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A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional


Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício
dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o
desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade
fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida,
na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias,
promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes:

Direito assegurado aos presos:

INC.XLIX – “é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral”;

Desde o momento que ao acusado é dada voz de prisão, em seu favor passa a
prevalecer o direito constitucional de ter respeitada sua integridade, em
conformidade com o disposto no art. 5º, XLIX. A não observância da integridade
como condicionante do respeito à dignidade da pessoa humana, poderá eivar de
nulidade todos os atos do inquérito policial, se provado for que os elementos
probatórios ali contidos foram forjados no interrogatório, por meio de
constrangimentos, violências ou ameaças, a condição de cidadão preso não lhe
retira o direito ao respeito à integridade física e moral. Seus direitos personalíssimos
devem ser tutelados de forma mais eficaz, não só por jornalistas, como também por
autoridades policiais e membros do Ministério Público, que devem se abster de
exibir presos à mídia. E isso não só para preservar os direitos personalíssimos do
preso, como também para evitar que inocentes sejam identificados indevidamente
como autores de delitos.

INC L –“ às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer


com seus filhos durante o período de amamentação”.
Além do direito da criança a ser amamentada, a genitora também possui direito a
participar desta fase de desenvolvimento dos filhos.Em nível infraconstitucional, a
Lei n. 11.942/2009 deu nova redação ao parágrafo segundo do artigo 83 e ao artigo
89 da Lei de Execução Penal, para o fim de assegurar, expressamente, às mulheres
presas o direito de cuidar e amamentar seus filhos por, no mínimo, 6 (seis) meses,
prevendo ainda que as penitenciárias de mulheres deverão obrigatoriamente dispor
de espaços adequados ao acolhimento de gestantes e parturientes:

A situação de cárcere não é suficiente para justificar o afastamento entre mães


e filhos, uma vez que a segregação cautelar ou o cumprimento de pena privativa de
liberdade não podem atingir outros direitos que não a liberdade, conforme previsão
da lei de execuções penais (lei 7.210/84).

INC LXII – “A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão


comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa
por ele indicada”;

Se alguém for preso a sua família ou alguém que o mesmo indique deverá ser
comunicada do ocorrido e do local onde ele se encontra, O objetivo desta
comunicação imediata consiste na atribuição da publicidade necessária sobre a
ocorrência da prisão como forma de garantia dos direitos fundamentais do preso.
Todos devem ser cientificados da prisão imediatamente: o juiz enquanto autoridade
responsável pela aferição de legalidade das prisões; a família do preso ou a
pessoa por ele indicada enquanto organismo social de assistência (“visa permitir
que o preso tenha assistência pessoal de alguém de sua confiança”).

INC LXIII – “O preso será informado de seus direitos, entre os quais o de


permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado”;

Ao ser realizada a prisão de uma pessoa deve se informar os direitos que ela
tem a regra constitucional transcrita deixa entrever a intenção de garantir, entre os
direitos fundamentais, a impossibilidade de aquele que está sendo preso ser
obrigado a produzir provas contra si próprio, tendo o preso ainda o direito de receber
assistência de sua família e de seu advogado.
INC LXIV - “O preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua
prisão ou por seu interrogatório policial”;

Isto implica avisar o preso quem o prendeu e quem o interrogou e é feito


através da nota de culpa. Esta nota de culpa é um documento entregue ao preso
no qual consta o porquê ele está sendo preso, quem o prendeu e quem o
interrogou, sendo que ele deve assinar um recibo que recebeu tal documento, o
objetivo é impedir ou, pelo menos, coibir as arbitrariedades e ilegalidades no ato da
prisão ou do interrogatório, possibilitando a responsabilidade por eventuais abusos.