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Aula Extra 2

Legislação Penal Extravagante p/ Polícia Civil - DF (Delegado)

Professor: Paulo Guimarães

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Legislação Penal Extravagante para PCDF (Delegado)
Teoria e exercícios comentados
Prof. Paulo Guimarães - Aula Extra
AULA EXTRA: Lei nº 9.503/1997 (crimes de
trânsito - Código de Trânsito Brasileiro). Decreto-
Lei nº 3.688/1941 (Lei das Contravenções
Penais).

Observação importante: este curso é protegido por direitos


autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera,
atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá
outras providências.

Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e


prejudicam os professores que elaboram o cursos. Valorize o
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SUMÁRIO PÁGINA
1. Lei nº 9.503/1997 (crimes de trânsito - Código de
2
Trânsito Brasileiro).
2. Decreto-Lei nº 3.688/1941 (Lei das Contravenções
21
Penais)
3. Resumo do concurseiro 40
4. Questões comentadas 58
5. Lista das questões apresentadas 74

Olá, amigo concurseiro! Esta aula extra serve para


complementar o conteúdo, incluindo o que foi pedido pelo edital de
retificação publicado em 26/1/2015.

Força! Bons estudos!

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1. LEI Nº 9.503/1997 (CRIMES DE TRÂNSITO - CÓDIGO DE
TRÂNSITO BRASILEIRO)

O Código de Trânsito Brasileiro confere atribuições a diversas


autoridades e órgãos ligados ao trânsito, fornece diretrizes para a
Engenharia de Tráfego e estabelece normas de conduta, infrações e
penalidades para os diversos usuários do Sistema Nacional de Trânsito.
Uma das mais importantes finalidades do CTB é garantir
condições de segurança para o trânsito. O trânsito seguro é considerado
direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema
Nacional de Trânsito.
O CTB é uma lei extensa, contém 341 artigos, e a maior parte
deles trata de aspectos relacionados à conduta dos motoristas. Há
dispositivos que determinam, por exemplo, que a condução dos veículos
deve ser feita do lado direito da pista, e que as ultrapassagens devem ser
realizadas pelo lado esquerdo. Existem normas ainda mais detalhadas,
como as que estabelecem regras para o uso da buzina, a proibição de
freadas bruscas e a aproximação de cruzamentos.
Já deu pra perceber que nem todas essas regras são
importantes para sua prova, não é mesmo? Vou oferecer a você um
resumo do que considero mais importante para conhecer a lei, mas a
parte que realmente nos interessa, e que é cobrada nos concursos da
área policial (com exceção da PRF, obviamente) são os aspectos
criminais.
Ok então!? Vamos lá!

1.1. Sistema Nacional de Trânsito

O SNT é formado pelos órgãos e entidades da União,


Estados, Distrito Federal e Municípios que tenham por finalidade o
exercício das atividades de planejamento, administração, normatização,
pesquisa, registro e licenciamento de veículos, formação, habilitação e

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reciclagem de condutores, educação, engenharia, operação do sistema
viário, policiamento, fiscalização, julgamento de infrações e de recursos e
aplicação de finalidades.
O órgão responsável pela coordenação do sistema é o
Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). Além dele, o SNT é composto
também pelos Conselhos Estaduais de Trânsito (CETRAN), Conselho de
Trânsito do Distrito Federal (CONTRADIFE), e órgãos e entidades
executivos de trânsito e rodoviários da União, Estados, Distrito Federal e
Municípios. Por fim, também fazem parte do STN a Polícia Rodoviária
Federal, as Polícias Militares dos Estados e do DF, e as Juntas de Recursos
de Infrações (JARI).

1.2. Normas Gerais de Circulação e Conduta

Nesta parte não há muita coisa importante para sua prova.


Quero chamar sua atenção apenas para algumas normas:
a) Sempre que for necessária a imobilização temporária de
um veículo no leito viário, em situação de emergência,
deverá ser providenciada a imediata sinalização de
advertência, na forma estabelecida pelo CONTRAN;
b) As crianças com idade inferior a dez anos devem ser
transportadas nos bancos traseiros, salvo exceções
regulamentadas pelo CONTRAN;
c) É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e
passageiros em todas as vias do território nacional, salvo
em situações regulamentadas pelo CONTRAN.

1.3. Condução de Veículos por Motoristas Profissionais

Por se tratar de novidade, talvez as normas deste capítulo


possam aparecer em prova. Honestamente acho isso improvável, mas as
bancas gostam das novidades, não é mesmo?

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A novidade mais polêmica de todas é a determinação de que o
motorista profissional não pode dirigir por mais do que 4 horas
ininterruptas, devendo haver intervalo mínimo de 30 minutos a cada
período.
A cada período de 24 horas, o condutor é obrigado a observar
um intervalo mínimo de 11 horas de descanso.
A responsabilidade pelo controle e observâncias desses limites
e horários é o próprio motorista condutor, que ficará sujeito às
penalidades previstas no CTB no caso de desobediência.

O motorista profissional não pode dirigir por mais do que 4


horas ininterruptas, devendo haver intervalo mínimo de 30 minutos a
cada período. A cada período de 24 horas, o condutor é obrigado a
observar um intervalo mínimo de 11 horas de descanso.

1.4. Veículos

O CONTRAN tem a competência para estabelecer as


características dos veículos, suas especificações básicas, configuração e
condições essenciais para registro, licenciamento e circulação. Por essa
razão, o CTB proíbe que o proprietário do veículo faça modificações nos
veículos em autorização, devendo manter as condições de fábrica.
Além disso, o CTB estabelece normas relacionadas à
segurança dos veículos, que devem ser complementadas por normas do
CONTRAN.

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Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros
a serem estabelecidos pelo CONTRAN:
I - cinto de segurança, conforme regulamentação específica do
CONTRAN, com exceção dos veículos destinados ao transporte de
passageiros em percursos em que seja permitido viajar em pé;
II - para os veículos de transporte e de condução escolar, os de
transporte de passageiros com mais de dez lugares e os de carga com
peso bruto total superior a quatro mil, quinhentos e trinta e seis
quilogramas, equipamento registrador instantâneo inalterável de
velocidade e tempo;
III - encosto de cabeça, para todos os tipos de veículos
automotores, segundo normas estabelecidas pelo CONTRAN;
IV - (VETADO)
V - dispositivo destinado ao controle de emissão de gases poluentes
e de ruído, segundo normas estabelecidas pelo CONTRAN.
VI - para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira,
traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.
VII - equipamento suplementar de retenção - air bag frontal para o
condutor e o passageiro do banco dianteiro.
Atenção ao inciso VII, que foi incluído no CTB apenas em
2009. A exigência de air bag será incorporada nos veículos 0km vendidos
no Brasil a partir de 2014. Estamos diante de uma novidade, e por isso,
se algo for cobrado além dos aspectos criminais, este dispositivo é um
forte candidato.

Quanto à identificação do veículo, será realizada


obrigatoriamente por meio dos caracteres gravados no chassi ou no
monobloco. A inscrição deve ainda ser reproduzida em outras partes do
veículo, nos termos da regulamentação do CONTRAN.
Já a identificação externa será feita por meio das placas
dianteira e traseira, devendo estar ser lacrada em sua estrutura,
obedecidas as especificações determinadas pelo CONTRAN.

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1.5. Habilitação

Art. 140. A habilitação para conduzir veículo automotor e elétrico


será apurada por meio de exames que deverão ser realizados junto ao
órgão ou entidade executivos do Estado ou do Distrito Federal, do
domicílio ou residência do candidato, ou na sede estadual ou distrital do
próprio órgão, devendo o condutor preencher os seguintes requisitos:
I - ser penalmente imputável;
II - saber ler e escrever;
III - possuir Carteira de Identidade ou equivalente.
Esses requisitos são indispensáveis para a habilitação em
qualquer categoria. Entretanto, há regras adicionais para as categorias C,
D e E.
Para habilitar-se na categoria C, o condutor deverá estar
habilitado no mínimo há um ano na categoria B e não ter cometido
nenhuma infração grave ou gravíssima, ou ser reincidente em infrações
médias, durante os últimos doze meses.

Art. 145. Para habilitar-se nas categorias D e E ou para conduzir


veículo de transporte coletivo de passageiros, de escolares, de
emergência ou de produto perigoso, o candidato deverá preencher os
seguintes requisitos:
I - ser maior de vinte e um anos;
II - estar habilitado:
a) no mínimo há dois anos na categoria B, ou no mínimo há um ano
na categoria C, quando pretender habilitar-se na categoria D; e
b) no mínimo há um ano na categoria C, quando pretender habilitar-
se na categoria E;
III - não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima ou ser
reincidente em infrações médias durante os últimos doze meses;

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IV - ser aprovado em curso especializado e em curso de treinamento
de prática veicular em situação de risco, nos termos da normatização do
CONTRAN.

Art. 160. O condutor condenado por delito de trânsito deverá ser


submetido a novos exames para que possa voltar a dirigir, de acordo com
as normas estabelecidas pelo CONTRAN, independentemente do
reconhecimento da prescrição, em face da pena concretizada na sentença.
O condenado por crime de trânsito tem como consequência
automática da condenação a obrigatoriedade de submeter-se a novos
exames para que possa voltar a dirigir.

1.6. Infrações

O CTB contém um enorme capítulo que tipifica infrações de


trânsito. Se você dirige no dia a dia, certamente tem uma boa ideia do
que são várias infrações que podem ser cometidas pelos condutores, e
que geralmente importam na imposição de sanção pecuniária (multa).
O CTB, contudo, apenas tipifica as infrações, conferindo às
condutas as gradações leve, grave ou gravíssima. O valor das multas para
as infrações, bem como as demais medidas administrativas, são objeto de
resoluções do CONTRAN.
Os arts. 162 a 255 do CTB se ocupam de tipificar infrações de
trânsito. Nos diversos concursos policiais que pesquisei, não encontrei
nenhum que tivesse cobrado o teor das infrações.

1.7. Crimes de Trânsito

Agora sim chegamos à matéria que realmente nos interessa!


Esses crimes já foram cobrados em diversos concursos anteriores, e

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recomendo que você dê especial atenção ao que estudaremos a partir de
agora.

Art. 291. Aos crimes cometidos na direção de veículos automotores,


previstos neste Código, aplicam-se as normas gerais do Código Penal e do
Código de Processo Penal, se este Capítulo não dispuser de modo diverso,
bem como a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, no que couber.
Aqui temos a primeira norma importante, que também já foi
cobrada em provas anteriores. Aos crimes previstos no CTB são aplicáveis
subsidiariamente as normas do CP, do CPP e, o mais importante, da Lei
n° 9.099/1995.
A Lei n° 9.099 trata dos juizados especiais, e regulamenta os
procedimentos aplicáveis aos crimes de menor potencial ofensivo.

§ 1o Aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa o


disposto nos arts. 74, 76 e 88 da Lei no 9.099, de 26 de setembro de
1995, exceto se o agente estiver:
I - sob a influência de álcool ou qualquer outra substância
psicoativa que determine dependência;
II - participando, em via pública, de corrida, disputa ou
competição automobilística, de exibição ou demonstração de perícia
em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade
competente;
III - transitando em velocidade superior à máxima permitida
para a via em 50 km/h (cinqüenta quilômetros por hora).
§ 2o Nas hipóteses previstas no § 1o deste artigo, deverá ser
instaurado inquérito policial para a investigação da infração penal.
A aplicação da Lei n° 9.099/1995 é restringida pelo próprio
CTB nos casos considerados mais graves. É importante que você saiba
que hipóteses são essas, pois podem tranquilamente aparecer na sua
prova.

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A redação anterior desse dispositivo (que vigorou até 2008)
determinava a aplicação da Lei n° 9.099/1995 também aos crimes de
embriaguez ao volante e participação em competição não autorizada.
Hoje, a própria redação do §1° deixa bem clara a impossibilidade de
aplicação dos institutos despenalizadores nessas situações.

Em regra, os institutos da Lei n° 9.099/1995 são aplicáveis


aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa, exceto quando
cometidos nas seguintes situações:
a) sob a influência de álcool ou qualquer outra
substância psicoativa que determine dependência;
b) participando, em via pública, de corrida, disputa ou
competição automobilística, de exibição ou demonstração de perícia
em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade
competente; e
c) transitando em velocidade superior à máxima
permitida para a via em 50 km/h.

Art. 292. A suspensão ou a proibição de se obter a permissão


ou a habilitação para dirigir veículo automotor pode ser imposta
isolada ou cumulativamente com outras penalidades.
Art. 293. A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a
permissão ou a habilitação, para dirigir veículo automotor, tem a duração
de dois meses a cinco anos.
Atenção! Não estamos falando aqui da cassação da
habilitação, mas sim de sua suspensão, ou da proibição de se obter
habilitação. Percebeu a diferença sutil?

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Você já sabe que o condenado por delito de trânsito somente
pode voltar a dirigir após se submeter a novos exames. A suspensão e a
proibição, por outro lado, podem ser impostas isoladamente ou em
conjunto com outras, e sua duração já é determinada pelo CTB: 2 meses
a 5 anos. Caso o condenado seja preso, o período de suspensão ou
proibição só começa a contar quando ele deixar o estabelecimento
prisional.
A partir do trânsito em julgado da sentença, o condenado será
intimado a entregar sua carteira de habilitação ao juiz no prazo de 48h. A
suspensão e a proibição também podem ser aplicadas pelo Poder
Judiciário na qualidade de medida cautelar, durante as investigações do
crime.

Art. 297. A penalidade de multa reparatória consiste no


pagamento, mediante depósito judicial em favor da vítima, ou seus
sucessores, de quantia calculada com base no disposto no § 1º do art. 49
do Código Penal, sempre que houver prejuízo material resultante do
crime.
A multa reparatória nada mais é do que valor monetário
que deve ser pago pelo criminoso à vítima quando houver prejuízo
material decorrente da prática do ilícito.
O posicionamento doutrinário majoritário dá conta de que esta
multa não é pena, mas sim sanção civil, já que se presta a reparar o
prejuízo sofrido pela vítima, não se revertendo para o Estado. Por essa
razão, o próprio CTB limita o valor da multa, proibindo que seja superior
ao prejuízo demonstrado no processo. Além disso, determina ainda o
Código que, se houver reparação civil o valor da multa reparatória deve
ser descontado.

Art. 298. São circunstâncias que sempre agravam as penalidades


dos crimes de trânsito ter o condutor do veículo cometido a infração:

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I - com dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande
risco de grave dano patrimonial a terceiros;
II - utilizando o veículo sem placas, com placas falsas ou
adulteradas;
III - sem possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de
Habilitação;
IV - com Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação de
categoria diferente da do veículo;
V - quando a sua profissão ou atividade exigir cuidados especiais
com o transporte de passageiros ou de carga;
VI - utilizando veículo em que tenham sido adulterados
equipamentos ou características que afetem a sua segurança ou o seu
funcionamento de acordo com os limites de velocidade prescritos nas
especificações do fabricante;
VII - sobre faixa de trânsito temporária ou permanentemente
destinada a pedestres.
Essas circunstâncias agravantes são genericamente aplicáveis
a todos os crimes tipificados pelo CTB. Perceba que quase todas estão
diretamente relacionadas às normas administrativas de trânsito. Podemos
dizer, portanto, que o descumprimento dessas normas administrativas é
capaz de agravar as penas cominadas.
É importante que você se esforce para memorizar essas
hipóteses, pois elas podem facilmente surgir na sua prova.

CRIMES DE TRÂNSITO – CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES


CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES OBSERVAÇÕES
Crime cometido com dano potencial para duas
ou mais pessoas ou com grande risco de grave
dano patrimonial a terceiros;
Utilização de veículo sem placas, com placas A ausência da identificação
falsas ou adulteradas; externa obrigatória torna muito

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difícil a identificação do veículo
e, consequentemente, de seu
condutor.
Condutor sem Permissão para Dirigir ou A Permissão para Dirigir nada
Carteira de Habilitação; mais é que a famosa CNH
provisória.
Condutor com Permissão para Dirigir ou
Carteira de Habilitação de categoria diferente
da do veículo;
Quando a profissão ou atividade do condutor É o caso dos motoristas
exigir cuidados especiais com o transporte de profissionais de cargas e de
passageiros ou de carga; passageiros. Esses motoristas
precisam ser registrados na
Agência Nacional de Transportes
Terrestres.
Quando equipamentos ou características que
afetem a segurança ou o funcionamento do
veículo tenham sido adulterados;
Quando o crime ocorrer sobre faixa de trânsito
temporária ou permanentemente destinada a
pedestres

Art. 301. Ao condutor de veículo, nos casos de acidentes de trânsito


de que resulte vítima, não se imporá a prisão em flagrante, nem se
exigirá fiança, se prestar pronto e integral socorro àquela.
O CTB encara a obrigação de prestar socorro à vítima de
acidente de trânsito de forma bastante séria, não só punindo
severamente aquele que se omite nessa obrigação, mas também
determinando que se deve dar uma espécie de “voto de confiança” ao
condutor que não se ausenta diante da situação crítica.

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Esse benefício consiste na certeza de que, uma vez cumprida
a obrigação de prestar socorro imediato e integral, não será imposta ao
condutor prisão em flagrante e nem será exigido o pagamento de
fiança.

1.8. Crimes em Espécie

A partir de agora estudaremos os tipos penais previstos pelo


CTB. Como de costume, tentarei fazer uma abordagem concisa, focando
no que é importante para sua prova.

Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veículo


automotor:
Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição
de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
A culpa pode ocorrer em qualquer de suas 3 modalidades:
negligência, imprudência ou imperícia. Ocorrendo algumas dessas
circunstâncias e havendo vítima fatal no acidente, o condutor será
acusado por homicídio culposo.
O STJ tem aceitado que o condutor seja denunciado por
homicídio doloso quando o crime resultar da direção sob a influência de
álcool e em alta velocidade.

§ 1o No homicídio culposo cometido na direção de veículo


automotor, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) à metade, se o
agente:
I - não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação;
II - praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada;
III - deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco
pessoal, à vítima do acidente;

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IV - no exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo
veículo de transporte de passageiros.
O aumento de pena em razão da omissão de socorro é
aplicável somente quando o crime for o homicídio culposo. Em outras
situações haverá o crime tipificado no art. 304. Além disso, a prestação
de socorro tem que ser possível sem risco pessoal para o condutor. Se
houver ameaça de linchamento, por exemplo, ou se o condutor também
tiver sido ferido no acidente, o dispositivo não será aplicável.
O aumento de pena em razão da condução profissional de
veículo de transporte de passageiros será aplicado mesmo que o
veículo esteja vazio, e mesmo quando esteja no trajeto até o pátio da
empresa no fim da jornada.
ATENÇÃO! O §2º do art. 302 foi incluído no CTB apenas em
2014.

§ 2o Se o agente conduz veículo automotor com capacidade


psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra
substância psicoativa que determine dependência ou participa, em via,
de corrida, disputa ou competição automobilística ou ainda de exibição ou
demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não
autorizada pela autoridade competente:
Penas - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e suspensão ou
proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo
automotor.

Preste muita atenção a este dispositivo, pois por se tratar de


uma alteração recente ele pode aparecer na sua prova. Sua aplicação
permite que a pena seja mais grave caso o homicídio seja praticado
enquanto o agente dirigia sob a influência de álcool ou outras drogas.

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Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo
automotor:
Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou
proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo
automotor.
Parágrafo único. Aumenta-se a pena de um terço à metade, se
ocorrer qualquer das hipóteses do § 1o do art. 302.
No Código Penal, a lesão corporal é definida como a ofensa à
integridade corpora ou à saúde de outra pessoa. O CP distingue a lesão
corporal da lesão corporal de natureza grave e da lesão corporal seguida
de morte, penalizando cada uma de forma diferente. O CTB trata apenas
da lesão corporal culposa, não fazendo qualquer distinção.

Art. 304. Deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de


prestar imediato socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo
diretamente, por justa causa, deixar de solicitar auxílio da autoridade
pública:
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não
constituir elemento de crime mais grave.
Parágrafo único. Incide nas penas previstas neste artigo o condutor
do veículo, ainda que a sua omissão seja suprida por terceiros ou que se
trate de vítima com morte instantânea ou com ferimentos leves.
Neste crime a vítima do acidente é considerada sujeito
passivo. O sujeito ativo (condutor), por outro lado, deve agir dolosamente
para que o crime esteja configurado.
Se na ocasião outra pessoa que presenciar o fato deixar de
prestar socorro, incorrerá no crime previsto no art. 135 do Código Penal,
punível com detenção de 1 a 6 meses ou multa.

Art. 305. Afastar-se o condutor do veículo do local do acidente,


para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída:

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Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
Somente o condutor que se envolve ao menos culposamente
no acidente responde pelo crime. Não há crime quando alguém se afasta
da situação para a qual não contribuiu de forma alguma. Neste caso, se o
agente se afasta sem prestar socorro à vítima, incorrerá no crime do art.
304.
Quem estimula ou auxilia na fuga do agente também comete
o crime na condição de partícipe.

Art. 306. Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora


alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância
psicoativa que determine dependência:
Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou
proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo
automotor.
ATENÇÃO! Este tipo penal foi alterado em 2012. Você deve
lembrar de toda a repercussão relacionada à “tolerância zero”, não é
mesmo? Na redação anterior, o CTB exigia que a influência do álcool ou
outra substância psicoativa fosse comprovada por meio de exame.
Hoje, entretanto, é possível constatar a conduta por exame ou
por sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo CONTRAN, alteração
na capacidade psicomotora. A prova desses sinais pode se dar por meio
de teste de alcoolemia ou toxicológico, exame clínico, perícia, vídeo,
prova testemunhal ou outros meios de prova em direito admitidos,
observado o direito do condutor à produção de contraprova.

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Hoje, a produção da prova de condução de veículo automotor


com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool
ou de outra substância psicoativa que determine dependência
entretanto pode se dar por meio de teste de alcoolemia ou toxicológico,
exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de
prova em direito admitidos, observado o direito do condutor à produção
de contraprova.

Art. 307. Violar a suspensão ou a proibição de se obter a


permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor imposta com
fundamento neste Código:
Penas - detenção, de seis meses a um ano e multa, com nova
imposição adicional de idêntico prazo de suspensão ou de proibição.
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre o condenado que deixa
de entregar, no prazo estabelecido no § 1º do art. 293, a Permissão para
Dirigir ou a Carteira de Habilitação.
Lembre-se de que a penalidade de suspensão judicial da
permissão ou habilitação ou de proibição da sua obtenção é aplicável
quando o agente é definitivamente condenado por crime de trânsito.
Quando isso ocorrer, caberá à autoridade judicial comunicar o fato ao
CONTRAN e ao órgão de trânsito do estado onde reside o réu.

Art. 308. Participar, na direção de veículo automotor, em via


pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não
autorizada pela autoridade competente, gerando situação de risco à
incolumidade pública ou privada:

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Penas - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, multa e
suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para
dirigir veículo automotor.
Essas disputas são normalmente conhecidas como “racha”
(disputa de velocidade por determinado percurso). A tomada de tempo
entre veículos, ainda que realizada individualmente, bem como a disputa
de acrobacias com veículos, também são puníveis.
Os expectadores das competições e os passageiros também
serão responsabilizados na condição de partícipes.
Observe que o CTB agora traz também circunstâncias
qualificadoras.

§ 1o Se da prática do crime previsto no caput resultar lesão


corporal de natureza grave, e as circunstâncias demonstrarem que o
agente não quis o resultado nem assumiu o risco de produzi-lo, a pena
privativa de liberdade é de reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, sem
prejuízo das outras penas previstas neste artigo.
§ 2o Se da prática do crime previsto no caput resultar morte, e as
circunstâncias demonstrarem que o agente não quis o resultado nem
assumiu o risco de produzi-lo, a pena privativa de liberdade é de reclusão
de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, sem prejuízo das outras penas previstas
neste artigo.

Art. 309. Dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida


Permissão para Dirigir ou Habilitação ou, ainda, se cassado o direito
de dirigir, gerando perigo de dano:
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
O art. 32 da Lei das Contravenções Penais (“falta de
habilitação para dirigir veículo”) foi derrogado pelo art. 309 do CTB, já
que a conduta agora configura crime. O STF já cristalizou esse
entendimento por meio da Súmula n° 720.

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SÚMULA N° 720 DO STF
Código de Trânsito Brasileiro - Perigo de Dano - Derrogação -
Contravenções Penais - Direção Sem Habilitação em Vias
Terrestres
O art. 309 do Código de Trânsito Brasileiro, que reclama decorra do
fato perigo de dano, derrogou o art. 32 da Lei das Contravenções Penais
no tocante à direção sem habilitação em vias terrestres.

O condutor que está com a sua CNH vencida somente pratica


crime se já tiverem decorrido mais de 30 dias desde o vencimento.
O condutor que é habilitado mas não está portando sua CNH
comete apenas infração administrativa, não havendo que se falar em
crime.
O crime pode ser excluído em razão de estado de necessidade
quando o agente, por exemplo, conduz veículo automotor sem habilitação
para socorrer pessoa acidentada ou adoentada que necessite de socorro
urgente.

Art. 310. Permitir, confiar ou entregar a direção de veículo


automotor a pessoa não habilitada, com habilitação cassada ou com o
direito de dirigir suspenso, ou, ainda, a quem, por seu estado de saúde,
física ou mental, ou por embriaguez, não esteja em condições de conduzi-
lo com segurança:
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
Este crime somente se consuma quando o agente entrega o
veículo à pessoa não habilitada, e esta o põe em movimento. O crime é
cometido, por exemplo, pelo pai que autoriza o filho não habilitado a
conduzir seu veículo, ou que, sabendo que o filho pretende sair com o
veículo, nada faz para impedi-lo.

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O STJ entende que para que se configure este crime, é
necessário demonstrar que houve perigo concreto de dano decorrente da
conduta criminosa (HC 118.310-RS).

Art. 311. Trafegar em velocidade incompatível com a segurança


nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e
desembarque de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande
movimentação ou concentração de pessoas, gerando perigo de dano:
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
Este crime apenas se consuma quando há concentração de
pessoas próxima ao local onde o condutor dirige em alta velocidade. A
prova do fato, entretanto, pode ser produzida por meio de testemunhas.
Se, em razão da alta velocidade, o condutor provocar acidente
com vítima fatal, este crime será absorvido pelo de homicídio culposo
ou doloso.

Art. 312. Inovar artificiosamente, em caso de acidente


automobilístico com vítima, na pendência do respectivo procedimento
policial preparatório, inquérito policial ou processo penal, o estado de
lugar, de coisa ou de pessoa, a fim de induzir a erro o agente policial, o
perito, ou juiz:
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo, ainda que não
iniciados, quando da inovação, o procedimento preparatório, o inquérito
ou o processo aos quais se refere.
Estão abrangidas por este tipo penal as seguintes condutas:
apagar marcas de derrapagem, retirar placas de sinalização, alterar o
local dos veículos envolvidos no acidente, limpar estilhaços do chão,
alterar o local do corpo da vítima, etc.

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2. DECRETO-LEI Nº 3.688/1941 (LEI DAS CONTRAVENÇÕES
PENAIS)

A infração penal é gênero, do qual são espécies os crimes e


as convenções penais. A Doutrina traz outros sistemas de classificação,
mas eles não são relevantes para sua prova.
Do ponto de vista material, não há diferença entre crimes e
contravenções. A Doutrina aponta como principal diferença a gravidade
da conduta, ou, ainda, a natureza e quantidade da pena aplicável.
Além da Lei das Contravenções Penais, há previsão de
contravenções em leis especiais, a exemplo do Código Eleitoral e da Lei
nº 8.245/1991 (Lei do Inquilinato).
As Contravenções Penais são, em regra, consideradas
infrações de menor potencial ofensivo, e por isso submetem-se ao
rito da Lei nº 9.099/1995 (Lei dos Juizados Especiais).
O art. 109 da Constituição Federal, que trata da competência
da Justiça Federal, não contempla o julgamento de contravenções penais.
Estas, portanto, são sempre julgadas no âmbito estadual, ainda que
atinjam bens, serviços e interesses da União.
A exceção fica por conta do contraventor que goze de
prerrogativa de foro perante a Justiça Federal. Se um Juiz Federal, por
exemplo, praticar contravenção, ele deve ser julgado pela Justiça Federal.

Art. 1º Aplicam-se as contravenções às regras gerais do Código


Penal, sempre que a presente lei não disponha de modo diverso.
Art. 2º A lei brasileira só é aplicável à contravenção praticada no
território nacional.
Aplica-se às Contravenções Penais, subsidiariamente, as
disposições do Código Penal e as do Código de Processo Penal. Também é
aplicável a Lei nº 9.099/1995, uma vez que as contravenções penais são,
em regra, infrações penais de menor potencial ofensivo.

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De acordo com a Jurisprudência dos Tribunais Superiores, não
é possível extradição de estrangeiro por Contravenção Penal praticada no
Brasil, pois o Estatuto do Estrangeiro só permite a extradição em razão
de prática de crime, não fazendo qualquer menção às contravenções
penais.

Art. 4º Não é punível a tentativa de contravenção.


A inadmissibilidade da tentativa nas contravenções penais foi
uma opção do legislador, e trata-se de medida de política criminal.
Atenção aqui, pois já houve várias questões de concursos anteriores
sobre esse tema.

Não é punível a tentativa de contravenção penal.

Art. 5º As penas principais são:


I – prisão simples.
II – multa.
Esta é outra questão boba que já apareceu em provas várias
vezes. As penas aplicáveis diante da prática de contravenção penal são
diferentes daquelas previstas para os crimes. Não há reclusão e nem
detenção, mas apenas multa e prisão simples.
Quanto à multa, a lei prevê a possibilidade de sua conversão
em prisão, mas isso não é mais possível, de acordo com o art. 51 do
Código Penal. Hoje a multa é considerada dívida de valor, e, se não for
paga, deve ser executada pela Fazenda Pública.
A prisão simples tem sua aplicação limitada ao prazo
máximo de 5 anos, e é aplicada de acordo com as regras do Código
Penal, com as seguintes diferenças:

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a) Cumprimento da pena em regime aberto e semi-aberto;
b) Obrigatoriedade de estabelecimento prisional especial ou,
ainda, área especial da prisão comum;
c) A separação obrigatória dos contraventores em relação aos
presos condenados à reclusão ou detenção;
d) No caso de prisão até 15 dias, o trabalho é facultativo;
e) Se preso por tempo superior a trinta dias, o trabalho do
preso será obrigatório;
f) O tempo máximo de prisão é de 5 anos.

As penas aplicáveis no caso de contravenções penais são a


prisão simples e a multa.

A Lei das Contravenções penais contém ainda a previsão de


penas acessórias, mas a Doutrina é praticamente unânime no sentido de
que o dispositivo foi tacitamente revogado pela reforma geral do código
penal de 1984, visto que, um dos temas da reforma foi a abolição das
penas acessórias do nosso ordenamento jurídico, convolando-as em
efeitos da condenação.

Art. 7º Verifica-se a reincidência quando o agente pratica uma


contravenção depois de passar em julgado a sentença que o tenha
condenado, no Brasil ou no estrangeiro, por qualquer crime, ou, no Brasil,
por motivo de contravenção.
Art. 8º No caso de ignorância ou de errada compreensão da lei,
quando escusáveis, a pena pode deixar de ser aplicada.

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A contravenção penal no estrangeiro não gera reincidência
no Brasil, entendimento consoante ao disposto no art. 2º da Lei de
Contravenções Penais.
A ignorância da lei é definida como desconhecimento da
existência da lei – isso é o erro de direito. O Código Penal não libera essa
hipótese, considerando o desconhecimento da lei inescusável. A
disposição da Lei de Contravenções Penais, entretanto, é aplicável, pois
nesse caso o erro de direito autoriza a aplicação do perdão judicial.
Quanto à errada compreensão da lei – erro de proibição –
pode-se dizer que o art. 8º da Lei de Contravenções Penais está
tacitamente revogado pelo art. 21 do Código Penal.

Art. 17. A ação penal é pública, devendo a autoridade proceder de


ofício.
Este é outro item que já foi cobrado em provas anteriores. A
ação penal nas contravenções é pública e incondicionada, não
sendo necessária qualquer manifestação do ofendido.

A ação penal nas contravenções é pública e incondicionada,


não sendo necessária qualquer manifestação do ofendido.

A parte especial da Lei das Contravenções Penais é a que se


dedica à tipificação das condutas. Reproduzi abaixo as contravenções,
divididas da forma como a própria Lei faz, adicionadas dos comentários
pertinentes.

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CONTRAVENÇÕES REFERENTES À PESSOA
TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 18. Fabricar, importar, exportar, ter
em depósito ou vender, sem permissão da
autoridade, arma ou munição:
Pena – prisão simples, de três meses a
um ano, ou multa, de um a cinco contos
de réis, ou ambas cumulativamente, se o
fato não constitui crime contra a ordem
política ou social.
Art. 19. Trazer consigo arma fora de casa
ou de dependência desta, sem licença da
autoridade:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
seis meses, ou multa, de duzentos mil réis
a três contos de réis, ou ambas
cumulativamente. O tema hoje é objeto do Estatuto do
§ 1º A pena é aumentada de um terço até Desarmamento. Muitos doutrinadores
metade, se o agente já foi condenado, em entendem que o art. 18 continua em vigor
sentença irrecorrível, por violência contra no que se refere às armas brancas.
pessoa.
§ 2º Incorre na pena de prisão simples, de
quinze dias a três meses, ou multa, de
duzentos mil réis a um conto de réis,
quem, possuindo arma ou munição:
a) deixa de fazer comunicação ou entrega
à autoridade, quando a lei o determina;
b) permite que alienado menor de 18 anos
ou pessoa inexperiente no manejo de
arma a tenha consigo;
c) omite as cautelas necessárias para
impedir que dela se apodere facilmente
alienado, menor de 18 anos ou pessoa
inexperiente em manejá-la.
Art. 20. Anunciar processo, substância ou
objeto destinado a provocar aborto:
Pena - multa de hum mil cruzeiros a dez

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mil cruzeiros.
Art. 21. Praticar vias de fato contra Vias de fato são agressões sem dolo de
alguem: lesionar e sem causar lesões, a exemplo
Pena – prisão simples, de quinze dias a de empurrões, bofetadas, tapas, etc.
três meses, ou multa, de cem mil réis a Trata-se de hipótese de subsidiariedade
um conto de réis, se o fato não constitui expressa, logo, somente sendo aplicável,
crime. se o fato não constituir crime e, por
Parágrafo único. Aumenta-se a pena de conclusão, a Contravenção Penal sempre
1/3 (um terço) até a metade se a vítima é será absorvida por crimes.
maior de 60 (sessenta) anos. O parágrafo único foi acrescentado pelo
Estatuto do Idoso.
Art. 22. Receber em estabelecimento
psiquiátrico, e nele internar, sem as
formalidades legais, pessoa apresentada
como doente mental:
Pena – multa, de trezentos mil réis a três
contos de réis.
§ 1º Aplica-se a mesma pena a quem
deixa de comunicar a autoridade
competente, no prazo legal, internação
que tenha admitido, por motivo de
urgência, sem as formalidades legais.
§ 2º Incorre na pena de prisão simples, de
quinze dias a três meses, ou multa de
quinhentos mil réis a cinco contos de réis,
aquele que, sem observar as prescrições
legais, deixa retirar-se ou despede de
estabelecimento psiquiátrico pessoa nele,
internada.
Art. 23. Receber e ter sob custódia doente
mental, fora do caso previsto no artigo
anterior, sem autorização de quem de
direito:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa, de quinhentos mil
réis a cinco contos de réis.

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CONTRAVENÇÕES REFERENTES AO PATRIMÔNIO
TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 24. Fabricar, ceder ou vender gazua Gazua é uma chave falsa, um instrumento
ou instrumento empregado usualmente na utilizado para arrombar fechaduras.
prática de crime de furto:
Pena – prisão simples, de seis meses a
dois anos, e multa, de trezentos mil réis a
três contos de réis.
Art. 25. Ter alguém em seu poder, depois Há que se atentar para o sujeito ativo,
de condenado, por crime de furto ou indicado como o condenado definitivo por
roubo, ou enquanto sujeito à liberdade furto ou roubo, o vadio ou, ainda, o
vigiada ou quando conhecido como vadio mendigo.
ou mendigo, gazuas, chaves falsas ou A menção ao vadio e ao mendigo devem
alteradas ou instrumentos empregados ser consideradas inconstitucionais, pois no
usualmente na prática de crime de furto, nosso sistema não é mais admitida a
desde que não prove destinação legítima: presunção de periculosidade dessas
Pena – prisão simples, de dois meses a pessoas.
um ano, e multa de duzentos mil réis a
dois contos de réis.
Art. 26. Abrir alguém, no exercício de
profissão de serralheiro ou oficio análogo,
a pedido ou por incumbência de pessoa de
cuja legitimidade não se tenha certificado
previamente, fechadura ou qualquer outro
aparelho destinado à defesa de lugar nu
objeto:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa, de duzentos mil réis
a um conto de réis.

CONTRAVENÇÕES REFERENTES À INCOLUMIDADE PÚBLICA


TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 28. Disparar arma de fogo em lugar A matéria hoje é tratada pelo Estatuto do
habitado ou em suas adjacências, em via Desarmamento, devendo o art. 28 ser
pública ou em direção a ela: considerado revogado, pois a conduta
Pena – prisão simples, de um a seis atualmente configura crime.

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meses, ou multa, de trezentos mil réis a Apenas permanece vigente a tipificação da
três contos de réis. conduta de queimar fogos de artifício. A
Parágrafo único. Incorre na pena de conduta de causar deflagração perigosa
prisão simples, de quinze dias a dois hoje é tipificada pelo Estatuto do
meses, ou multa, de duzentos mil réis a Desarmamento, e soltar balão aceso é
dois contos de réis, quem, em lugar considerado crime ambiental.
habitado ou em suas adjacências, em via
pública ou em direção a ela, sem licença
da autoridade, causa deflagração perigosa,
queima fogo de artifício ou solta balão
aceso.
Art. 29. Provocar o desabamento de
construção ou, por erro no projeto ou na
execução, dar-lhe causa:
Pena – multa, de um a dez contos de réis,
se o fato não constitui crime contra a
incolumidade pública.
Art. 30. Omitir alguém a providência
reclamada pelo Estado ruinoso de
construção que lhe pertence ou cuja
conservação lhe incumbe:
Pena – multa, de um a cinco contos de
réis.
Art. 31. Deixar em liberdade, confiar à Só há o crime se a omissão ocorre em
guarda de pessoa inexperiente, ou não relação à animal perigoso, ou seja, aquele
guardar com a devida cautela animal animal capaz de causar danos ou
perigoso: ferimentos.
Pena – prisão simples, de dez dias a dois A expressão “animal de tiro” está
meses, ou multa, de cem mil réis a um relacionada ao animal que transporta
conto de réis. veículos.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena
quem:
a) na via pública, abandona animal de tiro,
carga ou corrida, ou o confia à pessoa
inexperiente;
b) excita ou irrita animal, expondo a
perigo a segurança alheia;
c) conduz animal, na via pública, pondo

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em perigo a segurança alheia.
Art. 32. Dirigir, sem a devida habilitação, A parte do dispositivo que trata da direção
veículo na via pública, ou embarcação a de veículo automotor foi derrogada pelo
motor em aguas públicas: Código de Trânsito Brasileiro. O restante,
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois que trata da condução inabilitada de
contos de réis. embarcação, continua em vigor.
Art. 33. Dirigir aeronave sem estar
devidamente licenciado:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, e multa, de duzentos mil réis
a dois contos de réis.
Art. 34. Dirigir veículos na via pública, ou Hoje o Código de Trânsito Brasileiro tipifica
embarcações em águas públicas, pondo 3 crimes diferentes relacionados à direção
em perigo a segurança alheia: perigosa de veículo automotor, mas o STF
Pena – prisão simples, de quinze das a já decidiu que o art. 34 da LCP continua
três meses, ou multa, de trezentos mil réis em vigor, pois há outras formas de direção
a dois contos de réis. perigosa não abrangidas pelo CTB.
Art. 35. Entregar-se na prática da
aviação, a acrobacias ou a voos baixos,
fora da zona em que a lei o permite, ou
fazer descer a aeronave fora dos lugares
destinados a esse fim:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa, de quinhentos mil
réis a cinco contos de réis.
Art. 36. Deixar do colocar na via pública,
sinal ou obstáculo, determinado em lei ou
pela autoridade e destinado a evitar perigo
a transeuntes:
Pena – prisão simples, de dez dias a dois
meses, ou multa, de duzentos mil réis a
dois contos de réis.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena
quem:
a) apaga sinal luminoso, destrói ou
remove sinal de outra natureza ou
obstáculo destinado a evitar perigo a

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transeuntes;
b) remove qualquer outro sinal de serviço
público.
Art. 37. Arremessar ou derramar em via
pública, ou em lugar de uso comum, ou do
uso alheio, coisa que possa ofender, sujar
ou molestar alguém:
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois
contos de réis.
Parágrafo único. Na mesma pena incorre
aquele que, sem as devidas cautelas,
coloca ou deixa suspensa coisa que, caindo
em via pública ou em lugar de uso comum
ou de uso alheio, possa ofender, sujar ou
molestar alguém.
Art. 38. Provocar, abusivamente, emissão
de fumaça, vapor ou gás, que possa
ofender ou molestar alguém:
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois
contos de réis.

CONTRAVENÇÕES REFERENTES À PAZ PÚBLICA


TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 39. Participar de associação de mais
de cinco pessoas, que se reúnam
periodicamente, sob compromisso de
ocultar à autoridade a existência, objetivo,
organização ou administração da
associação:
Pena – prisão simples, de um a seis
meses, ou multa, de trezentos mil réis a
três contos de réis.
§ 1º Na mesma pena incorre o
proprietário ou ocupante de prédio que o
cede, no todo ou em parte, para reunião
de associação que saiba ser de caráter
secreto.

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§ 2º O juiz pode, tendo em vista as
circunstâncias, deixar de aplicar a pena,
quando lícito o objeto da associação.
Art. 40. Provocar tumulto ou portar-se de A lei prevê duas condutas distintas:
modo inconveniente ou desrespeitoso, em provocar tumulto, cuja caracterização não
solenidade ou ato oficial, em assembleia depende de análise da finalidade do
ou espetáculo público, se o fato não agente; e portar-se de modo
constitui infração penal mais grave; inconveniente ou desrespeitoso, desde que
Pena – prisão simples, de quinze dias a em algum dos lugares expressamente
seis meses, ou multa, de duzentos mil réis elencados pelo legislador.
a dois contos de réis.
Art. 41. Provocar alarma, anunciando
desastre ou perigo inexistente, ou praticar
qualquer ato capaz de produzir pânico ou
tumulto:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
seis meses, ou multa, de duzentos mil réis
a dois contos de réis.
Art. 42. Perturbar alguém o trabalho ou o O STF já decidiu que só há contravenção
sossego alheios: penal se a perturbação atingir um número
I – com gritaria ou algazarra; considerável de pessoas.
II – exercendo profissão incômoda ou Se ocorrer poluição sonora em níveis
ruidosa, em desacordo com as prescrições prejudiciais à saúde humana, haverá crime
legais; ambiental.
III – abusando de instrumentos sonoros
ou sinais acústicos;
IV – provocando ou não procurando
impedir barulho produzido por animal de
que tem a guarda:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa, de duzentos mil réis
a dois contos de réis.

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CONTRAVENÇÕES REFERENTES À FÉ PÚBLICA
TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 43. Recusar-se a receber, pelo seu No Brasil, a moeda tem curso forçado. Isso
valor, moeda de curso legal no país: significa que seu recebimento é
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois obrigatório, não sendo possível ao
contos de réis. comerciante trabalhar exclusivamente com
outras formas de pagamento.
Art. 44. Usar, como propaganda, de Por essa razão o “dinheiro de brincadeira”
impresso ou objeto que pessoa sempre é fabricado em tamanhos
inexperiente ou rústica possa confundir diferentes, ou conta com grandes carimbos
com moeda: ou sinais indicando que não vale
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois comercialmente.
contos de réis.
Art. 45. Fingir-se funcionário público:
Pena – prisão simples, de um a três
meses, ou multa, de quinhentos mil réis a
três contos de réis.
Art. 46. Usar, publicamente, de uniforme,
ou distintivo de função pública que não
exerce; usar, indevidamente, de sinal,
distintivo ou denominação cujo emprego
seja regulado por lei.
Pena – multa, de duzentos a dois mil
cruzeiros, se o fato não constitui infração
penal mais grave.

CONTRAVENÇÕES RELATIVAS À ORGANIZAÇÃO DO


TRABALHO
TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 47. Exercer profissão ou atividade Só haverá contravenção se a profissão for
econômica ou anunciar que a exerce, sem regulamentada. Caso contrário, o fato será
preencher as condições a que por lei está atípico.
subordinado o seu exercício:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa, de quinhentos mil
réis a cinco contos de réis.

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Art. 48. Exercer, sem observância das
prescrições legais, comércio de
antiguidades, de obras de arte, ou de
manuscritos e livros antigos ou raros:
Pena – prisão simples de um a seis
meses, ou multa, de um a dez contos de
réis.
Art. 49. Infringir determinação legal
relativa à matrícula ou à escrituração de
indústria, de comércio, ou de outra
atividade:
Pena – multa, de duzentos mil réis a cinco
contos de réis.

CONTRAVENÇÕES RELATIVAS À POLÍCIA DE COSTUMES


TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 50. Estabelecer ou explorar jogo de A lei pune tanto o dono do local quanto o
azar em lugar público ou acessível ao responsável pelo negócio. O funcionário
público, mediante o pagamento de entrada que colabora com a efetivação do negócio
ou sem ele: no estabelecimento será considerado
Pena – prisão simples, de três meses a partícipe.
um ano, e multa, de dois a quinze contos O simples bolão de apostas, que toma
de réis, estendendo-se os efeitos da proporções públicas, com um número
condenação à perda dos moveis e objetos indeterminado de pessoas participando,
de decoração do local. caracteriza esta contravenção.
§ 1º A pena é aumentada de um terço, se O Jogo do Bicho, previsto no art. 58 da
existe entre os empregados ou participa LCP, hoje é tratado pelo Decreto-Lei nº
do jogo pessoa menor de dezoito anos. 6.259/1944.
§ 2º Incorre na pena de multa, de
duzentos mil réis a dois contos de réis,
quem é encontrado a participar do jogo,
como ponteiro ou apostador.
§ 3º Consideram-se, jogos de azar:
c) o jogo em que o ganho e a perda
dependem exclusiva ou principalmente da
sorte;
b) as apostas sobre corrida de cavalos fora

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Legislação Penal Extravagante para PCDF (Delegado)
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de hipódromo ou de local onde sejam
autorizadas;
c) as apostas sobre qualquer outra
competição esportiva.
§ 4º Equiparam-se, para os efeitos penais,
a lugar acessível ao público:
a) a casa particular em que se realizam
jogos de azar, quando deles habitualmente
participam pessoas que não sejam da
família de quem a ocupa;
b) o hotel ou casa de habitação coletiva, a
cujos hóspedes e moradores se
proporciona jogo de azar;
c) a sede ou dependência de sociedade ou
associação, em que se realiza jogo de
azar;
d) o estabelecimento destinado à
exploração de jogo de azar, ainda que se
dissimule esse destino.
Art. 51. Promover ou fazer extrair loteria,
sem autorização legal:
Pena – prisão simples, de seis meses a
dois anos, e multa, de cinco a dez contos
de réis, estendendo-se os efeitos da
condenação à perda dos moveis existentes
no local.
§ 1º Incorre na mesma pena quem
guarda, vende ou expõe à venda, tem sob
sua guarda para o fim de venda, introduz
ou tenta introduzir na circulação bilhete de
loteria não autorizada.
§ 2º Considera-se loteria toda operação
que, mediante a distribuição de bilhete,
listas, cupões, vales, sinais, símbolos ou
meios análogos, faz depender de sorteio a
obtenção de prêmio em dinheiro ou bens
de outra natureza.
§ 3º Não se compreendem na definição do

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parágrafo anterior os sorteios autorizados
na legislação especial.
Art. 52. Introduzir, no país, para o fim de
comércio, bilhete de loteria, rifa ou
tômbola estrangeiras:
Pena – prisão simples, de quatro meses a
um ano, e multa, de um a cinco contos de
réis.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena
quem vende, expõe à venda, tem sob sua
guarda. para o fim de venda, introduz ou
tenta introduzir na circulação, bilhete de
loteria estrangeira.
Art. 53. Introduzir, para o fim de
comércio, bilhete de loteria estadual em
território onde não possa legalmente
circular:
Pena – prisão simples, de dois a seis
meses, e multa, de um a três contos de
réis.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena
quem vende, expõe à venda, tem sob sua
guarda, para o fim de venda, introduz ou
tonta introduzir na circulação, bilhete de
loteria estadual, em território onde não
possa legalmente circular.
Art. 54. Exibir ou ter sob sua guarda lista
de sorteio de loteria estrangeira:
Pena – prisão simples, de um a três
meses, e multa, de duzentos mil réis a um
conto de réis.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena
quem exibe ou tem sob sua guarda lista de
sorteio de loteria estadual, em território
onde esta não possa legalmente circular.
Art. 55. Imprimir ou executar qualquer
serviço de feitura de bilhetes, lista de

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sorteio, avisos ou cartazes relativos a
loteria, em lugar onde ela não possa
legalmente circular:
Pena – prisão simples, de um a seis
meses, e multa, de duzentos mil réis a
dois contos de réis.
Art. 56. Distribuir ou transportar cartazes,
listas de sorteio ou avisos de loteria, onde
ela não possa legalmente circular:
Pena – prisão simples, de um a três
meses, e multa, de cem a quinhentos mil
réis.
Art. 57. Divulgar, por meio de jornal ou
outro impresso, de rádio, cinema, ou
qualquer outra forma, ainda que
disfarçadamente, anúncio, aviso ou
resultado de extração de loteria, onde a
circulação dos seus bilhetes não seria
legal:
Pena – multa, de um a dez contos de réis.
Art. 58. Explorar ou realizar a loteria Esse dispositivo foi derrogado pelo
denominada jogo do bicho, ou praticar Decreto-Lei nº 6.259/1944, que passou a
qualquer ato relativo à sua realização ou regulamentar especificamente as
exploração: disposições sobre esta contravenção.
Pena – prisão simples, de quatro meses a
um ano, e multa, de dois a vinte contos de
réis.
Parágrafo único. Incorre na pena de
multa, de duzentos mil réis a dois contos
de réis, aquele que participa da loteria,
visando a obtenção de prêmio, para si ou
para terceiro.
Art. 59. Entregar-se alguém Existem muitas discussões sobre a
habitualmente à ociosidade, sendo válido constitucionalidade desta contravenção
para o trabalho, sem ter renda que lhe penal. O combate à ociosidade deve ser
assegure meios bastantes de subsistência, política de Estado, mas tornar a vadiagem
ou prover à própria subsistência mediante conduta ilícita não é a melhor forma de

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ocupação ilícita: estimular o trabalho.
Pena – prisão simples, de quinze dias a O exercício de ocupação ilícita, entretanto,
três meses. continua sendo contravenção penal. É o
Parágrafo único. A aquisição caso, por exemplo, dos cambistas em
superveniente de renda, que assegure ao shows e jogos de futebol.
condenado meios bastantes de
subsistência, extingue a pena.
Art. 61. Importunar alguém, em lugar A conduta pode ser praticada por meio de
público ou acessível ao público, de modo palavras, gestos ou outros atos. Haverá
ofensivo ao pudor: contravenção quando ocorrer em local
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois público ou de acesso ao público.
contos de réis. Não se confunde com o crime de ato
obsceno (art. 233 do Código Penal),
porque neste o agente pretende ser visto
ou assume esse risco.
Art. 62. Apresentar-se publicamente em
estado de embriaguez, de modo que cause
escândalo ou ponha em perigo a
segurança própria ou alheia:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa, de duzentos mil réis
a dois contos de réis.
Parágrafo único. Se habitual a
embriaguez, o contraventor é internado
em casa de custódia e tratamento.
Art. 63. Servir bebidas alcoólicas: A lei não determina que a conduta deva
I – a menor de dezoito anos; ser praticada em local específico para que
II – a quem se acha em estado de haja contravenção.
embriaguez; Há discussões acerca do crime tipificado
III – a pessoa que o agente sabe sofrer no Estatuto da Criança e do Adolescente
das faculdades mentais; da conduta de vender, fornecer ou
IV – a pessoa que o agente sabe estar entregar ao menor substância que possa
judicialmente proibida de frequentar causar dependência. O STJ já decidiu que
lugares onde se consome bebida de tal a contravenção continua aplicável, por ser
natureza: mais específica, enquanto o crime do ECA
Pena – prisão simples, de dois meses a estaria configurado quando fossem
um ano, ou multa, de quinhentos mil réis a servidas outras substâncias entorpecentes
cinco contos de réis. que não o álcool.

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Art. 64. Tratar animal com crueldade ou Este tipo foi derrogado pela Lei nº
submetê-lo a trabalho excessivo: 9.605/1998, que transformou a conduta
Pena – prisão simples, de dez dias a um em crime.
mês, ou multa, de cem a quinhentos mil
réis.
§ 1º Na mesma pena incorre aquele que,
embora para fins didáticos ou científicos,
realiza em lugar público ou exposto ao
publico, experiência dolorosa ou cruel em
animal vivo.
§ 2º Aplica-se a pena com aumento de
metade, se o animal é submetido a
trabalho excessivo ou tratado com
crueldade, em exibição ou espetáculo
público.
Art. 65. Molestar alguém ou perturbar-lhe
a tranquilidade, por acinte ou por motivo
reprovável:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
dois meses, ou multa, de duzentos mil réis
a dois contos de réis.

CONTRAVENÇÕES REFERENTES À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 66. Deixar de comunicar à autoridade Este tipo é próprio: a contravenção
competente: somente pode ser praticada por servidor
I – crime de ação pública, de que teve público (inciso I) ou por profissionais de
conhecimento no exercício de função saúde (inciso II).
pública, desde que a ação penal não Se o agente tomou conhecimento do crime
dependa de representação; e não o denunciou, mas este era de ação
II – crime de ação pública, de que teve penal privada, a conduta é atípica.
conhecimento no exercício da medicina ou
de outra profissão sanitária, desde que a
ação penal não dependa de representação
e a comunicação não exponha o cliente a
procedimento criminal:
Pena – multa, de trezentos mil réis a três

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contos de réis.
Art. 67. Inumar ou exumar cadáver, com Inumar significa sepultar, enterrar.
infração das disposições legais:
Pena – prisão simples, de um mês a um
ano, ou multa, de duzentos mil réis a dois
contos de réis.
Art. 68. Recusar à autoridade, quando por
esta justificadamente solicitados ou
exigidos, dados ou indicações
concernentes à própria identidade, estado,
profissão, domicílio e residência:
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois
contos de réis.
Parágrafo único. Incorre na pena de
prisão simples, de um a seis meses, e
multa, de duzentos mil réis a dois contos
de réis, se o fato não constitui infração
penal mais grave, quem, nas mesmas
circunstâncias, faz declarações inverídicas
a respeito de sua identidade pessoal,
estado, profissão, domicílio e residência.
Art. 70. Praticar qualquer ato que importe Esse monopólio atualmente é exercido por
violação do monopólio postal da União: meio da Empresa Brasileira de Correios e
Pena – prisão simples, de três meses a Telégrafos.
um ano, ou multa, de três a dez contos de
réis, ou ambas cumulativamente.

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3. RESUMO DO CONCURSEIRO

O motorista profissional não pode dirigir por mais do que 4


horas ininterruptas, devendo haver intervalo mínimo de 30 minutos a
cada período. A cada período de 24 horas, o condutor é obrigado a
observar um intervalo mínimo de 11 horas de descanso.

Em regra, os institutos da Lei n° 9.099/1995 são aplicáveis


aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa, exceto quando
cometidos nas seguintes situações:
d) sob a influência de álcool ou qualquer outra
substância psicoativa que determine dependência;
e) participando, em via pública, de corrida, disputa ou
competição automobilística, de exibição ou demonstração de perícia
em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade
competente; e
f) transitando em velocidade superior à máxima
permitida para a via em 50 km/h.

CRIMES DE TRÂNSITO – CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES


CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES OBSERVAÇÕES
Crime cometido com dano potencial para duas
ou mais pessoas ou com grande risco de grave
dano patrimonial a terceiros;
Utilização de veículo sem placas, com placas A ausência da identificação
falsas ou adulteradas; externa obrigatória torna muito
difícil a identificação do veículo
e, consequentemente, de seu
condutor.
Condutor sem Permissão para Dirigir ou A Permissão para Dirigir nada
Carteira de Habilitação; mais é que a famosa CNH
provisória.

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Condutor com Permissão para Dirigir ou
Carteira de Habilitação de categoria diferente
da do veículo;
Quando a profissão ou atividade do condutor É o caso dos motoristas
exigir cuidados especiais com o transporte de profissionais de cargas e de
passageiros ou de carga; passageiros. Esses motoristas
precisam ser registrados na
Agência Nacional de Transportes
Terrestres.
Quando equipamentos ou características que
afetem a segurança ou o funcionamento do
veículo tenham sido adulterados;
Quando o crime ocorrer sobre faixa de trânsito
temporária ou permanentemente destinada a
pedestres

Hoje, a produção da prova de condução de veículo automotor


com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool
ou de outra substância psicoativa que determine dependência
entretanto pode se dar por meio de teste de alcoolemia ou toxicológico,
exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de
prova em direito admitidos, observado o direito do condutor à produção
de contraprova.

SÚMULA N° 720 DO STF


Código de Trânsito Brasileiro - Perigo de Dano - Derrogação -
Contravenções Penais - Direção Sem Habilitação em Vias
Terrestres
O art. 309 do Código de Trânsito Brasileiro, que reclama decorra do
fato perigo de dano, derrogou o art. 32 da Lei das Contravenções Penais
no tocante à direção sem habilitação em vias terrestres.

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Não é punível a tentativa de contravenção penal.

As penas aplicáveis no caso de contravenções penais são a


prisão simples e a multa.

A ação penal nas contravenções é pública e incondicionada,


não sendo necessária qualquer manifestação do ofendido.

CONTRAVENÇÕES REFERENTES À PESSOA


TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 18. Fabricar, importar, exportar, ter
em depósito ou vender, sem permissão da
autoridade, arma ou munição:
Pena – prisão simples, de três meses a
um ano, ou multa, de um a cinco contos
de réis, ou ambas cumulativamente, se o
fato não constitui crime contra a ordem
política ou social.
Art. 19. Trazer consigo arma fora de casa
ou de dependência desta, sem licença da
autoridade:
Pena – prisão simples, de quinze dias a O tema hoje é objeto do Estatuto do
seis meses, ou multa, de duzentos mil réis Desarmamento. Muitos doutrinadores
a três contos de réis, ou ambas entendem que o art. 18 continua em vigor
cumulativamente. no que se refere às armas brancas.
§ 1º A pena é aumentada de um terço até
metade, se o agente já foi condenado, em
sentença irrecorrível, por violência contra
pessoa.
§ 2º Incorre na pena de prisão simples, de
quinze dias a três meses, ou multa, de
duzentos mil réis a um conto de réis,
quem, possuindo arma ou munição:
a) deixa de fazer comunicação ou entrega
à autoridade, quando a lei o determina;
b) permite que alienado menor de 18 anos

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ou pessoa inexperiente no manejo de
arma a tenha consigo;
c) omite as cautelas necessárias para
impedir que dela se apodere facilmente
alienado, menor de 18 anos ou pessoa
inexperiente em manejá-la.
Art. 20. Anunciar processo, substância ou
objeto destinado a provocar aborto:
Pena - multa de hum mil cruzeiros a dez
mil cruzeiros.
Art. 21. Praticar vias de fato contra Vias de fato são agressões sem dolo de
alguem: lesionar e sem causar lesões, a exemplo
Pena – prisão simples, de quinze dias a de empurrões, bofetadas, tapas, etc.
três meses, ou multa, de cem mil réis a Trata-se de hipótese de subsidiariedade
um conto de réis, se o fato não constitui expressa, logo, somente sendo aplicável,
crime. se o fato não constituir crime e, por
Parágrafo único. Aumenta-se a pena de conclusão, a Contravenção Penal sempre
1/3 (um terço) até a metade se a vítima é será absorvida por crimes.
maior de 60 (sessenta) anos. O parágrafo único foi acrescentado pelo
Estatuto do Idoso.
Art. 22. Receber em estabelecimento
psiquiátrico, e nele internar, sem as
formalidades legais, pessoa apresentada
como doente mental:
Pena – multa, de trezentos mil réis a três
contos de réis.
§ 1º Aplica-se a mesma pena a quem
deixa de comunicar a autoridade
competente, no prazo legal, internação
que tenha admitido, por motivo de
urgência, sem as formalidades legais.
§ 2º Incorre na pena de prisão simples, de
quinze dias a três meses, ou multa de
quinhentos mil réis a cinco contos de réis,
aquele que, sem observar as prescrições
legais, deixa retirar-se ou despede de
estabelecimento psiquiátrico pessoa nele,
internada.

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Art. 23. Receber e ter sob custódia doente
mental, fora do caso previsto no artigo
anterior, sem autorização de quem de
direito:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa, de quinhentos mil
réis a cinco contos de réis.

CONTRAVENÇÕES REFERENTES AO PATRIMÔNIO


TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 24. Fabricar, ceder ou vender gazua Gazua é uma chave falsa, um instrumento
ou instrumento empregado usualmente na utilizado para arrombar fechaduras.
prática de crime de furto:
Pena – prisão simples, de seis meses a
dois anos, e multa, de trezentos mil réis a
três contos de réis.
Art. 25. Ter alguém em seu poder, depois Há que se atentar para o sujeito ativo,
de condenado, por crime de furto ou indicado como o condenado definitivo por
roubo, ou enquanto sujeito à liberdade furto ou roubo, o vadio ou, ainda, o
vigiada ou quando conhecido como vadio mendigo.
ou mendigo, gazuas, chaves falsas ou A menção ao vadio e ao mendigo devem
alteradas ou instrumentos empregados ser consideradas inconstitucionais, pois no
usualmente na prática de crime de furto, nosso sistema não é mais admitida a
desde que não prove destinação legítima: presunção de periculosidade dessas
Pena – prisão simples, de dois meses a pessoas.
um ano, e multa de duzentos mil réis a
dois contos de réis.
Art. 26. Abrir alguém, no exercício de
profissão de serralheiro ou oficio análogo,
a pedido ou por incumbência de pessoa de
cuja legitimidade não se tenha certificado
previamente, fechadura ou qualquer outro
aparelho destinado à defesa de lugar nu
objeto:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa, de duzentos mil réis
a um conto de réis.

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CONTRAVENÇÕES REFERENTES À INCOLUMIDADE PÚBLICA


TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 28. Disparar arma de fogo em lugar A matéria hoje é tratada pelo Estatuto do
habitado ou em suas adjacências, em via Desarmamento, devendo o art. 28 ser
pública ou em direção a ela: considerado revogado, pois a conduta
Pena – prisão simples, de um a seis atualmente configura crime.
meses, ou multa, de trezentos mil réis a Apenas permanece vigente a tipificação da
três contos de réis. conduta de queimar fogos de artifício. A
Parágrafo único. Incorre na pena de conduta de causar deflagração perigosa
prisão simples, de quinze dias a dois hoje é tipificada pelo Estatuto do
meses, ou multa, de duzentos mil réis a Desarmamento, e soltar balão aceso é
dois contos de réis, quem, em lugar considerado crime ambiental.
habitado ou em suas adjacências, em via
pública ou em direção a ela, sem licença
da autoridade, causa deflagração perigosa,
queima fogo de artifício ou solta balão
aceso.
Art. 29. Provocar o desabamento de
construção ou, por erro no projeto ou na
execução, dar-lhe causa:
Pena – multa, de um a dez contos de réis,
se o fato não constitui crime contra a
incolumidade pública.
Art. 30. Omitir alguém a providência
reclamada pelo Estado ruinoso de
construção que lhe pertence ou cuja
conservação lhe incumbe:
Pena – multa, de um a cinco contos de
réis.
Art. 31. Deixar em liberdade, confiar à Só há o crime se a omissão ocorre em
guarda de pessoa inexperiente, ou não relação à animal perigoso, ou seja, aquele
guardar com a devida cautela animal animal capaz de causar danos ou
perigoso: ferimentos.
Pena – prisão simples, de dez dias a dois A expressão “animal de tiro” está
meses, ou multa, de cem mil réis a um relacionada ao animal que transporta
conto de réis. veículos.

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Parágrafo único. Incorre na mesma pena
quem:
a) na via pública, abandona animal de tiro,
carga ou corrida, ou o confia à pessoa
inexperiente;
b) excita ou irrita animal, expondo a
perigo a segurança alheia;
c) conduz animal, na via pública, pondo
em perigo a segurança alheia.
Art. 32. Dirigir, sem a devida habilitação, A parte do dispositivo que trata da direção
veículo na via pública, ou embarcação a de veículo automotor foi derrogada pelo
motor em aguas públicas: Código de Trânsito Brasileiro. O restante,
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois que trata da condução inabilitada de
contos de réis. embarcação, continua em vigor.
Art. 33. Dirigir aeronave sem estar
devidamente licenciado:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, e multa, de duzentos mil réis
a dois contos de réis.
Art. 34. Dirigir veículos na via pública, ou Hoje o Código de Trânsito Brasileiro tipifica
embarcações em águas públicas, pondo 3 crimes diferentes relacionados à direção
em perigo a segurança alheia: perigosa de veículo automotor, mas o STF
Pena – prisão simples, de quinze das a já decidiu que o art. 34 da LCP continua
três meses, ou multa, de trezentos mil réis em vigor, pois há outras formas de direção
a dois contos de réis. perigosa não abrangidas pelo CTB.
Art. 35. Entregar-se na prática da
aviação, a acrobacias ou a voos baixos,
fora da zona em que a lei o permite, ou
fazer descer a aeronave fora dos lugares
destinados a esse fim:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa, de quinhentos mil
réis a cinco contos de réis.
Art. 36. Deixar do colocar na via pública,
sinal ou obstáculo, determinado em lei ou
pela autoridade e destinado a evitar perigo
a transeuntes:

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Pena – prisão simples, de dez dias a dois
meses, ou multa, de duzentos mil réis a
dois contos de réis.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena
quem:
a) apaga sinal luminoso, destrói ou
remove sinal de outra natureza ou
obstáculo destinado a evitar perigo a
transeuntes;
b) remove qualquer outro sinal de serviço
público.
Art. 37. Arremessar ou derramar em via
pública, ou em lugar de uso comum, ou do
uso alheio, coisa que possa ofender, sujar
ou molestar alguém:
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois
contos de réis.
Parágrafo único. Na mesma pena incorre
aquele que, sem as devidas cautelas,
coloca ou deixa suspensa coisa que, caindo
em via pública ou em lugar de uso comum
ou de uso alheio, possa ofender, sujar ou
molestar alguém.
Art. 38. Provocar, abusivamente, emissão
de fumaça, vapor ou gás, que possa
ofender ou molestar alguém:
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois
contos de réis.

CONTRAVENÇÕES REFERENTES À PAZ PÚBLICA


TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 39. Participar de associação de mais
de cinco pessoas, que se reúnam
periodicamente, sob compromisso de
ocultar à autoridade a existência, objetivo,
organização ou administração da
associação:

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Pena – prisão simples, de um a seis
meses, ou multa, de trezentos mil réis a
três contos de réis.
§ 1º Na mesma pena incorre o
proprietário ou ocupante de prédio que o
cede, no todo ou em parte, para reunião
de associação que saiba ser de caráter
secreto.
§ 2º O juiz pode, tendo em vista as
circunstâncias, deixar de aplicar a pena,
quando lícito o objeto da associação.
Art. 40. Provocar tumulto ou portar-se de A lei prevê duas condutas distintas:
modo inconveniente ou desrespeitoso, em provocar tumulto, cuja caracterização não
solenidade ou ato oficial, em assembleia depende de análise da finalidade do
ou espetáculo público, se o fato não agente; e portar-se de modo
constitui infração penal mais grave; inconveniente ou desrespeitoso, desde que
Pena – prisão simples, de quinze dias a em algum dos lugares expressamente
seis meses, ou multa, de duzentos mil réis elencados pelo legislador.
a dois contos de réis.
Art. 41. Provocar alarma, anunciando
desastre ou perigo inexistente, ou praticar
qualquer ato capaz de produzir pânico ou
tumulto:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
seis meses, ou multa, de duzentos mil réis
a dois contos de réis.
Art. 42. Perturbar alguém o trabalho ou o O STF já decidiu que só há contravenção
sossego alheios: penal se a perturbação atingir um número
I – com gritaria ou algazarra; considerável de pessoas.
II – exercendo profissão incômoda ou Se ocorrer poluição sonora em níveis
ruidosa, em desacordo com as prescrições prejudiciais à saúde humana, haverá crime
legais; ambiental.
III – abusando de instrumentos sonoros
ou sinais acústicos;
IV – provocando ou não procurando
impedir barulho produzido por animal de
que tem a guarda:
Pena – prisão simples, de quinze dias a

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três meses, ou multa, de duzentos mil réis
a dois contos de réis.

CONTRAVENÇÕES REFERENTES À FÉ PÚBLICA


TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 43. Recusar-se a receber, pelo seu No Brasil, a moeda tem curso forçado. Isso
valor, moeda de curso legal no país: significa que seu recebimento é
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois obrigatório, não sendo possível ao
contos de réis. comerciante trabalhar exclusivamente com
outras formas de pagamento.
Art. 44. Usar, como propaganda, de Por essa razão o “dinheiro de brincadeira”
impresso ou objeto que pessoa sempre é fabricado em tamanhos
inexperiente ou rústica possa confundir diferentes, ou conta com grandes carimbos
com moeda: ou sinais indicando que não vale
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois comercialmente.
contos de réis.
Art. 45. Fingir-se funcionário público:
Pena – prisão simples, de um a três
meses, ou multa, de quinhentos mil réis a
três contos de réis.
Art. 46. Usar, publicamente, de uniforme,
ou distintivo de função pública que não
exerce; usar, indevidamente, de sinal,
distintivo ou denominação cujo emprego
seja regulado por lei.
Pena – multa, de duzentos a dois mil
cruzeiros, se o fato não constitui infração
penal mais grave.

CONTRAVENÇÕES RELATIVAS À ORGANIZAÇÃO DO


TRABALHO
TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 47. Exercer profissão ou atividade Só haverá contravenção se a profissão for
econômica ou anunciar que a exerce, sem regulamentada. Caso contrário, o fato será
preencher as condições a que por lei está atípico.
subordinado o seu exercício:

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Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa, de quinhentos mil
réis a cinco contos de réis.
Art. 48. Exercer, sem observância das
prescrições legais, comércio de
antiguidades, de obras de arte, ou de
manuscritos e livros antigos ou raros:
Pena – prisão simples de um a seis
meses, ou multa, de um a dez contos de
réis.
Art. 49. Infringir determinação legal
relativa à matrícula ou à escrituração de
indústria, de comércio, ou de outra
atividade:
Pena – multa, de duzentos mil réis a cinco
contos de réis.

CONTRAVENÇÕES RELATIVAS À POLÍCIA DE COSTUMES


TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 50. Estabelecer ou explorar jogo de A lei pune tanto o dono do local quanto o
azar em lugar público ou acessível ao responsável pelo negócio. O funcionário
público, mediante o pagamento de entrada que colabora com a efetivação do negócio
ou sem ele: no estabelecimento será considerado
Pena – prisão simples, de três meses a partícipe.
um ano, e multa, de dois a quinze contos O simples bolão de apostas, que toma
de réis, estendendo-se os efeitos da proporções públicas, com um número
condenação à perda dos moveis e objetos indeterminado de pessoas participando,
de decoração do local. caracteriza esta contravenção.
§ 1º A pena é aumentada de um terço, se O Jogo do Bicho, previsto no art. 58 da
existe entre os empregados ou participa LCP, hoje é tratado pelo Decreto-Lei nº
do jogo pessoa menor de dezoito anos. 6.259/1944.
§ 2º Incorre na pena de multa, de
duzentos mil réis a dois contos de réis,
quem é encontrado a participar do jogo,
como ponteiro ou apostador.
§ 3º Consideram-se, jogos de azar:
c) o jogo em que o ganho e a perda

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dependem exclusiva ou principalmente da
sorte;
b) as apostas sobre corrida de cavalos fora
de hipódromo ou de local onde sejam
autorizadas;
c) as apostas sobre qualquer outra
competição esportiva.
§ 4º Equiparam-se, para os efeitos penais,
a lugar acessível ao público:
a) a casa particular em que se realizam
jogos de azar, quando deles habitualmente
participam pessoas que não sejam da
família de quem a ocupa;
b) o hotel ou casa de habitação coletiva, a
cujos hóspedes e moradores se
proporciona jogo de azar;
c) a sede ou dependência de sociedade ou
associação, em que se realiza jogo de
azar;
d) o estabelecimento destinado à
exploração de jogo de azar, ainda que se
dissimule esse destino.
Art. 51. Promover ou fazer extrair loteria,
sem autorização legal:
Pena – prisão simples, de seis meses a
dois anos, e multa, de cinco a dez contos
de réis, estendendo-se os efeitos da
condenação à perda dos moveis existentes
no local.
§ 1º Incorre na mesma pena quem
guarda, vende ou expõe à venda, tem sob
sua guarda para o fim de venda, introduz
ou tenta introduzir na circulação bilhete de
loteria não autorizada.
§ 2º Considera-se loteria toda operação
que, mediante a distribuição de bilhete,
listas, cupões, vales, sinais, símbolos ou
meios análogos, faz depender de sorteio a

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obtenção de prêmio em dinheiro ou bens
de outra natureza.
§ 3º Não se compreendem na definição do
parágrafo anterior os sorteios autorizados
na legislação especial.
Art. 52. Introduzir, no país, para o fim de
comércio, bilhete de loteria, rifa ou
tômbola estrangeiras:
Pena – prisão simples, de quatro meses a
um ano, e multa, de um a cinco contos de
réis.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena
quem vende, expõe à venda, tem sob sua
guarda. para o fim de venda, introduz ou
tenta introduzir na circulação, bilhete de
loteria estrangeira.
Art. 53. Introduzir, para o fim de
comércio, bilhete de loteria estadual em
território onde não possa legalmente
circular:
Pena – prisão simples, de dois a seis
meses, e multa, de um a três contos de
réis.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena
quem vende, expõe à venda, tem sob sua
guarda, para o fim de venda, introduz ou
tonta introduzir na circulação, bilhete de
loteria estadual, em território onde não
possa legalmente circular.
Art. 54. Exibir ou ter sob sua guarda lista
de sorteio de loteria estrangeira:
Pena – prisão simples, de um a três
meses, e multa, de duzentos mil réis a um
conto de réis.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena
quem exibe ou tem sob sua guarda lista de
sorteio de loteria estadual, em território
onde esta não possa legalmente circular.

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Art. 55. Imprimir ou executar qualquer
serviço de feitura de bilhetes, lista de
sorteio, avisos ou cartazes relativos a
loteria, em lugar onde ela não possa
legalmente circular:
Pena – prisão simples, de um a seis
meses, e multa, de duzentos mil réis a
dois contos de réis.
Art. 56. Distribuir ou transportar cartazes,
listas de sorteio ou avisos de loteria, onde
ela não possa legalmente circular:
Pena – prisão simples, de um a três
meses, e multa, de cem a quinhentos mil
réis.
Art. 57. Divulgar, por meio de jornal ou
outro impresso, de rádio, cinema, ou
qualquer outra forma, ainda que
disfarçadamente, anúncio, aviso ou
resultado de extração de loteria, onde a
circulação dos seus bilhetes não seria
legal:
Pena – multa, de um a dez contos de réis.
Art. 58. Explorar ou realizar a loteria Esse dispositivo foi derrogado pelo
denominada jogo do bicho, ou praticar Decreto-Lei nº 6.259/1944, que passou a
qualquer ato relativo à sua realização ou regulamentar especificamente as
exploração: disposições sobre esta contravenção.
Pena – prisão simples, de quatro meses a
um ano, e multa, de dois a vinte contos de
réis.
Parágrafo único. Incorre na pena de
multa, de duzentos mil réis a dois contos
de réis, aquele que participa da loteria,
visando a obtenção de prêmio, para si ou
para terceiro.
Art. 59. Entregar-se alguém Existem muitas discussões sobre a
habitualmente à ociosidade, sendo válido constitucionalidade desta contravenção
para o trabalho, sem ter renda que lhe penal. O combate à ociosidade deve ser

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assegure meios bastantes de subsistência, política de Estado, mas tornar a vadiagem
ou prover à própria subsistência mediante conduta ilícita não é a melhor forma de
ocupação ilícita: estimular o trabalho.
Pena – prisão simples, de quinze dias a O exercício de ocupação ilícita, entretanto,
três meses. continua sendo contravenção penal. É o
Parágrafo único. A aquisição caso, por exemplo, dos cambistas em
superveniente de renda, que assegure ao shows e jogos de futebol.
condenado meios bastantes de
subsistência, extingue a pena.
Art. 61. Importunar alguém, em lugar A conduta pode ser praticada por meio de
público ou acessível ao público, de modo palavras, gestos ou outros atos. Haverá
ofensivo ao pudor: contravenção quando ocorrer em local
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois público ou de acesso ao público.
contos de réis. Não se confunde com o crime de ato
obsceno (art. 233 do Código Penal),
porque neste o agente pretende ser visto
ou assume esse risco.
Art. 62. Apresentar-se publicamente em
estado de embriaguez, de modo que cause
escândalo ou ponha em perigo a
segurança própria ou alheia:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa, de duzentos mil réis
a dois contos de réis.
Parágrafo único. Se habitual a
embriaguez, o contraventor é internado
em casa de custódia e tratamento.
Art. 63. Servir bebidas alcoólicas: A lei não determina que a conduta deva
I – a menor de dezoito anos; ser praticada em local específico para que
II – a quem se acha em estado de haja contravenção.
embriaguez; Há discussões acerca do crime tipificado
III – a pessoa que o agente sabe sofrer no Estatuto da Criança e do Adolescente
das faculdades mentais; da conduta de vender, fornecer ou
IV – a pessoa que o agente sabe estar entregar ao menor substância que possa
judicialmente proibida de frequentar causar dependência. O STJ já decidiu que
lugares onde se consome bebida de tal a contravenção continua aplicável, por ser
natureza: mais específica, enquanto o crime do ECA
Pena – prisão simples, de dois meses a estaria configurado quando fossem

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um ano, ou multa, de quinhentos mil réis a servidas outras substâncias entorpecentes
cinco contos de réis. que não o álcool.
Art. 64. Tratar animal com crueldade ou Este tipo foi derrogado pela Lei nº
submetê-lo a trabalho excessivo: 9.605/1998, que transformou a conduta
Pena – prisão simples, de dez dias a um em crime.
mês, ou multa, de cem a quinhentos mil
réis.
§ 1º Na mesma pena incorre aquele que,
embora para fins didáticos ou científicos,
realiza em lugar público ou exposto ao
publico, experiência dolorosa ou cruel em
animal vivo.
§ 2º Aplica-se a pena com aumento de
metade, se o animal é submetido a
trabalho excessivo ou tratado com
crueldade, em exibição ou espetáculo
público.
Art. 65. Molestar alguém ou perturbar-lhe
a tranquilidade, por acinte ou por motivo
reprovável:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
dois meses, ou multa, de duzentos mil réis
a dois contos de réis.

CONTRAVENÇÕES REFERENTES À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


TIPIFICAÇÃO COMENTÁRIOS
Art. 66. Deixar de comunicar à autoridade Este tipo é próprio: a contravenção
competente: somente pode ser praticada por servidor
I – crime de ação pública, de que teve público (inciso I) ou por profissionais de
conhecimento no exercício de função saúde (inciso II).
pública, desde que a ação penal não Se o agente tomou conhecimento do crime
dependa de representação; e não o denunciou, mas este era de ação
II – crime de ação pública, de que teve penal privada, a conduta é atípica.
conhecimento no exercício da medicina ou
de outra profissão sanitária, desde que a
ação penal não dependa de representação
e a comunicação não exponha o cliente a

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procedimento criminal:
Pena – multa, de trezentos mil réis a três
contos de réis.
Art. 67. Inumar ou exumar cadáver, com Inumar significa sepultar, enterrar.
infração das disposições legais:
Pena – prisão simples, de um mês a um
ano, ou multa, de duzentos mil réis a dois
contos de réis.
Art. 68. Recusar à autoridade, quando por
esta justificadamente solicitados ou
exigidos, dados ou indicações
concernentes à própria identidade, estado,
profissão, domicílio e residência:
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois
contos de réis.
Parágrafo único. Incorre na pena de
prisão simples, de um a seis meses, e
multa, de duzentos mil réis a dois contos
de réis, se o fato não constitui infração
penal mais grave, quem, nas mesmas
circunstâncias, faz declarações inverídicas
a respeito de sua identidade pessoal,
estado, profissão, domicílio e residência.
Art. 70. Praticar qualquer ato que importe Esse monopólio atualmente é exercido por
violação do monopólio postal da União: meio da Empresa Brasileira de Correios e
Pena – prisão simples, de três meses a Telégrafos.
um ano, ou multa, de três a dez contos de
réis, ou ambas cumulativamente.

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A seguir estão questões de concursos anteriores que tratam
dos assuntos que estudamos hoje. Ao final, incluí a lista das questões
sem os comentários. Se precisar de alguma coisa é só chamar! 

Grande abraço!

Paulo Guimarães
pauloguimaraes@estrategiaconcursos.com.br
www.facebook.com/pauloguimaraesfilho

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4. QUESTÕES COMENTADAS

1. TRF 5a Região – Juiz Federal – 2013 – Cespe (adaptada). Em


caso de crime de trânsito com pena privativa de liberdade em regime
fechado, a penalidade de suspensão da habilitação para conduzir veículo
automotor inicia-se na data do trânsito em julgado da condenação
criminal.

COMENTÁRIOS: A esta altura você já sabe muito bem que o


cumprimento da suspensão somente se inicia quando o sentenciado deixa
o estabelecimento prisional.

GABARITO: E

2. TRF 5a Região – Juiz Federal – 2013 – Cespe (adaptada). De


acordo com o entendimento jurisprudencial, aquele que, sem possuir
habilitação ou permissão para dirigir, ao dirigir colida com veículo
conduzido por terceiro, sem causar lesão corporal à vítima, não responde
por crime, mas apenas por infração administrativa.

COMENTÁRIOS: O art. 309 tipifica a conduta de quem dirige veículo


automotor, em via pública, sem a devida Permissão para Dirigir ou
Habilitação ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando perigo de
dano. Na construção da assertiva o Cespe mencionou a ocorrência de
acidente justamente para afastar qualquer discussão sobre a verificação
ou não do perigo de dano.

GABARITO: E

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3. PC-AL – Escrivão de Polícia – 2012 – Cespe. Constitui infração
penal o simples fato de trafegar em velocidade incompatível com a
segurança nas proximidade de escola, hospitais e estações de embarque
e desembarque de passageiros, em qualquer dia ou horário.

COMENTÁRIOS: Para caracterizar a infração penal é necessário o


elemento espacial do tipo, ou seja, a grande movimentação ou
concentração de pessoas. Trata-se de um crime de perigo. Vamos
relembrar o teor do art. 311?

Art. 311. Trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas


proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e
desembarque de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande
movimentação ou concentração de pessoas, gerando perigo de dano:
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

GABARITO: E

4. PC-AL – Escrivão de Polícia – 2012 – Cespe. A simples fuga do


condutor do veículo do local do acidente, com vistas a se esquivar da
responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída, é considerada
infração penal.

COMENTÁRIOS: Este crime é tipificado pelo art. 305 do CTB. Lembre-se


de que não há crime quando alguém se afasta da situação para a qual
não contribuiu de forma alguma. Neste caso, se o agente se afasta sem
prestar socorro à vítima, incorrerá no crime do art. 304.

GABARITO: C

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5. PC-AL – Escrivão de Polícia – 2012 – Cespe. Em se tratando dos
crimes de homicídio culposo ou de lesões corporais culposas praticados
sobre faixa de trânsito temporária ou permanente destinada à travessia
de pedestres, incide na aplicação da pena, tanto a agravante como a
causa de aumento de pena.

COMENTÁRIOS: O aumento de pena previsto nos arts. 302 e 303 não


pode ser cumulado com a agravante do art. 298, pelo princípio da
vedação ao bis in idem.

GABARITO: E

6. TJ-AC – Técnico Judiciário – 2012 – Cespe. Considere que Paulo


tenha sido condenado, pela prática de homicídio culposo na direção de
veículo automotor, à pena privativa de liberdade de quatro anos de
detenção e à suspensão da habilitação para dirigir por igual período.
Nessa situação, Paulo poderá cumprir, ao mesmo tempo, as duas penas,
ou seja, a privativa de liberdade em estabelecimento prisional e a
restritiva de direito consistente na suspensão do direito de dirigir.

COMENTÁRIOS: O art. 293, §2°, do CTB determina que a penalidade de


suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação para
dirigir veículo automotor não se inicia enquanto o sentenciado estiver
recolhido a estabelecimento prisional.

GABARITO: E

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7. TJ-AC – Juiz de Direito – 2012 – Cespe (adaptada). Conforme
previsão do Código de Trânsito Brasileiro, é facultativa, nos casos de
reincidência, a aplicação da penalidade de suspensão da permissão ou
habilitação para conduzir veículo automotor.

COMENTÁRIOS: O art. 261 do CTB determina que a penalidade de


suspensão do direito de dirigir será aplicada, nos casos previstos no
Código, pelo prazo mínimo de um mês até o máximo de um ano e, no
caso de reincidência no período de doze meses, pelo prazo mínimo de seis
meses até o máximo de dois anos, segundo critérios estabelecidos pelo
CONTRAN.

GABARITO: E

8. TJ-RO – Analista – 2012 – Cespe (adaptada). O crime de


participação em competição não autorizada previsto na Lei de Trânsito
exige, para a sua configuração, que a conduta dos participantes ocorra
em via pública.

COMENTÁRIOS: Quando você se deparar com este tipo de questão, será


preciso relembrar os termos em que o tipo penal é descrito na lei. Não
tem outro jeito. Vejamos então o que determina o CTB em seu art. 308.

Art. 308. Participar, na direção de veículo automotor, em via


pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não autorizada
pela autoridade competente, gerando situação de risco à incolumidade
pública ou privada:
Penas - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, multa e
suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para
dirigir veículo automotor.

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Só haverá crime, portanto, se a competição não autorizada
ocorrer em via pública.

GABARITO: C

9. PC-SP – Agente de Polícia – 2013 – VUNESP. Ao condutor de


veículo, nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima, não se
imporá a prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se

a) tentou a todo custo evitar o acidente.


b) confessou a autoria à autoridade policial.
c) não teve a intenção de causar o acidente.
d) prestou pronto e integral socorro à vítima.
e) evadiu-se do local do acidente para descaracterizar o flagrante.

COMENTÁRIOS: De acordo com o art. 301 do Código de Trânsito, nos


casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima, não se imporá a
prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se prestar pronto e integral
socorro àquela.

GABARITO: D

10. PC-SP – Investigador de Polícia – 2013 – VUNESP (adaptada).


Com relação aos crimes em espécie previstos no Código de Trânsito
Brasileiro, é correto afirmar que

a) não será considerado crime a mera conduta de afastar-se o condutor


do veículo do local do acidente, para fugir à responsabilidade civil que lhe
possa ser atribuída.

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b) no homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor, a pena
é aumentada se o agente, no exercício de sua profissão ou atividade,
estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros.
c) será considerado crime participar, na direção de veículo automotor, em
via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não
autorizada pela autoridade competente, mesmo que não gere situação de
risco à incolumidade pública ou privada.
d) é crime conduzir veículo automotor, na via pública, estando com
concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 2 (dois)
decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa
que determine dependência.
e) o juiz deixará de aplicar a pena no crime de omissão de socorro se
restar provado que a omissão foi suprida por terceiros ou que se tratou de
vítima com morte instantânea ou com ferimentos leves.

COMENTÁRIOS: A alternativa A está incorreta porque este crime está


previsto no art. 305. A alternativa C está incorreta porque neste caso só
há crime quando houver situação de risco à incolumidade pública ou
privada, nos termos do art. 308. A alternativa D está incorreta porque
apenas há crime quando houver álcool em concentração igual ou superior
a 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3
miligrama de álcool por litro de ar alveolar (art. 306). A alternativa E está
incorreta porque continua havendo crime, mesmo que a omissão do
agente seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte
instantânea ou com ferimentos leves (art. 304, parágrafo único).

GABARITO: B

11. PRF – Agente – 2004 – Cespe. Uma das preocupações do policial


rodoviário federal ao chegar a um local de acidente de trânsito com vítima
é preservar o local para que se realize a perícia, a fim de identificar e

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responsabilizar o(s) verdadeiro(s) culpado(s) pelo acidente. Com relação
à preservação do local de um acidente de trânsito, julgue os itens
seguintes.
Constitui crime modificar o estado do lugar, das coisas ou das pessoas
para eximir de responsabilidade o verdadeiro culpado do acidente.

COMENTÁRIOS: Este crime é previsto no art. 312 do CTB, e é chamado


de “inovação artificiosa”. Estão abrangidas por este tipo penal as
seguintes condutas: apagar marcas de derrapagem, retirar placas de
sinalização, alterar o local dos veículos envolvidos no acidente, limpar
estilhaços do chão, alterar o local do corpo da vítima, etc.

GABARITO: C

12. PRF – Agente – 2004 – Cespe. O CTB, em seu art. 311, censura a
conduta de trafegar em velocidade incompatível com a segurança nos
locais considerados pelo legislador como perigosos, elegendo essa
conduta como criminosa e impondo-lhe a pena de detenção de 6 meses a
1 ano ou multa. Acerca desse assunto, julgue os itens que se seguem.

Para a consumação do delito tipificado no referido artigo, é necessário


que ocorra dano, ou seja, as pessoas sejam lesionadas ou mortas em
virtude da velocidade incompatível.

COMENTÁRIOS: Para responder essa questão basta conhecer o teor do


art. 311. Vamos relembrar?

Art. 311. Trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas


proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e
desembarque de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande
movimentação ou concentração de pessoas, gerando perigo de dano:

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Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
Percebeu o final do tipo penal? Ele deixa claro que se trata de
um crime de perigo, e não de dano.

GABARITO: E

13. PRF – Agente – 2004 – Cespe. O CTB, em seu art. 311, censura a
conduta de trafegar em velocidade incompatível com a segurança nos
locais considerados pelo legislador como perigosos, elegendo essa
conduta como criminosa e impondo-lhe a pena de detenção de 6 meses a
1 ano ou multa. Acerca desse assunto, julgue os itens que se seguem.

A prova da velocidade incompatível pode ser feita por testemunhas, não


se exigindo a prova de radares ou equivalentes.

COMENTÁRIOS: Neste crime é importante lembrar que a produção de


prova pode dar-se por meio de testemunhas. Este posicionamento já foi
adotado pelo Cespe em mais de uma ocasião.

GABARITO: C

14. PC-SP – Investigador de Polícia – 2014 – VUNESP. Com relação


ao crime e à contravenção, assinale a alternativa correta.

a) A contravenção penal somente pode ser apenada com detenção.


b) O crime é infração penal menos grave do que a contravenção.
c) A contravenção poderá ser dolosa ou culposa.
d) A contravenção penal poderá ser apenada com prisão simples.
e) O crime é doloso e a contravenção, culposa.

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COMENTÁRIOS: A alternativa A está incorreta porque as penas previstas
para as contravenções penais são a prisão simples e a multa. A
alternativa B está incorreta porque, em geral, podemos dizer que as
contravenções são infrações penais menos graves que os crimes. A
alternativa C está incorreta porque não há contravenções penais culposas.
A alternativa E está incorreta porque os crimes podem ser dolosos ou
culposos, enquanto as contravenções só podem ser dolosas.

GABARITO: D

15. MPE-SP – Promotor de Justiça – 2008 – VUNESP. Considerando


as disposições contidas na Parte Geral da Lei das Contravenções Penais,
assinale a alternativa incorreta.

a) A lei brasileira só é aplicável à contravenção praticada no território


nacional.
b) Não é punível a tentativa de contravenção.
c) Nas contravenções, as penas principais são prisão simples e multa.
d) Verifica-se a reincidência quando o agente pratica uma contravenção
depois de passar em julgado a sentença que o tenha condenado, no Brasil
ou no estrangeiro, por qualquer crime, ou, no Brasil, por motivo de
contravenção.
e) Nas contravenções, em caso de ignorância ou de errada compreensão
da lei, quando inescusáveis, a pena pode deixar de ser aplicada.

COMENTÁRIOS: O erro está na alternativa E, que troca a palavra


“escusáveis” por “inescusáveis”. Maldade hein!?

GABARITO: E

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16. PC-BA – Delegado de Polícia – 2013 – Cespe. A tentativa de
contravenção, mesmo que factível, não é punida.

COMENTÁRIOS: A Lei das Contravenções Penais veda expressamente a


punição da tentativa no art. 4º.

GABARITO: C

17. PGM João Pessoal – Procurador do Município – 2012 – FCC.


Considere as seguintes penas:

I. Reclusão.
II. Detenção.
III. Prisão Simples.
IV. Multa.

Para os ilícitos contravencionais estão previstas em lei SOMENTE as penas


indicadas em
a) II e IV.
b) I e IV.
c) II, III e IV.
d) III e IV.
e) I e II.

COMENTÁRIOS: Essa ficou fácil, não é mesmo? A LCP prevê apenas


duas modalidades de pena: prisão simples e multa.

GABARITO: D

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18. PC-AL – Delegado de Polícia – 2012 – Cespe. Apesar de, no
campo fático, ser possível ocorrer a tentativa de contravenção penal,
esta, quando se desenvolve na forma tentada, não é penalmente
alcançável.

COMENTÁRIOS: Já deu pra perceber que as bancas tem um carinho


especial pela impossibilidade de punição da tentativa no âmbito das
contravenções penais, não é mesmo?

GABARITO: C

19. OAB – IV Exame de Ordem Unificado – 2011 – FGV. Osíris,


jovem universitária de Medicina, soube estar gestante. Todavia, tratava-
se de gravidez indesejada, e Osíris queria saber qual substância deveria
ingerir para interromper a gestação. Objetivando tal informação, Osíris
estimulou uma discussão em sala de aula sobre o aborto. O professor de
Osíris, então, bastante animado com o interesse dos alunos sobre o
assunto, passou também a emitir sua opinião, a qual era claramente
favorável ao aborto. Referido professor mencionou, naquele momento,
diversas substâncias capazes de provocar a interrupção prematura da
gravidez, inclusive fornecendo os nomes de inúmeros remédios abortivos
e indicando os que achava mais eficazes. Além disso, também afirmou
que as mulheres deveriam ter o direito de praticar aborto sempre que
achassem indesejável uma gestação. Nesse sentido, considerando-se
apenas os dados mencionados, é correto afirmar que o professor de Osíris
praticou

a) a contravenção penal prevista no art. 20 do Decreto- Lei 3.688/41, que


dispõe: “anunciar processo, substância ou objeto destinado a provocar
aborto”.

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b) o crime previsto no art. 286 do Código Penal, que dispõe: “incitar,
publicamente, a prática de crime”.
c) o crime previsto no art. 68 da Lei 8.078/90, que dispõe: “fazer ou
promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde
ou segurança”.
d) fato atípico.

COMENTÁRIOS: Questões com enunciados enormes geralmente são


fáceis. A conduta praticada pelo professor de Osíris é tipificada pelo art.
20 da LCP.

Art. 20. Anunciar processo, substância ou objeto destinado a


provocar aborto:
Pena - multa de hum mil cruzeiros a dez mil cruzeiros.

GABARITO: A

20. PC-SC – Delegado de Polícia – 2008 – ACAFE. Sobre


contravenções penais, assinale a alternativa correta.

a) Considera-se contravenção, a infração penal a que a lei comina


isoladamente, pena de detenção ou de multa, ou ambas, alternativa ou
cumulativamente.
b) A tentativa de contravenção penal é punível com a pena
correspondente à contravenção consumada, diminuída de um a dois
terços.
c) A ação penal nas contravenções penais será sempre pública
condicionada.
d) A lei brasileira só é aplicável à contravenção penal praticada no
território nacional.

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COMENTÁRIOS: A alternativa A está incorreta porque não existe
diferença intrínseca entre crimes e contravenções. A alternativa B está
errada porque a Lei das Contravenções Penais determina expressamente
que a tentativa de contravenção não é punível. A alternativa C está
errada porque a ação penal nas contravenções é sempre pública e
incondicionada.

GABARITO: D

21. PM-DF – Soldado Combatente – 2013 – Universa. De acordo com


a Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei n.º 3.688/1941), a tentativa
de contravenção do jogo do bicho

a) possui como penas principais a prisão simples e a multa.


b) possibilita a aplicação do sursis, desde que o contraventor preencha as
condições legais.
c) não enseja o perdão judicial, ainda que haja ignorância ou errada
compreensão da lei pelo contraventor.
d) é apurável mediante ação pública condicionada.
e) não é punida.

COMENTÁRIOS: Essa questão veio com pegadinha! Para compreender a


contravenção penal do Jogo do Bicho em detalhes, o candidato precisaria
ter estudado também o Decreto-Lei nº 6.259/1944. Entretanto, o
enunciado contém a palavra mágica “tentativa”, o que torna fácil a
resposta, pois a tentativa de contravenção não é punível.

GABARITO: E

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22. TJ-PR – Assessor Jurídico – 2012 – TJ-PR. Acerca das
contravenções penais, com principal previsão no Decreto7Lei nº 3.688, de
03 de outubro de 1941, assinale a alternativa correta.

a) Não é punível a tentativa de contravenção; apenas a contravenção


consumada, portanto.
b) A pena de prisão simples deve ser cumprida com rigor penitenciário e
em regime fechado.
c) A lei brasileira é aplicável à contravenção praticada em território
estrangeiro.
d) O condenado à pena de prisão simples deverá cumprir pena junto dos
condenados apenados com reclusão ou detenção.

COMENTÁRIOS: A alternativa B está incorreta porque a prisão simples é


cumprida em regime semiaberto ou aberto. A alternativa C está incorreta
porque a lei brasileira só é aplicável à contravenção praticada no território
nacional. A alternativa D está incorreta porque o condenado a pena de
prisão simples fica sempre separado dos condenados a pena de reclusão
ou de detenção.

GABARITO: A

23. TJ-PE – Técnico Judiciário – 2012 – FCC. Para as contravenções


penais, a lei prevê a aplicação isolada ou cumulativa das penas de

a) prisão simples e detenção.


b) reclusão e detenção.
c) multa e prisão simples.
d) detenção e multa.
e) reclusão e prisão simples.

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COMENTÁRIOS: De acordo com o art. 5º, as penas aplicáveis no caso de
contravenção são prisão simples e multa.

GABARITO: C

24. DPE-PI – Defensor Público – 2009 – Cespe (adaptada). Aquele


que mendiga, por ociosidade ou cupidez, pratica contravenção penal,
ficando sujeito à pena de prisão simples.

COMENTÁRIOS: A contravenção penal de mendicância foi revogada em


2009.

GABARITO: E

25. TCE-AL – Procurador – 2008 – FCC. Quanto às contravenções


penais, é possível afirmar que

a) admitem a tentativa.
b) geram reincidência, se praticadas após condenação definitiva por
crime.
c) a pena de multa, se não paga, deve ser convertida em prisão simples.
d) a ignorância da lei nunca isenta de pena.
e) a pena pode ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.

COMENTÁRIOS: A alternativa A está incorreta porque as contravenções


não admitem tentativa. A alternativa C está incorreta porque não há
hipótese de conversão. A alternativa D está incorreta porque no caso de
ignorância ou de errada compreensão da lei, quando escusáveis, a pena
pode deixar de ser aplicada. A alternativa E está incorreta porque o
cumprimento da pena se dá em regime semiaberto ou aberto.

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GABARITO: B

26. PC-SC – Delegado de Polícia – 2008 – ACAFE. Sobre


contravenções penais, assinale a alternativa correta.

a) Considera-se contravenção, a infração penal a que a lei comina


isoladamente, pena de detenção ou de multa, ou ambas, alternativa ou
cumulativamente.
b) A tentativa de contravenção penal é punível com a pena
correspondente à contravenção consumada, diminuída de um a dois
terços.
c) A ação penal nas contravenções penais será sempre pública
condicionada.
d) A lei brasileira só é aplicável à contravenção penal praticada no
território nacional.

COMENTÁRIOS: A alternativa A está incorreta porque este é o conceito


de crime, e não de contravenção. A alternativa B está incorreta porque a
tentativa de contravenção não é punível. A alternativa C está incorreta
porque a ação penal é pública incondicionada.

GABARITO: D

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5. QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

1. TRF 5a Região – Juiz Federal – 2013 – Cespe (adaptada). Em


caso de crime de trânsito com pena privativa de liberdade em regime
fechado, a penalidade de suspensão da habilitação para conduzir veículo
automotor inicia-se na data do trânsito em julgado da condenação
criminal.

2. TRF 5a Região – Juiz Federal – 2013 – Cespe (adaptada). De


acordo com o entendimento jurisprudencial, aquele que, sem possuir
habilitação ou permissão para dirigir, ao dirigir colida com veículo
conduzido por terceiro, sem causar lesão corporal à vítima, não responde
por crime, mas apenas por infração administrativa.

3. PC-AL – Escrivão de Polícia – 2012 – Cespe. Constitui infração


penal o simples fato de trafegar em velocidade incompatível com a
segurança nas proximidade de escola, hospitais e estações de embarque
e desembarque de passageiros, em qualquer dia ou horário.

4. PC-AL – Escrivão de Polícia – 2012 – Cespe. A simples fuga do


condutor do veículo do local do acidente, com vistas a se esquivar da
responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída, é considerada
infração penal.

5. PC-AL – Escrivão de Polícia – 2012 – Cespe. Em se tratando dos


crimes de homicídio culposo ou de lesões corporais culposas praticados
sobre faixa de trânsito temporária ou permanente destinada à travessia
de pedestres, incide na aplicação da pena, tanto a agravante como a
causa de aumento de pena.

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6. TJ-AC – Técnico Judiciário – 2012 – Cespe. Considere que Paulo
tenha sido condenado, pela prática de homicídio culposo na direção de
veículo automotor, à pena privativa de liberdade de quatro anos de
detenção e à suspensão da habilitação para dirigir por igual período.
Nessa situação, Paulo poderá cumprir, ao mesmo tempo, as duas penas,
ou seja, a privativa de liberdade em estabelecimento prisional e a
restritiva de direito consistente na suspensão do direito de dirigir.

7. TJ-AC – Juiz de Direito – 2012 – Cespe (adaptada). Conforme


previsão do Código de Trânsito Brasileiro, é facultativa, nos casos de
reincidência, a aplicação da penalidade de suspensão da permissão ou
habilitação para conduzir veículo automotor.

8. TJ-RO – Analista – 2012 – Cespe (adaptada). O crime de


participação em competição não autorizada previsto na Lei de Trânsito
exige, para a sua configuração, que a conduta dos participantes ocorra
em via pública.

9. PC-SP – Agente de Polícia – 2013 – VUNESP. Ao condutor de


veículo, nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima, não se
imporá a prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se

a) tentou a todo custo evitar o acidente.


b) confessou a autoria à autoridade policial.
c) não teve a intenção de causar o acidente.
d) prestou pronto e integral socorro à vítima.
e) evadiu-se do local do acidente para descaracterizar o flagrante.

10. PC-SP – Investigador de Polícia – 2013 – VUNESP (adaptada).


Com relação aos crimes em espécie previstos no Código de Trânsito
Brasileiro, é correto afirmar que

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a) não será considerado crime a mera conduta de afastar-se o condutor
do veículo do local do acidente, para fugir à responsabilidade civil que lhe
possa ser atribuída.
b) no homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor, a pena
é aumentada se o agente, no exercício de sua profissão ou atividade,
estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros.
c) será considerado crime participar, na direção de veículo automotor, em
via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não
autorizada pela autoridade competente, mesmo que não gere situação de
risco à incolumidade pública ou privada.
d) é crime conduzir veículo automotor, na via pública, estando com
concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 2 (dois)
decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa
que determine dependência.
e) o juiz deixará de aplicar a pena no crime de omissão de socorro se
restar provado que a omissão foi suprida por terceiros ou que se tratou de
vítima com morte instantânea ou com ferimentos leves.

11. PRF – Agente – 2004 – Cespe. Uma das preocupações do policial


rodoviário federal ao chegar a um local de acidente de trânsito com vítima
é preservar o local para que se realize a perícia, a fim de identificar e
responsabilizar o(s) verdadeiro(s) culpado(s) pelo acidente. Com relação
à preservação do local de um acidente de trânsito, julgue os itens
seguintes.
Constitui crime modificar o estado do lugar, das coisas ou das pessoas
para eximir de responsabilidade o verdadeiro culpado do acidente.

12. PRF – Agente – 2004 – Cespe. O CTB, em seu art. 311, censura a
conduta de trafegar em velocidade incompatível com a segurança nos
locais considerados pelo legislador como perigosos, elegendo essa
conduta como criminosa e impondo-lhe a pena de detenção de 6 meses a
1 ano ou multa. Acerca desse assunto, julgue os itens que se seguem.

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Para a consumação do delito tipificado no referido artigo, é necessário


que ocorra dano, ou seja, as pessoas sejam lesionadas ou mortas em
virtude da velocidade incompatível.

13. PRF – Agente – 2004 – Cespe. O CTB, em seu art. 311, censura a
conduta de trafegar em velocidade incompatível com a segurança nos
locais considerados pelo legislador como perigosos, elegendo essa
conduta como criminosa e impondo-lhe a pena de detenção de 6 meses a
1 ano ou multa. Acerca desse assunto, julgue os itens que se seguem.

A prova da velocidade incompatível pode ser feita por testemunhas, não


se exigindo a prova de radares ou equivalentes.

14. PC-SP – Investigador de Polícia – 2014 – VUNESP. Com relação


ao crime e à contravenção, assinale a alternativa correta.

a) A contravenção penal somente pode ser apenada com detenção.


b) O crime é infração penal menos grave do que a contravenção.
c) A contravenção poderá ser dolosa ou culposa.
d) A contravenção penal poderá ser apenada com prisão simples.
e) O crime é doloso e a contravenção, culposa.

15. MPE-SP – Promotor de Justiça – 2008 – VUNESP. Considerando


as disposições contidas na Parte Geral da Lei das Contravenções Penais,
assinale a alternativa incorreta.

a) A lei brasileira só é aplicável à contravenção praticada no território


nacional.
b) Não é punível a tentativa de contravenção.
c) Nas contravenções, as penas principais são prisão simples e multa.

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d) Verifica-se a reincidência quando o agente pratica uma contravenção
depois de passar em julgado a sentença que o tenha condenado, no Brasil
ou no estrangeiro, por qualquer crime, ou, no Brasil, por motivo de
contravenção.
e) Nas contravenções, em caso de ignorância ou de errada compreensão
da lei, quando inescusáveis, a pena pode deixar de ser aplicada.

16. PC-BA – Delegado de Polícia – 2013 – Cespe. A tentativa de


contravenção, mesmo que factível, não é punida.

17. PGM João Pessoal – Procurador do Município – 2012 – FCC.


Considere as seguintes penas:

I. Reclusão.
II. Detenção.
III. Prisão Simples.
IV. Multa.

Para os ilícitos contravencionais estão previstas em lei SOMENTE as penas


indicadas em
a) II e IV.
b) I e IV.
c) II, III e IV.
d) III e IV.
e) I e II.

18. PC-AL – Delegado de Polícia – 2012 – Cespe. Apesar de, no


campo fático, ser possível ocorrer a tentativa de contravenção penal,
esta, quando se desenvolve na forma tentada, não é penalmente
alcançável.

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19. OAB – IV Exame de Ordem Unificado – 2011 – FGV. Osíris,
jovem universitária de Medicina, soube estar gestante. Todavia, tratava-
se de gravidez indesejada, e Osíris queria saber qual substância deveria
ingerir para interromper a gestação. Objetivando tal informação, Osíris
estimulou uma discussão em sala de aula sobre o aborto. O professor de
Osíris, então, bastante animado com o interesse dos alunos sobre o
assunto, passou também a emitir sua opinião, a qual era claramente
favorável ao aborto. Referido professor mencionou, naquele momento,
diversas substâncias capazes de provocar a interrupção prematura da
gravidez, inclusive fornecendo os nomes de inúmeros remédios abortivos
e indicando os que achava mais eficazes. Além disso, também afirmou
que as mulheres deveriam ter o direito de praticar aborto sempre que
achassem indesejável uma gestação. Nesse sentido, considerando-se
apenas os dados mencionados, é correto afirmar que o professor de Osíris
praticou

a) a contravenção penal prevista no art. 20 do Decreto- Lei 3.688/41, que


dispõe: “anunciar processo, substância ou objeto destinado a provocar
aborto”.
b) o crime previsto no art. 286 do Código Penal, que dispõe: “incitar,
publicamente, a prática de crime”.
c) o crime previsto no art. 68 da Lei 8.078/90, que dispõe: “fazer ou
promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde
ou segurança”.
d) fato atípico.

20. PC-SC – Delegado de Polícia – 2008 – ACAFE. Sobre


contravenções penais, assinale a alternativa correta.

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a) Considera-se contravenção, a infração penal a que a lei comina
isoladamente, pena de detenção ou de multa, ou ambas, alternativa ou
cumulativamente.
b) A tentativa de contravenção penal é punível com a pena
correspondente à contravenção consumada, diminuída de um a dois
terços.
c) A ação penal nas contravenções penais será sempre pública
condicionada.
d) A lei brasileira só é aplicável à contravenção penal praticada no
território nacional.

21. PM-DF – Soldado Combatente – 2013 – Universa. De acordo com


a Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei n.º 3.688/1941), a tentativa
de contravenção do jogo do bicho

a) possui como penas principais a prisão simples e a multa.


b) possibilita a aplicação do sursis, desde que o contraventor preencha as
condições legais.
c) não enseja o perdão judicial, ainda que haja ignorância ou errada
compreensão da lei pelo contraventor.
d) é apurável mediante ação pública condicionada.
e) não é punida.

22. TJ-PR – Assessor Jurídico – 2012 – TJ-PR. Acerca das


contravenções penais, com principal previsão no Decreto7Lei nº 3.688, de
03 de outubro de 1941, assinale a alternativa correta.

a) Não é punível a tentativa de contravenção; apenas a contravenção


consumada, portanto.
b) A pena de prisão simples deve ser cumprida com rigor penitenciário e
em regime fechado.

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c) A lei brasileira é aplicável à contravenção praticada em território
estrangeiro.
d) O condenado à pena de prisão simples deverá cumprir pena junto dos
condenados apenados com reclusão ou detenção.

23. TJ-PE – Técnico Judiciário – 2012 – FCC. Para as contravenções


penais, a lei prevê a aplicação isolada ou cumulativa das penas de

a) prisão simples e detenção.


b) reclusão e detenção.
c) multa e prisão simples.
d) detenção e multa.
e) reclusão e prisão simples.

24. DPE-PI – Defensor Público – 2009 – Cespe (adaptada). Aquele


que mendiga, por ociosidade ou cupidez, pratica contravenção penal,
ficando sujeito à pena de prisão simples.

25. TCE-AL – Procurador – 2008 – FCC. Quanto às contravenções


penais, é possível afirmar que

a) admitem a tentativa.
b) geram reincidência, se praticadas após condenação definitiva por
crime.
c) a pena de multa, se não paga, deve ser convertida em prisão simples.
d) a ignorância da lei nunca isenta de pena.
e) a pena pode ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.

26. PC-SC – Delegado de Polícia – 2008 – ACAFE. Sobre


contravenções penais, assinale a alternativa correta.

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a) Considera-se contravenção, a infração penal a que a lei comina
isoladamente, pena de detenção ou de multa, ou ambas, alternativa ou
cumulativamente.
b) A tentativa de contravenção penal é punível com a pena
correspondente à contravenção consumada, diminuída de um a dois
terços.
c) A ação penal nas contravenções penais será sempre pública
condicionada.
d) A lei brasileira só é aplicável à contravenção penal praticada no
território nacional.

GABARITO
1. E 14. D
2. E 15. E
3. E 16. C
4. C 17. D
5. E 18. C
6. E 19. A
7. E 20. D
8. C 21. E
9. D 22. A
10. B 23. C
11. C 24. E
12. E 25. B
13. C 26. D

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