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MACROECONOMIA E CONTABILIDADE

SOCIAL I

Aulas de 08/05 a 19/05/2018


(Ref.: livro “Macroeconomia – Mankiw)

Profa. Arilda Teixeira


CAPÍTULO 3
RENDA DE UM PAÍS: de onde vem, para
onde vai

Continua.....
QUESTÕES PERTINENTES À MACROECONOMIA:

• Comportamento da RENDA/ PRODUTO NACIONAL,


(crescimento ou queda)
• Evolução da RENDA per capita do país em relação ao
resto do mundo;
• Por que a expansão da liquidez e do crédito podem
gerar inflação?
• Por que um déficit fiscal primário pode significar um
aumento da NFSP (Necessidade de Financiamento do
Setor Público)?

Continua.....
• Por que a taxa de juros de mercado e o
preço esperado de venda do produto
são dados importantes para decisões de
investimento das empresas?
• Até onde juros altos reduzem o
consumo e estimulam a poupança?
Por que estudar macroeconomia
quando o lazer é mais atraente?

Continua.....
PORQUE:
1. A macroeconomia explica os fatores que influenciam o
bem-estar:
Desemprego e o Investimento
2. A macroeconomia aponta os elementos que afetam o
seu bem-estar:
Comportamento dos preços, da carga tributária,
da taxa de juros, do nível de atividade econômica
3. A macroeconomia afeta a política & outros eventos.
Projetos de governo para políticas públicas que
promovam distribuição de renda

Continua.....
MENSURAÇÃO DA ATIVIDADE
ECONÔMICA:
• Índice de Preços
• Variáveis reais e variáveis nominais
• Comparação das variáveis econômicas:
quociente da divisão de uma variável por
outra;
• Variação percentual
• Taxa de crescimento
• Relação funcional entre as variáveis

Continua.....
COMPORTAMENTO DA ECONOMIA E OS
PREÇOS

NUMA ECONOMIA DE MERCADO HÁ A


CO-EXITÊNCIA DE PREÇOS FLEXÍVEIS E PREÇOS
RÍGIDOS
Ajuste de mercado: admite a hipótese de que
preços são flexíveis e ajustam-se para igualar
oferta e demanda.

Continua.....
Preços:
Flexíveis versus Rígidos
No curto prazo, vários preços são rígidos.
Eles se ajustam de tempos em tempos em
resposta às mudanças da oferta/demanda.
Por exemplo:
- Contratos de trabalho que fixam o salário
nominal durante um ano ou mais,
- Preços de contratos prestação de serviços.
Continua.....
• Se os preços são rígidos, então o equilíbrio
não é o mesmo atingido com preços
flexíveis. Isto ajuda a explicar:
- Desemprego (excesso de oferta de
trabalho)
- A dificuldade ocasional das firmas
venderem o que produzem
• No Longo prazo: preços são flexíveis,
mercados se ajustam.
Continua.....
RESUMINDO:
1- Macroeconomia é o estudo da economia como
um todo, isto inclui:
• Comportamento da renda
• Flutuação do produto
• Mudança no nível geral de preços
• Taxa de desemprego

2- Macroeconomia interpreta o comportamento da


atividade econômica e sugere medidas para
melhorar a seu desempenho.
Continua.....
3. Modelos com preços flexíveis descrevem a
economia no longo prazo; modelos com
preços rígidos podem ser uma melhor
descrição da economia a curto prazo.

4. Indicadores macroeconômicos são


originados de fatos microeconômicos,
portanto, a macroeconomia utiliza várias
ferramentas da microeconomia.
EQUAÇÃO QUE DESCREVE
UMA ECONOMIA ABERTA
E COM GOVERNO:

Y = C + I + G + NX

Continua.....
Consumo (C):
Inclui todos os bens e serviços comprados:

• bens duráveis
ex: carros, eletro-domésticos
• bens não-duráveis
ex: comida, roupas
• serviços
ex: lavagem de roupa, viagem aérea.

Continua.....
Investimento (FBCF)
def1: compra de bens de capital [fator de produção]
def2: compra de bens para uso futuro.
Inclui:
 Investimento fixo das empresas
gastos em plantas e equipamentos que serão usados
para produzir bens e serviços
 Investimento em estoques
a mudança no valor dos estoques das firmas
 Investimento fixo residencial
compra de imóveis

Continua.....
Investimento e Capital
• Capital é um dos fatores de produção.
A qualquer momento do tempo, a
economia tem um certo estoque de
capital.

• Investimento é gasto para adquirir


capital.

Continua.....
Gasto do Governo (G)
(consumo das administrações públicas)
• G inclui todos os gastos do governo em
bens e serviços.
Ex.: saúde, educação, defesa, papel, copo,
automóveis, etc
• G exclui transferências
(p.ex., seguro desemprego), estes não são
compras de bens e serviços.
Continua.....
Exportações Líquidas(NX)

NX = X - M
Saldo entre o total das exportações (X) e
o total das importações (M) de bens
e serviços + TU
VEJAMOS ENTÃO:
- Como é constituído o produto e a renda de uma
economia?
- Como são determinados os preços dos fatores de
produção?
- Como a renda total é distribuída?
- O que determina a demanda por bens e serviços?
- Como o equilíbrio no mercado de bens é alcançado?

Continua.....
DESENHO DO MODELO

Uma economia fechada, mercados equilibrados


Lado da oferta
• mercado de fatores (oferta, demanda, preço)
• determinação do produto/renda
Lado da demanda
• determinantes de C, I, e G
Equilíbrio
• mercado de bens
• mercado de fundos emprestáveis

19
LADO DA OFERTA: FATORES DE PRODUÇÃO

K = capital (ferramentas,
máquinas e equipamentos
usados na produção)

L = trabalho (eforços físicos e


mentais dos trabalhadores)

20
LADO DA OFERTA: A função de produção

• Denotada por Y = F (K, L)


• Mostra o quanto de produto (Y ) a
economia pode produzir com as unidades
K (de capital ) e L (de trabalho).
• Reflete o nível tecnológico da economia.
• Aponta os retornos de escala.

21
Retornos de Escala
Inicialmente assuma Y1 = F (K1 , L1 )
Multiplique todos insumos pelo mesmo fator z:
K2 = zK1 e L2 = zL1
(Se z = 1.25, então todos insumos aumentaram 25%)
E o produto, Y2 = F (K2 , L2 ), terá:
• Retornos constantes de escala se Y2 = zY1
• Retornos crescentes de escala se Y2 > zY1
• Retornos descrescentes de escala Y2 < zY1

22
VOLTANDO À FUNÇÃO DE PRODUÇÃO:
hipóteses da Teoria

1. Tecnologia é fixa (está dada).


2. A oferta de capital e de trabalho na
economia são fixas(estão dadas) e são
iguais a
KK e LL

23
Determinando o PIB (Y)
O produto é determinado pela combinação dos
fatores de produção disponíveis e pelo estado
tecnológico dado:


Y  F K, L 

24
A DISTRIBUIÇÃO DA RENDA
NACIONAL
• determinada pelos preços dos fatores,
(os preços por unidade que as firmas
pagam para os fatores de produção),
em que
–O salário é o preço do L ,
–Os juros (R) são o preço do K.

Continua.... 25
Notação

W = salário nominal
R = taxa de juros nominal
P = preço do bem (produto)
W /P = salário real
(medido em unidades de
produto)
R /P = taxa de juros real

26
COMO SE DETERMINAM OS PREÇOS
DOS FATORES:

• Pela oferta e demanda no mercado de


fatores.
Lembre-se: Oferta de cada fator é fixa.
Então, o comportamento da demanda……

27
DEMANDA POR TRABALHO
• Assuma que os mercados são competitivos:
cada firma toma W, R, e P como dados
• Idéia Básica:
Uma firma contrata cada unidade de trabalho
se o custo não excede o benefício.
custo = salário real
benefício = Produto Marginal do Trabalho
(PMgL)
28
PRODUTO MARGINAL DO TRABALHO (PMgL)

Definição:
É o produto extra gerado usando uma
unidade adicional de trabalho (mantendo
os outros insumos fixos) :
PMgL = F (K, L +1) – F (K, L)

29
Exercício:

a. Determine PMgL para L Y PMgL


0 0 n.d.
cada valor L 1 10 ?
b. Trace a função de 2 19 ?
3 27 8
produção 4 34 ?
5 40 ?
c. Trace a curva PMgL com 6 45 ?
PMgL no eixo vertical e 7 49 ?
L no eixo horizontal 8 52 ?
9 54 ?
10 55 ?

Continua.... 30
Respostas:
Função de Produção Produto Marginal do Trabalho

60 12

MPL (units de produto)


50 10
8
Produto (Y)

40
30 6
20 4
10 2
0 0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Trabalho (L) Trabalho (L)

31
O PMgL e a Função de Produção
Y (produto) F (K , L )

PMgL
1
A medida que
PMgL mais trabalho é
1 adicionado,
PMgL 

Inclinação da função
1 PMgL de produção é igual ao
PMgL

32
L (trabalho)
RETORNOS MARGINAIS DECRESCENTES

• A medida que um insumo aumenta, o


seu produto marginal cai (tudo o mais
constante).
• Intuição:
L enquanto K é constante
 menos máquinas por trabalhador
 produto por trabalhador cai
33
Exercício (parte 2)

Suponha W/P = 6. L Y PMgL


0 0 n.d.
d. Se L = 3, a firma deve ou 1 10 10
2 19 9
não contratar mais 3 27 8
trabalho? Por quê? 4 34 7
5 40 6
e. Se L = 7, a firma deve ou 6 45 5
7 49 4
não contratar mais 8 52 3
trabalho? Por quê? 9 54 2
10 55 1

34
PMgL e a demanda por trabalho

Unid. de Cada firma contrata


produto trabalho até o ponto
onde PMgL = W/P

Salário
Real

PMgL,
Demanda
Trabalho
Unidades de
Quantidade de trabalho, L
trabalho
demandada
35
O salário real de equilíbrio
O salário real ajusta
para igualar a
demanda por trabalho
Unids de com a oferta.
Oferta
produto
trabalho

salário real
equilíbrio MPL
Demanda
Trabalho

L Unids de
trabalho, L
36
DETERMINANDO A TAXA DE “ALUGUEL” (R)
Vimos apenas que PMgL = W/P
A mesma lógica se aplica PMgK = R/P :
C/ retornos decrescentes ao capital: K  e PMgK 
A curva PMgK é a demanda da firma por “aluguel”
de capital.
Firmas maximizam lucros escolhendo K
tal que PMgK = R/P .

37
A taxa de “aluguel” (R) de equilíbrio
A taxa real de
aluguel ajusta para
Unids de igualar demanda
produto Oferta de com a oferta.
capital

PMgK,
equilíbrio demanda por
R/P capital
K Unids de capital, K

Continua... 38
A TEORIA NEOCLÁSSICA DA
DISTRIBUIÇÃO:
Afirma que cada insumo é pago pelo seu
produto marginal

39
Como a renda é distribuida
(distribuição funcional da renda):
W
renda total trabalho =
P
L  PMgL  L
R
renda total capital =
P
K  PMgK  K
Se a função de produção tem retornos constantes de
escala, então
Y  PMgL x L  PMgK x K
renda renda renda
nacional trabalho capital

40
DEMANDA POR BENS E SERVIÇOS

Componentes da Demanda Agregada:


C = demanda do consumidor
I = demanda por bens de capital
G = demanda do governo
(economia fechada: NX = 0)

41
CONSUMO (C )
(depende da renda disponível e da PMgC)

• def: renda disponível é a renda total menos os


impostos: Y – T
• Função Consumo: C = C (Y – T )
Mostra que (Y – T )  C
• def: A propensão marginal a consumir(PMgC) é o
aumento em C causado pelo aumento em uma
unidade na renda disponível.

42
A Função Consumo

C ( Y –T )

PMgC A inclinação da
função consumo é a
1 PMgC.

Y–T

43
Investimento, I (FBCF)
• A função investimento é I = I (r ),
onde r denota a taxa de juros real (=a taxa
de juros nominal corrigida pela inflação).
• A taxa de juros real é
 o custo de emprestar
 o custo de oportunidade de usar o
seu próprio fundo para financiar
investimentos.
Então, r  I
44
A FUNÇÃO INVESTIMENTO
r

I (r )

45
GASTO DO GOVERNO, G

• G inclui o gasto do governo em bens e


serviços.
• G exclui pagamentos de transferências
• Assuma que o gasto do governo e os
impostos totais são exógenos:

G G e T T

46
O mercado de bens e serviços

 
Demanda Ag. ~ C Y  T  I ( r )  G
Oferta Ag. ~ Y  F ( K , L)
Equilíbrio  
~ Y  C Y  T  I (r )  G
A taxa de juros real ajusta
para igualar a demanda com a oferta.

47
O Mercado de Fundos para
Empréstimos
Um modelo simples de oferta e demanda do sistema
financeiro.

Um ativo: “fundos para empréstimo”

Demanda por fundos: investimento


Oferta de fundos:poupança

“Preço” dos fundos: taxa de juros real

Continua.... 48
[0,75 pto – até 5 linhas]

Demanda por fundos: Investimento

A demanda por fundos …


• Vem do investimento:
Firmas tomam para financiar novos bens de capital, etc.
Consumidores tomam para comprar casas.
• Comporta-se inversamente em relação a r , o “preço”
dos fundos emprestáveis (o custo de tomar
empréstimos).

Continua.... 49
Curva de demanda por fundos
r A curva de
investimento
também é a curva
de demanda por
fundos
emprestáveis.

I (r )
I

Continua.... 50
OFERTA DE FUNDOS: Poupança

A oferta de fundos emprestáveis vem da poupança:


• Famílias usam suas poupanças para fazer depósitos
bancários, comprar títulos e outros ativos. Estes
fundos tornam-se disponíveis para firmas tomarem
empresatado.
• O governo pode contribuir também para a
poupança se ele não gastar todas as suas receitas.

51
GRUPOS DE POUPANÇA
• poupança privada = (Y –T ) – C

• poupança pública = T – G

• poupança nacional, S
= poupança privada + poupança pública
= [ (Y –T ) – C ] + (T – G )
= Y – C – G

52
Considerações:
OS RESULTADOS DO ORÇAMENTO PODEM SER:

• Quando T > G ,
superavit = (T – G ) = poupança pública

• Quando T < G ,
deficit = (G –T ) e poupança pública é negativa.

• Quando T = G ,
orçamento balanceado e poupança pública = 0.

Continua.... 53
Considerações:
DENOMINAÇÕES PARA O ORÇAMENTO
(superávit ou déficit):
• ORÇAMENTO PRIMÁRIO = Receita (T) – Despesa (G), e na
despesas NÃO estão incluídas despesas financeiras da
dívida pública (juros)

• ORÇAMENTO NOMINAL = Receita (T) – Despesa (G), e


nas despesas ESTÃO incluídas as despesas financeiras da
dívida pública (juros)

• Orçamento OPERACIONAL = Receita (T) – Despesa (G), e


nas despesas ESTÃO incluídas despesas financeiras reais
da dívida pública (juros reais)
54
Curva de Oferta de Fundos p/ Empréstimo
Poupança
Nacional não
r S Y  C (Y T )  G
depende de r,
então a curva
de oferta é
vertical.

S, I

55
Equilíbrio do mercado de fundos

r
S Y  C (Y T )  G

Equilíbrio taxa de
juros real

I (r )
Nível de equilíbrio do S, I
investimento

56
O papel especial de r
r ajusta para equilibrar o mercado de bens e o mercado de
fundos simultaneamente:
Se mercado de fundos está equilíbrio, então
Y–C–G =I
Adicione (C +G ) a ambos os lados
Y = C + I + G (equil. merc. bens). Então
Equilíbrio
M. Fundos  Equilíbrio M.
de Bens

57
Notação:  = mudança na variável

• Para qualquer variável X, X = “a mudança em X ”


 é a letra Grega, Delta
Exemplos:
• Seja função de produção Y = f(K, L)
• Se L = 1 e K = 0, então Y = PMgL.
Y
Genericamente, se K = 0, então PMgL 
L

58
Outros Exemplos

•(YT ) = Y  T (1)
De (1) temos:
C = PMgC  (Y  T )
= PMgC Y  PMgC T

59
INTRODUÇÃO À QUESTÃO DA
FLUTUAÇÃO ECONÔMICA
(capítulo 9 – Mankiw)

60
HORIZONTES DE TEMPO
AS FLUTUAÇÕES NA ECONOMIA
E AS POLÍTICAS DE ESTABILIZAÇÃO

61
OBJETIVOS:

• Apresentar a diferença entre curto e longo


prazo na economia
• Estudar como os instrumentos de política
econômica podem ser utilizados para enfrentar
os efeitos dos choques de DA e/ou de OA
• Entender o significado de política de
estabilização

62
HORIZONTES DE TEMPO
• Longo prazo:
Preços são flexíveis, respondem a mudanças na oferta ou
demanda
• Curto prazo:
muitos preços são rígidos em determinado nível pré-
determinado

A economia se comporta de forma muito


diferente quando os preços são rígidos.

63
TEORIA MACROECONÔMICA CLÁSSICA
(o que estudamos anteriormente):
. O produto é determinado pelo lado da oferta:
- Oferta de capital e trabalho
- Tecnologia

. Mudanças na demanda por bens e serviços


(C, I, G ) apenas afetam preços, não quantidades.

. Completa flexibilidade dos preços - uma hipótese crucial, denota a


aplicação da teoria clássica ao longo prazo.

64
E QUANDO OS PREÇOS SÃO RÍGIDOS?

…produto e emprego também dependem da demanda por bens e


serviços, que é afetada por
 política fiscal (G e T )
 política monetária (M )
 outros fatores, como mudanças exógenas em C e I.

65
O MODELO DE DEMANDA E OFERTA AGREGADA
• É o paradigma usado pela maioria dos economistas e
gestores de política econômica para analisar as flutuações
econômicas e considerar as opções de políticas para
estabilizar a economia
• Mostra como o nível de preços e o produto agregado são
determinados
• Mostra os diferentes comportamentos da economia no curto
e no longo prazo.

66
DEMANDA AGREGADA (AD)

• A curva de AD mostra a relação entre o nível de preços e a


quantidade de produto demanda.

Obs.: Neste momento será utilizado o modelo de AD/AS, usando uma


simples teoria de demanda baseada na Teoria Quantitativa da
Moeda. Na próxima aula, trabalharemos a teoria da demanda
agregada com mais detalhes.

67
A TEORIA QUANTITATIVA E A DEMANDA
AGREGADA (AD)

• Recordando a equação quantitativa


MV = PY

• Para valores de M e V “dados”, esta


equação indica que existe uma relação
inversa entre P e Y

68
A INCLINAÇÃO DA DEMANDA

um aumento no P
nível de preços leva
a uma queda nos
encaixes reais de
moeda (M/P ),
causa um
descréscimo na
demanda por bens e
serviços.
AD
Y

69
DESLOCAMENTO DA CURVA AD

um aumento P
na oferta de
moeda desloca
a curva AD
para a direita.

AD2

AD1
Y

70
A OFERTA AGREGADA NO LONGO PRAZO

• No capítulo 3 vimos que:


No longo prazo, o produto é determinado pela oferta de
fatores e pela tecnologia

Y  F (K , L )
Y é nível de produto de pleno-emprego = o nível de
produto ao qual os recursos da economia estão
completamente empregados.

No“Pleno Emprego” a taxa de desemprego é


chamada de “taxa natural de desemprego”.

71
SE OS RECURSOS ESTÃO PLENAMENTE EMPREGADOS
HÁ DESEMPREGO?

• NO NÍVEL DE PRODUTO DE PLENO EMPREGO =


NÍVEL PRODUTO POTENCIAL, A TX DE
DESEMPREGO OBSERVADA É CHAMADA DE
TAXA DESEMPREGO NATURAL
(=o nível de desemprego que existe quando o
produto é de pleno emprego)

72
A OFERTA AGREGADA NO LONGO PRAZO

Sendo o produto determinado pela oferta de


fatores e pela tecnologia

Y  F (K , L )

O produto de pleno-emprego NÃO depende do nível


de preços, então a curva de oferta de longo prazo
(LRAS) é vertical:

73
A OFERTA AGREGADA NO LONGO PRAZO

P OALP
A curva LRAS é
vertical ao nível
de produto de
pleno-emprego.

Y
Y

74
EFEITOS DE LONGO PRAZO: UM AUMENTO EM M

P OALP Um aumento
em M desloca a
curva AD para a
direita.
No longo prazo, P2
isso aumenta o
nível de preços… P1 AD2
AD1
Y
…mas o produto
Y
permanece igual.

75
A OFERTA AGREGADA NO CURTO PRAZO

• No mundo real, no CURTO PRAZO, muitos preços são


rígidos.
• A partir de agora assuma que todos os preços são fixos a
um determinado nível no curto prazo…
• …e que as firmas desejam vender tanto quanto, a este
nível de preços, os consumidores estejam dispostos a
comprar.
• Assim, a oferta agregada de curto prazo (SRAS) é
horizontal:

76
OFERTA AGREGADA NO CURTO PRAZO

P OACP

77
EFEITOS DE CURTO PRAZO: aumento em M

No curto prazo quando P …um aumento em M,


causa um aumento
os preços são fixos… na demanda
agregada…

OACP
P
AD2
AD1

Y
…que causa um Y1 Y2
aumento em Y.

78
OS EFEITOS DE CP e LP DE M > 0

OALP
A = equilíbrio P
inicial
B = novo equilíbrio
de CP após M C
P2
aumentar
B OACP
P
A AD2
C = equilíbrio AD1
de LP
Y
Y Y2

79
“CHOQUES”

O QUE SÃO?
EFEITO: EXEMPLO:
Mudanças
Afasta economia, Redução na
exógenas na OA
temporariamente, Velocidade de
e/ou na DA
do pleno emprego Circulação da
Moeda, estando a
oferta cte (=queda
na demanda por
bens e serviços)

80
EFEITOS DE UM CHOQUE DE DEMANDA NEGATIVO
O choque desloca a AD
para esquerda, P OALP
causando a queda do
produto e do emprego
no CP B A

Ao longo do tempo, os C OACP


preços caem e a P
qde.demandada aumenta
até atingir novamente nível
de pleno-emprego.
P2 AD1

Y
Y2 Y
AD2
81
“CHOQUES”

O QUE SÃO? EXEMPLO:


EFEITO:
Redução na
Mudanças Afasta economia,
Velocidade de
exógenas na OA temporariamente,
Circulação da
e/ou na DA do pleno emprego
Moeda, estando a
oferta cte (=queda
na demanda por
bens e serviços)

82
EFEITOS DE UM CHOQUE DE DEMANDA NEGATIVO

O choque desloca a DA P OALP


para esquerda,
causando a queda do
produto e do emprego B A
no CP

C OACP
Ao longo do tempo, os P
preços caem e a
qde.demandada aumenta AD1
até atingir novamente nível P2
de pleno-emprego.
AD2
Y
Y2 Y

83
CHOQUES DE OFERTA
São fatos que alteram os custos de produção, afetando
os preços que as firmas cobram.
(também chamados de choque de preços)
Exemplos de choques de oferta adversos:
. Furacão Katrina.
. Aumento de salários, devido a força sindical.
. Novas regulações ambientais que reduzem a emissão
de poluentes.

84
CHOQUES, ESTUDO DE CASO: AUMENTOS DOS PREÇOS DO
BARRIL DE PETRÓLEO NOS ANOS 1970

. Início anos 1970:OPEP decide reduzir a oferta de petróleo.


= Preço do barril de petróleo aumenta
11% em 1973
68% em 1974
16% em 1975
= Esse aumento deslocou a curva de oferta porque resultou
em um aumento dos custos de produção das economias
que foram repassados para os preços = AUMENTOU NÍVEL
GERAL DE PREÇOS

85
CHOQUES, ESTUDO DE CASO: AUMENTOS DOS PREÇOS DO
BARRIL DE PETRÓLEO NOS ANOS 70

P OALP

B A OACP2
P2

P1 OACP1
A AD

Y
Y2 Y

86
CHOQUES, ESTUDO DE CASO: AUMENTOS DOS PREÇOS DO BARRIL
DE PETRÓLEO NOS ANOS 70
previsão dos efeitos do
choque de preços:
• inflação 
70%
• produto  12%
60%
• desemprego 
50% 10%
…e no fim uma
40%
recuperação gradual. 8%
30%

20%
6%
10%

0% 4%
1973 1974 1975 1976 1977

Mud preços petr (esc esq)


Inflação CPI (esc dir)
desemprego (esc dir)

87
CHOQUES, ESTUDO DE CASO: AUMENTOS DOS PREÇOS DO
BARRIL DE PETRÓLEO NOS ANOS 1970

No final dos 60% 14%

anos 1970: 50%


12%
A economia 40%
10%
mundial se 30%

recuperava… 20%
8%

e os preços 6%
10%
aumentaram
0% 4%
novamente!!! 1977 1978 1979 1980 1981

Mud preços petroleo (esc esq)


Inflação - IPC (esc direita)
Desemprego (esc direita)

88
CHOQUE FAVORÁVEL
Anos 1980:
redução significativa 40% 10%

nos preços do 30%


20% 8%
petróleo.
10%
como o modelo prediz 0%
6%

= reduz desemprego e -10%


4%
inflação: -20%
-30% 2%
-40%
-50% 0%
1982 1983 1984 1985 1986 1987

Var preços petróleo (esc esq)


Inflação - IPC (esc direita)
Desemprego (esc direita)

89
POLÍTICAS DE ESTABILIZAÇÃO

DEFINIÇÃO:
OBJETIVO: EXEMPLO:
Ações de política
Atenuar os efeitos Pol.Monetária
econômica
dos choques sobre a expansionista
(política monetária
economia (reduzir a para combater
e/ou fiscal)
intensidade das choques
Flutuações de CP) adversos.

90
POLÍTICA DE ESTABILIZAÇÃO
Um choque
adverso que P OALP
reduz a oferta e
move a
economia para o
B OACP2
ponto B. P2

P1 A OACP1
AD1

Y
Y2 Y

91
POLÍTICA DE ESTABILIZAÇÃO
O BC acomoda P LRAS
o choque
aumentando a
oferta de M.
B C SRAS2
P2
Resultados: A
P é sempre maior, P1 AD2
mas Y permanece no AD1
seu nível de pleno
emprego. Y
Y2 Y

92