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FENÔMENOS DE TRANSPORTE
UIA 2 | ESTUDO BÁSICO DO TRANSPORTE DE QUANTIDADE DE
MOVIMENTO (PARTE 1)

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..... 14! 10................... 11! Aula 10 | Teorema do Transporte de Reynolds (T....................................................................................................................................................................... 18! 11..............................................7! Transporte de quantidade de movimento molecular .................. 6! Para Líquidos:......... Cavitação em sistemas de tubulações...................... 6! Aula 8 | Exemplos e Exercícios .......... 8! Aula 9 | Fundamentos e Mecanismos de Transporte de Fluidos (Parte 3) ....................................... 24 Copyright © 2016 Centro Universitário IESB....................................... FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 3 SUMÁRIO Aula 7 | Fundamentos e Mecanismos de Transporte de Fluidos (Parte 2) ........................................ 10! 9........................................... Conservação das Equações ........23 12......................1................................... 20! 11...........................4 Para Gases: ................................................................................................................................................................. Estudos Básicos do Teorema ....................................................... Cálculos com o Teorema de Transporte de Reynolds ....................) ............ Cálculo do Fator de Átrio .............1..........................................................................................3......................................................R............ Descrição Lagrangeana e Euleriana ..........1................................................... Fenômeno da cavitação .............3................................. 22! Aula 12 | As Leis da Conservação na Abordagem Macroscópica (Parte 1) .............................................................................................................................2........................ 7! Regime laminar em uma tubulação .................3............................................................................ Estudo de Processos Estacionários (Permanentes) e transitórios (Variáveis) ............................... 23! 12............................................................ 11! 9..........................1.............1.......................................................................................................................................................................................................................... Cálculo da Perda de Carga Total ........1..........................................2......................... 18! 11............................................T................ Balanço de Massa .2...................... 17! Aula 11 | Fator de Atrito e Perda de Carga ....... ................................................... Fator de Atrito e Perda de Carga ...................... 14! 10................................. 23! 12............................... 10! 9. Todos os direitos reservados........................................................... Pressão de vapor ................ .......................2............ 16! 10................................

$ 0 Copyright © 2016 Centro Universitário IESB.'- Onde o primeiro termo %! & !'() é a suma de uma velocidade média mais uma flutuação da velocidade no sentido x. Os seguintes termos são representação das flutuações no sentido ‘y’ e ‘z’ respetivamente. Nesse sentido um exemplo de um regime laminar será um óleo lubrificante altamente viscoso a baixa velocidade percorrendo um tubo de pequeno diâmetro e seção constante. Assim. Todos os direitos reservados. •! Turbulento Matematicamente podemos avaliar a velocidade do escoamento laminar em uma direção (unidimensionalmente) já que as características do mesmo se conservam. Se bem a maioria dos escoamentos que ocorrem na natureza são em regime turbulento. Estes tipos de comportamento. Para poder abordar o comportamento do escoamento é preciso realizar um estudo de uma quantidade de fluido com características comuns e realizar um estudo apropriado para cada situação. laminar ou turbulento. Na dinâmica dos fluidos a viscosidade cinemática que é uma relação da viscosidade dinâmica e a massa especifica é representada matematicamente da seguinte forma: / . de transição ou turbulento. também variam o seu comportamento devido a viscosidade. Isto quer dizer que podemos avaliar ele no sentido do escoamento só. observamos que com o número de Reynolds podemos definir o regime do escoamento como laminar. As forças viscosas são predominantes num escoamento laminar que é representado por um deslocamento de massa desprezível. determinar os princípios e leis da dinâmica e da teoria da turbulência. por exemplo eixo X (!" ). . se faz preciso. já para um escoamento turbulento um exemplo claro será um fluido pouco viscoso a alta velocidade percorrendo um tubo de grande diâmetro e seção constante. para um escoamento turbulento temos um deslocamento transversal de massa predominante e as forças viscosas são desprezíveis em relação às forças inerciais. quando temos um fluido altamente viscoso é possível ter facilmente um regime laminar. Existem dois principais tipos de escoamento com comportamento definido em função das suas características: •! Laminar. # $ !" A velocidade de um escoamento turbulento possui suas flutuações em ter dimensões. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 4 Aula 7 |!FUNDAMENTOS E MECANISMOS DE TRANSPORTE DE FLUIDOS (PARTE 2) Como já foi apresentado na aula 6. por tanto matematicamente precisa ser descrito da seguinte forma: # $ %! & !'() & *'+ & .

com/gqbpb3f Para uma melhor abordagem neste tema pode fazer uso do livro da biblioteca virtual: Mecânica dos fluidos.com/jj3k5fq Para poder verificar como é o comportamento do escoamento é possível a traves do número de Mach: Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. Saiba um pouco mais dos escoamentos compressíveis: http://tinyurl. SI CGS INGLES >?@ Pa Dina/cm2 Poundals/pie2 AB m/s cm/s Pie/s C m cm pie D Pa. 89 89 673 < / $ 1234 5 $ :. < 89 $ :. Todos os direitos reservados. Saiba um pouco mais dos escoamentos incompressíveis: http://tinyurl. Este fenômeno se apresenta na maioria dos líquidos e alguns gases.5 = 64 = Onde. As variações do comportamento da viscosidade quando um fluido escoa definem o tipo de escoamento: Escoamento compressível e escoamento incompressível. . FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 5 E a viscosidade cinemática será.s E m2/s cm Pie2/s Você poderá apreciar o comportamento da viscosidade nas tabelas existentes no seguinte link: http://tinyurl. de Frank White. No momento em que temos um escoamento de um fluido cuja massa especifica tem variações tão pequenas que se tornam desprezíveis podemos afirmar que é um escoamento incompressível.com/hwtz6lg Os escoamentos compressíveis que usualmente se apresentam nos gases possuem uma variação na massa especifica quando escoam.s=poise Lb/pie.s gm/cm.

. Portanto este é um número adimensional. Todos os direitos reservados.3 " Escoamento é compressível •! Se M = 1. Nesse sentido podemos apresentar as principais características do escoamento: •! Vazão volumétrica QV: [m3/s] A vazão volumétrica refere-se à quantidade de volume que atravessa uma determinada seção por unidade de tempo.S.0 " Escoamento é supersônico PARA LÍQUIDOS: O escoamento será incompressível pois a velocidade de som dos líquidos é muito grande. # H é a velocidade do fluido. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 6 # F$ G Onde.S.M=PTUP=MGVSG!O.3 " Escoamento é incompressível •! Se M > 0.0 " Escoamento é crítico (exemplo: Barreira do som no vôo de aeronaves) •! Se M > 1. Isto quer dizer que temos uma relação entre o volume por unidade de tempo.M=PTUP=MGVSG!O. G H é a velocidade do som. Este número de Mach apresenta os valores para cada comportamento do escoamento: PARA GASES: •! Se M < 0.SP=M=PSWM H IJ $ M QP<RN [ •! Vazão mássica ou descarga Qm:[kg/s] Será o volume de massa especifica que atravessa uma determinada seção por unidade de tempo.SP=M=PSWM H IJ $ M QP<RN [ •! Velocidade V [m/s] Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. assim: IJ $ 05 #5 6K L 7NO!<P 05 X5 Y Z 5 # IJ $ M H :. assim: IJ $ #5 6K L 7NO!<P X5 Y Z 5 # IJ $ M H :. Como já verificamos estas características mudam o meu escoamento dependendo da variável.

second edition 2002. vamos encontrar que independente da geometria de cada bocal temos uma altura em metros coluna de água igual para todos. ou seja. quando a velocidade da placa inferior da figura é MaM\_Q^=` com direção x positiva. Figura 1. R. IJ #$ K •! Pressão P [Pa.s] Esta grandeza é a relação que existe entre uma determinada força e sua área de distribuição. Por tanto temos: •! 243 $ \O]^_Q Z ` \lm5n^op q ` •! / $ cdeMGRM GPfQVRNV=P 5 gdchhijac8k $ ad[ijac8k \O]5 =^_Q Z ` rs •! b $ cdccaM_Q Agora para poder entender o comportamento da velocidade visualizemos como acontece a formação de um perfil de velocidade laminar estacionário para um fluido contido entre duas placas.”. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 7 A velocidade é o comportamento da relação entre o tempo e a distância. Fluido sob pressão atmosférica com diferentes vasos comunicantes. Aula 8 |!EXEMPLOS E EXERCÍCIOS TRANSPORTE DE QUANTIDADE DE MOVIMENTO MOLECULAR Tomado do livro “Transport phenomena. Esta característica define os números de Reynolds e Mach para poder determinar o tipo de escoamento. se temos um reservatório que tem diferentes saídas com forma geométrica diferentes. homogeneidade. a separação entre as placas b $ cdccaM_Q e a viscosidade cinemática / $ cdeMGR . Lembrando que a Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. Calcular a massa especifica da quantidade de movimento de um escoamento em estado estacionário. Byron Bird et. al. Nos fluidos que se encontram sob pressão atmosférica sempre vamos encontrar um equilibro nas forças internas e externas. 243 MP<M\O]^_Q Z `. Todos os direitos reservados. Solução Para começar o uso das equações precisamos que as variáveis utilizadas no exercício se encontrem no mesmo sistema de unidades. Assim. .

2002. Devido a que temos uma velocidade constante podemos verificar que a relação entre a velocidade e a altura é constante.. Byron Bird et. Fonte: R. Formação do perfil de velocidade laminar estacionário entre duas placas. temos que: 673 t73 1adcM_Q^= $ $ $ 1acccM= 89 ! 6b tb cdccaM_Q Finalmente ao substituir na equação. Lembrando que a lei da viscosidade de Newton estabelece que a tenção cisalhante por unidade de área é proporcional ao negativo do gradiente de velocidade. R. al. . Para nosso volume de controle temos que o sistema se encontra inicialmente em repouso.. Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. Todos os direitos reservados. No instante em que Q $ c. temos: 673 = O] 243 $ 1/ $ 1 ad[ijac8k O]5 Z 1acccM= 89 $ ad[ijac8Z ! 6b _Q _Q Z REGIME LAMINAR EM UMA TUBULAÇÃO Qual é a equação que define um escoamento laminar completamente desenvolvido em uma tubulação circular. Byron Bird et. Figura 1. Na medida que o tempo o fluido adquire uma quantidade de movimento e finalmente se estabelece um perfil de velocidade lineal no estado estacionário. al. 2002. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 8 definição de laminar é quando as camadas adjacentes do fluido (“laminas”) se deslizam uma sobre a outra de maneira ordenada. Para entender a seguinte figura precisamos imaginar duas placas com um fluido entre elas. a placa superior se encontra fixa e a placa inferior começa o movimento na direção x a uma velocidade constante.

6VPfQPM6PMRSP==yN vj O gasto volumétrico será: { z$ M #5 6K $ !5 gX5 S5 6S L | Juntando estas duas equações temos: { a v: z$ S Z 1 u Z 5 gX5 S5 6S | [/ vj Desenvolvendo está equação temos que: { X v: z$ S } 1 u Z S 6S | g/ vj { X v: S ~ uZS Z z$ 1 g/ vj [ g | ~ ~ X v: u u z$ 1 g/ vj [ g X v: u~ z$ 1 g/ vj [ Xu ~ v: z$ 1 h/ vj Para um escoamento completamente desenvolvido o gradiente de pressão é constante. a velocidade é dada por: u Z v: S Z !$1 a1 [/ vj u Onde. . Todos os direitos reservados. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 9 Solução Para um escoamento laminar completamente desenvolvido em uma tubulação circular. v: MwMNMxS. por tanto temos: v: :Z 1 :9 t: $ $1 vj   Substituindo temos: Xu ~ t: z$ h/  Onde a velocidade média está dada por: z # $M K Finalmente temos: Xu ~ v: # $M1 h/Xu Z vj Copyright © 2016 Centro Universitário IESB.

que precisa de muita atenção. . FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 10 u Z v: # $M1 h/ vj Para determinar o ponto de velocidade máxima precisamos derivar a velocidade interna e igualar a zero. ou seja.com/gu398tc O fenômeno da cavitação é produzido quando o fluido alcança a pressão de vapor. que a aceleração chego no seu máximo valor. pode ser estudado em Turbomáquinas por exemplo. Para um maior entendimento precisamos do conceito de pressão de vapor.com/h3ettjs Aula 9 |!FUNDAMENTOS E MECANISMOS DE TRANSPORTE DE FLUIDOS (PARTE 3) 9. Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. para a seleção e desenho das mesmas ou bem em diferentes estruturas onde temos essa mudança brusca de velocidade do escoamento em interação com uma parte solida.1. As bolhas de gás se movimentam de zonas de pressões mais baixas para as zonas de pressões mais altas e ocorre uma implosão. Para visualização do fenômeno podem assistir o seguinte vídeo: http://tinyurl. Este fenômeno. Neste momento o fluido vira gás ou muda de estado formando bolhas de gás. Todos os direitos reservados. isto na seguinte equação: u Z v: S Z !$1 a1 [/ vj u Quando afirmamos que a derivada a velocidade é igual a zero estamos falando que não tem mais aceleração. 6! a v: $ S$c 6S g/ vj Substituindo u Z v: !ÄÅ3 $ 1 $ g# [/ vj Sugiro tentar se ajudar com os seguintes exercícios: http://tinyurl.!FENÔMENO DA CAVITAÇÃO O fenômeno da cavitação acontece nos fluidos com uma variação prejudicial do escoamento que a sua vez causa um desgaste na parte solida do conduto. Esta implosão provoca ondas de expansão que são prejudiciais às estruturas.

ou seja. A pressão de vapor. mudam de estado virando gás.!CAVITAÇÃO EM SISTEMAS DE TUBULAÇÕES. Nas tubulações este fenômeno físico possui duas fases: • Cambio de estado liquido ao gasoso.usp.com/fenomeno-cavitacao 9.com/z5ar6y8 Figura 1. Figura 2.dequi. podem assistir o exemplo do seguinte vídeo: http://tinyurl.2.engenhariacivil. Pv. Pressão de vapor vs temperatura.3. . Fenômeno da cavitação. será simplesmente aquela pressão para uma temperatura dada no qual o liquido gera aquelas bolhas de gás. O fenômeno é muito frequente nos sistemas hidráulicos onde existe esta mudança brusca da velocidade do liquido tais como: Copyright © 2016 Centro Universitário IESB.br/~tagliaferro/Apostila_de_Bombas. Todos os direitos reservados. Assim coexiste as fases de liquido e vapor.eel. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 11 Para uma maior explicação do falado. os líquidos se vaporizam. •! Cambio do estado gasoso ao estado liquido.!PRESSÃO DE VAPOR Para certas condições de temperatura e pressão. Fonte: http://www. Fonte: http://www.pdf 9.

Fonte: http://www.jpg Partes não moveis: •! Estrangulamentos bruscos Figura 5. Figura 3.poliend. Turbina Francis. Fonte: http://www.wikipedia. Todos os direitos reservados.br/ver_noticia.br/2011/blog/?p=1594 •! Turbina Francis Figura 4. Fonte: https://es. .org/wiki/Rodete#/media/File:Francis_Runner_InWorkshop_300.com.revistafatorbrasil.com.php?not=28905 Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 12 Partes móveis: •! Pás de turbinas e pás de barcos. Vista geral de uma turbina. Estrangulamentos bruscos.

na temperatura de bombeamento. Fonte: http://blog. Válvulas reguladoras.wordpress. ou seja.& & & RPS6. . até o ponto de levar a estrutura à falha: Figura 7. a pressão deste ponto será comparada com a seguinte tabela e verificaremos se existe ou não o fenômeno da cavitação.co/metalografia/ Para poder desenvolver o comportamento matemático do fenômeno da cavitação precisamos trabalhar com o comportamento da conservação da energia que é apresentada por Bernoulli. Onde temos que a somatória de todas as energias é constante ao longo da tubulação. em qualquer ponto do sistema de bombeamento. for reduzida (ou igualada) abaixo da pressão de vapor.” Fonte: http://tinyurl. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 13 •! Regulação mediante orifícios e válvulas reguladoras Figura 6.Sx. Todos os direitos reservados.com/zkr7esp Então quando isolamos a pressão absoluta do ponto tal e como apresenta o link acima. Corrosão por cavitação. Copyright © 2016 Centro Universitário IESB.com/estudio-funcional-de-las-valvulas-distribuidoras/valvulas-reguladoras-de-caudal/ E os efeitos do desgaste pela cavitação podem ser enormes. Estará aí iniciado o processo de cavitação.com/he7rn3g Quando acontece a cavitação? “Se a pressão absoluta do líquido. $ GNf=Q. parte deste líquido se vaporizará. Fonte: https://sistemasneumaticos.utp. formando “cavidades” no interior da massa líquida.M6PMG. que a somatória da energia potencial mais a energia cinética mais a energia de pressão e uma perda de carga é constante: : #Z .edu.fQP Ç gx Saiba mais da equação de Bernoulli: http://tinyurl.

FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 14 Tabela 1. pois ele é capaz de converter a análise de uma partícula em uma análise de volume de controle. o que dificultaria uma análise para uma quantidade alta de partículas. o interesse do pesquisador é observar o efeito de interação do escoamento para com outro corpo.R. Todos os direitos reservados. O teorema do transporte de Reynolds foi criado justamente para facilitar essa análise de um fluido (gases e líquidos).com/hwnjnxp Aula 10 |!TEOREMA DO TRANSPORTE DE REYNOLDS (T.1. Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. será de extrema importância compreender e conhecer novas ferramentas capazes de descrever os fenômenos presentes em um escoamento. Para que isso seja possível precisamos estudar leis que caracterizam o movimento dos fluidos. em outras situações. Pressão de vapor e peso especifico da água. as quais se comportam de maneira diferente umas das outras.!ESTUDOS BÁSICOS DO TEOREMA Para avançar com nossos estudos sobre a dinâmica dos fluidos. Lembre-se que a física trata apenas de partículas.T. Fonte da tabela completa: http://image. Ou seja saímos do conceito de partícula e fomos para o conceito de volume.slidesharecdn. .jpg?cb=1427133616 Uma explicação do fenômeno da cavitação com um exemplo pode ser visualizada ao seguir: http://tinyurl. considerando a abordagem dos sistemas com uma massa fixa de fluido quanto a abordagem com volumes de controle. Na maioria das vezes o interesse é de estudar o que acontece em uma região especifica do volume de controle.) 10.com/selecao-bombas-centrifugas-i-150323175958-conversion-gate01/95/selecao-bombascentrifugasi-10- 638.

então b é a massa de uma laranja dívida pela sua própria massa. afinal é dele que surgem as leis base. http://tinyurl. que não depende da massa.Volume de controle.com/hblx8tl Na Figura 1 vemos um fluido se deslocando ao longo de um tubo curvo. f é o vetor normal ao elemento de área e Ö a velocidade do fluido. Se definirmos B como um parâmetro físico e b a quantidade desse parâmetro por unidade de massa. o volume de controle 7G. Enquanto b é denominada como uma propriedade intensiva (vista anteriormente). . b seria igual a 1. Com esse conceito solido podemos entender agora B como uma propriedade extensiva. a superfície de controle =G. Isso ilustra bem a ideia de sair do conceito microscópicos (partícula) para um conceito macroscópico (volume).MK é a área. Esse teorema é fundamental para a descrição da dinâmica dos fluidos. se pensarmos em uma única partícula poderemos ver ela se chocando na parede desse tubo. a massa. velocidade. Assim como todas as leis da física devemos formular o teorema estudado em função de parâmetros físicos. Lei da Conservação de Massa. Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. ou seja. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 15 Figura 1 . o tempo Q. Caso ainda não esteja com o conceito fixado na cabeça acesse o site: http://tinyurl. No entanto se pensarmos em diversas partículas atuando de forma aleatória. # o volume. E se agora B fosse a suculência da laranja? Teríamos então que b seria a suculência pela massa da laranja.com/gqsvk6c Portanto agora é possível escrever o Teorema do Transporte de Reynolds na sua forma geral: YÉ=V=Q v $ 0] 6# & ]0Ö5 f6K YQ Ñr vQ nr Onde é possível perceber nossa propriedade intensiva ] e extensiva É. uma propriedade comum a toda aquela massa de fluido. mas é comum analisar alguns parâmetros de um fluido pela unidade de massa. Ou seja: É $ ]5 < Onde < é a massa de fluido que estamos analisando. agindo com uma força na parede. criando na parede uma força. Como por exemplo. teremos o conceito de pressão. Todos os direitos reservados. Fonte :Klaus Weltner. Para facilitar o raciocínio podemos dizer que B é a massa de uma laranja. Lei de conservação de energia e lei da conservação de quantidade de movimento. temperatura e aceleração. Pode parecer estranho.

FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 16 Com o objetivo de facilitar a vida do estudante construí uma tabela que facilite relacionar as propriedades intensivas e extensivas que devemos utilizar no teorema do transporte para garantir a variação certa entre propriedades: B b m 1 R 7 Ü Rá7 E e S s Onde m é a massa. Podemos exemplificar a descrição euleriana pela medição da velocidade do vento por um tubo de pitot. 10. ou seja. . ! Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. Exemplificando.2. massa e massa especifica em função do espaço e tempo. y e z). imagine que eu conheço a posição que uma partícula de fumaça percorre ao longo de uma chaminé e posiciono diversos termômetros ao longo dessa chaminé para calcular a temperatura daquela partícula onde o tempo e a posição são variáveis do problema. Vamos interpretar um pouco a equação do transporte começando com o termo a esquerda do sinal de igual. Esse termo caracteriza a variação do comportamento do nosso parâmetro físico a ser estudado em questão. em função do tempo. S a entropia e s a entropia por unidade de massa. pois temos todos os parâmetros disponíveis ao longo do tempo para uma certa posição em que o tubo de pitot foi fixado. Lembrando que o sistema é tudo aquilo que passa pelo volume de controle no tempo analisado. e energia cinética por unidade de massa. Todos os direitos reservados. O outro método tem o conceito de acompanhar uma única partícula fluida e determinar como e quanto as propriedades dessa partícula variam em função de um tempo determinado. Ou seja temos apenas a pergunta. A segunda integral representa o quanto dessa propriedade está saindo (escoando) pela superfície de controle. como nosso parâmetro se comporta em função do tempo. R é a quantidade de movimento linear Ü é a quantidade de movimento angular. E a energia cinética. Iniciando da esquerda para direita temos que a primeira integral significa a taxa de variação.!DESCRIÇÃO LAGRANGEANA E EULERIANA A mecânica dos fluidos pode ser analisada de dois modos. No lado direito da equação temos as “respostas”. a quantidade da propriedade que passa no volume de controle. Essa descrição é conhecida como Euleriana. nas três direções (tridimensional H x. O primeiro usa o conceito de que o fluido é descrito por todos os seus paramentos necessários como a velocidade.

FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 17 10. caso os vetores forem opostos o teta será igual a 180º e o valor do cosseno será -1. É necessário que todos os alunos lembrem que o produto escalar é dado pela formula: Ö5 6K $ 75 K5 GN=à Portanto se os dois vetores apontarem na mesma direção. Então o Teorema do Transporte de Reynolds vai ficar: v c$ 06# & 0Ö5 f6K Ñr vQ nr Quando isolarmos os termos. Basta lembrarmos daquela velha ideia que a massa especifica é uma função da massa total sobre o volume. o cosseno de teta zero será igual a 1. v 06# $ 1 0Ö5 6K vQ Ñr nr O primeiro termo (esquerda) representa a taxa de aumento ou diminuição da massa dentro do volume de controle em relação ao tempo.3. pois dada uma área A o produto escalar Ö5 6K pode ser positivo ou negativo.Volume de controle e a direção dos vetores. Arbitrando que nosso volume possa variar devido a algum fenômeno. Todos os direitos reservados. b. um de cada lado da equação teremos a seguinte forma. de acordo com a formulação: 6< $c 6Q Sabemos também que a massa do sistema pode ser obtida pela integral da massa especifica (0) vezes o diferencial de volume. Copyright © 2016 Centro Universitário IESB.!CÁLCULOS COM O TEOREMA DE TRANSPORTE DE REYNOLDS Então como ficariam aquelas formulações entre sistema e volume de controle no princípio da conservação de massa. A Figura 2 ilustra quando os vetores são opostos (vermelho) teremos um produto escalar negativo. Enquanto o outro termo representa taxa liquida de massa que está entrando ou saindo da superfície. B. . Figura 2 . <n 0$ MMMM H MMM <n $ 06# # Ñ Se trabalharmos com a massa no teorema do transporte de Reynolds teremos que nossa propriedade intensiva. Note que o sinal negativo depende apenas do referencial. quando os vetores forem na mesma direção o produto escalar será positivo. conforme a tabela apresentada anteriormente para as propriedades intensivas e extensivas. será igual a 1 e minha propriedade extensiva. Lembrando que a conservação da massa diz que a massa no sistema permaneça constante. é a massa. dependendo apenas para onde apontarem os vetores.

fora da integral. . devemos levar em conta as propriedades da parede ou contorno no qual o fluido está escoando em seu confinamento. ou seja.1.com/hjurcnb Aula 11 |!FATOR DE ATRITO E PERDA DE CARGA 11. se o meu fluido for incompressível. Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 18 Para relembrar mais sobre o produto escalar leia sobre o assunto no site: http://tinyurl. um escoamento com limites espaciais devido a uma barreira física.!FATOR DE ATRITO E PERDA DE CARGA Quando analisamos um escoamento confinado. como ficaria o Teorema do Transporte de Reynolds para o caso da conservação de massa? Simples: Colocamos a massa especifica em evidência.com/zwkc5kx Por fim. Todos os direitos reservados.com/h7t6dle http://tinyurl. caso que ocorre nos fluidos com massa especifica constante. Dividindo os dois lados pela massa especifica temos: v 0 6# & 0 Ö5 6K $ c vQ Ñr nr v 6# & Ö5 6K $ c vQ Ñr nr Como a integral de volume para um diferencial de controle é o próprio volume de controle:M v # & Ö5 6K $ c vQ nr Se o volume de controle permanece constante no tempo temos que a derivada do volume de controle é igual a zero. sobrando apenas a integral da superfície de controle do produto escalar entre a velocidade e a área: Ö5 6K $ c nr Se minha velocidade for constante na seção de área temos por fim que essa integral representa um somatório dos produtos escalares das superfícies de controle é igual a zero: Ö5 K $ c Os alunos podem encontrar exercícios resolvidos para conservação de massa para um volume de controle: escoamento uniforme nos sites: http://tinyurl.

Todos esses condutos exemplificados. são feitos para suportar uma grande quantidade de pressão. quanta pressão seria necessária gerar para que esse fluido fosse capaz de subir andares e mais andares até a caixa de água. ou seja.com/z58k8e2 Para facilitar o processo de aprendizagem. Entenda que até as superfícies mais lisas possuem rugosidade. A rugosidade uma quantidade adimensional que mede o quão retilíneo é um plano. . ou melhor. vamos considerar que o transporte de fluidos em um conduto fechado será dado apenas em condutos de seção transversal circular. o escoamento na madeira tende a ser mais lento que sobre o vidro. Podemos pensar no caso de uma placa de vidro e uma de madeira lixada. Isso porque a maioria dos dutos que existem podem ser aproximados para uma seção transversal circular como por exemplo. Figura 3: Bombeio de agua até caixa d'água. os canos de um edifício. mangueiras hidráulicas e veias do corpo humano entre outros exemplos. Viscosos porque sabemos que todos os fluidos possuem viscosidade. Mas como saberemos dimensionar essa bomba. Todos os direitos reservados. Para efeito de cálculos os tubos estarão sempre preenchidos com fluido e o mecanismo principal para realizar o deslocamento do escoamento é o gradiente de pressão mostrada pela fórmula abaixo: tR $ R9 1 RZ Os condutos têm também grande representatividade nessa diferença de pressão causada no escoamento. elas não são como vemos na figura 2 abaixo. ou seja. geralmente. mesmo a olho nu parecendo lisas. para entendermos esse fenômeno devemos estudar os escoamentos viscosos em condutos. Fonte: http://tinyurl.com/jgo6z6z Bom. Caso o conceito de viscosidade ainda não esteja sólido para o aluno releia o site: http://tinyurl. Esse tipo de fenômeno acontece devido a rugosidade do material. É de senso comum que precisamos que exista uma bomba trabalhando para que a água chegue até a caixa d’água no terraço do edifício. na qual corre agua (fluido) da base de um prédio para o seu topo vide figura 1. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 19 Facilitando o raciocínio vamos pensar em uma tubulação predial. isso quando olhamos microscopicamente. dutos de saneamento. A Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. o fluido tende a escoar mais rápido por cima de uma superfície lisa que em uma superfície rugosa.

Tubulação e perdas de carga. seja ele laminar ou turbulento. A utiliza formulações matemáticas para o cálculo de â (fator de atrito). Figura 4 . A perda de carga total é a soma entre as duas perdas de carga.com/h8yvwf3 A perda de carga está associada ao cisalhamento que o fluido tem com a parede das tubulações e geralmente está associada a uma perda de pressão provocada pelos caminhos nos quais o fluido escoa. Fonte: http://tinyurl. ilustra no retângulo verde aonde ocorrem as perdas distribuídas e em vermelho onde ocorrem as perdas localizadas. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 20 rugosidade está intrínseca mente ligado ao fator de atrito (â). As perdas localizadas por sua vez são aquelas perdas características de elementos individuais como os joelhos da tubulação. ou seja. Caso queira uma explicação mais profunda sobre rugosidade leia: http://tinyurl. A figura 3. .com/zrukwln Figura 4 . as perdas distribuídas e as perdas localizadas. Ele é baseado na distribuição da tensão de cisalhamento no escoamento do tubo. Existem duas formas mais difundidas para se calcular o fator de atrito. abaixo.fonte: http://tinyurl.Material e sua rugosidade. O fator de atrito (â) é um parâmetro básico para calcular a perda de carga. as bifurcações entre outras. Existem duas categorias gerais de perda de carga.com/gqcebcg 11.2. ao longo de uma extensão de tubo retilíneo. Essas equações mudam Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. Todos os direitos reservados.!CÁLCULO DO FATOR DE ÁTRIO O cálculo do fator de atrito está associado com a perda de carga distribuída e é um problema muito comum no estudo do transporte de fluidos. As perdas distribuídas são aquelas que tem sua ocorrência em trechos lineares da tubulação. Vale ressaltar que na maioria das vezes as perdas de carga distribuídas são muito maiores do que as perdas localizadas.

Segue a tabela abaixo explicando como calcular o fator de atrito com as fórmulas: Regime Coeficiente de Atrito â i[ Laminar (Re>2000) _$ uP a gdêa Transição $ M 1g çéè9| _ uP _ a ëí gdêa Turbulento Rugoso $ M 1g çéè9| & _ ìdeY uP _ Onde ëí significa a rugosidade relativa do material. . utilizaremos o diagrama de Moody. leia: http://tinyurl. Basta seguir a linha da rugosidade relativa e marcar no ponto onde ela cruza com o número de Reynolds. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 21 para cada regime diferente do escoamento e são dependentes de diversos parâmetros como o Número de Reynolds.com/ztcnz7w Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. Exercícios estão disponíveis no site: http://tinyurl. O relembrando que o número de Reynolds é a relação entre as forças viscosas e as forças de inércia de um escoamento. D é a viscosidade dinâmica do fluido e åMé a velocidade média do escoamento.com/jnxjlm3 Para sabermos em qual regime o escoamento se encontra e calcularmos o fator de atrito. basta calcularmos o Número de Reynolds. Caso necessite relembrar sobre massa especifica leia: http://tinyurl. Esse gráfico apresenta o fator de atrito em uma escala logarítmica em função do Número de Reynolds e da rugosidade relativa. ã o diâmetro do tubo. Todos os direitos reservados. a rugosidade dividida pelo diâmetro do tubo. Esse número pode ser definido com a seguinte equação: 07Y uP $ / Onde ä é a massa especifica do fluido. Para obtermos o cálculo do fator de atrito pela segunda forma.com/ju6zde7 Caso o conceito de viscosidade dinâmica seja estranho a você. ou seja. Depois traçamos uma paralela até o fator de atrito na esquerda.

!CÁLCULO DA PERDA DE CARGA TOTAL Agora que temos todas as variáveis necessárias para calcular a perda de carga. ã o diâmetro do tubo em metros.3. Podemos calcular essa perda pela seguinte formulação: 7Z ïl $ õ5 gx Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. A perda de carga distribuída pode ser calculada. A perda de carga localizada é aquela que acontece em conexões nas tubulações.  7Z ïñ $ _5 5 Y gx Onde óò é a perda de carga distribuída. Portanto bastando somar as duas perdas de carga teremos a perda total. A perda de carga total depende da perda de carga distribuída e da perda de carga localizada. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 22 Figura 4 . â oo fator de atrito.com/h46fs7u É possível ver na figura 4 que com os dois parâmetros citados temos o coeficiente de fricção. utilizando a formulação abaixo. Para este cálculo é necessário também considerar o fator de atrito calculado. e ela só é calculada para seções de tubulação retilínea (reta) como antes abordado. vamos apresentar as formulações necessárias para o calculo da perda de carga total. ô é o comprimento do tubo em metros. 11. A é a velocidade em metros por segundo quadrado e ö a gravidade.Diagrama de Moody. conceitos apresentados anteriormente. Fonte: http://tinyurl. ou coeficiente de atrito â (no gráfico aparece como î) e assim sendo possível calcular a perda de carga. ou pelas fórmulas ou usando o diagrama de Moody. . para nós na maioria das vezes é a perda de carga que encontramos nos ‘’joelhos’’ e válvulas das tubulações. Todos os direitos reservados.

T.R. Note que quando dizemos transporte. Isso significa que. abordada na aula 10.!ESTUDO DE PROCESSOS ESTACIONÁRIOS (PERMANENTES) E TRANSITÓRIOS (VARIÁVEIS) Dentro desses estudos temos que destacar algumas simplificações de extrema importância como os processos que caracterizam um tipo de escoamento. 12. . segue a ideia de como o fenômeno se movimenta e comporta pelo escoamento. No entanto na mecânica dos fluidos é comum resolvermos problemas que envolvem volumes de controle com uma descrição Euleriana. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 23 Onde K é um coeficiente adimensional dado para cada tipo de conexão e válvula.1.) vimos que esse teorema era responsável por transformar equações inicialmente concebidas para sistemas. com massa fixa. aplicaremos a fórmula para cada conexão/válvula e somaremos todos para obter a perda localizada total.T. com volume fixo. em equações para volumes de controle.!CONSERVAÇÃO DAS EQUAÇÕES Quando estudamos o Teorema do Transporte de Reynolds (T. Lembrem também que era possível aplicar o T. as equações adequadas para realizar a análise nos volumes de controle estabelecidos são montadas partindo das leis mais elementares aplicadas aos sistemas (massa fixa).R. Por fim então a perda de carga total é obtida pela fórmula:  7Z 7Z ÜpúpÅl $ M_5 5 & õ5 Y gx gx Lista de exercícios resolvidos sobre perda de carga no site: http://tinyurl.1. Pois bem.com/j8h88on Os elementos mais importantes para encontrar equações para o volume de controle são que o aluno tenha o entendimento do que é um sistema e do volume de controle que ocupa uma determinada região no espaço em um instante t e claramente o Teorema do Transporte de Reynolds.1. Analisar o escoamento é necessário para entender Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. Relembre as diferenças das descrições Eulerianas e Lagrangeanas no site: http://tinyurl.com/zy5luu2 Aula 12 |!AS LEIS DA CONSERVAÇÃO NA ABORDAGEM MACROSCÓPICA (PARTE 1) 12. para alguns tipos de grandezas físicas e obter equações que caracterizavam o transporte daquela grandeza pelo escoamento. Todos os direitos reservados.

Caso tenha dificuldades de entender o assunto leia: http://tinyurl. os regimes permanentes são aqueles que em um determinado ponto não variam com o tempo. Os regimes estacionários ou como preferimos chamar na mecânica dos fluidos. e os verdadeiramente aleatórios. Se essa simplificação não for possível teremos que caracteriza-lo dentre de algum tipo de escoamento transitório. se conserva ou se mantem ao longo de todo o sistema. Todos os direitos reservados. são eles os transitórios periódicos. temos uma análise bem simplificada do problema. No entanto é razoável que para alguns casos sejam considerados o regime permanente do escoamento. Entendendo de uma forma mais analítica. em um sistema. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 24 como o escoamento se comporta em relação a algumas variáveis.2. portanto é nula. pois é muito difícil analisar escoamentos transitórios tanto analiticamente quanto experimentalmente. afinal a maioria dos escoamentos tem um campo de velocidade que varia com o tempo. no tempo a massa não varia conforme apresentada na equação vista na aula 10: Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. Figura 5: Escoamentos: a) Escoamento permanente. a derivada da velocidade não varia no tempo. o princípio da conservação da massa. vÖ $c vQ O que foge um pouco da realidade. Ele exprime que a massa. Sua formulação diferencial é apresentada descrevendo que a taxa de variação temporal da massa é igual a zero. mesmo que pequeno.) independem do tempo para qualquer ponto.!BALANÇO DE MASSA Podemos definir um sistema por uma quantidade fixa e com identificação de material. assim podendo realizar simplificações que nos permitem o cálculo das equações de balanço de massa entre outras. . Portanto um conceito pode ser estabelecido. ou seja. não periódicos. O que nos compete entender é que no caso de um escoamento permanente podemos aplica-lo a pontos fixos. Quando o regime é permanente os parâmetros (temperatura. massa especifica e etc.com/jana9em 12. Quando o escoamento pode ser admitido como permanente. Identificar qual tipo de escoamento transitório se está abordando geralmente não é uma tarefa muito fácil. b) Escoamento transitório.

a taxa de variação temporal da massa no volume de controle será nula. em qualquer ponto. levando em conta todo o volume de controle. As formulações integrais que estou apresentando até aqui. Se você não enxergou isso tudo bem vou esquematizar para que melhore o entendimento. sobre o teorema do transporte de Reynolds. servem para que o aluno entenda a tentativa de abordar o problema da forma mais geral possível. Se aplicarmos novamente o teorema do transporte de Reynolds para a massa teremos a seguinte equação: Y v 06# $ 06# & 0Ö5 f6K YQ vQ Ñr nr n"np Se formos interpretar essa equação fisicamente podemos dizer que é a taxa de variação no tempo da massa do sistema é igual a taxa de variação temporal da massa no volume de controle mais a vazão liquida de massa que passa pela superfície de controle. Se olharmos atentamente para equação veremos que o primeiro termo antes da igualdade se parece muito com as definições de conservação de massa e descrição da massa do sistema. No caso da nossa equação da continuidade teremos que a massa especifica (0) será constante. Se relembrarmos a aula 10. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 25 YFn"np $c YQ Onde Fn"np é a massa do sistema e pode ser representada de maneira geral por: Fn"np $ 06# No qual 6# representa o diferencial de todo o volume do sistema. ou seja. permanecem constantes. E agora entram as considerações do escoamento. Então ficamos com apenas os termos do lado direito da igualdade certo?! Sim só com as duas integrais: v c$ 06# & 0Ö5 f6K vQ Ñr nr Agora nos restou apenas os termos que expressam a taxa de variação temporal da massa no volume de controle e a vazão liquida de massa na superfície de controle respectivamente. como a massa especifica é constante ao longo do tempo. E se dissermos que o escoamento já está totalmente desenvolvido e se encontra em regime permanente. já fizemos a aplicação considerando a conservação da massa para um sistema em um volume de controle. YFn"np Y $ cMMMPMMMFn"np $ 06#MMMMM H MMMM 06# YQ YQ n"np Que é exatamente o primeiro termo da nossa equação do transporte de Reynolds utilizando a massa. No caso a equação da massa podemos entender que a massa de todo o sistema corresponde ao somatório das massas distribuídas pelo volume do sistema. . Todos os direitos reservados. Traduzindo na equação: v 06# $ c vQ Ñr Sobrando apenas o termo da vazão liquida de massa que passa pela superfície de controle: Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. o que isso implica? Bom quando o regime é permanente temos que as propriedades do escoamento.

no entanto vale lembrar da aula 10 que quando o vetor velocidade aponta em uma direção diferente do vetor de área o termo é negativo. uma vez que sabemos a velocidade de entrada. Por último bastaria fazer o balanço de massa: <nÅ" 1 <ùûpíÅ $ c Pronto esse é um exemplo como seria simples realizar o cálculo de um balanço de massa em um volume de controle. quando apontam na mesma direção temos uma vazão liquida de massa positiva. Figura 6: Balanço de massa em um volume de controle Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. Agora que conhecemos uma forma simples de realizar o balanço de massa passa um volume de controle. Então 0Ö5 f6K é a vazão de massa que passa através da área. 0Ö5 f6K $ <nÅ" 1 <ùûpíÅ nr Geralmente para simplificar autores abordam que o balanço de massa é representado pela vazão mássica que sai menos a vazão mássica que entra em quilograma por segundo [Kg/s]. Queremos descobrir com qual velocidade o fluido sai da tubulação. O que fazer?! Primeiramente devemos analisar qual seria nosso volume de controle. A Conservação de Massa da massa em um volume de controle também é conhecida como Equação da Continuidade. Após estabelecer os limites do nosso volume de controle. <. Finalmente se formos aplicar isso em forma de um exemplo. Uma expressão muito comum utilizada para quantificar a vazão mássica. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 26 c$ 0Ö5 f6K nr Como abordado anteriormente o termo Ö5 f6K dentro da integral representa o produto escalar do vetor velocidade perpendicular à superfície de controle e uma área infinitesimal (diferencial) 6K. iriamos observar como se comporta o fluido que passa por ele. da velocidade † e da área °. Todos os direitos reservados. basta pensar em um tubo no qual nosso escoamento é permanente. em uma seção da superfície de controle de área K é dada por: < $ 0I $ 0KÖ Ou seja dependendo apenas da massa especifica ä. da vazão ü dada em [m³/s]. tomando nota por onde o fluido entra e por onde o fluido sai. como iremos expressar a vazão em massa para resolver nosso problema. .

Fique atento. Vamos lá?! ! ! ! ! Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 27 Segue alguns exercícios resolvidos em forma de vídeos para a fixação do assunto: http://tinyurl. acesse a Verificação de Aprendizagem da unidade no menu lateral das aulas ou na sala de aula da disciplina. . Todos os direitos reservados. essas questões valem nota! Você terá uma única tentativa antes de receber o feedback das suas respostas. Chegou o momento de verificar sua aprendizagem. com comentários das questões que você acertou e errou.com/j3mljvo Você terminou o estudo desta unidade. Quando se sentir preparado. Ficou com alguma dúvida? Retome a leitura.

Uso das equações de Darcy-Weisbach e de Colebrook-White". Robert. FOX. 2004. 504 p. YOUNG.. Mecânica de Fluidos y Maquinas Hidráulicas. D. 2008. 2da Edição.. STREET. Todos os direitos reservados. Ondas e Termodinâmica. MUNSON. OKIISHI. VENNARD.br/condutos. R. Fluids Mechanics. Acessado em 31 Agosto 2016. R. H. México: Harla. R. C. R. Copyright © 2016 Centro Universitário IESB. Rio de Janeiro: LTC. A. FALCO. MUNSON. Análise de escoamento em condutos forçados.com.htm>. 1997. Bruce R. 1978. 2001. Yunus A. ÇENGEL. Jearl. MATAIX. 4ª ed.uol. FENÔMENOS DE TRANSPORTE | UIA 2 | 28 REFERÊNCIAS CAMARGO. L.. Frank M. 582 p MATTOS. W. B. 804p. CIMBALA. Rio de Janeiro: LTC. WHITE. São Paulo: Edgard Blücher. Fundamento da Mecânica dos Fluidos. HALLIDAY. University of Rhole Island.. J. F. 850p. L Elementos de Mecânica dos Fluidos. RESNICK. WALKER.. Bombas Industriais. Rio de Janeiro: Guanabara Dois. Introdução à Mecânica dos Fluidos. 2014. 5 ed.. John M. E. Mecânica dos Fluidos: Fundamentos e Aplicações. 4ª ed. . McGraw-Hill. 687 p. 1970. maio/2001.. K. 1996. David.xpg. T. Fundamentos de Física 2: Gravitação. E. Fundamentals of Fluid Mechanics. Disponível em: <http://hidrotec.