverso à saúde. em sistemas de abastecimento de água. que podem causar efeitos adversos à saúde e que. (iii) construção de um banco de dados sobre a ocorrência em mananciais de abastecimento e água tratada. idosos e indivíduos imunocomprometidos. Em relação aos aspectos de saúde. de abrangência nacional. o VMD é estabelecido com referência na estimativa da IDA.Ingestão Diária Aceitável (IDA)  Substâncias químicas carcinogênicas: quando não se conhece a dose abaixo da qual uma substância possa ser ingerida com segurança.: cor. o VMD é estabelecido como zero. relativas a substâncias que podem provocar efeitos de natureza estética (ex. . desconsiderando-se outros. limites de detecção analíticos ou tecnologias de tratamento. conhecido ou previsível. não mandatórias.MCLG) ou valor máximo desejável (VMD). (ii) apresentem riscos potenciais à saúde. não-mandatório e definido como: valor limite de um contaminante na água. podem estar presentes na água. periodicamente é publicada uma lista de contaminantes (National Drinking Water Contaminant Candidate List – CCL) que: (i) ainda não constituam objeto de regulamentação. • Padrão Secundário (National Secondary Drinking Water Regulation – NSDWR): recomendações. são ainda considerados os riscos a grupos vulneráveis. é estabelecido pela United States Environmental Protection Agency (EPA). seria observado. Caso contrário. a exemplo de crianças. o padrão de potabilidade. No estabelecimento do VMD são levados em consideração apenas os aspectos de saúde. sabor e odor) ou cosmética (ex. na forma de valores máximos permitidos (VMP) estabelecidos para contaminantes específicos. em níveis preocupantes. 2002): • Padrão Primário (National Primary Drinking Water Regulation – NPDWR): padrão mandatório para sistemas públicos de abastecimento de água. são estabelecidas prioridades para: (i) regulamentação.

levando-se em consideração a viabilidade técnico-econômica de seu atendimento e. baseada em cuidadosa revisão das informações científicas disponíveis. no entendimento de que a ingestão de apenas um organismo (protozoário. o VMD para organismos patogênicos é estabelecido como zero. de detecção de concentrações reduzidas de uma determinada substância.AO): aplicável a substâncias ou características da água que possam afetar a aceitação para o consumo ou interferir nas práticas de abastecimento de água. pode ser revisto com base em análises de custo-benefício. O VMP deve ser alcançável por meio dos processos de tratamento de água e mensurável por meio das técnicas analíticas disponíveis. 2003). o VMPP deve ser periodicamente revisto à luz dos avanços no conhecimento científico. considerando o consumo de água ao longo de toda a vida. Geralmente é determinado com o objetivo de proteção à saúde de longo prazo. estabelecidas em legislações específicas e incluindo:  a proteção dos mananciais de abastecimento  a garantia das boas práticas no processo de tratamento da água  a garantia da integridade dos sistemas de distribuição de água  a garantia de informação ao público sobre a qualidade da água CANADÁ No Canadá. (iii) avaliação.  Microrganismos: genericamente. segundo critérios próximos aos adotados pela EPA: Substâncias químicas não-carcinogênicas: o VMP é estabelecido com base na estimativa da Ingestão Diária Tolerável (IDT) para que não se observem efeitos adversos à saúde. definida como: procedimentos ou performance tecnológica a serem obedecidos de forma a garantir o controle de um determinado contaminante.VMP (Maximum Contaminant Level . Como apresenta caráter provisório. mandatório. vírus ou bactéria) pode ser suficiente para provocar efeitos adversos à saúde. incluindo as seguintes etapas: (i) identificação de riscos. (iv) aprovação. A proposição de um padrão é a seguir avaliada em termos de seus impactos e factibilidade de implementação (HEALTH CANADA. Estes valores-limite de concentração são aplicados de acordo com a natureza dos contaminantes. Via de regra. Geralmente é estabelecido com base nas informações científicas disponíveis. Quando não existirem métodos. do VMD evolui-se para o estabelecimento de um Valor Máximo Permitido . caso contrário é estabelecido um VMPP.OE (Aesthetic Objectives . (ii) análise de riscos.MCL). O VMP é estabelecido o mais próximo possível do VMD. Cabe destacar que o padrão de potabilidade é entendido como parte de uma abordagem mais ampla de proteção da qualidade da água para consumo humano . O padrão de potabilidade pode assumir caráter diferenciado. o estabelecimento do padrão de potabilidade é de responsabilidade da Environmental Health Directorate of Health Canada e também obedece a um processo. . (v) divulgação e publicação. A segunda etapa. porém com margens de segurança relativamente amplas. podem causar efeitos adversos à saúde. envolve necessariamente uma ampla análise dos riscos à saúde associados com a ingestão de determinada substância na água. Valor Máximo Permitido Provisório – VMPP (Interim Maximum Acceptable Concentration – IMAC): de atendimento obrigatório e estabelecido para substâncias para as quais inexistam evidências toxicológicas suficientes para a determinação de um VMP. baseado no conceito de gerenciamento de riscos. considerada chave. eventualmente. técnica e economicamente viáveis. como a seguir: Valor Máximo Permitido – VMP (Maximum Acceptable Concentration – MAC): de atendimento obrigatório e estabelecido para substâncias que. Objetivos Estéticos . alternativamente é estabelecida a técnica de tratamento requerida (TT). reconhecida ou potencialmente.as múltiplas barreiras.

(inclusão/exclusão de substâncias) e seus respectivos VMP. em função do reconhecido problema de saúde pública decorrente da presença em excesso de cianobactérias em mananciais eutrofizados. No que diz respeito ao padrão microbiológico de potabilidade. majorada por margem de segurança (1-10 vezes) Microrganismos: genericamente. e por outro lado. 2001). agrícola e no próprio tratamento da água. Caso isto não seja observado ou quando o risco estimado de câncer for superior ao considerado negligível (10-5 . evolui-se da normatização de 36 parâmetros físico-químicos componentes do padrão de potabilidade para 72 parâmetros (BASTOS. visualizando a dinâmica da água desde o manancial até o consumo. o VMP é estabelecido o mais próximo possível de zero. o VMD para organismos patogênicos é estabelecido como zero. levando em consideração a classificação das respectivas substâncias pelo IARC (International Agency for Research on Câncer). dentre os critérios levados em consideração para estabelecer os parâmetros químicos. 2003). foram introduzidos critérios explícitos de avaliação da qualidade da água pós-filtração. normas dos EUA. Salvo raras exceções. os VMP adotados são os sugeridos pela OMS. no entendimento de que a ingestão de apenas um organismo pode ser suficiente para provocar efeitos adversos à saúde. tomando por base informações da OMS e USEPA.  a intensidade de uso das substâncias químicas no país: uso industrial. de acordo com a metodologia recomendada pela OMS para a determinação da ingestão diária tolerável – IDT Cabe ressaltar a inclusão de um VMP para cianotoxinas. o padrão de potabilidade é entendido como parte de uma abordagem ampla de proteção da qualidade da água para consumo humano – as já referidas múltiplas barreiras (HEALTH CANADA. Entretanto. vale informar que a o processo de atualização da norma brasileira suscitou a elaboração de dois . optou-se por indicar sua ausência como meta de potabilidade.10-6). (ii) a adoção de limites de presença de substâncias e organismos potencialmente nocivos à saúde humana na água consumida. pré-desinfecção (turbidez). Em alguns casos. pós-desinfecção e a obrigatoriedade de filtração de toda água para consumo humano suprida por manancial superficial.Substâncias químicas carcinogênicas: genericamente. resguardando os aspectos de factibilidade de detecção e de atendimento por meio dos processos de tratamento de água. mais especificamente microcistinas.laboratoriais na detecção destes organismos de forma rotineira. Neste sentido. Substâncias químicas potencialmente carcinogênicas: o VMP é estabelecido com base na estimativa da Ingestão Diária Tolerável (IDT). Canadá e da Comunidade Européia e os valores máximos permitidos estabelecidos na versão anterior da legislação (BRASIL. foi mantido o recurso aos organismos indicadores de contaminação. BRASIL Usualmente. Neste sentido. merecem destaque:  a análise das evidências epidemiológicas e toxicológicas dos riscos de saúde associados às diversas substâncias. Desde a primeira versão de uma legislação de abrangência nacional (Portaria 56Bsb /77) até a presente Portaria MS nº 1469/2000 (BRASIL. Também no Canadá. nos planos de amostragem foi também incluída a exigência de monitoramento de cianobactéias nos mananciais de abastecimento.  o potencial tóxico das substâncias químicas que podem estar presentes na água (naturalmente ou por contaminação). as dificuldades financeiras e analítico . embora necessária. reconhecendo as limitações dos indicadores tradicionais (bactérias do grupo coliforme) para a avaliação da eficiência do tratamento em termos de remoção de vírus e protozoários. Na formulação da Portaria 1469. 1990). destacando-se o incremento de substâncias químicas orgânicas e agrotóxicos. É importante destacar dois princípios que nortearam todo o trabalho de atualização da legislação brasileira: (i) a necessidade de um enfoque sistêmico de controle e vigilância da qualidade da água. é estabelecido um VMPP.  a possibilidade de obtenção de padrões analíticos e limitação de técnicas analíticas atualmente empregadas. essencialmente. não é suficiente para garantir a desejável proteção à saúde. a legislação brasileira toma por base a experiência internacional disponível para estabelecimento do padrão de potabilidade. 2002). foram estabelecidos VMP próprios.  a comparação dos valores-guias da OMS. 2001. Neste mesmo sentido.

promovendo nas situações identificadas como de risco à saúde as necessárias medidas preventivas e corretivas. o agrupamento das substâncias traz alguma dose de arbitrariedade. Canadá. . • A adoção de boas práticas nos sistemas de abastecimento de água. Argentina. PADRÃO DE POTABILIDADE . aliás. • A amostragem para o monitoramento da qualidade da água baseia-se em princípio estatístico/probabilístico incorporando inevitavelmente uma margem de erro/incerteza. enfatizando-se: • A atenção à qualidade da água no manancial. tais como: • Por razões financeiras.AVALIAÇÃO COMPARATIVA ENTRE CRITÉRIOS E NORMAS VIGENTES EM PAÍSES DA AMÉRICA PADRÃO FÍSICO-QUÍMICO Na Figura 1 apresenta-se uma síntese comparativa entre o número de parâmetros componentes do padrão de potabilidade nos Guias da OMS e de diversos países da América. Nesta abordagem. em sua maioria. Assim sendo. ou subjetividade. em fase de publicação pelo Ministério da Saúde. não refletindo. • A incorporação de um enfoque epidemiológico na VQACH.. a sistematização adotada nos Guias da OMS e na legislação brasileira. • O gerenciamento de riscos. Nas Tabelas 1 a 4 são apresentados.importantes documentos de apoio. mas o que se pretende é uma avaliação comparativa em termos de ordem de grandeza. referendada pela OMS em sua recente discussão acerca da revisão dos guias de qualidade da água para consumo humano (BARTRAM. encontram argumentos em constatações. s. Maiores informações sobre as bases em que se fundamentaram a atualização da legislação brasileira podem ser encontradas em BASTOS et al ( 2001). de limitações técnico-analíticas e de necessidade de respostas ágeis. no controle microbiológico da qualidade da água usualmente recorre-se ao emprego de organismos indicadores. Desta forma. Brasil. por parte dos autores deste trabalho. muitas vezes partem de estudos toxicológicos ou epidemiológicos com elevado grau de incerteza. Os limites do controle laboratorial como instrumento de gerenciamento de riscos à saúde.d. desinfetantes e produtos secundários da desinfecção e parâmetros físico-químicos de natureza estética –organoléptica) segue. não há como assegurar o desejável dinamismo e agilidade na legislação para corrigir valores de VMP ou incluir/excluir parâmetros. WHO. Cabe esclarecer que as informações utilizadas. Também aqui cabem as ressalvas referentes ao critério de sistematização (agrupamento dos parâmetros) adotado neste trabalho. voltados às boas práticas em abastecimento de água e à vigilância da qualidade da água para consumo humano. outras ações complementares devem ser agregadas. a encontrada nas demais normas. além da adequada informação à população. necessariamente. arbitrariedade ou não representatividade. Chile e México. incorporadas pela OMS em recente processo de revisão dos Guias para a Qualidade da Água Potável. O agrupamento dos parâmetros (substâncias químicas inorgânicas e orgânicas que representam risco à saúde. • Do ponto de vista químico. de forma mais detalhada. 2004). os limites de concentração adotados internacionalmente. agrotóxicos. 2003) o controle laboratorial constitui apenas uma (importante) etapa do processo de avaliação de riscos. entretanto. além disso. reconhecidamente não existem organismos que indiquem a presença/ausência da ampla variedade de patógenos possíveis de serem removidos/inativados ou resistirem/trespassarem os diversos processos de tratamento da água. os padrões fisico-químicos para ao quais foram obtidas as fontes originais: Guias da OMS e normas dos EUA. Entretanto. mas de fonte secundária: informações sistematizadas pelo CEPIS/ OPS e acessadas na página desta instituição (CEPIS. os números encontrados na Figura 1 podem guardar alguma imprecisão. basicamente. não provêm de fontes originais (a legislação de cada país).

.5 1.002 . .05 0.01 0.005 * 0.05 0.2 0.7 .05 Fluoretos 1. CHI: Chile.001 0. 0. BRA: Brasil.005 0.7 1. - Nitrato 50.1 0.0 (N) 10.6–1.2 0.0 (N) 45. COL: Colômbia.07 .05 0. 7. PER: Peru. ORG: substâncias químicas orgânicas de importância para a saúde.1998).50 Mercúrio 0. 0. .002 0. . pessoal) . ARG: Argentina. Fonte: Adaptado de CEPIS (2004) Tabela 1 – Padrão de potabilidade .05 0. .02 * . 2. URU: Uruguai. - Urânio 0. .7 Berílio . - Boro 0.05 0. USEPA (2002). MEXICO (1999). . . MEX: México.5 * 5.025 Asbesto (MF/L) .0 (N) 0.025 0. .001 0. COR: Costa Rica. - MF/L: milhões de fibras por litro (fibras>10 µ). NIC: Nicarágua.0 (N) 1.005 Cianeto 0.1 (NO2) 1. INGALINELLA (com.01 0. - Níquel 0. . 70 60 50 N parâmetros 40 30 o 20 10 0 OMS EUA CAN ARG BOL BRA COL COR CHI EQU ESA GUA MEX NIC PER RDO URU VEN País INOR ORG +AGRO DES+SUB EO Figura 1 – Padrões de potabilidade vigentes em países da América e Guias da OMS.05 0.01 0.01 0.05 * 0. BOL: Bolívia.5 4.05 0. CAN: Canadá. GUA: Guatemala.0 (N) Nitrito 3.0 (N) 10. . Fonte: Adaptado de CHILE (1984).0 .0 Cromo 0.005 0. EUA: Estados Unidos.002 * 0. .005 .0 .0 (N) 1.3 .05 0. - Arsênico 0.001 Molibidênio 0. - Selênio 0. . DES+SUB: desinfetantes e produtos secundários da desinfecção. 0.0 * . 1.5 1.005 0.001 0. parâmetros físico-químicos (1) INOR: substâncias químicas inorgânicas de importância para a saúde.006 0.1 .015 0.01 0. EO: parâmetros físico-químicos de natureza estética e organoléptica (padrão de aceitação para consumo) (2) OMS: Guias da Organização mundial da Saúde.0 .004 .01 * 0.5 1. .07 Chumbo 0. OMS (1995. .2 (NO2) 1. .003 0. BRASIL (2001).7 1.01 0. 0.0 2.006 .0 (N) Prata . .2 0. HEALTH CANADA (2003).01 Cobre 2.05 0. 0. RDO: República Dominicana. .0 . (*) VGP: valor guia provisório.0 (NO3) 10. - Cádmio 0. 0.01 Tálio .001 0. ESA: El Salvador. AGRO: agrotóxicos. 2. . .1 0.0 (NO2) 3.substâncias químicas inorgânicas de importância para a saúde Parâmetro (mg/L) OMS CAN EUA ARG BRA CHI MEX Antimônio 0.07 0. VEN: Venezuela.001 0.01 0.005 0.0 (N) 10. . . EQU: Equador. - Bário 0.05 .0 (NO3) 10.0 0.01 0.07 0. .05 0.

8-TCDD) . - o-Diclorobenzeno 1. - 1.0 2. .0 5. 100. .0 5. - Dinoseb .0 .2 0. . - Ectoxicloro .03 0. . . . - Etilbenzeno 300.0 .3 .tricloroetano . TT .0 .0 . 90.dicloroeteno 30.0 . - Ácido nitrilotriacético 200.triclorobenzeno 70.0 . - Cianazina 0.0 0. . - Clorobenzeno 300. 100.03 0. .0 100. .7 . - p-Diclorobenzeno 300.1.4 * .0 . .0 10.0 100. . 500.0 2.0 . .0 .0 30. .2 – dibromoetano 0.0 5. 1.5 .0 3. . . . .Tabela 2 – Padrão de potabilidade .2 0. .03 0. .substâncias químicas orgânicas de importância para a saúde Substâncias orgânicas (µg/L) OMS CAN (1 EUA ARG BRA CHI MEX Ácido acético (EDTA) 600. .0 . - Microcistina 1. . - PCBs . 0. .000. . - 1. . . .0 2.7 . 2. - Diclorometano 20. . .0 5.0 . - Clordano 0.4 . .0 .0 .0 5. . . .0 5. .0 .0 0. . .0 * . .3 trans 1. .0 .0 30.6 10. 20.0 10.2 . .0 . - Estireno 20. 70. - 2. - Tetracloroeteno 40.7 0.0 . .0 . .0 100.0 .0 * 70. - Diquat 10. - Óxido de tributilestanho 2.0 .0 9. .0 5.0 . . - Tolueno 700. 0.3. TT . 0.0 10.0 1.0 .6 0. .0 100.0 600. - Haxaclorobutadieno 0. . - Cloreto de vinila 5.0 .2 .0 . .0 . 2.0 30. .dicloropropano 40. 30.0 .0 40. .0 * 50.2 . - 1.0 . . - 1.3 0. .0 Dalapon . .2. - 50.0 400.0 . 10. .dicloropropeno 20. .0 0.0 * 5.0 * . . .0 - Endossulfan . .0 5. .0 10. .0 . . .3 0.4 -15 * . 280.4 0.1.0 .0 . . 1.0 75.0 400. - Xileno 500.0 .01 0.0 1.0 . - Agrotóxicos (µg/L) OMS CAN USA ARG BRA CHI MEX Alaclor 20.0 80.0 1.0 2.4 DB 90. - 1. . 10.0 1. 2. . . - 1. . - Aldicarb 10. . 20.0 .0 2.tricloroetano 2.2 - Fenoprop 9.0 Benzo[a] pireno 0. 200.dicloroetano 30.000. 20.0 70. - Hexaclorociclopentadieno .0 7. - Tricloroeteno 70. - Carbofurano 7.0 20. . 6. .0 5.2 Clortoluron 30.0 40.0 . 200.2-dicloropropano 20. - Dioxina (2.5 .0 . . 0. 20. 0. - Carbaril . .000.2.2 . . - Endrin .0 3.0 .0 14. - Epicloridrina 0.0 .0 .4 .6 .000. . 20. . 100. . 300. 5.1 0.00003 .0 - Glifosato . . .1.0 200.1. . . - 1. .0 . .0 2. - DDT 2.2 . .0 . 70. .0 . - Dicloroprop 100.0 . . . 5. . 30. .03 .03 0. - Endothall .01 0. - Aldrin/Dieldrin 0.4 D 30. - Bentazona 300. .000. .0 .0 . . - Triclorobenzenos 20. .0 .0 . - Benzeno 10.0 . .5 . . - cis1. . .0 . - Dibrometo de etileno . .03 0. .2 .0 3.05 . 2. - Tetracloreto de carbono 2.0 * . . - Ftalato de di (2 -etilhexila) 8. .0 5.0 10.0 . 10. .0 . - 1.03 Atrazina 2.0 90.0 .0 . . - 1. 0.0 50.0 700.1 0.2 . - Adipato de di (2 – etilhexila) 80. .7. . - Acrilamida 0. .dibromo-3-cloropropano (DBCP) 1.0 5.0 7.0 .0 30.0 70. . . 0.0 . .dicloroeteno .0 . . .0 . - Heptacloro 0. 50.5 .dicloroeteno .0 10.0 .0 5. . . .03 . 0.0 .0 0. .0 .

50. .0 100.0 . . - Ácido tricloroacético 100. .0 . .0 . . . .0 2. - Metoxicloro 20. . INGALINELLA (com. . . - 2.5-TP (Silvex) . MEXICO (1999). 2. .0 900.0 * Tricloroacetonitrilo 1* Cloreto de cianogeno 70.0 .0 .0 .0 80. 6.0 . - Mecoprop 10.0 . . . . - Malation . . . . . - Bromodiclorometano 60. 35. . . . 10. 20. 900. .5-T 9.0 . .0 4. . - Produtos secundários da desinfecção (µg/L) OMS CAN USA ARG BRA CHI MEX Bromato 25. . 20. .4 -Diclorofenol . - Lindano 2. .50 Dióxido de cloro .0 . OMS (1995. . . .0 . . - Trihalometanos (total) (1) 100. 1. . 5. HEALTH CANADA (2003). OMS (1995.0 .0 .0 . . . - Propanil 20.0 .Tabela 2 – continuação Agrotóxicos (µg/L) OMS CAN USA ARG BRA CHI MEX Heptacloro epóxido . . . INGALINELLA (com.0 .0 0.0 . 1.0 .2 3. .0 1. - Metilparation . - Ácido monocloroacético . .0 MCPA 2. .0 . . 25. . - Dicloroacetonitrilo 90.0 3.0 * Dibromoacetonitrilo 100. pessoal) Tabela 3 – Padrão de potabilidade – desinfetantes e produtos secundários da desinfecção Desinfetantes (mg/L) OMS CAN USA ARG BRA CHI MEX Cloro 5. .0 .0 . - Ácidos acéticos clorados . 0. . 10.2 Hexaclorobenzeno 1.0 Molinato 6. . - TBA 7. - 2. - Monocloramina 3. .0 * .0 . - Permetrina 20.0 200. TT: procedimentos ou performance de tratamento da água a serem obedecidos de forma a garantir o controle de um determinado contaminante. 50. - Piridato 100.0 . . - Paraquat . . .0 45. .4.0 5. - Dibromoclorometano 100. 3.0 . . . . .01 1. . .0 100. - Pentaclorofenol 9. .0 3. 1. - Clorofórmio 200. - Metolacloro 10. - Picloram .0 . .0 4. . . - Tricloroacetaldeído 10. . - Acetonitrilos halogenados .0 * . - (1) A legislação canadense inclui outros 14 parâmetros não listados nesta tabela. 200. . 20. . 7.0 .0 100.0 .0 10.0 10. . .0 . .0 . - Clorito 200.0 40. . . . - Ácido dicloroacético 50.0 . .0 . 4.0 3.0 . 35.0 50.4.0 * .0 * .000. .01 1.0 10.0 .0 . - Clorofenóis .0 . 10.0 * 10.0 .0 . .0 . 3. - Simazina 2. USEPA (2002). .0 . .0 . . - 2. BRASIL (2001). 60. . .0 . 5. . MEXICO (1999). USEPA (2002).0 * 60. . 200.0 .1998). 0. . HEALTH CANADA (2003).0 . . . .0 2. . .0 .0 Bromofórmio 100. . 500. Fonte: Adaptado de CHILE (1984).0 . pessoal) . - Oxamyl (Vidato) . 800. .Triclorofenol 200. . - Pendimetalina 20. .0 . .0 .0 20. - Paration . . . . . BRASIL (2001).0 9.1998). - Formaldeído 900.0 (1) a soma a soma das razões entre a concentração de cada trihalometano e seu respectivo valor guia não deve ultrapassar a unidade. .0 - Trifluralina 20.0 0.0 .0 . .4.0 . .0 . (*) valor guia provisório. (*) valor guia provisório Fonte: Adaptado de CHILE (1984). . 190. .0 Isopropuron 9. .0 200. - 2. . 20.6 . . . . . . . . - Toxafeno .0 .0 . . 20.

500.01 .2 0.002 . .0 20. ainda que bastante superficial.5 (NH3) 0. percebem-se grandes diferenças entre o padrão de potabilidade físico-químico dos vários países da América.2 Amônia 1. a legislação brasileira apresenta a maior correspondência com os Guias da OMS: substâncias inorgânicas – dentre os 12 parâmetros normalizados.0005 .2 .0 Manganês 0.0 5. .00 Zinco 3.6 .0 5.005 – 0. 1. 0. . . 0. . - Odor NO NO 3. em dezenove o VMP coincide com os Guias da OMS e em três outros o VMP é próprio da legislação nacional. .2 .0 5.0 1.0 250.004-2.17 . - Sódio 200. 500.003 . . Brasil. .03 0.0 500. . .5 . NC . 0.0.0 . - Turbidez 5. . onze apresentam VMP coincidente com os Guias da OMS. .3 0. 0. USEPA (2002). Observando a vigência das diversas legislações (Tabela 5) e reconhecendo a agilidade da indústria química na colocação e retirada do mercado de substâncias orgânicas e agrotóxicos. .0 250. HEALTH CANADA (2003). em alguns casos o VMP não guarda coincidência com qualquer das referências.0024 .5 0. 0. 700. . - Sulfato 250.0 5. 0.0 500.0 . - 1.1998). cujo VMP é único na legislação brasileira. Em uma análise comparativa. Por outro lado.0 400.0 20. No caso do México.000.8 0.0 Xileno 0.2 (NH4) 1.3 0.4.001 Ferro 0.000. . . . INGALINELLA (com.5 Dureza . .0 1.05 .0. . .0 NC: não corrosiva. - 2 –clorofenol 0.02-1. . . - 1.0 5.0 Cobre 1.0 - Cor 15.0003 . . parece nítida a necessidade de atualização de várias das normas especificadas neste trabalho.5 0. 300.0 5. . - Detergentes .05 0.0 Sólidos totais . em termos de número de parâmetros e respectivos VMPs. .0 250.05 0.0 . pessoal). agrotóxicos – de 22 substâncias.12 80.01 0.0 250. . onze apresentam VMP coincidente com os Guias da OMS e apenas um coincidindo com as normas dos EUA e Canadá.5 (N) Cloreto 250. . .0 . Chile e México).0 ud NO NO NO NO Pentaclorofenol . 0.0 15.0 250.0 5.01 .00 Triclorobenzenos 0.1 0. .17 0.1 0.001 .0 .3 0.0 250. . 0. verificam-se discrepâncias bem maiores em relação ao número de substâncias orgânicas e agrotóxicos e desinfetantes e subprodutos da desinfecção.0 200.0 400. . .0 250. - 2.0 Corrosividade .5 0. - Fenóis .00 Sólidos dissolvidos totais 1.0 Etilbenzeno 0. .1 0.3 Gosto NO NO .05 . - 2. 400.0 500.000. . Observam-se menores discrepâncias em termos de número de substâncias inorgânicas que afetam a saúde e a aceitação para consumo.05-0. 200.0 . - Tolueno 0. .2 0.0.2 0.3 0. MEXICO (1999).05 0. NO NO NO Magnésio . 200.1 0.0 15.diclorobenzeno 0. . OMS (1995. Em relação aos desinfetantes e subprodutos da desinfecção é de supor que a normalização reflita a intensidade de uso das várias tecnologias de desinfecção e respectivos desinfetantes.001.01 – 0. prevalece também a correspondência com os Guias da OMS.0 15. .000.0 5.0.4-diclorobenzeno 0.0 500. . um número bem menor de substâncias orgânicas (apenas uma) e agrotóxicos compõe o padrão de . 1.3 . substâncias orgânicas – dos 13 parâmetros normalizados. . entretanto.1 .3 0.25 0. Em uma mesma legislação ora parece se adotar o critério dos EUA.0 Estireno 0. 1.0.024 – 0.024 .1 0.6 . . 1.002 .05 . 125. Dentre os países destacados (Argentina. BRASIL (2001). 0.05 0.00 .Triclorofenol 0.3 .2 .0 5. Tabela 4 – Padrão de potabilidade – substâncias que podem provocar queixas dos usuários (padrão de aceitação para consumo) Parâmetro(mg/L) OMS CAN USA ARG BRA CHI MEX Alumínio 0.000.002 . NO: não objetável Fonte: Adaptado de CHILE (1984).2 0.12 . 0. um com as normas dos EUA e Canadá e outro. - Prata .15 Monoclorobenzeno 0.3 0.3 0.0001 .0003– 0.0 250. .0 1. . 0.0 .0 .04 0. ora o da OMS. . Chama atenção a quase ou completa ausência de normalização para substâncias orgânicas e agrotóxicos em muitas das normas analisadas.5 0.0003 .0 250.0 5.0 5. . 30. dentre as substâncias normalizadas.0 Sulfetos de hidrogênio 0.0 . 3.4 -Diclorofenol 0. 0. .

a distância dos Guias da OMS é mais nítida: são estabelecidos VMPs para onze parâmetros inorgânicos. no mínimo. coli ou coliformes.potabilidade. dois com o VMP estabelecido nas normas dos EUA e. Canadá. Comentário análogo cabe para as notas ao pé das tabelas. o encontrado nas demais normas. alguma correspondência com os Guias da OMS é notada nos parâmetros inorgânicos (seis em dez parâmetros com VMP coincidente). padrão similar é observado para as demais substâncias (substâncias orgânicas e agrotóxicos) prevalecendo VMPs sem correspondência com qualquer norma tomada como referência. No caso de grandes sistemas de abastecimento. Coliformes totais não são indicadores adequados da qualidade sanitária do abastecimento de água em zonas rurais. Tabela 6. deve-se realizar os devidos testes confirmativos. sobretudo em regiões tropicais onde. Cabe esclarecer que as tabelas foram sistematizadas de forma a uniformizar a apresentação das informações. coli seja o indicador mais preciso de contaminação fecal. essencialmente. coli ou coliformes termotolerantes Não detectáveis em nenhuma amostra de 100 mL Não detectáveis em nenhuma amostra de 100 mL. devem estar ausentes em 95% das amostras coletadas durante qualquer período de 12 meses. . Fonte: OMS (1995). necessariamente.Qualidade bacteriológica da água tratada (OMS) Organismos VG Água para consumo humano em geral: E. não refletindo. destaca-se ainda que a norma chilena não inclui normalização para substâncias orgânicas. Na legislação Argentina. Já no caso do Chile. No caso de coliformes totais deve-se. em geral devem ser adotadas medidas imediatas para investigar a situação. em geral. Chile e México. Brasil. se não agrotóxicos. uma coincidindo com o Guia da OMS e uma com a norma canadense). quando são analisadas Coliformes totais amostras suficientes. ano de promulgação País Ano País Ano Argentina 1994 Guatemala 1998 Bolívia 1997 México 1999 Brasil 2000 Nicarágua 1994 Colômbia 1998 Peru 1999 Costa Rica 1997 República Dominicana 1980 Chile 1984 Uruguai 1996 Equador 1992 Venezuela 1998 El Salvador 1997 Fonte: CEPIS (2004) PADRÃO MICROBIOLÓGICO Nas Tabelas 6 a 12 são apresentados os padrões microbiológicos para ao quais foram obtidas as fontes originais: Guias da OMS e normas dos EUA. caso positivo.Padrão de potabilidade em diversos países da América. deve-se realizar imediatamente novas investigações para determinar as causas. (1) VG: valor guia (2) Quando do isolamento de E. resumindo informações consideradas relevantes para a interpretação do padrão de potabilidade e extraídas do texto das referidas legislações. (3) Embora E. Argentina. Canadá e seis são únicos na legislação nacional. as águas não-tratadas contêm inúmeras bactérias sem maior significado para a saúde. sendo que apenas dois coincidem com os Guias da OMS. coli ou coliformes termotolerantes Não detectáveis em nenhuma amostra de 100 mL Água tratada na entrada do sistema de distribuição: E. Tabela 5. ou. com o formato dos Guias da OMS e da legislação brasileira. repetir a amostragem e. Se necessário. mas não nos agrotóxicos (nove dentre onze substâncias apresentam VMP próprio. a análise de coliformes termotolerantes é uma alternativa aceitável. de acordo. coli ou coliformes termotolerantes Não detectáveis em nenhuma amostra de 100 mL Água tratada no sistema de distribuição: E.

sistemas que incluem filtração: ≤ 1. pessoal). (2) Admite-se que a remoção/inativação de Giardia e vírus garanta a remoção paralela de Legionella (3) Em qualquer hipótese ≤ 5. VMP: valor máximo permitido. mas sugere-se como meta a ausência desses organismos Fonte: Adaptado de HEALTH CANADA (2003).3 UT em 95% das amostras coletadas diariamente em um mês Fonte: Adaptado de USEPA (2002). deve ser providenciada imediata recoleta. (2) No sistema de distribuição não se admite a detecção de coliformes em duas amostras consecutivas no mesmo ponto de coleta.99% remoção/inativação Legionella Ausência TR (2) Turbidez NA TR (3) VMD: valor máximo desejável. Tabela 8 – Padrão microbiológico de potabilidade (EUA ) Organismos VMD VMP ou TR Escherichia coli ou coliformes Ausência em 100 mL termotolerantes3 ≥ 40 amostras mensais: ausência de 100 mL (1) em 95% das amostras mensais Coliformes totais Ausência < 40 amostras mensais: apenas um resultado positivo em 100 mL mensal Contagem de bactérias heterotróficas NA 500 UFC / mL Cryptosporidium Ausência 99% remoção/inativação Giardia Ausência 99. . Tabela 9 – Padrão microbiológico de potabilidade (Argentina ) Parâmetro VMP Água tratada no sistema de distribuição Coliformes totais ≤ 3 /100 mL (NMP) Escherichia coli Ausência em 100 mL Pseudomonas aeruginosa Ausência em 50 mL Contagem de bactérias heterotróficas 500 UFC / mL (1) não se exige a diferenciação entre coliformes totais e termotolerantes Fonte: Adaptado de INGALINELLA (com. TR: tratamento requerido (1) Amostras com resultados positivos para coliformes totais devem ser analisadas para coliformes termotolerantes.Tabela 7 – Padrão microbiológico de potabilidade (Canadá) Parâmetro VMP Água na saída do tratamento Coliformes Ausência em 100 mL Água tratada no sistema de distribuição Escherichia coli ou coliformes Ausência em 100 mL termotolerantes Coliformes totais ≤ 10 CT/100 mL (1) 1) VMP: Valor Máximo Permitido.9% remoção/inativação Vírus entéricos Ausência 99. Em sistemas comunitários de pequeno porte: ≤ 1 amostra positiva em amostras coletadas no mesmo dia e ou ≤ 10 % amostras positivas em um conjunto de no mínimo 10 amostras (3) Se forem detectados até 10 CT/100 mL ou > 500 UFC /ml (contagem de bactérias heterotróficas).o UT. (4) não são estabelecidos VMPs para vírus e protozoários.0 UT e ≤ 0.

Tabela 10– Padrão microbiológico de potabilidade (Brasil) Parâmetro VMP Água para consumo humano Escherichia coli ou coliformes Ausência em 100 mL termotolerantes Água na saída do tratamento Coliformes totais Ausência em 100 mL Água tratada no sistema de distribuição (reservatórios e rede) Escherichia coli ou coliformes Ausência em 100 mL termotolerantes ≥ 40 amostras mensais: ausência de 100 mL em 95% das amostras mensais Coliformes totais < 40 amostras mensais: apenas um resultado positivo em 100 mL mensal (1) VMP: Valor Máximo Permitido. (3) Quando forem detectadas amostras com resultado positivo para coliformes. a recoleta deve incluir. até que. devem ser providenciadas imediata recoleta. Fonte: Adaptado de CHILE (1984). inspeção local e. duas amostras consecutivas revelem a ausência de coliformes. incluindo fontes individuais como poços. mesmo em ensaios presuntivos. devendo. Fonte: Adaptado de Brasil (2001) Tabela 11 – Padrão microbiológico de potabilidade (Chile ) Parâmetro VMP Água na saída do tratamento Coliformes Ausência em 100 mL Água tratada no sistema de distribuição Coliformes / Ausência em 100 mL ≥ 10 amostras mensais: ausência de 100 mL em 90% das amostras mensais Coliformes totais < 10 amostras mensais: apenas um resultado positivo em 100 mL mensal (1) de todas as amostras analisadas mensalmente admite-se a presença de ≥ 5 coliformes / 100 mL (sic):  ≥ 20 amostras mensais: em 5% das amostras  < 20 amostras mensais: em apenas uma amostra (2) Os organismos indicadores de contaminação considerados na norma são as bactérias do grupo coliforme (coliformes totais). tomadas providências imediatas de caráter corretivo e preventivo e realizada nova análise de coliformes (5) No controle da qualidade da água. nesta situação devendo ser investigada a origem da ocorrência. ou. (4) Em amostras individuais procedentes de poços. quando forem detectadas amostras com resultado positivo para coliformes totais. nascentes e outras formas de abastecimento sem distribuição canalizada. neste caso. minas. nascentes. no mínimo. tolera-se a presença de coliformes totais. novas amostras devem ser coletadas em dias imediatamente sucessivos. fontes. coliformes termotolerantes. Sugere-se que os serviços estabeleçam a diferenciação de coliformes fecais com o objetivo de melhor controle dos sistemas de tratamento e abastecimento e distribuição. Nos sistemas de distribuição. se constatada irregularidade. (3) A detecção de Escherichia coli deve ser preferencialmente adotada. ou. deve ser efetuada a contagem de bactérias heterotróficas e. ser efetuada a verificação e confirmação dos resultados positivos (7) Em 20% das amostras mensais para análise de coliformes totais nos sistemas de distribuição. dentre outras. pelo menos. (2) Água para consumo humano: em toda e qualquer situação. novas amostras devem ser coletadas em dias imediatamente sucessivos até que as novas amostras revelem resultado satisfatório. outras providências cabíveis. uma vez excedidas 500 unidades formadoras de colônia (UFC) por ml. coliformes termotolerantes. . três amostras simultâneas. na ausência de Escherichia coli e. sendo uma no mesmo ponto e duas outras localizadas a montante e a jusante (6) Amostras com resultados positivos para coliformes totais devem ser analisadas para Escherichia coli e.

1993.. ou. medidas em freqüência diária. como indicadores da qualidade virológica e parasitológica da água tratada (BASTOS et al. o critério adotado restringe-se à ausência de coliformes totais. Nas normas aqui analisadas. como a do México. em uma redação aparentemente contraditória. Apenas a legislação argentina inclui outro organismo indicador – Pseudomonas aeruginosa. de forma explícita.000 habitantes exige-se a ausência sistemática de coliformes totais. Na opinião dos autores.. Escherichia coli ou Ausência em 100 mL coliformes termotolerantes3 Água tratada no sistema de distribuição Escherichia coli ou coliformes Ausência em 100 mL termotolerantes3/ População abastecida ≤ 50. utilizando organismos indicadores – presença/ausência de bactérias do grupo coliforme. por vezes. apresentando como VMD a ausência de vírus. Cabe ressaltar que estes critérios.000 hab: ausência em 100 mL Coliformes totais População abastecida > 50. medidas em freqüência diária. De forma correta.3 UT em 95% das amostras mensais.0 UT e ≤ 0. 2000. Adicionalmente. substituem os anteriores voltados à remoção/inativação de Giardia. com vistas a assegurar riscos anuais máximos admissíveis de 10-4 (MACLER.9%). Tabela 12 – Padrão microbiológico de potabilidade (México) Parâmetro VMP Água na saída do tratamento Coliformes totais. que para populações abastecidas inferiores a 50. apenas a legislação americana inclui. Algumas normas são mais exigentes.) (Tabela 11). Canadá e Chile estabelecem limites quantitativos para a detecção de coliformes no sistema de distribuição. para o que propunha-se como limite de turbidez ≤ 5. diga-se de passagem. MACLER e REGLI. 2000a):  Filtração rápida: ≤ 1. é de opinião dos autores deste trabalho que o critério de verificação mensal é mais coerente com os princípios da avaliação de riscos. em qualquer caso. variando de 3 – 10 CT/100 mL Na norma chilena. não se admitindo reincidência de amostras positivas. regulamentação para organismos patogênicos. Apenas as legislações da Argentina. ou melhor sua ausência. 1999.5 UT em 95% das amostras mensais.000 hab: ausência em 100 mL em 95% das amostras durante qualquer período de doze meses (1) em situações de emergência. a presença de E. Observe-se ainda que o padrão de turbidez é explicitamente entendido como componente do padrão microbiológico de potabilidade..0 UT em 95% das amostras mensais.  Filtração lenta: ≤ 5. sendo isto o suficiente. são estabelecidas eficiências de remoção/inativação.. protozoários e bactérias patogênicas. parece coerente e suficiente o estabelecimento de critérios qualitativos acompanhados de exigências tais como: “amostras com resultados positivos para coliformes totais devem ser analisadas para Escherichia coli e. A este respeito. complementada por desinfecção (99. No sistema de distribuição prevalece o critério de ausência de coliformes em 90-95% das amostras coletadas em um determinado período. o limite de coliformes é estabelecido de acordo com o seguinte critério: “de todas as amostras analisadas mensalmente. 1993). encontra-se mais que reconhecida a limitação dos coliformes. 2000). admite-se a presença de bactérias do grupo coliforme em uma concentração igual ou superior a 5 organismos por 100 mL (. usualmente em freqüência mensal ou anual. De forma mais ou menos explícita. coliformes termotolerantes” (Portaria MS no 1469/2000). Atualmente. as autoridades poderão estabelecer os agentes etiológicos a serem pesquisados Fonte: Adaptado de MEXICO (1999) A maioria das normas e critérios analisados estabelece o padrão de potabilidade em termos qualitativos. medidas em freqüência diária Tais critérios são empregados como indicadores da remoção de Cryptosporidium por meio da filtração (99%) e da remoção/inativação de Giardia por meio da filtração.0 UT e ≤ 1. citado por HAAS et al.coli ou coliformes termotolerantes não é admitida.0 UT e ≤ 0. Na normalização sobre tratamento da água são estabelecidos os seguintes limites de turbidez (USEPA. na saída do tratamento exige-se a ausência de bactérias do grupo coliforme. mais recentes. . sendo que. sendo que a presença desses organismos é automaticamente interpretada como violação ao padrão de potabilidade.

se estabeleça como meta a obtenção de efluente filtrado com valores de turbidez inferiores a 0. de enterovírus.0 UT. Nas demais normas analisadas não são. optou-se por indicar sua ausência como meta de potabilidade e adotar. entretanto. no mínimo. acabou-se por manter o referido padrão em 1.2 mg/L em qualquer ponto da rede de distribuição. Quando da atualização da legislação brasileira.”  “Toda água fornecida coletivamente deve ser submetida a processo de desinfecção. enfaticamente.0 UT. 2000a).0 UT. a água deve conter um teor mínimo de cloro residual livre de 0.”  “Com vistas a assegurar a adequada eficiência de remoção de enterovírus.laboratoriais na detecção destes organismos de forma rotineira. em face de argumentos de ordem prático-econômica e do reconhecimento de que são escassas no país as informações sobres os riscos associados à transmissão de protozooses via abastecimento de água. temperatura da água. as dificuldades analítico . encontram-se vigentes normas regionais. para a filtração rápida. reconhecendo as crescentes preocupações com a transmissão de vírus e protozoários via sistemas de abastecimento de água tratada e. cistos de Giardia spp e oocistos de Cryptosporidium sp. como padrão de potabilidade (no caso da OMS como critério pré-desinfecção) e 5. como procedimento de rotina. Chile e México: 5. cistos de Giardia spp e oocistos de Cryptosporidium sp. explicitamente. desde que fique demonstrado pelo responsável pelo sistema de tratamento uma eficiência de inativação microbiológica equivalente. Tabela 13 – Padrão de turbidez para água pós-filtração ou pré-desinfecção Tratamento da Água VMP Desinfecção (água subterrânea) 1. parece haver uma tendência de flexibilização ainda maior (ECHEVERRÍA. a turbidez não é assumida como um indicador de natureza sanitária e componente do padrão de microbiológico. com o objetivo de atingir.0 UT. 0. elevados – Argentina: 3. há que se destacar que alguns dos padrões de turbidez especificados são. A norma chilena estabelece também a obrigatoriedade de desinfecção de “água potável distribuída por redes”.0 e tempo de contato mínimo de 30 minutos.Neste mesmo sentido a legislação brasileira estabelece.5 mg/L. . em alguns países. como meta. Por outro lado. É bem verdade que. recomendando-se que a cloração seja realizada em pH inferior a 8. também de forma explícita. Em termos de controle do processo de desinfecção. sendo este último nos pontos de consumo e assumidamente um critério estético. dentre outros. adotados critérios de turbidez da água filtrada. a norma chilena encontra-se em processo de revisão. critérios de tratamento da água e respectivo controle:  “Recomenda-se a inclusão de pesquisa de organismos patogênicos.0 UT.  “Toda água para consumo humano suprida por manancial superficial e distribuída por meio de canalização deve incluir tratamento por filtração. os já referidos critérios adotados na legislação brasileira encontram- se baseados em recomendações dos Guias da OMS.5 UT em 95% dos dados mensais e nunca superiores a 5.” Os Guias da OMS e a norma canadense incluem dois limites para a turbidez: 1. recomenda-se. um padrão de ausência. 2003).”  “Após a desinfecção. Neste sentido. também. Por sua vez. concebido e operado de forma a garantir o atendimento ao padrão microbiológico”. sendo obrigatória a manutenção de.” Admite-se a utilização de outro agente desinfetante ou outra condição de operação do processo de desinfecção. o limite máximo para qualquer amostra pontual deve ser 5. os referidos critérios da USEPA foram levados em consideração.0 UT. os seguintes critérios para turbidez da água pós-filtração e pré-desinfecção (Tabela 13). comparativamente. turbidez e residual desinfetante).0 UT em 95% das amostras Filtração rápida (tratamento completo ou filtração direta) 1. de forma a aferir as metas de remoção/inativação de vírus e Giardia (USEPA. a necessidade de controle rigoroso dos processos de desinfecção.0 UT (1) Dentre os 5% dos valores permitidos de turbidez superiores aos VMP. como na Argentina. porém. complementarmente. pelas informações disponíveis. com base nos respectivos parâmetros de controle (pH. A legislação americana sobre tratamento de água impõe. como componente do padrão microbiológico de potabilidade.0 UT Filtração lenta 2. bem como. algumas com critérios mais rigorosos em termos de padrão de turbidez. que.0 UT.

em uma mesma legislação.)  Comunicar.Em relação aos residuais desinfetantes a serem mantidos no sistema de distribuição. nem sempre se verifica a preocupação nos países americanos em conceituar e diferenciar. notificando imediatamente a autoridade de saúde pública sempre que houver indícios de risco à saúde (. 2001). O padrão de potabilidade e as ações típicas de Controle e Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (como referido. . Controle e Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano. De forma bastante sintética. identificada como de risco à saúde. sempre sob a perspectiva da avaliação de riscos à saúde.  Encaminhar à autoridade de saúde pública relatórios mensais com informações sobre o controle da qualidade da água. como a seguir:  “De todas as amostras analisadas mensalmente em um serviço de água potável. nas práticas operacionais e na qualidade da água distribuída..  Manter avaliação sistemática do sistema de abastecimento de água.  Controle da qualidade da água para consumo humano .conjunto de ações adotadas continuamente pela autoridade de saúde pública para verificar se a água consumida pela população atende a norma e para avaliar os riscos que os sistemas e as soluções alternativas de abastecimento de água representam para a saúde humana. nem sempre assim conceituadas). que a exemplo dos critérios de coliformes. em quase todas as normas encontra- se a especificação de cloro residual livre mínimo de 0. assegurando a manutenção desta condição. no histórico das características de suas águas.”  “Quando a concentração de desinfetante ativo residual for inferior ao mínimo. em conjunto com os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos. imediatamente.conjunto de atividades exercidas de forma contínua pelo(s) responsável (is) pela operação do sistema de abastecimento de água. do controle (prestadores de serviços) e da vigilância (no caso do Brasil.. admite percentuais de não-atendimento. Em que pese a crescente adoção desta terminologia. ou dispersos em um conjunto de normas e dispositivos legais.2 mg/L. 2002). reunidos. Na atualização da legislação brasileira. assim como efetuar controle das características das suas águas. à autoridade de saúde pública e informar. porém somente 5% destas podem apresentar concentração residual de 0. ainda que parcialmente. adotados pela OMS (ROJAS. nas características físicas do sistema.  Promover.0 mg/L. por vezes. porém harmônico. à população a detecção de qualquer anomalia operacional no sistema ou não conformidade na qualidade da água tratada. Tais definições constituem a base para o estabelecimento de mecanismos os mais claros e objetivos possíveis para o exercício eficaz e diferenciado. apresentam-se a seguir algumas das atividades inerentes ao Controle e Vigilância da Qualidade da Água. encontram-se definidos na legislação brasileira (Portaria MS no 1. destinadas a verificar se a água fornecida à população é potável. encontram-se. Cabe destacar o conteúdo da legislação chilena. em termos legais.469/2000) como a seguir:  Vigilância da qualidade da água para consumo humano .” CONTROLE E VIGILÃNCIA DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO Os termos Controle e Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano. com base na ocupação da bacia contribuinte ao manancial. adequadamente. Controle da qualidade da água para consumo humano. amostras adicionais devem ser coletadas no mesmo ponto da rede de distribuição até que pelo menos duas amostras consecutivas indiquem que o mínimo tenha sido alcançado. estabelecidas na legislação brasileira. optou-se por buscar um instrumento legal com caráter efetivo e simultâneo de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano: Portaria MS nº 1469/2000. as ações cabíveis para a proteção do manancial de abastecimento e de sua bacia contribuinte. um número menor ou igual a 20% pode apresentar uma concentração residual de desinfetante ativo inferior ao mínimo estabelecido. o setor saúde) da qualidade da água para consumo humano. que estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade (MINISTÉRIO DA SAÚDE.

 PROY-NOM-179-SSA1-1998. por exemplo. conforme referido. recomendaciones de tratamiento para cada tipo de fuente.. bacteriológicos y de desinfección que se especificam en norma NCH 409/1  Instructivo SISS/1999 – Establece la clasificación de las fuentes por tipo según la calidad del agua cruda.  o histórico da qualidade da água produzida e distribuída. sistematizados de forma compreensível aos consumidores e disponibilizados para pronto acesso e consulta pública. sob a perspectiva da vulnerabilidade do abastecimento de água quanto aos riscos à saúde da população. Muestreo: establece los procedimientos de inspección y muestreo para verificar los requisitos físicos. pelos órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos. químicos.  a associação entre agravos à saúde e situações de vulnerabilidade do sistema  Auditar o controle da qualidade da água produzida e distribuída e as práticas operacionais adotadas. Nos EUA. químicos.  NCH 409/2 Of. para além do simples controle laboratorial.  as características físicas dos sistemas.84 -Agua Potable . No rápido apanhado de informações sobre outros países da América realizado neste trabalho.  NOM-012-SSA1-1993 Requisitos sanitarios que deben cumplir los sistemas de abastecimiento de agua para uso y consumo humano públicos y privados". mediante envio de relatório. práticas operacionais e de controle da qualidade da água. frecuencia de muestreo.84 -Agua Potable . em alguns países as atividades típicas de Controle e Vigilância da Qualidade da Água encontram-se distribuídas em um conjunto de normas. radiactivos y bacteriológicos que debe cumplir el agua potable. avaliação de risco à saúde humana de cada sistema de abastecimento. radiactivos.Parte 2.  Fornecer a todos os consumidores informações sobre a qualidade da água distribuída.  Manter mecanismos para recebimento de queixas referentes às características da água e para a adoção das providências pertinentes. e as últimas exercidas.  Implementar um plano próprio de amostragem para a verificação da qualidade da água. . por meio de informações sobre:  a ocupação da bacia contribuinte ao manancial e o histórico das características de suas águas. o padrão de potabilidade é entendido como parte de uma abordagem mais ampla de proteção da qualidade da água para consumo humano. assim como. pelo órgão ambiental (EPA). Requisitos: establece los requisitos físicos.  Efetuar. dentre outros mecanismos. distribuida por sistemas de abastecimientos públicos No caso do Chile. as atividades de controle e vigilância da qualidade da água são normalizadas. com periodicidade mínima anual Percebe-se aqui a perspectiva mais ampla de controle da qualidade da água. mas incorporando a promoção das boas práticas em todos os componentes do sistema. Manter registros atualizados sobre as características da água distribuída. por exemplo:  NCH 409/1 Of. sistemática e permanentemente. Vigilancia y evaluación del control de calidad del agua para uso y consumo humano. . no caso do México: .  NOM-013-SSA1-1993 Requisitos sanitarios que debe cumplir la cisterna de un vehículo para el transporte y distribución de agua para uso y consumo humano". Vigilância da qualidade da água para consumo humano  Sistematizar e interpretar os dados gerados pelo responsável pela operação do sistema de abastecimento de água. em relação às características da água nos mananciais. Conforme mencionado. estabelecida em vasto conjunto de normas.Parte 1.

BEVILACQUA. 2003. as informações reunidas neste trabalho permitem detectar grandes diferenças entre o padrão de potabilidade de vários países da América. 2000a.. incluindo objetivos de normalização futura . Anais. P S. E. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL. exigências de informações por parte dos responsáveis pelo controle de qualidade da água . Cabe ainda destacar que. (slides empregados em conferência no Seminário Sub Regional del Cono-Sur. (CD-ROM) 4 No Brasil.. exigências de tratamento da água. s. na busca de um nivelamento mínimo de critérios. Alcance e limitações. D. 2002. AMORIM. L. em diversos países. BASTOS. CONE SUL.X. Encontra-se em pleno processo de implementação. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. REPRESENTACIÓN DE CHILE. em várias situações. New developments in the WHO guidelines for drinking-water quality. COSTA. Anais. Em um breve comentário. cabe destacar que. no que couber e guardadas as especificidades regionais e locais.d )4. as informações obtidas sobre planos de amostragem (uma das atividades inerentes ao controle de qualidade da água) variam bastante de país para país. P. (CD-ROM).E. R. R. Vigiilancia y Control de la Calidad de Águas.E.TITTO. Reconhecendo a escassez de estudos em bases locais. et al.. Anais. .ALVAREZ et al. dentre várias: critérios de amostragem e monitoramento para os diversos parâmetros físico-químicos e microbiológicos. HELLER.incluindo. (iii) intensidade de comercialização e uso das substâncias químicas (iii) ocorrência na água de substâncias químicas e organismos patogênicos. P. 4. um padrão de potabilidade somente cumprirá seu papel de instrumento de proteção à saúde se acompanhado de marcos regulatórios e efetivos programas e atividades de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano. Buenos Aires. 27.d. as atividades de Vigilância da Qualidade da Água encontram-se definidas na Portaria MS No 1469/2000. DAHBA. A. In: CONGRESSO REGIONAL DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL DA 4ª REGIÃO DA AIDIS. BASTOS. In: CONGRESSO INTERAMERICANO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL. J. BEVILACQUA. 2001. Revisão da Portara 36 GM/90. 2003. CÂNCIO J..d. há que se perguntar o quanto as legislações nacionais encontram-se baseadas em critérios tais como: (i) análise das evidências epidemiológicas e toxicológicas dos riscos de saúde associados às diversas substâncias ou organismos patogênicos.. também em implantação no país. em consonância com a nova estrutura de Vigilância Ambiental em Saúde. Premissas e princípios norteadores. J. .K.. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. FORMAGGIA. (slides empregados em conferência). a despeito de definições conceituais ou das alternativas cabíveis de marcos legais e institucionais. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVAREZ.X. 2000. sendo responsabilidade do Ministério da Saúde e das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. S. (CD-ROM) BASTOS.. Control y vigilancia de la calidad del agua de consumo humano en la Argentina. João Pessoa. 2000) BARTRAM. s.M. S. Coliformes como indicadores da qualidade da água.D.X. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental.. Esforços também merecem ser envidados no sentido de um maior intercâmbio entre os países americanos. M. Em que pese a existência.. de dispositivos legais e atribuições institucionais para o exercício do Controle e Vigilância da Qualidade da Água. 2001.. As informações reunidas sugerem esforços.. Controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano – evolução da legislação brasileira. (ii) possibilidades analítico-laboratoriais. s. R.M...D. embora não incluídas neste trabalho. L.K. SANCHEZ. no sentido de atualização das legislações nacionais.. CONCLUSÕES Ainda que resultado de uma análise superficial. Há ainda que se perguntar o quanto as normas “mais completas” encontram factibilidade de aplicação. Diagnóstico de situación. Porto Alegre: AIDIS. em geral. 21. NASCIMENTO. há um reconhecimento da persistência de uma situação de fragilidade institucional e normativa na maioria dos países da América (ROJAS.K. o Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano. São Paulo. L C.

No. 1995.who. e dá outras providências.79) UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY. Agua para uso y consumo humano. 2nd ed. São Paulo. 22 fev.gov/safewater/standard/setting. Seção 1.hc-sc. 2002. p. Proposed Rule. Buenos Aires.ca/ehp/ehd/catalogue/bch_pubs/dwgsup_doc/dwgsup_doc. ed. ROSE.epa. ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD. Setting standards for safe drinking water (disponível em http://www. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Parts 141. Geneva: WHO. 69 / Monday.ed. atualizado em 1/12/2002.. From source to tap – The multiple barrier approach to safe drinking water. Quantitative microbial risk assessment.. Guidelines for drinking . HEALTH CANADA. CHILE.M. REGLI. 2001 (disponível em www. REPRESENTACIÓN DE CHILE (slides empregados em conferência no Seminário Sub Regional del Cono- Sur. DC. Federal- Provincial-Territorial Committee on Drinking Water of the Federal-Provincial-Territorial Committee on Environmental and Occupational Health.A. Federal Register / Vol. 3.org. BRASIL..) MACLER. 2000 / Proposed Rules. International Journal of Food Microbiology. (CD-ROM) (slides empregados em apresentação) HAAS. E. Santiago de Chile: Instituto Nacional de Normatización. 2000a. DIARIO OFICIAL. Peru: CEPIS/OPS/OMS. Rules and regulations. CENTRO PANAMERICANO DE INGIENERÍA SANITARIA Y CIENCIAS DEL AMBIENTE. s. 195p.gc. Guías para la calidad del agua potable. Seção I. Use of microbial risk assessment in setting US drinking water standards. Federal Register. INGALINELLA. 2003. The Federal-Provincial- Territorial Subcommittee On Drinking Water of The Federal-Provincial-Territorial Committee On Environmental And Occupational Health . Agua potable – parte 1: requisistos. 2002. Part II (40 CFR. April 10. 2000) ROJAS.N. atualizado em 7/8/2003. 449p HEALTH CANADA. Genebra: OMS. Brasília. Jueves 16 de diciembre de 1999. 65. DOU. CONE SUL.htm.84. ECHEVERRÍA. Salud ambiental. 1984.ca/waterquality). Diário Oficial. J. New York: John Wiley & Sons. Washington-DC: EPA. Vol. GERBA. consultado em 08/12/2003) WORLD HEALTH ORGANIZATION. SECRETARIA DE SALUD. (disponível em http://www. 4. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. R.18. Brasília: 23. 2000 (EPA-822-B-00-001).cepis. Guidelines for drinking . consultado em 05/02/2004). National primary drinking water regulations. S. consultado em 10/03/2003). Recomendaciones. Current drinking water standards (disponível em http://www. v.. 2001. Guidance for safe drinking water in Canada: from intake to tap. consultado em 10/03/2004). Summary of guidelines for Canadian drinking water. Guía para la vigilancia y conrol de la calidad del agua para consume humano. UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY. p. Comparativo de normas de calidad de agua potable en Argentina (comunicação pessoal.hc- sc. Washington.ops-oms.water quality. de 29 dez. C. UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY.P. Portaria MS no 1469. 1993 MEXICO. Lima. (OPS/CEPIS/PUB/02. Portaria no 36. and 142). p. calidad del agua y control sanitario en Chile. 1999. UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY.gc. Norma Chilena Oficial NCh 409/1. atualizado em 7/9/2003 consultado em 10/02/2004). C. Normas internacionales para la calidad del agua de bebida (disponível em http://www.hc-sc.19046-19150. Límites permisibles de calidad y tratamientos a que debe someterse el agua para su potabilización.epa.245-256. (disponível em www. 2. A. 2003. 1651-1654 BRASIL.Of. Vigiilancia y Control de la Calidad de Águas. PROYECTO de Modificación a la Norma Oficial Mexicana PROY- NOM-127-SSA1-1994. In: CONGRESSO REGIONAL DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL DA 4ª REGIÃO DA AIDIS. atualizado em 31/01/2004.water quality. de 19 de janeiro de 1990. (disponível em http://www. Anais. Aprova normas e o padrão de potabilidade da água para consumo humano em todo o território nacional.ca/waterquality) HEALTH CANADA.gov/safewater/mcl.d.. jan. B.gc. Drinking water standards and health advisories.html. Estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. 2000.1990. 1.. Long Term 1 Enhanced Surface Water Treatment and Filter Backwash Rule.int/docstore/water_sanitation_health/GDWQ/Updating/draftguide.html. 1998 (Recommendations: addendum) View publication stats .