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Análise Comparativa entre o MEPSS e o modelo de Referência

Unificado para o Processo de Desenvolvimento de Produtos (PDP)

Jucelia Salete Giacomini Silva (UFPR) jucelia.giacomini@gmail.com
Fernanda Hansch Beuren (UFSC) fernandahansch@yahoo.com.br
Daniela Cristina Antelmi Pigosso (USP) daniela.pigosso@gmail.com
Marcelo Gitirana Gomes Ferreira (UFSC) marcelo.gitirana@deps.ufsc.br
Henrique Rozenfeld (USP) roz@sc.usp.br

Resumo:
O presente artigo efetua uma análise crítica comparativa entre o MEPSS (Methodology for
Product Service System) e o modelo de referência para o processo de desenvolvimento de
produtos (PDP) proposto por Rozenfeld et al (2006) e possui como objetivo identificar as
oportunidade de integração das etapas e ferramentas de sistemas produto-serviço ao PDP. A
metodologia de pesquisa utilizada constituiu-se na revisão crítica da literatura referente ao
tema, a partir da qual foram sistematizadas as etapas do MEPSS e comparadas às etapas do
modelo de referência. Esta investigação introdutória identificou as diferenças, as lacunas e
complementaridade entre os modelos, além de efetuar a correspondência entre os termos e
processos utilizados no desenvolvimento de produtos/serviços/sistemas, de forma a promover
uma maior articulação entre os processos de produção e a aplicação dos requisitos da
sustentabilidade.
Palavras-chave: Desenvolvimento de Produtos; Design; Sistema Produto-Serviço (PSS);
Modelo de Referência, Methodology for Product Service System.

1. Introdução
Este artigo resulta do trabalho conjunto entre os cursos de pós-graduação em
Engenharia da Produção (UFSC e USP) e Design (UFPR), que integram o projeto
multidisciplinar Pró-Engenharias (CAPES) sob a temática Engenharia do Ciclo de Vida. Este
projeto possui como objetivo geral integrar os conceitos principais de sustentabilidade
advindos do design para a sustentabilidade e do lean design em um modelo de referência para
desenvolvimento de produtos com menor impacto negativo no meio ambiente e na sociedade.
Partindo desses pressupostos e objetivando estabelecer uma visão integrada sobre o
processo de desenvolvimento de sistemas produto-serviço, unificando a linguagem utilizada
pelas diferentes áreas do conhecimento, buscou-se por meio desta investigação comparar o
modelo de referência para o processo de desenvolvimento de produtos (ROZENFELD et al,
2006) e o MEPSS (HALEN, VEZZOLI, WIMMER, 2005), indicando as similaridades,
complementariedades e diferenças entre eles.
2. O Processo de Desenvolvimento de Produtos (PDP)
2.1 Definição
Na abordagem seqüencial de desenvolvimento de produtos, as atividades eram definidas em
uma ordem lógica de uma área funcional para outra (marketing, design, engenharia, produção

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as ferramentas de suporte e as informações necessárias ou geradas no processo e consiste de uma coletânea das melhores práticas no desenvolvimento de produtos. dificultando assim a gestão dos projetos e gerando embates entre as áreas funcionais (ROZENFELD et al. consequentemente. O modelo de referência descreve as atividades. 1996). 1994). para que a manufatura seja capaz de produzi-lo e acompanha-lo após seu lançamento. Um bom desempenho no PDP é uma condição necessária para a viabilidade da competitividade das empresas. o que comprometia sobremaneira o time to market e. O gerenciamento do processo de desenvolvimento de produtos mostrou-se possível por meio da adoção de modelos de referência. a partir das necessidades do mercado e das possibilidades e restrições tecnológicas. sem que houvesse interação entre elas durante a realização das atividades. os seguintes merecem destaque: • Syan (1994). Com a adoção destes novos conceitos formou-se o chamado Desenvolvimento Integrado de Produtos definido por Rozenfeld et al. os resultados esperados. • Clark & Wheelwright (1993) . Como exemplos de modelos de referência podem ser citados o APQP (Advanced Product 2 . SYAN. Nesse contexto. com menos custos e maior qualidade (CLARK & FUJIMOTO. auxiliando na comunicação e na integração entre eles (ROZENFELD et al. o processo de desenvolvimento de produtos (PDP) tem importância estratégica.por meio do conceito do Stage-Gates contribui para uma avaliação sistemática das etapas do DP. 2006.mostra uma avaliação do desenvolvimento de produtos em conjunto com um benchmarking de novas práticas. • Griffin (1997) . (2006) como um conjunto de atividades que.e etc). 2006). tem como meta chegar as especificações de projeto de um produto e de seu processo de produção. a competitividade da empresa (PRASAD. que. pois se notou o impacto que ele possuía nos custos. sendo usualmente representado em visões parciais. na satisfação do cliente e na vantagem competitiva. Clausing (1994) e Prasad (1996) . cada vez mais. ciclos de desenvolvimento de produtos excessivamente longos eram definidos. • Clark & Fujimoto (1991) . Como resultado. onde é mostrada a importância do alinhamento entre o DP e as estratégias de negócio da empresa.apresentam o conceito chamado de Funil de Desenvolvimento. de aplicação mais ampla e geral podendo servir de base para o desenvolvimento de modelos específicos. definem o PDP como um processo no qual a empresa transforma dados de mercado e de tecnologia em produtos comerciais. A partir deste momento surgiram abordagens para a gestão do desenvolvimento de produtos.um dos primeiros a tratar o desenvolvimento de produtos como um processo de negócio. É utilizado no processo de desenvolvimento de produtos para estabelecer uma linguagem comum para todos os profissionais das diferentes áreas do conhecimento envolvidas no projeto. os recursos disponíveis.abordando o conceito de Engenharia Simultânea. Dentre elas. cabendo a ele identificar as necessidades do mercado e do cliente em todas as fases do ciclo de vida do produto e propor soluções que atendam a tais necessidades. precisam lançar novos produtos em um menor espaço de tempo. • Cooper (1993) . No final da década de 80 o desenvolvimento de produtos (DP) tornou-se um fator de competição entre as empresas.. os responsáveis. Clark & Fujimoto (1991). 1991). Com isso. além de novas considerações sobre qual seria a melhor perspectiva para lidar com ele.

3 Etapas que compõem o PDP A seguir são descritas as fases e as atividades que compõem as macrofases: a) Macrofase de pré-desenvolvimento: compreende o Planejamento Estratégico do Produto e o Planejamento do Projeto e deve garantir que o direcionamento estratégico. Na sequência.Modelo de referência. Fonte: Rozenfeld et al (2006) 2.Fase de planejamento estratégico dos produtos: orienta o PDP em relação às estratégias tecnológicas (foco da tecnologia central do produto. 2006) FIGURA 1 . a macro-fase de pós-desenvolvimento compreende a fase de acompanhar o produto e o processo e a fase de descontinuar o produto.Plan) e o CMMI (Capability Maturity Model Integration). as idéias de todos os atores internos e externos envolvidos com os produtos e as oportunidades e restrições sejam sistematicamente mapeados e transformados em um conjunto de projetos bem definidos. fontes para aquisição da tecnologia e timing para introdução das inovações tecnológicas) e às estratégias de produto da empresa 3 .2 O Modelo de Referência para o PDP O modelo para o processo de desenvolvimento de produtos desenvolvido por Rozenfeld et al (2006) é dividido em 3 macro-fases gerais: pré-desenvolvimento. que avaliam o seu ciclo de vida a partir das experiências obtidas no processo e as utilizam como referência para desenvolvimentos futuros. A macro-fase de desenvolvimento compreende as fases de Projeto Informacional. que são compostas por tarefas (ROZENFELD et al. nele são feitos testes físicos para análise do produto. As fases que compõem o pré-desenvolvimento são: . A seguir apresenta-se o modelo de referência para a gestão do PDP originalmente apresentado em Rozenfeld et al (2006). As fases subdividem-se em atividades. Projeto Conceitual. definido pela empresa no Planejamento Estratégico da Corporação. Projeto Detalhado. desenvolvimento e pós-desenvolvimento (Figura 1). no portfólio de projetos a desenvolver.. isto é. A macro-fase de pré-desenvolvimento compreende as fases de Planejamento Estratégico do Produto e o Planejamento do Projeto e deve garantir o portfólio de projetos a serem desenvolvidos. Preparação da Produção e Lançamento do Produto que devem garantir com que o produto seja desenvolvido de forma eficaz. 2.

a duração e os custos do projeto para um produto em particular do portfolio. A decomposição da função global permite que sejam propostas diferentes estruturas funcionais que a satisfaçam. tendo grande influência no custo final do produto.) e inclui a gestão de portfólio de acordo com o plano estratégico de negócio da empresa. . aquisição e melhoria do ciclo. os planos do processo. Nesse sentido. derivadas dos requerimentos das partes envolvidas (GUELERE FILHO. os protótipos. Os requerimentos do produto precisam ser mensuráveis em variáveis quantitativas com valores alvo. Tendo como grande importância. que utilizam o modelo de referência na íntegra. 2006). São definidos os processos de fabricação e montagem. ROZENFELD et al. Esse conjunto de informações deve refletir as características que o produto deverá ter para atender às necessidades dos clientes. assim como sistemas de informação e suporte aos vendedores (GUELERE FILHO. interface. os esboços. a modelação do produto. 2006. . considerando-se as inovações mercadológicas e tecnológicas.Fase de Projeto Informacional: tem como objetivo desenvolver as especificações-meta do produto que orientam a geração de soluções e fornecem a base sobre a qual serão montados os critérios de avaliação e de tomada de decisão utilizados nas etapas posteriores do processo de desenvolvimento. 2006)..(linhas de produto. segmentos de mercado a serem atendidos pela empresa.Fase de Projeto Conceitual: São estabelecidas nesta fase as funções do produto (física. A fase termina com o portfólio de produtos e minuta de projeto (ROZENFELD et al. da mudança do tipo de ligação e da alteração das funções do sistema (GUELERE FILHO.). b) Macrofase de desenvolvimento: tem início quando a minuta do projeto é aprovada e é finalizada quando todos os documentos de especificação do produto foram preparados e aprovados.Fase de planejamento do projeto: são definidos o escopo. As melhores práticas da gestão de projetos são consideradas nesta fase. 2006). 2006). através da divisão ou combinação de funções. ROZENFELD et al. etc. os seus requerimentos e as partes envolvidas são determinados na fase do projeto informacional. as simulações. Todos os recursos de manufatura são especificados. portanto é fundamental para seu desempenho técnico e atendimento aos requisitos do mercado. A partir de uma análise das especificações-meta do produto e das funções inicialmente identificadas. as avaliações e os testes são realizados nesta fase. os recursos disponíveis. 4 . 2006.. . da mudança de disposição de funções individuais. as pessoas responsáveis. Os modelos funcionais permitem que o produto seja representado por meio das suas funcionalidades. ROZENFELD. as soluções tecnológicas e a arquitetura para cumprir com os requisitos do produto. 2006). elabora-se a descrição da função total ou global. adaptando-o conforme a necessidade de cada projeto de desenvolvimento de produtos da empresa. As fases da macro-fase de desenvolvimento são: . qualitativa. etc. O planejamento do projeto parte do modelo específico da empresa. ROZENFELD.Fase de Projeto Detalhado: Consiste da integração de três ciclos: detalhamento. Esta fase termina com o plano de projeto (GUELERE FILHO. Os cálculos. características dos produtos a serem priorizadas. ROZENFELD. O ciclo de vida do produto. desse produto. as análises de falha. é neste momento que se realiza a concepção do produto e. manuais do produto e instruções para a assistência técnica são também desenvolvidos. existem projetos do tipo radical ou plataforma. ROZENFELD..

ENGELFRIED. Segundo Mont (2002). c) Macrofase de pós-desenvolvimento: A macrofase de pós-desenvolvimento compreende o monitoramento e a retirada sistemática do produto do mercado no fim de vida. Nesses termos.Fase de Lançamento do Produto: ocorre paralelamente à fase de Preparação da Produção.. Uma avaliação de todo o ciclo de vida do produto é então realizada para que as lições aprendidas sirvam de referência a desenvolvimentos futuros. surge a primeira definição de sistema produto-serviço similar aos conceitos utilizados atualmente. a qual era fundamentada principalmente no aumento da performance de uso e seu objetivo principal era a redução dos resíduos pós-consumo. O design de Sistemas Produto-Serviço (PSS) 3. 3.Fase de Acompanhar Produto e Processo: O acompanhamento sistemático do desempenho do produto no mercado (incluindo dados de satisfação do cliente. ROZENFELD. reciclagem. sejam considerados (ROZENFELD et al.1 Definição Entre as definições encontradas na literatura o PSS pode ser definido como um sistema de inovação que faz parte das ferramentas do design para a sustentabilidade. serviços e stakeholders que interagem no 5 . ROZENFELD. fazendo com que os requisitos de gestão do meio ambiente. 1989. BRAUNGART. o qual transfere o foco da aquisição de “produtos” para a utilização de “produtos e serviços combinados em um sistema”. quando aprovado. . como reuso. de tal forma que o impacto sobre o meio ambiente seja reduzido. 2006). 1985. Nas últimas décadas esse assunto ressurgiu em um discurso mais rigoroso e pesquisas recentes emergiram nesta área a partir de vários autores (LOVINS. um lote de produção piloto é produzido e um novo processo de produção pode ser mapeado e estabilizado. como assistência técnica e serviço ao consumidor são mapeados (GUELERE FILHO. escrita por Goedkoop et al (1999) – no artigo intitulado de “Product Service-Systems – Ecological and Economic Basics”. Estes autores mencionavam um deslocamento da economia baseada na aquisição para uma economia baseada na utilização e agregavam a este conceito a minimização dos custos ambientais. a idéia de deslocar a economia dos produtos para os serviços surgiu há pouco mais de 40 anos e teve Becker (1962) como precursor. Compreende também a retirada sistemática do produto do mercado. STAHEL. .Fase de Descontinuar produto: Nesta fase ocorre a solicitação e um plano de descontinuidade do produto do mercado.Fase de Preparação da Produção: O primeiro novo produto é recebido. remanufatura ou descarte do produto. por exemplo) e a documentação correspondente das melhorias de produtos ocorridas durante o seu ciclo de vida são atividades centrais nesta fase. 2006). onde com ele é feito o relatório de retirada do produto. (GUELERE FILHO. SCHMIDT-BLEEK. Na época utilizaram o termo Material Intensity Per unit Service (MIPS) e o termo Intelligent Products System (IPS) e propunham a “noção de utilização” e a redução da intensidade de material por unidade de serviço. testado e. GIARINI. Segundo Baines et al (2007) o PSS possui o objetivo de fornecer as funcionalidades e gerar a satisfação requerida pelo usuário. onde outros processos de negócio. 1993). 1992. no qual o autor associa ao conceito de PSS uma infra-estrutura de produtos. .. 2006).

incluindo uma rede de infra- estrutura e de suporte. da competitividade e do desempenho empresarial e a redução do impacto ambiental quando comparado aos modelos tradicionais de negócios. Embora diferentes autores utilizem diferentes subdivisões para caracterizar o PSS existe certa convergência. refrigeração. MANZINI. Elima (2005) e Tukker (2004) sobre a existência de três tipos diferentes de PSS. Neste sentido. embora na maioria das definições apresentadas pelos autores (por exemplo: BRANDSOTTER.sistema. Vezzoli e Wimmer (2005) produtos e serviços também se encontram interconectados.). com o objetivo de atender satisfatoriamente os usuários e reduzir o impacto ambiental. etc. no entanto para Morelli (2002) o conceito de sistemas produto-serviço apresenta-se como uma convergência na evolução destes fatores. em que toda atividade comercial procura atingir a satisfação do usuário. pois o fornecimento de serviços sempre envolve um número tangível de elementos físicos e o fornecimento de produtos compreende uma rede de produção e distribuição incluindo muitos serviços. 2003. Associados a esses aspectos também se encontram o inter- relacionamento com os stakeholders. Similarmente para Halen. movendo-se de um recurso básico de produção para um sistema de conhecimento. a principal característica do PSS envolve a mudança do foco da venda do produto para um mix de serviços. a satisfação do usuário agregando valor de uso. UNEP. pois efetua a correlação entre produtos e serviços. iluminação. embora Tukker (2004) faça menção a oito tipos de PSS (quando consideradas suas subcategorias) conforme apresentado na Figura 2. 2004) o PSS é interpretado como uma estratégia de inovação que agrega produtos e serviços em um sistema. Produto puro diz respeito à tangibilidade e à transferência da propriedade e dos custos de manutenção de um objeto para o consumidor no ato da compra. 6 . 3. Serviço puro está relacionado à prestação de um serviço intangível em que a função é fornecer apenas o serviço (por exemplo: conforto térmico. 2003. VEZZOLI. como salientado por Manzini e Vezzoli (2003). segundo os autores. Desde então muitas contribuições foram agregadas a este conceito.2 Categorias do PSS Tradicionalmente os produtos têm sido considerados separadamente dos serviços. Tukker (2004) identifica os dois extremos que compõem as categorizações de PSS como “produto puro” e “serviço puro” (vide Figura 2). o desenvolvimento da auto-aprendizagem.

Segundo Baines et al. Deste modo o autor defende que são necessárias averiguações minuciosas sobre as categorias do PSS durante a fase do projeto. o PSS pode ser considerado um caso especial em serviços. pois envolve o compartilhamento durante o uso e a gestão integrada do ciclo de vida do sistema. em alguns casos não se pode esperar por mudanças radicais. avaliando os possíveis “efeitos rebote” (rebound effect). o INNOPSE – Innovation Studio and Exemplary Developments for Product Service Engineering. Desta forma. os quais podem ser incluídos em todas as fases do projeto. a aplicabilidade e o reforço do controle do sistema sobre as incertezas relativas à implantação dessa nova categoria de negócios. a existência de diversos métodos voltados para o desenvolvimento de sistemas produto-serviço. Segundo Tukker e van Halen (2003) estes métodos estavam associados a projetos que foram apoiados pelo 5º Framework Programme (FP5). No entanto. o HICS – Highly Customerised Solutions e o MEPSS – Methodology for Product Service Systems. Neste contexto. sendo apenas operado de forma mais eficaz. as abordagens para a redução dos riscos.FIGURA 2 – Principais categorias e subcategorias do PSS. em vez da apropriação e alcança diferenciação por meio da integração de produtos e serviços. o qual valoriza o desempenho ativo ou a utilização. sob a tutela do FP5 formou-se uma rede de parceiros (composta por instituições de pesquisa e empresas 7 . os serviços orientados para os resultados são os modelos mais sofisticados e agregam uma maior quantidade de características de um PSS. entre os mais disseminados se encontram: o PROSECCO – Product & Service Co-design. Métodos para o desenvolvimento do PSS Foi identificada na literatura referente ao tema. segundo Tukker (2004). os valores tangíveis e intangíveis. Fonte: Tukker (2004). Contudo. sendo que este programa possuía o objetivo de atingir as prioridades definidas pela União Européia para a pesquisa e para o desenvolvimento tecnológico. De acordo com os dados apresentados verifica-se que o PSS possui um grande potencial para a inserção dos requisitos sustentáveis. 4. fornecendo valor de uso para o cliente. no período de 1998 a 2004. uma vez que o próprio sistema tecnológico basicamente não muda. (2007) todas as categorias de PSS podem satisfazer as necessidades dos clientes por meio de uma combinação de produtos e serviços sistematizados de forma a integrar a utilidade ou função pretendida.

explicam o design do projeto e os instrumentos relevantes. 2005).1 MEPSS (Methodology for Product Service System) O projeto MEPSS foi desenvolvido com o objetivo de proporcionar um conjunto de ferramentas que permitem à indústria implementar com sucesso novos modelos de PSS que ofereçam satisfação para o cliente e minimizem os impactos ambientais e sociais. PSS Innovation Scan for Industry (desenvolvido por TNO e PriceWaterhouseCoopers. que descrevem as atividades a serem desenvolvidas. no entanto pelo fato de apresentar uma nova abordagem para o design de sistemas produto-serviço. VEZZOLI. e são compostos por processos . optou-se pela utilização do método MEPSS para esta investigação. BISS methodology (desenvolvido pelo TNO – STB.1 Etapas que compõem o MEPSS O método é dividido em cinco fases estruturadas em passos que descrevem cronologicamente as entregas de cada fase. Dinamarca). A estrutura modular é desenvolvida a partir de três eixos principais: o processo metodológico. Ambos introduzem o conceito. Vezzoli e Wimmer (2005) podem ser visualizadas na Figura 3. O método é relativamente novo e desde sua criação tem sido submetido a aplicações. WIMMER. O MEPSS é disponibilizado por meio de dois instrumentos principais: um manual e um sítio de Internet. esta rede foi denominada de SUSPRONET – Sustainable Product Development Network e foi responsável pelo desenvolvimento inicial dos métodos descritos neste tópico. Segundo Tukker e Tishner (2004) outras ferramentas foram desenvolvidas pelo SUSPRONET para dar suporte ao projeto do PSS nas diversas fases de desenvolvimento. Holanda). As principais fases do MEPSS descritas por Halen. a seguir: 8 . social e econômica (incluindo os aspectos éticos.européias) que direcionava projetos focados no desenvolvimento de métodos para auxiliar a indústria a transferir a oferta de produtos para serviços. de modo geral as etapas dos métodos diferem ligeiramente e podem ser agrupadas em três blocos principais: a) Análise: avaliação dos pontos fortes e fracos e decisão sobre a priorização dos conceitos. a avaliação ambiental. 4. b) Geração e seleção de idéias: buscar idéias. Kathalys method for sustainable product-service innovation (desenvolvido pelo TNO – STB em parceria com TU Delft. Este método foi desenvolvido por pesquisadores em design e consultores que atuam na área de PSS em estreita cooperação com a indústria e com parceiros que forneceram subsídios para a implantação de novas oportunidades ou melhores práticas de negócio. Holanda). selecionar as mais promissoras e efetuar o design do sistema e c) Implementação. as pessoas. o planeta. entre elas podemos citar: PSS methodology and tools (desenvolvido pela School of Architecture and Design da Aalborg University. a competitividade e a análise dos fatores que influenciam a satisfação dos usuários por meio da utilização do sistema). A partir da análise da literatura referente ao tema. pois o mesmo revelou-se mais abrangente em seu propósito de incorporar os diversos requisitos da sustentabilidade (quando comparado com os outros métodos apresentados) e tem sido mais utilizado pela comunidade de designers (HALEN. Holanda). TISCHNER. 4. ainda pouco aplicada em situações práticas. 2004). verificou-se que. os procedimentos e as ferramentas utilizadas no MEPSS se encontram em fase de construção e testes.1.Reino Unido) Design of Eco-efficient Services (desenvolvido por Delft University of Technology e Dutch Ministry. testes e workshops para que seja possível refinar sua estrutura e suas ferramentas (TUKKER. Entretanto apesar da grande quantidade de métodos.

finalmente a Elaboração dos resultados (composto pela avaliação da sustentabilidade das idéias de PSS desenvolvidas. O objetivo é criar novos conceitos de negócio baseados no PSS que possibilitem a otimização das capabilidades e do mercado abrangido da empresa. permitindo a escolha e seleção dos módulos de acordo com as necessidades específicas do caso que está sendo desenvolvido. ciclo de vida do produto. Elaboração dos resultados.FIGURA 3 – Etapas do modelo MEPSS. Avaliação da estratégia. 9 . Atividades: Planejamento de trabalho. aumento do engajamento dos stakeholders internos e externos no processo. o diagrama de funcionalidades do PSS. a tabela de interação e avaliação da sustentabilidade. efetuando o mapeamento das suas interconexões. O MEPSS utiliza o conceito de inovação aberta. a exploração das necessidades dos clientes e a priorização de diretrizes de sustentabilidade). Avaliação preliminar da sustentabilidade dos cenários e. produção. Atividades: Priorizar as diretrizes da sustentabilidade. a visualização da lucratividade geral e o impacto do desenvolvimento da idéia de PSS.). pontos fortes e fracos. a atualização dos aspectos de sustentabilidade. finalmente. visualização dos aspectos de sustentabilidade das idéias de PSS e seleção da melhor conceito de PSS). A seguir são descritas as fases e as atividades que compõem a metodologia: a) Análise estratégica: o objetivo desta fase do MEPSS consiste em entender o comportamento do sistema original da empresa (mercado. lacunas. elaboração de cenários da cadeia de valor. Avaliação da sustentabilidade. Design da idéia de PSS (composta pelos processos de desenvolvimento da idéia e participação dos requisitos dos stakeholders) e. Realização de workshop para a construção preliminar dos cenários e formalização e pré-avaliação dos resultados (composto pelos processos de elaborar formatos dos cenários. Identificação dos fluxos do sistema. Workshop de análise. Fonte: MEPSS (2009). Atividades: Preparação do workshop de cenário (envolve o plano de envolvimento dos stakeholders. coleção das idéias propostas. gestão da geração de idéias e seleção de processos e. O MEPPS pode ser utilizado como um todo ou em partes. Visualização dos aspectos de sustentabilidade no cenário de PSS). c) Desenvolvimento do conceito do PSS: nesta fase é efetuado o desenvolvimento da idéia de PSS selecionada na fase anterior e visa responder a pergunta sobre como as oportunidades podem ser utilizadas com sucesso. Identificação dos stakeholders. etc. cadeia de valor. organização. b) Explorando oportunidades: tem o objetivo de identificar possíveis rotas de inovação em PSS para o futuro e é composta pelos elementos: geração de novas idéias. Os principais resultados dessa fase são: o mapa do sistema de stakeholders.

2006) e o MEPSS (HALEN. Elaboração do projeto. pois a maioria dos passos do modelo MEPSS é realizada em um processo aberto de intercâmbio de informações com stakeholders externos e internos. as lacunas observadas no método se referem principalmente à sua restrita utilização no plano prático e à falta de sistematização das atividades e ferramentas utilizadas nas respectivas etapas. 4. que ocorre em paralelo ao PDP. é possível gerenciar o valor oferecido. VEZZOLI. 5. por meio do estabelecimento de uma metodologia confiável e repetível. a) Análise estratégica: a análise estratégica proposta pelo MEPSS é realizada antes do processo de desenvolvimento de produtos representada pelo modelo de referência durante a formulação da estratégia da empresa e no processo de negócio de inteligência de negócios (business inteligence). Projeto informacional. Análise comparativa entre as etapas e ferramentas do MEPPS ao PDP A correlação entre o modelo de referência para o processo de desenvolvimento de produtos (ROZENFELD et al. Controle do comportamento do sistema Gestão dos fluxos de produtos e serviços. com a participação ativa dos stakeholders. WIMMER. Mapeamento de fluxos e processos. Avaliação da sustentabilidade do sistema. e) Implementação: nesta fase o projeto do PSS é colocado em prática.2 Análise das etapas que compõem o MEPSS A partir dos dados apresentados é possível observar que o MEPSS busca incorporar a os serviços e processos aos produtos. as quais devem ser compiladas e apresentadas em workshops denominados de “Decision Node” (DN) (vide Figura 2) antes de iniciar uma nova fase. Para a execução do projeto é altamente recomendável que se estabeleça quem serão os principais responsáveis pela execução da metodologia. Entretanto. pois o mesmo é composto por fluxos contínuos de processos. seguindo as fases de realização do MEPSS.d) Desenvolvimento do design PSS: esta fase consiste no desenvolvimento do design. Atividades: Identificação dos instrumentos diretivos. O método parte do pressuposto que a partir da introdução de um processo sistemático fundamentado no design do PSS e na unidade de satisfação do sistema. É importante observar que a gestão do conhecimento e a visualização das ferramentas são oferecidas como suporte para o fluxo de informações. Portanto o objetivo principal do MEPSS consiste em atuar como base para a melhoria da qualidade na resolução de problemas e na criação e manutenção sistemática da inovação baseada nos requisitos da sustentabilidade. visto que esta é uma lacuna observada nos cursos de design e engenharia. Atividades: Projeto do produto. Projeto do serviço.1. o qual tem como premissa a composição de um projeto sistêmico co-relacionando todos os atores e processos envolvidos com o produto/serviço. O principal objetivo é detalhar o design de cada dimensão do PSS e a elaboração das especificações para a implementação do mesmo. 10 . no entanto requer administração e controle ininterrupto. associando este à função do produto e não ao produto em si. Pode-se observar que as etapas que compõem o método buscam primeiramente compreender o sistema existente em sua totalidade então. a partir das características identificadas iniciam-se as proposições para o PSS. das funcionalidades e da sustentabilidade do PSS selecionado e na verificação de sua viabilidade. 2005) é apresentada a seguir.

em que todo o mapeamento da cadeia de valor é colocado em prática.b) Explorando oportunidades: está relacionada à fase de Planejamento Estratégico de Produtos do modelo de referência para o processo de desenvolvimento de produtos. Percebe-se ainda. No MEPSS. e) Implementação: ainda que de forma indireta. dimensões. Por envolver o oferecimento de um sistema de produtos e serviços. Outra similaridade entre os modelos está na existência de Gates para avaliação dos resultados de cada uma das fases. em conjunto com os stakeholders externos e internos. diferentemente do MEPSS. Uma alternativa que pode ser utilizada durante a transição e elaboração desse modelo mais abrangente seria a utilização conjunta em paralelo dos dois modelos. no entanto. observa-se a complementaridade dos modelos. que requer profundas mudanças no modelo de negócio da empresa. que possibilita a avaliação de diversas variáveis importantes.1 Resultados e Análise É importante notar que. onde acontece a gestão de idéias e a formalização do portfólio de produtos da empresa. 11 . no MEPSS essa fase considera principalmente a elaboração do conceito de todo o sistema que será necessário compor para o fornecimento e gestão do produto-serviço. o modelo de referência ainda não apresenta como critério para auxílio à tomada de decisão os aspectos de sustentabilidade. tolerâncias. embora serviços de assistência técnica e monitoramento do produto no mercado estejam previstos. c) Desenvolvimento do conceito do PSS: essa fase do MEPSS corresponde à fase de projeto conceitual do modelo de referência. o MEPSS não detalha a forma pela qual deve se dar o desenvolvido do produto físico que fará parte do sistema produto-serviço. Esse modelo de referência mais abrangente poderia então ser adaptado de acordo com as necessidades de cada novo projeto de desenvolvimento. a necessidade de consideração do design de serviços e sistemas pelo modelo de referência. ele propõe a utilização da técnica de elaboração de cenários. Os principais critérios utilizados pelo modelo de referência ainda estão relacionados a aspectos técnicos e econômicos. Por outro lado. Como o objetivo no MEPSS é criar um sistema produto-serviço radical. para auxílio ao processo de tomada de decisão. essa fase pode estar relacionada à fase de lançamento do produto do modelo de referência. O conceito de ambas as fases é parecido. combinando-se e seqüenciando-se as suas atividades/passos e tarefas/processos. o desenvolvimento está relacionado às funções do sistema produto- serviço como um todo e não ao produto físico em si. chamados de decision nodes (DN) no MEPSS. etc. com a seleção dos projetos de desenvolvimento que deverão ser realizados. Dessa forma. com a especificação dos materiais. o que indica que podem ser integrados para que o desenvolvimento de PSS seja apoiado por modelos de referência mais abrangentes e completos. quer esteja focado mais no produto ou mais no serviço. em que a idéia selecionada no projeto conceitual é detalhada em parâmetros técnicos do produto. mas a forma de implementação mostra-se bastante diferente devido às especificidades inerentes. limitando-se à definição mais abrangente desse sistema. onde os conceitos de produto são gerados para a satisfação das necessidades dos clientes. 5. ainda focado principalmente no produto físico. d) Desenvolvimento do design PSS: está relacionado à fase de projeto detalhado do modelo de referência.

a implantação prática do PSS ainda necessita superar diversas barreiras. C. S. FUJIMOTO.03EX895). 799–802. buscando promover ações. CLARK.6. ELIMA Report. 12 . 1991. 70. CLAUSING.S. Kopacek. Managing new product and process development: text and cases. Product development performance: strategy. ENGELFRIED. organization and management in the world auto industry. 1994. State-of-the-art in product-service systems. Number 10 / 2007. B. culturais e sócio-éticas. a integração do PSS (como uma das ferramentas do design para a sustentabilidade que abrange o desenvolvimento de sistemas. London. Austria). Professional Engineering Publishing. Part B: Journal of Engineering Manufacture. ASME. 36. R. BRANDSTOTTER. (Austrian Society for Syst. pode-se definir o Sistema Produto-Serviço (PSS) como uma das intervenções de destaque. Hamburg. Knoth. Considerando-se a emergência do discurso ambiental e suas correlações com a desaceleração do processo de consumo e produção direcionadas para os requisitos do desenvolvimento sustentável. Eng. B. M.. Vol. BRAUNGART. K. Volume 221. bem como uma maior articulação entre os processos de produção e a sustentabilidade em seus diversos desdobramentos. IT on demand – towards an environmental conscious service system for Vienna (AT). dentro das propostas coerentes com os princípios da sustentabilidade. D. Total Quality Development: a step-by-step guide to world-class concurrent engineering.. The Journal of Political Economy. Kopacek. Desta forma. ferramentas e estratégias voltadas às mudanças nos estilos de vida atuais. Winning at new products: accelerating the process from idea to launch. WHEELWRIGHT. pois se apresentam como uma nova categoria de projeto. produtos e serviços) ao modelo de referência para o desenvolvimento de produtos propicia uma maior complementaridade dos termos e processos utilizados pelas diferentes áreas do conhecimento. Considerações Finais Com a evolução do discurso ambiental as áreas do conhecimento envolvidas no desenvolvimento de produtos têm sofrido profundas influências. Com o objetivo de ampliar as dimensões da sustentabilidade para além do foco do produto. P. M. 2003. 1-13.Vol. Referências BAINES et al. COOPER. Reading Mass: Addison-Wesley. . No entanto.. K. B. The Intelligent Product System. ambientais. Bulletin EPEA. G. New York: Free Press. pois passam a questionar sua principal competência. Desde então profissionais e pesquisadores têm buscado direcionamentos viáveis para contribuir com soluções orientadas à sustentabilidade. pela sociedade e pelos profissionais da área de desenvolvimento de produto.. In Third International Symposium on Environmentally conscious design and inverse manufacturing – EcoDesign’03 (IEEE Cat. M. 1962. & Autom. 1993. direcionando esforços para construir capacidades e implantar aplicações práticas nas empresas e no desenvolvimento de economias. BECKER. 2005.. Irrational Behaviour and Economic Theory. estas proposições necessitam de desenvolvimento contínuo. Haberl. Environmental life cycle information management and acquisition for consumer products. Boston: Harvard Business School Press. pp. CLARK. G. 1993. pp. No.. UK: 2007. J. T. pois a proposição de cenários inovadores ainda é tratada com precaução pelo sistema produtivo. a qual integra as questões econômicas. R. 1993. In: Proceedings of the Institution of Mechanical Engineers. a qual no decorrer da história foi associada essencialmente à criação de novos produtos.. abrangendo um pensamento global e sistêmico que permeia todo a vida do produto/serviço.

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