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AGORA OU NUNCA (Ageu 1:1-15)

INTRODUÇÃO:

Meus amados irmãos , é importante quando lemos um profeta entendermos o contexto em


que ele está inserido, é de suma importância entendermos a situação do povo ou da cidade
em que ele está inserido. É importante compreendermos o contexto histórico a realidade a
qual se deu a profecia de Ageu.
Nós temos diante de nós, como plano de fundo, a primeira voz profética após o exílio, do
termino do exílio.

Outra coisa que precisamos deixar claro aqui é o que o exílio, que significa este evento tão
importante na historia do povo de Deus.
O exílio babilônico, é o evento que deixou o povo de Israel no cativeiro por 5 décadas, é
contado em 2Rs 25 ou também em Jeremias 52.
O cativeiro da Babilônia, também considerado como Exílio, é a deportação em massa dos
hebreus do Antigo Reino de Judá transferidos para a Babilônia, pelo então Rei Nabucodonosor.
Era uma estratégia de guerra muito comum fazendo com que os exilados se desarticulassem e
não causassem mais problemas de rebeldia.
Para os profetas o Exílio é um tempo de purificação, uma conseqüência do pecado de Israel.
Para eles trata-se de uma punição divina, por causa da infidelidade do povo.
Dentre todos os profetas, o mais enérgico e trágico para anunciar o chamado ao
arrependimento do povo de Judá foi Jeremias. Seu livro é riquíssimo em detalhes dessa época
e nos apresenta um quadro vívido e altamente descritivo da perversão de Judá e de sua
consequente derrota para os babilônios.
Um dos trechos mais marcantes é o capítulo 5. Neste capitulo
O profeta identificava a degradação moral e espiritual do povo de várias maneiras:

1. Adultério e prostituição: “… adulteraram, e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos;


como garanhões bem fartos, correm de um lado para outro, cada um rinchando à mulher do
seu companheiro” (v. 7-8);
2. Ateísmo prático: “Negaram ao SENHOR e disseram: Não é ele” (v. 12);
3. Abandono da Palavra: “Até os profetas não passam de vento, porque a palavra não está
com eles…” (v. 13);
4. Violência: “A sua aljava é como uma sepultura aberta; todos os seus homens são valentes”
(v. 16);
5. Idolatria: “Como vós me deixastes e servistes a deuses estranhos na vossa terra…” (v. 19);
6. Falta de discernimento espiritual: “… ó povo insensato e sem entendimento, que tendes
olhos e não vedes, tendes ouvido e não ouvis” (v. 21).

Os historiadores confirmam que o cativeiro termina em 538 a.C. (50 anos depois da primeira
deportação). No primeiro ano do reinado de Ciro II, conquistando a cidade de Babilônia em
539 a.C. Ciro emite um decreto e autoriza o retorno dos hebreus para sua terra e permite que
reconstruam o Templo de Jerusalém.

Dito estas coisas quero ler com os irmãos o texto Ageu1: 1-15. Leiamos
Tema: Uma questão de prioridade

É importante observarmos que a menção da data com que o livro começa é de grande
importância, porque naquele dia (leiamos v1) a voz profética se fez ouvir pela primeira vez na
era pós-exílica.
O primeiro dia do mês era costume da época observar a festa da LUA NOVA= (No cerimonial
religioso hebreu, a “Festa da Lua Nova” ocorria no início de “cada mês”, sendo celebrada
“todos os meses do ano” (Nm 28:11 e 14). Como ocasião especial de adoração (Ez 46:1-8),
nesse dia tocavam-se as trombetas sagradas e ofereciam-se “holocaustos” e “ofertas de
manjares” ao Senhor (Nm 10:10; 28:11-15; Sl 81:3); o povo abstinha-se de atividades
comerciais e seculares (Am 8:5); neste dia era feriado nacional, realizavam-se também
banquetes especiais (1Sm 20:5, 18, 24, 27 e 34);).
Foi justamente neste dia especial em que o povo separava para adorar a Deus, que se rompeu
o silêncio de Deus, com a voz profética pós-exílica de Ageu.

Principio: quando há adoração, quando o crente cultua Deus, Ele se manifesta. Por isso Deus
está aqui neste momento, por isso estamos aqui, por causa da presença do nosso Deus.

Estas palavras foram ditas por Deus a seu povo através do profeta Ageu (Ageu 1:1), num
contexto onde Israel tinha voltado para Jerusalém do cativeiro babilônico, do qual o Senhor os
havia resgatado (Esdras 2:1-2).
Foi devido a constante desobediência de Israel, que ele havia sido levado cativo
(Deuteronômio 28:49-52; 30:17-18). E agora, mesmo tendo retornado, tudo ainda estava em
ruínas, inclusive o templo do Senhor (2 Reis 25:8-9), que representava a habitação de Deus no
meio deles (1 Crônicas 22:19; 2 Crônicas 5:7; 6:1-11).
O povo resgatado daquele cativeiro deveria priorizar a reconstrução do templo, pois desta
forma é que agradariam o Senhor e o glorificariam (Ageu 1:8). Eles até iniciaram a
reconstrução (Esdras 1: 1-11, 3:8), porém depois de um tempo a interromperam (Esdras 4:24).
(Em media 14 a 16 anos de negligencia em reconstruir a casa de Deus) Eles estavam
desanimados e parados com respeito a obra da Casa do Senhor. Dentre os vários motivos que
os levaram a interromper este trabalho (Esdras 4), o Senhor destacou o contraste entre a
indisposição do povo em reconstruir o seu Templo (“...Não veio ainda o tempo, o tempo em
que a Casa do Senhor deve ser edificada...”) e a disposição em construírem para si mesmos
belas casas: “Acaso, é tempo de habitardes vós em casas apaineladas, enquanto esta casa
permanece em ruínas?. A presença do Senhor no meio deles era o mais importante.
Reconstruir a Casa do Senhor deveria ser sua prioridade.
Mas eles preferiram investir seu tempo e dinheiro em seus próprios interesses.

Uma questão de prioridade é a lição que tiro desta fascinante historia da bíblia.

Exposição:

A igreja não tem enfrentado o sofrimento que Israel sofreu, mas nós também temos nos
tornado complacentes com a nossa liberdade e a prosperidade que desfrutamos. O chamado
foi feito, mas parece que temos ignorado o trabalho que fomos chamados a realizar. Não
tenho dúvidas, nós não somos confrontados com a gravidade da oposição que Israel enfrentou
e ainda assim estamos em falta em nosso serviço ao Senhor.

Duas vezes nestes versos a palavra do Senhor veio dizendo: Considerai os vosso passado
(caminhos). Ele queria que eles considerassem a falta de esforço em relação ao Templo e a
falta de fervor espiritual. Este desafio é relevante para o nosso dia também. Quero considerar
a vida de Israel neste momento crucial, no que se refere a nós, quando nós pensamos sobre os
desafios: Considerai os vossos caminhos.

I. A negligência do povo. v. 2-4


A. Eles negligenciaram o tempo. v. 2 – “Assim fala o Senhor dos exércitos, dizendo: Este povo
diz: Não veio ainda o tempo, o tempo de se edificar a casa do Senhor”. Tenha em mente, que
eles tinham voltado para Jerusalém há 18 anos. Havia se passado 16 anos desde que qualquer
trabalho produtivo tinha ocorrido para a reconstrução do Templo. As pessoas estavam sem um
lugar para adorar o Deus que os tinha trazido para casa e os tirado do cativeiro. Não parecia
haver nenhuma urgência em ter a casa de Deus reparada e pronta para a adoração. Eles
sentiam como se o tempo ainda não houvesse chegado.

- É evidente que um monte de cristãos de hoje está negligenciando o tempo. Eles


simplesmente não podem sentir a necessidade de ser produtivo para o Senhor.
Aparentemente, eles sentem que o tempo virá, mas ainda não chegou. Não há tempo como o
presente. Nós não podemos recuperar o tempo perdido. Estamos nos aproximando da volta
do Senhor a cada dia que passa. Você não tem que orar sobre servir ao Senhor. Posso
assegurá-los que Ele deseja que sejamos diligentes na obra hoje! Deus nos julgará por adiar o
que sabemos fazer para uma futura geração.

B. Eles negligenciaram o templo. V. 2 – “Assim fala o Senhor dos exércitos, dizendo: Este povo
diz: Não veio ainda o tempo, o tempo de se edificar a casa do Senhor”. Eles não estavam
apenas negligenciando a obra de Deus, eles esqueceram a casa de Deus. Não havia nenhum
desejo cooperativo para ver a casa de Deus restabelecida. Aparentemente, não havia
preocupação de um lugar para o culto. O único lugar que Deus tinha ordenado para se reunir
com eles nos dias do Antigo Testamento estava negligenciado e abandonado.

- É perigoso negligenciar a casa de Deus. temos igrejas onde o crente só aparece na igreja
quando for conveniente,(exemplo do pastor deça) esses irmãos realmente negligenciam a casa
de Deus. Eles não apoiam com a sua presença como deveriam; eles não apoiam com seus
dízimos e ofertas, e muitos não apoiam com suas orações. Não há desejo de ver a igreja
crescer e expandir, alcançando almas perdidas para a glória de Deus. Escute, se não formos
obedientes e comprometidos com a igreja, estamos negligenciando a casa de Deus. Você pode
sentar-se sobre estes bancos todos os domingos e ainda negligenciar a casa de Deus!

C. Eles negligenciaram a verdade. V. 3-4 – “Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do
profeta Ageu, dizendo: Acaso é tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta
casa fica desolada? ”. As pessoas não eram invisíveis para Deus. Ele observava a vida que
viviam e os desejos que eles possuíam. Eles eram indiferentes em relação a casa de Deus, mas
eles eram diligentes na obtenção de suas próprias casas. Eles falharam em ver a necessidade
de Deus no meio de toda a sua prosperidade recém-descoberta. Eles haviam perdido o foco.
Deus não os tinha trazido do cativeiro simplesmente para serem ricos e prósperos. Ele os tinha
trazido para que eles pudessem adorá-Lo e viver para Ele.

- Temo que muitos hoje estão vivendo em casas forradas, vivendo vidas de luxo e
complacência, e não tendo nenhum desejo para as coisas de Deus. Se você sente que Deus te
deixou aqui para satisfazer a sua carne e obter riqueza material sem medida, você está
negligenciando a verdade! Não estou dizendo que Deus não quer nos prosperar, mas estamos
aqui para servir ao Senhor. Nós não fomos chamados para nos satisfazer com os prazeres, mas
para viver para Deus e cumprir a obra que Ele nos chamou para fazer. Se sua vida é consumida
com os bens materiais, você tem negligenciado a verdade!

II. A necessidade do povo. v. 5-11


- Deus chamou-os para que eles considerassem seus caminhos seu passado .
Ele nunca chama a atenção para um problema sem oferecer uma solução. Ele se dirigiu a
negligência deles e agora Ele se dirige a necessidade deles.

A. A necessidade de conformidade. V. 6 – “Tendes semeado muito, e recolhido pouco;


comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e
o que recebe salário, recebe-o para o meter num saco furado”. Isto é bastante simples, não é?
Eles estavam empregando um grande esforço com resultados pouco favoráveis. Deus queria
que eles fizessem um inventário, uma reflexão de suas vidas.
Estavam realmente sendo produtivos? Todo esse esforço estava realmente gerando frutos?
Eles haviam trabalhado incansavelmente e ainda não havia nenhuma satisfação real. Eles
precisavam estar de acordo com os caminhos de Deus.

- Você pode empregar todo o esforço que você pode reunir, mas se você não tiver em
conformidade com os caminhos de Deus será pouco produtivo. Deus quer que examinemos
nossas vidas e sacar o máximo proveito dela para a Sua glória.

- Você está semeando abundantemente e colhendo uma colheita escassa? Você está
continuamente alimentando a carne e mesmo assim nunca encontra satisfação? Você está
consumido pelo ganho material e parece como se o dinheiro estivesse sendo colocado em um
saco furado? Será que todo esse esforço é agradável a Deus? Nada disso é para ele ou tudo
para si mesmo?
Conformidade com a vontade de Deus trará paz e satisfação.

B. A necessidade de cumprir. V. 8 – “Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela


me deleitarei, e serei glorificado, diz o Senhor”. Deus estava dizendo que o templo estava em
ruínas e os montes estavam cheios de recursos necessários para reconstruí-lo. Isso era o que
ele desejava. Ele só ficaria satisfeito com um esforço obediente. Ele simplesmente queria que
as pessoas a cumprissem a Sua vontade para as suas vidas.

- Muitas vezes tornamos a vida muito mais difícil do que tem que ser. Deus não nos pediu para
executar alguma tarefa monumental sozinho. Ele simplesmente quer que cumpramos a Sua
vontade. Ele não mudou. Ele forneceu os recursos para eles reconstruir o Templo e Ele irá
fornecer o mesmo para nós. Ele só quer tomemos o que ele já deu e realizar o trabalho.
Sabemos o que precisamos fazer e sabemos como fazê-lo. Nós apenas precisamos começar a
trabalhar para o Senhor!

C. A necessidade de confessar. V. 9 – “Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e
esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu o dissipei com um assopro. Por que causa? Diz
o Senhor dos exércitos. Por causa da minha casa, que está em ruínas, enquanto correis, cada
um de vós, à sua própria casa”. Basicamente seus esforços abundantes tinha lucrado pouco.
Poderia parecer bem na superfície, mas no final, era de pouco valor. Deus faz uma pergunta
simples, mas muito profunda: Por quê? Ele sabia a resposta. Ele havia soprado o que parecia
rentável e precioso para eles, porque seus corações não estavam bem. Eles não estavam se
preocupando com suas necessidades espirituais. Deus queria que eles entendessem e
confessassem seus pecados.

- Deus não abençoará se não estivermos dispostos a confessar. Não tenho dúvidas de que
muitos sabem que Deus não está satisfeito com as suas vidas e ainda assim eles se recusam a
admiti-lo e ficar bem com ele. Temos de nos ver como Deus nos vê. Estou certo de que se
olharmos para nós mesmos como Ele nos olha, nós seríamos muito menos orgulhosos e
consumidos com nossas necessidades e desejos
D. A necessidade de preocupação. V. 10-11 – “Por isso os céus por cima de vós retêm o
orvalho, e a terra retém os seus frutos. E mandei vir a seca sobre a terra, e sobre as colinas,
sobre o trigo e o mosto e o azeite, e sobre tudo o que a terra produz; como também sobre os
homens e os animais, e sobre todo o seu trabalho”. A situação em Jerusalém não era boa. O
orgulho e a indiferença do povo levaram a seca e falta de abundância. Estas provações eram
um resultado direto de sua desobediência. Deus queria que eles percebessem que Ele não iria
abençoar um povo rebelde. Havia uma verdadeira necessidade de eles estarem preocupados
com a situação de suas vidas.

III. A novidade do povo. v. 12-15 algo novo aconteceu com o povo


- A mensagem de Deus trouxe mudanças em suas vidas. Ela deve nos mudar também. Observe
a mudança.

A. Eles foram submissos. v. 12 – “Então Zorobabel, filho de Sealtiel, e o sumo sacerdote Josué,
filho de Jeozadaque, juntamente com todo o resto do povo, obedeceram a voz do Senhor seu
Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o Senhor seu Deus o tinha enviado; e temeu o povo
diante do Senhor”. O povo obedeceu a voz do Senhor seu Deus, e as palavras de Ageu. Isso
significa "ouvir, ouvir com atenção, dar atenção, e se render". O povo temeu a Deus. Isso
carrega a idéia de "Reverência, honra, respeito".

- Precisamos aprender a obedecer à Palavra de Deus. É a única autoridade para toda a vida.
Não sou melhor do que nenhum de vocês, mas Deus me chamou para proclamar a Sua Palavra.
Precisamos desenvolver um santo temor de Deus em nossos dias. A nossa submissão irá
resultar em bênção e na presença do nosso Senhor.

B. Eles foram ajudados. v. 13 – “Então Ageu, o mensageiro do Senhor, falou ao povo,


conforme a mensagem do Senhor, dizendo: Eu sou convosco, e diz o Senhor”. Isso revela uma
verdade simples que precisamos entender e viver. Quando o povo de Deus se acertar com Ele,
Ele estará conosco. Eu quero ter Deus em minha vida e entre nós.

C. Eles foram agitados. V. 14a – “E o Senhor suscitou o espírito do governador de Judá


Zorobabel, filho de Sealtiel, e o espírito do sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e o
espírito de todo o resto do povo”. Quando os corações das pessoas estavam voltados para
Deus, Ele suscitou o espírito de Zorobabel e Josué. Ele começou a trabalhar em seus corações,
dando-lhes um toque de renovação. Ele também agitou os corações das pessoas. Deus
começou a trabalhar em suas vidas novamente.

- Mais do que qualquer outra coisa, precisamos de uma agitação de Deus. Precisamos que ele
se mova de uma maneira poderoso entre nós. Você está cansado e fatigado? Receba um toque
de Deus em sua vida e Ele pode começar a agitar seu coração. Ele fez por eles e estou certo de
que ele vai fazer por nós.

D. Eles foram sinceros. V. 14b – “...eles vieram, e começaram a trabalhar na casa do Senhor
dos exércitos, seu Deus”. Após este encontro com Deus o povo foi transformado. Eles
determinaram em seus corações a construir o templo, obedecendo a Deus, e eles fizeram
exatamente isso. Quatro anos mais tarde, o templo foi concluído. Esdras 6:15 – “E acabou-se
esta casa no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado do rei Dario”.

- Entrar em contato e em sintonia com Deus vai mudar a sua vida. Você deixará de viver uma
vida despreocupada e complacente e se tornará sincero e produtivo. O que a igreja e este
mundo precisa é de cristãos sinceros. Precisamos daqueles que estão empenhados em cumprir
a obra de Deus, não importa o custo ou esforço envolvido. Eu oro para que Deus faça uma
obra em nossos corações e nós seremos sinceros em nossos esforços para ele.

Conclusão:
Sabemos que o Senhor não nos ordena reconstruir para ele um templo físico hoje, pois os seus
próprios servos, na Nova Aliança, são a sua habitação (João 14:23; Atos 17:24; 1 Pedro 2:5; 1
Coríntios 3:16-17). Mas podemos tirar algumas lições desta afirmação do Senhor a respeito da
atitude do seu povo:

1. Frequentemente imaginamos que ainda não é tempo de servir a Deus. Nós nos
preocupamos em primeiro resolver nossas vidas aqui, enquanto as coisas de Deus ficam para
depois. Pessoas vivem uma vida regalada durante toda a juventude, imaginando que só
quando velhas, próximas da morte, precisarão buscar a Deus. Assim como os Israelitas,
esquecemos que só temos verdadeira vida e liberdade quando Deus habita em nós (Marcos
8:36; João 3:16; Colossenses 1:13). Esquecemos que o Senhor já resgatou a humanidade
pagando um alto preço pela salvação do homem (1 Pedro 1:17-21; 2 Coríntios 5:18-19) e que
deixar para buscá-lo depois pode ser mais difícil e até tarde demais (Eclesiastes 12:1-8; Isaias
55:6; Hebreus 3:12-13). Somos chamados no tempo que se chama hoje, para edificar a Casa do
Senhor, não depois (Atos 17:30-31).

2. Dentre outras coisas, servir o Senhor exige negação (Marcos 8:34-35), mudança de
mentalidade (Romanos 12:2), mudança de vida (Romanos 6:1-4). Enquanto o foco de nossas
vidas for “construir nossas próprias casas” não vamos agradar o Senhor, não edificaremos “a
Casa do Senhor”. O próprio Jesus afirma que não podemos servir a dois senhores (Mateus
6:24). Ele desafiou o jovem rico a se desligar totalmente de seus bens, de tudo aquilo que ele
havia construído e mais valorizava na vida, para seguí-lo (Marcos 10:21-22). Não devemos
ignorar as ordens e advertências do Senhor a respeito do perigo de sermos iludidos pela nossa
própria cegueira. Ele nos adverti a respeito do cuidado exagerado pelas coisas desta vida
(Marcos 4:7,18-19; Mateus 6:19-21). É possível estarmos parados na obra principal e nem nos
darmos conta? Sem negar as responsabilidades e necessidades que temos na vida aqui,
devemos ter o cuidado de que estas coisas não nos atrapalhem na meta principal, não venham
a se tornar para nós motivo de não edificar “a Casa do Senhor” (Mateus 6:32-33; Eclesiastes
12:13).

Nos dias do profeta Ageu, não muito tempo depois de ouvirem sua mensagem, os Israelitas
deram ouvidos a sua voz, temeram ao Senhor e retomaram a construção do Templo (Esdras
5:2; Ageu 1:12-15).

Que assim, também nós, ao ouvirmos hoje a voz do “profeta dos profetas”, do filho de Deus
(Hebreus 1:1-2), nos empenhemos com toda perseverança na obra principal que ele nos
confiou (Hebreus 12:1-3).

Já é tempo de construir! Qual casa você tem edificado?


Você já pensou em seus caminhos? Existe alguma coisa que precisa ser tratada em sua vida?
Você está vivendo muito parecido com os judeus nos dias de Ageu? Deus tem falado ao seu
coração? Se assim for, por que não vir e submeter-se a Ele e começar de novo com ele. Ele
pode mudar a sua vida.

Talvez você não pode servir ao Senhor, porque você nunca creu nele para a salvação. Se for
esse o caso, por que não atender ao chamado de Deus e ser salvo hoje? Permita que Ele tome
essa vida de miséria e confusão e lhe dê uma vida nova nele!