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INTENSIVO MPF - Aulas 01 e 02- Financeiro – Vanessa Siqueira

30.04.11

Obviamente já lançando aqui, que nós iremos abordar apenas,

as questões mais importantes dentro daquilo que cai com maior incidência na

prova do MPF.

Que Leis nós vamos usar aqui? Usaremos duas Leis.

Preponderantemente, a Lei 4.320/64 que, é a Lei que trata das normas

gerais de direito financeiro; e, a Lei Complementar 101/2.000 que, é a Lei

de Responsabilidade Fiscal.

Lembrando que a Lei 4.320/64 é uma Lei que tem eficácia

passiva de Lei Complementar. Essa Lei adveio ao tempo da Constituição de

46 e, com a nova Ordem Constitucional, a ordem de 67, havia lá, uma

exigência que, as normas gerais tanto de financeiro, quanto de tributário

fossem veiculadas por Leis Complementares, por quoruns qualificados por

maioria absoluta.

Então, o que aconteceu? Tanto a Lei 4.320/64, quanto a Lei

5.172/66 que, é o CTN, ambas foram recepcionadas pela Ordem

Constitucional de 67, com eficácia passiva de Leis Complementares.

Então, o que aconteceu? A Constituição de 88, a Ordem

seguinte adveio fazendo a mesma exigência que, essas normas gerais fossem

veiculadas por Leis Complementares e se dera a recepção igualmente pela

Constituição de 88, dessas duas Leis que, foram recepcionadas com eficácia

passiva, também, de Leis Complementares.

Na prática, a Lei 4.320/64 só pode ser alterada por outra Lei

Complementar.

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Lembrando, também, que já temos Projeto de Lei

Complementar, sendo discutido no Congresso, um Projeto de iniciativa do

Senador Tasso Gerensati que, não foi reeleito. Um Projeto que foi

unificado, um Projeto do Senador Renato Casagrande que, virou Governador

e, esse Projeto de Lei vai culminar numa Lei Complementar que irá substituir

a Lei 4.320/64.

Sendo certo que, essa Lei está na eminência de ser substituída.

Então, aguardemos o advento dessa nova Lei Complementar que vai

estruturar o sistema orçamentário brasileiro e, imprimir concretude ao

comando incerto do art. 165, parágrafo 9º, da Constituição da República.

Então, vamos abordar esses quatro campos de atuação. Essas

duas Leis são importantíssimas. E a bibliografia. Eu indico o livro do Regis

Fernandes de Oliveira, Curso de Direito Financeiro, da editora Revista dos

Tribunais. Eu indico esse livro porque é um livro quase que exauriente, ele

aborda a matéria inteira.

Então, fazendo uma combinação do livro com a matéria

abordada no curso, eu acho que vocês têm um bom material para fazer a

prova do MPF.

Vamos começar com o campo de atuação, receita pública. a)

Conceito de receita: tudo aquilo que adentra nos cofres públicos denomina-

se entrada. Então, tudo aquilo que porventura adentrar nos cofres públicos,

seja a que título for denomina-se entrada.

Nem toda entrada constitui receita. Por quê? Porque a receita

abarca tão somente aqueles recursos que, adentrem nos cofres públicos em

caráter definitivo.

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Tudo que, porventura adentrar nos cofres públicos, em caráter

definitivo será denominado receita. Então, nós temos duas espécies de

entrada. Nós temos um gênero e, nós temos a entrada definitiva que seria a

receita pública. E, ao lado da receita nós temos o ingresso que, seria a

entrada provisória.

Então, a receita é definitiva e, o ingresso é provisório.

Tomando cuidado, porque alguns autores encaram ingresso como sinônimo de

entrada. O ingresso é tão somente uma espécie de entrada. A entrada que

tem data certa para sair, são recursos que entram nos cofres públicos, com

data certa para sair.

A receita não, a receita é aquilo que entra para ficar. É tudo

aquilo que, por ventura adentrar em caráter definitivo nos cofres públicos.

Outro detalhe: as Leis comumente se referem a receitas

oriundas de operações de crédito. Nós não temos receitas oriundas de

operações de crédito.

Por quê? Operação de crédito é empréstimo. Operação de

crédito é sinônimo de empréstimo público. Empréstimo é dinheiro que entra,

com data certa para sair.

Se, o Poder Público tomou dinheiro emprestado do particular,

dentro em breve o Poder Público terá que devolver esse dinheiro, acrescido

de juros e correção monetária.

Então, tudo aquilo que por ventura, adentrar nos cofres

públicos, seja a título de empréstimo, não pode ser concebido, não pode ser

capitalizado como receita pública.

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receitas oriundas de operações de crédito. A dívida pública é apenas. Eu diria a faceta mais expressiva do crédito. a despesa do Estado. é a LRF. Então. E aqui já temos mais um detalhe: a dívida pública é apenas. 4 . abrange aquelas operações das quais o Estado toma dinheiro emprestado do particular. que o Estado empresta para o particular. INTENSIVO MPF . crédito público é sinônimo de empréstimo público. a dívida do Estado. com despesa. também. uma faceta do crédito. dinheiro.000 que. Muita gente faz isso ah.320/64. Não é isso. não é campo autônomo de atuação da atividade financeira. Lembrando que. por favor. O crédito abarca dinheiro que o Estado toma. fazendo aí. Lembrando. também. uma faceta desse campo de atuação aqui. do crédito público. porque abarca. a dívida pública que. Então. no sentido de pedir emprestado do particular e. tanto na Lei 4.Financeiro – Vanessa Siqueira Por quê? Porque tem data certa para sair. essa expressão nada mais é do que uma contradição em termos. que tudo aquilo que for oriundo de operação de crédito se encaixa no campo de atuação crédito público. é uma faceta do crédito público que. não. essa análise técnica acerca dessas expressões que vêm plasmadas. quanto na Lei Complementar 101/2. Aquelas operações nas quais o Estado toma dinheiro emprestado do particular são operações que vão configurar o que se chama de dívida pública. Não confundir. essa expressão.Aulas 01 e 02.

A receita abarca. obviamente. da Lei 4. sempre que eu me referir à classificação econômica. a entrada definitiva de bens ou de dinheiro nos cofres públicos. receita. Saindo dessa parte conceitual vamos para a classificação da receita. Receita nada mais é do que. Então. 11. não podem. Nós temos duas classificações mais importantes. nós temos essa classificação econômica da receita pública. Conceito de receita. bastante singelo. esses ingressos que configuram a dívida pública. com muita frequência na prova do MPF essa questão da dívida pública. INTENSIVO MPF .320/64. Nós temos aqui crédito público. É a classificação econômica da receita. nós temos ao lado das correntes as receitas de capital. nós temos um conceito bastante simples. em caráter definitivo. E.Aulas 01 e 02. eu estarei a me referir à classificação levada a efeito pela Lei 4. uma classificação plasmada no art. Só fazendo essa diferenciação porque eu acho bastante interessante e. nós temos uma dívida pública. mas nem toda entrada constitui receita. ser tidos e. Receita é entrada. ser concebidos como.Financeiro – Vanessa Siqueira Dentro em breve terá que resgatar esse dinheiro. E atenção. É o que entra para ficar. 5 . abrange tudo aquilo que por ventura adentrar nos cofres públicos. cai também. Então.320/64. Segundo a doutrina do Regis Fernandes. Então. essa Lei aborda a receita sob duas modalidades: nós temos as receitas correntes e. terá que pagar o particular.

Então. determinados recursos forem vertidos para despesas de capital. e. Nós vamos fazer aqui um contraponto entre a classificação empreendida pela Lei 4. O que isso quer significar? Quer significar que se. ao lado destas nós temos a receita transferida. a classificação da despesa. eu deixo para depois. Essa classificação eu vou deixar para abordar daqui a pouquinho. 11. nós nos depararmos com recursos que por ventura forem vertidos para despesas correntes. Nós temos três modalidades de receita quanto à origem: nós temos a receita originária. Por quê? Porque essa classificação da receita varia ao sabor dos gastos públicos. Então. Então. classificação econômica da receita. Ao contrário se. nós teremos aqui. nós temos a receita derivada. art. INTENSIVO MPF . o dinheiro gasto com despesa de capital é receita de capital.320/64 e. Quanto à origem a receita vai se tripartir. será receita corrente. eu quero dizer que a receita varia ao sabor do gasto. E outra classificação que é muito importante e. segundo a LRF.Financeiro – Vanessa Siqueira Então.320/64. Essa abordagem eu deixo para o momento posterior.Aulas 01 e 02. 6 . da Lei 4. a receita assumirá estas vestes. A classificação econômica da receita varia ao sabor da qualidade do gasto público. a receita assumirá essa função. notadamente quando nós formos classificar economicamente a despesa. uma receita de capital. que cai com muita incidência na prova do MPF é a classificação da receita quanto à origem.

industriais. vocês sabem. a derivada. o Regis Fernandes. Seja quando o Estado explora o seu patrimônio. é aquele que advém do próprio patrimônio do Estado. financeiras. Vamos analisar cada uma dessas modalidades. eu lhes ofereço aqui e. porque aqui no Brasil. a transferida. financeiras e comerciais. Lembrando de uma coisa. Quando o Estado desempenha atividades econômicas. é a receita transferida. 7 . seja quando o Estado. ele faz isso a título excepcional. Não. Então. Eu acho uma prática. atenção. Receita pública classificada quanto à origem: temos a originária. da classificação. Percebam que a receita transferida vai se subdividir. Nós temos a transferência obrigatória e. e. Eu não estou aqui dizendo que. ao lado da transferência obrigatória. eles não fazem isso. Alguns autores abordam a receita quanto à origem apenas. comerciais e industriais. anti-didática. Esses autores abordam a receita transferida no bojo da receita derivada. Receita originária: a receita originária é aquela que provém.Aulas 01 e 02. Abordam a receita quanto à origem sob as modalidades: originária e derivada. também. sob duas modalidades. Eu diria a título excepcionalíssimo. vige a liberdade de iniciativa na ordem econômica.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. absolutamente. outra modalidade que. esses autores estejam a extirpar a receita transferida. desempenha atividades econômicas. INTENSIVO MPF . nós temos aquela que é voluntária.

diretamente. Só fazendo esse adendo aqui no bojo da receita originária. da Constituição da República. 173. INTENSIVO MPF . parágrafo único da Constituição da República. Portanto. o Estado aqui não está investido em soberania ou dotado de poder de império. é uma receita voluntária. Aqui. o Estado só está legitimado a explorar atividade econômica. ele faz a título excepcional. De sorte que. Aqui o Estado não está a compelir. A receita originária advém do patrimônio do Estado. Ele só pode fazer isso. Eu disse que essa receita advém do patrimônio do Estado. Eu disse que quando o Estado explora atividade econômica. Ela é voluntária. na eventualidade de se materializarem aquelas exceções plasmadas no art. nós não temos um Estado investido em soberania. o Estado não obriga o particular a lhe transferir recursos. o Estado aufere essa receita em pé de igualdade com o particular.Aulas 01 e 02. o Estado jamais poderia intervir no domínio econômico explorando atividade econômica. 8 . ela é contratual. o Estado não está a constranger o particular a lhe transferir recursos. não temos um Estado dotado de poder de império. Razão porque a receita originária é uma receita contratual. 170. porque aqui no Brasil vige a regra da liberdade de iniciativa na ordem econômica. Aqui.Financeiro – Vanessa Siqueira Regra esta que vem consubstanciada no art.

hidrelétrica. Então. nós temos os royalties como exemplos de receitas originárias. seja sob o prisma dos Municípios. seja sob o prisma dos Estados. Então. transferidos para os Estados e para os Municípios. minerais. esta receita originária. são aquelas compensações financeiras devidas a União. para todo mundo royalties são encarados como receitas originárias. Nós temos essa sinomia que é bastante recorrente em provas objetivas. petróleo. Então. 20. de direito privado.Aulas 01 e 02. Por quê? Porque aqui o Estado está subsumido ao regramento de direito privado. Para todo mundo royalties. seja sob o prisma da União. Tanto é que. INTENSIVO MPF . receita pública originária ou receita pública de economia privada. também. em virtude da exploração de recursos naturais: gás. determina sejam esses recursos arrecadados pela União. os royalties pertencem originalmente a União. Nós temos os royalties que. é chamada de receita pública de economia privada. Eu falo isso por quê? Porque em verdade. royalties são receitas originárias. ele está subsumido. submetido ao regramento jurídico próprio. Seja sob o prisma da União. o Estado quando aufere receita originária. seja sob o espectro dos Estados e Municípios. energia. a própria Constituição no art. 9 . segundo o Supremo. Exemplos de receitas originárias.Financeiro – Vanessa Siqueira E mais. Por esta razão. a título de royalties. parágrafo 1º.

então. os dividendos auferidos pelas estatais sendo concebidos como receitas originárias. 10 . INTENSIVO MPF .Aulas 01 e 02. 173. nós temos aqui. Nós temos os preços públicos que. Lembrando que. é tarifa pública.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. anote o art. da Constituição determine que a União transfira esse dinheiro para Estados e Municípios. o art. o artigo que determina que. Nada obstante. também. receita derivada. a derivada já advém do patrimônio do particular. tanto as sociedades de economia mista. 20. Outros exemplos de receitas originárias. adentram tais recursos nos cofres públicos a título de receita originária. esgoto. Tudo isso é preço público. parágrafo 1º. Para todo mundo. são sinônimos de tarifas públicas: gás. da Constituição. inciso II. Nesse particular. água. 20. ainda que sob o prisma dos Estados e Municípios. telefonia. Aqui é o contrário. Saindo da receita originária. Então. vamos para a segunda modalidade. parágrafo 1º. E mais. a União recebe recursos oriundos dos royalties e os transfere para os Estados e para os Municípios. como as empresas públicas se submetam a regime jurídico próprio de direito privado. luz. Receita derivada é aquela receita que provém é aquela receita que advém do patrimônio do particular. royalties sendo encarados como receitas originárias. o art. a originária provém do patrimônio do Estado. de acordo com a classificação encampada pelo Supremo. nós temos aqui. parágrafo 1º. royalties são receitas originárias. determina essa transferência.

Nós temos. Então. é uma receita legal. a título de receita derivada. O Estado aqui está a compelir. é uma receita cogente. para evidenciar um detalhe. Por esta razão. está a constranger o particular a lhe transferir recursos. Exemplos de receitas derivadas. adentra nos cofres públicos. da despesa e do crédito. está submetido às regras de direito público. A receita derivada é uma receita legal. do orçamento. um Estado subsumido as regras de direito público. obrigatória. INTENSIVO MPF . aqui o Estado quando aufere receita derivada ele está investido em soberania. nós já podemos concluir no sentido de que. Mais uma sinomia. O direito financeiro trata da receita originária. a receita derivada advém do patrimônio do particular. Matéria que é substrato do direito tributário. o Estado está investido de soberania. Tudo isso ingressa. é uma receita obrigatória.Financeiro – Vanessa Siqueira E. também. advém do patrimônio do particular através de um constrangimento legal. é uma receita cogente. 11 . Eu paro por aqui. Aqui nós temos um Estado dotado de poder de império. essa não é uma receita voluntária. matéria que é substrato do direito financeiro. pelo fato de que aqui o Estado. Diante disso.Aulas 01 e 02. aqui tem poder de império e o Estado está investido em soberania. a receita pública derivada também é chamada de receita pública de economia pública. dotado de poder de império. Nós temos os tributos e as multas. Então. Essa não é uma receita contratual. Então. apenas. E aqui.

162. A receita transferida vai se subdividir em duas: nós temos a transferência obrigatória e a voluntária. a Lei 5. disciplinando a receita derivada. da Constituição da República. Então o que acontece? Nós temos o ente político maior empregando parte daquilo que arrecada a título de impostos. é o CTN. Uma técnica integrante do que se chama de discriminação de rendas. Essa distribuição de receitas é uma técnica que se presta a equilibrar financeiramente o pacto federativo. INTENSIVO MPF . Ao passo que. para que vocês tenham essa idéia de sistema. Coloquem aí. para o ente político menor ou. sendo regidos. Repartição de receitas é o mesmo que receita transferida obrigatoriamente.172/66 que. Só para que vocês façam essa separação apenas. Vamos para a transferência obrigatória. vamos para a receita transferida. 12 . o que constitui substrato do direito financeiro e o que se insere na seara do direito tributário. Nós temos todos esses campos de atuação da atividade financeira. distribuição de receitas. Aqui nós temos as normas gerais de direito tributário.Financeiro – Vanessa Siqueira E o direito tributário só trata disso aqui. São os artigos nos quais a Constituição determina sejam repartidas as receitas entre os entes. Voltando para a nossa classificação. Eu diria sendo disciplinados por estas duas normas. para os entes políticos menores. Nós temos o que se chama de repartição.Aulas 01 e 02. os artigos 157 ao art. a receita derivada é substrato do direito tributário. sendo disciplinados pelo direito financeiro. Saindo da receita derivada.

III. a luz do art. reter a entrega do dinheiro. uma obrigatoriedade aqui. Inciso II: ao cumprimento do disposto no art. Proíbe onde? No art. o ente político maior não pode se recusar a entregar esse dinheiro para o ente político menor. 13 .Financeiro – Vanessa Siqueira Então. Três características revestem as transferências obrigatórias. nessas circunstâncias. inclusive de suas autarquias. como o próprio nome está a denotar. 160. Esta entrega a luz do art. Inciso I: ao pagamento de seus créditos. O ente político maior não pode condicionar a entrega do dinheiro ao cumprimento de determinados requisitos. o ente político maior pode se. transfira parte daquilo que arrecadou a título de impostos. Nós temos duas exceções. a Constituição proíbe isso. Diz lá: a vedação prevista neste artigo não impede a União e os Estados de condicionarem a entrega de recursos. Em que ocasiões? Estão arroladas no parágrafo único do art. Nós temos a primeira característica: a transferência. artigo importantíssimo. 160. 160. é obrigatória. parágrafo 2º. Isso quer significar que nestas ocasiões. o que acontece? A Constituição determina que o ente político maior. Outra característica: esta entrega. para os entes políticos menores. Então. 160. incisos II e. 198. INTENSIVO MPF .Aulas 01 e 02. Nós temos uma obrigação. não pode ser condicionada.

E.Aulas 01 e 02. Um exemplo se. para o ente político menor. a terceira característica além dessa obrigatoriedade. a LRF veda. o Estado não pagou uma dívida sua para com a União. Qual é o substrato dessa transferência? Parte daquilo que o ente político maior houver arrecadado a título de impostos. a União estiver emprestando dinheiro para o Estado. a União está na eminência de transferir dinheiro para o Estado e. E em que outra hipótese o condicionamento será possível? Nas hipóteses nas quais os entes políticos menores não tiverem vertido recursos para a saúde. Então. A determinação constitucional vai no. esse condicionamento é possível. Nunca acontecerá o contrário.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. Excepcionalmente. por exemplo. o ente político maior deve transferir dinheiro para o ente político menor. Então. Entes políticos não podem emprestar dinheiro uns para os outros. Então. além da vedação ao condicionamento. sentido de que. é uma contribuição de intervenção no domínio econômico. mais uma característica. dois exemplos aqui. a Constituição manda que a União entregue para Estados parte daquilo que arrecadara a título de CIDE Combustíveis que. esse dinheiro só pode ser transferido do ente político maior. O que a União pode fazer? Reter a entrega. temos aí. Isso não é mais possível a luz da LRF. condicionar a entrega dos recursos. antigamente podia. Nessas duas hipóteses pode o ente político maior reter. 14 . Mas. INTENSIVO MPF . essa retenção é possível.

Primeiro o ente político maior não tem que transferir nada para o ente político menor. vamos para a receita transferida voluntariamente. receita transferida voluntariamente é aquela que. Então. Materializada sob a forma de convênio.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. os Estados entregarão aos Municípios vinte e cinco por cento daqueles vinte e nove por cento que. vírgula vinte e cinco. E. ele transferirá. parte daquilo que arrecadou. para fins de auxílio nas áreas da saúde. infra- estrutura e segurança. Se. Então. o ente político quiser transferir. a União entrega para os Estados vinte e nove por cento. em regra. para os Municípios. No entanto. a União entregue para os Estados. educação. a título de CIDE Combustíveis. Quem fará isso? O Estado fará isso. Saindo da receita obrigatória. INTENSIVO MPF . o substrato da divisão é a receita oriunda de impostos. Receita transferida voluntariamente ostenta características absolutamente diversas. a União não deve entregar dinheiro oriundo da arrecadação de CIDE Combustíveis. é requerida pelo ente menor ao ente maior. 15 . daria seis. também. daquilo que arrecadou a título de CIDE Combustíveis e. Aqui nós temos uma transferência voluntária. por cento. a Constituição determina que.Aulas 01 e 02.

ele ostentar condições financeiras de fazer isso. INTENSIVO MPF . 16 . Notadamente. tanto faz. Sendo certo que. ele deve. que vêm consubstanciados no convênio. esta entrega somente será levada a efeito se. o ente político que recebeu o dinheiro. não há obrigatoriedade. do ente político beneficiado. em regra. requerida pelo ente menor ao ente maior. o menor entrega para o maior. esta transferência voluntária está condicionada ao cumprimento de determinados requisitos. Não há óbices constitucionais ou legais quanto a isso. Não há óbice constitucional a que o ente político menor entregue dinheiro ao ente político maior. do maior para o menor.Financeiro – Vanessa Siqueira Percebam eu disse é aquela. tanto faz. Obviamente.Aulas 01 e 02. pode receber dinheiro oriundo de transferência voluntária. por ventura o ente político incumbido de entregar se. Outra diferença. em regra. porque do contrário. a título de transferência voluntária. o ente político maior aqui. eles não aceitariam a transferência voluntária. aqueles requisitos que vêm plasmados. também. o dinheiro vai do menor para o maior. Nós não temos aqui qualquer afronta a autonomia do ente político maior ou menor. Isso quer significar que. Então. Aqui a transferência é voluntária. necessariamente. Terceira diferença. verter esse dinheiro para aquelas finalidades arroladas no convênio. Aqui o ente maior entrega para o menor.

da LRF.000. da LRF. 25. no art. INTENSIVO MPF . uma vedação estampada na LRF. Um ente não mais pode realizar operação de crédito com outro ente. a mídia não hesita em veicular a seguinte notícia: o ente político tal vai emprestar dinheiro para outro ente político. da própria LRF. Sempre exceção é uma boa coisa. Eu peço a atenção de vocês porque a mídia.Financeiro – Vanessa Siqueira E outro detalhe muito importante: não confundam a transferência voluntária com empréstimo. 11 e o art. 35. Aqui nós não temos empréstimo. exceções que vêm dispostas nos parágrafos do art. Esta vedação vem estampada no art. Eu peço que vocês se atenham a leitura desses artigos. aquilo que constituir exceção. porque é um artigo. Com relação às receitas transferidas voluntariamente. ressalva. Não dá tempo de nós lermos todos os artigos. Não é empréstimo. 35. logicamente. empréstimo entre entes foram vedadas. 35. também. que cai com muita frequência. operações de crédito. 17 . eu peço que vocês coloquem dois artigos da LRF: o art. Não mais um ente pode pedir dinheiro emprestado para outro ente. para fins de prova. Eu vou me deter na análise do art. da Lei Complementar 101/2. Sempre cai exceção. Mesmo porque. desde o advento da LRF. Nós temos.Aulas 01 e 02. sempre que um ente quer transferir dinheiro voluntariamente para outro. O ente político que recebeu o dinheiro não terá que devolver esse dinheiro acrescido de juros ou correção monetária. 11. Nós temos aqui. sobretudo. é transferência voluntária. aqui nós temos uma transferência voluntária.

Se. o art. 11. Então. 11. Então. um ente político não instituir um de seus impostos. 11 já muda o enfoque. ele se cinge aos impostos. da LRF? Se. Nós temos aqui um condicionamento. nós temos aqui o impedimento de um ente político beneficiário receber transferências voluntárias. aquela determinação do caput. ele não sofrerá qualquer penalidade. Ou seja. o ente político deixar de instituir qualquer outro tributo que não imposto. esse ente político ficará impedido de receber transferências voluntárias.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. institua todos os tributos subsumidos a sua competência impositiva. 18 . INTENSIVO MPF . O parágrafo único do art.Aulas 01 e 02. aquela determinação do caput se não for cumprida com relação aos impostos. 11 diz assim: é requisito primordial da responsabilização na gestão fiscal que. nós temos uma vedação à percepção de transferências voluntárias. O que nós podemos depreender desse art. o ente político deve exaurir a sua competência tributária. o ente arrecade. Nós temos aqui uma exigência da LRF. segundo o parágrafo único do art. preveja. 11. nós temos o seguinte. se o ente político deixar de instituir um de seus impostos. O parágrafo único do art. uma vedação a entrega de receitas transferidas voluntariamente se. o ente político beneficiário não houver instituído um de seus impostos. por ventura. determinação afeta ao exaurimento de competência tributária.

Isso é verdade? Não. o ente político deixar de instituir um de seus impostos é que ele ficará impedido de receber transferências voluntárias. Por quê? Porque o art. INTENSIVO MPF . Nada obstante o caput se refira a tributo. 19 . o parágrafo único se refere aos impostos. claramente. Em regra. 160 é aquele artigo que veda o condicionamento da entrega de receitas obrigatórias.Financeiro – Vanessa Siqueira Agora. a letra do art. esse parágrafo único afronta o art. Eu nunca vi uma transferência voluntária que não fosse objeto de condicionamento.Aulas 01 e 02. se o ente político respectivo se. O que os advogados desses partidos políticos que ajuizaram a ação estão a alegar? Estão alegando o seguinte. 160. Esses autores estão a alegar que. 11. obstaculizado de receber transferências voluntárias. Tão somente se. são condicionadas. Outro detalhe: nós temos a ADIN 2238 que veio questionando diversos dispositivos da LRF. O art. de transferências voluntárias. exatamente. 160. Transferências que podem sim. Isso é muito importante. Nós temos aqui uma separação. da Constituição da República. o parágrafo único do art. Aqui nós estamos falando. ser condicionadas. 160 se restringe as transferências obrigatórias. esse ente político ficará impedido. parágrafo que nós estamos aqui a analisar. 11. da Constituição da República. está a afrontar. Dentre esses dispositivos o parágrafo único do art. ele deixar de instituir um de seus impostos.

ela. esse ente político não poderá receber transferências voluntárias. não chega a se materializar com relação à União. A União não logrou de se desimcumbir de sua competência tributária no que se refere aos impostos. outra completamente distinta é a transferência voluntária. No entanto. Se. de se instituir o IGF. Uma coisa é transferência obrigatória. que vocês diferenciassem a transferência obrigatória. INTENSIVO MPF . E. subsumida nos artigos 11 e 25. por ventura. Eu gostaria então.Aulas 01 e 02. essa penalidade não chega a incidir. da transferência voluntária. outra coisa completamente. recebesse transferência voluntária não poderia receber. Coincidentemente. 20 . dos empréstimos. o ente político beneficiário não tiver instituído todos os seus impostos. ainda não foi instituído o IGF. a União não recebe transferência voluntária de quem quer que seja. então. porque a União simplesmente. distinta de ambas. ainda não instituiu o imposto sobre grandes fortunas. Acontece isso com a União. A União não exauriu a sua competência tributária no que se refere aos impostos. o que acontece aqui? A União se.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. nós temos aqui uma condição genérica. não poderia receber transferências voluntárias. da LRF. Então. a despeito de já haver Projeto de Lei tramitando no Congresso nesse sentido. é operação de crédito realizada entre entes. Portanto. também.

com renúncias de receita. Um ente não pode emprestar dinheiro para outro ente. remissões. Aqui no direito financeiro sim. A Constituição. classificamos a receita quanto à origem. as moratórias. Temos aí. Tudo isso é renúncia de receita. no seu art. 35. Não mais. Muito embora. para refinanciamento. renúncias de receita. foram obstaculizadas pela LRF. Não confunda subsídios. Não pode ser realizada operação de crédito ente entes. menções quase que pleonásticas. Vamos para outro item da receita pública. sinônimo de gasto tributário. postergação da dívida anteriormente contraída.Aulas 01 e 02. nós devamos preencher os mesmos requisitos para conceder subsídios. Saindo da classificação da receita. renúncia de receita. mais uma sinomia. norte americana convencionou chamar renúncia de receita de gasto tributário. novação. novação ou postergação da dívida anteriormente contraída.Financeiro – Vanessa Siqueira Essas operações de crédito foram proibidas. 35. Que exemplos nós temos de renúncias de receita? Nós temos isenções. ainda que sob a forma de refinanciamento. 21 . As renúncias de receita produzem o mesmo resultado econômico produzido pela despesa. anistias. quando arrola requisitos afetos a concessão de renúncias de receita. ela faz alusão a figura dos subsídios. Razão porque a doutrina. INTENSIVO MPF . O que são renúncias de receita? Renúncias de receita são privilégios financeiros empregados na vertente da receita pública. Nós temos no rol do art.

são privilégios? Com os subsídios o Estado sim. com os subsídios que também. Requisitos afetos a concessão de renúncias de receita. não quer significar que os subsídios se confundam com renúncias de receita. 165. em troca de uma contrapartida. Então.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. ele abre mão de receita. em troca de uma performance favorável do beneficiário. os subsídios são operantes no campo da despesa pública. art. para que sejam concedidos subsídios deverão ser cumpridos os mesmos requisitos que devem ser cumpridos para concessão de renúncias de receita.Aulas 01 e 02. está entregando dinheiro para particulares. são os subsídios que nos interessam e. Aqui o Estado não entrega dinheiro para quem quer que seja. Agora. Nós temos dois requisitos constitucionais e três requisitos legais. entregando dinheiro para quem quer que seja. 150. são as renúncias de receita e. subsídio não se confunde com renúncia de receita. Nós temos privilégios operantes no campo da receita que. E. O tão só ato de os subsídios estarem no rol afeto à concessão de renúncias de receita. As renúncias de receita operam no campo da receita. 22 . ele não está despendendo dinheiro. também. nós temos privilégios operantes no campo da despesa que. Os requisitos constitucionais estão no art. as subvenções. INTENSIVO MPF . tecnicamente. parágrafo 6º. Com a renúncia de receita o que acontece? O Estado deixa de arrecadar. parágrafo 6º e.

Esse segundo requisito constitucional atende a viabilidade da concessão de renúncias de receita. pela LDO. aqui a renúncia de receita demanda uma Lei que diga respeito tão somente aquele assunto. da Constituição da República. parágrafo 6º. a isenção. que verse sobre atividade canavieira. necessidade de Lei específica. ela pode ser acomodada no orçamento? 23 . Lei específica. a remissão. Uma Lei. por exemplo. tanto no que se refere à concessão de renúncias de receita. no bojo dessa Lei uma isenção de algum tributo para o setor automotivo. pelo PPA. Segundo requisito constitucional. Não pode vir uma isenção embutida numa Lei que. art. 150. Isso vilipendia o primeiro requisito constitucional afeto a concessão de renúncias de receita. Não pode vir uma isenção escamoteada no bojo de uma Lei que nada tem a ver com aquele assunto. 165.Financeiro – Vanessa Siqueira Vamos aos dois requisitos constitucionais. parágrafo 6º. pela LOA? Nós temos aqui uma renúncia de receita viável. não diga respeito propriamente aquele benefício. INTENSIVO MPF . tanto no que se refere à concessão de subsídios. a renúncia de receita pode ser absorvida pela tríade orçamentária. Nós temos aqui um requisito que perpassa por esse questionamento: a renúncia de receita é viável. Aqui a renúncia de receita. Nós temos no art.Aulas 01 e 02. a anistia. Aí vem lá.

Isso cai muito em prova. 14. Equilíbrio e transparência a despeito de propalados. Nós não temos aqui princípios expressos. 14. art. dois estão no caput do art. temos dois requisitos constitucionais. E. a Constituição não os enuncia. parágrafo 6º. art. Qual é o segundo requisito? Nós temos aqui uma estimativa de impacto regionalizado da renúncia de receita no próprio orçamento. Lembrando que os princípios do equilíbrio e da transparência não são princípios expressos. 150. O primeiro no art. Vamos aos requisitos legais afetos a concessão de renúncias de receita. induz a transparência.000. induz ao equilíbrio. art.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. Isso quer significar que. Que princípios? Equilíbrio e transparência. esse segundo requisito perpassa pela viabilidade da concessão de renúncia de receita. são princípios implícitos. estimativa de impacto regionalizado da renúncia de receita na tríade orçamentária. O princípio é ou não expresso? Esses dois não vêm expressamente consignados na Constituição. parágrafo 6º e. a Constituição apenas. São três os requisitos legais. da LRF. 150. Estão implícitos nos dois artigos da Constituição. a despeito de badalados são princípios implícitos.Aulas 01 e 02. LRF. Lei Complementar 101/2. falando em princípios. implicitamente. 24 . parágrafo 6º. parágrafo 6º. dois princípios constitucionais orçamentários vêm consubstanciados nesses dois artigos. INTENSIVO MPF . 165. Então. 165. Lei específica. O segundo. Nós temos o art.

nós temos dois requisitos no caput do art. 14? Demonstração pelo proponente. Eu estou dizendo que o terceiro requisito está nos incisos. do inciso I. o que vem plasmado no inciso I. o rombo ocasionado pela renúncia de receita ou. Ele pode ser cumprido mediante o preenchimento ou. vejam que esquisito. atendimento ao disposto na LDO. o Presidente. Lembrando que. Quem é o proponente da renúncia de receita? Chefe do Executivo. Demonstração pelo proponente que. O Executivo. Porque esse terceiro requisito é alternativo. Como é que eu posso ter um requisito estampado nos incisos? Em dois incisos. Eu peço que vocês leiam todos os artigos que eu estou citando aqui em sala. atendimento ao disposto na LDO. da LRF. 14: estimativa de impacto orçamentário e financeiro e.Aulas 01 e 02. 25 . Então. o Prefeito. INTENSIVO MPF . Onde está o terceiro requisito? Está nos incisos. Mas. Então. o Executivo detém a iniciativa da confecção da Lei Orçamentária. ou do inciso II do art.Financeiro – Vanessa Siqueira Quais? Primeiro: estimativa de impacto orçamentário financeiro. o rombo a ser ocasionado pela renúncia de receita já foi acomodado no Projeto de Lei Orçamentária. eles que vão confeccionar as Leis Orçamentárias. porque nós temos filigranas que podem ser demandadas em prova. do art. o Governador. 14. Segundo requisito do caput.

INTENSIVO MPF - Aulas 01 e 02- Financeiro – Vanessa Siqueira

Vamos imaginar que no momento em que estejam

confeccionando a Lei Orçamentária Anual, no momento em que estejam

elaborando o Projeto de Lei Orçamentária, vamos imaginar que eles

vislumbrem a possibilidade de no ano seguinte, propor uma renúncia de

receita.

Se, eles propuserem e o Poder Legislativo aceitar, o que vai

acontecer? Nós teremos um rombo no orçamento.

Então, o que ele faz para poder acomodar esse eventual futuro

rombo a ser ocasionado, por uma renúncia de receita? Ao invés de o

Executivo considerar cem reais como patamar passível de ser arrecadado,

ele não vai considerar cem, ele vai considerar setenta reais. E, vai fixar as

despesas no mesmo patamar.

Então, quando o Executivo faz isso, ele está acomodando o

eventual futuro rombo ocasionado por uma renúncia de receita, no

orçamento. Ele não vai fixar despesas na ordem de cem reais. Por quê?

Porque do contrário, nós teríamos aqui um desequilíbrio orçamentário.

Então, o inciso I fala a respeito disso. Se, o Chefe do

Executivo acomodar o rombo a ser ocasionado por uma eventual renúncia de

receita, nós temos aqui, a desnecessidade de medida compensatória.

Então, surge um detalhe importantíssimo. Os resumos de

direito financeiro fazem a seguinte alusão: renúncia de receita está,

necessariamente, vinculada a uma medida compensatória. Não é verdade.

26

INTENSIVO MPF - Aulas 01 e 02- Financeiro – Vanessa Siqueira

Se, o Chefe do Executivo se comportar nos moldes tais como

preconiza o inciso I, do art. 14, se, ele acomodar esse rombo no Projeto de

Lei Orçamentária e, por conta disso fixar despesas num patamar mais

modesto, medida compensatória alguma aqui, será necessária.

Por isso que esse terceiro requisito é alternativo. Se, for

preenchido o inciso I, não se precisará do inciso II, da medida

compensatória.

Agora, vamos imaginar que o Chefe do Executivo não tenha se

comportado nos moldes tais como preconiza o inciso I, do art. 14. O que ele

faz? Nem imagina que poderá vir a propor uma renúncia de receita no ano

seguinte. Coloca assim, patamar passível de ser arrecadado: cem reais. E, vai

fixar despesas na ordem de cem reais.

O que acontece neste caso? Acontece o seguinte, o primeiro

requisito não foi cumprido, nós temos que partir para medida

compensatória. Então, medida de compensação.

Por quê? Porque naquele ano ele vai achar por bem propor uma

renúncia de receita. Os contribuintes tendo como pagar menos pagarão

menos. Aqui, obviamente, nós não temos o princípio da anterioridade. A

surpresa é vantajosa para os contribuintes.

Então, vem uma renúncia de receita e faz isso aqui, no

orçamento. O Poder Público ao invés de arrecadar cem, vai arrecadar

setenta reais. Só que, as despesas foram fixadas na ordem de cem. Nós

temos um rombo no orçamento a demandar medida compensatória.

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INTENSIVO MPF - Aulas 01 e 02- Financeiro – Vanessa Siqueira

Então, o inciso II, eu costumo dizer que ele é consectário do

inciso I, do art. 14. Se, por ventura o Executivo não se comportar nos

moldes tais como preconiza o inciso I, nós temos a necessidade

impostergável de aventar a uma medida compensatória.

Por quê? Porque do contrário, nós teremos desequilíbrio

orçamentário.

Então, os três requisitos legais afetos a concessão de

renúncias de receita: estimativa de impacto orçamentário e financeiro;

atendimento ao disposto na LDO; e, ou demonstração pelo proponente que, a

renúncia de receita foi tomada em conta no Projeto de LOA, ou medida

compensatória.

Então, acabando com aquela crença por demais equivocada, no

sentido de que renúncia de receita demanda necessariamente e, sempre,

medida compensatória. Nem sempre uma renúncia de receita vai demandar

medida compensatória.

Vamos para o segundo campo de atuação, vamos para o

orçamento.

Pergunta de aluno:

Resposta: ela está perguntando se, os requisitos do art. 14,

devem ser enxergados da seguinte forma, os dois do caput, mais um ou

outro dos incisos. Foi exatamente isso que eu falei, nós temos três

requisitos e o terceiro é alternativo.

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no parágrafo 2º nós temos a Lei de Diretrizes Orçamentárias que. materialmente. mais ou o inciso I ou o inciso II. Lei de Diretrizes Orçamentárias. São três as Leis Orçamentárias: Plano Plurianual. do art. vai viger por um ano. Então. Aqui no Brasil nós temos o que se chama de tríade orçamentária. Princípio do planejamento sinônimo de princípio da programação. orçamento é um só. do art. o terceiro requisito pode ser materializado ou pelo cumprimento do inciso I ou. Então. parágrafo 1º. 165. INTENSIVO MPF .Financeiro – Vanessa Siqueira Por que é alternativo? É alternativo porque esse requisito pode ser preenchido ou. pelo cumprimento do inciso II. também. nós os dois do caput. do art. no parágrafo 5º nós temos a Lei Orçamentária Anual que. 29 . 165. A despeito de nós termos aqui. Então. o princípio do orçamento vem consubstanciado no art. 2º e 5º. No parágrafo 1º nós temos o Plano Plurianual que. e. nós temos três Leis Orçamentárias. o orçamento formalmente espraiado. parágrafo 5º. Vocês têm que memorizar isso aqui. nós temos a tripartição do planejamento orçamentário. Atenção quanto a isso. pelo cumprimento do inciso II. Esses parágrafos caem bastante nas provas do MPF. é o planejamento de longo prazo que. e. Lembrando que. parágrafo 2º. Lei Orçamentária Anual. pelo cumprimento do inciso I ou. no entanto. Então. como o próprio nome está a acusar vige. nós temos a tripartição do planejamento orçamentário brasileiro. Materialmente. por um ano. da Constituição da República. 165. espalhado por três Leis. 165. vai viger por quatro anos. Orçamento público. a idéia de orçamento é una.Aulas 01 e 02. o orçamento é único. nos parágrafos 1º. princípio da unidade.

quinhentos e sessenta e cinco Municípios da Federação Brasileira. depois deve remeter esses Projetos todos para o Poder Legislativo. Leis de iniciativa do Chefe do Poder Executivo. nos vinte e sete Estados. Nós temos em todos os entes PPA. dentro de um determinado período. Isso já caiu no MPF. 30 . três Leis de vigência temporária e. porque a mídia vincula com muito mais intensidade questões afetas ao PPA Nacional. Por que iniciativa vinculada? Porque o Executivo confecciona o Projeto de Lei Orçamentária e. Então. Onde estão consignados os prazos? No art. Isso não quer significar que nos entes não haja PPA.Financeiro – Vanessa Siqueira Vamos matar algumas questões de prova. Nós temos aqui os prazos de remessa em relação aos quais o Poder Executivo está submetido. dentro de um determinado prazo. do ADCT. Essas três Leis são Leis Ordinárias. incluindo aí. Eu falo isso.Aulas 01 e 02. Lembrando que essas três Leis se repetem em todos os entes. Eu diria uma iniciativa vinculada. o Distrito Federal e nos cinco mil. Na área federal do Presidente. 35. vai remeter o Projeto de Lei para o Poder Legislativo. São três Leis Ordinárias. LDO e LOA. três Leis de iniciativa do Chefe do Poder Executivo. na seara municipal dos Prefeitos. INTENSIVO MPF . Nós temos três Leis Ordinárias. e. o Poder Executivo vai confeccionar o Projeto de Lei e. parágrafo 2º. na seara estadual dos Governadores. dentro de um determinado prazo. não haja LDO e tampouco LOA.

E. Vocês lembram que no início do nosso encontro. O Chefe do Executivo apenas confecciona o PPA uma vez. meados de abril e agosto. Agosto. de LDO e LOA. para o Congresso. porque ele vai viger por quatro anos e. eu mencionei a respeito de um Projeto de Lei Complementar que está sendo discutido no Congresso? 31 . ao sabor do que dispõe o parágrafo 2º. três Leis Ordinárias de vigência temporária.Aulas 01 e 02. Essas três Leis deveriam buscar subsídios numa Lei Complementar de caráter permanente e financeiro. INTENSIVO MPF . o Projeto de LOA será remetido em agosto de todos os anos.Financeiro – Vanessa Siqueira Com relação ao PPA. Nós temos aqui. do art. do Corpo Transitório da Constituição. por sua vez. quatro vezes. Sendo que o Projeto de LDO sempre deverá ser enviado em meados de abril. vai confeccionar os outros Projetos. PPA: agosto do primeiro exercício financeiro. E. para o Congresso. obviamente. o Chefe do Executivo vai remeter esse Projeto em agosto do primeiro exercício financeiro. Então. porque a LDO é anual. Essas três Leis deveriam buscar subsídios numa Lei Complementar de caráter permanente e financeiro. ainda. Que Lei Complementar é essa? Essa Lei não existe. o Projeto de LOA sempre deverá ser enviado em agosto. Com relação à LDO o Chefe do Executivo vai sempre remeter esse Projeto em meados de abril de todos os anos. para o Congresso. 35.

011 e. esse Projeto que está sendo discutido no Congresso. Alguns. Chega a ser uma palhaçada. equivocadamente. parágrafo 9º. da Constituição da República. na confecção dos seus respectivos Projetos de Leis Orçamentárias. porque a Constituição é de 88. Essas Leis são Leis Ordinárias que. 165. 32 .Aulas 01 e 02. 165. quando lêem esse artigo concluem. os Chefes de Executivo estão buscando subsídios em que norma? Na Lei 4. o sistema orçamentário brasileiro. ainda não existe essa Lei. Essa Lei que estrutura o sistema financeiro. parágrafo 9º. Então. essas Leis Orçamentárias de vigência temporária. Enquanto não advier esta Lei. INTENSIVO MPF . É a Lei Complementar propugnada pelo art. Essa Lei não existe. deveriam buscar subsídios numa Lei Complementar de caráter permanente e financeiro.000. terá o condão de estruturar o sistema orçamentário brasileiro. nós estamos em 2. no seguinte sentido: essas Leis Orçamentárias são Leis Complementares. não existe ainda. buscarão fundamentos nesta Lei Complementar de caráter permanente e financeiro. na Lei Complementar 101/2. Esse artigo é muito importante. porque é um artigo que pode nos levar a confusão. a despeito de ser uma Lei importantíssima. Vai auxiliar todos os Chefes de Executivo e. Eu vou ler o art. ele vai culminar na edição de uma Lei Complementar que. Errou.320/64 e. Essa Lei é uma Lei que vai auxiliar os Chefes de Executivo.Financeiro – Vanessa Siqueira Um Projeto que vai estruturar o sistema orçamentário brasileiro? Pois bem. essa Lei estruturadora do sistema orçamentário brasileiro ainda não adveio.

formalmente. a vigência. INTENSIVO MPF . que vem sendo reproduzido incansavelmente. os prazos. no MPF. Por quê? Porque as Leis Orçamentárias não geram direitos subjetivos para terceiros. É aquele negócio. é Lei. respaldos. tem a natureza jurídica de Leis formais. O PPA. materialmente. fundamentos. Orçamento aqui no Brasil. natureza jurídica do orçamento. 33 . já caiu. Ah. Estou falando rapidamente dessas Leis Orçamentárias que. Esquecendo aquela menção ao ato condição. Mas. Como essa Lei não existe os Chefes de Executivo continuam a se pautar pela Lei 4. Materialmente. uma Lei em relação a qual essas Leis temporárias deveriam buscar subsídios. também. uma Lei Complementar estruturadora do sistema orçamentário brasileiro. a elaboração e a organização do PPA.Aulas 01 e 02.000. LDO e LOA. essas Leis não se revestem das características de Leis. Então. também. a LDO e a LOA não são Leis Complementares. Por que Leis formais? Porque são espécies normativas editadas pelo Poder competente para legislar que. Trata-se de um erro crasso. Há uma Lei Complementar organizativa. Isso é muito importante. orçamento é ato condição. natureza jurídica do orçamento: Lei formal. é o Poder Legislativo. Inciso I: dispor sobre o exercício financeiro. no sentido material.320/64 e pela Lei Complementar 101/2. Nada mais equivocado. não é ato condição. nos resumos de direito financeiro.Financeiro – Vanessa Siqueira Parágrafo 9º: cabe à Lei Complementar.

Porque esse ato condição a que a classificação tradicional faz menção. como ato condição. A doutrina clássica faz menção ao ato condição. 34 . Quer dizer que. Só que. o orçamento seria um ato condição para a instituição de tributos. o orçamento não mais é ato condição. Agora. a anualidade tributária nós não temos. E aqui no Brasil. iria nos autorizar a encarar o orçamento materialmente. O que é isso. A anualidade tributária que. para instituição de tributos.Aulas 01 e 02. a anualidade tributária não mais existe no Brasil. 165. ela exige autorização orçamentária. esse ato condição é uma expressão técnica. para a feitura das despesas? É. O que é anualidade tributária? A anualidade tributária exige para que um tributo seja instituído. Se. do art. para instituição de tributos. Isso é anualidade tributária. Não existe mais no Brasil. nós não temos. anualidade orçamentária? Periodicidade anual.Financeiro – Vanessa Siqueira Por quê? Porque aqui no Brasil não mais vige o princípio da anualidade tributária. Nós temos aqui sim. E há aqueles que perguntam. Está aonde a anualidade orçamentária? Está no inciso III. como princípio expresso. ser concebido como um ato condição. não é esse ato condição que a doutrina faz menção. de previsão de receitas e de fixação das despesas. o orçamento não pode sob o prisma material. mas professora o orçamento não é um ato condição. INTENSIVO MPF . a anualidade orçamentária.

De sorte que. inciso I: nenhum investimento que ultrapasse o exercício financeiro poderá sair do papel. O que acontece? O candidato ele que está a nos expor a sua plataforma política. do art. para instituição de tributos? Não. A confecção do PPA começa na época de campanha. 165. Então. Vamos analisar detidamente essas três Leis Orçamentárias. 167. a pergunta que nós devemos responder é a seguinte: aqui no Brasil o orçamento se antepõe como ato condição. parágrafo 1º. para o Brasil. com os nossos desígnios. No caso aqui. as suas metas. É o que enuncia o inciso I. o candidato está nos apresentando os seus projetos. nós não mais podemos encarar materialmente. 35 .Aulas 01 e 02. qualquer investimento que. se tiver lastro no PPA. Eu peço que vocês coloquem o art. não o candidato. mas sim. não. só poderá sair do papel se tiver guarida no PPA. INTENSIVO MPF . o orçamento como ato condição. Art. ao longo de quatro anos. Então.Financeiro – Vanessa Siqueira Aí. 167. ultrapasse os limites do exercício financeiro. Tudo aquilo que ele acha por bem tirar do papel. Do contrário. 167. vamos nos ater a área federal. se não estiver previsto no PPA. combinado com o parágrafo 1º. a sua programação. do art. O que nós vamos fazer? Nós vamos as urnas sufragar. aquela programação que por ventura mais se coadunar com os nossos anseios. a sua programação para o Brasil. Então. a natureza jurídica do orçamento é Lei formal. na época das eleições.

depois de eleito não erige aquela sua programação a PPA. aquela programação eleita. um verdadeiro estelionato eleitoral. INTENSIVO MPF . aquelas despesas que deverão sair do papel ao longo de quatro anos. também. Nós não temos um PPA coincidindo com o mandato do governante. o que nós teremos? Nós teremos. Porque do contrário. um vilipêndio ao princípio do planejamento. nós temos no sentido figurado.003. Ele vai do segundo ano de mandato do governante até o primeiro ano de mandato do governante vindouro.Aulas 01 e 02. ela deve ser necessariamente. é muito difícil de ser provado. eu diria erigida a PPA. É óbvio que.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. um vilipêndio ao princípio do planejamento. Cabe até ADIN nesse caso. o candidato é eleito com base numa programação. do Fernando Henrique Cardoso. com base numa plataforma política e. E foi assim. o PPA não coincide com o mandato do governante. Mas. não transmuta a sua programação em PAA. O PPA vai reunir aquelas metas. quando aconteceu a primeira transição. um verdadeiro estelionato eleitoral e. no sentido conativo. 36 . mas é bastante sério. O PPA vai do segundo ano de mandato do governante até o primeiro ano de mandato do governante vindouro. Se. no sentido conotativo. Isso é muito sério. A Dilma agora está a executar o último ano de PPA do Lula. O Lula no seu primeiro ano de governo ele esteve a executar o último ano de PPA. em 2. Isso é muito sério.

INTENSIVO MPF . quase que um ano.Financeiro – Vanessa Siqueira É sempre assim. elaborasse um plano de extrema importância. nós temos aí. para que o Poder Executivo confeccione. o Projeto de PPA devendo ser entregue em agosto do primeiro exercício financeiro. nós temos aqui. quatro meses antes do fim do primeiro exercício financeiro. Então. num período tão exíguo. executadas no exercício financeiro seguinte. por conta disso. Percebam que o parágrafo 2º. Nós temos oito meses. A função da LDO é a função de intermediação. Então. deverá ser executado. elabore o PPA. 37 . a LDO vai pinçar deste plano de longo prazo. materializado ao longo de quatro anos. deverá ser retirado do papel ao longo de quatro anos. a LDO que está no meio? Ela não está no meio à toa. num período tão pequeno. Como isso funciona? Todos os anos. a LDO vai fazer um link entre o PPA e a LOA. Qual é a função desta Lei. O que acontece? Eu disse que esse PPA deverá sair do papel ao longo de quatro anos. Só para que vocês tenham uma idéia de sistema. o Projeto de PPA seja entregue ao Congresso. do art. prioridades. Então. 35. do ADCT determina que. Prioridades que deverão ser. um plano de magnitude. tudo aquilo que está no PPA. Obviamente. porque não haveria possibilidade de que um Chefe de Executivo em uma semana compusesse um PPA.Aulas 01 e 02.

quando o Chefe do Poder Executivo for confeccionar o Projeto de LOA. é de iniciativa do Executivo. vai procurar do PPA pinçar prioridades. Então. terá resumido prioridades que. ela pinça todos os anos prioridades do PPA. um quarto daquele planejamento de longo prazo consubstanciado no PPA. a LDO que. Quando a LDO faz isso. nós temos despesas que deverão ser materializadas ao longo de quatro anos. ele vai buscar subsídios onde. Nós temos um planejamento de longo prazo que vai viger por quatro anos. com isso executa. também. INTENSIVO MPF . Bastante simples. com prioridade? Quem vai dizer isso? A própria LDO. 38 . fica a pergunta: dessas despesas todas aqui. em verdade. Essa é a dinâmica orçamentária brasileira. De sorte que. Na própria LDO que. Esse é o papel da LDO. deverão ser materializadas ao longo de quatro anos. nós temos no PPA reunidas despesas que. o que sai do papel em primeiro lugar. Então. a LDO pinça prioridades do PPA. o que merece ser executado com primazia.Aulas 01 e 02. a própria confecção da Lei Orçamentária Anual. ela está. anualmente.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. Mas. a orientar a própria confecção do orçamento anual. já terá pinçado tudo aquilo que se revela mais importante. ela vai olhar para o PPA e. tudo aquilo que merece ser executado no ano seguinte. no PPA? Não. a LDO todos os anos vai olhar para o PPA. E vejam a LOA encampa prioridades consubstanciadas na LDO e.

sempre buscando priorizar metas e. a LOA todos os anos. deverão ser materializadas no ano seguinte. consubstanciado no PPA. de materializar um quarto daquele planejamento de longo prazo.Financeiro – Vanessa Siqueira Agora. A LDO vem intermediando as ligações entre PPA e LOA. a LDO ao pinçar parte do PPA. a LDO está orientando a confecção da Lei Orçamentária Anual que. três Leis que deverão se integrar de forma harmônica e finalística. jamais a Lei Orçamentária Anual poderá deixar de funcionar com a LDO. a não ser por intermédio da LOA. Sendo que o grande norte é o planejamento conjuntural de longo prazo. nós temos três Leis que deverão se integrar de forma harmônica e finalística. Nunca a LDO poderá desbordar do PPA. consubstanciado no próprio PPA. orientada pela LDO. aqui nós podemos constatar o seguinte. vai tirar o próprio PPA do papel. Essa é a dinâmica orçamentária brasileira. nós não temos planejamentos distintos. o PPA não tem eficácia com relação à realização das despesas. a não ser por intermédio dessa Lei aqui. por sua vez. Então. é a Lei Orçamentária Anual que vai se incumbir anualmente de executar.Aulas 01 e 02. a LDO é uma parte do que está no PPA. porque o PPA é o grande norte. E. 39 . Então. tira um quarto do PPA do papel. Pergunta de aluno: Resposta: na verdade. É a LOA. que por conta disso. O planejamento é um só. Então. fazendo um link entre PPA e LOA. INTENSIVO MPF . de tirar do papel. Então.

000. da LRF. apartadas uma das outras. Eu peço que vocês coloquem dois parágrafos importantíssimos. Então. do mesmo art. a LRF. 4º. eu não gostaria que vocês enxergassem esses planejamentos como coisas estanques. obviamente. afetos a Lei de Diretrizes Orçamentárias. do art. Se. O anexo de metas fiscais não transformou a LDO numa Lei trienal. da Lei Complementar 101/2. o que nós temos? O anexo de metas fiscais transformou não a LDO numa Lei trienal. INTENSIVO MPF . da LRF. O que nós temos aqui? Nós temos dois anexos que foram introduzidos na LDO pela LRF. Ele apenas passa a caracterizar a LDO como uma Lei que embute um planejamento de médio prazo.Financeiro – Vanessa Siqueira Aí. integram de forma harmônica e finalística. Eu vou conceituar e depois explicar. que a Lei de Responsabilidade Fiscal introduziu dois novos conteúdos na LDO. porque isso não pode ser perdido de vista. O de riscos está no parágrafo 3º. Com relação ao anexo de metas fiscais. um planejamento de curto prazo. anexo de metas fiscais. parágrafos 1º e. mas que não desborda e nunca poderá desbordar do de longo prazo. Nós podemos dizer que. Com relação à LDO. Que novos conteúdos? Anexo de riscos fiscais e. Por isso eu repeti isso três vezes. distintas. 40 . porque não existe isso. 4º. nós temos. de materializar uma despesa que não tenha lastro no próprio PPA. É o art. 4º.Aulas 01 e 02. Não temos a possibilidade aqui. 3º. o de metas fiscais está no parágrafo 1º.

INTENSIVO MPF . 41 . Essas metas consubstanciarão o que se chama de planejamento de médio prazo.011. embutido no próprio PPA. vige por três anos. Então. vai agasalhar metas trienais.012 e 2. ser cumprida. de quatro anos. Lembrando que. a LDO de 2. Essas metas consubstanciarão o que se chama de planejamento de médio prazo. nós temos aqui.011. por exemplo. de três em três anos. de 2.Financeiro – Vanessa Siqueira O que isso quer significar? Que.010 tenha agasalhado esse anexo. Ocorre que.011. Esse planejamento de médio prazo que. ela é anual. a LDO de 2. a LDO por conta desse anexo de metas fiscais não foi transmutada. essas duas metas servirão apenas. Teremos metas para 2. essa Lei.Aulas 01 e 02. obrigatoriamente. Então. fará contraponto ao planejamento de longo prazo. é uma Lei anual. transformada em Lei trienal. o que significa isso? A primeira meta que é a meta para o ano. nós teremos metas para 2. de três em três anos. Então. de três em três anos. Vamos imaginar que. como balizamentos. de três em três anos.013. vai dizer respeito a um planejamento de médio prazo. Um anexo de metas que. a LDO vai agasalhar um anexo de metas trienais. As metas afetas aos exercícios financeiros subsequentes. deverá. a LDO que. Então.010 se refere ao exercício financeiro de 2. a LDO consubstanciando um anexo de metas.

A LRF é baseada no princípio do planejamento. Não para administradores públicos. eles poderão ser punidos. essa foi à novidade. Na LRF não existe artigo enunciando punição para administrador público. Poderes. Isso não existe na LRF. 12 da LRF. Nós temos na LRF artigos que enunciam punições para entes. Se. o órgão. o princípio do planejamento não existia. se o órgão se.Financeiro – Vanessa Siqueira Balizamentos para que? Para feitura das LDOS vindouras. eles descumprirem essa noção de planejamento. Nada mais errado. 42 . Isso foi o que a LRF nos trouxe. a LRF vem exaltando o planejamento. o Poder que. Atenção ao que eu disse. o Poder. a idéia de planejamento. Então. Mais um erro crasso que costuma ser reproduzido nos resumos de direito financeiro. calcada na idéia de planejamento. o ente se.Aulas 01 e 02. Se. se o órgão se. a LRF é uma Lei preponderantemente. por ventura viesse a descumprir o comando impositivo de planejar. É algo concebido para tornar mais factível o planejamento. como artigo de leitura necessária. o ente. Qual foi a novidade trazida pela LRF. o Poder. A LRF lança luzes sobre o planejamento. Tem muita gente que diz ah. em termos de planejamento? A possibilidade de se punir o ente. Na verdade. INTENSIVO MPF . Eu peço até que vocês coloquem o art. Isso é muito importante. ele foi trazido pela LRF. órgãos.

isso é muito importante. não na LRF. E. a possibilidade de nós sairmos daquelas balizas é diminuída. como uma Lei estratégica na consecução do equilíbrio orçamentário. Então. esse planejamento de médio prazo embutido na LDO. a LDO por conta da introdução desses dois novos conteúdos. Aqui. 43 . que vai viger por quatro anos. como uma Lei estratégica no combate a dívida pública. INTENSIVO MPF . Por quê? Porque a LDO traz aquele planejamento de longo prazo e embute nessas metas. a LDO passou a ser enxergada. Voltando ao planejamento. em verdade. Então. Quando a LDO passa a agasalhar o planejamento de médio prazo. a LDO de três em três anos vai agasalhar um anexo de metas fiscais. Esse anexo de metas fiscais consubstanciará o que se chama de planejamento de médio prazo. nós não teremos tantas possibilidades de nos perdermos. Questão objetiva da prova do MPF. Então. como uma Lei estratégica na busca pela estabilidade econômica. tornando a idéia de planejamento mais factível. no Código Penal. nós estamos. por conta desse anexo de metas fiscais. Em verdade. a LRF logrou introduzir dois novos conteúdos a LDO e. vai fazer contraponto com o planejamento de longo prazo que vem consubstanciado no próprio PPA e. onde? Na Lei de Improbidade.Aulas 01 e 02. Aqui nós não podemos nos perder. com o advento da LRF.Financeiro – Vanessa Siqueira Nós temos punições previstas para administradores públicos.

qualquer sorte de calamidades. imprevisibilidades não irão ocorrer. 44 . Área exatamente privilegiada pela população. Isso não existe. nós temos uma imprevisibilidade para resolver se. para colocar na imprevisibilidade. Isso. vai pisoteando a idéia de planejamento. sem que seja preciso remanejar recursos orçamentários de outras áreas que. Então. o que acontecia? O governante iniciava o seu governo. Um orçamento apertado aí. uma área reputada de primordial importância pela população. Aí. E era isso que acontecia no Brasil. a LRF manda. temos gastos oriundos com imprevisibilidades. uma reserva que seja apta a suportar gastos oriundos de imprevisibilidades. ia lá e tirava dinheiro da educação. gastos oriundos de catástrofes. enchentes. Hoje em dia. Justo no sentido de despesa não. Você não pode imaginar que num ano. chegava no meio do ano se deparava com uma calamidade e. de justiça.Financeiro – Vanessa Siqueira O outro novo conteúdo é o conteúdo que diz respeito ao anexo de riscos fiscais. confeccionava um orçamento justo. você tem que prever um anexo de riscos fiscais. tirava dinheiro de onde? Da área da educação. esses gastos serão supridos pelo dinheiro integrante desse anexo de riscos fiscais. em verdade. uma reserva de contingência. Isso não existia no orçamento. para suprir consequências oriundas de imprevisibilidade.Aulas 01 e 02. a população reputou prioritárias. Olha Executivo. apertado. Hoje em dia se. INTENSIVO MPF .

Essa idéia de anexo de riscos é uma idéia muito importante. inciso I: são vedados o início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual. eu peço que vocês coloquem o art. já caiu. inciso I. desse anexo. um instrumento estratégico no combate a dívida pública. É um anexo que foi previsto para isso. INTENSIVO MPF . Obviamente. 45 . tirando dinheiro do anexo.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. aquela programação escolhida pela população permanecerá intacta. atende-se ao princípio do planejamento. com o parágrafo 5º. a LDO passou a ser encarada como um instrumento estratégico na idéia de equilíbrio. demandarão gastos.Aulas 01 e 02. poderá se deparar com imprevisibilidades que. de uma área reputada de primordial importância pela população? Nós vamos esculhambar o planejamento? Não. Razão porque. preservado o planejamento. perceba que você no transcorrer do ano. Com relação à LOA. Isso é extremamente importante. dois novos conteúdos introduzidos na LDO. esses dois novos conteúdos embutidos na LDO. E nós vamos tirar esse dinheiro de que lugar. do art. Nós tiraremos o dinheiro dessa reserva de contingência. 167. Nós temos aqui. 165. Governante olhe para frente. e com isso. 167. na prova do MPF. a Lei estimula essa idéia de visão prospectiva. com isso. pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Está no art. um instrumento estratégico na busca da estabilidade econômica. também.

nós temos os princípios implícitos do equilíbrio e da transparência. Então. nós temos ainda. 165: o conteúdo da Lei Orçamentária Anual. do art. sendo mencionados no parágrafo 5º.Financeiro – Vanessa Siqueira Eu peço que vocês coloquem. o inciso VI. Eu posso dizer que. Quais estão implícitos? Equilíbrio e transparência. dois princípios implícitos aqui. também. nós temos dois princípios constitucionais orçamentários expressos. nós temos os princípios da universalidade e da unidade. e. 165 enuncia universalidade e unidade. nós temos o parágrafo mais importante.Aulas 01 e 02. no inciso VI: são vedados a transposição. 46 . dentre todos é o mais importante. já caiu. 165. o parágrafo 5º. no parágrafo 5º. do art. nós temos quatro princípios. Atenção. 165. porque aqui. Por que o mais importante? Porque aqui nós temos o conteúdo da LOA sendo enunciado. quanto aos três parágrafos. o parágrafo 5º. a par de está consubstanciado o conteúdo da LOA. Nós temos cinco coisas no parágrafo 5º. LDO e LOA. 167. Esse parágrafo 5º. Está lá. dois incisos do art. o remanejamento ou transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou. do art. Porque o conteúdo dessas Leis. Isso cai com muita frequência nas provas. também. do art. do art. eu posso dizer que. PPA. INTENSIVO MPF . do art. dois expressos e dois princípios implícitos. E. 165 induz ao equilíbrio e a transparência. sem prévia autorização legislativa. esses conteúdos são de extrema importância. e. Quais estão expressos? Universalidade e unidade. no MPF. Com relação à Lei Orçamentária Anual. sendo enunciados. 167. de um órgão para outro.

Aulas 01 e 02. Por que eu faço menção aqui. eu disse que o orçamento. universalidade e unidade. equilíbrio e transparência. nós temos unidade ou unicidade sob o prisma da tríade orçamentária e. o PPA nada é sem a LOA o PPA não tem vida. Por que eu estou mencionando o verbo enunciar? Porque aqui nós temos princípios expressos. o orçamento dos Poderes. quatro princípios sendo enunciados pelo parágrafo 5º. Nós temos aqui. Outra coisa. nós temos dois princípios implícitos. ano a ano. ela vai cuidar de materializar ano a ano. o orçamento da seguridade social. executando o planejamento de longo prazo consubstanciado no PPA. Esses três sub-orçamentos embutidos na Lei Orçamentária Anual. Tudo de uma vez? Obviamente que não. a LOA se subdividindo em três sub- orçamentos. um pedacinho daquele planejamento de longo prazo consubstanciado no PPA. para se materializar. é uno. para se concretizar. um quarto do PPA. Sem a LOA. nada obstante ele se espalhe por três Leis. Antes de falarmos dos princípios. eu disse que o orçamento materialmente. nós temos aqui a LOA. Nós temos o orçamento de investimento das estatais. INTENSIVO MPF . A LOA eu disse. em termos formais.Financeiro – Vanessa Siqueira Nós temos então. vamos a própria LOA. nós temos unicidade sob o prisma. Então. ao verbo induzir? Porque aqui. O PPA depende da Lei Orçamentária Anual. da Lei Orçamentária Anual. um quarto. para sair do papel. e. 47 . Por que sob o prisma da Lei Orçamentária Anual? Porque a LOA vai se tripartir. Aqui acontece a mesma coisa. também.

universalidade e unidade. do art. 6º. também. eu peço que vocês combinem o parágrafo 5º. nada obstante a LOA se triparta em três sub-orçamentos. Nós temos uma única Lei materialmente. a LOA é considerada. una. deve computar aqueles ingressos oriundos de operações de crédito. INTENSIVO MPF . nada pode escapar dos limites da Lei Orçamentária. Falando dos princípios embutidos no parágrafo 5º. Então. Então. com o art. investimento e custeio das estatais. da Lei 4. Aí. 165. do art. 48 . os fundos. Assertiva errada. Então. Isso é universalidade. temos unidade. eles colocam a palavrinha. Isso é universalidade. 165. sob o prisma da LOA. na prova o que nós temos? Está escrito na Constituição. nós também. Aqui. orçamento dos Poderes e orçamento da seguridade social. Eles fazem isso.320/64 que. Com relação à universalidade. O que quer significar universalidade? Quer significar que nada pode ficar de fora da Lei Orçamentária. também. orçamento de investimento das estatais.Financeiro – Vanessa Siqueira Esses incisos do parágrafo 5º costumam ser demandados com muita frequência. o orçamento não pode se esquecer de computar as renúncias de receita. deve fixar todas as despesas. enuncia universalidade. nada pode escapar dos limites do orçamento. enfim. orçamento. O orçamento deve prever todas as receitas. com bastante frequência. orçamento de investimento das estatais.Aulas 01 e 02.

Aulas 01 e 02. temos o princípio do planejamento que. INTENSIVO MPF . do princípio do planejamento. Temos o da anualidade. do princípio da universalidade.Financeiro – Vanessa Siqueira E eu diria que. Por que unidade consectário da universalidade? Porque não fosse a exigência ditada pela universalidade. Além desses cinco princípios. 49 . eu diria que a unidade é consectário da universalidade. Essa unidade é propiciada pela universalidade. por conta da universalidade. nós não teríamos como imprimir uma unidade de orientação política. Aí. e do princípio da unidade. vamos analisar detidamente os princípios constitucionais orçamentários e. 165. no mesmo parágrafo 5º. do art. é a mesma coisa que princípio da programação. vêm enunciados pelo parágrafo 5º. Então. lembrando que já falamos do princípio do equilíbrio. do princípio da transparência. pela necessidade de que sejam cumpridas as exigências ditadas pela universalidade. a unidade que vem consubstanciada expressamente. anualidade orçamentária que diz respeito à periodicidade anual de previsão das receitas e da fixação das despesas. 165. unidade de orientação política com relação aos objetivos a serem atingidos. chegamos. do art. Saindo daqui. eu tenho unidade. com relação aos objetivos a serem atingidos. E. Unidade e universalidade são dois princípios constitucionais orçamentários expressos que. Eu só tenho unidade. na parte mais importante da nossa matéria.

Primeiro. O que quer significar exclusividade? De que maneira a exclusividade vai aparecer para vocês? De duas maneiras. não pode conter. do art. A maneira tal como prescrita pelo parágrafo 8º. nós temos um princípio constitucional orçamentário expresso e. Segunda pergunta: esse princípio da exclusividade comporta exceções? Sim. Eu vou falar a respeito da exclusividade em matéria orçamentária. o princípio da exclusividade que. uma expressão cunhada pelo Rui Barbosa. Esse princípio é expresso? É expresso. da Constituição da República. do art. O princípio é expresso? O princípio comporta exceções? Então. Estão onde? Estão no próprio parágrafo 8º. não pode abraçar caudas orçamentárias. 165: o orçamento não pode conter dispositivos estranhos a previsão da receita ou a fixação da despesa. Duas perguntas mais frequentes concernentes aos princípios.Aulas 01 e 02. nós temos aqui duas exceções ao princípio da exclusividade. Cauda com “u” é cauda de rabo orçamentário. está no parágrafo 8º. 50 . 165. Então. Diz o parágrafo 8º. INTENSIVO MPF . Está onde? No parágrafo 8º. vamos evidenciar essas duas características na abordagem desses princípios constitucionais orçamentários. 165. ao nosso sétimo princípio.Financeiro – Vanessa Siqueira Vamos. então. rabilongo orçamentário. De que outra maneira a exclusividade vai aparecer para vocês? O orçamento não pode agasalhar. do art. comporta. 165. do art. comporta duas exceções.

nos conduzem as caudas orçamentárias. INTENSIVO MPF . É por isso que são artigos que excepcionam a exclusividade. Então. por antecipação de receita. essas duas são as formas através das quais a exclusividade vai aparecer para vocês. com rabilongos. artigos de Lei material enxertados no orçamento. com caudas orçamentárias? Quando nós nos depararmos com artigos de Lei material enxertados no orçamento. sem afrontar a exclusividade. Porque se. Então. por Decreto. efetivamente. E segundo: autorização para realizar operação de crédito ainda que. Artigos enxertados no orçamento. Esse princípio comporta duas exceções. Nós temos duas exceções que dizem respeito a autorizações. Então. afrontam a exclusividade em matéria orçamentária. nós temos dois artigos embutidos no orçamento. E. nós não temos aqui dois dispositivos dizendo respeito ou a previsão da receita ou a fixação da despesa. Primeiro: autorização para abrir adicional suplementar. podem vir embutidos na LOA. 51 . o orçamento não pode agasalhar dispositivos estranhos. vamos aos dois dispositivos autorizativos que. ou a previsão da receita ou a fixação da despesa. as caudas orçamentárias vilipendiam.Financeiro – Vanessa Siqueira O que são rabilongos orçamentários? Quando nós nos deparamos. são dois dispositivos dizendo respeito a autorizações. Então. sem vilipendiar.Aulas 01 e 02. Isso aí são caudas orçamentárias. artigos dizendo respeito a autorizações. Então. O dispositivo veicula uma autorização. concedendo direitos subjetivos para terceiros.

Podemos. abrir adicional suplementar. Dispositivos que dirão respeito à possibilidade de abertura de adicional suplementar por Decreto e. Viola a exclusividade? Não viola. Essa é uma matéria muito importante. para que vocês consigam entender essa primeira exceção a exclusividade em matéria orçamentária. demandada com bastante frequência. então. Nós temos aqui. autorizações dirigidas ao Chefe do Executivo.Financeiro – Vanessa Siqueira Lembrando que. encontrar um dispositivo na LOA. porque essa é uma exceção. abordando a figura dos créditos adicionais. Então. Então. porque aqui nós não temos um artigo que verse ou que fale sobre previsão de receita ou sobre fixação de despesa. Então.Aulas 01 e 02. pode haver um dispositivo autorizando o Chefe do Executivo. Mas. igualmente. Nós temos. Então. faz-se necessária uma abordagem acerca dos créditos adicionais. Isso vai violar a exclusividade? Não. realizar operação de crédito é pedir dinheiro emprestado. na LOA pode haver e. autorizando o Executivo a realizar operação de crédito. Não há isso aqui. créditos adicionais. a possibilidade de realização de operações de crédito. espera aí. INTENSIVO MPF . duas exceções a exclusividade em matéria orçamentária. isso viola a exclusividade. nós podemos nos deparar com dois dispositivos na LOA. 52 . Para que vocês possam entender essa primeira exceção. por Decreto. também. vocês devem saber o que é crédito adicional. sempre há.

para atendimento de uma despesa do Estado. Isso que está aqui não existe. Nós temos dotações orçamentárias. essa é a nossa LOA. dez reais. créditos adicionais. a dotação tem a ver com a quantidade de recursos financeiros previstos. Então. no princípio da exclusividade. Lembrando que. Então. para infra-estrutura. vamos imaginar a Lei Orçamentária Anual. essas previsões podem vir a não se materializar. Quando eu falo em adicional. dois reais. eu falo em despesa pública. Então. Isso é crédito orçamentário. para falar dos créditos adicionais. segurança. as dotações orçamentárias têm a ver com a quantidade de recursos financeiros previstos. O que é crédito orçamentário? Crédito orçamentário é a dotação incluída no orçamento. bastante simples. nós temos de um lado créditos orçamentários e. Nós temos aqui. para a educação. créditos orçamentários. educação. infra- estrutura e a segurança. isso aqui é crédito orçamentário. 53 . Essa é uma matéria pertencente ao campo de atuação despesa pública. Obviamente. um real. nós temos aqui uma previsão de arrecadação que vai cobrir os gastos afetos a saúde. uma LOA bastante reduzida. a nossa Lei Orçamentária Anual. Isso quer significar que. dotações orçamentárias. eu estou abrindo um parêntese aqui.Aulas 01 e 02. de outro. INTENSIVO MPF . Então. relacionadas ao atendimento das despesas do Estado. Para a saúde.Financeiro – Vanessa Siqueira Lembrando que. A LOA vai contar com dotações orçamentárias. trinta reais. Então.

opinião releva por excelência o princípio do planejamento. nós podemos mexer na Lei Orçamentária. essas dotações podem muito bem se revelar insuficientes. Então. sem quaisquer contrapartidas? Pode? Não. Por quê? Porque na saúde demandou mais gastos. INTENSIVO MPF . nas ocasiões nas quais o interesse público norteador da confecção da Lei Orçamentária sofrer alterações. obviamente.Aulas 01 e 02. de modificações no próprio interesse público que. no desenrolar do ano. a Lei Orçamentária poderá ser alterada. chegar à conclusão que essas verbas afetas à educação são insubsistentes. sem que nada na conjuntura social tenha acontecido. da LRF. Por que um orçamento poderia ser alterado? Exatamente. por conta de alterações. a não ser que a realidade dos fatos acuse essa necessidade. eu por ventura tirar. No meio do ano. não precisaria existir. porque é o artigo que. Então. norteou a confecção do orçamento. eu estou afrontando. Eu posso. na minha. há a possibilidade de que. Ah. eu posso querer suplementar verbas relacionadas à área da saúde. Se. violando o princípio do planejamento. 12.Financeiro – Vanessa Siqueira O que acontece? No transcorrer do ano. o orçamento seja alterado. Por isso que eu pedi para vocês colocarem no caderno o art. dinheiro daqui e botar aqui. 54 . Diz lá: as dotações orçamentárias não poderão ser revistas. por exemplo. no transcorrer do ano. com a chancela do Legislativo. não pode. o que eu quero dizer é o seguinte.

no decorrer do ano. Atenção quanto a isso. que a Lei Orçamentária confeccionada. pegar dotação da saúde e ah. o interesse público sofrer modificações e. nós temos violação ao princípio do planejamento. sem guarida no interesse público. o orçamento pode ser alterado. haverá de ser alterada. de sorte a adequá-la a essas alterações. o Executivo? Não. É o que acontece. o interesse público sofrer alterações. se eu tenho aqui uma Lei Orçamentária que foi redigida com base no interesse público e. Se. Pode remanejar dotação orçamentária. quando o interesse público acusar a necessidade. Ao contrário. No entanto. o interesse público sofre mesmo modificações.Aulas 01 e 02. INTENSIVO MPF . Então. que instrumentos nós usaremos para alterar a Lei Orçamentária? Pode o Chefe do Executivo. obviamente. com base no interesse público. Em todas as ocasiões nas quais.Financeiro – Vanessa Siqueira Não que o orçamento não poderá ser alterado. apenas. isso viola a separação de Poderes. 55 . de molde a que torne a se adequar a esse interesse público. porque ele é eminentemente dinâmico. Se. eu tenho que fazer o que? Eu tenho que alterar a Lei Orçamentária. cambiante. aqui não está precisando não. modifica-se o orçamento. Agora. eu vou botar na infra-estrutura oito reais. esse interesse público sofreu alterações.

do art. Esse Projeto de Lei vai culminar na abertura de um adicional suplementar. pedindo autorização para o Congresso. Ele pode fazer isso sozinho? Não. o remanejamento. a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou. sem prévia autorização legislativa. Leis Orçamentárias que alteram a Lei do Orçamento. de um órgão para outro. Quem está gastando. Então. Nós temos três tipos de adicionais. o Chefe do Executivo é quem vai vislumbrar a necessidade. São três os tipos de adicionais. Adicionais que são utilizados para modificar a Lei Orçamentária. vai revogar parte da LOA. quaisquer mudanças no orçamento necessitarão de autorização legislativa.Financeiro – Vanessa Siqueira Eu até pedi a vocês anotarem o inciso VI. De quem é a iniciativa dos adicionais? Do próprio Chefe do Executivo. não é o Chefe do Executivo? Então. nesses pedidos de autorização é que entram os adicionais. de suplementar a área da saúde. O adicional suplementar é uma Lei Orçamentária que vai alterar parte da Lei Orçamentária Anual. para suplementar a área da saúde. sistema de freios e contrapesos. Aí. Ele vai confeccionar um Projeto de Lei. 56 .Aulas 01 e 02. INTENSIVO MPF . 167: são vedados a transposição. por exemplo. O que é um adicional? Adicional é uma Lei Orçamentária que vai derrogar. O Executivo tem que pedir autorização. Os adicionais nada mais são do que.

aonde vêm enunciados os adicionais? Na Lei 4. eu estou abrindo parêntese no bojo do princípio da exclusividade em matéria orçamentária. falando dos créditos adicionais. parágrafo 3º. parágrafo 8º. INTENSIVO MPF . 44. E na Lei. esse interesse público que norteou a confecção da Lei Orçamentária. os adicionais nada mais são do que. uma Lei Orçamentária seja alterada. nós temos os adicionais extraordinários. art. Lembrando que a nossa exceção só diz respeito ao adicional suplementar. 167. 167. o que nós teremos que fazer? Nós teremos que alterar a Lei Orçamentária. 165. é aquele que está gastando. o Chefe do Executivo. Eu vinha dizendo que. os suplementares estão no art. nós temos os adicionais especiais. Leis Orçamentárias que revogam que. derrogam parte da Lei Orçamentária Anual.Financeiro – Vanessa Siqueira Nós temos os adicionais suplementares. os extraordinários no art. Na Constituição. para que vocês compreendam a primeira exceção a exclusividade. a Lei Orçamentária que foi confeccionada com base no interesse público se. Em que ocasiões nós poderemos lançar mão dos adicionais? Em todas as ocasiões nas quais o interesse público sofrer alterações. Lembrando que. portanto. todos da Constituição. apenas. parte da LOA.320/64. Vamos voltar à questão dos créditos adicionais. no transcorrer do ano sofrer alterações. Os especiais no art. 40-A e art. e.Aulas 01 e 02. inciso V e. Então. Eu disse quem vai identificar essa necessidade de que. 57 . Então.

O Poder Legislativo autoriza a suplementação. nós vamos suplementar essas dotações. o que ele vai fazer? Ele vai confeccionar um Projeto de Lei. o Executivo não pode gastar um centavo sequer. o Chefe do Executivo não pode chegar e pegar dinheiro de um lugar e botar no outro. sempre observando essa trajetória. aquilo que move o direito orçamentário é essa idéia de que. Essas Leis que autorizam a abertura de adicionais. os recursos da saúde serão complementados. nós temos dotações que já existem e. que. como o próprio nome está a acusar. do direito orçamentário. porque os recursos afetos a saúde com o tempo se revelaram insuficientes.Financeiro – Vanessa Siqueira Só que. Os suplementares. vai submeter esse Projeto de Lei à apreciação do Poder Legislativo. revogam parte da LOA. de iniciativa do Executivo que derrogam a LOA. enfim. a saúde será complementada. Vamos então abordar cada um dos créditos adicionais.Aulas 01 e 02. A pedra de toque. aí depois. Então. INTENSIVO MPF . Ou seja. às custas da aprovação de uma Lei autorizando a abertura de um adicional suplementar. Essa é a pedra de toque do direito financeiro. Então. o Executivo vislumbrou a necessidade de suplementar a saúde. ele tem que pedir autorização ao Legislativo. autoriza a abertura e. visam suplementar dotações orçamentárias. dotações que no transcorrer do ano se revelaram insuficientes. Então. sem que esse centavo seja autorizado pelo Poder Legislativo. 58 . eles visam reforçar. nada mais são do que Leis Orçamentárias.

nós temos créditos que visam satisfazer despesas imprevisíveis. como nos especiais. não aparece uma dotação orçamentária. com que propósito? De sorte a adequar a Lei Orçamentária aquelas mudanças. nós não temos dotações para suprir aquilo que é novo. os especiais? Os especiais visam satisfazer necessidades novas. aquelas necessidades ditadas pelo interesse público. Com relação aos adicionas especiais. nós não temos dotação orçamentária. E. o interesse público sofreu alteração. Temos três espécies de adicionais. o processo legislativo de composição dos orçamentos. Eu disse que. Não são despesas não previstas.Aulas 01 e 02. vai enxertar uma dotação na Lei Orçamentária Anual. Então. de sorte a adequá-la a essas modificações. temos aqui uma Lei autorizando a abertura de um adicional.Financeiro – Vanessa Siqueira Com que objetivo. Com relação a dois desses adicionais. são necessidades novas. para modificar a Lei Orçamentária. suplementares e especiais. imprevisíveis e urgentes. Então. visam satisfazer despesas para as quais não exista dotação orçamentária. os suplementares visavam reforçar dotações orçamentárias. Aqui. o especial vai criar uma dotação orçamentária. Então. os extraordinários visam suprir despesas que não poderíamos ter previsto. Se. Respeitaremos aqui. são despesas imprevisíveis e urgentes. Por quê? Porque o adicional especial vai criar uma dotação orçamentária. O adicional especial visará satisfazer necessidades novas. INTENSIVO MPF . 59 . Com relação aos extraordinários. com relação aos adicionais especiais. nós temos uma trajetória a respeitar.

Aulas 01 e 02. o Presidente da República. porque ela é imprevisível. depois submissão do Projeto de Lei a análise do Poder Legislativo. a abertura depois. de criar uma dotação que ainda não existe. nós temos uma abrupta ruptura da trajetória. Então. poderá lançar mão de uma Medida Provisória. dar-se-á nos moldes da autorização dada pelo Legislativo. autorizando a abertura tanto do adicional suplementar. uma prerrogativa ao Presidente da República. sem violar separação dos Poderes. com relação aos adicionais extraordinários. INTENSIVO MPF . Aqui não dá tempo de nós submetermos a abertura do adicional. porque se trata de uma exceção. não foi prevista que. nesta ocasião. Por quê? Porque aqui nós temos uma despesa urgente que. como elas são aos adicionais suplementares e especiais. nós temos uma trajetória a seguir. Não dá tempo para fazer isso. Nesta ocasião. 167. Confecção de Projeto de Lei. não pôde ser prevista. é Medida Provisória. do art. a transferência será levada a efeito nos moldes tais como autorizou o Poder Legislativo. então. Não é Decreto. quanto do adicional especial aí sim. Agora. ele vai propor essa alteração da Lei Orçamentária ao Poder Legislativo. o Presidente da República. O Poder Legislativo. para abrir um adicional extraordinário. ao processo legislativo de confecção dos orçamentos. 60 . Então. o Poder Legislativo autoriza a abertura e.Financeiro – Vanessa Siqueira O que vai acontecer aqui? O Chefe do Executivo vislumbrando a necessidade de suplementar uma dotação ou. Razão porque a Constituição outorga no parágrafo 3º.

Então. Ele chegou a dizer que esse rol do parágrafo 3º. Então. ele chegou a dizer e. é um rol exemplificativo. Então. num parecer exarado em duas ADINs. ela não pode ser afrontada. como um rol exemplificativo. violada uma cláusula pétrea. ele afirma que esse “com” dá azo a que nós conservamos esse rol. exceção ao princípio da separação dos Poderes. Por conta do seguinte: será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes como as decorrentes. nós temos aqui. O art. parágrafo 3º. para abrir um adicional extraordinário que terá o condão de satisfazer uma despesa imprevisível e urgente. separação dos Poderes. comoção interna e calamidade pública. eu considero essa uma constatação absurda. Do contrário. faz menção a despesas imprevisíveis e urgentes. como as decorrentes de guerra. aqui nós temos uma abrupta ruptura dessa trajetória. De modo que. 167. uma cláusula pétrea. Um Procurador Geral da República.Financeiro – Vanessa Siqueira É a única ocasião em que o Chefe do Executivo Federal será autorizado a mexer no orçamento antes. Aqui o Executivo vai utilizar Medida Provisória. estamos aqui diante de uma exceção. aqui ele lançará mão de uma Medida Provisória. nós temos aqui. Agora. Então. INTENSIVO MPF . 61 . da chancela do Poder Legislativo. essa exceção por conta desse motivo.Aulas 01 e 02.

meramente. Então. não dá para contemporizar essa interpretação.Financeiro – Vanessa Siqueira Nós temos aqui uma situação excepcional. a Lei maior. E. nós temos aqui uma violação à cláusula pétrea. esse rol é um rol taxativo. Então. As exceções devem vir expressamente consignadas na Lei. isso é muito sério. Porque se for mal conduzida. Falando a respeito do adicional extraordinário se. fechado.Aulas 01 e 02. 62 . para mexer no orçamento e suprir despesas. E mais nada. para atender a essas despesas aqui oriundas de calamidade pública. Então. nós estivermos num Estado ou num Município. exemplificativo. a Constituição da República. como um rol exemplificativo. Eu diria fechadíssimo esse rol. INTENSIVO MPF . outra coisa. guerra e comoção interna. As exceções uma vez previstas. Que Lei? No caso aqui. obviamente. o Chefe do Executivo só pode abrir adicional extraordinário. Então. absolutamente. Nós não temos um rol aqui. ordinárias. Eu peço que vocês leiam detidamente os artigos 40 a 44. não comportam interpretação extensiva. é complicado. Porque daqui a pouco nós estaremos chancelando a possibilidade de que. Não dá para conceber isso aqui. que o Governador ou Prefeito não poderão lançar mão de uma MP. vocês já viram que os adicionais são esses três aqui. o Presidente da República vá editando Medida Provisória. por MP.

eu abri uma brecha no princípio da exclusividade. nas searas estaduais e municipais nós temos o Decreto. aqui nós não temos o Executivo mexendo no orçamento. da Lei 4. Lembrando que. a exceção se refere ao adicional suplementar. exatamente. INTENSIVO MPF . até determinado limite. Então. para abrir o adicional extraordinário.320/64. Aqui. Agora. Nós não temos uma exceção que diga respeito a quaisquer outros adicionais. genérica. Nada disso. por Decreto. para suprir despesas extraordinárias. como é que a exceção se materializa? Nós temos na Lei Orçamentária. na LOA. A exceção diz respeito ao adicional suplementar.Aulas 01 e 02.Financeiro – Vanessa Siqueira Nesses casos. mas uma autorização. eles abrirão um adicional extraordinário por Decreto. Vamos tornar a examinar o princípio da exclusividade. de sorte a que nós entendêssemos uma das exceções ao princípio da exclusividade. aqui nós não temos uma exceção à separação de Poderes. nos moldes do que preconiza o art. Então. Então. 44. nós contamos com uma autorização do Legislativo. violando esse princípio da separação de Poderes. adicionais suplementares. um dispositivo que autoriza o Chefe do Poder Executivo a abrir. na seara federal Medida Provisória e. uma autorização vá lá. 63 . um Decreto que deverá ser submetido à análise posterior do Poder Legislativo.

depois o Legislativo autoriza e aí. o que vai acontecer? Ele não mais poderá valer-se do Decreto. Isso para evitar maiores burocracias. ele vai ter que novamente confeccionar o Projeto de Lei. você pode dentro de um determinado limite. INTENSIVO MPF .Financeiro – Vanessa Siqueira Aí. Então. esse limite em todos os entes é de trinta por cento. um limite concedido por Lei. o Executivo já tenha se utilizado dessa prerrogativa até exaurir o limite. para que você não precise confeccionar Projeto de Lei. Aí. Geralmente. o adicional suplementar será aberto nos moldes da autorização. dentro dessa margem de manobra. exaurido o limite. Ultrapassou o limite. depois submeter esse Projeto ao Poder Legislativo e aí. na ordem de trinta por cento. pode o Poder Executivo abrir adicionais suplementares. Se. para que você não precise a cada necessidade de suplementação. do orçamento.Aulas 01 e 02. Agora. Aí. o Executivo vislumbrar a necessidade de suplementar. você pode ir abrindo adicionais suplementares por Decreto. da receita. Nada disso Executivo. e gastou trinta por cento do seu limite. valendo-se de Decreto. depois submeter o Projeto a análise do Legislativo. depois te dá abertura. 64 . Executivo. o Legislativo diz o seguinte para o Executivo. Chegou lá. Vamos imaginar que. adicionais suplementares. depois o Poder Legislativo vai autorizar e então. você pode ir abrindo por Decreto. outras dotações orçamentárias.

Aí. cada um deles dizendo respeito a autorizações. créditos adicionais suplementares. ele já tem autorização da Lei Orçamentária para pedir dinheiro emprestado. Um dispositivo que venha autorizando o Executivo a pedir dinheiro emprestado ainda que. Um. Nós não temos recursos em caixa. Essa exceção não versa sobre crédito adicional especial. o Poder Executivo deve tornar voltar a pedir autorização ao Legislativo. Então.Financeiro – Vanessa Siqueira Exaurido o limite. permitindo que sejam realizadas operações de crédito. ainda não adveio. teremos em breve. Tão logo a receita. abrir por Decreto. adicional suplementar e. É possível que. quando a arrecadação se concretizar. Então. nós venhamos a nos deparar com um dispositivo enxertado na Lei Orçamentária Anual. 65 . outro autorizando a realização de operações de crédito. oriunda dos tributos adentrem nos cofres públicos. seja para antecipar uma receita que. esses empréstimos que foram autorizados pela Lei Orçamentária serão resgatados. Então. autorizando o Executivo a abrir por Decreto. até determinado limite. nós temos aqui. INTENSIVO MPF . vamos imaginar início de governo. A outra exceção a exclusividade.Aulas 01 e 02. nós temos dois dispositivos. dois artigos enxertados na Lei Orçamentária. Um dispositivo autorizando o próprio Chefe do Executivo. não viola a exclusividade. o Executivo sem dinheiro em caixa. um dispositivo enxertado na LOA que.

remanejar recursos de um lugar para outro. III. Vamos para o princípio da especialidade. não violam a exclusividade. 167 que. O Poder Executivo não pode gastar um centavo sequer.Financeiro – Vanessa Siqueira São dois dispositivos que. Vamos para o princípio da legalidade. Eu vou ditar os artigos afetos à legalidade. o Poder Legislativo autorize. Oitavo princípio. Ao contrário. INTENSIVO MPF . V e VI. Eu vou ditar os incisos do art. O Poder Executivo. tem a ver com a legalidade: incisos II.Aulas 01 e 02. essa é a pedra de toque do direito orçamentário. diretamente. O Poder Executivo não pode mexer na Lei Orçamentária. princípio da especialidade ou especialização. Nós temos três vertentes de especialidade: nós temos a especialidade quantitativa. não dizem respeito. os órgãos a que. sem que esse centavo passe pelo crivo do Poder Legislativo. 66 . se destinam esses créditos e. Percebam que. os orçamentos devem discriminar e especificar os créditos. A despeito disso. Isso quer significar que. constituem exceções ao princípio da exclusividade. sem autorização do Poder Legislativo. São incisos que materializam o princípio da legalidade. a previsão da receita ou a fixação da despesa. o tempo no qual deve se realizar a despesa. a especialidade qualitativa e a especialidade temporal. a Lei Orçamentária só pode ser alterada desde que.

inciso VII. 5º. 67 . 15. O art. 167.320/64. 20. nós temos uma menção ao art. 167. inciso VII. 167. infra- estrutura. No art. A especialidade qualitativa está na Lei 4. material de consumo. parágrafo 2º. eu coloco assim.Financeiro – Vanessa Siqueira A partir deste enunciado nós temos as três especialidades: a quantitativa. Mas quanto? Eu não sei o que por ventura for arrecadado. parágrafo único. Eu combinaria o art. está na Lei 4. 5º. com o art. despesas com pessoal. Vamos imaginar o orçamento. Eu pego despesas com pessoal. a temporal está na Constituição. 167. dessas especialidades vem enunciadas pela Constituição. parágrafo 2º. Aí. no art. Esse art. da Lei 4. art. Agora. 20. 5º. a especialidade quantitativa está na Constituição. essas despesas serão supridas com tudo aquilo que advier do ICMS. sob esses três prismas. A especialidade quantitativa está no art.Aulas 01 e 02. Agora. a qualitativa e a temporal. parágrafo único consubstancia uma exceção a especialidade qualitativa. Duas. 20 diz respeito a uma exceção ao princípio da especialidade qualitativa. 5º faz menção ao art. Então. artigos 5º e 15. ela não vem consubstanciada na Constituição.320/64. a especialidade temporal está no art. a qualitativa não está na Constituição. parágrafo 1º. parágrafo único. INTENSIVO MPF . art. parágrafo 1º. eu vou explicar o que é especialidade. No que se refere à especialidade qualitativa. Essa menção ao art.320/64. 20. Isso aqui viola a especialidade quantitativa.

INTENSIVO MPF - Aulas 01 e 02- Financeiro – Vanessa Siqueira

Nós devemos contar no orçamento com quantum determinado.

Então, nós devemos ter quantias determinadas. Quanto é que vai para a

despesa com pessoal? Trinta reais. Tudo bem, oriundos da arrecadação de

determinado imposto.

Lembrando que, eu não estou vinculando receita de imposto à

despesa específica, eu estou alocando a receita de imposto nas despesas do

orçamento. Caso contrário se, eu não pudesse alocar dinheiro de imposto nas

despesas do ente, por que eu iria arrecadar imposto? Então, aqui estou

alocando.

Quando nós falamos em vinculação, nós falamos em Lei pré-

vinculando o Poder Executivo, no momento da confecção do orçamento. Nada

a ver.

Essa é a especialidade quantitativa, tem que contar com

quantias determinadas, quantias limitadas. Eu não posso contar com créditos

ilimitados, não determináveis aqui.

Outra coisa que poderia violar a especialidade, dessa feita, a

qualitativa. Eu coloco todas essas despesas no mesmo balaio e digo assim,

olha essas despesas todas aqui, serão custeadas pela receita oriunda de tal

imposto, que vai me pagar cem reais.

Então, eu botei lá, cem reais para custear esse grupo de

despesas. Aqui eu não estou ferindo a especialidade quantitativa, mas eu

estou ferindo a especialidade qualitativa, porque eu passo a considerar

montantes globais.

68

INTENSIVO MPF - Aulas 01 e 02- Financeiro – Vanessa Siqueira

Aí, fica complicado. Eu não posso aglutinar despesas, eu não

posso colocar despesas diferentes no mesmo grupo, sob pena de está

violando a especialidade qualitativa.

E a especialidade temporal. Nós temos o parágrafo 2º, do art.

167, da Constituição. O parágrafo 2º diz assim: os créditos especiais e

extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem

autorizados. Salvo se, o ato de autorização for promulgado nos últimos

quatro meses daquele exercício financeiro.

Então, créditos especiais e extraordinários, eles terão que ser

executados no ano em que tiverem sido autorizados. Salvo se, o ato de

autorização houver sido promulgado nos quatro últimos meses do ano.

Então, estão aí, as três vertentes da especialidade: a

quantitativa, a qualitativa e a temporal.

Atenção, porque nessas provas o que eles fazem com

frequência? Eles colocam o nome de um princípio e o conteúdo de outro

princípio. Então, cuidado com essa prática, com esse ardil.

E o nosso último princípio, o nono princípio, princípio da não

vinculação. Esse bastante demandado, da não vinculação de impostos a

fundo, órgão ou despesa. As duas perguntas: o princípio é expresso? É

expresso. Vem consubstanciado em que artigo da Constituição? Art. 167,

inciso IV.

69

INTENSIVO MPF - Aulas 01 e 02- Financeiro – Vanessa Siqueira

Esse princípio comporta exceções? Sim. Aliás, esse inciso IV,

do art. 167, que consubstancia o princípio da não vinculação de impostos, é o

princípio que comporta mais exceções. Ao todo nós temos oito exceções. Na

seara federal nós temos cinco ou seis exceções.

Onde estão previstas as exceções? No inciso IV, no próprio

inciso que veicula o conteúdo do princípio e, no parágrafo 4º, do art. 167.

Vamos ao princípio. Esse princípio veda que, as receitas

oriundas dos impostos sejam vinculadas a despesas específicas.

Os impostos são tributos não vinculados, desvinculados.

Coincidentemente, os impostos são tributos não vinculados, tanto sob prisma

do fato gerador. Por que sob o prisma do fato gerador são os impostos, não

vinculados? Porque o fato gerador dos impostos não tem a ver com o agir

estatal, específico, relativo à pessoa do contribuinte.

Então, os impostos não são vinculados sob o prisma do fato

gerador e, igualmente, não são vinculados sob o ponto de vista da

arrecadação.

Então, nós quando pagamos impostos, nós de antemão não

temos como saber onde aquele dinheiro será alocado. O Supremo diz

dinheiro oriundo dos impostos, deverá ser vertido para despesas genéricas.

Geralmente, aquelas despesas afetas aos serviços públicos indivisíveis, os

chamados serviços uti universi.

Então, os serviços uti universi serão custeados com a receita

oriunda dos impostos. E a Constituição diz os impostos não poderão estar

vinculados a despesas específicas, a fundos e, a órgãos.

70

a título de impostos? Esse produto é vertido para as despesas genéricas. O que eu estou fazendo nessa ocasião? Eu estou alocando recursos orçamentários. oriundos do ICMS. simplesmente. Nós temos aqui um princípio que diz respeito ao produto da arrecadação. na saúde dez reais. Isso vilipendia o princípio da não vinculação. Quando eu falo que colocarei. Não afetação é sinônimo de não vinculação. O que se faz com o produto arrecadado. Então. Porque a Constituição proíbe a vinculação de impostos a fundo. eu não posso ter uma Lei pré-vinculando tudo aquilo que for arrecadado a título de imposto. órgão ou despesa. E essa não vinculação não diz respeito ao fato gerador. Não pode. a uma despesa específica. Então. essa Lei manietaria o Chefe do Poder Executivo. no momento em que o Chefe do Poder Executivo fosse confeccionar o orçamento. INTENSIVO MPF . eu não estou vinculando dinheiro de imposto à despesa específica. uma Lei dizendo onde colocar recursos oriundos de impostos. 71 . não pode existir uma Lei pré-vinculando a receita dos impostos a despesas específicas. voltando a nossa Lei Orçamentária. ele ia se deparar com uma Lei violadora da separação dos Poderes. o que essa não vinculação quer significar? Quer significar o seguinte.Financeiro – Vanessa Siqueira Nós temos aqui uma não afetação. Porque. Então. por exemplo. Então.Aulas 01 e 02.

aquilo que a Constituição determina ao ente político maior transferir parte daquilo que arrecadou a título de impostos. eu lhes pergunto. INTENSIVO MPF . o Executivo. o próprio Executivo no momento da confecção do orçamento não pode botar o dinheiro aqui. 72 . acolá e em outro lugar. Dois desses casos advieram com a própria promulgação da Constituição da República de 88. ele pode decidir aonde vai alocar parte do que adentrou a título de ICMS. nada mais são do que receitas transferidas obrigatoriamente. também. nós temos oito exceções espalhadas pela Constituição. o dinheiro oriundo dos impostos está vinculado. eu estou dizendo que existem oito casos nos quais.Financeiro – Vanessa Siqueira Agora. Aí. aquelas transferências obrigatórias. Se. na confecção do orçamento. parte daquilo que adentrou a título de IPVA. sim. Aquela repartição de receitas a que fiz alusão no início de nossa aula.Aulas 01 e 02. Eu disse que nós temos um princípio expresso e. vamos examinar agora. por que cargas d’água nós iríamos arrecadar impostos se. Quais? Temos aqui as transferências constitucionais que. Então. para os entes políticos menores. as exceções a não vinculação. Quando eu digo que existem oito exceções a não vinculação. Isso se. ele não pudesse alocar recursos orçamentários. nós tomarmos em consideração o orçamento estadual. no momento em que o dinheiro adentrar nos cofres públicos. não vinculando. Aliás. ele estará alocando recursos orçamentários e. um princípio que comporta exceções. As repartições de receitas. o princípio que mais comporta exceções.

nós temos uma exceção a não vinculação. as transferências constitucionais e. exceção afeta a educação. daquilo que arrecadar a título de impostos.Financeiro – Vanessa Siqueira Temos. originalmente. porque nestas ocasiões. uma exceção a não vinculação. a União pelo menos. 73 . deverá verter dezoito por cento. as exceções afetas a manutenção do ensino. Só essas duas. só essas duas advieram. As demais exceções advieram por obra do Constituinte derivado. para manutenção do ensino. todas as demais exceções a não vinculação. de novo uma vinculação que excepciona o princípio da não vinculação. E. Então. de IPI. Estados e Municípios. o dinheiro já está vinculado. Outra exceção que adveio com a promulgação da Constituição da República de 88.Aulas 01 e 02. advieram por Emenda Constitucional. que parte daquilo que arrecadara a título de IR. Nós temos aqui. por exemplo. Está no art. de ITR. 212. advieram por obra do Constituinte derivado. parte daquilo deverá ser vertida para Estados e Municípios. INTENSIVO MPF . estes deverão verter daquilo que por ventura arrecadarem a título de impostos. vinte e cinco por cento. a manutenção do ensino. então. Porque nessa ocasião a União já sabe. advieram por emendas Constitucionais. para manutenção do ensino. com a promulgação da Constituição da República de 88. Diz que. da Constituição da República.

do art.Financeiro – Vanessa Siqueira E nós temos inúmeros casos. Isso vai ser necessário para a prova. o que nós temos? Uma rigidez orçamentária tremenda.Aulas 01 e 02. Um caso bastante conhecido. Temos inúmeras exceções espalhadas pelo texto constitucional. eu tenho algo a dizer. o que nós temos? Não vinculação. às vezes. nós temos uma verdadeira vinculação. foi propiciada exatamente. 74 . Então. criou-se o que se chama de Desvinculação de Receitas da União – DRU. Colocar dinheiro de imposto no fundo de educação e combate a pobreza. Aí. para combater isso. na prática. essas exceções acabaram por deturpar o princípio da não vinculação. quando confecciona o orçamento ele está atado. ocasionada exatamente. Com relação a essas exceções. É interessante que vocês se detenham na leitura do parágrafo 4º. Na prática. saúde. INTENSIVO MPF . Já que o orçamento foi todo vinculado por conta dessas exceções. ele tem de margem de manobra para confeccionar o orçamento apenas. pasmem. O Chefe do Executivo Federal. o Chefe do Executivo. não em tese. por conta dessas inúmeras exceções ao princípio da não vinculação. Outra exceção. pelas inúmeras exceções a não vinculação. para combater essa excessiva rigidez orçamentária que. 167 e do próprio inciso IV. para que vocês tenham em mente todas as exceções. Em tese. Por quê? Porque a própria Constituição já vinculou o orçamento inteiro. cinco por cento. Na verdade. dez por cento.

a Constituição fala que a receita oriunda dos impostos não é vinculada. a título de contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico. Aí. para que o Poder Executivo pudesse governar. estão desvinculados. desvinculados. Então. a seguinte menção. acabou contemporizando a rigidez orçamentária. então. Aí. então. no ADCT. por conta das inúmeras vinculações. contemporizar a excessiva vinculação. o dinheiro oriundo dos impostos não pode ser vinculado. está desvinculando vinte por cento. porque o Constituinte derivado vinculou tudo. por que o ADCT está desvinculando aquilo que já é desvinculado? O ADCT está desvinculando o que não é vinculado. vinte por cento. vinte por cento. 76 do ADCT que diz: tudo aquilo que a União arrecadar a título de impostos. acabou vinculando quase tudo. precisou-se desvincular. vem lá. Então foi preciso desvincular.Aulas 01 e 02. Então. Por que o ADCT. Aí. pudesse com o mínimo de discricionariedade confeccionar o Projeto de Lei Orçamentária. vinte por cento de tudo quanto a União arrecadar a título de impostos. vocês vão perguntar.Financeiro – Vanessa Siqueira DRU que vem previsto no art. Nós temos no corpo permanente da Constituição. estarão desvinculados. Aí. o ADCT está tentando corrigir. dos impostos? Exatamente. INTENSIVO MPF . Os impostos são. 75 . Por quê? Porque o Constituinte derivado vinculou tanto que. foi necessária essa desvinculação que. vejam que coisa estranha.

vamos para o nosso terceiro campo de atuação da atividade financeira. não só oriundos da arrecadação dos impostos. mas que não está desvinculado. Então. Matéria muito importante. já abordamos aqui os créditos adicionais suplementares. o campo da despesa pública. INTENSIVO MPF . Primeira coisa. sendo enxertadas na Constituição. ela vem desvinculando aquilo que já deveria ser desvinculado. ele desvincula. especiais e extraordinários.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. também. Lembrando que. em verdade. Vamos pular essa matéria. porque nós tivemos aqui muitas exceções ao princípio da não vinculação. por obra do Constituinte derivado. falamos tudo de orçamento. é a corrida para desvincular. elas estimularam. Eu só queria explicitar que. a DRU nasceu no seio dessas exceções.Aulas 01 e 02. matamos o orçamento. em verdade. A DRU. como. vinculou-se tudo agora. é o refluxo. Então. Então. Então. a criação desse instrumento chamado DRU que significa Desvinculação de Receitas da União. as exceções que deturparam o princípio da não vinculação. classificação da despesa. Isso é matéria afeta a despesa pública. 76 . vinte por cento oriundos da arrecadação das contribuições sociais e das contribuições de intervenção no domínio econômico. estão desvinculando vinte por cento.

na prova do MPF. vai dividir as despesas em despesas correntes e. INTENSIVO MPF . da Lei 4. 16. é a classificação levada a efeito pela Lei Complementar 101/2. 77 . o art. transferências correntes. inclusive. 12. Essa é uma classificação bastante demandada nas provas. De acordo com a Lei 4. uma análise da classificação. Então.320/64. despesas de capital. também. o que nós temos? Nós temos as despesas se apresentando sob duas modalidades: nós temos as despesas correntes e as despesas de capital. Vamos fazer contra pontos entre as duas classificações.320/64 que. essa é a classificação econômica da despesa pública.Financeiro – Vanessa Siqueira Diretamente para a classificação. ela nos apresenta aquelas despesas chamadas de despesas obrigatórias de caráter continuado no seu art.320/64. é a classificação da LRF. Cada uma dessas despesas vai se subdividir em subespécies. 17.000. É a classificação levada a efeito pela Lei 4. é a classificação econômica da despesa. E as de capital vão se subdividir em: investimentos. levada a efeito pela Lei Complementar 101/2. nós temos outra classificação que.Aulas 01 e 02.000. inversões financeiras e transferências de capital. Então. As correntes se subdividem em: despesas de custeio e. Então.320/64. E o que corresponde na LRF às despesas de capital? O art. E. a LRF no que se refere às despesas correntes. Além dessa classificação. Eu vou fazer uma análise da classificação empreendida pela Lei 4. aqui nós vamos perceber que.

serão despesas voltadas ao funcionamento dos órgãos públicos. não temos condições de aferir porque os inativos estão aqui e não estão aqui. vamos estudar essas nuances das duas Leis. nós não temos condições de aferir com subsídios captados do direito. E isso cai. Então. Então. o que nós podemos aprender para contemporizar essa necessidade inadiável. E. classificação que está no art.000. vêm explicitadas na Lei Complementar 101/2. Vamos primeiro analisar a classificação plasmada na Lei 4. 12 da Lei. as despesas correntes serão despesas voltadas ao andamento da máquina administrativa. INTENSIVO MPF . 16.320/64. é uma classificação que supera os limites do direito. essa classificação é uma classificação econômica. Primeira coisa. Então.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. as despesas de capital da Lei 4. compra de material de consumo. manutenção dos órgãos públicos. Por que despesas improdutivas? Porque percebam.320.Aulas 01 e 02. no art. Nós não temos. por exemplo. Por que os ativos são despesas de custeio e os inativos são transferências correntes? São noções que demandam conhecimentos de economia.320/64 é considerada despesa corrente. Tem que decorar. de contabilidade. Agora. não tem jeito. 78 . para fazer prova todos recomendam a memorização. de memorizar? Nós podemos encarar as despesas correntes como despesas improdutivas. na LRF é considerada despesa obrigatória de caráter continuado. É pagamento de pessoal. aquilo que na Lei 4.

são despesas a fundo perdido. ao funcionamento da máquina administrativa. para que a máquina administrativa funcione. despesas em relação às quais não poderemos prescindir de fazer.Aulas 01 e 02. E. Nós fazemos essas despesas apenas. isso vai carrear benefícios factíveis para o Estado. E. o Estado vai colher dividendos. São recursos desta forma. todas aquelas despesas relacionadas ao andamento da máquina administrativa. vai colher benefícios oriundos desses gastos. nós temos a infra-estrutura incrementada. não podem ser tocados. 79 . mas posteriormente. por sua vez. Por que não poderemos prescindir de realizar tais despesas? Porque do contrário. Então. E por que são gastos improdutivos? Porque aqui. INTENSIVO MPF . Agora o Estado lato sensu está gastando. posteriormente. são despesas relacionadas ao andamento. É despesa para a máquina andar. do contrário. o Poder Público não vai colher quaisquer frutos oriundos dessas despesas.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. a máquina administrativa para. a máquina administrativa para. uma obra que o Estado realiza. intangíveis que. a máquina administrativa sofre solução de continuidade. Por exemplo. vamos escoar melhor a produção. despesa de capital é despesa produtiva. sem que possamos auferir quaisquer benefícios posteriores.

são despesas que gerarão mais bens de capital. nós temos gastos aqui.Aulas 01 e 02. compra de material de consumo. Então.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. E. ao andamento da máquina administrativa. INTENSIVO MPF . obra. essa aula não comporta isso. MP ou Ato Administrativo Normativo. 80 . Eu peço que vocês dêem uma olhada em casa. Então. Na Lei de Responsabilidade Fiscal. Essas despesas ostentam três características. nessas subespécies e. fazendo aqui um contra ponto. Isso cai no MPF. são despesas relacionadas à manutenção dos órgãos públicos. Nós temos despesas correntes. o que é transferência corrente. produtivos. o próprio nome está a acusar. despesas eminentemente produtivas. por sua vez. nós temos aqui. Dêem uma olhada em casa. a produção de bens de capital que. principalmente nos exemplos afetos a cada uma dessas subespécies. são despesas que gerarão mais serviços. despesas obrigatórias de caráter continuado. pagamento de pessoal ativo. nós temos despesas que demandam uma estimativa trienal. Nós temos um nome para essas despesas. Outra característica: são despesas oriundas de Lei. inativos. porque não dá tempo. 17. Prestem atenção nos exemplos afetos a cada uma dessas subespécies. Partindo para a Lei de Responsabilidade Fiscal. envolvendo a aquisição de bens de capital. as despesas correntes estão no art. vê lá o que é despesa de custeio.

no art. Ato Administrativo Normativo ou MP. se por ventura dessas despesas advier aumento de despesa. INTENSIVO MPF . as de capital não tem um nome específico. Com relação às despesas de capital. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que. 16: a criação. 16. obedecidos. 16 diz o seguinte. só deverão ser preenchidos. acarrete aumento da despesa será acompanhado de. Tudo isso que eu falei está embutido no conceito de despesa obrigatória de caráter continuado. O art. caráter corrente. 17. 16. A tão só criação. despesa oriunda de Lei. Os requisitos apostos no art. não tem jeito. a exigir uma estimativa trienal. 16. Então. a despesa deve ser realizada por no mínimo. cumpridos. a estimativa aqui é trienal. Tem que ler o art. Eu só vou ler o art.Aulas 01 e 02. 17. E. não implicarão o preenchimento dos requisitos arrolados no art. 16. porque para ser de caráter continuado. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que não vierem a acarretar aumento de despesa. é preciso que essa despesa ultrapasse dois exercícios financeiros. estão no art. dois exercícios financeiros. preste atenção a letra do art. 81 .Financeiro – Vanessa Siqueira Por que trienal? Porque para que a despesa seja considerada de caráter continuado. Então. porque aqui nós temos uma pequena pegadinha.

17. Razão porque eu peço que vocês interpretem conjuntamente. nós nos depararmos com criação. se não se cumprir os requisitos apostos no art. nós temos as consequência no art. Lembrando que. Com relação ao art. 17. 17 diz respeito não só a despesa criada. a despesa aumentada. despesa não autorizada.Financeiro – Vanessa Siqueira Se. 15: a despesa será considerada despesa irregular. a despesa majorada. também. das despesas obrigatórias de caráter continuado. 15. o art.Aulas 01 e 02. INTENSIVO MPF . da LRF. também. Vamos falar agora. não. lesiva ao patrimônio público ou. 16 e no art. das quais não decorra aumento da despesa. como. atenção com o aumento da despesa. 15. 15? Porque se os requisitos apostos nesses dois artigos não forem cumpridos. 17 faz menção à criação de despesa obrigatória de caráter continuado ou. Então. 82 . com o art. Primeiro requisito: estimativa de impacto orçamentário financeiro. São três os requisitos. as consequências oriundas deste descumprimento estarão plasmadas no art. Esses dois artigos devem ser lidos conjuntamente. Então. como. esses requisitos não precisarão ser preenchidos. Por que art. O art. Vamos ao art. dos requisitos afetos a feitura não só. esses três artigos. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental. 17. aumento de despesa obrigatória de caráter continuado. dos requisitos afetos a feita das despesas do art. 16.

Aulas 01 e 02. do art. Então. Coloquem no parágrafo 1º. Segundo requisito referente à feitura das despesas obrigatórias de caráter continuado: comprovação de que essa despesa criada ou aumentada não afeta o anexo de metas fiscais. do art. De três em três anos. a LDO vai avaliar esse anexo de metas fiscais. os parágrafos 1º e. Nós já falamos a respeito do anexo de metas fiscais. 17 façam uma remissão. estimativa de impacto orçamentário financeiro. não tem nada a ver com vocês. todos os detalhes dos parágrafos desses artigos. 17. Na última prova da AGU. e. mas eles exploraram absurdamente. do art. do art. Eu peço que vocês no art. está consubstanciado no parágrafo 1º. Segundo requisito: comprovação de que a despesa criada ou aumentada não afetará o anexo de metas fiscais. Então.Financeiro – Vanessa Siqueira O primeiro requisito. todos os parágrafos devem ser lidos. esses dois artigos 16 e 17. o parágrafo 6º. E. medida compensatória. INTENSIVO MPF . É uma peça integrante da LDO. os três requisitos afetos à feitura das despesas obrigatórias de caráter continuado: estimativa de impacto orçamentário financeiro. todas as filigranas. 6º devem ser combinados. Terceiro requisito ainda. 17. do mesmo artigo. Os dois outros requisitos estão no parágrafo 2º. comprovação de que a despesa criada ou aumentada não afeta o anexo de metas fiscais. 17. no parágrafo 2º. Eu sugiro a leitura de todo artigo. 17: medida de compensação. 83 .

nós só temos dois. a mesma estimativa de impacto orçamentário financeiro. Então. porque esses artigos são artigos passiveis de exploração. também. essa Lei que está na eminência de ser substituída. essa Lei não comporta mais exploração. a luz da LRF. eles estão passando agora. Requisitos do art. cuidado. O primeiro requisito. Art. inciso X. a explorar a LRF. quando estivermos diante. Então. do reajuste de pessoal não há que se preencher esse requisito afeto a estimativa de impacto orçamentário financeiro.Aulas 01 e 02. Então. 16. eles não conseguem mais arrancar questões da Lei 4. 16. É uma exceção. na Lei 4. E.Financeiro – Vanessa Siqueira Por quê? Porque a estimativa de impacto orçamentário financeiro é dispensada. quando essa despesa obrigatória de caráter continuado disser respeito ao pagamento do serviço da dívida ou ao reajuste de pessoal. antes eles se detinham absurdamente. atenção a todos os parágrafos do art. INTENSIVO MPF . E. 17. aquela decoreba toda. da Constituição da República. aquela memorização toda. 37. isso periga cair na prova. O que é serviço da dívida? Serviço da dívida são os juros da dívida. Então. 84 . Eu fiz uma comparação com a prova da AGU e não foi à toa. E na qualidade de exceção de ressalva. Nos moldes do art. já esgotou.320/64. quando estivermos diante de despesas afetas ao pagamento do serviço da dívida.320/64. os requisitos afetos a realização dessas despesas de capital. Porque esses examinadores já não têm mais criatividade para criar questões de financeiro. São questões repetidas. Então.

rotineiras. Em sendo a licitação relacionada a uma ação governamental. não só com o PPA. Resposta erra.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. Ou seja. Porque se. Se. Então. com a LDO e com a LOA. do art. Todas as licitações devem se a ter ao comando embutido no art. primeiro requisito. nós não tivermos aumento da despesa. uma ação que venha aperfeiçoar uma despesa aí. o aumento é compatível com a tríade orçamentária. ao comando incerto do art. 85 . O segundo está no inciso II. declaração do ordenador de que. 16. o aumento tenha adequação orçamentária. do art. O primeiro está no inciso I. como também. corriqueiras. declaração do ordenador da despesa de que. Diante do que eu acabei de explicar aqui. sim. a licitação não precisa se a ter ao comando inserido no art. a licitação não deverá se a ter ao comando incerto do art. 16. das quais advier aumento de despesa. 16? Vocês vão responder de cara. analisar se a licitação é uma licitação relacionada ao suprimento de despesas corriqueiras. estimativa de impacto orçamentário financeiro. 16. nós estivermos diante de uma licitação que diga respeito a despesas rotineiras.Aulas 01 e 02. 17. mas sim. não professora. eu faço uma pergunta para vocês. teremos que analisar acerca do aumento efetivo da despesa. mas só o aumento. primeiro requisito afeto a feitura das despesas de capital. uma ação que crie uma despesa ou uma ação que venha a expandir uma despesa. é compatível com o PPA. ordinárias. INTENSIVO MPF . Por que resposta errada? Porque primeiro nós temos que aferir que. declaração do ordenador de que. esse aumento não é a criação. 16. com a LDO e com a LOA. Licitações.

Muito importante isso. está aí. não precisarão ser cumpridos. E. Lembrando que. da Constituição da República. 16. Em se subsumindo ao art. a classificação da despesa à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal.320/64 que. A licitação tem por escopo. corriqueiras? Aí. Agora. antes de nós analisarmos acerca da necessidade de cumprimento dos requisitos de um determinado artigo. 15. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi editada de molde a que se imprimisse concretude ao comando inserido no art. nós temos as consequências consubstanciadas no art. varia ao sabor da classificação econômica da despesa. não precisaremos preencher os requisitos do art. também. os requisitos plasmados no art. Vamos para as despesas de pessoal. 86 . rotineiras. atendida. na eventualidade desses requisitos não serem preenchidos. aí nós temos que verificar se.Financeiro – Vanessa Siqueira Porque se não tiver aumento. 169. 16.000. nós devemos analisar a natureza da licitação. 16 e do art. à luz da Lei Complementar 101/2. também. Não acarretando aumento ótimo. Então. a luz da Lei 4. INTENSIVO MPF . nós temos que preencher os requisitos do art. é uma licitação que vai se subsumir ao art.Aulas 01 e 02. E. a classificação da despesa pública não só. 17 e. não ao art. portanto. 17. a classificação da receita que. Despesas com pessoal. 16. está aí. aquela ação governamental acarreta aumento da despesa. tem por objetivo preencher que necessidade? É uma licitação afeta a despesas ordinárias. é a classificação econômica. está aí. 16.

Financeiro – Vanessa Siqueira O art. noventa por cento. Cada um dos entes gastava só com pessoal. só com gasto de pessoal. a soma dos gastos com pessoal da União. a Lei de Responsabilidade Fiscal. Lembrando que. Que Lei Complementar é essa? É exatamente a Lei Complementar 101/2. da Constituição da República determina que. Gastando noventa por cento da receita com pagamento de pessoal e. as despesas de capital que. 169. são despesas. Estados. INTENSIVO MPF .Aulas 01 e 02. quando a LRF adveio o cenário aqui no Brasil. a LRF veio na esteira da reforma administrativa. E. na ordem de oitenta e cinco. 87 . Por essa razão foi editada a LRF. DF e Municípios. de seu orçamento. essa soma deveria respeitar limites estabelecidos em Lei Complementar. de fato a Lei de Responsabilidade Fiscal fixou limites para a realização das despesas de pessoal. para que o país cresça se. E. da sua receita orçamentária.000. necessárias. Não pode um ente da federação está comprometido na ordem de noventa por cento. cada um deles estava comprometido nesta ordem. as outras despesas de custeio. como seriam feitas? E. para que o país se desenvolva. era calamitoso. Então. daquela reforma veiculada pela Emenda 19/98. modernize? Essas despesas eram relegadas as favas. E. O que é um absurdo. Essa reforma veio propugnando por uma redução de gastos correntes. isso aconteceu. efetivamente.

Financeiro – Vanessa Siqueira Então. INTENSIVO MPF . Com relação a essas despesas que. serão gastos? Da seguinte forma. da Constituição da República.Aulas 01 e 02. 18. Estados. como esses cinquenta por cento. 18. Esse rol é taxativo? Não. artigos são importantes? O primeiro é o art. a LRF foi editada precipuamente. vocês poderão gastar de suas respectivas receitas correntes líquidas. de acordo com o que vem consubstanciado no art. nós temos um rol. Tudo que pode ser encarado como despesa com pessoal. sessenta por cento. Agora. 88 . está no art. 169. você vai poder gastar de sua receita corrente líquida apenas. nós temos arroladas todas aquelas despesas que poderão ser concebidas como despesas com pessoal. Então. 18. de sua receita corrente líquida. 18. Limite de gastos com pessoal para Estados e Municípios: sessenta por cento. fixou limites para com as despesas de pessoal. limite de gastos com pessoal. vai fixar os limites afetos às despesas de pessoal. meramente. 19. 19 diz o seguinte: olha União. O art. efetivamente. tudo que pode ser concebido como despesa de pessoal está no rol do caput do art. exemplificativo. Porque no art. DF e Municípios. Para a União: cinquenta por cento. E de fato. cinquenta por cento. 19. 20. Então. para cumprir o comando incerto do art. Outro artigo é o art. como despesa de pessoal. como esses sessenta por cento. O art.

e cinquenta e quatro para o Executivo. dois para o MPE. 20 esmiúça o comando incerto do art. irão para o Legislativo. dos sessenta por cento. Desses cinquenta por cento. da LRF. ponto seis. Então. zero. no âmbito federal: dos cinquenta por cento. e. Vamos para o art. 19. incluído o TCM se. ponto. seis irão para o Judiciário. 20 esmiúça o comando incerto do art. três irão para o Legislativo. incluindo aí. quarenta e nove para o Executivo. dois e meio. nove para o Executivo. 19.Aulas 01 e 02. para o MPU. E aqui uma filigrana. INTENSIVO MPF . seis para o Judiciário. 20. Se. o ente como um todo é tido como descumpridor da LRF. esmiuçando o comando incerto do art. nós temos o art. Nós não temos Poder Judiciário no âmbito dos Municípios. incluído o TCE. E na esfera municipal. Então. Lembrando que. ele diz como essas porcentagens serão gastas nos âmbitos dos Poderes. o ente como um todo é considerado descumpridor da Lei. e. eles descumprirem essas porcentagens. Para os Estados. nós temos seis para o Legislativo. o art. Por exemplo. houver TCM. 20. 89 . dizendo como essas porcentagens serão gastas no âmbito dos Estados. se o Poder ou se o órgão se. o que nós temos segundo a Lei? Na esfera estadual. um dos Poderes por ventura descumpre a sua respectiva porcentagem. 19. dos Municípios e no âmbito da União. dizendo como essas porcentagens serão gastas.Financeiro – Vanessa Siqueira Eu diria que o art. quarenta. o TCU.

nós não temos aqui princípio da prudência. existe no direito neo-holandês. Limite de alerta. com o limite de noventa por cento. tendentes a alterar essa realidade. Então. Princípio da prudência não existe no direito brasileiro. por conta de uma influência neo- holandesa é no mínimo. Está no art.Aulas 01 e 02. 59. são direitos de origem anglo-saxã. nada obstante o ente todo será tido como descumpridor. Nós temos três limites. Então. inciso III. nós temos o chamado limite prudencial. mas em alguns livros vocês encontrarão menção ao limite prudencial. é complicado. gradações dos limites. Segundo limite. no direito americano que. porque nós não temos como. chamar isso aqui de limite prudencial. porque limite prudencial faz uma alusão ao princípio da prudência. vamos abordar o que cai com bastante frequência. tecnicamente. Isso é muito importante. Eu não gosto de chamar assim. isso começa a ser demandado agora. aquele órgão que. Então. vamos abordar as gradações dos limites para com as despesas de pessoal. Agora. parágrafo 1º. encarar o que seria prudente. O primeiro é o chamado limite de alerta. 90 . por ventura esteja exorbitando de suas porcentagens.Financeiro – Vanessa Siqueira Já há discussões no Congresso. Isso aqui caiu no MPF. ridículo. aquele Poder. Eu não gosto de chamar assim. eles querem poder punir apenas. os outros Poderes estão cumprindo. da LRF. INTENSIVO MPF . Porque aqui um Poder descumpre a sua porcentagem.

no Brasil. 22. gradações dos limites. a Lei de Responsabilidade Fiscal. não. tecnicamente é nula essa menção. Vamos pegar a União. o limite de noventa e cinco por cento. nós tecnicamente não sabemos. alínea “b”. Então. Vamos imaginar que esses seis por cento. o que é isso? Traduzindo em números. o que seria limite prudencial? Então. nós não podemos perder de vista isso nunca. da receita corrente líquida. Então. dos cinquenta por cento. Para nós isso aqui. Vamos trabalhar com números.Aulas 01 e 02.Financeiro – Vanessa Siqueira Quando nós fazemos menção a limites prudenciais. Está no art. inciso I. da LRF. a despeito de nós aqui. INTENSIVO MPF . Lá fora tem princípio da responsabilidade que. Então. não conhecermos esse princípio da prudência. Então. é uma Lei que recebeu muita influência neo- holandesa e. não nos quer dizer nada. é uma Lei que importou acriticamente alguns institutos. Poder Judiciário da União. Ah. parágrafo único. está no art. Então. o Poder Judiciário da União desses cinquenta por cento. 23. 20. alguns autores continuam chamando de limite prudencial. com pagamento de pessoal. por fim. 91 . O Poder Judiciário da União pode gastar. não com porcentagens. vamos reduzir a dívida a níveis prudenciais. da LRF. tecnicamente. Então. E. vocês terão a oportunidade de perceber que. equivalham a cem reais. está no art. o limite de cem por cento que. vai se subdividir em transparência e prudência. trata-se de mera utopia. poderá gastar seis por cento. seis por cento. Aqui não tem.

92 . a despeito de alertado. Olha Poder. INTENSIVO MPF . vamos imaginar que o Poder Judiciário da União tenha realizado gastos que bateram em noventa reais. chegou a noventa por cento. Quem vai acender a luz de alerta? O Tribunal de Contas. correspondem aos seis por cento. chegou a noventa por cento daquilo que poderia gastar. O que acontece? Nós temos aqui uma inovação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Nós temos aqui. dos cem que poderia gastar. do limite. Vamos imaginar que. nem tenha conseguido manter os seus gastos naquele patamar. pega leve. dos cem que ele poderia gastar. Então. desses cem reais que. Chegou naquele limite que eles chamam de prudencial. você vai ultrapassar o seu limite com as despesas de pessoal. o Poder Judiciário da União. noventa e cinco por cento. por isso que é limite de alerta. o Judiciário gastou noventa e cinco. Isso que caiu na prova do MPF. Vamos imaginar que. O Tribunal de Contas está apenas.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. Está acendo uma luz vermelha. Chegou a ultrapassar o limite de noventa e cinco. acendeu a luz vermelha. Então. do limite. por cento. com pessoal poderá gastar cem reais. porque do contrário.Aulas 01 e 02. Ou seja. Vamos imaginar que o Judiciário tenha elevados os seus gastos para noventa e seis reais. sem maiores consequências. Que inovação é essa? Acender-se-á uma luz de alerta. é o alerta. noventa e seis. o Tribunal de Contas punindo? Não. Então. o Poder não tenha conseguido reduzir gastos. fazendo uma advertência. gastou noventa reais. Então.

admitir. 93 . o Poder não pode contratar hora extra. arrola uma série de condutas que não poderão ser levadas a efeito pelo Poder. contratar pessoal a qualquer título. adequação de remuneração a qualquer título. Do contrário. não poderá prover cargo público. 22.Aulas 01 e 02. do art. 22. aqui a Lei proíbe que o Poder respectivo adote algumas condutas. está lá. aumento. do que poderia gastar. Por que são mais graves? Porque aqui o Poder está na eminência de ultrapassar o limite. nós temos algumas ressalvas e. a Lei pega mais pesado. reajuste. é complicado aqui. Aqui. não poderá mais criar cargo. 22 diz o seguinte: ente. o Poder ultrapassará o seu limite para com as despesas de pessoal. isso costuma ser demandado. se o ente chegar a gastar noventa e cinco por cento. todos os incisos do parágrafo único do art. a Lei pega mais pesado. Nós temos as consequências plasmadas no parágrafo único do art. aí. Então. emprego ou função.Financeiro – Vanessa Siqueira Aqui. porque nós temos algumas ressalvas. 57. não poderá contratar hora extra. 22. nas provas. Eu sugiro que vocês leiam detidamente. as consequências são mais graves. não poderá mais alterar estrutura de carreira que implique aumento de despesa. Eu estou lendo o parágrafo único do art. Então. salvo no caso do disposto no inciso II. 22. o parágrafo único do art. Por exemplo. do parágrafo 6º. Aí. o parágrafo único do art. não poderá mais conceder vantagem. você agora. Então. INTENSIVO MPF . com muita frequência.

Aí. Obviamente. a ponto de ultrapassar o limite. Isso é muito importante. só depois os estáveis poderão ser atingidos. 23.Aulas 01 e 02. não serão eles. 94 . Isso é emanação de que princípio? Do equilíbrio.Financeiro – Vanessa Siqueira Agora se. que segundo a Constituição. 23? Palavra de ordem da Lei. cento e dez reais. aqueles ocupantes de cargo em comissão sendo exonerados. ultrapassou? Tem oito meses para retornar. depois os que estiverem em estágio probatório. do art. as custas da exoneração de servidores estáveis. obedecendo ao que preconiza a Constituição. 23. cento e dois. há uma Lei Federal que versa sobre a ordem de exoneração de servidores estáveis. Porque a Lei de Responsabilidade Fiscal. Enquanto tempo? Está no caput. o Poder Judiciário que só podia gastar cem reais. retorna. delicado da Lei de Responsabilidade Fiscal. a despeito de adotadas essas proibições aqui. retorna. ultrapassou limite. Se. o que vai acontecer? A Lei nos remete ao art. em oito meses. embora em primeiro lugar. Poder. não serão os estáveis a ir. cem reais equivalentes aos seis por cento. ele poderia gastar cem reais e. Nós temos uma gradação. ultrapassou limite. primeiramente. em dois quadrimestres. É a palavra de ordem da Lei. essa Lei permite que o ente reduza os seus gastos com pessoal. Ele. INTENSIVO MPF . retorna. aqui nós chegamos num ponto absolutamente. Agora. Ultrapassou limite. gastou cento e um. o Poder continua gastando. Nós temos aqui. dos cinquenta por cento. Então. O que diz o art. E até mesmo no que se refere aos estáveis.

O Supremo obstaculizou essa pretensão. aparentemente. nós temos aqui uma Liminar deferida. É até esquisito. mas sim. com adequação de carga horária ou a exoneração? Eu prefiro a redução de vencimentos. Atenção aqui. se reduza vencimentos. E por quê? Esses parágrafos fazem menção à possibilidade de que. 95 . de todo modo. alcançada à redução do prazo. porque na qualidade de servidores. Mas. com adequação dos vencimentos a carga horária. com adequação da carga horária aos novos vencimentos. o ente. suspensão total de eficácia. dois dos seus parágrafos tiveram a eficácia suspensa. vencimentos poderão ser reduzidos. No parágrafo 2º. violam o princípio da irredutibilidade de vencimentos. pelo menos. Quanto tempo tem o Poder para reduzir os seus gastos? Oito meses. uma Liminar que suspendeu a eficácia desses dois parágrafos. não temos ainda decisão de mérito. O parágrafo 3º diz: não alcançada à redução no prazo estabelecido e enquanto perdurar o excesso. a exoneração. analisando o parágrafo 3º. Por quê? Porque para o Supremo. No parágrafo 1º. O ente não poderá não. o parágrafo 2º. nós temos aqui uma suspensão de eficácia. Para o Supremo. nós temos uma suspensão de eficácia parcial. Então. o que vocês iriam preferir? Vocês iriam preferir redução de vencimentos. porque isto é uma Liminar. não órgão. INTENSIVO MPF . 23.Financeiro – Vanessa Siqueira Em relação ao art. Obviamente. o parágrafo 1º e. o que acontece? Nós temos aqui normas que. em sede de cognição sumária. Agora. o parágrafo 3º menciona não Poder.Aulas 01 e 02. o ente.

pedido de dinheiro emprestado. Aqui no Brasil. 96 . 32.Aulas 01 e 02. Eu peço que vocês façam uma remissão aqui. enquanto perdurar o excesso. no inciso III. impossibilidade de obter garantia e. Então. ao art. do papel? Há. segundo o art. não poderá obter garantia direta ou indireta de outro ente. Por quê? Porque o inciso III versa sobre a contratação de operações de crédito. quem controla limites e condições afetos a realização de operações de crédito. O Ministério da Fazenda controlará. Parágrafo 4º do art. dos Municípios. essas penalidades aqui.Financeiro – Vanessa Siqueira Não alcançada à redução nesses oito meses se. dos Estados e da União. quais? Não recebimento de transferência voluntária. é o Ministério da Fazenda. há alguma possibilidade de que estas penalidades arroladas no parágrafo 3º saiam imediatamente. não poderá pedir dinheiro emprestado. da LRF. os limites e condições afetos a realização de operações de crédito de cada um dos entes. o ente não poderá: receber transferências voluntárias. no prazo estabelecido na Lei. e. o ente não conseguir retornar aos patamares da Lei em oito meses e. 23. da LRF. referidos no art. também. por ventura o ente não tiver logrado êxito em reduzir os seus gastos. 20. INTENSIVO MPF . essas penalidades só podem sair do papel se. impossibilidade de contratar operações de crédito. Mas. Diz lá: as restrições do parágrafo 3º aplicam-se imediatamente. se a despesa total com pessoal exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano de mandato dos titulares de Poder ou órgão. 32.

Nós temos a possibilidade que estas penalidades saiam do papel imediatamente. O que é crédito público? Crédito público é dinheiro que o Estado toma. porque a leitura dos artigos é auto-explicativa. Que operações. Nós temos aqui. INTENSIVO MPF .Financeiro – Vanessa Siqueira Então. Vamos direto para crédito público. o que seria importante abordar? Fases da despesa: empenho. Essas fases da despesa vêm consubstanciadas nos artigos 58 e seguintes. 97 . Então. são mais frequentes? O que ocorre com muito mais frequência. essas operações configuram o que se chama de dívida pública. não vou priorizar muito. Então. parágrafo 4º. uma dupla dimensão. 23. no sentido de pedir dinheiro emprestado do particular. perigam cair nessa prova do MPF. que o Estado pegando dinheiro emprestado. atenção. no sentido de pedir emprestado do particular e. liquidação e pagamento. da Lei 4.320/64. crédito público é sinônimo de empréstimo público. vamos focar em temas mais importantes que.Aulas 01 e 02. Com relação à despesa pública. é dinheiro que o Estado empresta para o particular. Art. dentre estas que eu citei. o que ficou faltando? Com relação à despesa. mas ostenta essa dupla dimensão. o Estado emprestando dinheiro ou o Estado pegando dinheiro emprestado? Obviamente. Essas operações em relação às quais o Estado toma. é dinheiro emprestado e dinheiro que é tomado emprestado. também. Eu vou pular isso.

dívida externa.Aulas 01 e 02. E qual é a outra maneira de o Estado pedir dinheiro emprestado do particular? Celebrando contrato de empréstimo. Então. Com quem? Com instituições financeiras. Vamos. Agora. alguns autores quando começam a abordar o crédito vão direto para dívida pública. a dívida pública é uma das facetas do crédito público. mercado interno ou internacional de capitais. Sejam elas. ele pode colocar títulos no mercado de capitais. INTENSIVO MPF . dívida externa. Então. 98 . brasileiras. o que acontece com frequência é o Estado pedindo dinheiro emprestado. respectivamente a dívida pública interna e externa. estrangeiras. é a segunda forma de intervenção do Estado no domínio econômico. no mercado internacional de capitais. de duas maneiras. Qual é a outra faceta? Aquelas operações nas quais o Estado empresta dinheiro para o particular. Operações que não ocorrem em grande monta. O Estado pode pedir dinheiro emprestado do particular. então. dívida interna. essa é a primeira forma através da qual o Estado pode pedir dinheiro emprestado do particular. Que maneiras? Ou. emitindo títulos no mercado interno. de sorte a complementar a sua receita. até operações que se relacionam ao fomento que. sejam elas. estudar a dívida pública.Financeiro – Vanessa Siqueira Por isso que. Nós temos aqui hoje em dia. dívida interna ou. Teremos aí.

Isenção deve ser concedida por Lei específica. com organismo internacional. o que ele tem que fazer de sorte a estimular o particular a aderir ao empréstimo. pode convencionar que os rendimentos oriundos deste título não serão tributados a título de IR. quando toma dinheiro emprestado do particular. Agora. 99 . pedimos dinheiro emprestado do FMI. Que vantagens o Estado vai agregar a esses títulos? Pode convencionar que. ele pode obrigar o particular a lhe emprestar recursos? Não. Então. O Estado. não pode. Então. tributos subsumidos a competência do ente emissor do título. Pode convencionar que o pagamento de tributos poderá ser feito usando título. for um título emitido pela União. essas são as duas formas através das quais o Estado pode pedir dinheiro emprestado para o particular: colocação de título no mercado de capitais ou. Agora estamos até emprestando. Obviamente. celebração de contrato de empréstimo. INTENSIVO MPF . celebração de contrato de empréstimo.Financeiro – Vanessa Siqueira Pode ser também. ele pode tomar mesmo. tal como o FMI. ele vai fazer isso. Nós aqui no Brasil fomos useiros e vezeiros nessa prática de pedir dinheiro emprestado ao FMI. então.Aulas 01 e 02. a estimular o particular a encampar um título seu? O Estado tem que agregar algumas vantagens a esses títulos. se o particular vislumbrar vantagens em emprestar dinheiro para o Estado. uma isenção de IR. o pagamento de tributos. mas antes. o Estado buscando tomar dinheiro emprestado do particular. Pode convencionar se. Nós temos aqui o contrato. Nós teremos aqui.

Eu vou falar do art. no artigo que versa sobre a competência privativa do Senado Federal. INTENSIVO MPF . 100 . num valor abaixo do seu valor de face. vou fazendo algumas remissões. do art. 52 da Constituição da República. Nós temos alguns incisos importantes nessa questão da dívida pública. emissão de dívida pública externa. Operação externa de crédito. Nós já vimos isso aqui. de modo a estimular o administrado a encampar. a emissão da dívida pública se submete a autorização legislativa. na data marcada. 52 e. Nós podemos ter vantagens afetas aos juros. hoje. de modo a estimular o particular a aderir ao empréstimo. Compete privativamente. Além daquela autorização legal. Dinheiro que vai ter que devolver dentro em breve. O que nós precisamos aqui? Da autorização específica do Senado. O art. esses títulos poderão ser encarados como títulos impenhoráveis. Os títulos podem ser colocados no mercado de capitais. Vamos falar do art. E. da Constituição diz respeito ao Senado Federal.Aulas 01 e 02. 52.Financeiro – Vanessa Siqueira Nós podemos ter vantagens jurídicas. 52. ao Senado Federal. são inúmeras vantagens que o Poder Público pode agregar a empréstimos. Isso é muito comum. com isso o Poder Público vai complementando a sua receita. pegando dinheiro emprestado. com juros e correção monetária. é um artigo muito importante nessa questão da dívida pública. Enfim. da Constituição da República que. Eu peço que vocês coloquem os incisos V ao IX. vantagens relacionadas aos juros. Lembrando que.

do art. autorizar operações externas de natureza financeira. autorização do Senado Federal. não quer significar que a União esteja dando aval. é edição de Lei mais autorização específica do Senado. da LRF que. de interesse da União. de modo algum.Aulas 01 e 02. de mera formalidade habilitante. Agora. É a trajetória que deve ser respeitada. Territórios e Municípios. a necessidade de autorização específica do Senado Federal. Eu vou fazer algumas remissões a esse inciso VI. para que o ente público emita qualquer dívida. Está onde isso? Está no inciso V. Isso não é aval da União.Financeiro – Vanessa Siqueira Além dessa autorização legislativa. com relação à emissão da dívida pública externa. obviamente. Estados. 101 . E outro detalhe: o fato de o Senado aqui. e mais a autorização do Senado Federal. 52. exige-se autorização do Senado Federal. trata-se segundo Pontes de Miranda. nós temos o inciso VI. quando se tratar de operação de crédito externo. se um Município for pedir dinheiro emprestado para uma instituição financeira estrangeira. interna ou externa. faz menção. com relação à dívida consolidada. 52 com o inciso IV. do art. do art. também. Eu peço que vocês combinem o inciso V. quando a dívida pública for externa. Então. tem que contar com a autorização legal. Nós não temos aqui um aval da União embutido nessa autorização. Agora. INTENSIVO MPF . DF. 52: compete privativamente ao Senado. Então. ter que autorizar. 32. Além da autorização legislativa do ente respectivo. do art. se faz necessária a edição de Lei.

inciso I. da Lei Complementar 101/2. vocês tem que saber o que é dívida consolidada. Primeira coisa se. no inciso IV. postergado para o exercício financeiro seguinte. Isso é muito importante. O Senado por Resolução vai fixar limites globais para a dívida consolidada da União. 52 da Constituição.000. Intervenção federal nos Estados ou intervenção estadual nos Municípios. por Resolução. Dívida consolidada vem conceituada no art. o não pagamento de dívida fundada ou consolidada. 29. da LRF. Então. Dívida consolidada é igual à dívida fundada. pode ensejar intervenção. uma Resolução proposta pelo Presidente. ao Senado. E. INTENSIVO MPF . 102 . Então. limites globais para o montante da dívida consolidada da União. Estados. para o exercício financeiro seguinte. DF e Municípios. 29. dívida consolidada é aquela dívida cujo pagamento resta postergado. Depois vejam os artigos 34 e 35 da Constituição. por dois exercícios financeiros consecutivos. por dois exercícios financeiros consecutivos. inciso I.Aulas 01 e 02. O que é dívida fundada ou consolidada? É aquela dívida cujo pagamento resta adiado. remetam ao art. do art. onde está escrito dívida consolidada. o Senado está fixando limites globais para a dívida consolidada. Estados. Compete privativamente.Financeiro – Vanessa Siqueira Eu vou ler e depois eu explico. DF e Municípios. Então. fixar por proposta do Presidente da República. com relação à possibilidade de decretação de intervenção. na eventualidade de a dívida consolidada não estar sendo paga. o Senado.

Resolução 40/2. como se fosse um Projeto de Lei. Então. não importa agora. Então.Aulas 01 e 02. nós tivemos alguns limites fixados. a dívida flutuante é aquela que deve ser paga no mesmo ano em que fora contraída. E. coloquem art. Estados e DF. Mas. da Resolução 40. Então. da LRF.001. proposta do Presidente. como manda a Constituição. Está no art. Nessa proposta de Resolução. inciso I. estranhamente. é o contrário de dívida flutuante que. E. como manda a LRF. Limites para os Estados. A Resolução. 30. Voltando ao inciso VI. da LRF. deixou de fora a União. a sua receita corrente líquida. art. o Presidente enviou para o Senado uma proposta de Resolução. vírgula duas. Onde estiver escrito proposta do Presidente.001 fixa limites da dívida pública consolidada dos Estados. inciso I.Financeiro – Vanessa Siqueira Dívida consolidada é o antônimo. porque é uma. 103 . Municípios? No que se refere aos Municípios. a sua dívida consolidada não pode ultrapassar o equivalente a uma. coloquem em cima da palavra Resolução. Aconteceu isso. A dívida consolidada dos Estados não pode ultrapassar o equivalente a duas vezes a sua receita corrente líquida. DF e Municípios. essa proposta de Resolução culminou na edição da Resolução 40/01. o Presidente enviou para o Senado uma proposta de Resolução. Essa Resolução 40/2. INTENSIVO MPF . 3º. vez. 30.

Só que. O que eu quero dizer é o seguinte. Eu já mandei esse material para cá.Aulas 01 e 02. no ano de 2. ela suspendeu o prazo da Resolução 40. nós não tivermos limites de transição. 3º. quinze anos. temos que contar aí.016. nós ficamos aí. Então. no limite de um. ao cabo desses quinze anos. eles vão disponibilizar. a contar da data da edição da Resolução. 3º. o que acontece? Nada obstante essa Resolução ter fixado limites da dívida consolidada dos Estados e Municípios. Então. quinze avos. da Resolução 40. a Resolução 20/2.001. Quando eles deveriam entrar em vigor? Em quinze anos. nenhum ente reunirá condições de se adequar a esse patamar aposto na Resolução. ao fim. Então. art. devem ser cumpridos. Agora.016. INTENSIVO MPF . Essa é a mais importante. é óbvio que existem limites de transição que.003. Eu mandei para vocês as três Resoluções mais importantes referentes à dívida pública. esses limites não estão em vigor. dois anos com os limites de transição suspensos. A Resolução é de 2.018. esses limites entrariam em vigor no ano de 2. qual é o limite de transição? A cada exercício financeiro. não vão entrar no ano de 2.Financeiro – Vanessa Siqueira Eu sugiro que vocês leiam o art. cada um dos entes deverá reduzir a sua dívida consolidada. Então. Por quê? Porque se. nada obstante esses limites não estejam vigendo ainda. 104 . vão entrar apenas. Por quê? Porque há outra Resolução do Senado.

INTENSIVO MPF . no MPF então. esses limites de transição foram suspensos. 32. limites de transição são. não fossem esses limites de transição. devem ser fiscalizados. Essa questão costuma cair com muita frequência nas provas. por dois anos pelo prazo da Resolução 20/2. dos Estados e da União.Aulas 01 e 02. Então. cai muita questão sobre dívida pública. 105 . esses limites deverão ser controlados pelo Ministério da Fazenda. dívida consolidada no limite de um. E. E. Então. a luz do que preconiza o art. limites e condições afetos a realização de operações de crédito. ao fim e ao cabo desses quinze anos. limites e condições afetos a emissão da dívida pública. devem ser analisados pelo Ministério da Fazenda. nada obstante os limites da Resolução 40 não estejam em vigor. isto não quer significar que.Financeiro – Vanessa Siqueira Então. da LRF. Esse é um artigo muito importante. nenhum ente reuniria condições de cumprir os limites da Resolução. Limites da dívida pública dos Municípios. quinze avos. absolutamente. Porque do contrário. necessários para que essa Resolução possa sair do papel. a cada exercício financeiro.003. cada um dos entes deve reduzir a sua respectiva. limites de transição não devam ser respeitados. Fim da aula.