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Instituto ALFA

Instituto de Desenvolvimento Integrado, Sustentável e Solidário

Diretoria Gestão: 2011/ 2013

Presidente
Uenderson Lina da Silva

Diretor Administrativo Financeiro


Wilker Gomes de Paula

Secretaria
Cristiane Sibele Gonçalves

Diretor de Comunicação
Anilson Francisco Paulo

Conselho Fiscal
João das Graças Vitor
Moises Ferreira Morais
Paulo Manoel de Andrade

Agosto de 2012

Instituto ALFA
Rua Rogério Silveira, 122 - Alvorada
João Pinheiro - MG - CEP: 38.770-000
Fone/Fax: 38. 5611233

Lutheria Sagarana
Oficina de Marcenaria do Centro de Tecnologias Sociais do Sertão
Avenida D, Quadra 35, lote 01 - Distrito de Sagarana
Arinos - MG - CEP: 38.680-000
Sumário
Apresentação 02

Pré-requisitos 04

Processo de desfiamento e secagem da madeira (taliscamento) 05

Fôrmas 06

O graminho de corte 10

Montagem da parte interna do tampo 11

Preparação das laterais da caixa de ressonância 12

Engrosso para o tampo e o fundo 14

Fileteamento 16

Montagem do braço 17

Preparação da escala para aplicação no braço do instrumento e aplicação dos trastes 22

Acabamento 24

Locação e assentamento do cavalete no tampo 26

Assentamento das tarraxas 28


Apresentação

O Instituto de Desenvolvimento Integrado, Solidário e Sustentável - Instituto ALFA, é uma entidade


sem fins econômicos, que tem como objetivo básico promover os direitos elementares de cidadania,
alicerçados nos valores humanos da paz, não violência, ação correta, amor e verdade, através de ações
voltadas ao esporte, educação, qualificação profissional, saúde, lazer e diretos fundamentais da pessoa
humana dentre outros.

Este trabalho é fruto da necessidade de se estabelecer um parâmetro didático que facilite o ensino da
marcenaria voltada para a construção de instrumentos musicais de cordas, na estrutura de formação
artesanal e profissional, neste caso específico, a construção de violas de dez cordas – instrumento ser-
tanejo tradicional.

Os jovens de 16 a 24 anos – público-alvo inicial do projeto – colhem não só a capacitação para o exercí-
cio profissional, como a formação para a cidadania plena e benefícios proporcionados pelas parcerias
firmadas em torno do mesmo. Esforçamo-nos em aprender, passo-a-passo, para ensinar, também des-
se modo. E a elaboração dessa apostila coroa um esforço múltiplo e coletivo que se tornará facilitador
da missão de ensinar, além de propiciar o estudo voluntário, longe das dependências da oficina-escola,
permitindo o auto aprimoramento e autodidatismo.

Nossos agradecimentos aos parceiros do Projeto Lutheria Sagarana: Cresertão, Instituto Cooperforte,
Instituto Estadual de Florestas, Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, Prefeitura Municipal de
Arinos e Prefeitura Municipal de Uruana de Minas.

A toda equipe do Centro de Referência de Tecnolgias Sociais do Sertão – CRESERTÃO, nossos agrade-
cimentos especiais.

Ao Mestre Vergílio Lima, que nos auxiliou na formatação do curso, muita paz em seu caminho.

Ao companheiro Astolfo Moreira, por ter acreditado que nossos sonhos poderiam se transformar em
realidade, nossa eterna gratidão.

Saudamos, também, a turma pioneira de aprendizes da oficina em Sagarana-Arinos/MG e Uruana de


Minas/MG, que serviu de estímulo ao aprimoramento e a maior dedicação, de todos os parceiros, para
a melhoria e consolidação do projeto. Bons fluidos, vida longa, em multiplicados acordes e ponteios,
mundo afora – com a alma, a sabedoria e a contemplação da vida, da travessia e da caminhada serta-
neja, em busca da felicidade e da prosperidade justa.

Agora, mãos à obra! Madeira, inspiração e ferramentas às mãos, para continuarmos construindo, mais
do que instrumentos, sonhos. Sonhos que se tornarão realidade a cada aprendiz capacitado e prepara-
do para os voos-solo que os levarão à sua autossuficiência; à sobrevivência digna com um ofício nobre.

Fraternalmente,

Equipe Instituto ALFA.

02
Mão

Pestana
Reforço abertura

Bloco superior
Braço Escala
Lateral

Barra, fundo Cavalete

Reengrosso
Reforço da colagem
do fundo
Salto
Fundo

Barras
Fundo Reforço cavalete

Leque harmônico

Reforço colagem
cavalete

Bloco inferior

03
Pré-requisitos

Pré-requisitos para o funcionamento de uma escola de Lutheria:

• Espaço adequado para o armazenamento de materiais.


• Espaço disponibilizado suficientemente grande para abrigar todas as máquinas que compõem.
uma marcenaria - área vermelha.
• Área para montagem do quadro oficial de ferramentas da marcenaria.
• Área para montagem do quadro oficial de ferramentas da Lutheria.
• Área para estudos teóricos com disponibilidade de um quadro negro.
• Área para bancadas (linha de montagem) disponibilizando locais de chama independentes – para o
arqueamento lateral dos instrumentos.

É importante que o ambiente seja arejado e que não apresente muita umidade e que seja também ilumi-
nado. Considerando as demandas calcula-se um espaço de 200 m².

Aulas Práticas

Montado o espaço com tudo em seus lugares, dá-se o inicio às aulas práticas de introdução e marcenaria.

• Apresentação do quadro oficial de ferramentas, a através de explicação teórica e funcional sobre cada uma.

• Separação das ferramentas de corte ex: plainas, formões, serrotes, para estudo detalhado e prática, de
preparação da mesma para o trabalho, molação, afiação, esquadrejamento, travamento e regulagens.

• Teste do trabalho feito em cada ferramenta preparada respeitando a especificidade de cada uma.

Obs: No lugar de cada ferramenta haverá uma tarja de identificação, que servirá como familiarizador.

Durante este processo de preparação das ferramentas para o trabalho, o aprendiz será conduzido a refle-
xões sobre manutenção, organização e preservação do equipamento, com exercício da pratica ampliará
sua grade de conhecimentos e habilidades.

• Os testes serão direcionados a materiais de interesse da Lutheria ex: aparelhamento de calibragem, cor-
te de peças do braço, construção do graminho de corte, preparação da escalarte.

• As demais ferramentas que não são de corte serão explicadas na sua lógica com exemplos práticos de
seu uso.

• Trabalhar a matéria prima, no caso madeira, procede-se com explicações sobre secagem da madeira,
empilhamento, grau de umidade, forma de separação com a lógica da melhor condução do som.
Nesse momento faz-se um estudo teórico com o exemplo real, serrando-se um torrete dimensionado
para o bojo da viola, ilustrando assim a forma correta de se conseguir o melhor corte e o melhor material
para a Lutheria, Conduz-se este processo até o ponto de secagem e armazenamento deste torrete (pau-
-ferro) material para fundos e laterais.

• Segue-se com o reconhecimento das ferramentas que o trabalho envolve. Ex : esquadro, lima, escalas,
graminhos, paquímetro, transferidores de graus, serrote especiais e demais peças que compõem este
vasto universo. Como apêndice dessa parte do processo de aula de reconhecimento de madeiras, va-
lendo-se de pedaços diversos em qualidade e explanação sobre as características de cada uma e a sua
aplicação especifica nas partes do instrumento.
04
1 Processo de desfiamento e secagem da madeira (taliscamento)

No processo de desfiamento da madeira utiliza-se, espessura, com distâncias iguais divididas entre si,
inicialmente, uma motosserra para abrir a madei- alinhadas em sentido tangencial à peça a ser seca-
ra ao meio, após a definição do volume de cortes da. Sobre elas coloca-se a primeira peça que deverá
radiais que podemos conseguir, de acordo com a apoiar-se nivelada nas taliscas, repetindo a opera-
posição do corte a ser feito. As duas metades são ção até atingir um volume que não ofereça risco de
divididas ao meio concluindo-se, então, o que co- queda. Sobre a última peça, coloca-se um peso que
nhecemos como aquartelamento. Dai, desempe- evitará o empenamento das primeiras camadas.
nam-se as duas faces dos quartos, formando um Taliscadas assim, o ar poderá correr entre elas e a
ângulo exato de 90° graus com a desempenadeira. umidade das mesmas será expelida ao máximo. O
tempo de secagem deverá ser de, no mínimo, um
Desfiam-se, em uma máquina circular, os quatro ano. (*figura 1ªA)
quartos em peças de 4 mm de espessura. (*figura 1)
Importante observar sempre os veios da madeira Com a tora mais ou menos dimensionada para tam-
na posição radial. po e/ou fundo, (ex.: tora com aproximadamente
60cm para caixa de ressonância de 45cm), promo-
A forma de secar a madeira pode definir o bom veremos o aquartelamento da madeira procuran-
aproveitamento ou não da mesma. Assim, a manei- do obter o veio da mesma no sentido radial (riscos
ra correta de secagem será a seguinte: contínuos). Sendo radiais os cortes, a peça final terá
menos probabilidade de empeno, além de tornar-
- em um piso desempenado colocam-se taliscas -se, mecanicamente, mais resistente e conduzir o
(réguas de madeira ou similar) padronizadas em som sem dispersão.

corte 4 mm

figura 1

peso a ser colocado sobre as taliscas da última peça. evi-


ta o empenamento das últimas peças da pilha
figura 1A

05
2 Fôrmas

Durante o processo de montagem do instrumen- A fôrma de teto poderá ser feita num módulo in-
to, no caso a Viola Caipira (10), são necessárias, em dependente, como na ilustração abaixo, ou utili-
vários momentos, formas que facilitem o trabalho zando-se o tampo de uma bancada para compor
e que garantam as colagens. Portanto, descreve- a parte inferior da mesma.
mos abaixo, a construção de algumas delas:
Montagem:
2.A – A fôrma de teto:
A montagem é simples: perfura-se 3/8 nos vérti-
Material: ces do tampo e do fundo, a mais ou menos 4 cm
da borda, para que a moldura passe livre.
• Quatro parafusos de rosca contínua ½ X 65cm
comprimento. Fixa-se a moldura esquerda – que terão medida
• Quatro pedaços de cano rígido ½ ou ¾ X 65cm final de 5cm de altura x 3cm de espessura x com-
comprimento. primentos do fundo e do tampo – com parafusos
• 2 tampos de compensado de 20 mm. passantes e cola branca. Os parafusos de rosca
• Moldura de 40 mm altura rodeando o tempo contínua passam por dentro dos canos que servi-
e o fundo. rão de limitadores da altura. (*figura 2)
• Travessa central para reforço no tampo e apoio
no fundo. 2.B – A fôrma para montagem de fundo e tampo
• 4 parafusos de rosca continua 3/8 pol. X 50 cm
comprimento. Para a montagem do tampo (2 partes) e do fundo
• 8 porcas e arruelas para esta medida. ( 2 ou 3 partes, considerando o filete central), pre-
• 4 canos rígidos ¾ pol. Com 40 cm compri- cisaremos de uma fôrma apropriada, construída
mento. com as seguintes medidas ( *figura 2A):

Forma para montagem


fundo e tampo
60 cm
Compensado 25 mm de
espessura
cm
60

33 cm
60 cm
5 cm

Travessa Parafuso
fixa
3 cm
Travessa
móvel
43 cm

figura 2A

figura 2

06
2.C – A fôrma de berço

No momento do arqueamento das laterais e a montagem do restante da caixa de ressonância será


utilizada a Fôrma Modeladora das Laterais
(* figura 3).

figura 3

07
Preparo da cola animal: cia) e 43cm na parte mais larga (“círculo” inferior
da caixa ressonância), 60cm de comprimento e a
Encontra-se a cola animal, no mercado, na forma sua forma despontada servirá, no uso da fôrma de
seca-granulada. Calcula-se a quantidade a ser uti- montagem, para submetê-las à pressão, uma con-
lizada, colocando-a em um recipiente de vidro tra a outra, na hora da colagem (efeito cunha).
transparente, adicionando três partes de água e
submetendo-a a banho-maria até a sua completa Após colados o tampo e o fundo, desenharemos a
dissolução e homogenização. silhueta do instrumento utilizando um molde de
acrílico, que representa a metade da caixa de res-
Montagem do Tampo e Fundo sonância. Localizaremos o ponto central da aber-
tura do tampo tendo como referência a divisão da
As peças para o tampo e o fundo, na hora da mon- linha central da peça em três partes, trabalhando
tagem, terão como medidas 33cm na parte me- com o primeiro terço da parte superior. (*figura 4)
nos larga (“círculo” superior da caixa de ressonân-

figura 4

08
É muito importante que as partes a serem coladas mesmo modo.
estejam bem desempenadas, para que haja uma
pressão homogenia nas áreas de cola. As peças Com os tampos devidamente colocados na fôrma,
de madeira que comporão o fundo e o tampo de- a conduziremos para o processo seguinte, que en-
vem passar por um processo de secagem mínima volverá o uso da fôrma de teto.
de um ano. Pode-se usar um martelo de borracha
para golpear, levemente, a culatra das peças. Para a colagem, posiciona-se a fôrma sobre a ban-
cada e, com o uso de um pincel, espalha-se gene-
Coloca-se a fôrma com os tampos e/ou fundos no rosamente a cola pela superfície das peças a se-
vão da fôrma de teto e, usando varetas firmes de rem coladas. Utiliza-se, entre a forma e as peças,
bambu, exerce-se pressão vertical por toda a ex- plástico para que se evite a colagem das mesmas.
tensão das peças, principalmente na área de co-
lagem, que se distribui pela linha central. A cola A colagem acontece em mais ou menos duas ho-
utilizada será a animal. (*figura 4A) ras e a cristalização, garantida, em 24 horas.

No caso de se colar ao mesmo tempo mais de um Desenhada a silhueta prosseguiremos com apli-
tampo ou fundo, deve-se colocar uma fita larga, cação da roseta ou mosaico e com a perfuração
de plástico fino, entre as peças, na área de cola- do reforço da abertura do tampo. Para este pro-
gem, impedindo que um tampo cole no outro. En- cesso construiremos o graminho de corte.
tre o primeiro tampo e a fôrma, procederemos do

12 cm

10,4 cm
figura 4A
3 mm
figura 4B

09
3 O graminho de corte

O graminho de é utilizado na perfuração do reforço da abertura, na abertura do tampo e no rebaixa-


mento onde se marchetará o mosaico (ou roseta). Sua montagem pode ser feita com qualquer das
colas usadas nos processos da Lutheria. (*figura 5)

m
2

2c
cm

9 cm

2
cm
1,1 cm
12 cm

3,5 cm 3,5 cm

5 cm
Alumínio

figura 5

A partir do ponto que define o centro da abertura metade do corte seja feita no verso da peça evi-
regula-se o graminho com os raios respectivos aos tando, assim, que esta lasque durante a operação.
círculos representativos (*figura 6) (ex.: na abertu-
ra do tampo, raio de 4,2cm; no início do mosaico,
A remoção do material onde se marchetará o mo-
raio de 4,7cm; no final do mosaico, raio de 6,2cm).
saico deverá ser feita com o auxílio de um formão
¾ bem amolado, afiado e esquadrejado. O rebaixo
O corte referente à boca do instrumento, com do mosaico terá profundidade inferior à espessu-
4,2cm de raio penetra, aproximadamente até a ra do mesmo deixando o respaldo final para a li-
metade da espessura do tampo, para que a outra xação.
12 cm

4,2 cm
6,4 cm
10,4 cm

4,7 cm

3 mm
figura 6 figura 6A
10
4 Montagem da parte interna do tampo e do fundo

4.1 – Montagem da parte interna do tampo

No tampo, encontramos duas barras estruturais: uma na parte de cima da caixa e a outra na cintura do
instrumento sendo que, a da cintura, sofre uma extração de material de, aproximadamente, 1,5mm em
cada ponta, o que arqueará, ligeiramente, o tampo naquela área favorecendo, assim, a ressonância das
notas musicais.

Temos, também, cinco peças que compõem o leque harmônico – responsável pela propagação do
som – um reforço da abertura do tampo e, por fim, um reforço para aplicação do cavalete. Neste pro-
cesso utilizaremos cola branca e, para que haja uma colagem homogenia, a fôrma de teto e as varetas
de bambu, para exercer a pressão necessária. Todas essas peças, que compõem a parte interna do tam-
po, deverão ser coladas antes da remoção dos excessos da silhueta (contorno), considerando-se que a
abertura já estará pronta. (*figura7)
Perfil travessas

Trava Superior: 1,5 cm x 0,7 cm x 23 cm


sem ângulo de raio Perfil leque hamônico
12 cm
10,4 cm
8,4
cm

Trava Cintura= 1,5 cm x 0,7 cm x 19 cm 12 cm


ângulo de reaio de 0,2 mm
Reforço para abertura: 12 cm x 10,4 cm x
0,3 mm

10,4 cm
Reforço para a aplicação do
cavalete

3 mm
figura 7 figura 7B
4.2 – Montagem da parte interna do Fundo

A colagem das peças internas do fundo segue o mesmo procedimento aplicado ao tampo.
A extração do material das travessas, ou seja, o ângulo de raio, será proporcional ao tamanho das mes-
mas. Menos na menor, mais na maior. (*figura 8)
Perfil reforço colagem

4 mm

Trav. superior = 1,5 cm x 0,7 mm x 23 cm


Ângulo de raio de aproximadamente 0,25 mm Perfil travessas
6c
m
Trav cintura = 1,4 cm x 0,7 mm x19 cm
Ângulo de raio de aproximadamente 0,20 mm
7 mm

figura 8
Trav. inferior = 13 cm x 0,7mm x 33cm
Ângulo de raio de aproximadamente 0,15mm
11
5 Preparação das laterais da caixa de ressonância

As laterais da caixa de ressonância serão produzidas com a mesma madeira utilizada para a confecção
do fundo, observando-se sempre a radialidade do corte.

Medidas das laterais: 2 peças de 70cm comprimento x 7,5cm largura x 0,3mm espessura

O processo de arqueamento das laterais dependerá, diretamente, da fôrma de montagem, pois ela
será a referência de união das laterais com o tampo e o fundo. O arqueamento das laterais é feito com
uso de calor e umidade, estando o luthier em posição cômoda, de preferência sentado, já que o arque-
amento é um processo lento que requer paciência e atenção. (*figura9)

trespasso
2 cm 2 cm
40 cm 26 cm

7,2 cm 7,5 cm

70 cm
figura 9
35 cm

3cm
6cm

Chapa para
arqueamento
8cm

ÁGUA

2cm
6cm

GÁS
8cm

figura 9A figura 9B

12
emenda da fôrma de montagem e, igualmen-
te, com o centro dos blocos internos riscados ao
meio, no sentido longitudinal. Isso facilitará na lo-
cação do tampo e do fundo.

Concluído o processo de arqueamento das duas la-


terais, trabalharemos os dois blocos que reforçam a
colagem das mesmas: o inferior e o superior.
5.1 – Blocos internos

Os blocos internos tem a função de fortalecer a


junção entre as laterais, o fundo e o tampo, além
da fixação do braço, que acontece no bloco in-
terno superior. Deverão ser confeccionados em
figura 10
madeira de baixa densidade (ex.: cedro), com qui-
m nas arrendondadas que proporcionarão melhor
A chama acesa por baixo do ferro de arqueamen- qualidade sonora e com o abaulamento da face a
to o aquece para que, com uma pressão calculada, ser colada, garantindo o respaldo com o perfil da
após ser pincelada com água, a lateral seja mode- lateral . (*figura11)
lada e testada na parte interna da fôrma, momen-
to a momento. *figura10) O bloco interno superior deverá ser perfurado,
antes de sua colagem na lateral, para a posterior
As laterais dentro da fôrma deverão sobrar em al- fixação do braço do instrumento. (*figura11)
tura, para que se possa trabalhar livremente com
a colagem do fundo e do tampo. Para manter as A colagem será realizada com cola branca de boa
laterais imóveis dentro da fôrma utilizam-se vare- qualidade. As laterais estarão dentro da fôrma e
tas de bambu arqueadas exercendo pressão late- receberão os dois blocos, sob a pressão de dois
ral nas mesmas. grampos marceneiros – um para cada bloco. O
tempo mínimo de secagem deverá ser de 24 horas.
Na locação das laterais à forma, o ponto de jun-
ção das laterais deverá coincidir com o ponto de

Varetas de bambu
Coloca-se a quanti-
dade necessária
Grampo para a
colagem dos blocos

figura 11

13
6 Engrosso para o tampo e o fundo
Após a colagem dos blocos internos, será prepa- superior, em toda a sua extensão, para não criar
rado o engrosso, em madeira macia (ex.: cedro), resistência à ressonância.
para o reforço das laterais em suas bordas e, prin-
cipalmente, para o aumento de 5mm na superfí- O engrosso será colado à lateral com o auxílio de
cie de colagem que era de apenas 3mm da espes- prendedores de roupa (ou grampos de pressão
sura da lateral. espontânea) que serão distribuídos ao longo da
lateral, exercendo pressão entre lateral e engros-
Depois de desfiado e aparelhado, com as medi- so. A colagem será feita com cola branca e a seca-
das finais de 1,5cm X 0,7cm, pelo comprimento gem no tempo mínimo de 24 horas.
que for necessário, considerando o contorno das
duas laterais, faremos cortes no sentido transver- Blocos e engrosso colados e secos, o próximo pas-
sal, com o serrote de dentes pequenos, distantes so será desbastar as laterais em mais ou menos
01 cm um do outro .(*figura 12), que permitirão o 2mm, iniciando-se da altura da cintura do instru-
arqueamento da peça nos contornos que formam mento até a sua culatra.
a lateral. O engrosso deverá ser abaulado na face

figura 11B

figura 12

figura 11A

Neste ponto teremos tampo e fundo com sua


composição respectiva; laterais prontas e secas
dentro da fôrma. Agora é necessário locar tampo
e fundo nas laterais considerando que a parte que
foi desgastada (*figura 9) receberá o fundo do ins-
trumento. O risco central de tampo e fundo deve-
rão coincidir exatamente com o risco central dos
blocos e das laterais, para que se obtenha boa la-
teralidade e centramento para a aplicação do file-
te externo da culatra e para que o filete do fundo
esteja centrado com o salto. ( *figuras 12, 12A)

figura 12A

figura 11D

figura 11C
14
Iniciando o processo de locação pelo fundo, antes (*figura 11B), serão colados antes do fundo e do
do uso da cola, coloca-se a peça que ainda estará tampo, de modo que fiquem justos garantindo,
toda com excessos laterais sobre as laterais na fôr- assim, segurança contra possíveis deslocamentos
ma, alinhando os riscos centrais. (*figura 13)Tere- da travessa. A colagem deverá se feita com cola
mos, então, a referência na ponta das 3 travessas, instantânea de boa qualidade.
do que vai ser removido no engrosso. Marca-se
com um lápis, para posterior remoção. As pontas Em seguida, é feita a fixação do tampo e do fundo
das travessas respaldarão na lateral entre o en- nas laterais, utilizando-se o material abaixo rela-
grosso. O mesmo procedimento se repetirá para cionado:
a locação do tampo.
-cola branca de boa qualidade
Marcações feitas, prossegue-se com a remoção -proteção em compensado 4mm, modelando o
das partes do engrosso para a entrada das traves- contorno do instrumento, que protegerá a super-
sas que deverão respeitar 90º com relação à linha fície do mesmo, durante o processo de colagem.
central. (*figura 11A) (*figura 11C)
- fôrma de teto
Os reforços das laterais ou calços das travessas -varetas de bambu. (*figura 11D)

figura 13

figura 13A

15
É Importante que tudo tenha sido bem testado
a seco, pois é necessário objetividade neste mo-
mento. Se tiverem sido bem coladas as travessas,
tendo como referência o risco do centro, e se os
cortes e extrações com lateralidade e ângulo ti-
verem sido respeitados, haverá um acoplamento
perfeito, guiado pelas pontas das travessas, o que
facilitará a colagem. (*figura 14) figura 14

Com a ajuda de um pincel (trincha), espalhar ge- pressão também equivalente. O comprimento das
nerosa camada de cola (não em excesso) sobre a varetas deverá ser um pouco maior que o espaço
base do engrosso, a espessura da lateral e as topas que separa, na paralela, a superfície do fundo do
dos dois blocos. Com a fôrma e a estrutura da cai- instrumento a ser colado, da superfície do teto da
xa bem apoiados no piso da fôrma de teto, com o fôrma. A colagem deverá ser no tempo mínimo de
tampo virado para baixo, já encaixado, encaixa-se 24 horas.
o fundo, coloca-se a proteção sobre o fundo do
instrumento, começando a distribuição de, apro- Em seguida, procederemos à remoção dos exces-
ximadamente, 40 varetas de bambu, em peque- sos laterais do fundo e do tampo. Para esta opera-
nas distâncias umas das outras contornando, por ção, utiliza-se um serrote de costas de 0,03mm ou
fim, toda a área da silhueta. 0,07mm ou uma serra tico-tico, com lâmina fina
(2 mm), mantendo uma pequena margem a ser
É importante que as varetas de bambu tenham respaldada com a mini plaina manual. Teremos,
medidas equivalentes e a mesma largura para que então, montada a caixa de ressonância do instru-
exerçam, mecanicamente, quando arqueadas, mento.

7 Fileteamento
Os filetes serão desfiados em madeira clara, que sulco que receberá o filete. Após isso, promove-
contraste com o fundo e a lateral, com as seguin- -se um ensaio a seco de sua aplicação em tampo e
tes medidas: 0,5mm X 0,3mm pelo comprimento, fundo, . (Material relacionado no anexo I)
com sobras para corte do contorno do instrumen-
to até a sua metade. Como há filete no contorno Operação: Colocam-se os filetes no lugar e inicia-
do tampo e do fundo, serão necessárias 4 peças -se a distribuição da borracha, que deverá ser bem
com as medidas citadas. Por segurança, prepara- esticada (para exercer boa pressão) iniciando-se
remos 5 peças (uma de reserva). da cintura do instrumento para os lados, manten-
do-se sempre uma distância aproximada de 2cm
Os filetes são fitados com fita adesiva transparente de uma volta para outra. Nestes espaços serão
um ao lado do outro e arqueados, desta maneira, desferidos pequenos golpes com martelo pena,
seguindo os mesmos princípios do arqueamento para o perfeito ajustamento dos filetes à área
das laterais. É importante que eles acompanhem removida. Testada e comprovada a eficiência da
com a máxima precisão o contorno onde serão operação, removem-se a borracha e os filetes para
aplicados. a aplicação da cola e, por fim, repete-se a opera-
ção, agora com a cola. Momento de ser objetivo,
Prontos os filetes, remove-se o material (madeira) pois a cola seca relativamente rápido, principal-
em que os mesmos se encaixarão. Com o auxílio mente com tempo seco.
de uma tupia bordeadeira e uma fresa apropria-
da, bem apoiada no tampo ou no fundo, após sua O demonstrativo da colagem dos filetes decorati-
regulagem de remoção aproximada, promove-se vos representa uma das maneiras eficientes usa-
a extração em definitivo originando-se, por fim, o das neste momento.

16
Material para o fileteamento

- Mais ou menos 20m de borracha de câmara de ar, cortada o mais longamente possível e com mais ou
menos 3cm de largura.
- filetes
- cola branca de boa qualidade
(* figura 15)

figura 15

8 Montagem do braço

O braço é composto de 3 partes: ras. Após montado, colado e seco, faz-se os apa-
relhamentos de acabamento estabelecendo a
- braço= 33cm X 7,5cm X 3,0cm linha central no sentido longitudinal, que servirá
- mão= 31cm X 7,5cm X 2,0cm de referência para todos os processos pelos quais
- salto= 6,5cm X 6,5cm X 6,5cm (corte em ângulo o braço passará ao longo da montagem; inclusive
de raio). (*figura 16) o seu engate na caixa de ressonância. Para ajudar
na fixação da cola, utilizam-se 2 pregos (a serem
Na junção do braço com o salto utiliza-se um pino removidos posteriormente) e os mesmos ocupa-
postiço (cavilha) (*figura 16A), que servirá como rão as margens da peça, área que será removida
guia de colagem e reforço. O braço da viola é nos momento do entalhe. O salto é colado com
montado em madeira macia não muito densa e a ajuda de um grampo marceneiro. É importante
leve, respeitando a radialidade no cortar para que que ele fique bem centrado no sentido longitudi-
se obtenha, como resultado, uma posição de veio nal. Lateralmente, o pino (cavilha) postiço guiará
que resista mais à tração das cordas. a colagem.

A montagem do braço é feita com Araldite 24 ho- Para o entalho do braço, utiliza-se um serrote co-
17
mum de dentes pequenos, bem amolado e trava- O desenho do braço com suas medidas finais é a
do e 2 boas facas (produzidas para esta função, referência para que sejam riscados os cortes que
nas aulas iniciais), uma plaina manual nº3 e dois serão feitos na remoção dos excessos.
grampos marceneiros.
7,5 cm

0,8 cm 1,4 cm
7 cm

2 cm
35 cm
3 cm

2,5 cm
17,5 cm
12 cm
6 cm

6 cm
2 cm 3 cm
figura 16A 0,5 cm
29 cm
1,5 cm

29,5 cm
14º
figura 16

1,5 cm

15 cm

29,5 cm
8,4
cm
45 cm

18 cm
5,9 cm 6,2 cm 5,9 cm

figura 16C
figura 16B

18
29,5 cm 29,5 cm
1,5 cm
2 cm
15,5
cm
45 cm

14º

escala lami
nado

29 cm
5,5 cm

4,2 cm figura 16C


30 cm

Na retirada dos excessos, como mostram as fi- nas montagens anteriores à referência da linha
guras , 16,16A e 16B linhas pontilhadas são fei- central.
tas com auxílio do serrote e os cortes preservam
sempre uma pequena margem para ajustes finais Trabalhando com a medida final do braço na al-
(da escala). Antes da conexão entre braço e caixa,tura do décimo segundo traste, 5,6cm, sendo
procede-se à furação da mão, onde serão instala- 2,8cm para cada lado da linha central, utiliza-se
das as tarraxas do instrumento, com as medidas um molde do perfil da parte posterior do salto
da mão. Monta-se um gabarito na furadeira ver- para riscar a área de corte (*figura 17), que será
tical de bancada e estarão prontas as furas, que removida. Posteriormente, usa-se o serrote de
deixarão excessos a serem removidos. costas 0,03mm para realizar o corte e um formão
adequado e bem afiado para eliminar o material
Após o entalhe do braço é hora de fazer a conexão entre os 2 cortes lembrando que, na parte de bai-
entre braço e caixa de ressonância. O braço terá xo, o corte avança apenas até a linha do filete de
medida aproximada da final, restando sobras para contorno (pau marfim).( *figura 17 A)
o seu alinhamento com a caixa, que segue como

Corte

Corte

figura 17 figura 17A

Após removido todo o material do corte feito an- (bloco), tracionando a segunda peça (braço) em
teriormente é hora de testar o encaixe do braço direção à primeira], concluem a conexão.
na caixa, considerando que este (braço) penetra
1,5cm na caixa, mais especificamente no bloco in- Antes da colagem testaremos, além do alinha-
terno superior. mento da caixa através da linha central, o nive-
lamento do braço com a caixa que, no caso da
O alinhamento do braço com a caixa segue o mes- viola caipira, formam um só plano (*figura 18A).
mo princípio da linha central. Para garantir a fixa- Utilizando a escala, o teste será feito com escala
ção, além da cola Araldite 24 horas, utilizam-se 2 de 60cm, diferente do violão que respeita 1,5mm
parafusos de rosca soberba (*figura 18) que, de na altura do décimo segundo traste. O parafusa-
forma passante [não pega rosca na primeira peça mento se faz pela abertura. Colagem 24 horas.
figura 18A

figura 18
19
O cavalete é produzido em madeira dura (pau ferro, jacarandá) (*figura 19) e é o responsável pela con-
dução da vibração das cordas que produzem o som, na caixa de ressonância.

180 mm

36 mm

10 mm

figura 19

59 mm

30 mm

6 mm

10 mm 12,5 mm
5 mm
2,5 mm
5 mm

62 mm 2,5 mm figura 20
9 mm

figura 21

O rastilho (*figura 21) é feito em osso e para se seguinte: mede-se o comprimento do bloco, no
abrir a cava de sua instalação no cavalete, utiliza- caso 6,2cm. Subtrai-se desses 6,2cm, 44mm (re-
-se uma serra que tenha sua medida justa com a sultado da soma da constante de 11mm) que re-
medida de espessura do rastilho. presentam os espaços entre os pares de corda. O
resultado da subtração será 15mm, que será divi-
Os cortes serão feitos manualmente, com os ser- dido em 2 e nos dará o primeiro ponto da furação.
rotes de costas 0,03mm ou 0,07mm, o que exigirá
mais habilidade de quem executa o corte(*figura Com o paquímetro regulado em 11mm coloca-
20). Pode-se utilizar a tupia, o que também exigi- -se uma de suas pontas na primeira marcação e
rá habilidade específica do operador. Em seguida, segue-se até a quarta, somando por fim à quarta
procede-se a remoção de material nas bordas das mais 0,3mm, que representam a distância entre as
abas, para arredondamento, chanfro das extremi- duas cordas pares. Depois, com a mesma regula-
dades, arredondamento das abas de encaixe do gem de paquímetro coloca-se uma de suas pontas
rastilho, o próprio rastilho e, por fim, a lixação. na última marcação (a que se chegou com a soma
dos 0,3mm) marcando, o par de cada marcação já
É o momento de realizar as furas que receberão feita. (* figura 22)
as cordas posteriormente. Na furação do cavalete
para o assentamento das cordas, o cálculo será o
20
60,2 cm

7,5 11 11 11 11 3
mm mm mm mm mm mm
figura 22
11 11 11 11 11
mm mm mm mm mm

Comprimento
Comprimento de corda Traste
de corda
K = 17.870
580 mm 32.553179 0
547.44683 30.726094 1º
516.72074 29.001556 2º
487.71919 27.37381 3º
460.34538 25.837423 4º
434.50796 24.387268 5º
410.1207 23.018504 6º
387.1022 21.726564 7º
365.37564 20.507135 8º
344.86851 19.356149 9º
325.51237 18.269763 10º
307.24261 17.244351 11º
289.99826 16.276589 12º
273.71342 15.363047 13º
258.36058 14.500779 14º
243.85961 13.686906 15º
230.17271 12.918713 16º
217.254 12.193635 17º
205.06037 11.509253 18º
193.55112 10.863283 19º

Cálculo da escala da Viola de 10 cordas

Comprimento de cordas igual a 580 mm


(*)constante
580 % 17.817 (*)= 32.553179
590 – 32.553179 = 547.44683 – 1º traste
547.44683 % 17.817 (*) = 30.726094
547.44683 – 30.726094 = 516.7207 – 2º traste
E assim sucessivamente.
Ao chegar ao 12º traste, a medida deve estar o mais próximo possível da metade do comprimento da
corda. Nesta escala 580 % 2 = 290 e no 12º traste o valor encontrado foi 289.99826, ou seja menos 2
milésimos de milímetro de diferença, portanto aceitável.
Obs: O comprimento da corda é a distância entre o traste 0 (zero) e o rastilho. Na ausência de traste 0
(zero) a medida é feita a partir da pestana.

21
9 Preparação da escala para aplicação no braço do instrumento e aplicação dos trastes
4,6 cm
A peça utilizada para a construção da escala, nor-
malmente, é de madeira de tom escuro e consti- 0,7 cm
tuição densa (ébano, jacarandá, pau ferro) e terá
as seguintes medidas:

• 60cm de comprimento;
• 7,5cm de largura;
• 1,0cm de espessura.

Confere-se bem o paralelismo da mesma, para


que possa-se trabalhar com o esquadro e seu ân-
gulo de 90 graus na marcação da cava dos traços.
Segue-se, daí, com o cálculo da escala.

Feitas as marcações, o mais próximo do exato,


pois trabalha-se com medidas que as escalas não
disponibilizam, inicia-se o corte onde a base do
traste irá penetrar de forma justa. Utiliza-se, então,
um gabarito de corte que favoreça a operação e 5,6 cm
um serrote de costas com lâmina 0,7mm de es-
pessura. (*figura 23).

figura 23

figura 24

22
Feitas as cavas dos trastes prossegue-se com a medidas diferirem, utiliza-se o eixo de bambu e a
preparação da escala segundo a medida final sobra deixada no braço para equalizar a medida,
do braço, que é de 4,6cm na altura da pestana e movimentando a ponta da escala para um lado
5,6cm na altura do início da caixa, onde será ins- ou outro. Aproveita-se que a escala está no lugar
talado o décimo-segundo traste. Reproduzem-se para, com um lápis, riscar o contorno da abertu-
estas medidas na escala respeitando a linha cen- ra no pé da mesma, que avançou para dentro da
tral. No dorso da peça produz-se uma concavida- abertura. Remove-se a escala do braço para a ex-
de no sentido longitudinal, com ângulo de raio de tração do material além do contorno (perfil risca-
mais ou menos 0,1mm até a altura do décimo- se- do a lápis na abertura). É hora, então, da colagem,
gundo traste (início da caixa). que será feita com cola quente, de boa qualidade.
Espalha-se generosa camada de cola por toda a
Colocando-se a escala preparada sobre o braço, concavidade e pela parte plana da escala, recolo-
que tem sua linha central alinhada com a linha cando-a em definitivo sobre o braço, guiada pelos
central do tampo, alinha-se a linha central da es- tabiques de bambu. Com uma proteção ao longo
cala com o tampo. A referência da locação da es- da parte de baixo do braço, utilizam-se 3 grampos
cala, no sentido longitudinal, será a cava do dé- marceneiros para exercer a pressão necessária a
cimo-segundo traste no início da caixa. Teremos, uma colagem homogenia. Estima-se o tempo de
também, locada a pestana, que tem como medida colagem em 2 horas e o de secagem, em 24 horas.
de distância, até o décimo segundo traste, 29cm
(Viola de 10 cordas). 9.A – Nivelamento da escala do instrumento
com o uso do cavalete
Para a locação lateral, continua-se utilizando a li-
nha central do tampo. Com a escala bem alinhada A escala de 15 cm tem, aproximadamente 01 mm
sobre o braço prende-se a mesma com o grampo de espessura, suficiente para a nossa necessidade.
de pressão espontânea, que a manterá firme, para Deita-se a régua de 15 cm sobre a escala do ins-
que se perfure no centro da escala, na altura do trumento, na altura do primeiro traste e, com o ca-
décimo-segundo traste, especificamente, dentro valete locado em seu lugar definitivo, cria-se uma
da cava, com uma broca 1/16 de forma que a mes- ponte com a régua de 60 cm, entre a superfície da
ma penetre também no braço. Ali colocaremos régua de 15 cm e o rastilho, para obter-se 2mm de
um tabique de bambu, que servirá de eixo no ali- distância, da superfície do décimo-segundo traste
nhamento final da escala. na face inferior da régua. (*figura 25)

Respalda-se a régua de 60cm na lateral da escala Se nesta operação não conseguirmos os 2mm,
do instrumento e, com um lápis, marca-se o tampo, a escala do instrumento terá espessura suficien-
na altura do cavalete, 29cm adiante do décimo-se- te para o ajuste. Pode-se extrair onde for preciso
gundo traste. Repete-se a operação na outra late- na mesma, em função da medida. Concluída esta
ral da escala, conferindo as medidas da linha cen- operação, ainda no processo de preparação da es-
tral, nesta mesma altura, até cada ponto marcado. cala, faz-se uma remoção sutil de material em suas
Se a medida for a mesma perfura-se com a broca laterais, longitudinalmente, até a altura da abertu-
1/16 no meio da escala, na altura do primeiro tras- ra do tampo. Esta remoção considerará a curvatu-
te aplicando-se outro tabique de bambu, que será ra dos dedos do músico.
a guia para a colagem. Se, por acaso, as distâncias

figura 25 2mm

23
9.B – Aplicação dos trastes cavalete para precisar os 29cm. Estando alinhado
segura-se firme o cavalete e, com a ponta do esti-
Após a secagem, prossegue-se com a prepara- lete, contorna-se superficialmente o mesmo, cor-
ção da escala, agora com a aplicação dos trastes. tando apenas o verniz do tampo (lembrando que
Confere-se se as cavas abertas possuem a profun- o cavalete é guiado por dois tabiques de bambu
didade suficiente para abrigar as bases dos tras- como os da escala, com o cavalete devidamente
tes, aplicando-se os mesmos e cortando-os com o locado, com uma broca 1/16, perfura-se por entre
alicate de corte frontal, rente à escala. Em seguida, o primeiro par de cordas de cada lado, aplicando
acertam-se as extremidades com uma lima murça, o tabique). Retira-se o cavalete e com um formão
promovendo pequenos chanfros para dentro da bem afiado raspa-se a área do acabamento, que
escala. Com a ajuda de um martelo pena e da cola corresponde ao cavalete, respeitando-se a medi-
instantânea, ajustam-se os trastes com pequenos da entre os cortes do estilete.
golpes, que vão das extremidades para o centro.
Após ajustados pinga-se uma gota de cola instan- Prepara-se a fôrma de teto, coloca-se o instrumen-
tânea em cada extremidade do traste. Os trastes to na caixa da fôrma por sobre um tapete macio,
serão nivelados com a ajuda de uma pedra dupla- [a cola já deverá estar preparada (cola coqueiro)].
-face bem plana. Lembrando que é importante que se produza na
parte de baixo do cavalete uma concavidade ao
Nestes momentos que antecedem a alocação e longo de toda a peça, que criará um vácuo de pres-
a instalação do cavalete na caixa lixa-se, criterio- são, favorecendo a fixação da cola. Usando 4 vare-
samente, o instrumento, já em função do acaba- tas mais ou menos balanceadas de bambu, após
mento, utilizando lixas grã 120, 150 e 180, seguin- ser espalhada generosa camada de cola quente
do o veio da madeira. (pincel) no cavalete, coloca-se o cavalete em seu
lugar, guiado pelos tabiques de bambu aplicando,
Sempre utilizando como referência a linha central, por fim, as varetas: duas na área das cordas e duas
com a escala de 60cm sobreposta sobre a escala por sobre calços de pressão nas duas extremida-
do instrumento, alinhamos com o centro do dé- des da peça. O tempo estimado de colagem é de
cimo-segundo traste a medida de 29cm colocan- 2 horas e o de secagem, necessariamente, 24 ho-
do a ponta que avançou para cima do tampo por ras. Obs.: Remover com água quente os resíduos
cima do cavalete. Assim, a localização do rastilho, de cola provenientes da pressão da colagem.
usa-se a marcação da pestana e a fura de fora do

10 Acabamento

Após concluído todo o processo de montagem do 50ml de acetona e os 5ml de benjoim, mexendo
instrumento chegamos ao ponto em que apenas bem para que se inicie a dissolução da goma laca
o cavalete e as tarraxas ainda não estão aplicados, com os outros produtos. Deixar em repouso por
sendo que isto ocorre depois de ser dado o acaba- mais ou menos 10 horas, para a completa dissolu-
mento final com goma laca. Neste ponto, a viola já ção da goma laca e homogeneização da mistura.
terá passado por duas mãos de lixa grã 100 e 120, O ideal é que se misturem os ingredientes na tar-
restando a última demão com lixa grã 150, que de anterior à aplicação do acabamento.
colocará o instrumento no ponto para receber o
acabamento. Este processo de lixação final define -Aplicação: tirando pedaços de estopa da embala-
a estética que terá o acabamento da goma laca, gem, formam-se pequenas bolas da mesma, que
necessitando, portanto, ser minucioso, um exercí- serão enroladas, em pedaços com mais ou menos
cio de atenção, a cada instante. 10cm X 10cm da camiseta velha, que já terá sido
cortada, assim teremos o que chamamos de for-
10.A – Preparando a goma laca: necer.

Em um dos vidros coloque, inicialmente, os 50 gra- Em um saleiro de mesa, teremos colocado, até a
mas de goma laca, adicione os 500ml de álcool, os metade do mesmo, pó de pedra pomes, que será

24
utilizado a todo instante na caneca umedecida no não fizer diferença a cada demão. Aí, deixaremos
preparado de goma laca, e, que receberá também o instrumento “descansar” por aproximadamente
gotas de óleo de linhaça que ajuda na fixação do 5 horas, para a devida secagem (curação) do que
acabamento. foi aplicado.

Inicia-se a aplicação do produto nas laterais de Quando a cobertura aplicada sobre o instrumento
jacarandá e no fundo de mesma madeira. Antes, apresentar uma aparência brilhante faremos, en-
convém passar em todo o instrumento uma flane- tão, o uso de uma lixa grã 600 amaciada, abran-
la ou pedaço de estopa, com o objetivo de remo- gendo toda a superfície do instrumento, para o
ver, principalmente, os resíduos de jacarandá, pro- nivelamento de superfície. A lixa, como a boneca,
venientes da lixação que ficam no instrumento, será aplicada sempre em sentido rotativo. Após
pois são resíduos escuros e podem, associados ao todo o processo de lixação retomamos o acaba-
verniz, manchar os detalhes claros da viola, filetes mento com a boneca, até atingirmos uma superfí-
e tampo. Mantendo-se sempre ao lado do vidro cie de aparência naturalmente espelhada, diferen-
de verniz o óleo de linhaça e o saleiro com pó de te do resultado dos vernizes sintéticos, que dão ao
pedra, iniciamos molhando, sem excesso, a bone- acabamento final uma aparência artificialmente
ca, no verniz, polvilhando sobre ela o pó de pedra plastificada. Deixamos descansar para a total se-
e pingando sobre o pó gotas de linhaça. Nas late- cagem do verniz.
rais, e no fundo, iniciamos friccionando a boneca
no sentido do veio da madeira, em movimentos Avançando no processo de acabamento da viola é
retos e longos. importante que realizemos essa mesma operação
no cavalete, que já estará pronto, e que será ins-
A primeira demão será rapidamente absorvida talado posteriormente ao acabamento final. Para
pela madeira virgem. Após cobrir toda a superfí- enriquecer o conhecimento repassado sobre aca-
cie da lateral e fundo, troca-se a boneca, à medida bamento, antes do procedimento, recomenda-
em que esta fica saturada de sujeira. O produto mos a leitura do manual do lustrador de madeiras
seca imediatamente após a aplicação. Domingos Marcellini, Biblioteca Técnica Melhora-
mentos, Ed. Melhoramentos.
Para o tampo, braço e mão repete-se a operação,
usando-se uma nova boneca. As demãos seguin-
tes se diferenciam pela forma dos movimentos,
que serão circulares, longos e rápidos. Após umas
três demãos, o jacarandá não soltará mais resídu-
os, pois adquirirá uma cobertura de proteção por
sobre as madeiras. Assim a boneca, sempre ume-
decida no verniz, polvilhada de pó de pedra e go-
tejada com óleo de linhaça, poderá ser usada por
toda a superfície do instrumento.

É impossível precisar quantas demãos serão dadas


até o fim do processo, o que dependerá de inúme-
ras variantes, como por exemplo, a qualidade da
goma laca, a habilidade do aplicador em encon-
trar o movimento correto, a quantidade de óleo
utilizada a cada umedecida, dentre outras. Assim,
só mesmo a prática e a atenção do aplicador de-
finirão a qualidade do acabamento. É importante
que o acabamento propicie para uma textura lisa
e espelhada em toda a superfície do instrumento.

Chegaremos a um ponto compreendido como


saturamento, quando a aplicação dos produtos já
25
11 Locação e assentamento do cavalete no tampo

Após concluído todo o processo de montagem do pedra, iniciamos molhando, sem excesso, a bone-
instrumento chegamos ao ponto em que apenas ca, no verniz, polvilhando sobre ela o pó de pedra
o cavalete e as tarraxas ainda não estão aplicados, e pingando sobre o pó gotas de linhaça. Nas late-
sendo que isto ocorre depois de ser dado o acaba- rais, e no fundo, iniciamos friccionando a boneca
mento final com goma laca. Neste ponto, a viola já no sentido do veio da madeira, em movimentos
terá passado por duas mãos de lixa grã 100 e 120, retos e longos.
restando a última demão com lixa grã 150, que
colocará o instrumento no ponto para receber o A primeira demão será rapidamente absorvida
acabamento. Este processo de lixação final define pela madeira virgem. Após cobrir toda a superfí-
a estética que terá o acabamento da goma laca, cie da lateral e fundo, troca-se a boneca, à medida
necessitando, portanto, ser minucioso, um exercí- em que esta fica saturada de sujeira. O produto
cio de atenção, a cada instante. seca imediatamente após a aplicação.

Para o tampo, braço e mão repete-se a operação,


11.A – Preparando a goma laca: usando-se uma nova boneca. As demãos seguin-
tes se diferenciam pela forma dos movimentos,
Em um dos vidros coloque, inicialmente, os 50 gra- que serão circulares, longos e rápidos. Após umas
mas de goma laca, adicione os 500ml de álcool, os três demãos, o jacarandá não soltará mais resídu-
50ml de acetona e os 5ml de benjoim, mexendo os, pois adquirirá uma cobertura de proteção por
bem para que se inicie a dissolução da goma laca sobre as madeiras. Assim a boneca, sempre ume-
com os outros produtos. Deixar em repouso por decida no verniz, polvilhada de pó de pedra e go-
mais ou menos 10 horas, para a completa dissolu- tejada com óleo de linhaça, poderá ser usada por
ção da goma laca e homogeneização da mistura. toda a superfície do instrumento.
O ideal é que se misturem os ingredientes na tar-
de anterior à aplicação do acabamento. É impossível precisar quantas demãos serão dadas
até o fim do processo, o que dependerá de inúme-
- Aplicação: tirando pedaços de estopa da emba- ras variantes, como por exemplo, a qualidade da
lagem, formam-se pequenas bolas da mesma, que goma laca, a habilidade do aplicador em encon-
serão enroladas, em pedaços com mais ou menos trar o movimento correto, a quantidade de óleo
10cm X 10cm da camiseta velha, que já terá sido utilizada a cada umedecida, dentre outras. Assim,
cortada, assim teremos o que chamamos de for- só mesmo a prática e a atenção do aplicador de-
necer. finirão a qualidade do acabamento. É importante
que o acabamento propicie para uma textura lisa
Em um saleiro de mesa, teremos colocado, até a e espelhada em toda a superfície do instrumento.
metade do mesmo, pó de pedra pomes, que será
utilizado a todo instante na boneca umedecida no Chegaremos a um ponto compreendido como
preparado de goma laca, e, que receberá também saturamento, quando a aplicação dos produtos já
gotas de óleo de linhaça que ajuda na fixação do não fizer diferença a cada demão. Aí, deixaremos
acabamento. o instrumento “descansar” por aproximadamente
5 horas, para a devida secagem (curação) do que
Inicia-se a aplicação do produto nas laterais de foi aplicado.
jacarandá e no fundo de mesma madeira. Antes,
convém passar em todo o instrumento uma flane- Quando a cobertura aplicada sobre o instrumento
la ou pedaço de estopa, com o objetivo de remo- apresentar uma aparência brilhante faremos, en-
ver, principalmente, os resíduos de jacarandá, pro- tão, o uso de uma lixa grã 600 amaciada, abran-
venientes da lixação que ficam no instrumento, gendo toda a superfície do instrumento, para o
pois são resíduos escuros e podem, associados ao nivelamento de superfície. A lixa, como a boneca,
verniz, manchar os detalhes claros da viola, filetes será aplicada sempre em sentido rotativo. Após
e tampo. Mantendo-se sempre ao lado do vidro todo o processo de lixação retomamos o acaba-
de verniz o óleo de linhaça e o saleiro com pó de mento com a boneca, até atingirmos uma super-
26
fície de aparência naturalmente espelhada, dife- um vácuo de pressão, favorecendo a fixação da
rente do resultado dos vernizes sintéticos, que cola. Utilizando 4 varetas balanceadas de bam-
dão ao acabamento final uma aparência artificial- bu, após ser espalhada generosa camada de cola
mente plastificada. Deixamos descansar para a to- quente, com pincel, no cavalete, o colocamos em
tal secagem seu lugar, guiado pelos tabiques de bambu apli-
do verniz. cando, por fim, as varetas: duas na área das cordas
e duas sobre os calços de pressão, nas duas extre-
Avançando no processo de acabamento da viola é midades da peça. O tempo estimado de colagem
importante que realizemos essa mesma operação é de 2 horas e o de secagem, necessariamente, 24
no cavalete, que já estará pronto, e que será ins- horas. Os resíduos de cola provenientes da pres-
talado posteriormente ao acabamento final. Para são da colagem serão removidos com água quen-
enriquecer o conhecimento repassado sobre aca- te.
bamento, antes do procedimento, recomenda-
mos a leitura do Manual do lustrador de madeiras, Cavalete colado (já com o acabamento que é feito
Domingos Marcellini, Biblioteca Técnica Melhora- junto com o resto do processo) revisa-se o instru-
mentos, Ed. Melhoramentos. mento de forma minuciosa, principalmente a par-
te do acabamento, retocando caso necessário ou
11.B – Locação e assentamento do cavalete no mesmo promovendo uma última e geral demão
tampo no instrumento.

Sempre utilizando como referência a linha central, É o momento de realizar as furas que receberão
com a escala de 60cm sobreposta à escala do ins- as cordas posteriormente. Para furação do cava-
trumento, alinhamos com o centro do décimo-se- lete para o assentamento das cordas o cálculo é
gundo traste a medida de 29cm colocando a pon- o seguinte:mede-se o comprimento do bloco, no
ta que avançou para cima do tampo por cima do caso 6,2cm. Subtrai-se desses 6,2cm, 44mm (resul-
cavalete. Assim, obtemos a localização do rastilho. tado da soma da constante 11mm) que representa
Utiliza-se a marcação da pestana e a fura de fora do os espaços entre os pares de corda. O resultado da
cavalete para precisar os 29cm. Estando alinhado subtração é 15mm, que é dividido em 2 e nos dá
segura-se firme o cavalete e, com a ponta do esti- o primeiro ponto da furação. Com o paquímetro
lete, contorna-se superficialmente o mesmo, cor- regulado em 11mm coloca-se uma de suas pon-
tando apenas o verniz do tampo. Lembrando que tas na primeira marcação e segue-se até a quarta,
o cavalete é guiado por dois tabiques de bambu, somando por fim à quarta mais 0,3mm, que repre-
como os da escala, com o cavalete devidamente sentam a distância entre as duas cordas pares.
locado, com uma broca 1/16, perfura-se entre o Depois, com a mesma regulagem de paquímetro
primeiro par de cordas de cada lado, aplicando-se coloca-se uma de suas pontas na última marcação
o tabique. Retira-se o cavalete e com um formão (a que se chegou com a soma dos 0,3mm) mar-
bem afiado raspa-se a área do acabamento, que cando, assim, o par de cada marcação já feita.
corresponde ao cavalete, respeitando-se a medi-
da entre os cortes do estilete. Cavalete colado (já com o acabamento que é feito
Prepara-se a fôrma de teto, coloca-se o instrumen- junto com o resto do processo) revisa-se o instru-
to na caixa da fôrma sobre um tapete macio, com mento de forma minuciosa, principalmente a par-
a cola animal já preparada. Lembrando que é im- te do acabamento, retocando caso necessário ou
portante mesmo promovendo uma última e geral demão
que se produza na parte de baixo do cavalete uma no instrumento.
concavidade ao longo de toda a peça, que criará

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12 Assentamento das tarraxas

É importante que as tarraxas, como todo o resto, A instalação das cordas e a afinação das mesmas
sejam de boa qualidade (marca reconhecida). Sua fica a critério do próprio músico, pois existem es-
fixação é simples, pois as furas feitas anteriormen- pecificidades nesta operação que só o músico que
te guiam os eixos das tarraxas. Como a madeira da utilizará o instrumento pode precisar.
mão (cedro) é de baixa densidade e macia, não é
necessário o uso de broca para guiar o parafuso, Boa sorte com seu instrumento. Está em suas
basta que com uma verruma de ponta fina se as- mãos, caso tenha seguido bem o passo-a- passo
sinale o ponto a ser parafusado (uma lubrificação da montagem, uma excelente viola caipira!
leve, sem excesso, com óleo fino, ajuda no funcio-
namento das tarraxas).

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