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10/08/2018 Incêndio de Monchique dominado.

Foi o maior do ano na Europa | Incêndios florestais | PÚBLICO

INCÊNDIOS FLORESTAIS

Incêndio de Monchique
dominado. Foi o maior do ano
na Europa
Uma semana depois, a Protecção Civil dá o fogo de Monchique
como controlado. De manhã ainda estavam no terreno mais de
1300 homens.

LILIANA VALENTE e LUSA • 10 de Agosto de 2018, 9:00

 
Portugal estava a ter uma época de
incêndios mais pacífica, registando 26
incêndios considerados de maior
dimensão, mas alguns não ultrapassando a
centena de hectares. Até ao incêndio de
Monchique, Portugal registava uma área
ardida reduzida de 1327 hectares,
colocando o país na cauda da Europa neste
ranking. Monchique alterou tudo e já é o
maior incêndio do ano dos países
europeus, sem registo de vítimas mortais.

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10/08/2018 Incêndio de Monchique dominado. Foi o maior do ano na Europa | Incêndios florestais | PÚBLICO

Esta sexta-feira de manhã, a segunda


comandante nacional, Patrícia Gaspar, deu
a informação que o incêndio está
dominado mas que, apesar disso, é preciso
manter a vigilância: "Apesar de termos o
incêndio dominado, não é altura de
cruzarmos os braços. Temos uma vasta
área afectada", disse, informando que o
avião de reconhecimento vai esta manhã
fazer um novo voo para verificar se há
reacendimentos.

O trabalho ainda não foi dado por


concluído, e demorará ainda alguns dias.
"Temos de fazer consolidação" e responder
"às reactivações que possam surgir" para
que não se estrague o trabalho feito. A esta
hora, a principal preocupação é na área que
vai entre São Bartolomeu de Messines e
São Marcos da Serra, onde se concentram
ainda a maior parte dos meios, que apenas
desmobilizarão quando for feita a avaliação
que o incêndio está completamente
resolvido.

"O grosso do dispositivo vai manter-se no


terreno", disse Patrícia Gaspar, informando
que à medida que a Protecção Civil for
fazendo a avaliação, vão começar por
desmobilizar os meios de mais longe, para
que não coloquem em causa a resposta
operacional nessas zonas, sobretudo do
Norte do país.

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A segunda comandante explicou ainda que


o fogo é dado como controlado uma vez
que não se perspectiva que saia do
perímetro que já afectou. Alertou, no
entanto para a possibilidade de
reacendimentos.

O balanço desta sexta de manhã


aumentaram de 39 para 41 feridos, um
deles grave e só estarão nesta altura 49
pessoas deslocadas.

Foi preciso uma semana para que o fogo


quebrasse e os números ajudam a explicar
a dificuldade no combate. Esta sexta-feira
de manhã estavam ainda mobilizados no
terreno 1356 operacionais, apoiados com
438 viaturas e dois meios aéreos, segundo
dados da Autoridade Nacional de
Protecção Civil.

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Monchique wildfires as seen from


Sentinel2 satellite.
Interactive comparison between before and
after the event.#JEODPP
@EU_ScienceHub @ProjectJupyter
#ipyleaflet #EarthObservation
@CopernicusEU
pic.twitter.com/bDryDdXWKR

— Davide De Marchi (@demarchidavide)


10 de agosto de 2018

Monchique, apesar de ser o maior do ano


com cerca de 27 mil hectares ardidos, de
acordo com os dados do Sistema Europeu
de Informação de Incêndios Florestais
(EFFIS), fica, em área ardida, bastante
longe dos números registados em 2017,
com os incêndios de Pedrógão Grande e de
15 de Outubro. No topo dessa lista de 2017
aparece o que teve origem a 15 de Outubro,
em Seia/Sandomil, no distrito da Guarda,
que destruiu 43.191 hectares.

De acordo com os dados do EFFIS,


Monchique faz disparar o total de área
ardida em Portugal para o topo do ranking
europeu, ultrapassando países como o
Reino Unido (17.682 ha), Suécia
(21.448ha) ou a Grécia (9681), que se
debateram com incêndios graves e alguns
com vítimas mortais. Fica mesmo assim
longe da média do país nos últimos dez
anos. Por agora, Portugal tem 28.529
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As chamas deste incêndio, que deflagrou


na localidade de Perna Negra, provocaram
39 feridos, um deles em estado grave e
obrigaram a evacuar diversos aglomerados
populacionais e uma unidade hoteleira.

Em 2017, as chamas destruíram mais de


440 mil hectares, o pior ano de sempre em
Portugal, segundo dados do Instituto da
Conservação da Natureza e das Florestas
(ICNF).

O número reduzido de grandes incêndios


este ano foi explicado pelas autoridades
pela redução substancial de ignições
diárias. Esta foi uma das indicações dadas
pelo primeiro-ministro, que articulou com
o Presidente da República, de acordo com o
Expresso, a sua ida a Monchique. Os dois
só irão visitar o concelho algarvio depois de
o incêndio estar completamente
controlado. E irão fazê-lo em separado,
primeiro António Costa e depois Marcelo
Rebelo de Sousa. Ainda não há data para
estas visitas.

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