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. .

1
TEM

SEU )
Cf.\f�íiGTO
� ltfVIOLÁVEL
CONTROLE

CABE

NO
FÁCIL DE

•. . E O BANCO DOS RETALHISTAS


, . . 1\

VAI PAGA-LO COM R PIDEZ E ATENCÃO


Carta a Um Jovem Amigo-
NABUCO LOPES

Meu caro João Alfredo: livrinho, prctcndi<l juat flc::ir ante o talentoso a.mi go, agrade­
cendo- lhe a::1 g ucro!lils referências sõbre êste simples profes­
Li na FEIRA LITERÃR.l.A sua c riti ca ao meu des am bi­ sor de aldeia. Agoro, qunnlo à c on tundent e crítica aos con­
cios::i ensaio sõbre alguns aspetos da patologia social de nossa ceitos e valores de nünlm formução espi ri tual ai nos separam
comum e amada Pr oví ncia. Lon p-e de mim, p1ezado o.migo, a dislânc:as abismais. e .mfe.;su publicamente, meu caro. a legi·
estulta veleldade de ter ·pretem11do oferecer aos meios cultu­ tima pureza de minhas con,vicçõ s cr istãs e o orgulho em ve­
rais do '"tais um.a con�r�buição c.entifica valio� a . à altura. da rific ar, a medida que e nve!hcço, serc.m elas gradativamente
projeção � justo renom e de nossos homen.c de estudo. Tenho r:'lt•i:i expuntãnea.s e �edimc:itadas. São elas qlte me dão fôrça
auto consciência de minhas i nocul tá veis limit ações. Mas. isso su.!h:i cnt e para .marchar, co1n idealismo e destem or , - soi­
evidentemen.te não me impede de prosseguir no objetivo em­ da.Jo anônimo e sem graduação, - nas difíceis fileiras do a­
bora com hoJ'izontes humilde3 - de eEtudar alguns dos nossos primoramento dos costumes públicos e da libertação social do
ii.nfinitos e crônicos pro blemas regi onais . povo brasileiro. Que me impulsionam e não me permitem o.
Sou daqueles que, em tese, C:efendem a pesquisa universi­ omi ss ão. Que me estimulam n o estudo, nem sem.pre em con­
tária pura, desvinculada de sua aplica,.;ão p rática imediata. dições fáceis, das chagas sociais de nosso mei o, visando es­
Mas, há de con vir o- imeu j ove.m e talentoso crii.ico - a quem clarecer e despertar o bom-sen.so nas elites dominantes, eco�
muito admiro pela ar.1pla perspe ct iva de futuro nas le tras na­ nõm·ca.s ou pollticas, de nossa tão sofrida Provincia. Que me
cionais - ser tão pobre a no��a terra natal, tão vilipen.diada garantem tranquilidade interior para i·esistir. sem receios, a
a pessoa humana de nossos lrmfws desfavorecidos. tão pri­ pessoas ou grupos poderosos que tentam ou tentaram me si­
mários e contraditórios nossos conceitos humarJsticos, t�o lenciar sob a falsa acusa(;ã.o de comi.mista . EnfÍiID, que me
sufocuda. nos por ões da ig n o1·ân cia a :ioss a gente d esp rot egi da, distinguem da.quêles «evolués� bem servidos na mesa dos
tão amorfo e incipiente o ·nosso pr oc es so cultural, que não se «donos», para os qua is, aparent em ente e ngaj a dos na luta por
pode tranquila.mente fugir à contigên.cia da execução de es­ uma democraci a social autên.tica, em nada absolutamente lhes
tudos ligados às realidades do meio, com sentido preconce­ interessa o seu desfecho.
bido de aplic a ção utilitária à Província. O prefádo de Dom Adelmo, meu caro critico. dignltlca e
Minha i déia é, assim. divulgar resultados colhidos em pes­ valorisa de forma sign ifica tiva o meu livrinho marcadamente
quisas slmples mas honestas, efetuada::; dentro dos pad rões pr o vinci ano . E', sem favor, o seu «a:n!mus». Nosso Arcebispo
de insuficiência conhecidos, sem con do reiros vôos literários, Coadjutor - que o estudioso jovem demonstra não conhecer
sem previsão de ressonânci as, mas.. que impliqt:em nmn sub­ - é uma das fi�uras mais cultas e respeitáveis de nosso Es•
si dio à pro:1Iemáti··a t ão complexa. de nossa esquecida comu­ tad o. Considero-me feliz em pert en ce r a uma Igreja que tem
nidade. Pois, é ne.;;s� aldeia, primitiva e crist ã , com todo seu como pasto r wn simbolo espiritual do nível de Dom Adclmo.
enterpecido but.oiism o e $UElS ac ab nmhau.tes desventu ras, onde E, me nos ainda concordo com sua decepcion.ante e amq,rga ir­
am bos· vive mos. e studam o s, amamos e nos julgamos amados. reverência sôbre papas bobocas» •que fere não um livreto, mas
E a ela temo s, pois, de de di ca da m en te nos devotar. tôda uma socíedade estruturada em princípios tradicionalmen­
A redação de trabalho cientiaco, jovem amigo, obedece te cristãos. Infenso, por í<ndole. ao autoelogio narcisista, vejo­
hoj e a uma sist emática que procm·ei, tanto quanto p ossível. mc agora compeEdo a divulgar trechos de alguns depojmentos
obedecet em meu pálido ensaio regio na l . As sol u ções sugeri­ sôbre 1neu despretencio.so ensaiO". A ssim, enquanto o meu ar­
das - sintomáticas, reconheço - só poderiam i;cr apreciadas doroso crítico bllilca atin.gir a formulação espiritual de minha
no corpo da discussão e, cm síntese, nas conclu sões finais. O atitude dian te da vid a, afirma o Pro f . Rubens Siquejra, Di­
que recomendo n.o livrinho, como terapêutica her óica. é a retor da Faculdade de Medicina de Niterói e um dos mais ca­
reestruturação sócio-ecunõmico-politica do pais em bases tegoriZados nutricio•.'listas d o pais; (MAGNIFICO». O senti·
cristãs, isto é, à luz da doutrina scc:al cristã, a fim de que do cristão e hum ani st a do autor, aliado à sua cultura médica,
nossa deserdada gente tenha direito a v iver dias mais felizes e. e.m particular à nutrologia, dão .à monografia u ma lntensi�
n um a sociedade menos discrimiru:.t�va e cruel. E' a solução dade e uma v i da dignas de menção». O Prof. Orlando Pa­
sem meio têr.mo nem fr aude , inspirada no Cristo que se le� rahym, da Un iversid ade do Recife e investigador de projeção
vantou contra Cesar e prometeu aos pobres o reino de Deus. n a cional, escreve estar n.o momento concluindo uma obra sõ·
Remédio que, va.1·iando em seu conteúdo, sem dogmatismo pre· bre ecologia aliment ar em Pernambuco dentro da mesma U·
concebido ou suspei to, ambos possivelmen.t e co;1cordamos em nha defendi da em meu modesto ensaio. O Prof. Hélio Vec­
indicar. chi o, nutricionista e 1·edator dos Arquivos Bras.ileiros de Nu­
Os quadros descritos, ilustre jovem , não buscaram dar trição da Universidade do Bra si l, declara: «defendo sõbre nu·
pinceladas de horror e de sinistro em nossa se rena paisagem trição social as mesmas idéias do autor, acreditand o que a
de abandono e resig.:iação. Representaram elementos concre• correção das inj-usliças deve ser feita tendo em vist a, p rimor ·
tos, reais, obtidos no cemitério de esperanças das n ossa s tabas dialmente, o valor pessoal e es pirit ual do homem». E demais,
desfavorecidas . Releia documentários especializados - de meu caro Alfredo, vale recordar, a p ropósit o, a formação re­
antropólogos. sociólogos, econ.omistas, higienis tas, nut rólogos ligiosa de grandes cien,tistas que. em diferentes tem pos , cons­
- nêste setor: não e:i..-ploram o sinistro, mas a verdade; não truiram geniais obras dissipadoras do qualquer dúvida sôbre
definem a fant a�ia, mas a presença dos fatos surpreendidos. 'llosso real afastamento do antropóido mais p róxi m o . Um
Se houvesse disfarçado em repousante azul celeste as tint as Kep ler que crê em Deus. O físico Compton, estimulado na
rubras da nossa permanente espoliação humana, eu terja men­ religião para trabal ha r . Von Braun que acredita numa alma
tido a miJn mesmo, num imperdoável e falaz desservlço à imortal. Um Einste'n ou um Newton que a brir am as portas
revolução social que a ceit o e venho defen.dendo à luz de mi­ d o Universo sem se ·afastar d e Deus. Nicola Pende, um dos
nha s concepções cristãs. Estudando a.s síndromes tão nume­ maiores biotipo1og1stas cl6ste sl·-.10, que cit a e.m seus livros
rosas, físicas e espir i t uai s. que reduzem os nossos irmãos des­ Leão XIII, Sãu raulo, Pio XI, CrislO, São Toma.- e Dom Bôs·
p rot egidos a condições servis primárias o que não é n ôvo co. Braun- M12nendez, de�cobridor da hi perten.sl na , que assisti
pois já as antigas ordenações portuguesas situavam os nossos ajudar missa em Pôrto Alegre. Bernardo Houssay, prêmio
irmãos escravos na categoria das bêstas - no p róp r io labo­ Nobel de Med icin a, católico fe rvoros o. E. qu ant os outros, meu
ratório do povo, armados de equipamentos científicos válidos, caro! Qu ant os !
é quando, então percebemos as exatas d!mcnsões do funesto

Há uma frase, ilustre Alfr edo, que acompanha nossos es­


e do inhumano numa fal:ea democra ci a que, policialmente. sus­ critos e nem semp re é submeti da ao criv o racional de nossa
tenta uma sociedade injusta. E' quand o, afinal, m eu caro Al­ imatura autocrltica:
fredo, es ta remos objetivamente, sem dôce lirismo ou Impulsos i:< ne sutor ultra crepidam».
teóricos alienados. em coindic;ões razoáveis. para avaliar o si­
nistro de nosso decantado subdcsenvo!vi!tlcnto regional. Seu ex-corde,
Isso era o que, relat iv amen.t e ao conteúdo técnico de meu NABUCO LOPES.

2 FEIRA UITERÁRIA
A li�er�a�e Como Po�er �e r.�rticipa�ão
SILVIO DE MACEDO

O homem do nosso tempo, articulado no grupo social. e Por isso só haverá democracia real com um mâximo de
sem Isto não tem sentido, persegue, ten:tz e às vêzes angus­ participação.
tiosamente, uma liberdade que é bem dilcrente d'aquela que Nã o pode haver democracia quando a participação é 11
serviu de bandeira aos revolucionários de outros tempos e mitada, exclusivista de certos grupos, que man,ipulam o poder
pri'llcipalmente da Revolução Francêsa. em proveito próprio e desproveito da comunidade, concorren­

O que êle aspira agora não é uma liberdade abstrata, não do desdenhosamente para. que haja grupos sociais em estado
é apenas a liberdade que livre arbitrio. simples liberdade de de miséria,
pcn.sar. de ter culto, de andar e de vir, protegida. por meca­ A liberdade hoje portanto se conceitua e se mede como
nismos deficientes, e que às vêzes se confunde &.té com liber­ poder real, efetivo, de participação, nas conquistas da técnica
dade de ter miséria, de morrer de fome, liberdade irônica essa e da civilização, com um minirno de dignidade que torne pos­
que. patadoxalmente, se apresenta àquela. liberdade de ser sivel wna. convivência pacifica e a realização dos anelos na­
Inútil, do luxo e da. descrença nos valores autênticos do ho­ tur:�is que existem cm cada homem n,ormnl.
mem. Impõe-se-nos, a nós, o dever de lutar para que todos pos­
sa.m participar da vida, a viver na esperança. e na fé, diminuin­
O sofr�rnento e as intuições profundas e muitas vêzes
do os índices de insegurança social, exercendo uma. fraternida­
obscuras ...das cmassas». dos grupos sociais, impulsionaram o
de corajosa e viril que anima a matéria e enobrece o esp!rito.
homem dos nossos dias a buscar uma liberdade conereta, ou
Só assim seremos mais felizes, concorrendo para a feli­
seja o poder de participação nas con,quistas da civilização -
cidade dos outros. Porque, quando a liberdade dos outros es­
êsse poder precipuo exigido pela dignidade humana.
tá ameaçada, dimin.uida está a nossa dignidade hwnana que
Enquanto houver miséria social, enquanto houver alguém a ignora. Não pode haver assim neutra1'dade ou Impassividade.
com fome e sem tecto, desasistido no sofrimento e sem os quando o sofrimento ruge perto de nós, quando vemos que há
direitos da ec�ucação. a liberdade estará sangrando, e não po­ olhos razos de lágr�mas, vozes rouquenhas que esmolam por
derá haver pe:isador tranquilo. a.mor de Deus, mãos ásperas que se extendem como fõlhas
Se o pensador é a voz do seu tempo, se o pensador deve sêcas de árvores quase despidas e sem o viço da vida.
expressar as angústias. desejos e a esperança da comun,idade Ou aumentamos a participação dêles no nosso pão, no
como poderá permanecer tranquilo? A tranquilidade ai é trai­ nosso confõrto, na nossa alegria, ou então n.egaremos a liber­
ção, traição a si mesmo, traição à consciência social. dade e a justiça que impõe um dever de cooperação, e nêsse
caso estaremos minando a nossa própria liberdade, que será
O pensador se angustia quando vê grande número de seus
cada vez mais uma liberdade ameaçada.
irmãos segregados do confôrto minimo da civilização - ci­
Impõe-se-nos, a nós, o dever de lutar para que todos pos­
vilização que é resultado do trabalilo e do herolsmo de muitas
sam participa r da vida. Viver na esperança e na fé, dimi­
gerações, Por isso, se é capaz de meditar sõbre as estrelas ,
nuillldo os índices de ln.segurança social, exercendo uma fra­
de perquirir o infi'llito. não se esquece de deitar um olhar so­
ternidade corajosa e viril que anima o corpo e enobrece a alma.
bre os que sofrem e que formam legião.
Quando a liberdade dos outros está ameaçada, diminuida
A democracia autêntica. só pode existir quan.do todos pu­ está a nosaa dignidade que a ignora. Não pode haver assim
derem participar das vantagens da cultura e da civilização. impassividade, quando mãos ásperas se distendem vasia.s,
E' o direito, antes um direito natural que influi na constru­ quando olhos marejam lágrimas e vozes rouqucnhas esmolam
ção de um direito positivo. que assiste ao homem dos nossos por amor de Deus.
dias, de ter um núnimo de conforto, de viver com um mínimo Ou aumentamos a participação dêles no nosso pão, no
de dignidade, participando do poder de ser homem e não sim­ •nosso confõrto, na. nossa justiça e na nossa alegria, ou em ca­
ples pária. segregado da e "? cla, explorado pela astúcia e so contrário estaremos minando a nossa própria. liberdade, que
pelo egoismo d�s outros. se1·á cada vez mais uma liberdade ameaçada..

FEIBA LITERÁRIA 3
• •

Vár s tó ri s

OI GONZ GUE?

PORTO DA LEVADA que rec ebia centenas de canoas l!ls�cs melões qne chegavam ao Pôrto da. Levada q uase se.mure­
diàriamente transportando em seu bôjo, f ru ta s , ovos, hurtali­ eram de produção de Barra Grande, povnaçilo a Jes e da
�a­
� verdura s, lenhas, os célehres tijolos, de Satuba , cana pita!, eram ei:cc!cntes. tinham che i ro de rosa Amélia e de um

cai na, bagre e scalado e açúcar , êsses vinham cm barcaças de sabor inlgualável. Que deliciosos melões os <le Barrn. Grande!!
pequcao calado, do Pilar. A fotografia é de minha co leçfoo e foi batid'l. pelo m:iior
o Pôrto da Levada, cujo ca1rnl ia muit o além d'oncle está artista fotográfíco d:i. época, o i::enho r Gl!.bricl Jatubá pro- .
.edific ado hoje o nosso mercado, que não sei porque chamam priet; rio da fotografi?. Galeria Jatubth, isso 110 ano de 1
892 ,
cllba dos Ratos>, era fo rmado pe'a. La:;-oa do Norte ou 1\Iun­ ficava à rua Pedro Pauliri.o (foi mudado o nome de ru
a da.
daú (air.da hoje existe porém com menu::- exten::1ão), e-'sa la­ Alegri� desde o século p:ts:>a{!o). Dep"is foi tran!'ferida a fo­
goa já foi sulcada até por n avios a vapor de m�dio c a lado , o to:;rafia e residência pa::n a rua Barão de An::.dia n. 17, cuja
seu comprimento é de 17 quilômetros e 12 de largura e b:rnha cas::i e::a de biqueira. deitand o para o minu·,culo jar
d im na.
os pitorescos municípios e p o voaçõ es de Snntn Luzia do Nor­
fronte à.':l garg·ula.:> àe fomC es imilamlo bocas de likirosautoH
te, Co que� ro Sêco, I•'crnúo Velho, Pe :lrcir �, Be b :: donro , 'l'ra.­ (exprtssão l;s�da pelo ·rar:do rl"stre Jayme D'Altavib. c..>n
nm:i. crônlc'.\ à alfinct::i.da d� Fr.a ele Q teiruz) . Foí
-piche d:i Barra, PlT.ltal da Ikr a. e Earra Crnncfo. Faz a I.o.­ e>!.a. casa
goa do Norte j1mç�o e�.m a T..ago:i Man�nb-i no sangradourn de taipa e de b :queira vendida ao Depulauo 'e:lcral e g-ra.ndo
da Gibóla, cm frente ao Pontnl comm1.lcm1c'o-sc com os dois médi"o Dr. Manuel cJs Sampaio Marques, que a mnntlou de­
canais que correm parale "mente. molir ergue n do cn.t5.o 11ma linda l'C!!id�acia q•1e tinha r.3 por­
Já no ano de 1001 o mii.ior e mais pop 110::;0 bairro da ci­ tas c,:n arti::;tiC<.L a '710fat:a e enveat!z:l "las de C'3t. ur.o. Passan...
dade era o da Lev:1tl:t, nahtralmentc ur.1 refle:m o :icu P&rto i um n�vo propr!ct:írio, p::i.rcc.:? .que foi tra.n!;­
do der>ci;; p1r,.
movimentado pois cont:. va êlc com 38 ruas, 2 preça3 .-i1ais do form;.:c a parn pior e e::ti lH.)e intern:u,,entc cm 11:cr;i. ru1n::i.
2.000 ca�as, bem co:no p o:;su ia um:i. linha de bon 1e tipo caL�a e ond<! se acha il'l:itala.da a Delcgaci" de Imt:ôsto Sôbre a Ren-
de fósforo, c �::.ro q1:e a ntraç\o :i:::iLmf'.1, cuja p:issager.1 cus­ da. �

tava cem réis. 11!ea genitor era muito anigo do fe:Uwr '"'atr1e1 Jatubá o
O canal que con s t it uia o Põrto ela Levada tinh;i 255 b�a; s proprietário dn «G�·le.ia Jnt 1bá" d<! meco que sempre ma·;1ca-
(525 me tro s) ele ceru1i:•imento e ".!: uc larg:u::-a (8,2!31 e a r.na u. bater fotorrraflas co seu filha mni::; vcl 10, desde os 'Cis

profunAitlnde suportava. até ba rraça.'.l de rcgu!P.r calado. Diti­ TDC:3e3 n.t.J :�u:; .1.l� .... L1 V ��1� ....� e que as pC::�M
· J (.u.l'iZ•.:ju:'fJ.l1leU1..C.
r:amcri.te apo rt :wam umc.:.: cem canoa ·e u mas vlnt� barcaças, Um� de -·1:irjnh.c:!'O, al'é.s n. ú1ti••1a '1UC f·Ji no 11!10 dr.! 1598. es­
ca..rre;;-�d:'S as p lmeirM tle frut:is, ver l'1ras, f rta ira:::, o;-·os, tcu ve.3t:ao de � in!:etro, <} as::im constitui:la: c:u::emira azul
ca.mar3e::. o côcos secos e as b::?.rcaça"l trr.nspo ·tavam açucar c:::;.-uro, "''!:nl br.J.nco sajndo dcbai.·o da gtr.r:d,;) Golo.. para <>
bruto melac!o, lºCt"rr.e e o purgacl1) que é um :>ç<icar (iuase boiso da peito esquerdo e i1u e.·tremjdrdc e;;t:i. um i::pito de
bl'l.'.nco e cm pequenos torrü�:.;, e .�a la cair>na proccC:1i: 1 do J -:.r1rira. CJMp1ctava n. tCll'cte um 1 gí i o f,11:.l't ue mnT;­
Pilar ond e e�dstiam de fôgo acêro 21 eilgenhos. Antes do em­ n'1elro n:i.cionnl na :tníw cr.qucrna apoir.d':t ··f>Lrc um pseud()
barque para �facejó, o aç•�car fica.,·a de irizi.tndo mi k11portrnte tronco :• co de âr;u ·e. E��n foto�rafifi e3tâ <lnt::.da co dia 4
organ'.zaç o deuomirad Comp:mhi!l Agricoh e Come1·cla.l c;e de jtmho ue 1808, c;ue ap"1Jnr tle fa::er melo oécu1o e r.i.a.is 15
Armazenagem e n os Tra.pichcs Sih·estrc, Taboca, C se>mlro e a .O'! nl• .da. acha-se l cm nftida.
C3.n!o10, {lsses dois últimos per t enclnm a Compari.hia. A Com­ Jugo cu que o Pôrto da Levnda. :'l'i o fato. pri no! p � 1 l a.
panhia Pi1arcnze de Fi::lr,ão e Tecido.;, que foi constituiua cm a independência d poouloirn e ,_.rogrcssista b:i;rr0 d:i Leve.da
13 de Mal'ço de 1892 e s.ue inaugurcu os trab�lhos a 15 <le que pode dizer-se çue é uma c'.drice dent ro ele o utra cidade!
outubro de 1893, li nha sua frota própria pnra. franspr.rtar oa Pos ue o bairro da Liwr<õ.a todos os elrmo:!ntoz cxi,n 'do·;
seus 512. <!11 :n etros de tecidos só no an o <.le 1. 900. ':'ra.,alha- p"r ·ma c:da !e: bo:i� cil"C"tmi.s, gr:imle;i f:lrmáci:is. c?cgn�tc:i
vam 180 ope··árlcs entre hor.rnm:, mulheres e cria çr.s qu re::;ldêncln::i, luxuotos barc51, importantes armaz\'in;; ele c<:tivas
ganiiavam r.alário de 3SOOO a 0$000 .mil réis cm dez horas de r.e:::os e molhr.do cm grosso e e. ret:.tlhw•, modermia sorv terias.
trabalho! i.l':lpnrtn'1tes mercearias e urn Iuxuo�o l\!nl{11zin, fi!ial C:c a «A
0:; valores eram p:i.gos por d!a e pro-!:i.bol'e! Brasilcha», do!! s1·s. Morgado Magalhães & Cia. O grande
As canoa m<:tis festejr..das no Pi'\rto da Lc ·ucJa eram as
<Concluo na 7a. Pág.)
que condtt.":i:;..tn b'1.bre escamd'O, do Pilar pois l'sses viuhnm sf!­
c<>s pela proce Eso rudjment.-'lr p orque pa.sfavam . pch ernm a­
berto3 e:n Det1,tiào ho l"izo nta. l e rclirndris as vícerns, fícuvn. o
pcb:e abé!rto co�o uma peqi.;en'.l. folh:l de pa pel, era. ent�.o
pulveriwdo i:al interna e exle':'name:ite levav:\m ainda. dois
golpes de afi,.da fac a, de cada lado das lombos a fim de pe­
netrar m elho r o sal e depois era lev::>.do ao eol vários cli:t!l até
ficar rf�ido. Pua ser Si.'l'\'ido era as�ado in cio '.!a g-refüa, de­
pois c!e�·}:nic::.d'O e misturado n o molho do azeite, vinagre, ce­
bola, co�ntro e ro elas ce toP1ate�. não h, Vi!\ bac alh a u da
Norue..,. . que e e;r.i.� net'l n.os ·:;.. Posso griranlir que \'aí
ficar al!;llém com a. boG'l. Chel:l. cVágu.,'\ . . . Aos. dominp:os a. po­
pulat;ão em vez de se dirigir ao merc1do par:i realizar suas
compras ia ao Põrto da Levada a fim de adquir'lr em. me horcs
cori.diçõ<'3, b:inanas, laranj'\s, melancias, ab obo ra, tomate. cõco
sêco. inhamc, nrncacheirri. (aiplm), batata doce, manga. co�
mum e ns célebres do sitio cC'\tu<;aba� de propriednde dn fa­
milia dos doutores. Januârio e Oscar de Carvalho, E os Man­
guitos da Bic:t da Pedra, Sa�'lta Rita, Bôca. d::i. Caixa, Massa­ Na fotos-rntla. do cllch�, d3 Ga.b�cl :!a. 1b1., o 1.:it<•r e.ema.:> uou..s se

guelra e Remédios que delicia!!! Eram doce que só mel! Que lrurpirou pua o ofer (.;Uncnto de snu lmprossõc11.
coisa linda é uma canoa transportando uma pil'àmide melão!! CE' 1h coleção Di Gonzai;uez - cPOrtn da Levada>)

6 FEIRA LITERÁRIA
Faça seu patrimônio
Posse do Prof. Silvio de Macedo
na direção da Faculdade de Direito 'cA MINHA CASA PRôPRIA"!

Conforme Decreto do P residente da o confôrto


República, foi nomeado Diretor da Fa­
culdade de Direito da Universidade de
Alagoas. o Prof. Silvio de Macedo, ca­ <> bom clima
tedrático de Direito Civil.
A posse do r e ferido professôr consti­
tuiu ato festivo, tendo o mesmo recebido
grari.des manifestações por pa rte do cor­
po universitário e por parte dos est u dan­
tes .
O professor recebeu, ainda, felicita..
ções de quase tôdas as U.:t lversida des do
pa is, através de seus diretores. reitores e
Na Gruta De Lourdes
profess o re s , inclusive do Ministro Her­
mes Li ma e cto criminalista Roberto Lira,

Com Luz

Várias Histórias e Agua

Mercado
( Coaclusão da 6a. Pág.)

e Escola
bairro tem me re cido a simpatia dos últimos prefeitos e o atual
-0 11.osso di nâ m ico Sandoval Cajú continu a o tl'atando carinho­
samente, in augu rando praças, saneando e p avi menta do ruas.
Curioso: Nwn dom ingo há uns qu are nta a.los pa ssados me
-cncont r i no Põrto da Levado. com o Durval Norrnande Coe­
lho junto a urna canoa com um ca r re gam e nto de banan.as.
qu ando o Norrnande adquirindo um enorm o cacho de s s a ali­
.. EMG6 PRESTAÇÕES MENSAIS,
mentícia fruta botou - o nas costas e tomou um rumo que ruio
me inte ,:essou conhecer, mas a contece que mais tarde o en­
COM ENTRADA,
-contrei na rua 1• lle Março (hoje Av. Moreira Lima) ahda
com o cacho de ban.anas às costas e foi 'lu ando observei a sua
indumentá.rla. que era assim constituióa: camisa b ·anca so­ OU SEM ENTRADA.
cial com remendos, calça de brim ordinári o feita de carrega­
.ção, naturalmente c om prada ainda em União na Loja Helio­
trope de proprieda de do Coronel J o s é Mat heus d e Lima, pal
dos gran des poe tas Jorge e José Matheu s de Lima Filho, es ­
tabelecimento que fjcava na Praça da Feira hoje Praça Jorge
Liberte-se da obrigação sem fim do aluguel
ele Lima. Ainda estava calçado o Normande num par de ta­
man.cos de Penedo, a fazer um barulho infe rna l pel as calça­
das. isso multo de indústria! Nessa épo�a já estava quase ríco de casa. Um esfôrço maior durante cinco anos e
'mais é o bastante para livrá-lo de uma despêsa
-0 earelro e gentil comerc i an t e que p rin c ipiou a negociar em
um sa l ão no sobrado da esquina à rua do Comércio sôbre o café
<Po'lto Ce ntr ab <:om repre"Witações, princ i palm ente a. de forçada de tôda vida. No bairro mais nôvo e pro­
gado bovino da r aça Zebú e Guzerat vi n dos do triângulo mi­
gressista da cidade você poderá realizar seu so­
-n eiro. Depois transferiu o escritór i o mas já o tr a nsforrnan.do
.em boa ca.:a comercial com urna micelânia de artigos v ãrios . nho .
pouco demorou-se transferindo-se par a a rua da Boa Vista
Conheça nossos planos de venda. Se cada
com a e squ in a da Praça D. Rosa da Fonsêca, mas aí já era
· uma casa cspccializad:i cm. m.aterial elétrico. louças e vidros. cliente tem uma exigência particular, se cada
-prin ci pal me nte cristais da Boêmia e Bacarat e porcelana de
cliente tem uma possibilidade, IBREL tem um
Limog ess. Parece que êle era um pouquinho velhaco no paga­
mento dos.a luguéis da casa. pois •nunca vi s e mudar tanto. . . plano particular para cada. cliente.
J1oje êle tem o seu estabelecimento comer c ial em sociedade
Consulte-nos que para seu caso IBREL tem
com .seus trabalhadores filhos à rua do Com érci o, n.. 129, sen­
do que é a m a is bonita casa " O mercial no ramo. uma solução.
Faz o Nopn ande essas � sepada s por amar a e.xcentrici­
-dade, p oi s a i nda há. pouco tempo a.tras, saiu dan<�ando somente
<le meias e virando camba l hota s em ulen o salão da nossa Fe­
nix Alagoana quando realizava-se Üm e-legam.te baile. Meus
leitores brevemente aontarei interessantes passagens oc or ­
ridas na n ossa Fcnl:x A lagoana pois estou com 53 anos de s6-
eio quando ainda escrevi a- se assim o nome PHENIX. Parece
que sou o único sócio com êsse longo tempo.
1 B R E L
N. A. O que tem de apreciável '110 presente escrito foi
<extraido do «Indicador Comercial do Estado de A!agoas> pu ­
blicado no ano de 1902 pelos esforçado editore!" M J Ra­
malho & Mui ta propi:-ietãrios da Tipografia Co mercia l estabe­
lecido b. rua da Boa Vist a n.. 47. Edifício BMDA - 109 And. - Tel. 2209

FEIRA LITERARIA 7
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e
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tterar1a No La.r
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t eira
(� a � � mta. 0l."ll,Ça L� 11& ·lf(l�ll'G tia '.rfoliei>·
e� Co:.ll:lb1lda.
l ds • Prcble::naa l>oméi!Ucos, cha 01"1P�õc:t1
Brê(b)

JANTAR AMERICANO 1/2 xícara de aipo picado ou 1/4 de xlcara 1hl �elro!l ver
b picadin)10
O ja ntar americano é uma criação prática., P":.>2 a8 � lia 1 xicara de queijo parmesão ralado.
casa mode rnas, que não dispõe m de empregadas, ms::i que, n.o
entanto, desejam reunir amigos, utilizam-se dêsse tipo de M(Jl(lo de prepamr:
jantar, produzindo ótim os resultados, com um trabalho rei a­
liv.tmente pouco, •não se apresent an do, portanto. exautas à Tosts a c!lrnc Da gc:-dt!?!?.. Iltt!!'! =. �7:?:.S, ..... :..
• .. ...... _............

chegada dos convivas. panela. toste a farinl;ta. Adicione o leite, mexendo em fôgo
A mesa deve ser bem o rnam e nt ada , e os pratos estetica­ brando, até ficar macio. T e mpe r e . Arrume em ca mada.> as
mente arnrmados. batatas, carne tosta cia, ceb ola, aipo, ou cheiro verde, queijo.
O número de convidados deve ser o que a casa compor ta . Termine com queijo. Despeje o cTeme por cima. A�se sem
confortàvelmente, e que a louça, a b aix e la e a roupa de mel'a. cob rir. durante uma hora ou ató co.sinhar as b atatas e tos_
:.e�am su ficientcs. tar o que ij o . Serve 6 a 8 pessoas.
Planeje tudo com ant e cedência , pen s an do nos m.."limos
detalltes. BAYOU
Escolha um cardápio com alguma coisa espec i al , se.rupre 3 xicar as de arroz cosido
novidade. mas de ntro do limite de tempo que você dispõe e da 2 pimentões verdes, picados grosseiramente
sua habili d ade de prepara r . Evite pratos de última hora. 2 xícaias de peré assado em pedaços
Lembre-se também que e.m ja n t ares americanos, a pessoa 2 1/2 xica.ras de polpa de tomate
iem que segurar o prato üe comida e o gal'íO. Portanto es­ 1 colher de chá de sal
colha pratos fáceis de servir e comer . 1 colhe r de chá. de pim e nta
Sedispuzer de mes i nhas de jôgo ou individua is, tão em 2 xícaras do môlho do pen)
moda, você po derá incluir pratos de tl aca> como seja um 2 colheres de sopa de manteiga derretida,
a;,sado.
PãesinJ1os amanteigados, são se rv id os pa1·a facilitar o Modo de preparar: '
comensal. Arrume, alterna n do, as camadas de arroz, pimentão. perú
Organize a mam ei ra de•circular à volta da mesa pnra que e tomat es , numa caçarola de fôrno 1mtada. T empere cada
camada com sal e pim ent a . Mistut'c o m i lh o com a manteiR"a·
os convivas possam servir-se convenientemente. Se a sala fôr
p<-qa.�a. po d e-se ganhar espaço. coloc ando a m esa junto a
despeje por cima. Asse sem cobrir em 'for110 modo ado, du:
pa1edc. ran te 30 minu tos ou até ferver. Serve para 6 pessoas.
6e os convidados forem muitos, é m elhor duplicar os pra­
tos de comidas , colocando-os em lados opostos . Formam-se, ABACAXI FLAMBADO
assim, dua,s filas p ara servir. ao invés de uma. Nêstc caso a 1 lata de ab acaxi , escorrido e part ido em pe daço s 1p:a\\dos
rue:;a deve ser central. Para descongestionar o serviço pode 1/2 xíca ra de creme de le ite espesso e gelado
colocai· ao lado u1na me sa com acessórios exttras, como sejam: 2 colh eres de sopa de açúcar
água, copos, café, : ücara. Arrume ri.a ordem lógica, para que 1/2 xi c a ra de côco ralado
o& convivas possam apanhar o que necessitam: gua.1·danapo, 1/4 de xícara do conhaque
pratos, os alimen tos frios. em seguida os aliment os quentes e, .2 colheres de sopa de manteiga e pão de ló.
fmu.11,,.ente, os talheres.
Experimente deixar um espaço perto dos pratos a serem ,Moda de preparar - Perfbrma.nce
serv: dos, para que a pe ssoa possa colocar o seu, sõbre a mesa,
enquo.uto se �crvc. Escorra a parte do abacaxi, reservando a cal d a . Bata o
'i'enha uma pessoa ou duas (não mu i t as) para ajudar a c rem e até começar a espessar. Gradualmente vá jLmtaudo u
açúcar continuando a bater até o ponto bem firme. Não torne
rewrar os pra t os servidos. empilhando-os a um canto da co·
a b ater para não virar manteiga. Coloque na ge 1adeira . Rale
sinha. Assim tudo correrá suavemente. Os pr atos usados e
.a_ u-a.ve sllas servidas dão asp e c t o desagradável depoi s do a­
o côco. Aqueça o con.liaque bem na hora de servir .
pe ..ü. e satisfeito.
Evite con.fusão ao servir a sob rem esa que deve ser bonita Prcparl'.{;ão:
e leve, depois de pr atos m ai s pes ad� s. Aqueç a a manteiga. Toste os pedaços de ab acaxi até ct·ou­
Para efeito dacorat ivo, renove todo o serviço de talheres, rar leve m en te. Adiciono a calda do abacaxi e aqueça bas­
p�atos, x ícaras e dispo'llha ciganos e cinzeiros , antes de tra­ tante . Despeje o conl1aque por cima. Polvilhe com cõco ra­
ze-r a sobrem e sa e o café. lado. Slrva os pedaços de abacaxi e a calda, sôb re fatias de
A sobremesa sõmente deverá ser trazida no momento de pão de 16, guarneci do com creme. Serve para 6 pess oas .
servir. A única exccssão será p ara um bolo decorativo. de
•a sarnento ou anivel'sário, caso seja o motivo da reunião. CAFln <BRULOT»
Deverá então estar sôb re a m esa desde o início da. refei ç ão . Casca. fina. de uma lara11ja e.m fitas
1/2 xícara de conhaque quente
PRATOS PARA JANTAR A.'l\IERICA..�O 6 tabletes de açúcar
2 paus àe canela (majg ou menos 8 cm . cada.).
ESCALOPE DE BATATAS 1 colh e r de chá de cravos inteiros
1 l it ro de café torte quente.
1/2 quilo de carne molda
4 colheres de sopa de gordura Modo de preparar:
4 colheres de sopa de farinha de trigo Ponha o açúcar, casca de la..ranjs e egpeciãrlaa nu panela.
3 xicaras de leite 86br" fôgo médio. Despej o conh&que. Deixe queimar alguns
1/4 de colller de chá de pimenta s oo.t minutos. então, ge:o.tilmente, com uma concha de servir, mis�
6 batatas médias em rodelas bem f1na9 ture os sabores. Adiciome o ca.f'á bem quente. Sirva em xíca­
1 xfca.ra de c ebola em rodel.as bem f1na.a ras para café n!o muito pequeruw. Serva 6 ou 8 pOllSOU.

8 FEIRA LITERÁRIA
.
e
! eira 1 ite rári a No Lar
(Sloo&o a m;rr;o ta llrb. 0l'llÇ& Lllll!la, da 9Gu!J;O ds °Nclie"­
� Co:iiabWd.-.lfs • P.rçblemaa l>om6Jri;lcos. ds11 O�nlnçõa
:aztlb)

JANTAR AMERICANO 1/2 rlcara de aip o picado ou 1/4 de xlcam de cheiron v�r
b pi�dinllo
O jantar americano é uma. cri açã o prática, pl)!:J. as � &t 1 xica.ra de queijo parmesão raledo.
casa modernas, que não dispõem de cmpl'egadas, ma:i que, ti.O
entanto, de:::ejam reunir amigos. utilizam-se dêsse tipo de Hei® de prepruar:
jantar, produzind o ótim os resultados, com um trabalho reia­
li vamente pouco, o,1ii.o se apresentando, por ta nt o, exautas à Tost9 a c!l.rnc na go�du!'!!. . n��.!':: :. �-;-::!., "'
..,. .. ..........
.. . . _

chegada dos convivas . panela, toste a farinha . Adicione o leite, mexend o em fõgo
A m e s a deve ser tem ornamentada, e os pratos estetica­ brando, até ficar macio . Tempere . Arrume em camada3 :is
mente arrumados . batatas, carne tost aCia, cebola, aip o, ou cheiro Ycrdc, que,jo .
O número de conv i dados deve ser o qu e a casa comporta, Termine com queijo . Despej e o creme por cima . A�se sem
confortàvelmente, e que a lou ça, a baixela e a roupa de meta cobrir. durante uma hora ou ató cosinhar as batatas e tos­
..ejiun su ri cientes. tar o queij o . Se rve 6 a 8 pessoas .
Planeje tutlo com antecedência, pensando nos m:iirnos
detalhes. BAYOU
Escolha um cardápio com alguma coisa especial, sempro 3 xica ras de arroz cosido
novidade. mas dentro elo limite de tempo que você i.spõe e da 2 pime;itões verdes, picados grosselramente
sua habilidade de prep arar . Evite prato s de última hora . 2 xic ara s de peré assado em pedaços
Lembre-se também que e:.m jan L a res americanos, a pessoa 2 1/2 ;.dcaras d e polpa de tomate
t em que segurar o prato de comida e o garfo . Portanto es­ 1 colher de chã de �ai
colha pratos fáceis de servir e com er . 1 colher de chá. de pimenta
Sedispuzer do mesinhas de jõgo ou individuais, tão cm 2 xicaras do mõlho do perú
moda, você poderá. incluir pratos de .:faca:> como seja. um 2 colheres de sopa de .manteiga derretida .
a.- sado .
PãcsinJ1os amanteigados, são se rvid os pa1·a facilitar o Modo d0 preparar:
comensal . Arru.me, alternando, as camadas de arroz, pimentão. perú
e to m ates , numa caçarola de fõrno un t ada . Tempere cada
O rgan'ze a mameira de•circular à volta d a mesa para que
os convivas possam servir-se convcn�entemente . Se a sala fô r camada com sal e pim enta . Misture o m ilho com a mante ifrn ·
p qLe,a, p od e_se ganhar espaço. colocando a mesa junto a despej e por c jm a . Asse sem cobrir em íorno modc ado, du:
pa.ede . rante 30 .minutos ou até ferver . Serve para 6 pessoas .
.;:;e os convidados forem muitos, é melhor duplicar os pra­
tos de comidas, colocan<lo-os em l ados opostos. Formam-se,
ABACAXI FLAMBADO
assim, duas fi la s para servir. ao invés de um a . Nl)stc caso a 1 lata de abacaxi, esc or ri do e partido em pedaços graúdos
me�.i. deve ser central . Para descongestionar o serviço pode 1/2 xícara de creme de leite espesso e gelado
coicear ao lado uma mesa com acessórios exttras, como seja..'Il : 2 colheres de sopa de açúcar
água, copos, café, :ücara . Arrume n.a ordem lógic a, para. que 1/2 xicara de côco ralado
o�- convivas possam apa. ,har o que necessitam : guardanapo, 1/4 de xica.ra. de conhaque
pr.Ltos, os alimentos frios. em s.eguida os alimentos que n tes e, 2 colheres de sopa de manteiga e pão de 16.
flfla ;Nente, os talheres .
Experimente deixar um espaç o perto dos pratos a serem ;!\ledo de preparar - Perfbrma.nce
serv'dos, para que a pessoa possa colocar o seu, sôbre a m esa,
enqu;.i1to se serve . Escorra a parte do abacaxi, reservando a calda . Bat a <>
1 enha uma pessoa ou duas ( não muitas) para ajudar a c reme até começar a espessar . Gradualmente vá ju•n tan<lo o
re-irar os pratos servidos. empi lhando-os a um canto da co­ açúcar continuando a bater até o ponto bem firme . Não tor1 e
a bater para. não virar manteiga . Colcque na ge1adeira . Rale
sinha. Assim tudo correrá suavemente . Os pratos usa dos e
_ t.rll.ves.;as servidas dão aspecto desagradável depois do a­ o côco . Aqueça o conhaque bem na hora de serv i r .
ped e satisfeit o .
Evite con.fusão ao servir a s ob rem esa que deve ser bonlta P.rcp�o :
e le v e , depois de p r atos mais pcsad:)S . Aqueça a manteiga . Toste os pedaços de abacaxi até dou­
Para efe:to dacorativo, renove todo o serviço de talheres, rar levemente . Adicione a calda do abacaxi e aqueça bas­
pratos, xicaras e dispO'nha ciga1·ros e cinzeiros, antes de tra­ tante . Despeje o conhaque por cima . Polvilhe com côco ra_
zer a sobremesa e o café . lado . Sirva os pedaços de abacaxi e a calda, sõbre fatias de
A sobremesa sõmente deverá ser trazida no momento de pão de 16, guarnec i d o com creme . Serve para 6 pefsoas .
servir. A única cxcessão será para um bolo decorativo. de
- sarnent o ou aniversá1·io, caso seja o m otivo da reunião . CAFl\'l <BRULOT:>
Deverá então estar sôbre a mesa desde o inicio da refeição . Casca fina de uma laramja e.m titU3
1/2 xicara de conhaque quente
PRATOS PARA JANTAR MfEP.ICA..�O 6 tabletes de açúcar
2 paus de canela (mais ou menos 8 cm. cada) .
ESCALOPE DE BATATAS 1 colher de chá de c ravos inteiros
1 litro de café forte quente .
1/2 quilo de carne m olda
4 c o1 heres de sopa de gordura Modo de prqmrar:
4 colheres de sopa de farinha de trigo Ponha o açúcar, casca de laranja e especiáriaa nu panela
3 x:lcnras de leite i!Õbr fõgo médio. Desp<"iA o conhaque . Del'<e queimar alguns
1/4 de colber d e chã de pimenta. s lilll minutos. então, gen.tilmente, com uma con..:ha de servir, mis­
6 batatas médias em rodelas bem nnas ture os sabores. Adicicme o calê bem quente. Sirva em xlca­
1 xícara de cebola em rodelas bem f;naa ras para café nl!.o muito pequmuw. Serve 6 ou 8 peesou.

8 FEIRA L.ITElU.RIA
'.ALAGOANOS VISITAM A EUROPA
INFORMAÇÕES OTEIS
HORÁRIO DE AVIÕES
ARIG - (Vlacão Aérea Riograndcnse) - Para o Sul - Terças -
Qulnt.s - Sátados e D o m i ngos - Em a\·iões D C-6 - às 7,30 - Em
Curtia - (mi3to) - Domi ngos - Segundas - Quartas e Sextas - às
12 horus e 5 minutos . - Para o Norte - Domingos - Terças - Quin­
tas, às 16 hora• e 40 millutos . E aos sâbados às 14 e 10 minutos. Em
osiõcE> Curtis . A m..,sma :Si.1prêsa tem vôos <!m aviões DC- 6, aos sâbados
- i:•'guudas - quc.1 W.H e sextas - à.9 15 horas e 40 mi nutos . - '.l.'eletone
- !:375 .
ADIA - P:.r.ra o Sul - �li terças e aos sâbadoa - às 7 horas .
Pnra o No rt' - à>i R0:;,;ndus e às sextas - às 15 horas e 35 minutos.
Teletor," - 2800.
VASP - (Vlacão Aérea São Paulo) - Para o S ul - às segundas -
9 horaz ; às forças - quarttu e quintas - às 8 e 35 minutos. As sexta•
- às 8 e 35 e à3 9 horas. Ac.s sáb ados o aos domingos - às 8 horas .
Em viagem pelo Velho Mundo, receAtemente, o jovem. bachareWri­
:Para o No rte - às scguudas - terças G quartas, às 15 horas e 85
Dio Lages rilho e Luol.a.no Brito, êste homem de emprêsa, Uvera.m
minutos. - As quintas - às 15 e 35 minutos e às 19 horas ; às sextas -
oca.s!Ao de li& demorar na Pel.ra Internaclonal de Amostra., em Bu­ e aos sábados : 15 horas e 35 min utos ; aos domingos : às 19 horas. -
celona-:E�. - O flagrante do clichê 6 um registro da aludido 'l'eletone: 2115.
contacto.
PANAIR DO BRASIL S/A - Para o Sul - (Maceió - Rio direto) .
A!! tnçn.s e aos sa!.bados - às 15 horas e 80 minutos . - Para o
Norte : - às quintas - às 10 e 30 minutos . Aos sâbados : - às 13 hora.
JORN.t' ..ilSTAS DA A . A . 1 . e 30 minuto!! .
Telefone: 2768
REGRESSARAM DE BRASILIA CRUZEIRO (Serv!cos Aéreos Cruzeiro do Sul) - Para o Norte -
Diàriamente, às 18 horas . Para o Sul; Dlàriamente às 11 e to minutoa.
Em avião da Varig, procedentes de Brasilia, regr essa­ Telefone : 2740.
ram. a Maceió, há poucos dias, os nossos confrades �nésio

HORARIO DE ôNIBUS
Carvalho. J osé Pedrosa de Medeiros e José Crispi.m de Oli­
veira, re&pectivamente, Pres i dente, 2' Secretário, e da Oo­
m.l.ssã.o de Sindicàn.cia da Associação Alagoana de Imprensa. K.AcCE�CIPE:
os quais participaram do X. Congresso Nacional de Jorna­ (Em,prtM Auto'riA.ria «Senhor do Bomttm Ltda .i.)
listas. (de 3 a 7 de setembro cõrrente) como del egados da Salda : Diàriame nte às 05,00 - 05,15 - 06,00 - 08,00 - 12,30 - 15 e 18
alud ida entidade, no citado certame . horo.s
JU.OEI6-CAPELA:

Assuntos ... (Conclusão da 12a . pág . )


(AuWvia.of.o Santa Lusla) - Salda : Dlàrlamente àa 15,40.
:lll:ACJ.:16-VIÇOSA:
Salda : Diàrlamente às 15,30 e às 6 e 30.
Jllt40EI6-.PALMJlil'll,A :
comemorat.... 11 0 em seguida dançou a v al sa com seu genitor. (Jl:r;preuo PalmelrenM) - Salda : D i àri amcn te às 15, 16 e 17 horas.
que estava eufórico, c não era pra meno s ! (Expreuo Si<> Jorge) - Salda: Dlàriamente às 6, 10,St'l e 11,30

horas.
X X X KAOEiõ-POaTo DEJ PED&AS :
anotamos em nossa agenda . . . Salda: Dlàrianientc às 13 horas.
:lll:AOEiõ--CAKAJU.GIBE l
dr. jarbas gomes e sra . - gera Ido mota e sra . - ardel Salda: Dlàrlamenteàs 12,30.
j ucá e sra. - dr . mariano teixel ra e sra . - carlos gama brê"' KACEIO-Sl.O L1JD1
da e s ra . - josué júnior e sra . - aintõnio gusmão e sra . - Salda: Dlàrlamente às 15 horas .

e.riel pito.mbo e sra . - jorge bezerra e sra . - dalmo peixoto M40Eiõ-iJU,TB.IZ DE O.&JUJU.GJJIE 1
e sra . - paulo qu.intela e sra . ( muito elegante) - ca.pitãO' Salda: Dlàriamente às H horas.
j orge timbaú e sra . - carlos gonzaga brêda e sra. - ivaldo
gatto e s ra . - r. caio põrto e sra . - eira acioli e s ra . - H O R A R I O D E TR E N S
dr . júlio cabrales e sra . - josé elias e sra. . - dr . paulo sil­ (Sa1&wl de Kaceió)
veira e sra.. - dr . menezes pinto e sra . - carlos molite1·no
e sra . - a.Ido flôres e sra . PS2 - :':ira Reo!le - às 08,08
x x x MS15 - Para Gllcérlo - às 16,10
entre a turma jovem . . . MS17 - Para Paquevlra - às 16,15
MS21 - Para Colégio - As 11,00

cristina peixoto, cada dia aumenta sua coleção de fana:


marcial va'lconcelos foi o fan que mais dançou com o broti­
nho . . . . a beleza l oura de inalda gatto desfilou pelos salões,
sempre distinta e elegante . Por falar 'lle la, o josé maur1clo
CRONISTA RECIFENSE PRESTA
HOMENAGEM A ALAGOANOS
brêda não suportou mais as saudades e voltou para junto da
gat"ota . . . . a beleza seren.a de isadora teixeira, também se
têz presente. sempre com o josé moura de lado . . . . bola bran­
Transitando pele. vizinha. metrópole do Es ta do de Per­
ca para selma teixeira pela sua elegância e ciescmbaraço ao
circula pel o dancing . . . . alicita e alba neves também deram
m n.nb uc o, em dias do mês passado, o Bacharel Carlos Gon­

o ar dt. sue. graça . Nã o pararam um instante, semp r e solicl..


zaga Brêda e o Sr . Ariel Pitombo, ambos acompan.hado s de
suas excelentissimas espôsas, i · alvo de cativantes de­
tadas P• 9. as danças . . . . as I rmãs : ceicinha e lulu alvim de
m elo foram a s presenças das mais elegantes, continuam co­ monstrações de estima. pelo jornalista e radiaU!ta Clóvis Me­
nezes,profissional integrado aos órgãos de divulgação, ali,
tadissimas para a lista das dez .mais . . . . martlia acioll, estava
em cujo meio desfruta de vast o circulo de amizades .
triste ; a causa foi a ausência do prtncipe desencantado n,a
fest a . . . . sônia teixeira, betinha lopes, cláudia melo. yara fa­
r ias, lia ramos, naime mendon;a e aparecida foram outras AUGUSTO VAZ ESTA ENFERMO
presenças de destaqu e na festa . . . . os barba.don desta vez não Encontra-se internado na Casa de Saúde Dr . Neves
quizeram sõmente beber, dançaram também, algu.'.1s dêles: rl­ Pinto, depois de ter se submetido a uma intervenção cirúr­
cardo peixoto, mário lyra, beluca, nri !ages, pa: coa! savasta. gica, o nosso ilustre colaborador Augusto Vaz Filho, de­
no, joão moura. f r ed andrade, cili dião durval, fernando p o r ­ dicado às rebuscas da história do Estado de Alagoas .
tuguês, m ozart cintra, josé júlio, roberto farias e outros Os votos que fazemos, são no sentido de que tenha
mais . . . . pronto restabeleciment o .

10 FEIRA LITERÁRIA
S I M C
A l vo ra d a C h a m bo rd J an ga d a R a l l ye P resi d e n c e

( Do mais modesto ao mais luxuoso )


PEÇAS LEGITIMAS SERV ÇO AUTOR IZADO

S O C I M I TA
Aven i da Fe rnandes Lj m a , k m - 5 MACE I Ó

CARTAZ DO CINE SÃO LUIZ,


A IMPRENSA E O PRIMEIRO LIVRO PARA O MtS DE OUTUBRO
Titulo Agênei,a
Brandão Vi lela
FLOR DE IJOTUS - Universal - Exibiçã.o a 2/10
TOO.AIA NO ASFALTO - H . Richers - Exibição a 2-3 e
6/10
A Idade medieval abriu o clclo das grandes invenções .
De tôdas, a maior é a impre:isa, que teve a xilografia co­ A MAIS QUERIDA DO M:uNODO - Metro - Exibição a
mo pr�cursora . 4 e 5/10
A escrita prJmitiva era feita em couros e pranchetas de
barros, passando em seguida para o papiro . O pergamin.ho GUILHERME. TELL - UCB - Exibição a 6-11 e 12/10
teve e. sua importância, principalmente quando Jfilio César co­ A FAVORITA DE FELIPE II - FOX - Exibição a 7-8 e

mecou t escrever cartas nos dois lados o que era uma admi­ 13/10
rável novidade . Mesm o com o papel de algodão e depois o de
l11Úlo, não foi possivel completar-se a obra civilizadora do NORDESTE SANGRENTO - UCB - Exibição a 9-10 e

pensamento . Só a imprensa conseguiu realizar êsse m ilagr e . 13/10


Polir e iluminar as folhas dos livros era serviço dos ea­
cravos. Os frades assumiram depoi.S êsse encargo . VOLTA. MEU AMOR - Uruversal - Exibição a 1.3, 16, 17,
:Ror tôda a parte aumentava o ·nllmero de copistas . 18, 19 e 20/10
A obra do copista. na. opin.ião de Guignes é imortal . E o
Priôr da grande Cartuxa acrescenta: C'nsinamos lôdas as pes­ ELAS ATENDEM POR TELEFONE - UCB - Exibição
soas que admi timos em nossa comunidade, para que desejamos a 14-15 e 20/10
conservar os livros, eternos alimentos da alma .
Mas o livro manuscrito e copiado estava sujeito a vários UM BEIJO DE DESPEDIDA - FOX - Exfbição a 20-25
deteitos e era cartsslmo, volumoso e pesado . <A Divina Co­ e 26/10
média> d e Dante, e a <República», de Cícero, custavam. far ­ SEPULCRO DOS REIS - Art - Exibição a 21-22 e 27/10
tunas valiosas . FANNY - Warner - Exibição a 23-24 e 27/10
Ter boa caligrafia era conseguir um belo emprêgo . Ja­ COM SANGUE SE ESCREVE A IDSTóRIA - Fox - Exi­
copo de Florença. tornou-se notável pela feitura das letras biçã.o a 27/10 e 1-2/11
redon.das. enquanto Frei Silvestre foi célebre nas iluminuras .
( Sem marcação. ainda - Exibição a 28-29 e 2/11
Em prancha de madeira foi impressa a Biblia dos Pobres .
MANSÃO DO DR. CALtGARI - Fox - Exibição a 30 e
Não estava destinada aos chinêses a perfeição da obra
31/10 e 2/11 .
porque a sua arte parou nos caracteres imóveis .
Coube a glória dos tipos de metal a João Gutemberg, na­
tural de Moguncia .
NOTA : - No próximo númer o daremos a programação do
mês de novembro .
O primeiro livro dmpresso é o maior de todos os livros .
Era justo que a. maioria das invenções começasse pela pala­
vra de Deus . Começou divinamente pela Biblia . fos, felízmente remedia.da pela in,teligência de AJdo Monuncia
Não ficou Sómente nisso N umerosas publicações religio ­ que deu-lhe progresso com as impressões dos dassicos, gre­
sas são feitae.ina primeira istência dM oficinas e de caracte­ gos e latinos .
res móveis . O Convento de Subsaca, na Itália, edita Lacta­ Estava morta a profissão dos Copistas, mas estava salvo
cio . A publicação do Sacramen,to, em Sevilha, já. encontrou o genio da humanidade .
impresso, em Valência. os escritos sôbre a Virgem Maria . Estavam abolidas as iluminuras, porém ficaram enrique­
O Nôvo Testamento foi publicado em boemio e francês . cidas as bibliotecas do mundo com o primeiro livro ilumina­
A arte sublime de Gutemberg. nem sempre teve sua mar­ do por DeuE - a Bíblia Sagrada .
cha livre das inclemências do destino . Por umas vêzes, no - A imprensa em Viçosa surgiu, com a publicação do
primeiro século de vida, sofreu de moléstia grave . A pri­ jornal «A Mocidade>, ll'l O ano de 187,3. graças a inteligência do
meJ.ra, no próprio nascedouro, foi a falta de recurso pecU!Iliá­ jovem estudante Man.oel Raymund o da Fonsêca . Tempos de­
rio . pois, diplomado em Dire.jto, o Dr . Manoel Raymundo da Fon­
O salvador foi João Fau to. que. com o brilho do dinheiro sêca, faleceu longe da terra. na ai, deixando a. primeira. flor
4•u-Jhe o brilho da vitória. A segunda !oi a crise de tipogra- para a co1·õa. da Princesa das Matas: - <A Mocidade> .

FEIRA LITERÁRIA 11
"A SS U N TO S
SOC IED ADE »
D M EN EZES

Retornamos êste mês, com nossa coluna sôbre sociedade, d-a Alagoas. serâ realizado no próximo mês de outubro em nos.
relatando os acontecimentos ocorridos em nossa vida social e sa cidade, êsse festival que vai at rair atenções de todo o Bra­
também noticias diversas do Nordeste ou do Brasil . sil .
x x >f Virão representantes de todos os Estados Nordestino, que
As festas do mês de agõsto foram escassas, somente as aqui realizarão , conferências , encenarão peças teatrais, tar!!.o
festinhas familiares torn.aram um pouco divertida a s noites dos m0::;tras de quad ros pictóricos, etc .
sociais alago anos .
Anotamos, no dia 18, um «assustado» ·na res:dência do en­

x x x
genheiro da Petrobrás, Ivan Simões, no bairro do arol .
A brincadeira foi na base dos long-plays, muito bem se. «NATfü DO l\II::lll S DE AGôSTO
lecionados pelo anfitrião, comidas e bebidas também não falta­
ram por lá .
� .
CA.NDIDA PALMEIRA, cronista da <Gazeta de Alagoas>,
x x x esteve recebendo CW11primentos no dia 6, por ocasião de seu
entre a turma jovem registramos : alice maria duarte,
sempre elegante . . . um bloco de ga.rotas s1m_•:i.t 0 cas : yara fa­
aniversár io . Reuniu amigos para um «coq» em sua residên­

_!1
rias, lien.e e lênia barbüsa, c elm c leão, clá.udrn ir.elo, 1:1 ü ia go­
cia .

mes, eliane pantaleão . . . 1Mtre os rapazes, lá esta am : J Oao ªIl.ª­


- ECLAm, também recebeu a turma da sociedade, lã
no alagoinha» onde b1indou a todos com um coquitel prepa­
che, c�ridião durval, antônio machado, dr . geraldo tenório, o r . rado pelo rum bacardi . A d alia foi dia oito . . .
divacy 'larbosa. draute barl>osa, eurico uchõa, batinga, ari la­ - JOS:m MOURA. ri.o dia dezenove, foi alvo de felicitações
dio e almir furtado . . .
ges, leoi.. quando estreiava idade �1ova, é um dos atuantes da jovem
x x x guarda de nossa sociedade .
FESTA D A GAROTA BANCARIA DO NORDESTE . . . - ARI LAGES, destacado entre a turma jovem, teve
seu aniversário ocorrido no dia seis; foi muito cumprimentado
- Foi realizada em Recife no dla dez, no::> ;;a1õea do clube pelo acontecimento .
Português, promovida pela crônica social pernambucana . PARA êles os nossos sinceros cump rimentos!
Fomos assistir à essa magnifica festa, acompanhando a re­
presentante de Alagoas, art a . maria amélia brandão, jootamen­ x x x
te com a confreira cândida palmei1·a, marluce pereira do carmo
e a sra . isa tenório de sou sa . li'ENIX INAUGUROU RESTAURANTE
x x x E PISCINA
Forr.os alvos de homenagens, as mais distintas e as quais
agraclecemos ao brigadeiro Silva Gomes (que cedeu um avião Foi um dos melhores, dêste mês o acontecimento da inau ­

da FAB, pa a nos levar) , aos cronistas : clóvis menezes e sra . , guração do bar e restaurante do clube Fenix Alagoa.n.a (a
alex, antônio azevedo e cacho borges . data foi trinta e u m ) .
x ·x x Com li'llhas mode1·nas e de muito bom gôsto, o restaurante
A nossa represen,tante classificou-se em segundo lugar é o melhor da cidade em luxo e estética .
competindo com a de Pernambuco ( lo . lugar) e com a da O Rum Ba cardi ofereceu aos presentes um delicioso
Paraíba (3• lugar ) . cdaiquiri>. que foi apreciado por todos.
A menina. impressionou bem aos pernambucanos pela sua Parabenizamos 0 Dr . jarbas gomes pelo acontecimento e
simplicidade e desembaraço. ao sr . v&ldomiro brêda pela remodelação do restaurante .
x x x x x x
ALAGOAS I ATE CLUB E & «BOITES> No dia primeiro., (setembro ) , outro acontecimento mar­
No dia q, .ilZe t. veram bicio as cboites»o do bem nascido, cante na vida social alagoana: a inauguração da piscina fe­
alagoas iate c1ube, realizadas em sua séde provisória alago1- niana.
nha� situada num belo recanto de ponta verd e . Realmente, um clube como a Fenix j á. devia ter feito a
À
reunião esteve bastante concorrida pela turma da jovem sua. piscina., mas agora o sonho do dinâmico d r . jarbas go­
guarda de n.ossa soei cdade . mes foi realizado .
O bom conjunto do ferreira animou o ambiente com bo­ x x x
nitas melodias de seu repertório .
X X X Ia me esquecendo . F'oi reeleito para o cargo de presidente
IATE CLUBE PAJUSSARA COMA.:NDA AS d o <mais aristocrático», o d r . jarba.s gomes de barros, noticia
MANHAS DOMINGUEIRAS feliz que deixou os associados fenianos bastante contentes .
Para o «presidente do an,o», os nossos parabéns !
DEPOIS do lança.mento dos titulas patrimoniais, o grê­
mio de ponta da terra está movimentando a sua parte social, x x x
oferecendo todos os domingos aos seus associados. gigantes ­
cas «manhãs de sol> que estão atrain,do a turma. jovem àquele ANIVERSARIO D A FENIX ALAGOANA & SUCESSO
clube praeiro, tornMJdo animadas as nossas manhãs domin­
gueiras . A sociedade alagoana presen -• u o melhor acontecimento
Entre os brotos que mais circulam por lá, estão : lisiana. d o mês de setembro, quando no dia sete foi reiJ,izado o 77q
ja.tobá, betinha e tuda lopes, sônia, selma e isadora. telxeira, aniversário do clube da avenida .
inalda gatto , glorinha paiva, celme leão. eclair e elenúzia. ri­ Foi uma noitada de elegância, quando as damas de nosso
bei ro . «os barbados»· que sempre estão presentes : antônio <hLso:» compareceram com seus belíssimos vestidos de balle
machado, divacy barbosa, batinga, pascoal savastano. j . mau­ e o sexo forte com seus «smokings> e <summers;I) .
rici o brêda e os irmãos moura : j oão, josé e paulo . A decoração feita pela floricultura de Recife, foi belis­
x x x s:ima, tõda teita com «buquês» de rosas .
FESTIVAL DE TEATRO E ARTE POP.ULAR A nota «top» foi a escolha da rainha feniana, que se sa­
DO NORDESTE grou ven.cedora a bonita lour�nha, leila gomes de barros .
Depois que ceicinha alvim de melo colocou a corôa e m!'i.r­
Numa promoção da secretaria d e educação e cultura do cia menezes pinto o manto, a nova soberana acendeu o bõlo
ministério de educação e cultura, da rcitoi·ia. da univer.:iidade (Conclua na toa . Pág . )

12 FEIRA LITERÁRIA
"A SS U N TO S
SOCIEDADE »
M ENEZES

Retornamos êste mês, com nossa coluna sôbre sociedade, d<: Al ag oas. será realizado no pr óximo mês de outubro em nos.
relatando os acontecimentos ocorridos em nossa vida so cial e sa cidade, êsse festivai que vai atrair aten.ções de todo o Bra­
também noticias diversas do Nordeste ou do Brasll . sil.
X X Jl Virão representantes de todos os Estados Nordestino, que
As festas do mês de agôsto foram escassa;; , somente as aqui realizarão, conferências , enc e narão pe.ças teatrais, farão
festinha s familiares torn.aram um pouco divertida as noites dos m0str as de quadro$ pictóricos, etc .
sociais alago anos . .
Anotamos no dia 18, um «a sustado» 'lla res:dêncla do en­ J: X X

genheiro da P trobrás, Ivan Sim ões , no bairro do ar ol . �
A b rinca dei r a foi na base dos long-plays, muito bem se. «NA'l'fü DO :Ml!lS DE AGôSTO
lecionados pelo anfitrião, comidas e bebidas também não falta­
ram por lá . CA.NDIDA PALMEIRA, cronista da <Gazeta de A lago a s>,
x x x esteve 1 ecebc11do c wnp rim en tos no dia 6, por ocasião de seu
entre a turma jovem registramo s: alice mar i a duarte, a11ivcrsá.1·io . Reuniu amigos p ara um «coq» em sua residên·
sempre elegante . . . um bloco de gi:trotas s1m.1�•• �.a s: �ara fa­

eia .
riat•, lien.e e l{mia barb1,,sa, celmc leão, cláud1 ::.. n-.e10, r_iu 1a go. - ECLAIR, também recebeu a turma da sociedade, lá
roes, eliane pantaleão . . . eiltre os ravazcs, lá esta •am : Joao aria­ no alagoinha» onde b1indou a todos com um coquitel prepa­
che c;ridião durval antônio machado, dr . geraldo tenório, o r . rado pelo rum bacardi . A da�a foi dia oito . . .

div cy 'iarbosa. dr�ute barl>osa, eurico uchôa, batinga, arl la­ - JOSlll MOURA. n.o dia dezenove, foi alvo de felicitações
ges, Jeol dia e almir furtado . . . quando estreiava id ade 11ova, é um dos atuantes da jovem
x x x guarda de nossa sociedade .
FESTA DA GAROTA BANCARIA DO N ORDE3TE . . . - ARI LAGE S, destacado entre a turma jovem, teve
seu aniversário ocorl"ido no dia seis; foi muito cumprimentado
- Foi realizada em Recife no dia dez, nos salões do clube pelo acontecimento .
Português, promovida p ela crónica social pcrna.inbucana . PARA êles os nossos sinceros cumprimentos!
Fo.mos assistir à e ssa magnifica festa, acompanhando a re.
presentan,te de Alagoas, srta . maria amélia brandão, juntamen­ x x x
te com a confreira cândida palmeira, marluce pereira do carmo
e a sra.. isa tenório de sousa . It'ENIX INAUGUROU RESTAURANTE
x x x E PISCINA
Forc..os alv os de homenagens, as mais distintas e as quais
agraàecemos, ao brigll.deiro Silva Gomes ( qu� cedeu um avião Foi um dos melhores, dêste mês o acontecimento da inau.
da I• AB, para nos levar) , aos cronistas: clóv•s menezes e sra . , guração do bar e restamante do clube Fenix Alagoa.JJA {a
alex, antônio azevedo e cacho borges . data foi trinta e um) .
x x x Com linhas modernas e de multo bom gôsto, o restaurante
A nossa represen.tante classificou.se em segundo lugar é o melhor da cidade em luxo e estética.
competindo com a de Pernambuco ( lo . luga r ) e com a. da O Rum B ac ardi ofereceu aos presentes um delicioso
P a raiba ( 3• lugar ) . <daiquiri>. que foi apreciado por todos.
A menina. impressionou bem aos pernambucanos p ela. sua Parabenizamos o Dr . jarbaa go.mes pelo acontecimento e
simplicidade e desembaraço. ao sr . vs.ldomiro brêda pela remodelação do restaurante .
x x x x x x
ALAGOAS I ATE CLUBE & c:BOITES> No dia primei ro,, (setembro ) , outro acontecimento mar­
No dla y, nze t.. veram L'l1cio as <boites>< do bem nasc i do , cante na vida social alagoana.: a inauguração da piscina fe·
alagoas iate clube, realizadas em sua séde provisória alagoi­ niana .
nlla>, situada num belo recanto de ponta verde. Realmente, um clube corno a Fenix já. devia. ter feito a
A r eunião esteve bastante concorrida pela turma. da jovem sua piscina. mas agora o sonho do dinâmico d r . jarbas go­
guarda de n.ossa sociedade . mes foi realizado .
O bom conjunto do ferreira animou o ambiente com bo� x x x
nitas melodias de seu repertório .
x x x Ia. me esquecendo . Foi reeleito para o cargo de pres idente
IA'rE CLUBE PAJUSSARA COMANDA AS d o cmais aristocrático>, o dr. jarbas gomes de barros, noticia
MANHAS DOMINGUEIRAS feliz que deixou os associados fenianos bastante contente! .
Para o «presidente do an.o>, os nossos parabéns !
DEPOIS do lança.mento dos titulas patrimoniais, o grê­
mio de ponta da terra está movimentando a sua parte social, x x x
oferecendo todos os domingos aos seus associados. gigantes.
cas <manhãs de sob que estão atrain.do a turma jovem àquele ANIVERSARIO DA FENIX ALAGOANA & SUCESSO
clube p r aeiro, tornMtdo animadas as nossas manhãs domin­
gueiras . A sociedade alagoana presell'-' u o melhor aconteclmento
Entre os brotos que mais circulam por lá, estão : lisiana do mês de setembro, quando no diã sete foi rei}izado o 770
j atobá, betinha e tuda lopes, sônia, selma e isadora teixeira. aniversário do clube da av�nida .
inalda gatto, glorinha paiva, celme leão. ecl ai r e elenúzia ri­ Foi uma noitada de elegância, quando as damas de nosso
beir o . <os barbados>· que sempre estão presentes : antônio chi.so>. compareceram com seus belíssimos vestidos de baile
machado, divacy barbosa, batinga, pascoal savastano. j . mau­ e o sexo forte com seus �smokings> e csummers> .
r'íci o brêda e os irmãos moura : joão, josé e paulo . A decoração feita pela floricultura de Recife, foi belfs­
x x x si.tna, tõda feita com cbuquês> de rosas ..
FESTIVAL DE TEATRO E ARTE POP.ULAR A nota «top� foi a escolha da rainha fenian a, que se sa­
DO NORDESTE grou ven.cedora a l>onita louri•nha, leila gomes de barros .

Numa promoção da sec retaria de educação e cultura do


Depois que ceicinha alvim de melo colocou a corôa e má.r­
eia menezes pinto o manto, a nova soberana acen deu 0 bôlo
ministério de educação e c ultu ra, da reitoria da universidade ( Conclue na lOa . Pá.g . )

12 FEIRA LITERÁRIA
7
.l
LUIZ GONZAGA BARROSO

Um barco em torvelinh o" lfle agonia,


Danificado, na ânsia de a bordar
P... -� Um pôrto livre, ande haja calmaria
Em. que as águas não o queiram naufHJ!;

�sse b arco navega em nosta lg ia,


No mar que lh;e irnpusera.-rn navegar,
Cujas águas ni;ataram-lhe a alegria
Compara Ao s<>m do vento fúnebre a. soprar .

Consterna ver o ·mar enfurecid0i,


� Revôlto, a àestroçar barco perdido
Escolha Nessa ince1·teza azul de tarde mansa .

Constnta-se um farol compadecido


Do b:irco velho e já desiludido
De que Deus, lá ino céu, não tem lembrança

Acerte

com -

Georgette Mendonça

Qua;ndo eu já não. acrcxlita.va


niais na virtude, fôssc
qual f ôsse o sctb n01nc;
quando cu, já 71iio acreditava
mais na justiça,
vendo-a irrisória
Agora, é cinco vêzes mais fácil construir. a premiar a cubiça;
quando ctt já não a.crcdita.va
Temos melhor preço, e lhe oferecemos mais na bondade
àesinteressada e doce,
--- qualidade. --- vci.>ido-a metida
1ui máscara ing lória
\ da ,hipocrisia;

-- .
. .. -- quando ett já não acreditaoo
ma.is rno amor
e nem 'mesmo na próprio Deus,
exausta que estava
Cimento, material sanitário, canos galvanizados, de ver tanta miséria,
tanta indignútade,
ferragens, louças, etc . - Vocé p!!.gará em cinco com a cumplicidade
e a conivúncia. dos céus -
surgiste em minha vida .
prestações mensais .

E tu que és o paradigma tia justiça,


da bondade e do amor,
V I S I T E - N O S
fizeste-me a vida pacrecer melhor .

E hoje eu sei oom certeza


Rua Senador Mendonça 207 e 215
flW Joi a paraào.Ml beleza
- - Telefone
dJessa tua <fe..!crença profwma e calma
- 2577 - Maceió-Alagoas que resgatou, minh'-al.ma. .

FEIRA LITEIU.RIA 13
Opin iões
( Conclusão da J a.. pág. ) Por
1A m 11/t u n d o
brutal, o pal:wril.CI afoito que ei-plrilo use os mesmos processos
Dilo bu:;ca esclarecer, mas, antes de defesa de um cidadão qual­
procura !�:ir. quer, para quem a linguag•?m
Desapareceram, completamen- não é um instrumento ou um a­
te. ·ios hábitos atuais, nos de­ tributo do aprimoramento do
esp!rlto, mas uma arma

11/t e L h ·o r
bates pela tmpnnsa ou pela tri­ Igual a
buna, todos os resqu!rios d-e ele­ usada po: qualquer desordeiro,
gAncia intelectual, ns mais emi ­ isto e, uma arma indicada paro.
nentes quulida'l<l3 do homem do deixar equimoses no corpo do
e3}llrilo, no a�oatc de um as­ ach•crsário.
.sunto ou d e uma idéia. Apesar das luzes do tempo a­
.A pena do escritor e a ll ngua tual, ainda pensamos como Ml­
dos pa.rlamentl\res, algumas vé­ chelet que o V;?r,ladclro concdto
:l!CS, parece que não sofreram de educação nilo abarca sómente
um trabalho de pn•pnra<,;ão Jla ­ o esplrito, mns de,·e revt Jar-�o
ra o dn.� suas ta­
JOSÉ PIMTO DE BARROS
desempenho em tC1dos os ato� humanos, no
refas . E temos n irupre�siio do comportam<>nto de cad a um, co ­
que estrunos as i:ltindo 11 um mo uma tentativa de descnvol­
Juta dc cu1,oeir..s, com um 1iou­ vim<>nto d:i p.>.;iç'.í.o do homem
co de gramitlc.1 , algurnns vl.-z:cs, no seio da s.·,cl�dadc cm que
f' multas v zcs �cm .ste ar�s­
sõrio .
vh·e
De
'-! n que t>Crtenc� .
ce rto a atitude de Maupn�­
UTERÁ 'IA)
Compreendemo,; que ó po�•hcl sant constituiu uma i n1l í. farç�­
a o.l�11ea1 l ndl;;nar-sc diante ue "ª' extrnvag:ln ia, tolerll.vcl no
uma inju�tlça, e que 0há memno l!cu tempo, ma.s tamb�m não é
O::i estud:�� os dos nosrns problcmos a ti rm..i.m que o.
ncce!:Sldado de 1lcfcsa i n ­
uma m�nos verd ade que o hâ!.>lto tlo .,,.ida
humana é o maior capital de uma .:: oc.i d de dl mccràt:
transii;.�nte d o s e u d; reito aht·­ dcnerrrir reput. t,;lic3, quando se carnente
organizada .
nad o . Mas não Justt!ic:unos, de procu11\ d l�cordar cl-e um ponto
A noo,sa. paixfw con.tinua cada vêz mais
desej o
form:i nenhuma. c1ue um homem ele vlsta, é Uiila atitude conde­
ocêsa. prosse­
guindo nêsse pal'a d2íxar bem nitido no. c oni: ci êr.� ia dos
1le lt'tras ou um parlumcnlar nlivel, � uma poslçio ª"'· umlda
verd � dciros patriotas o � ntiuo prcdo in a nt e
possa usar os proc�sos ma!>i que n!io r('romencln a n•nhum do e.mor ao :; cu
<hab1tab .
rud pnrn consegu i r qi;(' o rPu hom.�m de csp!rito. El nem l'O
Temos aprendido com a nos�a. ve.Jh" c:·11el'iê11cia, pelo sen­
dlr !to eeja re�onhccido. Nilo menos pode representar um si­
timento ele Igual<laüe e Fra ternidade com a opinião dos es­
ju tlCi ·mit0s q ue um homem ele nal do3 tempo3 .
pirjtos sensatos - par� o be:n-esta.r e fe1iciclade 11,�ssa - sue
dev<m os comb!\ter si:iLmàlic:imente c e m calma e p:ireua.são
e obstin:ição jesuitica, todos e:> que pretender,1 antepôr-se aos
nos::os de<'ignios, à r.ossa vont ::\uc h�o.b-:lávcl de pugnar por
r aquNec· pdncíp?.o', e mnis pe:a. orcle.:1. llarmoma, fciic�ade
dn. famHla , s obrcvi ·Gncia e civilizaçi?. o dus clasr:cs e, :;ob r e tudo
da humar1ldade .
E quando assim não procedermos, n. .fc: icidac1e deixa. de
c�:i st i r en re n.(ia. porque «u fellcl a<1 e e o bcm-esta.r de um
povo dopcndem íntc.r.1mentc da quesl�o de Govêrr.o, e o maior
problem do Estado é o Govºr o .
A democracia. como 1;aba>no&, tem virtude de red i mi r o
hom em quando ci-ra r.o uso do seu di rE:ito de pensar livre­
mc�1tc, porque ela é a próplio. e�scncm. .a <lígn·c: e huma:na,
que ni.\n ::.coita a viornn·�ia. ner. 1 mes.no quan:'.lo vui ao enco11.­

os e s Se vi� · s tro de direitos conspurc1dos .


Pe:1scruos :i:a íeikitlade e nos direitos que o. cemocrac�a.
nos oferece .
E' ne::'.eszllrio, agor:i, reconstruir. ou mesmo consolicar a
ordem social, nllo com 1dldo d:i c:dosorde:n orgirniza.da>, mas
por amor aos princípios cri ·tf..c s qno e.e-tem & r co.1hc::i<.los e

Oficina autorizada
praticados .
Abre-se diantf! dos n.osso� o lh o s um campo ime::ioo para
a ai�sisténc!a -ccial . Q11e ninguém cruze os bra ços m;ma ati­
tude de desue:iça ou de pc::;11imi i::m o .
Que todo:; venham. confiant�s e ge.::t eroso� .
Só ai:sim co.::ts t rnircmos um mundo mc'hor ; CJ';1ue haverá
ricos e p ob res. g·ra-ndcs e pequenos, bra nc os e prelos, para que
Revendedores em ,A,fagoas tamb.=m possa ha:v�r j:ts iÇ�t e ordem, pelo ex c rci ci o conscien­
te da L:J,erdade, que gern a virtude e o mérito. e do Amor,
que e� trbclcce a p_z e !!. concordl a .
• E nos dias atuais, er-1 que C$ amos vivendo hora s de tan­
tas aprcenf.ü<'s. devemos pedir a Deus para iluminar a i n t eli­

r RT DOR um rft s u
gi:ncia hmnaria, a fim de que os responsáveis pela paz so cial
P pe :i. !lllZ politica, n- o ;,;e r1eixem envolver no entrechcque
das paixões. indo ao enct.•ntro da rnmbra. protetora d:i fôrça,

mas da fôrça do direito - um dos p r i ncíp i os funàa.mcI1.ta!s
que devem construir norma de ação e padrão de conduta has
i·e!ações de tôda a humanidade .
Vamos r.gir com Eerenjdadc e firmeza, olllando semp re o
l ado e.la rnz.;.o, pois «n razão é a primeira autoridade, e a nu­
toridac.te é a última. razão> .

Travessa Ga�ino escuro, �68 - fone - 2573 Assim, conquistaremos a nossa felicidade e teremos, na
realidade. Ul.i MUNDO MELHOR .

FEIRA LITERÁRIA 15
H N ...
onal
Sendo e.provad o o projeto do Prof . A1mciàa Rocha, • c ) Colocrs.o - E' o t ênno vulgar, p ou co mu!3ical e desne­
Hino Nacional f i cará as&ii.m: cess:írio, porquanto o poeta, c o m fcliciti!lde. empregou.
•no ve rr o antt.rior a palavra g'gi.o10te .
Ouviram do Ip i ra n ga as margens plácidas d) Dos filho.s d<'ste solo és mãe ger.,til - Esta frase não
O grilo tlêste po,.1a t;füm.funt-0, sôa bem na, música .
E o sol da. Liberdade. em raios fúlgidos, e) D ei t ado eterna.mente em b er ç o esplêndido - Êste ver­
Br1ll1o u no céu da Pátria nêsso inst ::m,te . so não corresponde à rc:alidaàe brasileira . Mesmo :in
se admitbdo o s entido figurado , a llnguagem não .se
Se o pe nh or dessa iguaI:.lade c oaduna com a vi bração do H:no que i:.imboliza os an­
Conseguilnos c on quist a r com braço fort!.', sci os d e um i;ovo .
Em teu s�o. ó Liberdade, f) Mais b°ª- !"lc!a - E:;precsão dissonante .
De:;afia o no sso peito a própria morte !
NOTA : O Hino N'ac'.O'::tal será estudado n a s aulas ãe
ô Pátria amada. Português. cm todos os n,íveis, através de classificação de pa­
Ido:atrada, lavras, sinônimos. antô�mos, metrificação, interpretação.
Salve ! Salve! análises i;.i.ntá.tíca e literária p n ru as crianças e os jovens en­
tendm·cm e sent i r em o que eslüo can Lando .
ErasiL um �oaho intenso, u m raio vívido
De amor e de esperaJ!t,;a à terra d e�c e . �!E.IDA ROCHA
Re em ! c-.i fm·mo;,o cé:i, risonho e U.mpido .
A imagem do Crnzeiro resplandece . Rna Djalma Urich, fi7 apto . 1002 - Coi:: acabana - Rio
de Janeiro . Tci: 47 . 0054 .
Gigl'mtu qual a. pd<l1-r1a netw·el".11·,
Cs ba!o, Jlo�te, L-npá.,·hLo e ;a'fanch'o, x x x
O t eu futuro espelha essa gran.deza
OPINh�O SôBP.2 O POETA ALlIF..IDA r..OCIIA.
'J'erra adorada ,
Entre ou t r as mil. « . . . D:z�m que j:í 11ão e1�i st cm poetas. porque a v.:-rda.dei­
:F..s t u , Brasil, ra. poe.�ia ó a que nos ccm·.)ve, emocior.,,a ou ai·cebata ; é por­
ó Pátri a amada, que não conhecem os admiráveis versos de .muitos de nossos
Org-11!10 dest:J. g-0n'�e \1\rO!l il. paLrícios, que, c n mo o distinto Prof . Almeida Hoch a. cons­
Pátria amada, troem os seus primores na quietude e na sombra, como o
Brasil! arac�1id i o tece a marav'ilhosa teia no �eio ela floresta e no re­
côndit o dos lares . Conheço o s sonetos dêss e fino ar.tifice d�
, Ei�tlo et.erna.m<mte cm, solo ttip1!>m1lr:b, métl' lc a, e posso afirmar que s5.o pl e n os C.:e Lnspiração e de.
Ao som do mar e a luz do céu profundo. se:itimen.to, belos na essência. e na forma, suaves como cân­
Fu.'l(Uras, ó Brasil, florão da América, ticos de passarinhos em m&.nhãs de pri.lnavera e do ces como
Iluminado ao sol do Nôv o Mundo ! o murm úrio das fontes nas campinas verdejantes . . .jb

Nu '' terr-a engran�eiehla, . JOS� DE SA NUNES


Teus r' s rinl1 os, l indos campos tê.m mais flôrca; Rio, 24.-VIII-942 .
«Nossos bl' sques têm ma's vida» . x x x
�Nossa vida.> no teu seio «mais amôres> .
CORRESPO�NCIA RECEBIDA
ó Ptit r i a amada,
Idolntrada. Rio de Janeiro, 26 de abril de 190 3 .
Salv e ! Salve !
limo . S r .
Brasil, <le amor eterno seja slrnbolo SILVIO D E MAC11:DO
O lábaro que oste-.::it as estrelado, Ed . Br�da, sala 10-ll .
E ,;iga o verde-1ouro des ta fl&.mu!a MACEió - Es ta do de Alago a s .
- Paz no futuro e glória no passado .
Estando afa st a da de m inh a Terra e t endo cm mãos um
Mas, se ergues da justiça a cb.vp. forte. n . da revista FEIRA Ll '"TE:RARLA_, di rigida por V . Sa . , tomo
Verás ·que um filho teu 11.'lo fogo à luta, a liberdade de enviar u.lguns t rabalho s do eminc.ate profe<".,so;r
Nem ta"'lle, quem te adora., a próp ri a morte . Almeida Rocha, a quem admiro e que coon a sua .maneira
simples e correta fala bem dos costumes e da beleza do nosso
T<'rra adorada, Estado .
Entre o u tra s mil., O p rofe ss or Almeida Rocha. também alagoan,o. t irou o 1 ..
·
Jl:<; tu. Brasil, lugar, cabo:ido o 2• à Ac ad em ia Brasileira de Letras, no con ­
ó PMria amada, curso realizado aqui no Rio, para a esc ol ha do Hino da Gua­
Or�o destr. gente varonil, nabara e apresentou lL.'TI. projeto para a modificação do Hino
Pátria a.mnda, Nacional , projeto ê.ste que conta com o parec er f::.vorável das
Brnsil ! Comissões Técnicas da Câmara � d eral e que jimta...'11. ente com
algu mas poes.jas, estou envi a ndo 'a V . Sa . em, an ex o . Estas
O SóRIO DUQUE ESTRADA . Poes '. a s foram tiradas do seu livro �Matizes» e foi aprovado
pela c ritica de dive rs os Pa.ises . Quando a Assembléia da Gua­
x x x nabara divulgar o Hi11n do Estado considerado em São Paulo
o mais bo nit o do mu.1do atual, envlar-lho-ei .
JUSTIFICAÇÃO Esperando l':er compreendida no meu intuito de colabo­
ração, subscrevo-me
ti) Heró ico o brado - Existe cacófato . atenciosamente .
Gtito está mais do ac ôrdo com a n os sa Hlstória :
O Grito do Ipir.a,nga. EUNffi ALBUQUERQUE
b) Gigante qual a própria natureza - A mudança de pela
para qm1l afasta qualquer interpl'etação maldosa (de NOTA: - Meu enderêç o , Rua Pais:iandu, 162 . apt. 21JZ.
iné rc i a ) e to rna o verso mais enfático e solene . Flamengo - Rio de Janeiro .

16 FEIRA LITERÁRIA
C I NE M 1�

O HOMEM DO AL CA TRAZ
JOÃO ALFREDO

STROUD: O HOMEM EM QUESTÃO I ) Robert Stroud cometeu três crimes mas o filme só fa­
la em dois e só mostra um .
Robert Stroud tem levado uma vida singular. Dos seus ll) O assassinato do guarda não foi motivado pelo ar­
setenta e dois anos de idade 53 foram passados na prisão, sen­ dente desejo do nosso heroi ver a mãe já que o mesmo deixou
do 8 em uma solitária de Alcatraz . a casa paterna aos treze anos para nunca mais voltar .
Prá inicio de conversa, resolveu aos treze anos sair de III) A in.sinuação de incesto, entre Stroud e a mãe, cul­
casa. Aos dezoito, !oi tentar descobr�r ouro no Alasca mas minando talvez cseparação> dos dois é outra simplificação
0 filão que ai encO'Iltrou foi uma prostituta que The sustenta­ grosseira resultante talvez das tais teorias psicanalíticas que
va, permitindo-The assim levar uma vida de vagabun,do . O explicam tudo, bastando para isso escolher as situações favo­
nosso herói ia vivendo tranquilamente, se bem que não sej a ráveis <;iue satisfaçam as hipóteses favoritas .
certo explorar uma mulller e ser tranquilo, até que um aven­
tureiro tentou The roubar a companheira . Ai êle se queimou OS ATôRES EM QUESTÃO :
e nem sequer titubeou: passou fõgo no infrator matando e Burt Lancaster perfeito num desempenho que afogaria
livrando a sociedade de um futuro gigolõ . Por êsse primefro qualquer ator mediano . Confirma, mais uma vez, suas qua­
crime, foi condenado a 12 anos de cadei a . Na penitenciária lidades artisticas dand o grande dimensão a u n papel que a.­
9e McNeill, onde estava hibernando, matou um detento por presentava sérias düiculdades .
t r . te me acusado de roubar comida . Foi tra nsferido pal'a Thelma Ritter e Betty Field, respectivamente mãe e es­
a prisão de Leavenworth e lá, também, matou um guarda . pôs� de Stroud, 'll OS raros momentos em que aparecem estão
!<'oi então que começou a criar pássaros tendo em pouco tem­ exatas nos seus papéis .
po perto de quinhentos . Mas ai começou a grassar nos EE . Karl Marden, diretor de Alcatraz que tinha lá suas con­
UU . a chamada febre septicêmica que matava as pequenas cepções sôbre reeducação de criminosos, está bem adequado
a.vcs e atingiu, também, as de nosso ornitologista . Stroud co­ ao tipo que representa.
meçou à abrir os cadáveres dos pobres animais vitimados ao Neville Brand, guarda do presidio e amigo de Stroud, é
tempo que r ealizava exaustivos estudos sõbre as causas da uma figura simpática e convincente.
moléstia, depois de algum tempo, encontrou o remédio ade­
quad o que deu o nome de Sal Efervescente Stroud ao que se E I S A QUESTÃO
s guira.n'i ?.rescrição E special Stroud e Sal Stroud n . I . Nove
.

. anos depois, publicou Tratado Stroud Para Doenças de Pãsmi.­ Ao meu ver existem duas fortes tendências n o aer huma­
ros que veio a se torna uma verdadeira bíblia para os criado­ no : a de isolar-se e a de exercer a romunicação . Pela pr.j·
res de pássaros . Devido ao prestigi o que grangeou fora da meira , o homem pensa o mundo, pela segunda, o homem vive
prisão, .foi perseguido pelo diretor da penitenciária que con­ o mundo e é precis o que se en.tenda que antes de pemar se é
seguiu arranjar sua transferência para Alcatraz onde tenta obrigado a viver .
o suicídio . Entretan,to, passados os p�imelros dias, começou Stroud viveu sempre acossado pelas duas tendências de
a estudar frruncês, italiano e latim . Dedicou, ao mesmo tem­ que se falou acima . Pela pr.imeira, êle matou três vêzes e
po , sua atenção para uma análise profunda das prisões ame­ não por simples fatalidade ou acidente mas sim por uma ne­
ricanas, do período de 1790 a 1930, publicando um trabalho cessidade compulsiva de ser s6, misantropo e permanentemen­
bem volumoso que provoca sérias celeumas na terra de Tio te isolado . Els as provas de sua necessidade de isolar-se:
Sam . Atualmente, acha-se prêso na penitenciária de Spring­ I ) Fugiu de casa aos treze a.nos e nunca mais voltou .
ficld, no Mississipi e não se sabe qual será sua próxima faça­ ll) Foi para o Alasca para ser mais solitário al!llda .
nha . ili) A sua ligação com a prostituta que êle explorava co­
mercialmente era uma ligação que resolvia seu problema se­
FRANKENHEIMER: O CINEASTA EM QUESTÃO xual e econômico mas não resolvia seu problema a.moroso .
John Fran,kheimer começou fazendo filmes para a tele­ IV) - Matou o guarda para precipitar seu não encontro
visão consegui'lldO realizar duas boas fitas : c:The Young Sa­ com a mãe .
vages> (Juventude Selvagem) e <All Fall Down> (O Anjo V) Tentou o suicidiu que é o Isolamento supremo e o não
Vi olento ) . cO Homem do Alcatraz> é, pela ordem, seu ter­ sofrimento porque não se tem a consciência do mesmo .
ceiro filme e o primeit'o que êle fêz para ser levado em cinemas. VI) Casou-se por i>nteresses imediatos, casamento que
Entretanto, uma fita para. a televisão é condicionada por uma foi para êle uma solução ideal já que as grades o « protegia»
sé do de limitações que o video .j mpõe . Daí notar-se, clara­ da mulher .
mente, em cO Homem do Alcatraz> essas limitações, herdadas Mas a comunicação era um.a necessidade que The assedia­
da televisão, e que Frankheimer ainda não con.seguiu se li­ va. de sorte que êle a tentou de uma mwneira muito indireta :
vrar . Assim a narrativa cinematográfica é li•near, sêca, semi­ através dos livros . Seus escritos sôbre ornitologia, seu tra­
documentária e sem grande.�ecursos técnicos . Sai -se bem o tado sôbre as p risões americanas eram tentativas de diálogos,
diretor de c A1'jo Violento> nas cenas iniciais de a.presentação em um só sentido é verdade, mas que lan,çavam, de algum
dos atôres com uma série de close-ups bem marcados. Tam­ modo, uma ponte com o mundo .
bém, nas sequências da bebedeira de Stroud e da revolta dos A vida de Robert Stroud é o drama do ho.tnem moderno,
presos de Alcatraz o usp de câmera inclin.ada, para mostrar indeciso entre ser absorvido por uma sociedade onde o ho­
que alguma coisa está errada, é feito com grande propriedade . mem é mera convenção ou isolar-se para ser mais verdadeiro .
Acredito sinceramente que Stroud, apesar d e sE:us setenta e
ALCATRAZ : O FILME EM QUESTÃO poucos anos, ai•nda não fêz sua opção e talvez por ter com ­
John Frankheimer desperdiçou, de certa maneira, um te­ preendido isso o secretário de justiça dos EE . UU . tenha ne­
ma sedutor, enigmático e complexo : a vida de Stroud . Fêz gado o in.dulto pedido por seu advogado . Nêsse sentido, é
simplificações absurdas e nã o compreendeu a natureza dR. vllid. questão ; porque é tão difícil escolher e só os imatu­
1.a:r:;onalidade do criador de pássaros . Vejamos algumas des­ ros es olhem, precisamente, por não saberem o que escolhem ?
sas simplificações: Essa é a questão .

FEIRA LITERÁRIA 17
man Loureiro de Farias, onde êste ilustre homem de letras,
recebeu das mãos do Diretor daquela escola, o titul o de Pro•
fesaor Emérito . Infelizmente o D r . Osman Loureiro, acaba de
receber sua. aposentadoria, tendo por êste motivo a Faculdade
de Direit o perdido um dos seus grandes professores .

x x x

SOCIEDADE Grande sucesso �·erá. sem dúvida alguma o I FESTIVAL


DE ARTE E TEATRO lrnlVERSIT.ARIO DO NORDESTE,
que se realizará aqui, com a participação dos universitários do
MARLUCE Nordeste, que virão a nossa querida terra para movimentar
um pouco o nosso mundo universitário .
x x x
..
Temos êste mês uma festa muit o boa e com um grande
Jam is pensei em ser cronista socjal, porém, diante do
desfile de modas (com modelos especiais de Jurandy, figuri­
gentil convite d o brilhante jornalista Genésio de Carvalho,
nista das Casas Dias Jú11jor) com manequins de Recüe e com
Presidente da Associação Alagoan.a de Imprensa, aceitei, para
a. participação de moças da nossa sociedade oportunamente
que nêste cantinho de FEIBA LITERARIA, traga a vocês as
convidadas . Esta festa que está sendo organizada por Cân­
noticias e os acontecimentos sociais de nossa sociedade .
dida e os cronistas sociais do Recüe, terá como titulo cA PRI.
x x x
O QlJE VAI PELOS CLUBES
MAVERA COMEÇA EM MACEIO> .

Nos nossos clubes nêste mês de agõsto , o moviment o foi


x x x
mintmo . O «bem nascido> ALAGOAS IATE CLUBE>, foi «VIPS»
quem movimentou a noitada de 10 de agôsto passado, tendo
a frente Iara Farias., com sua. simpatia contagiante, onde Tivemos em Maceió. há poucos dias a visita de Frei Ro­
brindou aos seus associados cc.m o sorteio da gr:rnde <Parada meo P.eréa, frade carmelita de grande cultura, que a convite
Milionária> . do Dr . Sílvio de Macêdo, Diretor da Faculdade de Direito, fêz
x x x uma conferência sôbre cO DIBEITO E O CRISTIANISMO� .
Homem de muita cultura, empolgou a todos com a firmeza de
O CLUBE FENIX ALAGOANA, preparando-se para a suas afirmações e co..-n sua facilidade de expressão .
grande testa de aniversário, onde marcará a Primeira Sema­ x x x
na Social de Setembro, com a inauguração de sua Piscina ( que Prjmando pelo gôsto requintado e pela fin,ura que lhe é
está fabulosa ) e do grande baile a rigor. tão nosso conhecido peculiar LEDA COLLOR DE MELO. prepara a barraca de
pela parada. de elegânci a do povo alagoano . Alagoas, para a grande Feira da Providência, qu e se reali­
x x x za.rã 'IlO Rio de Janeiro . Temos certeza. absoluta do sucesso de
- Muito emocionan.te foi a homenagem prestada pela nossa barraca, e pela la . vez no Rio, a nossa terra serâ alvo
Faculdade de Direito da. U'lliversldade de Alagoas, ao Dr . Os. de elogios de que tanto merec e .

BRÊDA & IRMAO


Tintas, vernizes, óleos, alvaiade, linha autom·otiva, conservados, vergalhões, ci­

mentos, azulejos, material sanitário, tudo, enfim, quanto é necessário à sua construção

Verifique em qualquer um dos 3 e'Y'.dereços

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---- Tôdas em Maceió - Alagoas ----

FaÇtflt-rws ainda hoje a sua visita - Dê-nos êsse prazer .


18 FEffiA LITERARIA
O trabal ho e sua defi n icão 1

Moacyr Veras Rocha

Bl11ot&Jl.IO Etlmológlcamente, a palavra. n1ma.do on lna.uimado, racional


trabalho vem do latim hipotético : ou i:rraciona.1. 4. Dlvi&lo lfe.ral do trabalho
1. Deflnição etlmol6g1.ca. do tra­ «trabuculmn> ou «trapaliunu e 3. Definição do tl'&ba.lho em
balho significa. : ocupação em alguma. aentido estricto Podemos, de = maneira �e­
2. Dellniçio real do trab&lho obra. 011 ministério - exeroiciG ra!, claaaificar o trabalho em 8
em sontido lato lnaterlal 011 int electual para fa­ Trabalho, em sentido estrlcto, espécies :
3. DQfl.n.lgão real do trabalho zer ou conseguir alguma cousa. 6 nma atividade consciente pa.ra
em sentido estrleto - luta - Ilda - esfôrço - la.­ o a.lca.nce de um determinado 1) Trabalho mec&n.lco
4. D!Visão gemi do trabalho butaçio. fim: donde o principio : omne 2) Trabalho natura\
6. Deflniçl.o elas diversa.a esp6- age.ns aglt proptcr tinem : iodo 3) 'l'rabalho inlltintivo
cies de trabalho 2 . Definição do trabalho em ser humano a.ge em demanda de 4) Trabalho orienta.do
8. Sínte11e do estudo. aentl.do la.to uma flna.lidade. 6) Trabalho corporal
O trabalho, portanto, no senti­ 6) Trabalho intelectual
1. Deflnlçã.o "timol6glca do tra ­ Trabalho, em sentido lato, é do l.>leno do vocibiüo, 6 privU6- 7) �aba.lho técnico
ba.lho qullolquer atividade de um 1er a. glo do homem. 8) Trabalho rellgiollO

1) Trabalho mec&nloo 1 4) Trabalho orientado :

quando a atividade tem por executor um mero autômato no qual nu.o quando o homem se serve da atividade natural ou Instintiva e a dl·
ntra, absolutamente algo doq; conhecimento . E' o trabalho das mâquinas. rlge para um fim.
a consciência no operar não se encontra na planta ou no animal :
2) Tra.balhO natural: ambas as atlvldades poderão, no entanto, de tora receber do homem.
qne é inteligente, uma orientação para um determinado fim.
a ativ1tjade provém de um principio vital - na qual, porém, não Neste caso, a atividade resultante é consciente não l'atione •ublectl
n·�lde nenhum conhecimento, mesmo sensitivo . Encontra-se no reino execntlon1s (em razõ.o do sujeito que realiza a ação), - mas ration,e
v1·g tal . snblecti dlrigentJa {em razão de quem a dirige) .
Vidn é uma ação Interna «paza dentro» (actlo immanens) - em opo­
"1�110 à � ·;ão externa «para tora�, transeunte, dirii:;lda ú nicamente a pro- 5) Corporal
1.hrnlr ou modificar outras cousas (actio transiens) : que convém tam­ 6) Intelect11al
hf•m aos seres Inanimados.
Seria um absurdo admitir-se consciência nas plantas . Absurdo, Apesar de, 110 homem em pleno gôso de tôdas as suas faculdade!!,
i111rque seria admitir em algum vivente uma !acuidade que não concor­ - em suas atividades produtivas - não ser posslwl uma separação en­
;rorta para o 11eu próprio bem, mas que lhe seria antes prejudicial . Tal tre o microcosmo material e o microcosmo espiritual, pc·rque o homem,
Mil ria o conhecimento nas plantas : estas não podem, por si, locomove­ embora composto de dois elementos substanciais : corpo e allua, 6 um
r1·m-ae nem tugir das intempéries do tempo e do ardor do sol, nem tão quld unioum, é Tó E'Yó e êstes dois elementos supramencionados se In­
pouco dos dentes dos anima.Is, nem escapar da foice do homem, nem tegram, se completam, se entrelaçam, se amalgamam, - contudo, po­
ll\rar�se de outl'Os males . De tal forma que, se Uvess<.'m ao menos o de� '"· em razão da predom.lnilncia, distinguir, no próprio homem, duall
co11hecimento sensitivo, estariam condenadas a um perene suplicio : o e.J)éu�s de trabalho :
que seria coutra. o Supremo Cria.dor .
Exemplo de um trabalho natural é a sua inita.bWdade . Esta cona­
tltul o modo peculiar por que todo organ1smo reage a influências (ex­ a ) o trabalho corporal - predom!nlo rlas fôrças musculares, braçall!,
"\t·�'6es) exteriores, pelo qual os e!eitos Imediatos da excitação são uti­ por exemplo : a atividade do agricultor
lt1>.ados de maneira adequada a conservar a vida (teleológica.mente). As- b) o trabalho intelectual - predomlnio da inteligê11cia, por exem­
11l m : a luz produz diretamente aquecimento e processos quim1cos no plo: o trabalho intelectual dos filósofos.
protoplasma; êstes efeitos provocam (excitam) a pJanta a dispor de
determinada forma as !olhas e os cloropastldios ; o crescimento, a tru­ 7) Trabalho Ucnico
tlficação, etc . , processos teleológicos endereçados à conse!'Vação da vi­
da, tem ai sua origem primordial . - Irritabilidade pura, Isto é, auto­ é o amálgama da técnica com o es!ôr<:o e lnterêsse materiais e In­
mática, slgnl!ica, que nada obriga a aceitar qualidades psiqulcas (cons­ telectuais da pessôa humana (Ctr. ARNóBIO GRAÇA, Principl.os de e ­
cientes), por exemplo : sentir, perceber, querer, pois cada reacão da oonomla po}itica, São Paulo 1949, Edi<;;ão Saraiva, pg. 48) .
planta, - especialmente vlsivels nos movimentos externos - encontra E' o trabalho dos que se dedicam às artes, como o pintor, o escul­
tundrunento suficiente na natureza. na Intensidade e direção da exci­ tor . . .
tação, bem como também na cstn1tura m'llcânlca dos órgãos receptores
das excitações e na dos órgãos exec tores dos movimento s . Isto ap]ica-
8 tanto aos mov �entos comuns li ôdas as plantas como aos espcclllis 8) Traba.lho religioso
e riartlculares. por exemplo, aos da «s8n.s1t1va:t (mJmo1a pudica), aos das é a atividade vital, cognoscitiva, consciente do homem, clirig1.da pa­
plantas carnivoras, etc. ra uma fina.lidade cristã .
- Tôda pessoa válida tem o dever de trabalhar, de acôrdo com as
8) 'l'.rabalho ln1Unt1vo 1 suas posslbllidades, para adquirir por si mesma o que necessita para a
sua subsistência. No entanto, a obrlga<;;ão de trabalhar não deve ser
o u·abalho é fruto já de um conhecimento, embora sensitivo : é um considerada apenas em função das necessidades vitais que precisam ser
trabalho, percebido pelos sentido, ponderado (•ecundum q11ld) pela es­ supridas. Pois o trabalho tem signl!!cação tão alta para a expansão da
timativa : capacidade de apreciar o que seja útil, uniforme e comum e personalldnde, para o serviço quotidiano da caridade e para a reallza­
rl'alizado pelo Instinto, que é a aptidão inata com que a alma, sem çilo de no&lo destino social, que todo Individuo em condições de traba­
t•onhecimento e consciência do fim, é impelida para o que é útil, uni­ lhar, é obrtge.do a taiê-lo
tu rme e comum a toda a .espécie . E' o trabalho dos auima.l.s. (Contlmla no próximo ntimero)

FEffiA LITERARIA 19
MEMORIAS DE
UM SARGENTO DE MILICI AS
Ma noel Antônio de Al meida

O FOGO NO CAMPO
CAP1TULO XX

A hora dete'[11llinada vlera.m os dois. padrinho e afilhado, ranchos sentados em esteiras, ceando, conversando , cantando
buscar D . Maria e sua familia, segundo havfa.m t ratado:
era modinhas ao som de guitarra e viola. Fazia gõsto passear por
entre êles. e ouvir aqui a anedota .que contava um oonviva de
��aix?nada.·
pouco depois de Ave-Maria. e já se encontrava pelas ru�s
bom gõsto. ali a modinha cantada naquele tom
grande multidão de famílias. de ;r anchos de pessoas que se di­
rigiam uns para o Campo e out �o.s para a Lapa, on?e, como é mente poético que faz uma das :rwssas raras or1gmahdade � ,
a p� ­ apreciar aquêle movimento e animação qtte ge.ralm:nte rei­
sabido. tam.bém. se f·estejava o D1vmo. Leonardo c;aminhav
­ navam . Era essa a parte (permitam-nos a expressao ) wr­
recendo completamente alheio ao que se passava em r�da d�
_ ún,1- dadeiramente divertida do divertimento .
l e : tropeçava e abalroava nos que encontrav a; � m� idéia
era_ essa., Os nossos conhecidos sentaram-se como os outros em ro­
ca roía-lhe o miolo; se lhe perguntassem que 1dé:a
talvez mesmo o não soubesse dizer . Chegaram enfim
mais de­ da de suas este1ras, e começaram a cear . Leonardo., a-pesar­
parecia das emo2ões nova� q�� e�J? ��!!!I:������ ���� ��:�� !��f�:

Dressa do que supusera 0 barbeiro. po rquê o Leonardo
naquela noite ter asas nos pés, tão ràpidamente caminhara e PTí.zi cipalmente naquela noite. nem por iss o perdeu o apetite.
obrigara o padrinho a caminhar com êle . e esqueceu-se por algum temp o de sua compan.heira para cui­
D. Ma.ria estava pronta e os esperava com algumas ou­ dar unicamente do seu prato . N o melho r da ceia foram in­
tras pessoas com quem também tratara ir de companhia. e tel'\rompidos pelo ronco de um foguete que subia: era o fogo
em um momento puseram-se a caminho. Formavam t odos um que começava . Luizinha estremeceu, ergueu a cabeça, e pela
grande ran.cho acompanhado por não pequeno número de ne­ p r imeira vez deixou ouvir sua voz, exclamand o extasiada ao
gras e negrinhas escravas e crias de D . Maria, que levavam ver cair as lãg rimas inflamadas do foguete que aclaravam
cêstos com comida e esteiras . D . Maria deu o braç o ao com­ todo o Campo :
padre, e o mesmo fizeram a s outras senhoras a-os demais ca­ - Olhe, ·olhe, olhe! . . .
valheiros . Por gracejo D . Maria fêz com que o Leem.ardo des­ Alguns dos c ircunstantes desataram a riil' ; o Leonardo
se o braço à sua sobrinha ; êle aceitou a incumbência. com deu o cavaco com aiquelas risadas. e as achou muito fora de
gôsto, mas não sem ficar alguma coisa atrapalh<.i do, e deu na tempo . Felizmente Luizlnha estava por tal maneira extasiada.
po?re menina alguns encontrões. embaraçado por não saber se que não deu atenção a coisa alguma, e enquanto duraram os
lhe daria a esquerda ou a direita ;. finalmente acertou e deu­ foguetes 'Ilão ti rou os olhos do céu .
lhe a esquerda, ficando êle do lado da parede . Ofereceu-lhe o Aos foguetes seguiram-se, como sabem os leitores , as ro­
braço ; porém Luizin,ha ( tratôroo-la desde já por seu nome} das . Nessa ocasião o õxtase da menina passou a f.renesi ; a,..
pareceu não entender o oferecimento ou não dar fé dêle . plaudia com entusiasmo, erguia o pescoç o por cima das ca·
Contentou-se po i s o Leonardo em caminhar ao seu lado . beças da multidão, tinha desejos de ter duas ou três varas d e
Assim chegaram ao Campo. que c�l:.tva cheio de gente . comprido para V·er tudo a seu gõsto . Sem saber como. Wti a-se
Nesse temp o ainda se não usavam as barracas d� bonecos, dé ao Leonardo, firmava-se com as mãos sôbre os seus ombros
sortes, de raridades e de teatros, como hoje: usavam-se ape­ pa.ra se poder sustentar mais tempo nas pontas dos pés, fa­
nas alguina.s que oorviam de casas de pasto . Depois de pas­ lava-lhe e comunicava-lhe a sua admiração . O contentamento
sarem por diantEi delas, D . Maria e a sua gente se drigiram acabou por famili arizá-la completamente com êle . Quando se
para o Império . Luizinha est ava atônita no meio de todo atacou a lua, a sua admiração foi tão grande que, querendo
a.quêle movim.en,to. diante daquele espetáculo que via pela pri­ firmar-se nos ombros de LeO'nardo, deu -lhe quase um abraço
meira vez, pois era verdade o que d issera D . Ma.1ia: n o tempo pelas costas . O Leonardo estremeceu po.r dentro, e pediu a.o
de seu pai raras ou nenhumas vêzes saia de casa . Assim. sem céu que a lua fôsse etern.a.; virando o rosto, viu sôbre seus
o saber, parava algumas vêzes embasbacada a olliar para o.mbros aquela. cabeça dtl menina iluminada pel o clarão pâlido
qualquer coisa e o Leonardo muitas vêzes via-se forçado a pu­ do misto que ardia, c fico u também por sua vez extasiado ;
xar-lhe pelo braç o para obrigá-la a prosseguir . pareceu-lhe então o rosto mais lindo que jamais vira, e admi·
Chegaram ao Impé1io, que era nesse tempo quase defron­ il'OU-se profundamente dtl que tivesse podid o alguma vez rir­
te da 0 !{reja. de Sant'Ana, no lugar agora oc..:pado por uma se dela e achá-la feia .
das ext, nmidades d o quarlel de Fuzile i ros . 'l'ct�os sabem o
que é o Impér-i·o , e por isso o nü o descrevemos . Lá estava na Acabado o fogo, tudo se pôs em andamento, leva.ntaram­
sua cadeira o imperador. que o leitor já viu pi:.sseando pela se a.s esteiras, e:;palhou-se o povo . D . Maria e sua gente pu­
rua no me.i-or de seus foliõl!s , Luizinlia, vendo-o. pôs-se nas sera..111 -se também em marcha para casa, guardando a mesm a
pontas dos pés, esticou o pescoço , e encarou-o por muito tem­ disposição com que tinham vindo . Desta vez porém Luizi'Ilha
po estática e absoFta. O I.eoncrdo ven.do isto sentiu um não e Leonaroo. nilo é dizer que vieli(.!.tn de braço. como êste último
sei que por dentro contr a o menino que atraia a atenção de tinha que rido quando foo.ra.m p a ra _)o Campo, for..i;m mais adian.­
Luizinha, e passou-lhe pela mente o desej o louco de voltar •te do que isso, vieram de mãos dadas muito familiar e ingê­
atrás seis ou sete anos de sua existência, e ser também lm­ nuame'1te . "Este ln gêno�ente não sabemos se se poderá com
.perador do Divino . raziio aplicar ao Leonardo . Conversaram por todo o caminho
Nas escadas do Impéri o fazia-se leilão como ajnda hoje. como se fôssem dois conhecidos muito antigos, ·dois irmãos
divertindo-se muito o povo 3.ll apinhado com ns graçolas pe­ de i-nfância, e tão dlstraidos iam que passaram a porta da ca­
sadas do pregoeiro . E!;tiveram aí algmn tempo entretidos os sa sem parar, e já estavam. muito adiante quando os si.os de
nossos c onhecidos. e fcH·am depois procurar n o meio d o Cam­ D . Maria os fizeram voltar . A despedida foi alegre para to­
po uan lugar onde pudessem fazer alto para cear e ver ·o fogo. ' dos e tristlssima para os dois . Entretan.to. como sempre que
Acharam-n.o, não áem a l gu ma dificuldade, po1fl que multas s e despedia. <> c o mpadre prometeu voltar, e isso serviu de
outras famili as se haviam adiantado e tomado as melhores algum aliv i o, especialmente r o Leonardo, que tomara tudo o
posições . Grande parte do Campo estava já coberta daqueles que se acabava. de passar mais -em gross o .

20 FEffi.A LITER.ARIA
1A111 :Aparta111ento de f2uxo
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EDIFIC O SAO PEDR8


( na Praia da :Avenida, ao Lado da _-4 .A B B )

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Edífícío 13rêda - f2ofa 1
FONE - 2209
. . . POR FORA, O ORGUL IO DE SEU BAIRRO

Por dentro, as côres de seus sonhos . . .

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casa . - AS TINTAS YP:.:UA!TG1 - 1·ealrnente1

cUmento, mr-.ior d rahilidadc, maiGr e� :1c mia, e v'


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