You are on page 1of 20

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Há sete passagens no Novo Testamento onde a palavra “batizar” é


usada com respeito ao Espírito Santo. Quatro destas são palavras de João,
o Batista, registradas nos Evangelhos:

“Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem
depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno
de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3.11).

“Eu vos tenho batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito
Santo” (Marcos 1.8).

“Disse João a todos: Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que
é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as
correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”
(Lucas 3.16).

“Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me
disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que
batiza com o Espírito Santo” (João 1.33).

Jesus também falou do batismo no Espírito Santo:

“Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados
com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (Atos 1.5).

Quando Pedro falou de eventos que tiveram lugar na casa de Cornélio ele
citou as palavras de Jesus:

“Então, me lembrei da palavra do Senhor, quando disse: João, na verdade,


batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo” (Atos
11.16).

Paulo também usou a palavra “batizar” com respeito ao Espírito Santo:

“Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer


judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado
beber de um só Espírito” (1 Co 12.13).
O uso da frase “batizar em” o Espírito Santo é semelhante à que
descreveu o batismo cristão em água. Em ambos os casos o batismo é
uma confirmação exterior de uma experiência espiritual interior.

O Espírito Santo foi dado durante um tempo de observância judaica


chamada de a festa de Pentecostes. Por esta razão, o batismo no Espírito
Santo é chamado freqüentemente de uma “experiência pentecostal” e a
ocasião em que o Espírito é derramado é chamado de “dia de
pentecostes”.

O Espírito Santo veio do céu e submergiu (batizou) completamente os


crentes congregados no cenáculo de uma casa em Jerusalém. Eles
estavam esperando ou “permanecendo” por Sua vinda como lhes havia
sido ordenado por Jesus. Pedro disse que esta experiência era o
cumprimento da promessa de Deus, “Sucederá nos últimos dias, diz o
Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne”. Esta
promessa foi dada ao profeta Joel:

“E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne;


vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos
jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o
meu Espírito naqueles dias” (Joel 2.28-29).

Homem e mulher, jovem e velho, todos seriam incluídos neste


derramamento do Espírito Santo. Eles profetizariam, teriam sonhos e
visões. O Espírito de Deus capacitaria aos servos

[homens] e serva [mulheres]. No dia em que o Espírito Santo foi dado


Pedro disse:

“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado


em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis
o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos
filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o
Senhor, nosso Deus, chamar”(Atos 2.38-39).

As palavras de Pedro revelaram que a promessa do Espírito Santo era:

1- Uma promessa nacional: “Para vós” [o povo judeu].


2- Uma promessa familiar: “para vossos filhos”.

3- Uma promessa universal: “e para todos... quanto o Senhor, nosso Deus,


chamar”.

O SINAL FÍSICO

O Espírito Santo é invisível ao olho natural. Ele foi comparado por Jesus
ao vento:

“O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem,
nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (João 3.8).

Ainda que o vento seja visível, é possível ver e ouvir os efeitos que ele
produz. Quando o vento sopra o pó sobe da terra, as árvores balançam, as
folhas sussurram, as ondas do mar rugem, e as nuvens se movem no céu.
Todos estes são sinais físicos do vento. Assim também é com o Espírito
Santo. Ainda que Ele é invisível, podemos ver e ouvir os efeitos que o
Espírito Santo produz.

Há três lugares no Novo Testamento onde nos é dito sobre o que


aconteceu quando as pessoas foram batizadas no Espírito Santo:

1. DIA DE PENTECOSTES:

Atos 2.2-4 é o registro do que aconteceu no dia de pentecostes:

“De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e


encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas
entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras
línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2.2-4).

2. A CASA DE CORNÉLIO:

Atos 10.44-46 é o registro do que aconteceu quando Pedro pregou o


evangelho a um homem nomeado Cornélio e sua família:

“Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos
os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram
com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi
derramado o dom do Espírito Santo; pois os ouviam falando em línguas e
engrandecendo a Deus” (Atos 10.44-46).

3. OS CONVERTIDOS EM ÉFESO:

Atos capítulo 19, versículo 6, descreve o que aconteceu ao primeiro grupo


de convertidos de Éfeso:

“E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto
falavam em línguas como profetizavam” (Atos 19.6).

UM SINAL COMUM: LÍNGUAS

Quando nós comparamos estas passagens há um sinal físico que é


comum a todos os três: aqueles que receberam o batismo do Espírito
Santo falaram em outras línguas. Se menciona outros sinais sobrenaturais
do Espírito Santo, porém nenhum desses foram evidentes em todas as
três ocasiões.

No dia de pentecostes houve o som de um vento violento e línguas


visíveis de fogo foram vistas.

Estas coisas não são registradas nas outras duas ocasiões. Os novos
convertidos de Éfeso profetizaram. Isto não se menciona como tendo
ocorrido no dia de pentecostes ou na casa de Cornélio.

O único sinal exterior que os apóstolos observaram na experiência de


Cornélio e sua casa foi que eles falaram em línguas. Este sinal físico foi a
prova aos discípulos que esta família havia sido batizada no Espírito Santo.
Destes registros bíblicos nós concluímos que o sinal físico de falar em
línguas através do poder do Espírito Santo confirma que uma pessoa tem
sido batizada no Espírito Santo. O sinal de “línguas” pode ser idiomas
conhecidos ao homem. Isto foi o que aconteceu no dia de pentecostes:

“Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são,


porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos
falar, cada um em nossa própria língua materna?” (Atos 2.7-8).

As línguas também podem ser um idioma não conhecido pelos homens.


Isto se chama “língua desconhecida”:
“Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto
que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios” (1 Co 14.2).

OS PROPÓSITOS PARA LÍNGUAS

O sinal de línguas recebido através do batismo no Espírito Santo tem


muitos propósitos nas vidas dos crentes. Vá para 1 Coríntios 14 em sua
Bíblia. Estes são alguns dos propósitos das línguas:

1- Oração a Deus: versículo 2.

2- Auto-edificação: edificar a si mesmo e conhecimento espiritual


crescente - versículo 4.

3- Quando interpretadas elas edificam a igreja: versículos 12-13.

4- Intercessão: versículo 14 (também veja romanos 8.26-27).

5- Sinal aos incrédulos: versículo 22.

6- Cumprimento de profecia: versículo 21 (também veja Isaías 28.11-12).

7- Louvor: versículos 15, 17.

OBJEÇÕES ÀS LÍNGUAS

Algumas pessoas objetam sobre o falar em línguas. Estas são algumas


das objeções que elas levantam:

1-CADA CRISTÃO TEM O ESPÍRITO SANTO:

Uma das objeções mais comuns é que cada cristão recebe o Espírito
Santo quando ele é convertido. Ele não necessita de uma experiência
adicional para receber o batismo no Espírito Santo. Porém, considere os
exemplos no Novo Testamento das pessoas que eram verdadeiros
crentes. Os apóstolos haviam se arrependido de seus pecados e haviam
crido que Jesus era o Messias. Eles haviam dado testemunho
pessoalmente e havia aceitado como verdadeiro os fatos de Sua morte,
sepultamento e ressurreição. Jesus lhes disse a Seus seguidores:

“Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na
cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24.49).
Ele também disse:

“Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados
com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (Atos 1.5).

A experiência prometida do batismo no Espírito Santo veio no dia de


pentecostes:

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras


línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2.4).

Ainda que os apóstolos já fossem cristãos foi somente a partir do dia de


pentecostes que eles foram cheios [batizados] com o Espírito Santo.

As pessoas de Samaria ouviram o Evangelho pregado. Eles creram e foram


batizados na água, porém eles não haviam recebido o Espírito Santo:

“Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera


a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá,
oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não
havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido
batizados em o nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e
recebiam estes o Espírito Santo” (Atos 8.14-17).

As pessoas de Samaria receberam a salvação através do ministério de


Felipe. Elas receberam

o Espírito Santo através do ministério de Pedro e João. Receber o Espírito


Santo foi uma experiência separada de receber a salvação.

O livro de Atos dos Apóstolos, no capitulo 19, versículos 1-6, descreve


como Paulo foi à cidade de Éfeso e se encontrou com as pessoas descritas
como “discípulos”. A primeira pergunta que Paulo fez foi, “recebestes o
Espírito Santo quando crestes?”

Se as pessoas recebiam o Espírito Santo quando elas recebiam a


salvação seria ridículo Paulo fazer esta pergunta. O fato que ele perguntou
deixa claro que as pessoas se tornaram crentes sem receber o batismo no
Espírito Santo. Ainda quando uma pessoa recebe o batismo do Espírito
Santo ao mesmo tempo em que ela se converte, ainda é uma experiência
separada da salvação.

Como você já sabe, o ministério do Espírito Santo pode ser observado


desde a criação do mundo. O Antigo Testamento fala do Espírito Santo
que veio sobre os líderes espirituais de Israel. O Espírito Santo também
está operativo na vida de um pecador para trazê-lo a Cristo.

Porém, estes ministérios do Espírito Santo são diferentes do batismo com


o Espírito Santo. Jesus deixou isso claro quando Ele disse:

“O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no


vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará
em vós” (João 14.17).

O Espírito Santo estava com os discípulos nesse momento, porém não


ainda neles. Eles foram cheios [batizados] com o Espírito Santo no dia de
pentecostes.

O Espírito Santo está COM o pecador para trazê-lo a Jesus Cristo. Porém,
isso não é o mesmo que estar NELE.

Nos tempos do Antigo Testamento, o poder do Espírito Santo entrou nos


líderes espirituais em momentos especiais. No Novo Testamento este
poder se deu permanentemente aos crentes.

O Espírito Santo estava COM os líderes espirituais dos tempos do Antigo


Testamento. Porém, Ele não estava ainda NELES. Esta é a diferença entre
os ministérios do Espírito Santo no Antigo e no Novo Testamento.

2-FALAM TODOS EM OUTRAS LÍNGUAS?

Outra objeção às línguas tem acontecido por se entender mal uma


pergunta do apóstolo Paulo.

Em 1 Coríntios 12.30, a pergunta “falam todos em outras línguas?” A


resposta à pergunta é “Não, todos não falam em línguas”. Porém, Paulo
não está falando aqui da experiência de ser batizado no Espírito Santo. A
discussão envolve dons do Espírito Santo que podem ser usados pelo
crente na igreja.
“Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.
A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo
lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de
milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de
línguas” (1 Co 12.27-29).

Paulo está falando de dons que podem ser usados pelos membros da
igreja. Um dos dons do Espírito Santo é “diversidade de línguas”. Na
habilidade de dar mensagens especiais à igreja em línguas através do
poder do Espírito Santo.

Ainda que todos experimentemos o sinal de línguas quando somos


batizados no Espírito Santo, nem todos recebemos o dom especial de
diversidade de línguas.

3-MEDO:

Alguns crentes não buscam o batismo do Espírito Santo porque eles têm
medo que eles receberão uma experiência que não é de Deus. Porém, a
Bíblia diz:

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o


que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Ou
qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe
dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós,
que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais
vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?”
(Mateus 7.7-11).

Se um crente pede algo a Deus, assim como um bom Pai terreno, Deus
não lhe permitirá receber algo que o prejudicará.

4-EXPERIÊNCIA EMOCIONAL:

Outra objeção às línguas é que ela é uma experiência emocional. Muitos


crentes que recebem o batismo no Espírito Santo dão ênfase às suas
próprias reações emocionais à experiência.

O homem é uma criatura emocional. A conversão a Jesus Cristo não


elimina as emoções de um homem. Ele ainda experimentará alegria e dor.
A conversão libera as emoções do homem de sob o controle do pecado.
Redime estas emoções para render adoração a Deus.

A palavra “alegria” na Escritura está estreitamente associada com o


Espírito Santo. Em Atos 13.52 nós lemos que “os discípulos transbordavam
de alegria e do Espírito Santo”. Algumas pessoas raciocinam com grande
emoção a alegria que vem com o batismo do Espírito Santo porque elas
são naturalmente mais emocionais que outras. Elas podem gritar, rir ou
experimentar sensações físicas em seus corpos.

Porém, estas reações emocionais não são o sinal do batismo no Espírito


Santo. Como alguém raciocina emocionalmente à alegria que esta
experiência traz está relacionado à suas e emoções individuais.

Porém, você não deve criticar aqueles que têm reações jubilosas,
emocionais ao Espírito Santo. A Bíblia registra reações emocionais
daqueles que tiveram uma experiência poderosa com Deus. As pessoas
tremeram, caíram prostradas no chão, gritara, regozijaram-se, e dançaram
perante Deus.

É interessante observar a reação emocional das pessoas em vários


eventos esportivos. Eles gritam, riem, pulam e expressam muita excitação
por causa de jogo esportivo. Quando mais excitados devemos estar por
causa de um dom como o Espírito Santo, que alcança tantos propósitos
em nossas vidas, traz grande alegria, e nos equipa com poder para
alcançar o mundo com o Evangelho.

O Salmista Davi estava de acordo. Ele apresenta uma figura da adoração a


Deus que é exultante, forte e emocional:

“Vinde, cantemos ao SENHOR, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa


salvação. Saiamos ao seu encontro, com ações de graças, vitoriemo-lo
com salmos. Porque o SENHOR é o Deus supremo e o grande Rei acima de
todos os deuses” (Salmos 95.1-3).

“Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-


o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com
flautas. Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos
retumbantes. Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!” (Salmos
150.3-6).

Você não tem que temer que o batismo no Espírito Santo o leve a fazer
algo inapropriado ou a perder o controle de si mesmo.

Paulo disse que deve haver ocasiões para “ficar calado” e “falar consigo
mesmo” com respeito ao falar em línguas (1 Coríntios 14). Ele não faria
estas declarações se o Espírito Santo levasse as pessoas a ficarem fora de
controle. A Bíblia diz:

“Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas” (1


Coríntios 14.32).

Isto significa que qualquer dom que Deus dá está sujeito ao controle do
usuário. Deus não faz nada inapropriado porque...

“Porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas


dos santos” (1 Coríntios 14.33).

RECEBENDO O ESPÍRITO SANTO

O que se segue são algumas diretrizes para receber o batismo no Espírito


Santo.

1-ARREPENDA-SE E SEJA BATIZADO:

“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado


em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis
o dom do Espírito Santo” (Atos 2.38).

2-CREIA QUE É PARA VOCÊ:

“Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que
ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”
(Atos 2.39).

3-DESEJE-O:

“No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se


alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a
Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com
respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o
Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido
ainda glorificado” (João 7.37-39).

4-ACEITE-O COMO UM DOM:

O Espírito Santo já foi dado. Foi dado à Igreja no dia de pentecostes.

Porque é um dom, você não pode fazer nada para ganhá-lo:

“… E recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2.38).

“Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei
ou pela pregação da fé?... Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que
opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela
pregação da fé?... Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em
Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito
prometido”(Gálatas 3.2, 5, 14).

Comece a louvar e dar graças a Deus pelo dom do Espírito Santo.

5-ADORE A DEUS:

Renda sua língua a Deus em louvor e adoração. Enquanto você louva de


forma audível você pode experimentar primeiro os lábios gaguejantes.
Enquanto você continua rendendo sua língua ao Espírito Santo, Ele falará
através de você palavras estranhas a sua compreensão. Este é o sinal físico
conformando o batismo no Espírito Santo:

“Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o SENHOR a
este povo” (Isaías 28.11).

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras


línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2.4).

6-PEÇA ORAÇÕES A OUTROS CRENTES:

O Espírito Santo pode ser recebido através da imposição de mãos (Atos 8,


9, 19) ou sem a imposição de mãos (Atos 2, 4, 10). Estude estes capítulos
que mostram como os crentes cheios do Espírito podem ajudar-lhe a
experimentar o batismo no Espírito Santo.
A IMPORTÂNCIA DA EXPERIÊNCIA

O batismo no Espírito Santo é importante porque lhe permite que você se


torne uma testemunha poderosa da mensagem do Evangelho:

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis


minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e
Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).

“Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome,


expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se
alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as
mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Marcos 16.17-18).

O Espírito Santo também dá dons espirituais especiais e desenvolve o


fruto espiritual em sua vida.
DONS DO ESPIRITO SANTO

1) O que são os dons do Espírito Santo?

São capacidades espirituais dadas por Deus com o propósito de Edificar


a Igreja e tornar mais eficaz o testemunho cristão (At 1.8). Sua Origem
está na Santa Trindade. Esses dons são concedidos pelo Espírito Santo e
mediados pelo Senhor Jesus. Aqui vale um lembrete de que os dons são
“dons da Graça”, ou seja, não são dados por merecimento ou por
santidade pessoal de quem é usado neles. Não é por que alguém é usado
em um dom que ele ou ela são pessoas maduras ou muito “santas” na sua
forma de proceder. Os dons são de Deus, mas a vida pessoal de cada um é
de responsabilidade individual diante de Deus, tanto para perda de
galardão como para recompensa (Rm. 14.12).

2) Quantos são os dons Espirituais?

Com base em I Coríntios 12.1-11 podemos listar noves dons ou


manifestações) do Espírito.

3) O DOM do Espirito Santo e OS DONS do Espírito Santo são a mesma


coisa?

Embora os nomes sejam parecidos, os dois são coisas distintas. O Dom do


Espirito Santo (Atos 2.38) é o Batismo com o Espirito Santo enquanto os
dons são as manifestações do Espirito Santo, que vêm como consequência
do recebimento do Dom do Espírito.
4) Qual a diferença entre os dons espirituais e os dons ministeriais?

Os dons Espirituais, como já falamos são manifestações sobrenaturais e


espontâneas do Espírito visando a edificação da Igreja que podem ser
dados a qualquer um, segundo o propósito Soberano de Deus (1 Co 12). Já
os dons Ministeriais são vocações especiais dadas por Deus para aqueles
que são chamados para Ministros do Evangelho. Segundo Ef 4.11 esses
dons são 5: Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres.

Termos bíblicos nos originais gregos que designam os dons:

a) Pneumatica (1 Co 12.1): Refere-se a forma sobrenatural dos Dons,


significando “referentes ao Espírito”.

b) Charismata (1 Co 12.4;Rm 12.6): falam da graça subsequente de Deus


em todos os tempos e aspectos da Salvação. Refere-se a “dádivas Divinas”

c) Diakonai (1Co 12.5): Ressalta o propósito dos dons: servir ao povo de


Deus

d) Energemata (1co 12.6): Refere-se aos dons como “o poder de Deus” em


ação.

e) Phanerosis (1 Co12.7): Os dons são manifestações de Deus entre seu


povo. Esse termo, “manifestações” é o termo preferido por muitos líderes
e teólogos quando eles se referem aos dons do Espírito.
Classificação didática dos dons Espirituais

Os estudiosos classificam os dons espirituais em três categorias. Nessas


os dons são agrupados de acordo com a similaridade com os outros dons
do mesmo grupo.

a) Dons de Elocução, de Manifestação Verbal ou da fala :São os dons


relacionados com a verbalização. São dons cujo principal meio de
manifestação é através da boca de quem está sendo usado. Convém
salientar aqui que as pessoas que são usadas nesses dons não ficam como
que “fora de si” mas que mantém plena consciência do que estão fazendo
ou falando. Ainda que, por um ato soberano e esporádico de Deus alguém
perca o controle, não é essa a forma habitual de Deus manifestar esses
dons através das Pessoas. Esses dons são três: Variedade de Línguas,
Interpretação de Línguas e o dom de Profecia.

b) Dons de Revelação ou Dons de Saber: São os dons relacionados com a


sabedoria de Deus. Através deles temos um pequeno “vislumbre” da
sabedoria do nosso Deus. Esses dons são: Palavra de Sabedoria, palavra de
Conhecimento e Discernimento de Espíritos. Dentro desses tópico abrimos
um parentese para reforçar que apesar de ser muito citado no meio
pentecostal, não existe biblicamente o “dom de Revelação”. Geralmente
aquilo que se chama de “dom de revelação” é a manifestação da palavra
de Conhecimento.

C) Dons de Poder: São aqueles que manifestam a onipotência de Deus.


São eles: Dom da Fé, Os Dons de Curar(e não dom de curar!)e o dom de
Operação de Maravilhas. Esses dons muitas vezes operam juntos. Um
serve como uma espécie de “apoio” para o outro.
Estaremos agora estudando cada um desses dons de uma maneira
separada e tentando dirimir algumas dúvidas que surgem com relação a
eles. Começaremos pelos dons de Elocução.

Descrição dos Dons do Espírito

1) O Dom de Variedade de Línguas: Diferente das línguas para a


edificação recebidas no batismo com o Espírito Santo, é um milagre
linguístico sobrenatural. Nem todos os crentes batizados com o Espírito
Santo tem esse dom.(1 Co 12.30).As mensagens em línguas mediante esse
dom devem ser interpretadas para que a igreja receba edificação (1 Co
14.5,27). O crente que tem esse dom, ao falar em línguas perante a igreja,
se não houver intérprete deve falar consigo mesmo e com Deus (1 Co
14.4,28).

2) Interpretação de Línguas: É um dom tão sobrenatural quanto o dom de


variedade de línguas. Não é uma tradução de línguas, mas interpretação.
Tradução tem a ver com as palavras mas a interpretação tem a ver com o
sentido. Pode ser que alguém fale “50 palavras em línguas” e sua
interpretação seja apenas uma frase. Quando essas línguas são
interpretadas, assemelham-se ao dom de profecia (1 Co 12.10,30).

3) Dom de Profecia: Esse tem sido sem dúvida nenhuma o dom mais mal
compreendido de todos os dons espirituais. A Profecia é a expressão de
algo que Deus trouxe ou traz ao coração de alguém de uma forma
sobrenatural e essa expressão é dada no nível de conhecimento do
profeta a quem Deus está usando. Por isso que por vezes podemos ver
alguém com um nível ”intelectual baixo” profetizando num português
coloquial, ou até mesmo, “errado”, e mesmo assim a mensagem ser
genuína. Outra coisa que devemos observar que o dom de profecia não
existe para controlar a vida das pessoas, nem deve ser usado como meio
de “consulta” da vontade de Deus, como algumas vezes têm sido usado.
Sua finalidade é “edificar, exortar e consolar”, 1 Co 14.3. Outra observação
que deve ser feita é que a profecia hoje não está no mesmo nível da
profecia no Antigo Testamento, pois esta é Infalível,1 Pe 1.20; e aquela
deve ser julgada. Também devemos estar cientes de que quando alguém
profetiza não é “Deus quem está falando”, mas sim o profeta que está
transmitindo uma mensagem que ele acredita estar recebendo de Deus.
Se fosse o próprio Deus que estivesse falando, para que seria necessário o
julgamento da mensagem?(1 Co 14.29). Pode alguém julgar a Deus? Toda
palavra profética deve estar de acordo com as Escrituras e não tem
autoridade para estipular doutrinas ou normas de conduta para as
Pessoas. Para tal ,já temos as Escrituras(2 Tm 3.16)

4) Palavra de Sabedoria: É uma revelação dada pelo Espírito revelando


fatos sobre o futuro. É um senso de direção Divina, um discernimento
com relação a Vontade de Deus. É um dom muito necessário a Igreja,
principalmente para aqueles que exercem cargos de liderança.

5) Palavra de Conhecimento: É a ação reveladora do Espírito através da


qual podemos ter conhecimento sobrenatural sobre a vida, características
e o interior de um indivíduo, como sobre assuntos, ocasiões e
acontecimentos passados, como também sobre o Ser e Obras de Deus.(1
Rs 14.1-8, 2 Rs 5. 25-26, At 5.1-10).

6) Discernimento de Espíritos: É a capacidade de, guiado por Deus,


sabermos qual a origem das manifestações comuns ou sobrenaturais,
profecias etc, se são manifestações humanas, diabólicas ou divinas.
Também inclui a capacidade de ver e ouvir no Reino espiritual.

7) Dom da Fé: Não se trata da fé para salvação, mas de uma Fé


sobrenatural especial comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o
crente a crer em Deus para realização de coisas extraordinárias e
milagrosas. Esse dom frequentemente opera em conjunto com o dom de
maravilhas e não opera de modo trivial ou costumeiro, mas sim em
tempos de crise, desafios e emergências ,Lc 17.6, Mt 17.20, 1 Co 13.2, Mc
11.22-24.

8) Dons de Curar: No original a palavra “dom’ está no plural, indicando


curas de diversas enfermidades e de diversas formas. É a restauração
sobrenatural da saúde de alguém .Embora todos possamos e devamos
orar pelos enfermos (Mc 16.18), nem todos os crentes tem os dons de
curar (Mt4.23-25, At 3.6-8;4.30).

9) Operação de Milagres e Maravilhas: São atos sobrenaturais de poder,


que intervêm nas leis da natureza. Como já foi dito, esse dom opera em
conjunto com o dom da Fé. É o dom da Fé que habilita o dom de
maravilhas a agir. Um outro exemplo de manifestação do dom de
Maravilhas em conjunto com outros dons é no caso da ressurreição de um
morto: O Dom da Fé nos habilita a crer, os dons de Curar restauram os
tecidos mortos e o Dom de Maravilhas traz o Espírito do Morto de volta a
Vida (Mt 14.13-21, Lc 8.22-25, At 8. 38-40).
O FRUTO DO ESPIRITO SANTO

Gálatas 5.22 diz: “Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz,


longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

O que é o fruto do Espírito:

(1) “Caridade” (amor) (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior
de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl
3.14).

(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na


graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas
que pertencem àqueles que crêem em Cristo (2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; Fp
1.14).

(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na


convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm
15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).

(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser


tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).

(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem
lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).

(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e
repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na
repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).
(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com
quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e
honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).

(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à


coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for
necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso
(2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11.29 com 23; Mc
3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3
com Êx 32.19,20).

(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos


próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais;
também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).