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Superior Tribunal de Justiça

RECURSO ESPECIAL Nº 936.741 - GO (2007/0065852-6)

RELATOR : MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA


RECORRENTE : CARGILL AGRÍCOLA S/A
ADVOGADO : ADILIO EVANGELISTA CARNEIRO E OUTRO(S)
RECORRIDO : DARCI LUIZ DA SILVA
ADVOGADO : EDMAR LÁZARO BORGES E OUTRO(S)

EMENTA

DIREITO EMPRESARIAL. CONTRATOS. COMPRA E VENDA DE COISA


FUTURA (SOJA). TEORIA DA IMPREVISÃO. ONEROSIDADE EXCESSIVA.
INAPLICABILIDADE.
1. Contratos empresariais não devem ser tratados da mesma forma que
contratos cíveis em geral ou contratos de consumo. Nestes admite-se o
dirigismo contratual. Naqueles devem prevalecer os princípios da autonomia
da vontade e da força obrigatória das avenças.
2. Direito Civil e Direito Empresarial, ainda que ramos do Direito Privado,
submetem-se a regras e princípios próprios. O fato de o Código Civil de 2002
ter submetido os contratos cíveis e empresariais às mesmas regras gerais
não significa que estes contratos sejam essencialmente iguais.
3. O caso dos autos tem peculiaridades que impedem a aplicação da teoria
da imprevisão, de que trata o art. 478 do CC/2002: (i) os contratos em
discussão não são de execução continuada ou diferida, mas contratos de
compra e venda de coisa futura, a preço fixo, (ii) a alta do preço da soja não
tornou a prestação de uma das partes excessivamente onerosa, mas apenas
reduziu o lucro esperado pelo produtor rural e (iii) a variação cambial que
alterou a cotação da soja não configurou um acontecimento extraordinário e
imprevisível, porque ambas as partes contratantes conhecem o mercado em
que atuam, pois são profissionais do ramo e sabem que tais flutuações são
possíveis.
5. Recurso especial conhecido e provido.

ACÓRDÃO

A Turma, por unanimidade, conheceu do recurso especial e deu-lhe


provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Marco Buzzi, Raul
Araújo e Maria Isabel Gallotti votaram com o Sr. Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Luis Felipe Salomão.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Raul Araújo.
Brasília-DF, 03 de novembro de 2011 (Data do Julgamento)

Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA


Relator

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RECURSO ESPECIAL Nº 936.741 - GO (2007/0065852-6)

RELATOR : MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA


RECORRENTE : CARGILL AGRÍCOLA S/A
ADVOGADO : ADILIO EVANGELISTA CARNEIRO E OUTRO(S)
RECORRIDO : DARCI LUIZ DA SILVA
ADVOGADO : EDMAR LÁZARO BORGES E OUTRO(S)

RELATÓRIO

O EXMO. SR. MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA (Relator):


Trata-se, na origem, de ação ordinária na qual DARCI LUIZ DA SILVA pleiteia a resolução
de contratos de venda futura de soja celebrados com CARGILL AGRÍCOLA S.A., sob a
alegação de que a variação cambial do dólar alterou significativamente a cotação do
produto vendido, tornando o contrato excessivamente oneroso.
O Juízo de primeira instância julgou procedente o pedido, afirmando que "os
contratos estão desprovidos do princípio da boa-fé objetiva e do equilíbrio econômico,
evidenciando sobremaneira a onerosidade excessiva imposta ao vendedor ora autor" (e-STJ
fls. 209/217).
No julgamento da apelação interposta contra a referida sentença, o TJGO
negou provimento ao recurso, em acórdão assim ementado (e-STJ fls. 272/273):
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE RESOLUÇÃO DE CONTRATO. COMPRA E VENDA
DE SOJA EM GRÃOS. PREÇO PRÉ-FIXADO. I - RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO
DO 'PACTA SUNT SERVANDA'. II - TEORIA DA IMPREVISÃO. APLICABILIDADE. III
- RESCISÃO.
I - Atualmente a teoria contratual não mais se pauta pela rigidez do princípio pacta
sunt servanda , mas sim, pelos princípios da função social do contrato, da boa-fé e do
equilíbrio econômico (artigos 421, 422, do Código Civil) e na aplicação das teorias da
imprevisão e da lesão, que permitem ao Judiciário restabelecer o equilíbrio
sócio-econômico do pacto.
II - A teoria da imprevisão tende a fazer admitir que, em qualquer matéria, a parte
lesada por um contrato pode ser exonerada de suas obrigações quando fatos
provenientes ou não de imprevisibilidade da alteração circunstancial, embaraçam ou
tornam dificultoso o adimplemento da obrigação de uma das partes, impondo
manifesta desproporcionalidade entre a prestação e contraprestação, com dano
significativo para um contratante e consequente vantagem excessiva para o outro.
III - Cabe portanto ao Judiciário repelir as práticas abusivas do mercado para coibir
principalmente o lucro excessivo de um em detrimento do prejuízo de outrem ,
revisando ou declarando nulas as cláusulas contratuais que ocasionem um
desequilíbrio flagrante entre os contratantes.
RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.

Opostos embargos de declaração contra o referido acórdão, foram eles


rejeitados pelo TJGO.
Inconformada, a recorrente interpôs o presente recurso especial, com
fundamento nas alíneas "a" e "c", do art. 105, da CF.
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Quanto à alínea "a", alegou violação aos seguintes dispositivos legais: arts.
165, 458, II e III, e 535, I e II, todos do CPC, arts. 127, 191 e 197, todos do CCom, e arts.
157, 187, 421, 422, 476 e 478, todos do CC/2002.
No tocante à alínea "c", suscitou dissídio jurisprudencial entre o acórdão
recorrido e a jurisprudência desta Corte Superior, bem como de outros Tribunais de Justiça
estaduais.
É o relatório.

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RELATOR : MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA


RECORRENTE : CARGILL AGRÍCOLA S/A
ADVOGADO : ADILIO EVANGELISTA CARNEIRO E OUTRO(S)
RECORRIDO : DARCI LUIZ DA SILVA
ADVOGADO : EDMAR LÁZARO BORGES E OUTRO(S)

EMENTA

DIREITO EMPRESARIAL. CONTRATOS. COMPRA E VENDA DE COISA


FUTURA (SOJA). TEORIA DA IMPREVISÃO. ONEROSIDADE EXCESSIVA.
INAPLICABILIDADE.
1. Contratos empresariais não devem ser tratados da mesma forma que
contratos cíveis em geral ou contratos de consumo. Nestes admite-se o
dirigismo contratual. Naqueles devem prevalecer os princípios da autonomia
da vontade e da força obrigatória das avenças.
2. Direito Civil e Direito Empresarial, ainda que ramos do Direito Privado,
submetem-se a regras e princípios próprios. O fato de o Código Civil de 2002
ter submetido os contratos cíveis e empresariais às mesmas regras gerais
não significa que estes contratos sejam essencialmente iguais.
3. O caso dos autos tem peculiaridades que impedem a aplicação da teoria
da imprevisão, de que trata o art. 478 do CC/2002: (i) os contratos em
discussão não são de execução continuada ou diferida, mas contratos de
compra e venda de coisa futura, a preço fixo, (ii) a alta do preço da soja não
tornou a prestação de uma das partes excessivamente onerosa, mas apenas
reduziu o lucro esperado pelo produtor rural e (iii) a variação cambial que
alterou a cotação da soja não configurou um acontecimento extraordinário e
imprevisível, porque ambas as partes contratantes conhecem o mercado em
que atuam, pois são profissionais do ramo e sabem que tais flutuações são
possíveis.
5. Recurso especial conhecido e provido.

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ADVOGADO : ADILIO EVANGELISTA CARNEIRO E OUTRO(S)
RECORRIDO : DARCI LUIZ DA SILVA
ADVOGADO : EDMAR LÁZARO BORGES E OUTRO(S)

VOTO

O EXMO. SR. MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA (Relator): Merece


ser conhecido o presente recurso especial: sua interposição foi tempestiva, foi realizado o
preparo e a matéria nele discutida está devidamente prequestionada. Presentes, portanto,
os requisitos de admissibilidade.
No mérito, merece provimento o recurso, uma vez que não se justifica a
aplicação da teoria da imprevisão aos contratos discutidos nos autos.
De início, cumpre observar que os fatos que envolvem a lide são de notório
conhecimento: trata-se dos contratos de venda futura de safra celebrados por vários
produtores rurais goianos no início dos anos 2000, muitos dos quais foram questionados no
Poder Judiciário, em razão da variação cambial do dólar ocorrida em 2002.
Algumas dessas ações já foram julgadas em sede de recurso especial pelo
Superior Tribunal de Justiça, tendo esta Corte se posicionado pela impossibilidade de
aplicação da teoria da imprevisão em tais contratos. Confiram-se, a propósito, as ementas
de alguns desses julgados (grifos nossos):
DIREITO CIVIL E AGRÁRIO. COMPRA E VENDA DE SAFRA FUTURA A PREÇO
CERTO. ALTERAÇÃO DO VALOR DO PRODUTO NO MERCADO.
CIRCUNSTÂNCIA PREVISÍVEL. ONEROSIDADE EXCESSIVA. INEXISTÊNCIA.
VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO, BOA-FÉ
OBJETIVA E PROBIDADE. INEXISTÊNCIA.
- A compra e venda de safra futura, a preço certo, obriga as partes se o fato que
alterou o valor do produto agrícola não era imprevisível.
- Na hipótese afigura-se impossível admitir onerosidade excessiva, inclusive
porque a alta do dólar em virtude das eleições presidenciais e da iminência de
guerra no Oriente Médio – motivos alegados pelo recorrido para sustentar a
ocorrência de acontecimento extraordinário – porque são circunstâncias
previsíveis, que podem ser levadas em consideração quando se contrata a
venda para entrega futura com preço certo.
- O fato do comprador obter maior margem de lucro na revenda, decorrente da
majoração do preço do produto no mercado após a celebração do negócio, não indica
a existência de má-fé, improbidade ou tentativa de desvio da função social do
contrato.
- A função social infligida ao contrato não pode desconsiderar seu papel primário e
natural, que é o econômico. Ao assegurar a venda de sua colheita futura, é de se
esperar que o produtor inclua nos seus cálculos todos os custos em que poderá
incorrer, tanto os decorrentes dos próprios termos do contrato, como aqueles
derivados das condições da lavoura.

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- A boa-fé objetiva se apresenta como uma exigência de lealdade, modelo objetivo de
conduta, arquétipo social pelo qual impõe o poder-dever de que cada pessoa ajuste a
própria conduta a esse modelo, agindo como agiria uma pessoa honesta, escorreita e
leal. Não tendo o comprador agido de forma contrária a tais princípios, não há como
inquinar seu comportamento de violador da boa-fé objetiva.
Recurso especial conhecido e provido.
(REsp n. 803.481/GO, Relatora Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 28/6/2007, DJ 1º/8/2007).

DIREITO CIVIL E COMERCIAL. COMPRA DE SAFRA FUTURA DE SOJA.


ELEVAÇÃO DO PREÇO DO PRODUTO. TEORIA DA IMPREVISÃO.
INAPLICABILIDADE. ONEROSIDADE EXCESSIVA. INOCORRÊNCIA.
1. A cláusula rebus sic stantibus permite a inexecução de contrato comutativo - de
trato sucessivo ou de execução diferida - se as bases fáticas sobre as quais se
ergueu a avença alterarem-se, posteriormente, em razão de acontecimentos
extraordinários, desconexos com os riscos ínsitos à prestação subjacente.
2. Nesse passo, em regra, é inaplicável a contrato de compra futura de soja a
teoria da imprevisão, porquanto o produto vendido, cuja entrega foi diferida a
um curto espaço de tempo, possui cotação em bolsa de valores e a flutuação
diária do preço é inerente ao negócio entabulado.
3. A variação do preço da saca da soja ocorrida após a celebração do contrato não se
consubstancia acontecimento extraordinário e imprevisível, inapto, portanto, à revisão
da obrigação com fundamento em alteração das bases contratuais.
4. Ademais, a venda antecipada da soja garante a aferição de lucros razoáveis,
previamente identificáveis, tornando o contrato infenso a quedas abruptas no preço do
produto. Em realidade, não se pode falar em onerosidade excessiva, tampouco em
prejuízo para o vendedor, mas tão-somente em percepção de um lucro aquém
daquele que teria, caso a venda se aperfeiçoasse em momento futuro.
5. Recurso especial conhecido e provido.
(REsp n. 849.228/GO, Relator Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
julgado em 3/8/2010, DJe 12/8/2010).

PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL.


PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. ATENDIMENTO. CONTRATO. COMPRA
E VENDA. SAFRA FUTURA. RESCISÃO. RISCO INERENTE AO NEGÓCIO
JURÍDICO. TEORIA DA IMPREVISÃO. INAPLICABILIDADE.
(...)
3. Não se aplica a teoria da imprevisão nos contratos de compra e venda de
safra futura a preço certo.
4. Agravo regimental desprovido.
(AgRg no REsp n. 1.016.988/GO, Relator Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
QUARTA TURMA, julgado em 17/6/2010, DJe 29/6/2010).

CIVIL. CONTRATO. VENDA. SAFRA FUTURA. SOJA. COTAÇÃO. MUDANÇA.


ALTERAÇÃO E RESOLUÇÃO DA AVENÇA. IMPOSSIBILIDADE.
1 - A venda de safra futura, a preço certo, em curto espaço de tempo, há de ser
cumprida pelas partes contratantes. Alterações previsíveis na cotação do
produto (soja) não rendem ensejo à modificação da avença ou à sua resolução.
Precedentes deste Tribunal.
2 - Recurso especial não conhecido.
(REsp n. 809.464/GO, Relator Ministro FERNANDO GONÇALVES, QUARTA
TURMA, julgado em 10/6/2008, DJe 23/6/2008).

CIVIL. CONTRATO. COMPRA E VENDA. SOJA. PREÇO FIXO. ENTREGA FUTURA.


OSCILAÇÃO DO MERCADO. RESOLUÇÃO. ONEROSIDADE EXCESSIVA. BOA-FÉ
OBJETIVA. CÉDULA DE PRODUTO RURAL. NULIDADE.
- Nos contratos agrícolas de venda para entrega futura, o risco é inerente ao
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negócio. Nele não se cogita em imprevisão.
(...)
(REsp n. 866.414/GO, Relator Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS,
TERCEIRA TURMA, julgado em 6/3/2008, DJe 26/11/2008).

É preciso deixar claro que o caso dos autos refere-se a contratos


empresariais e não a contratos de consumo, nos quais se tem defendido, atualmente, um
maior dirigismo contratual, com a consequente relativização dos princípios da autonomia da
vontade e da força obrigatória das avenças.
Nos contratos empresariais, dada a simetria natural que há entre as partes
contratantes, a situação é diferente. Não se pode tratá-los da mesma forma que os demais
contratos de direito privado, tais como os contratos de trabalho, os contratos de consumo ou
mesmo os contratos entre particulares.
O fato de o Código Civil de 2002 ter submetido os contratos cíveis e
empresariais às mesmas regras gerais não significa que estes contratos sejam
essencialmente iguais. Por isso, os estudiosos e operadores do Direito Empresarial têm
defendido a necessidade de um novo Código Comercial, cujo projeto já está em trâmite no
Congresso Nacional (PL n. 1.572/2001 da Câmara dos Deputados).
Vale ressaltar que o caso dos autos ainda traz algumas peculiaridades que
impedem a aplicação da teoria da imprevisão, prevista no art. 478 do CC/2002, in verbis :
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma
das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra,
em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir
a resolução do contrato. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da
citação.

No caso sub judice , deve-se reconhecer que: (i) os contratos em discussão


não são de execução continuada ou diferida, mas contratos de compra e venda de coisa
futura, a preço fixo, (ii) a alta do preço da soja não tornou a prestação de uma das partes
excessivamente onerosa, mas apenas reduziu o lucro esperado pelo produtor rural e (iii) a
variação cambial que alterou a cotação da soja não configurou um acontecimento
extraordinário e imprevisível, porque ambas as partes contratantes conhecem o mercado
em que atuam, pois são profissionais que atuam nessa área e sabem que tais flutuações
são possíveis.
Diante do exposto, CONHEÇO do presente recurso especial e lhe DOU
PROVIMENTO, para reformar o acórdão recorrido e julgar improcedentes os pedidos
deduzidos na inicial, com inversão dos ônus sucumbenciais.
É como voto.

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CERTIDÃO DE JULGAMENTO
QUARTA TURMA

Número Registro: 2007/0065852-6 PROCESSO ELETRÔNICO REsp 936741 / GO

Números Origem: 200500450743 602003 866043 970601134 970601236


970601342
PAUTA: 03/11/2011 JULGADO: 03/11/2011

Relator
Exmo. Sr. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA
Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro RAUL ARAÚJO
Subprocurador-Geral da República
Exmo. Sr. Dr. DURVAL TADEU GUIMARÃES
Secretária
Bela. TERESA HELENA DA ROCHA BASEVI
AUTUAÇÃO
RECORRENTE : CARGILL AGRÍCOLA S/A
ADVOGADO : ADILIO EVANGELISTA CARNEIRO E OUTRO(S)
RECORRIDO : DARCI LUIZ DA SILVA
ADVOGADO : EDMAR LÁZARO BORGES E OUTRO(S)
ASSUNTO: DIREITO CIVIL - Obrigações - Espécies de Contratos

SUSTENTAÇÃO ORAL
Dr(a). EDMAR LÁZARO BORGES, pela parte RECORRIDA: DARCI LUIZ DA SILVA
CERTIDÃO
Certifico que a egrégia QUARTA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão
realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:
A Turma, por unanimidade, conheceu do recurso especial e deu-lhe provimento, nos
termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Marco Buzzi, Raul Araújo e Maria Isabel Gallotti votaram com o Sr.
Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Luis Felipe Salomão.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Raul Araújo.

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