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ALUNA: VITORIA DE MANTOVA CORRENTE

PROFESSORA: MARIA APARECIDA EMICO KAJIURA ROSA

PESQUISA DESENVOLVIMENTO HUMANO I

CUIABÁ
14 DE AGOSTO, 2018
SUMÁRIO

1.0 INTRODUÇÃO............................................................................................3
2.0 DESENVOLVIMENTO.................................................................................3
2.1 CONCEITOS DENTRO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO...................4
2.2 DOMÍNIOS DO ESTUDO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO................5
3.0 CONLUSÃO.................................................................................................5
4.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................6
INTRODUÇÃO

Essa breve pesquisa aborda os principais temas relacionados a ciência


psicológica do desenvolvimento humano. Feita com o objetivo de introduzir os
conceitos que serão trabalhados de maneira mais profunda no decorrer do
presente semestre. Por meio da apuração de dados, será possível um melhor
debate em sala de aula.

2.0 DESENVOLVIMENTO

Segundo o site Portal Educação, para que passe-se a apreender sobre a


psicologia do desenvolvimento humano, é necessário compreender o passado e
como ocorreu o desenvolvimento da infância, na história, até os atuais dias. O
historiador e medievalista, Philippe Ariès, em seu livro História Social da Criança
e da Família, aborda e explana sobre esse tema complexo de maneira profunda.
Na Idade Média, que inicia em meados do ano 476 d.C até de 1450 d.C,
a infância era considerada como um período de inexperiência, dependência e
incapacidade de responder as demandas sociais complexas. Ou seja, a crianças
era mirada como um adulto em estatura reduzida, portanto, trabalhava igual a
um adulto, vestia-se como um adulto e era tratada da mesma forma que o adulto.
Nesse momento “a criança era, portanto, diferente do homem, mas apenas no
tamanho e na força, enquanto as outras características permaneciam iguais.”
(ARIÈS, 1981, p. 14)
Com a falta de uma visão diferenciada entre o adulto e a criança, restava
para ela apenas o aprendizado das tarefas realizadas no dia a dia. Já cedo a
criança era enviada para uma outra família a fim de ser ensinada, portanto, tal
desenvolvia a comunicação social e as trocas afetivas com pessoas de fora de
sua família, como vizinhos, mulheres, homens, criados, velhos, etc.
Naquela época as crianças deveriam aprender, desde cedo, a serem
responsáveis, de maneira que os adultos as ensinavam de maneira prática
através do trabalho, pois este era uma imposição a todos. No Renascimento,
meados do século XIV, XV e XVI, introduzem-se as aulas realizadas em locais
públicos como igrejas, mercados, praças, entre outros, para grupos de
estudantes de idades variadas. Com isso, é possível inferir que a diferenciação
entre as faixa etárias e seus contrastes ainda não existia.
Contudo, apenas no fim do século XVII que houve o início da formulação
de significado para a infância, com influências da igreja. Sob pressão das
tendências reformadoras da igrejas a criança começou a ser valorizada ao
associar a imagem de anjos com a de crianças. Segundo a igreja, Deus favorece
as crianças devido sua singeleza e pureza. Dessa forma, impondo uma
necessidade de amar a criança e colocar a educação em primeiro lugar.
Como consequência, houve uma evolução relacionada aos sentimentos
associados à infância e a origem da preocupação com a formação moral e sua
construção como indivíduo. Teve-se início, nesse momento, a temática da
fragilidade infantil e então as crianças começaram a ser reconhecidas com suas
singularidades, ocupando um espaço maior na sociedade e evoluindo cada vez
mais.
Atualmente, de acordo com a psicóloga Raquel G. Salgado, a criança está
inserida em uma realidade totalmente diferente daquela vivida por crianças de
alguns séculos atrás, seja por conta do avanço tecnológico e a facilidade ao
acesso com os mais diversos meios de informação, seja por ter uma infância
mais doméstica e voltada para a escola. Sendo importante destacar que a
infância, no presente momento, é compreendida como um valor importantíssimo
na sociedade que não pode ser desfeito. É um valor, uma ideia, um pilar cultural
que exige cuidado e não pode ser pensado fora da relação com a vida adulta,
apesar de não serem a mesma coisa.

2.1 CONCEITOS DENTRO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO

A teoria Inatista do Desenvolvimento, de modo geral, baseia-se na crença


de que as capacidades básicas do ser humano (personalidade, valores,
comportamentos, formas de pensar, etc.) são inatas, isto é, já se encontram
prontas no momento do nascimento. O destino individual de cada ser humano já
estaria determinado antes do nascimento.
Para esta teoria o desenvolvimento é pré-requisito para a aprendizagem,
com isso, o processo educacional pouco ou quase nada altera as determinações
inatas. Os processos de ensino só podem se realizar à medida em que o
educando estiver maduro para efetivar determinada aprendizagem; a prática
escolar não desafia, não amplia nem instrumentaliza o desenvolvimento do
educando, a educação pode apenas aprimorar um pouco aquilo que o educando
é.
Já a teoria Ambientalista busca sua inspiração na filosofia empirista (a
experiência como fonte de conhecimento) e positivista (objetividade e
neutralidade no conhecimento da realidade humana; o ser humano é entendido
como objeto e os fatos sociais como coisas, ou seja, objeto de um interesse
meramente prático).
A teoria ambientalista, também chamada behaviorista ou
comportamentalista, atribui exclusivamente ao ambiente a constituição das
características humanas, privilegiando a experiência como fonte de
conhecimento e de formação de hábitos de comportamento; preocupa-se em
explicar os comportamento observáveis do educando, desprezando a análise de
outros aspectos da conduta humana, como o raciocínio, o desejo, a imaginação,
os sentimentos, a fantasias, entre outros.
No caso da teoria Construtivista, ela apoia-se na ideia de interação entre
o meio e o organismo. A aquisição do conhecimento é entendida como um
processo de construção contínua do ser humano em sua relação com o meio.
Organismo e meio exercem ação recíproca. Novas construções dependem das
relações que estabelecem com o ambiente numa dada situação.
Já no modelo Psicanalítico, Freud concebeu o inconsciente como a
instância onde se acumula a energia que está na base da construção do ser
humano, reduzindo essa grande fonte a pulsão sexual. Ele afirmou que nada
ocorre por acaso. Cada evento mental é causado pela interação consciente ou
inconsciente e é determinado pelos fatos que o precederam. Percebe-se então
que foi em termos de sexualidade que Freud explorou o mundo do inconsciente,
abordando os diferentes estágios do desenvolvimento como: fase oral, fase anal,
fase fálica, fase latente e fase genital.

2.2 DOMÍNIOS DO ESTUDO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO

Existem três principais aspectos que são regentes do ciclo vital: físico,
cognitivo e psicossocial. As habilidades motoras, capacidade sensorial, a saúde,
o crescimento do cérebro e do corpo como um todo, são aspectos do
desenvolvimento físico. A capacidade de aprender, falar (linguagem), memória,
atenção, pensamento e criatividade fazem parte do desenvolvimento cognitivo.
As emoções, as relações sociais e a personalidade compõe o desenvolvimento
psicossocial. Sendo que os três estão inter-relacionados.

3.0 CONCLUSÃO

Através do que foi exposto e compreendido, por meio da pesquisa, a


metodologia da psicologia do Desenvolvimento Humano engloba diversas
teorias com diferentes pontos de vista. Por conta disso, por ser uma disciplina
que envolve vários aspectos, que se faz importante e essencial para a
compreensão da criança e do seu crescimento.
A priori, a criança não possuía um espaço exclusivo e diferenciado na
sociedade como atualmente é vista. Era, no entanto, uma sombra do adulto com
menos experiência e conhecimento. Não era enxergada socialmente e muito
menos interpretada como o futuro da comunidade em que vivia. Apenas com o
passar do tempo, essa concepção foi sendo mudada pouco a pouco até chegar
o presente momento, onde encontra-se em constante evolução.
E é mediante as teorias construídas no decorrer da história que é possível
a assimilação da formação da criança como indivíduo. A fim de, futuramente,
entender o adulto como um todo.
4.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Portal Educação – acessado em 08/08/2018
Revista Educação, Psicóloga Raquel Gonçalves Salgado - acessado em
13/08/2018
UFRGS – acessado em 09/08/2018
Psico Lógos – Gabriel M. – acessado em 13/08/2018