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30/05/2018 A importância dos jogos e das brincadeiras na ludicidade da criança

A importância dos jogos e das brincadeiras na ludicidade da


criança
La importancia de los juegos en la recreación del niño
Arnaldo Pereira de Souza Filho | Marcella Mendes Soqueira
Universidade Salgado de Oliveira Márcio Frederico Leonardi | Pedro Henrique Silva Ferreira
(Brasil) Túlio Lima Teles | Edson Leonel
pedro_judoca1@hotmail.com

Resumo
A utilização de brincadeiras e jogos no processo pedagógico faz despertar o gosto pela vida e leva as crianças a enfrentarem os desafios que lhe surgirem.
Por intermédio do jogo e do brincar a criança expressa suas fantasias, seus desejos e suas experiências reais de um modo simbólico, onde a imaginação e a
criatividade fluem por conta da ludicidade. Ensinando a mesma a interagir com o próximo, respeitar regras, desenvolver a imaginação, cooperação e com isso
promover uma boa autoestima. Fazendo com que aprenda de forma simples e natural a resolver problemas, pensar, criar e desenvolver o senso crítico. Através da
melhoria do entendimento sobre o efeito que os jogos podem trazer, enriquecendo interações humanas. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi, através de
uma revisão bibliográfica, descrever a importância das atividades lúdicas no desenvolvimento da criança.
Unitermos: Ludicidade. Jogos. Brincadeiras.

EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 18, Nº 183, Agosto de 2013. http://www.efdeportes.com

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Introdução

A utilização de brincadeiras e jogos no processo pedagógico faz despertar o gosto pela vida e leva as crianças a
enfrentarem os desafios que lhe surgirem. Por intermédio do jogo e do brincar a criança expressa suas fantasias, seus
desejos e suas experiências reais de um modo simbólico, onde a imaginação e a criatividade fluem por conta da
ludicidade.

A educação lúdica é uma ação inerente na criança e aparece sempre como forma transacional em direção a algum
conhecimento, que se redefine na elaboração constante do pensamento individual em permutações constantes com o
pensamento coletivo (ALMEIDA, 1995).

O jogo é uma ferramenta que contribui na formação corporal, afetivo e cognitivo, por ter uma característica lúdica
se torna mais atrativa e eficiente em seu desenvolvimento, preparando sua inteligência e caráter, tendo conhecimento
de quantidade e de espaço.

Ensinando a mesma a interagir com o próximo, respeitar regras, desenvolver a imaginação, cooperação e com isso
promover uma boa auto-estima. Fazendo com que aprenda de forma simples e natural a resolver problemas, pensar,
criar e desenvolver o senso crítico. Através da melhoria do entendimento sobre o efeito que os jogos podem trazer,
enriquecendo interações humanas.

Diante disso, o objetivo do presente estudo foi, através de uma revisão bibliográfica, descrever a importância das
atividades lúdicas no desenvolvimento da criança.

Metodologia

O presente estudo se classifica como pesquisa bibliográfica, que segundo Gil (1991) ela é elaborada a partir de
material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material

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disponibilizado na Internet.

Referencial teórico

Em todos os tempos, para todos os povos, os brinquedos evocam as mais sublimes lembranças. São objetos
mágicos, que vão passando de geração a geração, com um incrível poder de encantar crianças e adultos (VELASCO,
1996). Diferindo do jogo, o brinquedo supõe uma relação intima com a criança e uma indeterminação quanto ao uso,
ou seja, a ausência de um sistema de regras que organizam sua utilização (KISHIMOTO, 1994).

Brincando, a criança experimenta, descobre, inventa, aprende e confere habilidades. Além de estimular a
curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, proporcionam o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da
concentração e da atenção.

Segundo Huizinga (1995) o jogo pode ser considerado como uma atividade livre, conscientemente tomada como
“não-séria” e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total.

Brincar é também raciocinar, descobrir, persistir e perseverar; aprender a perder percebendo que haverá novas
oportunidades para ganhar; esforçar-se, ter paciência, não desistindo facilmente. Brincar é viver criativamente no
mundo. Ter prazer em brincar é ter prazer em viver (MARCONDES, 1994). Brincar sem imposições de regras rígidas e
impostas torna o ato de brincar mais espontâneo e acaba que a criança por seu próprio pensar, cria, recria e modifica.
Essa vasta possibilidade que o jogo possibilita no momento do brincar proporciona o momento da aprendizagem
aguçando sua criatividade, seu pensar e seu modo de agir com o meio.

É através das brincadeiras que a criança explora o meio em que vive e aprende mais sobre os objetos da cultura
humana. Também é pelas brincadeiras que a criança internaliza regras e papéis sociais e passa a ser apta a viver em
sociedade. Mas, outro aspecto de grande relevância refere-se ao fato de que as brincadeiras possibilitam um salto
qualitativo no desenvolvimento da psique infantil, pois através das brincadeiras as crianças têm a possibilidade de
desenvolver as funções psicológicas superiores como atenção, memória, controle da conduta, entre os aspectos.

As crianças refletem no jogo dramático toda a diversidade da realidade que as circunda: reproduzem cenas da vida
familiar e do trabalho, refletem acontecimentos relevantes como os voos espaciais etc. A realidade, ao ser
representada nos jogos infantis, converte-se em argumento do jogo dramático. Quanto mais ampla for a realidade
que as crianças conhecem, tanto mais amplos e variados serão os argumentos de seus jogos (MUKHINA, 1996).

Segundo Marcondes Marina (1994), brincar para criança pequena é fonte de autodescoberta, prazer e crescimento.
Segundo Piaget (1975), os jogos estão diretamente ligados ao desenvolvimento mental da infância; tanto a
aprendizagem quanto as atividade lúdicas constituem uma assimilação do real. Almeida (1995) diz que a brincadeira
simboliza a relação pensamento ação da criança, e, sendo assim, constitui-se provavelmente na matriz formas de
expressão da linguagem (gestual, falada e escrita).

Através do jogo a criança: libera e canaliza suas energia, tem o poder de transformar uma realidade difícil, propicia
condições de liberação da fantasia e é uma grande fonte de prazer. O jogo é, por excelência, integrador, há sempre
um caráter de novidade, o que é fundamental para despertar o interesse da criança, e a medida que joga ela vai
conhecendo melhor, construindo interiormente o seu mundo. Esta atividade é um dos meios propícios à construção do
conhecimento.

Os jogos têm um papel no desenvolvimento psicomotor e no processo de aprendizado de domino do social da


criança, através dos jogos é possível exercitar os processos mentais e o desenvolvimento da linguagem e hábitos
sociais (DINELLO, 1984 apud SERAPIÃO, 2004). O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício
sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação do real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento

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necessário e transformando o real em função de suas necessidades múltiplas do eu. É a construção do conhecimento,
principalmente, nos períodos sensório motor e pré-operatório. Agindo sobre os objetos, as crianças, desde pequenas
estruturam seu espaço, seu tempo, desenvolvem a noção de casualidade chegando a representação e, finalmente a
lógica (PIAGET, 1994).

Segundo Gallahue (2008) a criança através do jogo trabalha o imaginário, joga como se tal coisa fosse o que não é,
como se estivesse em tal sitio onde não está, como se visse tal paisagem que não vê. As coisas no jogo não são o que
são, mas como se fossem outra coisa.

Segundo o Referencial Curricular Nacional (1998) a criança precisa brincar, ter prazer e alegria para crescer, precisa
do jogo como forma de equilíbrio entre ela e o mundo e através do lúdico a criança desenvolve.

Conclusão

Através dos jogos as crianças desenvolvam um melhor relacionamento com outras crianças e com adultos e por
meio dos jogos poderem interagir com o meio em que estão inseridas lhes proporcionando um autoconhecimento de
si próprias tendo vista que essas descobertas as fascinam, pois um mundo novo é inserido e descoberto. A brincadeira
favorece ainda o desenvolvimento da autoestima, da criatividade e da psique infantil, ocasionando mudanças
qualitativas em suas estruturas mentais. Através das brincadeiras, as crianças desenvolvem também algumas noções
de grande importância para a vida em sociedade, como a noção das regras e também dos papes sociais.

Referências bibliográficas

ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Loyola, 1995.
BRASIL. Ministério de Educação e Deporto. Secretaria de Educação Fundamental.
Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília. 1998.v2.
GALLAHUE, David L. Compreendendo o desenvolvimento motor de bebês,crianças,adolescentes e adultos, São
Paulo- SP – Brasil, 2 Ed. Phorte, 2008

MARCONDES, Marina Machado. Brinquedo-sucata e a criança: a importância do brincar: atividades e materiais,


Publicado por Edições Loyola, 2001.

MUKHlNA, V. Psicologia da idade pré-escolar. São Paulo: Martins Fontes, 1996.


PIAGET, J. O juízo moral na criança. Tradução Elzon L. 2. ed. São Paulo: Summus, 1994.
PIAGET, Jean. A formação da simbologia na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
KISHIMOTO, T.M. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. 6. ed. São Paulo: CORTEZ, 1994
SERAPIÃO. João de Aguiar. Educação Inclusiva: jogos para o ensino de conceitos. Editora Papirus Ltda, 2004.
VELASCO, Cacilda Gonçalves. Brincar: o despertar psicomotor. Rio de Janeiro: Sprint Editora, 1996.
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