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Escola Secundária Abade de Baçal

Bragança

A História de Portugal
(9º Ano)

O 25 de Abril

Trabalho realizado por:


Joana Seca, 9ºB nº9

Historia de Portugal – 9º Ano 1


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Bragança

Índice

25 de Abril de 1974.......................................................................... pág. 3


O Antes da Revolução dos Cravos .................................................. pág. 4
Preparação da Revolução ............................................................... pág. 6
O movimento sai às ruas ................................................................. pág. 7
25 de Abril: horário de uma revolução ............................................. pág. 8
Consequências do 25 de Abril ......................................................... pág.15
Anexos
Os primeiros comunicados do MFA ................................................. pág.16
As “senhas”...................................................................................... pág.19
Mais informações
O Cravo ........................................................................................... pág.22
Não Esquecer .................................................................................. pág.23
Filmes relacionados com o tema ..................................................... pág.25
Bibliografia ....................................................................................... pág.26

Historia de Portugal – 9º Ano 2


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25 de Abril de 1974

No dia 25 de Abril de 1974, também conhecido por Revolução dos


Cravos, derrubou-se o regime político que vigorava em Portugal desde 1926,
através de um movimento popular e militar, comandado pelas formas do MFA.
Este dia ficou conhecido como “dia da liberdade” e é todos os anos
comemorado pelos portugueses.

O Antes da Revolução dos Cravos

Após o golpe militar de 28 de Maio de 1926, Portugal viu-se num regime


inspirado no fascismo, ao que se deu o nome de Estado Novo, sendo o país
dirigido pelo professor Oliveira Salazar, que viria a deixar este cargo em 1968,
devido a lesões cerebrais. Foi Marcello Caetano que o substitui, até ao célebre
dia de Abril.
Durante o Estado Novo, Portugal vivia, aos olhos do mundo, um período
ditatorial. Existiam eleições, apesar de serem muito contestadas, visto que o
governo era acusado de fraude eleitoral e desrespeito da imparcialidade.
Os opositores ao regime eram perseguidos por uma polícia política do
estado, a principio PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), passando
depois a ser denominada PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado),
mais tarde DGS (Direcção-Geral de Segurança). Apesar da contestação de
organizações mundiais como a ONU, Portugal manteve a sua polícia de força,
assim como as colónias, o que causou alguns problemas sociais.

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No que diz respeito à economia, o país não atravessava uma fase muito
próspera. Na década de 1960, Portugal mostrava-se muito pobre, o que
fomentou a emigração. Contudo, foi-se vislumbrando um desenvolvimento
económico a partir daí.

Em suma, antes de Abril não havia:

8 Liberdade.
8 A Constituição não garantia os direitos dos cidadãos.
8 Não existiam eleições livres.
8 Existia censura na imprensa, cinema, teatro, artes plásticas,
música e escrita.
8 As actividades políticas, associações e sindicatos eram quase
nulas e controladas pela polícia.
8 A oposição ao regime era perseguida pela polícia política
(PIDE/DGS).
8 Portugal estava envolvido na guerra colonial em Angola, Guiné e
Moçambique.
8 Muitas escolas tinham salas e recreios separados para rapazes e
raparigas.
8 Não se podia beber Coca-Cola.

Oliveira Salazar e Marcello Caetano.

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Preparação da Revolução
21 de Agosto de 1973, Bissau, é então realizada a primeira reunião
clandestina dos que viriam a ser Capitães de Abril. Só a 9 de Setembro do
mesmo ano, em Monte Sobral, se origina o Movimento das Forças Armadas. A
5 de Março de 1974 é então aprovado o primeiro documento deste movimento,
"Os Militares, as Forças Armadas e a Nação", que seria, mais tarde, posto a
circular clandestinamente. O governo demite os generais Spínola e Costa
Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das
Forças Armadas, no dia 14 de Março, acusando-os de se terem recusado a
participar numa cerimónia de apoio ao regime, porém, o verdadeiro motivo
desta expulsão foi o facto do general Spínola, com conhecimento do general
Costa Gomes, ter escrito o livro “Portugal e o Futuro”, no qual, pela primeira
vez, uma alta patente expunha a necessidade de uma solução política para as
revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. A última reunião
clandestina dá-se no dia 24 de Março e decide o derrube do regime pela força.

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O movimento sai à rua


24 de Abril de 1974 – o posto do comando do movimento golpista, no
quartel da Pontinha, em Lisboa, é secretamente ocupado por um grupo militar,
comandado por Otelo Saraiva de Carvalho. Ás 22horas e 55 minutos é
transmitido pelos Emissores Associados de Lisboa a canção “E Depois do
Adeus” de Paulo de Carvalho, um dos sinais que demonstrava a tomada de
posições para o golpe de estado. O segundo sinal é dado à meia-noite e vinte
minutos, pela Rádio Renascença, com a música de Zeca Afonso, “Grândola
Vila Morena” que vinha a confirmar o golpe e dava inicio às operações. Esta
operação teve a ajuda de diversos regimes militares, um pouco por todo o país.
Lisboa, Porto, Santarém, Viseu, Braga, Mafra e Viana do Castelo foram
localidades que estiveram mais directamente envolvidas na revolução, sendo o
seu principal palco o Largo do Carmo, na capital.

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25 de Abril: horário de uma revolução

22horas e 55 minutos

É transmitida pelos Emissores Associados de Lisboa a canção “E Depois


do Adeus” de Paulo de Carvalho, uma das “senhas”.

0 horas e 25 minutos

A segunda “senha” é transmitida. Às primeiras palavras da canção


“Grândola, Vila Morena”, de José Afonso, no programa Limite, emitido pela
Rádio Renascença, iniciam-se as operações.

3 horas

As tropas do Movimento, numa acção simultânea, ocupam pontos


estratégicos da capital: Aeroporto (logo encerrado ao tráfego), estações
emissoras (Rádio Clube Português, Emissora Nacional e Radiotelevisão
portuguesa) e Rádio Marconi. Cerco às áreas do Quartel-General em S.
Sebastião da Pedreira, e do Quartel Mestre.

4 horas e 20 minutos

Difusão do primeiro comunicado do movimento através do Rádio Clube


Português – a partir daí, Emissora da Liberdade. Ao microfone: Joaquim
Furtado. (consultar “Anexos”, página 16)

4 horas e 45 minutos

Transmissão do segundo comunicado do Movimento das Forças


Armadas.

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5 horas

Começa a funcionar, atabalhoadamente, o que deveria ser o dispositivo


de defesa governamental. Forças policiais concentraram-se junto dos
Ministérios, juntando-se-lhes tropas de artilharia. Vêem-se auto metralhadoras
e blindados na Praça do Comércio e na Rua do Ouro.
Baterias provenientes de Vendas Novas tomam posições no morro de
Cristo Rei, fronteiro a Lisboa, enquanto outras forças que avançavam do sul
começam a atravessar a ponte sobre o Tejo e a entrar em Lisboa.
Os ministros da Defesa, do interior e do Exército participam numa reunião de
Ministério do Exército, à qual assiste também o deputado Henrique Tenreiro.

6 horas

Chega ao Terreiro do Paço a coluna da Escola Prática de Cavalariça, de


Santarém, comandada pelo capitão Salgueiro Maia, a quem pertenceria
intervenção de relevo nos acontecimentos que se iriam seguir.

6 horas e 30 minutos

Marcello Caetano refugia-se no Quartel do Carmo.

6 horas e 45 minutos

Novo comunicado transmitido através da Rádio Clube Português,


informando que as unidade militares do Movimento cercam a cidade de Lisboa.
Sabe-se que o Porto aderiu, após terem sido presos o 1.º e 2.º comandantes
da Região Militar. São ocupados, o Aeroporto de Pedras Rubras, as
instalações da Radiotelevisão no Monte da Virgem, as pontes de D. Luís e da
Arrábida, o emissor de Miramar do Rádio Clube Português, etc.

7 horas
Formação de grupos de soldados na Rua da Alfândega, Av. Infante D.
Henrique, ruas dos Fanqueiros, da Prata, Augusta e do Ouro.

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7 horas e 30 minutos

A finalidade do movimento militar é explicada ao país através de mais


um comunicado lido por Luís Filipe Costa.

8 horas e 45 minutos

A Emissora Nacional fecha a emissão após ter sido lido aos seus
microfones um comunicado do Movimento das Forças Armadas.

9 horas

Começa a corrida da população às padarias e bombas de gasolina.


Cinco tanques “Patton” de RC 7 e doze jeeps da GNR tentam opor-se ao
Movimento, na Rua do Arsenal.

10 horas e 30 minutos

Face às constantes deserções das suas fileiras, as “forças da ordem”


que operavam na zona de Terreiro do Paço deixam de constituir perigo para o
Movimento. Registam-se, contudo momentos de grande dramatismo.

11 horas

Membros do Governo juntam-se a Marcello Caetano, no Quartel do


Carmo. A GNR fecha as portas do quartel e manifesta a intenção de resistir.
Forças da GNR e da PSP tomam posições nas zonas mais próximas.

12 horas

As tropas do Movimento destacadas no Terreiro do Paço subdividem-se


e dirigem-se para dois objectivos: Quartel do Carmo e Penha de França
(Quartel da Legião Portuguesa).

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13 horas

Registam-se incidentes na Rua António Maria Cardoso. Populares são


atingidos por tiros disparados da sede da DGS.
Uma companhia móvel da PSP toma posições no Chiado, ao lado dos
governamentais.
Confusão entre as forças que pretendem acudir em socorro dos sitiados
no Carmo.

14 horas

A Cruz Vermelha Portuguesa monta um dispositivo de socorros no Cais


do Sodré.

14 horas e 55 minutos

As Forças Armadas advertem, através de um comunicado, que há


elementos da GNR que se fazem passar por amigos, mas são contrários ao
Movimento.

15 horas e 16 minutos

Iniciam-se negociações dentro do Quartel do Carmo. Pedro Feytor Pinto,


director dos Serviços de Informação da Secretaria de Estado de Informação e
Turismo (SEIT), serve de mediador.

16 horas

A Comissão Democrática Eleitoral distribui um comunicado


solidarizando-se com o Movimento das Forças Armadas.
Manifestações populares no Largo do Carmo.

17 horas
O Quartel do Carmo rende-se.

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17 horas e 5 minutos

O capitão Salgueiro Maia revela que vai proceder-se à “transmissão de


poderes” do Prof. Caetano para o General Spínola.

17 horas e 40 minutos

Spínola chega ao Carmo, sendo apoteoticamente recebido. Decorre logo


a seguir a “transmissão de poderes”.

19 horas e 35 minutos

Após constantes apelos das Forças Armadas para que a multidão


evacue o Largo do Carmo, o que não se consegue, Marcello Caetano e os
membros do seu Gabinete, que estavam refugiados no Quartel da GNR, são
levados num blindado com destino ao Regimento do Engenharia 1, na
Pontinha.

20 horas e 30 minutos

É lida a proclamação dirigida ao país pelas Forças Armadas, firmada


pelo comando do Movimento.

21 horas

O povo dirige-se para a sede da DGS. Tiros disparados desta haviam


morto cinco pessoas e ferido mais de dez. As Forças Armadas anunciam que a
DGS vai ser cercada e pedem à população que se mantenha calma. Um
agente é abatido quando tentava fugir. “Vinguemos os camaradas mortos”,
gritava a multidão, contida, a muito custo, por cordões militares.
A Emissora Nacional retoma a emissão com a leitura da proclamação do
Movimento das Forças Armadas.

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22 horas

A DGS também resiste na prisão de Caxias. Corre o boato de que vão


ser exercidas represálias sobre os presos políticos que ali se encontravam.
A PSP adere completamente ao Movimento, deixando de oferecer qualquer
resistência.

23 horas

É anunciado que Marcello Caetano e alguns ministros serão conduzidos


para os Açores.

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Consequências do 25 de Abril
Foi logo no dia após a revolução dos cravos que se formou a Junta de
Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de
transição. Essencialmente, o programa do MFA resume-se ao programa dos
três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
Uma das medidas imediatas da revolução foi a extinção da polícia
política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram
legalizados. Foram libertados os presos políticos. Os líderes políticos da
oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana,
o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos
anos.
Portugal passou por um período agitado que durou cerca de 2 anos,
vulgarmente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso),
marcado pela luta entre a esquerda e a direita. As grandes empresas foram
nacionalizadas. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições
livres, para a Assembleia Constituinte, nas quais o PS saiu vencedor. Na
sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova
Constituição, de forte tendência socialista, e estabelecida uma democracia
parlamentar de tipo ocidental. A Constituição foi aprovada em 1976 pela
maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.
A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e
tornaram-se independentes.

Chegada de Mário Soares, após a revolução. Fim da censura.

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Anexos
• Os primeiros comunicados do MFA

O primeiro comunicado do Movimento foi transmitido às 4 e 20 horas


pelas antenas do Rádio Clube Português e era o seguinte:

“Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças


Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no
sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a
máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos
não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal para o que
apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas, no sentido
de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal
confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos
individuais que enlutariam e criariam divisões ente os portugueses, o que há

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que evitar a todo o custo. Não obstante a expressa preocupação de não fazer
correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o
espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua ocorrência aos
hospitais a fim de prestar a sua eventual colaboração, que se deseja,
sinceramente, desnecessária.”

Os portugueses que, àquela hora, escutavam a Rádio Clube Português,


e ainda de nada se tinham apercebido, ficaram perplexos. Muitos não mais
largaram o aparelho que lhes dera a notícia, à espera de mais novidades,
outros, os mais curiosos, desrespeitaram os apelos e saíram às ruas para ver o
que se passava.
Mais tarde, era revelado um novo documento, mais esclarecedor das
intenções dos promotores do Movimento, precedido e seguido do Hino
Nacional.

“Aqui, posto de comando do Movimento das Forças Armadas. Informa-


se o país que as Forças Armadas desencadearam na madrugada de hoje uma
série de acções com vista à libertação de país do Regime que há longo tempo
o domina.
Nos seus comunicados, as Forças Armadas têm apelado para a não
intervenção das forças policiais e paramilitares com o objectivo de se evitar
derramamento de sangue. Embora este desejo se mantenha firme, não se
evitará em responder decidida e implacavelmente a qualquer oposição que se
venha a manifestar. Consciente de que interpreta os verdadeiros sentimentos
da Nação, o Movimento das Forças Armadas prosseguirá a sua acção
libertadora e pede à população que se mantenha calma e recolha às suas
residências.

VIVA PORTUGAL!”

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As “senhas”

A primeira senha
desta revolução, indicando
a tomada de posições para
golpe de estado, foi a
canção “E Depois do
Adeus” de Paulo de
Carvalho, cm música de
José Calvário e letra de
José Niza.

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A segunda senha foi um dos grandes êxitos de Zeca Afonso, “Grândola, Vila
Morena”, que marcou o início das operações militares.

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Mais informações
• O Cravo
Com o nascer do dia, as
pessoas começaram a juntar-se nas
ruas para apoiar os soldados. Supõe-
se então que tenha sido uma florista
que começou a distribuir flores que
tinha em seu poder, cravos, de forma
a comemorar a revolução. Ao verem
este gesto, os soldados começaram a
pô-los nos canos das espingardas,
tornando-se o símbolo da revolução
de Abril de 1974.

• Não esquecer…
Movimento das Forças Armadas

O MFA, Movimento das Forças Armadas, foi responsável pelo golpe


militar que terminou com o Estado Novo em Portugal, no dia 25 de Abril de
1974. O que motivou este grupo de militares foi, essencialmente, o desejo da
liberdade até então negada ao povo português e o descontentamento pela
política seguida pelo governo em relação à Guerra Colonial.

As tropas foram comandadas no terreno por diversos capitães, de entre


os quais o que mais se destacou e mais é recordado e associado à revolução

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foi Salgueiro Maia, que comandou tropas vindas da Escola Prática de Cavalaria
de Santarém.

Salgueiro Maia

Fernando José Salgueiro Maia (Castelo


de Vide, 1 de Julho de 1944 — Santarém, 4 de
Abril de 1992) foi um dos distintos capitães do
Exército Português que liderou as forças
revolucionárias durante a Revolução dos
Cravos, que marcou o final da ditadura militar.

No dia 25 de Abril de 1974 comandou a


coluna de carros de combate que, vinda de
Santarém, montou cerco aos ministérios do
Terreiro do Paço e, no final da tarde, forçou a
rendição de Marcello Caetano, no Quartel do
Carmo, que entregou a pasta do governo a
António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou
Marcello Caetano ao avião que o transportaria
para o exílio. Em 1989 foi-lhe diagnosticada uma
doença cancerígena que, apesar das
intervenções cirúrgicas no ano seguinte e em 1991, o vitimaria a 4 de Abril de
1992.

Marcello Caetano

Marcello José das Neves Alves Caetano (Lisboa, 17 de Agosto de 1906


— Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 1980) foi o último Presidente do Conselho
da Segunda República, ou seja do Estado Novo. Político, professor e
historiador, licenciou-se em Direito, na Universidade de Lisboa, e doutorou-se
em 1931. Foi deposto pelo levantamento militar de 25 de Abril de 1974.

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António Spínola

António Sebastião Ribeiro de


Spínola (Estremoz, 11 de Abril de 1910 —
Lisboa, 13 de Agosto de 1996), político e
militar português, foi o décimo quinto
Presidente da República Portuguesa (o
primeiro após o golpe do 25 de Abril de
1974). A 25 de Abril de 1974, como
representante (auto proclamado) do Movimento das Forças Armadas, recebeu
do Presidente do Conselho de Ministros, Marcello Caetano, a rendição do
Governo (que se refugiara no Quartel do Carmo). Isto permitiu-lhe assumir
assim os seus poderes públicos, apesar de essa não ter sido a intenção
original do MFA.

• Filmes relacionados com o tema


9 As Armas e o Povo - (Portugal, 1975), p/b 16/35 mm, 80 min,
filme colectivo que retrata a primeira semana de revolução,
cobrindo os acontecimentos do 25 de Abril ao 1º de Maio de
1974.

9 Cravos de Abril – (Portugal, 1976), documentário histórico, p/b e


cor 16 mm, 28 min, de Ricardo Costa, retratando os eventos
desde o 25 de Abril até ao 1º de Maio.

9 Scenes from the Class Struggle in Portugal - (US/Portugal


1977), 16mm, p/b e cor, 85 min, de Robert Krammer e Philip
Spinelli.

9 Capitães de Abril, 1997, ficção de Maria de Medeiros.

Historia de Portugal – 9º Ano 20


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Bibliografia

Internet:

o http://www.pcp.pt/actpol/temas/25abril/25anos/25fotos.html

o http://pt.wikipedia.org

Livros:

o “Capitães de Abril”, volumes I e II, de Alexandre Pais e Ribeiro da Silva,


editora “Amigos do Livro, Editores, LDA”.

Jornais:

o Jornal “24 horas”, edição nº 3.260 do dia 25 de Abril de 2007, quarta-feira.

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