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26.3 Considere a nova “nanoestrutura” da superfície do catalisador mostrado na figura a seguir.

O
suporte do catalisador consiste em um arranjo ordenado de “nanopoços” cilíndricos de 50 nm de
diâmetro e 200 nm de comprimento (1 nm = 10–9 m). Uma superfície catalítica recobre o fundo de cada
poço. Embora ocorra o escoamento de um gás sobre a superfície do catalisador, o gás no espaço dentro
de cada “poço” está estagnado — isto é, ele não está bem misturado. Na presente aplicação, a superfície
do catalisador é usada para converter o gás H2 não reagido (espécie A) e o gás O2 (espécie B),
proveniente de uma célula combustível, em vapor de água (espécie C), de acordo com a reação 2H2(g) +
O2(g) → 2H2O(g). A reação é considerada controlada pela difusão dentro do “poço” do catalisador. O
processo é isotérmico a 473 K e isobárico a uma pressão total do sistema de 1,25 atm; as frações molares
no seio do gás são yA,∞ = 0,01; yB,∞ = 0,98; yC,∞ = 0,01 — isto é, o oxigênio é, de longe, a espécie gasosa
predominante. Sob essas condições, qual é o fluxo de H2 no processo?
26.2 A cápsula esférica de gelatina, mostrada a seguir, é usada para a liberação lenta de drogas. Uma
solução líquida saturada, contendo a droga dissolvida (soluto A), é encapsulada no interior de uma casca
rígida de gel. A solução saturada contém uma porção do sólido A, que mantém a concentração de A
dissolvido saturada no interior do núcleo líquido da cápsula. O soluto A então se difunde através da casca
de gel (fase do gel) para a vizinhança. Afinal, a fonte de A é exaurida e a quantidade do soluto A no
interior do núcleo líquido diminui com o tempo. Todavia, à medida que a porção de sólido A existe
dentro do núcleo para manter a solução fonte saturada em A, a concentração de A dentro do núcleo é
constante. O coeficiente de difusão do soluto A na fase gel (B) é DAB = 1,5 × 10–5 cm2/s. A solubilidade
máxima da droga no material da cápsula de gel é c*A = 0,01 gmol de A/cm3.
a. Começando pelas formas diferenciais apropriadamente simplificadas da equação de Fick para o
fluxo e também pela equação diferencial geral para transferência de massa relevantes ao sistema
físico de interesse, desenvolva a equação final, analítica e integrada da transferência de massa
relevante ao sistema físico de interesse para determinar a taxa global de liberação da droga (WA) da
cápsula, sob condições em que a concentração saturada de A no interior do núcleo líquido da cápsula
permanece constante.
b. Quando cAo ≈ 0, qual é a taxa máxima possível de liberação da droga da cápsula, em unidades de
gmol de A por hora?
26.8 Considere o biossensor ilustrado na figura. O biossensor é projetado para medir a concentração
do soluto A na fase líquida bem misturada. Na base do dispositivo, encontra-se um eletrodo com área
superficial de 2,0 cm2. O eletrodo é revestido com uma enzima que catalisa a reação A → 2D. Quando o
soluto A reage e dá origem ao produto D, o produto D é detectado pelo eletrodo, possibilitando uma
medida direta do fluxo do produto D, que, em estado estacionário, pode ser usado para determinar a
concentração de A no seio da fase líquida. A taxa de reação de A na superfície da enzima é rápida em
comparação com a taxa de difusão de A ao longo da superfície. Diretamente acima do eletrodo recoberto
com a enzima tem uma camada de gel de 0,30 cm de espessura que serve como uma barreira de difusão
para o soluto A e protege a enzima. A camada de gel é projetada para tornar o fluxo de A para a
superfície revestida com enzima limitado por difusão. O coeficiente de difusão efetivo do soluto A nessa
camada de gel é DAe = 4,0 × 10–7 cm2/s a 20oC. Acima dessa camada de gel tem um líquido bem
misturado, com uma concentração constante do soluto A, c′Ao. A solubilidade do soluto A no líquido
difere da solubilidade de A na camada de gel. Especificamente, a solubilidade de equilíbrio de A na
camada de líquido (c′A) está relacionada à solubilidade de A na camada de gel (cA) por c′A = K · cA, com a
constante de partição do equilíbrio K = 0,8 cm3 de gel/cm3 de líquido. O processo é considerado muito
diluído e a concentração molar total da camada de gel desconhecida. A concentração do produto D no
líquido bem misturado é pequena, de modo que, cDo ≈ 0. A 20oC, o eletrodo mede que a formação do
produto D é igual a 3,6 × 10–5 mmol de D/h. Qual é a concentração do soluto A no seio da fase líquida
bem misturada, c′Ao, em unidades de mmol/cm3?

26.14 Uma bola esférica de naftaleno sólido não poroso, ou naftalina, é suspensa no ar
parado. A bola de naftaleno sublima lentamente, liberando vapor de naftaleno no ar em sua
volta por processo limitado pela difusão. Estime o tempo requerido para reduzir o diâmetro de
2,0 para 0,50 cm, quando o ar em seu entorno estiver a 347 K e 1,0 atm. A massa molar do
naftaleno é 128 g/mol, sua densidade é de 1,145 g/cm3 e sua difusividade no ar é 8,19 × 10–6
m2/s. O naftaleno exerce uma pressão de vapor de 5,0 Torr (666 Pa) a 347 K.
26.29 O pesticida Atrazina (C8H14CIN5, massa molar = 216 g/mol) se degrada no solo por um processo
de reação de primeira ordem. Considere a situação mostrada na figura a seguir, em que ocorre o
derramamento de Atrazina sólido no topo de uma camada espessa de 10 cm de solo saturado com água a
20oC. O Atrazina sólido se dissolve na água e difunde-se no solo saturado com água, onde então se
degrada por uma reação homogênea de primeira ordem, cuja constante de taxa é k1 = 5,0 × 10–4 h–1 a
20oC. Sob a camada do solo saturado com água, tem uma barreira impermeável de barro. A solubilidade
máxima do Atrazina em água é 30 mg/L (0,139 mmol/L) a 20oC.
a. Qual é o coeficiente de difusão molecular do Atrazina na água (DAB) a 20oC e o coeficiente de difusão
efetivo (DAe) no solo saturado com água? O volume molar específico do Atrazina é 170 cm3/gmol no
seu ponto normal de ebulição. O valor estimado do coeficiente de difusão efetivo é DAe = ∊2DAB (A =
Atrazina, B = água), cuja fração de vazios (∊) é igual a 0,6. O coeficiente de difusão efetivo indica
que nem todo sólido é água líquida.
b. Qual é a concentração de Atrazina (mmol/L) existente no solo saturado com água na barreira de
barro (z = L)? Pode ser admitido que o processo ocorre em estado estacionário, com um fluxo
unidimensional de A na direção z.
27.3 Na fabricação de um semicondutor tipo p, boro elementar difunde-se por uma pequena distância
para uma pastilha de silício cristalino. A concentração do boro dentro do silício sólido determina as
propriedades semicondutoras do material. Um processo físico de deposição por vapor mantém a
concentração do boro elementar na superfície da pastilha igual a 5,0 × 1020 átomos de boro/cm3 de silício.
Na fabricação de um transistor, deseja-se produzir um filme fino de silício dopado de modo a se ter uma
concentração de boro de pelo menos 1,7 × 1019 átomos de boro/cm3 de silício a uma profundidade de
0,20 mícron (μm) a partir da superfície da pastilha de silício. Deseja-se alcançar esse objetivo no
intervalo de 30 min de tempo de processamento. A densidade do silício sólido pode ser considerada da
ordem de 5,0 × 1022 átomos de Si/cm3.
a. Em que temperatura o processo de dopagem do boro deve operar? Sabe-se que a dependência do
coeficiente de difusão do boro (A) no silício (B) com a temperatura é dada por

DAB = D0·e–Q /RT


0

em que Do = 0,019 cm2/s e Qo = 2,74 × 105 J/gmol para o boro elementar no silício sólido. A
constante termodinâmica R = 8,314 J/gmol · K.
b. Qual é o fluxo de átomos de boro na superfície da pastilha de silício em 10 min e em 30 min?