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O TREVO

Fraternidade dos Discípulos de Jesus Difusão do Espiritismo Religioso
Aliança Espírita Evangélica
Janeiro 2011
N° 426

Caderneta Pessoal
Espelho da vida

Lembrando o
Ingresso FDJ Para toda Encontrando
na Argentina vida Corações
profeta de Tisbet
Sumário
4 relembrando
Armond / Há 30 anos

5 FDJ
Encontro espiritual

6

eSCOLA DE APRENDIZES
As regras na escola
iniciática II

Fraternidade dos Essênios
7 eSCOLA DE APRENDIZES
Caderneta pessoal e
O Espírito possui um sacrario no mais íntimo esforço

de sua estrutura psíquica, onde a sabedoria
e o amor de Deus se manifestam através das 8 Tema do mês
reforma íntima

vozes sem som da própria consciência.
Falando ao Coração - Edgard Armond 10 eSCOLA DE APRENDIZES
caderneta para uma vida

O Trevo Janeiro de 2011 Ano XXXVI 11 eSCOLA DE APRENDIZES
adesão à ferramenta
Aliança Espírita Evangélica – Órgão de Divulgação da Fraternidade dos
Discípulos de Jesus – Difusão do Espiritismo Religioso.
Diretor Geral da Aliança: Eduardo Miyashiro 12 mediunidade
lembrando o profeta
de tisbet
Jornalista responsável: Rachel Añón – MTB: 31.110
Projeto Gráfico – Editoração: Thais Helena Franco
Conselho Editorial: Azamar B. Trindade, Catarina de Santa Bárbara, Eduardo
Miyashiro, Elizabeth Bastos, Fernando Oliveira, Joaceles Cardoso Ferreira, Luiz
Amaro, Luiz Pizarro, Milton Gabbai, Miriam Gomes, Miriam Tavares, Páris
13 Pré- Mocidade
encontrando corações

Piedade Júnior, Rachel Añón, Renata Pires e Sandra Pizarro.
Colaboraram nesta edição: A.C. Gomes, Carla Beta, Carlos Henrique, Flavio
Darin, Marcelo Ricardo Lemes Rebocho, Marlene Nogueira, Miguel Moura,
Ricardo Sasso e Taqueo Kusaba. Missão da Aliança
Foto (capa): Photo Shutterstock
Redação: rua Francisca Miquelina, 259 - CEP 01316-000 – São Paulo-SP Efetivar o ideal de Vivência
Telefone (11) 3105-5894 fax (11) 3107-9704 do Espiritismo Religioso
Site: www.alianca.org.br por meio de programas
E-mail: trevo@alianca.org.br
de trabalho, estudo e
Os conceitos emitidos nos textos são de responsabilidade de seus autores. As fraternidade para o Bem da
colaborações enviadas, mesmo não publicadas, não serão devolvidas. Textos,
fotos, ilustrações e outras colaborações podem ser alterados para serem ade- Humanidade.
quados ao espaço disponível. Eventuais alterações e edição só serão submeti-
dos aos autores se houver manifestação nesse sentido.

2 • O TREVO • JaneirO 2011
DE ALIANÇA
Para toda

CONCEITO
vida
T
odos nós, que fomos despertos para a vida espiritual e seus
valores, ansiamos encontrar e disponibilizar o nosso melhor
à vida. Mais do que isso, queremos servir e ser úteis, quere-
mos amar e queremos ser amados. Deus, que não fica surdo e
imóvel aos rogos das almas, um dia nos reuniu no ideal espírita para
encontrarmos nossos anelos.
Na Seara Espírita, encontramos a gleba definida e as sementes
abundantes. Cabendo-nos limpar a terra, adubá-la, lançar as semen-
tes e cuidar da plantação. Da plantação que se faz em nós e nas almas
que o Senhor nos confiou.
Reflexionando a imagem do trabalhar a terra, identificamos como
Este é um dado seria dificultoso se não dispuséssemos de ferramentas adequadas e
cooperação amiga para tal. Foi assim que a bondade divina nos enca-
que deve ser minhou para a Escola de Aprendizes do Evangelho (EAE) e, por meio
dela, nos equipou de inúmeras ferramentas, dentre elas, a nossa pre-
trabalhado ao ciosa Caderneta Pessoal.
Todas as ferramentas que recebemos na EAE preenchem um espa-
fazer da caderneta ço específico de nossas necessidades no caminho do aperfeiçoamento
um instrumento espiritual: tratamento espiritual, elevação e oração, Evangelho no Lar,
Prece das Fraternidades, Caderno de Temas, exercícios de Vida Plena,
para toda a vida Caderneta Pessoal, leitura espírita, educação e trabalho mediúnico,
Caravanas de Evangelização e Auxílio, a Fraternidade dos Discípulos
de Jesus (FDJ) etc.
Qualquer uma delas é vital na expansão e manutenção de nosso
ideal espírita em algum momento de nossa vida pós-EAE.
Recente enquete, junto a 11 examinadores de Caderneta Pessoal de
várias regionais, em relação ao grau de adesão dos futuros membros
da FDJ à caderneta, apontou que somente cerca de 35% delas de-
monstram que seus donos fizeram deste instrumento um valor “para o
resto da vida”. Os demais a utilizam como mais uma tarefa da EAE.
Este é um dado que deve ser trabalhado ao fazer da caderneta um
instrumento para toda a vida. Temos vários companheiros que aban-
donaram, ou esfriaram em seu ideal de vivência espírita evangélica por
terem sido “feridos de morte” em seus sentimentos que, se bem tra-
balhados, utilizando a caderneta como registro, muito provavelmente
não teriam sido atingidos ou afetados.
Dedicamos assim esta nossa edição para que entendamos e usemos
mais e melhor nossa Caderneta Pessoal.

Do diretor da Fraternidade dos Discípulos de Jesus

O TREVO • JaneirO 2011 • 3
RELEMBRANDO ARMOND

Indiferença
O
comodismo, vivido durante séculos, duz os homens, com segurança, pelos caminhos
deve ser agora substituído pela vivência sacrificiais da libertação espiritual.
desassombrada do Evangelho e não so- Além disso essa atitude de mornez é prejudicial
mente por seu conhecimento teórico. até mesmo à plenitude das realizações do Plano
Convém que recordemos as referências feitas Espiritual na Terra, pelo bem de sua humanidade,
pelo Divino Mestre, reafirmadas no Apocalipse de sobre a qual todos nós influímos por sermos parte
João, apontando as pessoas que não são frias nem dela.
quentes ante os esforços da redenção – “Por não E ainda mais: essa indiferença atinge certa-
serdes frio nem quente, por serdes morno, vomi- mente o coração do próprio Mestre, como um
tar-te-ei da minha boca”, diz o Senhor. reflexo negativo de eternização dos sofrimentos,
A Doutrina Espírita é liberal e a ninguém obri- suportados por Ele mesmo quando conviveu co-
ga, mas, no consenso íntimo e cada um, devem nosco na Palestina, na tarefa misericordiosa de nos
ressoar bem fortes essas palavras do Senhor, cla- mostrar o verdadeiro caminho que leva ao Seu Rei-
mando por atividades e atitudes abertas, francas e no Eterno.
desassombradas, sinceras e espontâneas da vivên-
cia evangélica a única, aliás, que na realidade, con- Do livro Falando ao Coração – Item 59 – pág. 80

O espírita acima
Há 30 anos...

do Espiritismo?
N
aquela manhã, em um dos nossos en- Tudo o que dissemos foi muito bem aclarado
contros rotineiros das sete horas, enta- pelo nosso Cmt. Armond, naquela mesma tarde,
bulamos interessante conversação com quando expúnhamos as nossas inquietações dian-
o companheiro Flávio em torno do ca- te do complexo problema.
risma, esse halo misterioso de graça divina, que -“De um lado – disse-nos – estão os construto-
sutilmente se instala, envolvendo servidores de res do carisma, e a ação deletéria dos elogios e das
Jesus. lisonjas. Do outro, a aceitação do trabalhador, por
Em sua etiologia temos o público observador invigilância. São os dois componentes necessários
que, não compreendendo o trabalho consciente para esse processo de declínio espiritual com gra-
de humilde obreiro, vêem-no como grande missio- ves comprometimentos.”
nário possuidor de dons celestiais, esquecendo-se E concluiu: - “Basta não o aceitemos e nos
de enxergar, no companheiro, a alma em evolução coloquemos em nosso lugar como obreiros endivi-
que a duras penas cumpre rigoroso programa para dados em busca da redenção, e estaremos, assim,
seu erguimento espiritual, resgatando pesadas dí- livres desse fantasma que tem o desastroso poder
vidas no bem que faz ao próximo. de colocar o espírita acima do Espiritismo.”
Concluímos que, havendo invigilância, todos
Jacques Conchon
estamos sujeitos a esse despertamento da vaidade
O Trevo – Junho de 1983 -
e do orgulho.

4 • O TREVO • JaneirO 2011
Encontro

FDJ
Espiritual Paulo Avelino

S
ão surpreendentes os potenciais de expansão da - Você já conhece excelente instrumento para sentir-
consciência que a experiência mediúnica nos re- se e organizar-se intimamente.
vela a cada dia no serviço espiritual. O transe me- Lembrei-me da minha Caderneta Pessoal e desejei
diúnico durou poucos minutos, mas mostraram-se tê-la novamente comigo e, qual não foi minha surpresa,
saturados de imagens, emoções, sentimentos e percepções quando no outro dia me trouxeram a velha caderneta da
espirituais diversas. Tudo junto como se numa explosão de EAE.
informações que depois tínhamos que juntar e traduzir. A primeira coisa que me surpreendi, tendo-a comigo
Encontramo-la sentada em um banco de mármore novamente, foi que ao me por a ler, de fato, as palavras
branco trajando uma jardineira xadrez de tons azuis e cre- ali escritas eram como chaves energéticas a me religar aos
me. Ainda que tranquila, sentíamos na sua postura ereta fatos, ideias, desejos e emoções que se passaram comigo
a ansiedade pelo encontro. Para nós que já a havíamos no momento em que as escrevi. Isso foi um fator marcan-
conhecido madura na vida física, ela estava muito mais te para eu rapidamente reencontrar meu caminho de har-
jovem e renovada. No rosto, meigo sorriso e, no geral, monia mais profunda e meus anseios espirituais. Dizem
uma comovente sensação de paz e leveza no ser. Para nós, os mentores amigos que o investimento que fiz na Terra,
um pouco parecido com seu estado emocional nos seus usando minha Caderneta Pessoal, fez com que eu pudesse
últimos dias, quan- ganhar muitos anos,
do a doença voraz
consumia-lhe a vita- Dizem os mentores amigos que o mesmo décadas, de
auto-encontro aqui
lidade. Estava muito
diferente da pessoa investimento que fiz na Terra, usando no mundo espiritu-
al, quando compa-
inquieta, impulsiva e
geniosa dos primei- minha Caderneta Pessoal, fez com rado com outros que
não dispõem deste
ros dias de aluna na
Escola de Aprendizes que eu pudesse ganhar muitos anos, recurso.
Feito um balan-
do Evangelho.
Trazia nas mãos, mesmo décadas, de auto-encontro ço mais profundo
de minha última
juntos, dois peque-
nos cadernos. Um aqui no mundo espiritual romagem na Terra,
sentí-me motivada
mais escuro e outro pelas pequenas, mas
de delicada capa flo- sólidas conquistas
rida em tons laranja e amarelo com bordas em bege. que fiz em mim mesma. Comecei então estas novas ano-
Fitando-nos com carinho e consciente da exiguidade tações”, - mostrou o caderno de capa florida. “Agora, de
de tempo disponível nos comunicou: forma mais descontraída, constante e segura eu invisto
“- Aqui venho trazer meu testemunho de Aprendiz na minha nova Caderneta Pessoal consciente de seu con-
do Evangelho no uso da Caderneta Pessoal, após a vida tundente valor. Invisto, pois bem sei que para os enormes
física. Veja que tenho comigo uma cópia da caderneta desafios do futuro e recordações do passado necessito es-
pessoal da Terra. Foi um presente dos amigos da FDJ tar, no agora, ciente de mim e fazer, com Deus e Jesus no
(Fraternidade dos Discípulos de Jesus) deste novo plano coração, as melhores escolhas a cada passo, melhores para
de vida. todos os envolvidos na minha vida.”
Quando despertei junto a eles, após meu desencarne, O transe mediúnico se esvanecia, sugando-nos de vol-
já trazia muitas reflexões de vida que a doença fatal de ta ao campo mental físico. Ainda pudemos registrar um
longa duração me convidou a fazer. Trazia, então, a ne- beijo que ela lançava com a mão, endereçado aos filhos
cessidade de colocá-las em ordem junto a outras que o amados e ao esposo-amigo que ainda estão aqui.
processo de desencarne provoca em nosso mundo intimo.
Paulo é diretor da FDJ
Foi então que os amigos diletos me disseram:

O TREVO • JaneirO 2011 • 5
APRENDIZES

As regras na
FDJ DE
ESCOLA

Escola Iniciática - II
GEESE
“Disse-lhe Pilatos: ‘Não ouves quantas coisas dizem contra ti?’ Jesus, po-
rém, não respondia a nada, de sorte que o governador se admirou muito.”
Mateus, 27:13-14

Regra do Silêncio Cada regra tem múltiplos objetivos, capará. As regras são difíceis de man-
Uma das regras aplicadas aos mem- mas nada podemos esperar exclusiva- ter porque, ao nos lembrarmos delas
bros novos dos grupos é que não de- mente delas. São apenas uma parte da ao obedecê-las, acumulamos energia
vem falar do que ouviram na Escola, Escola, uma ajuda. consciente. Essa é a principal razão da
às pessoas estranhas a ela. Só perce- O conhecimento adquirido, até co- existência das regras.
bemos a importância dessa regra (tirar meçarmos a trabalhar pela Escola (ter- É muito difícil guardar silêncio so-
vírgula) quando essa forma de falar se ceira linha), ainda não pode ser utiliza- bre as coisas que nos interessam. Gos-
volta contra nós. Ela nos ajuda a não do para ajudar outras pessoas porque, taríamos de falar a todos aqueles a
mentir – No sentido de falar coisas de se tentarmos fazer alguma coisa com quem temos o hábito de confiar nossos
que não conhecemos. Se após receber a pouca quantidade de conhecimento pensamentos. Este é o desejo mais au-
os primeiros ensinamentos, começar- que temos, o deturparemos. É necessá- tomático e o silêncio é a mais difícil
mos a falar sobre o que ouvimos e a rio ter mais, pois só então poderemos forma de jejum. Se compreendermos
exprimir opiniões, passamos a mentir. julgar se podemos utilizá-lo ou não. ou seguirmos esta regra, será um exer-
Somos impacientes, não nos damos o Tudo no sistema das Escolas deve cício de lembrança de si e de desen-
tempo suficiente, chegamos a conclu- ser explicado plenamente ou deixado volvimento da vontade. Só um homem
sões cedo demais. absolutamente intocado e, para expli- capaz de guardar silêncio, quando ne-
É um princípio da Escola não trans- car uma coisa, temos que explicar ou- cessário, pode ser seu próprio amo.
mitir ideias, mas preservá-las e só co- tra. Essa é a dificuldade. Para nós, mui- Para muitos, notadamente os habitu-
municá- las dentro de condições que tas coisas são fatos ou, deveriam sê-lo. ados a se considerarem sérios e sensatos
as protejam da deturpação, evitando Se as dissermos às pessoas que nun- ou silenciosos, com o gosto da solidão
que elas se deteriorem. A regra do si- ca passaram demoradamente por esse e da reflexão, é muito difícil reconhecer
lêncio é um teste, um exercício de von- estudo, será algo como fé cega. Elas que a tagarelice é uma de suas caracte-
tade, memória e compreensão. acreditarão ou não, e como essas coisas rísticas. Eis a importância do silêncio. Se
A Escola possui certas condições. normalmente, contrariam as ideias cor- um homem se lembra dele e toma a si
Uma delas é que não devemos falar dos rentes, será mais fácil não acreditar. Por a tarefa de observar-se, descobrirá lados
ensinamentos da Escola para pessoas que iríamos então criar mais descren- de si que nunca notara antes.
que não a freqüentam, e devemos nos tes? É impossível transmitir essas ideias
de forma clara às pessoas que não as Regra do Trabalho
lembrar disso. Devemos ter discrição.
Isso ajuda enormemente a lembrar de estudaram. Presume-se que os membros do gru-
É difícil discutir algo sem que isso po devam trabalhar. Ao contentarem-se
si, por ir contra o hábito de falar.
esteja impregnado daquilo que ouvimos em frequentar o grupo e não trabalhar,
Em uma Escola, nada se faz sem
na Escola. Porém, enquanto não se tor- mas apenas imaginar que trabalham,
razão. A regra do silêncio é necessária
nar fácil, nada podemos fazer; tudo se ou se considerarem a Escola a simples
pelo fato de que a conversa introduzi-
transformará e continuará sendo con- presença, ou se vierem às reuniões para
ria um fator novo, com resultado im-
versa. Somente quando pudermos nos passar o tempo, considerando o grupo
previsível. Se soubéssemos o que fazer um local de encontros agradáveis, en-
sem regras, estas seriam desnecessárias. manter em silêncio, conservando algo
tão sua “presença” se tornará comple-
É também uma espécie de educação para nós mesmos, acumularemos mais
tamente inútil. Quanto mais depressa
porque, ao obedecer às regras, criamos conhecimento. Se furamos uma bola, o
forem afastados, ou partirem por sua
algo em nós. Não haveria suficiente seu conteúdo escapa. Se fizermos um
própria conta, melhor será para eles e
atrito sem regras. furo em nós mesmos, tudo também es- para os outros.

6 • O TREVO • JaneirO 2011
APRENDIZES
Caderneta

ESCOLA DE
FDJ
Pessoal e Esforço
Marcelo Ricardo Lemes Rebocho

“A
ambição universal dos homens é viver co- vença os instintos egoístas, ou seja, os defeitos que ainda
lhendo o que nunca plantaram”. Esta frase estejam enraizados dentro de si.
é atribuída ao economista e filósofo es- Ao contrário do que possa parecer, somos, no presen-
cocês Adam Smith. Ela sintetiza o que vai te momento, seres privilegiados já que dispomos de um
dentro de todos nós, poupando um tempo valioso, para professor chamado Jesus, seguido por um racional e des-
quem a assimila e aceita, na autoconstatação de uma rea- temido auxiliar chamado Espiritismo, além é claro desta
lidade provinda do âmago de nossos desejos mais básicos. valiosíssima e um pouco mais lúcida encarnação a nos
O esforço, portanto, é necessário, mas poucas vezes proporcionar um recomeço mais firme no esforço da refor-
desejado (salvo por aqueles que já se conscientizaram de ma íntima. Assim, não deixemos para outra encarnação o
sua imprescindibilidade) e isso fica bem que podemos e devemos fazer agora.
evidenciado em qualquer mensagem es-
piritual séria, que sempre realça a neces- O verdadeiro Neste sentido, para encerrar, vale a pena
lembrarmo-nos da conversa contida no livro
Reencarnação no Mundo Espiritual, cap. 10,
sidade de perseverança.
Como a Caderneta Pessoal não é fim homem de pag. 107, psicografado pelo médium Carlos
ou objetivo, mas, sim, o meio pelo qual
a pessoa se condiciona a perseverar no bem é aquele A. Baccelli, ocorrida entre os espíritos Dr. Iná-
cio Ferreira, autor espiritual do livro e um dos
“conhece-te a ti mesmo”, implica em es-
forço não só nas anotações periódicas, que estuda as responsáveis pelo Hospital Esperança existente
na erraticidade, e Rosendo, este paciente do
mas também e principalmente no es-
forço de desnudar-se com a frequência suas próprias hospital e mais um dos diversos espíritas de-
sencarnados e desiludidos consigo mesmos ao
necessária diante do tribunal da própria
consciência. Graças a isso, a utilização imperfeições, se depararem com a realidade de falta de luz
interior, embora muitos com extensa ficha de
não apenas mecânica e forçada, mas sim
espontânea e mais focada na vivência e trabalha trabalhos meritórios dentro da doutrina:
“- Bendita seja a Reencarnação! - excla-
das propostas de mudança ali registra-
das, leva o aprendiz a uma plena sintonia sem cessar em mou. - Mas devo, antes, me preparar um pou-
co mais... Se optasse por imediato regresso ao
com uma das qualidades de “O Homem
de Bem” (O Evangelho Segundo o Espi- combatê-las corpo, correria o risco de reincidir, o senhor
não acha?
ritismo – cap. XVII) que, dentre outros - Acho! [...] Você está certo: fortaleça-se
ensinamentos, nos alerta que: “O verdadeiro homem de primeiro! Trabalhe, estude e, sobretudo, medite, quanto
bem é aquele que estuda as suas próprias imperfeições, e puder, nos insucessos e frustrações em sua derradeira ro-
trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esfor- magem no corpo. Efetue, você mesmo, um balanço do que
ços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si fez e do que deixou de fazer. Há uma técnica que, talvez,
alguma coisa de melhor do que na véspera”. possa lhe ser útil – ela tem sido utilizada por muitos de
Oh, mas como é difícil estudar imperfeições e traba- nós: escreva, nas páginas de um caderno, uma espécie de
lhar sem cessar em combatê-las! Estudar imperfeições é diário de auto-análise, procurando transferir para o papel,
reconhecer equívocos na forma de conduzir nossa vida; com toda a honestidade, os seus pensamentos a respeito
e combatê-las sem cessar é praticamente nadar contra a de si... Chega, não é? De avaliar a vida alheia. Já fizemos
correnteza dos impulsos a que estamos acostumados. doutorado em julgar os outros!”
Um exemplo de esforço não só de, digamos, anotação Assim, esforcemo-nos para fazer a caderneta desde já e
(no caso, em uma carta), mas também de reforma íntima, com honestidade, como diz o Dr. Inácio, para que, quando
são as sinceras palavras de Paulo, na Epístola aos Roma- do outro lado, não nos surpreendamos por estarmos mui-
nos, 7:14-20. Ali, quando diz que a lei que está em seus to atrasados na tarefa essencial das nossas vidas: a nossa
membros luta contra a lei da sua razão, Paulo deixa bem evolução espiritual.
claro o esforço que o ser humano terá que empreender
Marcelo é da Regional SP-Norte
para que a razão, embasada nos exemplos de Jesus Cristo,
O TREVO • JaneirO 2011 • 7
CAPA

8 • O TREVO • JaneirO 2011
O TREVO • JaneirO 2011 • 9
APRENDIZES
FDJ DE

Caderneta
ESCOLA

para uma Vida
Equipe Falando ao Coração

A
renovação íntima é processo contínuo que se amizade e amorosidade com a Caderneta.
inicia na Escola de Aprendizes do Evangelho 3. Entender que a vida é regida por sentimentos
(EAE), e deve permanecer constante em nossa e o modo pelo qual a Caderneta ajuda a identificar os
vida. Não existem transformações repentinas. sentimentos. Há diferença entre sentimento e compor-
Para mudar comportamentos, nos forçamos a enca- tamento e há relação entre eles.
rar dores e sentimentos. A EAE ensina o controle de si
4. Esclarecer-se sobre o lado “Sombra” e o lado “Luz”
mesmo, o esforço na renovação interior, o treinamento
em nossa personalidade e que Reforma Íntima é fazer
progressivo da vontade, começando pelo combate aos
brilhar a “parte luz” e aceitar sua “parte sombra”. Ajudar
vícios mais comuns para alcançar depois a transforma-
a interiorização com oração em muita sintonia com o
ção dos defeitos morais, o cultivo das virtudes, o exercí-
Anjo da Guarda e com o Plano Espiritual.
cio do amor ao próximo e da caridade desinteressada.
Ney Prieto, no Manual Prático do Espírita, diz que 5. Compreender que a Caderneta é um instrumento
“precisamos trazer aos níveis do nosso consciente as de apoio à “vigilância constante” e que anotar na Ca-
manifestações características da nossa natureza animal: derneta nos amplia a capacidade de vigilância, e que a
os vícios e os defeitos que denotam a predominância vigilância nos mantém no foco da evolução.
corpórea, material, sobre a espiritual, para que possamos 6. Trazer a si um melhor entendimento do “Reco-
cumprir a meta de elevarmo-nos. Depois que temos co- nhecer e Aceitar”. Vigiar para não cair no “perfeccionis-
nhecimento das virtudes que nos libertam, pelo seu cul- mo” e/ou no “derrotismo”.
tivo, das futilidades humanas, e nos predispõem a exer- 7. Identificar os pontos de dificuldades no uso da
cer o amor ao próximo, desenvolvemos nossa natureza Caderneta no curto, médio e longo prazos; valorizar os
espiritual. Há a necessidade imperiosa de nos tornarmos resultados objetivos: o que eu já melhorei.
úteis em todos os sentidos, levando nossa contribuição 8. Sempre lembrar que as anotações devem tanto ser
ao próximo, cultivando o verdadeiro espírito de caridade de sentimentos “positivos” bem como dos “negativos”.
desinteressada.” Motivar-se ao uso da caderneta com ênfase no auto-
Nossa acomodação dentro deste processo deve ser amor para que o autoconhecimento não resvale para
gradual, mas exercida de forma constante e firme. Pela não aceitação ou culpa. Valorizar seus pontos positivos
excelência dos resultados, o uso da Caderneta Pessoal para usá-los no aperfeiçoamento dos demais, anotando
deve ser mantido ao longo de nossa vida. uma lista de virtudes.
No último Encontro de Dirigentes surgiram várias di-
9. Aprender a colocar-se no lugar do outro; ser “exi-
cas para atingirmos este fim, que reproduzimos abaixo:
gente” consigo mesmo, mas com amor.
1. Reafirmar a si mesmo o valor do instrumento
10. Estudar, pertencer a grupos de estudo sobre sen-
também como fortalecedor do crescimento espiritual,
timentos, usando livros de reforma íntima como base.
mantenedor do compromisso de renovação, registro de
conquistas e caídas, estímulo ao crescimento. 11. Buscar o trabalho espiritual e o intercâmbio me-
diúnico como oportunidades de auto-conhecimento e
2. Motivar-se a escrever mais, ter a Caderneta como
fraternização.
“Amiga Diária”, com liberdade de expressar-se da forma
Um sábio da antiguidade nos disse: CONHECE-TE A
como melhor ajude ao processo de reforma. Expressar
TI MESMO!
seus “sentimentos” em relação à caderneta. Verificar a

10 • O TREVO • JaneirO 2011
APRENDIZES
ESCOLA DE
Adesão

FDJ
à ferramenta
Companheiro da Regional São Paulo Centro, Ricardo Sasso apresentou
a caderneta desde o Curso Básico

O Trevo - Fomos informados que seus sentimentos pessoais com o receio
na sua turma de EAE houve uma ótima de se verem expostos. A ideia de um
adesão à caderneta pessoal. Como se “confessionário” ainda existia na men-
passou? te deles. Nossa ação foi esclarecer, com
muita tranquilidade, que quando fa-
Ricardo Sasso: Nós iniciamos a im-
lamos dos nossos sentimentos não há
plantação desta importante ferramenta
certo ou errado e que o “julgamento”
da iniciação desde o Curso Básico, logo
deles é um mecanismo de controle de
na formação do grupo.
nossa mente.
OT - Desde o Curso Básico! Como
OT - Você poderia explicar melhor
se deu isto?
este ponto?
RS – Primeiramente, me dispus RS - Expor nossos sentimentos sem
questionar e escutar o que os alunos o controle da nossa mente é, para mui-
sentiam em relação a temas das aulas tos de nós, algo aterrador. Assim, logo
da Escola. Depois, solicitei que passas- percebi que nós, dirigentes, temos que
sem a registrar estes sentimentos em pular primeiro senão ninguém vai pular.
um pequeno papel de lembrete. Esta Apenas valorizarmos um depoimento
restrição de espaço ajudou aos alunos de um aluno não é suficiente. Temos
a serem mais sintéticos no registro do que ir além. Temos que sentir que to-
que sentiam. O Caderno de Temas foi dos estamos nos esforçando, juntos,
uma continuidade deste processo de sobre o que os nossos corações tem a
identificar sentimentos em determina- dizer e não sobre o que nosso intelecto
dos temas, só que com mais espaço. quer pensar. É sentimento!
OT - E como se deu a implantação Assim, o meu grande desafio foi
da Caderneta? expor aquilo que eu sentia e, com aju-
da de meu mentor, consegui. E meus
RS - Aproveitando o mesmo impul- alunos, com a ajuda de seus mentores
so inicial em que todos refletiam seus amigos, também têm conseguido.
sentimentos, nós introduzimos a Ca-
derneta Pessoal apenas como um ins- OT - O que você destacaria desta
trumento onde escrevemos o que nós experiência para os dirigentes?
sentimos em nosso interior. Muito sim- RS - Esta pode ser uma das tantas
ples, sem medo. formas de sucesso para se implantar
a Caderneta Pessoal em nossas EAEs
OT - E qual foi a resposta do grupo
e que, com coragem, aquela que nas-
a esta abordagem?
ce no coração conseguimos chegar ao
RS - Tivemos problemas no início, nosso interior e alcançar a outros níveis
pois os alunos não queriam colocar os de consciência sobre nós.

O TREVO • JaneirO 2011 • 11
MEDIUNIDADE

Lembrando o
profeta de Tisbet
Marlene Nogueira

O
rei Acasias mandou que um que ainda reside em nós mesmos, com
oficial fosse com cinquenta o uso sistematizado dos instrumentos
soldados prender o profeta oferecidos pela EAE, e pelas palavras de
Elias. O oficial o encontrou Jesus em Mateus 10-20, “Porque não
sentado no alto de um morro e disse: sois vós quem falarão, mas o Espírito
“Homem de Deus, o rei mandou você de vosso Pai que habita em vós”.
descer daí”. Ele respondeu: “Se eu sou E assim teremos compreensão da
um homem de Deus, que venha fogo nossa missão mediúnica, colocando à
do céu e mate você e seus soldados”. disposição dos espíritos superiores os

Vamos No mesmo instante, desceu fogo do
céu e matou o oficial e seus soldados.
recursos e possibilidades que a mediu-
nidade oferece para nosso crescimento

despertar, para Mais uma vez, o rei envia um oficial e
cinquenta soldados, e o fato se repete.
espiritual e auxílio ao próximo.
Vamos despertar, para não sermos

não sermos Vemos na aula da EAE (Escola de
Aprendizes do Evangelho), ao estudar
asfixiados pelas incertezas.
Façamos da nossa mediunidade um

asfixiados pelas o capítulo 9 do Iniciação Espírita, que
após acirrada disputa e saindo-se ven-
caminho iluminado, conforme nos con-
vida esta Mensagem, recebida em l963,

incertezas cedor, o profeta mandou degolar 400
sacerdotes, comprometendo-se ainda
retirada de Testemunhos Mediúnicos:

mais espiritualmente por esta atitude
Levantai-vos, irmãos, levantai,
no campo da lei da Ação e Reação.
A seara vos chama ao labor.
Possuidor de extraordinária mediu-
Vinde todos saudar o nosso Rei,
nidade, de fé inabalável, confiança ab-
Vinde ovelhas, saudar vosso pastor.
soluta, viveu em uma época onde a re-
Despertai, Universo que dorme,
forma íntima estava muito distante do
espírito humano. Entre o médium Elias
O Evangelho a todos conduz,
e os médiuns da atualidade há muitas A veredas de paz e de luz,
coisas que não sabemos compreender Ao caminho iluminado, que é Jesus.
por enquanto. O que temos certeza é Preparai-vos, preparai-vos,
que reforma íntima desenvolve nossas Chegou o consolador,
potencialidades psíquicas, nos aproxi- A divina entidade,
mando da espiritualidade superior. O espírito de Luz, paz e amor.
Busquemos esse convívio, a fim de Levantai nações,
melhor desenvolver o senso moral e vi- Levantai também,
venciarmos a ética do amor, como dis- E unidos saudemos ao Rei.
cípulos conscientes do que queremos. Despertai, deserto,
Nós podemos usar a força mental, capaz Venha ajudar
de movimentar energias em favor do Os anjos no seu cantar
bem, quando soubermos vencer o mau Jesus Cristo, Salvador.

12 • O TREVO • JaneirO 2011
Encontrando

PRÉ -MOCIDADE
Corações Carla Betta

E
m nosso II Encontro de Dirigentes de Pré-Moci- independente da realidade em que esteja inserido e dos
dade (Piracicaba, 2010) discutimos “O Papel dos atos ou atitudes praticadas até então. Quem somos nós
dirigentes de Pré-Mocidade” enquanto motiva- para julgar quem se transformará ou não? Lembremo-nos
dor e catalisador do encontro entre os corações que Santo Agostinho e Francisco de Assis foram jovens de
dos jovens da Pré-Mocidade: consigo próprio, com o ou- equivocados comportamentos em suas respectivas juven-
tro, com a sociedade. tudes, ANTES de se decidirem pela reforma íntima, pela
Durante o evento, encontramos nossos próprios cora- mudança de seus valores, até que a luz de Cristo-Jesus
ções e os de nossos companheiros de ideal e de trabalho resplandecesse em seus corações.
na seara do Mestre. Confraternizamos. Crescemos. Na história acima referida, um dos personagens - ao
Ouvimos uma história que consta do livro (págs. 150 a se arrepender sinceramente- busca a redenção no isola-
167): Remotos Cânticos de Belém, do autor Wallace Leal mento. Uma solução que nos incomoda, mas, segundo o
V. Rodrigues. livro Mananciais no Deserto, do autor Lettie Cowman, no
Refletimos que, ao caminharmos rumo ao nosso de- capítulo “22 de janeiro”, é preciso lembrar que a pausa
senvolvimento espiritual, nossos corações encontram Je- faz parte da música e enriquece a melodia :
sus e, com isso, o amor e a alegria de servir. Concluímos “Na melodia da nossa vida, a música é interrompida
que seguir o exemplo do personagem “abade Hans” é im- aqui e ali por “pausas”, e nós, sem refletir, pensamos que
prescindível: a melodia terminou (...) Mas, como é que o maestro lê a
• Relegar a segundo plano os prazeres da vida mate- pausa? Ele continua a marcar o compasso com a mesma
rial em função de um BEM MAIOR, para que o nosso gé- precisão e toma a nota seguinte com firmeza, como se
lido coração se transforme em luz e cor, flores e harmonia, não tivesse havido interrupção alguma (...) Deus segue
paz e felicidade. um plano ao escrever a música de nossas vidas. A nossa
• Perseverar em nossa estrada, transpondo os obstá- parte deve ser aprender a melodia, e não desmaiar nas
culos do caminho, as adversidades da vida, pois o que pausas.”
nos espera é a exuberância do milagre do nascimento de Portanto, nosso papel também pode ser, em alguns
Jesus em nossos corações, que aquece a nossa alma e a momentos, nos recolhermos para melhor avaliarmos o
nossa existência. nosso trabalho de servidores do Cristo, repensando-nos,
• O nosso esforço para, por meio do nosso exemplo possibilitando que a evolução se esboce, se desenhe e se
de fé e perseverança, tocar os corações endurecidos pela materialize em nós.
vida e pela ignorância, para que também descubram as Do mesmo modo, nossos jovens podem por vezes pa-
alegrias legítimas do Caminho do BEM, da VERDADE e recer estagnados, mas –como jardineiros de JESUS - plan-
da VIDA. temos as sementes da autoconfiança, do amor próprio,
• Ter FÉ no homem e na sua possibilidade de trans- dos ensinamentos de AMOR do meigo rabi da Galileia,
formação. Acreditar na centelha divina existente em cada que essas sementes florescerão.
um de nós. Nós podemos ser a faísca que acende esse E, como na história, nos regozijaremos, pois brotarão
fogo divino naquele que precisa, e recebe um voto de rosas de Natal inusitadas, ainda que nos invernos da vida,
confiança para que caminhe rumo ao bem. nos corações dos dirigentes e dos jovens da Pré-Mocida-
• Compartilhar resultados e problemas, não se po- de, das formas mais surpreendentes.
sicionar sozinho: consultando nossos companheiros, as Em nosso trabalho, é importante que tenhamos a
coordenações e a diretoria do trabalho de Pré-Mocidade perspectiva e a crença no esplendoroso Jardim que a luz
e da Aliança. de Cristo fará em nós, e em todas as criaturas que consi-
• Amar incondicionalmente a todos (parece fácil...) e gamos emocionar com a nossa fé.
visar o bem comum de todos indiscriminadamente.
Carla é coordenadora regional da Pré-Mocidade de
• Acreditar no poder autotransformador do jovem,
Piracicaba.

O TREVO • JaneirO 2011 • 13
aprendizes
Página dos

EAE a Distância GEAE Limeira CEAE Genebra
Alfenas/Minas Gerais Limeira/SP São Paulo/SP
Regional Vale-Centro Regional Piracicaba Regional SP-Centro
“Nos caminhos da espiritualização o “Ajude conversando. Uma boa palavra “Deus é a fonte do bem; o mal é criação
progresso se mede em milímetros.” auxilia sempre.” dos homens.”
A natureza não dá saltos. Nossa es- Sempre que percebo alguém pre- Já crie muitos problemas com a mi-
cada evolutiva deve ser feita de forma cisando de ajuda, penso a respeito e nha imaginação.
consciente e cautelosa para ser sólida. quero ajudar. Não sou de muito falar. Valorizei problemas, me sentindo
O progresso se mede em milímetros Podem pensar que não me importo, a pior das criaturas e me complicando
para transformar em centímetros. Co- porém, quando encontro a solução, mais. Hoje, sinto que estou crescendo
meçamos com o primeiro passo que se busco ajudar. Devo aprender a me ex- com as dificuldades e desafios. Vejo a
dá pelo esforço, e passo a passo, con- pressar melhor, não ter medo de falar, ação da providência divina em minha
quistamos os caminhos da espirituali- gosto de falar quando tenho certeza vida. Deus dá a oportunidade de cres-
zação. das coisas. cer com os obstáculos.
Cesar Antunes Cerqueira Mario Massita Jr. – 7.ª turma Fernanda Bignardi Padilha – 109.ª
turma
Sociedad Espírita Amalia D. Soler CEAE Aclimação
Loberia/Argentina São Paulo/SP CAE Geraldo Ferreira
Regional Exterior Regional SP-Centro Santo André/SP
“Delante de la noche no acuse a las ti- “Diante da noite não acuse as trevas. Regional ABC
nieblas. Aprenda a ser luz.” Aprenda a fazer lume.” “Levante o caído. Você ignora onde seus
pés tropeçarão.”
En los diferentes acontecimientos Sempre fui otimista, mas, em al-
de la vida nuestra vision pesimista pre- guns momentos, deixei as trevas terem Sempre que posso, procuro ajudar
valece y es por eso que muchas veces no espaço. Com a EAE, pouco a pouco, pessoas necessitadas. Mesmo assim, sei
vemos la parte positiva de todo aprendi- compreendendo as coisas como elas que posso ‘baixar a guarda’ a qualquer
zaje. Devo aprender a focalizar mi men- são e enxergar o lado bom de tudo o
momento e acabar tropeçando. Por isso
te, corazón y palavra en la parte que que acontece. Em momentos vejo a luz
procuro estar alerta e a EAE me ajuda na
me corresponde a mi cambiar, poniendo de minha oração esclarecer muitas coi-
compreensão do auxílio ao próximo.
ese granito de arena para contribuir y sas que não compreendia.
aprender a sacar la parte buena de todas Paulo Henrique Marais Pini – 38.ª
Carla Ferraz de Oliveira – 6.ª turma
las cosas. Haciendo ese esfuerzo estaré turma
ayudando en la obra de Jesús.
Adriana Daguer - 8.ª turma G.I. Redentor C.E. Edgar Armond
Santo André/SP Santo André/SP
F.E. Sementes de Luz Regional ABC
Regional ABC
Mauá/SP “A verdade liberta e estimula para a re-
“Falar pouco e certo é dizer muito em
Regional ABC denção.”
poucas palavras.”
“Ajude sem exigências, para que os ou- Na EAE comecei a ter consciência
tros o auxiliem sem reclamações.” Muitas palavras que saem de minha
boca são reflexos de minha luta íntima. dos meus defeitos e iniciei minha re-
Procuro ajudar as pessoas sem exi- Essa confusão interna ecoa em minha forma íntima. Foi difícil identificar meu
gências porque precisam de ajuda e não fala, impondo, por vezes, em discus- maior defeito que é o orgulho, mas, na
de humilhação, que causa dor e tristeza sões minhas ideias, que julgo verdades medida em que o tempo foi passando,
na alma. Ajudar ao próximo não é só com absolutas. Com os ensinamentos da trabalhei e continuo trabalhando isso
coisas materiais, mas as palavras de cari- EAE consigo me colocar como ouvinte, dentro de mim. Ter essa consciência
nho e compreensão tocam o coração. aprendo a falar pouco e certo, que é doeu, mas é meu estímulo para a re-
dizer muito. denção.
Imaculada Conceição P. Oliveira – 3.ª
turma André Osti Moura – 41.ª turma Jaqueline C. M.Vilar – 34.ª turma

14 • O TREVO • JaneirO 2011
Encontro com a Regional
SP-Leste
No encontro da Diretoria da
Aliança com a Regional SP-Leste,
realizado em 5/12/2010, no Centro
Espírita Caminho e Vida (Vila Ré),
os objetivos foram confraternizar,
esclarecer, receber ajuda e ouvir
sugestões ou pedidos, como vem
acontecendo já há algum tempo
nessas reuniões da diretoria com as
regionais.
Assim, em um ambiente alegre
e fraterno, após a preparação e a
mensagem espiritual, passou-se à
apresentação das Casas, momento
em que cada representante falava
sobre uma lembrança boa e signifi-
cativa da Casa representada por ele:
coisas simples, mas que tocaram
profundamente a todos.
Na sequência, falamos sobre o
37º aniversário da Aliança e refleti-
mos o quanto trabalhamos e avan-
çamos nesse período.
Novos discípulos na Argentina Falamos sobre o tema “Concei-
to de Aliança” e exercitamos nes-
Já se espera que o ambiente espiritual de uma cerimônia de ingresso se momento os valores da nossa
na FDJ seja elevado, de profunda emoção e enlevo. Mas, no caso dos oito Aliança. Muitos de nós colocamos
novos discípulos argentinos que, em singelo grupo se reuniram na sede nossos sentimentos a esse respeito
da Sociedad Espiritista Bezerra de Menezes, em Mar del Plata, o alto e o significado de fazermos parte
sentido de espiritualidade e amor fraternal será para sempre um registro desse movimento.
inesquecível na lembrança dos participantes. Pudemos conversar e refletir
No domingo, 14 de novembro, às 9h00 ocorreu a cerimônia pri- também sobre a importância do
vativa, congregando os seis discípulos da 8a. turma do C. E. Amalia Planejamento Estratégico Espiritu-
Domingo Soler, da cidade de Loberia: Rosa Martiarena, Adriana Daguer, al e sobre as mudanças que devem
Leonilda Russo, Alejandra Martiarena, Silvina Rodriguez, Angela Altuna, ocorrer na busca de novas lideran-
a nossa querida Angelita que dirigiu esta turma reunindo novos e anti- ças e na preparação da Aliança do
gos discípulos - que já haviam ingressado mas que resolveram refazer a futuro. Comentamos que a RGA de
Escola de Aprendizes naquele que é o mais antigo grupo da Aliança fora 2011 – Descentralizada simboliza
do Brasil. E, da cidade anfitriã de Mar del Plata, ingressaram: Beatriz este momento de mudança e esta
Aprea, na 5a. turma do C.E.Edgard Armond, dirigida pelo César Correa; nova postura.
e Hugo Eduardo Valetti, da 2a. turma da Sociedad Universal, dirigida
por Mirian Puñual.
A cerimônia pública que se sucedeu foi uma demonstração de gra-
tidão e carinho aos amigos e familiares que nos acompanham em nossa
missão na Terra, concluindo com o enunciado marcante do Compromis-
so do Discípulo. E, para fortalecer as atividades da Aliança na Argentina,
a partir das 11h30, foi realizado o “Encuentro Bimestral” em que se
reúnem os grupos da Aliança em Loberia e Mar del Plata, revezando-se Curso de Espiritismo
para multiplicar o conteúdo dos módulos da Reunião Geral da Aliança,
encontro que reforça o sentido do ideal no coração dos aliancistas neste 0800-110164
país irmão. horário comercial

O TREVO • JaneirO 2011 • 15
Falando ao Coração
Fomos encaminhados a este planeta para sofrer as
experiências que ele oferece e receber os esclarecimentos
de que necessitamos neste ponto de nossa trajetória e, por
isso, devemos suportar sem nenhuma queixa o que pesar
sobre nós, e só pedir auxílio quando o sofrimento ameaçar
o equilíbrio orgânico, que nos cumpre manter com os
recursos materiais aqui existentes.
O termo das provações virá quando as dívidas estiverem
pagas, corpo e espírito modificados para melhor, e o coração
se abrir para o amor aos semelhantes.
Os sofrimentos de hoje são os alicerces da felicidade
espiritual de amanhã.