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DE 19 DE JANEIRO DE 2017 1
Visto do Ajudante Geral

INSTRUÇÃO TÉCNICA OPERACIONAL
Nº 23

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO
PRÉ-HOSPITALAR
2ª Edição

MINAS GERAIS
2017

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Visto do Ajudante Geral

COMANDANTE-GERAL DO CBMMG
CEL BM LUIZ HENRIQUE GUALBERTO MOREIRA

CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO CBMMG
CEL BM HÉLDER ÂNGELO E SILVA

ELABORAÇÃO (2ª EDIÇÃO)
CAP BM VITOR COSTA LEITE
1º TEN BM ALEXANDRE CARDOSO BARBOSA
1º TEN BM BRUNO CÉSAR AMORIM MACHADO
1º TEN CHRISTIAN COELHO CORDEIRO
1º TEN BM ABEL SENHORINHO FERREIRA
2º TEN BM HUGO COSTA TAKAHASHI
2º TEN BM RICARDO ALVES BARBOSA
2º SGT BM BRUNO ALVES BICALHO
3º SGT BM MARINA MATHEUS MARÇAL
3º SGT BM RODRIGO DUARTE RODRIGUES
3º SGT BM THAIS RIBEIRO DA SILVA
3º SGT BM FELIPE BORGES RIBEIRO

REVISÃO MÉDICA
MAJ PM QOS YORGHOS LAGE MICHALAROS – MÉDICO ESPECIALISTA EM CARDIOLOGIA
MAJ PM QOS DENISE MARQUES DE ASSIS - MÉDICA ESPECIALISTA EM NEUROLOGIA
DR. MARCUS VINÍCIUS MELO DE ANDRADE- MÉDICO ESPECIALISTA EM CLÍNICA MÉDICA E MEDICINA
INTENSIVA - PROFESSOR ASSOCIADO DA FACULDADE DE MEDICINA DA UFMG
DR. FERNANDO MACEDO BASTOS – MÉDICO ESPECIALISTA EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

1ª EDIÇÃO
Vide: M663 Minas Gerais. Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.
Instrução Técnica Operacional n.23 - Protocolo de Atendimento Pré-Hospitalar. Corpo de Bombeiros Militar de
Minas Gerais. Belo Horizonte, 2013. 169p. 1. Atendimento Pré hospitalar 2. Primeiros Socorros 3.Trauma 4.
Procedimentos I. Título CDU: 616.02551

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ILUSTRAÇÕES DE ADVERTÊNCIA

- Advertência de alerta

- Advertência de competência privativa do profissional médico ou necessidade de apoio pelo
Suporte Avançado de Vida

LISTA DE FIGURAS

 Figura 1 - Algoritmo de avaliação do paciente.
 Figura 2 - Traçado Eletrocardiógrafo da TVSP – Taquicardia Ventricular Sem Pulso.
 Figura 3 - Traçado Eletrocardiógrafo da FV - Fibrilação Ventricular.
 Figura 4 - Traçado Eletrocardiógrafo do RSN – Ritmo Sinusal Normal.
 Figura 5 - Deslocamento Manual do Útero para a Esquerda.
 Figura 6 - Locais comumente referenciados com dor em caso de Em. Cardiovasculares.
 Figura 7 - Identificação visual de queda facial e debilidade dos braços, conforme a Escala de Cincinatti.
 Figura 8 - Posição dos dedos do socorrista em forma de “V” para descomprimir a face do feto em caso
de parto pélvico.
 Figura 9 - Manobra de Bracht.
 Figura 10 - Posição de Trendelenburg com quadril elevado e cabeça baixa.
 Figura 11 - Zonas de inervação conforme segmento medular para avaliação da altura da lesão no TRM.
 Figura 12 - Regra dos “9” para estimativa do percentual da área de superfície do corpo queimada.
 Figura 13 - Algoritmo do método START.
 Figura 14 - Posicionamento dos cones e da viatura durante atendimento de ocorrência.

LISTA DE QUADROS

 Quadro 1 - Resumo de atendimento de Suporte Básico de Vida.
 Quadro 2 - Identificação visual de queda facial e debilidade dos braços, conforme a Escala de Cincinatti.
 Quadro 3 - Classificação do afogamento.
 Quadro 4 - Relação das prioridades do método START com quadros clínicos.
 Quadro 5 - Tabela com interpretação dos resultados da oximetria.
 Quadro 6 - SatO2 pré-ductal aceitável para o recém-nascido.
 Quadro 7 - Uso de oxigênio suplementar.
 Quadro 8 - Características gerais e estratégias de abordagem do paciente de 0-18 anos.
 Quadro 9 - Distância de posicionamento dos cones em relação à velocidade da via durante sinalização.
 Quadro 10 - Tabela de sinais vitais.
 Quadro 11 - Classificação do choque hipovolêmico no adulto.
 Quadro 12 - Escala de APGAR.
 Quadro 13 - Escala de Coma de Glasgow Adulto.
 Quadro 14 - Escala de Coma de Glasgow Pediátrica.
 Quadro 15 - Escala de Trauma Escore.
 Quadro 16 - Capacidade e dimensões dos cilindros de oxigênio mais comuns.
 Quadro 17 - Conversão de unidades de medidas.

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GLOSSÁRIO

A
Abaulamento - ato ou efeito de abaular, tornar convexo.
Abandono - deixar um paciente com trauma ou doença antes do pessoal de resgate/equipe de bombeiros
chegar. Deixar o local sem dar informações sobre o paciente também é considerado uma forma de abandono.
Abdome - região do corpo entre o diafragma e a pélvis que abriga parte do aparelho digestório.
Abdome agudo - Dor abdominal de aparecimento súbito e não traumático geralmente referenciada como a
queixa principal do paciente.
Abdominal (cavidade) - cavidade anterior de corpo que se localiza entre o diafragma e os ossos da pélvis. Aloja
e protege os órgãos abdominais, glândulas, vasos e nervos importantes.
Abdominal (quadrante) - as quatros zonas da parede abdominal anterior, são usadas para referências rápidas,
na localização de estruturas de traumas e de dor.
Abdução - movimento de um membro afastando-se da linha média do corpo.
Abrasão - arranhão, escoriação.
Abscesso - uma coleção de pus associada com morte de tecido e infecção.
Acidente com múltiplas vítimas - qualquer acidente, desastre ou emergência que envolva mais de um
paciente.
Adução - movimento de uma extremidade em direção à linha média do corpo.
Afundamento do tórax - condição onde várias costelas estão fraturadas de tal modo que a parede do tórax não
consegue mover-se adequadamente durante a respiração.
Alérgico - qualquer substância que causa uma resposta alérgica.
Alvéolos - pequenas cavidades pulmonares tipo saco, onde ocorre uma troca gasosa entre gases alveolares e o
sangue capilar pulmonar.
Amnésia - perda de memória. Essa perda geralmente é de forma súbita.
Amputação - remoção cirúrgica ou traumática de uma parte do corpo. A maioria das amputações é de
extremidades ou de uma de suas partes.
Angina - dor no tórax próximo ao coração, frequentemente causada por um suprimento insuficiente de sangue
no coração.
Angústia respiratória ou insuficiência respiratória - qualquer dificuldade para respirar. Às vezes, o problema
é grave e requer cuidados de emergência. Uma vez que tal situação tenha iniciado é difícil de predizer, a curto
prazo, o curso do problema.
Antisséptico - substância hipoalergênica e atóxica com ação letal e inibitória do crescimento dos
microorganismos.
Aorta - maior artéria do corpo que conduz sangue oxigenado para o organismo.
Apneia - parada da respiração.
Apgar – Escala de avaliação neonatal que avalia a frequência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular,
irritabilidade e coloração da pele. Cada critério vale dois pontos, totalizando uma nota de 0-10. Notas inferiores a
7 podem ser em função da prematuridade e requer avaliações consequentes.
Arritmia - falta de ritmo; irregularidade e desigualdade das contrações do coração.
Artéria - cada um dos vasos que conduzem o sangue do coração a todas as partes do corpo.
Artéria femoral - artéria principal da extremidade inferior, localizada na parte superior (coxa).
Arteríola - artéria muito pequena, de dimensões microscópicas.
Arteriosclerose - "endurecimento das artérias" causado pela deposição de cálcio.
Articulação - junção natural de dois ou mais ossos.
Asfixia - suspensão ou supressão da atividade respiratória e da circulação do sangue.
Asma - condição em que ocorre uma constrição dos bronquíolos, causando uma redução do fluxo de ar.
Asséptico - limpo, livre de partículas de contaminação. Não significa estéril.
Assistolia - é a total ausência de atividade elétrica no coração, com consequente parada cardíaca.
Aterosclerose - aumento da espessura e perda de elasticidade das paredes internas das artérias,
acompanhados de formação de ateromas.
Átrio - câmara superior do coração.
Avulsão – ferimento em que parte do tecido é arrancada do corpo.

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B
Bandagem - um dispositivo, como gaze ou atadura, que pode ser usado para manter um curativo no lugar.
Bilateral - que existe em ambos os lados do corpo.
Bradicardia - termo utilizado na medicina para designar uma diminuição na frequência cardíaca.
Brônquio - a porção das vias aéreas que conecta a traqueia aos pulmões.
Bronquíolos - pequenas terminações que levam o ar do ambiente aos alvéolos pulmonares e vice-versa.

C
Cãibras - condição provocada pela perda de fluidos e sais do corpo. Usualmente ocorre em pessoas que
trabalham em locais com calor excessivo e
com grande esforço muscular.
Cânula de Guedel (cânula orofaríngea) - dispositivo oral que ajuda a manter a língua afastada da orofaringe,
promovendo a abertura das vias aéreas.
Cânula nasofaríngea - sonda flexível que é lubrificada e inserida no nariz de um paciente até o nível da
nasofaringe (atrás da garganta) para permeabilizar as vias aéreas superiores.
Capilar - vaso sanguíneo microscópico no qual ocorre as trocas entre a circulação sanguínea e os tecidos.
Cardíaco - que se refere ao coração.
Cateter - tubo flexível que é introduzido no corpo para permitir drenagens ou infusões de fluidos.
Cavidade pélvica - parte baixa da cavidade abdominal, cercada pelos ossos da pelve.
Cavidade pleural - espaço entre as duas membranas pleurais: parietal e visceral. Cavidade torácica - cavidade
do corpo, superior ao diafragma. Faz a proteção do coração e pulmões.
Cefaleia - dor de cabeça, localizada ou difusa.
Cefálico - referente à cabeça.
Cérvix - a parte inferior do útero onde começa a vagina.
Cetoacidose - condição de um diabético quando utiliza muita gordura, tentando obter energia por falta de
glicose disponível.
Cetônico - hálito de odor adocicado e amoniacal. É um sinal de coma diabético.
Choque - reação do corpo em resposta a falência do sistema circulatório em prover sangue e oxigênio
adequadamente para todos os órgãos, tecidos e células.
Cianose - coloração azulada da pele e das mucosas, devido a baixa oxigenação sanguínea.
Coágulo - uma formação composta de fibras e um emaranhado de células sanguíneas que ajudam a parar a
hemorragia de uma ferida.
Cóccix - osso mais baixo da coluna vertebral.
Coma - é o estado no qual uma pessoa perde completa ou parcialmente a consciência, devido a baixa atividade
elétrica encefálica.
Compressão direta - pressão direta aplicada ao local do sangramento.
Convulsão - alteração no funcionamento do cérebro que causa contrações descontroladas dos músculos.
Cordão umbilical - estrutura que liga o corpo do feto à placenta.
Coroamento - quando a cabeça do bebê está saindo pela abertura vaginal, durante o parto.
Coronárias - artérias que irrigam o coração (miocárdio).
Corte - ferimento aberto com extremidades lisas (incisão) ou extremidades irregulares (laceração).
Crepitação - um ruído que ocorre pelo atrito das partes fraturadas.
Crônico - termo usado para significar muito tempo ou que ocorre com frequência.
Curativo - cobertura protetora, ajuda no controle de hemorragias e previne a contaminação das feridas.
Curativo oclusivo - curativo fechado.

D
Delirium tremens - uma severa reação que ameaça a vida, relacionada à abstinência de álcool do paciente. As
mãos do paciente tremem, pode ocorrer febre alta, alucinações, comportamentos incomuns e convulsões.
Dequitação - expulsão da placenta após o nascimento do bebê.
Derme - a segunda camada da pele. É rica em vasos sanguíneos e nervos, encontra-se abaixo da epiderme.
Desfibrilação - aplicação de um choque elétrico no paciente numa tentativa de restabelecer um ritmo normal
espontâneo do coração.
Desfibrilador externo automático (DEA) - um aparelho elétrico que pode detectar batidas irregulares do
coração (fibrilações) e dar um choque no tórax do paciente.

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Desmaio - perda temporária da consciência, causada pela redução de sangue no cérebro.
Diabetes - doença causada pela produção inadequada de insulina.
Diafragma - músculo da respiração que separa a cavidade abdominal da cavidade torácica.
Diástole - período durante o qual o coração recupera seu volume de repouso, depois da contração; relaxamento
cardíaco.
Diastólica - referente à diástole.
Dispneia - dificuldade respiratória.
Distal - longe de um ponto de referência.
Distendido - inflado, inchado, dilatado.
Distensão - ferimento no músculo causado pela hiperextensão.
Doença infecciosa - qualquer doença causada por agentes infecciosos microbianos, tais como bactérias ou
vírus.

E
Eclâmpsia - uma complicação na gravidez que produz convulsões e pode levar ao coma ou até à morte.
Edema - inchaço devido ao acúmulo de líquidos nos tecidos.
Emergências Ambientais – para fins desta ITO 23, o termo Emergências Ambientais empregado no Módulo
500, do inglês: environmental emergencies, foi utilizado segundo os manuais norte-americanos de referência e
compõem procedimentos que não se enquadram diretamente na questão de emergências clínicas e/ou
emergências traumáticas. Além disso, é necessário destacar que não se deve confundir o termo com a ideia de
situações relativas às “emergências ambientais” comuns em nossa realidade operacional, como incêndios
florestais, enchentes e inundações.
Enfisema - doença crônica na qual os pulmões sofrem uma perda progressiva da elasticidade.
Epiglote - saliência de cartilagem e outros tecidos que estão no topo da laringe. Ela fecha as vias aéreas na
hora da deglutição, desviando os sólidos e líquidos para o esôfago.
Epilepsia - disfunção cerebral que cursa com descargas elétricas desorganizadas e excessivas do cérebro, que
interrompem temporariamente sua função habitual e produzem manifestações involuntárias no comportamento,
no controle muscular, na consciência e/ou na sensibilidade do indivíduo.
Epistaxe - sangramento nasal.
Equimose - descoloração da pele devido a uma hemorragia interna. Tipicamente uma marca "preta e azul".
Escala de Coma de Glasgow - escala confiável para estimar rapidamente gravidade da disfunção neurológica
em pacientes com alteração da consciência.
Escápula - um osso grande, par e chato, localizado na porção póstero-superior do tórax, que se articula com a
clavícula.
Escoriação - ferimento aberto que lesa a camada superficial da pele.
Esfigmomanômetro - aparelho para verificar a pressão arterial.
Esôfago - tubo muscular que conduz o alimento da boca para o estômago.
Estabilização - imobilização feita em uma parte lesada do corpo, com o objetivo de ajudar a reduzir os
movimentos, minimizando a dor ou espasmos musculares.
Estéril - livre de toda a forma de vida microbiana.
Estetoscópio - instrumento que amplia os sons.
Evisceração - termo aplicado a saída de algum órgão ou parte dele por uma ferida aberta.
Exame pré-natal - acompanhamento médico realizado durante a gestação.
Expiração - soltar o ar, exalar.

F
Falanges - ossos dos dedos.
Faringe - garganta.
Fêmur - osso da coxa.
Feto - criança no estágio intra-uterino, com mais de 8 semanas.
Fibrilação Ventricular – ritmo cardíaco em que as contrações ocorrem sem coordenação das fibras musculares
do coração.
Fibrina - material de proteína fibrosa responsável pelos coágulos de sangue.
Fibrinolítico - ativadores do plasminogênio usados na terapêutica da trombose arterial para dissolver
rapidamente a rede de fibrina e assim dissolver os trombos

de modo não intencional.ocorre quando a temperatura corporal do organismo cai abaixo do normal (35°C).quebra. H Hematoma . Luxação . Muco . I Icterícia – é uma síndrome caracterizada por uma coloração amarelada na pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. inchada e dolorida.dentro da veia. .perda de sangue ou plasma pelo organismo.músculo cardíaco. irritativo ou traumático. 4. Hemiplegia – paralisia de um dos lados do corpo. primeira fonte de energia para o corpo. Isquemia . 8. diz-se de dois ou mais irmãos ou irmãs nascidos no mesmo parto. Imobilização . Fluxômetro .o osso do queixo. mucosidade. M Mandíbula . Está associado ao afundamento do tórax. que transporta o açúcar (glicose) para as células do organismo. L Laringe . Flexão . Hipotermia .linha vertical. Hemorragia .quando um segmento da parede do tórax move-se para a direção oposta ao restante.perda de sangue causado por uma solução de continuidade em vasos sanguíneos. Ligamento .termo usado para descrever qualquer procedimento organizado para mover uma vítima. Formigamento . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 7 Visto do Ajudante Geral Fíbula .deslocamento de uma extremidade de um osso em uma articulação. geralmente resultante de um trauma.relativo a gêmeos. Genitália .definido como uma lesão tecidual isquêmica irreversível.aplicação de um dispositivo que imobiliza uma extremidade deformada. Insulina . Inspiração . Meninges .é um distúrbio provocado pela baixa concentração de glicose no sangue.tecido fibroso que liga as articulações aos ossos. Glicose .movimento de ângulo de uma articulação. calor. vermelhidão e inchaço de tecidos quando há um processo infeccioso.sensação de comichão ou agulhada. de um local para outro. devida à falta de oxigênio e nutrientes em determinada parte de um órgão. 6.parte das vias aéreas entre a garganta e a traqueia.açúcar simples. Hipóxia .15 litros por minuto.entrada de ar para os pulmões.humor viscoso e semitransparente que constitui a base de muitas secreções. Hipoglicemia .. G Gemelar . Movimento paradoxal torácico . Imobilizar .ação de dobrar os joelhos unindo-os em direção ao tórax. Infarto .osso lateral da perna.órgãos reprodutores externos.fixar ou restringir parte do corpo para reduzir ou eliminar o movimento. rachadura ou lasca de uma parte óssea. Inflamação . Geniturinário .hormônio produzido pelo pâncreas.provisão de sangue diminuída para um órgão ou tecidos.dispositivo de medida que permite ao usuário ajustar o fluxo de oxigênio selecionando 2. Hipovolemia . central do corpo. Miocárdio . que surge espontaneamente quando ocorre compressão dos vasos sanguíneos ou nervos.presença de dor.membranas que revestem o cérebro e a medula.inadequado suprimento de oxigênio aos tecidos do corpo.. Mobilização . Fratura . Intravenoso . Genupeitoral .coleção de sangue abaixo da pele ou tecidos. Medial .sistema genital e urinário.

Há um leve movimento do abdome.a pressão sanguínea na parte interna das artérias. A sensibilidade da área também pode estar ausente.termo relacionado ao crescimento exagerado de células. costas. comumente levando ao colapso pulmonar. que pode variar em virtude do acúmulo de líquidos nessa cavidade.perda de sangue por uma artéria.conjunto de manobras sobre o coração e o pulmão para.um pulso medido no fim de uma extremidade.parto onde as nádegas ou pernas do bebê se apresentam primeiro durante o parto. proliferação celular sem controle e autônoma. S Sangramento arterial . Peritônio .fluxo de sangue pelos vasos capilares. Pulso .a expansão e contração alternada das paredes das artérias combinadas com a ejeção de sangue pelo coração. tais como o crânio. Normalmente é medida a pressão do sangue nas artérias. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 8 Visto do Ajudante Geral Músculo intercostal .osso lateral do antebraço. ajudando a aumentar o volume da cavidade do tórax. Respiração artificial . Posterior .dupla membrana que reveste a parede dos pulmões. artificialmente. quando o coração está relaxado. Pressão intracraniana . tórax. abdome. Períneo . Pleura . Pulmonar . Proximal – é aplicada na descrição anatômica.desobstruído.interrupção da atividade cardíaca Paralisia . tumor. Pressão arterial sistólica . A troca de oxigênio e gás carbônico ocorre nos pulmões.substituição artificial da função ventilatória do paciente. Normalmente refere-se ao pulso radial nas extremidades superiores e o pulso pedioso para as extremidades baixas. O esforço do paciente para tomar fôlego utiliza apenas o músculo do diafragma. Pulso distal . quando o coração está contraído. articulação ou linha mediana. . Pressão sanguínea . N Neoplasia . Respiração .membrana que envolve e delimita a cavidade abdominal. Ressuscitação cardiopulmonar (RCP) . Respiração diafragmática .ato de respirar.região localizada entre os órgãos genitais externos e o ânus. Ressuscitação pulmonar . O fluxo geralmente é rápido e jorra refletindo as batidas do coração. Pulso radial . Parada cardíaca . Também chamada de ventilação artificial.músculos que se localizam entre as costelas.que se refere aos pulmões.atrás.pulso perceptível no "peito" do pé. Priapismo . manter a respiração e a circulação. Perfusão capilar . Pressão arterial diastólica . livre.toque manual feito para sentir uma parte do corpo. Veja pressão arterial sistólica.pulso palpável no punho. membros superiores e inferiores ou o pulsação. para indicar que a parte do corpo referida se situa mais próxima de um centro. Pulso pedial ou pedioso .pressão no interior do crânio.a pressão causada pelo sangue que força as paredes dos vasos.perda da habilidade para mover uma parte do corpo.a pressão sanguínea na parede das artérias.respirações fracas e rápidas com pequeno ou nenhum movimento do tórax. persistente associada a algum dano espinhal. R Rádio . P Palpação . Permeável .manobra de forçar a entrada de ar ou oxigênio para o pulmão de um paciente que não esteja respirando adequadamente ou com dificuldade respiratória.ereção peniana involuntária. Ver pulso radial e pulso pedial. Pneumotórax – lesão que resulta na presença de ar no espaço pleural. Parto pélvico . Veja pressão sanguínea diastólica. sem estímulo sexual.

câmaras inferiores do coração. Sibilo . plástico ou madeira) para imobilizar articulações e extremidades acima e abaixo do local da lesão. Visão transitória – é a redução parcial ou total da visão de um ou ambos os olhos.estruturas anatômicas onde ocorre a passagem de ar. Vértebra . tecidos gordurosos. Sístole .ruído característico da asma brônquica. Vênula . transpiração.formação de um coágulo em um vaso sanguíneo. para efetuar troca gasosa em nível pulmonar. células de revestimento que recobre órgãos e glândulas.contração cardíaca simultânea para os dois ventrículos e átrios. de cor vermelho escuro. Z Zigomático . Tecidos moles . também chamado de zigoma. Sudorese . T Tala rígida . Vias aéreas . vasos sanguíneos.relativo à sístole.vasos sanguíneos que retornam sangue para o coração. músculos.enchimento os pulmões de ar. Tração . SpO2 pré-ductal . Trombose .tecidos do corpo que compõem a pele. Ventilação . Sistólico .referente aos vasos sanguíneos. que entrou pelo nariz e boca.unidade óssea da coluna vertebral. Taquicardia – frequência cardíaca acima dos parâmetros normais.dispositivo duro feito de material com pequena flexibilidade (como metal.ação de puxar com suavidade um membro para estabilizar um segmento ósseo ou articulação. LISTA DE SIGLAS AHA American Heart Association AIT Ataque Isquêmico Transitório AVC Acidente Vascular Cerebral AVDN Alerta – Responde a Estímulo Verbal – Responde à Dor – Não Responde AVE Acidente Vascular Encefálico BPM Batimentos por Minuto BVM Bolsa Válvula Máscara COF Cânula Orofaríngea CTB Código de Trânsito Brasileiro DCAP-QELS Deformidade – Contusão – Abrasão – Punção / Penetração = Queimadura – Edema – Laceração – Sensibilidade DD Doença Descompressiva DEA Desfibrilador Externo Automático DPOC Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica EAP Edema Agudo de Pulmão .perda de sangue por uma veia. Trauma . nervos.osso da face. Ventrículo . V Vascular .refere-se ao corpo todo. Sistêmico . Veias . decorrente de problemas circulatórios envolvendo o nervo óptico ou córtex occipital. Bombeiam sangue do coração para os pulmões e para todo o corpo.medida da saturação por oxigênio avaliada na mão direita do RN.lesão causada por transferência de energia ao corpo através de um agente físico externo. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 9 Visto do Ajudante Geral Sangramento venoso . semelhante a um assobio agudo.porção mais fina das veias que começa no final do leito capilar e retorna sangue para as veias maiores.secreção de suor.

– Qualidade – (ir)Radiação – Severidade – Tempo OVACE Obstrução de Vias Aéreas por Corpos Estranhos PAS Pressão Arterial Sistólica PCR Parada Cardiorrespiratória PHTLS Prehospital Trauma Life Support PR Parada Respiratória RAPH Relatório de Atendimento Pré-Hospitalar RCP Ressucitação Cardiopulmonar REDS Relatório de Evento de Defesa Social RN Recém .Nascido SAMPUM Sinais/Sintomas – Alergia – Medicações – Passado Médico – Última Alimentação – Mecanismo da Lesão/Natureza da Doença SBV Suporte Básico de Vida SAV Suporte Avançado de Vida SpO2 Saturação Parcial de Oxigênio TCE Trauma Crânio-Encefálico TS Trauma Score (escala de trauma score) TRM Trauma Raquimedular VPM Ventilações por Minuto . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 10 Visto do Ajudante Geral ECA Estatuto da Criança e do Adolescente ECG Escala de Coma de Glasgow EPI Equipamento de Proteção Individual Gu BM Guarnição Bombeiro Militar HR Hospital de Referência IFC Isolamento de Fluidos Corporais ILCOR International Liaison Committee on Resuscitation IRPM Incursão Respiratória Por Minuto LPM Litros por minuto MDL Mecanismo de Lesão MO Motocicleta Operacional MTV Manually-Triggered Ventilator (Ventilação Manualmente Acionada) NDD Natureza da Doença OPQRST Origem – Provocado por...

.......... 82 P 310 Abuso de Álcool e Drogas ................................ 20 MÓDULO 100 – AVALIAÇÃO DO PACIENTE 24 P 101 Avaliação do Paciente .. 68 P 305 Diabetes Mellitus e Hipoglicemia ........................................................ 85 MÓDULO 400 – TRAUMAS 87 P 401 Trauma Crânio-Encefálico (TCE) .................................................................................................. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 11 Visto do Ajudante Geral INTRODUÇÃO 16 Prefácio................................................................................................................................................................................. 51 P208 Situações Especiais em SBV.............................................. 19 Conceitos Importantes para o APH................................... 40 P 203 OVACE Adulto e Criança ............................................................... 107 P 411 Queimaduras .......................................................................................................................................................................... 17 Definições............................................... 48 P 207 DEA ....... 70 P 306 Emergências Obstétricas ..... 43 P 204 OVACE Lactente e Neonatal ........................ 95 P 405 Trauma Pélvico e Genital ................................................................................................................................................................................................................................................................................ 25 P 102 Instrumentos Avaliatórios....................................................................... 100 P 408 Hemorragia ................................................ 73 P 307 Abdome Agudo ..................................................................... 96 P 406 Choque Elétrico .................................................................................................... 37 P 202 PCR Criança e Lactente........................................................................................................... 109 ....................................................... 54 MÓDULO 300 ........ 90 P 403 Trauma Torácico ........................................................... 88 P 402 Trauma Raquimedular (TRM) ......... 93 P 404 Trauma Abdominal ... 79 P 308 Emerg..................................................... 62 P 303 Emergências Respiratórias ................... Psiquiátricas e Comportamentais ..................................................................................................................................................................................... 46 P 206 SBV Neonatal ................................ 98 P 407 Ferimentos Específicos ......... 66 P 304 Crise Convulsiva ..............EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 58 P 301 Emergências Cardiovasculares ............................. 80 P 309 Envenenamento e Intoxicação ........................ Adulto Criança Lactente .............. 59 P 302 AVC/AVE................................................................................ 103 P 409 Lesões Músculo Esqueléticas .............................. 105 P 410 Lesões na Cabeça e Pescoço .................................................. 44 P 205 Parada Resp......................................................................................................... 31 MÓDULO 200 – SUPORTE BÁSICO DE VIDA 36 P 201 PCR Adulto .........................................................................................................................

......................................................................................................................................................................................................................................... 183 Apêndice 11 Modelo de Ficha de APH................................................................................................................ 147 P 608 Paciente Idoso – Generalidades e Abuso ........ Portador Deficiência Física e Mental ....................................................... Pediátricos – Generalidades e Abuso ......................... 172 Apêndice 05 Escala de Coma de Glasgow – Adulto ............................................................. 115 P 502 Acidentes de Mergulho ........ 134 P 604 Administração de Oxigênio .............. 169 Apêndice 04 Escala de APGAR .................................. 125 MÓDULO 600 – PROCEDIMENTOS GERAIS 128 P 601 Isolamento de Fluidos Corporais ......... 185 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 188 .............. 121 P 504 Emergências Relacionadas ao Calor .................................. 118 P 503 Animais Peçonhentos / Perigosos ........................... 129 P 602 Triagem Pré-Hospitalar ............... 148 P 609 Operação de Veículos de APH .................................................................... 167 Apêndice 03 Estado de Choque .................................... 173 Apêndice 06 Escala de Coma de Glasgow – Pediátrica ................................................ 160 P 613 Presunção de Óbito ........... 181 Apêndice 10 Primeira Resposta................... 144 P 607 Pac....... 165 Apêndice 02 Sinais Vitais .................. 175 Apêndice 08 Mapa Carga Padrão Equipamentos de APH.................................................... 153 P 611 Outro Profissional de Saúde na Cena ...................................................................... 176 Apêndice 09 Duração de Cilindro de O2 .................................................................................................. 135 P 605 Aspiração de Vias Aéreas ........................................................................................................................ Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 12 Visto do Ajudante Geral P 412 Violência Sexual ....................... Legais e Éticos...................................................................................................... 162 APÊNDICE 164 Apêndice 01 Aspectos Médicos.................................................. 159 P 612 Recusa de Atendimento .............................. 142 P 606 Pac................................................. 112 MÓDULO 500 – EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS 114 P 501 Afogamento ................................. 174 Apêndice 07 Escala de Trauma Score ....................................................... 131 P 603 Oximetria de Pulso ............................................................................. 150 P 610 Extração .......................................................................................... 123 P 505 Hipotermia e Congelamento .................

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 13 Visto do Ajudante Geral – Introdução – .

O símbolo médico acima (chamado caduceu) é usado para alerta ao socorrista quanto à necessidade de apoio de uma equipe de suporte avançado de vida. a fim de reforçar ou contradizer certas condutas. acrescido de um conjunto de apêndices de suporte. foram registrados no Brasil. tornando necessária a adoção de medidas para implantar um processo de aperfeiçoamento do atendimento às urgências e emergências. causado pelo aumento do número de acidentes e da violência urbana. homicídios. no ano de 2011. Ocorrem aproximadamente 800 casos de Parda Cardiorrespiratória (PCR) por dia em nosso país (RECH et al. p. De acordo com dados do Ministério da Saúde (DATASUS). fazer ressalvas ou esclarecer alguns procedimentos. São profissionais com treinamento em suporte básico de vida. 145.). cabe à guarnição BM prestar um atendimento sistemático. . observou-se um crescimento da demanda por serviços nesta área. foram registrados nos bancos de dados (DATASUS) 103. Os militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) atuam no Atendimento Pré- hospitalar (APH) prestando os primeiros atendimentos e transporte às vítimas de incidentes clínicos. ficando entre as cinco maiores causas de óbito no mundo.397). o CBMMG edita a segunda edição da Instrução Técnica Operacional nº 23.). traumáticos. obstétricos e psiquiátricos. sendo que em 2011. Segundo a 7º edição do livro Prehospital Trauma Life Support . 2006. o Bombeiro Militar terá um instrumento de retaguarda atualizado para pesquisa e uma doutrina sólida de amparo técnico e jurídico.elas são responsáveis por aproximadamente 14 mil casos fatais diariamente em todo o planeta. De posse da nova edição da ITO-23.751 óbitos por doenças cerebrovasculares. Assim. A ITO-23 está organizada em 6 módulos por tipo de atendimento.PHTLS .486 óbitos por doenças isquêmicas do coração e 100. sendo em grande parte fora do ambiente hospitalar (residências. Como alerta. abordando atualizações ocorridas entre a 1ª Edição deste documento e o ano de 2016. que se estende do dimensionamento da cena até as comunicações e documentação posteriores ao atendimento. Nos últimos anos. etc.842 óbitos por causas externas (acidentes. etc. é usado o triângulo ao lado. Nesse contexto e com o objetivo de prestar Atendimento Pré-Hospitalar de qualidade à população. As mortes ocorridas por doenças cardiovasculares também apresentam um número bastante expressivo no território nacional. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 14 Visto do Ajudante Geral PREFÁCIO As mortes decorrentes de traumas são um grande problema de saúde no mundo inteiro. como as novas diretrizes do International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR) e metodologias contidas nas ultimas edições do livro Prehospital Trauma Life Support (PHTLS). com ações não invasivas. rua.

após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza clínica. monitorização cardíaca avançada. o atendimento que procura chegar precocemente à vítima. controle do sangramento externo. exigindo. cirúrgica. manutenção vias aéreas. portanto. 1 Definição apresentada pela Portaria nº 2048/2002 do Ministério da Saúde. respiração e circulação de um paciente. portanto. prevenção de novas lesões ou deficiência. . tratamento médico imediato. Emergência: ocorrência imprevista de agravo à saúde que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso. proporcionando manejo avançado das vias aéreas. traumática. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 15 Visto do Ajudante Geral DEFINIÇÕES As definições a seguir são importantes para que os militares possam entender os níveis de assistência pré-hospitalar (básico e avançado) e em quais situações (urgência e emergência) essa assistência se faz necessária. estabelecimento e manutenção de acesso intravenoso e terapia medicamentosa. focado em avaliar rapidamente o estado de um paciente. Urgência: ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida. Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel: “Considera-se como nível pré-hospitalar móvel na área de urgência. Suporte Básico de Vida: nível específico de assistência pré-hospitalar prestada por profissionais treinados. prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde. sequelas ou mesmo à morte.”1 Suporte Avançado de Vida: tratamento médico de emergência que vai além de suporte básico de vida. evitando o choque. que possa levar a sofrimento. cujo portador necessita de assistência médica imediata. inclusive as psiquiátricas). desfibrilação. incluindo a intubação. sendo necessário.

o Serviço de Atendimento Pré- Hospitalar deve buscar chegar até a vítima e transportá-la para o hospital com o tratamento ideal no menor tempo possível. maior a probabilidade de morte dos pacientes traumatizados graves. a qualquer hora. “Corrente da Sobrevivência Extra-Hospitalar”: os casos de PCR convergem. No caso do CBMMG. ventilações eficazes e desfibrilação rápida. criação de postos avançados ou estabelecimento de pontos-base em áreas prioritárias. mas tem que se fazer certo. RCP de Alta Qualidade: em casos de PCR. devem ser ressalvadas as poucas exceções a este período de 10 minutos. é de suma importância que ela receba atendimento pré-hospitalar por uma série de ações. o que demonstra a interferência do fator tempo na sobrevivência dos pacientes. O preconizado pela OMS fundamenta-se no fato de que após 4 a 6 minutos de instalada uma parada cardiorrespiratória (PCR) iniciam-se os danos cerebrais. termo este consagrado pelo PHTLS. 2010. Suporte Básico de Vida para Profissionais de Saúde. O primeiro pico de mortes ocorre entre minutos até 1 hora do trauma. para que a vítima tenha chances de sobreviver e receber alta hospitalar. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 16 Visto do Ajudante Geral CONCEITOS IMPORTANTES PARA O APH Os militares envolvidos nos atendimentos e no planejamento de alocação de recursos de APH devem observar os conceitos a seguir. cada paciente possui um período específico em que o tempo será fator crucial para um bom prognóstico. Neste sentido. Nesse sentido. contidas nesta ITO. São Paulo: American Heart Association. em que ocorrem os outros 20% das mortes. Se iniciada entre 8 a 12 minutos da PCR. tendo em vista que uma PCR pode ocorrer em qualquer lugar. a fim de garantir que as vítimas sejam atendidas no menor tempo possível. pois as mortes no trauma ocorrem em 3 períodos distintos. é de apenas 6%. com qualquer pessoa. Tempo Resposta: em nível pré-hospitalar uma das principais causas de óbito. e nele ocorrem 30% das mortes. que compõem os elos da chamada corrente da sobrevivência pré-hospitalar: 2. 2. o índice de sobrevivência é cerca de 43%. em caso de fibrilação ventricular. 3. “Minutos de Platina”: dentro do “Período de Ouro” encontramos os “Minutos de Platina”. quanto menor o tempo desde o trauma até o paciente dar entrada em um hospital de referência. Sendo assim. segundo o qual. parada cardiorrespiratória e outros problemas. as chances da vítima sobreviver decaem de 7 a 10%. maiores são suas possibilidades de sobrevida. é a falta de oxigênio chegando aos tecidos. Após 10 minutos a morte encefálica é certa2. É neste período que o APH pode fazer a maior diferença. o tempo de resposta ideal está entre 4 a 6 minutos. Por isso.em linhas gerais . empenho de viaturas diversas em ações de primeira resposta. segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). todos os militares do CBMMG deverão estar bem capacitados à realização destas ações através de programas de treinamento contínuo em todos os níveis. Entretanto. Além disso. Em muitos casos.3 AMERICAN HEART ASSOCIATION (USA). através de medidas como: 1. . proporcionando maiores possibilidades de sobrevivência e reabilitação. em geral. Diante desse fato. e corresponde a 50% das mortes. originada por hemorragias. “Hora de Ouro”: atualmente é denominado de “Período de Ouro”. O segundo pico está entre as primeiras 4 horas. denominados picos. é essencial que o CBMMG adote posturas proativas visando à redução do tempo- resposta. Observe-se que para cada minuto de PCR sem ressuscitação cardiopulmonar (RCP). atendimento telefônico eficaz e despacho rápido de viaturas.quanto mais tempo decorre entre o agravo traumático à saúde e o atendimento pré-hospitalar e hospitalar. para uma unidade de cuidados intensivos em um hospital. estes problemas podem ser resolvidos com ações de Atendimento Pré- Hospitalar. Estas mortes geralmente só poderiam ser evitadas com medidas de prevenção. segundo o qual . Por este conceito entende-se que não basta apenas fazer. nos quais as intervenções pré-hospitalares e hospitalares devem ser executadas. O terceiro pico está entre dias a semanas após o trauma. o tempo máximo de permanência da equipe de APH no local da ocorrência deve ser de 10 minutos. em média3. compreendidos do momento em que o chamado dá entrada na Central de Emergências (COBOM / SOU / SOF) até o momento em que equipe intervencionista (Guarnição BM) chega à cena da emergência médica. Sendo assim. o tratamento em nível de suporte básico de vida é a realização de compressões de qualidade. seja por trauma ou problemas clínicos. se o APH (ressuscitação cardiopulmonar e desfibrilação) inicia-se nos primeiros 4 a 6 minutos após a PCR.

6. 1. 10. Manter a estabilização manual da coluna até que o paciente esteja imobilizado em prancha longa. Uma vez adequadamente tratadas ou descartadas as lesões com risco de vida. dos socorristas e da equipe. 9. Integração da sociedade no atendimento às vítimas: pessoas acometidas por situações de urgência e emergência. 13. obter o histórico médico do paciente e fazer o exame secundário. RCP imediata de alta qualidade. 4. Providenciar suporte ventilatório e oferecer oxigênio para manter SatO2 superior a 95%. Iniciar o transporte para o hospital apropriado mais próximo em. Acima de tudo. 2. Garantir a segurança da cena. Estes princípios apresentam as prioridades a serem reconhecidas e tratadas. necessitam de atendimento inicial da comunidade local. Reconhecimento e acionamento do serviço médico de emergência. Tomar as medidas iniciais para o tratamento do choque. 3. não causar mais dano. 12. 2. 4. Reconhecer as lesões com risco de vida já na avaliação primária. Cuidar da via aérea do paciente traumatizado com controle da coluna cervical. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 17 Visto do Ajudante Geral 1. É importante observar que o CBMMG realiza ações até o 4º elo desta corrente. 7. no máximo. na maioria das vezes. é de extrema importância o treinamento da comunidade em primeiros socorros. incluindo a restauração e a manutenção da temperatura normal do organismo e a imobilização adequada das lesões músculo-esqueléticas. Estas pessoas ajudam a reforçar os elos da corrente da sobrevivência pré-hospitalar. 11. . Controlar toda hemorragia externa. Avaliar a necessidade de outros recursos. Dessa forma. principalmente nos casos de trauma. 5. permitindo aos pacientes terem maiores chances de sobrevivência e diminuição de seqüelas. “Princípios de Ouro do Atendimento ao Traumatizado”: os princípios apresentados a seguir são as principais medidas a serem adotadas durante o atendimento prestado pelos bombeiros militares às vítimas. 10 minutos após a chegada ao local. 3. Serviços médicos básicos e avançados de emergência. Suporte avançado de vida e cuidados pós-PCR. Reconhecer a Biomecânica envolvida nas lesões. Rápida Desfibrilação. que contribuirão para um melhor prognóstico do paciente. Comunicar ao hospital de destino as informações do paciente e das circunstâncias do trauma de maneira técnica e meticulosa. 8. 5.

Avaliação do Paciente – . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 18 Visto do Ajudante Geral MÓDULO 100 .

iluminação e sinalização da via. diga que você é um Bombeiro Militar e peça consentimento para ajudá-lo. 5. Execute a avaliação primária (ABCDE). se for o caso. 6. acione outros órgãos. b. se for o caso. Obtenha informações do paciente. se houver necessidade. DIMENSIONAMENTO DA CENA a. Se necessário. se necessário. 2. conforme P 602. se necessário. máscara. iv. 4. ii. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. 3. na seguinte sequência: avental. (b) Inicie a triagem. luvas). Se paciente com suspeita de TRM. Do contrário. Determine o número total de pacientes: (a) Solicite recursos adicionais. torne-a segura. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 19 Visto do Ajudante Geral P 101 – AVALIAÇÃO DO PACIENTE 1. se possível: i. óculos. identifique-se pelo nome. 3. Trauma . Determine o número total de pacientes: (a) Solicite recursos adicionais. inclusive suporte avançado de vida e transporte aéreo. Abra as vias aéreas superiores: . não entre na cena. v. Paciente responsivo – conversa ou chora? Estabeleça a Escala de Coma de Glasgow. Se a cena está comprovadamente insegura. Verifique junto ao paciente. Se recursos são disponíveis. conforme o módulo P 609. (c) Inicie a triagem. c. Descubra a Natureza da Doença – NDD (Clínico) ou o Mecanismo de Lesão – MDL (Trauma): i. Relacione o acidente com as possíveis lesões das vítimas. Preserve o local que contenha indícios de crime. Etapa A (Vias aéreas com controle da coluna cervical). Casos clínicos – Natureza da Doença – NDD: 1.Mecanismo de Lesão – MDL: 1. 2. Providencie o Isolamento dos Fluídos Corporais (IFC) por dispositivos de barreira (Coloque-os. Promova a segurança das testemunhas e dos demais profissionais presentes na cena. Avalie a responsividade. 1. proceda à avaliação inicial. conforme P 602. Mantenha a cena segura: i. iii. ii. (b) Estabeleça o SCO. familiares ou testemunhas por que o CBMMG foi acionado – NDD. Promova a segurança da Gu BM e do paciente. Proceda ao estacionamento da viatura. inclusive suporte avançado de vida e transporte aéreo. proteja a coluna espinhal do paciente estabilizando manualmente a cabeça no momento da abordagem. familiares ou testemunhas e inspecione na cena qual é o MDL. 2.

(d) Bilateralidade: expansão simétrica ou assimétrica. normal ou rápida. realize oximetria de pulso. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 20 Visto do Ajudante Geral (a) Retire ponte fixa. 2. . forneça oxigênio. Avalie a QUALIDADE.retirar ou cortar a quantidade de roupa necessária para determinar a presença ou a ausência de uma condição ou lesão. (b) Pacientes de trauma ou natureza da lesão desconhecida: estabilize a coluna cervical e tracione a mandíbula (jaw thrust/ chin lift). Paciente irresponsivo: i. ii. caso haja. Abra as vias aéreas superiores: (a) Pacientes clínicos: a manobra de hiperextensão da coluna cervical e elevação do queixo (head-tilt chin-lift).) (b) Perfusão capilar. iv. 2. prótese parcial removível e prótese total. Avalie a QUALIDADE: (a) Profundidade: superficial. (b) Frequência: lenta. prevenindo a hipotermia e minimizando o choque. Se ECG < 15. principalmente a total. cor e umidade). Classifique conforme a Escala de Coma de Glasgow (ECG). caso não tenha sido feita anteriormente. Etapa A (Vias aéreas com controle da coluna cervical): 1. Etapa D (Disfunção Neurológica): 1. Trate possível PR ou PCR. conforme P 604. Avalie a existência de respiração e pulso em concomitância: 1. se necessário. se presentes e caso estejam obstruindo as vias aéreas (a prótese. (c) Esforço: presente ou ausente. pode ser imprescindível para a manutenção do formato anatômico da boca). realize intervenções necessárias. conforme módulo 200. normal ou profunda. Exponha o paciente com controle da hipotermia . ii. Etapa B (Respiração): 1. b. Respiração: observe expansão visível de tórax e abdômen. (a) Pulso: adulto e criança (radial)/lactente e neonato (braquial. Pulso: adulto e criança (carotídeo)/ lactente e neonato (braquial). Etapa C (Circulação: avalie H3P): 1. Etapa E (Exposição ao ambiente): 1. Controle a Hemorragia externa. 2. faça a avaliação das pupilas. v. Cubra o paciente. (c) Pele (temperatura. iii. (b) Avalie quanto à existência de objetos ou algo que precisa ser removido. (e) Se respiração inadequada ou na presença de ferimentos graves no tórax.

 Intercepte com o Suporte Avançado de Vida. Avalie a QUALIDADE. se disponível. Avalie os sinais vitais e oximetria. (d) Avalie quanto à existência de objetos ou algo que precisa ser removido. Avalie o SAMPUM.  Em pacientes responsivos ou irresponsivos. principalmente a total. Controle a Hemorragia externa. . 3.  Se o paciente está inconsciente. 4. forneça oxigênio. se necessário. ou a respiração é inadequada ou ausente. 3. normal ou profunda. Aspire as vias aéreas. (c) Esforço: pouco. (d) Bilateralidade: expansão simétrica ou assimétrica. (b) Frequência: lenta. trate-a imediatamente. 2. 2. 4. (e) Insira cânula orofaríngea (COF) (ECG ≤ 8. Avalie o SAMPUM. Classifique na Tabela de Trauma Score revisado. pode ser necessário auxiliar a respiração utilizando adjuntos respiratórios (máscara facial. ou conforme regulação médica. Etapa B (Respiração): 1.  Identifique a prioridade do paciente. A avaliação é dirigida para a lesão específica (queixa principal). iii. Execute o exame físico detalhado da cabeça aos pés. Classifique na Tabela de Trauma Score revisado. prótese parcial removível e prótese total. 3.) (b) Perfusão capilar. conforme P 102. transporte imediatamente e faça demais avaliações e tratamentos durante o transporte para a unidade de saúde. Em paciente SEM Mecanismo de Lesão Significativo: 1. pode ser imprescindível para a manutenção do formato anatômico da boca). após avaliar e tratar os principais problemas do “ABCD”. (e) Se respiração inadequada ou na presença de ferimentos graves no tórax. se necessário. sem reflexo de vômito) e forneça oxigênio. realize intervenções necessárias. Paciente de Trauma: i. se necessário. se presentes e caso estejam obstruindo as vias aéreas (a prótese. conforme P 102 (“alta prioridade”). conforme P 604. cor e umidade). normal ou muito. se há alguma circunstância que ameace a vida (instabilidade crítica no “ABC” ou “D”). caso haja. Reavalie a decisão de transporte. 5. Avalie a QUALIDADE: (a) Profundidade: superficial. Em paciente COM Mecanismo de Lesão Significativo: 1. (a) Pulso: adulto e criança (radial)/lactente e neonato (braquial.  Em pacientes responsivos ou irresponsivos. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 21 Visto do Ajudante Geral (c) Retire ponte fixa. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. cânula orofaríngea e bolsa válvula máscara) e ofereça oxigênio conforme P 604. iv. conforme P 604. procurando por DCAP – QELS. realize oximetria de pulso. Avalie sinais vitais e oximetria. (c) Pele (temperatura. a caminho da unidade de saúde. Etapa C (Circulação: avalie H3P): 1. ii. se há um caso de Load and Go. normal ou rápida. 2.

2. Cheque intervenções: i. Avalie SAMPUM. se possível. 6. b. 6. Frequência respiratória.  Mecanismo de lesão não significativo é associado a lesões específicas (por exemplo. corte no dedo). Achados da avaliação. antes de conduzir o paciente. Comunicação com a regulação médica / COBOM-CIAD / SOU / SOF: i.  O tempo total de cena deve ser. Frequência cardíaca. Reavalie a decisão de transporte. 9. ii. 3. Avalie os sinais vitais e oximetria. repasse à regulação médica / COBOM-CIAD / SOU / SOF a situação geral da ocorrência. Para paciente estável. Confira se o fornecimento de oxigênio e ventilação estão adequados. procurando por DCAP – QELS. Oximetria de pulso. Pressão arterial sistólica e diastólica. Avalie sinais vitais e oximetria. 4. etc. no máximo a cada 15 minutos. não se exige exame físico detalhado. 2. Dados pessoais (nome. Repita a avaliação primária. idade. Ao chegar à cena. 2. preferencialmente. Informe à regulação médica / COBOM-CIAD / SOU / SOF a necessidade de acionamento dos hospitais de referência. Confira a adequação de outras intervenções. 3. Paciente irresponsivo: 1. 4. A avaliação é dirigida para a lesão específica (queixa principal). solicitante e familiares da vítima na cena da ocorrência. b. ii. Obtenha o histórico do SAMPUM de testemunhas. Paciente de Caso Clínico: i. 5. Escala de Trauma Score. somente se necessário. . 3. 8. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 22 Visto do Ajudante Geral 5. de no máximo 10 minutos. Avalie O P Q R S T. 4. 5. Repita a avaliação secundária referente às queixas e lesões do paciente. 5. 7. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES a. ii. Outros que a regulação médica / COBOM-CIAD / SOU / SOF solicitar. Nesses casos. conforme P 102. Exceção: vítima em local de difícil acesso e ordem contrária da regulação médica. Procedimentos adotados. Avalie o histórico do paciente e a doença atual. 10. Para paciente instável. Reavalie a decisão de transporte.). inclusive SAV. 4. quantidade e condição clínica das vítimas. iii. Execute o exame físico detalhado da cabeça aos pés. constantemente. carteira de identidade. iii. Escala de Coma de Glasgow. Reavalie a decisão de transporte. Confira o controle de hemorragia. AVALIAÇÃO CONTINUADA a. além de necessidade de apoio adicional. Paciente responsivo: 1. Informe à regulação médica / COBOM-CIAD / SOU / SOF os seguintes dados do paciente: 1. Execute o exame físico detalhado. incluindo o tempo de chegada. c.

. de maneira confiante. ii. histórico do agravo à saúde. x. resposta do paciente. Relatório de Atendimento Pré-Hospitalar / REDS conforme instrução operacional específica (ITO-25). b. Tenha domínio de sua própria linguagem corporal. vi. dados vitais e informações adicionais. Refira-se ao paciente pelo nome (se é conhecido). Se o paciente tiver dificuldade para ouvir. ix. Comunicações Verbais: i. Estabeleça e mantenha contato visual com o paciente. Use uma linguagem que o paciente possa entender. v. d. tratamentos adicionais dados em deslocamento. iv. condutas executadas na cena. viii. Comunicações Interpessoais: i. iii. nos limites das atribuições legais dos Bombeiros Militares. Resuma a queixa principal. Quando atuar. relate verbalmente o ocorrido à equipe de saúde. Fale claramente. posicione-se no mesmo nível ou no nível mais baixo que o paciente. Aja e fale com calma. c. ii. fale claramente com os lábios visíveis. vii. devagar e com boa pronúncia. Dê tempo para o paciente responder sua pergunta antes de fazer a próxima. Depois de chegar à unidade de saúde. iii. Seja honesto com o paciente. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 23 Visto do Ajudante Geral  A critério da regulação médica poderá ser determinado aos socorristas a execução de procedimentos não previstos neste Protocolo de APH. Chame o paciente pelo nome dele.

Obstrução que não pode ser removida de forma mecânica. especialmente se cabeça e/ou dorso colidem com superfície rígida. CASOS DE MECANISMO DE LESÃO (MDL) SIGNIFICATIVOS a. Hemorragia descontrolada – exanguinante. Parto complicado. viii. a. xi. ix. Definição: i. x. especialmente em idosos. Queda de uma altura igual ou superior a 3 vezes a altura do paciente. viii. Amputação acima do pulso ou tornozelo. Com o objetivo de minimizar o tempo de início do tratamento definitivo. ix. tórax ou abdome. 4. CASOS DE “LOAD AND GO” (“PEGUE E LEVE”) a. Estado de choque – hipoperfusão. v. Trauma combinado com: 1. somente os procedimentos vitais devem ser proporcionados na cena. xiv. Fratura de fêmur bilateral. Hipotermia. Dor severa em qualquer parte do corpo. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 24 Visto do Ajudante Geral P 102 – INSTRUMENTOS AVALIATÓRIOS 1. Incapacidade para mover qualquer parte do corpo. ii. durante a Biomecânica do Trauma. xii. Colisão a alta velocidade. xvi. Morte de outro passageiro do mesmo veículo. vii. não tosse. Gravidez. Qualquer outro caso em que a vítima esteja instável ou com lesão grave. Eviscerações. 2. vi. detectam-se lesões que ameacem a vida. O socorrista deve considerar que todo paciente que apresentar trauma pelos mecanismos a seguir. Instabilidade pélvica. xxi. xv. Capotamento de veículo. iv. durante as etapas “ABCD” da avaliação primária. Hipotensão mantida PAS <90 mmHg. Na sequência. iii. Respiração difícil. Qualquer condição que impeça a vítima de respirar e o SAV não se faz presente. Queimaduras. 3. Dor torácica. 2. xx. TCE com ECG < 10. o transporte deve ser iniciado e as demais condutas devem ser executadas durante o deslocamento. Má impressão geral. Inconsciência ou alteração do estado mental após trauma. v. Trauma penetrante na cabeça. mas não obedece a comando. xix. vii. Atropelamento. com PA sistólica menor que 100 mmHg. Antecedentes médicos relevantes. Idade maior que 55 anos. xiii. ii. . Responsivo. Pneumotórax hipertensivo. iv. 5. iii. e/ou durante a avaliação secundária. Ejeção do veículo. b. Irresponsivo (não responde. vi. principalmente. de modo geral são consideradas graves qualquer queda. Acidente com motocicletas e bicicletas. deve ser considerado um potencial portador de uma lesão vertebromedular. Exemplos: i. Exemplos: i. xviii. Definição: Casos em que. São casos em que há uma grande transferência de energia para o corpo humano. nem geme). xvii.

procurando por DCAP – QELS: i. Inchaço ou laceração na língua. Avalie o nariz . iii. Avalie o abdome: 1. D eformidades. não exigirão exame físico detalhado. Distensão das veias jugulares. face.saída de líquor ou sangue. após avaliação do pescoço. vi. 3. sem Mecanismo de Lesão Significativo. Avalie a boca: 1. 3. vii. exceto se a cena estiver insegura e/ou houver casos de Load and Go. Desvio de traqueia. 3. v. 3. ii. extremidades e região posterior do tronco. Crepitação. viii. Verifique: 1. ii. iv. pescoço. iii. 2. Obstruções. Sensibilidade. E dema. Lesões ocultas . corte no dedo). Execute o exame físico detalhado da cabeça aos pés (céfalo-caudal) da seguinte forma: i. bilateralmente. 2. 2. viii. Odores. Pacientes com lesões específicas (por exemplo. ouvidos. Látero-lateral e sínfise púbica) apenas uma vez durante todo o atendimento. 2. iv. Avalie os olhos: 1. Avalie cabeça. P unção /Penetração. Flacidez. c. S ensibilidade. 2. Avalie a orelha . Pulso distal. 4. Deve ser executado na cena. pelve. Perfusão capilar. b. abdome. Corpos estranhos. Distensão. . Avalie as quatro extremidades. Avalie o murmúrio vesicular no ápice e base do tórax. Avalie o pescoço: 1. Avalie o tórax: 1.relacione a cena com o paciente e avalie a transferência de energia. vi. vii. xi. Motricidade. 4. Dentes fraturados. Q ueimaduras. Crepitação. tórax. Sangue na órbita. 3. Avalie a cabeça. d. Dor. A brasões. ------------------------------------------- v. L acerações. Movimento paradoxal. Descoloração. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 25 Visto do Ajudante Geral x. 5. x. 4. 2. EXAME FÍSICO DETALHADO a. Avalie a pelve (Antero-postérior. Rigidez. C ontusões. ix. xi. 3. nas regiões hemiclaviculares e hemiaxilares.saída de líquor ou sangue. 3. Aplique o colar cervical. Pupilas alteradas. Outros eventos cuja transferência de energia seja considerável e atinja órgãos vitais.

T empo / duração – Há quanto tempo você tem a dor/desconforto? . lancinante/penetrante). dolorida. S everidade – Classifique sua dor ou desconforto em uma escala de 0 a 10. 4. quando for posicioná-lo na prancha longa. P rovocação / paliação – Alguma coisa melhora ou piora a dor? iii. incômoda. M edicamentos que faz uso. vi. S inais e sintomas. iv. vi. P assado médico. Q ualidade – Descreva a dor (queimação. Role o paciente – para verificar as costas. 5. O rigem / início – Quando começou a dor ou o desconforto? ii. facada. ii. U ltima alimentação. v. iv. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 26 Visto do Ajudante Geral xii. M ecanismo da lesão / Natureza da doença. A lergias. iii. OPQRST i. R eferida / irradiação / região – A dor se move ou permanece localizada? v. SAMPUM i.

As próximas etapas serão realizadas durante o deslocamento. Reavalie a Decisão Trauma Score somente se necessário de Transporte   Reavalie a Decisão de Transporte Sinais Vitais e Oximetria   Reavalie a Decisão de Transporte  AVALIAÇÃO CONTINUADA  COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO ¹ Se detectado algum caso de “Load and Go”. . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 27 Visto do Ajudante Geral AVALIAÇÃO DA CENA  AVALIAÇÃO PRIMÁRIA  LOAD AND GO¹ AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA   PACIENTE DE TRAUMA PACIENTE CLÍNICO   Reconsidere o Mecanismo de lesão COM MDL SEM MDL RESPONSIVO IRRESPONSIVO SIGNIFICATIVO SIGNIFICATIVO   Exame físico Avaliação Dirigida à Exame físico Histórico da Doença detalhado Queixa Principal detalhado   Sinais vitais e Sinais vitais e Sinais Vitais e SAMPUM Oximetria Oximetria Oximetria   SAMPUM SAMPUM Avalie O P Q R S T SAMPUM   Exame físico detalhado. realize o tratamento necessário e desloque para o hospital.

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 28 Visto do Ajudante Geral MÓDULO 200 .Suporte Básico de Vida – .

O socorrista 1 inicia a RCP com 30 compressões e 2 ventilações comprimindo a BVM. Se há 2 ou mais socorristas (RCP em equipe): 1. mesmo estando com dois socorristas. transporte para o HR nos seguintes casos: 1. 2. aplique-o e continue a RCP iniciando pelas compressões. o socorrista 2 realiza a abertura de vias aéreas e vedação da máscara com as duas mãos e o socorrista 3. 2. Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida.  A profundidade das compressões deve ser de no mínimo 5 cm e não mais do que 6 cm. apareça outro socorrista para revezar. opera o DEA . caso o DEA não esteja disponível.gasping) e nenhum pulso definido em 10 segundos acione apoio. Faça rodízio entre as posições dos socorristas a cada leitura do DEA. Se há apenas 1 socorrista: 1. vi. troca-se o compressor (intervalo máximo de 5 seg. iv. na metade inferior do osso esterno (Não comprima sobre o processo xifóide). execute a ventilação a 04 mãos. 3. continue RCP pelas compressões. separados por 2 minutos de RCP.. além de operar o DEA. Conduta i. . Se inconsciente. O socorrista 1 verifica o nível de consciência da vítima. o terceiro socorrista. Se a vítima não respira ou não respira normalmente (respiração anormal ou agônica . Não se apoie sobre o tórax após cada compressão e durante as ventilações. 3.  Minimize as interrupções entre os ciclos de compressões. Se choque não indicado. Se choque indicado. e providencie o DEA rapidamente.  Execute compressões rápidas e fortes. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. v. Se o SAV não está disponível/a caminho. o socorrista 1 inicia as compressões e ventilações e o socorrista 2 instala e opera o DEA. ii. trocando principalmente o compressor. após 2 minutos de RCP. vii. Inicie RCP com 30 compressões torácicas e 2 ventilações com elevação visível do tórax preferencialmente com uma pocket mask. consecutivos ou não. 2. após acionar o SAV. para troca). Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida. ix. o socorrista 1 verifica a respiração através da expansão visível do tórax e o pulso carotídeo simultaneamente de 5 a 10 seg. Durante o tratamento de uma PCR com 03 socorristas. Havendo apenas dois socorristas. Após dois minutos ou 5 ciclos de 30 compressões por 2 ventilações. enquanto o socorrista 2 tenta inserir a COF e providencia a abertura das vias aéreas. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 29 Visto do Ajudante Geral P 201 – PCR ADULTO 1. inclusive SAV. com frequência de no mínimo 100 por minuto e no máximo 120 por minuto. O paciente apresenta sinais de retorno espontâneo da circulação. Continue o procedimento de 30x2 até que o DEA esteja disponível e com as pás conectadas no paciente ou. Permita que o DEA faça a leitura. Permita o retorno total do tórax após cada compressão. Após a aplicação de 6 a 9 choques.  Sempre que possível. tocando em seu ombro e perguntando se está bem enquanto o socorrista 2 assume a estabilização da cabeça. 4. enquanto o socorrista 02 mantém abertura de vias aéreas e vedação da mascara da BVM utilizando as duas mãos e o socorrista 1 realiza as compressões torácicas.  Evite excesso de ventilação (pode provocar distensão gástrica e dificulta o retorno venoso ao coração). que consiste em vedar a mascará com 02 mãos ( socorrista 02) e ventilar apertando a bolsa do BVM com as duas mãos a bolsa ( socorrista 01 ou 03). deverá executar as ventilações comprimindo a bolsa da BVM com as duas mãos caso esteja disponível. assim que disponível e conectado: 1. viii. iii.

d) transferência do paciente a outra equipe. Use dispositivos de feedback para monitorar o tempo. manifestado por movimentos. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . não cesse as compressões para fazer ventilações. A faixa etária da criança é de 1 ano até a puberdade e do adulto/adolescente da puberdade em diante. xi. indivíduo que teve alta da maternidade até 1 ano (lactente). TRANSPORTE 4. as faixas etárias para pacientes pediátricos são: do momento do parto até alta da maternidade (neonato). Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 30 Visto do Ajudante Geral 3. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) 3. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a AHA. O DEA emite 3 mensagens consecutivas. 2. se disponível. separadas por 2 minutos de RCP. de que o choque não é indicado. intercepte com o SAV. c) determinação pelo SAV ou regulação médica.  Em caso de ambiente hostil. a Gu BM fica autorizada a iniciar o deslocamento mesmo fora dos critérios anteriores deste protocolo.  Somente cesse a RCP em caso de: a) início de rigor mortis. Cerca de 1 segundo por ventilação. Durante o deslocamento. A troca do compressor será a cada dois minutos ou 5 ciclos. Ministre uma ventilação a cada 6 seg (10 ventilações/min) assíncronas com compressão torácica. retorno da consciência e/ou respiração normal.  Se o paciente estiver com via aérea avançada. frequência e profundidade das compressões. x. Não havendo dispositivos para monitorar o tempo faça a troca do compressor a cada 5 ciclos. e) retorno espontâneo da circulação. b) exaustão dos membros da Gu BM após os revezamentos. Todos os deslocamentos com vítima em PCR serão realizados com manobras de RCP com 30x2.

4. toque em seu ombro e pergunte se está bem. caso o DEA não esteja disponível. iii. b. Não ventile e comprima ao mesmo tempo. a menos que esteja com via aérea avançada. 3. 2. Compressões torácicas em lactente e com 1 socorrista são executadas com a técnica dos dois dedos (anelar e médio) localizados 1 dedo abaixo da linha intermamária. o socorrista 2 realiza a abertura de vias aéreas e vedação da mascara com as duas mãos e o socorrista 3. O socorrista 1 inicia a RCP com 15 compressões e 2 ventilações comprimindo a bolsa da BVM. para troca). Conduta: Verifique a consciência da vítima (em criança. na metade inferior do osso esterno. e providencie o DEA rapidamente.  A profundidade das compressões deve ser cerca de 5 cm em criança e cerca de 4 cm em lactente. Não comprima sobre o processo xifóide. 4. iv. após acionar o SAV. (a) Compressões torácicas em lactente e em dupla são executadas com a técnica dos dois polegares. mesmo estando com dois socorristas.  Execute compressões rápidas e fortes. . i. inclusive SAV. execute a ventilação a 04 mãos. Após as 15 compressões torácicas. ii. Lactente: da alta da maternidade até um ano de idade. opera o DEA.  Minimize as interrupções entre os ciclos de compressões. enquanto o socorrista 02 mantém abertura de vias aéreas e vedação da mascara da BVM utilizando as duas mãos. Se inconsciente. ii. Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida. com frequência de no mínimo 100 por minuto e no máximo 120 por minuto. apareça outro socorrista para revezar.  Sempre que possível. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. abra rapidamente as vias aéreas e forneça 02 ventilações com expansão visível do tórax.  Evite excesso de ventilação (pode provocar distensão gástrica e dificulta o retorno venoso ao coração). o terceiro socorrista. após 2 minutos de RCP. Havendo apenas dois socorristas. Indicação Para Uso Desse Protocolo: i. Continue o procedimento de 30x2 até que o DEA esteja disponível e com as pás conectadas no paciente ou. Não se apoie sobre o tórax após cada compressão e durante as ventilações.  Em criança. troca-se o compressor (intervalo de 5 seg. em lactentes. 1. o socorrista 1 inicia as 30 compressões e 2 ventilações e o socorrista 2 instala e opera o DEA. Se há 2 ou mais socorristas (RCP em equipe): 1. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 31 Visto do Ajudante Geral P 202 – PCR CRIANÇA E LACTENTE 1. que consiste em vedar a mascará com 02 mãos (socorrista 02) e ventilar apertando a bolsa do BVM com as duas mãos a bolsa (socorrista 01 ou 03).  Durante o tratamento de uma PCR com 03 socorristas.gasping) e nenhum pulso definido em 10 segundos ou lactentes com frequência cardíaca menor ou igual a 60 bpm com sinais de hipoperfusão. Se a vítima não respira ou não respira normalmente (respiração anormal ou agônica . Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida. Se há apenas 1 socorrista: 1. com elevação visível do tórax. Após dois minutos ou 10 ciclos de 30 compressões por 2 ventilações. Permita o retorno total do tórax após cada compressão. toque nos pés). mãos circundando o tórax. 2. cheque a respiração e o pulso (carotídeo para crianças e braquial para lactentes) simultaneamente de 5 a 10 seg. Crianças: de um ano de idade até a puberdade. acione apoio. Inicie RCP com 30 compressões torácicas e 2 ventilações. 3. além de operar o DEA. deverá executar as ventilações comprimindo a bolsa da BVM com as duas mãos caso esteja disponível. posicione 1 ou 2 mãos na metade inferior do osso esterno (dependendo do tamanho da criança).

x. d) transferência do paciente a outra equipe. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. aplique-o e continue a RCP pelas compressões. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . b) exaustão dos membros da Gu BM após os revezamentos.  Em caso de lactente. Somente cesse a RCP em caso de: a) início de rigor mortis. FC ≤ 60 bpm é indicativo de parada cardiorrespiratória. v.  Em caso de ambiente hostil. O DEA emite 3 mensagens consecutivas. Permita que o DEA faça a leitura assim que disponível e conectado. O paciente apresenta sinais de retorno espontâneo da circulação. de que o choque não é indicado. e) retorno espontâneo da circulação manifestado por movimentos. não cesse as compressões para fazer ventilações. se o DEA não estiver disponível. c) determinação pelo SAV ou regulação médica. 1. Ministre uma ventilação a cada 6 seg (10 ventilações/min) assíncronas com compressão torácica. frequência e profundidade das compressões. Faça rodízio entre as posições dos socorristas a cada leitura do DEA. A faixa etária da criança é de 1 ano até a puberdade e do adulto/adolescente da puberdade em diante. 2. execute primeiro 2 minutos de RCP para depois se ausentar. indivíduo que teve alta da maternidade até 1 ano (lactente). pulso carotídeo em lactente. viii. separados por 2 minutos de RCP. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a AHA. Cerca de 1 segundo por ventilação. vii. se disponível. Todos os deslocamentos com vítima em PCR serão realizados com manobras de RCP com 30 X 2 (1 socorrista) ou 15 X 2 (2 socorristas) com troca do compressor a cada dois minutos ou 10 ciclos. continue RCP pelas compressões. Se o paciente estiver com via aérea avançada. portanto. 3. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) 3. separadas por 2 minutos de RCP. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 32 Visto do Ajudante Geral Caso esteja sozinho com uma criança ou lactente vítima de parada cardiorrespiratória não presenciada e tenha que deixá-la sozinha para pedir ajuda ou buscar um DEA. as faixas etárias são: do momento do parto até alta da maternidade (neonato). Não se verifica. trocando principalmente o compressor. utilize o DEA padrão. A verificação de pulso carotídeo em Lactente pode acarretar isquemia cerebral. Não havendo dispositivos para monitorar o tempo faça a troca do compressor a cada 10 ciclos. ix. TRANSPORTE 4. consecutivos ou não. Quando o DEA estiver disponível. retorno da consciência e/ou respiração normal. xi. Após a aplicação de 6 a 9 choques. Se choque indicado. vi. Se choque não indicado. Durante o deslocamento. transporte para o HR nos seguintes casos: 2. em crianças o socorrista deve utilizar eletrodos pediátricos e em lactentes o socorrista deve utilizar um atenuador de carga pediátrico. 4. intercepte com o SAV. Se o SAV não está disponível/a caminho. Use dispositivos de feedback para monitorar o tempo. e sim pulso braquial. a Gu BM fica autorizada a iniciar o deslocamento mesmo fora dos critérios anteriores deste protocolo.

TRANSPORTE 4. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . as mãos devem ser posicionadas no osso esterno. Se durante o primeiro contato com o paciente o mesmo JÁ ESTIVER INCONSCIENTE. 2. SE CONSCIENTE.  Forneça O2 conforme P 604. tossir ou respirar. antes das 2 ventilações". v. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) 3. cheque a boca a procura do corpo estranho. mas sem fazer varredura. inicie a RCP pelas compressões e siga o protocolo de RCP. Caso não o encontre encaminhe o paciente ao Hospital fazendo RCP durante o transporte. Caso positivo para algum critério acima. vi. A vítima respira normalmente? 2. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 33 Visto do Ajudante Geral P 203 – OVACE ADULTO E CRIANÇA 1. expressando o sinal universal de engasgo e não consegue falar. A vítima consegue falar? 3. iv. Lembre-se: Na grávida e no obeso a posição das mãos e os movimentos são diferenciados. Se o paciente TORNAR-SE INCONSCIENTE. Conduta: i. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5.  Lembre-se: Lembre-se: após cada ciclo de compressões cheque rapidamente a boca à procura do corpo estranho. A vítima consegue tossir? ii. acalme o paciente e o encaminhe a recurso hospitalar na posição sentado. sem fazer varredura digital as cegas. verifique o sinal universal de engasgo (mãos no pescoço). Verifique consciência. iii. Em seguida constate: 1. executando movimentos de compressão torácica. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO INICIAL a. inicie as compressões abdominais contínuas em J até desalojar o corpo estranho ou o paciente tornar-se inconsciente. SE CONSCIENTE.

acalme o paciente e o encaminhe a recurso hospitalar no colo do socorrista / pai / mãe. o socorrista deve iniciar de imediato as 5 pancadas entre as escápulas. v. cheque rapidamente a boca à procura do corpo estranho antes de fazer as respirações de resgate. Verifique consciência. cianose e olhos arregalados. Conduta: i. além da dificuldade de chorar. após cada ciclo de compressões. A vítima respira normalmente? 2. a cabeça do paciente deve permanecer em nível inferior ao do corpo. TRANSPORTE 4. SE CONSCIENTE e não consegue tossir nem emitir som. Faça as pancadas e compressões e até o líquido sair. verifique: 1. pai ou parente que sugue com a boca a boca e o nariz da vítima.  São sinais de OVACE. peça à mãe. SE CONSCIENTE e não consegue tossir. SE CONSCIENTE.  Nunca faça compressão abdominal. tossir e emitir sons. retire o corpo estranho se visível. 1. 1.  Forneça O2 conforme P 604. mãe ou parente não queira e/ou não sugou com a boca. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) 3. inicie a RCP pelas compressões e siga o protocolo de RCP. caso o pai. execute 5 pancadas entre as escápulas. cheque a boca à procura do corpo estranho. mas sem fazer varredura. Se o paciente TORNAR-SE INCONSCIENTE.  Mesmo que haja o retorno espontâneo da respiração. iv. e a obstrução tenha sido por corpo estranho sólido detectado ou presenciado. o paciente respirar normalmente ou tornar-se inconsciente. em seguida o socorrista deve ventilar 2 vezes. vi. Se durante o primeiro contato com o paciente o mesmo JÁ ESTIVER INCONSCIENTE. 5 compressões no tórax. 2. Faça as pancadas e compressões até o objeto sair. a guarnição BM deverá conduzir ao hospital devido ao risco de aspiração de algum corpo estranho. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO INICIAL a. A vítima consegue emitir som? ii. 5 compressões no tórax. e a obstrução tenha sido por líquido. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . Caso positivo para algum critério acima. execute 5 pancadas entre as escápulas. Caso não o encontre encaminhe o paciente ao Hospital fazendo RCP durante o transporte. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 34 Visto do Ajudante Geral P 204 – OVACE LACTENTE E NEONATO 1. A vítima consegue chorar? 3.  Na obstrução por líquido. Caso a obstrução se mantenha. 5 compressões no tórax. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. o paciente respirar normalmente ou tornar- se inconsciente.  Lembre-se: havendo obstrução e inconsciência. iii. nem emitir som.  Durante a desobstrução. Caso não veja o corpo estranho e/ou a obstrução se mantenha.

CRIANÇA e LACTENTE 1.PRINCIPALMENTE LACTENTE E NEONATO . iv. ii. ii. porém pulso está presente. Parada respiratória em Criança e Lactente. Com via aérea avançada (em apoio ao médico atendente) utilizando a BVM ou a válvula MTV-100 (ou similar) forneça 1 ventilação a cada 6 segundos durante 10 ciclos por minuto. Verifique a consciência da vítima (tocando em seu ombro e perguntando se está bem – em criança – ou tocando os pés – em lactente). AVALIAÇÃO CONTINUADA 5.  Use dispositivos eletrônicos para marcar o tempo de 2 minutos para as ventilações. 1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO INICIAL a. Faça 1 ventilação a cada 3 a 5 segundos ou cerca de 12 a 20 ventilações por minuto e a cada 2 minutos cheque pulso novamente: 1. b. Se inconsciente. v. Inicie RCP. iv.  Forneça O2 conforme P 604 2. Faça 1 ventilação a cada 5 a 6 segundos (cerca de 10 a 12 ventilações por minuto) e a cada 2 minutos ou 20 ventilações cheque pulso novamente.  Aqueça o paciente . acione apoio. Para fins de padronização das guarnições de resgate utilizaremos 1x3x30. iii. caso o paciente não tenha pulso. ADULTO. ou cerca de 10 ventilações por minuto. TRANSPORTE 4. acione apoio. forneça 1 ventilação a cada 6 segundos. Se inconsciente. porem pulso está presente. Com via aérea avançada (em apoio ao médico atendente) utilizando a BVM ou a válvula MTV-100 (ou similar). Se a vítima não respira ou não respira normalmente (respiração anormal ou agônica “gasping”).evitando a hipotermia e o estado de choque. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . Verifique a consciência da vítima (tocando em seu ombro e perguntando se está bem). cheque a respiração e o pulso (carotídeo para crianças e braquial para lactentes) simultaneamente de 5 a 10 seg. cheque a respiração e o pulso simultaneamente de 5 a 10 seg. solicite o DEA rapidamente.  Após os dois minutos de ventilações. Parada respiratória em Adulto: i. marque os ciclos descritos acima. v. inclusive SAV. i. Se a vítima não respira ou não respira normalmente (respiração anormal ou agônica “gasping”). Para fins de padronização das equipes de resgate utilizaremos 1x5x20. Não havendo. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) 3. iii. inclusive SAV e solicite o DEA rapidamente. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 35 Visto do Ajudante Geral P 205 – PARADA RESP.

cânula. oxímetro e kit parto. freq. (c) Seque e continue monitorando. Se. em não mais de 1 minuto (“minuto de ouro”). iv. Se responde negativamente a uma das perguntas acima realize as seguintes intervenções: (a) Aqueça. tente corrigir possíveis erros. No ambiente intra-hospitalar o bebê será considerado neonato.  Acione o SAV tão logo observe uma condição crítica: cianose. O chefe da guarnição deverá separar previamente funções para a equipe: ventilação com BVM. dos primeiros minutos a algumas horas após o nascimento. freq. cardíaca é > 100 bpm. 4. c. ofereça O2 suplementar conforme módulo P 604 – alcançando as faixas alvo e reavalie após 30 seg. está respirando ou chorando e tem bom tônus muscular forneça. é o neonato que acabou de nascer.  Se o RN apresentar situações que necessitam de reanimação. Se. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 36 Visto do Ajudante Geral P 206 – SBV PARA RECÉM-NASCIDO 1. a guarnição deverá fazer um briefing e preparar os equipamentos. 3. iii. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. (b) Reposicione vias aéreas (posição neutra). o RN está respirando e freq. ii. clampear e cortar o cordão umbilical imediatamente. prematuridade. Conceitos: i. após as ventilações. (d) Seque. Após o “minuto de ouro”. (b) Limpe as vias aéreas se necessário. A fim de verificar se o RN necessitará de reanimação a equipe deverá fazer três perguntas: (a) Gestação a termo? (b) Bom tônus muscular? (c) Respirando ou chorando? 2. Para utilização no CBMMG. Recém-nascido (RN): para fins deste Protocolo. estimule. após as ventilações. mas o RN está cianótico. Se o RN é termo. 2. cuidados de rotina: (a) Coloque em contato pele a pele com a mãe e cubra com lençol limpo ou manta. Condutas: i. BVM. frequência cardíaca < 100 bpm. após as ventilações. Pacientes que receberam alta da maternidade. cardíaca é de 60 a 100 bpm realize ventilações novamente por mais 30 seg. cardíaca > 100 bpm e a pele está rosada. parada respiratória. (f) A equipe deve tentar realizar estas ações da maneira mais simultânea possível. apenas monitore o paciente e NÃO FORNEÇA O2. PCR. Avaliação inicial do RN: 1. Se o parto é iminente. 3. Indicação: i. Se. (e) Cheque respiração e frequência cardíaca. porém geralmente não haverá atuação de militares do CBMMG dentro do hospital. mesmo tendo menos de 28 dias tratar como lactente. aplicam-se a bebês que acabaram de nascer e precisam ser reanimados durante as primeiras horas do nascimento no ambiente pré-hospitalar. o RN está respirando. monitoramento e compressões. (c) Limpe as vias aéreas se necessário. OVACE. b. oxigênio. se RN não respira ou apresenta “gasping” libere vias aéreas e forneça ventilações por 30 segundos: 1. Para fins de padronização das guarnições de resgate ventile com BVM durante 30 segundos no ritmo “aperta/solta/solta/aperta” (cerca de 20 a 30 insuflações). dispneia. .

AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. monitore a saturação de oxigênio e forneça oxigênio suplementar caso necessário. TRANSPORTE 4.  Cuidado com hipotermia. portanto se verifica pulso somente braquial ou femoral. ar condicionado da viatura. conforme P-604.ii. Em seguida realize o transporte para o hospital de referência. reposicione e libere as vias aéreas. v.  Não é indicado o uso de Desfibrilador em RN. inicie RCP pelas compressões torácicas na frequência de 3 comp x 1 resp por 30 segundos a fim de atingir a frequência de 120 eventos por minuto (90 comp. 2. Se tempo até o hospital é maior que tempo de chegada do SAV. Reavalie a frequência cardíaca a cada 30 segundos.  Compressões torácicas em dupla são executadas com a técnica dos dois polegares mãos circundando o tórax.) 6.+ 30 resp.  Considere ausculta do precórdio e uso de oxímetro (mão direita) para avaliar a frequência cardíaca.  Forneça O2 conforme P 604.  A verificação de pulso carotídeo em RN pode acarretar isquemia cerebral. Se após estas manobras o RN não apresentar aumento em sua frequência cardíaca e. FC ≤ 60 bpm é indicativo de parada cardiorrespiratória. Se possível use a luz dicróica. 7.7). o tempo até o hospital é menor que o tempo de chegada do SAV na cena. cardíaca ≤ 60 BPM ou pulso ausente.a.  Forneça 40 a 60 insuflações por minuto no RN que necessite assistência ventilatória (aperta/solta/solta/aperta).  Aplicam-se os mesmos procedimentos descritos neste protocolo em caso de reanimação em neonatos (bebês que se encontrem no período de hospitalização inicial até antes de ter alta da maternidade). Se freq.  Aplicam-se aos RN os procedimentos de desobstrução de vias aéreas previstos nos protocolos P 204 e P 306 (item 2. permaneça na cena executando RCP. principalmente com RN prematuros. Se possível realize interceptação pelo SAV. Após o minuto de ouro se o RN respira. manta aluminizada ou embrulho plástico até o pescoço. porém com dificuldade e tem cianose persistente. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . na razão de 3 compressões para 1 ventilação. Não ventile e comprima ao mesmo tempo.  Para avaliar o pulso do RN conte por 6 segundos e multiplique por 10.  Em caso de RN. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) 3. 8. inicie deslocamento executando RCP. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 37 Visto do Ajudante Geral 5.

htm) c.Traçado Eletrocardiógrafo da TVSP – Taquicardia Ventricular Sem Pulso (FONTE: http://www.com. com as devidas pás específicas para cada paciente e atenuadores de corrente se possível ou pás de adultos para todos os pacientes se apenas estas estiverem disponíveis. Afaste o paciente de água e de superfície molhada. PCR com ritmo chocável (FV – Fibrilação Ventricular e TVSP – Taquicardia Ventricular Sem Pulso).medicinaintensiva. Paciente respirando. Precauções no uso do DEA: i. limpe e seque a superfície onde a pá será instalada.medicinaintensiva. Figura 2 . com pulso. devido aos artefatos de ruídos e à simulação de FV decorrentes do próprio movimento. Desativação de marca-passo ou cardiodesfibrilador implantado (CDI).Traçado Eletrocardiógrafo da FV . Criança. Afaste as pás cerca de 2 a 2.htm) Figura 3 . DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a.Traçado Eletrocardiógrafo do RSN – Ritmo Sinusal Normal) (FONTE: http://www.br/ecgpatologico. iii. Potenciais efeitos adversos / complicações do uso: i. Lactente. exceto RN.Fibrilação Ventricular (FONTE: http://www. iii. v. ii. Não movimente o paciente durante a utilização do DEA.br/ecgpatologico. . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 38 Visto do Ajudante Geral P 207 – DEA 1. Lesões no operador ou pessoas próximas em contato com o paciente. iv.5 cm de distância do marca-passo ou cardiodesfibrilador implantado (CDI). Afaste as pás de local lesionado da pele. d. Retire adesivo de medicação transcutânea se houver. sempre seque e limpe o local permitindo que o adesivo da pá cole perfeitamente. Figura 4 .htm) vii.br/ecgpatologico. Indicações: vi. ritmo sinusal normal e recém nascido.medicinaintensiva. ii. Queimadura na pele do paciente.com. vi. Contra indicações: i. Antes de conectar as pás. b. Adulto.com.

se necessário. (c) O DEA emite 3 mensagens consecutivas. O alto nível de reação eletromagnética emitida pode resultar numa grande interferência prejudicando o funcionamento do DEA e colocando em risco o paciente. o paciente entrar em PCR dentro da UR. (d) A cada 2 minutos o DEA reinicia a avaliação. Situações especiais: i. aparelhos de pressão e equipamentos médicos em contato com o paciente sob monitoramento Remova fontes de oxigênio e gases anestésicos inflamáveis antes de executar a desfibrilação. separados por 2 minutos de RCP. Raspe os pelos do tórax do paciente. consecutivos ou não. porém. pare. Se durante a aplicação do DEA a bateria descarregar. Se choque indicado: (a) Afaste todas as pessoas de perto do paciente. para que a onda elétrica atravesse o coração. viii. correntes. não toque no paciente e PARE a RCP.  A RCP deverá ser realizada até que o DEA esteja em condições de ser utilizado. separadas por 2 minutos de RCP. mesmo que o choque for indicado. Se a UR estiver em deslocamento com RCP em andamento. desligue a viatura e adote os passos de RCP e de desfibrilação. Quando do sinal de “analisando o ritmo cardíaco”. (b) Após a aplicação de 6 a 9 choques. Posições alternativas. ix. linhas de trem e metrô. g. ii. transporte para o HR nos seguintes casos: (a) A vítima apresenta sinais de retorno espontâneo da circulação. não pare a viatura. adornos e assessórios metálicos do pescoço e mamilo do paciente antes de colocar as pás. o mais rápido possível. Inicie RCP até que o DEA esteja disponível: 1. Prepare o paciente. Se o SAV não está disponível/a caminho. podem ser consideradas. e que seja. ii. f. nos locais onde serão colocadas as pás. Se durante o transporte. Não use o DEA concomitante com oximetria de pulso. (b) Pressione o botão de choque ao vê-lo piscar. ligue o DEA. Posição das pás: 1.  Evite usar telefone celular próximo ao DEA. 3. infraescapular anteroesquerda e infraescapular anterodireita. Evite operar o DEA próximo a celulares e rádios de comunicação (HT) ligados. continue a RCP e inicie deslocamento. de que o choque não é indicado. nem cesse a RCP para o DEA analisar o ritmo. Conduta para utilização do DEA: i. xi. 2. ele não deverá ser ministrado. . quando possível. aceitando-se: anteroposterior. e linhas de alta voltagem. DEA e transporte: i. conecte as pás (continue a RCP). Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 39 Visto do Ajudante Geral vii. Não toque nem deixe ninguém tocar o paciente durante a análise do ritmo e a administração do choque. com base nas características individuais do paciente. 4. x. (c) Reinicie imediatamente a RCP pelas compressões. Há risco de incêndio e de explosão! e. Apenas mantenha as pás conectadas e aderidas ao paciente. Se choque não indicado: (a) Continue a RCP. As pás devem ser posicionadas de forma anterolateral. Retire.

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) 3. Não utilize as pás se o invólucro estiver violado. 2. Não abra o equipamento.  O DEA é um equipamento energizado internamente capaz de operar recebendo energia de uma fonte de alimentação elétrica interna. Não dê choques com as pás curto-circuitadas. O paciente deverá estar imóvel durante a análise. TRANSPORTE 4. dando suporte avançado à vida. AVALIAÇÃO CONTINUADA COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 40 Visto do Ajudante Geral  O DEA foi desenvolvido para aplicação em procedimentos de desfibrilação que possibilita estímulo elétrico ao coração podendo ser usado por qualquer pessoa em ambiente hospitalar ou extra-hospitalar. pois o dispositivo de disparo pode danificar-se.

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 41 Visto do Ajudante Geral P 208 . Verifique se a vítima é gestante com mais de 20 semanas de gestação: 1. Maximize as intervenções em vias aéreas e oxigenação. (c) Se após a primeira análise do desfibrilador ele não indicar choque e o tempo de chegada do SAV for maior que o tempo de chegada da UR até o hospital.Deslocamento Manual do útero para a Esquerda. inicie o deslocamento realizando RCP conforme P . (b) Avalie o tempo de chegada do SAV no local e o tempo de deslocamento da UR até o hospital. além das ações previstas nos protocolos anteriores trate simultaneamente: 1. (e) Em caso de retorno de circulação espontânea e o SAV não esteja presente. 4. restrinja movimentos da coluna cervical. Conduta: i.org/content/132/18_suppl_2/S501/F1.html) . limite a realizar na cena apenas intervenções de controle de vias aéreas. 2. Se confirmada PCR de origem traumática.uso de uma mão. ii. conforme figura abaixo. 3. Caso positivo. PCR EM GESTANTE a. com capacidade de cirurgia e transfusão de sangue.SITUAÇÕES ESPECIAIS EM SBV 1.202. realize Deslocamento Manual do Útero para a Esquerda antes de iniciar as compressões.202. PCR TRAUMÁTICA a. Se possível. Hemorragias graves: (a) Considere o uso de torniquete e curativos com agentes hemostáticos.201 e 202. B . além dos procedimentos previstos em P .duas mãos (FONTE: http://circ. hemorragias E DESLOQUE IMEDIATAMENTE PARA O HOSPITAL DE REFERÊNCIA.expansion. Conduta: i. Verifique se a situação se enquadra em PCR de origem clínica ou traumática e acione o SAV: 1. 2. (d) Se após a primeira análise do desfibrilador ele indicar choque proceda conforme PCR clínica (módulo 200).ahajournals. Se for de origem clínica proceda ao tratamento conforme P . Determine qual é o hospital de referência mais próximo.201 e P . (a) Considere transporte aeromédico. A .201 e P . Figura 5 .

troca-se o compressor (intervalo de 5 seg. Se a vítima se encontra fora da água no momento da chegada da guarnição da UR. intercepte com o SAV. continue RCP pelas compressões. 3. Caso contrário. proceda conforme P . (e) Após dois minutos (ou 10 ciclos) de 15 compressões por 2 ventilações. realize RCP. vii. vi. iv. . 8. com elevação visível do tórax. iii. após acionar o SAV. após 2 minutos de RCP. Se a vítima não tem pulso definido em 10 segundos ou em caso de crianças e bebês. Verifique se a vítima se encontra dentro ou fora da água: 1. Para todas as faixas etárias. 2. inclusive SAV. separados por 2 minutos de RCP. consecutivos ou não. 3. realize SBV dentro da água conforme P-501 e retire o paciente da água. Se não respira realize 5 ventilações de resgate e mantenha as vias aéreas liberadas. Conduta: i. (b) Inicie RCP com 30 compressões torácicas e 2 ventilações de resgate.201 e P . aplique-o e continue a RCP pelas compressões. ix. Se choque não indicado. ao usar o DEA. o socorrista 1 inicia as 30 compressões e 2 ventilações e o socorrista 2 instala e opera o DEA. o socorrista deve utilizar um atenuador de carga pediátrico. (b) Havendo mais de dois socorristas. apareça outro socorrista para revezar. ouvir e sentir). Verifique a consciência da vítima (em adultos e crianças. abra rapidamente as vias aéreas e forneça duas ventilações de resgate com expansão visível do tórax. Faça rodízio entre as posições dos socorristas a cada leitura do DEA. separadas por 2 minutos de RCP. RCP EM AFOGADOS b. e providencie o DEA rapidamente. se há apenas 1 socorrista: (a) Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida. 2. (c) Após as 15 compressões torácicas. (d) Havendo apenas dois socorristas. ouça. Permita que o DEA faça a leitura assim que disponível e conectado. transporte para o HR nos seguintes casos: 1. frequência cardíaca menor ou igual a 60 bpm com sinais de hipoperfusão. 6. opera o DEA. 1. em lactentes. utilize o DEA padrão. 5. v. se disponível. se não. Se inconsciente acione apoio. 7. O DEA emite 3 mensagens consecutivas. para troca). de que o choque não é indicado. toque nos pés). Cheque o pulso (carotídeo para adultos/crianças e braquial para lactentes). (c) Continue o procedimento de 30x2 até que o DEA esteja disponível e com as pás conectadas no paciente ou. Durante o deslocamento. Se o SAV não está disponível/a caminho. Para crianças e lactentes. viii. 2. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 42 Visto do Ajudante Geral 3. O paciente apresenta sinais de retorno espontâneo da circulação (tempo ou pulso). toque em seu ombro e pergunte se está bem.202. se há 2 ou mais socorristas (RCP em equipe): (a) Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida. Se choque indicado. ii. Todos os deslocamentos com vítima em PCR serão realizados com manobras de RCP com 30 X 2 (1 socorrista) ou 15 X 2 (2 socorristas) com troca do compressor a cada dois minutos. Libere as vias aéreas e cheque a respiração usando a técnica VOS (ver. o socorrista 1 inicia a RCP com 15 compressões. sinta a respiração e veja se o tórax se movimenta. Após a aplicação de 6 a 9 choques. caso o DEA não esteja disponível. Após retirar a vítima da água: 1. 4. trocando principalmente o compressor. Para todas as faixas etárias. se disponível. o socorrista 2 realiza 2 ventilações e o socorrista 3.

frequência e profundidade das compressões. posição das mãos durante a reanimação.Resumo de atendimento de Suporte Básico de Vida . frequência. durante 30 min. profundidade. técnicas de ventilação e critérios para cessar os esforços devem ser os mesmos descritos em P-201 e P-202. TRANSPORTE 6. durante 30 segundos segundos Lactente 1 x 3 x 2min (ou 30 1 x 3 x 2min (ou 15 x 2 x 2min 30 x 2 ciclos) 30 ciclos) (ou 10 ciclos) Criança 1 x 3 x 2min (ou 30 1 x 3 x 2min (ou 15 x 2 x 2min 30 x 2 ciclos) 30 ciclos) (ou 10 ciclos) Adulto 1 x 5 x 2min (ou 20 1 x 5 x 2min (ou 30 x 2 x 2 min 30 x 2 ciclos) 20 ciclos) (ou 5 ciclos) Segue as faixas Segue as faixas 15 x 2 x 2min Afogado 30 x 2 etárias acima etárias acima (ou 10 ciclos) Quadro 1 . Use dispositivos de feedback para monitorar o tempo. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO TABELA DE ATENDIMENTO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA 1 SOCORRISTA 2 SOCORRISTAS OU MAIS PACIENTE PR PCR PR PCR Frequência de Frequência de 40 a 40 a 60 RN/Neonato 60 ventilações/ 3x1x30seg ventilações/ 3x1x30seg min. AVALIAÇÃO CONTINUADA 7. Não havendo dispositivos para monitorar o tempo faça a troca do compressor a cada 10 ciclos. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 43 Visto do Ajudante Geral  A qualidade da RCP. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) 5. 4.

Emergências Clínicas – . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 44 Visto do Ajudante Geral MÓDULO 300 .

xiv. Sinais e sintomas mais comuns: i.mdsaude. Idade avançada. c. Tabagismo. Dificuldade respiratória (dispneia). xi. Pressão no abdômen. xii. Dor no peito (retroesternal – centro / ou precordial – à esquerda). Dor irradiando para braço esquerdo. vii.com. iii. Figura 6 . Distúrbios cardiovasculares: conjunto de doenças e condições envolvendo o coração e os vasos sanguíneos que podem alterar em pressão e volume o sangue/oxigênio disponível aos órgãos nobres (cérebro. Desmaio. vi. x. Tontura. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. ii. iv. Desconforto na região epigástrica. Fatores de risco não modificáveis (fixos): i. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 45 Visto do Ajudante Geral P 301 – EMERGÊNCIAS CARDIOVASCULARES 1. Pressão ou desconforto no tórax. xiii. Obesidade. Cardiovasculares Fonte: www. Pulso irregular ou fraco. Etnia. Sudorese excessiva. Veias do pescoço dilatadas. Colesterol alto. iii. Sedentarismo. iv. v. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. v. Fadiga.Locais comumente referenciados com dor em caso de Em. Diabetes mellitus. . vi. Hereditariedade.br 2. Fatores de risco modificáveis: i. no pescoço ou nas costas. iv. iii. Sexo. xv. Dor irradiando para mandíbula. ii. ix. Vômito. ii. viii. coração e pulmão). Hipertensão arterial. Náuseas. b.

c. iii. luzes de emergência ligadas. forneça O2 conforme P 604 (se necessário). Não permita que o paciente faça esforço físico – caminhe. . monitore sinais vitais e encaminhe rapidamente ao hospital. caso necessário. ii.  Atente para o relato de histórico médico e de uso de medicamentos. sirenes ligadas). Doenças graves. Em caso de trânsito congestionado. mantenha-o em posição de conforto (normalmente semi-reclinado ou sentado). a chegada de um paciente com possível doença cardiovascular. conforme P 609). Forneça oxigênio. Estresse excessivo. ou quando for valer-se das prioridades previstas no CTB. Previna o estado de choque: 1. f. sirenes desligadas. 3. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. ii. aqueça. Estresse emocional grave. vi. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 46 Visto do Ajudante Geral d. Se paciente estiver inconsciente. Afrouxe suas vestes. conforme Módulo 200. conforme P 604. A coleta de dados e anamnese dirigida não deverá atrasar o transporte. trauma. 2. 3. TRANSPORTE a. Colete e/ou documente todas as medicações de uso domiciliar e os repasse ao médico que o atender. Se o trânsito flui bem. iii. desloque em Código 3 (faróis acesos. desloque em Código 2 (faróis acesos.  No deslocamento para emergências cardiovasculares o socorrista já deve estar preparado para utilizar o DEA. Forneça apoio emocional e acalme o paciente. iv. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO b. Ingestão de álcool e drogas. antecipadamente. choques elétricos. luzes de emergência ligadas. Exercícios anormalmente vigorosos. Aqueça o paciente. fale muito etc. Monitore sinais vitais e o esforço respiratório e esteja preparado para RCP. Conduta: i. além de conhecer as limitações de cada hospital de referência em dar sequência à corrente de sobrevivência. ii. afogamento. 4. e.  Algumas situações especiais como hipotermia. Fatores contribuintes: i. v. Mantenha vias aéreas pérvias. Se paciente estiver consciente. Fatores precipitantes (presente em cerca de 50% dos casos): i. devem sempre notificar ao hospital. descargas de raios e gravidez podem provocar uma parada cardíaca. O COBOM / CIAD e as SOU / SOF. mantenha-o em decúbito dorsal. se necessário. 4.

Sinais e sintomas mais comuns: i. 2. Disfagia: deglutição difícil. Forte dor de cabeça acompanhada de náuseas e vômitos. Hereditariedade. v. coma (E. xvii. iii. Uso de anticoncepcionais. xiv. ii. .C. Sedentarismo. Ptose palpebral (queda da pálpebra). iv. Neoplasias. Forte dor de cabeça. Histórico de colesterol alto. Falta de ar e sudorese. vii. Dificuldade de coagulação. ix. Pode ser dividido em dois tipos: i. Hipertensão arterial. xvi. viii. Hemiparesia: enfraquecimento incompleto ou parcial de um lado do corpo (mais grave nas mãos e metade completa da face). Ausência de movimento nos olhos. ii. Hemiplegia: paralisia de um lado do corpo. xii. Cirurgias recentes. exceto nas pálpebras. Acidente Vascular Cerebral / Acidente Vascular Encefálico (AVC/ AVE): o AVC/AVE conhecido popularmente como "derrame cerebral" se refere a qualquer processo patológico que comprometa a circulação cerebral. xiii. x. Glasgow<8). Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH): é causado por sangramento devido ao rompimento de um vaso sanguíneo. Estresse excessivo. xv. Uso de anticoagulantes. vi. v. Uso de drogas (cocaína / anfetamina). viii. vi. Incontinência urinária. c. História de trauma craniano. Falta de coordenação. perda de força. iii. Fatores de risco: i. Hipertensão arterial e hipertermia. Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI): o mais comum. Nível alterado de responsividade. vii. Alterações visuais. é causado pela falta de sangue em determinada área do cérebro. Idade avançada. ii. v. iv. b. torpor. Outros sinais e sintomas encontrados: i. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. xi. ii. Doença cardiovascular. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 47 Visto do Ajudante Geral P 302 – AVC / AVE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL / ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO 1. Diabetes mellitus. Obesidade. iv. Anisocoria: diferença no tamanho das pupilas. confusão mental com perda visual parcial. ix. vii. Tabagismo. decorrente da obstrução de uma artéria. xviii.Ataque Isquêmico Transitório (déficit neurológico). x. convulsão. AIT . Síncope. Disfasia: alteração na linguagem e compreensão em qualquer de suas formas. iii. vi. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Vertigem. viii. Diplopia: visão dupla e embaçada.

ANORMAL usa palavras incorretas Roma” ou outra frase similar. Forneça oxigênio. ix. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 48 Visto do Ajudante Geral d. Avalie a responsividade por meio da Escala Pré-Hospitalar de Cincinatti e Escala de Coma de Glasgow – ECG. igualmente.6ºC. Quando da chegada no hospital mantenha os procedimentos até a equipe médica responsável assumir o paciente. i. mantendo o controle de suas vias aéreas e garantindo uma boa ventilação. sob observação contínua.Escala de Cincinatti. Se o paciente estiver inconsciente ele deve ser transportado na posição de decúbito lateral esquerdo para que o socorrista possa monitorá-lo constantemente. O paciente pronuncia Peça ao paciente para dizer “o O paciente utiliza as FALA palavras ininteligíveis.Cincinnati (Acesso em 23/11/2012) . outro. vii. Monitore o esforço respiratório e esteja preparado para assistência ventilatória. Uma anomalia encontrada em qualquer um deles a probabilidade de um AVC é igual a 72%. SINAIS COMANDO NORMAL ANORMAL Ambos os lados do Um lado do rosto não se QUEDA Peça ao paciente que sorria rosto movem-se move tão bem quanto ao FACIAL e/ou mostre os dentes. e. Peça ao paciente que feche Um braço não se move DEBILIDADE os olhos e mantenha os Ambos os braços ou cai em relação ao DOS BRAÇOS braços estendidos por 10 movem-se igualmente. ii. rato roeu a roupa do rei de palavras corretamente. vi. ou é incapaz de falar. Mantenha vias aéreas pérvias. viii. Não superaqueça-o acima de 37. segundos. Afrouxe um pouco as roupas do paciente. se necessário. com pronúncia clara. ele pode ser transportado na posição de conforto (normalmente semi-reclinado ou sentado) ou na posição de decúbito dorsal com a cabeça e ombros levemente elevados. Aqueça o paciente. Quadro 2 . conforme P 604. Figura 7 . devidamente informada de toda situação. Escala pré-hospitalar de Cincinatti. conforme a Escala de Cincinatti Fonte: Stroke Center . v. Se o paciente estiver alerta. monitorização constante e fornecimento de oxigênio durante o transporte de acordo com a avaliação da saturação de O2 (suspender em caso de SatO2 ≥94%). iv.Identificação visual de queda facial e debilidade dos braços. Conduta: i. iii. x. Mantenha o paciente em repouso. Encoraje membros da família a acompanhar o paciente até o hospital para que possam informar o histórico do paciente à equipe médica. outro.

S-Speak e T-Time). As aferições de pressão arterial devem ser estabelecidas em intervalos de 10 a 20 minutos e nunca em uma única aferição. 5. comparando-as. . AVALIAÇÃO CONTINUADA a. O momento do início dos sintomas é o último momento em que o paciente foi visto assintomático. b. O COBOM / CIAD.  Tempo é cérebro!!! Campanhas mundiais como o PACTO AVC ou o protocolo FAST (F- Face. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO a. Colete e/ou documente todas as medicações de uso domiciliar e as repasse ao médico que o atender. A-Arm. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 49 Visto do Ajudante Geral  A determinação do momento de início dos sintomas é crucial para fins de tratamento. 3. Portanto. reforçam a importância do reconhecimento rápido para início do tratamento hospitalar com fibrinolíticos (ativadores do plasminogênio) na terapêutica da trombose arterial.5 horas. as SOU / SOF devem sempre notificar ao hospital de referência quanto à chegada de um paciente com possível AVC. não atrase o deslocamento para o hospital. a fim de dissolver rapidamente a rede de fibrina e assim dissolver os trombos. b. TRANSPORTE 4. quando o tempo do início dos sintomas até a chegada ao HR for inferior a 4. Deve-se aferir a duas extremidades superiores.

Emergências Respiratórias: indicam a dificuldade encontrada pelo sistema respiratório em desempenhar adequadamente sua principal função. O Socorrista deve estar familiarizado com este dispositivo. 3. iii.  Se o paciente é crítico. conforme a prescrição. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. para manobras invasivas de obtenção de vias aéreas e ventilação. Aqueça o paciente. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) b. Ansiedade. conforme P 604. ii. iv. 2. Respiração ruidosa. v. Mantenha o paciente em posição de conforto (sentado ou semi-reclinado). Respiração rápida e profunda. iii. AVALIAÇÃO CONTINUADA 4. Afrouxe um pouco as roupas do paciente. Conduta: i. além de acionar e interceptar o SAV. ou seja. Utilize cânula orofaríngea se o paciente estiver com ECG menor ou igual a 8 e sem reflexo de vômito. Respiração com emprego de musculatura acessória (tiragem intercostais e de fúrcula). Cianose de extremidades ou periférica (lábios e dedos). pergunte-o se fez uso. viii. Ausência temporária de respiração (apneia). a promoção das trocas gasosas. TRANSPORTE 5. . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 50 Visto do Ajudante Geral P 303 – EMERGÊNCIAS RESPIRATÓRIAS 1. prescrita por um médico. ii. v. se necessário. conforme P 604. Ofereça apoio emocional. Dor torácica referida como aperto. se disponível. incentivando-o a usar. Há várias doenças respiratórias congênitas e adquiridas cujos sintomas afetam a capacidade ventilatória e entre as principais estão a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).  Se o paciente faz uso de broncodilatadores (“bombinhas”). iv. a asma e a pneumonia. faça a ventilação assistida com BVM e suplementação de oxigênio. xi. letargia e sonolência. vii. Administre oxigênio. Respiração superficial. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES  Se o paciente apresenta respiração inadequada ou ausente. Alteração na oximetria de pulso. ix. Tosse contínua. Sensação vertiginosa. c. a GU BM deve transportá-lo com urgência ao HR. agitação. x. vi. Sinais e sintomas: i.

xi. Suspensão temporária da respiração. iii. Dor referida em todo o abdome ou em região especifica. ii. Taquipneia ou dispneia. c. iv. 3. Defesa muscular abdominal no exame físico. TRANSPORTE 4. 4. xiii. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 51 Visto do Ajudante Geral P 304 – CRISE CONVULSIVA 1. Conduta: i. Afrouxe um pouco as roupas do paciente. Febre. x. iii. 2. Estupor pós ictal (fase pós-comicial) – estado de sonolência profunda e letargia que se instala ao final da convulsão. se SatO2 ≤ 94%. vi. 3. Proteja o paciente (ampare sua cabeça. Crises convulsivas: alteração involuntária e repentina dos sentidos. Sudorese fria. Não insira os dedos na boca do paciente. vii. globoso ou escavado. Náuseas e vômitos. Mais comum em crianças. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. xii. Use abridor de mandíbula. Sinais e sintomas: i. Respiração superficial. porém não contenha seus movimentos). Rigidez e contrações musculares alternadas (convulsões). Reconhecimento: i. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. Saliva espumosa. Não envolve convulsões. do comportamento. que dura apenas alguns segundos. Ofereça apoio emocional. viii. Administre O2. A convulsão é uma atividade muscular reflexa frequentemente observada em crises convulsivas. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. lateralize o paciente. vii. da atividade muscular ou do nível de consciência que resulta da irritação ou da superatividade das células cerebrais. 2. Espasmos musculares ( convulsões). Grito epiléptico. Crise de ausência (Pequeno mal): 1. Abdome contraído. v. 4. Olhar fixo e ausente. v. 2. vi. iv. Taquicardia ou bradicardia. Em caso de secreção na boca. b. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES . Aqueça o paciente. Uma crise convulsiva pode ocorrer sem convulsões. 3. ii. ix. Dor abdominal à palpação no exame físico. Crise tônico-clônica generalizada (Grande mal): 1. ii. Mantenha o paciente em posição de conforto (decúbito dorsal ou semi-reclinado). Estado mental alterado. devido à apneia. Palidez acentuada.

Sinais. borborigma ("ronco" na barriga). Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 52 Visto do Ajudante Geral P 305 – DIABETES MELLITUS (HIPOGLICEMIA/HIPERGLICEMIA) 1. Salivação abundante. Taquicardia. Ansiedade. Glicemia capilar > 200 mg/dl. 23. 24. b. Confusão. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. c. Poliúria (aumento do volume urinário). alteração de humor. Palidez. 20. (Paciente relata visão borrada). sintomas e eventos relacionados: 1. 19. parestesia. 2. 10. 6. Hipoglicemia: condição que resulta do excesso de insulina e níveis insuficientes ou ausência de açúcar no sangue. 4. 13. Atividade mental anormal com prejuízo do julgamento. sintomas e eventos relacionados: 1. visão embaçada. Olhar fixo. apatia. Negativismo. 11. tontura. Náuseas. amnésia. Paciente não tomou insulina. às vezes confundida com embriaguez. Descoordenação motora. irritabilidade. 5. paralisia. Convulsão focal ou generalizada. Polidipsia (sede aumentada e aumento de ingestão de líquidos). d. Glicemia capilar <60 mg/dL. desconforto abdominal. 6. 5. 7. Diabetes tipo I: doença na qual o corpo produz pouca ou nenhuma insulina. 16. Agitação e mudança de comportamento. 9. Alteração de pupilas (dilatadas). Paciente em jejum prolongado (não se alimentou). Hipoglicemia (choque insulínico): i. 17. visão dupla. Alteração no nível de consciência. sendo que os pacientes necessitam de injeções diárias de insulina. 2. 2. Hiperglicemia: condição que resulta de níveis insuficientes ou da ausência de insulina e excesso de açúcar no sangue. Polifagia (apetite aumentado). delírio. 18. Diabetes tipo II: doença na qual o corpo não produz quantidade suficiente de insulina ou quando as células não respondem bem a essa substância. Fome. Essa condição normalmente aparece na fase adulta e geralmente é controlada através de dieta e/ou por meio de medicamentos. choro e medo. sono. Cansaço. 14. 8. fraqueza. 3. b. 12. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. Hiperglicemia: i. Pele fria e úmida. 15. agressividade e fúria. Dificuldade de fala. 4. estupor. Mudanças no formato das lentes dos olhos levando a dificuldades de visão. Cefaleia. hemiparesia. 22. Atos automáticos. . Essa condição normalmente aparece na infância. Sinais. depressão. Paciente tomou insulina demais. vômitos. letargia. 3. 21. Déficit motor.

Histórico de diabetes mellitus. TRANSPORTE a. Gravidez. 6. 3. 3. frequência. Trate agravos que ameaçam a vida em deslocamento. Obtenha o SAMPUM e OPQRST. conforme P 604. 5. a fim de repassar para a central de operações ou Regulação Médica. Conduta: i. desde que o paciente tenha condição de engolir espontaneamente. Verifique uso de álcool. se necessário. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES  Nem todos os sinais ou sintomas podem estar presentes no paciente. Conduta geral: 1. Considere situações de load and go. 6. Cefaleia. c. estimule-o a fazer. 10. Acionar e interceptar o SAV. conforme P 604. última dose. b. 4. 3. Hálito cetônico (alta concentração de cetona do sangue). Caso o mesmo não tenha feito a medição. Histórico de reações a diabetes. Última alimentação do paciente. 13. Se paciente está inconsciente: (a) Proteja as vias aéreas. 2. verifique com a vítima qual a última leitura. letargia. Considere: 1. mania.  Estimule aqueles pacientes com glicosímetro de uso crônico a utilizar o aparelho. 15.  Paciente considerado crítico deve ser transportado com urgência ao hospital de referência. Náuseas e Vômitos. dose. 2. (b) Previna o choque. 5. (c) Previna o choque. Ofereça oxigênio. Obtenha os sinais vitais. frequência. Dispneia. Medicações usadas em tratamento: (a) Insulina – tipo. 8. Coma com progressão para PCR. (d) Em caso de hipoglicemia e sob regulação médica (quando houver). Atividade física recente. Se paciente está consciente: (a) Não lhe permita exercitar-se. ii. 12. 4. Dor abdominal. Recente doença ou lesão. AVALIAÇÃO CONTINUADA 4. Aqueça o paciente. Cansaço. se disponível. . Pele seca e quente. se necessário. Não perca tempo na cena da ocorrência. 14. 9. dose. Alteração de consciência (confusão. agresividade etc). sonolência. Ofereça oxigênio. Prepare-se para fazer aspiração de vias aéreas. hostilidade. 11. (b) Proteja vias aéreas. 5. Aspire se necessário. pânico. forneça glicose instantânea ou açúcar comum por via oral ao paciente. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 53 Visto do Ajudante Geral 7. Posicione o paciente em posição de conforto. 8. Aqueça o paciente. deite-o na maca ou cadeira de rodas e o encaminhe à UR.tipo. última dose. Se paciente possui glicosímetro prescrito por médico. 7. (b) Medicações orais .

Após a saída do RN. Quando a cabeça coroar. Clampeie o cordão umbilical (se RN é termo e não necessita de reanimação aguarde aproximadamente 60 segundos para isso): (a) O 1º clamp a aproximadamente 17 cm (“um palmo”) da parede abdominal do RN. Sinais e sintomas: 1. Conduta: 1. guarde-a em um saco plástico e a deixe no hospital. doenças infectocontagiosas. Mantenha o RN no mesmo nível da pelve da mãe até que seu cordão umbilical seja clampeado. 17. Avalie e classifique o RN na escala APGAR 1 minuto após o nascimento. Taquicardia e taquipneia. se possível. 15. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 2. na região do útero. para reduzir a hemorragia puerperal. Aguarde a saída da placenta (dequitação). Considere fornecimento de oxigênio para o RN e à mãe. 14. após o envolva com a manta aluminizada ou lençol. 5. 12. com leve pressão para evitar uma expulsão muito rápida e causar alguma lesão no RN e na parturiente. com uma compressa limpa. 2. conforme P 604. Cubra a região vaginal com absorvente higiênico após a dequitação. 7. (b) O 2º clamp a aproximadamente 7 cm (“4 dedos”) após o 1º clamp. 3. Faça massagens circulares no sentido horário no abdômen da mãe. 6. Apresentação cefálica do feto (coroamento). 5. Rompimento da bolsa amniótica. diabetes ou outras complicações). Caso não haja restrições. 4. sem puxá-la. sem apertá-las. desvencilhando-o. estimule a mãe a amamentar o RN o quanto antes (esse método reduz a hemorragia puerperal). onde será colocado o recém nascido - RN) próximo à pelve da gestante. 2. hipertensão arterial. corte entre os dois. deite-o no lençol sobre a maca (ou local apropriado) e aspire suas vias aéreas com aspirador tipo pera. Seque rapidamente o RN e aqueça-o pele a pele com a mãe. 13. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Deite a gestante em decúbito dorsal. 9. repita isto após 5 e 10 minutos. Exponha os materiais do Kit Parto. apoie a mesma com uma das mãos. se necessário. 16. 8. com pernas fletidas e com joelhos afastados. ou seja. mesmo durante o transporte. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 54 Visto do Ajudante Geral P 306 – EMERGÊNCIAS OBSTÉTRICAS 1. Oriente a mãe a estender as pernas e uni-las. Parto normal iminente: i. o 2º clamp ficará a 25 cm da parede abdominal do RN. Ainda na passagem do feto pelo canal vaginal. Sempre que possível leia o cartão pré-natal da gestante e busque informações sobre a gestação (se houve internações. 4. . (c) Em seguida. ii. 10. 11. 3. apenas se tiverem obstruídas. Ponha um lençol limpo sobre a maca (ou local apropriado. Contrações uterinas cíclicas (primeira fase do parto). Se possível já faça uma limpeza prévia da face do RN. Dor durante as contrações. tente identificar se há circular de cordão (cordão enrolado no RN).

Nascimento múltiplo. 8 . com a palma da mão voltada para a face do RN. (Fonte: www. a fim de favorecer a adaptação externa do neonato. segue-se conduta similar à assistência ao parto normal: (a) Aguarde o parto progredir naturalmente sem jamais puxar o RN. Em parto pélvico. aguarde a saída das nádegas. Crise convulsiva no trabalho de parto. se visível. Presença de mecônio (fezes no RN) no líquido amniótico. Caso ocorra circular de cordão umbilical. ii. sem executar tração. 2. 4. As mãos do socorrista devem envolver o feto de forma que os polegares mantenham as coxas do RN juntas ao abdômen do RN. 3. Por último. Sem tracionar o feto. 7. figura 9: 1. 3. (b) Caso o parto esteja progredindo. 8. Apresentação invertida (nasce um braço ou uma perna primeiro). membros e tronco. ele é soerguido em torno da púbis da mãe. 5. Conduta: 1. . Prolapso do cordão umbilical. Para aqueles RN com necessidade de reanimação e para os prematuros é recomendado o clampeamento precoce do cordão umbilical. retire-o do pescoço do RN. 4. Coloca-se.  O clampeamento favorece a dequitação e sua demora propicia a icterícia. Enquanto isso introduza dois dedos na cavidade vaginal. então.triton.Posição dos dedos do socorrista em forma de “V” para descomprimir a face do feto em caso de parto pélvico. Figura 8: Fig. acessado em 20/09/2016) (c) Caso o tronco tenha saído e a cabeça estiver demorando a sair. 6. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 55 Visto do Ajudante Geral  Se o cartão pré-natal informar a presença de doença infecto-contagiosa ou se não houver cartão pré-natal não estimule o aleitamento materno. Parto anormal: i. Natimorto. Sinais e sintomas: 1. Aguarde a cabeça sair espontaneamente. o dedo indicador do lado de uma narina e o dedo médio do lado da outra narina. pode-se realizar a manobra de Bracht. O socorrista deve amparar o tronco do bebê no antebraço.edu. que consiste em rebater o feto sobre o abdômen da mãe. o feto é rebatido progressivamente sobre o abdome da mãe até que a cabeça se desprenda espontaneamente. Apresentação pélvica do RN no ato do parto (as nádegas ou ambos os membros inferiores apresentam-se primeiro). O clampeamento deve ser realizado entre 1 a 3 minutos após o nascimento. b. 2. Os outros dedos ficam localizados na região sacrococcígea do feto. Parto prematuro. em forma de V e descomprima a face do feto. facilitando a respiração.

Para tanto. Nesta figura. Fig. de forma a descomprimir o cordão umbilical. além da posição da mãe.triton. a mãe poderá ser deitada em decúbito lateral esquerdo com o quadril elevado por travesseiro ou cobertor dobrado ou ser deitada de costas na maca. a mãe deverá ser deitada de costas na maca.visão frontal. Cubra o cordão com compressa úmida em soro fisiológico 0. (Fonte: www. (b) Se houver apresentação de um dos membros primeiro. com a cabeça baixa e o quadril elevado por travesseiro ou cobertor dobrado (posição de Trendelenburg). Em caso de prolapso do cordão. com a cabeça baixa e o quadril elevado por travesseiro ou cobertor dobrado (posição de Trendelenburg). utilizando a posição descrita acima no item b e figura 8.Manobra de Bracht.edu.visão lateral (Fonte: Zugaib Obstetrícia . Cubra o membro exposto com gaze ou compressa estéril. Cubra o membro exposto com gaze ou compressa estéril.10 . transporte a gestante imediatamente para o hospital. porém o parto não estiver progredindo naturalmente. 2. figura 10. 9 . Fig.9%. B . A .2ª edição) (a) Se houver apresentação das nádegas ou os membros inferiores. Caso o socorrista não obtenha sucesso nesta manobra. . Isso aliviará a pressão no feto e no cordão umbilical. transporte a gestante imediatamente para o hospital. mantenha a mãe deitada de costas na maca. Não puxe o membro nem tente empurrá-lo para dentro da vagina novamente. conforme figura 10. Para tanto.Posição de Trendelenburg. Usando luvas esterilizadas. introduza os dedos indicador e médio no canal do parto e empurre gentilmente o bebê. deve realizar o transporte para o hospital imediatamente. observa-se o socorrista empurrando a cabeça do feto para dentro do canal do parto a fim de evitar que a cabeça comprima o cordão umbilical. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 56 Visto do Ajudante Geral 5. com a cabeça baixa e o quadril elevado por travesseiro ou cobertor dobrado (posição de Trendelenburg). transporte a gestante para o hospital imediatamente. acessado em 20/09/2016). A ação de empurrar com os dedos a cabeça do feto só deve ser utilizada em caso de prolapso do cordão umbilical. Para tanto.

3. ansiedade. Aqueça a vítima com manta aluminizada em caso de grandes hemorragias. 5. Caso saia algum tecido fetal. 6. fria e úmida etc. . 6. a conduta será a mesma que em parto normal. Mantenha as vias aéreas pérvias. 4. fraqueza. pele pálida. fria e úmida etc. pele pálida. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 57 Visto do Ajudante Geral Em nascimentos múltiplos. Monitore os sinais vitais e nível de consciência. Monitore os sinais vitais e nível de consciência.  Em caso de suspeita de aborto provocado.). Conduta: 1.). 9. Cubra a região vaginal com absorvente higiênico (não se deve introduzir nada no canal vaginal). (e) Monitore sinais vitais e nível de consciência da mãe e do RN. 4. Dê apoio emocional. Aqueça a vítima com manta aluminizada em caso de grandes hemorragias. Não ofereça nada para a vítima ingerir. tonteira. (c) Em todos os casos. Hemorragia pré-parto: i. Indícios de estado de choque (hipotensão. Sinais e sintomas: 1. Posicione a gestante em decúbito lateral esquerdo. ansiedade. Indícios de estado de choque (fraqueza. Administre oxigênio em caso de sinais de estado de choque. 2. Cólica. Saída de fragmentos de tecidos do feto pelo canal vaginal. (b) Em caso do RN nascer com PCR. Hemorragia vaginal excessiva (metrorragia). taquipneia. sede. 2. conforme P 604. deve-se considerar sinais e sintomas de intoxicação exógena e tratá-la conforme P 309. dor e contrações abdominais. mantenha administração de O2 para a mãe. 2. Conduta: 1. 5. Sinais e sintomas: 1. 3. 3. inicie as manobras de RCP conforme P 206. guarde-o em saco plástico e leve-o para o hospital junto com a mãe. Surgimento de hemorragia vaginal excessiva (metrorragia) antes do momento do parto. tonteira. taquipneia. taquicardia. 7. d. 7.). exceto se for um caso de natimorto evidente (bolhas. se necessário. Cubra a região vaginal com absorvente higiênico (não se deve introduzir nada no canal vaginal). 3. 8. sede. odor forte e desagradável etc. ii. Ausência de movimentação fetal. ressaltando- se a necessidade precoce de se aquecer o RN. (d) Dê apoio emocional à mãe. iv. Aborto: iii. Posicione a gestante em decúbito lateral esquerdo. taquicardia. Administre oxigênio em caso de sinais de estado de choque. Mantenha as vias aéreas pérvias. 4. 2. devendo-se clampear e cortar o cordão umbilical do primeiro RN antes do nascimento do próximo: (a) Nascimento de prematuros também tem conduta semelhante ao parto normal. c. Não ofereça nada para a gestante ingerir.

O motorrista deve deslocar com velocidade moderada e com o máximo de cuidado possível. 4. devido ao risco de queda do binômio (mãe e RN) da maca. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 58 Visto do Ajudante Geral 3. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES . TRANSPORTE a.

conforme P604. vii. Conceito: o desconforto abdominal agudo pode se originar de diversos sistemas. globoso ou escavado. iv. Sinais e sintomas: i. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES . iii. 3. Aqueça o paciente. Dor abdominal à palpação no exame físico. Conduta: i. v. b. Taquicardia ou Bradicardia. semi-reclinado ou posição fetal). viii. como o cardíaco. Taquipneia ou Dispneia. mas fornecer o atendimento adequado e conduzir o paciente ao serviço de pronto atendimento o mais rápido possível. ii. Dor abdominal de aparecimento súbito e não traumático geralmente referenciado como a queixa principal do paciente. Afrouxe um pouco as roupas do paciente. dentre outros com diversas causas possíveis. Ofereça apoio emocional. ix. Sudorese fria. se necessário. Administre O2. Defesa muscular abdominal no exame físico. vi. genitourinário. iii. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 59 Visto do Ajudante Geral P 307 – ABDOME AGUDO 1. Dor referida em todo abdome ou em região específica. c. Náuseas e vômitos. x. Abdome contraído. ii. gastrointestinal. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. Reconhecimento: i. Palidez acentuada. Febre. TRANSPORTE 4. iv. v. 2. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Mantenha o paciente em posição de conforto (decúbito dorsal. O objetivo do APH no abdome agudo não é identificar a causa da dor. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a.

Dialogue com técnica: 1. 7. Utilize ataduras ou outro meio que não cause lesões para imobilizar o paciente na maca.. SAMU (USA).  Solicite suporte avançado. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) b. deve ser realizada sempre por três socorristas. Para psicóticos: investigue perda de contato com a realidade (alucinação e delírios). Objetivo: Restabelecer o equilíbrio emocional e social das pessoas envolvidas na situação de urgência e emergência. quando necessária. Se o paciente estiver cuspindo na Gu BM posicione uma máscara de tecido (EPI) na face dele. Use um tom calmo. estágio pós-comicial. hipoperfusão. 1. O primeiro abordará o portador de sofrimento mental com uma das mãos em um dos ombros do paciente e a outra mão na testa. Respeite seu espaço pessoal. 8. etc. 3. investigar dependência química.  A abordagem enérgica. Se não. PMMG. ii. se possível.  Se após a contenção mecânica o paciente permanecer agitado ou violento. Para deprimidos: reserve o tempo necessário para o diálogo. Para violentos: investigar a causa direta ou indireta desse comportamento. evitando sempre termos valorativos. Hipóxia. 3. falas de julgamento e linguagem técnica e agressiva. c. para a Gu BM ou da USA ou para outras pessoas. 4. direto e enfático. hipoglicemia. Conduta: i. 2. finalmente. ofereça O2 em máscara facial. iii. imobilizando os braços. o terceiro abraça os joelhos amortecendo a queda. Apresente claramente os limites e opções do paciente. Após. Não coloque o paciente em posição prona (decúbito ventral) na maca. se necessário. Evite olhar direto nos seus olhos. Considere hipóxia. Utilize a prancha longa nos casos onde não houver acesso para a maca no local. somente se o mesmo oferecer perigo para si. não cooperativo ou violento. Contenha mecanicamente o paciente apenas se for necessário. 5. TCE. pela frente. AVC. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 60 Visto do Ajudante Geral P 308 – EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS E COMPORTAMENTAIS 1. Deite o paciente na maca central da UR e nela imobilize os quatro membros. para proceder à contenção farmacológica se o paciente estiver agitado. etc. E. Considere outras causas de comportamento anormal: i. 2. Não adote uma postura de confronto. se disponível. O segundo abraçará o tronco. Abuso de álcool ou drogas. . 6. ii. 2. histórico de abuso ou atividade criminosa. Conduta: i. investigando ideias suicidas e estrutura familiar. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. confirme se não há prejuízo para a respiração e circulação. 5. Determine se a cena é segura. 4. Tente estabelecer um diálogo com o paciente. iii. afaste-se e solicite apoio de outras Gu BM. isso por trás do paciente. Coloque o paciente em uma posição de conforto.

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 61 Visto do Ajudante Geral 3. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES a. Relate no RAPH / REDS as razões pelas quais foi necessária a contenção mecânica do paciente. . Mantenha a contenção mecânica durante o transporte. 4. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. TRANSPORTE a.

apenas medicamentos. xvi. xix. viii. xx. iv. AVC e IAM podem simular condições de intoxicação aguda. Determine: 1. Estado mental alterado. ii. iii. Quando – tempo de exposição. Cefaleia.). 4. Tente identificar a substância tóxica.  As intoxicações mais graves são por via oral. Se possível. Erupção cutânea. vii. ii. podendo chegar à inconsciência. iii. Náuseas. Espasmos musculares. Sudorese. Alterações pupilares (contraída ou dilatada). Diarreia.  A intoxicação aguda é a principal causa de coma sem motivo aparente. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. Proceda ao IFC. xviii. estão relacionadas ao paciente usuário de múltiplas medicações. 2. Vermelhidão cutânea. se necessário. b. Lacrimejamento. ix. Formação excessiva de saliva ou espuma na boca. ou então. Dor abdominal. etc. Aumento da frequência cardíaca. Solicite apoio. Taquicardia. Promova a segurança da cena: i. xv. x. Por quê – a causa da exposição (acidente. encurtamento da respiração. Conduta: i. O quê – especifique a toxina e a quantidade envolvida 2. iv. Choque anafilático. Padrões respiratórios anormais e dispneia. Bradicardia. (a) Não transporte “produtos perigosos”. xiv. Sinais e sintomas: i. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 62 Visto do Ajudante Geral P 309 – ENVENENAMENTO E INTOXICAÇÃO 1. iv. ii. dificuldade respiratória ou paciente tossindo. Mantenha as vias aéreas pérvias. pois pode potencializar o distúrbio pulmonar provocado pelo estresse oxidativo. xvii. Considere acionar o SAV. a suplementação de oxigênio deve ser evitada mesmo em casos de insuficiência respiratória. . Vômitos. xii.  Em casos confirmados de intoxicação por PARAQUAT®. Fique atento. xiii. vi. xi. leve com segurança para o hospital frasco do comprimido/produto envolvido. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. se disponível. iii. Pruridos e ardência na pele. pesticida usado rotineiramente em lavouras de tomate. Tonturas. Não entre em locais confinados ou com atmosfera tóxica sem EPI apropriado para a atividade. 3. pois condições como TCE. Elas ocorrem frequentemente quando o paciente está buscando obter os efeitos dos medicamentos de maneira mais rápida. Forneça O2 em alta concentração se o nível de consciência estiver alterado. v.

silos. i. etc. 3. ao menos por 15 min e continue em rota para o hospital: i. decréscimo do nível de consciência. ii. 3. exceto em caso de intoxicação por monóxido de carbono ou cianeto. (c) Ventile se necessário. do nariz para a orelha. 4. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 63 Visto do Ajudante Geral 5. Substâncias ingeríveis: (b) Não dê nada para o paciente beber. Esteja preparado para atuar em caso de PCR. Transporte o paciente na posição semi-reclinada ou sentada. (b) Trate os sintomas: vômito. Ver P 603. Onde – identifique o ambiente da exposição (local confinado. TRANSPORTE a. mas sem contaminar áreas corporais não afetadas. Pós – usando EPI. com a cabeça lateralizada. iv.. Líquidos – lave abundantemente. (c) Não induza vômito.). AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Substâncias inaláveis: (a) Retire o paciente do ambiente tóxico (usando EPI). etc. (b) Lave a área contaminada copiosamente. 2. iii. indústria. Olhos expostos a líquidos ou pós – lave o olho afetado com soro fisiológico abundantemente. tosse. Substâncias absorvíveis (a) Remova as roupas contaminadas. plantações. em que a leitura é falsa. raspe os resíduos da pele e lave com água abundante o que permanecer. se possível. Trate toxinas específicas baseado em cuidados específico: 1. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES . (d) Monitore com oxímetro de pulso.

3. 2. Remova qualquer corpo estranho da boca ou da garganta que possa ameaçar a respiração. sangramento e desidratação. Se ela estiver inalando uma substância tóxica ou estiver em perigo iminente. confusão mental e falta de coordenação muscular. Distúrbios visuais. ii. Conduta: i. v. Perda de memória e alucinações (vultos e vozes). Fique alerta para obstrução de vias aéreas e problemas respiratórios. Não deixe o paciente ferir a si mesmo. Posicione o paciente na posição de segurança (sentado ou lateralizado) para evitar a aspiração de vômito. crises convulsivas do tipo grande mal. muco ou vômito. Respiração excessivamente lenta ou ausente. tente sentá-lo ou deitá-lo. que podem complicar o quadro de forma significativa. iv. Paciente em overdose: 1. entrar em crise convulsiva ou vomitar. 6. 2. Não tente contê-lo. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. Chame o paciente pelo nome. 4. Esteja preparado para uma parada cardíaca. Depressão do sistema nervoso (sonolência. vômito. 2. a não ser que ela represente uma ameaça. Proceda a avaliação do paciente conforme P 101. Comportamento desinteressado. retire-a do local. sangue. Em caso de complicações respiratórias ou cardíacas. se necessário. 2. vitimas de overdose podem estar conscientes em um dado momento e entrar em coma em seguida. Auxilie o paciente durante o vômito. Problemas digestivos que incluem gastrite. Não entre em pânico. Examine os bolsos da vítima e ao seu redor para procurar evidências de medicamentos. 4. Esteja pronto para aspirar e permeabilizar vias aéreas se o paciente perder a consciência. Identifique e trate a queixa principal. se necessário e aqueça o paciente. Geral – Para todos os pacientes: 1. coma. i. Monitore os sinais vitais constantemente. Fique alerta à mudança de comportamento. Paciente consciente: 1. incluindo próteses dentárias. 5. Delirium tremens que significa "delírio trêmulo" graças às alucinações e tremedeira durante sua ocorrência. Odor característico (no caso de álcool). Estabilize e mantenha as vias aéreas desobstruídas. Trata-se de uma psicose causada pela abstinência e ou suspensão do uso de drogas ou medicamentos frequentemente associada ao alcoolismo. 3. viii. 7. Paciente inconsciente: 1. Ofereça O2. Sinais e sintomas: i. Forneça SBV. 3. lateralizando-o e aspirando-o. 2. iii. iv. 3. trate a vítima com calma. Fique alerta às reações alérgicas. letargia e diminuição da resposta à dor). Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 64 Visto do Ajudante Geral P 310 – ABUSO DE ÁLCOOL E DROGAS 1. 4. abstinência acompanhada à dor. 5. conforme Módulo 200. Se o paciente estiver consciente. trate imediatamente qualquer condição que ponha a vida da vítima em risco. vi. sua prioridade principal é manter as vias aéreas desobstruídas. Previna o choque. . vii. Auxilie a respiração. iii. ii. Tremores (principalmente se a vítima está sofrendo de abstinência). AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) b. Monitore os sinais vitais frequentemente.

iii. Mesmo em caso de solicitação de SAV. 3. Conduta: i. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES Informe qualquer sinal de sangue no vômito (sangue vermelho-vivo no vômito pode ser sinal de ruptura de vasos sanguíneos no estômago ou no esôfago). ii. Reduza os estímulos ao máximo. Pacientes conscientes sem suspeita de TRM devem ser conduzidos na posição semi-sentado. 9. A Unidade de Resgate deverá ser interceptada pelo suporte avançado. o transporte deve ser iniciado imediatamente. iv. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 65 Visto do Ajudante Geral 8. TRANSPORTE a. Pacientes inconscientes e/ou com suspeita de TRM devem ser transportados na posição de decúbito dorsal. AVALIAÇÃO CONTINUADA 4. diminua a iluminação e leve-o para o hospital de referência. 5. Sempre que for necessário movimentá-lo. Explique com cuidado cada etapa de tratamento para ajudar a reduzir a paranoia. . O paciente deve realizar o mínimo de esforço. os socorristas devem fazê-lo.

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Traumas - . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 67 Visto do Ajudante Geral MÓDULO 400 .

ix. Aspirar orofaringe em caso de vômito e/ou hemorragias nas vias aéreas superiores (rinorragia e/ou otorragia). Edema. Estabilização cervical manual/mecânica. xiii. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Considerar estado de choque. vii. iv. A força exercida deve ser apenas a suficiente para. sem tração significativa na cabeça e pescoço. ix. xi. Crise convulsiva quando conjugada com outros sinais/sintomas específicos. Alteração dos sinais vitais. Náuseas e vômito. Sinal de Guaxinim (hematoma periorbitário) ou Sinal de Battle (equimose retro-auricular). deformidade ou fragmentos ósseos na superfície craniana. x. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 2. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 68 Visto do Ajudante Geral P 401 – TRAUMA CRÂNIO-ENCEFÁLICO (TCE) 1. viii. jaw-trust ou jaw-lift). arma branca. Ferimento penetrante na cabeça (arma de fogo. Conduta: i. iv. Controlar hemorragias com curativos oclusivos. Aquecer a vítima com manta aluminizada. vi. Estabilizar objetos encravados com compressas volumosas sem removê-los. vii. xiv. quando conjugados com os outros sinais/sintomas específicos do TCE. em vítima sentada ou de pé. Cefaleia e/ou dor no local da lesão. Sangramento pelo nariz (rinorragia) e/ou pelos ouvidos (otorragia) ou saída de líquor (fluido claro) também pelos ouvidos ou nariz. Em vítimas inconscientes. com controle cervical (chin-lift. xi. Diâmetros pupilares desiguais (anisocoria). Monitorar sinais vitais e nível de consciência (Escala de Coma de Glasgow). Fraqueza (paresias) ou formigamento (parestesias) em um lado do corpo. Utilizar cânula orofaríngea (COF) em vítimas com ECG ≤ 8. x. Administrar oxigênio com máscara facial e bolsa reservatória com vazão superior a 10 l/min. saliências. iii. vi. Pupilas com reação lenta ou nula à luz. viii. Não impedir saída de líquor e/ou sangue do nariz (rinorragia) ou ouvidos (otorragia). objetos encravados). xii. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . ii. Inconsciência ou redução do nível de consciência (Escala de Coma de Glasgow – ECG). Sinais e sintomas: i. TRANSPORTE 4. Cortes ou lacerações no couro cabeludo. remover o peso no sentido axial e alinhar a cabeça com o eixo longitudinal. 3. v. b. ii. Mantenha a coluna cervical alinhada em posição neutra. Manter as vias aéreas pérvias. iii. sem reflexo de vômito. Exposição de massa cefálica. v.

cuhk. São eventos presumivelmente relacionados à TRM: i. . Dor na região cervical. Trauma penetrante na cabeça. viii. acesso em 27/10/12 às 14:40. 2. Inconsciência ou alteração do estado mental após trauma.hkweb8Dermatomes. Lesões ocultas . iii. ii. especialmente se cabeça e/ou dorso colidem com superfície rígida.Zonas de inervação conforme segmento medular para avaliação da altura da lesão no TRM. Sinais e sintomas de paraplegia e tetraplegia. Fraqueza ou paresia de extremidades. Trauma significativo acima das clavículas. x. Ejeção do veículo. iv. Morte de outro passageiro do mesmo veículo. Queda de altura. Mergulho em água rasa.aic. v. ix. vi. Capotamento de veículo. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) b.edu. vii. viii. Atropelamento. ii. iv. vii. Sinais e sintomas: i. vi. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. Paralisia (perda de movimento ou função) de membro. Figura 11 . iii. Acidente com motocicletas e bicicletas. ix. tórax ou abdome. TCE. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 69 Visto do Ajudante Geral P 402 – TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM) 1.htm. Histórico de lesão ou anormalidade na coluna. Colisão a alta velocidade. Perda de sensibilidade em extremidades. Fonte: www. v.relacione o mecanismo da lesão e avalie a transferência de energia.

Reavalie continuamente. 2. insira a prancha longa em seu dorso. Imobilize inicialmente com o KED se o paciente estiver sentado e. Mantenha a coluna cervical imobilizada. Faça retirada rápida.  Nas imobilizações em prancha longa. O método de elevação da vítima deverá ser utilizado apenas em situações onde não seja viável o rolamento. presença de obstáculos. iii. ix. vi. cabeça e membros inferiores. v. Também não se deve rolar o paciente sobre um lado do corpo lesionado e em lesões cruzadas ou bilaterais de maneira que o rolamento agrave a lesão. AVALIAÇÃO CONTINUADA a. como em fraturas de pelve. ii. Resistência. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO a. Administre O2 conforme P 604. 5. 3. Hipotensão mesmo após infusão venosa (choque neurogênico). Primeiro manualmente. Mantenha a via aérea pérvia.  Em vítimas instáveis que se encontrem sentadas. sendo possível. avalie a circulação e proceda as intervenções se necessário. evisceração.  Não utilize KED em pacientes no interior de veículos instáveis. Aqueça o paciente. em seguida. Espasmos dos músculos do pescoço. Imobilize o paciente em prancha longa se o mesmo estiver em pé ou deitado: 1. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 70 Visto do Ajudante Geral x. viii. 3. seguindo o mesmo procedimento de imobilização de vítimas que se encontram em pé. O rolamento deve ser utilizado preferencialmente como forma de posicionamento do paciente em prancha longa. Não eleve as pernas do paciente. . xi. Comunique o hospital de referência a respeito da chegada de paciente instável com TRM. pelve. c. Parestesia (formigamento) durante o posicionamento do pescoço. lateral ou ventral. 5. 2. iv. Conduta: i. Imobilize na posição encontrada se: 1.  Em crianças pequenas utilize coxins sob suas costas para manter a coluna cervical na posição neutra. imobilize-o em prancha longa. 4. nem a prancha longa. Comprometimento das vias aéreas ou respiração. vii. prenda os tirantes na seguinte ordem: tórax. assista a respiração. estando ele em decúbito dorsal. Aumento da dor. Aplique o colar cervical do tamanho apropriado. Priapismo. ainda que em estado de choque. objetos encravados ou empalados de modo que impossibilitem o rolamento. depois por meio de imobilizador lateral de cabeça ou KED e prancha longa. TRANSPORTE 4.

Em trauma aberto. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 2. vii. iv. bradipneia ou respiração superficial . Enfisema subcutâneo. conforme P 407. Estabilize objetos encravados com compressas volumosas sem removê-los. v. xiii.que são movimentos respiratórios curtos etc. sem reflexo de vômito. Em trauma fechado. Vítima reclama de gosto de “ferrugem” na boca (hemorragia interna) a até a eliminação de sangue por meio da tosse. viii. Conduta: i. saliências. Dor localizada em segmento do tórax. Caso não haja indícios de TCE/TRM. ii. . xiv. Sinais e sintomas: i. x. ii. observando: 1. 1. Estabilização cervical manual/mecânica. Formigamento (parestesia) em extremidades. Considere assistência ventilatória com uso de BVM. iv. não deve ser aplicado curativo que impeça a expansão torácica. 3. Movimento paradoxal na ventilação quando há tórax instável (duas ou mais costelas adjacentes são fraturadas. ix. Diminuição do murmúrio vesicular. deformidade ou fragmentos ósseos na região torácica. TRANSPORTE 4. Utilize cânula orofaríngea (COF) em vítimas inconscientes e ECG ≤ 8. Edema. considerar abertura das vias com controle cervical (chin-lift. xii. elevar a cabeceira da maca (posição de ortopneia). Padrões anormais de ventilação (taquipneia. Forneça O2. Coloração azulada (cianose) dos lábios e extremidades. Durante a expiração o curativo deve permitir a saída de ar (o curativo não pode ficar aderido à pele a ponto de se tornar um curativo totalmente oclusivo). AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Dor em inspiração profunda. diminuição da saturação por oxigênio e agravamento de sinais de hipóxia. Manter as vias aéreas pérvias. aplique “curativo oclusivo de três lados” com material impermeável. jaw-trust ou jaw-lift). Aspire orofaringe e narinas em caso de vômito e/ou hemorragias nas vias aéreas superiores (rinorragia e/ou otorragia). Dilatação das veias jugulares – no pneumotórax hipertensivo. vii. vi. permitindo assim a descompressão toráxica. 2. vi. Dificuldade respiratória (dispneia).). sem tração significativa na cabeça e pescoço. viii. xi. iii. retire o curativo e o recoloque em seguida. Em vítimas inconscientes. Se após aplicação do curativo de três lados houver piora no esforço respiratório do paciente. Saída de bolhas (ar e sangue) em ferimentos abertos no tórax e nas vias respiratórias. A força exercida deve ser apenas a suficiente para. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO. conforme P 604 e previna o estado de choque. b. em vítima sentada ou de pé. v. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 71 Visto do Ajudante Geral P 403 – TRAUMA TORÁCICO 1. remover o peso no sentido axial e alinhar a cabeça com o eixo longitudinal. em pelo menos dois pontos). Mantenha a coluna cervical alinhada em posição neutra. iii. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Desvio de traqueia – no pneumotórax hipertensivo.

Em ferimentos abertos com evisceração. vi. tonteira. i. Mantenha as vias aéreas pérvias. vii. iii. ii. Monitore sinais vitais e nível de consciência. taquicardia. v. vi. Não ofereça nada para a vítima ingerir. sempre que possível. Rigidez e/ou dor abdominal. sede. cubra os órgãos exteriorizados com compressa úmida (com soro fisiológico 0. Estabilize objetos encravados com compressas volumosas sem removê-los. sangue etc. TRANSPORTE 4. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 72 Visto do Ajudante Geral P 404 – TRAUMA ABDOMINAL 1. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES . Objetos encravados no abdômen. iv. v. vii. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Indícios de estado de choque (fraqueza.) da vítima para prevenir hipotermia. conforme P 604.) sem causa aparente. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 2. x. Em ferimentos abertos sem evisceração. controle a hemorragia com curativo compressivo. ii. 3. fria e úmida etc. Conduta. Remova roupas molhadas (água. Aqueça a vítima com manta aluminizada. Exposição de órgãos da parede abdominal (evisceração). AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Trauma (aberto. penetrante) no abdômen. Vômito contendo sangue (hematêmese). Sinais e sintomas: i. ansiedade. pele pálida.  Jamais tente recolocar as vísceras expostas dentro da cavidade abdominal devido ao risco de contaminação dos segmentos com possível infecção e de morte do paciente. Posicione a vítima em posição decúbito dorsal.9%) e cubra esta compressa com plástico estéril para reter o calor. Hemorragia vaginal ou pelo reto. b. viii. iv. iii. ix. Administre oxigênio. taquipneia. fechado.

xi. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 73 Visto do Ajudante Geral P 405 – TRAUMA PÉLVICO E GENITAL 1. ix. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. iv. TRANSPORTE 4. viii.9%) e cubra esta compressa com plástico estéril para reter o calor. v. Em ferimentos abertos sem evisceração. vii. vi. e amarre-o com bandagens. Forneça oxigênio conforme P 604. Hipotensão sem causa aparente. Sinais e sintomas: i. cubra os órgãos exteriorizados com compressa úmida (com soro fisiológico 0. Não ofereça nada para a vítima ingerir. Em ferimentos abertos com evisceração. xi. escoriações e hematomas na pelve. começando da extremidade para o tronco. Posicione a vítima em decúbito dorsal. Aqueça a vítima com manta aluminizada. iii. controle a hemorragia com curativo compressivo. Em caso de hemorragia vaginal. Mantenha as vias aéreas pérvias. viii. ântero-posterior e em sínfise púbica). Estabilize objetos encravados com compressas volumosas sem removê-los. Conduta: i. ii. Crepitação à palpação. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . podendo ser duas abaixo do joelho (pernas) e duas acima (coxas). Pode ainda ser utilizada a técnica do uso do imobilizador dorsal (tipo KED) invertido. ii. a. v. Ferimentos pélvicos abertos com evidências de fratura. Outros indícios de estado de choque sem causa aparente. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 2. Remova roupas molhadas (água. sempre que possível. desde a virilha até os pés. Hemorragia vaginal ou pelo reto. Queixa de dor na pelve. Presença de sangue na urina (hematúria). iii. Edema progressivo. iv. pois repetidas manipulações nos exames podem agravar a situação da vítima. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Rotação do membro inferior (interno ou externo). Monitore sinais vitais e nível de consciência. vi. 3. sangue etc.) da vítima para prevenir hipotermia. cubra-a com absorvente higiênico (não se deve introduzir nada no canal vaginal). xii. Objetos encravados na pelve. vii. ix. Havendo indícios de fratura pélvica. utilize um cobertor enrolado (ou equivalente) entre as pernas do paciente. x. Realize palpação suave na pelve durante a avaliação física (látero-lateral. Deformidade pélvica.  O exame físico da pelve (que é feito com palpações suaves) deve ser realizado somente uma vez. x. xiii.

conforme Módulo 200. TRM etc. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . Efeitos da corrente elétrica no corpo: i. 3. Parada Cardiorrespiratória. Avalie a queimadura. v. Trate parada cardiorrespiratória. Se possível. Mesmo que o paciente pareça estável. vii. Mantenha vias aéreas pérvias. forneça oxigênio. viii. ii. Hemorragia decorrente de lesões associadas. esteja preparado para complicações que envolvam vias aéreas ou circulação. Desligue a fonte de energia ou afaste o paciente (com segurança) desta fonte. ejeções etc. antes de iniciar o atendimento. localize o ponto de entrada e de saída da corrente elétrica (para posterior tratamento da lesão). viii. 2. Laceração. Polícia Militar etc. nem sempre as queimaduras são o problema mais grave. Acione outros órgãos. conforme P 604. hemorragias. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 74 Visto do Ajudante Geral P 406 – CHOQUE ELÉTRICO 1. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Conduta: i. iv. ii. Trate as lesões potencialmente associadas ao choque elétrico conforme os protocolos específicos (fraturas. TRANSPORTE 4. Arritmias cardíacas. Garanta a segurança de todos os envolvidos na cena. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Queimaduras. Alteração do nível de consciência. Lesões associadas com trauma (quedas. b. Amputação traumática. Monitore o esforço respiratório e esteja preparado para assistência ventilatória. Se necessário. TCE. traumas a órgãos internos e até mesmo fraturas podem ocorrer. iii. iii.  Choques elétricos podem causar parada cardiorrespiratória.  Em choques elétricos. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a.). Dispneia. caso haja. danos ao Sistema Nervoso Central (SNC). ii. se necessário (concessionárias de energia. iii. se houver. e trate-a conforme P 411. Conduta: i. vii. v.). Monitore o paciente e esteja preparado para usar o DEA. iv. vi.  Não toque na vítima antes que o circuito tenha sido interrompido.). Previna estado de choque. vi.

Ferimentos abertos: laceração. mas não use gelo seco. ou parte dele em um recipiente envolto com gaze estéril embebida com soro fisiológico ou Ringer Lactato dentro de um recipiente estéril (de preferência). Dor no membro amputado (dor fantasma). 3. 6. discreto ou ausente. Conduta: 1. 5. c. mas não tente desbridamento nem lavá-la. Oriente quem ficou na cena de como preservar e encaminhar a parte amputada para o hospital de referência. Retire objetos sólidos macro. Nunca complete uma amputação parcial. Dor e hemorragia intensa. Transporte a parte amputada com o paciente. Não imersa a parte amputada diretamente em solução salina. Sangramento e dor local ou irradiando (conforme local e profundidade). ii. 9. Sinais e sintomas: 1. Imobilize a parte amputada para evitar lesões adicionais. mas não esfregue. Evidente falta do membro. 2. Limpe a superfície ferida. escoriação. Coloque o membro amputado. . Sinais e sintomas: 1. Ponha o paciente deitado. Não aumente a circulação. Previna o choque e forneça oxigênio. Trate o choque e ministre O2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. 2. 5. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 75 Visto do Ajudante Geral P 407 – FERIMENTOS ESPECÍFICOS 1. Sinais e sintomas: 1. se não há suspeita de TRM. ii. d. Ferimento em que parte de tecidos é arrancada do corpo. 11. de preferência com pinça. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 2. 4. 4. 3. Objetos encravados e empalados: i. retire ou corte as roupas do paciente. Adote os mesmos procedimentos para amputação. Sinais e sintomas: 1. Não coloque a parte amputada em contato direto com gelo. 2.  O transporte do paciente não deve ser atrasado para se procurar a parte amputada. 3. 7. 10. Objetos encravados são aqueles que penetram a pele e se fixam criando orifícios não naturais ao corpo. Conduta: 1. b. Mantenha o paciente deitado e calmo. ii. Sangramento excessivo. conforme P 408. Controle a hemorragia. Conduta: 1. incisão e punção: i. 2. Limpe a superfície do coto do membro amputado. Coloque o recipiente com o membro amputado dentro de outro recipiente com gelo. Exponha a ferida. Amputação: i. 8. Contenha a hemorragia. Avulsão: i. em uma posição de conforto. conforme P 408.

(c) Previna o estado de choque e forneça O2. se disponível. Objetos encravados / empalados em outros locais (que não o olho e a bochecha): (a) Estabilize o objeto com curativo volumoso. (b) Se não possível cortar. (d) Contenha hemorragia com compressa entre os dentes e a bochecha e faça curativo externamente. (b) Cubra o olho não afetado. Objetos empalados são aqueles que penetram por orifícios naturais do corpo e nele permanecem. (c) Previna o estado de choque e forneça O2. não o imobilize. (d) Dê suporte emocional ao paciente. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . 3.  Em caso de objeto encravado no tórax. (b) Se objeto estiver em estruturas mais profundas (ex. tente cuidadosamente cortar o objeto. (d) Imobilize o objeto com curativo volumoso. 4. (c) Se não possível transportar nem cortar. Deixe-o “pulsar” com o coração. facilitando a drenagem da boca. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. que esteja movimentando-se de forma rítmica. Conduta: 1. Objetos encravados no olho: (a) Estabilize o objeto com curativo estéril e rolos de ataduras. (d) Dê suporte emocional ao paciente. Objeto estacionário ou fixo encravado / empalado: (a) Se possível.: palato) imobilize-o no lugar. (c) Mantenha vias aéreas abertas. 2. TRANSPORTE 4. ii. tente transportá-lo com o paciente. (f) Prepare-se para realizar aspirações. Acione o SAV. conforme os batimentos cardíacos. que presumivelmente atingiu o coração. (e) Considere a possibilidade de dentes soltos e outros objetos sólidos na boca do paciente e os retire. 3. Objetos encravados na bochecha com hemorragia profusa ou dificultando a respiração: (a) Remova objetos encravados se isto puder ser feito sem resistência. Cubra-o com um copo firmemente fixado para impedir toques e movimentações. tente retirá-lo devagar. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 76 Visto do Ajudante Geral 2. a menos que esteja impedindo a RCP. (b) Não remova o objeto.

sede. 5. Vômito com sangue (hematêmese) ou tosse contendo sangue (hemoptise). Rigidez e/ou dor abdominal. 4. Sinais e sintomas: 1. Trauma (aberto. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 77 Visto do Ajudante Geral P 408 – HEMORRAGIA 1. Presença de sangue de coloração de intensidade intermediaria aos anteriores. após a ausência de pulso periférico. Hemorragia externa. 2. de origem traumática. Deve-se sobrepor as compressas em hemorragia aguda. taquicardia. ansiedade. penetrante) em tórax. a hemorragia reiniciar. Não oferecer nada para a vítima ingerir. 2. Hemorragia vaginal (metrorragia) ou pelo reto. Imobilizar fraturas. Perda sanguínea (arterial. o quanto antes para reduzir lesões internas. fechado. (e) Se após a utilização do torniquete. 4. Remover roupas molhadas (água. fria e úmida. mas com escoamento lento (hemorragia capilar). Fraturas em ossos longos. ii. Aquecer a vítima com manta aluminizada. 7. Não aplique a compressa diretamente sobre a pele. 2. deve-se confeccionar outro torniquete próximo ao primeiro. até que cesse o sangramento. Posicionar a vítima em decúbito dorsal. 3. abdômen ou pelve. 4. Monitorar sinais vitais e nível de consciência. 4. hipotensão. b. Hemorragia interna: i. 7. conforme P 409.) sem causa aparente. ou torniquete comercial): (a) Coloque o torniquete 5 cm antes do local da lesão (posição proximal). 6. 2. 5. Presença de sangue de coloração vermelho vivo. pele pálida. (b) Uma vez administrado o torniquete não o afrouxe mais. Faça compressão direta com compressa seca e bandagem. ii. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 2. Aplicar compressa fria sobre o possível local da hemorragia. Presença de sangue de coloração vermelho escuro inicialmente com saída contínua (hemorragia venosa). bandagem não estreita. sem a remoção da anterior. alteração da consciência etc. (d) Anote o horário de administração e informe aos profissionais de saúde no hospital. (f) Na utilização do esfigmomanômetro deve-se inflar o manguito com controle de percepção de pulso distal. Administrar oxigênio conforme P 604.) da vítima para prevenir hipotermia. 9. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. deve-se inflar o manguito mais 60 mmHg. tonteira. ao menos 5 cm. Sinais e sintomas: 1. 3. taquipneia. apenas nos casos em que a pressão direta for ineficiente. i. Utilize torniquete para controlar hemorragias externas graves. Manter as vias aéreas pérvias. (c) Mantenha o torniquete exposto. Conduta: 1. venosa ou capilar) que sai de pontos de ruptura de tecidos. geralmente em jatos sincrônicos (hemorragia arterial). sangue etc. caso haja. 3. . Sangramento por orifícios naturais do corpo. Utilize torniquete (com manguito do esfigmomanômetro. Conduta: 1. 6. 3. 8. Indícios de estado de choque (fraqueza.

posicione compressas envolvendo o objeto e aplique pressão sobre as compressas. Cuidado para não pressionar o objeto e introduzi-lo ainda mais. em grandes hemorragias.  Em caso de objeto encravado no membro.  O sangue pode ficar retido nas roupas da vítima. certificando-se que não há perda de pressão durante o deslocamento. Use compressa seca para remover excesso de detritos da lesão (sem fricção excessiva). Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 78 Visto do Ajudante Geral Monitore o esfigmomanômetro. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES . 7. deve-se primeiro conter a hemorragia para depois imobilizar o membro. A vítima pode ter mudado de local. Aqueça a vítima com manta aluminizada. com hemorragia.  Não lave a lesão com soro fisiológico. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. 6. impedindo ao socorrista ver o volume deixado na cena da hemorragia. pois isso favorece o aumento ou retorno da hemorragia. no chão. areia. 5. TRANSPORTE 4. 3. grama etc. Administre oxigênio conforme P 604. Em fraturas expostas.

(b) Avalie pulso distal antes e depois da aplicação da tala. iii. ii. . imobilize na posição encontrada. sensibilidade e motricidade depois de aplicar talas de imobilização.  Considere todo ferimento aberto próximo a local de lesão músculo esquelética como possível fratura aberta. (d) Imobilize uma articulação acima e outra abaixo do local lesionado. 2. se presente. 3. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 79 Visto do Ajudante Geral P 409 – LESÕES MÚSCULO ESQUELÉTICAS 1. b. Procedimentos comuns a todos os tipos de lesões: i. pode ser aplicado indiretamente gelo ou compressa fria no local. ou glúteos. pé ou tornozelo. Manualmente imobilize a articulação acima e abaixo do local lesionado. perfusão capilar. 2. Aplicação da tala de tração de fêmur: i. Trate hemorragia. Mantenha a cabeça e coluna cervical imobilizadas manualmente. (b) Lesões envolvendo o joelho. (e) Lesões em perna. Esmagamento de músculo da coxa e/ou fêmur. Imobilize o membro lesionado conforme as seguintes diretrizes: 1. (b) Meça a tala e a aplique. (c) Imobilize o membro na posição encontrada. em caso de mecanismo de lesão significativo. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. ou suspeita de TRM. imobilizando o membro e a articulação acima e abaixo do local lesionado. vii. ii. v. 2. sensibilidade e motricidade distais antes de aplicar talas de imobilização.  Imobilize fratura aberta (com exposição óssea visivel) na posição encontrada. (d) Reavalie pulso distal. conforme P 101. Remova ou corte as roupas do membro lesionado. respiração e circulação adequadas. (c) Mantenha o pé e a mão em posição funcional (neutra). Remova relógio e jóias da extremidade afetada. Fratura aberta do fêmur. Indicação: 1. Fraturas de fêmur associadas a: (a) Fraturas em extremidades. iv. Conduta: i. Assegure vias aéreas pérvias. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Fraturas fechadas em terço médio (diáfise) do fêmur. Se houver resistência ao movimento ou presença de dor significativa. Avalie pulso distal. (c) Lesões envolvendo pelve. ii. Se houver edema. vi. Contraindicação: 1. Ossos longos: (a) Se o osso estiver angulado tente alinhar o membro aplicando tração manual antes de imobilizar com talas. Não faça excessiva compressão. (d) Amputação parcial ou avulsão com separação óssea no membro. Lesões nas ou próximo às articulações: (a) Aplique estabilização manual. perfusão capilar.

 Administre O2 conforme P 604. TRANSPORTE 4. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 80 Visto do Ajudante Geral 3. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO  Trate o choque. . AVALIAÇÃO CONTINUADA 5.

Lesões nos olhos: i. Em caso de sangramento pelo ouvido (otorragia). transporte o dente avulsionado em copo com leite (preferencialmente) ou soro fisiológico. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 81 Visto do Ajudante Geral P 410 – LESÕES NA CABEÇA E PESCOÇO 1. ponha a vítima sentada com a cabeça levemente inclinada para frente. Coloque a parte avulsionada em um plástico estéril ou gaze. Lesões faciais: i. 7. com uma ponta dele para fora da boca (para facilitar sua retirada se necessário). Em avulsão (perda de tecido) use compressa em abundância. Caso o objeto encravado obstrua as vias respiratórias. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Não havendo suspeita de TCE ou TRM. Em cortes externos. 2. utilize diversas camadas de compressa começando atrás da orelha e depois na sua frente. preferencialmente resfriados. 4. c. 2. Conduta: 1. Estabilize objeto encravado com várias camadas de gaze/compressas e cubra o objeto com copo plástico. 2. 5. Mantenha a compressão das narinas pelo tempo necessário para se controlar a hemorragia. 4. preferencialmente resfriados. deve-se prender suas mãos na ou maca para evitar que possam remover o curativo agravando a lesão. 3. utilize o aspirador para garantir as vias aéreas pérvias. Lesões em orelhas: i. Em caso de avulsão do olho. Em cortes internos. Deve-se atentar com o risco de aspiração do curativo. Conduta: 1. se disponível. Não faça compressão direta no globo ocular. 4. contenha a hemorragia com curativo compressivo no local. 6. faça curativo compressivo no local. contenha a hemorragia com curativo compressivo no local. 6. mantenha a vítima sentada com a cabeça levemente inclinada para frente. Coloque a parte avulsionada em um plástico estéril ou gaze. . 8. 6. 5. Não oclua as narinas com curativos. Estabilize objetos encravados/empalados sem removê-los e sem obstruir as vias respiratórias. 7. Em caso de avulsão de dente em traumas isolados (acidentes domésticos). não tente recolocá-lo na cavidade orbital. Lesões em nariz: i. utilize o aspirador para garantir as vias aéreas pérvias. Em caso de lesão com hemorragia na orelha. Coloque a parte avulsionada em um plástico estéril ou gaze. Remova próteses dentárias. Conduta: 1. Estando a vítima em prancha longa. inclusive o não afetado. conforme P 407. Em avulsão (perda de tecido) use compressa em abundância. siga P 407. Em lacerações. 3. preferencialmente resfriados. Trate queimaduras conforme P 411. sem impedir a saída de sangue e líquor. Em avulsão (perda de tecido) use gaze/compressa em abundância. apertando-se suas narinas. faça curativo frouxo cobrindo toda a orelha. Não havendo suspeita de TCE ou TRM. 5. d. 2. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 2. Estando a vítima em prancha longa. orientando a respirar pela boca. b. Não lave o ferimento em caso de corte ou objeto encravado. caso obstruam a respiração. para se evitar o toque no mesmo. permitindo-se a drenagem de sangue pela boca. 3. sem tocar na raiz do dente. Conduta: 1. nem limpá-lo. 3. Em vítimas inconscientes ou desorientadas. Cubra os olhos com curativo oclusivo seco. 4.

COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES . 7. A borda do curativo deve ultrapassar ao menos 5 cm da borda do ferimento. 4. Faça curativo oclusivo com material não aspirável através do ferimento aberto. Se o mecanismo de lesão puder causar lesão cervical. 2. Não permita que a bandagem obstrua as vias aéreas nem a circulação do pescoço. mas não pressione ambos os lados ao mesmo tempo. 6. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Conduta: 1. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 82 Visto do Ajudante Geral e. TRANSPORTE 4. imobilize o pescoço com colar cervical. Coloque uma bandagem sobre o curativo oclusivo. 3. Lesões no pescoço: i. Aplique a pressão necessária para parar o sangramento. 3. Faça compressão direta no local com a sua mão enluvada. Mantenha as vias aéreas pérvias. 5.

folículos pilosos e glândulas sudoríparas com possível destruição óssea. branca pálida (aspecto de couro) ou carbonizada. dor e pelos nasais chamuscados). Verifique o tipo de queimadura: i. não há dor porque as terminações nervosas responsáveis pela sensibilidade à dor foram também queimadas. ii. d. b. Químicas. Extensão de uma queimadura – regra dos 9: i. Percentual da superfície corporal: Figura 12 . face. virilha. iii. Primeiro Grau (superficial): atingindo apenas a primeira camada da pele (epiderme). Elétricas. Mantenha a cena segura. Terceiro Grau (profunda): pode atingir todas as camadas como tecido gorduroso. Segundo Grau (moderada): flictenas. aspecto rosado. edema. eritemas e manchas e é muito dolorosa. com tecidos negros e sem vida. b. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 83 Visto do Ajudante Geral P 411 – QUEIMADURAS 1. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Primeiro Grau (superficial): seca. iv.Regra dos “9” para estimativa do percentual da área de superfície do corpo queimada. ossos e órgãos. Profundidade da queimadura: i. Em mãos. causa bolhas (flictenas). genitália. Queimaduras associadas a: . caracteriza-se por ser uma queimadura dolorosa. 2. Terceiro Grau (profunda): seca. aspecto húmido (exsudativo). ii. Em vias aéreas (manifestadas por dificuldade respiratória. músculos. nas bordas poderá haver queimaduras de primeiro e segundo grau. pés. nádegas. Queimaduras elétricas. aparência esbranquiçada. ii. iii. A pele fica avermelhada. coxas e queimaduras circunferenciais do tronco ou dos membros. nervos. edema mínimo ou ausente. c. vasos. mas que regride em poucos dias. ii. De 2º e 3º graus em mais que 20% da área do corpo. iii. destruição total de terminações nervosas. Aspectos da queimadura: i. v. São queimaduras graves: i. rubor. rígida e sem elasticidade. Térmicas (pelo frio e pelo calor). iii. Segundo Grau (moderada): queimadura mais profunda (epiderme + derme). DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. Retire a vítima do ambiente hostil.

Remova anéis. iii. 4. A queimadura deverá ser protegida do ar. Em queimaduras elétricas verifique sempre dois possíveis locais de lesão. Idade maior de 55 anos e menor 5 anos. xiii.  Cuidado ao resfriar paciente pediátrico. ii. este tipo de queimadura pode levar a vítima a PCR . ix. até a chegada ao hospital. limitando-se a no máximo 10% da área corporal total. Corte as roupas aderidas a pele. Em queimaduras químicas por substâncias em pó. e. Trate lesões adicionais. edema. Não fure nenhuma bolha. Dedos queimados devem ser separados com gaze. Em caso de lesão ocular por agentes químicos. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Isso pode acelerar o estado de choque. 3. lave abundantemente. relógios e joalherias.  A extensão aparente da lesão tecidual em uma queimadura elétrica. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 84 Visto do Ajudante Geral 1. se a queimadura for causada por substâncias líquidas.  Os pacientes queimados podem ter outras lesões e o aspecto da queimadura não pode desviar a atenção dos socorristas de lesões com risco de vida. Primeiro Grau (superficial): dor que suaviza com o frio e hipersensibilidade. irrigar durante todo o transporte. v. vi. b. Em queimaduras térmicas por calor. se disponível.esteja preparado para realizar RCP. A solução salina deve ser utilizada na limpeza apenas em ausência de água. a lavagem deve durar pelo menos 15 minutos. choque. Sinais e Sintomas: i. resfrie a área afetada com água potável ou soro fisiológico frios (ideal entre 12ºC e 18ºC). viii. f. Cubra o olho queimado e o não queimado com compressa de gaze umedecida com soro fisiológico. Fraturas em ossos longos. removendo as roupas não aderidas a pele. xi. A palma de uma das mãos da vítima (incluindo os dedos) equivale a aproximadamente 1% da superfície corporal. Considere acionar SAV. x. da poeira e outras sujeiras. xii. do vento. xiv. Procure saber a natureza química e o tempo de ação dos produtos. não reflete com exatidão a gravidade da lesão. raspe antes de lavar. Trate sempre como grave. Conduta: i. Aqueça o paciente durante o transporte. iii. Exponha o corpo do paciente. TRANSPORTE a.  A regra de resfriar apenas 10% da superfície corpórea se refere apenas a queimaduras de 2º e 3º grau. Previna o estado de choque e forneça O2 conforme P 604. Segundo Grau (moderada): dor e hipersensibilidade. possibilidade de porta de entrada e de saída na queimadura elétrica. Não utilize gelo ou água em temperatura inferior à supracitada. Transporte a um centro de referência. para evitar hipotermia. por no mínimo 10 minutos. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . com água corrente. ii. iv. 2. Terceiro Grau (profunda): indolor. Frequentemente. Cubra a área queimada com curativo estéril umedecido com soro fisiológico ou use o Kit de Queimaduras da UR. Determine a área afetada e a profundidade. vii. Em ambos os casos. tentando retirar a maior quantidade possível.  Em pequenas queimaduras pode-se usar a regra das palmas para estimar a área da superfície corporal queimada.

5. 19 do Estatuto do Idoso). Conduta: i. responsáveis por ela ou parentes. lavar-se. nos termos da Lei Federal Nº 11. Mantenha o fato sobre estrita confidencialidade. ii. Não relate detalhes do fato ao COBOM / SOU / SOF próximo a vítima. caso não tenha sido feito pelos órgãos policiais. iii. iii. 3. 2. Conselho Nacional do Idoso. Alterações emocionais: vítima chorosa. vi. Tranquilize a vítima e forneça apoio emocional. vi. Não expresse julgamento da situação. Havendo sangramento na vagina. iii. caso não tenha sido feito. Não limpe secreções da área genital e anal. se indicado. Dor e sangramento no local do abuso. a Unidade deve acionar o conselho tutelar nos termos do Art. a menos que haja sangramento abundante a ser contido. acionar a autoridade policial. acione a polícia. Atenção com sua segurança. v. Tente preservar a cena do crime para a atuação da perícia. 3. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 85 Visto do Ajudante Geral P 412 – VIOLÊNCIA SEXUAL 1. desencoraje a vítima a trocar de roupa. Se a vítima for menor de idade. . O agressor pode estar por perto. iv. ii. Mantenha uma atitude de cuidado do paciente. Administre O2. Lesões faciais com hemorragia profusa são comuns. TRANSPORTE 5. urinar e defecar a fim de preservar evidências. caso não tenha sido feito pelos órgãos policiais: 1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. caso não tenha sido feito antes.  Não tente examinar a área genital e anal. iii. Ministério Público.340. a Unidade deve acionar as autoridades competentes (Art. de 7Ago06 – Lei Maria da Penha. Trate lesões específicas conforme protocolos específicos. iv. iv. ii. 2. vii. b. Socorrista do mesmo sexo da vítima pode melhor se relacionar com ela se a mesma encontra-se em crise emocional. Conselho Estadual do Idoso. Tão logo confirme a violência sexual. Tanto quanto possível. v. AVALIAÇÃO CONTINUADA 4. 4. 12 do ECA. Se a vítima for idosa. Não introduza compressa no canal vaginal. vii. Conselho Municipal do Idoso. Administre oxigênio conforme P 604. Outras lesões difusas. faça curativo compressivo. Relate no REDS / RAPH todos os fatos observados e tratamentos oferecidos. ii. Autoridade policial. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Se a vítima for mulher. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES i. v. Conduta: i. Sinais e sintomas: i. Esteja alerta ao choque e trate-o. iv. além dos encaminhamentos acima.

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 86 Visto do Ajudante Geral MÓDULO 500 .Emergências Ambientais - .

Afogamento > 1 hora. É encontrado em cerca de 87% dos casos. ou sinais evidentes de morte. comprovada por tempo de submersão superior a 1 hora ou sinais evidentes de morte. acione perícia. d. Já cadáver . (b) Não há necessidade de oxigenação ou hospitalização. Afogamento é a aspiração de líquido não corporal por submersão ou imersão. Sinais e sintomas: (a) Sem tosse.AFOGAMENTO 1. (b) Aquecimento corporal. sem pulso radial. Afogamento Secundário . com pulso. Grau Resgate: 1. .é a morte por afogamento sem chances de iniciar RCP. Não tem causa precipitante. 5 Parada respiratória. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. Conduta: (a) Repouso. 6 Parada cardiorrespiratória (PCR). Classificação do afogamento: Grau Sinais 1 Tosse sem espuma na boca / nariz. 2. e. Grau Resgate .ocorre quando a vítima é resgatada da água e não apresenta tosse ou espuma na boca e/ou nariz. Sinais e sintomas mais comuns e conduta: i. repouso e tranquilizar a vitima. 4 Grande quantidade de espuma na boca / nariz. aquecimento e medidas que visem o conforto e tranquilidade do paciente. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 87 Visto do Ajudante Geral P 501 . 2. podendo apresentar espuma em boca e nariz. b. Ocorre o quadro de asfixia. 2. Ocorre em 13% dos casos de afogamento. podendo ser liberada após recuperação. 2 Pouca espuma na boca / nariz. Fonte: adaptado de Szpilman 2015. com pulso radial. A vítima apresenta cianose e congestão. iii. Afogamento primário . Afogamento Grau 2: 1. 3 Grande quantidade de espuma na boca / nariz. c. ii. Conduta: (a) Avalie e libere do local. Sinais e sintomas: (a) Tosse sem espuma na boca ou nariz. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Afogamento Grau 1: 1. Sinais e sintomas: (a) Pouca espuma na boca e/ou nariz. JÁ CADÁVER Não inicie RCP. Conduta: (a) Oxigênio a 5 litros/min. f.3 Classificação do afogamento. sem espuma na boca/nariz nem dificuldade na respiração. 2. (c) Encaminhar ao Hospital. com cateter nasal. Quadro .é o tipo mais comum de afogamento.é o afogamento causado por patologia ou incidente associado que o precipita.

Caso não haja pulso. Sinais e sintomas: (a) Muita espuma na boca e/ou nariz sem pulso radial. (c) Encaminhar ao Hospital. Afogamento Grau 3: 1.pode haver parada respiratória – utilize o oxímetro de pulso. 2. o socorrista deve fornecer até 10 ventilações antes de retirar da água. Afogamento Grau 4: 1. forneça O2. (b) Observe a respiração com atenção . Afogamento Grau 6: 1. (d) Encaminhar ao Hospital.  Se paciente estiver na água. previna ou trate o choque. (d) Após sucesso da RCP. Se quando chegou ao local a vítima já estava fora da água. (c) Posição lateral de segurança sobre o lado direito. Sinais e sintomas: (a) Parada respiratória com pulso carotídeo ou sinais de circulação presente.vítima atendida posteriormente FORA DA ÁGUA). (e) Encaminhar ao Hospital. (c) Após retornar a respiração espontânea .  Se o socorrista presenciou o processo de afogamento e retirou o paciente da água (salvamento aquático) executa o ABC. 2. Conduta: (a) Verifique o ABC (afogamento presenciado) e/ou CAB (afogamento não presenciado – vítima atendida posteriormente). Conduta: (a) Trate na sequência ABC (afogamento presenciado . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 88 Visto do Ajudante Geral iv. Afogamento Grau 5: 1. fornecer 5 respirações de resgate. proceder a RCP com uso de DEA e O2. com máscara de não reinalação. (b) Reanimação Cardiopulmonar (RCP) conforme Módulo 200 com a diferença que se paciente na água o socorrista deverá fornecer até 10 ventilações de resgate antes de retirar da água. Conduta: (a) Oxigênio a 15 litros/min.utilize oxímetro de pulso. 2. depois. se for possível executar com segurança. executa o CAB conforme módulo 200. 3.aqueça o paciente. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES . vii. (b) Ventilação com BVM com O2 a 15 l/min . Conduta: (a) Oxigênio por máscara de não reinalação a 15 litros/min no local do acidente. 2. TRANSPORTE 5. v. (d) Posição lateral de segurança sobre o lado direito. o socorrista deverá realizar a técnica VOS. verifica-se o C. Sinais e sintomas: (a) Muita espuma na boca e/ou nariz. vi. Sinais e sintomas: (a) Parada Cardiorrespiratória (PCR). (b) Posição lateral de segurança sobre o lado direito. (c) Após retirada da água. AVALIAÇÃO CONTINUADA 4. sem respirar. trate como grau 4.  Em afogamento classificado no grau 2 ao grau 6 . se puder fazer com segurança (equipamento apropriado e pessoal devidamente dimensionado).trate como grau 4. conforme P 208.VÍTIMA NA ÁGUA) e/ou CAB (afogamento não presenciado . com pulso radial. mantendo A e B. com retorno da consciência.

8. Administre por via oral líquidos sem álcool. Sinais e sintomas: i. Constate Mal Descompressivo (MD) a partir dos sinais e sintomas característicos. 2. Fadiga. O uso de O2 a 100% para acidentes de mergulho com vítimas respirando. 2. 4. 7. Se sim: ii. sem umidificador. 5. Deixe o paciente deitado de lado. 7. 6. boca espumante e sangrenta. ii. será sempre com válvula de demanda e sem umidificador. 2. Fraqueza fora do normal. Coceira. Se não: i. 3. cabeça para cima ou sentado. Para pacientes em parada respiratória ou cardiorrespiratória será sempre com bolsa válvula-máscara com O2 a 15 l/min. 10. para reidratá-lo. b. Proteja o paciente do calor excessivo. A primeira referência é o hospital mais próximo. Transporte imediatamente para o hospital mais próximo. 9. Mantenha uma via aérea aberta. queixa principal e Escala de Coma de Glasgow. Dificuldade de respirar. Caso o paciente esteja respirando por si mesmo forneça O2 a 100%. Erupção na pele. Continue fornecendo O2 durante o transporte mesmo que haja melhora. estando conscientes ou não. 2. 4. Tonteira. Transporte ao hospital mais próximo. não contenha o paciente. Mesmo que aplicando os primeiros socorros o paciente apresente melhora. iii. para reidratá-lo. Aqueça o paciente. tosse severa. com corpo nivelado. 6. Deixe o paciente de lado. (b) Graves 1. 3. 5. Caso o paciente esteja consciente administre por via oral líquidos sem álcool. Esteja atento para sintomas mais sérios. 3. O acidente não é relacionado ao mergulho. sempre. com a cabeça amparada. 2. dificuldade de ver e falar. ii. Verifique se o paciente respirou debaixo d’água usando um aparato com ar comprimido: 1. Caso necessário inicie RCP. Diminuição ou perda de consciência. Em caso de convulsões. como sucos de fruta. Nunca deixe um mergulhador acidentado com a cabeça para baixo. 1. Conduta. iv. Administre O2 a 100%. (b) Se sintomas são graves: 1. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 89 Visto do Ajudante Geral P 502 – ACIDENTES DE MERGULHO 1. Ficou comprovado que nestas posições ele desenvolve embolia e edema cerebral mais rapidamente. com o corpo nivelado e a cabeça amparada. não interrompa o fornecimento de O2 até que o mesmo esteja dentro de um hospital. Dores nas articulações. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 2. (a) Se sintomas são moderados: 1. 3. como sucos de fruta. . sendo atendido por um médico. 6. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Classifique o paciente na Escala de Coma de Glasgow – ECG. Paralisia e formigamento. Verifique se os sinais e sintomas são moderados ou graves: (a) Moderados. 4. i. mesmo durante o transporte. Encaminhe ao hospital mais próximo. ampare sua cabeça e pescoço. frio umidade e vapores nocivos. Convulsões. 5. Aqueça o paciente. abdômen e região lombar.

Não coloque a vítima de mergulho em uma aeronave de asa rotativa antes de 12 horas após o mergulho.  São sinais e sintomas de embolia arterial gasosa (EAG): Alteração do nível de consciência. formigamento ou fraqueza. trate como mal descompressivo e inicie os primeiros socorros até conseguir um histórico detalhado sobre os fatos e auxílio de um médico hiperbárico.  Após alguns minutos ou horas respirando gás comprimido (mergulho autônomo ou dependente) a manifestação de sinais e sintomas característicos pode exigir a imediata remoção para um serviço de medicina hiperbárica. sem antes fornecer O2 e encaminhar ao hospital mais próximo do local do acidente por ambulância terrestre. tosse e vertigem. confusão mental. Pode estar associado com pneumotórax. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 90 Visto do Ajudante Geral 3. dores de cabeça ou qualquer alteração neurológica. cegueira parcial ou total. paralisia. desidratação devido à altitude e induzir a doença descompressiva (DD). Caso seja estritamente necessário o deslocamento aéreo.  Os principais sinais e sintomas de DD acontecem até 2 horas após o mergulho. perda do controle de bexiga ou intestino. Conduta: i. dores no peito. confusão mental. AVALIAÇÃO CONTINUADA 4. fraqueza. inclusive em profundidades pequenas.  Não perca tempo tentando diagnosticar se foi DD ou EAG. TRANSPORTE a. .  Os principais sinais e sintomas de EAG acontecem até meia hora após o mergulho. O voo após o mergulho pode provocar doença descompressiva através da produção e expansão de bolhas já existentes. amortecimento. dores de cabeça. Pode ocorrer em qualquer mergulho respirando gases comprimidos. iii. principalmente após um mergulho repetitivo longo e de saturação.  Os sintomas de Doença Descompressiva (Bends) são: dores articulares. paralisia. inconsciência. 5. o piloto deve buscar realizar o voo evitando atingir altitudes elevadas. como a 1 metro. visando o bem-estar do paciente. São sintomas menos comuns: dores nas costas ou abdominais. enfisema do mediastino e/ou subcutâneo na região do pescoço e tórax. falta de ar. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO  O ambiente físico do mergulho afeta o corpo e pode resultar em problemas de saúde. ii. Nem todos os médicos estão familiarizados com os sinais e sintomas de doenças de mergulho.

xvi. aranha. iii. EXCETO PARA PICADAS DE COBRAS.Identifique o animal agressor (cobra. iii. Vômito. Deite o paciente. Hemorragia nasal (epistaxe). viii. ix. IBAMA etc. Inchaço no local da inoculação (edema). xviii. . xiii. com o paciente na posição decúbito dorsal. Caso o paciente esteja dispneico. ii. Não deixe o paciente se movimentar excessivamente. 2. xii. vii. viii. Sinais e sintomas: i. xv.O socorrista deve manter o membro no mesmo nível do coração. Mantenha a cena segura. Não corte ou perfure a pele para extrair sangue. Dor no local da inoculação. esprema ou aspire o local da inoculação. Sudorese. Hemorragia no local da inoculação. iv. insetos. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 91 Visto do Ajudante Geral P 503 – ANIMAIS PEÇONHENTOS / PERIGOSOS 1. v. Dificuldade respiratória (dispneia). x. xiv. se possível). Dormência. morcego) se possível. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. vi. Lave o local da lesão (inoculação.Identifique o local da inoculação (identificar com caneta. vi. coloque-o na posição semi-sentada. Ansiedade. Não aperte. braceletes e outros objetos que possam fazer constrição no membro afetado. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. v. Conduta: i. Hemorragia por vias urinarias (hematúria).Mantenha o paciente calmo e em repouso. Vermelhidão no local da inoculação (eritema). xiv. Não utilize torniquetes. vii. xv. Em caso de acidente com cobras do gênero Bothrops (jararacas). Perda da motricidade. incluindo soroterapia para alguns casos. PMMG. b. ii. Salivação grossa e excessiva. Pálpebras caídas (ptose palpebral).Remova anéis. Pode ser aplicada compressa fria. Leve o paciente imediatamente ao hospital de referência mais próximo para continuidade do tratamento. xi. xiii. xi. arranhaduras e mordeduras) com água e sabão neutro.  Os sinais e sintomas estão diretamente relacionados com que tipo de veneno/peçonha foi inoculado no paciente. Se impossível à UR. acione Salvamento. Náuseas. escorpiões. manter o membro afetado elevado acima do nível do coração para diminuir o edema e evitar o desenvolvimento da síndrome compartimental. Fraqueza. iv. Hematoma no local da inoculação. x. xvii. xii. Pulso rápido (taquicardia). ix. Forneça oxigênio conforme P 604. joias.

comunicar ao hospital e orientar os responsáveis ou zoonoses a manter o animal preso por 10 dias. protozoários e bactérias. em específico os hematófagos. podendo. TRANSPORTE 4.  As fezes dos morcegos oferecem riscos relacionados à contaminação com o fungo da Histoplasmose. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. trate os ferimentos conforme protocolos próprios. serem transmissores da raiva quando estiverem contaminados pelo vírus rábico. Em caso de mordida de animal. caso o agente se instale nos pulmões. bem como através do contato com saliva e/ ou sangue do animal em pele lesionada ou mucosa. este deverá procurar unidade de saúde. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 92 Visto do Ajudante Geral  Não perca tempo tentando localizar o animal. A transmissão pode se dar através da mordedura por animais contaminados.  Morcegos podem ser reservatórios de vírus. que se manifesta como uma micose.  Havendo suspeita de hidrofobia. 3. podendo evoluir para anemia e pneumonia aguda. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . Em caso de militar agredido por animal com suspeita de hidrofobia.

Causa: (a) Esforço físico no calor excessivo. 2. (g) Perda da consciência. 3. Causa: (a) Altas temperaturas centrais > 40. (e) Hipotensão. (c) Distúrbio neurológico com falha no centro termorregulador. Sinais e sintomas: (a) Taquicardia. (c) Possível tremor. tontura. Sinais e sintomas: (a) Câimbras musculares dolorosas. ii. iii. Permita ao paciente beber líquidos isotônicos (se não houver outro agravo clínico ou traumático associado e se não houver diminuição do nível de consciência). 2. normalmente nas pernas e abdômen. Conduta. Reponha a perda de suor com líquidos levemente salgados (se não houver outro agravo clínico ou traumático associado e se não houver diminuição do nível de consciência). 2.6ºC. Desidratação: 1. pode provocar INTERMAÇÃO. respiração rápida e superficial. Intermação: 1. convulsões e coma. Mantenha o paciente em posição de decúbito dorsal. (b) Redução da capacidade física e mental. sem ingestão adequada de água. Remova da fonte de calor e posicione o paciente em local fresco (pode ser dentro da UR. b. i. disfunção de múltiplos órgãos e sistemas. 2. com ar condicionado ligado). Tipos de emergências mais comuns: i. 2. Câimbras musculares pelo calor: 1. Exaustão pelo calor: 1. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 93 Visto do Ajudante Geral P 504 – EMERGÊNCIAS RELACIONADAS AO CALOR 1. Câimbras musculares pelo calor: 1. 2. Remova para um lugar fresco. Sinais e sintomas (a) Alterações no estado mental. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 2. pele úmida e pegajosa. Sinais e sintomas: (a) Sede. evoluindo tardiamente para bradicardia. Causa: (a) Incapacidade de repor cloreto de sódio (NaCl) perdido na sudorese. (b) Fadiga extrema. fadiga excessiva. iv. ii. . (d) Inicialmente taquicardia. Causa: (b) Incapacidade de repor a perda de suor com líquido. (c) Cefaleia. iii. (d) Se não tratada. náusea e desmaio. (b) Comportamento irracional ou delírio. Exaustão pelo calor: 1. Desidratação: 1. náusea. úmida ou seca. (b) Rupturas celulares. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Faça alongamento muscular. (f) Pele quente. 2. (b) Problemas eletrolíticos e musculares. marcha instável. fraqueza. Resfrie o corpo com água fria e ventilação.

5. Trate o estado de choque. TRANSPORTE a. 2. Intermação: 1. 4. 4. Se o paciente estiver com náusea ou vômito transporte em decúbito lateral. Permita ao paciente ingerir líquidos levemente salgados ou isotônicos (se não houver outro agravo clínico ou traumático associado e se não houver diminuição do nível de consciência). Resfrie imediatamente o paciente com água gelada ou pacotes de gelo nas axilas. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES . virilha e pescoço. Não dê nada para o paciente beber. Transporte imediatamente. 3. Envolva o paciente com panos úmidos e ventile o seu corpo. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 94 Visto do Ajudante Geral 3. iv. 3. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5.

3. PA indeterminável. 2. iii. Rigidez muscular. Queimados. iii. b. ii. 8. retire-o com EPI adequado. b. 4. Cocaína. Retire roupas molhadas. Nível de consciência inalterado. 9. Recém-nascidos e lactentes. Se o paciente está em uma câmara de resfriamento. Grave: < 30ºC. 5. Promova a segurança da cena. 4. 2. letárgico e sonolento. c. Parada cardiorrespiratória. Sinais e sintomas: i. 2. . Imersão em água com temperatura < 21ºC. Pacientes normalmente sentados ou deitados (não confundir com uso de drogas e álcool). Segundo o PHTLS: i. ii. Tremores. 4. Hipotermia grave: 1. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 95 Visto do Ajudante Geral P 505 – HIPOTERMIA E CONGELAMENTO 1. Hipotermia leve: 1. 2. Retire o paciente do ambiente frio. Leve para interior da UR e aqueça o ar (ideal 29º C). pescoço e tronco com cobertores quentes. Moradores de rua. ii. assim se classifica a hipotermia: i. Idosos. 1 ou 2 movimentos respiratórios por minuto. 3. 4. Perda da coordenação. por exemplo. 5. Morte aparente. Associadas ao alcoolismo ou traumas. doenças cardíacas e diabetes. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Sensação de frio. O congelamento ocorre quando o membro afetado esfria a menos de 2ºC. Irresponsivo. Hipotireoidismo. Hipotermia primária é causada por condições ambientais adversas: 1. Cubra a cabeça. Respiração rápida. causando destruição de células com aparecimento de bolhas e hematomas. 3. Paciente confuso. Moderada: 30 a 34ºC. 6. Pacientes desnutridos. 3. Hipotermia secundária é causada por condições fisiológicas adversas: 1. Leve: 34 a 36ºC. 3. 7. 2. Conduta geral: 1. 2. Hipotermia moderada: 1. 2. Exposição em atmosfera fria etc. Drogas ou medicamentos. Segundo a AHA. 4. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. iii.

Conduta específica para hipotermia: 1. 4. Pacientes conscientes. 2. conforme P 604. RCP se necessário. sem comprimir. d. sem agravos adicionais. 3. 3. estéril e não aderente.  Acione o SAV. Cubra frouxamente o membro afetado com uma compressa seca. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . Evite agitação e movimentação exagerada do paciente. 9. TRANSPORTE a. 7. Não permita que a parte descongelada volte a congelar (risco de trombose). Não drene as bolhas. mas tem potencial de serem viáveis. pacientes hipotérmicos podem parecer mortos. 5. se disponível. A oximetria pode estar alterada. fluidos intravenosos a 40º C (apenas SAV): (a) O BM pode aquecer o soro fisiológico envolvendo o frasco em toalha e colocando sobre o motor da UR parada. conforme visto em P 603. Não permita que ele ande ou se exercite. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 96 Visto do Ajudante Geral 5. 4. Cubra todo o corpo com cobertor. Em hipotermia moderada e grave. c. Os dedos das mãos e dos pés devem ser separados e protegidos por gaze estéril. Monitore a temperatura corporal. Administre O2. Conduta específica para congelamento: 1. Ou seja. Proteja os tecidos frágeis contra lesões adicionais durante o transporte de vítima de congelamento.  “O paciente não está morto até que esteja aquecido e morto”. Faça RCP e aqueça o paciente antes de presumir a morte. 8. 3. Tente elevar as mãos e os pés para reduzir o edema (se não houver lesão musculoesquelética associada). podem beber líquidos quentes não alcoólicos e sem cafeína. 6. 2. Em hipotermia grave. 4.

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 97 Visto do Ajudante Geral .

Procedimentos Gerais- . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 98 Visto do Ajudante Geral MÓDULO 600 .

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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 99
Visto do Ajudante Geral

P 601 – ISOLAMENTO DE FLUIDOS CORPORAIS

1. CRITÉRIO DE EMPREGO DO PROTOCOLO
a. Este procedimento deve ser adotado quando houver contato com substancias corpóreas do paciente
e/ou quando for realizar limpeza/desinfecção de áreas ou equipamentos contendo sangue e outros
fluidos corpóreos.
b. A cada paciente atendido, o socorrista pode entrar em contato com diversos microrganismos
patogênicos sem saber, portanto biossegurança é para todo atendimento.

2. PARA TODOS OS TIPOS DE PACIENTES
a. Use luvas de procedimento em todos os chamados em que houver a possibilidade de contato com
sangue ou qualquer outro fluido corporal (drenagem, urina, vômito, fezes, diarreia, saliva, muco nasal e
secreção genital) ou quando precisar tocar objetos que entraram em contato com esses.
b. Lave suas mãos frequentemente durante o serviço e sempre após cada chamado. Lave as mãos
mesmo se tiver utilizado luvas durante o atendimento e se possível reidrate a pele com creme de
escolha pessoal.
c. Utilize água e sabão neutro durante 15 segundos antes de secar.
d. Antes de lavar, retire relógios, anéis e qualquer adorno das mãos e braços.
e. Molhe completamente as mãos e pulsos e dispense sabão em ambas.
f. Ensaboe as mãos friccionando todas as faces (palma, dorso, interdigitais, articulações e unhas).
g. Enxágue as mãos totalmente no sentido das extremidades para o centro.
h. Pegue o papel toalha, feche a torneira sem tocá-la e enxugue ambas as mãos.
i. Use sempre óculos contra respingo de fluidos corporais provenientes de hemorragias arteriais ou
qualquer outro ferimento. Caso ocorra o contato entre os fluidos do paciente e a pele do socorrista, tão
logo seja possível, lave a região com água e sabão.
j. Use máscara com válvula de sentido único ou máscara com reservatório quando precisar realizar
ventilação no paciente.
a. Reporte imediatamente qualquer acidente entre pele não integra ou mucosa do socorrista e o
sangue ou fluidos da vítima para Comandante de Bombeiros da Unidade – CBU. Um serviço
médico deve ser procurado o mais breve possível a fim de iniciar tratamento profilático anti-HIV
e/ou avaliação.

3. CONDUTA PARA PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO A DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
a. As precauções respiratórias são indicadas para o atendimento de pacientes conhecidamente portadores
de patologias de transmissão respiratória, por exemplo: Tuberculose, H1N1, gripe, SARS entre outras.
b. Para esses pacientes e para os suspeitos utilize máscara N95 (ou nível melhor), óculos de proteção e
capote de proteção.
c. Se a condição respiratória do paciente permitir coloque a máscara nele.
d. Limpe e realize a desinfecção, conforme protocolo próprio, de todos os materiais e equipamentos
utilizados na ocorrência que sejam reutilizáveis e descarte em saco branco os descartáveis.
4. DESCARTES APROPRIADOS
a. Substitua peças de fardamento contaminadas colocando-as em saco branco, para posterior lavagem
em casa separadamente, conforme Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde –
PGRSS de sua Unidade.
b. Todo lixo dos sacos brancos deve ser recolhidos por caminhões da coleta de lixo hospitalar, para ser
descontaminado antes de ir para o aterro sanitário.

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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 100
Visto do Ajudante Geral

P 602 – TRIAGEM PRÉ-HOSPITALAR

 Processo utilizado em situações em que o número de vítimas ultrapassa a capacidade
de resposta das equipes de socorro. Segue os algoritmos de triagem dos métodos Start e
JumpStart.

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA
a. Providencie o IFC;
b. Mantenha a cena segura;
c. Descubra a NDD (Clínico) ou o MDL (Trauma);
d. Determine o número total de vítimas;
e. Solicite recursos adicionais;
f. Acione o plano de catástrofe, se houver necessidade;
g. Inicie a triagem:
i. Dê um comando de voz para todas as vítimas presentes para que aquelas que consigam andar
saiam da zona quente e se dirijam a um local seguro, definido pela Gu BM;
ii. Avalie individualmente cada vítima que permanecer no local, da seguinte forma:
1. Verifique se respira:
2. Verifique se respira:
(a) Se a vítima NÃO respira:
i. Para adulto ou criança, reposicione vias aéreas;
ii. Se adulto retomou a respiração, classifique-o como VERMELHA. Se não retomou,
classifique-o como PRETA;
iii. Se o paciente é pediátrico, antes de atribuir a classificação, verifique o pulso carotídeo;
iv. Se não tem pulso, classifique-a como PRETA;
v. Se tem pulso, execute 5 respirações de resgate, conforme JumpStart;
vi. Se não respirou, classifique-a como PRETA; se respirou, como VERMELHA.
(b) Se a vítima respira:
1. Se tiver movimentos respiratórios maior que 30 IRPM (Adulto) ou menor que 15 e maior
45 IRPM (Criança), classifique-a como VERMELHA;
2. Se tiver movimentos respiratórios menor ou igual a 30 IRPM (Adulto) e entre 15-45
IRPM (Criança), verifique:
(c) A perfusão capilar em adultos e pulso radial em pacientes pediátricos:
i. Se a perfusão capilar é maior que 2 segundos ou pulso radial ausente, classifique-a
como VERMELHA;
ii. Se a perfusão capilar é menor ou igual a 2 segundos ou pulso radial presente, verifique
se cumpre ordem simples em adultos e AVDN em pacientes pediátricos:
iii. Se cumpre ordem simples em adultos ou alerta em caso de pacientes pediátricos,
classifique-a como AMARELA;
iv. Se não cumpre ordem simples em caso de adultos ou não está alerta em caso de
pacientes pediátricos, classifique-a como VERMELHA;

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Visto do Ajudante Geral

MÉTODO START

PARÂMETROS
QUADROS
PRIORIDADE VITAIS AÇÕES
SUGESTIVOS
ENCONTRADOS

- Respiração presente, Lesões tratáveis, com Vítimas em
maior a 30 IRPM, no risco imediato de vida; estado crítico.
adulto, ou menor que dificuldade respiratória, Tratamento e
15 e maior que 45 hemorragia não transporte
PRIORIDADE 1 IRPM, na criança. controlável, diminuição imediato.
(VERMELHA) do nível de consciência,
- Perfusão capilar > 2
sinais de choque,
segundos;
queimaduras graves.
- Não obedece a
comandos simples.

- Respiração presente, Lesões graves, sem Segunda
menor ou igual a 30 risco imediato de vida; prioridade.
IRPM (adulto) e entre queimaduras sem Permitem adiar
15 e 45 IRPM na problemas de vias atenção, podem
PRIORIDADE 2 criança; aéreas, fraturas ósseas aguardar o
(AMARELA) sem choque ou transporte.
- Perfusão capilar ≤ 2
hemorragia.
segundos;
- Obedece a comandos
simples.

Lesões de partes moles Lesões
- Paciente que pode
PRIORIDADE 3 mínimas, sem risco de menores. Não
andar pelo cenário da
vida ou incapacitação. requerem
(VERDE) ocorrência – paciente
atenção
deambulando.
imediata.

SEM - Paciente que não Pacientes mortos ou
PRIORIDADE respira após abertura apresentando lesões XXX
das vias aéreas. irreversíveis.
(PRETA)
Quadro 4 - Relação das prioridades do método START com quadros clínicos

Algoritmo do método START . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 102 Visto do Ajudante Geral Figura 13 .

c. Deverá ser colocado o probe (sensor) do oxímetro no dedo (de preferência o indicador) ou no lóbulo da orelha. h. Não utilize em presença de agentes anestésicos inflamáveis. estado de choque (perfusão periférica ruim). sendo preditora da necessidade de uso de oxigênio. É uma ferramenta essencial de monitorização de frequência cardíaca e saturação. O aparelho pode ser afetado na presença de fontes eletromagnéticas e de radiofrequência. usando de drogas vasoativas. esmalte de unha negro ou metálico. Deverá ser utilizado longe de fonte de calor. . dedos calejados. Não utilizar debaixo de lâmpada dicróica da UR ou sob luz forte. dias frios e úmidos. Utilize sensores de tamanho e tipos adequados de acordo com a faixa etária e características físicas do paciente. anemia falciforme. Oximetria de Pulso é um procedimento não-invasivo usado para determinar o valor de saturação de oxigênio (SpO2) e a frequência de pulso periférico. 2.Tabela com interpretação dos resultados da oximetria. f. d.  Pacientes com hipotermia. Provê aos socorristas um alarme precoce da diminuição da oxigenação porque fornece medida contínua da oxigenação. A INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Percentual de O2 Classificação da Hipóxia Cuidado Geral do Paciente 94% a 100% Normal Somente se necessário administre oxigênio 91% a 93% Hipóxia Leve Somente se necessário administre oxigênio Administre O2 a 100% 86% a 90% Hipóxia Significativa (Considere ventilação assistida) Administre O2 a 100% ≤ 85% Hipóxia Grave (Considere ventilação assistida) Atente para a falta de acurácia na leitura conforme nota acima. Evite quedas e choques mecânicos. com calafrios. g. CONCEITO a. i. e. intoxicação por monóxido de carbono. O oxímetro de pulso deve ser utilizado como ferramenta auxiliar de avaliação do paciente em ambiente pré-hospitalar e durante transporte. d. 3. c. o oxímetro pode não ter acurácia. se mexendo. Os padrões variam entre 1-2% conforme literatura adotada. b. b. fora da luz solar direta e em local onde não haja umidade excessiva. ORIENTAÇÕES PARA O USO DO OXÍMETRO a. Não utilize na presença de equipamento de ressonância. Quadro 5 . Não utilize concomitante a descarga elétrica de um desfibrilador externo automático. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 103 Visto do Ajudante Geral P 603 – OXIMETRIA DE PULSO 1.

ii. i. Benefício do O2 no APH: i. vi. Nunca deixe o cilindro de O2 solto e não permita que caia ou role. Oxigenação dos tecidos hipóxicos. b. Hemorragias. Reduz os riscos dos sintomas residuais. tiragem intercostal. Assegure-se de que o cilindro de O2 a ser utilizado encontra-se dentro do prazo de validade do teste hidrostático. . ii. faíscas ou que se FUME próximo ao O2 e aos equipamentos.  Desconforto respiratório estará presente se o paciente apresenta batimento de asa de nariz. Redução dos edemas dos tecidos. Para pacientes respirando (conscientes ou não) utilize: 1. ii. SpO2 ≥ 94% é considerado normoxia em adultos e crianças. iv. Máscara oronasal para ressuscitação (pocket-mask). Cateter nasal. Sempre mantenha a válvula fechada e o sistema purgado quando o O2 não estiver sendo utilizado. Alivia sintomas. Alergias e choque anafilático.VD) ou similares. CONSIDERAÇÕES GERAIS a. 2. Não permita o uso de qualquer tipo de óleo. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 104 Visto do Ajudante Geral P 604 – ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO 1. Segurança ao manusear oxigênio puro. 2. iv. Oxigênio não é inflamável. A decisão para oxigenar será baseada na condição clínica do paciente. de forma aguda. Facilita a respiração. dispneico. v. iii. BVM (bolsa válvula máscara). Válvula de inalação por demanda com máscara Tru-Fit ou ventilação de fluxo com pressão positiva (Válvula de Demanda . ii. lubrificante ou graxa em qualquer cilindro ou equipamento que esteja em contato com O2. Equipamentos disponíveis para ventilação/administração de O2: i. iv. Oxigênio suplementar não é necessário se a SpO2 ≥ 94%. 3. ii. v. tiragem subdiafragmática e tiragem esternal. estridor e dificuldade em falar. Emergências diabéticas. Todo paciente com quadro sugestivo de insuficiência respiratória aguda por patologia clínica ou traumática. v. INDICAÇÃO PARA ADMINISTRAÇÃO DE O2 a. c. Para pacientes que não estão respirando: 1. vii. a menos que o paciente esteja com desconforto/aflição respiratória. viii. mas é comburente. Quadros mais comuns com indicação para uso de O2: i. 2. acidentes de mergulho e em pacientes vítimas de Laod and Go. iii. i. Válvula de inalação por demanda com máscara Tru-Fit ou ventilação de fluxo com pressão positiva (Válvula de Demanda . Não deixe o cilindro exposto a temperaturas maiores que 52°C. melhorando o prognóstico pós-atendimento. b. viii. chamas. Crise convulsiva. ou que haja suspeita de intoxicação por CO. Máscara de não reinalação com bolsa reservatória. iii. vii. 3. O local onde será utilizado o O2 deverá ser ventilado. AVC (acidente vascular cerebral) / AVE (acidente vascular encefálico). vi. DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica). Não permita a presença de brasas. Estado de choque. sibililos.VD) ou similares.

Se utilizando a BVM com bolsa reservatória aguarde que o reservatório de O2 infle primeiro antes de utilizar no paciente. conforme Módulo 200. Dor aguda. t. coloque um dedo dentro da máscara. Se utilizando a válvula de demanda ouça a válvula abrir durante a inspiração. falhas em inflar e desinflar as bolsas etc. sem reflexo de vômito. k. c. diminuindo a concentração e continue o fornecimento de O2. Abra as vias aéreas. Assegure-se que o local seja seguro. adequado. Constate se todo o equipamento está montado e pronto para utilização. h. p. Queimaduras. l. evitando vazamentos. certificando-se do seu correto funcionamento. CONDUTA GERAL a. o mau funcionamento do equipamento. avalie vias aéreas. xiii. utilize a técnica de tenda aumentando a concentração circulante ao redor da cabeça do paciente. . se o paciente apresenta quadro de desconforto respiratório ou é vítima de intoxicação por monóxido de carbono/ acidente de mergulho. Antes de iniciar a oxigenoterapia certifique-se se a saturação do paciente está inadequada. xi. f. Verifique se a mangueira de pressão intermediária está conectada à saída de fluxo contínuo e/ou regulador multifuncional e não permita que se dobre durante a utilização. q. IAM (infarto agudo do miocárdio). Continue verificando a resposta do paciente quanto ao uso de O2 e quanto ao correto funcionamento do sistema de O2. concomitante ao uso de O2. Emergências obstétricas. m. Envenenamento e intoxicações. b. Afogamento. Aborto natural ou induzido. certifique-se de que está havendo passagem correta de O2 por dentro da máscara. s. fechando a válvula de não retorno até que a bolsa reservatória esteja inflada (faça isto antes de utilizar no paciente). secreções e/ou aspire se necessário. j. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 105 Visto do Ajudante Geral ix. Se utilizando máscara de não reinalação com bolsa reservatória. xv. Se persistir a intolerância do paciente. Em caso de uso do cateter nasal certifique-se de que a embalagem esteja lacrada e ajuste adequadamente ao paciente. Se utilizando uma máscara oronasal (pocket mask) para ressuscitação com entrada de O2. Abra (através do registro) o cilindro de O2 totalmente e volte ½ volta como medida de segurança. Utilize o protocolo de OVACE. o. corpo estranho. xiv. se ECG ≤ 8. aspire se necessário e garanta a permeabilidade das vias aéreas e respiração. g. Se o paciente apresentar quadro de convulsão ou vômito interrompa temporariamente o fornecimento de O2. i. x. 3. Não retarde o início da RCP para fornecimento de O2. Observe a expansão e o retorno do tórax durante a administração de O2 r. Caso o paciente não tolere o fornecimento de O2. Remova objetos. n. Verifique a pressão do cilindro e garanta que não existem vazamentos no sistema. u. Insira a cânula orofaríngea selecionando o tamanho adequado. e. Observe a máscara que esteja utilizando (sempre transparente) embaçar durante a expiração e desembaçar durante a inspiração. troque o tipo de equipamento. Monitore e mantenha o conforto do paciente. ventilado e ausente de perigo. PR e PCR. xii. d.

desde que a equipe mantenha monitorização contínua dos parâmetros dos sinais vitais do paciente. Choque. ii. iii. fique atento ao ofertar oxigênio para o neonato. Doença respiratória aguda em pacientes com condições neuromusculares ou musculoesqueléticas crônicas. ii. ii.nhs. d. iv.dependendo da gravidade do caso). 4 Adaptado de Ronan O’Driscoll. Embolia pulmonar. Exacerbação aguda de DPOC. Uma leitura da SpO2 entre 91 e 93% sugere hipóxia leve.o’driscoll@srft. iii. Reino Unido ronan. Insuficiência cardíaca aguda. Emergências nas quais é provável que os pacientes necessitem de oxigênio controlado. iv. Salford. Infarto Agudo do Miocárdio e AVC. FAIXAS ALVO DE SATURAÇÃO DE OXIGÊNIO DE ALGUMAS EMERGÊNCIAS4 a. iii. 5. Manejo em andamento de sobreviventes de parada cardíaca com circulação espontânea restabelecida. Envenenamentos (exceto em casos de monóxido de carbono ou cianeto). i. Emergências nas quais é provável que os pacientes necessitem de oxigenoterapia (variando entre baixa e alta concentração . Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 106 Visto do Ajudante Geral  Uma leitura da SpO2 entre 94 e 100% geralmente indica oxigenação adequada.uk . 4.  Quanto aos pacientes com DPOC. Centro Acadêmico de Ciências de Saúde de Manchester. Com cateter nasal: utilize de 1 a 6 lpm (24 a 44%) na maioria dos casos clínicos com SpO2 normal e com esforço/dificuldade respiratória.24 a 100% . Emergências médicas que exigem alta concentração de oxigênio (100%) em todos os casos: i. devido ao risco de retinopatias. trauma grave. b. Pneumonia. iv. ii.  Além das restrições acima. vi. com faixa-alvo de saturação 94-98% i.  Tais parâmetros não se aplicam ao RN nas primeiras horas de vida. Medicina Respiratória.  A SpO2 menor do que 90% sugere hipóxia significativa ou grave. Doença aguda em pacientes com fibrose cística. Asma. com faixa-alvo de saturação 88-92% i. iv. Anafilaxia. Universidade de Manchester. c. Emergências obstétricas. Parada cardíaca e durante a ressuscitação. iii. Doença respiratória aguda em pacientes com síndrome de hipoventilação da obesidade ou obesidade mórbida. Salford Royal University Hospital. v.  Nos casos em que os sinais e sintomas sejam sugestivos de IAM ou AVC. Crise falciforme ou anemia aguda. Distúrbios metabólicos e renais com taquipneia devido a acidose (respiração de Kussmaul). sepse. Emergências em que a oferta de oxigênio é aconselhada apenas se o paciente estiver hipoxêmico e com desconforto respiratório. CONDUTA EM PACIENTE RESPIRANDO a. ministre O2 apenas em pacientes com saturação inferior a 94%. os benefícios do oxigênio ultrapassam os riscos. Envenenamento por monóxido de carbono ou cianeto.

 A leitura confiável da saturação de oxigênio (SpO2) e da FC através do oxímetro demora cerca de 1-2 minutos após o nascimento. e se necessário. a prevenção do choque pode ser realizada inicialmente com cateter nasal 1-6 lpm. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 107 Visto do Ajudante Geral a. USO DE O2 EM PACIENTE IRRESPONSIVO (PR-PCR) a.  Quando o oxigênio suplementar for utilizado para reanimação. oferecer inicialmente O2 a 40% (BVM sem bolsa reservatória .8 L/min) e ajustar a oferta de acordo com a SpO2 desejável (faixa alvo) e a FC. desde que haja débito cardíaco suficiente. Persistindo a hipóxia / cianose aumente aos poucos. com perfusão periférica. b. avaliando-se a necessidade de aumento de fluxo. d. No caso de DPOC utilize baixa concentração de O2 com cateter nasal. se saturação indicativa de hipóxia ou trauma grave. 6.  Recém nascidos apresentam nas primeiras 24 horas saturação em torno de 85 a 93%. troque o equipamento. Caso a vítima entre em hipóxia. inicia-se o procedimento em ar ambiente. devendo ser feito o monitoramento constante. titula-se o fornecimento de oxigênio buscando atingir as faixas alvo conforme tabela abaixo: TABELA . BVM com O2 a 15 lpm (80% a 100%).85% 10 minutos 85 .80% 5 minutos 80 .90% Quadro 6 . sendo em média 90%. Para recém-nascidos. Controle a saturação mantendo na faixa alvo de saturação.75% 4 minutos 75 . pode-se utilizar válvula inaladora de demanda ou máscara de não reinalação com bolsa reservatória a 10 lpm (60 a 100%). 1 a 2 lpm. . Em emergências traumáticas utilize máscara de não reinalação com bolsa reservatória de 10 a 15 lpm (80% a 100%).SpO2 PRÉ-DUCTAL ACEITÁVEL PARA O RECÉM-NASCIDO Minutos de Vida Saturação aceitável Logo após o parto 30 a 40% 1 minuto 60 .65% 2 minutos 65 . Em casos de trauma grave com SpO2 normal. Emergências Clínicas com SpO2 normal e com esforço/dificuldade respiratória.70% 3 minutos 70 .SpO2 pré-ductal aceitável para o recém-nascido. c. Emergências Clínicas com SpO2 indicativa de hipóxia utilize válvula inaladora de demanda a 15 lpm ou máscara de não reinalação com bolsa reservatória a 15 lpm (80 a 100%).  Verifique a saturação no RN sempre no pulso direito. ambas determinadas pela oximetria de pulso. b.

 A oxigenação não substitui as ventilações de resgate.  Não utilize cateter nasal em crianças menores de 8 anos ao administrar O2.  Não utilize O2 durante a aplicação do choque do DEA – risco de explosão. 11. NÃO administre O2 umidificado devido ao risco de contaminação.  Não forneça O2 a um NEONATO via cateter nasal ou máscara facial. TRANSPORTE a. 8. Mantenha boa vedação de máscara/paciente criando um selo hermético evitando escape de O2. Assegure-se de que o equipamento de O2 utilizado no paciente seja descartado.  Salvo orientação médica contrária. AVALIAÇÃO CONTINUADA e. 10. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 108 Visto do Ajudante Geral 7. Durante o uso de O2 fique atento à necessidade de aspiração de vias aéreas.litros por Concentração de Paciente minuto) Oxigênio 1 24% Respirando 2 28% Respirando 3 32% Respirando Cateter nasal 4 36% Respirando 5 40% Respirando 6 44% Respirando Máscara oronasal para ressuscitação (pocket Parado ou 15 55% mask) Respirando Máscara facial simples (sem válvula de não- 10 40 – 60% Respirando reinalação e sem bolsa reservatória) Máscara facial com bolsa reservatória e sem 6 a 10 35 – 60% Respirando válvula de não-reinalação Máscara facial com válvula de não reinalação 10 a 15 90% . AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) 9. TABELA DE USO DE O2 SUPLEMENTAR Fluxo Percentual de Condição do Equipamento utilizado (lpm . c. Não permita cilindro solto dentro da UR a fim de se evitar acidentes. Utilize máscara facial de não reinalação.Uso de oxigênio suplementar. Caso seja necessário. d.100% Respirando e com bolsa reservatória Bolsa Válvula Máscara (BVM) com bolsa Parado 15 100% reservatória Bolsa Válvula Máscara (BVM) sem bolsa Parado 15 60 . 2008. Permita a circulação de ar dentro da UR durante transporte de paciente utilizando O2. limpo ou testado após o uso. use a técnica de oferta de O2 em TENDA. Fonte: Adaptado de Nancy Caroline's Emergency Care in the Streets. b. Controle constantemente o tempo de utilização disponível de oxigênio.80% reservatória MTV-100 Parado ou 15 a 22 100% (Manually-Triggered Ventilator) Respirando Quadro 7 . COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . 6 ed.

sangue na boca e orofaringe. Estimulação vaso vagal com risco de PCR. Cateter rígido: 1. iv. 3. próximo à base da língua. Estabilize o aspirador elétrico numa base firme. viii. Se o paciente tem vômito (êmese) ou secreção que não possam ser aspirados facilmente. Certifique-se de que os equipamentos estejam em condições de uso (estéreis ou em desinfecção de alto nível). Contra indicado nos casos de ruptura de palato causados por trauma e em bebês (até 1 ano). b. Utilizando de técnica asséptica isole os fluidos corporais por dispositivo de barreira. Conduta. Exemplo: saliva. Somente aspire RN se após o nascimento o mesmo não esboçar reação respiratória ou choro e suas vias aéreas estiverem obstruídas (utilize pera de aspiração). Exemplo: vômito. . 5. Nestes casos. 3. ii. Equipamento portátil e manual. Mova o cateter de um lado a outro. saliva. iii. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 109 Visto do Ajudante Geral P 605 – ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS 1. sem acionar o vácuo. ii. Potenciais efeitos adversos / complicações do uso: i. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. c. de difícil expectoração ou em pacientes com tosse ineficaz. Usado na boca de pacientes responsivos e boca e orofaringe de pacientes irresponsivos. Mais usado para aspirar material líquido. iv. se demorar além de 15 segundos. a. Insira o cateter na cavidade oral até a base da língua. Não oferece bom resultado para materiais particulados. Tipos de cateteres de sucção: i. Hipóxia. iii. Se o paciente produz tanta secreção quanto o aspirador possa aspirar. 2. Tipos de equipamentos de aspiração: i. lateralize-o e limpe sua orofaringe. Em lactentes e crianças o tempo de aspiração deve ser o menor possível. v. i. Equipamentos elétricos montados na UR. Continue desta maneira. ii. vii. Equipamentos elétricos portáteis. Aplique aspiração. iii. Régua tripla da UR – por Venturi. Oferece melhor resultado em relação ao flexível para aspirar material particulado. 2. ii. Cateter flexível: 1. Cessação das insuflações e oxigenação durante aspiração. vômito. Se necessário lave o interior do cateter (aspirando soro fisiológico) para desobstruí-lo. Indicações: i. d. coloque o paciente de lado. 1. 2. se possível. Ligue o equipamento (se elétrico) e conecte o cateter. 4.  Insira o cateter – rígido ou flexível – na orofaringe até o onde pode ser visto.  Fique atento para o reflexo de vômito! Risco de broncoaspiração e PCR!  Não é recomendado o uso de cateteres de aspiração em pacientes com sinais de lesão de base de crânio. ventile por no máximo 30 segundos (com O2 a 15 lpm) e aspire novamente. iv. faça sucção por no máximo 15 segundos. Reúna os equipamentos necessários à aspiração. Usado na nasofaringe e em situações onde o cateter rígido não pode ser usado. Secreções traqueobrônquicas. Aspire por no máximo 15 segundos. vi. Reflexo de vômito.

COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) 3. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 110 Visto do Ajudante Geral 2. TRANSPORTE 4.

responsabilidade de contar a sua história. Observe coração e .  Para fins de Estatuto da Criança e do Adolescente. . . 1a3 .Temem sangue.Acreditam que suas doenças são punições . corpos sejam expostos. .  Para fins de SBV.Não gostam de ser separados dos pais. . dor. Neonato: do momento do parto até alta da maternidade.Explique o exame. mas distância.Podem entender mais que conseguem .Tire uma peça de roupa por vez e vista- por serem más.Considere a escolha da criança. .Lactentes novos seguem movimentos com os pulmões primeiro. cooperar. a novamente. .São curiosas.Mantenha os pais por perto.Lactentes não gostam de ser separados dos .Aborde pelos pés. . anos .Explique que ela não é má. siga as classificações etárias da AHA. .Adolescentes querem ser tratados como .Não gostam da máscara de O2.Explique o que você está fazendo.Mantenha os pais por perto.Segure a máscara de O2 perto do rosto.Respeite a timidez do paciente. Características gerais e estratégias de abordagem do paciente de 0-18 anos: Idade Características Estratégias de abordagem . Criança: paciente cuja idade estiver acima de 1 ano até a puberdade. . . mas gostam que suas ideias .Apesar de eles gostarem de ser anos adultos.Ofereça conforto e se possível dê seu anos . .Não gostam da máscara de oxigênio.Não gostam de lactentes. . . criança. . . 2.Apresentam reações exacerbadas.Segure a máscara perto da face da expressar. . Classificação etária para fins da abordagem clínica: i.Segure a máscara de O2 pediátrica. olhos. sentem brinquedo favorito. 0 a 1 ano gostam de ser aquecidos. pais. comunicativas e podem mantendo-a próximo ao rosto da criança.Mantenha mãos e estetoscópio quentes.Observe sinais primeiramente à .Assustam-se facilmente.Sentem-se sufocados pela máscara de O2. desfiguramento e . DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. a faixa etária da criança é de 0 a 12 anos incompletos e adolescente é entre 12 e 18 anos incompletos. 6 a 12 . .Examine primeiro o tronco. 12 a 18 . . Depois a cabeça. sangue e ferimento.Cooperam. .Permita que a criança tenha a sejam ouvidas.Não gostam de lactentes. .Tire uma peça de roupa por vez e vista . Não gostam de novamente. calmo e com . anos ferimentos permanentes. . necessitam de tanta . iii. medo fácil. . por serem más. 3a6 serem despidas. ii.Apresente-se confiante. .Lactentes mais velhos são mais ativos. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 111 Visto do Ajudante Geral P 606 – PACIENTES PEDIÁTRICOS – GENERALIDADES E ABUSO 1.Estão acostumados a serem despidos.Mantenha os pais por perto. Não gostam de . .Acreditam que suas doenças são punições .Tem medo de dor. serem despidas. .Tem mínimo de ansiedade com estranhos. .São envergonhadas e não gostam que seus boas maneiras. .Mantenha a calma.Não gostam de ser separados dos pais. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Lactente: indivíduo que teve alta da maternidade até 1 ano. tratados como adultos.

Respeite a timidez. Marcas de compressão manual: esganadura. Ferimentos em ambos os olhos ou ambos os lados da face (normalmente apenas um lado da face é ferido em um acidente). vi. Lesão ou sangramento na genitália. Déficit neurológico sem trauma externo aparente. fecho do cinto. x. Hipocondria. Marcas agrupadas. unhadas. principalmente na palma das mãos e solas dos pés (marcas tipo luvas e meias). estrangulamento. iv. Sinais de mordida. iii. São possíveis achados físicos de abuso: i. Queimaduras com pontas de cigarro ou por imersão. Encaminhe o RAPH / REDS conforme a DIAO.Adolescentes julgam-se indestrutíveis. xi. iii. v. Relatos de ausência em casa dos pais ou responsáveis. ii. v. Atraso no desenvolvimento mental ou emocional. Considere avaliá-lo próximo a seus pais. Síndrome de “shaken baby” – bebê sacudido: 1. fogão. se já não foi feito por órgão policial. períneo e região anal. Fadiga crônica. 12 do ECA. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO a. mas atenção como as crianças. Conduta: i. 3.Apresente-se de maneira calma. Frequente ausência ou atraso na escola. ix. São possíveis achados psicológicos / comportamentais de abuso: i. . Déficit motor. Equimoses ou hematomas em diferentes estágios de cura. entorses e distensões. vi. c. Hemorragia no couro cabeludo compatível com tentativa de se arrancar o cabelo. Comportamento inapropriado para a idade. lábios da boca. tem medo de lesões e desfiguramentos. iv.Explique o que você está fazendo não se sentir bem com suas mudanças durante o socorro. agarrões etc. x. punho. pescoço. viii. por exemplo) chupar o dedo. b. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 112 Visto do Ajudante Geral . . que refletem a forma de artigos como um cabo elétrico. Queimadura por superfície aquecida: ferro de passar roupa. Paciente implorando por comida. 2. Fratura ou perda de dentes.. corporais. xii. múltiplas fraturas. d. que formam padrões regulares. vii. xiii. Equimoses ou marcas de mordida no rosto. Trate lesões específicas conforme protocolos próprios. viii. balançando e mordendo. Quadro 8 . Uso de álcool ou drogas. De queixoso passa a adotar comportamento agressivo. ix. . ii. tornozelos ou dorso. vii. garfo ou dentes humanos. desenvolvimento físico e emocional e podem . Em caso de maus tratos / agressões i.Adolescentes variam em termos de respeitosa e transmita confiança. AVALIAÇÃO CONTINUADA 4. Luxações. panela. Comportamento inapropriado. A Unidade deve acionar o conselho tutelar nos termos do Art. ii.Características gerais e estratégias de abordagem do paciente de 0-18 anos. tais como criança mais velha (10 anos. . . coxas.Sempre que possível o socorrista que faz o exame físico deve ser do mesmo sexo que a vítima. TRANSPORTE 5.

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 113 Visto do Ajudante Geral  Segundo o parágrafo único do art. 4º do ECA a criança e o adolescente tem a primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias .

Aja naturalmente – não se envergonhe. Lembre-se de 3 coisas: 1. Paciente surdo: i. Paciente com deficiência física: i. Mantenha-se desinibido. Ao falar. c. viii. 3. não surdo). Articule bem as palavras. Apresentam dificuldade maior no exame físico. Mantenha contato contínuo através da fala ou toque. iv. Não grite com ele (o paciente é cego. ix. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES . iii. Portador de necessidades especiais gosta de ser independente – tenha paciência. Obtenha a história e faça ao exame lentamente. Faça perguntas cujas respostas sejam SIM ou NÃO. Não mude a maneira de falar habitualmente (inclusive diga “veja”/ “olhe”). AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 114 Visto do Ajudante Geral P 607 – PACIENTE COM DEFICIÊNCIA FÍSICA E MENTAL 1. d. Pergunte ao paciente sobre a extensão do dano anterior ao atendimento. vi. Nunca empurre ou puxe um paciente cego. 3. mantenha a face iluminada. v. Prepare-se para respostas lentas e para dar repetidas explicações. Aponte para seu corpo antes de tocar no dele. use sinais. Mantenha-o informado do arredor. ii. Se o paciente não sabe ler os lábios. iii. Verifique se o paciente sabe ler os lábios. iii. TRANSPORTE 4. iii. Avaliar o nível de compreensão do paciente. vii. ii. Paciente cego: i. vi. Não se vire durante a fala. Descubra se o paciente tem noção de tempo e lugar. Certifique-se que o paciente é realmente surdo. Trate o paciente naturalmente. Não finja entender. v. Paciente com transtornos mentais e comportamentais: i. 2. b. Mantenha-se calmo e desenvolva comunicação efetiva com o paciente. Antecipe para o mesmo o que você vai fazer. v. ii. iv. ii. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 2. iv.

d. iv. Cuidador se recusa a deixar o paciente sozinho com os BMs. Medo ou distanciamento do socorrista. desnutrição e perda de peso inesperado. Trate-o como paciente adulto. Débito e frequência cardíaca. 11. Lesão ou sangramento na genitália. iv. Estatura. ii. Medo do cuidador ou familiar. . Diminuição da: 1.: o estatuto do idoso aplica-se a pacientes de idade igual ou superior a 60 anos). 13. 9. xiii. Fratura ou perda de dentes. Reação anormal do cuidador ou familiar. nádegas. xi. 8. Lesões similares aos objetos que a causaram. Solicitações frequentes para socorro. ii. 10. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) a. Reação pupilar. Capacidade respiratória. vii. 4. xii. Demora injustificada para solicitar socorro.. unhadas. Desidratação. Conduta: i. Hematomas e ferimentos em estágios diferentes de cicatrização. principalmente na palma das mãos e solas dos pés (marcas tipo luvas e meias). xiv. 2. ii. Função renal. iii. Diga as palavras pausadamente e precisamente. c. agarrões etc. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. Demonstre respeito. Luxações. ix. Audição. Padrão precário de higiene pessoal. 6. iii. Marcas de compressão manual: esganadura. Água total do corpo. iii. Esteja atento a familiares e amigos. Olfato e paladar. Características gerais do idoso: i. 3. escalpe). múltiplas fraturas ou fraturas em espiral. Produção de saliva. vii. b. Não use gírias nem intimidade excessiva. x. Roupas sujas ou inadequadas para a estação. Hemorragia no couro cabeludo compatível com tentativa de se arrancar o cabelo. Sinais de mordida. vi. 2. vi. 7. Úlceras de pressão (úlceras de decúbito). Atividade esofágica. Explicações não plausíveis sobre lesões físicas. Acuidade visual. Contusões em áreas incomuns (interna do braço. viii. períneo e região anal. vi. v. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 115 Visto do Ajudante Geral P 608 – PACIENTE IDOSO – GENERALIDADE E ABUSO 1. 12. iv. não necessariamente alto. 5. São indícios de maus tratos: i. Fale em tom audível. Elasticidade da pele. Paciente geriátrico: acima de 65 anos (obs. estrangulamento. v. v. Queimaduras com pontas de cigarro ou por imersão. tronco. Possíveis achados físicos de maus tratos: i. 15 a 30% da gordura corporal.

Em caso de maus tratos: i. 19 do Estatuto do Idoso). Conduta: i. Trate lesões específicas conforme protocolos próprios. . Conselho Estadual do Idoso. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES a. Conselho Municipal do Idoso. ii. TRANSPORTE 4. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 116 Visto do Ajudante Geral e. 3. se já não foi feito pela autoridade policial: 1. 2. Conselho Nacional do Idoso. Ministério Público. 3. Encaminhe o RAPH / REDS conforme a DIAO. A Unidade deve acionar as autoridades competentes (Art. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. 4.

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Visto do Ajudante Geral

P 609 – OPERAÇÃO DE VEÍCULOS DE APH

1. AO ASSUMIR O SERVIÇO
a. A assunção do serviço será conforme a Instrução Técnica Operacional Nr 01/2015.
b. A Gu de UR, coordenada pelo seu comandante, deverá conferir:
i. As condições gerais do veículo: água, óleos, pneus, luzes de emergência e de atendimento (internas
e externas), faróis, freios etc.;
ii. Os mapas cargas da viatura (mapa carga de equipamentos médicos, mapa carga de ferramentas
etc.);
iii. O sistema fixo e móvel de oxigênio;
iv. A carga das baterias dos equipamentos de emergência;
v. Os rádios de comunicação.

2. DESLOCAMENTO PARA OCORRÊNCIA
a. Adote uma direção defensiva ao longo do deslocamento, com velocidade moderada, a fim de se evitar
acidentes e danos em equipamentos do mapa carga da UR;
b. Siga o disposto na ITO-01/2015 em relação aos códigos de deslocamento;
c. As sirenes e sinais luminosos intermitentes devem ser acionados somente em casos de emergência
real;
d. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB)
i. “Os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e
operação de trânsito e as ambulâncias, além de prioridade de trânsito, gozam de livre circulação,
estacionamento e parada, quando em serviço de urgência e devidamente identificados por
dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente”;
ii. A prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade reduzida e com os
devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais normas do Código.

 Durante o deslocamento todos os ocupantes da UR devem utilizar cintos de segurança,
inclusive pacientes e acompanhantes.

3. NA CENA
a. Nunca pare na zona quente e evite parar na zona morna, devido aos perigos à viatura: produtos
químicos, calor, objetos perfurantes dos pneus etc. Se possível pare a viatura na zona fria.
b. Estacione, preferencialmente, na mesma faixa onde ocorreu o acidente.
c. Sinalize a via com cones conforme quadro abaixo:
Distância do 1º Cone à Viatura
Velocidade Máxima
Tipos de Vias Com chuva, neblina,
Permitida Com pista seca
fumaça e à noite
Vias Locais 40 km/h 40 passos longos 80 passos longos
Avenidas 60 km/h 60 passos longos 120 passos longos
Vias de Fluxo
80 km/h 80 passos longos 160 passos longos
Rápido
Rodovias 110 km/h 110 passos longos 220 passos longos
Quadro 9 - distância de posicionamento dos cones em relação á velocidade da via durante sinalização.

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Visto do Ajudante Geral

Obs.: cada vez que o pé (ou direito, ou esquerdo) toca o chão considera-se um passo. O passo longo tem
cerca de 1,30 a 1,50 metros.

1º Cone Viatura Cena
(Preferencialmente não UR)
Figura 14 - Posicionamento dos cones e da viatura durante atendimento de ocorrência.

d. O 1º cone (início da sinalização) é o primeiro a ser visualizado pelos motoristas usuários da via que
estão na faixa onde ocorreu o acidente. Se nas duas, ambas devem ser sinalizadas.
e. A UR ou outro veículo de emergência (preferencialmente) deve estar entre o fluxo de veículos e a cena.
f. Mantenha as luzes de emergência ligadas, pois segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é
infração de trânsito deixar de manter ligado, nas situações de atendimento de emergência, o sistema de
iluminação vermelha intermitente dos veículos de polícia, de socorro de incêndio e salvamento, de
fiscalização de trânsito e das ambulâncias, ainda que parados.
g. Se a UR é a primeira viatura de emergência na cena, pare antes da zona quente, de forma a proteger a
Gu BM de eventual colisão provocada por outro veículo e de modo que o farol e as luzes da viatura
iluminem a cena.
h. Estacione de maneira a garantir uma rápida partida da cena e o máximo de segurança para a Gu BM.
i. Preferencialmente o atendimento da ocorrência deverá ocorrer atrás da UR. Assim, se há outra viatura
na cena, posicione-a no lugar da UR apresentada na figura acima.
j. À noite ou em baixa iluminação, a Gu BM deve utilizar coletes reflexivos durante atendimento em via
pública.
 A sinalização e o isolamento devem permitir o trabalho seguro da GU BM.
 Os demais motoristas da via devem VER a sinalização, COMPREENDER o que ela quer
dizer e ter tempo de REAÇÃO, evitando assim novos acidentes.
 Havendo necessidade, peça aos agentes de trânsito para interromper totalmente o fluxo
de veículos. Na ausência dos mesmos, a Gu BM deve providenciar a interrupção.
4. AO DESLOCAR PARA HOSPITAL
a. Apenas use as sirenes se estritamente necessário.
b. Segundo a AHA, o uso de sirenes durante transporte de paciente consciente com emergência
cardiovascular (infarto, angina, insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia ventricular etc.) não é
benéfico e pode ser maléfico ao paciente (evidência classe III).
c. Desligue a sirene ao aproximar-se de hospitais, inclusive o do destino do paciente.
d. A UR tem a capacidade de transportar até duas vítimas imobilizadas em prancha longa. Caso tenha
duas vítimas, a que esteja mais grave deve ir na maca principal ou primária (maca com rodas). A outra
vítima é imobilizada sobre o banco localizado no lado direito da viatura presa por cintos.
e. Não é recomendado o transporte de duas vítimas em condições críticas em uma mesma UR, exceto em
casos excepcionais de ausência de recursos, demora no tempo de deslocamento de outra viatura,
locais remotos, dentre outros.

 Não é permitido à Gu BM, ao paciente ou ao acompanhante fumar ou alimentar-se no
interior da UR, esteja esta em deslocamento ou parada.
 Após cada atendimento, limpe e descontamine a viatura e os equipamentos, conforme a
necessidade. Reponha materiais, se necessário.

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Visto do Ajudante Geral

P 610 – EXTRAÇÃO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA
a. Conduta 1 – Mantenha a cena segura:
i. Considere os seguintes riscos potenciais:
1. Colisão contra postes de iluminação com risco de queda de fiação, transformador e o próprio
poste;
2.Colisão contra edificações com risco de queda de estrutura;
3.Vazamento de combustível líquido ou gasoso (GNV);
4.Veículos transportando produtos perigosos;
5.Veículos com risco de queda em depressões;
6.Veículos ocupados por criminosos em fuga ou em flagrante;
ii. Isole e sinalize a cena:
1. Utilize cones fotoluminescentes e as luzes das viaturas, conforme P 609;
2. Antes da abordagem ao veículo deverá ser armada uma linha direta de prevenção com esguicho
de vazão regulável, em carga pressurizada, ou ser posicionado um militar com extintor de
incêndio preparado para ser utilizado em caso de princípios de incêndios;
3. Solicite apoio do policiamento, de outros órgãos e serviços, e mesmo de outras Gu BM, se
necessário;
4. Verifique se os sistemas de segurança do veículo foram acionados, por exemplo, air bag.
b. Conduta 2 - estabilize o veículo:
i. O veículo deverá ser estabilizado para o trabalho seguro da GU BM:
1. A GU BM deverá se prevenir contra tombamento, amassamento do teto, deslizamento ou
qualquer outro movimento que venha a pôr em risco a operação.
ii. O procedimento pode ser feito por meio de calços, escoras, cabos, fitas tubulares ou outros
dispositivos aplicáveis no mínimo em 3 pontos de escora e estabilização;
iii. A GU BM deverá cortar o cabo da bateria e prevenir riscos de incêndio e explosão.
c. Conduta 3 - Triagem dos Pacientes:
i. Verifique quantos pacientes há no veículo e priorize o atendimento;
ii. Verifique se há vítimas encarceradas;
iii. Em caso de vítimas não encarceradas, os socorristas devem realizar os tratamentos necessários e
proceder à extração da vítima;
iv. Em caso de vítimas encarceradas, é necessário que se realize o procedimento de
desencarceramento para que então se possa proceder com a extração da vítima, devendo-se avaliar
a necessidade de apoio;
v. Verifique a necessidade de uma extração rápida manual e/ou a necessidade de SAV.

 A segurança e proteção do paciente é fator prioritário para a Gu BM na cena durante a
extração.
 Vítimas encarceradas apresentam uma probabilidade de morte no local 8,2 vezes maior
do que a de vítimas não encarceradas.
 A principal causa de morte de vítimas encarceradas (45,2%) é a hemorragia; já para
vítimas não encarceradas, é o TCE (88,9%).

d. Conduta 4 - Abertura do Veículo:
i. Faça a remoção de janela ou porta, com ferramentas combinadas, cortadores, extensores,
alargadores e serra sabre, para permitir a intervenção de socorrista ou médico no interior do veículo
para avaliar melhor o paciente e iniciar tratamento;
ii. Faça a tração e remoção do volante, elevação do painel, retração dos bancos, remoção dos tetos,
remoção dos pedais e abertura da 3ª porta;
iii. Retire as ferragens da vítima e nunca a vítima das ferragens.

3. Deve ser utilizada a técnica de extração com KED. primeiramente. 1. cardiorrespiratória ou condição ambiental que ofereça risco iminente. segure o antebraço esquerdo da vítima junto com a calça e/ou cinto dela. Segure o queixo/ pescoço (estabilize manualmente a coluna cervical). com a mão esquerda. 3. 2. avalia a responsividade. mensura e coloca o colar cervical e coloca o oxímetro no dedo do paciente. em seguida. Realize a técnica conforme a seguinte descrição: 1. 7. Socorrista 01: abre a porta do motorista e faz a avaliação ABCDE do paciente. 2. Estável: vítima com lesões leves ou que não possui lesões aparentes. coloca a máscara de oxigênio no paciente com vazão de 12 a 15 l/min. Socorrista 02: coloca o cilindro de oxigênio com a válvula topo aberta e fluxômetro fechado em posição estável e segura e a máscara acessível ao socorrista 01. sem causar danos adicionais ao paciente. 2. 3. 1. Pressione a face da vítima contra a sua. Passe o braço direito. tais como veículos incendiados. 3ª Fase: Após avaliado o paciente e constatada a necessidade de realizar a extração rápida. Deve ser utilizada a técnica de extração rápida. 2. 5. b. se necessário. Retire o cinto de segurança do paciente. instável ou estável: 1. passe-o debaixo do braço direito da vítima. Corte e retire partes do veículo para permitir acesso seguro a GU BM e seus equipamentos médicos. o socorrista 03 assume a . é necessário que seja considerado o cenário da ocorrência e a avaliação do paciente. 4. Definição da técnica: i. 6. Crítica: vítima em parada respiratória. Socorrista 03: posiciona a maca da viatura com a prancha próximo ao local da retirada da vítima. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 120 Visto do Ajudante Geral e. Para que se defina a técnica de extração apropriada para a situação. e. Instável: vítima que está em perigo imediato de vida. com estabilização manual da cabeça. Extração rápida . Gire a vítima o necessário e retire-a. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA a. Deve ser utilizada a chave de Rauteck. 2ª Fase: 1.deve ser utilizada em vítimas com a classificação crítica ou em casos que apresentem situações de insegurança. normalmente casos de load and go. Socorrista 01: segura o tórax do paciente. retira o encosto de cabeça e assume a posição da estabilização manual da cabeça do paciente. Em seguida. Socorrista 02: posiciona-se no banco traseiro. Socorrista 03: retira o cinto de segurança. Chave de Rauteck . Na sequência. pelas costas da vítima.são necessários pelo menos 3 socorristas e deve ser utilizada em vítimas com a classificação instável. Logo em seguida comanda o 1º giro de 45º do paciente. 3. 2.Secção de parte do Veículo: i. definindo-se a gravidade de suas lesões por meio do processo mnemônico (ABCDE) e classificando a vítima em crítica. TÉCNICAS DE EXTRAÇÃO a. 2. Socorrista 01: aproxima-se do veículo pela frente para a vítima visualizá-lo. Após verificar o A (Abertura da via aérea). Conduta 5 . Socorrista 02: comanda a execução de inclinar a vítima para a frente para facilitar o giro. se possível. Passe o braço esquerdo debaixo do braço esquerdo da vítima. Realize a técnica conforme a seguinte descrição: 1ª Fase: 1.

Socorrista 03: retira-se do veículo e coloca a prancha longa apoiada no banco do motorista. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 121 Visto do Ajudante Geral estabilização da cabeça enquanto o socorrista 02 sai do carro e reassume esta posição e. comanda que o paciente seja movimentado para frente. primeiro o central. c. Socorrista 03: retira o cinto de segurança. se necessário. 3. soltando os dois tirantes longos (tirantes da virilha) e os posicionando atrás do colete por cima das abas de fixação da cervical. sob o comando do socorrista 02. Socorrista 02: posiciona-se no banco traseiro. Realize a técnica conforme a seguinte descrição: 1ª Fase: 1. e. 4.deve ser utilizada em vítimas com a classificação estável. Socorrista 02: Assume a estabilização manual da cabeça. Socorrista 02: estabilizando manualmente a cabeça. retornam a vítima para o banco do carro. Posteriormente. o socorrista 02 comanda o 2º giro de 45º. posteriormente. 3° Fase: 1. 3. Socorrista 01: aproxima-se do veículo pela frente. pegando na ponta dos pés da vítima e o trazendo em direção ao banco do passageiro. inferior e por fim o tirante superior. 4ª Fase: 5. avalia a responsividade. coloca o KED em cima do teto do carro para ele ter acesso quando for utilizá-lo. realizam o fechamento e ajuste dos tirantes da virilha. Socorrista 01 prepara o KED. a equipe realiza o 2º giro de 45º do paciente. 5ª Fase: 1. 1. 2. 3. Socorrista 02: coloca o cilindro de oxigênio com a válvula topo (registro) aberta e fluxômetro fechado em posição estável e segura e a máscara acessível ao socorrista 01. Socorrista 01: coloca o KED na região posterior do tronco. Socorrista 03: segura as pernas com um dos braços abaixo da coxa da vítima e a outra mão sobre o painel do veículo para servir de apoio. Os socorristas posicionam a prancha com o paciente em um local mais próximo e seguro para então dar sequência ao atendimento. 2. Socorrista 03: posiciona a maca da viatura com a prancha próximo ao local da retirada da vítima. Com as pernas da vítima sobre o assento do passageiro. 2. retira o encosto de cabeça e assume a posição da estabilização manual da cabeça do paciente. no tronco. O socorrista 01 coloca o cilindro de oxigênio entre as pernas do paciente com a válvula de demanda voltada para os pés do paciente. 5. 2ª Fase: 1. Socorrista 01 e 02: deslizam o paciente na prancha até o ponto que o socorrista 03 consiga assumir a estabilização manual da cabeça do paciente. Socorrista 03: apoia uma das mãos. Na sequência. realiza o 1º giro de 45° acompanhando as pernas da vítima. posteriormente. com estabilização manual da cabeça. 4. Socorristas 01 e 03: realizam o fechamento dos tirantes do tórax na sequência adequada. retira a perna da vítima do espaço do motorista uma de cada vez. 2. coloca a máscara de oxigênio no paciente com vazão de 12 a 15 l/min. sobre o tronco e a outra mão. na sequência. O paciente é colocado na prancha pelos socorristas 01 (tórax) e 02 (cabeça). 3. 6. para a vítima visualizá-lo. 3. mensura e coloca o colar cervical e coloca o oxímetro no dedo do paciente. anteriormente. 6. Socorristas 02 e 03: Após ajuste do KED. Após verificar o A (Abertura da via aérea). Extração com KED . apenas o suficiente para que o KED seja posicionado entre a vítima e o encosto do banco. 4. Socorrista 01: abre a porta do motorista e faz a avaliação ABCDE do paciente. .

Antes de iniciar a retirada da vítima os socorristas devem acochar os tirantes de abdômen e tórax. Fique atento ao desencarceramento e pontos de corte a fim de evitar trauma adicional ao paciente e acidentes com a GU BM 3. realiza o primeiro giro de 45° acompanhando as pernas da vítima. as pernas da vítima são colocadas na prancha. Com as pernas da vítima sobre o assento do passageiro. Socorrista 03: segura as pernas com um dos braços abaixo da coxa da vítima e a outra mão sobre o painel do veículo para servir de apoio. Socorrista 03: flexiona e eleva as pernas da vítima. A descrição das técnicas apresentadas foi realizada com base em uma situação modelo em que o paciente era o motorista. 6ª fase: 1. O socorrista 01: fecha os tirantes da cabeça. retira os dois tirantes da virilha. Socorrista 02: comanda o arrastamento da vítima para a posição correta na prancha. Após o posicionamento dos tirantes de perna. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO) 4. deslizam a vítima. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 122 Visto do Ajudante Geral 7. 5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO . Socorrista 01: desconecta o tirante superior do tórax após a prancha longa ser posicionada no solo. Na sequência. Dependendo da situação. retira a perna da vítima do espaço do motorista uma de cada vez. Socorrista 01: coloca o cilindro de oxigênio entre as pernas da vítima com o registro do cilindro voltado para os pés da vítima. TRANSPORTE 5. Socorrista 02: segurando o KED pelas alças superiores da cabeça. Socorrista 01: coloca a vítima deitada na prancha. 3. Socorrista 02: retira-se do veículo e coloca a prancha longa apoiada no banco do motorista. pegando na ponta dos pés e os trazendo em direção ao banco do passageiro. 5ª fase: 1. Na sequência. 8. insira o coxim do KED de modo a preencher o referido espaço. formando um “X”. 3. AVALIAÇÃO CONTINUADA 6. 4. Os socorristas. comanda o giro do paciente. adaptações serão necessárias e a GUBM deverá adotar as técnicas descritas como base para as adaptações. 5. caso haja um espaço entre a cabeça da vitima e o KED. 9. 2. utilizando as alças do KED. 2. Os airbags do veículo podem funcionar de 5 a 20 minutos após corte da bateria. 4. 4° Fase: 1. a equipe realiza o segundo giro. realiza o primeiro e segundo giro de 45°. Socorrista 01: segurando nas alças laterais do KED.

7. Relate no RAPH/REDS os procedimentos técnicos adotados pelo profissional. do COREM ou de outro Conselho a que pertença o profissional que intervier na ocorrência. conforme o Protocolo de APH do Socorrista. 2. A Gu BM deve acatar suas orientações de procedimentos. 4. se o tempo total de cena o permitir. Considere a presença de médico. enfermeiro ou outro profissional de saúde não pertencentes ao CBMMG na cena como um potencial apoiador a Gu BM. solicite a intervenção do médico regulador (se disponível) ou do COBOM- CIAD / SOU/SOF. Caso o mesmo dê uma ordem que possa prejudicar o paciente explique a ele. 3. 5. . Em caso de conflito. citando dados completos da ocorrência e testemunhas. Faça um relatório ao comandante da UEOp ou ao CBU a respeito do conflito havido. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 123 Visto do Ajudante Geral P 611 – OUTRO PROFISSIONAL DE SAÚDE NA CENA 1. o Nº do CRM. desde que não contrariem as diretrizes do Protocolo de APH do Socorrista. Anote o nome completo. as razões pelas quais você não a pode cumprir. 6. ou mesmo do CBU.

vii. Seu estado médico pode se agravar em decorrência de eventual condição clínica oculta não detectada pela Gu BM. solicite autoridade policial para auxiliar no socorro e/ou registrar a recusa de atendimento. para auxiliar a Gu BM. b. Se ainda assim não houver sucesso nas tentativas. O paciente está alerta e orientado quanto à pessoa. Histórico de doença que afeta sua capacidade mental. Desordens psiquiátricas ou psicológicas. SE O PACIENTE POSSUI LESÕES LEVES. c. O SOCORRISTA PODERÁ ACATAR SEU DESEJO. Todas as pessoas têm direito constitucional à assistência à saúde. O BM. ii. Uso de álcool ou drogas. QUESTÕES LEGAIS a. c. possui o dever de socorrer. d. Os sinais vitais estão normais? d. vi. ANTES QUE O PACIENTE POSSA RECUSAR FORMALMENTE O ATENDIMENTO: a. MAS A GUARNIÇÃO BM ENTENDE QUE ELE NECESSITA DE ATENDIMENTO MÉDICO: a. A Gu BM não tem aparelhos médicos de alta resolução nem dispõe de exames laboratoriais precisos para fornecer um diagnóstico médico preciso da gravidade do paciente. Tente contar com os familiares. Contate a regulação médica (se disponível) ou o médico do paciente (se disponível). d. A Gu BM que o atendeu não é composta por médico (em caso de SBV). c. Se o paciente ainda recusa atendimento. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 124 Visto do Ajudante Geral P 612 – RECUSA DE ATENDIMENTO 1. em que o próprio paciente ou representante legal pode buscar socorro adequado ou providenciar sua própria assistência por meios próprios. d. Paciente apresenta-se como um perigo para si e para outros. amigos ou pessoas próximas a ele no sentido de ajudar a convencê-lo da gravidade de sua condição. como garantidor legal. 6. 2. 3. 5. tempo e lugar? b. OS DADOS PESSOAIS E CLÍNICOS DO PACIENTE E OS DADOS DA OCORRÊNCIA DEVEM SER COLHIDOS EM TODOS OS CASOS DE RECUSA. Em caso de recusa de paciente vítima de lesões leves (ou potencialmente leves). e permita que o paciente fale com um profissional médico que possa auxiliar a Gu BM a convencê-lo da necessidade do atendimento e transporte. A vida e a saúde são bens indisponíveis. ARROLE 2 TESTEMUNHAS E ORIENTE O PACIENTE QUANTO AOS SEGUINTES ASPECTOS: a. Se a vítima interpõe óbices intransponíveis ao auxílio. iv. O serviço de emergência do CBMMG está disponível 24 horas/dia e acessível via telefone 193. Há algum sinal que o impeça de compreender as consequências de sua decisão. TAL FATO DEVE CONSTAR EM RELATÓRIO (RAPH/REDS) 7. c. SE O PACIENTE (OU REPRESENTANTE LEGAL) RECUSA O ATENDIMENTO. EXECUTE A AVALIAÇÃO DO PACIENTE CONFORME MÓDULO 100. v. solicite SAV (se disponível). O quadro clínico do paciente é potencialmente grave? 4. Trauma de cabeça. tais como: i. não há que se falar em crime de omissão de socorro. Baixa idade. . e. iii. CASO O PACIENTE NÃO PERMITA A COLETA DESTES DADOS. também não há crime. SE O MECANISMO DE LESÃO NÃO FOI SIGNIFICATIVO E O MESMO NÃO DESEJA SER ATENDIDO. O paciente oferece uma resistência instransponível ao atendimento? f. O paciente compreende as possíveis consequências de sua recusa? e. OS SEGUINTES DADOS DEVEM SER CONHECIDOS DO SOCORRISTA. b. b. Alguma outra condição clínica que possa limitar sua capacidade de pensar racionalmente.

2. Em casos óbvios. Paciente pediátrico. mas apenas das vivas (que respiram e tem pulso). Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 125 Visto do Ajudante Geral P 613 – PRESUNÇÃO DE ÓBITO 1. . PROPOSTA a. Secção de tronco com parada cardiorrespiratória. quando o tempo de retirada for superior a 30 minutos. em ocorrências com múltiplas vitimas. Auxiliar a Gu BM a constatar ou presumir o óbito do paciente em ambiente extra-hospitalar. 3. iv. comprovada por tempo de submersão superior a 1 hora ou sinais evidentes de morte.g. Somente profissional médico pode expedir a declaração de constatação de óbito. vi. na tentativa de salvar o feto!  Paciente hipotérmico pode sobreviver mesmo em situações extremas de parada cardiorrespiratória. Vítimas apresentando lesões com baixa probabilidade de sobrevivência. Presunção de óbito. São situações extremas. o profissional não médico pode constatar o óbito. mesmo após abertura de vias aéreas e realização de cinco ventilações. viii. Decapitação. que estejam sem respiração e sem pulso. com pulso mas sem respiração. Livor mortis (livor hipostático ou livor cadavérico): é um sinal de morte. xii. ix. contudo. devido à gravidade. QUESTÕES LEGAIS a. em ocorrências com múltiplas vítimas. atingida por projétil na cabeça com exposição de massa encefálica. v. em que os recursos operacionais são insuficientes para atendimento de todas as vitimas. x. iii. xi. Vítimas presas às ferragens. causando um endurecimento nos músculos do cadáver. mesmo após permeabilização de vias aéreas. Paciente adulto sem pulso e apneico. Carbonização. esmagamento total de cabeça) com PCR testemunhada. no qual há o aparecimento de manchas róseas ou arroxeadas na parte do corpo em contato com a superfície. b. mas apenas das vivas ( que respiram e tem pulos). Rigor mortis (é um sinal reconhecível de morte que é causado por uma mudança bioquímica nos músculos. Afogamento sem chances de iniciar RCP. INDICAÇÕES a. Esmagamento total de crânio com parada cardiorrespiratória.  Em caso de mulher grávida. por exemplo. escombros ou encarceradas de alguma forma. impossibilitando de movimentá-los ou manipulá-los). sem que se inicie as manobras de RCP deve ser considerada apenas nas seguintes condições: i. mesmo com lesão incompatível com a vida (e. em que os recursos operacionais são insuficientes para atendimento de todas as vítimas. Decomposição. ii. em zona quente (ambiente sob fogo) no caso de resgate tático. deve-se iniciar a RCP e transportá-la para o hospital de referência mais próximo. vii.

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 126 Visto do Ajudante Geral Apêndices .

. vi. é uma conduta negativa. pois segundo o §2º do art. por parte de todos os profissionais – BM e outros. 5. Art. Documentos normativos do CBMMG: Resoluções. “Saúde é direito de todos e dever do Estado. basicamente. É sempre deixar de fazer aquilo que a diligência normal impunha. vem a causar o resultado lesivo que lhe era previsível. o BM deve guiar-se pelo Princípio da Legalidade Estrita.. Somente são consideradas mortes óbvias ao socorrista os casos citados em P 613. tuberculoso. c.048/02 – Ministério da Saúde. v. ao contrário. Memorandos. à atividade profissional do agente. Negligência. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 127 Visto do Ajudante Geral APÊNDICE 01 – ASPECTOS MÉDICOS. Identificar o profissional de saúde – Bombeiro ou não . Art. 2. traumáticos. c. É o agir a mais que o permitido. A ética bombeiro-militar é definida pelas normas. d. Se o paciente vem a óbito. Inciso II. 24 do mesmo CPB. se o Bombeiro Militar se omite em socorrer.310 . c. atencioso e respeitoso. regras e regulamentos. f.” São. por exemplo.”. ASPECTOS ÉTICOS a. ainda. Direitos do paciente: i. É inobservância de regra técnica. iii. Suas atribuições no APH estão definidas principalmente nas seguintes normas: i. iv. leproso. obstétricos e psiquiátricos. No seu agir. por não observar o seu dever de cuidado. Resolução Nº 1. b.. o socorrista deve obter o CONSENTIMENTO do paciente ou seu representante legal para atendê-lo. Lei Complementar Nº 54. de 19/06/02 – Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado de Minas Gerais.o dever de agir incumbe a quem tenha por lei obrigação de cuidado. Receber explicações claras sobre o tipo de atendimento que está recebendo por parte do socorrista. momentânea ou não. Considera-se implícito o consentimento de uma vítima inconsciente.671/03 – Conselho Federal de Medicina. ele responde pelos danos sofridos pelo paciente. b. É o agir a menos que o exigido. de 13Dez99. 142. Constituição Estadual de 1989. ASPECTOS LEGAIS a. agir conforme P 612. e em especial pela lei estadual nº 14. e não por omissão de socorro apenas. o que inclui cópia da RAPH/REDS. 3. 196 da Constituição Federal de 1988. O socorrista Bombeiro Militar executa suporte básico de vida em pacientes acometidos de agravos clínicos. 2. pelo qual o agente público somente pode fazer o que a norma manda. Sigilo Profissional – é a obrigação do Bombeiro Militar “não revelar informações pessoais ou relativas à situação clínica da vítima a quem não esteja diretamente envolvido no atendimento da emergência e que dessas informações devam ter conhecimento”. conforme §1º do art. O Bombeiro Militar tem o DEVER DE AGIR. LEGAIS E ÉTICOS 1.. Ainda que a saúde e a vida sejam bens jurídicos indisponíveis segundo o direito brasileiro. Imperícia ocorre quando há uma inaptidão. o BM responde por homicídio. Atendimento humano. Ser identificado e tratado pelo nome e sobrenome. DIREITOS DO PACIENTE: 1. b. Portaria Nº 2. . proteção ou vigilância. dentre outros. ASPECTOS MÉDICOS a. 13 do Código Penal Brasileiro. e. drogado) ou por apelidos e termos pejorativos. Diz-se que a imperícia está ligada. ii. Imprudência é a conduta positiva praticada pelo agente que. Segundo o art. não o que ela não proíbe. 29 do Código Penal Brasileiro – CPB “.por nome completo. 4. não pelo nome da doença ou do agravo da saúde (Ex: aidético. § 5º. O consentimento do paciente: i. mesmo que tenha que enfrentar o perigo. 3.  Segundo interpretação do § 2º do Art. Ter seu caso tratado com sigilo e discrição. Instruções. função ou cargo. do agente no exercício de arte ou profissão. art 3º e 27. 144. d. Diante da recusa em ser atendido. Constituição Federal de 1988.

xii.6° a 37. 126X84 mmHg. Incursões respiratórias por minuto (IRPM): Adulto Criança Bebê Neonato 12 a 20 15 a 30 25 a 50 30 a 60 c. Localize a artéria braquial ao longo da face interna superior do braço palpando-a. 2. b. 3. O manguito deve ter largura de dois terços em relação ao comprimento da porção da extremidade onde será medida a PA. Anote a PA e a hora. perfusão capilar e oximetria de pulso. Identifique a pressão sistólica (máxima) observando no manômetro o ponto correspondente ao primeiro batimento regular audível. São quatro: temperatura. v. Determine o nível máximo de insuflação palpando o pulso radial até seu desaparecimento. MEDIDAS a.2°C 37. Desinsufle o manguito de modo que a pressão caia de 2 a 3 mmHg por segundo. iv. iii. b. crianças e bebês). vii.5°C b. xiv. . viii.Sinais vitais. Selecione o tamanho da braçadeira indicada para o paciente (adultos. Posicione a vítima com o braço apoiado no nível do coração. Exemplo PA. ix. 10h55min. CONCEITO a. Posicione o estetoscópio sobre a artéria braquial palpada abaixo do manguito na fossa antecubital. pressão arterial. respiração e pulso. Pressão arterial: Adulto Criança / Bebê Sistólica (mm Hg) 110-140 80 + 2X Idade Diastólica (mm Hg) 60-90 2/3 Sistólica Quadro 10 .5° a 39. Explique para o paciente o procedimento que será realizado. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 128 Visto do Ajudante Geral APÊNDICE 02 – SINAIS VITAIS 1. xiii. A largura do manguito deve corresponder a 40% da circunferência braquial e seu comprimento a 80%. Envolva a braçadeira em torno do braço. Método Auscultatório: i. São indicativos importantes também a cor da pele e mucosas.5°C >40.0°C 39. x. centralizando o manguito sobre a artéria braquial. xi. ii. Localize o manômetro de modo a visualizar claramente os valores da medida. Sinais vitais são as medidas das mais básicas funções do corpo. Desinsufle totalmente o aparelho com atenção voltada ao completo desaparecimento dos batimentos. Observações gerais: i. registrando o valor (pressão sistólica palpada) e aumentando mais 30 mmHg.4°C 38. Pulso (batimentos cardíacos por minuto – BCPM): Adulto Criança Bebê/Neonato 60 a 100 70 a 150 100 a 160 d. Seus valores possuem pequenas alterações conforme as referências bibliográficas adotadas. vi. ii. Mantenha a margem inferior da braçadeira a 2. Identifique a pressão diastólica (mínima) observando no manômetro o ponto correspondente ao último batimento regular audível.5cm acima da dobra do cotovelo e encontre o centro do manguito dobrando ao meio.1° a 40. Temperatura corporal (axilar): Normal Febre discreta Febre moderada Febre Elevada Hiperpirexia 36. Retire o aparelho do braço e guarde-o cuidadosamente a fim de evitar danos.3° a 38. PROCEDIMENTOS PARA SE MEDIR A PRESSÃO ARTERIAL a.

registrando o valor (pressão sistólica palpada) e aumentando mais 30 mmHg. 10h55min. sentado ou deitado). Sinta o pulso. Exemplo: PAS 120 mmHg (palpação). observando o manômetro ou a coluna de mercúrio. iv. ii. v. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 129 Visto do Ajudante Geral c. Determine o nível máximo de insuflação palpando o pulso radial até seu desaparecimento. Coloque as pontas dos dedos no pulso radial. Anote a PA.  A posição em que a vítima se encontra (em pé. a emoção ou dor da ocorrência e o equipamento inadequado podem alterar os níveis da pressão. iii. leia a pressão sistólica aproximada. atividade física recente. . hora e método usado. Vagarosamente esvazie o manguito. Quando perceber o retomo do pulso radial. Método Palpatório: i.

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 130 Visto do Ajudante Geral .

b. Taquicardia seguida de Bradicardia. 5. Choque hipovolêmico (hemorrágico): 1. Pulso fraco. 3. iii. Hipotensão. i. ii. 4. Tontura. Alterações neurológicas (comportamentais). Vasoconstrição cutânea (cianose). . Sinais tardios: 1. i. 6. 4. Pele rosada e bem perfundida. 6. 5. 8. Hipertensão seguido de hipotensão. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 131 Visto do Ajudante Geral APÊNDICE 03 – ESTADO DE CHOQUE 1. Choque séptico: 1. SINAIS E SINTOMAS a. Febre. Taquipneia. 2. 2. Hipotensão arterial. Ansiedade e inquietação. Reenchimento capilar > 2 segundos. Palidez e cianose. 7. Choque psicogênico: 1. 6. ii. 2. Edema de face e língua. Pulso fraco. ii. Alterações neurológicas (comportamentais). Choque anafilático: 1. Sinais precoces: 1. com coceira ou queimação. Calafrios. 2. Respiração ruidosa e difícil. 2. Taquipneia. 3. 2. Taquicardia. Coma. Bradicardia seguida de taquicardia. Sudorese. 4. 6. Palidez cutânea. Hipotensão persistente. Hipotensão. Taquicardia. Sinais e sintomas típicos dos choques específicos: i. 3. Hipotensão arterial. Sinais e sintomas universais de todos os tipos de choques: i. Choque cardiogênico: 1. Dispneia. 7. Bradicardia. 5. 2. 3. 4. Pele fria. Sudorese. Pele avermelhada. Choque neurogênico: 1. 3. 5. Palidez cutânea. Pele quente e ruborizada. 3.

Considere acionamento de SAV e interceptação durante o deslocamento. x. c. Aplicar compressa fria sobre o possível local da hemorragia interna. Pele fria. viii. Torpor e coma. TRATAMENTO a. Olhos opacos e pupilas dilatadas.) da vítima para prevenir hipotermia. ix. Taquipneia seguida de bradipneia com respiração rápida e profunda. iv. conforme P 409. iii. Remover roupas molhadas (água. vii. Manter as vias aéreas pérvias. sangue etc. Não aplique a compressa diretamente sobre a pele.2000 ml > 2000 ml Perda sanguínea (%) Até 15% 15 -30% 30-40% > 40% Frequência de pulso < 100 Entre 100 -120 120 . v. Monitorar sinais vitais e nível de consciência. caso haja. Classificação do choque hipovolêmico hemorrágico no adulto: Classe I Classe II Classe III Classe IV Perda sanguínea (ml) 700 – 750 ml 750 . 4.1500 ml 1500 . Boca. 8. Iniciar transporte para o hospital o mais rápido possível. vi. 5. 9. 7. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 132 Visto do Ajudante Geral 2. 11. 6. Sede intensa. Posicionar a vítima em decúbito dorsal. Administrar oxigênio conforme P 604. Enchimento capilar acima de 2 segundos. Imobilizar fraturas. . língua e lábios secos. xi. xii. ii. úmida e pegajosa. Controlar hemorragias externas.140 >140 Muito Pressão Arterial Normal Normal Diminuída Diminuída Frequência Respiratória 14-20 20-30 30-40 >35 Estado Mental Ansiedade Ansiedade Ansioso Ansioso e Leve Moderada e Confuso Letárgico Quadro 11 . Palidez ou cianose. PA sistólica menor que 90 mmHg (tardio). Taquicardia. Náuseas e vômitos. 10. o quanto antes para reduzir lesões internas.Classificação do choque hipovolêmico no adulto. 12. Conduta geral: i. Aquecer a vítima com manta aluminizada e/ou cobertor. Não oferecer nada para a vítima ingerir. 3. 2.

CONCEITO a. por até 20 minutos. O resultado encontrado deve ser informado ao médico no hospital. uma vez que as notas obtidas no primeiro e quinto minutos são registradas no “Cartão da Criança”. novas avaliações devem ser realizadas a cada cinco minutos. AVALIAÇÃO CONTINUADA 5. Quando a nota de cinco minutos for inferior a 7.Escala de APGAR. Coloração da Pele generalizada ou Completamente róseo extremidades cianóticas palidez Quadro 12 . c. 4. PARÂMETROS a. 3. b. PONTUAÇÃO PARÂMETROS 0 1 2 Frequência Cardíaca Ausente Menor que 100 BPM Maior que 100 BPM Choro fraco Respiração Choro forte Esforço Respiratório Ausente irregular Respiração regular Discreta flexão de Tônus Muscular Flácido Semiflexão completa extremidade Reflexos de Irritabilidade Ausente Resposta com careta Tosse ou espirro Cianose Corpo róseo. logo após o nascimento. Devem ser feitas três medições: no primeiro. 2. É a escala de avaliação do quadro da vitalidade do neonato. Não deve servir para decisão quanto à reanimação do neonato. e adequadamente registradas. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES a. Escala de APGAR: avalia-se através da pontuação determinada no momento do nascimento e aos 5 (cinco) minutos de vida. CONDUTA a. . no quinto e no décimo minuto. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 133 Visto do Ajudante Geral APÊNDICE 04 – ESCALA DE APGAR 1.

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 134 Visto do Ajudante Geral .

mova o pé etc” Localiza 5 pontos Consegue localizar a região onde está sendo estimulado estímulos dolorosamente e tenta remover a mão do examinador para impedi-lo. estende as extremidades superiores e inferiores anormal assumindo a chamada atitude de descerebração. CLASSIFICAÇÃO DO TCE SEGUNDO A PONTUAÇÃO NA ECG ADULTA a. TCE Grave . . a. Abertura Ocular Espontânea 4 pontos Olhos abertos espontaneamente com movimentos normais. numa resposta reflexa. TCE Moderado . Sons 2 pontos Não consegue sequer articular palavras. 2. PARÂMETROS a. Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma escala neurológica com objetivo de registrar o nível de consciência e responsividade de um paciente. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 135 Visto do Ajudante Geral APÊNDICE 05 – ESCALA DE COMA DE GLASGOW – ADULTO 1. a. Resposta Motora Obedece a 6 pontos É capaz de executar movimentos mediante solicitação verbal. (decortica- ção) Extensão 2 pontos Ao ser estimulado. e o que aconteceu etc. dolorosos Retira à dor 4 pontos Retirada inespecífica: o indivíduo retira o estímulo doloroso mediante flexão do membro estimulado. Flexão 3 pontos Ao ser estimulado flexiona as extremidades superiores e estende as anormal extremidades inferiores assumindo a atitude de decorticação. resposta Quadro 13 .3 a 8. Confusa 4 pontos Responde às perguntas. emitindo apenas murmúrios ininteligíveis ou grunhidos. b.13 a 15. Resposta Verbal Orientada 5 pontos Consegue descrever quem é. À voz 3 pontos Olhos fechados que só se abrem mediante um estímulo verbal. (Descere- bração) Ausência de 1 ponto Irresponsivo. não conseguindo formar frases desconexas completas. c. não necessariamente à ordem de “abra os olhos”. CONCEITO a. Ausente 1 ponto Não abre os olhos.Escala de Coma de Glasgow . Ausente 1 ponto Não emite qualquer som vocal. onde está ou o que aconteceu. À dor 2 pontos Olhos fechados que só se abrem mediante estímulo doloroso.Adulto. do tipo comandos “aperte minha mão. 3. Palavras 3 pontos Diz palavras isoladas e sem sentido.9 a 12. TCE Leve . levante a perna. mas não sabe descrever quem é.

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Choro irritante 4 pontos Choro contínuo. 3. fixa objetos. espontâneo Retira ao 5 pontos Consegue sentir a região onde está sendo estimulada e tenta se afastar. Abertura Ocular Espontânea 4 pontos Olhos abertos espontaneamente. Ausente 1 ponto Não emite qualquer som. CLASSIFICAÇÃO DO TCE SEGUNDO A PONTUAÇÃO NA ECG PEDIÁTRICA a. sorriso social e “palavra apropriada (>1ano)”. estende as extremidades superiores e inferiores anormal assumindo a chamada atitude de descerebração. Sempre que possível. c.PEDIÁTRICA 1. Resposta Verbal Balbucio 5 pontos Orientado para o som. Flexão 3 pontos Ao ser estimulado flexiona as extremidades superiores e estende as anormal extremidades inferiores assumindo a atitude de decorticação. mas consolável. 13 a 15 – leve. . Gemido a dor 2 pontos Inquieto. agitado. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 137 Visto do Ajudante Geral APÊNDICE 06 – ESCALA DE COMA DE GLASGOW . interage. Resposta Motora Movimento 6 pontos É capaz de executar movimentos espontâneos ou propositais sozinho. b.Escala de Coma de Glasgow Pediátrica. Abre os olhos. À voz 3 pontos Olhos fechados que só se abrem mediante um estímulo verbal. palavra inapropriada. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) pediátrica é uma escala neurológica com objetivo de registrar o nível de consciência e responsividade de um paciente pediátrico menor de 5 anos durante a avaliação inicial. Ausente 1 ponto Não abre os olhos. À dor 2 pontos Olhos fechados que só se abrem mediante um pequeno estímulo doloroso. será contínua e após um traumatismo craniano ou traumas diversos. Choro a dor 3 pontos Choro persistente irritado. toque Retira à dor 4 pontos Consegue sentir a região onde está sendo estimulada a dor e se afasta. Ausente 1 ponto Ausência de qualquer resposta Quadro 14 . segue objetos. 9 a 12 – moderado. c. b. 3 a 8 – grave. inconsolável. 2. PARÂMETROS a. CONCEITO a. gemendo. inconsolável e geme. Extensão 2 pontos Ao ser estimulado.

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APÊNDICE 07 – ESCALA DE TRAUMA SCORE

1. CONCEITO
a. A escala de Trauma Score (TS) visa quantificar o nível da gravidade de um paciente traumatizado,
sendo assim fator decisivo para orientar a conduta do socorrista no atendimento e na triagem (situação
onde a emergência ultrapassa a capacidade de resposta).
b. É composta de uma combinação de resultados a partir de três categorias: Escala de Coma de Glasgow,
Pressão Arterial Sistólica e Frequência Respiratória.
c. A Escala de Trauma Score não inclui o enchimento capilar e a expansão pulmonar, visto a subjetividade
destes.
2. PARÂMETROS
a. Escala de Trauma Score

Pontos na Escala de Pressão Arterial Frequência
Valor
Coma de Glasgow Sistólica Respiratória
4 13 - 15 > 89 10 - 29
3 9 - 12 76 - 89 > 29
2 6-8 50 - 75 6-9
1 4-5 1 - 49 1-5
0 3 0 0
Quadro 15 - Escala de Trauma Escore.

Interpretação do resultado da escala de trauma:

Trauma leve: 11 a 12.
Trauma moderado: 7 a 10.
Trauma grave: 0 a 6.

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APÊNDICE 08 – MAPA CARGA PADRÃO DE EQUIPAMENTOS DE APH
1. MAPA CARGA PADRÃO DE UR
Ord EQUIPAMENTO / MATERIAL TAM QUANT.
1 Abridor de mandíbula -- 1a2
Litro (1000 ml) 2a3
2 Álcool Etílico 70% Almotolia (250
1
ml)
Aparelho de oxigênio portátil completo composto de cilindro de 3
Almotolia (250
3 lts (ou maior), manômetro, fluxômetro e máscara facial.
ml)
1
Acondicionado em bolsa ou maleta.
4 Avental descartável (EPI do TEM) -- 10 a 15
5 Aspirador elétrico portátil de secreções -- 1
6 Aspirador portátil manual -- 1
7 Aspirador tipo pêra 2a8 1
8 Ataduras de crepom de 15 cm de diâmetro ( Pct c/ 12) -- 2a3
9 Bóia tipo lifebelt (salsichão) -- 1
10 Bolsa de resgate, em cordura (cor azul ou laranja) -- 1
11 Campo operatório – pacote com 50 unidades -- 1
Pacote com 10
12 Compressa de Gaze Estéril 11 fios 7,5 x 7,5 cm
unid.
5
13 Capa de chuva -- 4
14 Capacete para salvamento -- 4
15 Catéter nasal -- 10 a 15
16 Cobertor -- 2a3
Baby 1
Pediátrico 1
No Neck 1
17 Colar cervical de peça única, modelo stiffineck ou similar PP 1
Pequeno 2
Médio 2
Grande 2
18 Colchonete -- 1
19 Adulto 1
Colete de imobilização dorsal tipo KED
Pediátrico 1
20 Colete reflexivo -- 4
21 Cone sinaleiro escamoteável reflexivo -- 3
22 Conjunto com 6 cânulas de guedel (tam. de 0 a 5) -- 1
Desfibrilador Externo Automático (DEA) contendo 01 eletrodo
23 adulto, 01 eletrodo pediátrico e 01 barbeador para tricotomia.
-- 1
Pediátrico 1
24 Esfigmomanômetro Adulto 2
Neonatal 1
25 Esparadrapo (Rolo de 0,10 a 4,5 mts) -- 2a3
26 Pediátrico 1
Estetoscópio
Adulto 2
27 Extintor de PQS 8 Kg -- 1
28 Fita zebrada para isolamento -- 2a3
29 Hipoclorito de sódio a 1% Litro (1000 ml) 2a3
30 Imobilizador de cabeça tipo bashaw -- 2

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Ord EQUIPAMENTO / MATERIAL TAM QUANT.
31 Imobilizador pediátrico de corpo inteiro -- 1
32 Kit de queimadura -- 2a3
33 Kit obstétrico -- 2
34 Kit para salvamento em altura -- 1
35 Lanterna a pilha de 3 elementos1 -- --
36 Lanterna de recarga em viatura1 -- 2
37 Lanterna de verificação de pupila - 1
38 Lençol de papel (Rolo com 50 mts) -- 1
39 Luva de borracha para limpeza e desinfecção (par) -- 4a6
Pequeno 1
40 Luva descartável (Caixa com 50 pares) Médio 1
Grande 1
41 Luva de vaqueta (ou de couro e tecido) - par -- 3a4
42 Maca escamoteável com rodas -- 1
43 Maca tipo colher1 -- 1
44 Maca tipo Sked -- 1
45 Manta aluminizada -- 3a5
46 Máscara facial com reservatório para oxigenioterapia -- 3a5
47 Máscara facial (EPI) -- 40 a 50
48 Óculos de proteção -- 3a4
49 Oxímetro de pulso portátil com probe (sensor) pediátrico e adulto -- 1
50 Plástico estéril para curativos específicos 5 a 10
51 Pocket mask -- 1
52 Prancha longa1 -- 1a2
53 Prancha longa de metal1 -- 1
54 Prancheta de metal -- 1
55 Protocolo de APH -- 1
56 Rádio HT completo (bateria, antena e capa) -- 1
Neonatal 1a2
57 Respirador manual adulto tipo AMBU com reservatório Pediátrico 1a2
Adulto 1a2
Litro (1000 ml) 2a3
58 Sabão líquido neutro Almotolia (250
1
ml)
59 Saco de lixo de 30 lts -- 10 a 12
Tam 8 4a8
60 Sonda de aspiração flexível
Tam 12 4a8
61 Sonda de aspiração rígida -- 2a3
62 Soro fisiológico (Frasco com 50 ml) -- 4a6
Pequeno 3
Médio 6
63 Talas moldáveis de espuma e metal
Grande 4
GG 4

Tenda (dispositivo de oxigenoterapia neonatal)
64 Tamanho único 2

65 Termômetro --- 1
Ord EQUIPAMENTO / MATERIAL TAM QUANT.

10 a 4. 5 Pediátrico 1 PP 1 9 Colar Cervical Pequeno 1 Médio 1 Grande 1 10 Conjunto com 6 cânulas de guedel (tam. 5 2. 3 4 Aspirador portátil manual -.5 cm unid. MAPA CARGA PADRÃO PARA BOLSAS DE APH EM GERAL (exceto para unidades de resgate e motos operacionais) BOLSA DE APH Ord EQUIPAMENTO / MATERIAL TAM QUANT. 2 67 Tesoura de lister serrilhada -. 1 70 Luva estéril de plástico para aspiração --. 1 16 Lanterna de verificação de pupila . 1 13 Pediátrico 1 Estetoscópio Adulto 1 14 Kit de queimadura -. 2 68 Tracionador de fêmur adulto -. 5 20 Óculos de proteção -. 1 7 Campo operatório Unidade 20 Pacote com 10 8 Compressa de Gaze Estéril 11 fios 7. 2 19 Máscara facial (EPI) -. 1 Abridor de mandíbula -. 4 21 Plástico estéril para curativos específicos 2 22 Pocket mask -. 1 5 Aspirador tipo pêra 8 1 6 Ataduras de crepom de 15 cm de diâmetro (Pct c/ 12) -.5 mts) -.5 x 7. 1 P 2 23 Talas moldáveis de espuma e metal M 2 G 2 24 Tesoura ponta romba (para tecidos e couro) -. de 0 a 5) -. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 142 Visto do Ajudante Geral 66 Tesoura ponta romba (para tecidos e couro) -. 1 15 Kit obstétrico -. 1 69 Tracionador de fêmur pediátrico -. 1 Pediátrico 1 11 Esfigmomanômetro Adulto 1 Neonatal 1 12 Esparadrapo (Rolo de 0. 1 Litro (1000 ml) 1 2 Álcool Etílico 70% Almotolia (250 1 ml) 3 Avental descartável (EPI) -. 1 P 10 17 Luvas descartáveis (pares) M 10 G 10 18 Manta aluminizada -. 1 .

1 4 Oxímetro de pulso portátil com probe (sensor) pediátrico e adulto -.  02 clamps estéreis (prendedor umbilical). gases e ataduras. 1 Neonatal 1 6 Respirador manual tipo AMBU com reservatório Pediátrico 1 Adulto 1 OBSERVAÇÕES: 1. portar 1 máscara de ressuscitação. Composição dos kits Os Kits acima descritos terão a seguinte composição: 4. 1 3.5 X 5 CM. Os materiais e equipamentos descritos nas tabelas 1 a 3 representam um padrão ideal para as viaturas.Tam: 2.10 X 1.tam: 2. -.  01 frasco de soro fisiológico .tam 1 X 1 M.1 Kit para queimadura  01 cobertor térmico aluminizado . 3.  01 protetor para queimadura e evisceração .  01 bisturi descartável nº 22.  01 cobertor térmico .  02 pares de luva estéril Tam M (7.40 M ou plástico estéril.  relação custo x benefício. quando transitando fardados.  02 absorventes hospitalares. 4.  02 braceletes para identificação. .5 ou 8.  01 compressa estéril de 30 X 15 CM. 5.2 Kit para parto  02 aventais descartáveis.tam: 7. É recomendado aos militares.  qualificação dos socorristas para utilizarem os itens incrementados. recomenda-se acrescentar à sua carga os materiais e equipamentos disposto na tabela 3.  01 pacote de atadura de rayon . tal procedimento será efetuado com autorização do Comandante da UEOp. 1 5 Prancha longa com tirantes -.  02 lençóis descartáveis 2. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 143 Visto do Ajudante Geral 25 Termômetro -.  01 pacote de gaze vaselinada . 2.frasco de 250 ML.  01 compressa estéril de 15 X 10 CM. 4. EQUIPAMENTOS COMPLEMENTARES PARA VIATURAS OPERACIONAIS (exceto para Unidades de Resgate e Motocicletas Operacionais) EQUIPAMENTOS COMPLEMENTARES 1 Adulto 1 Colete de imobilização dorsal tipo KED Pediátrico 1 Desfibrilador Externo Automático (DEA) contendo 01 eletrodo 2 adulto.00 X 0. 1 3 Imobilizador de cabeça tipo bashaw -.6 CM.tam: 7.90 CM. que decidirá baseado nos seguintes aspectos:  necessidade operacional demonstrada.  possibilidade de acondicionamento adequado nos compartimentos da Unidade de Resgate.5).  01 saco de expurgo hospitalar 20 litros.10 X 1. Para as viaturas que atuam em primeira resposta.6 X 7. 01 eletrodo pediátrico e 01 barbeador para tricotomia. 2 pares de luvas de procedimentos. Havendo necessidade de se acrescentar outros. Os materiais de limpeza e assepsia previstos deverão possuir registro do Ministério da Saúde.40 M.

40 m3 0. em minutos P = Pressão do Cilindro. em litros por minuto Dado: a) 1 atm ~ 1 bar.00 m3 0.40 cm 5 litros 7 kg 0.Capacidade e dimensões dos cilindros de oxigênio mais comuns. DURAÇÃO RESIDUAL DO CILINDRO P x C_ Tr = .32 cm 50 litros 58 kg 10. é necessário realizar a conversão para mesma unidade de pressão na fórmula e ainda adaptar a unidade de volume conforme o sistema internacional. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 144 Visto do Ajudante Geral APÊNDICE 09 – DURAÇÃO DE CILINDRO DE O2 1.00 m3 0. em bar (utilizando o manômetro) C = Capacidade hidráulica do cilindro.72 cm 40 litros 48 kg 8. onde 1atm x Q Tr = Tempo residual.45 m3 0.88 cm 20 litros 30 kg 4.00 m3 1.42 cm Quadro 16 .40 cm 7 litros 10 kg 1.75 m3 0. . pois 1 atm = 760 mmHg e 1bar = 750 mmHg b) O ideal seria utilizar a variação da pressão Observação: Quando os manômetros do CBMMG apresentarem uma leitura da pressão do cilindro em unidade que não seja BAR. CILINDROS MAIS COMUMENTE COMERCIALIZADOS Capacidade Peso Quantidade em m3 Altura 3 litros 5 kg 0. em litros (esta informação está gravada no corpo do cilindro) 1 atm = Pressão atmosfera aproximada Q = Vazão. 2.00 m3 1.45 cm 15 litros 17 kg 2.

01325 101325 PSI (lbf/in2) 0.000009869 0. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 145 Visto do Ajudante Geral Tabela de Conversão Pressão atm PSI (lbf/in2) Bar Pascal (Pa) atm 1. Equação Global: X minutos residuais = Pressão x Capacidade Vazão x Pressão atmosférica .06895 6894.00001 1.br/2011/06/relatorio-foguete-agua.0 Quadro 17 .6959 1.0680 1.8 Bar 0.0 14.0001450377 0. MÉTODO DE CÁLCULO DO TEMPO RESIDUAL DO CILINDRO 1. pressão do manômetro de 100 bar e vazão ou fluxo de 10 litros/min. acesso 21/11/12 às 16h.html.blogspot.0 0.1 Dados hipotéticos: Cilindro de 50 L.com. Cálculo: Tr = 100 bar x 50 litros / 10 (litros/ min) x 1 atm Resultado 500 min residuais.5 1.Conversão de unidades de medidas. Fonte: http://falandofisicamente.0 10000 Pascal (Pa) 0.9869 14.

12. não tosse. Queimaduras em face e/ou vias aéreas. 16. Fraturas abertas. Outras viaturas disponíveis. Nesses casos. Indisponibilidade de Unidades Resgate (UR) ou ambulâncias de outros órgãos. Viatura de combate a incêndio. Vítima irresponsiva (não responde. Ferimento perfurante em cabeça. até a chegada de Unidade de Resgate ou que outra ambulância assuma o paciente. CRITÉRIOS PARA EMPENHO O COBOM/CIAD e/ou SOU/SOF. 3. 5. Viatura de emprego múltiplo (ABS). Fratura de fêmur. fria e pegajosa). Considerar as chances de sucesso no socorro ao se empenhar tais viaturas. 13. 20. 6. 19. 6. Parto iminente com apresentação cefálica. 8. 4. Ferimento por disparo de arma de fogo. Vítima com politraumatismo. pode ser planejada a interceptação do veículo particular por Unidade de Resgate ou ambulância. Atendimento a vítimas de agravo a saúde em casos de lesões que ameacem a vida. Parada Cardiorrespiratória (PCR). Motocicleta Operacional. 21. Dor no peito característica de Infarto Agudo do Miocárdio. 2. iii. Lesões causadas por choque elétrico. . 15. 2. 11. Eviscerações. e/ou tórax. 4. Outras lesões graves que ameacem a vida. Amputação acima do pulso ou tornozelo. Queimaduras de 2º e 3º graus em mais de 20% da área do corpo. ii. v. 18. 17. 9. Instabilidade pélvica. iv. 14. e/ou abdômen. Exemplos: 1. esta orientação deve ser repassada aos solicitantes. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 146 Visto do Ajudante Geral APÊNDICE 10 – PRIMEIRA RESPOSTA 1. 10. 2. 5. CONCEITO Empenho de viaturas (exceto URs) para realizar o primeiro atendimento a uma vítima de agravo à saúde. ao tomar a decisão de empenho das viaturas para a Primeira Resposta seguirá os seguintes critérios: i. havendo possibilidade de redução do risco de morte e de danos adicionais com o empenho de viatura em primeira resposta em paralelo à UR ou ambulância. 7. Hemorragia grave. Obstrução de vias aéreas. Indícios de estado de choque (pele úmida. pálida. Viatura de Salvamento. como nos casos de ferimentos penetrantes por armas de fogo ou brancas. uma vez que se o tempo de deslocamento for demasiado e o paciente puder ser transportado por meios próprios a Unidades de Saúde. Considerar a seguinte ordem de prioridade para empenho: 1. Afogamento. Elevado tempo previsto de deslocamento da UR ou ambulâncias. nem geme). Coordenador de Bombeiros da Unidade (CBU). Não respira ou apresenta respiração difícil. 3.

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 147 Visto do Ajudante Geral APÊNDICA 11 . SITUAÇÃO (VÍTIMA) 4.): NUM/COMP: BAIRRO: MUNICÍPIO: CEP UF: RG: CPF TEL: II – TIPO DA OCORRÊNCIA 1. CONTUSO F. CONDIÇÃO DE SEGURANÇA 3. TIPO DE VEÍCULO 2.FICHA DE ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR (pag.VEÍCULO 1. PERFURANTE FRATURA ABERTA FRATURA FECHADA OUTROS: _________________ ______________ _ ______________ _ .QUALIFICAÇÃO DA VÍTIMA NOME: IDADE: SEXO:  M  F END.C.(av. CLÍNICO  ATROPELAMENTO  ASSISTÊNCIA AO PARTO  EMERGÊNCIAS POR AUTOMÓVEL METABÓLICAS  ACIDENTE BICICLETA  ACIDENTE VASCULAR  ACIDENTE MOTOCICLETA  CHOQUE CEREBRAL (AVC)  PARADA ELÉTRICO CARDIORRESPIRATÓRI  AFOGAMENTO  CONVULSÃO  COLISÃO A  AGRESSÃO FÍSICA  DESMAIO (SÍNCOPE)  QUEDA DE  TENTATIVA DE  AGRESSÃO ARMA BRANCA  DISPNÉIA ALTURA SUICÍDIO  AGRESSÃO ARMA DE  DISTÚRBIO PSIQUIÁTRICO  QUEIMADURA  INFARTO AGUDO DO FOGO  DOR PRECORDIAL  OUTROS: MIOCÁRDIO (IAM)  AGRESSÃO POR ANIMAL  INTOXICAÇÃO EXÓGENA __________  OUTROS __________  ANIMAL PEÇONHENTO  EMERGÊNCIAS _____________________ ___________________ __ RESPIRATÓRIAS III .1) I . POSIÇÃO DO VEÍCULO  AUTOMÓVEL AIR BAG ATIVOU  CONDUTOR  BICICLETA  SIM  NÃO  À PÉ  BANCO DIANTEIRO  CAMINHÃO  EM AUTO  BANCO TRASEIRO  MOTOCICLETA USAVA CAPACETE  EM BICICLETA  GARUPA  ÔNIBUS  SIM  NÃO  EM MOTO   OUTROS: ________  OUTROS: _________ OUTROS:_____________ ___________________ USAVA CINTO ____________________ _______________________  SIM  NÃO ____________________ _  NÃO OBSERVADO IV – PRINCIPAIS LESÕES  SEM LESÕES APARENTES LOCAL DA LESÃO CRÂNI PESCOÇ ABDÔM TIPO DE LESÃO FACE DORSO TÓRAX MSD MSE MI MIE O O EN BACIA D CONTUSÃO ESCORIAÇÃO F. rua. etc.  TRAUMA 2.

VIAS AÉREAS ATINGIDAS  SIM  NÃO 3. ESCALA DE COMA GLASGOW  4 11 a 29  4 +89  4 13 . TIPO DE QUEIMADURA ADULTO CRIANÇA BEBÊ  ELÉTRICA  QUÍMICA  TÉRMICA 2. PRODUTO CAUSADOR: Cada Membro Superior: 9% Cada Membro Superior: 9% Cada Membro Superior: Cada Membro Inf.FICHA DE ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR (pag.A.5% Períneo: 1% APÊNDICA 11 . 13.SAMPUM S A M P U M IX – PROCEDIMENTOS EFETUADOS . RESPIRAÇÃO / MIN 2.12  2 6 a 10  2 50 a 75  2 6-8  1 1a5  1 1 a 49  1 4-5  0 0  0 0  0 3 RESULTADO A ESCALA DE TRAUMA ESCORE: VIII .5% 9% Períneo: 1% Períneo: 1% Cada Membro Inf. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 148 Visto do Ajudante Geral V – QUEIMADURA 1. P.15  3 +29  3 76 a 89  3 9 . 18% Cada Membro Inf. ABERTURA OCULAR 2. SUPERFÍCIE ATINGIDA (%): Cabeça e pescoço: 9% Cabeça e pescoço: 18% Cabeça e pescoço: 18% Tronco: 36% Tronco: 36% Tronco: 36% 4. SISTÓLICA 3. MELHOR RESPOSTA VERBAL 3. DE GLASGOW: F. MELHOR RESPOSTA MOTORA  4 ESPONTÂNEA  5 ORIENTADO  6 OBEDECE À COMANDOS  3 À VOZ  4 CONFUSO  5 APROPRIADA À DOR  2 À DOR  3 DESCONEXO  4 RETIRADA À DOR  1 AUSENTE  2 INCOMPREENSÍVEL  3 FLEXÃO  1 AUSENTE  2 EXTENSÃO  1 AUSENTE PULSO: SaO2: ESCALA DE C. 13.2) VI – ESCALA DE COMA DE GLASGOW (INICIAL) 1. RESP: PA: TEMPERATURA: VII – ESCALA DE TRAUMA SCORE 1.

DE MEMBRO  1 DESOBSTRUÇÃO DE VIAS INFERIOR AÉREAS  8 IMOBIL. DE MEMBRO  13 MACA TIPO COLHER  2 OXIGÊNIO SUPERIOR  14 KED  3 VENTILAÇÃO COM BVM  9 PRANCHA LONGA  15 ASSISTÊNCIA AO PARTO  4 MASSAGEM CARDÍACA  10 DESFIBRILAÇÃO  16 OUTROS: ________________ EXTERNA  11 TRAÇÃO DE MEMBRO ______________________________  5 COLAR CERVICAL INFERIOR  6 CURATIVOS  12 MACA TIPO SKED X ._______ ( ) Tala M:_________________________ ( ) Kit Queimados:____________________ ( ) Sonda de Aspiração Rígida.MATERIAIS UTILIZADOS (MARCAR COM UM X O MATERIAL USADO E DISCRIMINAR A QUANTIDADE NA FRENTE) ( ) Atadura:________________________ ( ) Álcool (ml):_______________________ ( )Peça Facial Filtrante (N95):______ ( ) Campo operatório:________________ ( ) Luvas de Procedimento P:___________ ( ) Esparadrapo:_________________ ( ) Tala PP:________________________ ( ) Luvas de Procedimento M: __________ ( ) Saco de Lixo Hospitalar:________ ( ) Tala P:_________________________ ( ) Luvas de Procedimento G:___________ ( ) Sonda de Aspiração Flex. SAMPUM. A ficha serve apenas para anotações de dados importantes a serem transcritos para o REDS e também para facilitar o registro de dados relativos aos pacientes (sinais vitais.NOME E REGISTRO DO PROFISSIONAL QUE ATENDEU A VÍTIMA NOME: REGISTRO: XII . . escalas. pois o REDS foi cirado para este fim.______ ( ) Tala G:_________________________ ( ) Gaze estéril (pacote pequeno):________ ( ) Hipoclorito 1% (ml):____________ ( ) Tala GG:_______________________ ( ) Eletródo adulto:____________________ ( ) Luva Estéril:__________________ ( ) Frasco de soro:__________________ ( ) Eletródo infantil:___________________ ( ) Cateter Nasal:________________ ( ) Manta Aluminizada:_______________ ( ) Máscara Cirúrgica:_________________ ( ) Sabonete Líquido (ml):_________ OBSERVAÇÕES: 1.DESTINO DADO À VÍTIMA / UNIDADE DE SAÚDE QUE RECEBEU O PACIENTE XI .) que serão transmitidos à unidade hospitalar ou profissional de saúde que receber o paciente. 2. Não tem o objetivo de ser arquivada e servir de banco de dados. Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 149 Visto do Ajudante Geral  7 IMOBIL. etc. Modelo de ficha de atendimento pré-hospitalar para ser impressa e deixada nas viaturas.

Página SEPARATA Nº 03 DE 19 DE JANEIRO DE 2017 150 Visto do Ajudante Geral Referências Bibliográficas .

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